VIOMUNDO
O VIOMUNDO só é possível também através de anunciantes, e detectamos que você utiliza um AdBlock, bloqueador de anúncios.
Por favor considere ajudar o VIOMUNDO desativando o bloqueador para este site.

Pochmann: Presidente Dilma tem condições de erradicar a miséria

27 de dezembro de 2010 às 13h57

Pochmann: Brasil poderia ter superado a pobreza há 20 anos

Segunda, 27 de dezembro de 2010, 10h40

por Dayanne Sousa, em Terra Magazine

Se as políticas de desenvolvimento social tivessem acompanhado o crescimento da economia há décadas, a pobreza estaria extinta há pelo menos 20 anos, pondera o economista Marcio Pochmann. O presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) avalia que a presidente Dilma Rousseff tem condições de cumprir sua principal promessa de campanha: superar a miséria.

Um estudo do Ipea divulgado no início do ano prevê que a pobreza extrema seja erradicada no Brasil até 2016.

— A possibilidade de superarmos a pobreza é algo que faz parte da agenda de superação do próprio subdesenvolvimento. O que nós estamos vendo agora é um avanço mais rápido do padrão social e por isso que o Brasil consegue ter esse indicativo de superação da pobreza nos próximos cinco ou seis anos.

Em entrevista a Terra Magazine, Pochmann destaca o desenvolvimento dos últimos anos e os programas sociais do governo Lula.

— Eu acho que nós só podemos comparar o desempenho brasileiro deste ano com o que nós vivenciamos na primeira metade da década de 70, com o chamado Milagre Econômico. Mas esse crescimento de agora tem distribuição de oportunidades.

Apesar dos elogios, ele acredita que Dilma terá desafios maiores. Entre eles, lidar com novas características da economia como o aumento da população idosa e o crescimento da importância do setor de serviços. Além disso, o ministro da Fazenda, Guido Mantega — que continuará na pasta –, já anunciou a necessidade de cortes nos gastos públicos nos próximos anos.

Para Pochmann, o corte deve ser nos gastos improdutivos, como os provocados pelos altos juros.

— Nós vínhamos num ritmo bastante acelerado, crescendo acima de 7% ao ano. E possivelmente teremos um crescimento menor para 2011. Ao redor de 5%, o que já é bastante grande olhando o período recente do Brasil. Uma coisa é o custeio, outra coisa é o investimento. Espero que essas decisões considerem o teor do investimento, que é crucial.

Leia a entrevista na íntegra.

Terra Magazine – A ascensão social e o crescimento da classe C nos últimos anos foram destacados no governo Lula. A que isso se deve?

Marcio Pochmann – Se nós olharmos ao longo do século 20, o Brasil foi uma das nações que mais cresceu do ponto de vista econômico, ampliando a base material que permitiu que deixássemos de ser um país agrícola e nos transformássemos num país industrial. A despeito desse avanço econômico, os avanços sociais foram relativamente pequenos quando a gente olha o conjunto da população. O Brasil não fez o conjunto das reformas que os outros países fizeram, não fez reforma agrária, não fez reforma social, não fez reforma tributária. É natural que sem essas reformas não pudessem ser mais bem distribuídos os ganhos que o Brasil obteve. Apesar dessa característica de um processo muito concentrador, nós sempre tivemos uma forte mobilidade social. É uma característica do capitalismo brasileiro. Mas nas décadas de 80 e 90 essa mobilidade foi reduzida. Era cada vez mais difícil que os filhos de classe média conseguissem reproduzir o padrão de seus pais. O que nós temos nesta primeira década do século 21 é a forte mobilidade social. O desafio do próximo governo é como abrir as oportunidades não apenas para a base da pirâmide social, mas também acima dos níveis intermediários.

Como assim?

Isso depende não apenas do crescimento da economia, mas do tipo e da natureza do crescimento. Porque crescer é importante, mas depende do tipo. O desenvolvimento fundado na produção de commodities permite a economia crescer, mas as oportunidades, a qualidade das ocupações é diminuta. A expansão de setores de maior valor agregado pode permitir a contratação de pessoas com salários maiores.

