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Gustavo Castañon desmonta editorial do Globo contra universidade pública: Farsa, do título ao último parágrafo
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Gustavo Castañon desmonta editorial do Globo contra universidade pública: Farsa, do título ao último parágrafo


26/07/2016 - 17h06

Eeditoral de O Globo pelo fim do ensino gratuitopor Gustavo Castañon, especial para o Viomundo

No último domingo, 24 de julho, menos de uma semana após a presidenta do Chile, Michelle Bachelet, ter instituído a gratuidade do ensino universitário em instituições públicas (antiga luta da juventude lá), o jornal O Globo, sempre na vanguarda do atraso brasileiro, publicou  editorial  no sentido oposto.

Sofismas e mentiras. Uma farsa do início ao fim, que vamos desmontar aqui, parágrafo por parágrafo. Começando pelo título:  

Globo-001

A crise força é o fim do injusto sistema tributário brasileiro e do saque da dívida pública que roubou ano passado 43% do orçamento, baseado nos juros mais altos do mundo. Sistema esse do qual a família Marinho é uma das principais beneficiárias.

Globo: “Os alunos de renda mais alta conseguem ocupar a maior parte das vagas nos estabelecimentos públicos, enquanto aos pobres restam as faculdades pagas.”

A maior parte das vagas é ocupada por alunos de classe média, que também não teriam, em grande parte, condições de pagar por essas vagas.

Mas agora, com a política de cotas, praticamente metade das vagas federais está sendo ocupada por alunos de classe média baixa e baixa. Além disso, é o Estado que, infelizmente, subsidia grande parte das vagas nas universidades privadas.

Globo: “Numa abordagem mais ampla dos efeitos da maior crise fiscal de que se tem notícia na história republicana do país, em qualquer discussão sobre alternativas a lógica aconselha a que se busquem opções para financiar serviços prestados pelo Estado. Considerando-se que a principal fórmula usada desde o início da redemocratização, em 1985, para irrigar o Tesouro — a criação e aumento de impostos — é uma via esgotada.”

Afirmações peremptórias sem qualquer fundamento:

a) Não é a maior crise fiscal da história (e temos notícias de todas).

b) Ridícula afirmação peremptória de que aumentar imposto é via esgotada para financiar o Estado. É inadequada se for aumentar impostos para a classe média e empresas. É fundamental aumentar, e massivamente, a taxação de ricos no Brasil, que basicamente vivem no paraíso mundial dos oligarcas sem pagar impostos e muitas vezes só vivendo do saque da dívida pública, montados nas heranças que receberam sem mérito algum.

Globo: “Mesmo quando a economia vier a se recuperar, será necessário reformar o próprio Estado, diante da impossibilidade de se manter uma carga tributária nos píncaros de mais de 35% do PIB, o índice mais elevado entre economias emergentes, comparável ao de países desenvolvidos, em que os serviços públicos são de boa qualidade. Ao contrário dos do Brasil.”

Sim, o Estado precisa ser reformado. Ele precisa duplicar de tamanho se queremos serviços equivalentes aos dos países europeus. Mesmo assim, eles ainda teriam que ser oferecidos consumindo quatro vezes menos recursos.

Explico. O funcionalismo brasileiro é mínimo, só 11% da população empregada, enquanto a média dos países desenvolvidos é de 22% (OCDE) e nos escandinavos, como a Dinamarca, chega a 39%. Ao mesmo tempo, nossa carga tributária é baixa se comparada com a Europa (Dinamarca, 49%; Suécia, 43%; Finlândia, 44%; dados de 2013, OCDE), e não equivalente.

Além disso, nossa riqueza, nossa renda per capita, é menor, brutalmente menor. Um brasileiro médio produz U$ 8.672 por ano. Já um norueguês produz U$ 74.822. Um dinamarquês, para manter o termo de comparação, produz U$ 52.114 (dados FMI, 2015).

