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Deputados a favor de mudanças no Código Florestal receberam doação de desmatadoras


04/04/2011 - 19h32

do R7, via sites do Terra Chamando e  do MST

Dos 18 deputados federais que integraram a comissão especial do Código Florestal, em julho/2010, 13 receberam juntos aproximadamente R$ 6,5 milhões doados por empresas do setor de agronegócio, pecuária e até do ramo de papel e celulose durante campanha à reeleição, de acordo com as declarações disponíveis no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Dentre os que arrecadaram verba em empresas do segmento ruralista, apenas um não conseguiu se reeleger. Em julho/2010, quando o projeto foi submetido à análise desta comissão, o novo código foi aprovado por 13 votos a 5. Ambientalistas criticam a reforma por tornar o Código Florestal menos rígido e abrir brechas para anistiar desmatadores.

Pelos dados no TSE, as doações feitas pelas empresas desmatadoras foram concentradas nas campanhas dos deputados que votaram a favor. Dos 13, apenas dois não receberam ajuda do agronegócio, sendo que um foi barrado pela Ficha Limpa e o outro acabou não conseguindo se reeleger. Os outros 11 deputados federais ganharam juntos pouco mais de R$ 6,4 milhões.

O montante doado por empresas desmatadoras financiou aproximadamente 32,5% dos gastos totais da campanha eleitoral destes 11 parlamentares. Somados, os valores declarados – contando todas as doações – chegam a R$ 20 milhões. Em média, a bancada ruralista custeou 30% da campanha com este dinheiro.

Entre os que votaram a favor da mudança está o deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Ele não só apoiou à reforma como também é o relator do novo Código Florestal. Rebelo garantiu sua permanência no cargo após receber mais de 130 mil votos no Estado de São Paulo. O deputado declarou ter utilizado aproximadamente R$ 172 mil vindos de cooperativas que representam cafeicultores, citricultores e agropecuaristas.

Apesar de relator da comissão especial, Rebelo foi um dos que menos recebeu ajuda no grupo dos 13 ruralistas que votaram a favor. No topo da lista está o deputado federal, também reeleito, Marcos Montes (DEM-MG). Ele ganha dos colegas tanto por ter recebido o maior montante de investimento quanto pela parcela que esse dinheiro representou nas suas receitas durante a campanha.

Montes arrecadou cerca de R$ 1 milhão só de pecuaristas, usineiros e exportadores de papel. Esta quantia corresponde à metade das doações totais recebidas pelo, então, candidato, que foi de R$ 2 milhões.

O parlamentar do DEM não é um caso isolado. O segundo da lista também conseguiu um valor próximo. Duarte Nogueira (PSDB-SP), que concorreu à reeleição para deputado federal em São Paulo, angariou R$ 955 mil de empresas interessadas na aprovação do novo Código. O tucano, que em sua página no site da Câmara dos Deputados declara ser engenheiro agrônomo, agricultor e pecuarista, é o preferido pelas indústrias de papel. Pelo menos quatro nomes de empresas diferentes deste segmento constam em seus dados no TSE.

Bancada “verde”
Pelo lado da bancada ambientalista, dois dos cinco que votaram contra o novo código também custearam a campanha com verba doada pelas mesmas empresas, mas, para estes, o valor foi inferior aos dos outros colegas. A dupla recebeu no total R$ 150 mil.

O verde Sarney Filho (PV-MA), por exemplo, declarou ter utilizado R$ 30 mil transferidos por uma empresa que já foi notificada pelo MPF (Ministério Público Federal) por revender carne e outros derivados do boi cuja origem é a criação ilegal de gado em áreas desmatadas.

O segundo deputado que, apesar de ser da bancada ambientalista, conta com doações do agronegócio é Ricardo Tripoli (PSDB/SP). Ele registra R$ 120 mil.

Agronegócio
A Bunge Fertilizantes, uma das principais empresas do agronegócio, é um exemplo de que a doação para campanhas de deputados não foi feita de forma aleatória. A empresa é a que mais vezes aparece nas declarações dos deputados da bancada ruralista.

Ela contribuiu com as despesas de oito dos 13 que votaram a favor do novo código e que concorreram à reeleição. Destes, sete receberam o valor igual de R$ 70 mil e um ganhou R$ 80 mil, o que resulta em R$ 500 mil distribuídos somente entre políticos da comissão especial.

