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Shayene Metri: “Palhaçada organizada por policiais e alimentada pelos repórteres”

09 de novembro de 2011 às 15h00

Desabafo de quem estava lá [Reintegração de posse]

por Shayene Metri, postado no Facebook, sugestão de Cronópio

Cheguei na USP às 3h da manhã, com um amigo da sala. Ia começar o nosso “plantão” do Jornal do Campus. Outros dois amigos já estavam lá. A ideia era passar a madrugada lá na reitoria, ou pelas redondezas para: 1) entender melhor a ocupação, conhecer e poder escrever melhor sobre isso tudo;  2) estarmos lá caso a PM realmente aparecesse para dar um fim à ocupação.

Conversa vai, conversa vem. O tempo da madrugada passava enquanto ficávamos lá fora, na frente da reitoria, conversando com alunos da ocupação. Alguns com posicionamentos bem definidos (ou inflexíveis), outros duvidando até das próprias atitudes. A questão é: os alunos estavam lá e queriam chamar atenção para a causa (ou as causas, ou nenhuma causa)… e, por enquanto, era só. Não havia nada quebrado, depredado ou destruído dentro da tão requisitada reitoria (a única marca deles eram as pichações). A ocupação era organizada, eles estavam divididos em vários núcleos e tinham medidas pra preservar o ambiente. Aliás, nada de Molotov.

Mais conversa foi jogada fora, a fogueira que aquecia se apagou várias vezes e eu levantei a pergunta pra alguns deles: e se a PM realmente aparecesse lá logo mais? Seria um tiro no pé dela? Ela sairia como herói? Os poucos que conversavam comigo (eram uns 4, além dos amigos da minha sala) ficaram divididos. “Do jeito que a mídia está passando as coisas, eles vão sair como heróis de novo”, disse um. “Se eles vierem, vai ter confronto e isso já vai ser um tiro no pé deles”, disse outra. Mas, numa coisa eles concordavam: poucos acreditavam que a PM realmente ia aparecer.

Eu achava que a PM ia aparecer e muito provavelmente isso que me fez ficar acordada lá. Não demorou muito e, pronto, muita coisa apareceu. A partir daí, meu relato pode ficar confuso, acho que ainda não vou conseguir organizar tudo que eu vi hoje, 08 de novembro.

Muitos PMs chegaram, saindo de carros, motos, ônibus, caminhões. Apareceram helicópteros e cavalaria. Nem eu e, acredito, nem a maior parte dos presentes já tinha  visto tanto policial em ação. Estávamos em 5 pessoas na frente da reitoria. Dois estudantes que faziam parte da ocupação, eu e mais 2 amigos da minha sala, que também estavam lá por causa do JC. Assim que a PM chegou, tudo foi muito rápido.

Os alunos da ocupação que estavam com a gente sugeriram: “Corram!”, enquanto voltavam para dentro da reitoria. Os dois amigos que estavam comigo correram para longe da Reitoria, onde a imprensa ainda estava se posicionando para o show. Eu, sabe-se lá por qual motivo, joguei a minha bolsa para um dos meninos da minha sala e voltei correndo para frente da reitoria, no meio dos policiais que avançavam para o portão principal [e único] da ocupação.

Tentei tirar fotos e gravar vídeos de uma PM que estava sendo violenta com o nada, para nada. Os policiais quebravam as cadeiras no carrinho, faziam questão do barulho, da demonstração da força. Os crafts com avisos dos estudantes, frases e poemas eram rasgados, uma espécie de símbolo. Enquanto tudo isso acontecia, parte da PM impedia a imprensa de chegar perto da área, impedindo que os repórteres vissem tudo isso.

Voltando para confusão onde eu tinha me enfiado: os PMs arrombaram a porta principal, entraram (um grupo de mais ou menos 30, eu acho) e, logo em seguida, fecharam o portão. Trancaram-se dentro da reitoria com os alunos. Coisa boa não era.

Depois disso, o outro grupo de PMs, que impedia a mídia de se aproximar dessas cenas, foi abrindo espaço. Quer dizer, não só abrindo espaço, mas também começando (ou fortalecendo) uma boa camaradagem para os repórteres que lá estavam atrás de cenas fortes e certezas.

“Me sigam para cá que vai acontecer um negócio bom pra filmar ali agora”, disse um dos militares para a enxurrada de “jornalistas”.

A cena era um terceiro grupo de PMs, arrombando um segunda porta da reitoria, sob a desculpa de que queria entrar. O repórter da Globo me perguntou (fui pra perto deles depois da confusão em que me meti com os policiais no início): Os PMs já entraram, não? Por que eles tão tentando por aqui também?”. Respondi: “sim, já entraram. E provavelmente estão fazendo essa cena pra vocês terem algum espetáculo pra filmar”.

A palhaçada organizada pelos policiais e alimentada pelos repórteres que lá estavam continuou por algumas horas. A imprensa ia contornando a reitoria, na esperança de alguma cena forte. Enquanto isso, PM e alunos estavam juntos, dentro da Reitoria, sem ninguém de fora poder ver ou ouvir o que se passava por lá. Quem tentasse entrar ou enxergar algo que se passava lá na Reitoria, dava de cara com os escudos da tropa de choque, até o fim.

Enquanto amanhecia, universitários a favor da ocupação, ou contra a PM ou simplesmente contra toda a violência que estava escancarada iam chegando. Os alunos pediam para entrar na reitoria. Eu pedia para entrar na reitoria. Tudo que todo mundo queria era saber o que realmente estava acontecendo lá dentro. A PM não levava os estudantes da ocupação para fora e o pedido de todo mundo era “queremos algo às claras”. Por que ninguém pode entrar? Por que ninguém pode sair?

Enquanto os alunos que estavam do lado de fora clamavam para entrar, eu ouvi de um grupo de repórteres (entre eles, SBT): Não vamos filmar essas baboseiras dos maconheiros, não! O que eles pedem não merece aparecer”.

Além dos repórteres que já haviam decidido o que era verdade ou não, noticiável ou não, havia pessoas misturadas a eles, gritando contra os estudantes, xingando. Eu mesma ouvi muitas e boas como “maconheirazinha”, “raça de merda” e “marginal” .

Os estudantes que enfrentavam de verdade os policiais que faziam a “corrente” em torno da Reitoria eram levados para dentro. Em questões de segundos um estudante sumia da minha frente e era levado pra dentro do cerco. Para sabe-se lá o quê.

Lá pras 7h30, depois de muito choro, puxões e algumas escudadas na cara, comecei a ver que os PMs estavam levando os estudantes da ocupação para dentro dos ônibus. Uma menina foi levada de maneira truculenta. Essa foi a única coisa que meu 1,60m de altura conseguiu ver por trás de uma corrente da tropa de choque. Enquanto eu tentava entrar no cerco, para entender a história, a grande mídia já estava lá dentro. Fui conversar com um militar, explicar do JC. Ouvi em troca “ai, é um jornal da USP. De estudantes, não pode. Complica”.

Os ônibus com os alunos presos saíram da USP. Uma quantidade imensa de outros alunos gritava com a PM. Eu e os dois amigos da minha sala (aqueles da madrugada) pegamos o carro e fomos para a DP.

Na DP, o sistema era o mesmo, meu cansaço e raiva só estavam maiores. Enjoo e dor de cabeça. Era o meu corpo reagindo a tudo que eu vi pela manhã. Alunos saiam de 5 em 5 do ônibus para dentro da DP. Jornalistas amontoados. Familiares chegando. Alunos presos no ônibus, sem água, sem banheiro, sem comida, mas com calor. Pelo menos por umas 3h foi assim.

Enquanto eu revia todo o horror da reintegração de posse, outras pessoas da minha sala mandavam mensagens para gente, de como a grande imprensa estava cobrindo o caso. Um ato pacífico, não é Globo? Não foi bem isso o que eu vi, nem o que o JC viu, nem o que centenas de estudantes presenciaram.

Enfim, sou contra a ocupação. Sempre tive várias críticas ao Movimento Estudantil desde que entrei na USP. Nunca aceitei a partidarização do ME [movimento estudantil]. Me decepciono com a falta de propostas efetivas e com as discussões ultrapassadas da maioria das assembléias. Mas, nada, nada mesmo, justifica o que ocorreu hoje. Nada pode ser explicação pra violência gratuita, pro abuso do poder e, principalmente, pela desumanização da PM.

Não costumo me envolver com discussões do ME, divulgar textos ou participar ativamente de algo político do meio universitário. Mas, como poucos realmente sabem o que aconteceu hoje (e eu acredito que muita coisa vai ser distorcida a partir de agora, por todos os lados), achei que valeria a pena escrever esse texto. Taí o que eu vi.

O Jornal do Campus é uma publicação de circulação interna produzida pelos alunos do 4º ano de Jornalismo da ECA (Escola de Comunicações e Artes), USP.

Leia também:

O que a manchete do Post nos diz sobre nosso tempo

Mário Maestri: Pela volta da Idade Média à USP

Estudantes denunciam “intervenção militar” no campus

Ricardo Maciel: Abusos da PM nas ruas se reproduzem na USP

20 - set 0

Alexandra Mello: Querer é poder, custe o que custar, doa a quem doer?

Entre o desejo, a satisfação e a felicidade

 

146 Comentários escrever comentário »

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Truculência para todos? Mais sobre a USP – Raquel Rolnik « Ágora

06/12/2011 - 09h58

[…] mais entrar (nem a imprensa, diga-se de passagem), nem sair, tudo com muita truculência (leia o relato de uma aluna que não estava na ocupação, mas estava presente) – estas imagens não diferem muito do que […]

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Ze Duarte

10/11/2011 - 21h50

Queria ver o que todos os que pregam o papo furado da mídia, ouvir o outro lado etc falassem sobre o que houve no prédio de letras hoje, em que os verdadeiros alunos, representando a maioria, passaram por cima da meia duzia que decretou "greve geral"…

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monge scéptico

10/11/2011 - 20h14

Quanto a "greve" que fiquem na mesma para sempre! O BRASIL não precisa desse tipo de débil
mental. O que quer que a USP tenha de ruim, quem tem que tratar, é o tíbio alkmin. Qualquer po-
-dridão!.
Quantos brasileiros não gostariam de estar frequentando a faculdade e não podem e vocês……..