Resumindo, somos seis vezes menos ricos que a Dinamarca, cobramos muito menos impostos dessa riqueza, temos menos gente no funcionalismo público e 43% de nosso orçamento vão para financiar a fortuna de parasitas rentistas, Marinhos inclusos. Na Dinamarca, zero.

Enquanto o Estado brasileiro tem em torno de U$ 1.730 por pessoa-ano para prover investimento, educação, saúde, previdência, justiça e segurança, o Estado dinamarquês tem U$ 25.535 por pessoa. E esses saqueadores do erário ainda cobram o mesmo padrão de serviços de países europeus.

Globo: “Para combater uma crise nunca vista, necessita-se de ideias nunca aplicadas. Neste sentido, por que não aproveitar para acabar com o ensino superior gratuito, também um mecanismo de injustiça social? Pagará quem puder, receberá bolsa quem não tiver condições para tal. Funciona assim, e bem, no ensino privado. E em países avançados, com muito mais centros de excelência universitária que o Brasil.”

Quando qualquer pessoa com mais de quarenta anos lê alguém com mais de quarenta anos falando de “crise nunca vista” sabe instantaneamente se tratar de um canalha.

Mas é verdade, a crise que o Levy, com essas ideias, e os bandidos do PMDB provocaram com as molecagens políticas e orçamentárias é grave. Podemos aplicar a ideia nunca aplicada no Brasil de fazer rico pagar imposto.

Nada que uma nova alíquota de 40% no imposto de renda, imposto sobre lucro e sobre fortunas não resolva. Ou melhor que isso. Nada que uma taxa de juros real de somente dois por cento não resolva.

Na Inglaterra e EUA funciona como o Globo quer, no resto da Europa, não. Não é isso que faz a excelência dos cursos anglófonos. No entanto, apesar de excelentes, são de acesso extremamente excludente e criam uma sociedade totalmente controlada pelo capital. O aluno pobre de alto rendimento acadêmico, em vez de receber sua educação como um direito, acaba tendo que mendigar o financiamento de seu futuro a fundações controladas por oligarcas bilionários, que a partir desses instrumentos controlam suas vidas, sua voz e o sistema universitário.

Globo: “Tome-se a maior universidade nacional e mais bem colocada em rankings internacionais, a de São Paulo, a USP — também um monumento à incúria administrativa, nos últimos anos às voltas com crônica falta de dinheiro, mesmo recebendo cerca de 5% do ICMS paulista, a maior arrecadação estadual do país.”

Como é que a única universidade latino-americana entre as 100 melhores do mundo pode ser um monumento à incúria administrativa? E no que privatizá-la resolveria isso?

Não é difícil imaginar o resultado da incompetência privada no Brasil, como transformou a energia mais barata e renovável do mundo em uma das mais caras ao consumidor final, como criou a telefonia e a internet mais caras do mundo, mesmo com subsídios públicos (e faliu, como a Oi). O que teríamos na universidade pública é o que temos na universidade privada hoje: nem é preciso imaginar. Incompetência administrativa, subsídios públicos (Prouni, bolsas de pós), mensalidades escorchantes e péssimo, péssimo simulacro de educação.

Globo: “Ao conjunto dos estabelecimentos de ensino superior público do estado de São Paulo — além da USP, a Unicamp e a Unifesp — são destinados 9,5% do ICMS paulista. Se antes da crise econômica, a USP, por exemplo, já tinha dificuldades para pagar as contas, com a retração das receitas tributárias o quadro se degradou. A mesma dificuldade se abate sobre a Uerj, no Rio de Janeiro, com o aperto no caixa fluminense.”

O ICMS é só uma das fontes de receita do Estado e a Unifesp é federal. São informações sem nexo para confundir o leitor e fazê-lo acreditar que 10% de seus impostos vão para bancar universidades.

No Brasil, o orçamento da educação inteira, incluindo a básica e a média, não atinge 4% do orçamento. É muito, muito pouco.

