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Cartas de Minas
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Sexismo na política digital do twitter

01 de maio de 2010 às 21h35

por Conceição Oliveira

Caras leitoras, caros leitores

Em primeiro lugar gostaria de me desculpar pela longa ausência e descontinuidade dos posts.

A justificativa é razoável: estive em viagem ao exterior, por cerca de 25 dias, trabalhando durante longas jornadas com tempo bastante restrito para acessar a rede. Optei por postar em outro espaço um pouco do diário de viagem para informar o público sobre a nossa produção.

Ao chegar, o cotidiano me engoliu: mal tenho tempo para dedicar à minha filha devido às atividades divididas entre a vida acadêmica, o trabalho no Nova África, a vida doméstica e todas as demais tarefas que desenvolvo. Espero que compreendam. Tentarei ser mais disciplinada na produção de textos para o Blog da Mulher.

Hoje é Primeiro de maio. Dia significativo para todos os trabalhadores e para as mulheres trabalhadoras em especial, porque a maioria de nós ainda acumula duplas, triplas jornadas — trabalhar fora, educar os filhos, administrar a casa — e temos ainda salários mais baixos, mesmo  possuindo as mesmas qualificações e desenvolvendo as mesmas funções que homens.

Uma rápida olhada na bibliografia especializada nos informa que entre 1970 e 1990 a população economicamente ativa (PEA) feminina cresceu 260% contra apenas 73% da masculina (Araújo e Ribeiro, 2002), mas dados das PNADs (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 1981 a 1989, referentes à área urbana, de acordo com Barros, Ramos e Santos (1995) estimaram que, nesse período, o diferencial salarial não controlado entre homens e mulheres era de mais de 50%, desfavorável às mulheres para todas as regiões consideradas. Em 2005, os mesmos dados da PNAD informavam que ainda havia uma discrepância do diferencial de salário de aproximadamente 20% em favor dos homens.

Com a luta das mulheres essas diferenças salariais desfavoráveis às mulheres vem caindo, mas ainda é preciso políticas para intervir na situação de clara desigualdade construída historicamente. Entretanto, no Brasil somos sub-representadas na política, como bem informou o artigo de Fátima de Oliveira: “E as mulheres?” que pode ser lido aqui.

Neste ano eleitoral temos duas pré-candidatas à presidência do Brasil: Dilma Rousseff e Marina Silva. Isso é um fator deveras positivo. Ambas candidatas têm uma trajetória de luta ligada à esquerda e as mulheres politizadas de esquerda tiveram de enfrentar, na construção de seus próprios partidos, uma luta interna contra o machismo e o sexismo. Tiveram de educar os companheiros de partido sobre questões básicas sobre o tema.

Não pretendo defender uma visão essencialista que afirma que só por ser mulher, candidatas do sexo feminino defenderão políticas que contribuam para diminuir desigualdades entre homens e mulheres, preconceitos e a discriminação que sofremos. Não é tão simples assim, mas é inegável que a experiência vivida pelas mulheres quando ousam romper a barreira imposta a elas e entram na vida pública (campo historicamente reservado aos homens) pode sensibilizá-las para questões que nos atingem. Cynthia Semíramis escreveu um texto interessante sobre isso aqui.

Acompanhando um pouquinho o início da campanha eleitoral via grande mídia e redes sociais, o que fica visível é que Marina Silva e Dilma Rousseff, como candidatas, terão um trabalho maior que seus adversários do sexo masculino. Elas, além de discutir projetos políticos para a Nação com seus adversários, vão ter de enfrentar a desconstrução dos estereótipos cotidianamente forjados para atingi-las como mulheres. Tudo indica que Dilma Roussef  nesta questão terá um trabalho ainda maior, na medida em que as pesquisas a apontam com cerca de 30% da preferência do eleitorado, e Marina em torno de 9%.

Ao analisar a campanha, aliás pré-campanha, na medida em que oficialmente ela ainda não começou, fiz um exercício que não tem nenhum valor científico, mas que pode me ajudar a exemplificar a percepção que tive. Em pouquíssimos minutos com duas janelas abertas no TweetDeck (um programa para gerenciar a conta da rede social do twitter) eu li microposts (é assim que chamamos as mensagens postadas no twitter) que recorrem ao sexismo para fazer campanha eleitoral difamatória.

