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Diário da Resistência


Médico pede expulsão de Queiroga da Sociedade Brasileira de Cardiologia: “Está todo mundo horrorizado”
Fotos: Jornal da USP e Jefferson Rudy/ Agência Senado
Saúde

Médico pede expulsão de Queiroga da Sociedade Brasileira de Cardiologia: “Está todo mundo horrorizado”


27/12/2021 - 23h16

Médico pede expulsão de Queiroga da Sociedade Brasileira de Cardiologia

Por Bianka Vieira, na coluna de Monica Bergamo, no UOL

O médico cardiologista Bruno Caramelli apresentou à Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) um pedido de expulsão do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, da entidade.

Presidente licenciado da SBC, Queiroga deixou seu comando em março deste ano para assumir o cargo de ministro no governo Jair Bolsonaro.

Caramelli, que preside o departamento de cardiologia clínica da SBC e é diretor no InCor (Instituto do Coração) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, cita a resistência do ministro em recomendar a imunização contra a Covid-19 para crianças.

O ministro da Saúde decidiu abrir uma consulta pública sobre a vacinação de crianças.

A iniciativa gerou críticas, já que a imunização infantil foi anteriormente autorizada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Por isso, Queiroga e Jair Bolsonaro (PL) estão sendo acusados de postergar a vacinação desta faixa etária.

O ministro nega, e diz que a vacinação ocorrerá já em janeiro. Segundo ele, o texto da consulta já recomenda a imunização, e a consulta serviria apenas para a discussão de procedimentos e melhor informação dos pais.

“A pressa é inimiga da perfeição. Principal é a segurança”, afirmou Queiroga no último dia 20.

“Está todo mundo horrorizado”, diz Caramelli sobre a consulta pública.

“O argumento que eles usam é o de que a ciência está dividida. É mentira. Ele continua insistindo nisso, logo ele que é cardiologista e que era presidente da SBC”, segue.

Caramelli ainda descarta riscos cardíacos causados pelo imunizante às crianças.

“Nós já estamos acompanhando, é uma complicação muito rara e, na maioria das vezes, muito suave. A relação risco-benefício é totalmente favorável às vacinas”, diz.

O autor do pedido de expulsão de Queiroga cita artigo do estatuto da entidade que prevê a expulsão de quem “praticar, com culpa ou dolo, qualquer ato contrário aos interesses e à consecução do objeto social da SBC”.

Segundo Caramelli, Queiroga age contra os objetivos da SBC por supostamente atuar para impedir a vacinação de crianças no país. Procurada, a entidade não respondeu até a publicação deste texto.

Em entrevista a jornalistas no Palácio da Alvorada, na última sexta-feira (24), Bolsonaro lançou diversas suspeitas quanto à segurança da vacina aprovada pela Anvisa. O imunizante é da Pfizer.

“Eu tenho uma filha de 11 anos. É uma vacina nova. Não está havendo morte de crianças que justifique algo emergencial. E tem outros interesses, entra a desconfiança nisso tudo. Lobby da vacina”, afirmou o presidente.

Na quinta (23), Queiroga afirmou que o governo federal recomendará a autorização da vacinação com o imunizante da Pfizer desde que haja prescrição médica para a aplicação.

A Anvisa autorizou no dia 16 deste mês o início da imunização ao público infantil. Desde o início da pandemia, 301 crianças com idade entre 5 e 11 anos morreram da doença.

*com LÍGIA MESQUITA, VICTORIA AZEVEDO, BIANKA VIEIRA e MANOELLA SMITH





9 comentários

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Zé Maria

31 de dezembro de 2021 às 13h26

“PT e PDT questionam no STF Proibição de Exigência
de Vacinação em Instituições de Ensino Federal”
Partidos alegam que despacho do ministro da Educação,
Milton Ribeiro, viola os Preceitos Fundamentais do Direito
à Vida e à Saúde e da Autonomia Universitária.

Em outra frente, a Rede Sustentabilidade, autora da ADPF 898 em trâmite no Supremo. apresentou petição nos autos para questionar o ato do ministro da Educação.
O pedido foi protocolado com apoio da União Nacional dos Estudantes (UNE).
A Rede e a UNE afirmam que o ministro da Educação não é autoridade na área de saúde pública e, ao proibir que as universidades federais adotem os devidos cuidados para evitar a propagação do novo coronavírus e, especialmente, da variante ômicron, por meio da exigência de certificado de vacinação dos estudantes universitários, promove mais um “desserviço à educação e à saúde pública, entre tantos do governo federal, em um tema tão sensível e de enorme interesse social”.

