VIOMUNDO

Diário da Resistência


Jucá sugere que ministros do STF pregavam golpe contra Dilma para abafar Lava Jato
Denúncias Falatório

Jucá sugere que ministros do STF pregavam golpe contra Dilma para abafar Lava Jato


23/05/2016 - 09h53

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Em diálogos gravados, Jucá fala em pacto para deter avanço da Lava Jato

RUBENS VALENTE
, na Folha, em 23.05.2016

Em conversas ocorridas em março passado, o ministro do Planejamento, senador licenciado Romero Jucá (PMDB-RR), sugeriu ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que uma “mudança” no governo federal resultaria em um pacto para “estancar a sangria” representada pela Operação Lava Jato, que investiga ambos.

Gravados de forma oculta, os diálogos entre Machado e Jucá ocorreram semanas antes da votação na Câmara que desencadeou o impeachment da presidente Dilma Rousseff. As conversas somam 1h15min e estão em poder da PGR (Procuradoria-Geral da República).

O advogado do ministro do Planejamento, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou que seu cliente “jamais pensaria em fazer qualquer interferência” na Lava Jato e que as conversas não contêm ilegalidades.

Machado passou a procurar líderes do PMDB porque temia que as apurações contra ele fossem enviadas de Brasília, onde tramitam no STF (Supremo Tribunal Federal), para a vara do juiz Sergio Moro, em Curitiba (PR).

Em um dos trechos, Machado disse a Jucá: “O Janot está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho. […] Ele acha que eu sou o caixa de vocês”.

Na visão de Machado, o envio do seu caso para Curitiba seria uma estratégia para que ele fizesse uma delação e incriminasse líderes do PMDB.

Machado fez uma ameaça velada e pediu que fosse montada uma “estrutura” para protegê-lo: “Aí fodeu. Aí fodeu para todo mundo. Como montar uma estrutura para evitar que eu ‘desça’? Se eu ‘descer’…”.

Mais adiante, ele voltou a dizer: “Então eu estou preocupado com o quê? Comigo e com vocês. A gente tem que encontrar uma saída”.

Machado disse que novas delações na Lava Jato não deixariam “pedra sobre pedra”. Jucá concordou que o caso de Machado “não pode ficar na mão desse [Moro]”.

O atual ministro afirmou que seria necessária uma resposta política para evitar que o caso caísse nas mãos de Moro. “Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra. Tem que mudar o governo para estancar essa sangria”, diz Jucá, um dos articuladores do impeachment de Dilma. Machado respondeu que era necessária “uma coisa política e rápida”.

“Eu acho que a gente precisa articular uma ação política”, concordou Jucá, que orientou Machado a se reunir com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e com o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP).
Machado quis saber se não poderia ser feita reunião conjunta. “Não pode”, disse Jucá, acrescentando que a ideia poderia ser mal interpretada.

O atual ministro concordou que o envio do processo para o juiz Moro não seria uma boa opção. “Não é um desastre porque não tem nada a ver. Mas é um desgaste, porque você, pô, vai ficar exposto de uma forma sem necessidade.”

E chamou Moro de “uma ‘Torre de Londres'”, em referência ao castelo da Inglaterra em que ocorreram torturas e execuções entre os séculos 15 e 16. Segundo ele, os suspeitos eram enviados para lá “para o cara confessar”.

Jucá acrescentou que um eventual governo Michel Temer deveria construir um pacto nacional “com o Supremo, com tudo”. Machado disse: “aí parava tudo”. “É. Delimitava onde está, pronto”, respondeu Jucá, a respeito das investigações.

O senador relatou ainda que havia mantido conversas com “ministros do Supremo”, os quais não nominou. Na versão de Jucá ao aliado, eles teriam relacionado a saída de Dilma ao fim das pressões da imprensa e de outros setores pela continuidade das investigações da Lava Jato.

Jucá afirmou que tem “poucos caras ali [no STF]” ao quais não tem acesso e um deles seria o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no tribunal, a quem classificou de “um cara fechado”.
Machado presidiu a Transpetro, subsidiária da Petrobras, por mais de dez anos (2003-2014), e foi indicado “pelo PMDB nacional”, como admitiu em depoimento à Polícia Federal. No STF, é alvo de inquérito ao lado de Renan Calheiros.

Dois delatores relacionaram Machado a um esquema de pagamentos que teria Renan “remotamente, como destinatário” dos valores, segundo a PF. Um dos colaboradores, Paulo Roberto Costa disse que recebeu R$ 500 mil das mãos de Machado.

Jucá é alvo de um inquérito no STF derivado da Lava Jato por suposto recebimento de propina. O dono da UTC, Ricardo Pessoa, afirmou em delação que o peemedebista o procurou para ajudar na campanha de seu filho, candidato a vice-governador de Roraima, e que por isso doou R$ 1,5 milhão.

O valor foi considerado contrapartida à obtenção da obra de Angra 3. Jucá diz que os repasses foram legais.

