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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Paulo Henrique Amorim: Racismo no Brasil

07 de março de 2011 às 11h13

por Paulo Henrique Amorim, no Conversa Afiada

No post “Em três assassinados 2 são negros. Não, não somos  racistas” [2], o Claudio fez o seguinte comentário:

Caro PHA, você não deu o devido crédito à fotografia que usa para ilustrar o seu comentário. Não por questão de direitos autorais, mas pela história dessa foto.

A foto “Todos Negros” foi tirada pelo fotógrafo Luiz Mourier em 1982, no Rio de Janeiro. http://ahistoriabemnafoto05.blogspot.com/2007/09/depoimento-5.html

Aqui está a história da foto do Mourier

TERÇA-FEIRA, 18 DE SETEMBRO DE 2007

Luiz Morier: Todos Negros

Trechos do depoimento de Luiz Morier, gravado em 11/05/2007, a respeito de sua foto intitulada por ele “Todos Negros”.

Quando eu fiz esta foto, eu estava passando pela Grajaú-Jacarepaguá, e, passando pela estrada, percebi que havia uma blitz. Parei e fotografei a blitz. E me deparei com esta cena, os negros todos amarrados pelo pescoço. E até dei o título da foto de “Todos Negros”. E logo em seguida eu fui embora, e mais abaixo tinha uma manifestação dos moradores, eu continuei fazendo a seqüência e tal, e fui embora.

E essa me trouxe meu primeiro prêmio Esso na minha carreira. A sensação que eu tive foi de humilhação. Senti uma cena humilhante. As pessoas humilhadas, pessoas com carteira de trabalho na mão, dava para perceber que não eram bandidos, porque bandidos não usam um tipo de veste assim. É claro que eles se vestem bem melhor que isso. Eram pessoas simples, humildes, todos negros. Senti que era um ato de humilhação. Estavam sendo humilhados ali, carregados pelo pescoço como escravos.

– Do material que você fez nesse dia, você tinha certeza de que esta foto tinha destaque em relação às outras?

Não, não tinha certeza, não. Porque a gente… Eu, pelo menos, sempre… Você faz uma foto na hora, aí você só vai ter uma idéia depois que ela foi revelada. Quando eu estava revelando, sim. Aí, que eu vi a foto revelada, eu falei: “pô, essa vai dar o que falar!…” Que isso não é coisa que possa acontecer com o ser humano nos dias de hoje. Ou na época, na década de 80. Mas, até hoje a gente vê humilhação por aí…

Percebi que houve uma reação grande de todos que viram a foto. Até hoje, até hoje…

Quem ainda não viu e vê a foto… Já foi usada por várias faculdades, já foi tema… Inclusive foi, até, em 1988, quando a escravidão… Fez cem anos da Lei Áurea, ela foi bem revista e colocada para todos verem que cem anos depois ainda havia esse tipo de cena. (…)

Eu percebi que tinha uma blitz, mas eu parei porque tinha um camburão parado na pista. Eu fui lá dentro do mato fazer esta foto aqui. Então, eles estavam praticamente escondidos. Quer dizer, eu cacei!… Não estavam expostos assim, na rua. Você pode ver que tem mato lá no fundo, estavam lá no meio do mato, um caminhozinho no meio do mato. Então, quer dizer, era mais escondido, de uma forma… Eles faziam as mutretas, faziam tudo que tinham que fazer, mas, mais escondidos, para que a imprensa não visse mesmo. Agora, eles não estão nem aí… Agora, é tiro pra cá, é tiro pra lá, caiu ali, se tiver fotografa, se não tiver…

– Nessa foto aí, os PMs tiveram alguma reação de não deixarem você fotografar?