Notícias do STF
31/12/2021

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) e o Partido dos Trabalhadores (PT) pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) a anulação do despacho do ministro da Educação, Milton Ribeiro, de 29 de dezembro de 2021, que proibiu as instituições de ensino federal de exigirem o comprovante de vacinação como requisito necessário ao retorno das atividades presenciais.
A solicitação se deu, respectivamente, nas Arguições de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPFs) 930 e 931.

Para as legendas, a medida viola o direito à vida e à saúde e a autonomia universitária.
O PDT alega que exigir ou não o comprovante de vacinação é decisão de teor específico, que deve ser tomada por cada instituição de ensino superior a depender das diretrizes sanitárias estabelecidas pela unidade federativa em que situadas, tendo em vista a competência concorrente entre os entes federados para a estipulação de medidas de combate à pandemia de covid-19.

Vacinação obrigatória
O PT argumenta que, no Recurso Extraordinário com Agravo (ARE) 1267879 e nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 6341, 6586 e 6587, o Supremo estabeleceu que a obrigatoriedade da vacinação é constitucional, desde que o Estado não adote medidas invasivas, aflitivas ou coativas, justamente para garantir o direito coletivo à saúde.

As legendas destacam ainda que, em razão da autonomia universitária e com base na jurisprudência do Supremo, não é possível que outra autoridade substitua as universidades na tomada de decisões que impactem diretamente na essência própria de suas funções, pois cabe a elas dispor sobre sua estrutura e funcionamento administrativo, bem como sobre suas atividades pedagógicas.

As ações foram distribuídas ao ministro Dias Toffoli.

Rede e UNE
Em outra frente, a Rede Sustentabilidade, autora da ação em trâmite no Supremo na qual o ministro Luís Roberto Barroso suspendeu os efeitos da portaria do Ministério do Trabalho que proibia as empresas de exigirem comprovantes de vacinação contra a covid-19 (ADPF 898), apresentou petição nos autos para questionar o ato do ministro da Educação. O pedido foi protocolado com apoio da União Nacional dos Estudantes (UNE).

A Rede e a UNE afirmam que o ministro da Educação não é autoridade na área de saúde pública e, ao proibir que as universidades federais adotem os devidos cuidados para evitar a propagação do novo coronavírus e, especialmente, da variante ômicron, por meio da exigência de certificado de vacinação dos estudantes universitários, promove mais um “desserviço à educação e à saúde pública, entre tantos do governo federal, em um tema tão sensível e de enorme interesse social”.

http://portal.stf.jus.br/noticias/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=479281&ori=1

Responder

Zé Maria

31 de dezembro de 2021 às 04h42

https://pt.org.br/wp-content/uploads/2021/04/vacinanobraco-1.jpg

“PT Pede Abertura de Inquérito Criminal
contra Bolsonaro por abandonar PNI”

Representação foi apresentada ao MPF
pelo líder da Bancada do PT na Câmara,
deputado Reginaldo Lopes (MG).
Sob a gestão de Queiroga, Programa
Nacional de Imunizações (PNI) está
há mais de 5 meses sem coordenação.

Íntegra: https://pt.org.br/pt-pede-abertura-de-inquerito-criminal-contra-bolsonaro-por-abandonar-pni

Responder

    Zé Maria

    31 de dezembro de 2021 às 04h49

    Notícias do STF
    ADPF 929

    “Ministra Cármen Lúcia pede Informações
    ao Governo sobre Vacinação de Crianças”

    A ministra é relatora da ação da Confederação dos Metalúrgicos
    contra a realização de audiência pública pelo Ministério da Saúde.

    A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), requisitou informações ao presidente da República, Jair Bolsonaro, e ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, sobre ato que determinou a realização de consulta pública a respeito da vacinação contra a covid-19 nas crianças de cinco a 11 anos de idade.
    Relatora da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 929, a ministra determinou que as informações sejam prestadas no prazo de cinco dias, independentemente do período de recesso forense.

    Na ADPF, a Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM) questiona ato da Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 (Secovid/MS), ligada ao Ministério da Saúde, que determinou a realização de consulta pública, entre 23/12 e 2/1/2022, sobre a vacinação desse grupo.
    Alega que, mesmo depois de 600 mil mortes e de estudos mundialmente acatados, inclusive com a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para utilização da vacina Comirnaty (Pfizer/Wyeth), o Poder Executivo pretende “adiar a imposição de vacina à população entre cinco e 11 anos a pretexto de querer ouvir a população a respeito”.

