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Marta Suplicy: E se em vez de Gisele fosse um bonitão?

01 de outubro de 2011 às 13h28

Marta Suplicy, Folha de S. Paulo

Por achar que o anúncio de lingerie com Gisele Bündchen é preconceituoso e discriminatório, a Secretaria de Políticas para as Mulheres pediu sua saída do ar. O Instituto Patrícia Galvão diz não passar de estratégia para criar constrangimento e a propaganda ser mais vista e falada, o que de fato já está acontecendo, como atesta esta coluna e outras.

De manhã, vi a foto de Gisele de biquíni. Minha reação imediata foi: “Que beleza!”. Pose natural, solta, sutiã e calcinha normais. Poderia estar na praia que estaria mais vestida que qualquer outra. Logo percebi que se tratava de algo mais. Uma polêmica. Fui ver na internet.

Vi Gisele com shortinho de ir ao supermercado e ela diz: “Amor, estourei meu cartão de crédito”. Carimbo de “Errado”. Com lingerie azul básica, mas com Gisele dentro nada é básico, declara: “Amor, estourei meu cartão de crédito e o seu também”. “Certo”. O texto varia em três tons, pregando a sensualidade como arma.

Em off, ouve-se: “Você é brasileira, use seu charme”.

A crítica refere-se ao reforço dado ao estereótipo que todos combatemos: exploração da subserviência ligada à sexualidade.

Muitas são as formas femininas de se posicionar no mundo machista, nas diferentes áreas de trabalho e no privado. Existem as “armas femininas”, além da sensualidade, como a percepção mais sensível e perspicaz da vaidade, do medo, da intolerância que fazem frequentemente da mulher uma interlocutora mais hábil.

Por que ela não utilizaria, do jeito que as coisas são e enquanto durarem, uma das mil qualidades e possibilidades que tem?

Quão bom seria se, em vez de propagandas que põem uma âncora no nosso pé, não utilizassem a imagem de Gisele, que é uma mulher independente, para mostrar o mundo novo e engraçado que essas mulheres estão criando.

Gisele pode pagar seu cartão de crédito e de quantos maridos tiver. Com a criatividade do quilate da peça em debate e sem estereótipos machistas, poderiam vender até mais calcinhas e sutiãs. O que certamente ajudaria a reforçar, cada vez mais, de forma positiva, esse gigantesco mercado feminino de consumo.

Falta um olhar para essa nova mulher, falta ousadia, falta ajudar a chegar no século 21.

Continuando, mude a Gisele para um bonitão. Vejamos: talvez na primeira cena ele teria de vir de bermuda mal ajambrada, com um copo de cerveja e, nesse momento, apareceria “Errado”.

Depois, ele apareceria como? Um bonitão, um cara de inteligente, de gentil/doce, de intelectual… Ih! A mulherada é bem mais complexa. Este novo comercial, no masculino, não daria certo. Preconceito?

Leia também:

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Hildegard Angel e a alpinista social

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E os chargistas não têm nada mais a fazer do que piadas sexistas?

 

52 Comentários escrever comentário »

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Alexandre Felix

03/10/2011 - 11h08

Quem disse que essa tal de Gisele representa as mulheres? Talvez as burguesas. Minha mulher é professora da rede pública…trabalha muito, mas muito mesmo, e tem uma enorme satisfação no que faz, apesar dessa tucanada desgraçada que acaba com a educação em SP! Minha mulher é muito mais bonita, inteligente e interessante que essa magrela…asim como ela, existem milhões de brasileiras mais interessantes que a modelóide da moda…

Responder

Vinicius Garcia

03/10/2011 - 09h34

Sinceramente, a falta de algo mais contundente para discussão faz até um assunto desse render…