LEIA TRECHOS DOS DIÁLOGOS

Data das conversas não foi especificada

SÉRGIO MACHADO – Mas viu, Romero, então eu acho a situação gravíssima.
ROMERO JUCÁ – Eu ontem fui muito claro. […] Eu só acho o seguinte: com Dilma não dá, com a situação que está. Não adianta esse projeto de mandar o Lula para cá ser ministro, para tocar um gabinete, isso termina por jogar no chão a expectativa da economia. Porque se o Lula entrar, ele vai falar para a CUT, para o MST, é só quem ouve ele mais, quem dá algum crédito, o resto ninguém dá mais credito a ele para porra nenhuma. Concorda comigo? O Lula vai reunir ali com os setores empresariais?
MACHADO – Agora, ele acordou a militância do PT.
JUCÁ – Sim.
MACHADO – Aquele pessoal que resistiu acordou e vai dar merda.
JUCÁ – Eu acho que…
MACHADO – Tem que ter um impeachment.
JUCÁ – Tem que ter impeachment. Não tem saída.
MACHADO – E quem segurar, segura.
JUCÁ – Foi boa a conversa mas vamos ter outras pela frente.
MACHADO – Acontece o seguinte, objetivamente falando, com o negócio que o Supremo fez [autorizou prisões logo após decisões de segunda instância], vai todo mundo delatar.
JUCÁ – Exatamente, e vai sobrar muito. O Marcelo e a Odebrecht vão fazer.
MACHADO – Odebrecht vai fazer.
JUCÁ – Seletiva, mas vai fazer.
MACHADO – Queiroz [Galvão] não sei se vai fazer ou não. A Camargo [Corrêa] vai fazer ou não. Eu estou muito preocupado porque eu acho que… O Janot [procurador-geral da República] está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho.
[…]
JUCÁ – Você tem que ver com seu advogado como é que a gente pode ajudar. […] Tem que ser política, advogado não encontra [inaudível]. Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra… Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria.
[…]
MACHADO – Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel [Temer].
JUCÁ – Só o Renan [Calheiros] que está contra essa porra. ‘Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha’. Gente, esquece o Eduardo Cunha, o Eduardo Cunha está morto, porra.
MACHADO – É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional.
JUCÁ – Com o Supremo, com tudo.
MACHADO – Com tudo, aí parava tudo.
JUCÁ – É. Delimitava onde está, pronto.
[…]
MACHADO – O Renan [Calheiros] é totalmente ‘voador’. Ele ainda não compreendeu que a saída dele é o Michel e o Eduardo. Na hora que cassar o Eduardo, que ele tem ódio, o próximo alvo, principal, é ele. Então quanto mais vida, sobrevida, tiver o Eduardo, melhor pra ele. Ele não compreendeu isso não.
JUCÁ – Tem que ser um boi de piranha, pegar um cara, e a gente passar e resolver, chegar do outro lado da margem.

***

MACHADO – A situação é grave. Porque, Romero, eles querem pegar todos os políticos. É que aquele documento que foi dado…
JUCÁ – Acabar com a classe política para ressurgir, construir uma nova casta, pura, que não tem a ver com…
MACHADO – Isso, e pegar todo mundo. E o PSDB, não sei se caiu a ficha já.
JUCÁ – Caiu. Todos eles. Aloysio [Nunes, senador], [o hoje ministro José] Serra, Aécio [Neves, senador].
MACHADO – Caiu a ficha. Tasso [Jereissati] também caiu?
JUCÁ – Também. Todo mundo na bandeja para ser comido.
[…]
MACHADO – O primeiro a ser comido vai ser o Aécio.
JUCÁ – Todos, porra. E vão pegando e vão…
MACHADO – [Sussurrando] O que que a gente fez junto, Romero, naquela eleição, para eleger os deputados, para ele ser presidente da Câmara? [Mudando de assunto] Amigo, eu preciso da sua inteligência.
JUCÁ – Não, veja, eu estou a disposição, você sabe disso. Veja a hora que você quer falar.
MACHADO – Porque se a gente não tiver saída… Porque não tem muito tempo.
JUCÁ – Não, o tempo é emergencial.
MACHADO – É emergencial, então preciso ter uma conversa emergencial com vocês.
JUCÁ – Vá atrás. Eu acho que a gente não pode juntar todo mundo para conversar, viu? […] Eu acho que você deve procurar o [ex-senador do PMDB José] Sarney, deve falar com o Renan, depois que você falar com os dois, colhe as coisas todas, e aí vamos falar nós dois do que você achou e o que eles ponderaram pra gente conversar.
MACHADO – Acha que não pode ter reunião a três?
JUCÁ – Não pode. Isso de ficar juntando para combinar coisa que não tem nada a ver. Os caras já enxergam outra coisa que não é… Depois a gente conversa os três sem você.
MACHADO – Eu acho o seguinte: se não houver uma solução a curto prazo, o nosso risco é grande.

***

MACHADO – É aquilo que você diz, o Aécio não ganha porra nenhuma…
JUCÁ – Não, esquece. Nenhum político desse tradicional ganha eleição, não.
MACHADO – O Aécio, rapaz… O Aécio não tem condição, a gente sabe disso. Quem que não sabe? Quem não conhece o esquema do Aécio? Eu, que participei de campanha do PSDB…
JUCÁ – É, a gente viveu tudo.

***

JUCÁ – [Em voz baixa] Conversei ontem com alguns ministros do Supremo. Os caras dizem ‘ó, só tem condições de [inaudível] sem ela [Dilma]. Enquanto ela estiver ali, a imprensa, os caras querem tirar ela, essa porra não vai parar nunca’. Entendeu? Então… Estou conversando com os generais, comandantes militares. Está tudo tranquilo, os caras dizem que vão garantir. Estão monitorando o MST, não sei o quê, para não perturbar.
MACHADO – Eu acho o seguinte, a saída [para Dilma] é ou licença ou renúncia. A licença é mais suave. O Michel forma um governo de união nacional, faz um grande acordo, protege o Lula, protege todo mundo. Esse país volta à calma, ninguém aguenta mais. Essa cagada desses procuradores de São Paulo ajudou muito [referência possível ao pedido de prisão de Lula pelo Ministério Público de SP e à condução coercitiva ele para depor no caso da Lava Jato].
JUCÁ – Os caras fizeram para poder inviabilizar ele de ir para um ministério. Agora vira obstrução da Justiça, não está deixando o cara, entendeu? Foi um ato violento…
MACHADO -…E burro […] Tem que ter uma paz, um…
JUCÁ – Eu acho que tem que ter um pacto.
[…]
MACHADO – Um caminho é buscar alguém que tem ligação com o Teori [Zavascki, relator da Lava Jato], mas parece que não tem ninguém.
JUCÁ – Não tem. É um cara fechado, foi ela [Dilma] que botou, um cara… Burocrata da… Ex-ministro do STJ [Superior Tribunal de Justiça].

