VIOMUNDO

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Em nome de combater o crime, crimes


03/12/2010 - 09h47

Por um momento achei que só eu (Azenha) tinha notado que pobre é cidadão de segunda classe no Brasil, ou seja, não tem garantia de inviolabilidade do domicílio:

À MARGEM DA LEI SÃO TODOS MARGINAIS

A ASSOCIAÇÃO JUIZES PARA A DEMOCRACIA – AJD, entidade não governamental e sem fins corporativos, fundada em 1991, que tem por finalidade estatutária o respeito absoluto e incondicional aos valores próprios do Estado Democrático de Direito, em consideração às operações policiais e militares em curso no Rio de Janeiro, vem manifestar preocupação com a escalada da violência, tanto estatal quanto privada, em prejuízo da população que suporta intenso sofrimento.

Para além da constatação do fracasso da política criminal relativamente às drogas ilícitas no país, bem como da violência gerada em razão da opção estatal pelo paradigma bélico no trato de diversas questões sociais que acabam criminalizadas, o Estado ao violar a ordem constitucional, com a defesa pública de execuções sumárias por membros das forças de segurança, a invasão de domicílios e a prisão para averiguação de cidadãos pobres perde a superioridade ética que o distingue do criminoso.

A AJD repudia a naturalização da violência ilegítima como forma de contenção ou extermínio da população indesejada e também com a abordagem dada aos acontecimentos por parcela dos meios de comunicação de massa que, por vezes, desconsidera a complexidade do problema social, como também se mostra distanciada dos valores próprios de uma ordem legal-constitucional.

O monopólio da força do Estado, através de seu aparato policial, não pode se degenerar  num Estado Policial que produz repressão sobre parcela da população, estimula a prestação de segurança privada, regular e irregularmente, e dá margem à constituição de grupos variados descomprometidos com a vida, que se denominam esquadrões da morte, mãos brancas, grupos de extermínio, matadores ou milícias.

Por fim, a AJD reafirma que só há atuação legítima do Estado, reserva da razão, quando fiel à Constituição da República.

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Por Laurindo Lalo Leal Filho



49 comentários

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Frei José Basto

22 de dezembro de 2010 às 10h07

Azenha, o seu trabalho é nota 1000. Oxalá todos os brasileiros tivessem acesso a tal riqueza jornalistica. Parabéns.

Responder

@Doradu

14 de dezembro de 2010 às 13h11

e qual seria o outro meio legal de se subir o morro?

pedindo à benção dos caras?

Responder

Ao sul do equador

05 de dezembro de 2010 às 12h24

A ocupação pela polícia não indica por si só o fracasso da política criminal relativamente às drogas ilícitas.
Para ter uma opnião sobre isso a AJD tem que fazer a seguinte pergunta o comercio das drogas aumentou ou não nos últimos 4 anos, período em que esse governo esta no poder.
A polícia esta mais corrupta que a 4 anos? O Estado esta tentando resolver a questão ? As UPP existem ou são apenas propaganda ? A AJD tem um varinha mágica ou uma canteta mágica que com uma nota vai acabar com o tráfico, que todos os usuários vão parar de consumir as drogas, que todos os policiais corruptos vão virar exemplo de funcionários públicos, que todos os advogados, promotores, juízes vão se pautar apenas pela Lei e não pelo dinheiro e poder a eles oferecido pelos criminosos ?
Quantos corajosos e providos dos mais altos espírito público demonstrado nessa nota, membros da AJD estava junto com as polícias, força armada e os próprios traficantes tentando negociar a rendição dos traficantes e impor com observadores externos a rigorosa e rígida aplicação da Lei e evitar mortes e abusos ? 1000, 100, 10, 1 ou nenhum.
Porque a AJD representa juízes então esta na raiz do problema, não tem, não pode fazer de conta que não foi, não é, e não será responsável por tudo que acontece de violência no Brasil e no Rio de Janeiro. Polícia, traficantes, políticos, e justiça, juízes, promotores e advogados são todos agentes atuantes e responsável pela situação da criminalidade, jogos em times diferentes, mas jogam o mesmo jogo, uns atuam nos dois times, mas todos são responsáveis pelo resultado disso tudo.
Tirar o corpo fora, fazer uma analise culpando o outro é no mínimo ser o que a população acha dos juízes, seres extraterrestes que vivem num mundo aparte que não tem a real dimensão de que as suas atitudes mudam a vida das pessoas de forma definitiva.
E a corrupção de juízes e todos os outros do judiciário e sem dúvida o principal pilar de sustentação de todo a criminalidade e o senso de impunidade que impera hoje.
A AJD só vai ter poder moral para uma nota dessa quanto também colocar na mesma nota que o seus associados são também vetores desse problema.
Humildade também é virtude.