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    Morvan

    03/10/2011 - 11h55

    Bom dia.
    Vinicius Garcia, parece algo sem importância. Mas lembre-se de que o assunto mexe com o imaginário do nosso povo sobre o papel da mulher. Mexe também com inúmeras pessoas, não importa o sexo, pessoas estas que têm seus filhos sem qualquer projeto de vida, com baixíssima autoestima, justamente por não estarem inseridos dentro do padrão de beleza (?) da mídia. Pense na enormidade de mulheres (principalmente) que se anulam como pessoas, por se sentirem "inferiores". Pense na anorexia, uma das maiores pragas do mundo "muderno". Após considerar estes e outros tantos assuntos conexos sei que você não verá o tópico tão 'irrelevante' como outrora.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

Mauricio

03/10/2011 - 04h03

Fizesse a Hope a mesma propaganda com o Giane de cueca que o Ministério das Mulheres proporia era um prêmio

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NilvaSader

02/10/2011 - 22h36

Celulite educativa de Britney Spears contra a mídia enganosa
Escolas britânicas usarão fotos da cantora Britney Spears de biquíni, comparando o antes (com celulite sem retoques), e o depois (retocadas com o photoshop).

O objetivo é educativo visando aumentar a autoestima de alunos de 10 e 11 anos de idade, porque eles estão crescendo obcecados por padrões de beleza impossíveis, sob influência da mídia.

A inciativa tem o apoio da Secretária de Igualdade Britânica. Imagine se fosse a ministra Iriny Lopes (PT/ES), da Secretaria de Políticas para as Mulheres, fazendo isso no Brasil?

O PIG (*) diria que o governo estaria "censurando" o Photoshop… e que as Secretaria de Políticas para as Mulheres estaria mostrando os "defeitos" da cantora, com inveja, assim como o PIG está fazendo no episódio da propaganda de lingerie com Giselle Bündchen.

Deu na BBC Brasil:

As imagens, divulgadas pela própria cantora, mostram como sua celulite foi retocada com programas de computador e suas pernas e quadris, afinados.

O objetivo do programa educacional, que tem apoio do governo e foi criado pela organização sem fins lucrativos Media Smart, é mostrar como as fotografias em revistas e anúncios são alteradas digitalmente e criam "um grau de perfeição que é inalcançável na sociedade".

"Os jovens estão recebendo padrões impossíveis a partir das imagens com as quais eles se deparam diariamente na mídia e na publicidade e há indícios de que isso tem um impacto negativo em sua autoestima", disse a secretária de Igualdade britânica, Lynne Featherstone.

"Eu quero que as crianças percebam desde cedo que seu valor é tão maior que apenas sua aparência física."

Lingerie e diversidade

O material de ensino consiste em uma apresentação de PowerPoint mostrando fotografias publicadas em revistas famosas e em outdoors, além de instruções para os professores explicando "a influência da mídia e da publicidade na maneira como os jovens veem seu corpo".

Parte da apresentação mostra fotos de modelos e tenta estimular os alunos a pensar nos objetivos das marcas e publicações ao escolher aquelas imagens.

O material também traz campanhas que ficaram famosas por desafiar a norma, como as da grife Benetton e dos produtos Dove, mostrando diversidade cultural e "mulheres comuns".

A aula também mostra uma fotografia da atriz Keira Knightley com o busto aumentado digitalmente e imagens de anúncios de maquiagem e perfume, em que os modelos têm uma pele absolutamente perfeita.

Para terminar, a Media Smart sugere que os professores discutam com os alunos a "importância das características pessoais e valores humanos em relação à beleza física".

A organização também apresenta estatísticas que indicam que modelos e atrizes que aparecem na mídia têm cerca de 50% menos gordura que mulheres saudáveis e que seis em cada 10 adolescentes acham que seriam mais felizes se fossem mais magras.

(*) Partido da Imprensa Golpista http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011

Responder

Observador

02/10/2011 - 20h11

mulheres não querem Hope, elas querem é Hola, para coroar as suas conquistas e as suas lutas diárias. Mas parece que está difícil do pessoal entender. Tem até homem(?) achando que usar brinco, roupa rosa e ser escovadinho é o que as mulheres querem……..

