VIOMUNDO

Diário da Resistência


Afranio Silva Jardim, ex-apoiador do juiz Sérgio Moro: “Estamos vivendo dias sombrios, a comunidade jurídica tem que se rebelar”
Denúncias Falatório

Afranio Silva Jardim, ex-apoiador do juiz Sérgio Moro: “Estamos vivendo dias sombrios, a comunidade jurídica tem que se rebelar”


26/09/2016 - 09h40

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por Conceição Lemes

Na quarta-feira (21/09), o juiz Sérgio Moro aceitou denúncia do Ministério Púbico Federal (MPF) contra o ex-presidente Lula e Dona Marisa, apesar do “não temos provas, mas temos convicção” dos procuradores da Lava Jato.

Na quinta-feira (22/09), o ex-ministro da Fazenda dos governos Lula e Dilma,  Guido Mantega, foi preso pela Polícia Federal (PF) a mando de Moro, na porta de entrada do Hospital Albert Einstein, onde acompanhava a esposa com câncer que ia ser submetida a uma biópsia.

A reação da opinião pública à crueldade foi tamanha que Moro soltou Mantega cinco horas depois, dando a desculpa esfarrapada de que desconheciam o estado de saúde da esposa do ex-ministro.

O despacho de Moro para prender Mantega é do dia 16 de setembro, como revelou Fernando Brito, no Tijolaço.

Considerando que Mantega estava na mira deles, é de se supor que estava sendo monitorado, talvez até grampeado.

Como os agentes da PF não tiveram competência para perceber algo tão evidente, como o drama familiar que Mantega estava vivendo? Duvido.

Agora, se eles desconheciam mesmo a situação, por que a PF não abortou a prisão, quando Mantega disse que estava no hospital? Vale lembrar que os policiais foram primeiro à casa do ex-ministro; como não estava, ligaram para o celular dele.

Será por que o show pré-agendado com grande mídia tinha que ser entregue de qualquer jeito, já que a série Espetáculos Lava Jato não pode parar?

Para completar a escalada do arbítrio que na semana passada chegou ao ápice, também na quinta-feira (22/09), o Tribunal Regional Federal da 4ª Região decidiu que a Lava Jato não precisa seguir as regras dos processos comuns.

 “Sinceramente, estou com medo porque o estado de direito não está garantindo hoje ao cidadão brasileiro as garantias que ele deve ter. Os episódios dessa semana demonstram bem isso”, alerta Afranio Silva Jardim, em entrevista ao Viomundo. “A comunidade jurídica tem que se rebelar.”

Afranio Silva Jardim é um dos maiores processualistas brasileiros. Há 36 anos leciona Direito do Processo Penal, sendo autor de três obras sobre a matéria.

Mestre e livre-docente em Direito Processual, atualmente é professor associado da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).  Tem 31 anos de Ministério Público, estando há seis aposentado.

No início da Operação Lava Jato, ele trocou e-mails com o juiz Sérgio Moro sobre questões processuais.

“Quando a Lava Jato estava trabalhando só com o aspecto policial, até elogiei porque ninguém é a favor da corrupção”, conta-nos.

“Porém, quando percebi que a questão era política, mandei um e-mail falando da minha decepção. Ele perguntou por quê. Expliquei. Ele disse que lamentava e, assim, rompemos.”

Afranio Silva Jardim não conhece pessoalmente Moro nem os advogados do ex-presidente Lula.

Na semana retrasada, ele postou em sua página na rede social, e o Viomundo republicou, uma análise arrasadora da denúncia-powerpoint dos procuradores da Lava Jato contra Lula.

Segue a íntegra da entrevista a esta repórter, começando pela gravíssima decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

Viomundo – Por 13 a 1, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região decidiu que a Lava Jato não precisa seguir as regras dos processos comuns.  É um alvará para a “República de Curitiba” agir impunemente fora da lei?

Afranio Silva Jardim – Que vergonha! Estamos vivendo mesmo dias sombrios. Nunca pensei que um tribunal do nosso país chegasse a dizer o que disse: os processos da Lava Jato “trazem problemas inéditos e exigem soluções inéditas”.

Ou seja, o Tribunal Federal passa a reconhecer a existência de dois sistemas jurídicos. Um para os processos comuns e outro para os decorrentes da Operação Lava Jato. Acho até que eles acabam admitindo duas Constituições Federais. Temo que o Tribunal esteja dando um cheque em branco à Lava Jato.

Viomundo – Essa decisão legitima as mais de 200 conduções coercitivas desde o começo da Lava Jato, entre as quais a do ex-presidente Lula, os grampos no escritório dos seus advogados, a divulgação do grampo da conversa dele com a presidenta Dilma e a prisão do ex-ministro Guido Mantega?

Afranio Silva Jardim – A prevalecer este entendimento, sim. Estamos perdidos. Acabou o estado de direito no Brasil. Não haverá mais segurança jurídica. A comunidade jurídica tem que se rebelar.

Viomundo – Em uma palavra, o que achou da prisão de Mantega?

Afranio Silva Jardim – Perversidade! Estamos perdendo o sentido de humanidade, de solidariedade com a dor alheia. O pior é que toda esta virulência se perpetra sob a alegação de estar agasalhada pelo nosso sistema jurídico. Ao menos, nas ditaduras, não há este cinismo.

Estivesse a minha esposa, a minha filha ou um dos meus netos no lugar da esposa do Guido Mantega, a polícia só me tiraria do hospital algemado e arrastado, após me bater muito.

Fico imaginando a agonia dele, na sede da Polícia Federal por várias horas, sem saber da saúde da esposa, se seria ou não levado não para Curitiba… Tudo isso, talvez, caracterize violação à dignidade da pessoa humana.

Viomundo – Juridicamente havia motivo para a prisão preventiva de Mantega?

Afranio Silva Jardim – Não. E, aí, pergunto ao juiz Moro e ao próprio Ministério Público Federal (MPF): por que requerer a prisão preventiva do ex-ministro, considerando que o suposto crime teria se consumado há anos e ele estava convivendo em sociedade em total normalidade, com residência fixa, família constituída, trabalho lícito e bens de raiz? Que conduta ele praticou, nesse intervalo de tempo, para que se presumisse que colocaria em risco a ordem pública ou a coleta da prova?

Assisti ao vídeo de Eike Batista, que teria originado o pedido de prisão de Mantega. Fiquei muito impressionado. E olha que eu tenho experiência.

Mesmo que se admita como verdade absoluta a versão do Eike —  mera hipótese para argumentar–, pergunto ao juiz Moro e ao MPF: onde está o crime de Mantega, que apenas teria solicitado implicitamente um valor pecuniário como doação para pagar dívida de campanha do PT, como diz o próprio Eike?

