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Diário da Resistência


Executivo de Wall Street que virou blogueiro diz que a máquina pode explodir
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Executivo de Wall Street que virou blogueiro diz que a máquina pode explodir


20/07/2013 - 01h07

Afinal, onde está a revolta?

A pergunta é cada vez mais frequente nos blogs dos Estados Unidos. Richard Eskow já foi músico, consultor e executivo de Wall Street na área de tecnologia.

Com o título acima ele publicou, recentemente, na internet, um artigo comparando Estados Unidos e Brasil — no qual cita o brasileiro Paulo Freire várias vezes. Quando fala da crescente desigualdade na sociedade norte-americana, ele afirma que a retórica do consenso e da busca de acordo, uma constante na atuação política do presidente Barack Obama, é responsável por boa parte do acirramento dessa desigualdade. Conclui com palavras de Paulo Freire: “Lavar as mãos em face da opressão é reforçar o poder do opressor, é optar por ele”. Para explicar porque mudou de carreira para se dedicar ao jornalismo na internet, novamente cita o brasileiro, lembrando que a palavra transforma o mundo.

Eskow conheceu as ideias de Paulo Freire bem cedo, através do pai, que era educador. Ele acha que o momento pede a leitura e os pensamentos do pernambucano.

Apesar de se considerar um otimista, Eskow analisou o processo de concentração de renda nos Estados Unidos e concluiu que ele cria um círculo vicioso: dá ainda mais poder de fogo aos grandes grupos, que investem pesado nas campanhas eleitorais e nos lobbies, para garantir leis ainda mais vantajosas ao capital no Congresso.

Eskow também leva em consideração as denúncias recentes sobre espionagem doméstica. Elas refletem um estado policial cada vez mais opressor, que se une aos interesses financeiros para desmantelar qualquer movimento de massa nascente, como aconteceu com o Occupy. Ainda assim, acredita que é possível vencer toda essa máquina e vê, no temor dos poderosos, sinais de que o caldo eventualmente vai entornar.

Que medo é esse? Ainda bem conectado ao mundo das finanças, ele conta que um amigo economista voltou há pouco de uma reunião na Europa com 100 representantes de instituições financeiras mundiais e perguntou qual era o clima entre os banqueiros. “Eles estão aterrorizados”, disse o amigo.

Por quê? Segundo Eskow, eles analisam as estatísticas, os gráficos e dados econômicos. Sabem que a concentração de renda nas mãos de uma camada cada vez menor da população é uma receita desastrosa. Cria uma situação de instabilidade cada vez maior que pode, a qualquer momento, explodir. E nem por isso eles cedem: a ganância vicia.

Na pergunta do título vai implícito: quando essa panela de pressão vai dar sinal de vida? Enquanto a situação econômica da maioria piora, os norte-americanos continuam calados, trancados em casa, provavelmente achando que são uns fracassados.

Olham para os problemas de forma individual. Não conectam o que estão vivendo com o que se passa com o vizinho, com o colega de trabalho que também perdeu o emprego, com o conhecido que perdeu a casa porque não conseguiu mais pagar as prestações…

Eskow também responsabiliza a mídia norte-americana por essa alienação, já que ela não discute os problemas econômicos que a população enfrenta. “Limita-se ao trivial”, afirma.

Para Eskow — uma versão estadunidense de blogueiro sujo, já que o espaço dele se chama Crooks and Liars, Velhacos e Mentirosos — o Brasil ofereceu um bom contraste ao que se passa na terra de Tio Sam.

Enquanto todos os indicadores mostram que houve uma mudança positiva para os mais pobres e uma ascensão de muitos à classe média no Brasil, ainda assim os protestos explodiram. Ou seja, melhoria e mais protestos (no Brasil). Concentração de renda cada vez maior e silêncio (nos Estados Unidos). Na conversa com o Viomundo, ele analisou essa apatia.

Viomundo – Para responder à pergunta do título do artigo, você menciona a alienação. Como ela é produzida?

RE — Existem vários fatores. Um deles é que quando as pessoas perdem de vista o contraste entre o mundo delas, como ele existe, e o mundo como ele poderia ser — ou até mesmo como era alguns anos atrás — quando as pessoas perdem essa noção do contraste, então usamos a expressão “é como um canário em uma mina de carvão”. Quando o oxigênio vai acabando, o canário não percebe que o ar está acabando até que cai e morre.

Os mineiros levam o canário para a mina porque não sabem quando estão perdendo o ar. Se o canário morre eles sabem que estão prestes a sufocar. Acho que é o que acontece conosco.

Não sabemos que nosso oxigênio econômico está desaparecendo à nossa volta. Acho que parte dessa alienação é porque as pessoas estão com medo. Trabalhando muitas horas, foram forçadas a se endividar, vivem em um estado constante de insegurança. Mas aconteceu tão devagar que não têm nada para comparar com isso. Acham apenas que o mundo é mesmo assim.

Acho que isso é parte do problema. Também há o aprendizado desse conceito de impotência: elas tentam eleger republicanos, depois democratas, vão e voltam — e nada funciona. Então, o desânimo se torna parte do processo.