Responder

Paulo

02/10/2011 - 15h52

Como a discussão está muito séria, vou fazer um comentário machista: esta Gisele não é lá estas coisas: falta bunda e uma cinturinha mais fina. Só tem peito, bem ao gosto dos americanos,

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Luci

02/10/2011 - 15h03

Gisele Bundchen sendo bonita (como alguns comentários apontam), tudo pode, e como fica a ética?. Ela é uma profissional recebe por seus trabalhos, e deveria ser mais criteriosa.Sobre a polêmica respondeu que é uma brincadeira, mas para quem? O que é um brincadeira para a ela não é para milhões de mulheres.

Responder

Francisco

02/10/2011 - 14h59

Na boa cara, eu chegar pra minha mulher de cuecão dizendo que perdi meu emprego por desleixo…

Não tem cuecão que resolva!

Responder

Luci

02/10/2011 - 13h21

Não se trata de avaliar padrões de beleza. O que se questiona é a propaganda criada e aprovada provavelmente por homens que acreditam em mulheres que não tem autonomia, e são desprovidas de inteligência.Esta mensagem é um insulto às mulheres, pois reforça a imagem de mulher submissa, dondoca e fútil.
Em tempos de crise é uma propaganda irreal, pela ausência de responsabilidade nos gastos com cartões e pela decisão tosca de despir-se para estabelecer diálogo com o companheiro.É uma piada de mal gosto,
Não basta fazer propaganda e lucrar, é preciso refletir quais as consequências da mensagem.
O mundo está se rebelando contra este regime capitalista globalizado que não respeita os valores humanos. Mulheres de calcinha e soutien não é a imagem que queremos veiculadas na TV, nossos protestos, são parte de nosso enfrentamento à mesmice, falta de talento e de criatividade e o lucro expondo nossa imagem de maneira deturpada.

Responder

Vlad

02/10/2011 - 13h04

De forma oblíqua ou não, tá todo mundo fazendo propaganda pra tal marca.
Os caras devem estar eufóricos.
Esse tipo de apelação tem no mundo todo (exceto talvez no Irã e na Arábia…hehe).
Pra que dar tanta corda?

Responder

Ana Paula

02/10/2011 - 11h58

Algo que realmente me incomoda é o debate se polarizar entre "a Gisele pode ou a Gisele não pode" e ninguém se incomodar com o fato de que uma propaganda deste naipe é veiculada às 18:00 na TV, quando a minha filha de 4 anos pode estar na sala.
Estou criando-a para que ela não se sinta inclinada a virar uma Barbie, mas é difícil!

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Fabio SP

02/10/2011 - 11h39

E as "barangas" continuam sua marcha contra a beleza…

Responder

Gerson Carneiro

01/10/2011 - 22h57

Apois eu vou contar uma realidade: me sinto sim o bonitão referido pela Marta Suplicy. Mas saibam só como são as coisas. Bati o carro e tive a ideia de ficar só de cueca pra dar a notícia para minha esposa.

Resultado: tomei uma bronca fenomenal e ela ainda me disse que eu estava ridículo.

Puta falta de romantismo.

Tá vendo Azenhão como esse mundo é cruel cum nóis do sexo frágil?!

Responder

    Luci

    02/10/2011 - 14h29

    Espero que voce tenha se conscientizado que "ficar só de cueca" não resolve questões sociais no ambiente privado e no público.
    Gerson lembra-se da propaganda do ex jogador (seu xará) Gerson de levar vantagens, parece-me que a Gisele, vai ficar associada a esta publicidade bobinha. Quem criou a propaganda, desafiou a presença e o poder político das mulheres em diversos setores, da sociedade civil, no mundo e a consciência feminina, que impõe valores mais humanos à sua imagem.Abraço.