O direcionamento e a seletividade das perguntas dos procuradores nesse depoimento são tão evidentes que, para efeitos de argumentação, acrescento: por que o Ministério Público Federal estava preocupado apenas com o ex-ministro dos governos Lula e Dilma, chegando ao cúmulo de dispensar a lista com doações a outros partidos, inclusive PSDB?

Por outro lado, no depoimento do senhor Eike Batista não vi qualquer vinculação desta doação com algum contrato lesivo à Petrobrás, onde ele tivesse algum retorno do que doou.

Viomundo – Na semana passada, o senhor criticou severamente a representação MPF contra o ex-presidente Lula, reduzindo-a a pó. Disse que reprovaria aluno que redigisse denúncia como a que foi apresentada. Supunha que, apesar de a denúncia ser inepta e do“não temos provas, mas temos convicção”, o juiz Moro fosse acatá-la? 

Afranio Silva Jardim — Eu acho que o Moro vai condenar o Lula, o presidente da OAS e fazer uma média, absolvendo a Dona Marisa e alguns executivos da empreiteira. Acho também que o Tribunal Federal da 4ª Região vai manter a condenação.

Viomundo – Tecnicamente a decisão do Moro é correta?

Afranio Silva Jardim – Seja pela denúncia do MPF, seja pela decisão de recebimento do magistrado, me parece que o Moro não está correto tecnicamente. Agora, ele e os procuradores da Lava Jato estão atropelando tudo. O Direito deixa de ser uma garantia do cidadão e o processo passa a ser uma forma de legitimar uma condenação desejada previamente. Como já se disse alhures, nesta situação “prova é só um detalhe, um pretexto para a condenação”.

Viomundo — Em sua decisão, o Moro apresentou alguma prova de que Lula tenha cometido qualquer ilicitude em relação ao caso do tríplex, do armazenamento do arquivo presidencial e aos crimes na Petrobras? 

Afranio Silva Jardim –  Não há qualquer prova, ainda que mínima de uma conduta que tornasse Lula autor, coautor ou partícipe dos crimes praticados pelos funcionários da Petrobras. Tais crimes são comissivos [exigem ação concreta da pessoa para que ocorram] e não há participação por omissão em crime comissivo.

Saber de um esquema criminoso – e eu NÃO estou dizendo que o Lula sabia —  não transforma a pessoa em partícipe de todos os crimes que terceiros venham praticar. Aliás, tanto na denúncia do MPF quanto na decisão do Moro, não se afirmou que Lula sabia que um ou outro contrato da Petrobras era ilegal.

Viomundo — Então juridicamente não tem sentido a decisão do Moro?

Afranio Silva Jardim  — Não prova há de que o Lula contribuiu eficazmente, concretamente, através de, ao menos, uma ordem em relação àqueles contratos lesivos à Petrobras. Não há também sequer alegação a respeito na denúncia do MPF e na decisão do Moro.

Por exemplo, hipoteticamente: não está dito que, no mês de janeiro do ano tal, Lula se encontrou com o Cerveró ou sei lá quem e mandou privilegiar alguém ligado à empresa OAS nos contratos da Petrobras. Não tem nada disso. Se tivesse a alegação, aí, depois nós iríamos procurar uma prova mínima que seja. Mas nem isso tem na denúncia.

Viomundo — Os procuradores dizem ter a convicção de que Lula sabia do esquema criminoso na Petrobras e seria o “chefe”, “maestro”, o “comandante”.

Afranio Silva Jardim  — Mas ninguém prova. O fato de que sabia não significa que é partícipe do crime. Só é participe quem participa, como diz a própria palavra. Participar é contribuir, através de conduta comissiva que tenha eficácia causal.

Não tem nenhuma prova de que o Lula ligou para o diretor da Petrobras e autorizou aquele contrato prejudicial à petroleira. Ou mandou vencer determinada licitação, privilegiando certa empresa. Não tem nenhuma afirmação nesse sentido. Por conseguinte, também não há prova.

Suponhamos que você seja dona de uma grande empresa. Você vai responder lá na ponta por tudo o que seus funcionários fizerem?

— Ah, mas ele se omitiu…

Mas isso não é Direito Penal “do fato”, não há crime sem conduta. Não basta saber para responder pelo crime.

Repito: uma pessoa saber genericamente de esquema criminoso, não provado, não a transforma em autora, coautora ou partícipe. É preciso ter prova, ainda que mínima, de alguma ordem específica dada para o autor imediato praticar o crime.

Viomundo —  Na decisão,  Moro, após falar sobre outras condenações por fraudes na Petrobras, afirma: “questão diferenciada diz respeito ao envolvimento consciente ou não do ex-presidente no esquema criminoso”. Pelo que entendi, ele afirma que o Lula, mesmo tendo envolvimento inconsciente (“ não consciente”) do esquema criminoso, teria agido dolosamente. 

Afranio Silva Jardim –  É o que ele diz. Além disso, que conduta do Lula caracterizaria este “envolvimento consciente”? Se existe tal conduta dolosa, qual a prova mínima neste sentido?

O certo seria verificar e mencionar uma conduta específica de participação direta nos contratos lesivos e individualizados da Petrobras. Até porque sobre esta questão central – a existência ou não de conduta de participação dolosa do Lula em face dos contratos –, o juiz Moro, em sua decisão, usa a genérica expressão “conhecimento e participação dolosa”.

Daí, pergunto: através de que ato, conduta, houve participação dolosa do ex-presidente Lula?

Viomundo – Moro trata disso na decisão?

Afranio Silva Jardim – Não. Apenas se preocupa com a existência ou não de mera ciência de Lula em relação às fraudes em geral. Isso fica evidente quando ele diz que iria individualizar as condutas, mas, na verdade, tudo deduz da suposta circunstância de que o ex-presidente, sendo beneficiário direto das vantagens concedidas pelo grupo OAS, “teria conhecimento de sua origem no esquema criminoso que vitimou a Petrobras”.

Insisto: ter conhecimento de um “esquema criminoso” não transforma a pessoa responsável penalmente por todos os crimes que venham a ser praticados.

Viomundo – Lula já disse trocentas vezes que o tríplex do Guarujá não é dele. Só que o juiz diz que é do Lula, e acabou.

Afranio Silva Jardim  — A questão é surreal. No Direito brasileiro só é proprietário quem tem o contrato da propriedade registrado no Registro Geral de Imóveis por uma escritura pública. No caso, o apartamento está em nome da OAS. Não se transfere a propriedade imobiliária por contrato verbal  e muito menos pelo desejo de comprar o imóvel que se visita.