A condição do gênero feminino, percepções sobre critérios de beleza ou feiúra, sobre  sensualidade, ou supostos padrões de comportamento adequados às mulheres/damas foram recursos para diferentes twitteiros desqualificarem as candidatas. Selecionei alguns exemplos.

O primeiro deles foi também o campeão de mobilização de preconceitos no twitter enquanto eu fazia a pesquisa.

Esta conta  falsa da Dilma no twitter começa por fazer um jogo de palavras entre Rousseff e Hussein. Alguma semelhança com as estratégias da campanha difamatória que os republicanos dos Estados Unidos utilizaram contra Obama não é mera coincidência, veja aqui.

A postagem abaixo foi extraída do perfil de uma das contas do twitter  que buscam, além de desqualificar a candidata  Dilma Rousseff, confundir o eleitorado. Talvez um dos mais agressivos entre tantos que existam. Nesta postagem, para além de representar uma suposta Dilma ‘assanhada’ que se ‘excita’ com Hugo Chávez (tem variações sobre o mesmo tema com o Datena, no dia em que a candidata foi entrevistada por  aquele apresentador), faz a associação de Dilma a Chávez, personagem política exaustivamente representada na grande imprensa como ‘caudilho’, ditador, censor, membro do ‘eixo do mal’ etc.

Nesta outra o twitteiro, de modo menos explícito, utiliza recurso semelhante:

Na seguinte, o termo “canhão”, considerando a polissemia que a palavra carrega, desqualifica a candidata pelo critério estético: no uso informal e com sentido pejorativo, canhão, segundo Houaiss, significa: pessoa do sexo feminino, extremamente feia; ‘bruxa’.

Aqui, a estética é novamente mobilizada comparando as candidatas do sexo feminino Marina Silva e Dilma Rousseff com a jovem Rania al-Yasin, esposa do rei da Jordânia, Abdullah II bin al-Hussein. Rainhas não são eleitas e fico me perguntando: por que na lista dos candidatos do twitteiro faltaram os candidatos do sexo masculino? A esta altura, os/as  leitores/as atentos/as devem estar se perguntando o que a estética tem a ver com a qualificação de pessoas que se candidatam à presidência da República.

Outra conta que me chamou a atenção é de uma suposta usuária cuja foto a representa caminhando na neve em uma paisagem europeia e cuja bio diz:  “Jornalista de Política/Brasislia (sic), mãe do Gustavo. Acredito no que vejo e quero. Nao (sic) sou tucana nem petista.”

Como eu não acredito em tudo que parece ser, não acredito que este twitter seja de fato da jornalista Maria Lima, de O Globo.  O que é possível constatar nesta conta de twitter é que  a usuária não cumpre o que afirma em sua bio: examinando suas postagens é possível ver inúmeras  mensagens com cunho de  denuncismo da campanha de Dilma. Observem uma página capturada hoje de seu perfil:

Das 20 mensagens que aparecem na página inicial da usuária apenas duas não estão relacionadas a comentários irônicos ou insinuações sobre a candidata Dilma Rousseff, ao PT, a Lula, aos políticos petistas. Nem @marcelobranco, coordenador da campanha da Dilma na internet, está a salvo de seus comentários ‘ternos’. Mas entre tantas, a mensagem que mais me chamou a atenção foi esta aqui:

Suvaco? Bem, de todo modo escolher o termo ‘sovaco’ ao invés de axilas e determinar que erguer os braços é algo proibitivo às ‘damas’  parece me no mínimo esdrúxulo. Onde será que esta moça foi educada? Dilma, até mesmo para o discurso da elite dominante, recebeu educação em uma instituição de padrão irrepreensível: ela estudou no Colégio Nossa Senhora de Sion, dirigido por freiras e exclusivo para moças.  Continuemos:

No micropost anterior utiliza-se um discurso que imita os informes de agenda política dos candidatos no twitter para fazer a associação do tema ‘agronegócio’ com produtos agrícolas ‘batata’ e ‘nabo’. A mensagem, além de buscar desqualificar a candidata Dilma Rousseff com um suposto modo de falar  empolado, ao mesmo tempo cria um trocadilho, utilizando a linguagem grosseira e ofensiva do termo ‘nabo’, que também significa pênis.

