VIOMUNDO

Diário da Resistência


Blog da Saúde

Drogas: Chega de empurra-empurra!


07/08/2010 - 15h05

por Conceição Lemes

O consumo de drogas, inclusive álcool, cresce na maior parte dos países. No Brasil, mais da metade das pessoas já experimentou alguma droga ilícita e a iniciação é cada vez mais precoce. Daí a importância da prevenção.

No seu entender, qual destes discursos deve ser adotado por uma mãe ou um pai:

a) Meu filho, evite as drogas.

b) Meu filho, o problema não é a droga; é a polícia, o bandido. Então venha usar aqui em casa.

c) Meu filho, eu sei lidar, você saberá lidar também. Como você é um bom garoto, a questão está em suas mãos.

“A longo prazo, filhos de pais que lançam mão do discurso a usam menos drogas do que os dos que recorrem ao b ou c, que são ambíguos. É difícil o adolescente entender que drogas fazem mal se o uso é permitido em casa”, alerta o psiquiatra e professor André Malbergier, coordenador do Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas (Grea), da Faculdade de Medicina da USP, no livro Saúde — A hora é agora.  Ele avisa: “O cérebro dos adolescentes não está preparado para lidar com situações de prazer envolvidas no uso de cigarro, álcool e drogas ilícitas, o que aumenta o risco de se tornarem usuários”.

Existem no cérebro regiões que medeiam a relação de prazer que temos com as coisas da vida. Algumas substâncias nele produzidas estão envolvidas nessas sensações. Uma delas é a serotonina, ligada à tranquilidade e ao bem-estar. Outra é a dopamina, associada ao prazer.

Em adultos saudáveis, a produção de serotonina e de dopamina é relativamente equilibrada. Já os adolescentes produzem normalmente menos serotonina e mais dopamina. Porém, a partir do momento em que começam a usar drogas, têm o circuito cerebral de prazer alterado.

“As drogas potencializam o efeito da dopamina. Funcionam como reforçador do prazer que dificilmente se obtém nas atividades comuns”, explica Malbergier. “Por isso o risco de o adolescente perder o controle sobre o consumo de drogas é consideravelmente maior do que o de alguém que inicia aos 30, 40 anos.”

Mas não é só. Outros fatores contribuem para que adolescentes e até pré-adolescentes se tornem usuários quando entram em contato com drogas: a tendência à impulsividade e a dificuldade de esperar pelo prazer – ele tem de ser imediato; pressão do grupo social; vulnerabilidade genética devido ao tipo de personalidade – há garotos e garotas que nascem com maior propensão à busca de sensações de grande impacto; história familiar de conflitos importantes; falta de um dos pais ou distanciamento de ambos; abuso sexual; violência; acessibilidade.

Nessa altura, estas perguntas são inevitáveis.  O próprio Malbergier responde.

– Mas eu sempre soube lidar com droga, meu filho saberá também. Isso é coisa da adolescência…

O fato de você ter o consumo sob controle não significa que seu garoto ou sua garota terá, por melhor que eles sejam. Deixar essa questão só nas mãos dos jovens é um risco. Promover saúde é tentar evitar o contato.

– Ah… Mas eu usei drogas dos 18 aos 25 anos, hoje tenho 40, sou um executivo bem-sucedido, trabalho numa boa…

Por mais careta que pareça, o discurso de evitação colabora para que os filhos usem menos drogas. Aliás, mesmo que você consuma, há coisas ligadas ao prazer que não precisam ser ditas aos filhos. Da mesma maneira que você não lhes conta como é sua atividade sexual, certo?

– Mas, se eu disser para evitar, será que ele não vai usar só para me contrariar?

Independentemente de dizer sim ou não, é imensa a probabilidade de os adolescentes experimentarem, pois o acesso é muito fácil. Afinal, em boa parte das festas rolam drogas ilícitas. Agora, se eles introjetaram que os pais preferem que as evitem, diminui a possibilidade de continuarem o consumo.  “A sensação de risco é muito maior do que se simplesmente ouvissem dos pais ‘Isso é fase, faz parte da vida’, justifica Malbergier.

– E se, apesar do discurso de evitação, meu filho continuar usando drogas?

Não é porque ontem seu filho ou sua filha provou álcool ou alguma droga ilícita que amanhã ele ou ela será dependente, irá mal na escola, terá atritos com familiares. Em geral, a dependência é desenvolvida gradativamente. Portanto, fique atento(a) ao processo lento de mudança de comportamento social e  notará tão logo ele ou ela comece a ficar “diferente”. Caso positivo, converse.

Se necessário, busque ajuda.

“É claro que vocês, pais, são os primeiros responsáveis pela orientação dos filhos quanto ao uso de cigarro, álcool e drogas ilícitas”, salienta Malbergier. “Mas não os únicos. Como questão de saúde coletiva, a prevenção é responsabilidade também de professores, profissionais de saúde, autoridades governamentais e dos próprios adolescentes. Cada um tem de fazer a sua parte. Chega de empurra-empurra!”

Gostaria de esclarecer alguma dúvida sobre como abordar a questão drogas com o seu filho? Pois deixei-a  em comentários. O doutor Malbergier vai responder.

Nota do Viomundo: O livro Saúde — A hora é agora, publicado pela editora Manole, tem como autores a repórter Conceição Lemes, o médico Mílton de Arruda Martins, professor titular de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da USP, e o médico Mario Ferreira Junior, responsável pelo Centro de Promoção de Saúde do Hospital das Clínicas de São Paulo.

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76 comentários

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Mayana Zatz: É ético selecionar embriões de um determinado sexo? | Viomundo - O que você não vê na mídia

11 de setembro de 2011 às 21h00

[…] Drogas: Chega de empurra-empurra!   […]

Responder

Ministério da Saúde

23 de fevereiro de 2011 às 11h53

Olá, blogueiro(a)!

Através do programa Saúde Não Tem Preço, agora os brasileiros passam a ter acesso gratuito aos medicamentos para controle da diabetes e hipertensão.
Seja nosso parceiro e utilize seu espaço para divulgar esta novidade. Se tiver interesse em colocar algum material da campanha em seu blog, entre em contato com [email protected]

Para saber mais sobre a campanha, acesse: http://www.saudenaotempreco.comVocê também pode nos seguir no Twitter: http://www.twitter.com/minsaudeObrigado,
Ministério da Saúde

Responder

Bernardo Felsenfeld

17 de novembro de 2010 às 19h20

VODKA NÃO É COLÍRIO
Entendam entrando aqui: http://bernardoalerta.blogspot.com/2010/09/vodka-

Responder

Roberto

23 de setembro de 2010 às 11h47

Tão engraçado esse medo de que a "legalização" aumentaria o número de usuários. Parece aquela preocupação dos que não querem o debate de cotas nas universidades com medo de "criar/aumentar o racismo no Brasil".
Existem milhões de usuários de diversos tipos de drogas (lícitas ou ilícitas). Ponto final. Isso é um fato. Se o Estado acha que o consumo dessas drogas traz algum mal à sociedade, então que discuta uma nova forma de atacar o problema, pois esse negócio de criminalização não deu certo. Será que isso não é claro? Chega de gastar dinheiro público de forma tão ineficiente nessa "guerra contra as drogas". Chega de tratar essa questão como uma questão de polícia. Precisamos do emprego desse contingente enorme de policiais em outras áreas emergenciais. Por que não investimos os bilhões dessa guerra em Educação? Aí sim abriremos uma frente que de fato funcione contra o combate ao consumo de drogas: diminuindo a demanda.
Ou encaramos essa questão de frente, tratando-a como um questão de saúde pública, aceitando que existem diversos tipos de drogas e que não podem ser todas colocadas no mesmo saco, criando uma política educacional com capilaridade entre os jovens, ou vamos continuar nessa bendita terra de hipocrisia onde não se pode vender o que é vendido em cada esquina e não se pode consumir o que é consumido diariamente por milhões de brasileiros.
A legalização da maconha é útil até mesmo aos que querem diminuir seu uso… mas é difícil debater isso com essas pessoas.