O próprio Moro reconhece que “não foi formalizada a transferência do apartamento 164-A da OAS para eles”. Depois, apenas assevera que o imóvel tinha sido “destinado” ao acusado.

Moro ainda diz: “Há razoáveis indícios de que o imóvel em questão teria sido destinado, ainda em 2009, pela OAS ao ex-presidente e à sua esposa, sem a contraprestação correspondente, remanescendo porém a OAS como formal proprietária e ocultando a real titularidade”.

A destinação de um imóvel seria uma reserva em favor do pretendente? Destinação de um imóvel já exige o pagamento de seu preço? Que titularidade é esta sem título?

Não se transfere propriedade porque você visita o apartamento, o deseja ou pede que se faça uma obra nele. Não há transferência de propriedade por contrato verbal.

Ainda que o dono da OAS dissesse: Lula, o apartamento é teu. O Lula não é proprietário. No dia em que falecer, o triplex não vai ser inventariado como sendo do dele.

— Ah, mas foi reservado — alguns podem retrucar.

Reservado não quer dizer que foi transferido o patrimônio.

Viomundo – E agora?

Afranio Silva Jardim — O Lula não tem que provar nada, quem tem que provar é a acusação. O ônus da prova é sempre da acusação.

Não há como fazer prova de “fato negativo”, ou seja, fato que não existiu.  É até mesmo questão de pura lógica.

Imagine a seguinte situação.  Alguém vai à tua casa e te acusa de furtar uma caneta. Como vai provar que não roubou? Você não tem como provar fato que não existiu. Só que, assim como o Lula, você poderá ser condenada não porque o juiz tem prova do roubo, mas porque ele tem a convicção de que você roubou a caneta.

Viomundo – E a denúncia contra a Dona Marisa?

Afranio Silva Jardim – A fragilidade da acusação é ainda maior. Visitar um apartamento e sugerir reformas para eventual compra não transforma o visitante em proprietário e não é crime de lavagem de dinheiro.

Moro cita-a em apenas um parágrafo, no qual suscita dúvida sobre o dolo dela. Na verdade, não há nada no inquérito que autorizaria o juiz a dizer que haveria dolo de Dona Marisa. Na verdade, não há prova mínima desse crime. Sem ele, a decisão do juiz é atípica, subjetiva.

Viomundo – Por que processá-la criminalmente?

Afranio Silva Jardim  — De forma não técnica, diria que é uma “maldade”.

Tem que punir o corrupto? Claro que tem. Mas não é a qualquer preço, de qualquer maneira. Não se podem burlar questões técnicas. Se elas são atropeladas, não se tem garantias.

Infelizmente, no caso da Lava Jato, tudo está sendo atropelado, indo de roldão. Isso não pode acontecer.

Do jeito que as coisas estão caminhando, amanhã vão dizer que eu, Afrânio, sabia que o Manoel e João da esquina praticaram crimes, e acabou, estarei condenado…

Um juiz vai dizer: Ah, mas ele (no caso, eu, Afranio) é o chefe, o maestro da corrupção.

Não tem prova? Não processa! Ainda que tivesse prova, eu não poderia responder por todos os crimes que os dois praticaram.

Viomundo – Os advogados de Lula têm denunciado sistematicamente as ilegalidades praticadas pela Lava Jato contra o ex-presidente, violando direitos e garantias.  O senhor concorda com eles?

Afranio Silva Jardim – Sim, e nós já alertamos para isso. Algumas coisas ilegais e arbitrárias estão muito evidentes na Lava Jato. Por exemplo, as conduções coercitivas.

Primeiro, pelo Código do Processo Penal, só cabe condução coercitiva quando a pessoa é intimada a depor uma primeira vez e deixa de comparecer, sem motivo justificado. E não é isso o que está acontecendo. Lula toda a vez que é chamado comparece.

Segundo, a regra que permite a condução coercitiva não vale para o indiciado, o suspeito ou réu, já que a Constituição de 1988 permite o direito de ele ficar calado.

Ou seja, não cabe a condução coercitiva se a pessoa é suspeita, indiciada ou ré, já que ela tem o direito de ficar calada. O dispositivo do Código do Processo Penal que previa isso não foi acolhido pela Constituição de 1988. Vale dizer, está revogado.

Viomundo – Se a pessoa tem o direito de ficar calada, por que levá-la à força, às 6h da manhã, num camburão para a delegacia, como aconteceu com o Lula em 4 de março e com o Mantega na quinta-feira?

Afranio Silva Jardim – Independentemente do motivo, constrange a pessoa na frente de filhos, pais, vizinhos. E, ainda, fere o seu direito de defesa, já que o advogado não está lá na hora para acompanhar e orientar. Isso aconteceu com o ex-presidente e vários outros indiciados. Pior. Continua acontecendo!

Diferentemente do que acontece quando a pessoa é intimada a depor. Além de ter ela o direito de saber o motivo da intimação para poder se defender, ela tem o direito de consultar o seu advogado, em circunstâncias por ela desejadas.

Outra ilegalidade é a busca domiciliar para apreensão genérica de elementos de provas. Além de ter mandado, a procura não pode na base do “sei lá o que estamos procurando”; tem de ser de coisas determinadas.

Vamos supor que a polícia vá à sua casa porque tem a denúncia de que você vende uísque de contrabando. Para isso, ela tem que ter mandado para apreender o uísque e não o seu relógio, por exemplo.

Portanto, a Polícia Federal não poderia ter revirado a casa do Lula, levantado até o colchão à procura de alguma coisa, que nem mesmo se sabe o que é. Isso é devassa e constrange toda a família.

Também não poderia ter ido à casa do filho dele, arrombado a porta e mexido em tudo, à procura de alguma coisa.

A polícia não pode ir à tua casa cedinho,  bater na porta, se você  não abrir, ela arromba, revista as tuas gavetas, mexe nas tuas roupas íntimas, joga no chão tudo. E depois do acha, não acha, vai embora.

Viomundo – Mas isso é o que a policia faz rotineiramente com os pobres.

Afranio Silva Jardim – Mas a Constituição não permite.  É ilegal.

Lamentavelmente, a grande imprensa, em vez de esclarecer a população de que a polícia não pode agir dessa maneira, ela esconde os abusos ou os justifica.

O correto é parar de fazer com os pobres e não fazer também com os ricos.

Viomundo – Agora, se o Código do Processo Penal e a Constituição não permitem esses abusos, como o Moro, procuradores do MPF e Polícia Federal cometem essas ilegalidades abertamente?