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46 comentários

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Marcos de Moraes gomes

28 de fevereiro de 2017 às 22h36

Golpe mais claro do que este só não ver quem não quer!

Responder

cacau

07 de junho de 2016 às 15h15

A única forma de calar a imprensa livre é por ações impetradas por juízes corporativistas e habituados em esconder processos., e que portanto querem esconder o bolsa propina salarial, tentando usar a justiça que eles adoram denegrir. O povo sabe que esse tipo de juiz é um malfeitor. Eles afetam as instituições que deveriam proteger de manipulação partidária. Mas são eles que causam o mal. O portal da transparência é um nojo de ser ver. Quando a maior parte da população padece de salário mínimo e que o Temer ainda quer diminuir…e eles ganham rios de dinheiro

Responder

valdirene duarte souza

24 de maio de 2016 às 08h52

Pergunto? e agora rede globo e senado federal?
e golpe ou não e?
bando de farsantes
hipocrisia pura!!!!!!!!!!!!!!

Responder

valdirene duarte souza

24 de maio de 2016 às 08h49

E agora Rede globo, e agora congresso nacional
e Golpe ou nao e?
bando de farsantes ,corruptos e dissimuladores

Responder

le

23 de maio de 2016 às 21h56

Que coisa! “to xocado”…como deixaram vazar uma coisa dessas…sao amadores!
Tem tanta certeza da impunidade que “espalham aos sete ventos”!

Alguem ai faz ideia de qual dos ministro do stf eles ja tinham conversado?
Aposto uma caixa de cerveja no…

Responder

    valdirene duarte souza

    24 de maio de 2016 às 09h00

    Ola
    Le
    imagina o vem por ai
    fedentina pura
    bandos de corruptos ,subversivos
    usaram o povo brasileiro com subterfúgio para o plano deles

Jotage

23 de maio de 2016 às 17h05

JUCÁ – [Em voz baixa] Conversei ontem com alguns ministros do Supremo. Os caras dizem ‘ó, só tem condições de [inaudível] sem ela [Dilma]. Enquanto ela estiver ali, a imprensa, os caras querem tirar ela, essa porra não vai parar nunca’. Entendeu?

(inaudível)? Seria fechar a lava-jato?
“a imprensa, os caras querem tirar ela”, a imprensa todo mundo sabe quem é: O PIG, mas e os caras? Certamente não são os políticos, que todo mundo sabe são eles. Seria os EUA?
Suposição: O supremo e os corruptos precisam derrubar a Dilma, porque a lava-jato e a imprensa que trabalham para os EUA não vão parar com as investigações enquanto não derrubarem a Dilma.
Isto talvez explique, porque as denúncias compradas pela lava-jato contra políticos do PMDB e PSDB foram sempre ocultadas, tanto pelo PIG quanto pela lava-jato-STF. Elas eram a garantia dos americanos que Dilma seria derrubada pelo congresso que na sua grande maioria tinha o rabo bem preso na mão dos EUA, através do Moro e PIG.

Responder

C.Pimenta

23 de maio de 2016 às 16h24

O supremo saíu sujíssimo desta lambança toda. Foi praticamente a confirmação de que o stf está e sempre esteve dentro do golpe, pois só condenou CUnha depois dele ter desencadeado o golpe e negou até agora TODOS os recursos que Dilma impetrou lá para se defender deste golpe sem-vergonha.

Responder

Lisbeth Salander

23 de maio de 2016 às 16h10

Ao reg’a , Cui bono?

Saiu na Folha….

Se liguem rapazes.
A.A.

Responder

FrancoAtirador

23 de maio de 2016 às 15h54

.
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O Bico Longo do Cacique Jucá da Odebrecht

Desagradou o Ministro da Fazenda da Friboi

que pediu aos Barões da Província Paulista

para vazarem o Grampo guardado na Gaveta.
.
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Responder

    FrancoAtirador

    23 de maio de 2016 às 16h37

    .
    .
    Gangsters Pigs’ Coup

    De todo modo, o Fato Revela a Toda a População
    que a Derrubada da Presidente Eleita foi Tramada

    por uma Gang* de Políticos, Juízes e Empresários,
    incluindo os Donos dos Grupos de Comunicação,

    todos Corruptos da Última Laia, Muitos Fascistas,
    organizada para Assaltar o Poder Central no Brasil.

    *GANG = ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA (OC); BANDO; QUADRILHA.
    .
    Em inglês, Gang é uma Organização de Indivíduos que se associam
    para, em conjunto, alcançar algum Objetivo Ilícito ou Propósito Criminoso.

    Gangster é o Termo que designa o membro de uma Gang; Bandido; Quadrilheiro.

    Em português, escrevem-se Gangue e Gângster.

    Exemplos: Mercado Financeiro; Mídia Jabáculê; FIESP;
    CNA; OAB; CFM; JF/MP/PF-PR; PPSDemB; PMDB…
    .
    .

    FrancoAtirador

    23 de maio de 2016 às 17h58

    .
    .
    Novo Governo de Velhas Raposas Velhacas

    Ressalte-se que a Confissão do Cacique Jucá,
    hoje o Ministro do Planejamento do Governo

    da Coligação Temer/Cunha/Maia/Renan/Serra
    (PMDB, PSDB, DEM, et ‘Caverna’: PSC, PP, PRs)

    atingiu em Cheio a ‘Ilibada’ Cúpula Tucana –
    com exceção de Geraldo Alckmin (PSDB-SP) –

    além de evidenciar que o Processo de Impíxi
    é realmente uma Conspiração para o Golpe

    que vem sendo Articulada entre PSDB e PMDB,
    desde antes das Eleições Gerais de 05/10/2014,

    até no Patrocínio das Campanhas dos Partidos
    para a Escolha dos Candidatos ao Parlamento:

    “MACHADO – …o PSDB, não sei se caiu a ficha já.