Responder

monge scéptico

10/11/2011 - 20h08

Se a polícia não interviesse e, ocorresse um vandalismo generalizado, de quem seria a
culpa?Não apoio alkmin o tíbio; mas convenhamos; esse movimento tinha mesmo, qual
propósito? Estudantes frequentam a escola para aprender; que querem mais?.
Se a reitoria é corrupta, insistentes denúncias, num dado momento, provavelmente sur-
-tirá efeito. É o caminho; nada de vandalismo.
Se o caso é maconha, fumem em casa ou num canto qualquer, em promiscuidade com
os "amigos". ESTUDEM!!. f……………………

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angelo

10/11/2011 - 18h51

SBT: "Professores não vão aderir à greve, mas…"

Jornal do Brasil: "Professores apóiam alunos, mas não vão aderir à greve"

Quando empurrarem microfone do SBT, desde que não agridam ninguém fisicamente, eu apoiarei.

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    Tobias Reis O. LLory

    13/11/2011 - 12h55

    agora eu entendi pq vcs querem uma "lei da midia"…

    é pra poder censurar sem "agredir ninguem fisicamente"!

    faz sentido,,,

Combate ao Racismo Ambiental » Truculência para todos? Mais sobre a USP

10/11/2011 - 17h46

[…] mais entrar (nem a imprensa, diga-se de passagem), nem sair, tudo com muita truculência (leia o relato de uma aluna que não estava na ocupação, mas estava presente) – estas imagens não diferem muito do que já […]

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Truculência para todos? Mais sobre a USP « Blog da Raquel Rolnik

10/11/2011 - 16h16

[…] mais entrar (nem a imprensa, diga-se de passagem), nem sair, tudo com muita truculência (leia o relato de uma aluna que não estava na ocupação, mas estava presente) – estas imagens não diferem muito do que […]

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JOSE MARIO HRP

10/11/2011 - 12h15

A maconha nunca foi o “Q” da questão. E sim a tradição desde 82, com Franco Montoro, de nunca mais permitir a me ga nha no campus/campi. Fique dito que no dia das prisões, a MEGA estava com o dia bo no corpo e ficou por tres horas revistando sem parar jovens sem nem ter nem porque. Daí começou a revolta que se iniciara com a permissão do rodas a presença da PM. Quem não é paulista/paulistano pouco pode entender sobre a questão…..o resto é provincianismo caipira paulista.

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Oráculo

10/11/2011 - 11h46

Independente se a pessoa e a favor ou contra a ocupção da reitoria da USP pelos estudantes, o que me perturba é a manipulação da nossa velha imprensa ultradireitista (Folha, Estado, Globo e assemelhados) dos fatos.

Agora, minha percepção a respeito da ação da polícia do Alckmim: "é a Opus Dei em ação".

Se o PSDB ou DEM elegerem o próximo presidente da república, se preparem. A política do cacetete vai se estender para todo o Brasil.

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cronopio

10/11/2011 - 11h35

Me Gustan Los Estudiantes
Mercedes Sosa
Que vivan los estudiantes,
Jardín de nuestra alegría,
Son aves que no se asustan
De animal ni policía.
Y no le asustan las balas
Ni el ladrar de la jauría.
Caramba y zamba la cosa,
Qué viva la astronomía!

Me gustan los estudiantes
Que rugen como los vientos
Cuando les meten al oído
Sotanas y regimientos.
Pajarillos libertarios
Igual que los elementos.
Caramba y zamba la cosa,
Qué viva lo experimento!

Me gustan los estudiantes
Porque levantan el pecho
Cuando les dicen harina
Sabiéndose que es afrecho.
Y no hacen el sordomudo
Cuando se presente el hecho.
Caramba y zamba la cosa,
El código del derecho!

Responder

JOSE MARIO HRP

10/11/2011 - 11h17

Quando juntamos uns milhões de provincianos , regionalistas, com pouca cultura geral, com informação seletiva, com elite subserviente ao capital invergonha de estar juntas com outras de raças ou traços diferentes delas num mesmo país com uma policia velhaca e violenta além de corrupta temos o que?
Estado de São Paulo?
Tá parecendo!
E esses dois trastes Luciano Faccioli e Geraldo?
Ninguém vai processá-los?
Os caras chamam aqueles estudantes de tudo, sem provas, sem decência e sem limites!?
E aí?

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    cronopio

    10/11/2011 - 11h33

    Vamos entrar com um processo com certeza, José Mario. Os estudantes estão trabalhando nisso. Violação aos direitos humanos, etc. Há relatos horripilantes. Ainda não levamos as denúncias a público para preservar os estudantes agredidos, que certamente serão ameaçados pelos policiais. Olhos e ouvidos atentos, camarada. Abs.

@CasaTolerancia

10/11/2011 - 11h07

A Titânica Polícia Militar do Estado de São Paulo http://casatolerancia.blogspot.com/

Um dia para a população paulista não esquecer. O dia que a Polícia Militar do Estado de São Paulo demonstrou toda sua eficiência em restaurar a ordem pública, ameaçada por delinquentes escondidos debaixo do manto de uma causa. Cidadão paulista, orgulhe-se sua Polícia, venere os valorosos participantes desta histórica atuação!

Continua… >>

Responder

Ramalho

10/11/2011 - 10h46

O blog foi invadido por horda de radicais a favor.

Dar espaço a eles é democrático, mas pô-los em evidência, não. Isto, dar evidência a provocações, tem sido feito no blog, mas não é bom em certos casos. Quando o comentarista tem opinião contrária à da maioria dos frequentadores e a sustenta com argumentos, é correto dar-lhe evidência. O comentário dele permitira que as posições da maioria sejam revistas e, eventualmente, aprimoradas, mudadas, ou ratificadas. Haverá avanço.em qualquer dos casos. Quando, porém, o comentário é, apenas, uma provocação vazia, sem argumentos que a sustentem, muitas vezes preconceituosa, ofensiva, não deveria ser mantido em primeito na thread. Embora tais comentários aumentem a participação, comentários provacativos, mas vazios, não promovem reflexão, porém, tão somente, reações iradas que não ajudam o debate e diminuem o nível intelectual do espaço. Comentários vazios e as inevitáveis respostas iradas não ajudam.

(peço desculpas pelas observações toscas)

Responder

    Conceição Lemes

    10/11/2011 - 11h39

    Ramalho, a hierarquização independe da gente. É feita automaticamente pelo intensedebate. Por isso, às vezes um comentário tosco que gera muitos outros comentários acaba ficando no topo. No novo Viomundo isso não irá mais acontecer. abs

rafael

10/11/2011 - 09h46

Não dá para levar a sério um movimento de estudantes trintões.

Responder

David Salomon

10/11/2011 - 09h41

A imprensa criadora de estereotipos, desinformante, adestradora, que sabe como ninguém
administrar a intolerância das pessoas fez um bom trabalho. Alias, parece que nem teve tanto esforço. Conseguiu reduzir um problema complexo e grave como a perda de autonomia e o crescente clima autoritário por que vem passando a USP nos últimos anos para um "grupo de maconheiros lutando pelo seu direito". Percebe-se que a maioria caiu direitinho. Nunca vi tanta comemoração por uma ação da PM, delírio em cada gesto de truculência e lamentos por não terem sido mais violentos com os estudantes. Seguindo a lógica simples da educação pela surra, tinham que apanhar para aprender.
Por essas e outras (defesa da pena de morte, repressão a movimentos sociais) que percebemos que a ditadura ainda esta viva na cabeça de gente de todas as classes sociais como recurso para manter a ordem e bons costumes ameaçados por bichos- papões vermelhos. Só isso explica o amplo apoio e manifestações de gozo coletivo frente a esse desfecho da invasão da reitoria… ou sei lá, vai ver essa galera aí tem fantasias ou desejos secretos por homens fardados truculentos e acabam sublimando este desejo na frente de uma tv assistindo a uma reintegração de posse, vai sabre rsrsrs

Responder

Marcelo de Matos

10/11/2011 - 08h05

Um bom texto, mas, não acrescenta nada. Shayene Metri tem tudo para continuar o trabalho de algumas repórteres globais, até com mais apuro. Tem qualidades para isso: "Não costumo me envolver com discussões do ME, divulgar textos ou participar ativamente de algo político do meio universitário". Shayene, a Globo já está de olho em você.

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Marcos W.

10/11/2011 - 07h59

Sinceramente,acredito que há choramingos demais nisso tudo,parecem crianças mimadas a fazer o que bem entendem e,contrariadas,jogam-se ao chão com os olhos cheios de lágrimas a choramingar pitangas!É preciso ter mais foco,mirar naquilo que queremos,e dar menos importância ao que pensa o outro lado.Queriam o quê?!Que a PM esperasse a saída dos alunos do prédio quando estes achassem conveniente?!Cada macaco no seu galho,que cada um de nós,e as instituições e movimentos sociais,façamos a parte que a cada um cabe!

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Fernando R C

10/11/2011 - 06h58

Essa turminha da esquerda ja deu o que tinha que dar. Chega!

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Maurício - Santos

10/11/2011 - 02h18

Bom, eu não vi reportagem alguma na TV e a única coisa que sei é o que li nos blogs.Lamentável com a blogosfera esta tratando esse caso politicamente.Os 3 que durmiram na roda são uns irresponsáveis e tem mais é quie levar borrachada.se fosse meu filho que estivesse lá dentro da ocupação, eu mesmo pegava um cacetete de um Pm e invadia aquela sala pra retiar meu filho.

Essa blogosfera tá viajando na maionese.Chego mesmo a começar a duvidar dos valores que rolam aqui nso Blogs do Azenha, Eduardo, Vermelho e tudo o mais.

Será que ninguém percebeu que isso foi causado por 3 moleques mimados que tinha mais era que ficarem quietos, ir pra delegacia, assinar o Tc e voltar pra casa felizes da vida pra acender outro baseado?