No final de 2009, o senhor disse em entrevista a Terra Magazine que 2010 seria o melhor ano para o Brasil. Foi, de fato?

Eu acho que nós só podemos comparar o desempenho brasileiro deste ano com o que nós vivenciamos na primeira metade da década de 70, com o chamado Milagre Econômico. Só que esse desempenho de 2010 é diferente daquele. Nós crescemos um pouco menos, mas esse crescimento de agora tem distribuição de oportunidades. Com saída da pobreza de parcela significativa da população e ampliação das oportunidades escolares. Um país que está crescendo sem depender do mercado externo, contrário do que era no Milagre Econômico. É muito mais saudável o que está acontecendo neste ano de 2010. Especialmente pelo número de empregos formais, que é uma coisa impressionante.

A presidente Dilma fez uma promessa de erradicar a miséria. Isso é possível? Como?

Quando nós falamos em nova classe média no Brasil, causamos a falsa impressão de que se trata de uma classe média com padrão de vida europeu. Isso não é verdade, estamos num país que carrega as condições de um país subdesenvolvido. A possibilidade de superarmos a pobreza é algo que faz parte da agenda de superação do próprio subdesenvolvimento. É estranho que o Brasil — já sendo a oitava economia do mundo na década de 70 — tivesse 40% da sua população vivendo na condição de pobreza. Nós poderíamos ter superado a pobreza há 20 anos. É bastante peculiar no Brasil o disparate entre a base material e econômica que o país possui e o padrão social. O que nós estamos vendo agora é um avanço mais rápido do padrão social e por isso que o Brasil consegue ter esse indicativo de superação da pobreza nos próximos cinco ou seis anos. Isso é viável. É evidente que precisa crescer e sofisticar melhor as políticas sociais, mas não é impossível.

E quais os desafios, então?

Cada vez mais a gente vem enfrentando a nova pobreza. Ela é caracterizada, em primeiro lugar, pela transição demográfica que nós estamos vivendo. Um processo acelerado de envelhecimento dos brasileiros. Infelizmente o Brasil ainda não está preparado para lidar com uma parcela significativa da população em condição de pobreza. Temos 3 milhões de pessoas com mais de 80 anos e em 2030 pode ter cerca de 20 milhões de pessoas com 80 anos ou mais. Isso significa considerar um fundo público de políticas nesse segmento e políticas de saúde nessa direção.

Também estamos vivendo uma transição do ponto de vista da organização da economia, que está cada vez mais centrada nos serviços. Isso não quer dizer que a indústria e a agricultura não sejam importantes, mas nós vamos gerar emprego é no setor de serviços. Isso pressupõe uma nova forma de olhar essas ocupações, pressupõe olhar o conhecimento como a principal forma de manejo. E nós temos problemas sérios na educação.

A necessidade já anunciada pelo ministro Guido Mantega de fazer cortes nos gastos públicos pode prejudicar os investimentos na área social?

Nós vínhamos num ritmo bastante acelerado, crescendo acima de 7% ao ano. E possivelmente teremos um crescimento menor para 2011. Ao redor de 5%, o que já é bastante grande olhando o período recente do Brasil. Uma coisa é o custeio, outra coisa é o investimento. Espero que essas decisões considerem o teor do investimento, que é crucial uma vez que o investimento é a melhor política para conter a inflação. O investimento permite ampliar a capacidade produtiva gerando mais produtos e serviços e evitando uma inflação de demanda.

O senhor acha que seja necessário reduzir os gastos públicos?

Sim. Se olharmos o gasto como um todo, incluída a despesa com juros, eu não tenho dúvida. Nós temos todas as condições de reduzir a despesa pública, especialmente aquela que é improdutiva para o país: a despesa com os juros. O Brasil está gastando de 5% a 6% do PIB. Isso é um gasto elevadíssimo, um absurdo.

A economia já cresce o suficiente para que seja possível haver ajuste fiscal sem que isso afete o crescimento da economia?