Responder

    @Doradu

    14 de dezembro de 2010 às 13h08

    muito ajuizado comentário,

    o problema de muitos juízes é passam uma vida 'analisando' com a bunda numa poltrona macia, e uma popuda conta bancária.

    levantem-se e ajam

    do contrário não terão 'poder moral'

Fabio_Passos

04 de dezembro de 2010 às 11h59

No Fazendo Media do Marcelo Salles uma matéria bem diferente do que se vê na mídia-afrikaaner:

"Aumentam as denúncias de violações de direitos na Vila Cruzeiro" http://www.fazendomedia.com/aumentam-as-denuncias

"
Há uma preocupação generalizada com a forma como as revistas aos moradores e às casas são realizadas. Diversas pessoas, que quase sempre não queriam se identificar por medo do que lhes poderia acontecer, já que temem represália às suas denúncias, reclamavam de humilhações sofridas, especialmente as diferentes formas de violência física e psicológica às quais foram submetidos. Muitos, é possível afirmar, foram ofendidos em sua dignidade de seres humanos.

O procedimento padrão utilizado pelos policiais, especialmente os da polícia militar, é o seguinte: sem mandato de busca e apreensão ou outra autorização judicial, que legalmente permitiria a entrada nas casas, os agentes de segurança arrombam portas, portões e grades, com pessoas no interior ou não. Reviram os móveis e outros pertences, levam objetos de valor e quebram o que sobra. Em uma das primeiras casas que visitamos, percebemos muitos objetos revirados e jogados no chão. A moradora nos informou que os policiais levaram a televisão e inclusive o chuveiro do banheiro. A geladeira desta moradora foi vendida pelos policiais a outro morador local pelo valor de R$ 500,00.
"

Responder

    @Doradu

    14 de dezembro de 2010 às 13h10

    pra denunciar os policiais é preciso provas tb, não se esqueça

ebrantino

04 de dezembro de 2010 às 10h39

Ebrantino Sobre os juízes pela democracia
Nunca ouvi falar que esses "Juizes pela Democracia" – pergunta- há juizes pela ditadura ?, ou pela antidemocracia? – tenham protestado contra o massacre do Carandiru, a maior chacina oficial no Brasil, e nem contra o assassinato dos 12 do viaduto, a sangue frio, com perigo para inocentes, próximo a São Paulo. Decerto os seus pendores humanitários ainda não tinham sido despertados. Ainda podem fazê-lo. Essa última execução, tem características de qualificação, pois foi de tocaia, e sem dar chance de defesa. Ebrantino.

Responder

    Fabio_Passos

    04 de dezembro de 2010 às 15h29

    Claro que há juizes pela ditadura.

    O Marco Aurélio Mello – Ministro do STF! – justificou o golpe de 64.

    De forma geral os juízes defendem os interesses e privilégios dos ricos. E atiram pobres na cadeia!

    Alberto Muñoz

    06 de dezembro de 2010 às 21h47

    Talvez fosse melhor, antes de dizer isso, ir informar-se sobre a Associação Juízes pela Democracia, que já completa vinte anos e protestou, SIM, com muita veemência, não só contra o massacre do Carandiru, mas também contra os massacres efetuados pela polícia em 2006, que atingiram quase 500 pessoas, a maioria delas sem qualquer antecedente criminal.
    Democracia e Direitos Humanos significa: todos tem direito, antes de sofrerem uma pena, a um julgamento justo. É isso.

