VIOMUNDO

Diário da Resistência


Altamiro Borges: Santander tira a máscara de vez
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Altamiro Borges: Santander tira a máscara de vez


26/07/2014 - 18h01

santander

Santander e a sabotagem dos bancos

por Altamiro Borges, em seu blog

O banco espanhol Santander, acusado de ter ligações com a seita ultraconservadora Opus Dei, tirou a máscara de vez. Num comunicado aos seus “clientes ricos”, ele fez campanha escancarada – e ilegal – contra a reeleição da presidenta Dilma. Descoberta na sua militância oposicionista, a instituição financeira até pediu desculpas e demitiu alguns “bagrinhos”, mas o estrago já estava feito.

O Sindicato dos Bancários de São Paulo anunciou que denunciará a direção local por “gestão temerária”. Já o prefeito de Osasco, Jorge Lapas, informou que suspenderá a contas da prefeitura com o banco. E o presidente do PT, Ruy Falcão, classificou como “absurdo terrorismo eleitoral” a carta enviada pelo Santander aos seus correntistas.

No comunicado enviado em julho, o banco afirma que a reeleição de Dilma detonará a economia brasileira. A mensagem terrorista foi impressa no extrato dos clientes da categoria “Select”, com renda mensal acima de R$ 10 mil. O texto afirma que o avanço da presidenta nas pesquisas de intenções de voto poderá prejudicar os acionistas da Bolsa de Valores.

“A quebra de confiança e o pessimismo crescente em relação ao Brasil (…) têm contribuído para a subida do Ibovespa. Difícil saber até quando vai durar esse cenário e qual será o desdobramento final de uma queda ainda maior de Dilma Rousseff nas pesquisas. Se a presidente se estabilizar ou voltar a subir nas pesquisas, um cenário de reversão pode surgir”.

Reações imediatas e duras

Diante deste explícito crime eleitoral, a reação foi imediata. Segundo a Rede Brasil Atual, o Sindicato dos Bancários de São Paulo já decidiu que fará uma reclamação formal ao presidente mundial do Santander, Emilio Botín, contra a gestão do chefe da instituição no Brasil, Jésus Zabalza.

“De acordo com a diretora-executiva da entidade Rita Berlofa, a ‘atuação alarmista’ do banco em pleno ambiente eleitoral brasileiro não é um caso isolado, mas parte de um conjunto de práticas que permite classificar a gestão do Santander no país de ‘temerária’… ‘Uma instituição desse porte não pode, ainda que tenha preferência eleitoral, praticar especulação, agredir a imagem do país e pôr em dúvida a nossa estabilidade’”.

Segundo a líder bancária, a chegada de Jésus Zabalza ao Brasil, em maio do ano passado, só trouxe transtornos.

“Desde lá, ele vem fazendo uma política esquisita de redução de despesas, incluindo desde o corte de gastos com água e cafezinho, passando por redução de pessoal de limpeza até o corte de trabalhadores responsáveis por atendimento e negócios, piorando drasticamente o ambiente interno de trabalho e repercutindo de maneira visível na qualidade de atendimento”. Em poucos meses, Jésus Zabalza foi responsável pela demissão de 4.800 bancários e pelo fechamento de 150 agências. “Em contrapartida, ele aumentou a bonificação de altos executivos em mais de 38%”, afirma Rita Berlofa.

A reclamação formal do Sindicato dos Bancários à direção mundial do Santander pode até dar em nada. Já a atitude do prefeito de Osasco, Jorge Lapas (PT), terá efeitos imediatos. Segundo o site Brasil-247, ele decidiu romper o convênio mantido pela prefeitura com a instituição financeira para o recolhimento de impostos e taxas municipais – que movimenta cerca de R$ 1,9 bilhão. “Notificamos o banco que em trinta dias o convênio será encerrado”, afirmou. Já havia muitas críticas dos munícipes às enormes filas nas agências do Santander. Mas o texto terrorista da instituição aos seus clientes endinheirados acelerou a decisão do prefeito. “O banco praticou uma partidarização fora de hora e lugar”, afirmou Jorge Lapas.

Ação orquestrada dos banqueiros

O jornalista Fernando Rodrigues, da Folha, foi o primeiro a reproduzir a cópia do extrato terrorista do Santander. Como ele mesmo observou, “o documento do Santander aos seus correntistas mais abastados contém uma análise que já frequentava o mercado financeiro brasileiro de forma difusa, mas nunca de maneira institucional por um grande banco. Esse tipo de comportamento do mercado não é novo. Desde a primeira eleição direta pós-ditadura ocorrem interpretações nesse sentido. Em 1989, o empresário Mário Amato deu uma entrevista dizendo que se o petista Luiz Inácio Lula da Silva ganhasse naquele ano, 800 mil empresários deixariam o Brasil”.

Em 2002, lembra ainda o colunista da Folha, os agiotas do capital financeiro ficaram novamente apreensivos com uma possível vitória de Lula. “O analista Daniel Tenengauzer, do banco Goldman Sachs, chegou a inventar o ‘lulômetro’, que previa a cotação futura do dólar caso o petista fosse eleito”.

Também em 2002, segundo a repórter Carmen Munari, do jornal Valor, o mesmo Santander já havia feita uma “recomendação negativa sobre o Brasil”. “O escritório de Nova York do banco divulgou relatório rebaixando os títulos brasileiros”. Dias depois da vitória de Lula, o próprio Emilio Botín procurou o presidente já eleito e “esclareceu que ele mesmo ordenou a demissão do analista e o fechamento do escritório”.

Torcida contra o Brasil

Esta mesma escalada desestabilizadora dos banqueiros, que tem motivações econômicas e políticas – e de classe –, está em pleno curso contra a reeleição da presidenta Dilma. A iniciativa terrorista do Santander não é uma ação isolada. Outros banqueiros, mais discretos, não escondem o seu desejo de ajudar a oposição neoliberal no retorno ao Palácio do Planalto. Eles têm feito de tudo para criar um clima de pânico na economia, apostando na desestabilização do país. A própria mídia rentista registrou, sem maior alarde, que durante a Copa do Mundo houve especulação com papéis na Bolsa de Valores com o objetivo de prejudicar o governo brasileiro.

