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O que precisa de uma ampla faxina é a linguagem sexista da mídia velha


06/08/2011 - 16h42

Por Conceição Oliveira do Blog Maria Frô, twitter: @maria_fro

Qualquer pessoa com um mínimo de bom senso, seja homem ou mulher, hetero, homo ou trans deve estar tão incomodada quanto eu ao ler matérias na mídia institucional sobre o governo Dilma e se deparar com a continuidade da linguagem sexista que destacamos tantas vezes neste e outros blogs durante a campanha eleitoral de 2010 (veja, por exemplo, aqui e aqui, no item: Da Esquerda à Direita os ‘companheiros’ se esmeram no sexismo).

Confesso a vocês que ando bastante cansada de voltar ao tema, as crianças aprendem rápido, jornalistas sexistas (sejam homens ou mulheres) parecem nunca querer aprender.

Ao ler as declarações de Jobim em várias de suas entrevistas, além do tratamento desrespeitoso dado à presidenta e que na revista Piauí foi estendido a duas ministras de Estado, automaticamente, perguntamos: e se fosse um presidente e dois ministros de Estado, Jobim teria coragem de fazer tais declarações? Certamente que não. Porém essas declarações descabidas para um ministro de Estado são vistas como ‘deslizes verbais‘ pelos jornalões.

O Editorial da Folha é um primor em destacar os méritos de Jobim e diminuir o impacto de suas declarações grosseiras. Para a Folha Jobim foi o responsável em refrear a anarquia, um sujeito detentor de ‘notável habilidade‘, ‘prestígio‘, ‘o mais eficiente ocupante civil da Defesa‘, teve ‘dedicado engajamento‘ em prol do reaparelhamento das Forças Armadas e da criação da Estratégia Nacional de Defesa; lutou pela construção de um submarino de propulsão nuclear. Até mesmo a ’empáfia’ de Jobim é positiva, responsável por sua ‘bem-sucedida carreira‘.

Por outro lado os mesmos jornalões não se cansam de diminuir as ações da presidenta Dilma: a escolha de Celso Amorim não foi decisão dela: “Amorim é um homem de Lula” e ponto final, para os jornalões a presidenta ainda é um ‘poste’, sem poder de escolhas decisórias.

Limongi em entrevista no Valor, sintetiza bem a má vontade da mídia em relação à política praticada por Dilma Rousseff, destaco um trecho, mas vale a leitura integral: “As demissões nos Transportes vão na mesma direção, muito menos panos quentes do que normalmente se coloca nessas questões. O curioso é que quando ela compõe é porque está sendo conivente. Quando enfrenta é porque não tem jogo de cintura.”

É incrível como nessas matérias sobre a ‘faxina’ da presidenta vista como ‘dona de casa’ há um rotundo silêncio para o fato de que as demissões no Ministério dos Transportes foram deflagradas por iniciativa de uma das ministras de Estado. Foi Miriam Belchior, ministra da Pasta do Planejamento, que comunicou à presidenta sobre as irregularidades nas contas do DNIT, Dilma ordenou investigação e tomou providências. Desde então, o termo ‘faxina’ foi escolhido por unanimidade nos jornalões e sites da mídia institucional e até mesmo nas escorregadelas de blogueiros progressistas. Independente do/a jornalista, colunista, a imagem de dona de casa com vassoura, escovão e lenço na cabeça é soberana no imaginário dessa gente:

Bastou as denúncias alcançarem o gigante PMDB, fiador da governabilidade, para a presidente mudar radicalmente de método, guardar a vassoura e o desinfetante e adiar a limpeza.”

Jabor faz referência direta à presidenta e ministras como ‘donas de casa’:

Se fizermos uma simples busca no Google com os termos “faxina Dilma” encontramos 2.670 resultados!l

Eu fiz duras críticas à presidenta Dilma por sua ida à festa da Folha e nunca acreditei na tal da ‘lua de mel’ da imprensalona com a presidenta Dilma e dito isso, não desejo da mídia institucional matérias governistas como os muitos textos acríticos que vejo na blogosfera militante e tanto repudio. Mas esperava um mínimo de compostura no tratamento dado à presidenta que esta mesma mídia insiste em chamar de ‘presidente’.