Ah, a reação foi imediata!… O tenente falou: “recolhe, recolhe, recolhe!”. Quando ele percebeu que eu estava fotografando, ele mandou recolher. Só que quando ele mandou recolher, ele não percebeu que eu… O guarda não percebeu que eu estava fazendo uma foto dele. Eu estava com um grande angular, ele achou que eu estivesse fazendo só os presos. E, no entanto, ele estava enquadrado na foto. (…)

Tem a importância que tem hoje porque mostra uma autoridade, ali, que devia usar algemas, no mínimo, e usou uma corda, e amarrada no pescoço. Não foi nem nas mãos, foi no pescoço. Quer dizer, um ato escravo mesmo! (…)

Sim, agora é. Para mim, ela é uma foto histórica. E vai estar sempre no primeiro lugar, pra mim, porque é uma foto que marcou muito esse meu tempo de trabalho.

Luiz Morier > Diz que foi no Jornal Tribuna da Imprensa que tudo começou. Aos seis anos, acompanhava o pai, Max Morier, repórter esportivo já falecido, e meio que um fundador da Tribuna. Morier começou a carreira de repórter-fotográfico no extinto jornal Última Hora, em 1977. Também teve passagens pelo Globo e trabalhou como freelancer no Estadão. No Jornal do Brasil trabalhou mais de 25 anos. Nos últimos anos tem frilado para várias empresas.

Em tempo: este ansioso blogueiro teve a honra de dar a foto do Mourier na primeira página do Jornal do Brasil, quando era seu editor.

13 - dez 1

Ao vivo: Audiência pública debate abuso de autoridade e medidas coercitivas

Entre os participantes, Eugênio Aragão, Deborah Duprat, Enio Streck e reitor Emmanuel Tourinho

 

28 Comentários escrever comentário »

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SILOÉ

09/03/2011 - 01h41

Humilhação maior, é para o sistema dominante que teima em negar que tem o pé na senzala,e que baixa a cabeça sempre para todos os de colarinho branco independente da cor, só faltando pedir a benção.

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aurica_sp

08/03/2011 - 22h36

Essa foto…me faltam palavras, pois cada vez que a vejo sinto raiva de morar em um País cheio de HIPOCRISIA. Meu pai é negro, sei muito bem como as coisas são. Racismo VELADO, é muito pior!!!

Responder

Morvan

08/03/2011 - 18h19

Boa noite
Então, para Ali Kamel, Magnoli e outros [de]formadores de opinião, "não somos racistas", é isso?
Puxa, o Dr. Toron discorda: Algemas são para o grupo P3 (pobre, preto e p???.).

Morvan, Usuário Linux #433640

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Márcio Passamani

08/03/2011 - 17h07

Diretamente do Carnaval em Salvador:

[youtube Ce2RKf9cjRg&feature=related http://www.youtube.com/watch?v=Ce2RKf9cjRg&feature=related youtube]

E dizem que não existe racismo -> piores são os comentários.

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Gustavo Miranda

08/03/2011 - 00h26

Na verdade, a triste verdade, é que pintam um Brasil alegre, hospitaleiro, simpático, plural, etc… lá fora porque é típico do brasileiro se encantar com turistas, turistas, de um modo geral, são norteamericanos, alemães, franceses, italianos, japoneses, todos jovens, lindos, fortes, que já vêm encantados com a propaganda do país do carnaval. E me respondam, como a gente trata pessoas lindas, jovens e ainda por cima extrangeiras? Como realeza.

Mas a realidade é que a sociedade brasileira, de norte a sul é racista, autoritária, violente, patriarcal, provinciana e intolerante. Os jovens, para contrariar seus pais, costumam dizer que não são racistas, mas frequentemente mencionam a cor de um indivíduo, ora, se a raça não é fator de diferenciação, por que a gente têm costume de apelidar orientais de "o china" ou chamar de "japonês" ao invés do nome? E pior, sempre salientando a baixa altura e a timidez, fechando ainda mais alguma possibilidade de aproximação social… e tudo explicado com um sorriso e: "Ah, é só brincadeirinha, só para descontrair…" Idem para os negros, só se a pessoa for muito bonita, muito atlética, muito atraente é que terá a atenção, mas sempre para o lado sexual, "olha aquela mulatona" ou "ele é um baita negão!" e por aí vai… nunca há uma menção só pelo nome, as pessoas parece que têm a necessidade de falar como se estivessem "advertindo" o interlocutor que se trata de uma pessoa "de cor", como se isso fizesse alguma diferença.
Muitos dizem ser tolerantes com homossexuais, até porque está na moda agora e faz uma tremenda boa imagem pessoal ser "liberal", mas o isolamento velado dos homossexuais por parte das turmas do trabalho, faculdade e visinhança continua ali, apunhalando os corações e a autoestima desses homens e mulheres cheios de vontade de viver as mesmas viagens, passeios e "happy hour" com os seus colegas…
Sem falar da discriminação com as mulheres, que vergonhosamente continuam ser preteridas nos cargos de chefia, nos salários iguais ou maiores por mérito… A ênfase sempre será os atributos sexuais sobre qualquer outra qualidade. Acho que se fosse para escolher um adjetivo que resumisse a principal característica negativa do Brasil, seria a hipocrisia.

