VIOMUNDO

Leandro Fortes: É preciso muito mais que jornalistas servis e desonestos para esconder o escândalo do presidente que calou a namorada

20 de fevereiro de 2016 às 14h49

Captura de Tela 2016-02-20 às 14.48.21A nota canalha da Veja, o refém de Roberto Marinho e o primeiro tucano a acobertar a irmã de Mirian no Congresso, Arthur Virgílio

PROCURA-SE UMA BOIA PARA FHC

Por Leandro Fortes

A mídia ainda não achou um jeito de tirar Fernando Henrique Cardoso da enrascada em que a jornalista Mirian Dutra o meteu.

A tese de que a relação com a amante é uma questão de foro íntimo só faria sentido se:

1) O presidente da República e, por extensão, o Brasil, não tivessem sido feitos reféns da Rede Globo, por oito anos, sabe-se lá a que preço, para que essa amante ficasse escondida na Europa;

2) O presidente da República não tivesse se utilizado de uma empresa concessionária — a Brasif — para enviar dinheiro para o exterior, por meio de uma offshore aberta em paraíso fiscal, para o filho que ele imaginava ser dele — e, que, agora se sabe, pode ser mesmo;

3) O presidente da República não tivesse se mancomunado com um editor da revista Veja para fraudar uma notícia com o objetivo de mentir ao País sobre a gravidez de Mirian Dutra;

4) O presidente da República não tivesse nomeado a irmã da amante, Margrit Dutra Schmidt, para cargo público federal, no Ministério da Justiça e, mais tarde, ter providenciado junto a um aliado, o senador José Serra (PSDB-SP), um emprego-fantasma no Senado, onde ela está há 15 anos, recebendo salário, todo mês, sem aparecer para dar expediente.

A nota da Brasif, uma explicação seca e patética montada por advogados para dizer que Mirian recebia dinheiro da empresa, mas que FHC nada tinha a ver com o caso, é uma dessas coisas que só podem ser vinculadas seriamente no Brasil, dada a indigência moral e profissional da nossa imprensa pátria.

Mirian recebia 4 mil dólares por mês para pesquisar preços — o que, aliás, ela disse que nunca fez.

Para acreditar nessa versão mambembe é preciso ser cínico em nível patológico ou uma besta quadrada completa, categorias em que se enquadram 99% dos batedores de panela e manifestantes da CBF dos domingos de histeria e ódio da Avenida Paulista — Margrit Dutra Schmidt entre eles.

Em um muxoxo particularmente hilariante, FHC acusou o golpe: acha ser “uso político” a Polícia Federal investigar essas transações de com toda pinta de evasão fiscal feitas pela Brasif nas Ilhas Cayman, o paraíso dourado dos tucanos.

Então, está combinado.

Quando a investigação é sobre o barco de lata de dona Marisa Letícia ou sobre o número de caixas de cerveja que Lula levou para um sítio em Atibaia, é combate à corrupção.

Mas investigar remessas de dinheiro, via paraíso fiscal, feitas por uma concessionária do governo, a mando de um presidente da República, para manter uma amante de bico fechado com o apoio da TV Globo e da Veja, é uso político.

O problema central é que, antigamente, bastava silenciar e manipular o noticiário.

Hoje, com as redes sociais, como bem sabe José Serra e sua bolinha de papel atômica, é preciso muito mais do que jornalistas servis e desonestos para esconder um escândalo desse tamanho.

Leia também:

A estranha sociedade da Globo com a Brasif

Investigação VIOMUNDO

Estamos investigando a hipocrisia de deputados e senadores que dizem uma coisa ao condenar Dilma Rousseff ao impeachment mas fazem outra fora do Parlamento. Hipocrisia, sim, mas também maracutaias que deveriam fazer corar as esposas e filhos aos quais dedicaram seus votos. Muitos destes parlamentares obscuros controlam a mídia local ou regional contra qualquer tipo de investigação e estão fora do radar de jornalistas investigativos que trabalham nos grandes meios. Precisamos de sua ajuda para financiar esta investigação permanente e para manter um banco de dados digital que os eleitores poderão consultar já em 2016. Estamos recebendo dezenas de sugestões, links e documentos pelo [email protected]