    Gerson Carneiro

    02/10/2011 - 18h18

    Luci,

    Incrível! Pensei na propaganda do meu xará há meia hora atrás antes de tomar ciência do teu comentário. Pensei a mesma coisa, cheguei à mesma conclusão. Abraço.

    Geysa Guimarães

    02/10/2011 - 18h45

    Gerson:
    Vai ver que a cueca não era Hope!
    Vc me causou um ataque de riso.

    Morvan

    03/10/2011 - 11h46

    Bom dia.
    Gerson, eu fiz o mesmo com a Geniscleuda, a prima da Craudirene. Eu perguntei a ela o que ela, Geniscleuda, achava, se eu fosse, só de cueca, aguar o jardim. Ela disse, com ar severo:
    – Eles vão ter certeza de que eu estou com você por puro interesse…

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

mfs

01/10/2011 - 19h32

A leitura que identifica o machismo é uma das leituras possíveis. Mas será mesmo a única razoável? Alguém poderia dizer que há preconceito contra os homens (ou realismo, tudo é interpretação), que são capazes de aceitar o maior dos prejuízos porque a cabeça "de cima" para fácil de funcionar quando a outra… Ou preconceito contra a população, que supostamente seria incapaz de perceber que isso tudo não passa de brincadeira de publicitário… Pode-se fazer a metaleitura da própria Gisele Bündchen (afinal de contas, ela está aí como ¨Frau Bündchen e não como personagem de atriz), que todos sabem que é milionária e que portanto, nesta situação sugerida na publicidade, só poderia ser de mentirinha. Nâo estou tentando argumentar em favor da indústrra publicitária, de modo algum acredito que ela esteja na vanguarda dos comportamentos libertários. Mas talvez o objetivo (tudo que proponho é hipotético) tenha sido simplesmente a variação do tema "lingerie de qualidade torna a mulher muito sedutora". E ser sedutora em relação ao homem que se ama (quando há reciprocidade) não me parece lá comportamento submisso.

Responder

Giancarlo

01/10/2011 - 19h05

Este comercial com um personagem masculino tratado como objeto já existe, pois ainda em alguns canais passa um comercial de papel higiênico com Reynaldo Gianecchini onde ele faz um papel de mordomo e submete-se aos toques nada carinhosos das patroa e amiga. Seria possível a patrulha do politicamente incorreto pedir a suspensão do comercial onde um homem pobre deveria submeter-se a lascívia de sua empregadora rica.

Responder

    Pedro1

    02/10/2011 - 16h56

    É claro. É só quem se sentiu incomodado pedir pela retirada da propaganda junto ao CONAR. Assim como fez a SPM.

    Ana Paula

    03/10/2011 - 03h01

    Bem lembrado, Giancarlo! O mordomo sofre assédio sexual e como se não bastasse têm suas roupas comparadas à papel higiênico…

Pedro Luiz Paredes

01/10/2011 - 17h44

kkkkkkkkkkk, esse povo não tem mais o que fazer, estão perdidinhos, não sabem nem o que querem nem como alcançar. Então ficam tomando partido das coisas sob uma justificativa moral.
É que todo mundo exceto as pessoas que fazem isso, são retardados, não sabem e nem tem opinião para avaliar um comercial e deixar de compar um produto se acharam realmente que a propaganda foi de mal gosto.
Que paternal, tomando conta dos retardados!
Parece um pai radical livrando a filha de 20 anos do caminho do pecado!!!!
Isso aqui ta virando os EUA.

Responder

Iva

01/10/2011 - 16h51

E eu não a mínima vontade de comprar a marca. Mas talvez a propaganda vise o homem que comprará para dar para sua "quenga". Neste caso, uma propaganda simplória e tosca serve.