Se a UERJ está em crise é porque a universidade é, historicamente, a primeira a sofrer cortes quando os orçamentos estão em crise. E o orçamento do Rio está em crise porque o preço do barril do petróleo caiu brutalmente, deprimindo o valor dos royalties, tem um grupo político apoiado pelos irmãos Marinho no poder há dez anos dando isenções fiscais para concessionárias públicas, e porque a ação do juiz Moro, bancado pela Globo, quebrou a indústria de petróleo e a de construção naval brasileira, sediadas basicamente no Rio.

Globo: “Circula muito dinheiro no setor. Na USP, em que a folha de salários ultrapassa todo o orçamento da universidade, há uma reserva, calculada no final do ano passado em R$ 1,3 bilhão. Mas já foi de R$ 3,61 bilhões. Está em queda, para tapar rombos na instituição. Tende a zero.”

Vejam a manipulação. Universidade é basicamente recursos humanos. Em qualquer universidade, o orçamento é em sua maior parte salário. O problema é que a proporção recebida do ICMS é fixa e a arrecadação do Estado de São Paulo caiu.

Aliás, o PIB paulista arrasta o nacional para trás desde que o PSDB assumiu o poder em São Paulo. Se o orçamento da instituição não está suportando, deve haver o natural, uma reforma administrativa que racionalize cursos, salários ou aumente os recursos dedicados no orçamento estadual. O que não se deve pressupor, é que uma instituição que, no alto dessa crise, ainda tem uma reserva de 1,3 bilhão, seja uma instituição mal administrada. É um escárnio!

E o que se deve lembrar também, é que o período em que o fundo de reserva da USP despencou foi o período em que foi gerido por um reitor biônico, nomeado pelo ex-governador José Serra.

Globo: “O momento é oportuno para se debater a sério o ensino superior público pago. Até porque é entre os mecanismos do Estado concentradores de renda que está a universidade pública gratuita. Pois ela favorece apenas os ricos, de melhor formação educacional, donos das primeiras colocações nos vestibulares.”

Monstros. Esse é o ponto máximo do cinismo, apontar a universidade pública, um dos poucos instrumentos que permite à classe média brasileira manter seu nível de vida e à classe baixa ascender socialmente através dos programas de cotas, como “mecanismo concentrador de renda do Estado”. Enquanto isso, protegem em seus editoriais e telejornais a política mais insana de juros da história e vetam, neste mesmo editorial, o uso do instrumento mais eficiente de desconcentração de renda do Estado: o tributário.

Globo: “Já o pobre, com formação educacional mais frágil, precisa pagar a faculdade privada, onde o ensino, salvo exceções, é de mais baixa qualidade. Assim, completa-se uma gritante injustiça social, nunca denunciada por sindicatos de servidores e centros acadêmicos.”

Falso! Sempre foi denunciado, até que os governos do PT criaram o Prouni para as privadas e o sistema de cotas nas públicas, o mesmo sistema contra o qual o Globo se bate em outros editoriais. E na hora que interessa ao argumento, também admite que o ensino privado no país é de baixa qualidade. Mas é exatamente nisso que a Globo quer transformar todo ensino no Brasil!

Globo: “Levantamento feito pela “Folha de S.Paulo”, há dois anos, constatou que 60% dos alunos da USP poderiam pagar mensalidades na faixa das cobradas por estabelecimentos privados. Quanto aos estudantes de famílias de renda baixa, receberiam bolsas.”

Você, leitor bobalhão de classe média direitista, está nesses 60%. “Poder pagar” pra eles é quando você ainda pode comer e morar depois que deixa todo o resto de seu salário na universidade. É você, e depois seus filhos, que vão pagar por isso. Porque os filhos da elite não estudam aqui, a maioria estuda ou nas PUCs ou no exterior.

Globo: “Além de corrigir uma distorção social, a medida ajudaria a equilibrar os orçamentos deficitários das universidades, e contribuiria para o reequilíbrio das contas públicas.”

O que corrigirá essa distorção social é triplicar o orçamento da educação básica no Brasil e permitir educação pública de qualidade universal. O que corrigirá essa e outras distorções sociais no Brasil é fazer os ricos pagarem impostos. O que reequilibrará as contas públicas é parar de pagar aos irmãos Marinho e outros oligarcas parasitas quase metade de nosso orçamento na forma de juros e amortizações.

