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Augusto César: No Brasil, filho de sem terra estudar Medicina é uma afronta


01/08/2013 - 01h00

“Pobre estudar medicina é afronta para a elite”, diz médico formado em Cuba

31 de julho de 2013

Por José Coutinho Júnior


Da Página do MST

A elitização do ensino de medicina no Brasil é um obstáculo para jovens de baixa renda entrarem nas universidades e se formarem. Já os problemas nas provas de revalidação do diploma dificultam o exercício da profissão em território nacional pelos brasileiros que conseguiram se formar no exterior.

“Quem estuda medicina no nosso país são os filhos das elites, em sua maioria. É uma afronta para a elite um negro, um pobre, um trabalhador rual, filho de Sem Terra estudar medicina na faculdade, principalmente pelo status conferidos por essa profissão”, afirma Augusto César, médico brasileiro formado em Cuba e militante do MST.

Estudo do Ministério da Educação (MEC) aponta que 88% dos matriculados em universidades públicas de medicina estudaram em escolas particulares no ensino fundamental e médio. Os programas do governo de acesso à universidade, como o Programa Universidade para Todos (ProUni), ampliaram o acesso, mas ainda não conseguiram universalizar e democratizar a educação.

“A maioria das pessoas que entram na universidade pública para cursar medicina tem dinheiro para fazer um bom cursinho ou estudou o tempo todo numa escola particular. Claro que há exceções, mas o ensino de medicina do nosso país é altamente elitizado”, acredita Augusto.

“A maior parte das pessoas que tem acesso às escolas de medicina são de classe média e classe média-alta. Um pobre numa universidade particular não consegue se sustentar pelo alto preço das mensalidades. Sem contar que hoje temos mais universidades privadas do que públicas na área da saúde, dificultando ainda mais o acesso”, diz a médica formada em Cuba Andreia Campigotto, que também é militante do MST.

Revalidação

A necessidade dos médicos brasileiros formados no exterior e estrangeiros passarem por uma prova para verificar se estão capacitados a exercer a profissão é um tema frequentemente pautado pela comunidade médica brasileira.

Independentemente do curso, todos os estudantes brasileiros que realizam um curso fora do país precisam passar por uma revalidação do diploma. No entanto, há falhas nesse processo no caso da medicina.

Um dos principais problemas é que não existe um padrão para o conteúdo dessas provas. Cada universidade federal pode abrir sua prova de reconhecimento de títulos no exterior. Com isso, o conteúdo não é uniforme.

Além disso, o custo dessas avaliações é alto. A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) cobra uma taxa de inscrição de R$1.172,20. Outras universidades pelo país têm preços similares.

Preconceito

“As provas são injustas, porque têm um nível de médicos especialistas, e não de ‘generalistas’, que é o que somos após nos graduar. Isso causa uma desaprovação considerável dos estudantes que vem de fora”, acredita Andréia.

“O que a categoria médica não divulga é que 50% dos estudantes da USP reprovaram na prova feita pelo Conselho de Medicina de São Paulo. Foi uma prova para médico generalista, muito mais fácil que a de revalidação”, revela.

Para Andréia, há um “grande preconceito” por parte dos profissionais brasileiros em relação aos médicos formados em outros países, o que cria um entrave para a revalidação dos diplomas.

“Seria justo se os profissionais que se formam no Brasil fizessem as mesmas provas que nós, para ver se realmente se comprova uma suposta má formação de nossa parte, bem como discursa a categoria médica brasileira”, observa.

Os dois médicos defendem a realização de uma avaliação dos conhecimentos dos profissionais graduados no exterior, mas destacam que as provas atuais não cumprem esse papel, porque não são aplicados testes adequados para auferir o conhecimento.

“As provas teóricas e práticas atuais não levam em conta as complexidades. Seria muito melhor colocar esse médico para trabalhar sob um tutor e, a partir daí, se instaurar uma avaliação rigorosa e permanente. Mas isso não tem sido pensado”, pontua Augusto.

Formação

A concepção de medicina ensinada nas universidades impede também que os estudantes vejam a luta pela saúde além do tratamento de doenças.

“Nas universidades de medicina, só se vê doença. Não se fala em saúde. Como você pode lutar pela saúde se só vê doenças? Também é saúde lutar pelo direito à cidade e por um sistema público de saúde de qualidade”, destaca Augusto.