Eu acredito que nós já abandonamos essa fase de ajuste fiscal. Essa política sofreu uma derrota nas últimas três eleições. O Brasil, de uns tempos para cá, trocou o ajuste fiscal pelo desenvolvimento. O que está em jogo neste momento é: quais são as condições macroeconômicas para garantir o desenvolvimento brasileiro. As finanças públicas são o meio, não o fim. Nos anos 90, o ajuste fiscal era o fim. O governo estava organizado para o ajuste fiscal. E lamentavelmente o que nós vimos foi um aumento do endividamento público, especialmente comparado ao PIB. E o aumento da carga fiscal. Hoje o que estamos verificando é que a dívida pública caiu. E não porque teve ajuste fiscal, mas porque a produção cresceu mais rapidamente.

 

49 Comentários escrever comentário »

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Os (muitos) desafios diante de Dilma | PT SV

31/12/2010 - 13h14

[…] a miséria é um objetivo louvável e, conforme avaliação do presidente do IPEA, Marcio Pochmann, alcançável. Trata-se da mais marcante proposta política feita pela futura […]

Responder

“A presidente Dilma Rousseff assume o poder diante de imensas oportunidades.” « LIBERDADE AQUI!

30/12/2010 - 21h18

[…] a miséria é um objetivo louvável e, conforme avaliação do presidente do IPEA, Marcio Pochmann, alcançável. Trata-se da mais marcante proposta política feita pela futura […]

Responder

aliberto amaral

30/12/2010 - 17h00

Uma pena o Prof. Pochmann não ter aparecido antes. Ele já sabia e nunca disse nada. Só agora resolveu dar conhecimento.
Ainda bem, pelo menos, sabemos que estamos a 20 anos da eliminação definitiva da miséria.
Mãos à obra Presidenta Dilma!!!

Responder

Os (muitos) desafios diante de Dilma | Viomundo - O que você não vê na mídia

30/12/2010 - 12h12

[…] a miséria é um objetivo louvável e, conforme avaliação do presidente do IPEA, Marcio Pochmann, alcançável. Trata-se da mais marcante proposta política feita pela futura […]

Responder

Claudio Ribeiro

29/12/2010 - 10h07

http://palavras-diversas.blogspot.com/2010/11/o-s

Um governo que criou 15 milhões de empregos formais, com a continuidade e aperfeiçoamento de suas políticas públicas sociais poderá sim erradicar a miséria e mostrar ao povo brasileiro que realmente isso era possível e não foi feito antes por falta de vontade dos governantes do 1/3 da população…

Responder

Hildermes Medeiros

28/12/2010 - 22h32

Marcio Pochmann, assim como muitos que comparam o forte crescimento atingido na década de 70, era do dito Milagre Econômico, com o desenvolvimento obtido pelo governo Lula, ressalta apenas o fato de agora o país crescer com distribuição de renda, que não se dava naquela época, quando os economistas do Milagre, Delfin Neto, Roberto Campos e Roberto Sinmonsem à frente defendiam que o bolo deveria antes crescer para ser distribuído, deixando de lado a face mais deletéria daquela época: o milagre econômico teve por base o endividamento externo, cuja conta passou a ser fortemente cobrada nas décadas seguintes, tendo os neoliberais no poder (Collor, Itamar e Fernando Henrique Cardoso) desempregando a população, depreciando os salários, desestrurando o Estado, para implantar o Estado mínimo, além de entregar o patrimônio público, e cedendo entre outros o Monopólio Estatal do Petróleo, tudo imposto pelo FMI e Banco Mundial.

Responder

Jairo_Beraldo

28/12/2010 - 22h29

“(…) com Lula no poder o Brasil tornou-se, de forma premeditada, um dos países mais corruptos do mundo, onde a população se deixa escravizar seis meses ao ano para, entre outras mazelas, financiar o incontrolável aparelhamento da máquina pública, a bilionária propaganda enganosa, os “movimentos sociais” criminosos, as incontáveis ONGs parasitárias, o fausto palaciano, os partidos políticos de aluguel, programas sociais fraudulentos, etc., para não falar no enriquecimento súbito e milionário de amigos e familiares” (Ipojuca Pontes, “Lula, o filho do Mal” 21 setembro de 2009)

Responder

    fernando

    29/12/2010 - 17h17

    É absoluta má fé ou completa ignorância posicionar-se como faz o Jairo. Ideia de pessoas mais velhas, diz que os porcos jamais olham para cima. Emporcalham-se com ideias imundas e transmitem-nas aos outros.