A mesma estratégia é repetida aqui e a mensagem une o sexismo a um discurso que mobiliza os preconceitos homofóbicos, associando a candidata Dilma Rousseff à palavra ‘caminhoneiras’, termo pejorativo para o tratamento das lésbicas.

Para além do discurso sexista que mobiliza uma série de preconceitos contra as mulheres para atingir as candidatas, especialmente para atingir Dilma Rousseff, este twitter fake da Dilma mobiliza também preconceitos de classe e raça, observem:

Este micropost do twitter falso da Dilma lembra algumas estratégias da revista Veja ao desqualificar, de modo subliminar, os eleitores de Lula em uma de suas famosas capas durante a eleição de 2006, que soava quase como ameaça a um determinado grupo da elite dominante.  Com o título: “Ela pode decidir a eleição”, a chamada de capa discriminava as demais características deste  grupo de eleitores: “Nordestina, 27 anos, educação média, R$ 450 por mês, Gilmara Cerqueira retrata o eleitor que será o fiel da balança em outubro”. A questão que muitos sociólogos fizeram à época era sobre qual o problema de boa parte do povo brasileiro, representada pela eleitora da capa, decidir as eleições para que Veja lhe dedicasse tanta atenção?

Agora, na mesma linha editorial de Veja, que se assusta com o fato de a maioria do povo brasileiro formar o eleitorado do próprio país, os preconceitos étnicos se juntam aos de classe e nosso campeão de campanha suja no twitter, o fake Dilma Hussein, se supera na mobilização dos preconceitos, utilizando a mesma estratégia da postagem anterior:

Pobre, preto, indígena, pessoas com cabelos crespos são todas postas na mesma categoria como se essas características fossem critérios que as desqualificassem como eleitores e as tornassem importantes somente para a campanha da candidata do Partido dos Trabalhadores.  Nenhum candidato, seja ele o mais conservador, abriria mão de tentar falar aos ‘pobres’, a não ser que fosse um suicida político.  Também causaria  estranhamento se um partido nascido do movimento operário como o PT não desse voz e vez nas campanhas dos seus candidatos à população de baixa renda. Igualmente estranharíamos se não víssemos representada na campanha de Dilma a grande diversidade étnica do Brasil.  Mas a estratégia do detrator é outra: ele deseja mobilizar os preconceitos de classe e raça contra a candidata, deseja ainda classificá-la  —  a ela e a campanha — como oportunistas.

Bem, leitoras e leitores pacientes deste longo texto, vocês já devem estar exauridos da maledicência do ‘exército’ de detratores no twitter. Na minha opinião esta é uma campanha inócua, os leitores brasileiros, aqueles que interessam e que decidirão a eleição, que atemorizam Veja e que são desprezados pelo fake Hussein e outros, estão mais interessados na Copa. Vão começar a pensar nos candidatos e candidatas depois do Mundial e quando a campanha na TV, os debates, comícios e caravanas se intensificarem.

Para desgosto dos conservadores que expõem seus preconceitos no twitter, esse eleitorado temido e ao mesmo tempo odiado pelos primeiros não está no twitter. Mas alguns deles estão no Orkut, no Facebook, alguns deles têm e-mail e são constantemente alvo da campanha  insidiosa contra a candidata Dilma.  A este respeito Fátima de Oliveira mais uma vez se posicionou: leia aqui.

Não temos a realidade dos Estados Unidos, onde as redes sociais tiveram papel importante para que os democratas  pudessem desconstruir a campanha difamatória feita contra Obama. De qualquer modo o twitter é um bom revelador do que a camada dominante, a classe média majoritária do sudeste, tanto da esquerda como da direita, pensam, e de como políticos e assessores de diferentes partidos se expressam. E mais, o twitter reverbera links de jornais da grande mídia e, por vezes, alimenta matérias e blogs de jornalistas da grande mídia, pois eles estão em peso nesta rede social.