Responder

orlando f. filho

08 de setembro de 2010 às 16h28

Peço um pouco de paciência dos amigos para ser professoral. A proibição da maconha no Brasil aconteceu por preconceito racial. Os escravos fumavam sua diamba sem problemas, não eram incomodados, etc. A nobreza preferia o haxixe, droga caríssima naquela época, inacessível aos filhos da nobreza. O que os muleques faziam? Compravam maconha dos escravos e saiam felizes para fumar seus baseados. Um médico sanitarista da época, ao descobrir o artifício, conveceu o governo que "essa droga do demônio, utilizada por uma raça inferior, estava envenenando a mente dos filhos da nobreza branca." Talvez seja este o motivo do ódio contra a maconha. A maconha não é legalizada porque, ao contrário do cigarro e bebidas alcoólicas, pode ser cultivada dentro de casa por qualquer pessoa(inclusive na California existem verdadeiras plantações em apartamentos), o que é um tapa na cara do capitalismo.

Responder

Wilson Pereira

25 de agosto de 2010 às 14h22

O que fazer com os usuários? Prende-los? E os que bebem, fumam cigarro ficariam impunes? As drogas são diferentes, as leis também não deveriam ser? Ou a solução é generalizar e tratar todas como uma coisa só: droga (leia-se coisa ruim, do demônio, coisa de marginal, coisa de gente alienada, coisa de loucos que não ligam pra própria saúde).
O discurso "nunca usei, dane-se quem usa, temos que acabar com esse mal" é extremamente individualista. Vocês – os não usuários – se sentem como "os iluminados" que sabem da verdade (que a droga faz mal a saúde) e querem libertar o mundo acabando com as substâncias que vocês não consomem e abominam, mesmo sem nunca terem experimentado (de verdade, não em laboratórios com cobaias humanos ou ratos e muito menos lendo em panfletos dos "profissionais da saúde") para aí sim julgar seus efeitos. Ninguém fala que a maconha é uma droga recreativa, onde o "ritual" geralmente envolve formar uma roda e conversar por horas e horas, discutindo desde a novela das 8, passando pelo futebol, cultura, política, religião. Ninguém fala quantas idéias importantes para o pensamento político latino-americano surgiram nas mesas de bar e nas "rodas de maconha". Ninguém fala o que representa o tal "efeito relaxante" para um trabalhador que após 8 ou 10 horas de trabalho chega em casa exausto e só pensa em tomar um banho, fazer um café quente e forte e acender seu cigarro de maconha. Sei que o artigo trata sobre adolescentes e que o caso é delicado. Mas os comentários acerca do uso da maconha são extremamente preconceituosos.
Tenho uma proposta para vocês, caros companheiros:
Na parte de trás de cada caixa de chocolate o Ministério da Saúde deveria colocar a foto de uma pessoa obesa morrendo de diabetes.
Na parte de trás de cada caixa de remédios, incluindo os calmantes, remédios para dor de cabeça e gripe, o Ministério da Saúde deveria colocar a foto de um adolescente morto de overdose no tapete da sala e a mãe chorando ao fundo ao ver seu filho afogado no próprio vômito.
Na parte detrás das cervejas, licores, dos vinhos portugueses, chilenos e argentinos, o MS deveria colocar a foto do um corpo de uma criança dilacerado (com muito sangue e photoshop) entre as ferragens de um carro socado no poste, fruto da embriaguez.
Em cada pastel da feira, a foto de um tórax aberto cirurgicamente, mostrando as artérias de uma senhora entupidas de gordura.
E em cada "santinho" dos políticos, que o governo coloque a foto de crianças comendo no lixão, disputando comidas com ratos e baratas, mostrando o perigo dessa democracia totalitária em que vivemos e o quanto somos "livres". Isso inclui aquela famosa tela azul no fim do horário eleitoral: "A politicagem é droga e causa dependência."
Que tal? Já que para muitos aqui "droga é droga e ponto final", tratemos então todas como uma coisa só. Vamos reprimir os usuários colocando-os atrás das grades ou em "clínicas de recuperação", onde geralmente o acesso às drogas é muito maior do que no "mundo lá fora".

Responder

    Paulo

    06 de setembro de 2010 às 21h32

    Apoiado!

    Binah Ire

    14 de setembro de 2010 às 16h03

    Wilson, foi a coisa mais lúcida que já li a este respeito.

    Felipe M Cardoso

    23 de setembro de 2010 às 17h54

    PUTA-QUE-O-PARIU!! Até arrepiei!!! Enfim uma pessoa sensata!!!

    Eu fumo meu baseado quase todo dia, depois do meu expediente, de pagar minhas contas, fazer academia e botar minha filha pra dormir. E aí?! Fiz mal a quem?!!!

    Quem tiver a ilusão de que é comigo, vem cá e me examina psicologica e fisiologicamente! Duvido que ache qualquer coisa.

    Ângelo de A. Regis

    28 de setembro de 2010 às 11h03

    Tudo bem, está de certa forma correto teu comentário, mas o uso de droga, seja qualquer que for, não é recomendável e causa SIM prejuízos irreparáveis ao corpo humano. Não precisa ser um especialista em saúde para se constatar isso. trabalho a mais de 30 anos com grupos de usuários de drogas (inclusive a inofensiva maconha) e os resultados desse costume sao desastrosos. Lamentável…Muito lamentável usar quaisquer droga, seja lícita ou ilícita!

    Priscila C. Lemes

    30 de setembro de 2010 às 19h00

    Muito bem colocado!
    Enquanto não tratarmos a questão da maconha como um problema de saúde pública, a situação continuará a mesma: usuários sendo tratados como criminosos e a sociedade julgando como quer!
    O ser humano já usava substâncias alucinógenas/calmantes/estimulantes muito tempo antes de inventarem Cristo.
    Hoje, há MUITAS pessoas que fumam maconha, mas nem todas admitem por medo de serem julgadas pela sociedade ou até mesmo presas. Não falo em legalizar, pois nossa sociedade é extremamente conservadora e não está preparada para uma mudança tão radical como esta. Creio que tão cedo não veremos nada parecido. Mas a questão da discriminalização tem SIM que ser discutida. Não aguento mais ser tratada como uma criminosa por fumar um baseado de vez em quando!
    Como já disse o Wilson, as drogas são diferentes, as leis também devem ser!
    Só para finalizar: essa conversa de que "usar qualquer tipo de droga, seja lícita ou ilítica, é lamentável" defendida pelo Ângelo é absurdamente preconceituosa! Lametável é misturar alhos com bugalhos, banana com tomate, crack com maconha. Lamentável é não conhecer as drogas e julgá-las como uma coisa só e com o mesmo efeito: depreciativo, nocivo à saúde!
    Sabemos que fumaça no pulmão faz muito mal. Mas hoje, o que não faz? O café e a Coca-Cola viciam e causam gastrite; os doces causam diabates; as frituras podem causar infarto; respirar o ar da cidade de São Paulo pode causar câncer! Sem falar nas substâncias que nem conhecemos direito: aromatizantes, estabilizantes, corantes, acidulantes… presentes em grandes quantidades nas balas, salgadinhos e sucos de nossos filhos.
    Concordo com o comentário do Wilson – exagerado na medida certa e bem humorado. Essa discussão é de extrema importância para os jovens de hoje que vivem nesse regime dito democrático, mas que reprime mais que muita ditadura.