Acho também que é falta de informação. Nossa mídia, em sua grande maioria, não está enfatizando os problemas econômicos que estão acontecendo. Tende a focar no trivial e não enfatizar o que está acontecendo social e economicamente ou apontar as forças subjacentes a esses problemas. Se você soma todos esses fatores, você tem pessoas altamente insatisfeitas, mas desanimadas e alienadas, que não estão reagindo.

Viomundo – Aqui nos Estados Unidos você ainda tem as redes públicas de rádio e tevê — a PBS e a NPR — que são fortes e discutem assuntos com um pouco mais de profundidade, enquanto no Brasil a internet é que se tornou uma ferramenta importante, especialmente para os jovens, para obter informações e discutir as coisas.  Aqui nos Estados Unidos, você encontra na internet uma grande variedade de opiniões e debates. Por que isso não produz algum tipo de discussão maior?

RE — Acho que existem duas razões. Por um período, isso aconteceu. Especialmente durante a presidência de George W. Bush [2000-2008] quando houve uma quase assustadora uniformidade de cobertura da mídia neste país. Realmente fez a gente sentir quase como uma coisa totalitária a forma como certas notícias não estavam sendo transmitidas. A internet realmente explodiu em matéria de blogs e de mídia alternativa para oferecer uma contra-narrativa durante os anos Bush, especialmente sobre a guerra [do Iraque] e algumas das políticas econômicas…

Mas acho que uma das razões pelas quais ela não é tão efetiva agora é porque, com a eleição de Barack Obama e com a decisão do Obama, em várias áreas, de apoiar interesses econômicos aos quais o Bush também deu apoio, o mundo da internet ficou dividido entre os que queriam continuar lutando contra essas forças econômicas e os que se sentem mais à vontade e até leais quando essas medidas estão sendo promovidas por alguém que é democrata ou parece mais liberal – ao menos culturalmente e socialmente mais liberal, como Obama.

Acho que isso criou uma fragmentação na internet. Agora você tem uma proliferação tão grande de pontos-de-vista que não existe uma força coerente argumentando contra esses interesses econômicos. Nós tivemos um pouco durante o movimento Occupy. Foi um curto espaço de tempo fascinante.

Literalmente, em um período de duas ou três semanas, quando o Occupy surgiu, a parte do mundo da internet e do ativismo social que eram leais ao Partido Democrata – me lembro disso vividamente – reagiu de forma bastante negativa.

Depois, quando o movimento se tornou bem sucedido, tentaram cooptá-lo, se juntar a ele. Depois desapareceram e voltaram às suas velhas práticas. Então, acho que existe uma energia potencial que não foi acionada. Mas por causa dessa fragmentação e da ausência de uma mensagem, essa energia não é coerente e não se articula, como está acontecendo no Brasil.

Viomundo – – Como pode se dar essa articulação, a formulação de uma mensagem mais coerente?

RE – De certa forma, eu bem que gostaria de saber. Mas muitos de nós continuamos tentando responder essa pergunta. Para mim é uma questão de continuar reiterando certas mensagens. Existe um artigo recente a respeito da maneira com que os políticos que servem aos interesses corporativos estão usando a agenda social – como casamento gay e os direitos reprodutivos das mulheres — para dividir a oposição.

São boas causas, mas esses políticos dão ênfase a elas e ignoram ou até representam forças econômicas negativas. Conseguem que as pessoas votem contra seus próprios interesses porque ganham a lealdade delas nas causas sociais.

Então, acho que precisamos manter essas mensagens vivas. Infelizmente, se nada for feito, a pressão vai aumentar tanto que vai se tornar insuportável para as massas. No momento em que isso acontecer, existem várias possibilidades. Nem todas são muito atraentes. Uma delas é que as pessoas podem se virar para uma forma de política demagógica, como você viu aqui nesse país com o Tea Party, tipo super nacionalista, até mesmo potencialmente racista.

Ou poderemos ver a volta a algo mais dedicado à igualdade e justiça social e econômica. Podemos ainda ver o ódio, um ódio niilista. Os que, como eu, pensam que isso é um problema, têm a obrigação de preparar o caminho para a melhor reação possível, quando esse momento vier.

Viomundo – Na cultura norte-americana, existe um sentimento individualista muito forte. O mito de que todo mundo precisa se virar por conta própria, a ideia do desbravador do Oeste, a cobrança de que é preciso sair de casa com 17 anos, não importa a situação… Isso tudo dificulta um pouco a atuação em grupo para mudar a atual situação?

RE – Com certeza! Acho que você colocou o dedo na ferida. Falei rapidamente disso no artigo que você leu. Acho que não há dúvida que tem sido muito útil para certos interesses poderosos continuar reforçando esse mito cultural que diz que as pessoas não existem de forma coletiva, só existem no sentido individual.

A versão de Margareth Tatcher de que não existe sociedade, apenas indivíduos e famílias. Nos Estados Unidos, nós temos todo tipo de expressão e ícones culturais que dizem: você faz as coisas por conta própria.

O outro lado da moeda disso é que se você não pode pagar a prestação da sua casa, se não consegue arrumar um emprego que pague decentemente, então você é um derrotado. Essa sensação de vergonha e culpa cruel e excruciante, paralisa as pessoas, evita que elas ajam.