Os banqueiros chegaram a torcer pelo desastre na organização do evento e, na sequência, vibraram com a goleada da Alemanha sobre o Brasil. “É muito provável que a derrota respingue na presidente Dilma. Da mesma forma que ela se beneficiou nas intenções de voto quando a seleção estava indo bem, agora também deve sentir essa derrota”, argumentou na época o “abutre” Raphael Juan, gestor da BBT Asset. Já Miguel Daoud, analista da Global Financial Advisor, disse que “qualquer notícia ruim que possa ser ligada à presidente está impactando positivamente os papéis das companhias”. A torcida contra se daria como vingança “ao intervencionismo do governo na economia”, que prejudicaria os especuladores.

A repórter Raquel Landim, em matéria na Folha em 4 de julho, descreveu que “a ‘Copa das Copas’ conquistou até os piores ‘urubus’ do mercado financeiro. Com o Brasil nas quartas de final, os investidores perderam a esperança de lucrar com a derrota e pararam de ‘secar’ a seleção. Antes de a competição começar, a expectativa era que um colapso na organização e/ou um vexame em campo, como a eliminação do Brasil logo no início, poderiam impulsionar o preço das ações. O ciclo seria o seguinte: um desastre na Copa recrudesceria o pessimismo, diminuindo as chances de reeleição de Dilma, e favoreceria as ações das estatais. Esses papéis estão sendo prejudicados pelo intervencionismo do governo na economia”.

PS do Viomundo: Quando eu, Azenha, trabalhava na Globo em 2006, a repórter de economia do Jornal Nacional em São Paulo previa o dólar a R$ 4,00 antes da reeleição de Lula. Errou grosseiramente. Foi promovida a correspondente.

Leia também:

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



51 comentários

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J.F. de Pinedo Kasper

29 de julho de 2014 às 10h08

Estes caras do governo produziram 1) inflação que não baixa; 2) pibinho que não sobe; 3) a maior taxa de juros do planeta; 4) depauperaram uma das maiores empresas mundiais para 1/4 de seu valor; 5) não satisfeitos, ainda a tornaram a mais endividada da História… E estão preocupados com a opinião num extrato bancário??? Brincadeirinha, não???

Responder

Gabro

29 de julho de 2014 às 09h31

Pergunte a um cidadao espanhol comum hoje em dia o que ele acha do banco santander e do Sr Botin, um entusiasta das politicas neoliberais do Sr Rajoy.

Na propria Espanha o Santander é um banco ruim que da muita dor de cabeça aos seus correntistas.

Falor por experiência propria. Ainda bem que ja nao tenho conta la.

Responder

FrancoAtirador

29 de julho de 2014 às 01h44

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Dilma saiu bem de pelo menos 10 ‘saias justas’
na sabatina da Mídia Empresarial Tucana

A presidenta Dilma Rousseff participou da sabatina
do jornal Folha de S. Paulo/UOL [mais SBT e Rádio Jovem Pan]
e soube sair de várias ‘saias justas’ que tentaram impor a ela

Por Najla Passos, na Carta Maior

(http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Como-Dilma-saiu-de-10-saias-justas-na-sabatina-da-Folha/4/31481)
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Leia também:

Em sabatina, Dilma diz que situação na Faixa de Gaza é um Massacre

(http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2014-07/em-sabatina-dilma-diz-que-situacao-na-faixa-de-gaza-e-um-massacre)
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Responder

FrancoAtirador

28 de julho de 2014 às 22h35

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28 de julho de 2014 – 12h30
Tribunal Superior Eleitoral

Ministro determina retirada de propaganda [da Empiricus]
em favor de Aécio e contra Dilma na internet

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Admar Gonzaga
concedeu liminar que determina a retirada de propaganda veiculada na internet
com conteúdo negativo direcionado à Dilma Rousseff
e com elogios a Aécio Neves, ambos candidatos à Presidência da República.

A decisão ocorreu numa representação movida pela coligação que apoia Dilma Rousseff
na campanha pela reeleição contra a empresa Empiricus Consultoria e Negócios,
a Aécio Neves e sua coligação e contra o Google.

De acordo com o processo, a empresa estaria veiculando propaganda paga
com os seguintes anúncios:
“Como se proteger da Dilma: saiba como proteger seu patrimônio em caso de reeleição da Dilma, já” e “E se o Aécio Neves ganhar? Que ações devem subir se o Aécio ganhar a eleição? Descubra aqui, já”.

Conforme determina a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/97, artigo 57-C),
é vedada a veiculação de qualquer tipo de propaganda eleitoral paga na internet.

Além de pedir a retirada da propaganda,
a coligação pediu aplicação de multa aos envolvidos.

Decisão

Ao conceder a liminar, o ministro afirmou que após analisar os documentos apresentados
e visitar as páginas indicadas, ficou claro, para ele,
“o excesso cometido com as expressões utilizadas nos anúncios postados”.

O ministro afirmou em sua decisão que
“no caso, verifica-se que a publicidade impugnada não só menciona o pleito futuro,
por meio de propaganda paga, na internet,
como também faz juízo positivo e negativo
sobre dois candidatos ao pleito presidencial”.

A liminar se tornou necessária, segundo ele, considerado o possível desequilíbrio
perpetrado com a continuidade da prática vedada pela lei das eleições,
ainda mais quando se trata de tema de grande interesse,
tal como a segurança financeira do cidadão eleitor.

Conforme a decisão do ministro Admar Gonzaga,
o Google deve retirar imediatamente os anúncios transcritos
e a empresa Empiricus deve se abster de exibir novos anúncios
com referências positivas ou negativas aos candidatos em disputa nas eleições de 2014.

Ele determinou ainda que Aécio Neves e sua coligação
sejam notificados para apresentarem defesa.

CM/GA

Processo relacionado: Rp 84975

(http://www.tse.jus.br/noticias-tse/2014/Julho/ministro-determina-retirada-de-propaganda-em-favor-de-aecio-e-contra-dilma-na-internet)
(http://migre.me/kGHD5)
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Leia também:

O discurso do terror

seg, 28/07/2014 – 13:09 – Atualizado em 28/07/2014 – 17:20
Jornal GGN

Consultoria ataca Dilma com versão brasileira de End of America

Por Cíntia Alves

Jornal GGN – A Empiricus, empresa que se define como uma ‘casa independente de análises financeiras’, publicou este mês o trabalho de meses de um de seus sócio-fundadores, Felipe Miranda:
um relatório intitulado O Fim do Brasil.