Guilherme Scalzilli

24 de agosto de 2010 às 10h38

Falácias contra a maconha

Ronaldo Ramos Laranjeira, professor da Unifesp e coordenador do Instituto Nacional de Políticas sobre Álcool e Drogas, e Ana Cecilia Petta Marques, pesquisadora do mesmo Inpad/CNPQ, atacam a legalização da maconha. O último artigo chama-se “Lobby da maconha” e saiu na Folha. Os argumentos são batidos, mas reúnem as principais deturpações proibicionistas em voga. Elas são citadas abaixo, em itálico, seguidas de meus comentários.

1. “Maconha faz mal”: irrelevante. Toda substância pode causar dano à saúde. Os horrores do câncer, do infarto ou do vício jamais serviriam para proibir legumes tratados com agrotóxicos, frituras ou remédios que provocam dependência. O argumento da saúde pública tem a mesma duração de um copo de cachaça.

2. “Efeito terapêutico não é comprovado”: mentira. Procurem os trabalhos do Dr. Raphael Mechoulam, da Universidade Hebraica de Jerusalém. …
(continua aqui: http://guilhermescalzilli.blogspot.com/2010/08/fa… )

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Revista Caras visitou os bastidores do Encontro de Blogueiros | Viomundo - O que você não vê na mídia

23 de agosto de 2010 às 14h01

[…] (Altamiro Borges, do blog do Miro), da Danielle (Barão de Itararé) e das Conceições, a Lemes (Blog da Saúde) e Oliveira (Maria Frô). Refiro-me àqueles que, de fato, suaram sangue para fazer do encontro o […]

Responder

Fabiano

17 de agosto de 2010 às 10h22

Eu tenho o direito de usar o meu próprio corpo.
Você não tem o direito de se entupir de carne gordurosa?
Pois bem, eu quero ter o direito de fazer o que quero com o meu corpo.
Só quero ter o direito de plantar minha maconha no meu quintal e fumar sem ninguém me importunar na minha própria casa.
Deixemos de hipocrisia. Quanto mais se proibe, mas se incita ao uso.

Responder

rafael

13 de agosto de 2010 às 10h13

Sou contra qualquer proposta de legalização, e penso ser balela a conversa de comércio legal como redutor de violencia, ao contrário, tudo permanecerá como antes no quartel de abranches, traficante não paga e nunca vai querer pagar icms e afins, logo, o comércio ilegal vai continuar a existir. As vezes me pergunto, se a regra do jogo é a proibição pq não cumprir?Já que não vicia, que não faz mal, pq não deixar de comprar?

Responder

    vinicius

    15 de agosto de 2010 às 17h43

    rafael, se um dia proibissem a pratica de sexo como recreação e usassem somente inseminação como meio de reprodução vc não cumpriria as leis? sexo não vicia porque então não parar?

    o uso de maconha foi livre durante quase toda historia humana, somente no ultimo seculo que devido a contendas politicas ela se tornou ilegal, as pessoas que tinham como parte de sua vida o uso de maconha foram contra essa lei…hoje nós somos os sucessores deles

    com base no que vc afirma que o comercio legal sempre vai existir? se houver uma alternativa dentro da lei para comprar maconha, qual o IMBECIL que vai ir quebrar a lei pra comprar com um kra q ele nem conhece direito que lida todo dia com traficantes e criminosos??????????

    o comercio ilegal só existe enquanto o consumo ilegal for a unica saida!

    rafael

    19 de setembro de 2010 às 15h51

    E vc acha que as pessoas fumam baseados porque vicia e faz mal?

    Felipe M Cardoso

    23 de setembro de 2010 às 18h04

    Rafael, o comércio ilegal EXISTE ATÉ PARA CIGARRO COMUM. Não só comércio ilegal, como pirataria. Tem muito cigarro falsificado por aí. Mas o usuário não tem culpa disso.
    Na questão das drogas, há uma penalização do usuário. Porque?! Ele não tem o direito de escolher o que quiser para sí? Inclusive se ferrar?!
    Se pudéssemos plantar nossa própria maconha, já seria uma saída. Dá trabalho, não é barato, mas as pessoas não teriam de procurar um traficante, e com isso, se expor a riscos, entrar em contato com desgraças como o crack, e ainda saberiam o que estão consumindo, pois no "prensado" (a maconha do traficante) o usuário não faz idéia do que está consumindo. No mínimo tem amônia para dar liga no "tijolo". Mas para ter bosta de vaca, capim, ou qualquer outra porcaria, não custa nada.
    É o que acontece com as drogas sintéticas. Não há nenhum controle sobre o que o usuário está consumindo. A maior parte do que se vende hoje nem é mais ecstasy e LSD. São outras coisas, que ninguém sabe se é uma droga leve como o LSD.
    Legalizar é sim uma questão de saúde pública. E diminuiria sim, muito do financiamento do tráfico, que não é comandado por favelado não. Tem muita gente grande por trás disso. Favelado é descartável! E está envolvido, muitas vezes, por falta de opção.

O Brasileiro

10 de agosto de 2010 às 22h56

Depoimento:
Acho que sofri "lavagem cerebral".
Aos 10 anos eu lia os livros "O drama do alcoolismo" e "O drama do tabagismo".
Aos 13 anos, na escola, eu lia "O estudante".
Tive quatro tios alcóolatras e via a miséria dos maconheiros na minha rua.
Por essas e outras, as drogas, incluindo o álcool e o cigarro, nunca me interessaram!
Espero que meu filho siga o meu caminho, pois nunca precisei de álcool para "ter coragem" nem pra me enturmar!
Sempre convivi com amigos que bebem!
Nunca precisei usar álcool ou drogas para me socializar ou para paquerar!
Será que eu sou um ET??? Rrsss
O que eu posso dizer é que A PREVENÇÃO TEM QUE COMEÇAR MUITO CEDO!

Responder

    Priscila C. Lemes

    30 de setembro de 2010 às 19h03

    O que tem que começar muito cedo?

    a PREVENÇÃO ou a LAVAGEM CEREBRAL?

Hans Bintje

10 de agosto de 2010 às 16h27

Essa frase da Eugenia mexe na ferida:

– Droga é alienação.

