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Entidade de funerárias providencia 3.880 caixões para Manaus, onde Bolsonaro incentivou fim do isolamento virtualmente
A mãe, a filha, o hospital lotado e Bolsonaro incentivando manifestação. Reprodução
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Entidade de funerárias providencia 3.880 caixões para Manaus, onde Bolsonaro incentivou fim do isolamento virtualmente


01/05/2020 - 22h30

Da Redação

No dia 21 de abril, o presidente do Conselho Municipal de Saúde de Manaus, Jorge Carneiro, denunciou no Viomundo: o Amazonas estava a caminho de uma tragédia.

Ele denunciou que pacientes já estavam sendo devolvidos para casa, por falta de vagas.

Ele estava preocupado especialmente com a viagem do coronavírus pelo interior do estado, onde faltam vagas de UTI e equipamento de proteção para profissionais de saúde.

Hoje, o Jornal Nacional retratou o colapso de um dos hospitais da capital amazonense, o Hospital e Pronto Socorro Dr. João Lúcio Pereira Machado.

A direção admite que o hospital está superlotado. Mas, ao JN, negou que pacientes com coronavírus estejam misturados com pessoas internadas por outros motivos.

Porém, não ficou clara qual é exatamente a separação entre os acompanhantes que continuam dormindo no hospital e os profissionais de saúde que circulam pelas diferentes alas e potencialmente podem contaminar os visitantes.

Eliane Silva de Souza, uma técnica de enfermagem do Hospital, de 50 anos de idade, foi uma das vítimas do coronavírus.

A filha dela, Aida, deu uma emocionada entrevista ao Portal do Holanda, em que denunciou que os enfermeiros estão indo para a “guerra” sem a proteção adequada — é uma denúncia recorrente em várias partes do Brasil.

Ela chegou ao ponto de pedir a outros profissionais de saúde que não fossem trabalhar. “Vocês não podem ir para a guerra desarmados”, afirmou.

A Associação Brasileira de Empresas e Diretores do Setor Funerário (Abredif) se mobilizou para deslocar 3.880 caixões até Manaus, vindos inicialmente de Santarém e Porto Velho.

O Amazonas tem oficialmente 473 mortes por covid-19, mas há indício de altíssimo nível de subnotificação — por falta de testes ou porque aquelas pessoas que não conseguem vaga em hospital morrem em casa.

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, voltou a chorar, desta vez durante uma entrevista à rede CNN, em que fez críticas ao presidente da República.

Jair Bolsonaro, em transmissão ao vivo em rede social, participou virtualmente de carreata em Manaus no dia 27 de março, pela reabertura do comércio, conforme registrou o portal UOL.

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3 comentários

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Marys

02 de maio de 2020 às 06h37

O regime político vigente no Brasil não é o fascista. É um REGIME FACÍNORA com requintes de crueldades.

Responder

Zé Maria

02 de maio de 2020 às 03h02

A Região Norte está entrando na Fase Guayaquil.
E a Região Sudeste na Fase Lombardia
mas ainda chegará a Nova York.
A Região Sul também não escapará.
A Região Nordeste será salva
pelo Consórcio de Governadores.

Responder

Zé Maria

01 de maio de 2020 às 23h21

A Epidemia recém começou no Brasil.
Os Brasileiros, inclusive os Jornalistas,
não tem idéia do que seja a Pandemia.

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