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Urbano

23/02/2016 - 19h21

Além do compromisso, o coleguismo…

Responder

FrancoAtirador

20/02/2016 - 23h24

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MINHA RESPOSTA AO COLUNISTA DE ZERO HORA [RBS/GLOBO]
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Por Elvino Bohn Gass*, no Informativo n°432
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O jornalista David Coimbra, da Rádio Gaúcha e do jornal Zero Hora, entrevistou-me, ontem (17/2) no momento em que eu estava em São Paulo acompanhando o que deveria ter sido um depoimento de Lula ao Ministério Público.
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O depoimento não aconteceu porque o Conselho Nacional do MP, acatando uma representação do deputado Paulo Teixeira (PT/SP), determinou a suspensão da oitiva entendo que o procurador Cassio Roberto Conserino, autor do pedido, havia transgredido a Lei Orgânica do Ministério Público.
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A decisão do CNMP deu-se em função de o procurador ter antecipado às revista Veja que denunciaria Lula, o que caracterizaria um prejulgamento.
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Foi disso que falei na entrevista que foi avaliada, depois, pelo jornalista David e, também, alvo de comentários em sua coluna de hoje (18) em Zero Hora.
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Como o colunista utilizou expressões do tipo “…surpreendeu-me um pouco a falta de refinamento na (minha) argumentação.
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Afinal, trata-se de um deputado…” e disse, ainda, que espera que “…Lula não seja preso…”, decidi produzir uma resposta. É esta que compartilho, abaixo.
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Ao final, fiz questão de oferecer um link** da entrevista para que os leitores desse site possam tirar suas próprias conclusões.
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David,
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tua coluna no jornal Zero Hora, hoje, faz menção ao que consideras “falta de refinamento” na minha argumentação durante a entrevista que concedi, gentilmente, ontem (17/2), à Rádio Gaúcha. Vou te responder e tentarei ser muito sincero. Afinal, a ironia, recorrente na política e no cronismo, pode até vencer batalhas retóricas e inspirar piadas, mas, em geral, só faz parecer vencedor aquele a quem, na verdade, falta a coragem ou a possibilidade de dizer a verdade. Eu digo as minhas verdades e estou certo de que tu, tanto ou mais do que eu, já deves ter ouvido verdadeiras pérolas de refinamento argumentativo que, no entanto, não passavam de defesas de bandidos.
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Antes de prosseguir, acho oportuno dizer a quem ler esta resposta que, na minha opinião, adotaste uma postura arrivista na coluna. Pela razão, óbvia, de que eu fui entrevistado e saí do ar; já tu, além de teres me inquirido, tiveste a chance de comentar as minhas opiniões sem outro contraponto e, ainda, de utilizar o espaço privilegiado de um grande jornal para fazeres mais considerações a meu respeito. Daí que só me resta lutar contra um modelo de imprensa que permite o monopólio da opinião, ou tentar te responder no espaço que me couber. É o esforço que faço aqui.
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Assim, quero honestamente dizer, David, que não foste intelectualmente honesto quando, para chegares à conclusão de que não fui refinado, reduziste minha fala à defesa cega de Lula como se eu o considerasse um santo. Eu o defendi, sim, com paixão sim, como ironizaste no comentário público pós-entrevista. O que chamas de paixão, no entanto, eu chamo de convicção. E a minha convicção é de que há uma evidente campanha que tenta difamar Lula. E que isto parte do incômodo com o fato de um homem iletrado ter feito, como presidente, o que muitos dos que o antecederam, e eram letrados, não fizeram. Eu vejo isso nos aeroportos, nas varandas gourmet, nos debates políticos e, infelizmente, de modo até explícito, na imprensa.