PQP!!!!!!

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Raphael Tsavkko

10/11/2011 - 02h00

É fato que a imprensa age propositadamente como agente provocador. Ficam revoltados dos estudantes se recusarem a falar com eles, mas, quando estes falam, são censurados, tem suas falas manipuladas e são desrespeitados. Alguns elementos da imprensa colocam a liberdade de imprensa (ou de empresa) acima da liberdade de expressão dos movimentos sociais. E isto é recorrente.

Vimso a mídia, certos jornalistas, pedirem deforma descarada para que a PM intervisse com violência, para que os estudants fossem "postos em seu lugar".

O que vemos hoje é uma clara aliança de setores conservadores da sociedade, retrógrados e alguns até mesmo de caráter fascista, atiçados por uma mídia corporativista e irresponsável para tentar criminalizar os estudantes da USP (para me ater apenas neste problema).

Tudo isto aliado à tentativa do governo de monitorar e patrulhar atividades políticas legítimas e reformar a presença dos setores de inteligência e espionagem da Polícia Militar, num novo e grotesco DOPS.

Mas também é fato que o sectarismo do Movimento Estudantil contribúi para esta situação, onde não há nem unidade, nem resposta à altura aos desmandos ditatoriais do governo.
http://www.tsavkko.com.br/2011/11/usp-qualquer-se

Acredito ser preciso discutir um pouco mais a fragmentação do movimento estudantil que a cada dia que passa se mostra mais e mais desconectado da própria realidade fora dos limites da universidade e, muitas vezes, desconectados da própria realidade interna.

Apenas à esquerda (ou centro-esquerda) temos quase uma dezena (ou mais) de grupos que se reivindicam mais ou menos marxistas, com agendas com diferentes graus de semelhança, mas o eterno sectarismo daqueles que sempre precisam se acharm ais revolucionários ou mais iluminados que os demais. à direita, um verdadeiro apagão, onde subsistem pequenos grupelhos de caráter integrista ou neofascista completamente apartados de qualquer noção de realidade.

Neste caldeirão, em que do grosso de mais de 50 mil estudantes apenas no campus principal da USP, é difícil ver uma mobilização de sequer 40-50% destes estudantes sequer na votação para eleições do DCE.

A divisão, ou melhor, o sectarismo político acaba alienando a maior parte dos estudantes da política universitária e isto também contribúi para o mal-estar que se cria quaando vemos setores mais radicais da classe média que afirmam de forma categórica que a universidade não é local para festas, transgressões… apenas para estudar. Pois, em muitos casos, os espaços de luta política foram sendo esvaziados pela própria militância radicalizada e, contraditoriamente, vazia.

Em meio a tudo isto, dá-se então uma ocupação que não encontra apoio sequer entre a parcela ainda politizada da universidade e que é, então, reprimida com violência (ainda que distante da carnificina que temíamos, mas mesmo assim, inaceitável).

Responder

beattrice

10/11/2011 - 01h55

Essa moça precisa urgentemente ser entrevistada na televisão
A RECORD precisa furar esse bloqueio midiatico Azenha.

Responder

ramos_toledo

09/11/2011 - 23h48

Engraçado como Adoniran, um artista cuja obra é associada ao que há de melhor na cultura paulistana, hoje seria chamado de pinguço, vagabundo, desordeiro, maloqueiro e invador.

O que é São Paulo pra você? Adoniran Barbosa ou Erasmo Dias?

Pensa nisso, cidadão de bem, da próxima vez que for vomitar impropérios contra "vagabundos e baderneiros".[youtube 6C6ezqRYWug&feature=related http://www.youtube.com/watch?v=6C6ezqRYWug&feature=related youtube]

Responder

Tobias Reis O. LLory

09/11/2011 - 22h52

pq insistem em chamar uma palhaçada produzida por meia duzia de bocós de "movimento estudantil"?

a USP tem cerca de 80 mil alunos… qual a representatividade desse "movimento" produzido por 70 "ixtudantis"?

está mais do q claro a manipulação político-partidária dessa situação!

já apareceram "sindicatos", advogados do MST, políticos de esquerda…

tem de tudo nesse "movimento estudantil". menos estudante da USP!

Responder

Luiz Henrique

09/11/2011 - 22h24

Menina, valeu, porque você descreveu a verdade sem distorcê-la.
Foi um grande passo, bom, mas ainda é pouco tendo em vista o abuso de poder dos militares, da grande mídia e dos tucanos. É inacreditável que ainda tenhamos de conviver com este tipo de abuso.
Pra mim, polícia é pior que bandido.
Não basta os abusos da ditadura para acabar com poder desses milicos?

Responder

alex

09/11/2011 - 22h07

GUANTANAMO PAULISTA
São imagens, do SBT, desta terça-feira: É a Guarda Metropolitana de SP espirrando "spray de gás pimenta" no olho de um morador de rua. O sujeito está deitado num pedaço de papelão.
O truculento guarda de uniforme azul se abaixa e espirra o spray na cara do sujeito. E manda o outro guarda "enrustir" o frasco de spray. Imagens Chocantes.
Vejam tb onde o Guarda enfia o cacetete, num outro morador de rua. Mais chocante ainda.
É Guantanamo em pleno centro de SP
olhem isso: http://www.sbt.com.br/jornalismo/noticias/?c=1221

Responder

Operante Livre

09/11/2011 - 21h49

Erasmo Dias fez escola. De Noites.
Repetem-se episódios ocorridos na PUC e no Largo São Francisco (neste eu estava presente) em 77 ou 78.
Não vejo saída para o crescente estado de sítio às ideias e movimentos, se não se mantiver a oposição até que a democracia se restabeleça em São Paulo. A Luta é política e se dá em todos os espaços de resistência. Não há liberdade numa pasteurização em que se eliminam as minorias e se abole a resistência.

Responder

José Roque Neto

09/11/2011 - 21h05

Valeu Conceição Leme e o assessor do deputado Adriano Diogo, da Comissão de Direitos Humanos da Alesp. Enfim deu tudo certo, foi só um susto, né? Em todo caso não deixa também de ser um alerta para os Estudantes da USP que estão enfrentando a onda odiosa da PM Paulista e de seu Governador. Só pode ser um momento de loucura do Reitor!!

Responder

Rafael

09/11/2011 - 20h43

Dada a quantidade de INFILTRADOS nos comentáros logo se percebe que foi truculência policial mesmo. Aliás, é absolutamente ILEGAL a detenção de qualquer um dentro de uma sala de reitoria, que dirá de um grupo de ESTUDANTES! Depois dizem que todos são iguais perante a Lei.

Responder

Fabio_Passos

09/11/2011 - 20h40

É a polícia política da pior "elite" do mundo atacando estudantes em uma universidade.
O governador alckmin, famosos por tolerar grupos de extermínio e fazer acordos com o crime organizado, mostra mais uma vez do que é capaz a direita fascista no Brasil.

A participação da mídia-lixo-corporativa em campanha aberta de difamação contra os estudantes é mais um crime destas oligarquias decrépitas que tanto mal fizeram e fazem ao nosso país.

Responder

Francisco

09/11/2011 - 20h30

Na boa, eu já invadi e ocupei reitoria (da UFBA, na Bahia de ACM, o Malvadeza), mas o fato de ter tanto branco nesse movimento aí de vocês fez o pessoal delirar!

Movimento a favor de maconha dentro de escola? Vocês tão chapados? Quem é que não usa maconha que vai ser a favor disso? Maluquice! Pior! Um movimento contra decisão de assembleia! 'Cês tavam" viajados"…

ACM mandou dois batalhões de choque pra cima da reitoria, todos de "fanta" (é um tipo de cacetete que só de ver o sujeito se urina…). Fio, no que os homi chegaram (do nada) eu meti dois livros debaixo do braço e saí andando na maior cara de pau. Mexendo no bolso, folheando um livro… É que só quando os meganha chegaram é que eu me lembrei de um detalhe brutal – eu sou preto!

Tu já pensou a PM baiana em cima de mim? Preto? De fanta? Cruz credo!

Ali eu aprendi uma coisa: o Estado que não cumpre o mal que promete esta pedindo para ser derrubado. Não é o caso do Estado de São Paulo. O Estado nunca entra para perder. E vocês perderam no dia em que associaram a rebeldia a uma causa extremamente impopular, tanto na classe baixa quanto na média.

Vocês já viram proletário a favor da maconha? Proletário trabalha, mermão!

Era para terem saído em passeata na hora estipulada pela justiça (burguesa, mas a única proteção que tinham), fazer um suspense, reunir jornalistas e exibir faixas e palavras de ordem. A-ca-bou! Só! Omovimento saia "empatado". Mas não, perdeu. Feio.

Os próximos movimentos vocês já começarão na desvantagem (mesmo sendo outros estudantes, mesmo a causa sendo justíssima): "são aqueles maconheiros da USP que tem 550 conto para rasgar!".

OBS: quinhentos conto de maconha era maconha como a zorra, meu rei…

Responder

    dukrai

    10/11/2011 - 00h35

    Chico, desculpe a intimidade, mas quem tá viajando é vc, a maconha tem como defensor até o FHC e uma ruma de gente que acho nunca chegou perto de fumar e, muito menos, tragar a doce fumaça da erva de Santa Maria.
    procê ver, a galera não acatou a decisão da assembléia e, muito menos, essa assembléia aprovou que deveriam ser presos incomunicáveis, dando chance até pra "desaparecido", que tava muito mais amoitado do que vc, dando sopa pros bate-pau do toninho malvadeza.
    vc é injusto com a USP, que tem muito aluno branquinho. é porque não viu a galera que estuda de dia na UFMG, no curso de medicina então é a glória da raça ariana. a desproporção de afro-descendente é assim também na UFBA, nem precisei estudar ou trabalhar lá pra saber.
    Onde vc aprendeu que "o Estado que não cumpre o mal que promete esta pedindo para ser derrubado?" Como, maibródi? Por que então a "nossa" ditadura foi apeada do poder, achou pouco o saco de maldades dos nossos milicos? Ou nem foi bem uma ditadura como a argentina, com dezenas de milhares de mortos, mas apenas uma ditabranda?
    Por fim, vc acha mesmo que o movimento é pela liberação da maconha?
    Não sei, cara, me avise quando voltar desta viagem, afinal, 500 contos de maconha ainda é maconha pra dar com o pau.