A célebre tag #censuremDilma que chegou ao TT Brasil (Trending Topics) é um exemplo do uso político partidário da ferramenta. Ela foi mobilizada pela campanha tucana e partidários a partir de um post de um jornalista e blogueiro da grande mídia. Segundo o jornalista e blogueiro tudo não passou de brincadeira (brinks, no dialeto dos twitteiros). Em outro momento o mesmo jornalista e blogueiro escreveu a palavra ‘cafajeste’ com “g” e disse que tinha aprendido com o pessoal da campanha da Dilma. O velho e sábio ditado popular ‘errar é humano’ já era e todos os que cometem erros ortográficos, de concordância etc. podem ser execrados por um lado ou pelo outro.

Questionados sobre seu comportamento tendencioso, esses jornalistas com comportamento partidarizado — mas que negam até a morte sua partidarização — costumam nos achar mal-humorados, afinal, é ‘tudo brinks’, não tem nada a ver com campanha política em favor de um determinado candidato.

Muitos twitteiros que postam assuntos relativos às eleições procuram manter um nível de civilidade e buscam o debate político. Procuro me inserir nesta categoria, não replicando posts (nem mesmo de petistas) que considero fugir do debate político ou que me soam grosseiros. Há humor na política? Muito! Políticos são matérias fartas para bons humoristas. Mas fazer humor inteligente exige consciência crítica, sustentá-lo só no preconceito é fazer ‘gracinha’ de mau gosto.

Não é segredo que sou uma blogueira ativista crítica às mazelas que vivo em minha cidade. Também não é segredo para ninguém que defendo uma candidatura feminina, feminista e progressista.  Mas por fazer esta defesa já fui alvo dos detratores pró-tucanos, assunto que explico aqui. Acho uma guerra inglória essa onda de difamação e ataques sem fim e busco não me cansar com isso, pois realmente falta-me tempo para picuinhas.

Enfim, o twitter — sendo ou não uma ferramenta importante para chegar ao eleitorado brasileiro — me parece dar uma pequena amostra de que a eleição será um campo de batalha, onde as candidatas mulheres, especialmente Dilma, serão alvo do sexismo e outros preconceitos. Resta saber se nós mulheres, que somamos cerca de 5 milhões a mais que os homens eleitores, admitiremos que os preconceitos ganhem força.

Fontes: IPEA e prints recolhidos de diferentes usuários do twitter

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44 Comentários escrever comentário »

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Hildegard Angel e a alpinista social | Viomundo - O que você não vê na mídia

09/09/2011 - 13h24

[…] Sexismo na política digital do twitter   […]

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Novo texto no Blog da Mulher: a mídia precisa fazer uma ampla faxina em sua linguagem sexista | Maria Frô

07/08/2011 - 13h08

[…] tantas vezes neste e outros blogs durante a campanha eleitoral de 2010 (veja, por exemplo, aqui e aqui, no item: Da Esquerda à Direita os ‘companheiros’ se esmeram no […]

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Novo texto no Blog da Mulher: a mídia precisa fazaer uma ampla faxina em sua linguagem sexist | Maria Frô

07/08/2011 - 13h02

[…] tantas vezes neste e outros blogs durante a campanha eleitoral de 2010 (veja, por exemplo, aqui e aqui, no item: Da Esquerda à Direita os ‘companheiros’ se esmeram no […]

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O que precisa de uma ampla faxina é a linguagem sexista da mídia velha | Viomundo - O que você não vê na mídia

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Dilma e a ‘Operação doçura’ na mídia velha (via @maria_fro) « Blog do murilopohl

03/03/2011 - 16h52

[…] pela Folha de São Paulo; ‘princesinha nórdica‘ como gostava de repetir o ex-presidente FHC, ‘poste’, ‘imunda‘, ‘abortista‘, ‘assassina de criancinhas’, ‘lésbica’ (como se isso fosse um […]

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Dilma e a ‘Operação doçura’ na mídia velha | Viomundo - O que você não vê na mídia