Do insuspeito Estadão – parte 1/2: "DEVASSA BEM LOURA: UMA VIDA MAIS ORDINÁRIA" ( http://blogs.estadao.com.br/bob/devassa-bem-loura… )

"Foi difícil escolher o título deste post. Ideias como 'nem tudo que reluz é ouro', 'mais uma falsa loura', 'quarta de Cinzas antes do carnaval' e até o trash/cult 'one night(mare) in Paris' (quem acompanha o Youtube sabe do que estou falando… hehehe) foram fortes concorrentes até o último momento. Mas 'uma vida mais ordinária' resume melhor a questão. A notícia, como já se sabe, é que a Schincariol/Devassa lançou um produto novo no mercado, a Devassa Bem Loura. A campanha, segundo a Schin, deve consumir R$ 100 milhões, ou 10% do orçamento de publicidade da empresa em 2010, com direito a presença da socialite americana Paris Hilton, que também é atriz (cruzes) e cantora (chega, por favor) e veio ao carnaval do Rio de Janeiro para o lançamento da marca. (…)

EM TEMPO: Paris 'causou', como diriam os blogs de celebridades, no camarote da Devassa. De propósito ou não, a moça aparece em uma das fotos apoiando joelhos e mãos no chão – daqui do Limão, onde escrevo, parece pose de quem tenta se segurar no chão antes que ele rode de novo, mas creio ser muito longe para tirar conclusões. Começou bem (ou não)…"

Do insuspeito Estadão – parte 2/2: "O CERVEJEIRO QUE VIROU FILME" ( http://blogs.estadao.com.br/bob/o-cervejeiro-que-… )

"Ainda no embalo de ter apresentado a Canoinhense Nó de Pinho na palestra sobre cervejas em barris de madeira no Paladar do Brasil, soube que hoje, Rupprecht Loeffler, dono da cervejaria, vai virar filme. O Cine Queluz, na pequena Canoinhas (SC), vai exibit a pré-estreia de 'Cerveja Falada', de Demétrio Panarotto, Luiz Henrique Cudo e Guto Lima, sobre esse senhor de 93 anos, cuja família produz cerveja na cidade desde 1924 – o local, porém, é nascedouro da nobre bebida desde 1908. (…)

Como fã e defensor da cervejaria – cujas produções fazem muitos torcerem o nariz, pelo caráter acético e ácido -, devo dizer que o que é feito pelo 'seu' Loeffler e os assistentes na cervejaria é único no Brasil. Não só pela fábrica, com equipamentos de tempos imemoriais – alguns encontrados apenas no Museu da Cerveja, em Blumenau -, mas pelo ambiente em sim, com macacos e aves empalhadas e o famoso porco de duas cabeças em um pote de formol sobre a geladeira. Bem ou mal, isso é história e não se compra de uma tacada."

Responder

Eugenia

10 de agosto de 2010 às 11h58

Droga é demência, alienação, afora degradação física e moral. Droga é do domínio de gente grande. Droga é crime organzado. Droga é colonização. Droga é domínio de grandes potências sobre os países que garantem água e alimento para os mais ricos( G-8). Está na nossa cara. Não há combate, há uma incenação. Isso tanto nas drogas lícitas e ilícitas. Não é culpa de Lula, mas de quem deixou ser implantado em nosso país. E Isso faz mais de 20 anos. Não é da noite pro dia que tudo isso terá um fim. A educação será um grande passo.

Responder

    Hans Bintje

    10 de agosto de 2010 às 15h35

    Houve uma discussão muito dura no jornal "The Guardian" sobre o tema nesta semana ( http://www.monbiot.com/archives/2010/08/09/turnin… ). Trecho:

    "No Observer de domingo, o doutor Steve Field culpou os problemas de saúde pública direta e exclusivamente nos doentes e seus pais. É verdade que devemos tomar como responsabilidade quanto pudermos para a nossa saúde. Mas Field, como a maioria dos conservadores, ignora o contexto social e político, condenando as pessoas para os problemas que não possam resolver sozinhas. Ele tanto critica-nos por comer 'junk food', por exemplo, enquanto dizia nada sobre os fabricantes que asseguram que é tão viciante quanto os regulamentos permitem. Ele sugere que devemos incentivar as crianças a sair fora de casa e brincar. Claro que devemos, mas se não há nenhum lugar seguro nas proximidades em que eles podem fazer isso estamos falando papo furado."

beattrice

09 de agosto de 2010 às 20h27

Conceição, excelente texto.
Há uma corrente totalmente irresponsável que discute a descriminalização da maconha, na qual acabam embarcando pessoas que não têm a informação ncessária para avaliar o risco que isso representa de fato para o indivíduo e a sociedade.

Responder

    Gerson Carneiro

    12 de agosto de 2010 às 09h53

    Certa vez em uma aula de economia o professor dizia: “O trafico tem seu papel social. Ele emprega e tira da concorrência um exército de gente. Imagine esse exército disputando escola, faculdade, emprego? Já há falta de tudo isso com esse exército fora da concorrência!”

    E esse problema de carência dessas necessidades jamais será resolvido. Mesmo porque, se espalha a notícia de que no Brasil há escola, faculdade, emprego para todos, virá um tsuname de migrantes que fará com que a bola de neve volte a rolar.

    É cruel essa análise? É. Importante é que não é uma defesa da desgraça, mas sim uma cruel constatação. Isso foi posto em uma aula, presenciada por mim, em uma universidade em Campinas-SP. Portanto, me pergunto qual seria a informação necessária para avaliar o risco que isso representa para a sociedade? Como podemos discutir paz quando uma população decide pelo porte de arma de fogo? Quanto a importância e o valor do texto aqui postado, não há o que discutir, o que discordar.

    Gerson Carneiro

    12 de agosto de 2010 às 10h04

    Quem é mais irresponsável: nós que não legalizamos e no entanto não temos condições de combater o tráfico, e assistimos a guerra diária que envolve e mata crianças e adolescentes, ou os holandeses que legalizaram e assumiram a questão como um problema de saúde pública?

    Gerson Carneiro

    12 de agosto de 2010 às 10h24

    Há localidades no Brasil que existem jovens que sobrevivem da plantação de maconha por não haver alternativa. Por que não legalizar e tirá-los da criminalidade? Por que não agregar à indústria do tabaco? O tabaco não é maléfico à sociedade? O tabaco não representa de fato risco para o indivíduo e a sociedade?

    Essa questão envolve várias facetas que precisam ser avaliadas, por isso não embarco no panfleto imediato da proibição. Óbvio que não quero isso pra mim. Assim como não quero inúmeras outras profissões legalizadas nesse mundo de meu Deus.

    Gerson Carneiro

    12 de agosto de 2010 às 10h40

    É semelhante à questão do aborto. É tratado como crime, no entanto há deficiência em todas as áreas que envolve a questão (saúde, emprego, moradia, assistência social), e enquanto criminalizado quem morre diariamente são as mulheres pobres. "Chega de empurra-empurra!"

francisco.latorre

09 de agosto de 2010 às 15h37

'grass' – documentary on the history of the Prohibition of Marijuana.

..

[youtube sknoKWsVlAA http://www.youtube.com/watch?v=sknoKWsVlAA youtube]

Responder

Hans Bintje

09 de agosto de 2010 às 14h09

Conceição Lemes:

Falei do Alberto Marsicano e não deixei o endereço para contato do instrumentista.