Responder

Ze Augusto

01/10/2011 - 16h50

Ninguém consegue imaginar o motivo de após quase 9 anos de PT no poder a sociedade não evoluiu?
Questões como essa e tantas outras continuam a incomodar. Por que será? Os adeptos do petismo que limitam-se a bajular o governo , até quando grevistas são tratados como golpistas que só querem enriquecer às custas governo, não conseguem mesmo fazer uma reflexão a respeito. Entendo, é que as conquistas são tantas que mal dá tempo para isso.

Responder

    Leider_Lincoln

    02/10/2011 - 17h09

    Arrumou um novo nome, Richard? Cansou do Carmem Leporace?

Leonardo Câmara

01/10/2011 - 16h45

Aqui eu estou com o Nuno Cobra. Pra começo de conversa essas modelos são tão magras que parecem doentes. No meu entender não servem como referência para saúde, quanto mais para beleza.

O trabalho delas é carregar roupas com estilo pra lá e pra cá. O que em geral fazem com maestria. Mas daí a concluir que são belas mulheres? Façam-me o favor…

Fico me perguntando como ficaria a silhueta dela se ela não se entortasse toda nas fotos. Será que ficaria retinha? (afinal, alguém tem que dizer que o rei está nu).

Concordo com a manifestação da ministra, isso é sexismo puro, papel que uma mulher consciente que se respeite jamais se prestaria. Não me parece engraçado, mas triste.

Responder

    Morvan

    02/10/2011 - 11h44

    Bom dia.

    Concordo totalmente com você, Leonardo Câmara. A mídia impõe modelos de beleza(sic!) que você não escolheria como seu modelo de beleza / atração. O que tem de garotas magérrimas, se considerando gordas, com anorexia nervosa por causa destas "Miss Tuberculose" não tá no gibi. E comumente, elas são muito mal-humoradas (aliás, tem coisa para dar mais mal humor do que privação, qualquer que o seja, inclusive alimentar)?

    Com a devida licença, passo a você e a outrem o elo para uma imagem (bem comportada, viu?) da Tathiana Pagung, que é, para mim, uma mulher belíssima (há muitos exemplos de mulher [realmente] bela, mas esta está excelente):

    http://4.bp.blogspot.com/_fMrCCj2EXFM/SylIDpXGRYI/AAAAAAAACJs/qP6LgIIs3FQ/s1600/tatiana.jpg

    Sim, quase esqueci: ô propagandinha mequetrefe (para nós cearenses, a definição certa seria: comercialzinho fuleiragem).

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

Ze Augusto

01/10/2011 - 16h41

Quem sabe o PT consiga mobilizar a sociedade. Agora vai.

Responder

    yacov

    02/10/2011 - 17h12

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK…

    "O BRASIL PARA TODOS não passa na glOBo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS"

arquipelagolivros

01/10/2011 - 16h40

Não fosse "A Gisele" a protagonista do anúncio infâme, será que a ex-sexóloga Marta Suplicy faria a mesma leitura do episódio em questão?

Respeitosamente,

Deusdédit R Morais

Responder

Marat

01/10/2011 - 16h27

Propaganda metida a moderna com um conceito pra lá de arcaico: a mulher depender do homem. Creio que essas são as poucas madames remanescentes, que não trabalham e vivem batendo perna gastando com o cartão do marido… Propaganda tola que atingiu seu objetivo: divulgação!

Responder

    Cristiana Castro

    03/10/2011 - 16h19

    O que mais impressiona é que essa agências que se percebem como o suprassumo da criatividade, veiculam propagandas com conceitos jurássicos. É inacreditável. A verdade é que não sabem fazer de outra forma; é um mais do mesmo há mais de 30 anos. Em qq área, um profissional arcaico, que não consegue acompanhar as tendências, é afastado. No marketing é premiado por lançar o retrocesso como uma grande novidade.

Arthur Schieck

01/10/2011 - 16h07

Pra mim a piada é ótima, além de ser uma crítica sutil aos homens.
É preciso parar com esse "politicamente b*%#aca".

