VIOMUNDO

Diário da Resistência


Blog da Saúde

Alexandra Peixoto: “Úteros não são caixões”


08/04/2012 - 19h24

por Alexandra Peixoto, no site da Universidade Feminista Livre

No próximo dia 11 de abril, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgará se as mulheres brasileiras poderão realizar o aborto de um feto anencéfalo.

Mas o que é a anencefalia? Um feto anencéfalo não tem cérebro e a mortalidade após o nascimento é de 100% dos casos. Portanto, a anencefalia é uma condição que não permite a vida. Sob esta condição submeter uma mulher a esta gravidez é submetê-la a  sofrimento.

A mudança na lei permitirá a interrupção da gravidez de um anencéfalo. A lei não obrigará o aborto, mas permitirá que as mulheres tenham o direito de decidir se querem ou não levar adiante essa gravidez, respeitando o princípio da autonomia.

“Nossos úteros não são caixões”, como diz  Elisa Gargiulo.  Pelo aborto legal e seguro. Pela vida das mulheres.

Assista este vídeo — Uma História Severina –, que mostra a crueldade de se obrigar uma mulher a levar a gravidez de anencéfalo até o fim.

Severina é uma mulher que teve a vida alterada pelos ministros do Supremo Tribunal Federal. Ela estava internada em um hospital do Recife com um feto sem cérebro dentro da barriga, em 20 de outubro de 2004. No dia seguinte, começaria o processo de interrupção da gestação. Nesta mesma data, os ministros derrubaram a liminar que permitia que mulheres como Severina antecipassem o parto quando o bebê fosse incompatível com a vida.

Severina, mulher pobre do interior de Pernambuco, deixou o hospital com sua barriga e sua tragédia. E começou uma peregrinação por um Brasil que era feito terra estrangeira – o da Justiça para os analfabetos. Neste mundo de papéis indecifráveis, Severina e seu marido Rosivaldo, lavradores de brócolis em terra emprestada, passaram três meses de idas, vindas e desentendidos até conseguirem autorização judicial. Não era o fim.

Severina precisou enfrentar então um outro mundo, não menos inóspito: o da Medicina para os pobres. Quando finalmente Severina venceu, por teimosia, vieram as dores de um parto sem sentido, vividas entre choros de bebês com futuro. E o reconhecimento de um filho que era dela, mas que já vinha morto. A história desta mãe severina termina não com o berço, mas em um minúsculo caixão branco.

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48 comentários

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Vírus Planetário – Mulheres saúdam vitória do Estado laico e da cidadania

12 de abril de 2012 às 20h12

[…] Alexandra Peixoto: “Úteros não são caixões” […]

Responder

Adriana

12 de abril de 2012 às 18h26

Acho que a mulher tem direito SIM de escolher. Deve ser dramático optar por um aborto em casos como este, a mulher precisa de apoio médico e psicológico e o Estado tem que dar.

Só que lendo alguns posts, achei que de fato existem religiosos fundamentalistas. Mas também tem racionais/científicos fundamentalistas.

No anencéfalo pode permanecer parte do tronco cerebral que permita algumas atividades básicas. Não é um defunto no útero não, acho impróprio dizer isto. Se responde a estímulos, cresce e desenvolve, pode respirar, ainda que por apenas dias ou meses, como dizer que não tem vida? Não tem a ver com o fato de acreditar em Deus ou não, mas a sobrevivência de alguns anencéfalos mostra que eles não são defuntos na barriga. Assim, eu não abortaria.

No entanto, esta é a minha opinião e acredito que a decisão é uma questão pessoal, que cabe à cada mulher decidir.

Responder

Gerson Carneiro

10 de abril de 2012 às 07h52

Roberto Leão,

É muito simples: descriminaliza o aborto e quem não quiser abortar porque prefere "ir pela certeza de Deus" não aborta, e quem não quiser "ir pela certeza de Deus" aborta.

É pra isso que serve o Estado Laico. A lei tem que contemplar a todos. Atté mesmo os que por direito não acreditam em Deus. O próprio Deus nos deu livre arbítrio.

