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Marcelo Zero, sobre coronavírus nos EUA: Sem um SUS, trailers serão usados como “centro de quarentena”
Como este da foto, por enquanto sem água nem esgoto
Blog da Saúde

Marcelo Zero, sobre coronavírus nos EUA: Sem um SUS, trailers serão usados como “centro de quarentena”


06/03/2020 - 10h38

por Marcelo Zero*

É complicado combater uma epidemia sem um sistema de saúde pública.

Nos EUA, o centro da epidemia está no Estado de Washington, especificamente no condado de King, próximo à cidade de Seattle.

Lá, há o Life Care Center, um lar de idosos particular, que não recebia acompanhamento regular de autoridades de saúde.

O surto começou lá e já matou 11 pessoas, todas idosas. Apenas 1 pessoa morreu fora do Estado de Washington, até agora.

Sem um SUS e hospitais públicos, o governo estadual está comprando um motel e trailers, como o da foto, os quais, por enquanto, não têm água e nem esgoto.

Esse motel e esses trailers constituirão o “centro de quarentena”. Isso ocorre no país mais rico do mundo.

Nesse país mais rico do mundo, 34 milhões de cidadãos não têm qualquer acesso à saúde.

E dos que têm, muitos tem planos de saúde bastante precários, que negam o pagamento de serviços muito custosos.

*Marcelo Zero é sociólogo e especialista em Relações Internacionais

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6 comentários

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Zé Maria

13 de março de 2020 às 22h09

Por falar em Epidemia de Coronavírus na região do Vêneto na Itália, espera-se que esteja.bem de saúde nostro giornalista aMico – di FamíGlia Lavaggio Jatti – Diogo Mainardi em Veneza.

Responder

Zé Maria

07 de março de 2020 às 19h28

Canadá e EUA são incluídos pelo MS na Lista de Alerta para COVID-19

Com o Acréscimo desses Países na Lista de Alerta do Brasil
será Ampliado o Número de Casos Suspeitos de Infecção
por Coronavírus (COVID-19 = SARS-CoV-2), no País.

Os critérios para a definição de caso suspeito no Brasil
enquadram agora, as pessoas que apresentarem febre
e mais um sintoma gripal, como tosse ou falta de ar, e
tiveram passagem, nos últimos 14 dias, por:

01) Alemanha,
02) Argélia
03) Austrália,
04) Camboja,
05) Canadá,
06) China,
07) Coreia do Norte,
08) Coreia do Sul,
09) Croácia,
10) Dinamarca,
11) Emirados Árabes Unidos,
12) Equador
13) Espanha,
14) Estados Unidos da América (EUA),
15) Filipinas,
16) Finlândia,
17) França,
18) Grã-Bretanha (Escócia, Gales e Inglaterra)
19) Grécia,
20) Holanda,
21) Indonésia,
22) Irã,
23) Irlanda do Norte
24) Itália (incluindo San Marino),
25) Japão,
26) Malásia,
27) Noruega,
28) Singapura,
29) Suíça,
30) Tailândia e
31) Vietnã.

[Dados Atualizados Até o Dia 04/03/2020, Quarta-Feira]

Fontes: MS e R7.

Responder

Zé Maria

07 de março de 2020 às 18h00

íííííí… Agora mesmo é que a Pequena Burguesia Paulistana pira,
a Bolsa de Valores da São Paulo desaba e o Dólar vai às alturas !!! …

“Duas Mortes por Coronavírus Foram Registradas na Flórida”

Foram os Primeiros Casos Fatais pela infecção do COVID-19
(SARS COV 2) na Costa Leste dos Estados Unidos da América (EUA).

As 2 pessoas eram dos Condados de Santa Rosa e Lee,
e viajaram para fora do País, segundo informou o
Departamento de Saúde da Flórida na sexta-feira (6).

A Flórida tem 12 Casos Confirmados e 278 Casos
estão sendo monitorados e os pacientes ainda
não foram testados.

Com estes 2 novos casos fatais, o Número de Mortos
pelo Novo Coronavírus nos EUA subiu para 17.

https://www.acheiusa.com/Noticia/florida-registra-duas-mortes-por-coronavirus-broward-tem-dois-casos-suspeitos-77535/
.
.
íííííí… “O ‘Bicho’ Vai Pegá” !!! ….

Jair e Michele Bolsonaro viajam neste sábado (07/3) para a Flórida

Primeiro Compromisso [SIC] do Casal será um jantar
com Donald Trump em Mar-a-Lago, um resort que
pertence ao Presidente dos EUA em Palm Beach
no estado da Flórida.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, será acompanhado por quatro ministros, dois embaixadores e inúmeros parlamentares na viagem aos Estados Unidos.