De acordo com o militante, a concepção de saúde deve ultrapassar uma formação técnica. “O médico deve exercer a medicina a favor da construção de um país mais saudável, sem esperar que as pessoas ou uma comunidade adoeça para depois intervir sobre ela, pois é o modo de vida que vivemos que gera as doenças do país”, defende.

Andreia quer se tornar professora de medicina para colaborar para a mudança da forma de ensinar das universidades. Ela se classificou na primeira fase do concurso para lecionar na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

Segundo ela, o campo da educação deve ser ocupado por aqueles que querem democratizar a educação. “Precisamos formar profissionais com um novo perfil, realmente voltados para atender o povo, para se fixar nos locais de difícil acesso, não só nos grandes centros como hoje. É um campo interessante de atuação”.

* Essa matéria faz parte de uma série de reportagens com dois médicos que analisam as diferenças entre os cursos e a concepção de medicina em Cuba e no Brasil. No próximo texto, que será divulgado na sexta-feira na Página do MST, Andreia e Augusto opinam sobre a vinda dos médicos estrangeiros para o Brasil e analisam os problemas no sistema de saúde brasileiro, como a falta de estrutura nos hospitais.

Leia também:

Na primeira reportagem da série, o enfrentamento da “ditadura do dinheiro”

Fábio Diamante: Médicos vão ao trabalho, batem o ponto e somem

 



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39 comentários

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Silvestre Francisco de Sousa

13 de fevereiro de 2014 às 11h30

É complicado falar da profissão de outrem. Entretanto a de “Médico” é mais complicada. Visto que ele lida com a VIDA DA PESSOA. Os exemplos que tenho na família é de extrema insatisfação com este “profissional”. A minha irmã, deixaram gases dentro (operação de apêndice – simples pois) e, faleceu. A outra irmã, deixaram aleijada, sem movimentos do lado esquerdo. A sobrinha, a sequela foi deixá-la vegetativa (tem que se fazer tudo), levar ao banheiro, ao banho, a comida a boca, a tudo e ainda a tal de “médico”. É de lascar. Ficam sentado em frente a esta “maquinha” sem olhar para PACIENTE aviando remédios que irão piorar a vida de veio procurar melhora. É triste, muito triste.

Responder

Ricardo

02 de agosto de 2013 às 15h10

Cansei de tanto comentário sem nexo. Tem maus médicos?? Claro que tem, mas qual profissão nao tem suas mazelas?

Sou médico, sempre estudei em escola pública, e passei em faculdade federal sem precisar dessa sacanagem de cotas, muito menos ir para outro pais para conseguir comprar um diploma de médico. Se acham que elite é estudar 15h/dia para passar em vestibular, e trabalhar 100h/semana por 4-5 anos na residencia (100% SUS) é elite, então sou da elite. Elite que trabalha estuda e que corre atrás dos seus sonhos.

Responder

    Maria regina de Sá

    02 de agosto de 2013 às 19h24

    Sr Ricardo, como sempre vocês parecem viver num outro mundo e suas respostas não batem com este mundo aqui. Sou engenheira formada pela UFMG e estudei muitooooo para conseguir uma vaga. Sempre estudei em escola pública e o sistema de cotas não existia. Saí da universidade com um salário que não ultrapassou 3000 mil. Não fui tratada de doutora e como você estudei muito. Por que seriam vocês diferentes? para se tornar doutor é necessário 2 anos de mestrado e mais 4 de doutorado portanto 6 após a graduação e nem assim somos doutores. Coloque seu juramento no espelho de seu banheiro e leia-o antes de sair para clinicar.

Ricardo

02 de agosto de 2013 às 14h24

Ridículo. Hj em dia tem cota para tudo, muitos alunos estão entrando na faculdade sem ter condições. Em, qualquer país existe prova para revalidar o diploma, no Canadá por exemplo são 3 provas, mais 2 anos de estágio. Daí vem esses dois seres sem capacidade intelectual de passar em faculdade no Brasil e querem entrar pela janela. Todos são a favor da facilitação de entrar pessoas sem capacidade na medicina, se já existem erros médicos hoje que precisa ter algum Q.I. para entrar na faculdade, imagina depois. E são vcs mesmos que são a favor dessas barbaridades que irão reclamar mais ainda da saúde depois.