    Ana

    10/11/2011 - 08h43

    Pelo que é o movimento afinal? Pela retirada da PM do campus? Sério? A mãe do Felipe, garoto assassinado no campus esse ano, não concorda com você. Quem olhar as estatísticas que mostram queda do crime no campus depois que a PM entrou também não. Aliás, vamos além – ninguém que more em qualquer democracia do mundo vai sequer compreender se uma pessoa disser "polícia não faz parte de uma democracia". Oi?? De onde veio isso? Aliás, quer saber o que é repressão violenta? Reveja as cenas dos tanques passando por cima dos estudantes na era Mao Tse Tung (aquele cuja foto estava no ônibus dos invasores da reitoria)

    Francisco falou tudo, "proletário trabalha!" e proletários vcs não são. Precisa ter muito tempo livre pra fazer essa zoeira toda.. queria saber quem sustenta tudo isso! Pior que deve ser sindicato (que nós, a "burguesia", pagamos com nossos impostos)

    dukrai

    10/11/2011 - 14h48

    "Ana", vc pergunta e responde na primeira linha a razão dos protestos na USP. A pergunta é retórica, mas fazer de conta que não sabe é má fé.
    A ocupação do campus da USP pela Polícia Militar é um ato autoritário, repressor e agora ilegal, com prisões em massa e detidos incomunicáveis. é por isto que o pau quebra.
    A sua conclusão é um primor de raiva e confusão, proletário e burguesia são conceitos marxistas e entre uns e outros vc bota nóis, os vagabundos, sustentados por sindicato kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    cronopio

    10/11/2011 - 00h49

    A maconha não é pauta do movimento. Procure informações fora da mídia oficial. Leia o texto de Pablo Ortellado, aqui mesmo no Viomundo, para maiores informações. Grato.

    André

    10/11/2011 - 01h31

    O movimento pode ter começado mal, mas é fruto de um ano de ataques da reitoria e de pouca resposta dos estudantes. Estamos com problemas de professores, de infra, e estamos vendo a Universidade cada vez mais privatizada, cada vez mais terceirizada. Espero que os estudantes incorporem esses eixos nesta greve, inclusive o fim do vestibular, pra responder à sociedade que isto não é uma luta por privilégios, e sim uma luta pra que esses privilégios acabem. E isso inclui poder, na condição de adultos, decidir sobre que substâncias utilizar para seu lazer, e que as escolas abordem esse assunto de maneira clara, sem viés moralista/religioso.

    Acho que em $$$, a quantidade de dinheiro que um boy gasta em uma noite da vila olímpia é mais que o orçamento inteiro do mês de um maconheiro da FFLCH…

    angelo

    10/11/2011 - 18h20

    quinhentos conto de maconha era maconha como a zorra…"

    Se comprada diretamente dos pobres camponeses, sem intermediários, é maconha pra uns dez anos ou mais.

    Talvez por isso, inclusive por isso, USA batam pé em não legalizar. Documento apresentado à ONU exige indenização aos camponeses que tiveram suas plantações devastadas. Exige reparação por crime ambiental, envenenamento do solo etc etc.

    Quem pensa rápido, larga na frente, como a Califónia. Que já está lucrando com plantação. Quando tiver que pagar pela destruição e genocídio, já tem um qualquer reservado.

    Psicopataas preferem se 'divertir' espancando, torturando e matando. Claro, com apoio da massa. Não é Alemanha, não estamos nos anos 30, mas a demência da massa…continua a mesma.

    JOSE MARIO HRP

    11/11/2011 - 10h01

    Essa bobeira de porraça no meio é meio ridiculo….quando queremos somar vem o cara dividir!?
    Menas na maionese de segunda!

Pessoa

09/11/2011 - 19h40

Todas as portas dos Blocos K e L, seis andares cada um, foram arrombadas, mas em nada foi mexido.
Para que os estudantes iriam arrombar essas portas e não mexer em nada? Provavelmente foram os policiais que as arrombaram, talvez com a desculpa de procurar algum estudantes. Que vai pagar o prejuízo, a PM?

Responder

    FrancoAtirador

    09/11/2011 - 20h44

    .
    .
    O prejuízo material quem vai pagar é o povo de São Paulo.

    O prejuízo moral está sendo arcado pelos estudantes da USP.

    É A BARBÁRIE DITATORIAL FASCISTA.
    .
    .

zé Augusto

09/11/2011 - 19h26

O mais ridículo episódio da história da Usp. Resta saber até quanto eles podem ser ridículos.
Mas isso é problema deles.

Responder

Gilberto Maringoni: “Brasão da PM paulista é um tapa na cara do povo brasileiro” | Viomundo - O que você não vê na mídia

09/11/2011 - 19h19

[…] Shayene Metri: “Palhaçada organizada por policiais e alimentada pelos repórteres” […]

Responder

ZePovinho

09/11/2011 - 18h54

Parece que o macumbeiro ZePovinho arranjou outro que acha que o Coisa Ruim está nos detalhes,mizifio Azenha:
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMos

Brasão da PM paulista celebra golpe militar e repressão a revolta sociais

A mobilização dos estudantes da USP coloca em discussão o papel da Polícia Militar no trato das questões sociais. Valeria a pena estender a discussão até ao brasão da PM. Não é mero detalhe. Trata-se de uma exaltação da truculência contra a mobilização social. Na lista de feitos, entre outras coisas, há a exaltação a um golpe de Estado (1964) e louva-se a repressão a três mobilizações populares (Canudos, Revolta da Chibata, Greve de 1917). O artigo é de Gilberto Maringoni.

Gilberto Maringoni

"…..Poderiam começar sua ação examinando o brasão da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

O brasão em questão não é coisa pouca. É um tapa na cara do povo brasileiro.

O brasão, como obra de design, é primário. (Atenção, não é o logotipo estampado em uniformes e viaturas). Como símbolo, é uma ode à truculência e à brutalidade das classes dominantes. Trata-se da seguinte peça, conforme descrito no site da PM:

“O Brasão-de-armas da Polícia Militar do Estado de São Paulo é um Escudo Português, perfilado em ouro, tendo uma bordadura vermelha carregada de 18 (dezoito) estrelas de 5 (cinco) pontas em prata, representando marcos históricos da Corporação”.

Aqui vai ele:

Eis a descrição da peça, sempre segundo o site:

ESTRELAS REPRESENTATIVAS DOS MARCOS HISTÓRICOS DA CORPORAÇÃO

1ª ESTRELA -15 de Dezembro de 1831,criação da Milícia Bandeirante;

2ª ESTRELA – 1838, Guerra dos Farrapos;

3ª ESTRELA – 1839, Campos dos Palmas;

4ª ESTRELA – 1842, Revolução Liberal de Sorocaba;

5ª ESTRELA – 1865 a 1870, Guerra do Paraguai;

6ª ESTRELA – 1893, Revolta da Armada (Revolução Federalista);

7ª ESTRELA – 1896, Questão dos Protocolos;

8ª ESTRELA – 1897, Campanha de Canudos;

9ª ESTRELA – 1910, Revolta do Marinheiro João Cândido;

10ª ESTRELA – 1917, Greve Operária;

11ª ESTRELA – 1922, "Os 18 do Forte de Copacabana" e Sedição do Mato Grosso;

12ª ESTRELA – 1924, Revolução de São Paulo e Campanhas do Sul;

13ª ESTRELA – 1926, Campanhas do Nordeste e Goiás;

14ª ESTRELA – 1930, Revolução Outubrista-Getúlio Vargas;

15ª ESTRELA – 1932, Revolução Constitucionalista;

16ª ESTRELA – 1935/1937, Movimentos Extremistas;

17ª ESTRELA – 1942/1945, 2ª Guerra Mundial; e

18ª ESTRELA – 1964, Revolução de Março."……… http://www.polmil.sp.gov.br/

PS: Continuo monitorando a ação da Internacional Lusitana nas novelas da Campeã da Liberdade e da Democracia,Rede Globo.Seus agentes,Azenha,estão se infiltrando no PIG.Essa semana,vimos o marido sumido da Griselda aparecer,flutuando em uma embarcação chamada "FLOR DO TEJO".Que obra de criptocomunismo lusitano!!Agora,como se já não bastasse,agentes lusitanos tomam a novelas da 19:00 horas também.Para completar,temos a a ideóloga de tudo isso(infiltrada no PT)elaborando o credo marxista-vascaíno:Conceição Tavares,a Rosa Luxemburgo de São Januário.
Hino do Brasil se a a turma do Azenha tomar o poder:

[youtube WIqjJCohaK0 http://www.youtube.com/watch?v=WIqjJCohaK0 youtube]

Responder

GilTeixeira

09/11/2011 - 18h46

Do sítio Carta Maior:
Brasão da PM paulista celebra golpe militar e repressão a revolta sociais
A mobilização dos estudantes da USP coloca em discussão o papel da Polícia Militar no trato das questões sociais. Valeria a pena estender a discussão até ao brasão da PM. Não é mero detalhe. Trata-se de uma exaltação da truculência contra a mobilização social. Na lista de feitos, entre outras coisas, há a exaltação a um golpe de Estado (1964) e louva-se a repressão a três mobilizações populares (Canudos, Revolta da Chibata, Greve de 1917). O artigo é de Gilberto Maringoni.

Gilberto Maringoni

Nesses dias em que se discute a presença ou não da Polícia Militar no campus da Universidade de São Paulo, por solicitação de seu reitor, João Grandino Rodas, vale a pena levantar uma lebre que poucos conhecem.
Independente da correção ou não da ocupação da reitoria da USP pelos estudantes, o certo é que eles foram vítimas de uma truculência policial desmedida. É mais um entulho da ditadura que volta e meia mostra que está aí acordado.