easonnascimento

28/12/2010 - 19h29

A receita tucana, conforme se expressaram seus líderes, durante a crise de 2008, dava conta de ajuste fiscal e contenção de gastos como forma de defesa. Foi feito exatamente o contrário e com base no incentivo ao consumo encaramos por aqui uma marolinha. Esta é a verdade, quer os tucanos e sua mídia, gostem ou não.
http://easonfn.wordpress.com

Responder

    Elba Silva

    28/12/2010 - 22h22

    Sou Assistente Social e trabalho com aquela parcela da população que vive abaixo da linha da pobreza.
    Sabemos que a pobreza é a responsável pelo desajuste social, que gera a violência, analfabetismo, o uso desenfreado das drogas, enfim, tudo aquilo que nenhuma sociedade precisa.
    A corrupção no Brasil é a ferramenta de enriquecimento de muitos pseudos-governantes. e que precisa ser combatida. Se isso não acontecer, ninguém dará contar de erradicar a miséria.
    Esperemos para ver….

    Jairo_Beraldo

    28/12/2010 - 22h24

    “O PT vai pensar com mais cuidado na escolha de seu candidato para a Presidência. Será mesmo a Dilma Rousseff? Se alguém quiser dar nome a um poste, pode chamá-lo de Dilma. Ela nunca foi eleita para um cargo representativo, não tem experiência eleitoral. Como pretendem jogá-la na eleição de 2010, que se anuncia como a mais disputada da história republicana do Brasil?” (Marco Antonio Villa, no “Estado de S. Paulo” 28/10/2008)

monge scéptico

28/12/2010 - 16h20

Temos necessidade de um mercado interno estável. Isso só será conseguido, trazendo
todo o povo para um consumo moderado pela educação.
A DILMA tem vontade e condições extraordinárias de fazê-lo profissionalizando os mais
carentes, para trazê-los ao mundo do trabalho e, lentamente desonerando o bolsa familia.
Entretanto a DILMA tem um congresso inconfiável, engavetador de projetos, mesmo os
que máxima urgência para beneficiar o povo, que contribui com um bom retôrno sempre.
Esse é o dilema. Tivessemos um sistema de plebiscito permanente, onde votariamos com
a presidente, nem precisariamos de congreesso. Precisariamos de fiscalizar a lisura das
contratações para prestação de serviços. Isso é fácil………………………

Responder

    Jairo_Beraldo

    28/12/2010 - 22h25

    “Serra foi atingido, sim, por uma bobina de papel crepe (o tal ‘artefato’) que, arremessado com força, pode provocar danos graves na pessoa atingida.” (Merval Pereira, em 24 de outubro de 2010)

augustodafonseca13

28/12/2010 - 11h00

O Pochman e milhões de eleitores entenderam os discursos da Dilma ( mas, especialmente, o que ela vem fazendo como braço direito e esquerdo do Lula). Já o FHC…

FHC: cara, corpo e voz de arrogante e cérebro de pulga
http://migre.me/3g7Eq

***

Responder

    Fabio_Passos

    28/12/2010 - 14h56

    É porque o fhc só entende de algumas coisas: estagnação econômica, privataria, Brasil quebrado, FMI, desemprego, apagão, Brasil submisso.
    Com o inverso ele tem realmente muita dificuldade.

    paulo

    28/12/2010 - 19h49

    O FHC não tem cérebro de pulga, acho-o muito inteligente. O problema é como ele usa a inteligência.

    Pedro

    28/12/2010 - 21h45

    E isso não seria uma forma de burrice? Não saber como usar a inteligência?

    Fabio_Passos

    29/12/2010 - 10h37

    Creio que é covardia e desprezo pela "massa pobre e inculta".

    Jairo_Beraldo

    28/12/2010 - 22h25

    “Depois de aparelhar o estado por oito anos, numa versão petista de ‘o estado sou eu’, Lula bradou ontem num comício em Campinas que ‘a opinião pública somos nós’. Do alto de sua popularidade, nosso Luis XIV tropical acha definitivamente que tomou posse do povo brasileiro.” (Lauro Jardim, em 19 de outubro de 2010.)