No total, a Bunge doou pouco mais de R$ 2,5 milhões para candidatos que participaram do processo eleitoral. Portanto, 20% do total destinado por essa empresa às campanhas políticas ficaram no grupo de ruralistas da comissão especial, já que a soma de doações feitas para estes oito candidatos alcançou R$ 500 mil.

Trâmite
Quase um mês após o fim das eleições, os deputados ruralistas que participaram da comissão já ensaiam uma investida para incluir o polêmico projeto na pauta do plenário ainda este ano. Na última quarta-feira (3), estas lideranças se reuniram em um restaurante de Brasília para traçar uma estratégia para conseguir uma brecha na pauta da Câmara dos Deputados. Se aprovada novamente, a reforma é encaminhada para o Senado e depois para o presidente, que decide se a reforma deve ser sancionada ou não.

Outro lado
Todos os deputados citados foram procurados pelo R7. Mas, a maioria não quis comentar o assunto.

Rebelo disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que não vai se pronunciar sobre o caso. Já Montes e Tripoli (PSDB-SP) não foram localizados pela reportagem.

O tucano Duarte Nogueira foi o único que aceitou conversar com o R7. O deputado federal explicou que “não é de hoje” que recebe doações do setor agrícola. Ele afirma que tem “profunda identidade” com este segmento produtivo e que defendeu a aprovação do Código Florestal independentemente de ter recebi doações do agronegócio.

– Não há como criar expectativa de qualquer ilação de que eu fiz isso [votar a favor da reforma], porque recebi [doação do agronegócio]. Tanto que esta é minha história de vida. Tenho uma profunda identidade com o setor agrícola não é de agora. Se você for pegar minha primeira prestação de contas em 2006, a grande maioria das minhas doações já vinha do setor agrícola.

A Bunge Fertilizantes também se manifestou sobre as doações citadas nesta matéria. Em nota, a empresa defendeu que não há nenhuma ilegalidade no fato, pois “o sistema político brasileiro prevê o financiamento privado das campanhas”. Porém, a doadora também admite que escolhe políticos com mesma linha de pensamento da empresa, mas desmente que, nestas eleições, tenha financiado campanhas “em função de questões ou de projetos específicos”.

Leia aqui para saber por que a Via Campesina rechaça a proposta do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) para o Código Florestal.

Ouça aqui a opinião de João Pedro Stedile, líder do MST, sobre a revisão do Código Florestal.





49 comentários

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Pitagoras

08 de abril de 2011 às 22h37

Vergonha. E ainda chamam de verde esse partido amarelo desbotado. Zeca Sarney da oligarquia lá do maranhão, tripoli, todos com o rabo preso com o agro-negócio.
Regularizar terras griladas da união é o maior objetivo desses crápulas que se dizem ruralistas, cujo triste papel de interlocutor tem sido o senador comuno-ruralista rebelo. Marx, Lenin estão a se revolver em seus túmulos.
Que o diabo os carregue, breve!

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paulo da cunha

08 de abril de 2011 às 09h59

em toda essa discussão vejo duas coisas BEM CLARAS:
cada lado tem seus argumentos e os considera corretos. PORÉM, o argumento dos ditos "ambientalistas" é direcionado à defesa do ambiente. E o dos outros é direcionado à produção. Mas o que me ocorre que é o pessoal que "defende a produção" me parece que defende, isso sim, SEU LUCRO, apenas…

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n.zwiebel

06 de abril de 2011 às 01h50

Na revista Carta Capital saiu um artigo da The Economist que diz o seguinte:
a produçao de alimentos hoje é suficiente para alimentar todos os humanos com 2.700 calorias diárias; ou seja 800 calorias a mais que nossas necessidades diárias. Isto de querer aumentar a área de cultivo é pura ganância, tanto isto é verdade que alimentos se deterioram tem gente morrendo de fome no planeta. Uma vergonha! Nos rios os peixes estão rareando (agrotóxicos), os animais estão perdendo seu habitat natural e indo para as cidades. Fora Aldo Rabelo – [email protected] , ateu, demiurgo! Creio que estes crápulas não tem familia e descentes.
n.zwiebel

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    Gerson Fernandes

    06 de abril de 2011 às 09h29

    O mundo produz comida mais que suficiente. O problema é que grande parte dessa comida é utilizada para fazer "ração balanceada" para cavalos de raça, e para cachorrinhos e gatinhos de madame.