Usando o discurso do medo (exatamente como nos relatórios do tipo ‘Saiba como se proteger da Dilma’), a Empiricus, agora, prevê uma crise sem precedentes para o Brasil, e se dispõe a dizer ao investidor o que ele deve fazer com o patrimônio da família.

O relatório inspirado no End of America nasce com o mesmo propósito: criticar as diretrizes econômicas vigentes e interferir nos rumos da eleição. No caso da S&A, quem assina a peça é Porter Stansberry.

Como o GGN mostrou em matéria de maio deste ano (http://migre.me/kGHNS), a companhia americana, além de inspirar os passos da Empiricus no Brasil, é subsidiária da Agora Inc., a mais nova parceira da consultoria brasileira.

No End of America, Porter se apresenta como um profissional renomado no mercado financeiro em função de publicações cujo conteúdo é frequentemente associado “aos interesses dos conservadores dos EUA e da ala direitista da política”.
[…]
Mas o que chama atenção na versão brasileira de End of America é o mergulho numa análise política por um empresa do ramo financeira.

Em pleno ano eleitoral.

Para entrar na questão, Felipe Miranda introduz um trecho de uma entrevista de Armínio Fraga (homem escalado por Aécio Neves para atuar na campanha presidencial do PSDB), na qual o economista diz que a sociedade brasileira não tem coragem de manifestar o temor de ordem política e econômica que sente em relação ao futuro.

Íntegra em:

(http://jornalggn.com.br/noticia/consultoria-ataca-dilma-com-versao-brasileira-de-end-of-america)
(http://migre.me/kGHJG)
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Responder

Miro

28 de julho de 2014 às 22h15

Vídeo interessantíssimo do Bob Fernandes sobre o Demo (demônio mesmo!) mercado.

http://www.youtube.com/watch?v=l9aG7k3JqnU

Responder

FrancoAtirador

28 de julho de 2014 às 21h50

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Depois de criar factóide repercutido pela Mídia Empresarial
com previsões catastróficas para a Economia do Brasil,

Banco Santander desmente Nota que a própria Corporação Financeira enviou aos clientes.

“O Santander Brasil vem a público esclarecer que o texto enviado a um segmento de clientes, que representa apenas 0,18% de nossa base,
em seu extrato mensal, e repercutido por alguns meios da imprensa hoje, não reflete, de forma alguma, o posicionamento da instituição.
O referido texto feriu a diretriz interna que estabelece que toda e qualquer análise econômica enviada aos clientes restrinja-se à discussão de variáveis que possam afetar a vida financeira dos correntistas, sem qualquer viés político ou partidário.
Sendo assim, o Banco pede desculpas aos clientes que possam ter interpretado a mensagem de forma diversa dessa orientação, e reitera sua convicção de que a economia brasileira seguirá sua bem-sucedida trajetória de desenvolvimento.”

(http://imgur.com/52YPPn9)
(http://www.santander.com.br/portal/wps/script/templates/GCMRequest.do?page=6140)
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sexta-feira, 25 de julho de 2014
O Apedeuta

Desde Amato, em 1989, elite demoniza nome à esquerda
Rejeitar um candidato de esquerda acima de todas as coisas é um dogma para a elite financeira e empresarial brasileira;
em 1989, na primeira eleição direta após o regime militar, então presidente da Fiesp Mario Amato produziu a pérola de que se Lula fosse eleito, 800 mil empresários sairiam do País com destino a Miami;
o que hoje é folclore, ali se levou a sério; mais tarde, em 2002, primeira vitória do petista teve campanha cercada por previsões catastrofistas jamais realizadas;
pelo banco Goldman Sachs, economista Daniel Tenengauzer chegou a criar um ‘lulômetro’ para equiparar disparada do dólar ao crescimento do PT nas pesquisas;
agora, banco Santander assusta clientes ricos sobre perdas com a reeleição de Dilma Rousseff;
desculpas não escondem repetição do mantra de cada quatro anos: o fim do mundo vem aí…

(http://opedeuta.blogspot.com.br/2014/07/desde-amato-em-1989-elite-demoniza-nome.html)
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O Santander e a Lobotomia de uma Nação

Os Bancos são os Grandes Provedores de Conteúdo da ‘Rede Brasil aos Cacos’.
Eles dão a Corda, o Jornalismo Econômico dá o Nó, o País entra com o Pescoço…

Por Saul Leblon, na Carta Maior, via Revista Fórum

O banco Santander, informa a ‘Folha’, anexou aos extratos enviados a sua clientela de elite, o segmento ‘Select’, uma avaliação de natureza político eleitoral.

Caso Dilma se consolide na dianteira das intenções de voto, adverte o maior banco estrangeiro em operação no país, ações devem cair, os juros vão subir , o chão se esfarelar…
Em linguagem cifrada, ‘não deixe que isso aconteça: vote Aécio’.

Transformar extratos bancários em palanque da guerra das expectativas deve ser inclusive ilegal.
O Ministério Público Eleitoral poderá dizê-lo.

O descabido, porém, não constitui anomalia no cenário brasileiro.

Os Bancos são os Grandes Provedores de Conteúdo da ‘Rede Brasil aos Cacos’.

Eles dão a corda, o jornalismo econômico dá o nó, o país entra com o pescoço.

Gente treinada e bem remunerada, quadros de elite –não raro egressos do Banco Central no governo do PSDB, encontram-se disponíveis para somar forças com o bravo jornalismo de economia na missão de esgoelar o Brasil.

Um bunker tucano, como o Itaú, hoje uma espécie de Banco Central paralelo, figura como um dos grandes provedores de conteúdo do noticiário econômico.

O recado é sempre o mesmo: não há futuro para o Brasil se a urna sancionar um segundo ciclo do ‘intervencionismo’.

Quando as estatísticas teimam –como agora que a inflação desaba, o apagão se esvai, os juros futuros recuam e o pleno emprego resiste —
recorre-se ao talento do jornalismo adversativo.

O varejo, por exemplo, quando cai é uma ‘tendência preocupante’;
se sobe, ‘recuperou, mas é pontual’.

Resultado bom ‘surpreende o mercado’.
O inverso ‘veio em linha com as expectativas de deterioração do quadro econômico’.