A comitiva embarcou neste sábado (7), às 7 horas, e permanecerá
no Estado da Flórida até terça-feira (10).

Entre os ministros presentes no grupo aparecem Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Fernando Azevedo e Silva (Defesa),
Bento Costa Lima Leite (Minas e Energia) e Augusto Heleno
(Gabinete de Segurança Institucional).

A primeira-dama, Michelle Bolsonaro, também á presente,
assim como o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD),
do Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas,
Ar Raul Botelho, do Assessor internacional, Filipe Martins e do
Secretário Especial de Comunicação Social, Fábio Wajngarten.

Um dos compromissos [SIC] de Bolsonaro nos Estados Unidos será
um jantar com Donald Trump em Mar-a-Lago, um resort pertencente
a Trump em Palm Beach [Flórida].

Na manhã de domingo (8), o presidente visita o Comando Militar
do Sul [dos EUA], onde deverá se reunir com o almirante Craig Feller.

Durante sua estadia nos Estados Unidos, Bolsonaro também
participará de reuniões com os senadores do Partido Republicano
Marco Rubio e Richard Scott.

Confira todos os Membros da Comitiva que viajaram
com Jair e Michele Bolsonaro em visita à Flórida:

Ministro de Estado das Relações Exteriores*
Ministro de Estado da Defesa
Ministro de Estado de Minas e Energia
Ministro de Estado Chefe do Gabinete de Segurança Institucional/PR
Governador do Paraná
Chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas
Sen. Jorginho Mello (PL/SC)
Sen. Nelsinho Trad (PSD/MS)
Dep. Eduardo Bolsonaro (PSL/SP)
Deputado Daniel Freitas (PSL/SC)
Embaixador Nestor Forster
Embaixador João Mendes
Assessor internacional, Filipe Martins
Secretário Especial de Comunicação Social, Fábio Wajngarten
Presidente da EMBRATUR
Presidente da APEX
Chefe de Operações da Apex Brasil para a América do Norte
Secretário Especial de Comércio Exterior e Assuntos
Internacionais/MECON [Ministério da Economia]
Secretária Especial do PPI [Programa de Parcerias de Investimentos]
Secretário de Aquicultura e Pesca do MAPA [Ministério da Agricultura]

[R7 e G1]

Haja Dinheiro Público pra Sustentar as Regalias dessa Gentalha!
.
.

Responder

Zé Maria

07 de março de 2020 às 14h37

Vê só o que é a desumanização do Capitalismo.
Nos EUA, Seres Humanos recebem menos atenção em Saúde
do que o Dinheiro Circulante (Dólares Norte-Americanos).
E a Xenofobia ‘Fed’ na Guerra Híbrida [ou seria Biológica?] …

Coronavírus nos EUA

Dólares que Chegam da Ásia Ficam em Quarentena

Dinheiro permanece bloqueado por um período mínimo
de sete a 10 dias
Moeda pode ficar em quarentena por até 60 dias

AFP – As notas de dólar que voltam aos Estados Unidos
após terem sido usadas na Ásia estão em quarentena
para limitar os riscos de propagação do coronavírus,
disse uma fonte do Federal Reserve (FED = Banco Central)
nesta sexta-feira.

Essas notas permanecem bloqueadas por um período mínimo
de sete a 10 dias, em vez de cinco dias como antes.
A quarentena do dinheiro pode durar até 60 dias, disse a fonte,
que confirmou informações da mídia americana.

“Como precaução, os procedimentos para lidar com as notas
foram modificados” para aqueles que chegam da Ásia, disse a fonte.

A medida está em vigor desde 21 de fevereiro e, no momento,
diz respeito apenas às notas que chegam da Ásia.

O Banco Central da Coreia do Sul também anunciou uma quarentena
de papel-moeda na sexta-feira, informou o Wall Street Journal.

Na China, o Banco Central desinfecta e coloca em quarentena
por até 14 dias as notas antes que elas voltem a circular.

https://www.afp.com/pt/noticia/3958/dolares-que-chegam-da-asia-ficam-em-quarentena-nos-eua-doc-1po3hf1

AFP – Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo,
chamou o Coronavírus (COVID-19) de ‘Vírus Wuhan’

Na quinta-feira, o chefe da diplomacia norte-americana
falou pela primeira vez sobre ‘vírus Wuhan’ ’em homenagem’
à cidade chinesa’ onde foi notificado o primeiro caso de
contaminação pelo COVID-19 sem no entanto haver sido
determinada a origem do novo coronavírus.