    Sem contar que querem transformar grande parte da área de cultivo de alimentos em área de cultivo para biocumbustíveis, e para isso, querem transferir a produção de alimentos para outras áreas, devastando o meio ambiente.

    renata

    07 de abril de 2011 às 16h36

    Caro n.zwiebel,
    Na sua linha de raciocínio: esse Aldo Rebelo é uma besta-fera, um anacronismo, um museu ambulante em todo o "mau sentido".

Sakamoto: OEA solicita suspensão imediata de Belo Monte | Viomundo - O que você não vê na mídia

05 de abril de 2011 às 14h38

[…] Leia aqui sobre deputados que votaram a favor de mudanças no Código Florestal e receberam doação de desmatadoras.   […]

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Marcelo de Matos

05 de abril de 2011 às 13h14

Vou ter de sair e cuidar de compromissos, mas, quero deixar um assunto para ser debatido aqui pelos comentaristas mais à esquerda. Vocês não gostam do Aldo Rebelo, nem do Antônio Palocci, nem do Eduardo Cardoso, nem do Nelson Jobim, nem do Antônio Patriota… Então, vou contar um episódio que aconteceu com o filósofo francês Roger Garaudy. Ele foi ao comitê do PC francês e perguntou ao secretário – Como católico praticante posso me filiar ao partido? O secretário foi até a estante e apanhou um livreto. Li alguma coisa sobre isso, disse. Ah, está aqui. Lênin escreveu que até o Papa pode se filiar ao partido, desde que siga suas normas estatutárias. No dicionário do grande Lênin, autor de “A doença infantil do esquerdismo no comunismo”, não havia a palavra sectarismo. Roger filiou-se e levou consigo um exemplar dos estatutos. Durante décadas foi um dos principais líderes comunistas da Europa. É claro que isso ocorreu em Paris, no século passado. Hoje, no Brasil, ele não conseguiria se filiar a alguns partidos de nossa esquerda. Nem ele, nem o papa.

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    Scan

    05 de abril de 2011 às 17h50

    E daí?
    Você acha o PCF um modelo de Partido Comunista?
    Sejamos sérios: o PCF foi, no século passado, verdadeiro balaio de gatos (neste século ainda não tenho informações seguras). Era igualzinho o Partido Trabalhista inglês, só que na França.
    E , meu caro, o Partido Trabalhista britânico tinha menos gente de esquerda/comunistas (veja-se comentário de Lênin sobre os "comunistas" britânicos) do que o Partido Republicano dos EUA.
    Tenho certeza que Garaudy seria benvindo em qualquer partido dito "de esquerda" no Brasil. Acho inclusive que ele seria bem vindo em alguns partidos de direita também.

Marcelo de Matos

05 de abril de 2011 às 13h01

Então vamos começar um debate acerca do óbvio ululante. O poder econômico sempre tenta, ao menos, conquistar os políticos por meio de doações financeiras. São empreiteiras, exportadores de suco de laranja, produtores de transgênicos, defensivos agrícolas. Existe até um lobby para descriminalizar a maconha, do qual fazem parte ex-presidentes latino-americanos, como o Farol de Alexandria. É claro que entra dinheiro em tudo isso. Ou não? Não vamos bancar os puristas, ou moralistas. É lógico que existe a turma da mamata. Se eu tivesse vocação para carreira política é claro que acabaria participando do jabaculê. Não é possível descascar jaca sem pegar no visgo. O importante é que os políticos façam algo de bom para o país, para os mais necessitados. Não podemos esperar que sejam vestais. Ah, isso eles nunca serão. Tenho absoluta certeza.

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fernandoeudonatelo

05 de abril de 2011 às 12h54

Pelo menos eu acredito , que ao invés de se flexibilizar o Código Florestal através de um novo projeto, para se obter uma pretensa "maior produtividade agricola", a prioridade deveria ser a expansão legal e aparelhamento técnico do INCRA, MDA e Embrapa,

que são órgãos e empresas públicas responsáveis pela fiscalização e identificação de terras e propriedades, dando direito de regularização fundiária para pequenos agricultores familiares.
Pegava a Cotraf e a Emater e criava programas de corredores logísticos integrados, escoando a produção de alimentos a mercados locais.

