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Witzel deixa no ar acusação a Moro, que teria pressionado porteiro a mudar depoimento contra Bolsonaro; Randolfe quer reconvocá-lo
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Witzel deixa no ar acusação a Moro, que teria pressionado porteiro a mudar depoimento contra Bolsonaro; Randolfe quer reconvocá-lo


16/06/2021 - 14h44

Da Redação

O ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, cassado por corrupção e ex-aliado da família Bolsonaro, deu mais de cinco horas de depoimento explosivo hoje de manhã na CPI da Pandemia.

“Acabo de solicitar à Presidência da CPI da COVID, novo depoimento do ex-governador Wilson Witzel. Acreditamos que o ex-governador ainda tem muito a falar e não podemos deixar o relatório da CPI ser atingido por interferência e intimidações externas”, informou o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Randolfe não explicou quais teriam sido as “intimidações externas”.

Witzel fez várias acusações em seu depoimento. Segundo ele, desde o início da pandemia Jair Bolsonaro adotou a tática de transferir aos governadores a culpa pelos caos econômico que acompanhou a pandemia.

Também afirmou que a perseguição a ele por parte do governo federal teve início por causa da investigação do assassinato de Marielle Franco.

“Tudo começou porque mandei investigar sem parcialidade o caso Marielle. Quando foram presos os dois executores, a perseguição contra mim foi inexorável. A partir do caso Marielle que o governo federal começou a retaliar. Nós tínhamos dificuldade de falar com os ministros e sermos atendidos. Encontrei o ministro Guedes. Ele virou a cara e saiu correndo: ‘não posso falar com você'”, afirmou.

Houve vários bate-bocas entre Witzel e defensores do governo.

O ex-governador sugeriu que o ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, inteferiu na investigação do caso Marielle, provocando a mudança do depoimento do porteiro do condomínio onde mora a família Bolsonaro no Rio, que poderia comprometer o clã.

Inicialmente, o porteiro do condomínio Vivendas da Barra disse que foi “seu Jair” quem tinha autorizado a entrada no condomínio do ex-PM Elcio de Queiroz. Depois, voltou atrás.

Elcio pilotou o carro de onde outro ex-PM, Ronnie Lessa, disparou os tiros que mataram Marielle e o motorista Anderson Gomes.

Lessa era vizinho da família Bolsonaro no condomínio.

Foi de lá que a dupla partiu para executar a vereadora do Psol.

Wilson Witzel foi cria do bolsonarismo em 2018. Fez campanha aliado a Flávio Bolsonaro. Num evento público, só assistiu quando os então candidatos Daniel Silveira e Rodrigo Amorim quebraram uma placa com o nome de Marielle.

Ambos foram eleitos pelo PSL a deputado federal e estadual.

Ex-juiz federal, Witzel atuou como “durão” no poder, estimulando a polícia a mirar “na cabecinha”. À época da eleição, Sergio Moro estava no auge de sua popularidade como juiz federal.

Hoje, no entanto, Witzel se apresentou como vítima de um processo viciado, chegando a citar o caso do ex-presidente Lula.

A sessão da CPI foi encerrada quando Witzel apresentou o habeas corpus dado a ele pelo ministro do STF Nunes Marques, que permitia ao ex-governador ficar calado.





5 comentários

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Zé Maria

17 de junho de 2021 às 09h59

Bastou o Witzel abrir o bico contra
o Sistema de Perseguição Política
montado no MP e no Judiciário,
para que um amiguinho do Moro
recebesse uma Denúncia do MP
e a Globo imediatamente desse
a notícia de que o ex-governador
do Rio de Janeiro virou Réu.
Vê-se que as Milícias se estendem
além das polícias e dos políticos.

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Lima

16 de junho de 2021 às 18h00

São 2 malucos, somente superados pelo serial killer de Goiás.