    JUCÁ – Caiu. Todos eles. Aloysio [Nunes], Serra, Aécio.

    MACHADO – Caiu a ficha. Tasso [Jereissati] também caiu?

    JUCÁ – Também. Todo mundo na bandeja para ser comido.
    […]
    MACHADO – O primeiro a ser comido vai ser o Aécio.

    JUCÁ – Todos, porra. E vão pegando e vão…

    MACHADO – O que que a gente fez junto, Romero,

    naquela eleição, para eleger os deputados, [!!!]

    para ele ser Presidente da Câmara?

    Amigo, eu preciso da sua inteligência.

    JUCÁ – Não, veja, eu estou a disposição, você sabe disso.
    Veja a hora que você quer falar.

    MACHADO – Porque se a gente não tiver saída…
    Porque não tem muito tempo.

    JUCÁ – Não, o tempo é emergencial.
    […]
    MACHADO – É aquilo que você diz, o Aécio não ganha porra nenhuma…

    JUCÁ – Não, esquece. Nenhum político desse tradicional ganha eleição, não.

    MACHADO – O Aécio, rapaz…
    O Aécio não tem condição, a gente sabe disso.
    Quem que não sabe?
    Quem não conhece o esquema do Aécio?
    Eu, que participei de campanha do PSDB…

    JUCÁ – É, a gente viveu tudo.”
    .
    .
    ENQUANTO A POPULAÇÃO DO BRASIL

    NÃO SAIR ÀS RUAS, EM GREVE GERAL,

    PARA EXPULSAR ESSA MÁFIA DO PODER,

    O PAÍS NUNCA MAIS SAIRÁ DO BURACO.
    .
    .

    FrancoAtirador

    23 de maio de 2016 às 20h00

    .
    .
    ANALOGIA HISTÓRICA: 1961-1964 = 2013-2016

    A Renúncia do Presidente Jânio Quadros, em Agosto de 1961,
    e a subseqüente Posse do Trabalhista João Goulart –
    visto com desconfiança pelo Empresariado Local,
    devido às suas ligações com o Movimento Sindical –
    deram uma Nova Dimensão aos Encontros de Líderes
    Empresariais mantidos por várias Entidades Patronais.

    Alegando preocupações com a inflação do País,
    com a falta de planejamento econômico do governo
    e, sobretudo, com o aumento da ‘intervenção estatal’
    por uma suposta e infundada ‘influência dos comunistas’,
    os empresários brasileiros resolveram intensificar as ações
    visando à criação de uma Organização que defendesse seus Interesses.

    Fundado oficialmente em 2 de fevereiro de 1962, no Rio de Janeiro,
    o IPÊS resultou da fusão de Grupos de Empresários Organizados
    no Rio de Janeiro e em São Paulo, ganhando rapidamente adesão
    das Classes Produtoras Urbanas e Rurais dos demais Estados.

    O Acirramento nos Debates sobre as chamadas “Reformas de Base”
    – Agrária, Bancária, Urbana, Universitária e Tributária –
    encaminhadas pelo Governo Federal ao Congresso Nacional,
    os Membros do IPÊS incitaram a Percepção na População
    de que o País marchava inexoravelmente para o ‘comunismo’
    e que caberia então aos “Homens Bons” de todo o Brasil
    a Interrupção do Mandato Presidencial de João Goulart.

    Dessa forma, foi Promovida uma Feroz Campanha Oposicionista,
    utilizando-se dos Meios de Comunicação Disponíveis à época,
    em nome da ‘defesa da democracia’ e da ‘Livre Iniciativa’ Privada,
    associando as propostas do Governo Federal ao ‘comunismo’:

    Assim, sob o Financiamento dessa Organização para o Golpe:

    1) Foram Produzidos 14 Filmes Anticomunistas
    para a ‘Doutrinação Democrática’ do Povo
    e apresentados em todo o País;

    2) Realizavam-se Cursos, Seminários, Conferências Públicas
    e Diversos Outros Eventos nas Principais Cidades do Brasil;

    3) Eram diariamente Publicados Artigos, Reportagens
    e Editoriais nos Principais Veículos de Comunicação; e

    4) Foram Patrocinadas Organizações Civis Reacionárias
    desde sempre Contrárias ao Governo Trabalhista de Jango
    tais como:

    1) Confederação Brasileira de Trabalhadores Cristãos.

    2) Campanha da Mulher pela Democracia (CAMDE-RJ)

    3) União Cívica Feminina de São Paulo (UCF-SP)

    4) Instituto Universitário do Livro.

    5) Movimento Universitário de Desfavelamento.

    6) Círculos Operários Carioca e Paulista.

    7) Associação de Diplomados da Escola Superior de Guerra.

    A Participação do IPÊS na derrubada do Governo do Presidente Jango,
    pelo Parlamento, na Madrugada de 1º para 2 de Abril de 1964,
    entregando o Poder Executivo aos Chefes das Forças Armadas,
    foi, portanto, o Resultado de um Trabalho Propagandístico.

    Todavia, isso não impediu que alguns de seus Membros, individualmente, atuassem de Maneira mais Direta.

    O reconhecimento dos seus Préstimos à Ditadura Militar,
    ocorreu em 7 de Novembro de 1966,
    quando foi Declarado “Órgão de Utilidade Pública”
    por Decreto da Ditador de Plantão.

    O IPÊS Paulista foi desativado em 1970,
    e o do Rio de Janeiro só encerrou
    suas atividades em março de 1972.
    .
    .