Destinava um porcentual ínfimo do PAC 2, digamos 1,5% dos investimentos para viabilizar a construção de estoques comunitários a serem compartilhados pela cooperativa de produtores, de modo a regular a sazonalidade de safras.

Sei lá, mas parece que sempre optamos pelo caminho da extensividade monocultora voltada a agroexportação, porque redução das resrvas legais na propriedade, não vão dar ganhos de escala reais pra agricultura familiar.

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Marcelo de Matos

05 de abril de 2011 às 11h16

De duas uma: ou a grande maioria dos deputados aceita (ou exige) propina, ou o esporte predileto da mídia é denunciar. É muito difícil conseguir uma boquinha para operar no porto de Santos. Antigamente os armazéns eram todos ocupados pelo pessoal do café. Agora, parece que, preferencialmente, pela turma da soja e do açúcar. O douto vice-presidente Michel Temer responde a inquérito no STF por suposto recebimento de propina em concorrência pública no referido porto. Realmente, é muita tentação para pouco deputado, ou muita cumbuca para as manoplas de poucos símios: porto de Santos, Correios, Petrobrás, BNDES, Caixa Federal…

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Biólogo

05 de abril de 2011 às 10h45

Bom,já sabemos que os nossos políticos são comprados,nossas autoridades também,os nossos recursos naturais nem se fala e não fazemos nada,querem construir mais uma usina radioativa,sendo que temos tantos recursos naturais porque não utiliza-los o Ibama não faz nada.Isto é Brasil sempre mostrando sua cara !

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ZePovinho

05 de abril de 2011 às 10h02

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011

Banco de Daniel Dantas diz que seu "mensalão" foi para a Globo

Quando os tubarões brigam, o povo ganha.

O Opportunity, banco de Daniel Dantas, emitiu nota considerando idiota a reportagem da revista Época, ao considerá-lo fonte de pagamentos ao governo, no chamado "mensalão", pois desde que o governo Lula assumiu, o seu banco não teve mais a "generosidade" encontrada no governo FHC, e precisou enfrentar as barras da lei.

Dessa vez, e só desta, temos que concordar em parte com Dantas. A CPI dos Correios apurou que a Telemig Celular e a Amazônia Celular, pagou R$ 152 milhões às empresas de Marcos Valério. A Brasil Telecom, R$ 4,7 milhões. Se esse dinheiro foi para políticos, não foi para o governo Lula (hostil às investidas de Dantas), e sim para a bancada de Dantas, no Congresso ou nos estados.

Mas o curioso é o final da nota: "Na Telemig, segundo informações prestadas à CPI do Mensalão, a maioria dos recursos eram repassados as Organizações Globo. Por isso, a apuração desses fatos fica fácil de ser feita pela Época."

Se o "mensalão" da Telemig foi para a Globo, alguém não contabilizou todo o valor.

A CPI apurou R$ 122, 3 milhões pagos pela Telemig para as empresas do Sr. Marcos Valério, entre 2000 e 2005.

Os pagamentos para o Grupo Globo, apurados pela CPI, entre 2000 e 2005 foram de R$ 7,4 milhões.

Tem R$ 114 milhões de diferença, não contabilizados.

Então ou a Globo apresenta voluntariamente sua planilha dos recebimentos da DNA e SMPB para dirimir dúvidas, ou o Ministério Público precisa pedir a quebra do sigilo bancário e contábil das empresas das Organizações Globo para ver encontrar essa diferença.

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    maria

    05 de abril de 2011 às 14h00

    Uma boa matéria para o JR. Que fica aí dando mole….

waleria

05 de abril de 2011 às 09h46

Seja dita a verdade.

O MST deveria estar ao lado de Aldo Rebelo.

Ao invés de dar apoio às ONGs multinacionais, que querem exigir do Brasil o que não fazem lá fora, apenas para manipular o mercado de frãos e alimentos no mundo.

O Brasil é um player importante no mundo do agronegócio – que europeus e Tio Sam querem limitar, impedir de crescer – usando o meio ambiente como desculpa.

Aldo Rebelo tem razão.

Pela aprovação do novo Codigo Florestal Brasileiro já.

Como proposto por Aldo Rebelo.

Esse código é a FAVOR do Brasil, do povo brasileiro, do crescimento do Brasil, da interiorização do desenvolvimento no Brasil, pela segurança juridica no Brasil.

O Brasil está com Aldo Rebelo.

O MST também deveria estar.