É infernal.

A experiência brasileira sugere que não há ingrediente mais precioso na luta pelo desenvolvimento do que abrir espaço ao discernimento crítico da sociedade contra o monólogo da desinformação.

Sem isso, prevalecem interesses que se beneficiam do incentivo à amnésia histórica.
[…]
O Santander foi, na Espanha, um dos titãs da ciranda que legou ao país o maior encalhe de imóveis do mundo e um desemprego só inferior ao grego.

Em 2011, atolado em hipotecas micadas, jogou a toalha:
anunciou uma moratória de três anos sobre o principal,
em troca de receber pelo menos o juro dos mutuários espanhóis empobrecidos.

Em 2012, quando a corda apertava seu pescoço na Europa, o presidente do banco, Emilio Botín, aterrissou no Brasil.

Disse que o país era a sua ‘maior prioridade no mundo’:
daqui saíam 30% do lucro global do grupo.

Em setembro de 2013, estava de volta.

Depois de reunir-se com a Presidenta Dilma Rousseff, anunciou:

‘Queremos participar ativamente do milionário Plano de Aceleração do Crescimento e financiar uns US$ 10 bilhões em projetos de infraestrutura . O Brasil tem se consolidado como uma grande potencia regional e global, com instituições sólidas e um sistema financeiro muito consolidado’
(EL País; 13/09/2013).

Dez meses depois resolveu lançar extratos bancários consorciados a panfletos eleitorais contra o ‘risco Dilma’.

A memória curta do Santander em relação ao país está em linha com a memória curta da mídia conservadora em relação à origem ‘da crise de confiança’ cujo fato gerador não apenas persiste, como ensaia um novo pico explosivo.

Fatos.
Dos mais de US$ 25 trilhões despejados no sistema financeiro dos EUA desde 2009, para mitigar o caixa rentista, apenas 1% ou 2%, no máximo, chegaram aos lares assalariados, na forma de crédito e financiamento.

O que avulta, ao contrário, é uma explosão irracional dos preços da papelaria financeira sem lastro na riqueza real –a mesma doença pré-2008:

Na Zona do Euro, onde o Santander é a maior instituição bancária, a desproporção entre a valorização dos ativos (títulos, ações etc) e a curva do emprego e do consumo, replica a dança na boca do vulcão.

Estima-se que nos EUA grandes corporações tenham uns US$ 7 trilhões queimando em caixa.
Liquidez ociosa à procura de fatias da riqueza real para uma transfusão de lastro.

Com a economia internacional flertando com a estagnação há seis anos, novas bolhas especulativas engordam no caldeirão.

A Facebook, por exemplo, acaba de pagar US$ 19 bilhões (8% de seu próprio valor) por uma startup, a WhatsApp.
Para que o negócio justifique o preço terá que duplicar sua base de usuários para 1 bilhão.

Com o dinheiro barato irrigado pelo Fed, grandes corporações norte-americanas tomam recursos a juro negativo para recomprar as próprias ações.

O artifício permite bombar balanços sem incrementar a produção.

Estima-se que mais de US$ 750 bilhões de dólares foram utilizados nessas operações em 2013.

Outra evidência da fuga para frente do capital fictício é a súbita procura por bônus de economias reconhecidamente cambaleantes.
Casos da Grécia, Espanha e Portugal, por exemplo.

Os lanterninhas do Euro lançaram emissões no mercado financeiro este ano e conseguiram captar bilhões a juros baixíssimos.

Rincões cada vez mais improváveis faíscam aos olhos da sofreguidão especulativa.

A última ‘descoberta’, a África, vê pousar fundos primos dos abutres que acossam a Argentina.
Tão aventureiros quanto, compram emissões de Estados acuados por guerras e conflitos étnicos.

A ideia é receber pelo menos uma parte da remuneração indexada a juros cinco a seis vezes acima do custo de captação nos EUA; depois cair fora.

É nesse ambiente camarada que o Santander resolveu reforçar a lobotomia em curso no imaginário brasileiro.

Fomentar a crise de confiança é a pedra basilar de um mutirão eleitoral para escancarar as comportas que permitam ao capital ocioso avançar por aqui, como se o país fosse um banco de sangue complacente à transfusão requerida pela especulação global.

Estamos falando de um alvo de cobiça com população equivalente a dos EUA nos anos 70.
E uma renda pouco superior a 1/3 daquela dos norte-americanos nos anos 30.

Com uma distinção não negligenciável: a distribuição no caso brasileiro é melhor que a dos EUA então, atropelado por uma taxa de desemprego que chegou a 27% em 1937.

O Brasil vive perto do pleno emprego; tem população predominante em idade produtiva;
um potencial de demanda ainda não atendida e recursos estratégicos abundantes, a exemplo do Pré-Sal.

Nada sugere que estamos diante dos ingredientes de um fracasso, como aquele vaticinado dia e noite pela ‘Rede Brasil aos Cacos’.

A curetagem conservadora, porém, pode anular a alma de uma nação,
se conseguir convencê-la a rastejar por debaixo de suas possibilidades históricas.

(http://www.revistaforum.com.br/blog/2014/07/o-santander-e-lobotomia-de-uma-nacao)
(http://migre.me/kEuWO)
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Responder

    FrancoAtirador

    28 de julho de 2014 às 22h07

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    28/07/2014 18:49
    RBA

    Para Dilma, carta do Santander a clientes VIP é “inadmissível”

    Em sabatina a veículos de comunicação no Palácio do Planalto,
    a Presidenta disse que o pedido de ‘desculpas’ foi “protocolar”
    e que vai tomar medidas cabíveis contra o Banco Espanhol

    “Lamento que o que aconteceu.
    É inadmissível.
    Um país não deve aceitar uma interferência
    de qualquer instituição financeira de qualquer nível”

    Dilma disse que deve conversar com o presidente da instituição, Emilio Botín.

    “Eu vou conversar primeiro, eu vou ter uma medida bastante séria.
    Eu sou presidenta da República, eu tenho de ter uma atitude mais prudente.

    Dilma disse que não há mal estar entre seu governo e setores da economia.