Responder

Pedro

01 de agosto de 2013 às 23h40

Achei muito importante essa matéria neste momento em que o fascismo médico mostra suas garras. Importante, também, porque mostra que a simples existência de médicos não significa que se tenha de fato medicina. Se aquilo que se pratica em Cuba é medicina, o que se pratica aqui entre nós deveria ter outro nome.

Responder

rita

01 de agosto de 2013 às 22h59

pobre no brasil é assim: jamais cursará engenharia ou medicina pois são cursos da elite
se cursar licenciatura só fez pois não tem outra opção na vida e ainda teve uma péssima formação.
se fizer direito é incompetente pois não passa no exame da OAB.

Responder

Pedro Macambira

01 de agosto de 2013 às 17h48

Um amigo médico alemão (que teve diploma validado aqui) que diz que aqui no Brasil muito médico só quer ser médico de peito e bunda.

Responder

    Pedro

    02 de agosto de 2013 às 15h39

    Pedro Macambira: qual é o problema de muito médico brasileiro querer ser cirurgião plástico? Em uma democracia cada um escolhe o que quer, desde que não fira o direito dos outros. Ou você quer retroceder pra idade média (ou Revolução Russa) e colocar uma entidade (Igreja, Rei, Governo, Estado) para escolher o que a pessoa quer? O PT, de viés horrorosamente autoritário, quer isso. O indivíduo e seus anseios e liberdades individuais que se danem, em nome do “bem comum”. Não há bem comum quando as liberdades individuais são tolhidas. Como, aliás, mostra cabalmente a história. A própósito, embora muito médico queira ser cirurgião plástico, poucos de fato são. O mercado, o melhor regulador que há, não deixa.

    Silvestre Francisco de Sousa

    13 de fevereiro de 2014 às 10h48

    Sabe qual é a visão destes “médicos”?
    $$$$$$$$$$$$$$$$ somente, ora.

edir

01 de agosto de 2013 às 15h02

Azenha, esta matéria está no Blog da Helena, dá para postar aqui ?

Bomba: Pres. da Federação dos Médicos tem 2 empregos públicos. E seria funcionário fantasma?

Responder

J Souza

01 de agosto de 2013 às 14h02

Brasileiros são aprovados no Revalida

“Caiu por terra o argumento do governo federal de que o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida) é uma prova muito difícil e que, por isso, os médicos habilitados no exterior não conseguem ser aprovados – afirma o Conselho Federal de Medicina (CFM). Aplicado de forma experimental entre os estudantes do sexto ano da Universidade Federal
do Rio Grande do Norte (UFRN), a aprovação no Revalida foi superior a 70%. O governo não
divulgou esses números, que foram obtidos com exclusividade pelo Conselho.
Nas duas edições do Revalida, realizadas em 2011 e 2012, os índices de aprovação dos candidatos formados em universidades estrangeiras foram de 9,6% e 8,71%, respectivamente – sendo que em 2012 o ponto de corte foi reduzido pelo governo, tendendo a aumentar o
número de aprovados.”

“‘A intenção nunca foi prejudicar a entrada de estrangeiros. Tanto é verdade que da comissão
que elabora o teste participam representantes dos ministérios das Relações Exteriores, da Saúde e da Educação, além de PROCURADORES DA REPÚBLICA (grifo meu!). O Revalida existe para a proteção da população a ser atendida, que merece e necessita de médicos
capazes’, reforça D’Ávila.”

http://portal.cfm.org.br/images/stories/JornalMedicina/2013/jornal%20221.pdf

“Revalida” (exame de ordem) para todo mundo, seja formado no Brasil ou no exterior, JÁ!

Responder

    J Souza

    01 de agosto de 2013 às 14h18

    Será que os “bolsistas” do Mais Médicos, sendo regidos por Medida Provisória (http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/arquivos/pdf/2013/Jul/12/edital_n_39_8_julho_2013.pdf) terão alguma obrigação perante a Controladoria Geral da União – CGU – como os médicos CONCURSADOS?
    Ou será que eles serão “fiscalizados” da mesma forma que os médicos da maternidade de São Paulo?

    Fernando

    01 de agosto de 2013 às 16h53

    Então não haveria problema se TODOS os médicos brasileiros tambem fossem submetidos ao mesmo exame né?