Acho que essa cultura da individualidade, nos Estados Unidos, é gigantesca. Mas a grande maioria das pessoas perdeu o poder de uma maneira que seria impensável, aqui mesmo, há cinquenta anos, quando tínhamos na presidência Dwight Eisenhower que, apesar de ser republicano e um general, uma figura militar considerada conservadora, mas não de extrema direita, estava bem à esquerda de Barack Obama e da maioria dos políticos democratas de hoje.

Na campanha pela reeleição, Eisenhower falou muito de aumentar a filiação aos sindicatos e incluir mais gente na fila dos programas sociais para que tivessem segurança financeira quando ficassem mais velhos ou ficassem impossibilitados de trabalhar por problemas de saúde.

Tínhamos uma visão social bem mais aguda durante o governo Eisenhower. Construímos um sistema federal de estradas de uma costa à outra. Tudo isso foi feito com o entendimento de que, apesar do nosso individualismo, existem também coisas que fazemos juntos, uns pelos outros e uns com os outros. Mas agora esse individualismo ficou acima de tudo. Acho que estamos vendo essa ideia de individualismo ser usada para realmente destruir o tecido social.

Viomundo – O senhor vê alguma conexão entre esse estado geral de coisas e o fato de os Estados Unidos serem o país que tem o maior consumo per capita de remédios para depressão?

RE – Bem, ainda somos os primeiros em algo! Somos muito competitivos, você sabe… (ele ri). Nós temos uma doença coletiva para a qual estamos procurando cura individual. E o consumo de antidepressivos se adequa muito bem a isso.

Se você faz tudo o que sua cultura diz que deveria lhe fazer feliz mas isso está deixando você péssimo, essa escravidão à necessidade de consumir produtos, que deveria lhe trazer conforto mas não traz, se você faz o que a sociedade diz que faria de você uma pessoa bem sucedida e está fracassando, não tem como interpretar isso a não ser como uma doença individual. Se isso não está te realizando, você deve estar doente — e temos uma pílula para isso.

O consumo de remédios é uma saída lógica para isso. Aliás, se você estudar a ciência e a economia da indústria farmacêutica neste país, é um exemplo perfeito de como nosso modelo corporativo está se infiltrando em todos os aspectos da nossa cultura.

É bastante chocante ver quão fracas são as provas da eficácia dos remédios psiquiátricos para muitas pessoas. Mas o processo é controlado pelas corporações que fabricam os remédios. Então temos centenas de milhares de médicos neste país que acreditam que estes remédios são eficazes com base em provas bastante duvidosas.

Até mesmo a editora do New England Journal of Medicine, que foi médica, disse que não acredita em nenhum estudo sobre remédios feito neste país porque são financiados pelas empresas farmacêuticas e eles são divulgados seletivamente.

Então, é chocante constatar como os lucros corporativos se infiltraram em tudo, nas nossas publicações, na nossa vida profissional. Some-se a isso esse fracasso do modelo de busca de prazer consumista individual e o resultado é uma porção de gente tomando antidepressivos.

Viomundo – Diante desse controle cada vez maior do estado, evidenciado pelas denúncias de Edward Snowden a respeito do programa de espionagem da NSA (Agência de Segurança Nacional), da concentração de riqueza nas mãos de um número cada vez menor de grandes empresas, que influenciam a política de forma decisiva, você ainda é otimista a respeito da possibilidade de mudar esse estado de coisas. Por que?

RE – Claro que existe maneira de lutar contra tudo isso. E não seria a primeira vez na história que uma enorme e poderosa máquina foi derrubada. Existem meios. Tenho um amigo que é economista e acaba de vir de uma reunião na Europa. Foi uma reunião de 100 líderes da indústria bancária mundial para falar da indústria deles, do que pode ser modificado, etc. Perguntei qual era o clima por lá. Ele me disse que estão “aterrorizados”.

Muitas das pessoas contra as quais nos sentimos impotentes vivem em um estado permanente de medo porque podem ler as estatísticas econômicas tão bem quanto nós. Podem ver o aumento da desigualdade da riqueza entre o 1% e os 99% e entre o 0,1% e o 0,99%.

Até mesmo entre os super-ricos existe uma disparidade enorme. Eles sabem que 400 famílias têm a fatia do leão do poder econômico dos Estados Unidos. Isso é tão visível para eles como é para qualquer pessoa. A história nos mostra que os sistemas de distribuição enormemente injustos são instáveis.

Então, fiquei surpreso quando ele me respondeu isso. Mas depois pensei bem e faz sentido. Por isso o Occupy os assustou tanto e eles reuniram todas as forças disponíveis para marchar contra o Occupy. Acho que eles realmente têm medo do povo se virar contra eles. Acho que essa é uma possibilidade bastante concreta. Eu gostaria que acontecesse de forma justa e humana e não violenta.

Quando escrevi sobre isso, sobre os bancos e tudo isso, recebi comentários no meu blog dizendo que a única maneira de lidar com essas pessoas [os banqueiros] é com uma corda, com a forca. É preciso parar com isso. Esse é o meu medo. Acho que é o que eles temem, também. Acho que existem meios pacíficos de lidar com isso e a história americana tem precedentes nessa área.