Lá vai: http://albertomarsicano.vilabol.uol.com.br/contat

Responder

Hans Bintje

09 de agosto de 2010 às 13h55

Conceição Lemes:

Que tal convidar o Alberto Marsicano, que toca cítara indiana, para o show do Encontro dos Blogueiros?

A atmosfera que essa música cria permite que a mente possa viajar bem longe e de uma forma muito mais agradável do que qualquer droga que exista.

É trabalhar, para valer, a dimensão dos sonhos, como fez Xerazade:

"Xerazade, que tinha lido livros e escritos de toda a espécie, conta uma história que, como havia planejado, cativa a atenção do rei. Com as primeiras luzes do dia, Xerazade interrompe a narrativa no meio, dizendo que a continuaria na noite seguinte. Curioso por saber o final da história, o rei concede-lhe a vida até a noite seguinte. Nas noites que se seguem, Xerazade continua narrando contos de conteúdo muito diverso, com componentes edificantes, mágicos e eróticos, fazendo com que o rei não perca seu interesse e mantenha-a viva.

Passam-se assim mil e uma noites de histórias maravilhosas, e durante esse período Xerazade dá a luz três filhos do rei. No final, Xerazade implora ao rei que lhe conceda a vida, e este, muito arrependido pelas suas ações passadas e impressionado por sua inteligência e dedicação, faz dela sua rainha definitiva." ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Xerazade )

Responder

francisco.latorre

09 de agosto de 2010 às 13h00

sem discutir a propaganda de cerveja pras crianças..

e a proliferação de farmácias brasil afora..

e o verdadeiro crime organizado.. o cartel farmacêutico e seus capangas doutores-pesquisadores-inventores de síndromes..

esse papo não chega no miolo da história.

..

mais.. tem que situar históricamente os interesses biopolíticos por trás das proibições.

a criminalização de usos e costumes.. tabaco-álcool-maconha.. encobre outros interesses.. criminalização da população.. controle social de minorias.. e vários etcéteras..

ah.. e muito.. muito dinheiro.. pras corporações médico-farmacêuticas.

..

quanto aos jovens.. o discurso é o seguinte.. não é necessário se drogar.. e nem todos se drogam.

mas não pode nivelar os riscos.. o discurso paranóico não tem credibilidade.

não se drogue.. mas se for pra se drogar.. fique com os baixos teores..

..

no fim o que acontece nesse ambiente criminalizado..

é que o gajo vai atrás de um beise.. aí só tem pó.. ou pedra.. aí o manezinho pensa.. diziam que era tudo tudo tão péssimo.. e eu tô legal.. deve ser tudo conversa.. e nada tem perigo..

aí crau..

todos conhecem essas histórias..

aliás as proibições existem pra isso mesmo.. detonar a população.

..

Responder

    beattrice

    09 de agosto de 2010 às 20h25

    Detalhe interessante: histericamente contrário ao tabagismo, Serra sempre se msotrou ambivalente ou até compalcente e cúmplice na questão da propaganda da cerveja.
    Alguma relação com as bolsas de estudo de dona verônica?

Jairo_Beraldo

09 de agosto de 2010 às 12h28

FHC agora quer mudar de ares. Falou mundo afora sobre liberalização da maconha. Quando viu que pegou mal, quis se livrar da batata quente jogando-a no colo do PT, através do Zé, do Indio e da sempre servil mídia brasileira. Como se fosse Lula que tivesse esta brilhante idéia.

Responder

Marcelo de Matos

09 de agosto de 2010 às 11h52

Deus nos proteja das drogas lícitas! Você pode abandonar o hábito de tomar um vinho ou uma cervejinha, mas, se cair em depressão, quem irá salvá-lo? Cada vez mais os médicos procuram dar à depressão um tratamento não psicológico, mas, farmacêutico. A maior quantidade de drogas lícitas não está na prateleira dos bares, mas, na das farmácias. A Folha publica hoje a matéria “Anti-inflamatório comum pode causar lesões no intestino”: “Soluções como tomar leite e sal de frutas não adiantam, de acordo com Helfenstein. O efeito do anti-inflamatório convencional é sistêmico. Ele inibe a produção de uma substância que protege a mucosa do estômago”. “Para diminuir o estrago, seu uso é associado a inibidores da secreção ácida, o que significa incluir mais um remédio, para tratar dos efeitos do primeiro”. Resumindo: o médico manda que você tome dois remédios, um para tratar os efeitos maléficos do outro. Isso pode gerar uma cadeia medicamentosa infinita, mas, por favor, não leia a bula. Ela poderá deixá-lo traumatizado com tantos efeitos indesejáveis.

Responder

Paulo A

09 de agosto de 2010 às 10h19

O tráfico de drogas movimenta um volume absurdo de dinheiro. Gostaria de saber em que ponto do ciclo esse dinheiro é lavado e passa a fazer parte da economia formal.

Responder

    Gerson Carneiro

    09 de agosto de 2010 às 12h26

    Em uma série de reportagens passada no Domingo Espetacular, TV Record, os traficantes exibem armas potentes e dizem que compram de policiais. O policial com o dinheiro no bolso vai gastar aonde? No bar, na praia, na farmácia, no supermercado, na imobiliária, na concessionária, no Banco, na agência de viagem, comprando mais armas e munições…. ou seja, o que não falta é onde pulverizar a grana.

Gerson Carneiro

09 de agosto de 2010 às 09h42

Fabio_Passos,

Se é assim como o Plínio diz, então…

[youtube dmActTFLSjc&feature=related http://www.youtube.com/watch?v=dmActTFLSjc&feature=related youtube]

Responder

    Gerson Carneiro

    09 de agosto de 2010 às 09h58

    Você pode fumar baseado
    baseado em que você pode fazer quase tudo
    Contanto que você possua
    mas não seja possuído

    Porque o mal nunca entrou pela boca
    do homem…
    Porque o mal é o que sai da boca
    do homem…

    Você pode comer baseado
    baseado em que você pode comer quase tudo
    Contanto que deixe um pouquinho
    um pouquinho de fome

    Porque o mal nunca entrou pela boca
    do homem…
    Porque o mal é o que sai da boca
    do homem…

    Você pode beber baseado
    baseado em que você pode beber quase tudo
    Contanto que deixe um pouquinho
    um pouquinho pro santo

    Porque o mal nunca entrou pela boca
    pela boca do homem
    Porque o mal nunca entrou pela boca
    do homem…
    Porque o mal é o que sai da boca
    do homem…

    O mal é o que sai da boca do homem – Composição: Pepeu Gomes/Baby do Brasil/Galvão

    Fabio_Passos

    09 de agosto de 2010 às 21h01

    Muito bom.

    zé huertas

    13 de agosto de 2010 às 21h25

    Disse tudo cara…esta história sem fim tem tantos interesses que tudo que você falar pode ser usado contra você mesmo, né?

Gerson Carneiro

09 de agosto de 2010 às 06h10

Há algo fundamental nessa luta, posso estar sendo careta, confesso que hoje depois de adulto eu até não gosto de frequentar, mas reconheço que a Igreja (não importa a religião) é fundamental na formação da criança e deve sim estar presente alí na faixa etária até os 10 anos.