Na sexta-feira, a expressão foi repetida várias vezes
pelo Chefe do Departamento de Estado dos EUA
em diversas entrevistas às Redes de Televisão.

Um porta-voz da diplomacia chinesa reclamou, classificando
a expressão como “altamente irresponsável”, quando lhe foi
perguntando nesta semana sobre os veículos ou as pessoas
que falam de ‘vírus Wuhan’ ou ‘vírus chinês’.

“Nos opomos firmemente a isso”, declarou.
“Ao chamá-lo de ‘vírus da China’ e, portanto, sugerindo sua origem
sem nenhum dado ou evidência como suporte, alguns meios de
comunicação claramente querem que a China assuma a responsabilidade e seus motivos ocultos são expostos.
A epidemia é um desafio global”, declarou o porta-voz.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que não se chegou a uma conclusão definitiva sobre a origem do vírus, chamado oficialmente de SARS-CoV-2.

“Deveríamos nos concentrar nas formas de contê-lo e não em usar palavras que estigmatizem certos lugares”, acrescentou.

Segundo o porta-voz, “essas iniciativas [dos EUA] apontam para que
a China assuma a responsabilidade pela epidemia, quando se trata
de um desafio mundial”.

A Organização Mundial da Saúde, em diretrizes divulgadas
em fevereiro aos governos e à mídia, alertou que termos como
‘vírus Wuhan’ podem estigmatizar pessoas de origem chinesa
e também desencorajar as pessoas a serem testadas.

Até agora, de acordo com um balanço da AFP baseado em fontes oficiais na sexta-feira às 17:00 GMT (14h em Brasília), o número de
pessoas infectadas com COVID-19 no mundo atingiu 100.842,
das quais 3.456 morreram em 92 países e territórios.

https://www.afp.com/es/noticias/17/pompeo-llama-virus-wuhan-al-coronavirus-pese-protesta-de-china-doc-1po0vj3

Responder

    Zé Maria

    07 de março de 2020 às 19h58

    Um Gráfico bastante Didático publicado hoje (07/3) no Portal
    da Plataforma Integrada de Vigilância em Saúde (IVIS), aponta
    que, conforme dados da Organização Mundial de Saúde (OMS),
    o pico de Novos Casos de COVID-19 (SARS-COV-2) Confirmados
    na China ocorreu um mês atrás, no dia 6 de Fevereiro de 2020,
    tendo diminuído de lá para cá e agora está no nível mais baixo
    desde que começaram a ser notificados os casos da doença.

    Inversamente ao que ocorreu na China, o Aumento de Casos Confirmados nos demais Países começou a se evidenciar
    a partir do dia 23/02/2020 e desde então cresceu de forma
    vertiginosa, e continua se espalhando por todo o Planeta.

    Acompanhe aqui os Dados Atualizados do Brasil e do Mundo,
    inclusive Novos Registros de Infecção, até 07/03/2020 às 17:40: http://plataforma.saude.gov.br/novocoronavirus/

Zé Maria

06 de março de 2020 às 13h47

A política econômica do presidente Donald Trump agravou a pobreza extrema nos Estados Unidos, de acordo com um relatório sobre o tema divulgado pelas Nações Unidas.

Ao acabar com ajudas sociais e favorecer os ricos com sua reforma fiscal, o republicano acentuou um problema que já era grave no país, avalia a ONU.

O relator Philip Alston recomenda às autoridades americanas que adotem um sistema sólido de proteção social e tratem as origens da pobreza no país, em vez de “punir e prender os pobres”.

“A política adotada parece destinada a acabar, deliberadamente,
com as proteções fundamentais destinadas aos mais pobres,
punir os que não têm emprego e até transformar em privilégio
o acesso a serviços básicos de saúde”, escreve o relator.

Cerca de 41 milhões de americanos vivem na pobreza,
dos quais 18,5 milhões estão em situação de pobreza extrema,
de acordo com os critérios da ONU.
As crianças representam um terço dessa população e os Estados Unidos têm a taxa de pobreza entre os jovens mais elevada entre os países desenvolvidos, destaca Alstom no relatório.

Desigualdades

“Os cidadãos americanos vivem menos tempo e com menos saúde
do que os de outras democracias prósperas.
Doenças tropicais que podem ser erradicadas são cada vez mais comuns, o país tem as mais altas taxas de prisão no mundo (…)
e os mais altos índices de obesidade do mundo desenvolvido”, prossegue o texto.