Fizemos isso nos anos 30. Com Franklin Roosevelt tínhamos um sistema extremamente injusto e instável e mudou de forma bastante pacífica. Esse novo modelo funcionou, mal ou bem, por quase 50 anos. Então acho que esse é o tipo de mudança que devemos promover. Talvez haja algo ainda melhor que isso. Mas a ideia de que pode haver violência, é o que está deixando muita gente com medo. Se você diz que é impossível parar a máquina, acho que a melhor resposta é que os poderosos não acham isso.

Viomundo — Mesmo assustados e com medo, eles continuam investindo uma fábula no Congresso para impedir a adoção das leis que tem por objetivo reformar o sistema financeiro. Separar novamente bancos comerciais e bancos de investimento, combater os paraísos fiscais, etc. Dinheiro que poderia resolver todos os problemas do país. Se eles têm tanto medo, talvez não devessem investir tanto dinheiro para evitar essas reformas.

RE – É verdade. Mas acho que eles estão chegando a um ponto em que estão começando a agir contra os interesses deles mesmos ao serem tão gananciosos.

Você sabe, havia um chefe de uma tribo indígena americana que ouviu de seu povo a seguinte pergunta a respeito do homem branco: por que eles rompem todos os acordos que fazem conosco? O amor ao dinheiro é uma doença deles, respondeu o chefe.

Acho que o amor ao dinheiro é mesmo uma doença, um vício que eles não podem cortar, mesmo quando sabem que é ruim para eles. Então o medo aumenta, mas o vício também aumenta, a riqueza deles aumenta e estão em uma rota de colisão com a história. Acho que eles sabem disso.

Eles estão enfraquecendo ainda mais a Dodd-Frank [a lei de reforma do sistema financeiro que entrou em vigor em 2010, nos Estados Unidos]. Ela já era uma reforma fraca que fez algumas mudanças importantes, mas longe do que realmente precisamos. Estão resistindo às outras reformas bancárias. Certamente ficaram muito chateados com a proposta Warren-McCain que é bastante razoável e propõe restabelecer as proteções da lei Glass-Steagall [que separava bancos comerciais de bancos de investimento e foi derrubada durante o governo Clinton] que funcionou tão bem, por tantos anos.

Mas eles vivem em um sistema que precisa dar resultados a cada trimestre. É assim que eles são remunerados, valorizados. Quando você vive nesse sistema trimestral não pode, por exemplo, construir um sistema bancário sólido para uma economia estável no futuro porque será demitido e substituído pelo cara que consegue melhores resultados no próximo trimestre.

Para ter melhores resultados no próximo trimestre, você precisa derrubar todas as leis que por ventura estejam no seu caminho. Tem que derrubar qualquer movimento político que esteja no seu caminho. Esse ciclo louco, sempre acelerado de lucros em espaços de tempo cada vez menores, ganância e ausência de leis… ainda tem de garantir a existência de políticos eleitos que não permitam que você seja punido por ter desrespeitado as leis… e assim por diante.

É por isso que muita gente se pergunta se é possível parar essa máquina. Mas eu acho que deveriam perguntar quanto tempo mais essa máquina pode funcionar dessa maneira, antes que exploda.

[Gostou? Garanta outras pautas exclusivas como esta assinando o Viomundo]

Viomundo – E leve todos nós junto…

RE – Claro, e eles também. Por isso acho que existe essa mentalidade de “vamos arrancar todo lucro possível agora, enquanto podemos o mais rápido possível e torcer para que possamos assegurar uma moradia em Doha ou em alguma ilha antes que a merda bata no ventilador”. Quando perguntam como brigar contra essa máquina você tem que partir do princípio de que ela não é invencível, em primeiro lugar.

Em segundo, ver que ela possui defeitos estruturais que a fazem acelerar constantemente até que exploda. E se preparar, ficar pronto para, no momento que ela explodir, dar uma resposta pacífica com propostas para o futuro e não com raiva e violência niilista. É com isso que eu me preocupo.

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43 comentários

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augusto2

22 de julho de 2013 às 15h20

Se for em alguns meses visitar as oropas como precisoe pretendo – nunca estive por la- estou certo que vou ser melhor recebido e encarado do q seria ha uns 10,15 anos. Ali nos lugares dos mortais q eu visitaria seria um cucaracha, de buenos aires,E sei por que.
Agora, depois de Eike Batista tombado, aquele outro turista brasilico montado na grana ou no business, quando for aos circulos que pretende visitar, será mais ou menos assim: quem pensa que é este arrotador de mortadela que vem de um pais que de bilionario so produz Madoffs?

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Roberto Locatelli

22 de julho de 2013 às 11h16

Richard Eskow parece não ter muita base teórica. Suas avaliações são baseadas em conjecturas.

Essa falta de base teórica existe também no movimento Occupy, que tem uma tendência meio pacifista, meio anarquista. Não é à toa que vários líderes do movimento (sim, eles têm líderes, apesar de se dizerem “horizontais”) começaram a estudar marxismo, inclusive promovendo cursos para integrantes do Occupy.

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francisco magalhaes vieira

22 de julho de 2013 às 08h25

Eh!Só tem um jeito:ACORDA ACORDA ACORDAACORDAACORDA….!