    Margarida Souza

    01 de agosto de 2013 às 21h08

    Esse REVALIDA, é só para estrangeiros? Se for algo realmente sério, TODOS incluindo os brasileiros deveriam passar por ele. As provas ou avaliações deveriam ser as mesmas.
    É isso mesmo? Ou as avaliações são diferentes?
    O interessante seria que depois de serem aprovados, os estrangeiros deveriam ficar junto com brasileiros, para se exercitarem no idioma.
    No mais tudo igual.
    Não tenho nada contra, tudo é adaptação. Há lugar para todos pois a população aumenta muito mais do que os médicos. Sempre faltará médico em algum lugar deste “continente” chamado Brasil. Medo de que?

Hell Back

01 de agosto de 2013 às 14h01

Realmente; se existe uma profissão que se possa dizer que existam mafiosos, é profissão de medicina. Frise-se que há exceções.

Responder

Pobre estudar Medicina é uma afronta | Conversa Afiada

01 de agosto de 2013 às 13h54

[…] Augusto César: No Brasil, filho de sem terra estudar Medicina é uma afronta […]

Responder

J Souza

01 de agosto de 2013 às 13h51

Saúde pública sofre também com a falta de profissionais de enfermagem

“Hoje somos 0,99 enfermeiro para cada mil habitantes, quando deveríamos ser pelo menos 4 por mil, como é nos países mais desenvolvidos”, diz a presidenta da federação, Solange Caetano. De acordo com ela, há uma resolução do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) sobre o dimensionamento de pessoal que não é seguida pelos empregadores e nem pelos gestores de saúde. “Caso cumprissem, o numero de profissionais existentes no mercado de trabalho seria insuficiente.”

http://www.redebrasilatual.com.br/saude/2013/08/saude-publica-sofre-tambem-com-a-falta-de-enfermeiros-9091.html

O Brasil precisa, também urgentemente, do “Mais Enfermeiros”… Sem CONCURSO!
Vamos ver se agora o Ministério da Saúde também vai ser rápido…
Ou o governo acha que saúde só se faz com médicos? “Mais Enfermeiros” já!

Responder

    J Souza

    01 de agosto de 2013 às 14h10

    “Terceira categoria mais contratada pelas prefeituras para os Núcleos de Apoio à Saúde da Família, que dão respaldo técnico às equipes de Saúde da Família, os nutricionistas também estão em falta no Brasil. Pelas contas do CFN, há um déficit de 500 mil profissionais em todo o país, que conta atualmente com 100 mil.”

    Então, por favor, ministério da Saúde, “Mais Nutricionistas” JÁ também!… E sem concurso…

jotajota

01 de agosto de 2013 às 13h41

Olá, qual o problema de estudar em Cuba? Só passarem no REevalida. Pode ser sem terra, sem pátria, qualquer coisa.

Responder

    Rafael Moreira

    01 de agosto de 2013 às 17h20

    Coisa que me atormenta é que para estudar no estrangeiro o gasto é alto com passagem, alimentação, moradia e etc, a maioria que estuda fora do país é rico ou por bolsa…… ou tem outra forma????????? e os gasto com estudo.

Aurelio Dubois

01 de agosto de 2013 às 13h18

Olá!
Doação concluída: A doação de R$ XXX,XX para Luiz Carlos Urbano Azenha foi aprovada.
Status: Aprovada
Código: EE47DBE1-B867-XXXX-YYYY-32626DBA14ED
Site: https://www.viomundo.com.br
E-mail: [email protected]

Responder

Luís Carlos

01 de agosto de 2013 às 12h55

“pois é o modo de vida que vivemos que gera as doenças…”. Determinação social em saúde. Quantos médicos formados no Brasil, conseguem fazer essa distinção? Ou, quantas adotam essa linha teórica? Poucos…
Sobre o valor cobrado para o Revalida, de R$1.172,20, vamos convir que é para dificultar mesmo. E são escolas públicas fazendo a prova. Sofreriam essas escolas públicas alguma influência de entidades médicas contrárias a prática médica por profissionais formados fora do Brasil?

Responder

edson silva

01 de agosto de 2013 às 12h41

Trata-se de uma das classe mais corporativistas do mundo. Nunca vi nada igual! É a elite da elite da elite, e isso não é um elogio. Acabou o médico por vocação, hoje há uma disputa para ver qual família possui mais médico. É a forbs da medicina. Pior que esses que são contra, são os mesmos que marcam ponto em hospitais públicos e vão dar plantão em particulares ou atender em suas clínicas. Juramento de Hipócrates uma ova!