Alí na Igreja, nessa fase da vida, a pessoa aprende a respeitar o próximo e desperta o amor pela vida (própria e alheia). E isso salva, doutrina. Eu sinto que está se tornando raro os pais levarem os filhos à Igreja… eu fiz até primeira comunhão. Fico observando aquelas crianças que aparecem no programa da Super Nanny, criadas sem referência religiosa nenhuma… outro dia apareceu um garoto lá que permanecia o dia inteiro jogando um vídeo game violente, com classificação para adulto, e o garoto reproduzia a violência e tudo queria resolver na porrada.

Depois de adulto, após estudar e perceber a influência do dinheiro nas igrejas eu me desgarrei, mas isso é outro papo.

Responder

Fabio_Passos

08 de agosto de 2010 às 23h58

O candidato do PSOL à presidência, Plínio Soares de Arruda Sampaio, diz com todas as letras e sem meias palavras que vai LEGALIZAR A MACONHA no Brasil apesar de ser religioso.

[youtube Cr_OZ5ZAQ6U http://www.youtube.com/watch?v=Cr_OZ5ZAQ6U youtube]

Responder

    Gerson Carneiro

    09 de agosto de 2010 às 09h35

    Escorregou no finalzinho do discurso: "… o crack não (vou permitir). Porque o crak é no primeiro. Bateu ficou. Aí não dá."
    Quer dizer, "a maconha permito porque tem que fumar bastante pra ficar viciado".
    Nessa doidera fico com o discurso do Bob Marley: "It´s only a plant".

    A minha opinião é a de que a maconha deve ser legalizada sim e comercializada como os cigarros são. Ou seguir tapando o sol com a peneira…

    Gerson Carneiro

    09 de agosto de 2010 às 09h50

    "…contanto que deixe um pouquinho
    um pouquinho pro santo
    contanto que deixe um pouquinho
    um pouquinho pro santo"

    O mal é o que sai da boca do homem – Pepeu Gomes/Baby do Brasil/ Galvão

Ed.

08 de agosto de 2010 às 23h23

Eu que sempre fui careta, diria que convivi normalmente na minha adolescência e além com drogados dos mais diversos níveis, do ácool e maconha até a coca e além.
Tinha até uma camiseta que todo mundo sempre elogiava e embora também gostasse dela, via um certo exagero do pessoal. Um dia entendi porque. A folhinha pequenininha e bonitinha no peito esquerdo, com a legenda "Nature's Way" era uma cannabis…
Mas, sem querer, fiz muita gente questionar o sentido do "pega, puxa, prende, passa".
Minha participação solidária, sem censurar ninguém ou cortar-lhes o barato, era só "passa, passa"…

Responder

    Gerson Carneiro

    09 de agosto de 2010 às 11h24

    E na camiseta que eu usava na adolescência estava escrito: "o Sol é a brasa do baseado de Deus".
    Eu achava lindo chocar a veiarada, cheguei a entrar em uma igreja evangélica com ela. Mas eles nem sacaram…

    Ed.

    09 de agosto de 2010 às 22h59

    Aí emendo com um casal amigo, ele motoqueiro de Electra Glide, goy, e ela judia e distraída.
    Depois dos primeiros encontros ela o leva em casa, pra conhecer os pais…
    Tremendo mal estar geral. Os dois não entendiam porque tanto constrangimento…
    Só terminou quando o cunhado perguntou se ele se incomodava de tirar a bela jaqueta de couro…
    Com duas "discretas" suásticas vermelhas, uma em cada ombro…
    O que faz a simbologia!

Tomudjin

08 de agosto de 2010 às 21h24

Até as empresas multinacionais de fast-food já perceberam que drogas não são apenas aquelas ilícitas.
E o mais Interessante é saber que, para se curar os efeitos do veneno de uma cobra, é preciso provar do seu próprio veneno.

Responder

silvia.re

08 de agosto de 2010 às 19h59

Sou psicóloga, trabalho diretamente com crianças e adolescentes em instituições públicas educacionais (creches e escolas). Concordo com a Maria Lúcia, quando diz que o adolescente compreende os fatos quando são discutidos claramente com eles. A gente sabe que um trabalho que propõe a abertura do diálogo, envolvendo equipes técnicas com formação adequada, equipes multiprofissionais, têm resultados muito satisfatórios. Muito mais que um livro que manda o pai dizer NÃO e pronto. O que não dá prá compreender é a dificuldade que encontramos para efetivar esses projetos, a falta de interesse tanto por parte dos governos, com por parte de iniciativa provada em aprovar projetos, colocar dinheiro nisso. Em lugar disso mantem-se o discurso derrotista de que a situação está cada vez pior e que é muito difícil e que pouco podemos fazer. Da minha experiência vejo duas coisas: 1- Com trabalho sério em equipe podemos fazer muito sim. 2- Precisamos de investimento sério tanto no trabalho de equipes e instituições voltadas à saúde mental e educação entre adolescentes e crianças e também na formação de profissionais com este fim.

Responder

Fabio_Passos

08 de agosto de 2010 às 17h59

Entre outros temas polêmicos… tem um candidato a presidente do Brasil que não tem receio em discutir abertamente as drogas para além da mediocridade de insistir com repressão policial generalizada.

Confiram:

“As drogas culturais tem que ser legalizadas, fora do comércio. Outra coisa são as letais, sintéticas, produzidas para o lucro. O crack, por exemplo, é inaceitável e deve ser combatido”
Plinio de Arruda Sampaio
http://www.plinio50.com.br/noticias/201-plinio-na

Responder

    turmadazica

    08 de agosto de 2010 às 21h26

    Boa… Tirando o Crack, farinha e opiácios, legaliza tudo… E lugar pra experimentar drogas é na faculdade…

    Fabio_Passos

    09 de agosto de 2010 às 21h00

    hmmm… acho que ninguém segura a garotada até chegar na faculdade. No segundo grau a rapaziada já tá fazendo a cabeça.

Maria Lucia

08 de agosto de 2010 às 16h18

Se os jovem têm fatores biológicos e outros que os colocam especialmente em risco de se tornarem tóxico-dependentes por outro lado, têm algumas características especiais – entre elas a curiosidade intelectual e a sensibilidade para perceber quem lhes traz informações sérias e confiáveis – que favorecem tanto o trabalho de prevenção como o de tratamento de tóxico-dependências.
Profissionalmente, como assistente social, já tive oportunidade de atuar em programas de prevenção e de recuperação de tóxico-dependências e observei que os jovens tornam-se críticos em relação às drogas sempre e quando lhes informamos e os estimulamos a pesquisar sobre o que são os "negócios" das drogas lícitas ou ilícitas no mundo atual, suas origens e a que tipo de interesses políticos e econômicos serve. E sempre bom saber a quem interessa o crime.