O meu Deus permite aborto, o seu não permite. A lei dos homens aqui embaixo vai atender só os partidários do teu Deus, e não do meu?

Responder

    Roberto Leão

    10 de abril de 2012 às 09h30

    Bom dia Gerson Carneiro.

    Deus é único. Nas leis de Deus o aborto não é permitido. Mas esse debate não chegará a lugar algum. Mesmo porque existem várias religiões, várias crenças e até descrenças.

    Digamos que seja aprovado. As pessoas decidirão conforme seu livre arbítrio. Cada um arcará com a sua consciência. O fato é que a lei humana passará por cima da Lei de Deus.

    Não posso concordar mas terei que respeitar a decisão. Fico preocupado com o fato de pessoas que não queiram praticar o aborto, o façam induzidas pelos médicos.

    Um grande abraço.

    Miguel

    14 de abril de 2012 às 13h55

    deus e' unico pra voce. tem gente que tem outro deus unico, e que alias discorda de algumas coisas do seu deus unico. eu acho que os deuses unicos de voces, mais os deuses variados dos hindus e demais amiguinhos imaginarios de religiosos sao todos um monte de bobagem.

    E' pra evitar que essas discussoes acabem na supremacia de um deus sobre os outros (e ate sobre quem nao tem deus algum) que o Estado e' laico e suas decisoes devem seguir a linha racional.

    Marcelo Silber

    10 de abril de 2012 às 18h49

    Gerson
    Você foi muito feliz em seu comentário !!! Parabéns, pois ele é sintético e conclusivo ao mesmo tempo.
    Falo como cidadão e como médico.
    Me lembro do sofrimento das mulheres (pobres) que ja vi que tiveram que gestar até o fim um feto anencéfalo.
    Crueldade, Desumanidade,Hipocrisia em nome de quem, de Deus???!!!
    Arre égua
    Abraço

    Gerson Carneiro

    10 de abril de 2012 às 21h51

    É o que eu eu digo, Dr. Silber,

    Se fosse pela religião ainda estaríamos morrendo por dor de dente.

    E o conhecimento que o homem adquiriu que permitiu o avanço da medicina, foi obra do Diabo? Tá bem. Então vou adorar o Diabo.
    Arre égua!
    Abraço, cumpadi.

    beattrice

    11 de abril de 2012 às 00h07

    Perfeito Gerson,
    o Estado LAICO deve respeitar o Deus de todos e os que não têm Deus nenhum.
    O resto é proselitismo.

Silvio I

09 de abril de 2012 às 16h28

Alma, Espírito, ou Energia, e a mesma coisa. Em que momento da formação do feto ele (a) entra em ele? O entra no gameta masculino, o feminino, o entra ao nascer?Este feto nasceu morto, o que quer dizer que já não tinha alma. A tive em algum momento? Em que lugar estava alojado. Bom pode dizer que o Espírito se aloja no cérebro, por o tanto como não tinha cérebro não tinha Espírito. Aqui tem bastante tema para debater e especular. Agora si aplicam a fé, nada feito.

Responder

Alberto

09 de abril de 2012 às 16h25

Estou aqui na torcida para que o Supremo cumpra o seu dever de acordo com as premissas de um Estado laico

Responder

Ramalho

09 de abril de 2012 às 13h15

Na hipótese do Supremo descriminalizar o aborto de feto anencéfalo, ficar-se-á assim: mulher com feto anencéfalo no ventre que confia em que Deus dará vida e cérebro a seu filho que leve a gravidez a termo. Ou que a leve a termo por qualquer outra razão.

A que não acredita nestas coisas, terá o direito de abortá-lo, caso queira, direito de que hoje não desfruta, dado que está submetida à ditadura dos que creem em que Deus dá cérebro a anencéfalo, bastando para isto ter fé e orar/rezar (a finalidade da gravidez é produzir filho biológica e socialmente viável, e não mecanismo de expiação de culpa e de martírio dos pais).