Eu estou muito cansado de ter condescendência democrática com uma instituição que nunca respeitou a democracia, que não tem qualquer pudor em usar todo seu poder, usurpado na ditadura, para aumentar a riqueza de seus donos e destruir nossa democracia, nosso patrimônio, nosso Estado, nosso futuro.

Eu tenho profunda amargura que familiares e amigos queridos dediquem sua vida de trabalho, o melhor de sua inteligência e esforços, a uma organização que só trabalha para destruir não só tudo o que é bom e decente no Brasil, mas também qualquer esperança de termos algo bom e decente em nosso futuro.

Não podemos, no entanto, ser mais condescendentes com essa emissora e aqueles que a constroem. Está na hora de cobrar a fatura de tanta destruição.

Nossa geração tem que acabar com essa corporação monstruosa. É nosso dever com o país e as gerações futuras.

Gustavo Castañon é professor de Filosofia e Psicologia na Universidade Federal de Juiz de Fora.

Leia também:

Não vai ser um passeio a retirada dos direitos dos brasileiros 





18 comentários

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Tiago Flanker

07 de agosto de 2016 às 19h09

Essa mídia mama na ausência de dois aspectos; um estado democrático e de uma justiça austera, competente, apartidária e vigilante.
Se houvesse direito de resposta de forma rápida e ágil, eles deixariam de publicar centenas de milhares de pérolas e mentiras que são editadas por vezes e vezes que só confundem e corrompem o coração do iludido cidadão tupiniquim.

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Neto

01 de agosto de 2016 às 23h06

A grande invenção da mídia para descaracterizar o que temos ainda de positivo no Brasil é atacar o ensino superior gratuito. É uma grande mentira que só ricos conseguem entrar no ensino superior gratuito, como se a única universidade gratuita fosse a USP. As federais estão cheias de pessoas mais pobres, além de universidades e faculdades estaduais. Na verdade o que precisa ser extinto são esses jornais e revistas como organizações Globo, Folha, Veja, Estadão etc. isso sim é o verdadeiro padrão de atraso no Brasil, enquanto essa mídia amaldiçoada existir o Brasil está condenado a ser um quintal para EUA os plantarem “bananas” manipuladas.

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FrancoAtirador

28 de julho de 2016 às 17h35

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Globo quer implantar o Regime de Pinochet
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Dando Início à Reforma Educacional NO CHILE,
para Transição do Ensino Pago para o Gratuito,
Congresso Aprova Projeto de Lei que Estabelece
a Gratuidade do Ensino Público nas Universidades
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23/12/2015 21h46 – Atualizado em 23/12/2015 21h56
Agence France Presse, via G1/Globo

Congresso aprova Ensino Universitário Gratuito no Chile

Medida vale para Universidades Públicas
ou Particulares Sem Fins Lucrativos.

Em 2017, a Gratuidade do Ensino irá beneficiar
cerca de 178 Mil Estudantes Menos Favorecidos
[- o Chile tem mais de 1 Milhão de Universitários
e uma População de 18 Milhões de Habitantes -],

mas a Intenção do Governo Bachelet é atingir
TODOS os Alunos do Ensino Superior até 2020.
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Bolsas de Estudos [PRONATEC]

Governo prevê, ainda, entregar 140 mil Bolsas de Estudos,
com Valores entre 1.000 e 1.200 Dólares, aos Estudantes
dos Institutos Profissionais e Centros de Formação Técnica

Estas Instituições deverão ingressar no Sistema
de Gratuidade de Forma Gradual no Prazo de 3 Anos.

A Lei da Gratuidade é Parte da Reforma da Educação Prometida por Bachelet
e busca Implementar uma Profunda Reformulação do Sistema Educativo

Herdado da Ditadura do [General] Augusto Pinochet (1973-1990),
que Reduziu a Participação do Estado e Promoveu o Ensino Privado.
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“Este é um grande passo, mas não é tudo.
Esperamos seguir avançando nos anos seguintes
para que mais estudantes possam ter este direito”,
disse Adriana Delpiano, Ministra da Educação.