Os alunos da USP poderiam ampliar suas demandas internas e se somarem a inúmeras entidades de defesa dos direitos humanos, familiares e jovens pobres que desde sempre têm sido vítimas da brutalidade das forças de segurança.

Poderiam começar sua ação examinando o brasão da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

O brasão em questão não é coisa pouca. É um tapa na cara do povo brasileiro.

O brasão, como obra de design, é primário. (Atenção, não é o logotipo estampado em uniformes e viaturas). Como símbolo, é uma ode à truculência e à brutalidade das classes dominantes. Trata-se da seguinte peça, conforme descrito no site da PM:

“O Brasão-de-armas da Polícia Militar do Estado de São Paulo é um Escudo Português, perfilado em ouro, tendo uma bordadura vermelha carregada de 18 (dezoito) estrelas de 5 (cinco) pontas em prata, representando marcos históricos da Corporação”.

Aqui vai ele:

Eis a descrição da peça, sempre segundo o site:

ESTRELAS REPRESENTATIVAS DOS MARCOS HISTÓRICOS DA CORPORAÇÃO

1ª ESTRELA -15 de Dezembro de 1831,criação da Milícia Bandeirante;

2ª ESTRELA – 1838, Guerra dos Farrapos;

3ª ESTRELA – 1839, Campos dos Palmas;

4ª ESTRELA – 1842, Revolução Liberal de Sorocaba;

5ª ESTRELA – 1865 a 1870, Guerra do Paraguai;

6ª ESTRELA – 1893, Revolta da Armada (Revolução Federalista);

7ª ESTRELA – 1896, Questão dos Protocolos;

8ª ESTRELA – 1897, Campanha de Canudos;

9ª ESTRELA – 1910, Revolta do Marinheiro João Cândido;

10ª ESTRELA – 1917, Greve Operária;

11ª ESTRELA – 1922, "Os 18 do Forte de Copacabana" e Sedição do Mato Grosso;

12ª ESTRELA – 1924, Revolução de São Paulo e Campanhas do Sul;

13ª ESTRELA – 1926, Campanhas do Nordeste e Goiás;

14ª ESTRELA – 1930, Revolução Outubrista-Getúlio Vargas;

15ª ESTRELA – 1932, Revolução Constitucionalista;

16ª ESTRELA – 1935/1937, Movimentos Extremistas;

17ª ESTRELA – 1942/1945, 2ª Guerra Mundial; e

18ª ESTRELA – 1964, Revolução de Março.

Na lista, há a exaltação a um golpe de Estado (1964) e a uma rebelião oligárquica (1932). Louva-se também a repressão a três mobilizações populares (Canudos, Revolta da Chibata, Greve de 1917), ao levante comunista de 1935, a Coluna Prestes (1926) e homenageia-se outras missões cumpridas.

Há soldados e oficiais valorosos na história da Polícia Militar paulista. Há também vários elementos que compõem e compuseram sua banda podre. É da conta, acontece em qualquer agrupamento humano.

Mas manter um símbolo exaltando a repressão sangrenta e covarde a manifestações democráticas é um acinte à democracia.

Responder

Fabio

09/11/2011 - 18h43

Isto tudo aconteceu porque queriam fumar maconha sem serem molestados, no centro de São Paulo tem varias ruas que depois das 6 horas ninguém se importa .

Responder

    marcos pinho

    12/11/2011 - 23h47

    E tem policial pra prender e enquadrar viciados no centro de SP? Porque não faltou na USP onde o uso de maconha é muito mais cultural que questão de vicio.

Almir

09/11/2011 - 18h15

Se a cambada neoliberal quisesse mesmo combater o consumo de drogas, acabaria com as 400 cracolândias que funcionam em Sampa, a céu aberto, diuturnamente.

Responder

Bonifa

09/11/2011 - 17h55

“A Faixa de Gaza? Um grupo de extremistas palestinos.” – Isto parece com os comentários dos Trolls do blog do Azenha? Pois é na verdade uma chamada de capa do Le Monde. A distorção mental causada principalmente pela Imprensa Neoliberal não é um privilégio de São Paulo, é fenômeno ocidental, e os livros didáticos paulistas que trazem dois paraguais são muito semelhantes aos desenhos feitos pelo universitários franceses.
Vejam a fantástica matéria feita por Le Monde com Chloé Yvroux, doutorando da Universidade de Montpellier em Paris, sobre seu trabalho de pesquisa junto a um grupo de estudantes do segundo ano de História-Geografia da mesma universidade.
. http://bigbrowser.blog.lemonde.fr/2011/11/09/cult

Responder

leandro

09/11/2011 - 17h47

Cade os resultados dos exames de corpo de delito? Os advogados dos estudantes estavam presentes e não foi constatado nehum ferimento.

Responder

GersonOliveitte

09/11/2011 - 16h47

De boa…

Aluno fazendo greve é a mesma coisa que aluno matando aula… E ainda ninguém explicou direito ainda o porque dessa mobilização contra a PM no campus. Quem já viu o campus sabe muito bem o que é isso… Bom, no final, quem sai despreparado para a vida real é o próprio aluno.

Responder

ADILSON SANTOS

09/11/2011 - 16h38

O Grande problema com a população brasileira ( Estudantes inclusos ) é o Temor reverencial que eles possuem da Policinha .

Algo patológico .

São xingados, desrespeitados , apanham, recebem cacetadas, são mortos á tiros , torturados e ainda continuam respeitando a Policinha .

Interessante.

Nunca nenhum policinha tentou fazer isto comigo ou com qualquer membro da minha familia , e gostariamos muitos que tentassem .

Ia ser divertido .

Quando o Povo brasileiro começar a reagir de forma igual ao tratamento dado pela policinha , garanto que estes vagabundos fardados irão passar á respeitar um pouco mais .

Estamos ai , para apoiadores da policinha ou os proprios pagarem pra ver !

Responder

    Maurício - Santos

    10/11/2011 - 02h24

    Cão que ladar não morde.Que sonho mais besta hein véio, querer mexer com a polícia????
    Será que vc não tem coisa melhor pra fazer na vida??????
    E lá vem outro instigador do "Povo Brasileiro".covarde, começe vc, vai lá sair batendo em polícia por aí.
    Tem muito cidadão de respeito na polícia meu véio, muito mais respeitoso que um sujeito como vc, covarde que se esconde atras das palavras.

leandro

09/11/2011 - 16h36

Queria a policia com flores para cumprir uma ordem judicial contra um grupo que se recusava a sair pacificamente? Nota 10 para a policia paulista. Não teve nem um estudante com escoriações no exame de corpo de delito o resto é conversa mole. Escudada na cara que não deixa marcas??? Bando de mauricinhos que se gritar com eles, choram. Era só ameaçar cortar a mesada e o game que eles saiam. Andem nas ruas, bares, esquinas e perguntem: a população apoiou a ação da policia.

Responder

    cronopio

    10/11/2011 - 09h50

    Leandro, o que você está fazendo em bares e esquinas? Bebendo, é?Isso não é atitude de cidadão de bem! Ficar vagabundeando pelas ruas. Que tal ir à Igreja, pra variar? Que vergonha!

    Ramalho

    10/11/2011 - 10h19

    Leandro, que você louve a atuação da polícia, aceita-se. No entanto, aproveitar a oportunidade para sub-repticiamente dizer que é corajoso, como contraposição aos "mauricinhos", é vacilada. Vacilão é dado atos-falhos.

    Tem alguma coisa contra os estudantes da USP? Será porque têm mais dinheiro do que você, ou porque os pais deles, especialmente a mãe, os tratam melhor do que você foi tratado pelos seus pais? Ou será em razão de ter sido recusado pela USP? Será por isto que tenta mostrar que é superior a eles, que não chora quando gritam com você?

    Do lado da coronha e, ainda por cima, por trás dos policiais, todo mundo é valente, mormente você (como se pode deduzir do seu texto de radical a favor). Já do lado oposto, vacilões do seu tipo têm o mau costume de urinar nas calças de medo. Você e outros valentões que apareceram ultimamente por aqui fazem-me lembrar de versos sábios do filósofo e psicólogo Bezerra da Silva:"você com o revólver na mao é um bicho feroz; sem ele, anda rebolando e até muda de voz".

    Carolina Macedo

    11/11/2011 - 15h33

    "Tem alguma coisa contra os estudantes da USP? Será porque têm mais dinheiro do que você, ou porque os pais deles, especialmente a mãe, os tratam melhor do que você foi tratado pelos seus pais? Ou será em razão de ter sido recusado pela USP? Será por isto que tenta mostrar que é superior a eles, que não chora quando gritam com você?"

    Vai ver é por isso mesmo que eu achei esse vídeo ridículo, uma palhaça gritando coisas absurdas. Porque eu não estudei na USP.

    Eis a razão do levante: quem estuda na USP se acha. Acima do resto do Brasil e acima da lei.

marcosomag

09/11/2011 - 16h28

Este tipo de ação da PM é calculada para quebrar o moral dos militantes. O importante é rebater a PM com atitudes que mantenham o moral dos presos alto. Os estudantes devem manter atitude altiva perante a força militar. Atividades como debates entre os presos, leitura (se houver alguma publicação disponível) e exercícios físicos são importantes. Também devem cuidar da aparência física. Homens e mulheres devem procurar manter boa aparência e higiene pessoal.

Responder

EUNAOSABIA

09/11/2011 - 16h18

Já encontraram o suposto, "desaparecido?"

Responder

    Ze Duarte

    09/11/2011 - 16h45

    Tava na casa da mamãe comendo sucrilhos e vendo pokemon!

    Pedro

    10/11/2011 - 11h29

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Esses revolucionários são chiques.

    Felipe

    10/11/2011 - 14h02

    uhahuuhhuuhauhauhahuauhuha

    Like 1000 x

    lia

    09/11/2011 - 17h58

    ninguem responde pra esse outro doido. É melhor ignora-lo.