Responder

Mário SF Alves

08/03/2011 - 00h03

Tem coisas que só a imaginação pode dar conta. Diante de tão cruel realidade, às vezes me vem à cabeça se não seria essa uma boa hora de discutirmos seriamente a possibilidade e o desdobramento político de os afro-descendentes brasileiros recusarem seus sobrenomes portugueses e resgatarem os de origem africana – ainda que se tenha de recriá-los.

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Leonel

07/03/2011 - 22h24

no facebook do viomundo postei um printscreen ao qual denunciei o sujeito por racismo em uma comunidade do orkut, e a resposta que obtive do google é que insitar a vilolencia contra uma pessoa por sua cor ou origem não é racismo.

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    beattrice

    07/03/2011 - 22h55

    GOOGLE + FACEBOOK + ORKUT representam uma realidade paralela.
    Um mundo alternativo, o da alienação extrema do ser humano.

    André Oliveira

    08/03/2011 - 00h17

    Não perca tempo com o Google. Eles não estão nem aí para estas coisas.

    Denuncie para –

    Secretaria dos Direitos Humanos
    [email protected],

    Polícia Federal
    [email protected];

    Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão
    [email protected]

    De acordo com os estados a denuncia pode ser direcionada http://pfdc.pgr.mpf.gov.br/institucional/prdcs/li

    Eu denunciei um mané de uma chamada mafiadourada do twitter diversas vezes..

    Não sei se foi consequencia do que eu fiz, mas poucos dias depois ele saiu do ar…

    O negócio é não dar trégua pra essa corja….

José

07/03/2011 - 21h22

INDAGAÇAO: Deveriamos perguntar ao Demetrio Magnoli o que ele acha dessa foto.Ele se esforça tanto para encobrir uma realidade tão cruel como o que essa foto escancara.Como é dificil defender as idéias do DEM ? não é Sr. Sociólogo,?

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Ali Kômiko

07/03/2011 - 20h41

Todo ano se ver essa cena no Carnaval de Salvador.
"Todos Negros" puxam a corda que protege os blocos de "Todos Brancos".

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Salvatore

07/03/2011 - 20h33

Eis uma montagem de uma penitenciária na Paraíba, onde aparecem só brancos presos.
Deve ter sido usado o tal fotoxope. http://marifuxico.blogspot.com/2010/07/superlotac
Vira o disco, galera.

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Fernando

07/03/2011 - 16h46

Recomendo, caso alguém ainda não tenha visto, o filme nacional ´Quanto vale ou é por quilo?`

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Luci

07/03/2011 - 16h29

Mano Brown há mais de 20 anos escreveu uma música com título "Sobrevivendo no Inferno". Há situaçõe que causam sofrimento á maioria e riqueza á minoria. O racismo e o machismo dão lucro à oligarquia, que tem a cabeça nas tratativas escravizantes de 1888. Esta f oto/realidde (1982) faria corar a Klu Klux Klan. A semente do racismo é a mentalidade escravocrata impregnada nas relações sociais, na indiferença de ações políticas que ignoram o sofrimento a dor e a humilhação que vai revelando a violência de nossa sociedade para com pobres, indios e negros. Não está mais embaixo do tapete, está escrito nas estrelas.