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Zé Maria

16 de junho de 2021 às 17h51

Porteiro diz que suspeito de matar Marielle
pediu para ir a casa de Bolsonaro no RJ, mas
visitou outro acusado, diz Jornal Nacional

[Reportagem: André Shalders | BBC | 29/10/2019]

O nome do presidente da República, Jair Bolsonaro, teria sido mencionado nas investigações sobre a morte da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL) e do motorista dela, Anderson Gomes. Eles foram assassinados na noite de 14 de março de 2018. A citação a Bolsonaro poderá levar a investigação sobre os assassinatos para o Supremo Tribunal Federal (STF), pois Bolsonaro possui o chamado foro privilegiado.

As informações foram divulgadas na edição de terça-feira (29) do Jornal Nacional, da TV Globo.

A apuração se baseia no depoimento de um porteiro do condomínio Vivendas da Barra, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. No dia do assassinato, um dos suspeitos do crime dirigiu até o condomínio, horas antes do crime. Ao porteiro, o ex-policial-militar Élcio Vieira de Queiroz disse que iria à casa de número 58 — que pertence ao presidente.

Uma vez dentro do condomínio, Élcio não foi à casa de Bolsonaro: ele dirigiu até o imóvel 66. É onde mora Ronnie Lessa, acusado de fazer os disparos que mataram Marielle e Anderson.

Ao receber Élcio na guarita, o porteiro ligou na casa 58 para confirmar se o visitante poderia entrar, e alguém na residência autorizou a entrada do veículo, um Renault Logan. Em dois depoimentos à Polícia Civil do Rio, o porteiro disse ter reconhecido a voz de quem atendeu como sendo a do “Seu Jair”, segundo o Jornal Nacional.

O advogado do Presidente da República, Frederick Wassef, disse que é impossível Bolsonaro ter falado ao interfone — o presidente estaria em Brasília no dia da morte de Marielle, conforme registro de votações da Câmara dos Deputados e vídeos postados por Bolsonaro nas redes sociais.

O porteiro também disse que acompanhou a movimentação do carro pelas câmeras de segurança do condomínio, depois da entrada de Élcio. Quando percebeu que o veículo tinha ido para a casa de Ronnie, e não para a de Bolsonaro, ligou novamente para o imóvel do presidente. Na segunda ligação, um homem que o porteiro disse acreditar ser o “Seu Jair” disse saber para onde o carro estava indo.

https://www.bbc.com/portuguese/brasil-50229896

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Zé Maria

16 de junho de 2021 às 17h41

https://youtu.be/Lc_jJDnaAXo

Moro pede que Polícia Federal e PGR investiguem depoimento de porteiro no caso Marielle

[BBC News BR | 30/10/2019]

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, pediu nesta quarta-feira (30/10) à Procuradoria Geral da República e à Polícia Federal que investiguem o depoimento que um porteiro do condomínio onde mora o presidente Jair Bolsonaro deu à Polícia Civil do Rio de Janeiro no âmbito da apuração do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes.

Segundo reportagem do Jornal Nacional, um porteiro do condomínio Vivendas da Barra, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, disse em depoimento à Polícia Civil do Rio de Janeiro que, no dia do assassinato, um dos suspeitos se dirigiu até o conjunto de casas onde vive o presidente, horas antes do crime.

https://www.bbc.com/portuguese/brasil-50240211

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Zé Maria

16 de junho de 2021 às 17h31

“Bolsonaro aciona Moro para ouvir porteiro que
o associou a suspeito de morte de Marielle”

[Reportagem: Ricardo Senra | BBC | 30/10/2019]

Irritado, o presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira (30) que está conversando com o ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) para que a Polícia Federal colha um novo depoimento do porteiro que associou o presidente ao principal suspeito do assassinato da vereadora Marielle Franco em 14 de março de 2018.

“Estou conversando com o ministro da Justiça para a gente tomar, via Polícia Federal, um novo depoimento desse porteiro pela PF para esclarecer de vez esse fato, de modo que esse fantasma que querem colocar no meu colo como possível mentor da morte de Marielle seja enterrado de vez”, disse Bolsonaro em Riade, capital da Arábia Saudita.

Íntegra:
(https://www.bbc.com/portuguese/brasil-50232712)

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