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wendel

21 de julho de 2013 às 20h03

Como disseram “Leitura obrigatória”!!!!!
São muitos os comentários, e por não ter lido todos, talvez corra o risco de copiar alguém em meu post, mas mesmo assim…
” … Estados Unidos serem o país que tem o maior consumo per capita de remédios para depressão?”
“… se você faz o que a sociedade diz que faria de você uma pessoa bem sucedida e está fracassando, não tem como interpretar isso a não ser como uma doença individual. Se isso não está te realizando, você deve estar doente — e temos uma pílula para isso.”
Pinçando estes dois tópicos do artigo, fiquei refletindo o porque das marchas para a liberação da maconha? Será que as pilulas já não são suficientes e ao liberar o consumo deste alucinógeno, não estarão pensando em ampliar a alienação?
AS conferir…..

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nelson barbosa

21 de julho de 2013 às 19h45

O dia que as manifestações eclodiram pelo país afirmei que seria um exemplo para o resto do mundo. Não tenho dúvidas que todos os povos do planeta e incluindo dos USA também sofram o mesmo processo “ilusório” desse sistema falido e promotor de privilégios escusos à escolhidos. Nós, como gente comum de um país em “desenvolvimento” e até ontem,do “terceiro mundo”, nunca imaginamos ser capaz outro povo senão o nosso, sofrer de colonialismo, mas pasmem, a verdade é que esses outros povos “privilegiados” também sofrem do mesmo mal: O Capitalismo. Estamos, não posso dizer que eles estejam, vendo claramente, que a maioria dos povos desse planeta estão vivendo uma grande mentira ou na mesma mentira globalizada e nem se sensibilizam mais com a possibilidade do planeta estar a beira de um colapso. Dá para imaginar a hora que um cidadão americano (ou uma multidão) perceberam que como qualquer povo, está sendo manipulado? e que apesar de conseguir comprar carro mais barato, sua insatisfação geral e irrestrita não passa nunca, nem com os “melhores remédios”?! Essa revolução não será em um país, mas de um planeta! E não adiantará querer os “donos do mundo” esconderem-se, pois esse povo “planetário” estará ciente e espalhado por cada ilhota esquecida ou pedaço da Terra.

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renato

21 de julho de 2013 às 19h33

A muito tempo atras, aproximadamente em 1982,quando começava minha carreira,e me casava, li um livro qualquer que ma chamou atenção,pois ele vislumbrava uma possível revolta das pessoas em face de quem era muito rico. Não entendia pois achava que se eu quisesse aquilo tinha que trabalhar. Hoje continuo pensando a mesma coisa. Pois não quero este tipo de riqueza.

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Julio Silveira

21 de julho de 2013 às 16h01

Será verdade? Será mais uma intriga, ou mais uma traição?
Dilma negociará participação dos EUA em Alcântara (titulo extraído do blog Poder Aéreo).

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Luiz Fernando

21 de julho de 2013 às 14h44

“(…) Por isso acho que existe essa mentalidade de “vamos arrancar todo lucro possível agora, enquanto podemos o mais rápido possível e torcer para que possamos assegurar uma moradia em Doha ou em alguma ilha antes que a merda bata no ventilador”.”

E VOCÊ? AONDE VOCÊ VAI ESTAR? E O RESTO DO REFUGO HUMANO?

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Rodrigo

21 de julho de 2013 às 11h22

Cada vez mais me torno Fã do trabalho da Heloisa Vilela
Parabéns Heloisa

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guilherme

21 de julho de 2013 às 02h39

Esse modelo está saturado, ele se auto-destrói. Vai ficar na mão de tão poucos que chegaremos ao ponto de que saberão o que fazer mais.

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Guanabara

20 de julho de 2013 às 22h16

“Mesmo assustados e com medo, eles continuam investindo uma fábula no Congresso para impedir a adoção das leis que tem por objetivo reformar o sistema financeiro.”

Compra de voto por rico é lobby. Por pobre, mensalão.

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    Paulo ETV

    21 de julho de 2013 às 13h35

    é isso mesmo,já disse em roda de conversa ,o mensalão significa para mim

    o patrão dizendo para o empregado “eu sei roubar voce não,nem tente que a Polícia está comigo”

    Nelson

    21 de julho de 2013 às 16h49

    Nos EUA não existe corrupção. Lá, à compra de votos dão o nome de lobby.

    Carlos Teixeira

    21 de julho de 2013 às 17h59

    A frase “a compra dr voto por rico é lobby, por pobre é mensalao” merece ser amplamente divulgada. Boa demais, assim como a entrevista. Brilhante.

Kate Epstein: Netflix, quando o entretenimento nos entorpece - Viomundo - O que você não vê na mídia

20 de julho de 2013 às 21h05

[…] Blogueiro diz que a máquina dos banqueiros vai explodir […]

Responder

Francisco

20 de julho de 2013 às 21h01

Sabe de uma coisa?

Nos cursos de Pedagogia e nos cursos de Filosofia, no Brasil, não há uma única disciplina voltada a estudar Paulo Freire. Na verdade, não há nem mesmo uma Unidade de ensino voltada para estudar Freire.

Para ser bastante franco, não conheço nenhuma faculdade que tenha a leitura de algum livro de Freire como obrigatória. Nem mesmo um capitulo de algum dos livros dele.