Afranio Silva Jardim – Nós já estamos cansados de falar isso, mas eles ignoram.

Infelizmente, a mídia está deixando passar batido, não denunciando as ilegalidades. O risco, agora, é a conhecida decisão do Tribunal Federal da 4ª. Região.

Viomundo – O Tribunal Federal da 4.a Região já está mantendo a maioria das ilegalidades praticadas pelo juiz Moro e pela Lava Jato. Como fica?

Afranio Silva Jardim – Em Direito, as coisas são complicadas. A avaliação dos fatos é subjetiva. Eu posso acreditar no que diz a testemunha e você, não; e vice-versa. Como a valoração do fato é subjetiva, ela dá margem à disparidade de entendimento.

É comum o juiz querer condenar o sujeito por uma razão x e vai procurar na prova aquilo que atende ao desejo dele. Isso acontece.

Às vezes, o juiz tem impressão muito ruim do réu, e fica predisposto. Aí, ele vai ler o processo buscando elementos para condenar. Isso é do ser humano. É uma limitação.

E quando há questão política envolvida, não há plena imparcialidade minha, sua, nem do Supremo Tribunal Federal. Tem limites.

Daí, um juiz só é perigoso. Daí também, ser bom o colegiado, por ter cabeças diferentes, uma compensa a outra. O Poder Judiciário não pode atropelar a lei, do contrário não se tem garantias.

Porém, o Tribunal Federal da 4ª Região está mantendo a maioria dos atos aparentemente ilegais do juiz Moro e da Lava Jato.

Toda a comunidade jurídica já denunciou isso também. Logo, nós estamos errados e eles certos. Ou comunidade jurídica está certa e o Judiciário está pisando na bola.

Viomundo – A esta altura o juiz Moro já não deveria ter sido declarado suspeito para julgar o ex-presidente Lula?

Afranio Silva Jardim — Se você fizer hoje uma pesquisa no Brasil, 90% das pessoas dirão que o Moro condenará o Lula de alguma forma.

Por que isso? Alguma coisa está errada. Imagine um juiz religioso que tenha julgar uma questão religiosa. A neutralidade nesse caso é muito difícil.

Se eu fosse juiz e o réu tivesse comigo muita afinidade religiosa, política, ideológica, eu não gostaria de julgá-lo, eu me daria por suspeito.

Eu li a lista de suspeições que os advogados de Lula apresentaram em relação ao juiz Moro. Nossa senhora! Há muitos fatos ali que mostram suspeição. Por isso, 90% das pessoas acham que o Moro vai condenar o Lula.

O que teria que fazer? Teria que se afastar todo tipo de suspeição para não ter problema nenhum. Não basta ser imparcial, tem que parecer ser imparcial.

Viomundo — Não é o caso do Moro e da sua turma da Lava Jato?

Afranio Silva Jardim — Mas ele não quer largar o processo, porque ele quer condenar o Lula.

O pessoal da Lava Jato, inclusive ele, acha que estará resolvendo todo o problema da corrupção no Brasil.

Tem uma visão messiânica, meio de salvador da pátria. Perderam o equilíbrio da coisas, os limites do razoável.

Viomundo – E agora?

Afranio Silva Jardim – Os últimos episódios em relação ao Lula e ao ex-ministro Guido Mantega mostram que o estado democrático de direito está abalado, não está valendo muito, não.

Sinceramente, estou com medo porque o estado de direito não está garantindo hoje ao cidadão brasileiro a tranquilidade, as garantias que ele deve ter.

A opinião pública está dividida, há um ódio muito grande e as pessoas não querem mais raciocinar.

Está difícil argumentar que toda pessoa tem direito a um julgamento justo, por isto se fala em “devido processo legal”, “princípio do juiz natural”, “princípio do promotor natural”, etc.

Quando se diz isso, muitos nas redes sociais dizem que se é corrupto, tem que se condenar, e pronto. Está difícil de argumentar, porque está tudo muito envenenado.

Você quer condenar corrupto? Todo mundo quer, mas tem limite. Por isso, recorre-se ao Judiciário.

O processo penal é um instrumento para aplicação da lei penal. Mas preservando o estado democrático social de direito.

Se esses valores vão sendo postergados para punir, é a barbárie. Os fins não justificam os meios.

É melhor deixar um ladrão impune do que condenar um inocente ou mesmo condenar o culpado, atropelando os direitos fundamentais previstos na Constituição.

Viomundo  — Considerando que o Tribunal da 4ª Região legitimou o estado de exceção da Lava Jato, o que fazer agora?

Afrânio Silva Jardim – Acho relevante mobilizar a chamada comunidade jurídica e a sociedade em geral. Entretanto, não bastam manifestações isoladas.

É preciso atuação concreta, imediata e organizada. As entidades vinculadas ao mundo jurídico não podem mais se omitir.

Por que não chamar os professores e os estudantes de direito para irem às ruas, de forma ordeira e responsável?

A atuação formal e institucional fica por conta dos advogados nos processos pertinentes, mas a população pode dizer que não aceita “condenações a qualquer preço”.

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Por Laurindo Lalo Leal Filho



44 comentários

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Alex

27 de setembro de 2016 às 14h17

O JUDICIÁRIO JAMAIS PODERIA DESTRUIR UM PAÍS EM NOME DO COMBATE A CORRUPÇÃO
Apenas uma Intervenção Administrativas nas empresas suspeitas bastaria para ter arrumado o Brasil, destruir a logística de um pais que começava a tomar conta do mundo equivale a um ataque terrorista de consequências incalculáveis que comprometeram o PIB brasileiro causando perdas bilionárias ao erário público e a todos os que estão lendo esta postagem.
Além da Odebrecht foram juntas no pacote a OAS, ANDRADE GUTIERREZ, UTC, TRIUNFO e tantas outras que com apenas uma intervenção administrativa teriam voltado aos eixos punidos os malfeitores preservado o emprego, preservando o Brasil, …o restante foi tudo NEOGOLPISMO jurídico, midiático e político por consequência visto que a pesar das empreiteiras terem doado indistintamente para a Marina, Aécio e Dilma apenas o PT foi responsabilizado……..Cortaram a cabeça do paciente para curar a enxaqueca.

