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Brasil chega a 401.186 mortes por covid 19, no dia em que CPI dá passo importante para apurar possíveis crimes de Bolsonaro
Alex Pazuello/Semcom
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Brasil chega a 401.186 mortes por covid 19, no dia em que CPI dá passo importante para apurar possíveis crimes de Bolsonaro


29/04/2021 - 18h38

Dados do painel do Conselho Nacional de Secretários de Saúde

Da Redação, com PT no Senado

O Brasil atingiu esta noite outro número trágico: mais de 400 mil mortes por covid-19, que podem estar subnotificadas por causa de outros 100 mil casos de síndrome respiratória aguda grave que não foram diagnosticados como parte da pandemia.

No ano passado, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o número de mortos não deveria superar o de vítimas da gripe em 2019, menos de mil.

Segundo o painel do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, foram registrados 3001 óbitos nas últimas 24 horas.

Neste ritmo, como previram alguns cientistas de dados, o Brasil pode atingir meio milhão de mortos por volta do primeiro dia de julho.

No pior cenário calculado pelo Instituto de Avaliação de Métricas de Saúde, da Universidade de Washington, o país poderá chegar a agosto com entre 588 mil e 744 mil óbitos.

A recente queda na média móvel de casos e óbitos é registrada justamente quando o Brasil caminha para o inverno, quando as janelas em geral ficam fechadas e as pessoas se aglomeram.

A lentidão no ritmo da vacinação é garantia de que os imunizantes não terão o impacto coletivo esperado antes do segundo semestre.

Hoje, a CPI da Covid aberta no Senado deu passos importantes:

CPI avança sobre crimes de Bolsonaro com aprovação de requerimentos

Além de convocar os ministros da Saúde de Bolsonaro e o presidente da Anvisa, CPI da Covid determinou que governo federal envie documentos sobre vacinação, tratamento precoce e falta de insumos

A CPI da Covid, no Senado Federal, deu, nesta quinta-feira (29), mais um passo importante para apurar os crimes cometidos pelo governo Bolsonaro durante a pandemia, com a aprovação de uma série de requerimentos apresentados pelo relator da Comissão Parlamentar de Inquérito, Renan Calheiros (MDB-AL).

Os membros da CPI aprovaram as convocações dos quatro ministros da Saúde de Bolsonaro (Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich, Eduardo Pazuello e o atual, Marcelo Queiroga) e também do presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres. O primeiro a ser ouvido será Mandetta, na próxima terça-feira (4).

Além disso, foram aprovados sete requerimentos de informações que ajudarão a esclarecer alguns dos pontos mais sombrios da atuação de Jair Bolsonaro, como a recusa de oferta de vacinas; a sabotagem às medidas de prevenção contra a Covid-19, o estímulo e gasto de dinheiro público com cloroquina e outros remédios sem eficácia, a falta de insumos para profissionais de saúde e hospitais e a falta de oxigênio nos hospitais de Manaus.

Com relação à tragédia ocorrida no Amazonas, o pedido é o de que as autoridades de saúde do Amazonas e de Manaus enviem à CPI todos os pedidos de auxílio e de envio de suprimentos hospitalares, em especial oxigênio, encaminhados ao governo federal, assim como as respostas dadas pelo Executivo federal.

O senador Humberto Costa (PT-PE), destacou a importância do requerimento feito às autoridades de Manaus.

“Na crise que se desenvolveu em Manaus, as UPAs, por exemplo, foram espaços onde acontecer internações, em alguns casos até intubações. Até unidade do Saúde da Família foi usado para atendimento emergencial. A informação da Prefeitura pode ser ‘eu demandei do governo do estado e não recebi’, ou ‘eu demandei do Ministério da Saúde e não recebi’ ou ‘eu cumpri minha responsabilidade de fazer’”, exemplificou.

Mortes por milhão de habitantes, Our World in Data

Insensibilidade governista

Senadores governistas bem que tentaram atrasar ou até mesmo obstruir os trabalhos, interrompendo a todo instante o andar dos trabalhos e pedindo a votação de outros requerimentos. Não só fracassaram como ainda receberam uma lição do relator.

