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Coletivo Judaico de Esquerda: a repugnante mensagem de Abraham Weintraub
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Coletivo Judaico de Esquerda: a repugnante mensagem de Abraham Weintraub


28/05/2020 - 19h29

Embaixo do texto há uma fotografia em preto e branco com dois homens da SA nazista colando cartazes com os seguintes dizeres, traduzidos do alemão: “Alemães! Valorizem-se! Não comprem produtos dos judeus!”

Do Coletivo Judaico de Esquerda

O tweet de Abraham Weintraub comparando a Operação Fake News à perseguição nazista na Noite dos Cristais é repugnante, mas não é uma total surpresa.

A inversão de lógica é comportamento constante de Weintraub.

Na reunião ministerial recentemente divulgada, ele disse odiar o termo “povos indígenas”, disse odiar o termo “povos ciganos”, que só existia o “povo brasileiro”, e que quem discordasse, que fosse embora.

Os povos indígenas são muito anteriores ao povo brasileiro, só não havia o termo “povos indígenas” antes da vinda dos portugueses, que trouxeram o idioma e trouxeram a perseguição generalizada aos povos originários.

O povo cigano é muito mais antigo do que o povo brasileiro.

Eles só não usavam o termo “povo cigano” porque esta expressão não vem da cultura deles, vem de “tsinganoi” do grego, que vem de “athinganoi”, ou seja, “intocáveis”.

O povo Romani é chamado de “povo cigano” porque estiveram sob domínio de outros.

No entanto, Weintraub age como se os povos originários e o povo Romani fossem uma ameaça ao povo brasileiro.

Do mesmo modo, ele age como se o combate às fake news fosse uma ameaça a nossos lares.

Será que Weintraub, um cristão filho de judeus, também odeia a expressão “povo judeu”?

Nós, do Coletivo Judaico de Esquerda, somos do povo judeu, somos do povo brasileiro, e não há contradição nisto.

E sabemos que, na Alemanha, éramos perseguidos por quem dizia que não éramos do povo alemão, e que dizia que não éramos bem-vindos.

No entanto, Weintraub acha que nazista é quem combate às fake news.

Despreza o fato de que a perseguição nazista foi precipitada pela singular fake news da propaganda antissemita.

Acusa uma “grande imprensa oligarca/socialista”.

Similarmente, os nazistas atribuíam os males da Alemanha aos movimentos socialistas e marxistas controlados pelos judeus, que, de maneira oligárquica, também controlavam a grande imprensa.

Weintraub demonstra ignorância histórica, propensão racista, compromisso com as fake news, e falta de honestidade com os dramas do povo judeu.

Os nazistas falsificaram a história, e sua ideologia racista disseminou-se em fake news em que se diziam vítimas da conspiração judaica.

Dizendo-se vítimas, os nazistas exterminaram judeus, exterminaram populações Romani.

Há o povo judeu, vítimas históricas de antissemitismo/judeofobia.

Há o povo Romani, vítimas históricas de antiziganismo/Romaphobia.

Há povos originários, vítimas do extermínio e escravização coloniais.

E há o povo brasileiro. Somos vítimas do Governo Bolsonaro.

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3 comentários

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Nelson

29 de maio de 2020 às 11h38

A foto do sinistro, exposta pelo Viomundo, é só mais uma a demonstrar as supremas ignorância e estupidez desse ser. Há os que, dotados de tais atributos, os usam para tentar escamotear sua pequenez.

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Nelson

29 de maio de 2020 às 11h33

Certamente, se alguém fizer o questionamento, procedente do ponto de vista etnológico, da expressão “povo judeu”, vai ser escorraçado, se não atacado até fisicamente por gente como o sinistro da Educação, e tachado de antissemita fanático.

Mas, a beldade diz não suportar as expressões “povo indígena”, “povo cigano”. Na verdade, isso denota uma mente tacanha, pequenininha, como já ficou provado doutras vezes.

Mente que, ainda que exista um universo enorme de urgências que carecem de solução, não encontra coisa mais importante para fazer e, por isso, se atém a picuinhas que levam a lugar nenhum.

Responder

Zé Maria

29 de maio de 2020 às 04h37

O Jumento do MEC tá servindo de Boi-de-Piranha,
pra passar a Boiada do Salles, da Damares, do Guedes
e de toda aquela Canalha presente
na Choldra Ministerial do Jair Bolsonaro.

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