Repetindo o que todo mundo sabe, mas alguns fingem não saber: a descriminalização do aborto de anencéfalo não obriga mulher alguma a abortar. A mera possibilidade de abortar, contudo, incomoda vivamente os que gostam de se meter nas escolhas alheias, talvez por, como adolescentes inseguros, não confiarem nas próprias escolhas. Quem não quiser abortar que não aborte.

Responder

Gerson Carneiro

09 de abril de 2012 às 11h16

Se homem ficasse grávido o aborto já teria sido descriminalizado.

Responder

Roberto Leão

09 de abril de 2012 às 10h45

Acredito que tudo na vida existe um tempo. E não somos donos do tempo nem podemos controlar o tempo.

Por falta de conhecimento muitas vezes tomamos decisões erradas. Acredito que o STF irá decidir erroneamente pela liberação do aborto.

Acredito que ainda há muito o que estudar. Se as pessoas confiassem reamente em Deus não abortariam.
http://www.acidigital.com/noticia.php?id=14004.

Responder

    Gerson Carneiro

    09 de abril de 2012 às 11h22

    "Se as pessoas confiassem realmente em Deus não abortariam."

    Eu já disse: Se as pessoas confiassem realmente em Deus quando sofressem acidente ou ficassem doentes não iriam para o hospital, ficariam em casa rezando.

    Oras…

    Roberto Leão

    09 de abril de 2012 às 11h49

    Você pode confiar em Deus. Mas não deve ficar estático.

    Você pode lidar de várias formas com a doença. Quem não confia, se revolta. Quem confia, tem esperança.

    A família que não confia, se desepera, aceita, fica com raiva, angustiada.
    A família que confia, aceita, entende, tem esperança e sentimentos positivos.

    Grande abraço

    Gerson Carneiro

    12 de abril de 2012 às 22h44

    "Você pode confiar em Deus. Mas não deve ficar estático"

    Úia!!! Uma esperança.

    beattrice

    09 de abril de 2012 às 13h29

    Acredite se quiser Gerson, há gente no século XXi fazendo exatamente isso, consigo e com seus dependentes, filhos e idosos, o que obviamente é assunto de polícia nestes casos.

    Silvio I

    09 de abril de 2012 às 16h36

    Você acredita em um Deus que te proíbe abortar. Eu acredito em um Deus mais camarada que u vosso. O meu permite abortar. Agora você não queira impor aos outros vossas crenças. Respeita as minhas, nem queira impor por médios de leis, a outras pessoas algo em que elas não acreditam. Se deve descriminalizar o aborto.E um problema de saúde pública.

    abolicionista

    13 de abril de 2012 às 20h59

    Deus é um delírio. Acho mais plausível acreditar no papai noel ou na perna cabeluda.rs Levanta e pensa, mané!

Daniel Campos

09 de abril de 2012 às 10h11

Como eu tinha escrito anteriormente, a decisão de levar ou não uma gravidez dessas adiante É ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE DA MÃE. E ponto final.

P.S: Chego a ficar assustado com a CRUELDADE dos "religiosos" ao quererem exigir que uma mãe leve até o fim uma gravidez que só irá causar dor para ela, tanto física quanto psicológica, e que resultará em um filho que já nascerá sem vida.

Responder

LULA VESCOVI

09 de abril de 2012 às 09h13

Pessoas ricas ou de classe média abortam fetos anencéfalos sem problema algum e o Estado não fica sabendo.O drama ocorre só para as Severinas.A grande hipocrisia da questão do aborto é essa.

Responder

    Fabio_Passos

    09 de abril de 2012 às 09h53

    É assim mesmo.

    Para os ricos o aborto é liberado e as portas do paraíso permanecem abertas.

    Já para os pobres o aborto é crime e a polícia são o padre e o pastor.

Gerson Carneiro

09 de abril de 2012 às 07h26

Se dependesse de religião pessoas ainda morreriam por causa de dente inflamado.