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Então, quando alguém me pergunta sobre o sítio que não é do Lula, sobre o barco de lata ou sobre a torre da OI, eu repondo sempre: investigue-se. Foi o que fiz ontem, na entrevista. E acrescento: mas investiguem-se, também, a todos os demais sobre quem recaem suspeitas. Com os mesmos critérios, com a mesma cobertura de mídia e com a devida obediência às leis. Sem prejulgamento. Sem execração. Investigue-se, por exemplo, as três, quatro, cinco denúncias de delatores da Lava Jato que apontam Aécio Neves como beneficiário de dinheiro sujo. Investigue-se o tal palacete da família Marinho construído numa área de preservação ambiental. Investiguem-se os empresários sonegadores. De novo, foi o que fiz ontem, na entrevista mal avaliada por ti.
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Sabes, David, se repito insistentemente isso a ponto de parecer que não refino meus argumentos, é porque tenho carregado comigo uma enorme sensação de injustiça. Por que não vejo equidade no tratamento. Bem ao contrário, o que vejo é a insinuação no lugar da prova, a ironia no lugar da análise, a seletividade no lugar da apuração. Voltemos ao Lula: investiga-se Lula, opina-se sobre Lula, execra-se Lula (um colega teu, aí da RBS, chegou a pedir que as pessoas cuspissem nele), sugere-se até, como tu o fizeste, que ele pode vir a ser preso, mesmo que contra ele não exista sequer uma acusação formal. Tu, no entanto, negas o que, para mim e para tantos outros brasileiros, alguns até bem letrados como Chico Buarque, Eric Nepomuceno, Leonardo Boff e outros, chega a ser cristalino: para reduzir as chances de Lula voltar ao poder, vale tudo, até mesmo fazer parecer que ele é culpado antes e mesmo que nem, efetivamente, o seja.
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Não é suportável a dose de desfaçatez que se usa para tentar justificar essa deformação. Ah, David, dessa escassez de argumentos, refinados ou não, é que eu peço que tenhas dó. Não da minha modesta participação numa entrevista de rádio.
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Eu e tu temos opiniões bem diferentes em relação ao Lula. Eu avalio como importantes algumas das conquistas que ele conduziu no país – e o exemplo que usei na entrevista, do padre que me procurou para dizer que já não fazia mais sepultamento de crianças por falta de comida, isso, David, para mim é muito relevante. Quando falo de Lula, são essas as coisas que me vêm à mente. E elas, na minha singela compreensão, são mais necessárias de serem apropriadas pela cidadania do que as acusações levianas que fazem a ele. Então, se opto por utilizar o espaço a mim concedido para falar sobre Lula, reitero: estamos falando de alguém que merece respeito.
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Por fim, David, eu não sou um homem das letras.
Sou um homem do campo, cresci entre agricultores.
Mas aprendi que a injustiça que se faz a um,
é uma ameaça que se faz a todos.
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Quando digo “mexeu com Lula, mexeu comigo”,
o que estou dizendo é que é preciso reagir
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À seletivização das culpas, aos moralistas de cuecas,
aos interesses mal confessados e à sordidez da imprensa.
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*Deputado Federal do PT/RS
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**(http://videos.clicrbs.com.br/rs/gaucha/audio/radio-gaucha/2016/02/ouca-entrevista-com-deputado-elvino-bohn-gass-timeline-gaucha/150570)
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(http://www.bohngass.com.br/bohngass/noticias/newsletter?newsletter_item_id=2646362)
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Responder