Responder

Paulo César de Abreu Carrazzoni

27 de setembro de 2016 às 00h57

Não sou de nenhuma uma sigla partidária, se tem corruptos, ladroes de dinheiro público seja o partido que for, cadeia neles. Mas o que se vê parece que a corrupção é so num partido tem coisa errada neste reino. Basta ouvir as gravações de ROMERO JUCÁ, cadê o Aécio Neves o EDUARDO CUNHA, Paulinho da Força, RENAM CALHEIROS, aqueles que defendem o juiz SÉRGIO MORO de unhas e dentes e’ só procurar pela operação MACUCO que vocês vão entender muitas coisas. O PAI foi fundador do PSDB a esposa trabalha para o PSDB precisa dizer mais.

Responder

FrancoAtirador

27 de setembro de 2016 às 00h00

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Fâmulos Correligionários dos Herdeiros Sem-Nome do Roberto Marinho
fingiram que estranharam o Fato de que o Ditadorzinho de Plantão Globo
mandou prender, em São Paulo, 2 Petistas ex-Ministros do Governo Lula,
em um período tão curto de tempo, um na 5ª-feira e outro nessa 2ª-feira.

Simples: a partir desta Terça-Feira (27/9) até a Próxima (04/10)
o Juiz Moro Não Póde Determinar Prisões, Exceto Se Em Flagrante
ou se o Tribunal Regional Federal da 4ª Região lhe Autorizar.

Não fosse por esse ‘Detalhe Legal’, o Ditadorzinho de Plantão Globo
mandaria prender um Petista Por Dia até o Domingo de Votação.
.
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O Eleitor Não Pode Ser Preso desde 5 dias antes da eleição
até 48 horas após o término da votação, exceto em caso de flagrante delito,
por motivo de sentença criminal condenatória por crime inafiançável
ou por desrespeito a salvo-conduto.

Já os candidatos, membros da mesa receptora e fiscais de partido
têm o período da proibição da prisão alargado, que começa 15 dias
antes do dia da votação e termina igualmente em 48 horas
após o encerramento da eleição.

https://www.eleicoes2016.com.br/eleitor-pode-ser-preso-no-dia-da-eleicao/
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10582085/artigo-236-da-lei-n-4737-de-15-de-julho-de-1965
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Responder

Nelson

26 de setembro de 2016 às 23h24

João Paulo e Loide são outros dois coxinhas cujo ódio visceral ao PT e ao Lula, antes de corroer seus fígados, consumiu-lhes os cérebros.

Não conseguem enxergar tanta evidência de quem é o Moro e nem têm mais capacidade de elaborar um argumento minimamente coerente para defender as safadezas do seu adorado juiz.

Responder

    RONALD

    27 de setembro de 2016 às 15h46

    Nelson, o filme Debi e Loide foi inspirados neles !!!!!

FrancoAtirador

26 de setembro de 2016 às 22h46

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“Falta de Provas Justifica Prisão”

Juiz Sérgio Fernando Moro
13ª Vara Federal do Paraná
Ditadorzinho de Plantão Globo

https://t.co/x7wdd4HdO2
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Comentário no Twitter:

“Conclusão Lógica da Declaração do Juiz
é que se as Provas Jamais Forem Encontradas
Palocci Pode se Preparar para a Perpétua”

https://twitter.com/veiocretino/status/780521457210232832
https://twitter.com/stanleyburburin/status/780523800316313600
.
.

Responder

José Fernandes

26 de setembro de 2016 às 22h15

Lula 2018,Lula 2018,Lula 2018…….

Responder

João Paulo

26 de setembro de 2016 às 21h57

Continua firme Moro , o povo está contigo

Responder

    CRÍTICO

    27 de setembro de 2016 às 00h21

    CUIDADO JOÃO, O PRÓXIMO PODE SER VOCÊ. PARA O MORO NÃO HÁ LEI, ELE É A LEI; BASTA CONVICÇÃO QUE TU NÃO MERECE FICAR LIVRE E PRONTO. A LEI EXISTE É PARA SER OBSERVADA, A FIM DE QUE NÃO VENHAMOS A SER PRESA DOS MAIS FORTES. PENSE NISSO.

    RONALD

    27 de setembro de 2016 às 11h02

    Para quem ainda não sabe, mas o “grande” Moro teve curso pago pelo FBI para criar toda esta presepada dirigida exclusivamente a partido de esquerda. Se o “grande” Moro fosse macho, com ideias próprias e não um boneco dos americanos, ele já teria encarcerado o Serra, o FHC, o Alckmin, o Bolsonaro, o Aécio, o Renan, o Gilmar, e, depois do grampo ilegal da presidente da República, SE ENCARCERADO.
    Defender criminoso pode ser uma vergonha, amigo !!!!

    RONALD

    27 de setembro de 2016 às 11h05

    Se alguém também não viu e acho que o João não viu, o “glorioso” Moro foi premiado pela Globogolpe e pelo Dória, Af !!!!!

Messias Franca de Macedo

26 de setembro de 2016 às 21h27

JORNALISMO ASSASSINO [seletivo] DE REPUTAÇÕES E DA GRAMÁTICA

E a Folha de São Paulo, pasme, “já matou o Antonio Palocci”!

Em certo trecho da *matéria:
‘Antonio Palocci era formado em medicina’ (…)

*O título da matéria:
Preparado para prisão havia quatro dias, Palocci negará ser o ‘italiano’

26/09/2016

(…)

CACHOEIRA – perdão, ato falho -, FONTE [IMUNDA!]: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/09/1816991-preparado-para-ser-preso-ha-quatro-dias-palocci-negara-ser-o-italiano.shtml

Responder

Danilo

26 de setembro de 2016 às 21h20

Mas já está MUITO clara a estratégia da direita, dos conservadores, das oligarquias, da mídia monopolizada: associar todas as peças ligadas ao governo PT (e levar toda a esquerda junto) às investigações, à corrupção, ao crime, à ideia de quadrilha e de que NINGUÉM presta, que a esquerda é “retrocesso”, é ideologia de “aproveitadores”, de “vagabundos”, de “criminosos”… É ESTIGMATIZAR, reprimir, gerar violência e preconceito contra progressistas e defensores de distribuição de renda. Essa é a leitura semiótica de todo esse espetáculo, dessa narrativa que vem se construindo e já se consolidando no imaginário coletivo. A meta da direita é tornar o povo brasileiro incapaz de eleger líderes de esquerda, reverter a tendência dos últimos anos.

Responder

Euler

26 de setembro de 2016 às 20h49

Globo e Moro transformam o Brasil numa republiqueta de quinta categoria.

Dias tenebrosos… O Brasil se tornou uma republiqueta de quinta categoria graças à ação de intervenção dos agentes do imperialismo… Moro, Globo, Janot, um STF acovardado, um parlamento corrupto, intimidado e chantageado…

Dias tenebrosos para o povo brasileiro… Não há mais garantias constitucionais, nem democracia, nem estado democrático de direito… e as poucas conquistas sociais e trabalhistas estão ameaçadas. E há quem, entre os de baixo, acredite nessa narrativa golpista dos canalhas.