As ONGs multinacionais deveriam ir propor um bom código para Fukushima, para a Gra-Bretanha, mas os USA.

Responder

    Pedro Matos

    05 de abril de 2011 às 11h37

    Hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahaha!!!

    As "terríveis" ONG's internacionais (leia-se Greenpeace e WWF) são ruins, mas as multinacionais do agronegócio (leia-se Bunge e Monsanto), que financiam a campanha do Aldo Rebelo, essa são boas, né?

    Antigamente o PCdoB dizia que para lutar pelos "interesses nacionais" era preciso se aliar aos setores "progressistas" da burguesia, contra os setores "retrógrados", que seriam os latifundiários.

    Agora o PCdoB acaba de descobrir que os latifundiários também são "progressistas", e que o Brasil vai crescer muito e se desenvolver se tornando um mero exportador de produtos agrícolas sem valor agregado, igualzinho no tempo da colônia, quando exportávamos cana-de-açucar.

    Cria vergonha na cara, PCdoB!

    Entre a opinião do PCdoB e a do MST, eu fico com a do MST!

    waleria

    05 de abril de 2011 às 14h31

    E eu fico com o Brasil, com Aldo Rebelo.

    Pedro, você tem todo o direito de ficar com as Ongs multinacionais.O problema é seu.

    Pena que o MST – ou partes dele – não tenha percebido que em alguns aspectos estão do lado errado.

    renata

    07 de abril de 2011 às 16h28

    Então, infelizmente, você fica ao lado dos interesses do capital, termo que um tal de Karl Marx usou ao dar nome a sua principal obra, escrita há alguns séculos atrás, que por sua vez o "camarada" que você defende deve ter lido…não sei… vai saber???

    renata

    08 de abril de 2011 às 10h25

    MST! Tem legitimidade e cara limpa para defender a Terra contra a sanha dos senhores da casa grande!

    francisco

    05 de abril de 2011 às 13h33

    "O Brasil é um player importante no mundo do agronegócio – que europeus e Tio Sam querem limitar, impedir de crescer – usando o meio ambiente como desculpa."
    me desculpe, mas vc não entendeu nada. O mundo tem interesse em manter o brasil produzindo produtos de menor valor agregado e intensivo no solo e água, como soja, milho, carnes, etc.,, enquanto eles nos vendem, por exemplo, vinhos, café solúvel, chocolate, etc. Mais valor agregado e empregos.
    é a mesma lógica da siderurgia: a Vale exporta minérios pra china e o Brasil compra trilhos de trem por valores mais altos pela tonelada de ferro incorporada no produto.
    é por isso que a grande mídia (sempre colonizada) defende com unhas e dentes o agronegócio e sua especialização em produtos básicos na cadeia de produção.
    esta é a diferença: o chic francês vem, em grande parte, dos pequenos agricultores: vinhos, queijos,etc, ou seja, aquilo que podemos chamar de agricultura familiar. E nós? soja, milho, carnes, etc. O agrinegócio tão apoiado pela mídia.
    Assim, deixemos neste caso as teorias conspiratórias: o projeto do deputado é um desastre ambiental e economico pois nos torna eternamente produtores de produtos básicos.

    waleria

    05 de abril de 2011 às 14h29

    Francisco, uma coisa não exclui a outra.

    Partes da sociedade deles, quer isso mesmo.
    Nós vendemos minerios, carnes e soja, eles nos vendem os espelhinhos.

    Mas o agronegócio deles – que financiam as ONGs multinacionais – querem atravancar nosso agronegócio sim – querem que sejamos uma grande Amazonia cheia de indios – mortos – se possivel.

    Uma coisa nao exclui a outra.

José Ruiz

05 de abril de 2011 às 09h34

Três observações: 1) é duro ouvir que "de um lado temos os terríveis ruralistas" e do outro, os mocinhos "Zequinha Sarney e Ricardo Tripoli do PSDB"… estamos ferrados… 2) nessa conta aí do dep. Aldo Rebelo tem alguma coisa de caixa 2? 3) excelente filme Food Inc (Alimentos SA) mostra, entre outras coisas, o domínio da Monsanto sobre o agrobusinnes americano… é impressionante e estamos indo no mesmo caminho…

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Julio Silveira

05 de abril de 2011 às 08h40

Esse Aldo "comunista" hem!!!!
Esses caras deviam é ter vergonha de vir a publico defender coisas que sequer tem idenficação. Por que, o que sentem é o sabor de Chivas 18 anos e de um charuto coiba, esse para se sentirem um falso Fidel o mais perto que chegam das ideologias que dizem defender, reflexo de suas personalidades enganadoras.
O PC do B, sempre fazendo proselitismo para conquistar adeptos, quero ver tratar desse assunto, mas, provavelmente, vão fazer cara de paisagem, afinal é um prócer do partido.