    “Eu acho que economia é expectativa.
    Característica de vários segmentos é especular.
    Sempre que especularam não se deram bem,
    aí a conjectura passa e eles se dão mal.
    Na eleição 2002 quem especulou contra Lula se deu mal.
    Acho muito perigoso especular em períodos eleitorais”.

    (http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2014/07/para-dilma-carta-do-santander-a-clientes-vip-e-inadmissivel-3713.html)
    (http://migre.me/kGGvp)
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Eduardo

28 de julho de 2014 às 20h51

Correntistas do SATÃNDER : O Satãnder é segregacionista! Só lhe interessa clientes que tenham renda mensal superior a Cr$ 10.000,00 mensais! Mesmo assim, com eles faz uma administração temerária! Se voçe recebeu a mensagem no extrato” pense bem”! O Satãnder pode estar te levando a fazer merda! Se voçê tem renda inferior, mude para um Banco do povo:Banco do Brasil e Caixa Economica Federal que querem voçe como cliente! Bancos Brasileiros são encabeçados pelo Bradesco. Os cidadãos com renda inferior a Cr$ 10.000,0 se quiserem podem dar grande lição ao Banco a qual ele jamais esquecerá!

Responder

Márcio

28 de julho de 2014 às 18h51

Se fosse um banco brasileiro o BACEN já teria feito a intervenção. Continuemos com o nosso liliputianismo diplomático e fechemos os bancos estrangeiros que denigrem a nossa imagem.

Responder

    Mauro Assis

    29 de julho de 2014 às 09h51

    Márcio,

    Intervenção com base no que mesmo?

Urbano

28 de julho de 2014 às 14h37

Correntista do satãder, se este usurário comete um crime desse contra um país, imagine o que ele não pode fazer com você e seu dinheiro depositado lá. Cuidado! Pense direitinho se continuará a ser correntista dele…

Responder

    Lukas

    28 de julho de 2014 às 16h53

    Se ele estiver certo, o correntista ganhará dinheiro; se estiver errado, perderá. É nisto que ele tem que pensar.

Leandro_O

28 de julho de 2014 às 10h56

Azenha, esse relato seu nas observações vai para meu fichamento pessoal da meritocracia Globo – bem no estilo façam o que eu digo, não o que eu faço.

Responder

Mauro Assis

28 de julho de 2014 às 10h48

Campanha contra o Brasil???

O que há de errado em um banco expressar a sua opinião sobre a conjuntura numa correspondência privada enviada a alguns clientes?

É por essas e outras que fico arrepiado com a prosa de “Lei de Médios” da esquerda…

Censura não, galera. Já passamos dessa fase.

Responder

Mardones

28 de julho de 2014 às 09h15

Pena é que entre as propostas da Dilma e seus ‘aliados’ não esteja uma reforma no sistema bancário. Isso sim seria motivo dessa revolta dos banqueiros. E um bem para o Brasil e o bolso dos brasileiros.

Responder

Álvares de Souza

28 de julho de 2014 às 09h01

Tendo meus documentos roubados, um estelionatário consegue contratar a assinatura de uma linha telefônica no Rio Grande do Sul, onde nunca estive, moro desde sempre na Bahia,e, com a comprovação de um endereço vai ao Santander e abre uma conta, contrata dívida e dá um pau no Banco. Levei anos para, judicialmente, me livrar da dívida, dos encargos sobre ela e das cobranças reiteradas sofridas.
Quem conhece a história de criação e ascensão do banco nunca seria seu cliente.
O que mais me assusta é uma instituição pública, como a Prefeitura de Osasco, manter conta com o Banco.

Responder

João de Deus

28 de julho de 2014 às 07h37

SATÃDER TENTA
LOBOTOMIZAR O BRASIL
Trata-se do banco do Opus Dei

O Conversa Afiada reproduz irretocável artigo do Saul Leblon, na Carta Maior:

O SANTANDER E A LOBOTOMIA DE UMA NAÇÃO

Os bancos são os grandes provedores de conteúdo da rede Brasil aos cacos. Eles dão a corda, o jornalismo econômico dá o nó, o país entra com o pescoço.

O banco Santander, informa a ‘Folha’, anexou aos extratos enviados a sua clientela de elite, o segmento ‘Select’, uma avaliação de natureza político eleitoral.

Caso Dilma se consolide na dianteira das intenções de voto, adverte o maior banco estrangeiro em operação no país, ações devem cair, os juros vão subir , o chão se esfarelar…

Em linguagem cifrada, ‘não deixe que isso aconteça: vote Aécio’.

Transformar extratos bancários em palanque da guerra das expectativas deve ser inclusive ilegal. O Ministério Público Eleitoral poderá dizê-lo.

O descabido, porém, não constitui anomalia no cenário brasileiro.

Os bancos são os grandes provedores de conteúdo da rede ’Brasil aos cacos’.

Eles dão a corda, o jornalismo econômico dá o nó, o país entra com o pescoço.

Gente treinada e bem remunerada, quadros de elite –não raro egressos do Banco Central no governo do PSDB, encontram-se disponíveis para somar forças com o bravo jornalismo de economia na missão de esgoelar o Brasil.

Um bunker tucano, como o Itaú, hoje uma espécie de Banco Central paralelo, figura como um dos grandes provedores de conteúdo do noticiário econômico.
O recado é sempre o mesmo: não há futuro para o Brasil se a urna sancionar um segundo ciclo do ‘intervencionismo’.

Quando as estatísticas teimam –como agora que a inflação desaba, o apagão se esvai, os juros futuros recuam e o pleno emprego resiste— recorre-se ao talento do jornalismo adversativo.

O varejo, por exemplo, quando cai é uma ‘tendência preocupante’; se sobe, ‘recuperou, mas é pontual’ .

Resultado bom ‘surpreende o mercado’. O inverso ‘veio em linha com as expectativas de deterioração do quadro econômico’.

É infernal.

A experiência brasileira sugere que não há ingrediente mais precioso na luta pelo desenvolvimento do que abrir espaço ao discernimento crítico da sociedade contra o monólogo da desinformação.

Sem isso, prevalecem interesses que se beneficiam do incentivo à amnésia histórica.

Um exemplo?

A origem da tão propalada crise de confiança atribuída ao ‘intervencionismo estatal’.

Aqui e em todo o planeta sua principal fonte, na verdade, foi a intermitente eclosão de colapsos financeiros, a partir dos anos 70, quando a mobilidade dos capitais ficou livre do controle estatal que a banca ainda acha excessivo no Brasil.