Fabio_Passos

27/12/2010 - 22h55

Sensacional o Pochmann.
Acerta na veia ao apontar os juros como verdadeiro vilão do gasto público.

A estupidificação produzida pela mídia-lixo-corporativa – rede globo / veja / fsp / estadão – está com seus dias contados.
Na rede temos acesso a pluralidade de pensamento negada pela "elite" parasita.

A radicalização democrática enterra os chavões repetidos pelos fantoches dos rentistas.

Responder

    Klaus

    28/12/2010 - 08h23

    Em oito anos o juros continuam os maiores do mundo. Por que? Por que Lula quis? Não, porque o Estado brasileiro gasta muito. O dinheiro tem que vir de algum lugar. Os impostos já são gigantescos então o para se financiar o Brasil precisa destes juros estratosféricos. Não há milagre.

    Fabio_Passos

    28/12/2010 - 12h19

    Milagre é alguém ainda acreditar nas tolices da mídia-corrupta: rede globo / veja / estadão / fsp

    Ainda mais quando 2010 tivemos a SELIC em 8,75% sem causar risco nenhum a rolagem da dívida. Ou você nem percebeu que isso aconteceu?

    Boa dica: Pense antes de repetir lorotas ditas por m leitão, sardemberg e outros tipos caricatos da mídia-lixo-corporativa. Ninguém sério leva em conta estes "jornalistas".

    ZePovinho

    28/12/2010 - 16h45

    Quem bom né,Klaus?Os juros,ao final do governo FHC,chegaram a 25,5%.Ao final do governo Lula temos 10,75%.E aí??????????? http://contextolivre.blogspot.com/2009/07/evoluca

    O Estado não gasta demais.O Estado brasileiro gasta muito com juros e isenções fiscais para alimentar uma pletora de empresários que vive nas tetas do governo.
    Aliás,veja como a mantenedora da PUC-RIO(aquela dos economistas neoliberais da Casa das Garças) desfruta de isenção na folha de pagamento,aumentando com o isso o chamado "rombo da previdência".Estado mínimo para o povão e gigante para a oligarcada,né??

    Paulo

    28/12/2010 - 19h54

    O que eu admiro nessas viúvas do fhc é que elas fazem de tudo para justificar as "safadezas" do "ex".

    Jairo_Beraldo

    28/12/2010 - 22h25

    “Se o Serra ganhasse, faríamos uma festa em termos das liberdades.” (Demétrio Magnoli, 1/3/2010).

    El Cid

    29/12/2010 - 13h22

    Feliz 2011, " Herr Ranheta" !! viuvinha do FHC…

Paulo Villas

27/12/2010 - 21h41

Economizar no pagamento de juros , gasto estéril . Isso é conversa de gente grande.

Responder

    Jairo_Beraldo

    28/12/2010 - 22h26

    “Impressionante como a política atrai vagabundo e picareta, aproveitar pelo presidente da república que não vale nada,vai demorar gerações para que o Brasil desfaça o mal que o Lula fez, eu tenho que desmistificar esse picareta que está na presidência da república” (Marcelo Madureira, Manhatan Connection, 03 de outubro de 2010)
    “Este governo que está aí é um governo autoritário que não perde a oportunidade de mostrar seu autoritarismo” (TV Estadão, 02 de março de 2010)

Fernando

27/12/2010 - 20h13

O capitalismo produz miséria.

Ou se combate o capitalismo ou vamos apenas reduzir, e não erradicar a miséria.

Responder

    Jairo_Beraldo

    28/12/2010 - 22h26

    “Dilma não é uma ameaça ao vernáculo ─ mas à segurança nacional. Essa mulher evidentemente não tem a menor condição de representar um único brasileiro ─ sequer seu neto Gabriel, ainda ‘unborn’. (…) No dia em que o Criador, depois da última cinzelada na criatura, ordenou ‘Fala Dilma’, o mito começou a ruir.” (Celso Arnaldo, no site da “Veja”, 16/5/2010)

ana

27/12/2010 - 19h33

Superar a miséria no Brasil é uma questão, neste momento, vontade política. Isso, Dilma demonstrou que tem.
Pré-sal social.
Vamos ensinar ao mundo o que é desenvolvimentismo social!