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    Renata

    05 de abril de 2011 às 10h40

    Caro Julio,
    Perfeita análise. O cínico desse Aldo Rebelo é uma vergonha, e mais vergonhosa ainda é a posição do partido dele o PCdoB em compactuar com a velha aristocracia colonial-latifundiária. Ele prega o velho desenvolvimentismo barato que só abre a cada dia um abismo intransponível entre ricos e miseráveis… Mas o bolso dele vai muito bem obrigado.
    Marx está se remoendo na tumba!!!!

Mario josé Bonfin

05 de abril de 2011 às 07h47

Os ambientalistas devem bater duro nestes párias, pois são realmente párias da sociedade. Eles não se preocupam com nada além do lucro. Estão defendendo somente sete metros nas laterias dos rios e nascentes. Sabem o que significa isto: Sete metros não cria proteção para as nascentes , pois toda enxurrada que vier, cairá dentro do corrego ou rio assoreando-o e com o tempo ele seca. Deveria ter uma lei rígida de proteção dos nossos mananciais que alem de uma distancia de no mínimo uns 300 metros de cada lado ainda obrigar o dono da terra fazer proteção com mudas da região. Mas, pelo que estou vendo o dinheiro destas multinacionais fala muito mais alto. É uma Vergonha Né Deputado Rabelo.
Eu acho que pela incerteza do futuro quem deveria ditar as normas nesta área tem que ser a ONU, pois o assunto de água doce é e será muito sério nof uturo.

Responder

Luther Blisset

05 de abril de 2011 às 07h30

Isso não pode ser considerado um caso indireto de "lobby"? Se sim, não é ilegal?

Responder

Roberto Locatelli

05 de abril de 2011 às 06h31

Os políticos e os empresários não acreditam em aquecimento global. Acham que nunca vai acontecer nada, que podem degradar o meio-ambiente sem consequências.

Responder

tereza

05 de abril de 2011 às 05h11

o pcdob se vende bem baratinho

Responder

    renata

    05 de abril de 2011 às 10h51

    É igual cachorro em final de feira…

@GildaKrause

05 de abril de 2011 às 01h54

13 DEPUTADOS da COMISSÃO ESPECIAL DO CÓDIGO FLORESTAL receberam R$ 6,5 milhões de empresas de agronegócio, pecuária e papel/celulose durante campanha.

Responder

rafael martelo

05 de abril de 2011 às 01h22

caro azenha percebo que não são apenas os jornalistas do "pig" que sabem manipular as informação vc diz na sua materia ai que deputados receberam dinheiro de desmatadores, ta ai vc diz que o aldo recebeu dinheiro de cooperativas de cafeicultores e etc, ta ai vamos la a sua manipulação grosseira e mal intecionada
então vc esta dizendo que uma cooperativas que geralmente são formadas por pequenos e medios agricultores, são todos desmatadores, qual a relação dessas cooperativas com o desmatamento vc não mostrou nenhum, aldo recebeu dinheiro de cooperativas vc por acaso acha que todo agricultara e feita pelos blairo maggi da vida engano seu a agricultara familiar como bem sabe o stdelli e quem mais produz alimentos nesse pais e são os maiores prejudicados pelo atual codigo florestal, herança do FHC produzido por um bando de ONG estrangeira que seguem a cartilha dos agricultores americanos "florestas pra eles fazenda para nos" vc nem sabe mais na minha opinião vc não passa de um ecoimperilista

Responder

    Conceição Lemes

    05 de abril de 2011 às 10h09

    Rafael, a matéria não é do Azenha. Abs

Marcelo Fraga

04 de abril de 2011 às 23h48

Depois que se vê alguém do PCdoB ser relator de um projeto desse naipe, dá vontade de jogar tudo pro ar e desistir.

Responder

    João Manoel

    05 de abril de 2011 às 08h30

    Não te enganes Marcelo, o PCdoB é o partido da boquinha.