Responder

    Julio Silveira

    02/10/2011 - 15h14

    Sem querer desmerecer as opiniões contrárias, com as quais eu me alinho, mas minha mulher pensa da mesma forma que você.

    Iva Viva

    02/10/2011 - 16h45

    Crítica sutil aos homens? Que crítica? Não vi nenhuma. E criticar a propaganda não tem nada de politicamente correto, mesmo porque não há nada de político em questão. Virou mania apelar para a crítica do excesso do politicamente correto, mesmo que indevida. O que está sendo criticado é a imagem de mulher que a propaganda propõe. Não, não é a Gisele; o problema é a personagem representada: uma mulher estúpida, que faz besteiras, é irresponsável, burra e apelativa. E como não tem auto-estima, segurança, oferece seu corpo como forma de compensação. Em resumo, a mulher como objeto de satisfação masculina. E os homens que enxergam a mulher dessa maneira acharam graça na propaganda, que é bonitinha. O mesmo vale para as mulheres objeto, acham engraçadinho. Opa! Gol do Vasco!!!

    Leider_Lincoln

    02/10/2011 - 17h07

    Éeeeeeeeeeee! Vamos ofender mulheres, negros, deficientes, judeus, ateus, estupradas, assediadas, portadores de doenças genéticas, todos os inferiores! Só assim seremos "não- b*%#aca", não é mesmo, gênio?!?

MdC Suingue

01/10/2011 - 15h58

A Gisele de lingerie, maquiada, iluminada e photoshopada é linda.

Mas não é o suficiente para salvar a peça publicitária pobrinha, pobrinha.

A propaganda é sem graça, a piada é velha, é mal escrita, mal executada e sim, também sexista.

A Marta fazendo papel de feminista vaselina é o mais triste.

A melhor análise sobre a cretinice dessa propaganda é essa aqui:
http://marjorierodrigues.com/?p=337

Responder

Marcelo de Matos

01/10/2011 - 14h28

Minha intenção não é gerar polêmica, mas, se isso ocorrer, como geralmente tem ocorrido, paciência. Penso que as secretarias de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e de Políticas para Mulheres nem deveriam existir. Com isso o governo poderia destinar mais dinheiro à Saúde. Essas secretarias resolveram agora regulamentar a publicidade: ora rebelam-se contra o papel de um branco representando Machado de Assis, no comercial da Caixa, ora contra a tão aplaudida e amada Gisele. Estão pisando na bola e irão pisar mais ainda. Essas políticas que pretendem fazer deveriam ficar a cargo de ONGs. O Estado não deve meter a colher nisso, a não ser através dos seus órgãos competentes, como o MP, por exemplo. Esse não é o PT dos meus sonhos, para resumir.

Responder

    Melissa

    01/10/2011 - 15h41

    "O estado não deve meter o bico"

    Quer dizer que o estado deve deixar as mulheres à deriva nas mãos dos abutres capitalistas que usam e abusam das mulheres para vender seus produtos, muitas vezes LIXO?

    TEM QUE EXISTIR A SECRETARIA SIM!!!!!!!!

    As mulheres brasileiras são desrespeitadas no mundo por causa da "liberdade" excessiva de USÁ-LAS para vendar qualquer coisa.

    Jairo_Beraldo

    02/10/2011 - 17h40

    A verdade é uma só…as mulheres dotadas de beleza e sensualidade (acho a Gisele horrorosa), ganham a vida usando de sua beleza e sensualidade…enquanto que as feias, reclamam, se acham injustiçadas e arrumam desculpas para tudo isso. E perguntem às mulheres bonitas e sensuais se elas estão preocupadas com isso? Até a horrorosa Gisele, que está pouco se lixando, adora esta polemica e cobrança de ética! Deve morrer de dar risadas…

