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Dr. Rosinha: Para apoiar governo Bolsonaro, “Centrão” teria exigido a cabeça de Sergio Moro
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Arapuca

Dr. Rosinha: Para apoiar governo Bolsonaro, “Centrão” teria exigido a cabeça de Sergio Moro


23/04/2020 - 18h32

Dr. Rosinha*

Há coisas que a gente, mesmo se achando esclarecido, não consegue entender.

Por exemplo, como um juiz,  considerado “promissor”, deixa o cargo para virar ministro de um desqualificado.

É o caso de Sérgio Moro.

Moro era um juiz promissor porque promiscuamente prestava serviços –através da mídia, principalmente a Rede Globo –aos Estados Unidos, à burguesia nacional e aos setores de direita e extrema direita da política nacional.

Nessa condição, ele foi “vendido” para o público como alguém competente, sério e honesto que poderia endireitar o Brasil.

E endireitou, mesmo. Jogou o Brasil nas mãos de fascistas – sua ideologia.

Hoje, foi divulgado que Moro pediu demissão do cargo de Ministro da Justiça.

Muita gente, entre os quais eu, talvez se pergunte:

*Sérgio Moro era um juiz inocente na política ou alienado político?

*Imaginava-se o máximo e que tudo que fez como juiz foi de atuação própria e não como instrumento dos EUA e da burguesia brasileira?

*Achou que participando de um governo eleito através de meios corruptos –fake news –, ele conseguiria combater a corrupção?

Conhecendo Bolsonaro dos tempos de Câmara dos Deputados, garanto que só vira ministro dele quem tem a mesma identidade ideológica — no caso, fascista — e é conivente com todos os tipos de desmandos e de corrupção.

Fascista, Moro é.

Já honesto, não é.

Os meios ilegais que usou para condenar Lula são a maior prova.  Do contrário, ele não teria feito e aceitado tudo o que o The Intercept revelou.

Será que Moro pediu demissão só porque será indicado um novo chefe para a Policia Federal sem ouvi-lo? Não creio.

Bolsonaro está com dificuldades no Congresso Nacional para aprovar seus projetos de lei e medidas provisórias.

Pior. O Congresso tem lhe imposto uma pauta, muitas vezes, oposta do que deseja.

Nesta semana, Bolsonaro procurou o chamado “Centrão”ofereceu-lhes cargos e outras conveniências e conivências.

O “Centrão”, como bem sabem os leitores, é um grupo de deputados que coloca o interesse pessoal acima dos interesses da Nação e do povo brasileiro.

Uma das exigências do “Centrão” para dar o apoio vai além dos cargos.  Está também na de troca de cargos, e nessa dança, entrou Sérgio Moro.

O “Centrão’ necessita de um ministro conivente, que não investigue.

Moro pouco manda investigar, mas seu discurso de combate à corrupção assusta os que não querem ser investigados.

Será que Moro já está indo tarde, afinal, ainda não conseguiu localizar o Queiroz e tampouco investigar os milicianos do Rio de Janeiro, incluindo a família Bolsonaro?

Há quem diga que está indo tarde, que nada fez no Ministério.

Creio que fez muita coisa: o fazer dele era o não fazer.

Por exemplo. Não podia e não pode encontrar o Queiroz.  Não podia e não pode investigar as milícias e a família Bolsonaro.

Provavelmente há tantas outras coisas que não podia e não pode investigar que talvez nunca fiquemos sabendo;

Portanto, ao não fazer, fez o que o presidente Bolsonaro pediu para fazer.

Se Moro sair, entrará outro ministro com a mesma tarefa: não pode investigar o que Moro não investigou.

Além disso, agora, tem que acrescentar outras coisas que não poderão ser investigadas. A  atuação dos parlamentares do “Centrão” é uma delas.

Foi a negociação para fazer parte da base do governo, ter um Ministro conivente.

Para o novo ministro e o diretor geral da Policia Federal, Bolsonaro terá outra recomendação: perseguir a oposição, principalmente a esquerda. Precisa calar essas vozes para poder continuar seus desmandos.

Escrevo na condicional, porque Moro ainda pode permanecer, afinal os que realmente mandam no Brasil, os militares, escalaram o ministro da Casa Civil, Braga Netto, e o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, para convencer o ministro da Justiça, Sérgio Moro, a não sair do cargo.

Se ele ficar, é a prova que Bolsonaro nada manda e a certeza que o “Centrão” não fará parte formal da base de governo.

Dr. Rosinha é médico pediatra, militante do PT. Pelo PT do Paraná, foi deputado estadual (1991-1998) e federal (1999-2017).  De 2015 a 2017, ocupou o cargo de Alto Representante Geral do Mercosul.



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4 comentários

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abelardo

24 de abril de 2020 às 11h09

Pode parecer que não tenha nada haver com a matéria ou que seja uma coisa sem sentido, mas a fila de pessoas que trabalharam para o impeachment ilegal contra Dilma e pela condenação e prisão ilegal contra Lula estão, aos poucos, sofrendo do castigo que lhes foram reservados. Não é maldição não, porque nenhum dos dois (Dilma e Lula) são pessoas vingativas, ao contrário, sempre deixaram bem claro que confiam na justiça e na lei de Deus. Porém a lista dos castigados e castigadas cada vez aumenta mais. Um por um, aos poucos e a conta gotas estão experimentando o sabor do castigo recebido. Outras pessoas, em breve, serão as próximas e não é preciso dizer o nome de nenhuma dessas pessoas, que muitos sabem quem são e principalmente, as que já foram atingidas e fazem parte da extensa lista do castigo. Afinal, se castigo anda a cavalo e se aqui se faz e aqui se paga, não há como fugir da justiça que de umodo ou de outro tarda, mas não falha.

Responder

Zé Maria

23 de abril de 2020 às 20h33

PSDB resolveu testar hipóteses para a Eleição de 2022.
A Joicinha lançou Moro, talvez para Vice do Dorinha.

Responder

Zé Maria

23 de abril de 2020 às 19h22

O Moro é de Extrema-Direita. Para evitar a eleição de alguém da esquerda,
o Fascista, ex-juizéco de Curitiba, nunca esteve em desacordo com Bolsonaro.

O Moro é carreirista, mas age politicamente. Só vai sair do Cargo de Ministro,
se conseguir outra boquinha e se tiver a certeza de que há um Líder Político
da Direita capaz de vencer a Esquerda na próxima eleição presidencial.
Aliás, o Patife seguidamente fazia Palestras para Empresários na LIDE …
https://youtu.be/PNjKcPUlF_o?t=1336
[Foi assim, sob o pretexto político de ‘combate à corrupção sistêmica, que
o então juizéco destruiu as Indústrias Nacionais, inclusive a Petrobras, tal
como colaborou para o impedimento da Presidente Dilma e prendeu Lula].

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