O relatório destaca os cortes drásticos previstos no sistema
de seguridade social americano atingirão áreas que já sofrem com falta de verbas, e afirma que a reforma fiscal adotada por Trump
“vai agravar” a situação, além de fazer com que os Estados Unidos
“permaneçam a sociedade mais desigual do mundo desenvolvido”.

“Sua riqueza e conhecimento [dos EUA] contrastam de forma chocante
com as condições em que vivem grande parte dos cidadãos.
Cerca de 40 milhões de pessoas vivem na pobreza, 18,5 milhões,
na pobreza extrema e 5,3 milhões em condições de pobreza extrema
típicas do terceiro mundo.”

“Não há receita mágica para eliminar a pobreza extrema.
Mas em um país rico como os Estados Unidos, a persistência
da pobreza extrema é uma escolha política feita por aqueles
que estão no poder”
O relator, que realizou uma missão a diversos estados americanos,
se baseou em dados do escritório de recenseamento do país,
a partir de 2016.
Os números não são comparativos entre antes e depois da chegada
de Trump à Casa Branca, em janeiro de 2017.

Eis alguns dos questionamentos mais severos constantes
do Relatório das Nações Unidas:

1 – O sonho americano é uma ilusão
“Os defensores do status quo descrevem os Estados Unidos como uma terra de oportunidades e um lugar onde o sonho americano pode se tornar realidade, porque os mais pobres podem aspirar a chegar ao grupo dos mais ricos, mas a realidade é bem diferente. Os Estados Unidos têm hoje uma das taxas mais baixas de mobilidade social intergeracional dos países ricos”, diz Alston.

“As altas taxas de pobreza infantil e juvenil perpetuam a transmissão da pobreza entre as gerações e asseguram que o sonho americano rapidamente se converta na ilusão americana. A igualdade de oportunidades, que é tão valorizada em tese, na prática é um mito, especialmente para as minorias e as mulheres, mas também para muitas famílias de trabalhadores brancos de classe média.”

2 – Pobres são maus, ricos são bons
O informe critica a forma como “alguns políticos e veículos americanos” falam sobre as supostas diferenças entre ricos e pobres.

“Os ricos são retratados como trabalhadores, empreendedores, patriotas, que impulsionam o crescimento econômico. Os pobres, como desocupados, perdedores e desonestos. Como consequência, o dinheiro que se gasta em bem-estar social é jogado no lixo”, critica Alston.

A realidade é, no entanto, “muito diferente”, diz o relator. “Muitos dos mais ricos não pagam impostos na mesma proporção que outros, acumulam grande parte de suas fortunas em paraísos fiscais e obtêm seus lucros apenas a partir da especulação, em vez de contribuir para a riqueza geral da comunidade americana”, aponta.

“Em toda sociedade, há quem abuse do sistema, tanto nos níveis superiores como nos inferiores. Mas, na verdade, os pobres são em sua maioria pessoas que nasceram na pobreza ou que caíram ali por circunstâncias que, em grande medida, estão fora do seu controle, como doenças mentais e físicas.”

Esses preconceitos sobre ricos e pobres se refletem na formulação de políticas.

O relator destaca, por exemplo, que um dos principais argumentos para cortar benefícios sociais são as acusações sobre a existência de fraudes e que muitos dos funcionários com os quais ele conversou disseram que há pessoas que estão sempre tentando tirar proveito do sistema.

“O contraste com a Reforma Tributária é ilustrativo.
No contexto dos impostos, acredita-se muito na boa vontade e
no altruísmo dos beneficiários corporativos, enquanto que à Reforma
do Estado de Bem-Estar Social aplica-se o pressuposto contrário.”

3 – Empregados, mas pobres
Alston destaca que um dos argumentos usados nos Estados Unidos por aqueles que defendem cortes nos benefícios sociais é que pobres têm de deixar de depender da ajuda do governo e trabalhar.

“As pessoas acham que, numa economia desenvolvida, há muitos empregos esperando para serem ocupados por pessoas com pouca educação, que, com frequência, têm alguma deficiência, às vezes têm um histórico criminal (com frequência ligado à pobreza), têm pouco acesso ao sistema de saúde e treinamento ou ajuda efetiva para conseguir trabalho.”

“Na verdade, o mercado de trabalho para essas pessoas é extraordinariamente limitado, mais ainda para aqueles que carecem das formas básicas de apoio e proteção social.”

Para ilustrar a insuficiência da estratégia de combate à pobreza apostando no trabalho, mas sem o apoio das políticas sociais, Alston cita como exemplo o caso dos trabalhadores do Walmart, o maior empregador dos Estados Unidos.