Responder

    Jairo_Beraldo

    28/12/2010 - 22h26

    “Cada vez mais, Lula tem menos chances. A pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira pelo Jornal Nacional mostra que o presidente Lula foi atingido em cheio pelas denúncias.” (Cristiana Lôbo, em artigo no jornal “O Globo” 29/8/2005)

Luiz Fortaleza

27/12/2010 - 19h00

Toda essa reflexão ainda está atrelada a lógica do capitalismo mais humanizado, o welfare state, o new deal, o sistema keynesiano de o Estado ser o mediador do conflito entre o capital e o trabalho. A Europa vivenciou isto, quer dizer, esse Estado de bem estar social, só que nos marcos de um capitalismo em crise estrutural, crônica, não é mais possível a burguesia internacional refazer esse modelo pq não vivemos mais o sistema taylorista-fordista de produção. O desemprego estrutural, o limitado mercado de trabalho capitalista, a educação capitalista, etc. são obstáculos que o sistema irracional de produção cria, forjando barreiras para sua expansão e acumulação do capital. O sistema tá todo envenenado e por mais mais que a mobilidade social do sistema classista possa se ampliar, ela não vai fazer desaparecer as mazelas do sistema. Ou a gente cria uma consciência crítica do capitalismo ou ficamos nesta ilusão política de que é possível no capitalismo derrotar a miséria. Nos USA são 20 milhões de pessoas na miséria, sem teto… Na OCDE já milhões de jovens que desistiram de procurar empregos e preferem continuar os estudos. Se não fosse o seguro desemprego em países-chave na Europa, a revolta popular já teria acontecido. É este seguro que neutraliza certo modo a rebelião popular. Não podemos nos tornar "libertadores políticos" que ainda acreditam numa questão de vontade política, de gestão do Estado. Não é por esse caminho analítico que podemos sair desse funil social. As análises sempre caminham nessa direção reflexiva, ou seja, quem administra melhor o dragão feroz do capitalismo que come a criançinha do céu, como fala João em seu Apocalipse.

Responder

    Jairo_Beraldo

    28/12/2010 - 22h26

    “O Brasil pode não aderir, mas é incapaz de impedir a formação da Alca.” (Eurípedes Alcântara, em artigo na revista “Veja” 15/10/2003)

mello

27/12/2010 - 16h32

È sempre bom ler Pochmann: sem oba-obas, elogios exagerados, avaliações ultraotimistas, mas com análises objetivas, críticas cabíveis, riscos apontados. Um economista de valor, que não joga para a platéia. Merece respeito.

Responder

    Jairo_Beraldo

    28/12/2010 - 22h27

    “Em breve, o número de carentes duplicará e o dispêndio com o programa, também.” (Ferreira Gullar, em artigo na “Folha de S. Paulo” 5/7/2009)

Luci

27/12/2010 - 16h00

O desafio agora é a presidenta Dilma cumpir a recomendação da ONU (desde 2000) a seus países membros (o Brasil é um deles), os quais tem condições financeiraa e técnica para erradicar a fome , a pobreza, a marginalização, o machismo, o racismo e promover o desenvolvimento de sua população mais vulnerável até 2015 http://www.pnud.org.br/odm/ infelizmente a população não está engajada no cumorimento das metas porque não há divulgação.Mas é um prodjeto global maravilhoso que visa proteger o capítal humano.

Responder

    Jairo_Beraldo

    28/12/2010 - 22h27

    “Gripe [suína] pode afetar até 67 milhões no Brasil em até oito semanas. […] De 3 milhões a 16 milhões desenvolverão algum tipo de complicação a exigir tratamento médico e entre 205 mil e 4,4 milhões precisarão ser hospitalizados.”Helio Schwartzmann, em matéria na “Folha de S. Paulo” 19/7/2009)

vanraz

27/12/2010 - 15h59

Resta Dilma lutar tanto quanto Lula. As forças, que não estão ocultas, vão dar muito trabalho a ela. http://www.vanraz.wordpress.com

Responder

    Jairo_Beraldo

    28/12/2010 - 22h27

    “Aécio fecha acordo para ser vice de Serra.” (Kennedy Alencar, em coluna na “Folha de S. Paulo” 17/5/2009)

Messias Macedo

27/12/2010 - 15h37

[TEM A VER]

Congresso se dá aumento. Bessinha analisa
em http://www.conversaafiada.com.br

DESABAFA MATUTO ‘BANANIENSE’!