Por isso me alegro quando topo com textos como o de Xico de Sá, que transcrevo a seguir, não são apenas nós, feministas, que não aguentamos mais tanta ogrice de uma mídia que já passou da hora de faxinar seus preconceitos sexistas.

Dilma, a faxineira 

Por Xico Sá, em seu blog

04/08/2011

Da série O Lacan de botequim ataca novamente!

Fosse eu uma combativa feminista, já teria acusado mídia e classe política por insistir em tratar a Dilma Rousseff como faxineira, diarista, não como presidente ou presidenta.

Qualquer ato da mulher leva o verbo faxinar logo de cara. Dilma fez faxina aqui, Dilma não faxinou os órgãos ligados ao queridinho PMDB –nem usou o mais leve espanador.

É elogiada por deixar as coisas limpinhas, como no Ministério dos Transportes; é criticada por fazer um serviço porco em outros cômodos do organograma do poder.

Dificilmente há um texto ou matéria de rádio e tv que não ponha a Dilma em uma tarefa doméstica. (Sobe a trilha do bravo Eduardo Dusek!)

A continuar assim, ela terá que preencher, o quadrinho das profissões com o antigo “do lar”.

Tudo bem, é só uma observação cricri sobre o uso das palavras, mas governar, que já foi “abrir estradas” (com o presidente Washington Luís, nos anos 1920), não pode ser apenas fazer faxina.

Tudo bem, é só um pitaco de um lacaniano de boteco atento ao palavreado, seus chistes, seus troca-letras.

Dilma que se cuide para não cair nessa arapuca, que agora é apenas simbólica, mas pode virar uma perigosa armadilha.

Mais perigosa do que dormir com um inimigo como o Nelson Jobim, o ministro da Defesa que joga no ataque contra todas as mulheres do Planalto.

Não que faxinar seja uma tarefa indigna. Mas governar não pode se resumir a diárias clandestinas sem carteira assinada.

Feministas do mundo inteiro, uni-vos! Como diria o camarada Karl Marx, que amava, inclusive sexualmente, a sua empregada!

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31 comentários

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Gilson Cabral

28 de setembro de 2011 às 20h53

Depois da vitória de Dilma com muito trabalho, segundo turno eu fiquei digamos decepcionado com os brasileiros, quanta gente vai pela fúria, preconceito, e efeito bola de neve que alguns costumam fazer, nas empresas, igrejas, e de lá para cá, não estou muito ligado, mas sei que estou errado, na política devemos sempre estar de olhos abertos. Ainda mais por que a justiça, os setores da sociedade toma seu partido, no sentido literal mesmo. Poderosos da justiça, do empresariado, até os mais simples vão na enxurrada da lavagem cerebral. Diante de muitos fatos, até mesmo algumas decepções no meu próprio partido, PT, faz com que perco um pouco a fé nos políticos, homens de boa fé. Mas como viver sem esperança, e esta semana com o título honoris causa pelo ex presidente Lula, fiquei orgulhoso de ver um operário sendo reconhecido pela visão de dirigir as vidas dos excluidos, de todos nós, enfim, gostaria de dizer que esses caras da globo , o cineasta metido a jornalista, Sr. Arnaldo Jabour, que puxou um saco medonho do Serra, só faltou dizer que a Presidente não era brasileira! Graças aos brasileiros decentes que apoiaram o presidente Lula, o Brasil está muito, mas muito bem servido de uma dirigente, A nossa competentíssima e sóbria presidenta Sra. Dilma Roussef, parabens ao Jornalista Luiz Carlos Azenha, e vamos remar.Faxina nesses ultrapassados, fracassados graças à DEUS. Tiau , obrigado. Sucesso!

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Diga-me com quem marchas que te direi quem és! « LIBERDADE AQUI!

07 de setembro de 2011 às 18h38

[…] ser punidos, aliás neste quesito a presidenta Dilma vem sendo implacável, ganhou, inclusive, damídia sexista a alcunha de ‘faxineira‘. O que pretende, portanto, o […]

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Cansei e Neocansei: “diga-me com quem marchas que te direi quem és” | Maria Frô

07 de setembro de 2011 às 14h15

[…] ser punidos, aliás neste quesito a presidenta Dilma vem sendo implacável, ganhou, inclusive, da mídia sexista a alcunha de ‘faxineira‘. O que pretende, portanto, o […]