“Estamos diante de uma evidente obstrução. Essa CPI era para ter sido instalada em fevereiro. Os senhores não quiseram a instalação, nem o governo quis. Nós tivemos de conquistar a instalação no Supremo Tribunal Federal. Hoje, chegaremos a 400 mil mortos! Nós temos de saber o que podemos fazer para atrasar esse calendário (de mortes). Isso é de uma falta de sensibilidade…”, disse Renan Calheiros sobre a forma de atuar dos governistas.

Uma das estratégias dos governistas foi ocupar o início da sessão com uma questão de ordem para fazer com que as audiências de convocado tenham de ser presenciais. O argumento foi rebatido pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE).

“Hoje, só há uma situação em que se questiona o trabalho remoto da Justiça que é a audiência de custódia. É importante dizer que essa CPI é a garantia do direito da minoria de exercer sua plena função parlamentar. É possível, com toda a tecnologia, fazermos acareações, audiências públicas, reuniões secretas, tudo que precisarmos de forma presencial, semipresencial ou remota. A tecnologia nos permite isso”, destacou o senador.

Veja quais foram os requerimentos de informação aprovados:
▪ Inteiro teor dos processos administrativos de contratações e demais tratativas relacionadas às aquisições de vacinas e insumos no âmbito do Ministério da Saúde;
▪ toda a regulamentação feita pelo governo federal no âmbito da lei 13979, que trata das medidas de enfrentamento da emergência de saúde pública, especialmente sobre temas como isolamento social, quarentena e proteção de coletividade;
▪ todos os registros de ações e documentos do governo federal relacionados a medicamentos sem eficácia comprovada, tratamentos precoces , inclusive inciados em aplicativos como o TrateCov, plataforma desenvolvida pelo Ministério da Saúde;
▪ todos os documentos e atos normativos requerentes à estratégias e campanhas de comunicação do governo federal e do Ministério da Saúde, em particular, dos gastos associados;
▪ documentos e informações sobre o planejamento e critério de definição dos recursos para o combate à Covid-19 e a sua distribuição entre os entes subnacionais (estados e municípios), além da suplementação orçamentária;
▪ todos os contratos, convênios e demais ajustes da União que resultaram em transferência de recursos orçamentários para estados e capitais;
▪ todos os pedidos, feitos pelas autoridades sanitárias do Amazonas e de Manaus, de auxílio e de envio de suprimentos hospitalares, em especial oxigênio, assim como as respostas dadas pelo Executivo federal.





2 comentários

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robertoAP

29 de abril de 2021 às 22h13

Dá até para fazer um filme de Terror:
“O Monstro da Casa de Vidro”.

Responder

Zé Maria

29 de abril de 2021 às 20h50

[email protected], Comentaristas e Âncoras da Mídia Venal
abandonam a (falsa) empatia e explodem em orgasmos
pela chegada de meia dúzia de doses do imunizante da
Pifáizer, Indústria Famacêutica dos EUA, que precisa ser
conservada à temperatura máxima de -25ºC, para a qual
não há equipamento de conservação nos Postos de Saúde dos Municípios do Brasil.

Lote de de doses de vacinas da Pfizer chegou hoje (29)
ao Brasil, às 19h, no Estado de São Paulo.

Segundo o Ministério da Saúde, a orientação é que
sejam priorizadas as Capitais dos Estados devido às
condições de armazenamento da vacina, que exige
temperaturas muito baixas.
Conforme o Ministério da Saúde, os entes federados receberão de forma proporcional e igualitária.
Os frascos serão entregues em temperaturas entre -25ºC e -15ºC, cuja conservação pode ser feita apenas
durante 14 dias.
Após entrar na rede de frio, com temperaturas de
armazenamento entre 2ºC e 8ºC, o prazo para
aplicação é de cinco dias.
O ministério informou que enviará duas remessas
diferentes. Cada uma delas terá 500 mil doses e
será referente, respectivamente, à primeira
e segunda [SIC] doses que cada cidadão
deverá receber.
Agência Brasil
(Reportagem: Jonas Valente | Edição: Graça Adjuto)

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