Triste sina a do nosso povo. A menos que haja reação, resistência, luta. Revolução! Quando nem as poucas brechas por onde o PT atuava estão mais disponíveis para o nosso povo, resta o quê? Dormir em berço esplêndido à espera do chicote ou resistir. Somos milhões. Mas continuamos escravos de uma minoria poderosa, que controla os bilhões de dólares arrancados do nosso povo; controla a mídia que nos manipula diariamente, com suas narrativas cretinas; controla a justiça, aspas, como a de Curitiba, que se tornou força-tarefa como outro nome para o chicote das elites no lombo do nosso povo. Perseguem o PT, Lula e Dilma, que representam uma década de políticas públicas em favor dos de baixo, contra dois anos e meio de destruição do Brasil pela lava-jato. Destruiu os setores estratégicos da economia – Petrobras, indústria da construção civil, naval e nuclear -, gerou milhões de desempregos, destruiu a democracia, cassou 54,5 milhões de votos do povo brasileiro, por meio de chantagem aos parlamentares corruptos: derrubem Dilma e não serão presos e investigados. Globo e Moro (mais Janot, Itatiaia, Band, STF acovardado…): tudo a ver.

O combate à corrupção é uma farsa. Blindaram os caciques do PSDB e do PMDB e do DEM e se dedicam a perseguir os dirigentes do PT, como se fosse este o único partido envolvido em esquemas que já existiam muito antes do PT chegar ao governo federal. Que se prendam os corruptos, tudo bem. Mas, não dessa forma: sem provas, sem garantias de defesa, de forma seletiva, para atingir objetivos políticos partidários, como tem acontecido com as inúmeras fases dessa operação montada pela CIA e protegida pela mídia e agasalhada por um judiciário incapaz de cumprir sua missão constitucional, em defesa das garantias individuais, do contraditório e dos direitos previstos da Carta Magna do país.

Tempos tenebrosos… Só não se sabe ainda qual o tempo levará a maioria do nosso povo para perceber que está sendo enganado, até que as elites dominantes suguem a nossa última gota de sangue. Ante a crise mundial e local, os banqueiros, sonegadores, corruptos dos partidos da Casa Grande estão protegidos; enquanto massacram o nosso povo, desenvolvem políticas neoliberais, cortam na saúde e na educação, congelam salários, dificultam aposentadorias, entregam riquezas como o pré-sal, e com isso transferem a conta da crise para as costas dos de baixo.

Resistir, lutar, por um fim nessa farsa é o que resta a fazer. Ou aceitar, sem luta, de forma humilhante, a condição de escravos herdeiros não de Zumbi ou de Spartacus, mas de quem se entrega sem opor a menor resistência. Não é essa a história do nosso povo, que saberá responder aos que hoje destroem as conquistas e os sonhos de milhões.

Dias tenebrosos… que podem prenunciar o início de uma revolução. Ou não. O tempo dará o seu testemunho.

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FrancoAtirador

26 de setembro de 2016 às 19h54

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Defesa de Ex-Ministro Preso à ordem do Ditadorzinho do Paraná

diz que OLJ (OC-PPP) fez “Operação Secreta ao Estilo da Ditadura”

O criminalista José Roberto Batochio, defensor de Palocci, foi enfático
ao protestar contra o que chamou de ‘desnecessidade’ da prisão do ex-ministro.

“A operação que prendeu o ex-ministro
é mais uma operação secreta,
no melhor estilo da ditadura militar.
Não sabemos de nada do que está sendo investigado.
Um belo dia batem à sua porta e o levam preso.
Qual a necessidade de prender uma pessoa
que tem domicílio certo, que é médico,
que pode dar todas as explicações
com uma simples intimação?”

“O que significa esse nome da operação? Omertà?
Só porque o ministro tem sobrenome italiano
se referem a ele invocando a lei do silêncio da máfia?
Além de ser absolutamente preconceituosa contra nós,
os descendentes dos italianos, esta designação é perigosa.”

Batochio chama a atenção para o fato de que a Operação
foi deflagrada na semana das eleições municipais.

“Soa muito estranho que às vésperas das eleições
seja desencadeado mais este espetáculo deplorável,
que certamente produzirá reflexos no pleito.”

“Muito mais insólita foi a antecipação do show
pelo sr. Ministro da Justiça em manifestação
feita exatamente na cidade de Ribeirão Preto,
onde Palocci foi Prefeito duas vezes.
Tempos estranhos”, disse Batochio.
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Responder

    FrancoAtirador

    26 de setembro de 2016 às 20h11

    .
    .
    Quem dera essa tal Operação Louva-Pato
    desembocasse num Regime Democrático,
    mesmo que com o risco de um Berlusconi.

    Na realidade, o braZil já está numa Ditadura,
    fora de qualquer Controle Constitucional,
    da qual não sairá nas próximas Décadas.
    .
    .

    FrancoAtirador

    27 de setembro de 2016 às 00h54

Cláudio

26 de setembro de 2016 às 19h13

:
: * * * * 19:13 * * * * .:. Ouvindo As Vozes do Bra♥♥S♥♥il e postando: A grande mídia (mérdia) é composta por sabujos sujos e sabujas sujas a serviço dos ianque$ e do $ionismo de capital especulativo internacional e outras máfias (como a ma$$onaria) dos e das canalhas direitistas…
::
Desalienando a ma$$ificação coi$ificante
.
É melhor
Ser um, mesmo que zero, à esquerda
Do que, títere-palhaço, a-penas (só) faz-ser nú-mero$$ à direita
…………………………………………….(Cláudio Carvalho Fernandes)
::
Poema Z
…………………………………………….Para Dilma, Lula e o PT e todas as forças progressistas brasileiras (e mundiais). Sinta-se homenageado/a, também.
.
Penso
Logo(S)
ReXisto
…………………………………………….(Cláudio Carvalho Fernandes)
::
Sempre
.
A vida
Entre duas pedras:
Sobre
Viver
Ou
Morrer
Sob…
…………………………………………….(Cláudio Carvalho Fernandes)
::
Tão duro mas tão terno
.
É preciso
Não ter esperança alguma
Para se construir
Da necessidade (de viver, do viver)
Algo melhor
Do que não ter esperança alguma
…………………………………………….(Cláudio Carvalho Fernandes)
::
Doce conformismo ?
Ou
Da “queda” da poesia para a história
.
As coisas são como são
E não como deveriam ser
Penar por elas é em vão (ou não)
(S)E ultrapassa o próprio viver
…………………………………………….(Cláudio Carvalho Fernandes)
::
ReXistência
.
Não deixe que aluguem o seu pensamento:
Simplesmente mude de canal ou desligue a TV
Diga “NãO” à Rede Goebbels
…………………………………………….(Cláudio Carvalho Fernandes)
::
(Em la lucha de clases)
.
Em la lucha de clases
Todas las armas son buenas
Piedras
Noches
Poemas
…………………………………………….(Paulo Leminski)
::
(Não é a beleza)
.
Não é a beleza
Mas sim a humanidade
O objetivo da literatura
…………………………………………….(Salamah Mussa)
::
A existência precede a essência.
…………………………………………….(Jean-Paul Sartre)
::
.:.