02/03/2011 - 20h37

[…] de São Paulo; ‘princesinha nórdica‘ como gostava de repetir o ex-presidente FHC, ‘poste’, ‘imunda‘, ‘abortista‘, ‘assassina de criancinhas’, ‘lésbica’ […]

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Dilma e a ‘Operação doçura’ na mídia velha | Viomundo - O que você não vê na mídia

02/03/2011 - 17h14

[…] de São Paulo; ‘princesinha nórdica‘ como gostava de repetir o ex-presidente FHC, ‘poste’, ‘imunda‘, ‘abortista‘, ‘assassina de criancinhas’, ‘lésbica e ainda […]

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iamoraes

22/09/2010 - 16h53

Esses textos ressaltados pela Conceicao NAO sao escritos por mulheres.

Sao escritos por homens.

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Blogueiros e twitter tudo a ver | Maria Frô

22/08/2010 - 00h25

[…] Preconceitos na Campanha veja por exemplo aqui: Na Teoria e Debate: “A Guerra Suja na rede”; Sexismo na política digital do twitter Cartilha do “antitucanês”: clique aqui e aqui, veja também aqui caso @damzinho, […]

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Charles Fernando

08/08/2010 - 12h12

Só um esclarecimento, o #censuremDilma se deve a Dilma ter censurado a campanha de aniversário da Globo, e ela mesmo citar jargões como "pode mais" que dão a entender que é propaganda do Serra. Seria lógico ao PT censurar a Dilma tanto quanto o Globo.

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Trolleiros do estilo Graeff: racismo, sexismo e fraude à exaustão | Maria Frô

07/08/2010 - 23h50

[…] A respeito desses seres covardes já escrevi alguns posts, veja, por exemplo aqui, aqui, aqui. […]

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Heleno S. Camargo

21/07/2010 - 11h07

Concordo com todos os indignados, mas… não haveria algum modo de todos nos indignarmos, SEM REPRODUZIR aqui essas matérias?

Lembro que propaganda é propaganda e que só se pode responder propaganda com propaganda. Não se responde propaganda com argumentos lógicos. Reproduzir propaganda, mesmo que à guisa de denunciar, é repetir propaganda. Ninguém vê ninguém fazer propaganda de "o sabão X lava mais sujo". O que se vê é propaganda de "o meu sabão lava mais limpo".

Não gosto dessas matérias que, à guisa de denunciar imundícies reproduzem (quero dizer: exibem OUTRA VEZ!) as mesmas imundícies. Essas denúncias servem só para DENTRO da campanha (por exemplo, para orientar a campanha a procurar proibir essas páginas de imundície e preconceitos). Para fora da campanha, quero dizer, para o grande público, não acho que esse denuncismo preste qquer bom serviço.

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O jogo de completar de O Globo (por Maria Lima) | Viomundo - O que você não vê na mídia

20/07/2010 - 21h35

[…] Neste post, da Conceição Oliveira, você fica sabendo quem é, afinal, a Maria Lima […]

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Censo 2010, intolerância religiosa, pesquisas e a eleitora de Serra | Maria Frô

16/05/2010 - 19h39

[…] grande mídia nos blogs neoconservadores estimule eleitores como esta senhora e outros como esses aqui a dizerem o que realmente pensem: seus preconceitos de classe, raça, o sexismo, a homofobia e o […]

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A ‘liberdade de expressão’ dos neocons do Instituto Millenium | Maria Frô

12/05/2010 - 14h07

[…] se espanta, se horroriza e se indigna até mesmo diante do fato de a maioria do povo brasileiro (formado por mulheres, negras e trabalhadaras) poder decidir a eleição. Por que Veja agiria diferente […]

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Sexismo na política digital do twitter « Ofensiva contra o machismo

12/05/2010 - 11h03

[…] Fontes: IPEA e prints recolhidos de diferentes usuários do twitter Fonte: Blog da Mulher […]