Uma a uma, foram desativadas as comportas erguidas a partir de 1929 para disciplinar a natureza intrinsecamente autofágica e desestabilizadora do capitalismo financeiro.

Bill Clinton, em 1999, consumou o arrombamento iniciado por Tatcher e Reagan nos anos 80.

Ao revogar a lei Glass Steagall, o democrata eliminou a distinção entre bancos comerciais e de investimento –estes últimos só podiam arriscar com capital próprio lastreado em reservas.

Isso acabou.

Rompida a barreira, as águas se misturaram –e o risco se diluiu.

O dinheiro fácil, barato, mas de curto prazo, jorrou no vertedouro da especulação engordando-a , ao mesmo tempo em que encurtava seus ciclos.

Como num cassino, o fastígio das primeiras rodadas parecia eterno.

Dessa crença brotaram os créditos ‘ninja’, concedidos a tomadores sem renda, sem emprego e sem garantias.

O chute no escuro empurrou todos os jogadores ao buraco negro das subprimes, em 2008.

O Santander foi, na Espanha, um dos titãs da ciranda que legou ao país o maior encalhe de imóveis do mundo e um desemprego só inferior ao grego.

Em 2011, atolado em hipotecas micadas, jogou a toalha: anunciou uma moratória de três anos sobre o principal, em troca de receber pelo menos o juro dos mutuários espanhóis empobrecidos.

Em 2012, quando a corda apertava seu pescoço na Europa, o presidente do banco, Emilio Botín, aterrissou no Brasil.

Disse que o país era a sua ‘maior prioridade no mundo’: daqui saíam 30% do lucro global do grupo.

Em setembro de 2013, estava de volta.

Depois de reunir-se com a Presidenta Dilma Rousseff, anunciou: ‘Queremos participar ativamente do milionário Plano de Aceleração do Crescimento e financiar uns US$ 10 bilhões em projetos de infraestrutura . O Brasil tem se consolidado como uma grande potencia regional e global, com instituições sólidas e um sistema financeiro muito consolidado’ (EL País; 13/09/2013).

Dez meses depois resolveu lançar extratos bancários consorciados a panfletos eleitorais contra o ‘risco Dilma’.

A memória curta do Santander em relação ao país está em linha com a memória curta da mídia conservadora em relação à origem ‘da crise de confiança’ cujo fato gerador não apenas persiste , como ensaia um novo pico explosivo.

Fatos.

Dos mais de US$ 25 trilhões despejados no sistema financeiro dos EUA desde 2009, para mitigar o caixa rentista, apenas 1% ou 2%, no máximo, chegaram aos lares assalariados, na forma de crédito e financiamento.

O que avulta, ao contrário, é uma explosão irracional dos preços da papelaria financeira sem lastro na riqueza real –a mesma doença pré-2008:

Na zona do euro, onde o Santander é a maior instituição bancária, a desproporção entre a valorização dos ativos (títulos, ações etc) e a curva do emprego e do consumo, replica a dança na boca do vulcão.

Estima-se que nos EUA grandes corporações tenham uns US$ 7 trilhões queimando em caixa. Liquidez ociosa à procura de fatias da riqueza real para uma transfusão de lastro.

Com a economia internacional flertando com a estagnação há seis anos, novas bolhas especulativas engordam no caldeirão.

A Facebook, por exemplo, acaba de pagar US$ 19 bilhões (8% de seu próprio valor) por uma startup, a WhatsApp.

Para que o negócio justifique o preço terá que duplicar sua base de usuários para 1 bilhão.

Com o dinheiro barato irrigado pelo Fed, grandes corporações norte-americanas tomam recursos a juro negativo para recomprar as próprias ações.

O artifício permite bombar balanços sem incrementar a produção.

Estima-se que mais de US$ 750 bilhões de dólares foram utilizados nessas operações em 2013.

Outra evidência da fuga para frente do capital fictício é a súbita procura por bônus de economias reconhecidamente cambaleantes.

Casos da Grécia, Espanha e Portugal, por exemplo.

Os lanterninhas do euro lançaram emissões no mercado financeiro este ano e conseguiram captar bilhões a juros baixíssimos.

Rincões cada vez mais improváveis faíscam aos olhos da sofreguidão especulativa.

A última ‘descoberta’, a África, vê pousar fundos primos dos abutres que acossam a Argentina. Tão aventureiros quanto, compram emissões de Estados acuados por guerras e conflitos étnicos.

A ideia é receber pelo menos uma parte da remuneração indexada a juros cinco a seis vezes acima do custo de captação nos EUA; depois cair fora.
É nesse ambiente camarada que o Santander resolveu reforçar a lobotomia em curso no imaginário brasileiro.

Fomentar a crise de confiança é a pedra basilar de um mutirão eleitoral para escancarar as comportas que permitam ao capital ocioso avançar por aqui, como se o país fosse um banco de sangue complacente à transfusão requerida pela especulação global.

Estamos falando de um alvo de cobiça com população equivalente a dos EUA nos anos 70. E uma renda pouco superior a 1/3 daquela dos norte-americanos nos anos 30.

Com uma distinção não negligenciável: a distribuição no caso brasileiro é melhor que a dos EUA então, atropelado por uma taxa de desemprego que chegou a 27% em 1937.

O Brasil vive perto do pleno emprego; tem população predominante em idade produtiva; um potencial de demanda ainda não atendida e recursos estratégicos abundantes, a exemplo do pré-sal.

Nada sugere que estamos diante dos ingredientes de um fracasso, como aquele vaticinado dia e noite pela rede ‘Brasil aos cacos’.

A curetagem conservadora, porém, pode anular a alma de uma nação — se conseguir convencê-la a rastejar por debaixo de suas possibilidades históricas.

Responder

João de Deus

27 de julho de 2014 às 21h12

QUE TAL AÉCIO NEVES PARA PRESIDENTE DO SANTANDER?

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2014/07/ta-explicado-lucro-do-santander-caiu-15.html

Tá explicado: Lucro do Santander caiu 15% no 1o. trimestre. Do Bradesco subiu 18%. Santander é campeão de queixas.

Está explicado porque o Santander anda acendendo vela para o Aécio ganhar as eleições e fazer do Planalto a república dos banqueiros, como era na época do FHC.