Ester

04 de dezembro de 2010 às 10h09

As primeiras denúncias sobre abusos da polícia partiram da Falha de São Paulo. Para quem forjou a ficha falsa da Dilma inventar fatos facciosos na favela é mole. Ora, isso tudo pode ter sido forjado e até planejado pelos próprios bandidos. Quem garante que não? Que se apure a veracidade dos fatos e que sejam punidos os seus autores. Mas, isso não invalida as necessárias providências tomadas pelo Estado para garantir a ordem, o direito de ir e vir dos cidadãos. O que parece não ser percebido pelos hipócritas é que as primeiras e maiores vítimas desses monstros das favelas são os cidadãos de bem dessas comunidades.
Ester Neves – Você encontra-me:
No Facebook: http://www.facebook.com/profile.php?id=1000018622
No Twitter: @EsterNeves1949

Responder

    Fabio_Passos

    04 de dezembro de 2010 às 12h00

    Como não invalida?
    Tá liberado passar por cima dos direitos da população pobre?

Fabio_Passos

03 de dezembro de 2010 às 23h02

Paz? Sem direitos iguais? Nunquinha…

[youtube B4nF-BTclRM http://www.youtube.com/watch?v=B4nF-BTclRM youtube]

Responder

Fabio_Passos

03 de dezembro de 2010 às 20h32

A classe média – curral da "elite" – quer que o Estado cometa assassinatos!

Responder

Carlos

03 de dezembro de 2010 às 19h22

Interessantíssima a entrevista dada por uma juíza, ao Jornal do Brasil de hoje, sobre, digamos assim, a "operação alemão". Vale a pena ler.

Responder

aldoluiz

03 de dezembro de 2010 às 19h18

Aos cegados pela midiocracia de propósitos genocídas da belicosa escravagista nova ordem mundial.
Durante muitas décadas o brasileiro escravismo pseudo democrático alimentou esta lucrativa serpente da miséria, das drogas e das guerras, para colher agora (e sempre) o fruto genocída do fratricídio com o qual vai enfim, aos submissos que restarem e com sua aquiescência, chipar e senzalar.
Nada é por acaso, e, estejam certos de que existem muito mais coisas entre o céu e a Terra do que supõe nossa vã filosofia e o que a NASA publica. Avançam suas “patinhas de gato” enquanto a “casa grande”, com seus INTOCÁVEIS banqueiros, ganhando sempre, MILENARMENTE, de ambas as partes, da própria casa grande e das suas abjetas senzalas. Estão acima da lei, de qualquer uma lei que não lhes favoreça.
Tudo muito bem arquitetado POR ELES e encoberto pela midiocracia de sua propriedade. Pesquise mais e conecte os pontos “…duas vertentes, o interior, DONDE SE BUSCARIA QUE A PRÓPRIA SOCIEDADE DEMANDE MAIS “SEGURANÇA” SEM SE IMPORTAR A ORIGEM DA AJUDA; E AO EXTERIOR, ONDE OS PAÍSES CONSIDEREM QUE A INTERVENÇÃO SERIA “HUMANITÁRIA”, DIANTE DOS BANDOS DE CRIMINOSOS QUE SUPERARAM O ESTADO” http://www.youtube.com/watch?v=Toma8qFg2R0&fe…!
Conecte os pontos… Lembrai-vos das “ajudas humanitárias” ao intencionalmente arrasado Haití.[youtube Toma8qFg2R0&feature=player_embedded#! http://www.youtube.com/watch?v=Toma8qFg2R0&feature=player_embedded#! youtube]

Responder

Urbano

03 de dezembro de 2010 às 19h17

Uma das formas de ajudar os pobres é colocando rico bandido na cadeia também e não é bem assim que verificamos a justiça fazer não. Por exemplo, será que fizeram alguma notinha questionando sobre o médico rico que pegou 278 anos de prisão e está solto? Ademais, eu sou refratário a toda e qualquer violência policial e seja lá contra quem for. Agora oportunismo, não! Obviamente que se faz necessário observar-se onde houve excessos e punir os culpados, no entanto, até onde sei, nunca vi bandido usando crachá nem com letreiro luminoso na porta da casa.

Responder

Fabio_Passos

03 de dezembro de 2010 às 18h15

Sakamoto mostra o fascismo escancarado da classe média brasileira:

"A internet e a farra dos comentários intolerantes 2 – A Missão" http://is.gd/i9y1N

Assustador…

“Bandido bom é bandido morto”
“Por mim, aqueles 200 traficantes fugindo pelo morro deveriam ter sido todos metralhados em frentre às câmeras”
“Por que o país não acaba com essa merda de direitos humanos?”