“Muitos dos seus trabalhadores não podem sobreviver com um trabalho em tempo integral se não recebem cupons de alimentação. Isso se encaixa numa tendência mais ampla: o aumento da proporção de lares que, apesar de terem pessoas empregadas, também recebem assistência para alimentação. Essa proporção foi de 19,6% em 1989 para 31,8% em 2015”, diz.

4 – Sistema Judicial para arrecadar recursos e não para promover justiça
Alston diz que um dos mecanismos que dificultam o progresso dos mais pobres é a grande quantidades de multas e taxas que se aplicam aos que cometem pequenas infrações e que se acumulam até se converterem num enorme peso para eles.

Cita como exemplo o fato de que os documentos de habilitação são suspensos por uma série de infrações, como não pagar uma multa.

“Essa é uma forma de fazer com que os pobres, que vivem em comunidades onde não há investimento em transporte público, sejam incapazes de ganhar um dinheiro que os teria ajudado a pagar uma dívida pendente.”

Nesse sentido, o relator da ONU critica o uso, em todo o país, do sistema judiciário para arrecadar recursos e não para promover justiça.

Ele diz que se tornou um mecanismo para manter os pobres na pobreza enquanto gera recursos para financiar o sistema de Justiça e outros programas.

5 – A criminalização dos pobres
Entre as falhas do sistema legal, o informe também destaca que, em muitas cidades, os moradores de rua são criminalizados apenas pela situação em que se encontram.

“Dormir em lugar público, mendigar, urinar em público e uma infinidade de outras infrações foram criadas para responder à ‘praga’ dos sem-teto”.

Alston diz que, segundo dados oficiais, em 2017, havia cerca de 553.742 pessoas nessa condição nos EUA, mas ressalta que há evidências de que o número seja muito maior.

Ele afirma que só na região de Skid Row, no centro de Los Angeles, há cerca de 1,8 mil sem-teto que dispõem de apenas nove banheiros públicos, um número que sequer está de acordo com padrões da ONU para campos de refugiados e situações de emergência.

“Que haja tantos sem-teto é algo evitável e reflete a decisão política de colocar a solução na mão da Justiça em vez de prover lugares para moradia adequados e acessíveis, serviços médicos, psicológicos e formação profissional.”

“Castigar e prender os pobres é a resposta tipicamente americana para a pobreza no século 21”, diz Alston na conclusão. “O encarceramento em massa é usado para tornar invisíveis temporariamente os problemas sociais e criar a ilusão de que se está fazendo alguma coisa.”

6 – Desigualdade extrema
Segundo o relatório da ONU, os Estados Unidos são o país rico com o mais alto nível de desigualdade. Ele diz que os 1% mais ricos tinham 10% dos recursos nacionais em 1980 e passaram a ter 20% em 2017. No caso da Europa, foi de 10% a 12% no mesmo período.

“O que a desigualdade extrema significa é que algumas pessoas detêm o poder econômico e político e inevitavelmente usam isso para defender seus próprios interesses”, diz.

“A alta desigualdade debilita o crescimento econômico. Ela se manifesta em baixos níveis educacionais, um sistema de saúde inadequado e a ausência da proteção social para a classe média e os pobres, o que, por sua vez, limita suas oportunidades econômicas e inibe o crescimento geral.”

7 – O legado da escravidão
“Ao pensar nos pobres, os esteriótipos raciais aparecem. A pessoas acham que os pobres são, em sua maioria, pessoas de cor, negros ou imigrantes hispânicos”, diz o relator da ONU.

“A realidade é que há 8 milhões de pobres brancos a mais do que negros. O rosto da pobreza nos Estados Unidos não é só negro e hispânico, mas também branco, asiático e de muitas outras origens.”

onsidera que a sociedade americana segue cronicamente segregada. Destaca que os negros têm 2,5 mais chances do que os brancos de viver na pobreza e uma taxa de mortalidade infantil 2,3 vezes mais alta.

Seu nível de desemprego é o dobro do que entre brancos, e eles geralmente ganham apenas US$ 0,82 para cada dólar ganho por brancos. Além disso, sua taxa de encarceramento é 6,4 vezes maior.

“Essas estatísticas vergonhosas só podem ser explicadas pela discriminação estrutural baseada na raça, o que reflete um legado duradouro da escravidão”, conclui Alston.

(Com informações da RFI, BBC e Reuters)

Daí se vê que o braZil
é uma cópia escarrada
do que há de pior nos EUA.

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