* 1 * 2 * 13 * 4
.:.
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Por uma verdadeira e justa Ley de Medios Já pra antonti (anteontem. Eu muito avisei…) !!!! Lula (sem vaselina) 2018 neles (que já tomaram DE QUATRO) !!!!
* * * *
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♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥

Responder

abolicionista

26 de setembro de 2016 às 17h17

Parabéns ao Viomundo por estar documentando esses tempos sombrios na história do país… O presente está podre, não há nada a fazer a não ser registrá-lo e torcer por dias melhores.

Responder

Wilson Ramos

26 de setembro de 2016 às 16h54

Uma forma de argumentar com os apologistas iludidos pela Lava Jato para pararem de transigir com abusos e uso de ilegalidades pela força tarefa:
Se a corrupção é tão grande no Brasil, qual será a dificuldade de as quadrilhas comprarem a força tarefa e evitar ser pega? Se os órgão que deveriam colocar freios e revisar suas ações lhes dão total cobertura, não fica fácil colocar todo mundo no bolso.
Eu tenho convicção de que a força tarefa é corrupta é recebe favores indevidos para direcionar seu trabalho. E tenho provas também: os presentes que recebem de empresas de mídia e associações empresariais. Revertem-se em prestígio e promoção na carreira, que posteriormente revertem em dinheiro para eles próprios.

Responder

Loide

26 de setembro de 2016 às 16h43

Parabéns meretíssímo Sérgio Moro. O senhor age dentro da lei, da ética e da moral.

Responder

    RONALD

    27 de setembro de 2016 às 11h08

    Loide, você quase acertou: Meretríssimo !!!!

Dalva Nascimento

26 de setembro de 2016 às 15h24

Eu aproveitaria e perguntaria para o Dr. Afrânio por que o Moro não chama pra depor todos os outros acusados de corrupção, maioria com provas cabais e não com convicções. Perguntaria por que ele não prende Eduardo Cunha, por que não inicia Aécio Neves, e por aí vai…
Chegou-se a um ponto de querer fazer toda a população crer que o PT é o único partido envolvido em corrupção, é uma lavagem cerebral de enormes proporções, não dá mais pra conversar, as pessoas não ouvem. Nas ruas já está até perigoso, vide o que aconteceu com o Senador Lindbergh. Alguma coisa precisa acontecer para deter esse homem, ele está enlouquecido, ensandecido, obcecado, já está, literalmente, perdendo a razão. O pior disso tudo é o tamanho do ódio que ele vem alimentando nas pessoas. Se algo não acontecer, temo muito pelas consequências.

Responder

Anthytezes

26 de setembro de 2016 às 14h39

È lamentável o que estamos vendo,tudo muito selecionado,tudo muito bem orquestrado para prender o Lula.Claro está que a midia está envolvida até o pescoso neste diabólico processo.
Todos nós sabemos e a midia tb,que o Temer mais 10 ministros estão com os seus nomes envolvidos na Lava jato,mas cadê que são arguidos ou presos.Então deduz que é para acabar com
o Lula e o Pt,pois retirar da miséria absoluta mais de 40 milhões e dignificar quem trabalha é um Crime Enorme,para as Elites que são por demais Materialistas e Egoistas ao extremo.

Responder

Luiz Carlos P. Oliveira

26 de setembro de 2016 às 14h22

Qualquer um sabe do jogo perigoso em que a Inquisição das Bananeiras está nos metendo. Justiça na base do “prende e depois a gente vê qual é a acusação” não dá certo nem na pior ditadura do mundo. Isso trará consequências muito sérias ao nosso judiciário. Um dia a corda arrebenta.

Responder

fernando

26 de setembro de 2016 às 13h56

Ótima entrevista. Parabéns!!!

Responder

Messias Franca de Macedo

26 de setembro de 2016 às 13h21

Em governos petistas, nenhum empresário poderá conversar com o eventual ministro da Fazenda

Lei II dos nazigolpistas

Responder

Messias Franca de Macedo

26 de setembro de 2016 às 13h14

… E o CU(nha) ‘vazando gargalhadas premiadas’!
Ah esta ‘PORCA-tarefa’!

E o nosso nariz de palhaço padrão Itu no leito da morte em um corredor de um hospital qualquer enquanto houver SUS!

Triste Brasil!

Responder

FrancoAtirador

26 de setembro de 2016 às 13h04

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No braZil, o Judiciário Atende o Clamor

da Opinião Publicada pela Rede Globo.
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Responder

Bel

26 de setembro de 2016 às 13h01

Lista de A a Z. Divulgar é preciso. Por que só os petistas são presos? fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br/2016/03/23/documentos-da-odebrecht-listam-mais-de-200-politicos-e-valores-recebidos/