    FrancoAtirador

    23 de maio de 2016 às 21h35

    .
    .
    ANALOGIA HISTÓRICA (Parte 2): 1961-1964 = 2013-2016

    IBAD DESPEJA DINHEIRO NAS ELEIÇÕES PARLAMENTARES

    Instituto Ligado à CIA investe na Propaganda Anticomunista
    e elege Grande Bancada no Congresso Nacional em 1962.

    Fundado no Rio de Janeiro em 25/5/1959,
    o Instituto Brasileiro de Ação Democrática (IBAD),
    foi uma Organização Conservadora Anticomunista
    Ligada à Agência Central de Informações (CIA)
    do Departamento de Estado Norte-Americano.

    O IBAD atuou nas Regiões Urbanas e Rurais,
    nas Campanhas Eleitorais Parlamentar,
    nos Movimentos Estudantis e Sindicais,
    e junto à Ala Conservadora da Igreja
    e de Instituições Católicas de Extrema-Direita,

    mantendo Estreitas Relações Organizações Paramilitares,
    como o Movimento Anti-Comunista (MAC)
    e a Cruzada Libertadora Militar Democrática (CLMD).

    A partir de 1961, quando o Trabalhista João Goulart (PTB)
    assumiu a Presidência da República, após a Renúncia de Jânio,
    o IBAD intensificou as Ações de Propaganda contra o Governo,
    com o Objetivo de Estimular e Disseminar na Sociedade Brasileira
    um Amplo Processo de Mobilização Política de Oposição
    ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) do Presidente Jango.

    Em 1962, o IBAD criaria Dois Grande Braços de Atuação:
    a Ação Democrática Popular (ADEP) e a Promotion S.A.

    A Ação Democrática Popular (ADEP) atuou pesadamente
    despejando Dinheiro nas Campanhas de Vários Partidos
    (UDN, PSD, PDC, PL) nas Eleições Parlamentares de 1962,
    financiando cerca de 250 Candidatos a Deputado Federal
    e mais de 600 Candidaturas a Deputado Estadual, pelo País,
    além de Concorrentes a Governador em 8 Estados do Brasil.

    Os Recursos provinham de Empresas Associadas
    ao Capital Estrangeiro, de Multinacionais e de Fontes
    Vinculadas ao Governo dos United States of America.

    Como forma de Compensação ao Financiamneto,
    o IBAD exigia dos Deputados Eleitos a Adesão
    ao Bloco SupraPartidário, de Oposição ao Presidente,
    Denominado Ação Democrática Parlamentar (ADP),
    formado dentro do Congresso Nacional para inviabilizar
    as Reformas de Base, imobilizando o Governo Federal
    e provocando a Paralisia Econômica e a Crise Institucional.

    A Promotion era a Agência de Publicidade Encarregada da Divulgação da Propaganda Anti-Comunista e Anti-Trabalhista
    em Jornais Diários, Revistas e Redes de Rádio e Televisão
    e até em Unidades Móveis para Exibição de Filmes no País.

    Em 1963, somente no Rio de Janeiro, foram Realizadas
    1.706 Exibições de Filmes Contra o Governo do PTB
    para 179 Mil Militares Engajados em Quartéis e Bases Navais.

    No Ano de 1964 foram Gastos US$ 2 Milhões com Propaganda
    em Rádio, Jornais
    Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso confirmaria o financiamento ilegal de campanhas pelo IBAD.

    O instituto e a ADEP seriam fechados por crime de corrupção,
    por decreto tardio de João Goulart, em 31 de agosto de 1963.
    .
    .

Mané

23 de maio de 2016 às 14h32

Apenas confirma o que sabíamos; o stfinho é um antro,uma podridão só,e em nada difere do Congresso. Há pouco a Ministra Rosa Choque Weber interpelou a Presidenta Dilma. Ora ,ora ¨vóvó do pó¨( rouje),e agora, o que tem a dizer sobre o Jucá? Ele colocou a Sra e os outros na mesmo ¨ lixão¨que êle chafurda!!!

Responder

GiL Magalhaes

23 de maio de 2016 às 14h00

Acho que a coisa mais acertada em se fazer, depois destas gravações, entre MACHADO e o JUCÁ, não seria outra, senão, a anulação completa do processo de impeachment contra a Presidente Dilma Roussef,f já. Porquanto, fica PATENTE e mais que provado, que não passa de um G O L P E. Arquitetado pelo Jucá e pelo Machado, para se safarem da “LAVA-JATO ” ! Depois desta conversa entre ambos e a anuência de alguns membros do STF, segundo eles. ora descoberto, sem dúvida, cai por terra, toda a veracidade do processo de impeachment contra a Presidente Dilma Rousseff, que por apoiar a operação “LAVA-JATO”, tornou-se vítima destes traídores que como disse o Jucá, foi e está sendo, o ” BOI DE PIRANHA “, para que eles, pudessem atingir a outra margem do Rio. ! E agora, STF ?!?

Responder

Messias Franca de Macedo

23 de maio de 2016 às 13h38

Relator do caso Delcídio diz que o de Jucá é pior. “Caiu o Lúcifer da República”

POR FERNANDO BRITO · 23/05/2016

O senador Telmário Mota, do PDT, relator do processo de cassação de Delcídio do Amaral, vai entrar amanhã no Senado com um processo de cassação de Romero Jucá, flagrado em uma conspiração para derrubar Dilma e livrar políticos do PMDB e do PSDB das investigações decorrentes da Lava Jato.
Em entrevista ao Valor Econômico, Telmário disse que “a fala de Jucá é, sem dúvida, mais grave que a de Delcídio. Delcídio queria proteger um possível delator. Romero quer parar a Operação Lava-Jato”.
(…)
Telmário, que é de Roraima, mesmo Estado de Jucá, disse que o senador, que foi poderoso em todos os governos desde Fernando Henrique era uma espécie de “Lúcifer da República”.
“É como Lúcifer, que era o anjo iluminado, tinha toda a credibilidade junto à divina santidade e traiu Deus. Romero era o anjo da República desde FHC. Hoje cai o Lúcifer da República.”
O senador disse que espera que o Sennado aja tão rapidamente contra Jucá quanto agiu contra Delcídio: “do contrário, essa Casa passa a ter dois pesos e duas medidas. Não estamos aqui para passar a mão na cabeça de ninguém”.