Engraçado que eu nunca vi um religioso ficar gravemente doente e recusar tratamento médico esperando curar-se apenas com a fé. Principalmente os religiosos ricos que defendem essa barbaridade aí.

Responder

Arthur Schieck

09 de abril de 2012 às 00h29

Pessoas que são contra o aborto nesses casos deveriam arder no inferno. Defender isso é de uma crueldade sem tamanho.

Responder

    Fabio_Passos

    09 de abril de 2012 às 07h37

    Falou e disse!
    Estes religiosos fundamentalistas não são apenas hipócritas ou ignorantes.
    Estão a serviço do tinhoso.
    São instrumentos do cão!

Fabio_Passos

08 de abril de 2012 às 23h31

Que tormento.
Uma crueldade sem tamanho o que nossa sociedade ainda faz passar estas mulheres e seus familiares.
O stf precisa permitir o aborto de feto anencéfalo. Chega a ser inacreditável que ainda não o fez.

Responder

    Cristiana Castro

    09 de abril de 2012 às 14h07

    Francamente, se essa decisão não for UNÂNIME, fica provado que um anencéfalo pode sobreviver e tornar-se Ministro do STF. A crueldade religiosa não tem limites; perde, apenas para a hipocrisia.

    Fabio_Passos

    09 de abril de 2012 às 19h21

    É indignante demais.

    Como podem ser contra o aborto de um feto sem cérebro?
    Deve ser alguma espécie de perversão maligna para produzir sofrimento sem sentido.

    beattrice

    11 de abril de 2012 às 00h07

    Perfeito.

Ramalho

08 de abril de 2012 às 22h09

Segundo notícia do Jornal do Brasil, a CNBB está se articulando para pressionar o Supremo a votar como a Igreja Católica quer, isto é, considerar o aborto de anencéfalos crime. Esta CNBB faz mal ao Brasil, é locomotiva do atraso e existe apenas para defender o poder e os interesses do Vaticano no Brasil.

Essa igreja, para defender seus interesses, não se importa em pisar nas mulheres que vivem a tragédia de levar no ventre um cadáver. A Igreja Católica foi crudelíssima (campeã na tortura de mulheres no passado) e continua a sê-lo, como se vê agora com esta movimentação da CNBB. Em relação às mulheres, a Igreja Católica continua praticamente a mesma.

Responder

    Silvio I

    09 de abril de 2012 às 16h59

    Brasileiro e muito religioso, e por isso que e duro sair do buraco. A CNBB vai defender a unhas e dentes a posição de ser contra de todo aborto assim saiba que esse feto esta morto .Eles preferem que morra a mulher, a que se tire um feto, que não tem vida.Eles afirmam que tem vida porque pulsa sangre .Mais não explicam que o coração tem uma usina própria de energia, independente do resto do corpo.O coração aceita solicitudes do cérebro, mais não para, assim o cérebro não exista, o este morto.Se diz que uma pessoa esta morta quando morre seu cérebro, o seja para de funcionar, assim este sendo irrigado por sangre.Por isso o espírito se deve alojar no cérebro.

João

08 de abril de 2012 às 21h51

E deus é certeza de quê? Não se há nem certeza quanto a existência dele.

Responder

    JOSE DANTAS

    09 de abril de 2012 às 08h16

    E nem ele precisa disso. A sua existência seria problema apenas para quem não crê. Para quem crê, só há possibilidades positivas. Mesmo que não exista, acreditar em Deus só faz bem. Desafio quem possa apresentar uma situação em que a Fé em Deus possa fazer mal.
    A igreja católica, como as demais espalhadas pelo País, são portadoras de um CNPJ e portanto funcionam como um negócio e quando o produto que vendem começa a não fazer sentido, como nesse caso, a realidade, ou o próprio Deus, se encarrega de puni-las. Agora, tem muito mais nulheres do que homens dentro das igrejas, muito embora só os homens possam ser sacertotes e se as mulheres que lá estão ñem disso reclamam, como é que adotarão posições contrárias a igreja no caso do aborto?

    beattrice

    09 de abril de 2012 às 13h37

    Lamentavelmente todas essas "igrejas", incluindo a católica tem CNPJ mas desfrutam da absurda isenção fiscal, deveriam recolher impostos, todos.
    Na Espanha e na Italia felizmente há um forte movimento social exigindo o fim dessa "cortesia do Estado com o chapéu do assalariado".