Responder

Bacellar

01 de agosto de 2013 às 12h40

No Brasil medico e jurista que nao tem parente (s) medico (s) e jurista (s) é mosca branca. Tudo bem que seguir a area da familia é uma tendencia natural, eu mesmo sou ilustrador e fotografo e meu pai tb é fotografo, mas como essas dinastias de juristas e medicos nao ha paralelo. Pior é qd o filho ou neto é inapto ou preguicoso mas passa 7 anos fazendo cursinho especializado e presta 70 vestibulares em tudo que é faculdade ate emplacar em uma, vira um aluno mediocre e um pessimo medico, mas trabalha na clinica do socio da familia e age como se fosse a reencarnacao de hipocrates com aquela impafia de douto…

Responder

    Ricardo

    02 de agosto de 2013 às 15h06

    Sou médico, sempre estudei em escola pública, e passei em faculdade federal sem precisar dessa sacanagem de cotas, muito menos ir para outro pais para conseguir comprar um diploma de médico. Se acham que elite é estudar 15h/dia para passar em vestibular, e trabalhar 100h/semana por 4-5 anos na residencia (100% SUS) é elite, então sou da elite. Elite que trabalha estuda e que corre atrás dos seus sonhos.

Jorge Pereira

01 de agosto de 2013 às 11h55

Meu filho quer fazer medicina e, mesmo sendo servidor público, tá dificil pagar cursos, manté-lo sem trabalhar (para só estudar), ainda tenho ajuda da família! Imagino quem tem menos condições! Precisamos sim de diversificar o acesso de todos os níveis sociais à todas as profissões. O que transforma esse caos na Saúde é a elitização da mesma. Temos esse problema – de elitização – na Justiça, MP, militarismo, polícia, entre outros…

Responder

augusto2

01 de agosto de 2013 às 11h50

ha informaçoes dando uma falta, limitaçao de energia eletrica na região de Shangai, china. Nao sei se tb em provincia proxima. Severa a ponto de limitar produçao industrial e prazos de entrega de alguns produtos. Alguem sabe detalhes?

Responder

Delano Pessoa

01 de agosto de 2013 às 11h45

E essa elite se sente no direito de se sentir afrontada por isso? HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA só rindo da cara deles mesmo!!!! Imaginem ai… uma pessoa chega pra você se queixando que tem pessoas de classes inferiores estudando junto com seu filho(a) na faculdade de medicina, eu ia cair na gargalhada!!!

Responder

    André Dantas

    01 de agosto de 2013 às 14h38

    O pior é que já ouvi isso. E, infelizmente, não foi uma vez só.
    Não tive vontade de rir.

    Gregorrio de Matos Guerra

    02 de agosto de 2013 às 06h21

    Se vc visse o esforço dos estudantes e professores de Medicina da UFBA(em 2006 se não me engano) para que as cotas para negros e pobres fossen intruduzidas lá .Eles conseguiram parar a universidade inteira por quase um semestre.

Mardones

01 de agosto de 2013 às 11h44

Esse assunto deveria ter atenção maior por parte do governo, abrindo um debate nacional, com todas as variantes num país tão diverso quanto o nosso. Ainda predomina o interesse das associações de classe, do mercado de planos de ‘saúde’ e multinacionais de medicamentos.

Responder

Julio Silveira

01 de agosto de 2013 às 10h05

Mais uma vez eu vou bater na tecla da cultura dominante. Nós vivenciamos uma cultura que é ditada pela minoria detentora do maior poder econômico. Eles trabalham para encontrar meios de se protegerem e preservar para si a predominância sobre as classes menos favorecidas de cidadãos.
Isso que é a verdadeira subversão ao sentido da expressão democrática. Esse é um problema com consequências desastrosas. Podemos também dizer que por isso conselhos são tão políticos e tão voltados as praticas sindicais e menos aos verdadeiros interesses da regulação da boa pratica profissional com beneficio para a cidadania. Como regulador da boas praticas medicas e administrativas correlatas são lenientes. Estamos acostumados a ver mais é essa reatividade na defesa de um status quo, que desagua na fragilidade dos mais indefesos do sistema, até na defesa de praticantes perniciosos, nesse caso a cidadania passa a ser secundária. Já o profissional medico, esse é defendido com a relativização suas responsabilidades.