Parece que o banco espanhol enfrenta dificuldades para manter sua lucratividade nos últimos tempos. Também anda liderando o ranking de reclamações.

http://glo.bo/1hr19pv e http://glo.bo/1hO6EPl

http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios,santander-lidera-ranking-de-reclamacoes-do-bc-pelo-setimo-mes,164796e
Enquanto o Bradesco vai bem e teve um lucro 18% maior no primeiro semestre de 2014 em relação ao mesmo período de 2013, o Santander viu seu lucro encolher 14,9%. O lucro anual do Santander em 2013 já havia caído em relação a 2012.

Parece que, entre os bancos privados, o Bradesco se adaptou melhor ao mercado brasileiro com a ascensão da nova classe média, com a clientela de novos empreendedores que está sabendo aproveitar as oportunidades para ganhar dinheiro no Brasil, e sabendo se adaptar aos spreads de juros mais baixos devido à concorrência dos bancos públicos.

Já outros bancos privados parecem acomodados ao saudosismo de mamar nas generosas tetas do Banco Central da era FHC, quando Armínio Fraga chegou a elevar a taxa Selic chegou a 49%. E parece que estão ficando com a clientela pessimista que empaca seus negócios, não sabendo aproveitar as oportunidades que se abrem em tempos de mudança de cenários econômicos e de um novo quadro de melhor distribuição de renda no Brasil.

http://br.reuters.com/article/idBRSPE93O00I20130425
Mesmo com lucro em decadência, o Santander ainda teve lucro significativo no primeiro semestre. Além de ser campeão de reclamações, esta é outra desvantagem para o cidadão brasileiro manter conta no banco espanhol, porque os lucros são remetidos para a Espanha. Melhor ter conta e aplicar nos bancos brasileiros. Os lucros ficando no Brasil inclusive melhora a conta corrente de dólares que o Santander critica em sua carta especulativa.

Quem for contra mudar a conta e aplicações para um banco público, como o Banco do Brasil, a CEF ou o BNB, pelo menos mude a conta para um banco privado nacional, como o Bradesco. Parece mais sólido, mais bem administrado e não tem sabotado a economia especulando com pessimismo forjado e com eleições.

Leia também:
– Uma pergunta ao Santander: O banco periga quebrar se Dilma se reeleger?

Responder

ricardo silveira

27 de julho de 2014 às 20h49

Por que não trabalhar com a Caixa Econômica ou com o Banco do Brasil, independentemente dos custos aos correntistas serem ou não menores sabe-se que esses bancos estão comprometidos com o Brasil.

Responder

    Rodrigo

    28 de julho de 2014 às 16h51

    A Caixa é um dos piores bancos com o qual já trabalhei. A única coisa boa de ter por lá é uma conta poupança.

FrancoAtirador

27 de julho de 2014 às 20h16

.
.
“Chega de dar ouvidos aos enganosos oráculos da pilantragem!”

(https://www.viomundo.com.br/voce-escreve/santayana.html)

NÃO ABRA CONTA NO SANTANDER.

SE JÁ TIVER UMA, MUDE DE BANCO.

Aqui no BraSil a Portabilidade está ao alcance de [email protected] @s [email protected]

A Caixa Econômica Federal (CEF) oferece os juros mais baixos do País.
[(http://migre.me/jxGdQ) e (http://migre.me/jxGg1)]

E, depois da CEF, o Banco do Brasil é o que oferece melhores condições.
(http://migre.me/jxILE) e (http://migre.me/jxJ6G)
.
.
Santander é campeão de reclamações de clientes
em levantamento realizado pelo Banco Central.

(http://migre.me/kFuXw)
.
.
#ForaSantander (http://imgur.com/VmsCLfq)
.
.

Responder

Sidnei Brito

27 de julho de 2014 às 19h25

Mudando de assunto, mas sem mudar muito, viram que a campanha de Dilma entrou na Justiça contra aquela tal de “empiricus”, que até que no Vi O Mundo fazia campanha contra Dilma travestida de informação econômica?
Vi no Blog da Cidadania.

Responder

Cunha

27 de julho de 2014 às 17h11

A Espanha está com hematomas da crise e ainda vem instituição bancária daquele país dar pitaco. Santander deve contribuir muito para permanência de uma monarquia,centralizada numa família que pesa aos cofres públicos e produz reportagens para revistas de futilidades, CARAS e etc. Esqueci,fofocas também. A Espanha tem andado com raivinha do Brasil,inveja,na realidade. Alguns espanhóis alegaram que a seleção deles foi desclassificada por causa do calor e corrupção. Vemos que se trata de pura incompetência de enfrentar seus próprios problemas e culpar os outros. Experimentem o sabor do que é se ferrar,FMI,restrições financeiras e desemprego.

Responder

Marat

27 de julho de 2014 às 16h51

Pergunta aos petistas: Vocês vão deixar barato, ou vão cobrar juros da agiotagem internacional???

Responder

Julio Silveira

27 de julho de 2014 às 15h10

Duvidar da divida ao tucanato, nem pensar. Esse banco age como devedor. Vieram pelas mãos tucanas com avdesculpa de produzir maior concorrência, mas o que se viu foi aderir a associação dos Bancos nacionais tornando-se um dos maiores exploradores da cidadania nacional, tornando-se um dos mais processados no procon alem de fornecedores de divisa a seu país sede. E afinal, a ajuda do Proer veio do governo tucano para ajudar bancos mal administrados e de gestão no minmo exploradoras da cidadania, Talvez já tenha a promessa de outro, em caso de vitória, com a Espanha quebrada.

Responder

Joao

27 de julho de 2014 às 14h49

Estou cancelando minha conta nessa banco medíocre!

Responder

Fabio Passos

27 de julho de 2014 às 13h51

Enquanto Dilma conta com o apoio do trabalhador brasileiro… aécio é o candidato dos bandidos banqueiros. Qualquer um pode ver.

Responder

lulipe

27 de julho de 2014 às 13h29

Vou abrir uma conta neste banco, mostrou que tem respeito pelo dinheiro do cliente!!!

Responder

    El Cid

    27 de julho de 2014 às 17h19

    você merece:

    <a href="” rel=”nofollow”>

    Alessandro Dantas

    28 de julho de 2014 às 22h42

    Você pelo jeito faz parte dos diferenciados 0,18% pra quem foi emitida a mensagem. Caso contrário, não passa de um idiota!