    Aline C Pavia

    09 de abril de 2012 às 09h17

    "Para quem crê, nenhuma prova é necessária. Para quem não crê, nenhuma prova é possível." (Santo Agostinho)

    Ramalho

    09 de abril de 2012 às 10h18

    "Pela ignorância chega-se melhor ao conhecimento de Deus". (Santo Agostinho)

    Oh, santa ignorância que tão bem faz aos aristocratas!

beattrice

08 de abril de 2012 às 21h17

Esperemos que o STF cumpra a constitucionalidade na defesa da vida da mãe e na defesa da sanidade mental da família, manter a gravidez em condições de diagnóstico de anencefalia confere á sociedade uma incompetencia moral e uma violação da cidadania.

Responder

souza

08 de abril de 2012 às 19h30

a medicina não tem a certeza absoluta quanto a anencefalia.
prefiro ir pela certeza de Deus.

Responder

    beattrice

    08 de abril de 2012 às 21h22

    Desde o século XX a medicina tem certeza absoluta.

    paulo roberto

    08 de abril de 2012 às 21h31

    Então, Souza, vc não tem certeza de nada…

    Emilio Matos

    08 de abril de 2012 às 22h12

    Você vai continuar podendo ir pela "certeza" que você quiser, não vai ser obrigatório abortar em caso de anencefalia.

    JOSE DANTAS

    09 de abril de 2012 às 08h01

    O equívoco é seu: a justiça não vai obrigar e sim legalizar o aborto nessas circunstancias para quem quiser praticá-lo.

    Emilio Matos

    12 de abril de 2012 às 17h03

    Não entendi o seu comentário. Foi exatamente isso o que eu disse.

    Luiz Clete

    09 de abril de 2012 às 00h57

    Prefiro a certeza da escolha. Se a igreja tem dominio do seu rebanho, porque precisa do estado?

    Gerson Carneiro

    09 de abril de 2012 às 07h13

    Quando é em relação a estes casos, em que a mulher é obrigada a carregar um feto sem cérebro cuja certeza de morte é de 100% (aliás morto, ou semi-morto, porque se quem atesta a morte é justamente a ausência de atividade cerebral); por vezes correndo até risco de morte na gravidez ou durante o parto, é fácil abrir a boca e preferir "ir pela certeza de Deus". Principalmente sendo homem. É cômodo demais preferir "ir pela certeza de Deus".

    Quero ver "ir pela certeza de Deus" quando se encontra com uma doença gravíssima; quero ver ficar em casa e se recusar a ir para o hospital preferindo ir pela certeza de Deus.

    Doenças e anomalias existem. Independentemente da certeza de Deus.

    Daniel Campos

    09 de abril de 2012 às 10h15

    Engraçado… Se a medicina não fosse capaz de ter certeza quanto às coisas, você teria a maioria dos seus dentes podres, talvez morresse de varíola, tétano, paralisia infantil, botulismo, sua espectativa de vida dificilmente passaria os 40 anos.

    Volte para a Idade Média e pare de nos assombrar, fantasma da Santa Inquisição e da estupidez religiosa.

    ana

    09 de abril de 2012 às 10h31

    você pode ir pela certeza que quiser, mas não queira obrigar os outros a ir junto com você.

    Silvio I

    09 de abril de 2012 às 16h44

    Pode-me informar a que hora fala com Deus, para ver si poso Eu também falar com ele. Porque ate o dia de hoje, não tenho conseguido linha telefônica que me comunique. Assim também poderei ter certeza.A medicina hoje em dia tem a certeza sim, o esta vendo no monitor e a cores.


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