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C.C. Bregamin

10/05/2010 - 03h03

Eu achei o post realmente excelente! Mais até: necessário, para todo mundo. Mais aí é que eu fico cabreira com essa história de blog da mulher… eu acho que nossos assuntos são de todos. A gente não pode dar a entender aos homens que eles podem não saber desses assuntos que são nossos… Legal que tem bastante homem comentando, mas o post merece uma chamada de capa… Para que todos saibam o que todos precisam saber: o uso (sexista) do preconceito como arma eleitoral…

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Importância da blogosfera e redes sociais | Maria Frô

07/05/2010 - 13h04

[…] Vale a pena conferir o vídeo e a entrevista que, por sinal, toca em questões que eu já havia levantado aqui. […]

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Coyotte

04/05/2010 - 21h21

Nossa, o mesmo tipo de piada utilizada pela nova geração de ComediantesRacistasDeTerninhosPretosQueCopiamOsAmericanos, o tal "Stand Up Comedy"

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Carlos

04/05/2010 - 18h32

Pros dirigentes do PT e aliados: olho atento ao eventual surgimento / criação de blogs destinados a atacar Serra – nos mesmos moldes dos que atacam Dilma -, o que seria armação tucana pra torná-lo "vítima".

Responder

Wanderson Aguilar

04/05/2010 - 18h04

Gente Preta, Pobre, Nordestina com titulo de leitor na mão e que nunca foram para Europa ou visitam a Disney, são um perigo para nação!!! Isto é uma vergonha bom mesmo era no tempo da ditadura onde governavam só pessoas de bem, melhor ainda era a democracia da Republica da espada onde o povo votava com a gente, que dizer em quem a gente quisesse, dá saudades é do Império não era preciso Faculdade para ter um titulo e boa parte desses "eleitores" supracitados moravam em nossas senzalas…A verdade é que esse País precisa é de uma revolução, voltemos as Capitanias Hereditárias é a unica forma de salvar a Nação e o nosso Chandon também…

Nossa elite tem ojeriza a Democracia é qualquer coisa que signifique Igualdade para além de classe, raça, genero, sexualidade ou qualquer fator que os coloque ao nivel do resto da humanidade…Democracia e Igualdade para eles é uma grife cara, e superaturada, vendida numa dessas lojas estilo Dazlu…

Responder

Renato Lira

04/05/2010 - 02h22

Desculpem o primeiro parágrafo do post ter saído meio truncado, mas creio que me fiz entender.

Responder

Renato Lira

04/05/2010 - 00h41

Conluindo:

Isto posto, resumo: Por isso vão perder a eleição.

E ainda acusam Lula de "diviir o país'.

Responder

Renato Lira

04/05/2010 - 00h40

Bom, deste excelente post, confirmo alguns sentimentos que tenho há algum tempo:

1. Esta postura de ódio e preconceito dos distintos citados revela o baixo nível intelectual e moral destes indivíduos, caracterizados pela ausência de crítica madura, incapacidade e consistente, pela incapacidade por o debate sério e sensato de propostas e ideias, pela ofensa gratuita e pela desonra.

2. Esta postura de ódio, de divisão, de preconceito, de falta de caráter será mais um tiro no pé, voltando-se contra a própria candidautra que defendem, à medida que os eleitores, especialmente os atingidos por tais práticas, vão reagir, indignar-se e, ao ligar esses indivíduos ao candidato deles, responderão no voto. E também cidadãos decentes que poderiam votar no candidato desta turma, deixarão de votar no candidato deles por questão de princípios de civilidade, bom senso e respeito próprio. O curioso é que eles não se tocaram que é o que vai acontecer. É muita falta de tirocínio, de capacidade intelectual e analítica. É muita estupidez.

Responder

    Carlos

    04/05/2010 - 10h53

    Os "liderados" apenas refletem / repercutem a incapacidade do "líder" – como Serra não tem o que propor/defender – ou sabe mas não pode revelar à população? – seus apoiadores atiram pra todo lado.

Fátima Oliveira

03/05/2010 - 22h26

Conceição, seu tino político deu conta de elaborar essa matéria tão valiosa que alerta aos/as trogloditas que estamos de olho e não nos calaremos. Precisamos divulgá-la mais, pois é preciso que pessoas éticas saibam que há gente que não mede esforços para desqualificar as mulheres candidatas, sobretudo se elas têm chances eleitorais palpáveis.