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maria regina

07/03/2011 - 15h35

Contra a imagem não há argumentação. O que será que o "especialista em assuntos múltiplos", Demétrio, e o "defensor nº 1" das mulheres e negros, Demóstenes, diriam? Talvez, que seria montagem do Lula para ludibriar o eleitorado.

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Leider_Lincoln

07/03/2011 - 15h25

E por falar em racismo, mais um nordestino atropelado por uma "locomotiva": http://www.conversaafiada.com.br/cultura/2011/02/… !
É o novo MMDC paulista? Matar Massacrar Denegrir e Cuspir!

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MAX

07/03/2011 - 15h23

Não mudou nada , olha a policia fazendo a bagaceira no carnaval de Salvador , quem não for branco e estiver fora do bloco ta lascado !
http://www.youtube.com/watch?v=EYDy3qrX3Q4

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Luci

07/03/2011 - 14h44

Em1988 após 350 anos de escravização, torturas e desumanização de africanos e afrobrasileiros, "aboliram?" o sistema escravocrata que enriqueceu escravizadores e herdeiros.A população negra recebeu como indenização o "NADA": o céu para contemplar e a rua para caminhar. A abolição foi a maior dispensa coletiva do mundo de trabalhadores sem a justa indenização.Hoje sob a vigência da democracia constata-se que a igualdade e justiça é privilégio, os afrobasileiros continuam sendo desrespeitados.O Mapa da Violência no Brasil expôe que 512000 mil jovens negros foram assasinados em 11 anos.Angola em guerra por 27 anos morreram 550000 pessoas.O racismo brasileiro é vigoroso e eficaz, envolve todos na injustiça permanente que viola Direitos Humanos.O que é violência no país em que os pobres (maioria negra) pagam mais tributos que os ricos, persiste a desigualdade de salário executando o mesmo trabalho, os dados do IPEA, Laeser, Banco Mundial, ONU demonstram que é uma situção de desumanidade e injustiça.

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ANA

07/03/2011 - 14h19

É muita hipocresia nos deparar com uma foto desta e imaginar que aqui, no Brasil, promovemos o mais hamônico encontro de culturas.
Que saibamos educar nossos flihos de agora para daqui a 20 anos não vermos mais imagens como essa.

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waleria

07/03/2011 - 13h43

A estrutura politica no BRasil é a estrutura de uma colonia, onde o Estado colonizador precisa se proteger CONTRA os cidadãos.

Salta aos olhos a estrutura colonial de nosso Judiciario.

Instancias e mais instancias – instancias cartoriais – para dar sempre a possibilidade do abonado ter bons advogados o suficirente para se safar de qualquer pena.

E o meliente do povo – o indio, o negro, o mestiço – esse condenado quase a priori – não pode usufruir das benesses do sistema, feito para novamente proteger o Estado e suas elites – contra a cidadania.

Mas qual o interesse de nosso Congresso em reformar o judiciário no bom sentido?

Nenhum.
Com suas prerrogativas, se vem protegidos pelo sistema do Judiciario, que lhes confere direitos além dos garantidos à cidadania – direitos inexistentes como se pode ver.

O problema do Brasil é estrutural – TODOS OS NOSSOS PODERES, se assentam numa estrutura colonial que tem se perpetuado. Em todos os niveis.

Duas castas – uma de colonizadores – privilegiados em tiudo.
Outra de colonizados – desprivilegiados de tudo.

A lei é sempre definida para manter esse status quo.
Os aplicadores da lei sempre a interpretam favorecendo esse status quo.

Esse status quo de mais de 500 anos está introjetado nesta pseudo-democracia.
Em suas mais intestinas estruturas de poder.

Responder

ZePovinho

07/03/2011 - 12h59

http://redecastorphoto.blogspot.com/2011/03/roger

Carta aberta de Roger Waters

Em 1980, uma canção que escrevi, “Another Brick in the Wall Part 2”, foi proibida pelo governo da África do Sul porque estava sendo usada por crianças negras sul-africanas para reivindicar o seu direito a uma educação igual. Esse governo de apartheid impôs um bloqueio cultural, por assim dizer, sobre algumas canções, incluindo a minha.