Normalmente se lê um trecho e três ou quatro parágrafos sobre ele.

E ai, reclamamos da vida…

Responder

    guilherme

    21 de julho de 2013 às 02h33

    Francisco, você está coberto de razão. Nas escolas de ensino fundamental e médio a maioria dos professores nem sabe que é Paulo Freire, nem Darci Ribeiro, nem Rubem Alves e tantos outros. Agora se você perguntar quem é o ator das novelas A, B ou C te respondem na ponta da língua.

    Nelson

    21 de julho de 2013 às 16h46

    É por essas e por outras, meus caros Francisco e Guilherme, que acredito que o Millôr Fernandes tinha razão quando afirmava que “o Brasil é um país com um grande passado pela frente”.

H. Back™

20 de julho de 2013 às 19h52

A História se repete. Para entendermos o presente faz-se necessário entendermos o passado.

Responder

Pedro

20 de julho de 2013 às 19h42

Ótima entrevista, parabéns!

Responder

Ideraldo

20 de julho de 2013 às 19h19

Muito boa a entrevista e já é a 2ª matéria em que vejo americanos reclamando da altíssima concentração de renda no país. A 1ª foi no “Cuba Debate”. A situação está ficando tensa. A cidade de Detroit pediu concordata e o índice de criminalidade lá é 03 vezes maior que em São Paulo.

Responder

abolicionista

20 de julho de 2013 às 19h03

Grande entrevista, vai calar fundo no coração de muito reaça embasbacado com os EUA. Contudo, aqui também ocorre a mesma coisa. Às armas, cidadãos!

Responder

maria olimpia

20 de julho de 2013 às 19h01

Excelente, Heloisa Villela!

Responder

Regina Braga

20 de julho de 2013 às 18h18

A Cidade de Detroit já foi e outras estão indo…e o FBHC falando da recuperação americana.Pode ser que ele esteja pensando em dar o Brasil de presente para os americanos.Quem pagou a conta? Novamente!

Responder

Marcos

20 de julho de 2013 às 18h11

Procurem no youtube “The Money Masters…” e entenda o que aconteceu e acontece no mundo desde Napoleão…Ou o mundo se livra dos banqueiros privados ou eles acabam com o planeta…

Responder

Selma

20 de julho de 2013 às 16h56

A Heloisa Villela é a melhor jornalista brasieira da atualidade.

Responder

SERGIO GOVEA

20 de julho de 2013 às 16h52

Segue, na íntegra, transcrição de comentário meu, posto no “www.brasil247.com” sobre um texto de Luiz Eça (28 de março de 2013; Obama embaixador de israel [sic]) …..

Estranhamente esse comentário foi salvo por alguém do 247 (ou não) e posto na internet ( para quem quiser conferir…. pesquisa Google com argumento: sergio govea 247 victor hebráica).

(início da transcrição) ” ” O ponto de inflexão dessa função não está no Oriente Médio”. Sergio Govea. 31.03.2013 às 00:42

No dia treze de novembro de 1978, eu estava na Hebráica do Rio, assistindo ao grande enxadrista Viktor Korchnoi. Foi uma série de quarenta partidas simultâneas…

Eu estava com 21 anos de idade. Não posso revelar exatamente como, mas numa conversa informal sobre um assunto que não trata especificamente da relação entre americanos e judeus, pude perceber o risco de serem os Estados Unidos algo como a próxima Alemanha.

É interessante como que as pessoas não percebem a falta de estabilidade nas relações entre esses dois povos. Até mesmo os governantes, os estrategistas, os serviços secretos.

O ponto de inflexão não está (nunca esteve) no Oriente Médio, mas no comportamento da população dos Estados Unidos daqui a alguns anos.

O tempero é muito simples: “a política da rígida ditadura bipartidária nos Estados Unidos é um gigante com cabeça e mãos de ferro, e o restante de barro”.

Certa vez Amador Aguiar disse, em palestra: “mais importante e mais difícil que ter é manter”.

Numa outra ocasião eu ouvi de Sebastião Camargo: “não se ganha dinheiro sozinho”.

De fato, é difícil crer que seja possível conviver o tempo todo com “miseráveis inteligentíssimos, para os quais a competição é mais importante do que a própria vida”.

Em algum momento, a ruptura será inevitável.

A pior relação é a de dependência e a mais corriqueira relação é a de conveniências.

Não se sabe até que ponto os judeus conseguirão graduar a quantidade exata de oxigênio ao modelo social americano. A pior parte da dúvida é até bem concreta: “nem mesmo os judeus sabem quais são os limites dos seus interesses”. “Eu vejo você mais tarde”. ” (fim da transcrição).

O alpendre do grande salão (aquele que dá ou dava para uma grande sacada… faz tempo que não vou lá) estava vazio. Cheguei um pouco atrasado. As partidas já haviam começado.

Havia duas senhoras no recinto. Estavam sentadas duas alas a diante da que escolhi para me sentar. Sinceramente, ao entrar, nem percebi a presença de ambas.

As duas perceberam a minha movimentação ao chegar. Olharam ambas para trás, fitaram-me e retornaram à posição anterior.

Eu as vi de relance… depois percebi que eram inequivocamente asquezitas.

Não deram importância à minha presença. Conversavam em iídiche.