Responder

Carlos

03/05/2010 - 15h00

Parabéns, Conceição.
Repassarei link para mulheres que conheço – elas ficarão indignadas e saberão responder às baixarias.

Responder

Carlos

03/05/2010 - 14h57

Aponte um crítica similar às expostas pela Conceição?
Pelo que lembro, as críticas à Marina foram de cunho político – algumas vezes desastrosas, admito -, sem outras considerações.

Responder

A atuação dos fofoqueiros no contexto político-eleitoral | Espaço Ágora

03/05/2010 - 10h34

[…] Reproduzo o texto da Maria Izabel, presidente da Apeoesp, cuja mensagem principal está muito próxima ao que procurei demonstrar aqui. […]

Responder

Marcos Vinícius

03/05/2010 - 04h29

Eu já imaginava que o nível desceria a tais patamares….só não calculei o quanto. O que importa é que aqueles que prezam pela democracia, sendo eleitores ou não das candidatas, assumam uma postura diante este quadro.

Responder

Leider_Lincoln

03/05/2010 - 01h28

Que nojo, essas postagens!

Responder

    Klaus

    03/05/2010 - 12h18

    Leider, ficou com nojo das postagens sobre a Marina quando ela se candidatou? Seletivo?

    Leider_Lincoln

    22/07/2010 - 17h04

    Klaus, eu não sei o tipo de gente que você tem em seu Twitter, mas sei o tipo de gente que há no meu. No meu as críticas à Marina eu mesmo endossaria: de que está me parecendo uma deslumbrada que não sei por vaidade ou inocência, está fazendo o jogo da direita ao ajudar os demo-tucanos a impedir a vitória de Dilma no primeiro turno. Questiono também sua posição em relação à ciência, aos direitos dos homossexuais e assemelhados.

anunciação

02/05/2010 - 23h08

É uma pena que justamente pessoas que representam uma elite demonstrem tão pouco nivel de civilidade.E não sei quem disse a eles que o eleitorado,já nem digo de Dilma,mas de Lula,é somente de pessoas que ganham salário mínimo,que não têm formação acadêmica,ets.Lamentável.

Responder

@tgpgabriel

02/05/2010 - 21h13

Comentei com uma eleitora no Twitter sobre a quantidade de mulheres que desmerecem, fazem piadas das candidatas Dilma e Marina. Confesso que acho esse tipo de atitude ainda pior quando parte de uma mulher, já que eu esperava um apoio maior do eleitorado feminino às candidatas, pois como você comentou em seu artigo:

"(…) mas é inegável que a experiência vivida pelas mulheres quando ousam romper a barreira imposta a elas e entram na vida pública (campo historicamente reservado aos homens) pode sensibilizá-las para questões que nos atingem. "

Mas de qualquer forma, o ataque às candidatas por serem mulheres, comentando seus atributos físicos, por exemplo, vindo de homens ou mulheres é vergonhoso.

Pra mim, será um grande orgulho começar 2011 com uma Presidenta do Brasil (Dilma).

Responder

A atuação dos fofoqueiros no contexto político-eleitoral | Maria Frô

02/05/2010 - 16h08

[…] Reproduzo o texto da Maria Izabel, presidente da Apeoesp, cuja mensagem principal está muito próxima ao que procurei demonstrar aqui. […]

Responder

Gizelle

02/05/2010 - 18h44

Não há uma forma de denunciar ao Twitter esse tipo de abuso e pedir que essas contas difamatórias sejam bloqueadas? É muita sujeira. É desanimador ver esse tipo de coisa porque com o bonitinho do Sr. José Serra ninguém tem jogado tão baixo (o que deveria somar pontos pra Dilma, mas não sei se acontece).

