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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Juan Delgado: Brasileiros deveriam ir aos lugares mais pobres

28 de agosto de 2013 às 14h51

Hoje às 10h17 – Atualizada hoje às 11h02

Médico cubano dá lição de dignidade a colegas brasileiros

“Os brasileiros deveriam fazer como a gente, ir nos lugares mais pobres”

do Jornal do Brasil

O médico cubano Juan Delgado [de camisa amarela, na foto acima, conforme saiu na capa da Folha de S. Paulo], que foi vaiado e chamado de “escravo” por médicos do Ceará, deu uma lição de dignidade ao responder às ofensas dirigidas a ele durante o protesto da categoria. Em entrevista à Folha de São Paulo, Delgado se mostrou surpreso com as atitudes dos colegas brasileiros e disse que não entendeu o motivo da hostilidade, já que está no país para ser “escravo da saúde e dos pacientes doentes, pelo tempo que for necessário”. Os ataques ao médico cubano e a outros profissionais estrangeiros aconteceram na segunda-feira, após o primeiro treinamento do programa Mais Médicos. Juan foi estampado numa foto com duas mulheres de jaleco branco, aparentando boas condições financeiras, que o vaiavam.

“Vamos ocupar lugares onde eles não vão”, disse Delgado, em referência ao manifesto dos médicos cearenses. O médico cubano ficou impressionado com a reação dos colegas de profissão e ressaltou que os estrangeiros que chegaram ao Brasil “não vão tirar os postos de trabalho dos brasileiros”. Delgado se candidatou ao Mais Médico por vontade própria e já atuou no Haiti. Durante a entrevista, ele deu um caminho mais civilizado para os médicos brasileiros evitarem a contratação de outros estrangeiros. “Eles [médicos brasileiros] deveriam fazer o mesmo que nós, ir aos lugares mais pobres prestar assistência”, opinou. Para ele, o comportamento ofensivo não está partindo de toda a classe, mas apenas de alguns que rejeitam os cubanos.

Delgado comentou sobre as dificuldades que os médicos cubanos podem encontrar nas áreas mais remotas do país. “O trabalho vai ser difícil, porque vamos a lugares onde nunca esteve um médico e a população vai precisar muito de nossa ajuda”, disse Delgado, completando que é possível oferecer uma assistência eficiente à população, mesmo em condições de infraestrutura precária.

Nesta terça-feira (27), o Ministério da Saúde e outras entidades da classe médica no Ceará pediram desculpas aos médicos cubanos ofendidos e classificaram como “intolerância, racismo e xenofobia” a atitude dos médicos do Simec. O presidente do sindicato, José Maria Pontes, alegou que as vaias não foram dirigidas aos profissionais cubanos, mas aos gestores do curso e a expressão “escravos” não teve um sentido pejorativo. A presidente Dilma Rousseff também comentou o incidente, com a frase “Eu achei bom os aplausos”.

Jornalista é criticada por comentários preconceituosos

A jornalista potiguar, Michelline Borges, provocou revolta nas redes sociais ao se referir de forma racista e preconceituosa aos médicos cubanos que chegaram ao Brasil para trabalhar no programa Mais Médicos. “Me perdoem se for preconceito, mas essas médicas cubanas têm uma cara de empregada doméstica”, comentou a jornalista no seu perfil no Facebook. Na mesma postagem, Michelline questiona o profissionalismo dos médicos, comentando que “Médico, geralmente, tem postura, tem cara de médico, se impõe a partir da aparência”, diz ela. No final do texto, a jornalista deseja sorte ao povo brasileiro. Após ser acusada de racismo por milhares que usuários das redes sociais, que criticaram o tom preconceituoso que a jornalista tratou o assunto, Michelline apagou o seu perfil no Facebook, mas antes a postagem foi compartilhada por mais de mil pessoas.

Nesta quarta-feira (28), milhares de usuários das redes sociais estão promovendo manifestos em favor dos médicos cubanos e comentando os últimos protestos. Pelo perfil #bemvindomedicoscubanos, no Twitter, a população está deixando a sua opinião, pedindo desculpas aos médicos estrangeiros pelo comportamento dos médicos brasileiros no Ceará e elogiando o programa Mais Médicos.

*****

Fala da presidente Dilma Rousseff hoje, segundo blog do Planalto:

Marília, é um imenso preconceito esse que algumas vezes a gente vê sendo externado contra os médicos cubanos. Primeiro, é importante dizer que os médicos estrangeiros, e aí não só os cubanos, porque tem cubano, argentino, uruguaio, espanhol, português, tem de várias nacionalidades.