Vinte e cinco anos mais tarde, em 2005, crianças palestinas que participavam num festival na Cisjordânia usaram a canção para protestar contra o muro do apartheid israelita. Elas cantavam: “Não precisamos da ocupação! Não precisamos do muro racista!” Nessa altura, eu não tinha ainda visto com os meus olhos aquilo sobre o que elas estavam a cantar.

Um ano mais tarde, em 2006, fui contratado para atuar em Telavive.

Palestinos do movimento de boicote acadêmico e cultural a Israel exortaram-me a reconsiderar. Eu já me tinha manifestado contra o muro, mas não tinha a certeza de que um boicote cultural fosse a via certa. Os defensores palestinos de um boicote pediram-me que visitasse o território palestino ocupado para ver o muro com os meus olhos antes de tomar uma decisão. Eu concordei.

Sob a proteção das Nações Unidas, visitei Jerusalém e Belém. Nada podia ter-me preparado para aquilo que vi nesse dia. O muro é um edifício revoltante. Ele é policiado por jovens soldados israelitas que me trataram, observador casual de um outro mundo, com uma agressão cheia de desprezo. Se foi assim comigo, um estrangeiro, imaginem o que deve ser com os palestinos, com os subproletários, com os portadores de autorizações. Soube então que a minha consciência não me permitiria afastar-me desse muro, do destino dos palestinos que conheci, pessoas cujas vidas são esmagadas diariamente de mil e uma maneiras pela ocupação de Israel. Em solidariedade, e de alguma forma por impotência, escrevi no muro, naquele dia: “Não precisamos do controlo das ideias”.

Tomando nesse momento consciência que a minha presença num palco de Telavive iria legitimar involuntariamente a opressão que estava a testemunhar, cancelei o concerto no estádio de futebol de Telavive e mudei-o para Neve Shalom, uma comunidade agrícola dedicada a criar pintainhos e também, admiravelmente, à cooperação entre pessoas de crenças diferentes, onde muçulmanos, cristãos e judeus vivem e trabalham lado a lado em harmonia……………………..

[youtube M_bvT-DGcWw http://www.youtube.com/watch?v=M_bvT-DGcWw youtube]

Responder

    Edmilson Fidelis

    07/03/2011 - 20h07

    A cada dia que passa Roger Waters mais me alegra em ser seu fã desde menino.

    Valeu Roger! Sempre!

    Beto_W

    08/03/2011 - 12h28

    Já estive em Neveh Shalom, uma comunidade que fica bem na fronteira entre Israel e a Cisjordânia. É um espaço de convivência pacífica entre judeus e árabes, um verdadeiro oásis da paz (tradução de Neveh Shalom). A atitude de Roger Waters é exemplar, não boicotando cegamente, mas escolhendo o que boicotar e o que apoiar.

ZePovinho

07/03/2011 - 12h55

É só não comprar nada que tenha o número 7 iniciando a etiqueta do código de barras:

http://redecastorphoto.blogspot.com/2011/03/roger

Roger Waters (Pink Floyd) adere ao boicote cultural a Israel

Fundador da banda Pink Floyd junta-se à campanha de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) contra Israel e apela aos colegas da indústria da música e a artistas de outras áreas para que adiram também.

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Sidharta Filoco

07/03/2011 - 12h43

Como dizia Frank Zappa, não sou negro, mas às vezes, gostaria de não ser branco.

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IV Avatar

07/03/2011 - 12h23

Todos negros, inclusive o policial, este no papel de reprodutor do discurso da Casa Grande: à senzala a humilhação, a morte covarde, quem mandou nascer com a pele escura

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Yes we créu !!!

07/03/2011 - 11h48

Em tempo: meu último comentário é uma paráfrase de uma frase de Janio de Freitas. A César o que é de César.

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Yes we créu !!!

07/03/2011 - 11h39

Esse é o dia-a-dia do negro brasileiro, se ontem não foi acolá é porque foi ali, e se não foi ali logo será.

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