FrancoAtirador

09/11/2011 - 16h18

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09/11/2011 às 14:28

Professores e funcionários podem aderir a greve na USP

Por PM fora da USP, Já!!!

Professores e funcionários podem aderir a greve na USP

A greve definida por estudantes da USP em assembleia na noite de terça-feira, 8, pode ganhar a adesão de professores e funcionários. O tema pode entrar na pauta da Associação de Docentes da universidade (Adusp), que fará assembleia às 17 horas de hoje no Instituto de Matemática e Estatística (IME). O Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) pretende tomar posição numa assembleia geral de estudantes, alunos e professores proposta para a tarde de amanhã, no Largo de São Francisco, no centro, diante da Faculdade de Direito.

A direção da Adusp ainda está reunida fechando a pauta do encontro, convocado em repúdio à presença da Polícia Militar no câmpus. "A discussão sobre a greve não está em questão, até o momento, por parte da diretoria", disse a presidente da Adusp. Heloísa Borsari. "Mas nada impede que professores proponham isso durante a reunião."

Numa assembleia com 2 mil alunos na noite de terça, estudantes de toda a USP votaram pela greve em protesto contra a ação da PM, que horas antes tinha detido mais de 70 alunos numa operação para desocupar a reitoria. O prédio da administração tinha sido invadido no dia 2, por alunos que desejam o fim do convênio que permite à PM atuar de forma mais ostensiva no câmpus.

Os estudantes detidos começaram a deixar o 91º Distrito Policial às 23h11. O último só saiu às 3h45 desta quarta, 9.

A Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) foi a escola com maior adesão à greve esta manhã, com algumas aulas suspensas. Em outras grandes unidades, como a Escola Politécnica e na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA), o dia foi normal. O Centro Acadêmico da FEA até divulgou uma nota em que diz ser contra a greve.

Na Faculdade de Letras, mais de 250 alunos fizeram uma assembleia pela manhã na qual a proposta de apoio à greve saiu vencedora por 43 votos (148 a 105). Integrantes do C.A. disseram que haverá nova assembleia à noite. Eles garantiram que não impedirão a entrada de alunos que queiram assistir às aulas.

Representante do C.A. da FEA, Thomás de Barros, de 22 anos, aluno do 4.º ano de Economia, criticou a radicalização da mobilização dos estudantes e explicou a recomendação passada aos colegas para que não apoiem a greve.

"A gente acha que todo o movimento não tem se pautado pelo diálogo e está estimulando uma polarização muito grande", disse. "Temos notado uma constante radicalização, tanto para a direita quanto para a esquerda. E os moderados estão ficando reféns disso."

O Grêmio Politécnico não se definiu sobre a greve, mas não tem pressa de fazê-lo. A entidade pretende realizar uma assembleia até o fim desta semana ou no começo da próxima.

Segundo o diretor Alessandro Andrade, de 20 anos, aluno de Engenharia de Produção, o grêmio quer ouvir a comunidade da escola, formada por 4.600 estudantes de graduação e 2.300 de pós. "A greve foi declarada sem que os alunos da Poli tivessem tido tempo de se expressar. Aqui por enquanto está tudo normal."

Na Letras, antes mesmo da assembleia da manhã, alunos já tinham colocado uma lousa na entrada do prédio e empilhado carteiras num dos corredores, o que atrapalhava, mas não impedia a circulação dos colegas.

http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2011/11

Responder

dukrai

09/11/2011 - 16h10

uma pequena amostra do fascista opusdélico paulista, de manhã dá a senha para a sanha terrorista de Sua Excrecência Militar, restolho da ditadura e de noite mastiga hóstias constrito, em dúvida se não foi severo o bastante.

Responder

    Ze Duarte

    09/11/2011 - 16h47

    Desculpa, mas a polícia só entrou porque os estudantes se recusaram (por duas vezes) cumprir uma ordem judicial.

    A polícia foi até muito profissional, me surpreendi positivamente, não houve o banho de sangue incitado pelos esquerdistas

    dukrai

    09/11/2011 - 23h45

    é, Zé, no vídeo das peruas uma delas até questiona que o geraldinho não foi rígido o suficiente.

    Sam Spade

    09/11/2011 - 19h07

    Dukrai, esttá na hora de crescer menino!!!!

    dukrai

    09/11/2011 - 20h43

    parabéns pela sua participação, apareça sempre.

    Pedro

    10/11/2011 - 11h25

    Fascismo??? Desde quando cumprir uma ordem da JUSTIÇA é ser fascista?

    Tem gente que não sabe o que é uma democracia nem um estado de direito.

    dukrai

    10/11/2011 - 13h36

    Obrigado pelo comentário, Tião. Um abraço!

    Pedro

    10/11/2011 - 21h58

    Não a de q. Volte sempre.

    Pedro

    11/11/2011 - 01h21

    Não há de q. Volte sempre.

Jairo_Beraldo

09/11/2011 - 15h56

Não esqueçamos, isso tudo aconteceu na loco-motiva brasileira!

Responder

    dukrai

    09/11/2011 - 21h05

    a galera embarcada na composição do geraldinho opusdélico maquinista comete estes desatinos conforme o inscrito na sua genética fascista e como cálculo eleitoral. resta saber se o conservadorismo paulistano vai aderir ao crescente jogo violento da extrema direita.

    Jairo_Beraldo

    09/11/2011 - 21h37

    Voce não viu o video das peruas "elitistas" em post aqui no site? Veja lá, se enoje, e terá a resposta….

    dukrai

    09/11/2011 - 23h42

    esse aí nunca foi revolucionário e continua idiota.

    dukrai

    10/11/2011 - 13h46

    ô Jairo, me referi ao trollxa rs

    Jason_Kay

    09/11/2011 - 21h54

    "As pessoas me falam: "Cesare, e a revolução?" Que revolução? Isso hoje é uma piada. Eu tinha 16 anos quando entrei no ativismo, não sou mais essa pessoa. Se eu continuasse um revolucionário hoje, seria um idiota", afirma, aos 56 anos.

    Cesare Battisti

    Pedro

    10/11/2011 - 11h26

    Você tem toda razão, volte sempre!

FrancoAtirador

09/11/2011 - 15h41

.
.
Neste lamentável episódio "espetacularizado" de invasão da Tropa de Choque da Polícia Militar,

quem teve bom senso foram os estudantes, que optaram pelo não enfrentamento,

para decepção dos policiais protagonistas e da equipe de produção teatral máfio-midiática.
.
.
O QUE SE QUER MOSTRAR COM A ESPETACULARIZAÇÃO DA VIOLÊNCIA?

Por Gilberto Maringoni, na Carta Maior

A morte de Gelson Domingues, ao vivo e a cores, além de ser uma tragédia, bombou audiências na TV e na internet.

O que leva um profissional a correr riscos desnecessários como este?

Por que as coberturas são sempre pautadas pela ação da polícia?

O que se quer mostrar com a espetacularização da violência?

As direções de redação combinam detalhes de operações com as cúpulas das polícias.

O tom da cobertura é o tom das polícias.

Para aqueles que não gostam do termo, lá vai:

é a cobertura mais ideologizada que existe.

Não está se mostrando “a vida como ela é”.

Está se mostrando um pedaço recortado da vida, como alguém quer mostrar.

O pedaço em que quem está do outro lado é “vagabundo”.

A ação é realizada no meio de uma favela. Não no meio de um bairro da zona sul. Ninguém chama um morador da zona sul de “vagabundo” assim, sem mais.

“Vagabundo” é o pé de chinelo, o pobre, exibido como troféu, agarrado pelos cabelos ou pelo pescoço diante das câmeras. Um espetáculo!

Não se sabe se os exibidos nesse caso da favela Antares eram de fato traficantes. São jovens moradores pobres de um lugar pobre. Já são suspeitos. Um dos quatro moradores do local mortos na operação não tinha antecedentes criminais. Cabe tudo no genérico “vagabundo”.

A chefia de reportagem deve ter pautado Gelson para ir até lá. A polícia deve ter pautado a redação.

As coberturas das guerras de ocupação promovidas pelos Estados Unidos são feitas para nos dar a impressão de que tudo não passa de um grande videogame.

Os jogos de guerra que existem no mercado são assim: profusão de tiros, sangue, explosões e muita cor. Mas é tudo inofensivo.

O jogador do lado de cá da tela está protegido, com seu controle remoto, em sua poltrona na sala de sua casa ou numa lan house.

De vez em quando há um efeito 3D e tudo parece real.

No caso de Gelson, foi mais que isso.

Como no filme “A rosa púrpura do Cairo”, de Woody Allen, a cena sai da tela e vem para o mundo real.

O game over aconteceu quando a bala saiu da tela e veio para o que se chama mundo real.

Enquanto estava lá na favela, o tiroteio era apenas um videogame para entreter boa parte dos telespectadores.

Era só coisa de “vagabundo”, personagens do jogo.

Íntegra em:

http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMost

Responder

José Roque Neto

09/11/2011 - 15h35

Pois é Shayene Metri a coisa foi complicada e acabei de ler no Portal do Luis Nassif um pai reclamando que o filho desapaeceu ou desde ontém não deu notícias. Estou a mais ou menos 2.500 km mas, posso imaginar o ocorrido e com a polícia pelo meio não deve ter sido fácil. Tudo isso com a benção do Governador do vosso estado. Vamos cobrir a greve agora e esperar novamente a polícia, né?

Responder

    conceição lemes

    09/11/2011 - 15h42

    José, ele já foi encontrado, estava na casa da mãe. Quem me passou a informação foi a assessoria do deputado Adriano Diogo, da Comissão de Direitos Humanos da Alesp. abs

    Ze Duarte

    09/11/2011 - 16h43

    Grande pai esse hein, não sabe nem como ligar pra mãe do seu filho e sai acusando a polícia!!!

    Ze Duarte

    09/11/2011 - 16h42

    Ah vá, vocês acreditaram nessa história ridícula… ele devia estar tomando toddynho ou comprando roupinha no shopping.

    Quem inventou isso foi um petista

Ze Duarte

09/11/2011 - 15h35

Essa menina é muito inocente, e não faz idéia do que é violência…

Ela queria entrar num local que estava sendo descupado (??!?!?!) quem iria permitir algo assim?