Esses médicos vêm ao Brasil para trabalhar onde os médicos brasileiros formados aqui não querem trabalhar. São as regiões da Amazônia, as regiões do interior do Brasil e também o interior das regiões metropolitanas, as periferias.

Então o que é que acontece? Os médicos cubanos têm um estatuto próprio. Uma parte, segundo a OPAS, que é a Organização Pan-Americana de Saúde, uma parte eles recebem aqui.

O salário que eles recebiam em Cuba, as famílias deles recebem em Cuba. Então, a forma de pagamento dos médicos cubanos, ela é diferente dos demais, mas, de qualquer jeito, todos os médicos estrangeiros, o que é que eles recebem ao vir trabalhar no Brasil?

Uma bolsa de R$ 10 mil mais uma ajuda de custo. É óbvio que uma pessoa que vai se deslocar para a fronteira da Amazônia e no meio da selva vai receber uma ajuda de custo mais significativa, no caso seria R$ 30 mil.

Se ela vai ali para o semiárido, para a região também bastante… de difícil acesso, em condições de vida mais precárias, ela vai receber uma ajuda de custo de R$ 20 mil, e os demais vão receber todo o apoio, toda a base de sustentação que o governo brasileiro e as prefeituras, eu tenho certeza, puderem dar. Agora, é um grande preconceito contra os médicos cubanos porque estão vindo médicos cubanos e médicos estrangeiros.

O que não é correto é a gente supor que em algum país do mundo há um bloqueio à vinda de profissionais especializados para ajudar o país quando ele não tem médico suficiente. Para você ter uma ideia, na maioria dos países, o que nós vemos é a presença de médicos formados fora do país, trabalhando dentro do país.

Nos Estados Unidos, é 25%, tem lugares no mundo, como o Canadá, que chega a 37%. Então, o Brasil tem uma taxa baixíssima. Aqui no Brasil, nós estamos abaixo de 2%. Então, veja você, o que nós fizemos com o Mais Médicos? Nós fizemos uma avaliação do país, percebemos que tinham 700 municípios, 700, para você ter uma ideia, hein? 700 municípios onde não morava nenhum médico.

Então, se você tivesse uma doença e se tivesse um filho, por exemplo, como foi o caso da minha filha com asma e que geralmente a asma é uma coisa terrível, ela acontece de noite, vem de madrugada na hora que está todo mundo dormindo, fica a criança com asma, aí você tem que sair correndo com a criança porque ela está com falta de ar, e levar para o médico.

O médico acompanhar, dar um broncodilatador. Então, eu te digo o seguinte: o Brasil precisava de médicos. O que o governo brasileiro fez? Tomou a providência de trazer médicos de fora, como os Estados Unidos faz. 25% dos médicos que trabalham nos Estados Unidos vêm de outros países, são formados em outros países.

Aqui no Brasil, além disso, nós vamos acompanhar esses médicos. Toda uma estrutura ligada ao Ministério da Educação e ao Ministério da Saúde, às universidades públicas, às Secretarias de Saúde vai haver um acompanhamento, um monitoramento de como é que esses médicos estão atuando.

Além disso, no caso do Brasil, nós fizemos um convênio com a Organização Pan-americana de Saúde e adotamos o mesmo padrão de 58 países do mundo, que são as missões que eles chamam missões humanitárias. São médicos que ficam por tempo determinado. Alguns desses médicos podem até ficar depois no Brasil se fizerem as provas que os capacitarão para ficar no Brasil permanentemente.

A grande maioria vai entrar, vai ficar três anos e vai depois sair. Por quê? Porque eles fazem parte dessas missões.

Eu posso assegurar a você uma coisa: nós vamos dar – o governo federal, e eu tenho certeza, as prefeituras que pediram esses médicos – vão dar a todos os estrangeiros que vierem atuar aqui no Brasil, as condições de moradia, de alimentação e tranquilidade material para que eles atendam bem a nossa população. Tudo que pudermos fazer dentro da lei para levar os médicos para locais onde não tem médicos, nós faremos.

Leia também:

Gerson Carneiro: Em Fortaleza, a estupidez nota 1.000!

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Cebes: O SUS precisa de mais médicos. E muito mais!

Dr. Rosinha: Médicos estrangeiros são bem-vindos

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29 Comentários escrever comentário »

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Fátima Oliveira:"Vou chamar a polícia para o senhor deixar de ser safado" - Viomundo - O que você não vê na mídia

04/09/2013 - 11h36

[…] Juan Delgado: Brasileiros deveriam ir aos lugares mais pobres […]

Responder

Luís Carlos

29/08/2013 - 13h07

E tem quem defenda toda essa barbaridade contra pessoas que vão atender nosso povo, em forma de racismo e xenofobia, e ainda acha que está certo. Intolerância, egoísmo e violência. Felizmente estão sendo derrotados.