    Renata

    05 de abril de 2011 às 10h48

    Sim João, em outras palavras a invenção do fisiologismo….

    Renata

    05 de abril de 2011 às 10h47

    Caro Marcelo,
    O PCdoB teve certa importância no passado, mas hoje eles lêem direitinho na cartilha neoliberal ou qualquer que seja o nome que se dê para passar a mão na grana do povo!
    O cínico desse Aldo Rebelo é uma vergonha, e mais vergonhosa ainda é a posição do partido dele, o PCdoB, em compactuar com a velha aristocracia colonial-latifundiária brasileira. Ele prega o velho desenvolvimentismo barato que só abre a cada dia um abismo intransponível entre ricos e miseráveis… Mas o bolso dele vai muito bem obrigado!
    A outra cambada a gente já conhece, mas esse daí (Aldo Rebelo) dizer que é comunista….é patético demais!!
    O negócio dele é business to business, money, money, money…. no mais belo modelo liberal!

Vinícius

04 de abril de 2011 às 23h40

Alguém, por favor, corrija o texto, a matemática não fecha:
"…sete receberam o valor igual de R$ 70 mil e um ganhou R$ 80 mil, o que resulta em R$ 500 mil…" Como?! Vamos por passos:
7*70 mil + 80 mil = 490 mil + 80 mil = 570 mil.
O que corresponde a 22,8% do total de R$ 2,5 milhões. Mais cuidado com a matemática.
Fora isso, estou indignado, mas alguém duvidava que isso fosse verdade. É bom que as coisas estejam tornando-se transparentes. Quando virmos políticos beneficiarem alguns privilégios, é porque estão com o rabo preso pelo bolso.

Responder

Valderez Coimbra

04 de abril de 2011 às 22h53

Olá, Azenha

Veja o que acha desta denúncia do Blog Lamparina urbana

MDV denuncia degradação de rio da Bacia Billings por gasoduto da Petrobrás

Veja também galeria de fotos e vídeos sobre os danos ambientais provocados pelo Gasan II em Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, cidades com 100% do território em área de mananciais.
http://lamparinaurbana.blog.br/meio-ambiente/mdv-

Responder

Armando S Marangoni

04 de abril de 2011 às 22h52

Peraí! Esse negócio está parecendo discussão de conto de fadas.
Uma pessoa jurídica pode fazer doação para campanhas eleitorais, pode contratar lobbistas para influenciar a construção das leis, tal qual uma pessoa física.
A questão não seria a de avaliar o quanto a diferença de poder economico prejudica a lisura no comportamento dos legisladores? Não seria mais produtivo tratar das consequencias de tal falta de ética em vez de buscar profundidades que só reforçarão a impressão de impotencia diante de um escandalo que ninguém mais perde tempo em ajudar a resolver porque parece inevitável?
O que é que nos impede?

Responder

    Carlos Xavier

    05 de abril de 2011 às 09h47

    A maior fraude dos tempos modernos é o fato de uma "pessoa jurídica" ter os mesmos direitos de uma pessoa física.

    Veja só: você, cara pessoa física, é mortal. A "pessoa jurídica" é imortal, podendo existir por milênios. Você, pessoa física, só pode estar em um lugar ao mesmo tempo, só tem um cérebro e duas mãos. A "pessoa jurídica" pode estar em vários lugares ao mesmo tempo, e tem milhares de cérebros e mãos trabalhando para os interesses dela.

    E nossa democracia é sequestrada pelas "pessoas jurídicas", essas entidades fantasmagóricas, que possuem muita grana para financiar campanhas eleitorais, e muito poder para fazer lobby.

    É inadmissível que pessoas jurídicas possam fazer contribuições para campanhas políticas. Afinal de contas, pessoa jurídica não tem título de eleitor, a pessoa jurídica não é um "cidadão". Só quem deveria poder fazer contribuições financeiras para campanhas eleitorais são as pessoas que possuem um título de eleitor, ou seja, as pessoas físicas.

Jorge Zimbábue

04 de abril de 2011 às 22h48

Cadê os caçadores de mensalão mineiro, mensalão do PT, mensalão dos Demotucanos?
Há não tem mensalão para esses deputados? Prá eles pode….

Responder

Uélintom

04 de abril de 2011 às 22h47

Mas que m…a.