Marcelo

27 de julho de 2014 às 12h22

A ridícula politica econômica da Dilma é fato. Como banco o Santander de fato tem a obrigação de ao menos alertar seus clientes.

Qualquer gerente de investimentos que tenha clientes deve sim pensar em cenário macroeonomico da economia e mandar seus clientes segurarem as calças e fazerem aplicações defensivas.

Qualquer pessoa que conviva no mercado de capitais sabe isso. Negar a atual deterioração economica e o quanto nosso pifio crescimento é insustentável é governista chapa branca, iludido ou burro mesmo.

Responder

Mauro

27 de julho de 2014 às 10h44

Minha conta é na C.E.F. não me relaciono com estes parasitas

Responder

    Mauro Assis

    28 de julho de 2014 às 10h49

    Meu xará, vc prefere então ser parasitado pelo governo?

Euler

27 de julho de 2014 às 10h12

Mais um detalhe: logo depois de divulgarem esta análise ridículo e golpista, o mesmo banco divulgou outra nota se desculpando e fazendo uma análise totalmente oposta, dizendo que o Brasil continua bem, crescendo e no caminho certo. Ora, como acreditar na opinião dessa gente? Ainda bem que não tenho conta num banco assim, pois se tivesse retiraria imediatamente meus parcos recursos. Como confiar num banco que fala uma coisa agora, e meia hora depois fala outra, dando a impressão de que está enganando as pessoas? Não é à toa que a Espanha quebrou.

Responder

Fabio Passos

27 de julho de 2014 às 10h05

Alguma dúvida que o rabo de aécio neve repousa na mão destes banqueiros pilantras?

Responder

Euler

27 de julho de 2014 às 09h57

O lado ruim desta história é que estes agentes do grande capital acabam provocando o pessimismo e criando um clima negativo para a economia; o lado bom é que a presidenta Dilma fica caracterizada, ainda mais, como a candidata do povão – e o Aécio e o Eduardo se confirmam como os candidatos da elite rica, branca, racista e golpista. Se os governos Lula e Dilma tivessem politizado as suas vitórias, ao invés de camuflar as contradições de classe, este cenário seria o ideal para mostrar quem é quem. Mas, o povão pobre não é bobo. Sabe, por experiência própria, pelas conquistas sociais obtidas, e pelas ações negativas destes grupos de rapina (incluindo a mídia tucano-golpista), que é preciso mais uma vez derrotar esta turma nas urnas. É Dilma no primeiro turno. E viva o Brasil e o povo brasileiro!

Responder

lukas

27 de julho de 2014 às 08h44

Santander deve satisfação aos clientes. E só.

Responder

    El Cid

    27 de julho de 2014 às 17h20

    mais um que merece:

    <a href="” rel=”nofollow”>

Paulo

27 de julho de 2014 às 02h32

Qual seria a atitude esperada de uma instituição bancária que chegou no Brasil com a “ajudinha” dos tucanalhas, através da privatização do Banespa???

Responder

    Regina Braga

    28 de julho de 2014 às 16h15

    E houve uma CPI na época…mas terminou em pizza?Porque,pt?

sergio

27 de julho de 2014 às 02h04

Não tem nada de estranho nessa notícia.
Banqueiro gosta de dinheiro e estão loucos pela volta dos tucanos e os 45% de juros.

Responder

Arthur

26 de julho de 2014 às 23h35

Estão esquecendo da CEF e do BB. Com Dilma, o crédito é farto e barato. Acho que isso está sendo devastador para os bancos privados.

Responder

Marat

26 de julho de 2014 às 23h04

O negócio é todos os que votam na Dilma, que fechem suas contas no Santander!

Responder

    lukas

    27 de julho de 2014 às 16h04

    Não brinque com coisa séria. Vai que seu comentário leve o banco a falência.

    Marat

    27 de julho de 2014 às 18h47

    É preferível o banco nos levar à falência, não é mesmo???

    Maria Thereza

    27 de julho de 2014 às 17h57

    Não precisa nem ser eleitor da Dilma para fechar a conta num banco desse naipe. Basta usar 2 neurônios e se perguntar: por que pagar juros de mais de 8% a.m no cheque especial ou sobre qualquer financiamento, além de taxa de manutenção de conta (geralmente alta), se posso ter os mesmos serviços a preços mais baixos em outros bancos? Para onde vai esse dinheiro? Justamente para o bolso dos clientes vips (no caso do Santander são “selects”). O atendimento é no padrão geral dos bancos sejam públicos ou privados, exceto para a clientela classe AAA+++, que certamente tem renda muuuuito superior a R$ 10 mil/mês, que são atendidos em domicílio. Então, é uma questão de aritmética, da mais simples e deixar de se impressionar com títulos que tentam nos dar: classic, vip, prime, etc.. na realidade é tudo besteira e não temos nenhuma vantagem

mauricio de almeida barbosa

26 de julho de 2014 às 19h50

Não tem nada de estranho nessa notícia. Banqueiro gosta de dinheiro e quem não é mononeurônico sabe que a economia descambou, está ladeira abaixo e acelerando! Inflação com estagnação econômica é o pior quadro para se ganhar dinheiro, logo…

Responder

    Milton

    28 de julho de 2014 às 13h47

    Então, privatizem a Petrobras e o que restou da Embraer já.

    Subam os juros a 45% ao ano, e retomem a ALCA.

    Fechem o Mercosul e o Unasul, abortem o banco dos BRICS.

    Voltem a pedir dinheiro ao FMI, pois com essa política acima em poucos anos o Brasil vai precisar.

    Chamem os 25% (ou mais) de desempregados de “vagabundos”.

    Entreguem o Pré-sal e a base de Alcântara aos EUA.

    Depois disso, revoguem a Lei Áurea e restaurem a monarquia.

    Viva o Brazil!

Geralda

26 de julho de 2014 às 19h26

Não concordo, acho um absurdo, os Tucanalhas só governam para os grandes empresários,o nosso país precisa de quem olha para a classe que está sendo dominada, precisamos de alguém como a nossa presidente, não fez mais porque os dominantes ainda tem sede de poder e domínio…

Responder

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