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Gilmar e Lewandowski, ao derrotar Moro no STF: juiz programou fato político para prejudicar Fernando Haddad em 2018; vídeos
O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, durante solenidade de entrega da medalha da Ordem de Rio Branco, no Palácio Itamaraty.
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Gilmar e Lewandowski, ao derrotar Moro no STF: juiz programou fato político para prejudicar Fernando Haddad em 2018; vídeos


04/08/2020 - 21h00

Da Redação

Por 2 votos a 1, o STF invalidou o uso da delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci no processo que corre na 13a. Vara de Curitiba para apurar se a Odebrecht contribuiu de maneira criminosa com o Instituto Lula.

Em seu voto, Gilmar Mendes notou que, apesar de a decisão do juiz ter sido tomada cerca de três meses, só foi introduzida no processo a seis dias do primeiro turno da eleição presidencial, num ato político que prejudicou o Partido dos Trabalhadores.

A decisão do juiz Moro, a essa altura já cogitado nos bastidores como possível futuro ministro de Bolsonaro, permitiu que o conteúdo da delação se tornasse público, resultando em copiosas reportagens no rádio, nos jornais e nas emissoras de TV.

Este não é ainda o processo em que o PT está arguindo a nulidade das ações contra Lula por falta de isenção de Moro.

O ex-juiz, responsável por afastar o ex-presidente da campanha de 2018, posteriormente tornou-se superministro de Jair Bolsonaro e, ao se afastar do governo, tornou factível sua candidatura ao Planalto em 2022.

Gilmar, em seu voto, considerou a decisão de Moro “grave e irreparável ilicitude”.

Lewandowski também atribuiu o timing de Moro a uma tentativa de interferir no resultado do primeiro turno da eleição presidencial.



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7 comentários

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Marco Vitis

05 de agosto de 2020 às 13h38

Moro parece não saber, mas é apenas um instrumento de poderosos interesses financeiros que dominam o Brasil. A Globo é o porta-voz desse grupo ao qual pertence, além de veículo manipulador de consciência necessário à hegemonia política. Lula foi e Bolsonaro é uma concessão controlada.
Moro continua sendo protegido dessas “forças (não tão) ocultas”. Por isso, ainda não se deve festejar: a proteção a Moro impede que a Justiça seja feita em seu caso.

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Mancini

05 de agosto de 2020 às 11h09

Pena que demoraram tanto, tem aquele mote: justiça tardia não é justiça. Esse lawfare do Moro destruiu milhares e milhares de empregos, dentre tantas outras mazelas. Conluio com os nosUSA. Alta traição, que dá pena de morte em muitos países!
https://refazenda2010.blogspot.com/

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Zé Maria

05 de agosto de 2020 às 03h51

Excerto do voto divergente vencedor do ministro do STF Ricardo Lewandowski no julgamento do Agravo Regimental no Habeas Corpus 163.943
[…]
b) Pedido de desentranhamento do Termo de Colaboração 01 de
Antônio Palocci Filho.

Registro, nesse ponto, que em 1º/10/2018, às vésperas do primeiro turno da eleição presidencial (ocorrido em 7/10/2018), e após o encerramento da instrução processual nos autos da AP 5063130-17.2016.4.04.7000/PR, o então Juiz federal Sérgio Moro proferiu decisão, determinando, de ofício, o levantamento do sigilo e o translado de parte
dos depoimentos prestados por Antônio Palocci Filho, em acordo de colaboração premiada, para os autos da referida ação penal (e-doc 4).

Em outras palavras, o ex-magistrado aguardou mais de 3 meses da homologação da delação de Antônio Palocci, para, na semana do primeiro
turno das eleições de 2018, determinar, sem prévio requerimento do órgão acusatório, a efetiva juntada no citado processo criminal.

Mas não é só. Apesar de ter consignado que a medida era necessária para “instruir esta ação penal”, o aludido juiz assentou, de modo
completamente extravagante, que levaria em consideração, quanto aos coacusados, “apenas o depoimento prestado por Antônio Palocci Filho sob contraditório na presente ação penal” (e-doc 4).

Ora, se o referido acordo de colaboração não poderia ser utilizado quando da prolação da sentença naquele feito, por que o magistrado determinou, de ofício, e após o encerramento da instrução processual, seu encarte nos autos da ação penal e o levantamento do sigilo, precisamente na semana que antecedeu o primeiro turno da disputa eleitoral?

Com essas e outras atitudes que haverão de ser verticalmente analisadas no âmbito do HC 164.493/PR, o referido magistrado – para além de influenciar, de forma direta e relevante, o resultado da disputa eleitoral, conforme asseveram inúmeros analistas políticos, desvelando um comportamento, no mínimo, heterodoxo no julgamento dos processos criminais instaurados contra o ex-Presidente Lula -, violou o sistema acusatório, bem como as garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa (art. 5º, LV, da CF) …

Íntegra em:
https://www.conjur.com.br/dl/lewandowski-desentranhamento.pdf

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Nonato

04 de agosto de 2020 às 22h08

Sergio moro quer ser esperto, mas não passa de um jumento. Se um desses políticos ou empresários resolver se vingar dele ele estará na roça. E além do mais ninguém da política deve gostar dele salvo raras exceções.
Poderia ter entrado na política discretamente e sem holofotes. Moro é uma elefanta de TPM. Ele não sabe ser discreto.
Quis ser famoso a todo custo.
Pq não entrou na política igual Flávio dino e o witzel.

Responder

Zé Maria

04 de agosto de 2020 às 21h49

Certamente a Defesa do ex-Presidente Lula irá juntar no HC de Suspeição do Moro
cópia da Decisão da 2ª Turma e dos votos dos Ministros Gilmar e Lewandowski,
que na prática declararam Sergio Moro juiz Suspeito – Parcial – para julgar Lula.

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