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rosi

29/08/2013 - 09h35

sem contar que a maioria dessas `catigorias´ estudaram em universidades publicas pagas por nos. E elite brasileira desse do tijolinho.

Responder

    nigro

    29/08/2013 - 11h10

    Concordo. Não deveriam haver universidades públicas. Todas deveriam ser particulares e pagas com crédito estudantil.
    Lembre que TODOS pagam impostos para sustentar a universidade e TODOS tem o direito de entrar na faculdade, mediante processo seletivo.
    Eu mesmo estudei em faculdade estadual, mas poderia pagar uma particular se fosse necessário. MAs no Brasil do fracasso, as faculdades estaduais- ainda que péssimas se comparadas com as americanas- são melhores. Mas isto está mudando, ainda bem.

    Alba

    02/09/2013 - 15h11

    Não acho que acabar com as universidades públicas seja a solução, e sim fazer com que o dinheiro investido pela sociedade seja devolvido em forma de trabalho. Muitos questionaram um programa de estágio obrigatório que aumentaria o tempo de formação dos médicos e os obrigaria a trabalhar em lugares necessitados, mas ninguém questiona quando isso acontece nas faculdades públicas de educação, por exemplo, todos que fazem licenciatura na USP devem cumprir estágio não remunerado em escolas públicas para poder se formar…

Renato

29/08/2013 - 09h06

Putz, que pena eu não estava lá.
Pois eu jogaria maçã e ovos podres nesses agentes infiltrados do golpe castrista cubano denominados de médicos.
Esse programa eleitoreiro denominado Mais Médicos, ainda vai me fazer pagar pensão.

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    nigro

    29/08/2013 - 11h11

    Falou tudo, Concordo 100%. Mas o regime cubano está no fim.

Edgar Rocha

28/08/2013 - 23h07

Se um médico te arrancar um rim, não reclame: ele é loiro, alto, bombado e sua imagem se impõe sobre o paciente. Sem isto, como é que ele vai ter respeito? Como este profissional vai se defender dos achaques e exigências descabidas por competência e lisura em suas atividades? Estava pensando na jornalista bovídea (me desculpem os bovídeos). Esta é a relação padrão entre médico e paciente. Olhe pra você, pobre mestiço, mulatinho fedido e catarrento, e olhe pro doutor (esqueça o começo de carreira pouco auspicioso dos trotes violentos nas universidades. Ele pode, ele chegou lá) e pra doutora. Olhe também pra jornalista que escreveu neste mesmo tom. Entenda que não há motivo algum pra esta gente que representa o Brasil real, o Brasil-exportação, o Brasil ideal, ter por nós cidadãos comuns (cidadãos?)nenhuma consideração acima da necessidade de manter um contingente tolerável e ao menos vacinado contra raiva (doença esta que tem se espalhado, embora esteja ainda encubada). Somos meros representantes da biodiversidade desta natureza magnífica. Macacos que, assim como os cubanos, compõem a paisagem natural e dão um ar selvagem e folclórico às praias, às cidades, às florestas. Mas, não se arrisquem além dos limites impostos. Trabalhar junto a reserva de mercado desta gente superior é um desrespeito gravíssimo contra a lógica natural da vida. Afinal é bom repetir o jargão que os sustenta: olhe pra você e olhe pra eles.

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Juliana

28/08/2013 - 22h14

Esse médico do SUS de Curitiba merece uma homenagem, pois tem uma linha de raciocínio de aproximadamente 2% da sua categoria!
Mas o comportamento dos médicos foi ridículo. Se queriam ser milionários deveriam ser empresários, trabalhar com o Justus, ou com o Eike, e não como médicos.
Ficar rico as custas da doença dos outros não é um pensamento complicado! Vaiar médicos que vieram fazer o bem para os outros, é de uma maudade profunda! Para eles o governo pode criar o BOLSA-HUMILDADE!

Responder

    Juliana

    28/08/2013 - 22h16

    Retificando: Ficar rico as custas das doenças dos outros, não é um pensamento complicado?

assalariado.