Euler

20/02/2016 - 22h16

Chegamos a uma situação de evidente formação de quadrilha: os barões da mídia e seus comentaristas lacaios, parte da PF, da justiça, do MP e de caciques do DEM-PSDB-PPS. É uma confraria de canalhas. Uma associação voltada para o golpismo, para proteger os “irmãos” da confraria mafiosa e detonar a imagem dos inimigos, especialmente do PT. Não dá nem pra chamar a esse embate de luta de classes, porque faltam personagens que representem os interesses do proletariado. Falta povo nessa história. Sobram figuras da elite que vivem de maracutaias, privilégios, subornos, sonegação e propinas de toda forma.

Num país sério, essa mídia golpista, seus proprietários, editores e principais comentaristas teriam sido submetidos a uma investigação rigorosa, para que a população conhecesse o que e a quem eles representam. No caso dos Marinho, COMO eles conseguiram acumular R$ 60 bilhões em patrimônio? Além da grossa fatia doada pelo estado nos três níveis (federal, estaduais e municipais) em forma de publicidade – uma verdadeira bolsa-mídia sem qualquer retorno útil para a sociedade -, há outras fontes e meios não conhecidos. Acordos com grupos internacionais, sonegação e patifaria no monopólio dos jogos, por exemplo.

O que essa gente faz contra os interesses do povo brasileiro é algo inaceitável. Conseguem blindar os amigos – FHC, Eduardo Cunha, Aécio, entre outros – e detonar sem piedade os inimigos, como Lula, Dilma, Zé Dirceu, entre outros.

O Brasil deve ser o único país onde a oposição de direita e golpista detém 100% de controle da mídia, enquanto o governo eleito pelo povo e os partidos de esquerda têm ZERO. Não conseguem se comunicar com o povão e ainda por cima, caso inaceitável do governo federal, paga para apanhar. Algo que nem mesmo a síndrome de Estocolmo poderia explicar essa generosidade do governo para com uma mídia partidária, anti-povo e canalha.

O Brasil deve ser o único país também onde a Polícia Federal é controlada pela oposição golpista, já que o governo se omite de cumprir suas atribuições e deveres constitucionais, em nome de um falso republicanismo. Até hoje a presidenta Dilma não nomeou um ministro da justiça.

Mas, enfim, agora pelo menos existe a Internet e os blogs sujos e as redes sociais para, ainda que com menos força do que os portais da direita, fazer frente ao bombardeio da mídia a serviço, sempre, dos piores interesses.

Essa novela envolvendo FHC em mais uma prática que desconstrói a imagem midiática dele mantida pela mídia talvez seja o menor dos seus crimes. Refiro-me não ao caso com a jornalista fora do casamento formal, mas a utilização do cargo de presidente para calar e exilar uma pessoa, a um custo altíssimo para o país – praticamente o presidente da república se tornou refém da Globo, da Veja e de uma empresa envolvida em esquemas de paraísos fiscais.

Mas, crimes maiores foram cometidos por FHC e sua equipe, como a privataria tucana, uma verdadeira doação de patrimônio público de centenas de bilhões de dólares para grupos de rapina internacionais e seus associados locais. E permaneceu impune. Permaneceram, todos eles, aliás. Assim como acontece agora, quando os caciques tucanos são poupados; ou quando as investigações contra banqueiros e barões da mídia sonegadores de impostos nunca avançam; ou quando as investigações contra Lula paralisam no momento em que esbarram no rabo comprido da família Marinho.

Ora, isso não é república, não é democracia, definitivamente. Isso é uma máfia com verniz de legalidade e moralidade. Moralistas sem moral, diante de um governo prostrado e de um povo manipulado – com percentual muito alto de lobotomização coletiva.

Mudar este cenário é uma exigência que se impõe. Para o bem do povo brasileiro, que não merece acordar e dormir com o pesadelo desses bombardeios midiáticos que só noticiam o caos, enquanto tramam negociatas e golpes em benefício da Irmandade de canalhas.

Responder

    Dan

    20/02/2016 - 23h15

    Euler, seu comentário foi um verdadeiro raio X das entranhas de nossa pátria. Parabéns, brilhante!

    Marcio Marconato

    21/02/2016 - 14h18

    Parabéns pela lucidez do texto, Euler! Perfeito retrato político e social do Brasil hoje.

FrancoAtirador

20/02/2016 - 22h08

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“FHC COMPROU A MÍDIA, A REELEIÇÃO E A NAMORADA”
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Roberto Requião, Senador do Paraná
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Responder

Edivaldo

20/02/2016 - 21h58

PSDB partido de bandido,ladrão de merenda,juntamente com a rede esgoto de televisão, dos malditos PPS edem

Responder

Elias

20/02/2016 - 20h28

E o Jornal da Record age tal e qual o Jornal Nacional. A emissora do bispo repercutiu agora há pouco (20:00hs) a capa da Veja com a manchete O Chefe e a Madame, referindo-se ao casal Lula e Marisa. E dá-lhe triplex. Um nojo de reportagem. Nem esperei pra ver se esse Jornal da Record iria falar sobre as declarações de Míriam Rocha, jornalista da Globo, amante do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, este sim um escândalo bem cabeludo, como está relatado no artigo em tela, de Leandro Fortes.

Responder

    Nelson

    23/02/2016 - 00h02

    É a mídia hegemônica, meu caro Elias. Há muita gente que pensa que o problema seja só a Globo. Mas não é assim. O que encontramos são apenas algumas nuances, que diferenciam este daquele órgão.