Responder

A ‘do lar’ e a vedete (sobre mulheres na política) | Viomundo - O que você não vê na mídia

04 de setembro de 2011 às 13h18

[…] O que precisa de uma ampla faxina é a linguagem sexista da mídia velha […]

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Gaddafi assume a ‘faxina’ de Dilma | Viomundo - O que você não vê na mídia

24 de agosto de 2011 às 14h43

[…] O que precisa de uma ampla faxina é a linguagem sexista da mídia velha   […]

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Nem a presença de duas candidatas competitivas nas eleições presidenciais impediu a mídia de julgá-las pelo aspecto físico | Viomundo - O que você não vê na mídia

24 de agosto de 2011 às 14h32

[…] O que precisa de uma ampla faxina é a linguagem sexista da mídia velha Dilma e a ‘Operação doçura’ na mídia velha E os chargistas não têm nada mais a fazer do que piadas sexistas? Dilma Rousseff: “Sim, a mulher pode” Sobre a hipocrisia eleitoral: Mônica Serra e a ‘assassina de criancinhas’ Cynara Menezes: “Não viemos ao mundo para sermos primeiras-damas resignadas em permanecer nos bastidores” Maitê Proença fazendo escola entre os machos selvagens Maitê Proença ataca de novo: “machos selvagens nos salvem de Dilma” Sexismo emburrece e mata Sexismo na política digital do twitter […]

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Iva

20 de agosto de 2011 às 12h24

Quer saber? Eu acho mesmo que o Brasil precisa de uma boa faxina. Varrer o machismo, esfregar a nódoa do preconceito, higienizar toda essa mentalidade rançosa para acabar com micróbios, jabores e bolores. Abraça o termo e faz pra valer. Como está muito difícil achar uma boa faxineira hoje em dia, o jeito é arregaçar as mangas e partir com tudo pra cima da sujeira.

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Alexandre Felix

09 de agosto de 2011 às 16h40

O Xico Sá seria um bom ministro da defesa…

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Celia

08 de agosto de 2011 às 17h22

Espelho espelho meu tem alguém mais ridículo e pobrezinho de massa cinzenta ou brilho ou qualquer coisa que faça de um ser humano algo decente? O Jabor é pobre coitado – aliás ele já era e não sabe – ele e toda aquela gente do psdb que ainda acha que o castelo tá lá, com o fosso cheio de jacarés protegendo-os da plebe rude. Essa gente é muuuito antiga. Muito bom o Xico Sä.

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Rolivers

08 de agosto de 2011 às 13h38

Quanto à faxina da Dilma, eu já sugeri em outro blog chamarem o processo de desratização, porque esse negócio de faxina e vassoura já foi usado como marca do Jânio.
Quanto ao comentário do Jabor, ele mostra claramente a ética da Globo.
Mas sem dúvida há sexismo na imprensa. Lembro-me de que quando o Néstor Kirchner morreu, disseram que a Cristina iria ficar sem rumo pois quem governava mesmo era ele.
O que será que essas pessoas pensam de suas próprias mães?

Responder

    Conceição Oliveira

    10 de agosto de 2011 às 22h00

    Pois é Rolivers somos produto de uma sociedade que tem um senador como Demóstenes que afirma em sua cruzada contra cotas que as relações entre senhores e cativas era 'consensual', por aí dá pra medirmos o quanto o pensamento patriarcal está entranhado em nós, abraços

    Mário SF Alves

    26 de setembro de 2011 às 18h44

    Fato: o ilustre representante do DEM pode até ter saído da Senzala, mas, introjetou com tamanha intensidade a ordem da Casa Grande que esta jamais iria sair dele.

    Filiado ao DEM, foi eleito senador da República em 2002 com 1 239 352 votos. Concorreu ao governo de Goiás em 2006 mas obteve apenas 3,5% dos votos, ocupando a quarta posição. Desde fevereiro de 2009 é presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, a mais importante Comissão da Casa.
    Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009.[1]
    Como presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Demóstenes Torres participou do I Congresso Mestiço Brasileiro,[2] promovido pelo Nação Mestiça em Manaus, capital do Amazonas, em 20 de junho de 2011, onde discutiu temas como o Estatuto da Igualdade Racial e o sistema de cotas em universidades públicas.
    [1] "100 + influentes pela Revista Época". É… pensando bem, até aí nada de novo.
    [2] "Como presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Demóstenes Torres participou do I Congresso Mestiço Brasileiro." Bom, em sendo assim, provavelmente, estarei equivocado, e, quem sabe a Casa Grande nunca esteve nele.