Responder

monge scéptico

08 de agosto de 2010 às 15h01

Os jovens, apartir dos doze anos, Devem ter reuniôes familiares freqüentes, onde se tratará de
assuntos que afligem a juventude, que vai do sexo as drogas. Em se tratando de drogas, basta
alerta-los contra os males e os perigos da "primeira vez". Mídia deveria se conter de mostrar
as "sensacionais" batidas das polícias contra os marginais. isso acaba virando propaganda
indireta. O assunto é da polícia e basta ao cidadão, tomar conhecimento das ações em notas de
rodapé de página de forma sucinta. E só.
No mais, feito o aconselhamento, nada mais há a fazer………………………………………………

Responder

Gerson Carneiro

08 de agosto de 2010 às 09h37

Capítulo I

Há uma fase na adolescência muito vulnerável, é quando ficamos tentados a imitar nossos ídolos (pelo menos foi assim comigo, hoje a molecada tenta imitar um tal de Justim Bieber e um grupo com cara de debilóide chamado Restart – por si são as drogas). Meus ídolos eram Cazuza, Bob Marley (dispensa apresentaçõs), Tim Maia (aquele que não usava drogas, não bebia, não fumava, só mentia um pouco)….

Responder

Gerson Carneiro

08 de agosto de 2010 às 09h36

Capítulo II

Aos 16 anos li “1968…” do Zuenir Ventura, e lá pras tantas os caras na praia resolvem oferecer um baseado pro Glauber Rocha. Pensam: – Pô esse cara careta já é um gênio, imagina com um na cabeça”. Glauber Rocha pega o baseado e se refugia atrás de uma moita. Meia hora depois ao voltar, os caras cheios de expectativas, ligam o gravador e perguntam:
– E aí, como foi essa experiência?
Glauber, extasiado, olha para todos e grita:
– Bati uma punhetaaaaaa…

Responder

Gerson Carneiro

08 de agosto de 2010 às 09h36

Capítulo III

Imaginem eu, aos 16 anos, lendo isso. Não tive dúvidas. Lá fui imitar, e experimentar.
Bem, a experiência frustrante com a maconha já contei em outro comentário, quanto à… viciei e três meses depois estava parecendo um outro ídolo: Keith Richard; magrelo, seco, e amarelo.

Responder

Fábio

08 de agosto de 2010 às 08h12

Conceição
O grande problema é o grande crescimento do número de usuários , que aumenta a cada dia.
São jovens de todas as classes sociais sem nenhuma distinção.
Hoje você não houve nem falar em maconha mais .Os jovens de hoje já estão iniciando no mundo das drogas com a cocaína e o craque.
A coisa é tão assustadora ,que a coisa mais fácil é você encontrar pelas ruas ,avenidas e praças da minha cidade ,não só os frasquinhos vazios que hoje se usa para vender a cocaína, como também usuários se drogando tanto a noite como em prena luz do dia.
Se pegarmos um percentual de pessoas até os 40 anos hoje , o número dos que tem envolvimento com as drogas ultrapassa os 50% ,generosamente falando.
Cresce o número de usuários ,cresce também o número de traficantes.E diferentemente do que o fhc disse no seu relatório sobre as drogas recentemente, não existe o pequeno traficante.Todos fazem parte do crime organizado,Do cara que vende até o grandão que não aparece e financia o tráfico.Estão todos ligados a violência de alguma forma.
Nós temos visto cada dia mais filho matando pai e pai matando filho por causa das drogas.O crescimento de furtos ,roubos,latroacínios e homicídios,tudo relacionado as drogas.
Moro numa pequena cidade do interior paulista e aqui e em Tambaú que é cidade vizinha ,e que juntas somam menos de 60 mil habitantes ,já tivemos vários suicídios esse ano ,devido ao uso das drogas.
Perto do meu trabalho tem um bar que é ponto de tráfico e consumo de drogas .Durante a semana o bar fica lotado das 19:00h até as 4 ou 5 horas da manhã.É a tal busca do prazer .Oque importa é só o hoje para eles .Não teem responsabilidades com família ,trabalho , com nada.Há também os que trabalham , mas é a minoria.
Existe uma lei que proibe beber antes de dirigir ,mas não há nenhuma que proíba o motorista dirigir sobre o efeito de drogas .Falo isso devido ao grande número de acidentes de transito ,alguns fatais, devido ao uso de drogas.A loucura que muitas andam atraz do volante nas rodovias e nas cidades tem muito haver com o uso de drogas.
Trabalho numa transportadora e tenho conhecimento de muitos motoristas de dirigem sobre o efeito de drogas ,não mais apenas o chamado rebite ,que são moderadores de apetite,mas a cocaína e o crack ,as vezes tudo misturado.Eu posso dizer com conhecimento que o número de caminhoneiros consumindo esse tipo de droga ultrapassa 20%.Imaginem um motorista dirigindo um caminhão pesando entre 40 toneladas até 60 toneladas , sobre o efeito de drogas e sem ter a noção do que estão fazendo .Quantos inocentes já morreram ou ainda vão morrer por causa dessa falta de responsabilidade.
As drogas são tanto um problema de saúde como um problema de segurança pública também,pois imprica diretamente no aumento da violencia e criminalidade.
Minha cidade com pouco mais de 32 mil habitantes já chegou a ser a segunda colocada no índice geral de violência do Estado de São Paulo(indice em porcentagem de número de habitantes versos número de ocorrencias) ,perdendo apenas para Diadema.Hoje já foi superada por cidades maiores ,mas ainda continua entre as primeiras.
Das cidades pertencente o 24º Batalhão da PM do estado , é a cidade que mais tem apreensão de porte de drogas , as vezes perdendo para Aguaí.
Temo pelo futuro dos jovens e também pelo do meu filho que tem apenas 6 anos.As drogas são o grande medo dos pais em relação aos seus filhos hoje .Isso é quase umânine.
Há de se fazer algo com urgência para que esse números caiam e o Brasil não se torne um país de viciados.
O momento é sim de combate e repressão as drogas e ao tráfico.Leis mais duras também devem ser criadas.
Informação , diálogo e outras ações desse tipo não tem mostrado eficácia.

Responder

    Conceição Lemes

    08 de agosto de 2010 às 09h27

    Fábio, o que vc vê na sua pequena cidade é o que a gente vê aqui, em São Paulo, capital. Repressão pura e simplesmente não funciona também. Se funcionasse, o consumo de drogas não estaria crescendo nos Estados Unidos, por exemplo. Por isso é uma questão que tem de envolver toda a sociedade, inclusive pais e professores. A droga que se consome hoje no "asfalto" alimenta o crime organizado, que não se limita à droga. Ela respinga sangue ao redor. Envolve contrabando de armas, assassinatos, sequestros, tráfico de mulheres, polícia corrupta, "empresários" de colarinho branco. Temos de insistir na informação, no diálogo e outras preventivas, sim. O que não adianta é colocarmos a cabeça no buraco como avestruzes. abs

    Maria Lucia

    08 de agosto de 2010 às 16h51

    Esse quadro que vc tão bem descreve Fabio, se repete hoje em quase todas as cidades brasileiras de qualquer porte.
    O uso de anfetaminas e outras drogas sintéticas ou não por motoristas de caminhão ou de ônibus de passageiros e choferes de táxi, especialmente os que dirigem à noite ou por longos períodos, é usual em todo o Brasil. E talvez no mundo ocidental cristão, pelo menos.
    Só agora começam a fazer a ligação, com o uso de dados estatísticos, entre acidentes no trânsito e esse fato. Os resultados alarmam.O mesmo acontece quando se analisam os fatos envolvendo todos os tipos de violências e crimes.