    Os donos da grande mídia são os endinheirados, milionários o bilionários, cujos interesses não se coadunam com os da imensa maioria do povo brasileiro.

    Então, eles fazem um grande jogo de cena para aparentarem defensores intransigentes dos recursos públicos, da moralidade pública, etc…

    Esta postura da mídia acaba por enganar a um enorme batalhão de incautos e inocentes. A propaganda é tão insistente que estes passam a acreditar que, se está denunciando, é porque a grande mídia se pauta por atuar dentro da legalidade.

roberto

20/02/2016 - 19h37

A Internet tá matando a tucanalha, que antigamente precisava apenas de um canalha da veja ou globo,com uma caneta e um bloquinho cheio de orelhas.

Responder

Cláudio

20/02/2016 - 19h16

Escritor italiano Umberto Eco morre aos 84 anos… Seu mais recente livro, “O Número Zero”, é um romance jornalístico, mais curto que os anteriores, que costumavam ter 600 páginas; por isso soa de maneira diferente, segundo o próprio Eco. Ele aborda o jornalismo e a história de seu último livro começa com a criação, por parte de um empresário italiano, que nos faz pensar em Silvio Berlusconi (e aqui, no BraSil…), de O Número Zero, um exemplar de um jornal que não tem a intenção de informar, mas de funcionar como uma ferramenta de poder para colocar pressão, e desacreditar políticos e rivais e criar relatórios, notícias falsas e complôs.

Isso se parece muito com o BraSil atual e as sabotagens do PiG.

Responder

wilson

20/02/2016 - 19h10

Esta caso é a prova mais contundente de conluio entre as redes de televisão (não só a TV globo) o PSDB e a justiça .

Responder

    Samuel Souza

    20/02/2016 - 22h01

    Pura verdade.. até a record que imaginei pudesse ser um contraponto está se tornando também um pig.

Patrice L

20/02/2016 - 18h25

A se apurar melhor essa história, mas um site de nome Cruzeiro do Vale assim disse:

“Outro personagem

Após a Brasif, o empresário Jovelino Mineiro, amigo e sócio de FHC, teria se responsabilizado pelas remessas de dinheiro para o sustento de Tomás, filho de Mírian Dutra, e o pagamento da sua universidade.”

O fato é que o pecuarista amigo de FHC, Jovelino Mineiro, mantém com familiares, desde 1991, uma off no Panamá de nome Treasure International Corporation.

Se é assumida ou não, não sabemos. E tampouco se teria sido usada nesse caso.

Responder

Ninguém

20/02/2016 - 18h04

Apenas duas dúvidas:

1) “A nota da Brasif, uma explicação seca e patética montada por advogados para dizer que Mirian recebia dinheiro da empresa, mas que FHC nada tinha a ver com o caso, é uma dessas coisas que só podem ser vinculadas seriamente no Brasil, dada a indigência moral e profissional da nossa imprensa pátria.”

Não seria “veiculadas” em vez de “vinculadas”?

2) “Mirian recebia 4 mil dólares por mês para pesquisar preços — o que, aliás, ela disse que nunca fez.”

A suposta pesquisa de preços era para a Brasif, que, o texto dá a entender, pagava US$ 4.000,00 por essas pesquisas. Pelo que li até agora, na verdade, ela recebia US$ 4.000,00 da Globo e US$ 3.000,00 de FHC via Brasif. E seriam esses US$ 3.000,00 para fazer as tais pesquisas fajutas.

Responder

    Catarina

    21/02/2016 - 09h58

    Dúvidas, na verdade irrelevantes. E sabe porquê? Para quem lê entrelinhas, lê ali, uma imensa má fé!

Julio Silveira

20/02/2016 - 16h38

Exatamente o que penso e tenho dito.

Responder

Messias Franca de Macedo

20/02/2016 - 15h55

… Engraçado, já o FHC não se isentou da intermediação da Brasif!

Entenda

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FHC admite ter pago mesada no exterior a jornalista

Ex-presidente diz que contrato com a empresa Brasif foi usado para repassar valores a Mirian Dutra, segundo ele, com recursos próprios

18 Fevereiro 2016 | 21h 35

O ESTADO DE S. PAULO

(…)

FONTE: http://politica.estadao.com.br

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