… Estes energúmenos cínicos ficam o tempo todo falando em ajuste fiscal, Lei de Responsabilidade Fiscal, superávit primário, contenção dos gastos relativos aos salários dos servidores públicos… E, de forma canalha, covarde, irresponsável e criminosa concedem em causa própria um reajuste absurdo e abominável de 60%! 60% aplicados "de uma só tacada" – não tem esta de escalonamento, possibilidade de contingenciamento nem qualquer escambau que signifique estorvo a este estelionato…
E toda esta patifaria sendo desencadeada em um Congresso Nacional literalmente DESMORALIZADO!…

O povo deveria ir às ruas com panelas nas mãos, apito na boca, papel higiênico (sic), vassouras… E imbuído de muita, muitíssima, indignação exigir a revogação desta imoralidade!…
… Agora, o assalariado – que trabalha honestamente, doa o suor e o sangue por este país e pela sua própria sobrevivência – que se contente com míseros 5%! Sim, porque se for 5,1% "estoura as contas públicas"!…

Honoráveis imorais! Circus Brasilias!

República de 'Nois' Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

    Jairo_Beraldo

    28/12/2010 - 22h27

    “O governo Lula terminou quando ele não soube ou não pôde enfrentar sem medo o mar de lama do caixa 2 do PT, do mensalão de Delúbio Soares e das falcatruas alimentadas pelo loteamento de cargos públicos.” (Lucia Hippolito, em artigo no “Globo” 2005)

El Cid

27/12/2010 - 15h13

Assim como a maioria dos endividados gostariam de ganhar o bastante para deixarem de o ser, trabalhando ou não, muitos, de esquerda e direita, gostariam que todos os problemas fossem resolvidos em uma revolução instantânea…

Tem também o fato de que a melhor coisa do mundo é ser oposição, afinal pode-se questionar qualquer método, afinal, sempre pode ocorrer discordância de método, o não adotado teria sido melhor.

Bem, no fim das contas, a marola passou e os críticos calaram e não comentam mais a respeito da crise que, ainda, atormenta o mundo…

Responder

    Jairo_Beraldo

    28/12/2010 - 22h28

    “Lula, o Lírico da Marolinha, deveria se desculpar pela besteira que falou. O efeito da crise no Brasil, no que concerne ao emprego (ver um dos posts abaixo), já está mais perto mesmo de uma tsunami.” (Reinaldo Azevedo, em post no site da “Veja” 14/1/2009).

Rafael

27/12/2010 - 15h01

Gostei principalmente quando falou: "Eu acredito que nós já abandonamos essa fase de ajuste fiscal. Essa política sofreu uma derrota nas últimas três eleições. O Brasil, de uns tempos para cá, trocou o ajuste fiscal pelo desenvolvimento". Só a globo e amigos ainda tem essa idéia que para mim nada mais é que dizer que os ricos fiquem mais ricos e os pobres sempre pobres.

Responder

    Jairo_Beraldo

    28/12/2010 - 22h28

    “Vocês viram essa? Lula, ao deixar a Presidência, quer escrever de vez em quando. Sim, vocês leram direito: escrever” (Ricardo Setti, Veja, 28 de outubro de 2010)

ZePovinho

27/12/2010 - 14h52

Aqui tem gráficos(com fontes indicadas) que ilustram,ainda mais,o que Pochmann quis dizer:
http://redecastorphoto.blogspot.com/2010/12/pochm

Responder

    Jairo_Beraldo

    28/12/2010 - 22h28

    “Por que devemos curvar-nos ante a magnificência presidencial de um pervertido que se gaba de ter tentado estuprar um companheiro de cela e diz sentir nostalgia do tempo em que os meninos do Nordeste tinham – se é que tinham – relações sexuais com cabritas e jumentas?” (Olavo de Carvalho, Diário do Comércio 20/12/2010)

Deixe uma resposta