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Contra o desmonte do Hospital Universitário da USP, ato hoje a partir das 17h: “Não podemos assistir parados”; vídeos
Dossiê HU/Adusp
Blog da Saúde

Contra o desmonte do Hospital Universitário da USP, ato hoje a partir das 17h: “Não podemos assistir parados”; vídeos


28/08/2019 - 15h35

por Conceição Lemes

Em 25 de janeiro de 2014, o professor Marco Antônio Zago assumiu a reitoria da Universidade de São Paulo (USP) com a proposta de ampliar o diálogo com professores, pesquisadores, alunos e funcionários.

Fez tudo ao contrário.

Em agosto de 2014, portanto sete meses depois, decidiu unilateralmente se “desfazer” do Hospital Universitário — o HU, como é conhecido–  e passá-lo para a gestão direta do Estado.

Ao não conseguir a transferência, Zago – um médico – e o então governador Geraldo Alckmin (PSDB) – outro médico — abandonaram o hospital.

“O médico Zago achava o HU ‘caro’. Queria livrar-se do hospital!”, relembra o Dossiê HU, publicado em agosto de 2018, pela  Adusp – Associação dos Docentes da USP.

Zago começou uma série de ataques ao hospital que, além de referência de atenção secundária à saúde para as cerca de 500 mil pessoas da região do Butantã, na Zona Oeste da capital, é também campo de formação dos estudantes da área da saúde de toda a USP.

Desde então o HU vive uma crise uma crise sem precedentes.

“Perdeu centenas de funcionários, entre os quais mais de 30 médicos, desativou vários serviços. Em 2017, fechou o pronto-socorro infantil, recentemente restringiu o atendimento no pronto-socorro de adultos, deixando de atender milhares de pessoas”, relata o Dossiê HU.

Em janeiro de 2018, o engenheiro civil  Vahan Agopyan tomou posse como novo reitor da USP.

Mas a sorte do HU não mudou.

Tal como Zago, Vahan manteve a política de insensibilidade frente à situação do HU.

Em 2018, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou emenda de R$ 48 milhões para o hospital.

Vaham aplicou os recursos em outras finalidades.

Tanto que, em agosto de 2018, o Dossiê HU denunciou:

O governo estadual manteve-se omisso diante do processo de estrangulamento do hospital, recusando-se a fornecer-lhe uma maior parcela de recursos.

O governo Márcio França (PSB) segue a linha neoliberal do governo Geraldo Alckmin (PSDB).

Ambos enxergam a educação pública como ‘fardos’ dos quais querem se livrar. Ambos querem privatizar a gestão das unidades públicas de saúde, como o HU, transferindo-a para as chamadas “Organizações Sociais de Saúde” (OSS)

Neste momento, R$ 40 milhões estão na mão do reitor para recompor a equipe do HU. Trata-se de emenda ao orçamento estadual de 2019, aprovada pela Alesp, com a finalidade expressa de contratação do pessoal.

O HU — o maior hospital público da região do Butantã–precisa  voltar urgentemente a oferecer tratamento pleno.

Por isso a comunidade luta bravamente há cinco anos para salvá-lo.

O Coletivo Butantã na Luta realiza hoje, a partir das 17h,  ato público em  defesa da reestruturação do HU.

Os manifestantes estão convocados para concentração às 17h no Centro de Saúde do Butantã:

“A saúde pública  está sendo atacada, o SUS [Sistema Único de Saúde] destruído, o HU desmontado! Não podemos ficar parados, assistindo, e não fazer nada”.

Veja os convites do médico Gerson Salvador, da professora Ana e do Santana, da coordenação do coletivo.

Dossiê HU: Estão atacando o Hospital da USP by Conceição Lemes on Scribd

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3 comentários

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Zé Maria

04 de setembro de 2019 às 19h52

https://pbs.twimg.com/media/EDpIfD9XsAU99VE.jpg

“A Capes, que ao lado do CNPq constitui a principal fonte
de fomento à pesquisa no Brasil, tem atualmente 211.784 bolsas ativas,
tanto na educação básica quanto na pós-graduação,
em todas as suas áreas de atuação.”
#Dia7EuVouDePreto

https://twitter.com/uneoficial/status/1169248899594412037

Responder

Zé Maria

04 de setembro de 2019 às 19h31

“Governo Bolsonaro opera 3 frentes simultâneas para destruir
o Estado brasileiro:
através da privatização das estatais,
do corte de políticas e gasto social
e do esvaziamento das instituições de produção
e difusão de conhecimento e planejamento (INEP, CNPq, INPE, IBGE, Fiocruz)”

Economista Marcio Pochmann
Pesquisador e Professor da Unicamp.

https://twitter.com/MarcioPochmann/status/1167147386541617158

“Eduardo Bolsonaro gasta R$ 4.000,00 num jantar em Nova York.
Mas bolsas do CNPq, algumas de R$ 400,00 estão bloqueadas
porque o governo alega falta de dinheiro.
Alguém já disse que governar é fazer escolhas.”

Elvino Bohn Gass
Deputado Federal (PT=RS)
.
“Tem $ p/pagar deputado p/aprovar reforma da previdência
Tem $ p/pagar senador p/aprovar Dudu fritador embaixador
Tem $ p/miliciano mas ñ tem p/pesquisador
Prioridades de um governo inimigo da educação e da ciência”

Lola Aronovich, feminista, ‘logicamente de esquerda’, blogueira …
Professora da UFC

https://twitter.com/lolaescreva/status/1168174497041715200
.
https://pbs.twimg.com/media/EDifsNsXUAAROSa.png
“Sem o CNPq, matamos não só a geração atual
desses profissionais essenciais,
mas também o futuro de toda a nação.”

Alicia Juliana Kowaltowski,
“Mitochondrial enthusiast, occasional violinist”
Professora Titular do Departamento de Bioquímica da USP
Graduada em Medicina pela Unicamp (1997),
Doutora em Ciências Médicas pela Unicamp (1999)
com Pós-Doutoramento na Oregon Graduate Institute.
Atua na área de Bioenergética,
transporte iônico e estado redox mitocondriais.
http://www3.iq.usp.br/pessoas_view.php?idDocente=3

.

Responder

João Lourenço

28 de agosto de 2019 às 17h15

Altos salários ninguém abre mão né?

Responder

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