Responder

Alexsandra

02/05/2010 - 18h03

Infelismente existe uma realidade social , onde a classe menos favorecida é de grande relevança na colocação ddos administradores do nosso pais.Esta classe construida sem educação , sem construção de um olhar critico, sem possibilidades de informações, importantes para a construção de novas opiniões.Por este fator a ilusão de uma sociedade na formação da cidadania ainda é muito inexistente, e isto deixa vulneravél a colocação de pessoas qualificadas para governar nosso país.Portanto é preciso sim direcionarmos na direção mais favoravel, esta sob a união das mulhres na concretização do nosso genero para a admistrar os interesses socias.Pois a mulher com seu olhar minunsioso e com sua intuição e sua experienciais na construção de uma nova identidade, possui condições de contribuir significantimente no cerscimento dos menos favorecidos.O sistema existe na função de continuar sublimamente da mesma maneira a qual não incomode os quem domina.É com esse papel transformador da mulher onde acredito que temos que nos unir para quebrarmos a berreira da dominação dos quem se denomina donos do controle social.

Responder

@wilsoncjunior

02/05/2010 - 17h44

O preconceito é a pior coisa que um indivíduo pode ter dentro de si. O que tem me espantado nessa campanha é que surpreendi pessoas com quem me relaciono socialmente, e que são vítimas de algum tipo de preconceito, praticando o próprio.

Responder

Claudia Cardoso

02/05/2010 - 17h26

Ótimo artigo, Conceição! De fato, as mulheres sempre com trabalho redobrado! Não seria diferente na política, ainda mais, num mundo em que se cobra um padrão de beleza impossível, além de desnecessário, de se conseguir. Não é à toa que homens e mulheres desqualificam as candidatas pela sua aparência fisica. Gostaria de chamar a atenção de uma importante nota da qual compartilho da tua ideia: devemos cuidar da tese de que mulheres em cargos públicos significam melhores políticas públicas. A História nos apresenta fatos que a desmentem: Margareth Tatcher, Condolezza Rice e, aqui, bem pertinho, Yeda Rorato Crusius [PSDB/RS]. Por isso, antes da questão de gênero, é preciso avaliar as propostas políticas de qualquer candidata ou candidato.

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Tweets that mention Sexismo na política digital do twitter | Viomundo - O que você não vê na mídia -- Topsy.com

02/05/2010 - 14h21

[…] This post was mentioned on Twitter by Antonio Arles, Srta. Bia Cardoso, Johnny C, Johnny C, VIOMUNDO and others. VIOMUNDO said: Demonizando o comportamento feminino; http://tinyurl.com/2gxh8ab (via @viomundo) […]

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maria

02/05/2010 - 13h51

Conceição o uso do sexismo e preconceito contra a candidatura de Dilma esta aumentando a medida que ela sobe nas pesquisas o senador que representa o estado em que eu moro o sr. SGuerra é campeão nisso analise as criticas dele a Dima em geral sempre tendem para o sexismo

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Para leitores atentos: 1º de maio no Brasil e na Grécia ou a maior riqueza de um país são os seus trabalhadores | Maria Frô

02/05/2010 - 08h17

[…] no Blog da mulher escrevi um texto refletindo um pouco sobre o primeiro de maio e as desigualdades salariais entre os […]

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Glecio_Tavares

02/05/2010 - 02h08

Conceição, tenho certeza que estes tiros sairão pelas culatras de quem os dispara. Muitos que vemos tem ate vergonha de assumir que são eleitores da direita, por isso insistem que não têm candidato. O povo percebe o preconceito com outros olhos. A classe média paulistana não é um espelho fiel do país. A cada vez que alguém diz estas sandices da Dilma, gera milhares de votos a favor de sua candidatura. Uma pesquisa honesta com o numero 13 e o 45, ja mostraria Dilma disparada na frente. Eu moro em São Paulo e converso com todo mundo que vejo. A maioria vai votar na Dilma. Todos percebem o quanto o Brasil mudou e quanto a midia não mudou. Falta agora o Mercadante botar um jeans e ir para cima do picolé de chuchu, para acabar de vez com o tucanato aqui. Depois da copa será o momento certo para a campanha. Sinto um pouco de ansiedade nossa. Os politizados queriam que a eleição fosse amanhã. Estamos ansiosos para ver o PiG de quatro.

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