Eu ainda tinha a esperança de um dia ver Aldo Rebelo dizer que se tratava de estratégia, de seguir a cartilha de Lênin, "O que fazer?", e levar a campo a idéia de "dois passos adiante, um passo atrás"…

Nada disso. O lance é pura e simplesmente grana, bufunfa, dindin, pila. Eu achei que ele ia dizer que se aliava à burguesia nacional para derrotar as forças retrógradas aristocráticas, mas no fim se aliou aos retrógrados mais radicais, defende idéias que namoram a extrema-direita (sim, daquele tal de bigodinho e cabelo lambido na testa) e ainda enche o bolso de R$. Mas… como minha vó dizia, "a vaca foi pro bréjo? ranca a carcaça de lá que hoje tem churrasco".

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liz maria

04 de abril de 2011 às 22h16

Que decepção com sr Aldo Rebelo, que tristeza p/ o velho PC doB, já não se faz mais socialismo verdadeiro nesse país é tudo jogo de interesses ,barganhas, que vergonha, não temos quase mais nenhum representante sério neste país…é deprimente

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Laura Antunes

04 de abril de 2011 às 21h58

Ô Santa Inocência! Se não há mais o OURO DE MOSCOU, onde Aldo Rebelo vai buscar financiamento de campanha? Tem de ser em solo pátrio. Ora e por que não das empresas das quais ele defende os interesses? TUDO NORMAL. Qualé a grita? Aldo Rebelo tem lado. E olhe que nãoe sconde o dele.

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Alberto Carneiro

04 de abril de 2011 às 21h49

Agora sabemos quem paga a conta das campanhas do Aldo Rebelo… Tá explicada a súbita paixão dele pelos interesses dos latifundiários.

Já tá passando da hora de uma verdadeira reforma política nesse país, com a mais eficiente de todas as medidas: proibir as doações de pessoas jurídicas para campanhas eleitorais. E limitar as doações de pessoas físicas a um teto de 20 salários mínimos por CPF para cada candidato (inclusive candidato a Presidência da República).

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robledo duarte

04 de abril de 2011 às 20h51

Aldo Rebelo está sendo autor de uma pérola: Ele quer diminuir a proteção mínima dos cursos de água de 30 para 7,5 metros, para atender as comunidades que hoje estão nas margens dos rios, será?
Papo furado total, toda grande e média cidade tem em seu plano diretor zonas de inserção social para a finalidade de desapropriar invasões em margens de rio ou outro curso de agua qualquer.Pra mim tá cheirando a abrir uma porta pra turma da devastação, olho vivo.

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Maria

04 de abril de 2011 às 20h30

Mas que é imoral, ninguém tem dúvida.
Viva o nosso pobre Brasil!

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FrancoAtirador

04 de abril de 2011 às 20h04

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REPRISANDO:

A Bunge Fertilizantes, uma das principais empresas do agronegócio, é um exemplo de que a doação para campanhas de deputados não foi feita de forma aleatória.

A empresa é a que mais vezes aparece nas declarações dos deputados da bancada ruralista.

…20% do total destinado por essa empresa às campanhas políticas ficaram no grupo de ruralistas da comissão especial, já que a soma de doações feitas para estes oito candidatos alcançou R$ 500 mil.

…a empresa defendeu que não há nenhuma ilegalidade no fato, pois “o sistema político brasileiro prevê o financiamento privado das campanhas”.

Porém, a doadora também admite que escolhe políticos com mesma linha de pensamento da empresa, mas desmente que, nestas eleições, tenha financiado campanhas “em função de questões ou de projetos específicos”.
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NÃO PRECISA DIZER MAIS NADA.
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    Odair Novato

    05 de abril de 2011 às 07h38

    Os ambientalista tem razão em alertar o Governo e as autoridades que tinham por obrigação de proteger nossos manaciais e também vertentes. Aqui no Triângulo Mineiro talvez seja um dos locais mais bonitos pelas suas vertentes, (para os que não sabem, são aqueles córregos que nascem e correm por meio dos buritizais) Mas, a ganancia é tanta que eles desmatam tudo e transformam em pasto ou plantio de soja. Cadê as nossas autoridades que não veem isto. Isto é um crime ambiental dos mais graves, pois é dali que começa os pequenos riachos. Temos um exemplo gritante aqui pertinho de Uberlândia um lugar chamado Xapetuba e o Ibama finge que nada vê. É uma vergonha!


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