Conceição Lemes

08 de agosto de 2010 às 07h54

Dukrai, essa descoberta do cérebro dos adolescentes ser diferente é um conhecimento muito novo. Mostra por que é imperioso investir na prevenção. Não se trata de ser careta ou não, mas de uma vulnerabilidade biológica, de cara.E isso vale pra qualquer droga — álcool, tabaco, maconha, crack, etc. Além disso, há a vulnerabilidade social — o peso do grupo, da turma –, que é muito, muito forte nessa idade. abs

Responder

    dukrai

    08 de agosto de 2010 às 22h35

    a gente nunca vai deixar de tomar conta das meninas e meninos, né? Eu com 16 anos morava longe de pai e mãe em Brasília e não imagino a minha filha, que vai formar no fim do ano, morando fora de casa.
    abs
    obs: tô indo de carro pra SP, espero encontrar vc e a galera toda no xôu do Nassif. E no Encontro, lógico.

Lucas Cardoso

07 de agosto de 2010 às 22h23

Eu tenho certo ceticismo quanto a capacidade dos pais de afetar o comportamento dos filhos adolescentes. Principalmente em relação às drogas. Pelo que sei, são mais afetados por colegas de escola e amigos. Esse fato é comprovado, por exemplo, pelas próprias pesquisas de André Malbergier, (como http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0034-8910200… que indicam que o ambiente e condições sociais são fator muito mais importante no uso de drogas do que qualquer método pedagógico dos pais. Por exemplo, alunos da USP, e faculdades em geral, usam mais drogas do que o resto da população em média.

Minha pergunta é: Há estudos determinando que as regras simples dão melhores resultados que as opções b e c? Ou seja, o método empiricamente funciona ou é só especulação?

Responder

    Conceição Lemes

    08 de agosto de 2010 às 07h38

    Lucas, é o próprio Malbergier falando. Eu tenho muito cuidado em checar tudo com os entrevistados, pois saúde é uma área em que não dá para errarmos. Passarei o seu comentário pra ele. A resposta postarei aqui. Obrigada. abs

    Guilherme Lups

    15 de setembro de 2010 às 10h52

    E quem os filhos vão escolher como amigos? Não é esta a formação que seus pais vão passar?

Gerson Carneiro

07 de agosto de 2010 às 19h11

Duka,

Painho sempre dizia que "o álcool é o maior inimigo do ômi; e o ômi que foge do inimigo é um covarde".

Resultado: faleceu em 1994, aos 65 anos de idade, de câncer no estômago. Lembro que cinco horas da manhã o danado já mandava pro estambo uma talagada de cachaça, daquelas de raiz: Oliveira, Jatobá, Mulungú, Pau de Rato, Amansa Côrno…

Responder

Gerson Carneiro

07 de agosto de 2010 às 19h03

Essa baforada do Mauricio Santaliestra foi devastadora. Até eu fiquei doidão. Arrasou.

Responder

    dukrai

    07 de agosto de 2010 às 22h33

    véi, cada um fazendo o que gosta e dá prazer, quanto mais perto do fim mais curta parece a vida rs
    a minha preferida é a Tabaroa. Eu pensei em conhecer todas as pingas que tem no Ronaldo, no Mercado Central, começando pelas mais baratas,com a indicação do meu amigo atleticano balconista, mas parei lá pelas 20ª ou 30ª. Vai logo no que vc gosta e pronto, não é mesmo?
    essa aí do Santaliestra é charuto?

    francisco.latorre

    09 de agosto de 2010 às 15h41

    rainha.. cachaça da paraíba.

    tem também a maribondo.. outra paraibana.

    ferozes.

    ..

    Gerson Carneiro

    10 de agosto de 2010 às 17h46

    tu conhece, hein.
    danado.

Fabio_Passos

07 de agosto de 2010 às 18h23

Drogas não são um problema.
Dependência química é um problema.

Problema de saúde pública e não de polícia!

Um pensador genial…

"
… o que me frustra, por exemplo, que se considere sempre o problema das drogas exclusivamente em termos de liberdade ou de proibição. Penso que as drogas deveriam tornar-se elemento de nossa cultura.

– Enquanto fonte de prazer?

– Enquanto fonte de prazer. Devemos estudar as drogas. Devemos experimentar as drogas. Devemos fabricas boas drogas – capazes de produzir um prazer muito intenso. O puritanismo, que coloca o problema das drogas – um puritanismo que implica o que se deve estar contra ou a favor – é uma atitude errônea. As drogas já fazem parte de nossa cultura. Da mesma forma que há boa música e má música, há boas e más drogas. E então, da mesma forma que não podemos dizer somos "contra" a música, não podemos dizer que somos "contra" as drogas.
"

Michel Foucault, uma entrevista:
Sexo, poder e a política da identidade http://vsites.unb.br/fe/tef/filoesco/foucault/bib

Responder

    Paulo Silva

    08 de agosto de 2010 às 16h35

    Foucault esqueceu-se de dizer que as drogas não só fazem parte da cultura do mundo capitalista como também esse mundo capitalista é um mundo caduco que não pode mais prescindir das drogas, já que é o narco-tráfico que financia as guerras. E aí esse mundo capitalista arranja uns intelectuazinhos de m , como Foucault, para defender de forma glamourizada o uso de drogas, como se isso fosse até um "dever cultural" de todo ser humano e quem sabe até, um dever patriótico.
    Chega de descrever e "legitimar" esse sistema decadente: vamos à transformação!
    Para início de conversa , vote certo, vote consciente e participe de atividades políticas.

    Fabio_Passos

    08 de agosto de 2010 às 17h51

    Que é isso?
    Chamar Michel Foucault de "um intelectualzinho de m"?

    Você está muito nervoso. Isto não te faz bem.

    "
    I feel so high, I even touch the sky
    Above the falling rain
    I feel so good in my neighborhood
    So here I come again

    I got to have kaya now, got to have kaya now
    I got to have kaya now, cause the rain is falling
    "
    [youtube 7JUm_Y0R6Og http://www.youtube.com/watch?v=7JUm_Y0R6Og youtube]

    orlando f. filho

    08 de setembro de 2010 às 16h38

    Paulo Silva, ser politicamente ativo não tem nada com fumar um baseado, tomar uma birita. Que preconceito é esse cara! Caro Paulo, a maconha é conhecida há pelo menos 5000 anos. Os egípcios já faziam referência. Portanto, maconha não é droga capitalista. Voce está sofrendo de esquerdismo, aquela doença infantil que o Vladimir identificou.

Gerson Carneiro

07 de agosto de 2010 às 17h17

Isso é tão complicado… envolve tantas questões. Seria fácil se o problema fosse apenas a droga em si. Esse texto traz dicas valiosas.

Droga é como leite: ou a pessoa gosta ou não gosta. Com uma diferença: leite é preciso experimentar pra dizer se gosta ou não. Droga, não necessariamente é preciso experimentar pra dizer que não gosta. Mas uma vez experimentado e gostado… pode complicar.

O ideal é manter distância. O mundo é tão complicado e somos tão vulneráveis que é melhor não facilitar.

Desde pequeno eu detesto leite, não suporto nem o cheiro. Maconha, de gaiato, tentei fumar um único cigarro. Queimou minha garganta, tossi bastante. Foi o suficiente pra eu decidir ficar só no álcooinho básico.

Observem como as coisas são de fato complicadas: eu detesto leite, mas adoro peito.

Responder

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