FONTE [LÍMPIDA!]: http://www.tijolaco.com.br/blog/relator-do-caso-delcidio-diz-que-o-de-juca-e-pior-caiu-o-lucifer-da-republica/

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Elias

23 de maio de 2016 às 13h11

Depois dessa do Romero Jucá (o estapafúrdio), o bom senso deve alertar senadores indecisos que a canoa de Temer começou a fazer água.

Responder

Messias Franca de Macedo

23 de maio de 2016 às 13h08

Janot, desde quando a PGR tem a gravação de Jucá? [Teori] O STF sabia? Quem escondeu a treta?

POR FERNANDO BRITO · 23/05/2016

(…)

FONTE [LÍMPIDA!]: http://www.tijolaco.com.br/blog/janot-desde-quando-pgr-tem-gravacao-de-juca-o-stf-sabia-quem-escondeu-treta/

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Sertanejo/PE

23 de maio de 2016 às 13h02

Mais um bandido hipócrita desmascarado.

Responder

Messias Franca de Macedo

23 de maio de 2016 às 13h00

R$ 100.000,00 de propina MENSAL(ÃO) para o Michel [Temer]; R$ 100.000,00 de propina MENSAL(ÃO) para o Eduardo [Cunha]; R$ 100.000,00 de propina MENSAL(ÃO) para o Henrique [Eduardo] Alves

https://www.youtube.com/watch?v=bZFv0zdhO88

Responder

Serjão

23 de maio de 2016 às 12h39

MACHADO – Agora, ele acordou a militância do PT.
JUCÁ – Sim.
MACHADO – Aquele pessoal que resistiu acordou e vai dar merda.
…….e deu…..

Responder

Serjão

23 de maio de 2016 às 12h24

O golpe paraguaio indo por terra!

Responder

nilo walter

23 de maio de 2016 às 12h15

Não vai dar em nada infelizmente .
O STF – raras exceções – está envolvido com o golpe.
Desde março e só surgiu agora, isso é coisa do Serra.
Por isso andam loucos atrás do lula/Dilma.
A grande mídia só dara´ a noticia escondendo a citação aa ministros do STF e militares de alta patente .

A esperança pode vir dos meios de comunicação internacionais informando corretamente o conteúdo das gravações .

Responder

CaRLos

23 de maio de 2016 às 12h14

O texto explicou tudo o que se passa no Brasil. Tem que ir para mídia internacional. Para a ONU, OEA, VATICANO, União Africana e vai por aí afora. E mostrar a grande farsa, e que de fato, é um golpe. Só falta o PT partir par o ataque incessante. Bem, isso é que é difícil.

Responder

Sebastião

23 de maio de 2016 às 12h10

Duvido que prendam o Jucá, pois o próprio STF (alguns ministros) seria relacionado ao golpe do qual todos sabemos que participou com sua omissão. Prestemos atenção na ministra Rosa Weber. Ao questionar Dilma sobre a palavra “golpe” tenta pular do barco. Aí, tem coisa. E, o Brasil precisa limpar também seus tribunais.

Responder

    Mineirim

    23 de maio de 2016 às 13h20

    Concordo, só há um problemão aí: não há eleição para o judiciário e os órgãos que deveriam ser de controle são extremamente corporativistas.

    T MARINH

    23 de maio de 2016 às 18h05

    CONFLITO APARENTE DE NORMAS CONSTITUCIONAIS – Creio que a Ministra Rosa Weber deu um grande oportunidade para o Brasil se perguntar sobre a constitucionalidade do Impeachment. No Título I – DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS da Constituição Federal vigente diz: “Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.”logo se é principio fundamental é NORMA PÉTREA. Ja sobre o Impeachment diz o art. 37 da CF : “§ 4º os ato de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda de da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e na gradação permitida em lei, sem prejuízo da açao penal cabível”
    Logo se os 3 Poderes são independentes e harmônicos um dos poderes não pode DECAPITAR O OUTRO, isto é: destituir o Chefe de um dos outros Poderes da República sob pena de atentar contra a Constituição Federal e a REPÚBLICA !!! No aparente conflito entre essas duas normas predomina a Norma Pétrea do art. 2º da CF e sob esse luzeiros deve ser dada uma nova interpretação ao § 4º do art. 37 da CF vigente excluindo-se da sua incidência os chefes dos Poderes da República que não responderão política e administrativamente de maneira SUBALTERNA perante outro Poder da República,no entanto, tão logo termine o seu mandato responderão perante as instância próprias em caso de crime funcional e crime comum.

Diego

23 de maio de 2016 às 11h56

E agora, quem é que vai perguntar ao Jucá o nome dos “generais” que lhe garantiram conter qualquer revolta?!?!?

Responder

    Julio Silveira

    23 de maio de 2016 às 14h03

    Desnecessária essa pergunta, pelo menos um já está claramente identificado por estar associado ao Temer no cargo de chefe do Gabinete Institucional. Ele chama-se Sérgio Etchegoyen e deve ser esse o garantidor militar do golpista Temer e certamente o homem de confiança para introdução do seu tipo de politica nas FAs.

Almir Gonçalves Pereira

23 de maio de 2016 às 11h56

A BOMBA JUCÁ

Após ler o artigo, que ganha mais confiabilidade por ter saído na Folha, cabe algumas conclusões, não porque a Folha seja confiável, mas porque ela não quis perder o “furo” jornalístico. Coisa de vaidade de jornal! Até porque a Folha tem tolerado alguns jornalistas de verdade em seu quadro. Estas revelações é uma verdadeira BOMBA que deve ser amplamente divulgada, explicada e passada a limpo.