Rolivers

08 de agosto de 2011 às 13h20

Muito pertinentes as idéias expressas em seu texto, Conceição!
A visão depreciativa da mulher em nossa sociedade é cultural e se reflete tanto no comportamento dos homens de poder quanto nos comuns. Prevalece a idéia de fragilidade, inferioridade e incapacidade enraizada na religião, onde a mulher é, desde o Gênesis, culpada pela perda do Paraíso. Este "mal-estar da civilização" se manifesta nas práticas discriminatórias e violências.
Não adianta as mulheres apenas reclamarem como vítimas. Elas podem mudar a história simplesmente educando seus filhos com uma nova visão onde haja integração entre os sexos em vez de divisão. Não se pode dizer que "o homem tem que ajudar a mulher em casa" porque o trabalho doméstico não é obrigação da mulher e sim de todos que moram na casa. É preciso parar de ensinar as meninas a fazerem tarefas domésticas enquanto se deixa os meninos se divertirem sem responsabilidade nenhuma com o lar. Isto é só um ponto entre muitos que poderia abordar, mas creio que o principal seja aquele que desconstrói a imagem da mulher e que está na religião.

Responder

karen

07 de agosto de 2011 às 18h14

Uma reclamação muito comum quando se fala de direitos humanos, direitos de minorias, racismo e preconceito é que nao se pode mais falar isso ou aquilo por causa da "patrulha do politicamente correto"… Um argumento fraco para o incômodo de nao ter mais o privilégio de estigmatizar e colocar em ação seus "pré-conceitos" limpinhos. Os que reclamam parecem reclamar mais ainda da melhora da dignidade dos que são tradicionalmente colocados à margem. Eles querem continuar a estigmatizar sem serem incomodados!

Responder

    Conceição Oliveira

    07 de agosto de 2011 às 23h43

    Karen, exatamente e tem também a falsa simetria daqueles que igualam dia de orgulho hetero à parada gay, com argumento de 'direitos iguais', abs

Julio Silveira

07 de agosto de 2011 às 15h36

Ter que aguentar a bossalidade renitente e tronitroante do Jabour é, como diria o próprio, dose.

Responder

Novo texto no Blog da Mulher: a mídia precisa fazaer uma ampla faxina em sua linguagem sexista | Maria Frô

07 de agosto de 2011 às 13h07

[…] Para continuar a leitura, acesse aqui […]

Responder

Helena

07 de agosto de 2011 às 09h57

Não quero ser conivente com a grande mídia, longe disso, mas, achar que ser chamada de "faxineira" é depreciativo é preconceito contra essa importante classe de trabalhadoras. Só porque geralmente têm pouco estudo, não quer dizer que elas sejam inferiores, logo, ser chamada de "faxineira" e "lavadeira" não deveria ser considerado ofensa. Por isso, o texto ataca o sexismo, mas acaba sendo classista. Eu entendo o que a grande mídia quer fazer com isso, mas acho que a Conceição Oliveira caiu na armadilha, ao não se atentar para o lado classista da questão.

Responder

    Conceição Oliveira

    07 de agosto de 2011 às 13h15

    1) Faça o seguinte exercício, Helena: Com que termos a mídia institucional se referiria a um presidente?
    2) Não vi necessidade de destacar a importância das faxineiras, garis, domésticas, do lar etc, no meu texto, porque o texto do Xico já faz isso. Abraços

    Luis

    07 de agosto de 2011 às 16h19

    Mas a direita e os que têm preconceitos contra as mulheres ou preconceitos de de classe não perderam por esperar.
    Dilminha foi lá e defenestrou o "intocável" Jobim , do Grande PMDB , com a mesma classe com que fez voar o senhor do PR, aquele dos Transportes. E já rolam cabeças nos segundos escalões da Agricultura.
    E agora? Que ofício dás a ela? Defenestra e faz voar. Qual o profissional que assim age?

    Nadja

    09 de agosto de 2011 às 17h19

    Ninja

    Maria

    07 de agosto de 2011 às 18h29

    O baixo nível de dignidade que a sociedade oferece a domésticas no Brasil e outros trabalhadores pouco qualificados não deixa dúvida que os artesãos da ambiguidade e cafajestagem colocam seus preconceitos e indigencia intelectual em prática.