Não é mesmo repugnante?

Responder

Fernando

03 de dezembro de 2010 às 17h38

Quando a polícia do Serra invade casa de pobre todos se revoltam, com razão.

Mas quando é a do Sérgio Cabral tá valendo.

Aliás, o eudesamento do Sérgio Cabral pelo PIG tem um motivo claro: a eleição presidencial de 2014. Encher o Jornal Nacional e o Fantástico de matérias sobre como o governador fluminense derrotou os ´´traficantes“ é a mais nova tentativa de evitar que Dilma ou Lula vença o próximo pleito.

Serão quatro anos de ´´o xerife vs os corruptos“, podem apostar.

Responder

    Ester

    04 de dezembro de 2010 às 08h59

    Comentário idiota. O que está acontecendo no Rio é fruto de uma louvável parceria entre governo Estadual e governo Federal.

edv

03 de dezembro de 2010 às 17h25

Uma sugestão que faço sobre relação criminosa entre advogados "a serviço extra-advocatício" de bandidos:
Se querem o sigilo cliente-advogado, que o tenham! …
Da mesma forma que as gravações de vídeo de câmeras em locais públicos não podem ser usadas para expor a privacidade (pelo menos não deveriam), a não ser sob necessidade aprovada judicialmente.
As conversas entre presos e advogados poderia ser filmadas (som e imagem) e garantido seu sigilo…
Que só poderia ser quebrado sob investigação e devida autorização judicial, ficando restrita ao processo.

Responder

mello

03 de dezembro de 2010 às 17h14

Houve transgressões, abusos? Apure-se e puna-se! Não dá é para dizer: tá tudo errado, deixa como está, não tem jeito, é assim mesmo…Tem que se por no lugar do morador, do pai de família que tinha a filhinha eleita para ser o regalo do bandido enão tinha a quem recorrer, nem á policia, nem ao promotor, juiz …O Estado não estava lá ! A filhinha dele…
Se houve afronta à lei, há que propiciar reparações. Mas a ação e o resultado não foram vãos.

Responder

LULA VESCOVI

03 de dezembro de 2010 às 17h12

No início,apoiaram pois parecia uma ação diferente da polícia,em comunhão com os moradores.Ao se confirmarem abusos,continuam apoiando pois é hora de"ação".Agora,todo articulista ou instituição que levanta óbices às ações da polícia,notadamente no desreipeito aos direitos humanos,é tachado de viajante,desconectado com a realidade.Afinal,quem lê o Viomundo?

Responder

Jesus Baccaro

03 de dezembro de 2010 às 16h40

Creio que esses juizes fariam melhor a democracia se entrassem com pedidos de expulsão da OAB, de advogados que ajudam os criminosos presos em cadeias de segurança máxima, a se comunicarem com seus comparsas. Desse delito ninguém fala absolutamente Nada!
Deveriam ter dado todo apoio ao seu colega Fausto de Sanctis quando ele corajosamente condenou um notório criminoso a cana dura. Não vi manisfestações dos mesmos a respeito. Nada!
Deveriam ter condenado veementemente as atitudes de um certo chefe de capangas do STF. Nada!
Olhem mais para os próprios umbigos!

Responder

    edv

    03 de dezembro de 2010 às 17h17

    Isso, Jesus, vou ajudar a ressaltar seu comentário:
    Cade o repúdio e o manifesto sobre estes episódios? E outrosmais?
    Que julguem mais, melhor e mais rápido.
    E falem menos sobre o óbvio.

    Fabio_Passos

    03 de dezembro de 2010 às 17h57

    Poucas vezes aparecem juizes defendendo os direitos dos pobres… e você acha ruim?

    edv

    03 de dezembro de 2010 às 23h43

    Fabio, tem que defender em julgamentos, não em manifestos. Inclusive prendendo ricos.
    Manisfesto eu também faço…

    Fabio_Passos

    04 de dezembro de 2010 às 11h50

    Por que? Tá proibido juiz se manifestar contra violação de direitos humanos das pessoas pobres? Isto incomoda?

andre

03 de dezembro de 2010 às 16h22

O preconceito e racismo está presente em quase todas as pessoas!!!