Conclusões:

-Antes de tudo, não se trata de delação, mas de prova explícita!

-Todos os políticos que armaram o impeachment contra Dilma, inclusive o Supremo, sabe que Dilma não se corrompeu e que, por isso, não merecia ser afastada. A presença de Dilma gera insegurança nesses políticos.

– Dilma, ao invés de obstar a Lava Jato, se tornou uma garantia à mesma! Por isso, sua permanência põe os políticos em polvorosa, querendo tirá-la do governo a todo custo!

– Lula parece não ter, de fato, nenhum envolvimento com a quadrilha da Petrobrás, caso contrário, teria sido procurado para um acordo. Aí explica a enorme quantidade de documentos levantados, milhares de páginas (milhões, se incluir os Papéis do Panamá), sem Lula ter sido citado! As tentativas de implantação de provas, até agora, não deram resultado contra Lula.

– A referência aos procuradores de São Paulo parece mostrar que furou o esquema de proteção política da quadrilha, para a mesma, devem deixar Lula de lado, pois sabem que nele, nada vai colar. Tentar minar o governo Dilma atacando Lula pode não ser uma boa estratégia. Deixem o homem em paz.

– A oposição à ida de Lula para o ministério foi mais em relação a um provável esquema do PMDB com a oposição de “articular” a economia, como foi feito com Levy, para que os ganhos sociais fossem atacados. Curiosamente, nem se tocou na insinuada proteção de Lula através de um foro privilegiado! Isto não era, para a quadrilha, relevante! A questão era econômica!

– Renam parece indeciso em se posicionar ao lado de Temer, em razão de Cunha, seu desafeto, e de se enrolar mais numa situação perigosa, caso venha a ser, como está sendo, exposta. Estará arrependido? Ou o rolo ficou tão grande que assusta se afundar mais?

– Janot pode ter uma forte afinidade com o PSDB, mas, pelo texto, quer ferrar o PMDB. As sucessivas proteções à delações sobre Aécio e outros tucanos parece comprovar isto.

– As denúncias de envolvimento do STF nas articulações políticas parecem ter fundamento, não são só suspeitas, o que torna gravíssima esta situação! A quem recorrer?

– As empreiteiras, de uma forma geral, estão envolvidas até o pescoço, o que comprova que se trata de um esquema antigo, de décadas. E que suas delações são seletivas, como se imaginava. Seletivas protegendo e acusando quem? Sem dúvidas, protegendo os políticos envolvidos na quadrilha. Ajuda nessa seletividade, como tucano fiel, a neura de Moro em pegar Dilma ou Lula. Qualquer coisa que possa envolvê-los leva Moro a babar! Mas, até agora, “fez água”! Pegar qualquer petista ou aliado, ou “amigos do Lula”, por mais risível que seja a prova, vale postar na mídia, para tentar manter o governo Dilma no centro da Lava Jato.

– Moro, chefe da “Torre de Londres”, segundo Jucá, pratica, de fato, a tortura delatora. Quer dizer, só sai se confessar o que ele quer! Não há provas, mas elas têm que existir!

– O envolvimento dos generais, comandantes militares preocupa muito! Até que ponto eles participam desse rolo todo ou, até que ponto, estarão sendo usados? Qual a real visão dos mesmos em relação aos governos petistas? Estarão dispostos a qualquer apoio ao afastamento de Lula e Dilma? O projeto militar caminha nessa rota? Estarão as FFAA alinhadas com o projeto das elites ou busca, de fato, o bem do povo brasileiro?

– O MST e outros movimentos sociais, incluindo as centrais sindicais, como a CUT, são, na visão desses políticos, um freio à tomada do poder no País! Como bem se suspeitava, eles temem as reações das ruas! E como rua, parece que a “rua virtual” está incluída!

– O principal suporte dessa quadrilha, é Temer: “MACHADO – Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel”

– Se apenas uma conversa entre dois políticos pode revelar tanta coisa, imagine o que não está por trás dos demais, em todos os órgãos e escalões? Imagine o que não rola nos acordos velados entre todos os representantes do povo?

– O Brasil continuará a tolerar esta temeridade?

Almir G. Pereira

Responder

Julio Silveira

23 de maio de 2016 às 11h34

Duas situações me vem à cabeça sobre esse assunto, o primeiro é que não há novidade nenhuma nessa inconfidência flagrada do Jucá. Esses golpistas estão todos mancomunados no interesse de fechar essa lava jato, e para isso só juntos em formação de quadrilha teriam a condição de obstuí-la. Talvez tenham se dado conta que o herói que produziram é completamente incontrolavel e não mede consequências em seu afã por justiçamento, inclusive mesmo afundando o país, e que pode arrastar a todos para o buraco que quiseram enfiar só o PT. Por que o que seduziu o PT para a parceria foi justamente a periculosidade desses ex parceiros, e atualmente golpistas que dominavam (mais ou menos) as estruturas público privadas do país, para proporcionar dividendos político econômicos a todos os envolvidos. Fazendo desse inter relacionamento promíscuo um ingrediente a anos altamente prejudicial ao país.
A outra situação que me grita a atenção, é a faca de dois gumes que tornou o Brasil a república da bisbilhotagem, onde a espionagem legal ou ilegal tornou-se coisa sem importância, corriqueira, com a capacidade de gravar desde a presidenta até ministros do Supremo. Com esses mesmo desmoralizados enquanto órgão, ainda representando a última instância judicial do país. É o mesmo se dando com esse elemento ocupante do cargo de ministro da república, possivelmente numa daquelas situações do veneno sendo inoculado na cobra. Isso, para mim, mostra por sí só por que os States sentem-se no direito de nos espionar, e interferir e nossos assuntos, já que tendo isso virado coisa corriqueira nessa república, trairas, mafiosos e bananas, não oferecem a moral necessária para que exijam respeito, por que no fim todos tem preço não se acanhando em expor nossas fragilidades até ao contrário a vendem é bem baratinho. O que acabam ferindo o Brasil e seu povo, mas o patriota.

