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Organização Mundial de Saúde: Ômicron já está em quase 90 países; número de casos dobra no intervalo de 1,5 a 3 dias
Ômicron deixa aeroportos em alerta no mundo. Duas imagens da nova variante. A em preto e branco foi feita com microscópio. Fotos: Reprodução de vídeo, Pixabay e Faculdade de Medicina da Universidade de Hong Kong
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Organização Mundial de Saúde: Ômicron já está em quase 90 países; número de casos dobra no intervalo de 1,5 a 3 dias


18/12/2021 - 20h52

OMS: ômicron já está em quase 90 países

Números de infectados pela nova variante dobram num intervalo médio de menos de três dias. E Organização Mundial da Saúde alerta que em breve hospitais de alguns países podem ficar sobrecarregados.

Por Deutsche Welle

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou neste sábado (18/12) que a variante ômicron do novo coronavírus já está presente em quase 90 países e que se espalha mais rápido que a delta: o número casos está dobrando no intervalo de apenas 1,5 a três dias.

A ômicron está se espalhando rapidamente também em países com altos níveis de imunização entre a população.

Mas, segundo a OMS, ainda não está claro se isso se deve à capacidade do vírus de escapar da imunidade, a seu inerente aumento de transmissibilidade ou uma combinação de ambos.

A OMS designou a ômicron como uma variante de preocupação em 26 de novembro, logo após ter sido detectada pela primeira vez, e ainda há muitas questões em aberto sobre ela, incluindo a gravidade da covid-19 gerada.

“Ainda há dados limitados sobre a gravidade clínica da ômicron”, disse a OMS. “São necessários mais dados para entender o perfil de gravidade e como a gravidade é impactada pela vacinação ou pela imunidade pré-existente”.

“Ainda há poucos dados disponíveis, e nenhuma evidência revisada por pares (científicos), sobre a eficácia da vacina ou a eficácia até o momento para a ômicron”.

A OMS advertiu que, com os casos aumentando tão rapidamente, os hospitais podem ficar sobrecarregados.

Eficácia das vacinas

Na última semana, a farmacêutica americana Pfizer anunciou que estudos clínicos recentes confirmaram que sua pílula experimental para o tratamento da covid-19, chamada de Paxlovid, reduz em quase 90% o risco de hospitalização ou morte pela doença em adultos e funciona também contra ômicron.

“Esta notícia fornece mais corroboração de que nosso candidato a antiviral oral, se autorizado ou aprovado, pode ter um impacto significativo na vida de muitos”, disse o diretor-executivo da Pfizer, Albert Bourla, ressaltando que o novo medicamento poderia “salvar vidas”.

“Esta notícia fornece outra ferramenta potencialmente poderosa na nossa luta contra o vírus, inclusive contra a variante ômicron”, comentou o presidente dos EUA, Joe Biden.

Também nesta semana, um estudo de larga escala divulgado na África do Sul indicou que duas doses da vacina da Pfizer-Biontech para a covid-19 oferecem uma proteção de apenas 33% contra uma infecção com a variante ômicron do novo coronavírus, mas de 70% contra hospitalizações.

Cientistas classificaram o resultado de encorajador, embora represente uma proteção menor do que a oferecida contra outras variantes.

A OMS alertou que as baixas taxas de vacinação em regiões como a África oferecem um solo fértil para o aparecimento de novas variantes.

Segundo a agência da ONU, o continente africano poderá ter de esperar até o segundo semestre de 2024 para conseguir vacinar 70% de seus 1,3 bilhão de habitantes contra a covid-19 – meta já atingida por muitos dos países mais ricos.





4 comentários

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Zé Maria

19 de dezembro de 2021 às 03h53

A Mídia Venal, Comercial, Empresarial, não tem Compromisso
com a Saúde Pública: o Único Interesse é o Lucro no Natal.

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Zé Maria

19 de dezembro de 2021 às 02h07

… “quando se vê a miséria e a dor que traz,
é preciso ser louco, cego ou covarde
para se resignar à peste [Pandemia].”
(Albert Camus)

Livro:
“Do Contágio à Transmissão:
Ciência e Cultura na Gênese
do Conhecimento Epidemiológico”
De Dina Czeresnia
Editora Fiocruz

Íntegra:
(https://static.scielo.org/scielobooks/knm4c/pdf/czeresnia-9788575412565.pdf)
https://portal.fiocruz.br/livro/do-contagio-transmissao-ciencia-e-cultura-na-genese-do-conhecimento-epidemiologico

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Cláudio Carvalho Fernandes

19 de dezembro de 2021 às 01h31

Os imperialistASS$$SS ianque$$SS (com “SS”, de nazistASS$$SS, ou neofa$$SScinazi$$tASS), estadunidenses, pra ser politicamente correto, são mesmo, como disse o excelente Requião, sobre os sabujos sujos dele$$SS aqui no Brasil, canalhas, canalhas, canalhas: Primeiro, criam em laboratório o tal de Corona vírus e o “plantam” na China. Depois, criam as “variantes”, para terem a certeza de que os planos dele$$ vão funcionar e matar o maior número de pessoas no mundo inteiro, uma vez que o mundo parece estar muito cheio, muito populoso, muito povoado, com habiantes. Por último (?), criam mais uma outra variante, que se propaga muito mais rapidamente, inclusive até em continente em que o vírus original parece, segundo as estatísticas gerais, encontrar grande resistência para disseminar-se (África. Por que será? Imunidade especial das africanas e dos africanos? E as/os afrodescendentes em outros países? Deve ser alguma coisa que acontece por lá há tempos, como o auxílio médico internacional com suas várias campanhas). É, os laboratórios genéticos ianques (estadunidenses, pra ser politicamente correto) têm trabalhado muito, a todo vapor. Merecem uma(s) “bombinha(s)” russa(s) e/ou chinesa(s).

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Zé Maria

18 de dezembro de 2021 às 22h17

“solo fértil para o aparecimento de novas variantes” [é os EUA].

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