Depois que ouvi o que ouvi (não compensa replicar), achei as partidas de xadrez “menos interessantes”…

Antes que o evento terminasse, saí dali.

“Nem me lembro mais o que ouvi” ( !!! )…. Entretanto, “alguns fragmentos” serviram de base à postagem ora transcrita.

Responder

    SERGIO GOVEA

    20 de julho de 2013 às 16h59

    Nem me lembro mais do que ouvi… faltou a preposição…. O verbo lembrar pronominal rege preposição.

    augusto2

    22 de julho de 2013 às 12h28

    oi, sr govea:

    que q é isso? Na na na nao, “replique” por favor a historia toda pra gente! O QUE é que o impede?Se vc tem alguma ligaçao, alguma condiçao q prende a coisas,empresas etc hebreus a gente entende, mas vamos abrir isso ai…
    1978 ,foi a 3º guerra do Oriente medio,ai a Opep elevou preços.
    curiosidade mata, tu sabe.

assalariado.

20 de julho de 2013 às 16h10

Sim, a maquina/ sociedade capitalista e seu modo de produção idem, estão emperradas, são fios de um mesmo novelo e não há óleo/ dinheiro publico, que alavanque os lucros necessários para reanimar esta maquina de triturar seres humanos enquanto escravos da burguesia capitalista e seu Estado (corrupto e corruptor) ao mesmo tempo que, por sinal é a cara de seu dono.

Oras, quem é o nosso opressor tempo inteiro, senão esta ideologia burguesa de vantagens, vantagens, exploração, exploração, … onde o ser humano e seus semelhantes, segundo os princípios de acumulação capitalista, nunca passamos de meras peças de reposição na linha de produção e reprodução de lucros, dos donos do capital. Até aí, nada contraditório. A concentração de renda faz parte da natureza do modo de produção capitalista, além do mais quem disse que a burguesia escreveu em seus manuais de sobrevivência que eles vieram para distribuir a riquezas produzidas pelo coletivo social?

Se os países do G7 conseguiram o Estado do bem estar social, com certeza, foi as custas de muitas invasões e guerras no quintal alheio em detrimento do Estado do mal estar social em suas colônias. Brasil incluso. O único medo que a burguesia financeira, industrial e latifundiária tem medo mesmo, é os seus lucros cessarem/ reduzirem, e é isto que os amedronta. Karl Marx explica, a tendência da taxa de lucros caírem. O que é isso? Leiam sobre.

As relações sociais de individualismo/ egoísmo nos é ensinado diuturnamente pelo maior partido da burguesia, hoje, existente na face do planeta. A imprensa burguesa fala e nos convence com a linguagem do capital para o capital e, em nenhum momento, esse braço politico abre mão de lavar os cérebros das massas a qual o seu cabresto midiático se impõe como modo e valores de vida. Claro que, atualmente o PIG é carro chefe da alienação de reprodução da ideologia burguesa de sociedade e suas ostentações, vaidades consumistas e egoísmos vários, são peças chave da dominação ideológica da burguesa sobre o todo social senão, como é que ela ia conseguir explorar os assalariados e a nação Estado, sendo apenas 5% da sociedade. Plim! Plim!

Enquanto isso aqui no Brasil o que esta salvando o povo do pensamento único burguês, não tenho dúvidas, são os blogs progressistas que abrem suas portas para o debate das ideias. Porém, como neste caso da entrevista do Sr. Richard Eskow, também, em sua maioria, os blogs ‘sujos’ evitam ir na raiz e no porque das mazelas sociais, que tem como fundo politico, a luta de classes.

Não, a burguesia nunca vai entregar o osso, digo, poder de Estado numa boa assim, como foram as outras sociedades de dominação e exploração, que antecederam a sociedade burguesa.

Socialismo ou Barbárie.

Responder

    marco

    20 de julho de 2013 às 19h56

    Ao assinante Assalariado.Disseste tudo!Concordo inteiramente.O mais difícil é convencer as pessoa que a luta de classes,é luta.Em lutas uns ganham e outros perdem.As classes que trabalham levam uma vantagém sobra as outras,embora a canalha e a pequena-burguesia digam o contrário.As classes que trabalham,quando no poder,não comem criancinhas com mel.As classes que trabalham submetem todas as outras classes,a uma coisa que elas nçao gostam que é:Trabalhar!Quem não trabalha,não come.Só isto.Agora,pra chegar lá,é preciso violencia revolucionária.Quer coisa mais violenta pra os parasitas,que trabalhar?Parabens Assalariado!