Melinho

07 de agosto de 2011 às 08h01

A corrupção é endêmica no mundo inteiro. No Brasil, ela é gigantesca. Portanto, o dinheiro fala mais forte em todos os quadrantes do globo terrestre.

Se Dilma for se preocupar exclusivamente em combater a corrupção no Brasil, ela não vai ter tempo para mais nada. Que fique claro que eu não estou defendendo os corruptos nem dizendo que o governo deve fechar os olhos diante das denúncias fundamentadas. Mas a Dilma não pode se preocupar exclusivamente com a corrupção porque, numa faxina geral, ela terá que enquadrar o Congresso, encarcerar uma parcela considerável dos componentes do poder Judiciário, colocar muita gente do executivo no xilindrdró (muitos, funcionários de carreira), e construir uma grande cerca elétrica ao redor de uma grande área do território nacional para manter uma boa parte da população civil, constituída de criminosos e vigarista (incluindo aí muitos "respeitados" jornalistas, pastores evangélicos e donos de construtoras) isolada. Não me toco com os elogios do Senhor Jarbas Vasconcelos nem com os da Marina Silva (ela só aparece na Folha nos momentos de "crise" para
blá-blá- blar) ao atual governo, motivados pela faxina no Denit.

Alguém pode argumentar que não cabe a Dilma colocar gente corrupta na cadeia. E eu acrescento, "ao poder judiciário corrompido, também não".

Se a Marina tivesse sido eleita, ela teria que governar com esse mesmo Congresso, esse mesmo Judiciário, e essa sociedade de funcionários públicos corrompida até o olho do feofó. Se fosse o Serra o eleito, a corrupção atingiria os píncaros do Evereste.

Eu havia falado para um amigo que o homem é produto do meio e da circunstância. E ele acrescentou: e de sua vontade.

O Lula é um "analfabeto"iluminado. Dilma é a mulher certa, no lugar certo, na hora certa: com um histórico de luta contra a ditadura, sabe lidar com circunstâncias desfavoráveis (a quebra de qualquer regra elementar no capitalismo predatório pelos banqueiros de Wall Street) , e tem demonstrado vontade política para transformar o Brasil em um grande país, embora navegando num grande tsunami de adversidades.

Boa sorte, Presidenta.

Responder

Tetê

07 de agosto de 2011 às 00h24

SEnti firmeza!

Responder

Fernando Marques

06 de agosto de 2011 às 20h18

Faxina, lavanderia e copa e cozinha, são as metáforas relacionadas a Presidenta Dilma, assim como muçumanos são terroristas e brancos católicos são atiradores, tudo parece espontâneo…sem pretenção de ser verdade, mas…o papel alienante é sabido o poder econômico é que apavora, cuidemos destes nossos poucos espaços que eles já estão pondo a mão! Valeu pelo texto .

Responder

Juliana Tonini

06 de agosto de 2011 às 17h51

Adorei o artigo. Penso que as pessoas ainda não conseguem administrar as conquistas femininas, o machismo masculino e feminino ainda destilam pré-conceitos, com tantas palavras em nosso português ainda veiculam a imagem da mulher a tarefas domésticas. Será que não temos capacidade para isso e muito mais?

Responder

    Conceição Oliveira

    07 de agosto de 2011 às 23h48

    obrigada, Juliana, temos sim, mas isso precisa ser significativo para mais pessoas, tem de incomodar muitos ai se toma mais cuidado, abraços

Luis Henrique - MG

06 de agosto de 2011 às 17h46

Maria Frô, muito bom o texto. Os ditos progressistas poderiam lê-lo e aprender a trabalhar com a linguagem, serem mais progreesistas ao expressarem suas ideias. Quanto à grande mídia ………….

Responder

    Conceição Oliveira

    07 de agosto de 2011 às 23h45

    Verdade, mas há uma machismo entranhado socialmente, infelizmente, incluindo as mulheres em sua reprodução. ;(

Thiago_Leal

06 de agosto de 2011 às 17h42

Como não tenho nada a acrescentar ao belo texto, coloco a paródia do Jabor feita pelo Adnet: http://www.youtube.com/watch?v=Guz9DeqOhRA

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