    Cristiana Castro

    03/10/2011 - 16h10

    Jairo, esqueça a Gisele e pense num corpo como solucionador de conflitos; talvez fique mais fácil. Pra facilitar, como uma mulher deve resolver os seus problemas? De acordo com a propaganda, tirando a roupa. É só isso e mais nada. A Gisele está entrando na discussão como Pilatos no Credo; podia ser qq mulher, essa não é a questão. A contrario sensu a propaganda induz ao se é mulher e não tirou a roupa, vai ter problemas mesmo. Poderia ser diferente, não é? O cara chega na delegacia e explica que estava ditigindo alcoolizado, ERRADO; o cara entra e diz na delegacia, qto é para eu me livrar desse problema? CERTO. Talvez, algumas mulheres achem engraçado posar de retardadas que batem carros e estouram cartões… mas, essa imagem da mulher infantilizada, não agrada e não condiz com a esmagadora maioria da população feminina. Ao contrário do que estão fazendo querer crer, os prejuízos advindos do reforço do estereótipo feminino, não tem a ver com beleza e sensualidade ( isso é TV ) e, sim, afetam a maioria das mulheres que NADA TEM A VER com as que estrelam essas campanhas.

    Jairo_Beraldo

    03/10/2011 - 18h16

    Voce chegou onde eu queria, Cristiana…então a culpa disso não é o "machismo", mas as mulheres melancia, abacaxi, jaboticaba, jambo, etc., etc., etc.,….é isso que quero expor… assumam qua muitas mulheres são decentes, vão ser doutoras, Phd, mas a grande maioria preferem ser objeto sexual, submissas e quando chegam ao fim sa linha se posam de moralista e coitadas!

    Luci

    02/10/2011 - 14h02

    Senhor Marcelo parabéns por expressar o seu "pensar". O Vi o Mundo garante a pluralidade de idéias, por ser um espaço democrático, e o faz com competência. O Estado é uma pessoa jurídica e de direito público.Ele tem direitos e deveres, exerce política para garantir o bem estar da sociedade.As Secretarias de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e de Políticas Para as Mulheres, existem para colaborar com o Estado, na proteção e garantia do direito universal de liberdade e dignidade. Se tiver oportunidade leia a matéria publicada ontem aqui neste espaço:"Pochmann:Pobres que trabalham e estudam tem jornada maior que operários do séc.XIX". As Secretarias existem para dar visibilidade a questões sociais como a do presente debate, e para colaborar com o dever do Estado de adotar Políticas Públicas que garantam reconhecimento do Outro, difernte mas igual.
    A calcinha,o soutien, e a brancura de Machado de Assis está fora do contexto.

Glecio_Tavares

01/10/2011 - 14h11

A Gisele de lingerie é linda, mas o comercial não faz o menor sentido. Hoje as mulheres se tornaram muito independentes para pedir penico. Isso é muito claro.

Responder

    Geysa Guimarães

    03/10/2011 - 12h20

    Só mesmo a Gisele Bundchen pra fazer vc ressurgir, heim amigo?
    Mudou a foto, esta parece desenho. Interessante

    Glecio_Tavares

    03/10/2011 - 19h15

    è uma foto que tirei do lado da Luisa, então usei um software qq e a transformei em desenho.
    Um beijo para voce Geysa.

shirl

01/10/2011 - 13h49

Gostei muito do foco da matéria.E concordo.Qdo assisti, sinceramente, me incomodei.
Eu logo pensei: Oras,nunca pedi licença pra usar ou estourar meu cartão pois sou totalmente responsável
por ele!Imagine só, pedir consentimento,comunicar que errou! Isso não exixte nem entre os dependentes.
E francamente, se o cara vai ter de pagar sua fatura vencida e não tem lá muita grana, não é sua beleza que irá acalmá-lo!

Responder

    Leider_Lincoln

    02/10/2011 - 07h55

    Embora convenhamos: um cara que se casa com uma mulher APENAS por ela ser bonita, merece é ter as finanças arrasadas mesmo. Vale o mesmo para as marias chuteiras, em relação a umas outras coisas aí. Ambos são putos!

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