Responder

Emanuel Cancella

26 de setembro de 2016 às 13h00

Juiz Sérgio Moro Faz campanha eleitoral municipal contra o PT

Muito mais que o tempo e espaço no horário político usado pelos partidos políticos, o juiz Sérgio Moro, através de vazamentos seletivos, proibido por lei ataca o PT diariamente, ás vésperas da eleição municipal.
Primeiro foi o anuncio do procurador da Lava Jato da denuncia e depois o próprio Moro citando Lula. Depois veio a derrapada e o recuo da prisão de Guido Mantega ministro de Lula. Agora a prisão do também, ministro de Lula, Antonio Palloci pela Lava Jato.
Alguém poderia perguntar ao Moro, quando ele vai prender o Eduardo Cunha, os tucanos, Aécio Neves, Antonio Anastasia, Aluysio Nune? Os tucanos a sociedade até entende, mas não concorda que a imunidade deve ser por força do contrato da esposa com o PSDB. Mas por que não prender o Cunha?
Fica claro que o juiz Sérgio Moro esta em plena campanha eleitoral municipal contra o PT.
Trata-se de reincidência, aliás, o mesmo juiz na véspera das eleições presidências permitiu a denuncia mentirosa vindo diretamente da Lava Jato que Lula e Dilma sabiam da corrupção na Petrobrás (2). O próprio advogado do delator desmentiu a informação que deu prejuízos imensos a Dilma, porém não impediu sua reeleição.
Em 3/7/16, o brilhante jornalista Mauro Santayana dizia: “Se os juízes e procuradores quiserem alterar o texto da lei, ou fazer política, devem recolher-se a seu papel constitucional, e prepara-se, com todos os ônus dessa decisão, para candidatar-se, no momento certo, como representante (1).”
É publico que a mulher de Moro a advogada, Rosangela Moro trabalha para o PSDB e empresas multinacionais de petróleo (3). Moro é chefe da operação que investiga a Petrobrás. Sua mulher trabalhando para as concorrentes da Petrobrás já é um fato que torna o juiz Moro suspeito. A denúncia contra Lula e Dilma na eleição presidencial já foi um golpe eleitoral e agora Moro faz campanha diária contra o PT nas eleições municipais. Alguém precisa dar um basta!
Fica aí o convite do Mauro Santayana: Moro se quer disputar as eleições se inscreve e pare de fazer campanha contra o PT!

Fonte: ¬ 1 – http://www.maurosantayana.com/2016/07/o-stf-e-o-imperio-da-lei.html
2 – http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/10/site-ironiza-desespero-da-veja-como-capas-fantasiosas-em-vespera-de-eleicao.html
3 – http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2014/12/06/mulher-de-moro-trabalha-para-o-psdb
Rio de Janeiro, 26 de setembro de 2016
Autor: Emanuel Cancella, – OAB/RJ 75 300
Emanuel Cancella que é da coordenação do Sindipetro-RJ e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP)
(Esse artigo pode ser reproduzido livremente)
OBS.: Artigo enviado para possível publicação para o Globo, JB, o Dia, Folha, Estadão, Veja, Época entre outros órgãos de comunicação.
https://www.facebook.com/emanuelcancella.cancella
http://emanuelcancella.blogspot.com.

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José Fernandes

26 de setembro de 2016 às 12h37

Meus caros a jogada é seguinte, o Moro começa a entrar em um regime de extrema exceção. de extremo exegero a ponto de abalar fortemente a comunidade jurídica então pede se o fechamento da lava jato..que é isso que o governo que..ou seja de combinado o Moro manda prende todo que se diz repeito ao governo Dilma e Lula , até chegar ao ponto to do absurdo…..daí fecham a lava jato e simples …e como um marketing quando que injetar um novo produto no mercado começa fazendo uma campanha de u m produto que não vai dá certo..ora lá na frente eles lançarem o remédio.

Responder

FrancoAtirador

26 de setembro de 2016 às 12h37 Responder

maria do carmo

26 de setembro de 2016 às 11h00

Parabens Dr.Afranio Silva Jardim, precisamos de pessoas como o ilusre peocessualista, para reagir a barbarie juridica, pessoas com experiencia, e nao jovens concurceiros, que escolhem a profissao pelo salario e muito jovens se acham Deus, os messianicos, para procurador na minha humilde opniao so poderiam tomar posse apoz 35 anos, temos pessimos exemplos da imaturidade como Douglas kirstiner e outros. Acho que os corruptos devem ser punidos, mas preservando o estado democratico de direito, Moro nao segue a Carta Magna ja deveria ter sido contido e impedido justica sim sem justiciamento. Dr Afranio Silva Jardim esta preparado para impedir esse estado de excessao, estamos a disposicao para assinar acao desse eminente processualista para defender a constituicao.

Responder

Cícero Costa

26 de setembro de 2016 às 10h55

Direitos e garantias constitucionais já não vigem mais. Pessoas sendo condenadas e presas sem o devido processo legal. O fascismo, a tortura, o terror, a destruição sistemática de reputações,… E o TRF-4, em decisão lamentável e preocupante, validando os abusos e arbitrariedades do juiz do Paraná, autoriza o juízo de exceção.

Meu Deus, que horror! Vivemos já um regime totalitário, muito perigoso porque põe por terra o Estado Democrático de Direito. O Brasil caminha para dias anda mais “difíceis”.

Responder

RONALD

26 de setembro de 2016 às 10h45

Estamos realmente em um ambiente esdrúxulo, poluído, fascista, obscuro e do “vale tudo”.
Aqueles magazines semanais de ultra-direita, que só a direita compra gosta de falsificar “provas” como a conta do Romário, que nunca existiu e outras mentiras deslavadas, que só acreditam aqueles coxinhas bem fanáticos.
Bicho, Eike Batista, putz. Um sujeiro que fez fortuna, usando o dinheiro de pesquisa da Vale do Rio Doce para usar nas suas XXX-porcarias. Um sujeito amoral, que agora descobriu que pode ganhar dinheiro com religião, putz !!!
Isto quer acusar Lula, putz !!!
Estamos realmente caminhando para o caos. Uma hora, o “cachorro” cansa de apanhar do dono !!!!!!!!!

Responder

maria do carmo

26 de setembro de 2016 às 10h27

Estamos vivendo uma barbarie, desgoverno de Temer, arrivista golpista ,e conspiradorfoi gracas a sua equipe de bandidos todos comprometidos por corrupcao, especialistas em falcatruas, porem sem capacidade para governar, metem os pes pelas maos a todo momento, equipe de trairas, estamos com governo de excessao e republica de Curitiba sem respeito a constiticao tudo contaminado. Estamos no limite, cade a ultima trincheira da justica, que nao reajem? SUPREMO! Acordem! A situacao esta no limite…

Responder

Mauricio

26 de setembro de 2016 às 10h15

Em breve a república de CÚritiba irá perseguir e prender jornalistas e até meros simpatizantes do PT ou de partidos de esquerda, em sua cruzada golpista/messiânica. É esperar pra ver…

Responder

Sergio

26 de setembro de 2016 às 10h06

Esse juiz é no mínimo mal intencionado pra não dizer corrupto. Ele só pode estar pretendendo se lançar candidato a presidente da república pelo psdb ou por algum outro partido de direita.
Ele jamais investigou qualquer político do psdb denunciado na lava jato.
Se investiga-lo podem crer que se descobre corrupção.

Responder

gabi_lisboa

26 de setembro de 2016 às 09h59

Corrigi aí:

despacho de Moro para prender Mantega é do dia 16 de setembro

a data está errada, o despacho é de 16 de agosto!!!!!

Responder

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