(http://g1.globo.com/educacao/noticia/2015/12/congresso-aprova-ensino-universitario-gratuito-no-chile.html)
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Educa%C3%A7%C3%A3o_no_Chile#Educa.C3.A7.C3.A3o_superior
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Responder

FrancoAtirador

28 de julho de 2016 às 01h42

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Atentado Terrorista em Angra dos Reis-RJ

Apagaram a Tocha Olímpica da Rede Globo

https://twitter.com/search?q=Angra&src=tren
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Responder

Sosa

27 de julho de 2016 às 19h49

Eu me sinto representado, quando leio um texto do Prof. Gustavo. Tudo que uma sociedade decente deveria saber o total interesse desta emissora Marginal, que apenas quer sugar os recursos públicos que poderiam ser aplicado na educação do nosso país. A quem serve está emissora Marginal? A si própria? Aos golpistas ? Isso é um câncer para as pessoas de bem.

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Nelson

27 de julho de 2016 às 17h59

O “O Globo”, assim como os demais órgãos da mídia hegemônica em geral, tem tanta certeza de que sua ladainha “ensurdecedora” convence qualquer um, que, num mesmo editorial, chega a propor algo e logo em seguida lançar um argumento que desqualifica a proposta.

Acreditam que todo mundo é inocente, incauto ou cooptado por sua propaganda ideológica, que ninguém conseguirá perceber a mancada.

O “O Globo” propõe a privatização como saída para o problema das universidades públicas, para, logo a seguir, reconhecer que “o pobre […] precisa pagar a faculdade privada, onde o ensino, salvo exceções, é de mais baixa qualidade”

É por essas e por outras que eles se batem pelo que chamam de “escola sem partido”.

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Nelson

27 de julho de 2016 às 17h50

Bravo, professor Castañon.

Esta dissecação que o senhor fez deveria ser apresentada para debate em todas as salas de aula do nosso país. Iniciaríamos, assim, um processo de exposição das coisas tais como elas são.

Começaríamos a desmascarar estes falsos profetas da bonança que são, entre tantos outros, os Marinho.

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Bovino

26 de julho de 2016 às 23h59

Senado de Esquerda (não fisiologista) para cassarmos a globo!

Ideia para quem reside em São Paulo, dia 31, mega bandeirão: GLOBO E SERRA, INIMIGOS DO BRASIL! (a impren$a internacional mostra)

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Celso Silvério de Freitas

26 de julho de 2016 às 23h14

Me parece que, no editorial do jornal, eles confundiram Unifesp com Unesp, esta sim estadual e que recebe parte do ICMS paulista. Porém, não salva este editorial infeliz do veículo golpista. Excelente texto do Prof. Gustavo Castañon.

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FrancoAtirador

26 de julho de 2016 às 20h23

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Ranking de Países da OCDE

Partipação de Servidores Públicos

em Relação ao Total de Empregos

https://pbs.twimg.com/media/CoT7pADWAAAvRNM.jpg
https://twitter.com/BohnGass/status/758007343477100544
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FrancoAtirador

26 de julho de 2016 às 19h39

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Democracia Capitalista Padrão United States of America:

Cúpula do Partido Democrata Boicotou a Candidatura

do Keynesiano Bernie Sanders em favor de Hillary Clinton.

O vazamento, na sexta-feira [22/7], de 19 mil mensagens encaminhadas por e-mail
que demonstram que a máquina partidária atuou, ao longo das eleições primárias
deste ano, em favor da indicação de Hillary Clinton e em detrimento de Bernie Sanders,
o pré-candidato que também aspirava ser o representante democrata.

A divulgação dos conteúdos das mensagens confirmou acusações
feitas por Bernie Sanders, de que a máquina do Partido Democrata
não atua com equidistância, mas “joga com favoritos na corrida eleitoral”.