E lógico que os caras vão arrombar outras portas, pois precisam dominar todas as entradas e saídas do local!

E sim, a operação foi exagerada de propósito, pois se fossem 10 policiais iria ter algum "herói" pra xingar e ameaçar os policiais, que provavelmente ia revidar, e não ia acabar bem.

Do jeito que foi, foi perfeito: operação limpa e rápida sem maiores incidentes. Não vi uma gota de sangue derramada.

Se ela quiser ver violência e aprender, sugiro que veja o 16 de maio de 2001na ufba…

Parabéns à PM por não proporcionar o banho de sangue incitado pelos esquerdistas!

Responder

    cronopio

    09/11/2011 - 16h19

    É você o famigerado secretário do Reinaldo Azevedo que cursou Letras?

    Ze Duarte

    09/11/2011 - 16h41

    Não…

    Você é o famigerado estudante de 40 anos que foi jubilado da faculdade várias vezes?

    cronopio

    10/11/2011 - 09h47

    Não, faço mestrado em literatura francesa. Esses troll me matam!r Um abraço, camarada.

    cronopio

    10/11/2011 - 11h34

    Pelo teor de vossos comentários, de fato, vive! Acorde!

    Pedro

    09/11/2011 - 16h44

    Debata com argumentos, amigo. Vamos lá, vc consegue.

    Ze Duarte

    09/11/2011 - 16h58

    Ele não consegue, não fez isso até hoje, porque começaria?

    cronopio

    10/11/2011 - 11h35

    Não adianta argumentar com quem não quer entender…

    Tobias Reis O. LLory

    13/11/2011 - 12h56

    isso foi uma auto-análise?

    se foi, foi perfeita!

    luiz pinheiro

    09/11/2011 - 21h17

    Sei. "Argumentos" como:
    1) "pessoal metido a sujinho intelectual"
    e
    2) "a realidade é bastante diferente"?

    Pedro Henrique

    09/11/2011 - 21h58

    Rapaz, por incrível que pareça, foram dois Pedros diferentes!! O do pessoal sujinho fui eu, e o dos argumentos foi outro. Desculpem pela confusão.

    Ze Duarte

    09/11/2011 - 22h13

    Acho engraçado a questão de (ausencia de) critério para publicar mensagens aqui, já que minhas mensagens em geral são barradas (algumas ironicas ou meramente provocativas, admito, mas outras não), enquanto esse rapaz só destila bobagens…

    posso estar sendo injusto e esse cornopio também ter várias mensagens barradas…

    cronopio

    10/11/2011 - 09h46

    Ô dó!rs

    marcosomag

    09/11/2011 - 16h36

    O exagero, além de exibir a mentalidade truculenta da formação policial, serve para tentar abater a moral dos presos. Os estudantes devem contra-atacar tal tática mantendo atitude altiva perante a Polícia. Devem ter em mente que a força desproporcional usada contra eles apenas demonstra a inferioridade moral de quem tem apenas a força como argumento. Os estudantes devem fitar os policias nos olhos, exibindo superioridade moral. Devem sempre exercer atividades como leitura, debates em grupo, cantar canções com letras relacionadas à causa, fazer exercícios físicos. Manter a boa aparência e higiene também aumenta a auto-estima. Homens de barba bem cuidada ou barbeados, mulheres de cabelo e roupas bem arrumados, na medida do possível.

    Pedro

    09/11/2011 - 20h00

    "Homens de barba bem cuidada ou barbeados, mulheres de cabelo e roupas bem arrumados, na medida do possível. "

    A realidade é bastante diferente, camarada… um pessoal metido a sujinho-intelectual.
    Lembrando: o hábito não faz o padre!!!

    Pedro Henrique

    09/11/2011 - 22h00

    "…cantar canções com letras relacionadas à causa…"

    Assustador… vc tirou essa do livrinho do Mao?

    André

    09/11/2011 - 21h21

    kkkkkkkkk, mais um noiado com a esquerda, a situação de desagrado na USP é velha, e não tem nada a ver com a esquerda, tem a ver com a direita, melhor dizendo a extrema direita, se liga, esses psdbistas são engraçados, tudo de ruim no Brasil é a esquerda,e tudo de bom é PSDB, sai do País das Maravilhas o Alice.

    Ze Duarte

    09/11/2011 - 22h11

    a situação de degradação da usp não foi objeto de minha mensagem… me limitei a dizer que os esquerdistas estavam incitando a todo momento um banho de sangue, o que é um fato, o que, infelizmente para eles, não houve

    cronopio

    10/11/2011 - 09h44

    Esse aí fumou maconha vencida… ele pensou que os estudante iriam tentar enfrentar a PM no braço. Nossa força é a organização e a política, camarada. Acorde.

    Anão

    11/11/2011 - 11h51

    assim como demonstrado no dia da prisão dos 3 estudantes no campus?

FrancoAtirador

09/11/2011 - 15h26

.
.
E ri-se a orquestra irônica, estridente…
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais …
Se o velho arqueja, se no chão resvala,
Ouvem-se gritos… o chicote estala.
E voam mais e mais…

Presa nos elos de uma só cadeia,
A multidão faminta cambaleia,
E chora e dança ali!
Um de raiva delira, outro enlouquece,
Outro, que martírios embrutece,
Cantando, geme e ri!

No entanto o capitão manda a manobra,
E após fitando o céu que se desdobra,
Tão puro sobre o mar,
Diz do fumo entre os densos nevoeiros:
"Vibrai rijo o chicote, marinheiros!
Fazei-os mais dançar!…"

E ri-se a orquestra irônica, estridente. . .
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais…
Qual um sonho dantesco as sombras voam!…
Gritos, ais, maldições, preces ressoam!
E ri-se Satanás!…

Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura… se é verdade
Tanto horror perante os céus?!
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
De teu manto este borrão?…
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão!

Quem são estes desgraçados
Que não encontram em vós
Mais que o rir calmo da turba
Que excita a fúria do algoz?
Quem são? Se a estrela se cala,
Se a vaga à pressa resvala
Como um cúmplice fugaz,
Perante a noite confusa…
Dize-o tu, severa Musa,
Musa libérrima, audaz!…

São os filhos do deserto,
Onde a terra esposa a luz.
Onde vive em campo aberto
A tribo dos homens nus…
São os guerreiros ousados
Que com os tigres mosqueados
Combatem na solidão.
Ontem simples, fortes, bravos.
Hoje míseros escravos,
Sem luz, sem ar, sem razão. . .

São mulheres desgraçadas,
Como Agar o foi também.
Que sedentas, alquebradas,
De longe… bem longe vêm…
Trazendo com tíbios passos,
Filhos e algemas nos braços,
N'alma — lágrimas e fel…
Como Agar sofrendo tanto,
Que nem o leite de pranto
Têm que dar para Ismael.

Lá nas areias infindas,
Das palmeiras no país,
Nasceram crianças lindas,
Viveram moças gentis…
Passa um dia a caravana,
Quando a virgem na cabana
Cisma da noite nos véus …
… Adeus, ó choça do monte,
… Adeus, palmeiras da fonte!…
… Adeus, amores… adeus!…

Depois, o areal extenso…
Depois, o oceano de pó.
Depois no horizonte imenso
Desertos… desertos só…
E a fome, o cansaço, a sede…
Ai! quanto infeliz que cede,
E cai p'ra não mais s'erguer!…
Vaga um lugar na cadeia,
Mas o chacal sobre a areia
Acha um corpo que roer.

Ontem a Serra Leoa,
A guerra, a caça ao leão,
O sono dormido à toa
Sob as tendas d'amplidão!
Hoje… o porão negro, fundo,
Infecto, apertado, imundo,
Tendo a peste por jaguar…
E o sono sempre cortado
Pelo arranco de um finado,
E o baque de um corpo ao mar…

Ontem plena liberdade,
A vontade por poder…
Hoje… cúm'lo de maldade,
Nem são livres p'ra morrer. .
Prende-os a mesma corrente
— Férrea, lúgubre serpente —
Nas roscas da escravidão.
E assim zombando da morte,
Dança a lúgubre coorte
Ao som do açoute… Irrisão!…

Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus,
Se eu deliro… ou se é verdade
Tanto horror perante os céus?!…
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
Do teu manto este borrão?
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão! …

E existe um povo que a bandeira empresta
P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!…
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!…
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?
Silêncio. Musa… chora, e chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto! …

Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança…
Tu que, da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!…
.
.
(Castro Alves, O Navio Negreiro)

Responder

    Valdomiro

    09/11/2011 - 16h05

    Parabéns! A maravilhosa poesia de Castro Alves encaixa-se perfeitamente nesta situação.
    Obrigado por postar esta beleza…

    FrancoAtirador

    10/11/2011 - 16h33

    .
    .
    Valeu Valdomiro !

    Resgatamos Castro Alves,

    para, no meio da treva,

    trazer luz ao debate.
    .
    .

    cronopio

    09/11/2011 - 16h27

    Aos que virão depois de nós

    I

    Eu vivo em tempos sombrios.
    Uma linguagem sem malícia é sinal de
    estupidez,
    uma testa sem rugas é sinal de indiferença.
    Aquele que ainda ri é porque ainda não
    recebeu a terrível notícia.

    Que tempos são esses, quando
    falar sobre flores é quase um crime.
    Pois significa silenciar sobre tanta injustiça?
    Aquele que cruza tranqüilamente a rua
    já está então inacessível aos amigos
    que se encontram necessitados?

    É verdade: eu ainda ganho o bastante para viver.
    Mas acreditem: é por acaso. Nado do que eu faço
    Dá-me o direito de comer quando eu tenho fome.
    Por acaso estou sendo poupado.
    (Se a minha sorte me deixa estou perdido!)

    Dizem-me: come e bebe!
    Fica feliz por teres o que tens!
    Mas como é que posso comer e beber,
    se a comida que eu como, eu tiro de quem tem fome?
    se o copo de água que eu bebo, faz falta a
    quem tem sede?
    Mas apesar disso, eu continuo comendo e bebendo.