Responder

Lukas

23 de maio de 2016 às 11h23

Parabéns á Folha de São Paulo pela divulgação das gravações.

Responder

Marcio Chagas

23 de maio de 2016 às 11h10

A Ministra Rosa Weber ainda precisa da resposta da Dilma? Que tal ela perguntar ao Janot, por que mesmo sabendo das gravações ele continuou apoiando o golpe na câmara? Mas como ela é “assim ó ” com o Moro vai dizer que Não Vem ao Caso né ministrinha ?

Responder

Sidnei Brito

23 de maio de 2016 às 10h58

Viomundo, vocês poderiam se gabar e criar a seção: “você ficou sabendo aqui antes”.
Para entender: https://www.viomundo.com.br/opiniao-do-blog/delcidio-que-recebeu-u-10-milhoes-da-alstom-durante-governo-fhc-vai-delatar-golpe-de-corruptos-para-derrubar-dilma-tira-o-foco-da-lava-jato.html

Parabéns, inclusive pela modéstia. A menos, é claro, que vocês pensem algo do tipo “ah, mas isso todo mundo sabia”!

Responder

João Lister Pereira

23 de maio de 2016 às 10h31

Caro Azenha, há quatro dias atrás deixei no in box, do Facebook, do Viomundo, um artigo de minha autoria em que analisava o mesmo pacto, de que fala Jucá, envolvendo tb as Forças Armadas.
Se for do interesse de seu Blog, inclusive com essa situação ora exposta, tá lá à disposição para publicação.
Abraços.

Responder

    Conceição Lemes

    23 de maio de 2016 às 12h52

    João, vc poderia enviar o seu artigo para o meu email: [email protected]
    abs

Fabio Nogueira

23 de maio de 2016 às 10h31

Minha interpretação do diálogo: não é que os deputados agiriam para parar a Lava Jato se derrubassem a Dilma, o recado que os deputados interpretavam é “se a Dilma cair, a Lava Jato para (sozinha)”. É diferente. CUIDADO: Moro não é uma ‘possível vítima’, ele é o candidato da Folha, não o endeusem.

Responder

    Lucia Bizzotto

    23 de maio de 2016 às 13h41

    Concordo com você. Esse vazamento foi providencial para atrais os holofotes, de novo, para a lava jato. O golpe é o de menos. Agora vão começar a discutir o parlamentarismo do impoluto Serra, que conta com FHC, que já rifou o Aécio. A operação da PF, hoje, é apenas para continuar a caça ao Lula. Tudo de acordo com o script desenhado desde a época do mensalão, pelo juiz assessor que escreveu a famigerada e desvirtuada teoria do domínio do fato. Tá tudo dominado.

    julio

    23 de maio de 2016 às 16h08

    Exatamente!

Avelino

23 de maio de 2016 às 10h28

Alguém tem o áudio completo??!!!
Mesmo esses trechos, é pura dinamite.
Eles com medo do Moro???!!!
Eles estão com medo da Dilma. Dos movimentos sociais.
Moro é bitolado, medíocre, tucano, para dar continuidade, ele teria que ser afastado.
Moro esgotou.

Responder

    Sidnei Brito

    23 de maio de 2016 às 14h43

    Se eu não estou maluco, acho que o Estadão chegou a publicar matéria em que Moro já dizia que pretendia encerrar a Lava Jato em dezembro deste ano.
    Não quero acusar ninguém, mas tal comportamento vai ao encontro do que Jucá e Machado discutem acerca dos objetivos do golpe.
    Pode ter tido uma rutura na força tarefa da operação? Algo do tipo de um lado os que consideravam a execução do golpe como tarefa cumprida, de outro aqueles que realmente levam a sério essas babaquices de refundação da República etc?
    Estes últimos parecem estar dando as cartas no momento.
    Já venho defendendo, não de hoje, que o que chamo, sem precisão e rigor, de complexo judiciário (incluindo PF e MPF) não daria o golpe para entregar tudo nas mãos dos políticos. Isso é sonho pouco inteligente da turma do PSDB e da imprensa que dá sustentação a toda essa bandidagem. A exemplo dos militares em 1964, os caras partiram para o ataque para ficar com o comando político: grandes apoiadores do golpe militar, que achavam que eles só iam limpar o terreno, foram cassados em questão de meses e seus partidos extintos (Aécio e PSDB são o Lacerda e a UDN de hoje).
    Alguém pode até objetar que a desabrida fala de Jucá complica também a vida do Judiciário, o que põe por terra a tese. Mas e daí? Quem vigia os vigias? O que a Corte faria contra si mesma?

Paulo

23 de maio de 2016 às 10h16

O PMDB é um ajuntamento de ladrões.

Responder

jose fernandes

23 de maio de 2016 às 10h15

O STF term a obrigação de responder isso para a sociedade,responder absorvendo a Dilma dessa farsa que foi o impeachment,e prender o jucá….

Responder

Bel

23 de maio de 2016 às 10h06

¨JUCÁ – [Em voz baixa] Conversei ontem com alguns ministros do Supremo. Os caras dizem ‘ó, só tem condições de [inaudível] sem ela [Dilma]. Enquanto ela estiver ali, a imprensa, os caras querem tirar ela, essa porra não vai parar nunca’. Entendeu? Então… Estou conversando com os generais, comandantes militares. Está tudo tranquilo, os caras dizem que vão garantir. Estão monitorando o MST, não sei o quê, para não perturbar¨
Tira o Michel e o presidente desse Supremo vira presidente interino. Volta, Dilma!

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