Responder

Almerindo

01 de agosto de 2013 às 09h25

FORA DO ASSUNTO:

POR QUÊ na concessão pública de pedágio o ente público não paga; transporte não paga e na concessão de rádio e TV o governo é obrigado a pagar?

Vamos fazer um protesto pelo direito à propaganda institucional gratuita dos entes públicos. Sugiro um minuto de propaganda gratuita dos governos a cada hora de TV no ar!!!

http://www.conversaafiada.com.br/pig/2013/07/31/juiz-suspende-publicidade-oficial-e-da-dinheiro-a-saude/

Responder

    André Dantas

    01 de agosto de 2013 às 14h41

    Do jeito que esse governo vai, a mudança será no sentido de pagar o pedágio…

Daniel

01 de agosto de 2013 às 09h18

É por aí mesmo. Medicina e advocacia são vistos como “ofícios reservados para a nobreza” na nossa sociedade medieval e escravocrata, todas as demais profissões são vistas como “trabalho de escravo”.

E o que talvez mais contribui para isso é o alto custo de um curso de medicina, porque são várias e várias vezes mais caros do que outros cursos? Acabam atraindo apenas os “filhinhos de papai” que possuem o “paitrocínio” necessário para bancar as despesas, e esses é claro que uma vez formados só irão querer atender ricas madames em caras clínicas particulares ao invés de atender a população em geral.

(Friso aqui que ainda existem valentes que mesmo só tendo a roupa do corpo encaram o desafio de se tornar médicos sem ter paitrocínio, e para estes eu tiro o meu chapéu. Mas infelizmente eles são poucos para atender a toda a população que precisa deles)

Responder

Lázaro Carvalho

01 de agosto de 2013 às 08h24

Em boa parte da argumentação do Augusto, eu concordo. Porém, não podemos nos esquecer que desde 2011, o MEC é o responsável pelo Revalida, com um custo de R$ 100,00 para a primeira etapa e de R$ 400,00 para a segunda. Por isso, se o Revalida não é adequado para avaliar a competência médica, a culpa é do nosso governo, infelizmente.

http://revalida.inep.gov.br/revalida/inscricao/

Responder

    Acássia

    01 de agosto de 2013 às 09h24

    É você que está dizendo que não é adequado, ademais, de parte dos médicos e da mídia tudo é inadequado no governo, já que não é um governo deles.

    Alencar

    01 de agosto de 2013 às 14h21

    Então não entendi
    O Revalida é um programa do governo, criado e gerenciado pelo governo
    Se ele é adequado, como o governo contrata profissionais sem o Revalida
    Se ele é inútil, porque o governo não acaba com o Revalida
    A realidade é que todos os médicos deveriam prestar uma prova antes de receber o CRM
    Essa prova deveria ser o principal índice para aprovação nos programas de residência médica
    Fui preceptor de medicina em Universidade Pública por 10 anos, temos médicos de grande qualidade e disputados pelas principais Universidades Americanas e Inglesas e temos médicos que não deveriam estar exercendo a medicina, necessitando de um período maior sob supervisão para compensar as suas deficiências e adquirir experiência.
    Acompanhei diversos colegas que eram estudantes insuficientes e se tornaram grandes médicos, permanecendo mais tempo na formação. Esse olhar específico e detalhado não existe. Termina o curso dá o diploma e o jovem colega que se vire. Nesse sentido a Residência universal é um grande avanço.
    O médico, como qualquer cidadão, pode ter suas preferências ideológicas, mas tem que ESTUDAR, LER e durante a sua formação aprender a manejar os casos de grande dificuldade técnica. Tem que ser supervisionado por profissionais de excelência técnica e grande experiência. Ninguém nasce sabendo.
    Essa é a realidade, sem tecnologia e dedicação absoluta não se forma um médico competente e seguro para atuar em todas as situações.
    Exemplo cabal é que quando aperta, nossos governantes, independente do partido, correm para o Einstein e o Sírio.

Sara Bentes

01 de agosto de 2013 às 07h28

Sem dúvida que é, mas esta elite escravagista vem sendo afrontada faz tempo, desde quando o vestibular de Medicia era o bicho-papão do vestibular das universidades federais, por gente que sentou a bunda na cadeira e estudou de verdade. Brancos pobres e negros. Ou alguém pensa que até há pouco tempo, uma década, os médicos negros brasileiros se formaram às custas de brisa? Sem vestibular é fácil, basta querer.

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