Os comentários aqui, espaço "progressista", confirma que as pessoas "vendem" o que "compram" nos Datenas da vida…

QUERIA VER SE A POLICIA ABUSASSE DE VOCES DIZENDO QUE ESTAO PROCURANDO DROGA NO SEU CONDOMINIO DE LUXO!!!!

Responder

    Luiz F

    03 de dezembro de 2010 às 17h34

    É isso mesmo o que muitos esquecem. Se o abuso for na casa do morador da favela, tudo bem!(?)

    Mas, também esquecem a principal diferença entre o bandido e o cidadão de bem: o que caracteriza o bandido é que ele não cumpre a lei, pratica crimes. Não importa quem seja a pessoa. O que importa é o ato (criminoso) praticado. É básico, mas muitos parecem não enxergar.

    Ester

    04 de dezembro de 2010 às 09h10

    Luiz, para você deve estar "tudo bem" todos esses anos em que o morador viveu subjugado aos criminosos não é? Quanta hipocrisia. Vai lá no morro levando seus filhinhos pra ver se é bom! Não tem como fazer omeletes sem quebrar os ovos.

fernandoeudonatelo

03 de dezembro de 2010 às 16h20

A AJD merece sim nosso respeito, pois trabalha independentemente de laços trabalhistas com os grandes patrões midiáticos.

Mas por favor, de novo o "monopólio de poder denegrido do estado". Enquanto isso, as facções de drogas no varejo, armadas como estado paralelo nos seus redutos de poder territorial, continuam a manter a lei do cão. Tão podre e corrupta quanto a simbiose entre a polícia e as milícias.

Ações coordenadas de inteligência e investigação, reforma da estrutura policial e patrulha comunitária integrada com a dignidade humana, são tão necessárias hoje quanto no passado.

A diferença, é que a tomada do poder paralelo e seu domínio narco-territorial, não devem ser excluídos no atual contexto da segurança pública.

Responder

Everton

03 de dezembro de 2010 às 15h36

Enquanto o CV (Comando Vermelho) fazia valer suas próprias leis em seus territórios de domínio não se tinha noticia de AJD manifestar sua preocupação com a inviolabilidade de domicílio de seus cidadões. Apartir de agora essas pessoas irão resgatar a sua cidadania. Tem que ficar de olho na PM do Rio, que na operação de retomada tinha o maior efetivo e foi a que estranhamente declarou a menor quantia em dinheiro apreendido.

Responder

    Gilberto

    03 de dezembro de 2010 às 16h45

    Bandido é bandido e por isso mesmo não respeita a lei. Já o estado e seus representantes devem primar pelo respeito às leis e jamais adotar praticas da bandidagem. Garantir a inviolabilidade de domicílios é um dos pilares do estado democrático.

    Jairo_Beraldo

    04 de dezembro de 2010 às 17h48

    E é aí que a coisa pega….os maiores burladores da lei são estes mencionados em seu comentario.

edv

03 de dezembro de 2010 às 15h29

Sim, sim, apóiu tudu, muchu bunitu! Muchu bem iscritu!
Falar do que deveria ter sido feito no passado? Tudo bem!… Do que fazer para o futuro? Tudo bem!
Mas durante o incêndio?!
Tudo tem hora e lugar, mais ou menos adequado.
Falar generalidades e obviedades neste momento, ou é inoportuno ou certamente oportuno para criticar as ações emergenciais recentes na, digamos, "anarquia generalizada", numa metrópole e seus milhões de cidadãos, que (também?) tem direitos e os valorizam, incluindo os pobres das comunidades.
Faltou o repudio aos juízes corruptos… que facilitam a criação de policiais corruptos!
Faltou também dizer que repudiam domicílios eventualmente ilegais.
Faltou dizer que a polícia, com apoio bélico LOGÍSTICO (blindados para proteção e derrubar barreiras feitas pelos criminosos) deve enfrentar AR-15's e AK-47's com cassetetes e algemas. Ou uma pinga no bar.
Faltou oferecer 150 mil autorizações judiciais em 24 horas (destes mesmos juízes) para efetuar buscas de criminosos e drogas.
Ah, faltou também sugerir como fazer melhor
Ou não fazer.

Responder

    Ester

    04 de dezembro de 2010 às 09h14

    Concordo plenamente com o seu comentário.