Isidoro Guedes

20 de julho de 2013 às 15h04

Excelente a percepção desse jovem sobre alienação. Realmente a melhor forma de alienar as pessoas (e isso a mídia sabe fazer como ninguém…) é fazê-las acreditar que quando as coisas não dão certo é porque elas mesmo são as culpadas e responsáveis por seu próprio fracasso. Isso já é reforçado no sistema educacional básico (exceto por um ou outro professor que rompe com essa lógica opressora).
Não se discute as causas de um crise ou de uma realidade econômica não caminhar bem. É mais simples colocar a culpa nas pessoas. Elas são culpadas pelo desemprego (porque não procuram emprego, porque são preguiçosas ou porque não tem qualificação para ocupar melhores postos de trabalho – mesmo tendo estudado em escolas de péssima qualidade), mesmo que esse desemprego seja causado por fatores conjunturais e estruturais (como a alta tecnologia que os reduz vagas no mercado de trabalho). Elas são culpadas pelo seu “fracasso” (porque são pessimistas ou conformadas com sua situação), não porque a renda acaba concentrada nas mãos de poucos (sobretudo os que vivem de especulação no mercado financeiro). Elas são culpadas por ganharem mal (mesmo com a educação ruim e deficiente que o Estado lhes proporcionou), não porque a política salarial é injusta e concentradora de renda, etc.
Assim, transferindo-se a responsabilidade de tudo para as próprias vítimas, que passivamente aceitam essa responsabilidade, tira-se a responsabilidade de sistemas sociais, políticas econômicas, e engrenagens sócio-econômicas injustas (comuns ao capitalismo). E tudo segue como está. O que é bom e necessário, para os de sempre.

Responder

Marcelo Sant'Anna

20 de julho de 2013 às 14h35

Mandaram muito bem.

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Luís Carlos

20 de julho de 2013 às 14h08

Novamente Heloísa Vilela em boa entrevista. Sempre com bom material.
Sem dúvida o estado policialesco dos EUA procura proteger as corporações gananciosas, seus lucros absurdos e seus métodos corruptos. E a grande mídia sempre a serviço da corja de exploradores e sonegadores.

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Rasec

20 de julho de 2013 às 10h26

Artigo fantástico! Pauta diferente! Textos e entrevistas inteligentes! parabéns!

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SÉRGIO

20 de julho de 2013 às 09h15

De nada adianta mudar leis e politicas se o ser humano continuar mesquinho e cada vez mais gananciosos. Esse articulista um dia foi um frio interlocutor dos especuladores do cassino de Wall street, repentinamente muda pois lá já não via suas demandas atendidas, agora com oseu blog tenta se posicionar através de seu ponto de vista. Será que mudou realmente ou foi simplesmente o desafio por uma nova aventura?
Vejo uma geração de jovens meio que perdidas em busca de uma orientação que sinalize para onde e o que fazer, é necessário ter muito discernimento com aquilo que está sendo mostrado a esses jovens pois ideias utópicas fatalmente vão leva-los a grandes frustrações.

Responder

Walter

20 de julho de 2013 às 06h58

Só uma entevista dessa vale mais que 9,90 por mês rsrsrsrsrs.
Sou assinante do Viomundo, com muita honra!

Responder

Osvaldo Cruz (Dinho)

20 de julho de 2013 às 05h57

Enquanto lá existem canais de comunicação (mídia pública) fortes, aqui temos os blogs “sujos”. Lembrando sempre que “quase” ficamos sem esse fantástico instrumento da democracia (Jose Serra entre outros). O Brasil surge, praticamente sozinho, como protagonista de mudanças no cenário internacional, essencialmente na questão de distribuição de riquezas de forma justa. Aqui ainda existe muita alienação ao modelo imposto pela mídia nativa, precisamos desta geração que está chegando, pois vivem em um ambiente estável, possuem instrumentos de disseminação de idéias eficientes, e que somados a outras características tupiniquins, podem formar a sinergia necessária para um consenso de mudanças positivas no Brasil e no mundo.
A estratégia de permitir que este processo seja natural, apartidário, sem “bater de frente” ou municiar o sistema deve funcionar. O difícil é conter as vaidades.

Responder

Antônio

20 de julho de 2013 às 05h12

GREED IS GOOD!

A máquina vai explodir. Ninguém vai soltar o osso. O ganho de uma montanha de dinheiro gera expectativas de ganhos de várias montanhas de dinheiro.

Eu costumo dizer para os amigos que nós somos tão ganancioso como qualquer banqueiro de Wall Street. “Mas eu sou diferente de vocês”, costumo dizer.

E eles perguntam em que.

– A ganância não me cega – respondo.

Na realidade a ganância é um estado de espírito imobilizador. Ela cega e, uma vez cego, o ganancioso não sabe pronunciar outra frase a não ser “a humanidade que se foda!”. Ou, “eu não preciso de ninguém para viver”.

Acreditar na humanidade de um ganancioso é o mesmo que acreditar na salvação da alma. Mas nem mesmo as pessoas que acreditam na salvação da alma conseguem controlar a ganância. Os pastores são uma prova inconteste desse descontrole. Ou será que os pastores são gananciosos porque não acreditam na salvação da alma?

Desgraçadamente são a ganância e a vaidade que mantém os humanoides vivos.
E Wall Street vai continuar escolhendo que país deve ser invadido, que povo deve ser esmigalhado. Show must go on, Freud explica.

Responder

H.92

20 de julho de 2013 às 04h02

O tipo do entrevista que deveria ir ao em horário nobre na tv, em cadeia nacional (porque não mundial, rs), pois pelo menos ajudaria e muito a alertar a população e diminuir a crescente aparição dos vira-latas tupiniquins…

Responder

Lucas

20 de julho de 2013 às 03h36

Sensacional a entrevista!!! Parabéns!

Responder

Antonio Morais

20 de julho de 2013 às 03h32

Muito ótimo.

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