Por causa desse vazamento, a presidente do Comitê Nacional Democrata,
Debbie Wasserman Schultz, anunciou ontem (24) sua renúncia ao cargo.

Com isso, ela espera amenizar um pouco a reação
dos seguidores de Bernie Sanders durante a convenção.

Em comunicado divulgado à imprensa, Debbie Schultz disse
que pretende se afastar da função logo depois da convenção.

Ela afirmou que o seu afastamento é a melhor maneira
de ajudar Hillary Clinton a alcançar sua meta de chegar à Casa Branca.

Reportagem: José Romildo, Correspondente da Agência Brasil

http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2016-07/eua-convencao-dos-democratas-vai-oficializar-candidatura-de-hillary
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Responder

    bonobo de oliveira, severino

    27 de julho de 2016 às 10h27

    A maior farsa do planeta é chamar o simulacro de bipartidarismo, esse verdadeiro sistema de confinamento político e ideológico vigente nos EUA de “…democracia…”!!! Essa palavra restou absolutamente banalizada e desgastada pelo uso inadequado cínico e hipócrita de supostos democratas e republicanos. Tão iguais que acabam empatando, como ocorreu com Al Gore e Bush no ano 2000. Lá, como cá, os meios de comunicação encarregam-se de pintar a farsa com umas tintas de normalidade democrática. A supremacia planetária atingida pelo neoliberalismo acabou com a validade da palavra “democracia”, assim como o judiciário corrupto brasileiro sepultou o sentido da palavra “…corrupção…”, que passou a significar no Brasil o que não está alinhado aos princípios e valores pregados pelo Ali Kamel no JN, multiplicados em todos os seus tentáculos espalhados por todos os rincões desse grande país.

    Nelson

    28 de julho de 2016 às 09h36

    Meu caro Bonobo

    O escritor estadunidense, Gore Vidal, um mestre da ironia, qualificava o regime político que vige em seus país como “um sistema de partido único com duas alas de direita.

    De outra parte, é totalmente falsa essa “normalidade democrática”. Os eleitores estadunidense ficam embretados entre duas propostas, dois partidos políticos, “duas faces da mesma moeda”[1].

    Quando o estadunidense enche o saco dos democratas, qual é a opção? Votar nos republicanos. Porém, como eles são “tão iguais que acabam empatando”, como você afirmou com propriedade, logo o estadunidense vai estar de saco cheio também dos republicanos. Aí, qual é sua opção? Voltar para mais do mesmo, os democratas, ou… anular seu voto ou desistir de votar já que o voto não é obrigatório lá nos EUA.

    Democracia baguala – como diz a gauchada – essa lá dos States, não é mesmo, Bonobo?

    1 – Logo após a vitória de Ronald Reagan na eleição,, em 1980, vi o jornalista e comentarista, Mendes Ribeiro, afirmar que os dois partidos políticos dos EUA representavam “duas faces da mesma moeda”.

    Naquele momento, eu discordei. Pelo que eu sabia dos EUA até ali, tratava-se de um dos melhores países do mundo, se não o melhor, um lugar onde a democracia realmente imperava.

    Só mais tarde, quando comecei a ler e a me informar um pouco mais sobre política e relações internacionais, é que passei a dar razão ao Sr Mendes Ribeiro.

FrancoAtirador

26 de julho de 2016 às 17h40

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Regra Geral

Não Há País no Planeta Terra que Tenha se Desenvolvido ao Longo da História

sem que Tenha Cobrado Impostos dos Mais Ricos em Benefício do Mais Pobres.
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Responder

FrancoAtirador

26 de julho de 2016 às 17h28

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O Imediato Retorno da Presidente da República Eleita

ao Cargo do qual foi Ilegalmente Afastada pelo Senado

é Condição Indispensável à Normalidade Democrática.
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Antes disso, é GREVE GERAL Por Tempo Indeterminado!
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No Domingo 31, estaremos nas Ruas, Praças e Avenidas,

para não sairmos mais dali, até que reassuma Dilma Vana.
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