José Manoel

03 de dezembro de 2010 às 14h30

Azenha, eu penso o seguinte: todo o cidadão está sob o manto da Constituição e da Lei, que vigem para toda a sociedade!!! O cidadão vive dentro da sociedade. O marginal vive e faz questão de viver, como o próprio nome diz, à margem da sociedade. Portanto, o tratamento não pode ser igual…………

Responder

    Roberto

    03 de dezembro de 2010 às 15h34

    Quando a polícia e o Estado agem à margem da lei, torna-se, também, marginal.

    O estado não pode, sob a justificativa de fazer cumprir a lei, ignorá-la.

    O que se vê é a não aplicação da lei pelo estado não contra os, usando suas palavras, "marginais", mas sim contra os pobres, aqueles que foram colocados à margem da sociedade.

    Aquele que defende tratamento diferenciado entre as pessoas, está também se colocando à margem do que determina nossa Constituição Federal.

    edv

    03 de dezembro de 2010 às 23h53

    Estamos assumindo (pré- julgando, sem investigar?) que:
    Dezenas de milhares de domicílios foram invadidos?
    Todos os agentes invadiram e roubaram os domicílios?
    E que "por isso", a operação de resgate das comunidades foi um desastre, um massacre, uma "ilegalidade", um absurdo,?
    Ou estamos falando de casos que precisam ser investigados?
    Numa operação de confronto com marginais fortemente armados e entricheirados numa comunidade com dezenas de milhares de pessoas?
    Repito: Que filme estamos discutindo?

    Ester

    04 de dezembro de 2010 às 09h26

    Você tem razão edv, a denúncia partiu da Falha de São Paulo. Para quem forjou a ficha falsa da Dilma inventar fatos facciosos é mole.

    Marcio H Silva

    03 de dezembro de 2010 às 22h28

    Concordo, mas os moradores de favelas não são marginais, são trabalhadores, estudantes, donas de casas. Apenas por circunstancias ( são pobres ) moram nas favelas. E isto dá o direito da polícia ( alguns policiais ) agirem como marginais? então terão que ser tratados como marginais também.

    Ester

    04 de dezembro de 2010 às 09h19

    Vai lá fazer diferente e melhor. Só não vale deixar os trabalhadores, estudantes, donas de casas subjugados aos monstros. Falar é fácil, fazer é outra coisa.

Luiz F

03 de dezembro de 2010 às 14h10

É assim mesmo, infelizmente. Em nome da segurança, sarrafo nos direitos e garantias constitucionais. Cadê a OAB, o Ministério Público e a Defensoria Pública nesses momentos? Silêncio absoluto.

Responder

    Julio Silveira

    03 de dezembro de 2010 às 14h31

    Caro amigo Luiz F, eles farão exatamente o que essa ONG está fazendo, ou seja de dentro de suas salas refrigeradas tecerão teorias sobre a melhor maneira de se agir afinal falar em soluções para a pobreza hoje é politicamente correto. Mas poucos são os que levantam o bumbum da cadeira para ir lá fiscalizar a atuação da policia, montar um escritorio na comunidade para acompanhar de perto as ocorrências ilegais nas ações. Generalizar mesmo que não seja do interesse é facil, a que se ter responsabilidade nas criticas por que se não parece coisa de interesse politico, e existem interesses até nos mais aparentes desinteressados.

    Ester

    04 de dezembro de 2010 às 09h33

    As primeiras e maiores vítimas dos monstros da favela são os próprios moradores.

Gerson Carneiro

03 de dezembro de 2010 às 12h46

É chegada a hora de um outro dilúvio.

Estamos ferrados pois nem isso é possível. Teremos problemas desde a licitação para a construção da arca, até a escolha de quem ficará dentro e quem ficará fora.

Responder

    Antõnio Carlos

    03 de dezembro de 2010 às 16h28

    Euacho que já ouvi essa história de construção de uma nova arca!!! Quem vai organizar a construção e conseguir construir a nova arca é que é o diabo!!!!!

    Gerson Carneiro

    03 de dezembro de 2010 às 21h15

    Viiixe. Tamo fudido mesmo.

    Jairo_Beraldo

    04 de dezembro de 2010 às 17h47

    Caramba, cumpadi…e eu achando que AJD era Associação da Justiça Desportiva…caraca!


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