    Eu queria ser um sábio.

    Nos livros antigos está escrito o que é a sabedoria:
    Manter-se afastado dos problemas do mundo
    e sem medo passar o tempo que se tem para
    viver na terra;
    Seguir seu caminho sem violência,
    pagar o mal com o bem,
    não satisfazer os desejos, mas esquecê-los.
    Sabedoria é isso!
    Mas eu não consigo agir assim.
    É verdade, eu vivo em tempos sombrios!

    II

    Eu vim para a cidade no tempo da desordem,
    quando a fome reinava.
    Eu vim para o convívio dos homens no tempo
    da revolta
    e me revoltei ao lado deles.
    Assim se passou o tempo
    que me foi dado viver sobre a terra.
    Eu comi o meu pão no meio das batalhas,
    deitei-me entre os assassinos para dormir,
    Fiz amor sem muita atenção
    e não tive paciência com a natureza.
    Assim se passou o tempo
    que me foi dado viver sobre a terra.

    III

    Vocês, que vão emergir das ondas
    em que nós perecemos, pensem,
    quando falarem das nossas fraquezas,
    nos tempos sombrios
    de que vocês tiveram a sorte de escapar.

    Nós existíamos através da luta de classes,
    mudando mais seguidamente de países que de
    sapatos, desesperados!
    quando só havia injustiça e não havia revolta.

    Nós sabemos:
    o ódio contra a baixeza
    também endurece os rostos!
    A cólera contra a injustiça
    faz a voz ficar rouca!
    Infelizmente, nós,
    que queríamos preparar o caminho para a
    amizade,
    não pudemos ser, nós mesmos, bons amigos.
    Mas vocês, quando chegar o tempo
    em que o homem seja amigo do homem,
    pensem em nós
    com um pouco de compreensão.

    Micuim

    09/11/2011 - 19h01

    Gracias pelo Maiakovski. Mas é triste: vivemos, mesmo, tempos sombrios…

    FrancoAtirador

    09/11/2011 - 19h47

    .
    .
    Valeu, Cronópio !

    Nestes tempos sombrios,

    Brecht sempre cai bem.
    .
    .

    Tobias Reis O. LLory

    09/11/2011 - 22h03

    batatinha quando nasce se esparrama pelo chão… levo papai no bolso e mamãe no coração!

    ai ai…

    me emocionei agora!

    FrancoAtirador

    10/11/2011 - 22h56

    .
    .
    O primeiro sinal de que um grupo social está doente

    é a insensibilidade manifesta de seus membros.
    .
    .

    cronopio

    11/11/2011 - 03h22

    É preciso dizer algo mais?

    Tobias Reis O. LLory

    13/11/2011 - 13h00

    não diga mais nada, companheiro…

    basta sentir a emoção do momento!

    cronopio

    13/11/2011 - 22h04

    Prontinho para o fascismo. É embalar em farda e colocar para marchar.

    Tobias Reis O. LLory

    09/12/2011 - 20h09

    se vc continuar se comportando mal, não vai ganahar o vestido de tafetá rosa q vc pediu de Natal… e vai ficar 1 semana sem poder brincar com a sua coleção de bonecas!

    viu como posso ser mau?

    rsrsrsrsrs

Pedro

09/11/2011 - 15h23

Não vi nenhuma truculencia da PM.

[youtube LSwrqEiVOv4&feature=player_embedded#! http://www.youtube.com/watch?v=LSwrqEiVOv4&feature=player_embedded#! youtube]

Responder

    cronopio

    09/11/2011 - 16h20

    Não viu porque estava em casa.

    O pior cego é o que vê televisão.

    Acorde, camarada.

    Pedro

    09/11/2011 - 16h49

    Vc assistiu a esse vídeo? Onde a PM foi truculenta?

    Caio

    09/11/2011 - 19h08

    Mesmo com a nuvem de gás lacrimogênio no final, achei o vídeo exagerado. Mas, mesmo assim, ainda acho que um contigente de 400 policiais, tropa de choque, helicópteros e dezenas de carros e motocicletas para enquadrar 70 ou 80 estudantes um tanto quanto truculento. E outra, assim como você (eu imagino), eu não estava lá e prefiro não formar minha opinião a partir de um simples vídeo.

    Pedro

    10/11/2011 - 11h23

    Caio, como já foi dito, o forte aparato policial foi justamente para garantir a ordem. O que vc acha que aconteceria se fossem poucos policiais para lá? Com apenas uma viatura? Vc acha que não haveria confusão?

    Com tantos policiais os rebeldes fiquem quietinhos e saíram se reagir. Parabens a PM.

    cronopio

    10/11/2011 - 00h52

    Quando cerceou o direito de ir e vir dos estudantes que moravam no crusp. Crime previsto por lei. Quando agrediu o repórter que tentava sair do crusp. Quando torceu o braço do rapaz que tentava sair do crusp. Quer que eu continue?

    Ze Duarte

    10/11/2011 - 08h38

    Quanta bobagem… eles tinham que cercar o crusp pra ninguém sair de lá para a reitoria e vice versa…

    Em qualquer operação policial, de emergencia ou de resgate pode se restringir o livre acesso a determinados locais, isso é tão óbvio…

    cronopio

    10/11/2011 - 11h27

    Restringir o acesso a determinados locais é uma coisa, impedir as pessoas de saírem de casa é outra. Chama-se restrição ao direito de ir e vir. Os moradores se atrasaram para o trabalho e para as aulas, etc. O direito de ir é vir é uma das pedras fundamentais dos direitos civis, isso não é óbvio? Quer que eu soletre para você?

    Pedro

    10/11/2011 - 11h21

    Quem cerceou o direito de ir vir foram os estudantes(?) quem invadiram a reitoria. Não houve agressão alguma, a estérica provocou os policiais. Parabéns a PM!

    cronopio

    09/11/2011 - 16h29

    O Analfabeto Político

    "O pior analfabeto é o analfabeto político.
    Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
    Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão,
    do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio
    dependem das decisões políticas.
    O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia
    a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta,
    o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista,
    pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo."
    Nada é impossível de Mudar
    "Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.
    E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
    Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de
    hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem
    sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente,
    de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural
    nada deve parecer impossível de mudar."
    Privatizado
    "Privatizaram sua vida, seu trabalho, sua hora de amar e seu direito de pensar.
    É da empresa privada o seu passo em frente,
    seu pão e seu salário. E agora não contente querem
    privatizar o conhecimento, a sabedoria,
    o pensamento, que só à humanidade pertence."
    B. Brecht

    Antonio Nonato

    09/11/2011 - 19h26

    Ralar e ficar quieto, não é?
    E sua tentativa de desqualificar a menina ("brincando de reportagem") não acrescenta muita coisa.

    cronopio

    09/11/2011 - 23h16

    repórter: "estou sendo violentada". Resposta do PM : "AINDA não". Sem mais.

    Ana

    10/11/2011 - 08h30

    O "Ainda não" não foi resposta pra "Estou sendo violentada".

    cronopio

    10/11/2011 - 11h30

    Foi o que eu disse, Ana. Enfatizando o "ainda". Entendeu? Ele provavelmente pensou em fazer isso depois, longe das câmeras…

    Fabiani

    09/11/2011 - 23h30

    Eu fico até com vergonha de ser mulher, quando vejo uma cena dessa…que vontade de esbofetear essa garotinha mimada e baixa!

    cronopio

    22/11/2011 - 07h59

    O vídeo desmente a versão oficial da PM, segundo a qual "não hove atividade policial no CRUSP" no dia 8.

Lucas

09/11/2011 - 15h10

Finalmente um relato isento…ha ha ha ha ha!!!!!

Responder

    cronopio

    09/11/2011 - 16h23

    Quem ri diante da violência, ri de sua própria impotência.

    O fenômeno se chama "identificação com o agressor"

    Pedro

    09/11/2011 - 16h49

    Que violência? A PM desocupou o prédio sem da um único tiro.

    lia

    09/11/2011 - 17h55

    ei doido, pra ti violencia é só qdo se mata?

    Pedro

    10/11/2011 - 11h28

    Mostre videos que provem que houve violencia

    Arp

    09/11/2011 - 18h09

    Oi, Pedro. Já tomou seus remedinhos tarja preta hoje?

    cronopio

    09/11/2011 - 23h20

    Uma garota foi torturada, meu caro. Estudantes foram amarrados, espancados. Levante a bunda da carteira e faça o que o PIG não tem coragem para fazer: pergunte aos estudantes o que aconteceu. Quando você vente seus olhos e ouvidos ao PIG, não resta muito a dizer…

    Pedro

    10/11/2011 - 11h28

    kkkkkkk. Esse cara tá delirando. Volte sempre, troll.

    Anão

    11/11/2011 - 11h58

    o exame de corpo de delito ratificou esta informação? não consegui ler nada a respeito esses dias.

    cronopio

    13/11/2011 - 22h14

    Ela ficou amarrada a uma cadeira em uma sala escura com um grupo de PMs sem identificação. Ela sofria de asma e teve uma crise. Os policiais faziam ameaças e não ofereceram qualquer ajuda. Isso para mim é violência. Não ligo para o que meia dúzia de fascistas enrustidos possam dizer a respeito. Tem um amigo meu que foi tiro de guerra e apanha todos os dias com técnicas que não deixavam nenhuma marca. Pouco importa, os estudantes já estão procurando as entidades de proteção aos direitos humanos. Mas os espectadores querem saber disso? É claro que não, eles querem espetáculos de violência, querem ver sangue. A garota ainda está com medo de represálias (ela está sob liberdade provisória e com a PM de SP não se brinca) mas trará a denúncia a publico. A naturalização da violência está chegando às raias do insuportável na sociedade brasileira. Caso não nos esforcemos para mudar essa tendência (e mesmo assim, é pouco provável obter sucesso na empreitada) assitiremos a uma explosão de violência de ambos os lados. Infelizmente, esse parece ser o desejo de muitos. Abraços solidários a todos.

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