    Gravidade

    Para a relatora, o quadro relatado pela confederação é de inegável gravidade, com evidente risco de dano à saúde e à vida de crianças e adolescentes e de toda a população, e que a detecção de novas variantes requer seriedade e urgência de medidas eficientes no combate à pandemia.

    “Os provimentos e as omissões administrativas que desatendam ou posterguem, com consequências apuráveis e danosas, as medidas necessárias para a garantia do direito à saúde podem gerar efeitos gravosos às pessoas e a toda a sociedade, pelo que deles decorrem responsabilização para os seus autores”, afirmou.

    Segundo a ministra, o que se pretende “é que não se pague com vidas humanas ou comprometimento da integridade das pessoas o descaso ou o desacerto comprovado e previsível das decisões estatais”.

    Diante disso, ela determinou a requisição de informações dos agentes estatais envolvidos para esclarecimento do questionamento da confederação. Em seguida, solicitou a manifestação do advogado-geral da União e do procurador-Geral da República.

    Finalizados os prazos, Cármen Lúcia determinou que os autos retornem a ela com “urgência e prioridade, independente do período de recesso forense”.

    Íntegra da Decisão:

    http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/noticiaNoticiaStf/anexo/paginador.pdf

Alvaro Tadeu Silva

28 de dezembro de 2021 às 07h32

Queiroga Mengele, vergonha da CiêncIa nacional.

Responder

Zé Maria

28 de dezembro de 2021 às 04h30

.
RS Não Exigirá Prescrição Médica para Vacinar Crianças de 5 a 11 Anos contra Covid

A Secretaria Estadual da Saúde (SES) determinou, na segunda-feira (27/12),
que a vacinação contra a Covid-19 será feita em todas as crianças de 5 a 11 anos
que forem levadas pelos pais ou responsáveis aos pontos de vacinação do
Sistema Único de Saúde (SUS), sem exigência de prescrição médica.

A decisão foi pactuada pelos integrantes da Comissão Intergestores Bipartite (CIB)
e segue a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
relativa ao uso da vacina Comirnaty, produzida pelo consórcio Pfizer-BioNTech,
para imunização de crianças.

O anúncio ocorreu após diversas oitivas com entidades de classe e sociedades
de profissionais, comitê científico e equipe técnica da SES.

Para a aplicação do imunizante, será exigido um documento de identificação
oficial da criança para fins de registro.

Todos os pontos de vacinação deverão observar os grupos etários e o esquema vacinal aplicável no momento da administração.

A SES estima que o público entre 5 e 11 anos no Estado seja de 964.273 pessoas.

https://www.estado.rs.gov.br/rs-nao-exigira-prescricao-medica-para-vacinar-criancas-de-5-a-11-anos-contra-covid

Prefeitura de Porto Alegre Não Irá Exigir Prescrição Médica
para a Vacinação de Crianças de 5 a 11 Anos na Capital.

A decisão foi aprovada na tarde dessa segunda-feira, 27,
durante reunião da Comissão Intergestora Bipartite
do Rio Grande do Sul (CIB/RS), composta por secretarias
municipais e Governo do Estado, e segue orientação da
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa),
que indica o uso da vacina da Pfizer para imunização
deste público.

Para a aplicação do imunizante, será exigido um documento
de identificação oficial da criança.

Ainda não há previsão do início da vacinação deste grupo na Capital.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) aguarda a chegada das doses
– que possuem embalagem e dosagem diferentes da vacina aplicada
nos demais públicos – para definir o esquema de imunização.

https://prefeitura.poa.br/sms/noticias/covid-19-comissao-define-normas-para-vacinacao-de-criancas

Responder

Zé Maria

28 de dezembro de 2021 às 03h41

Esse Queidroga Assassino, Lambe-Saco do Genocida, deveria ter o Diploma Cassado.

Responder

    Zé Maria

    28 de dezembro de 2021 às 03h52

    Houvesse no Brasil um Conselho Federal de Medicina (CFM)
    que efetivamente cuidasse da Ética Médica, a Cassação do
    Registro Profissional seria a Punição Adequada a esse Vil
    Ministro da Doença do desgoverno BolsonaroGenocida.

    Zé Maria

    28 de dezembro de 2021 às 05h44

    Aliás, o Queidroga foi Indiciado pela CPI da Pandemia no Senado Federal
    por “Epidemia Com Resultado Morte” e “Prevaricação”. Cadê o PGR Aras?

    Zé Maria

    28 de dezembro de 2021 às 05h45

    https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2021/10/26/veja-a-lista-dos-indiciados-da-cpi-no-relatorio-de-renan-calheiros


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