28/08/2013 - 22h12

Está claríssimo que desde que o governo começou a trazer ‘mais médicos’, os reacionários de plantão não deram trégua. A mídia burguesa e seus PIGuinhos amestrados da classe média, sob a batuta e orquestração da imprensa do capital saíram as ruas como verdadeiros papagaios de telejornal. Vamos homenagear, mais uma vez, a classe médica mercenária e reacionária, com letra e video:

Max Gonzaga, canta ‘Classe Média’

Sou classe média
Papagaio de todo telejornal
Eu acredito
Na imparcialidade da revista semanal
Sou classe média
Compro roupa e gasolina no cartão
Odeio “coletivos”
E vou de carro que comprei a prestação
Só pago impostos
Estou sempre no limite do meu cheque especial
Eu viajo pouco, no máximo um pacote cvc tri-anual
Mas eu “to nem ai”
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não “to nem aqui”
Se morre gente ou tem enchente em itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda
Mas fico indignado com estado quando sou incomodado
Pelo pedinte esfomeado que me estende a mão
O pára-brisa ensaboado
É camelo, biju com bala
E as peripécias do artista malabarista do farol
Mas se o assalto é em moema
O assassinato é no “jardins”
A filha do executivo é estuprada até o fim
Ai a mídia manifesta a sua opinião regressa
De implantar pena de morte, ou reduzir a idade penal
E eu que sou bem informado concordo e faço passeata
Enquanto aumenta a audiência e a tiragem do jornal
Porque eu não “to nem ai”
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não “to nem aqui”
Se morre gente ou tem enchente em itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda
Toda tragédia só me importa quando bate em minha porta
Porque é mais fácil condenar quem já cumpre pena de vida

Aqui o vídeo:

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=KfTovA3qGCs#t=31

Rumo ao Socialismo.

Responder

nigro

28/08/2013 - 22h09

A vinda dos cubanos, podemos sintetizar:
1) A medicina preventiva de cuba realmente é um ótimo modelo para a nossa. Isso é sabido. Que tal criar uma política nacional de saúde decente? Não precisamos importar médicos.
2) O Sr Padilha fez trapalhadas, tudo correndo, para viabilizar este projeto. Afinal, em termos de saúde, os efeitos das políticas demoram a vir, e ele tem pressa- pois é político e quer concorrer ao governo do estado.
3) De quebra, mandam dinheiro para Cuba, país ditatorial e atrasado que todos eles admiram.
4) Realmente não podemos colocar os médicos como escravos. Mas são funcionários de um governo ditatorial e prestam serviço altamente lucrativo para a DITADURA dos Castro. Assim, vale a reflexão. Duvido muito que estejam aqui de bom grado. E o que disserem não pode ser levado em consideração, já que estão sob constante ameaça do Seu “Patrão”.
5) Aí temos os blogues de araque difundindo idéias de que os médicos são playboys e não querem ir para os rincões. Ora, sugiro que a Carta Capital, O Azenha e o Amorim montem seus escritórios por lá. Abram empresas e gerem alguma coisa, que tal?
6) E A sra Dilma, Alencar e Lula? Preferem que medicina? A dos especialistas privados, que eles usam, ou esta? No modelo ideal, teríamos ambas funcionando para a população Mas isso custa dinheiro e o Governo não quer gastar.
7) O Brasil não tem futuro, com cubanos ou sem cubanos. Realmente foi deprimente o tratamento dado ao médico Cubano retratado no Jornal. Ele não tem nada a ver com a história. Ta trabalhando para o patrão dele, Sr Fidel. Pouco se importa pois não vai colocar um tusta no bolso. 4 mil reais? Para uma pessoa? Por mÊs? Em Cuba? Impossível, mentiroso! O médico cubano, nesta história toda, é quem mais se dá mal.

Responder

    Icaro

    29/08/2013 - 10h18

    8 – Nenhuma das afirmativas anteriores. Simplesmente é um programa emergêncial para atender as pessoas e regiões carentes. A forma como a medicina funciona no Brasil, não esta atrelada a ações do governo federal, são mais complexas, envolve desejos humanos, “Status, Poder, Dinheiro”. As questões de Saúde e Medicina, veja bem separei “Saúde” e “Medicina”, pois são coisas diferentes. Questões de Saúde, são mais amplas, envolvem, hábitos de alimentação, estilo de vida, higiene, saneamento, planejamento urbano/espacial, transporte, questões ambientais, segurança, emocionais, etc. Atendimento médico, é onde as pessoas vão parar quando uma das inúmeras questões envolvidas falha. Este programa não vai mudar de um dia para outro, uma questão tão ampla como a “Saúde”, apenas vem atender de forma emergencial regiões, onde muitos médicos brasileiros não vão. E veja bem, não estou condenando por eles não irem, eu mesmo se fosse médico não iria. Eles vem fazer o serviço que muitos não se prontificam a fazer, como eu mesmo não me ofereceria. Obrigado a Vocês médicos estrangeiros.

    Nigro

    29/08/2013 - 10h37

    Programa emergencial? Qual a duração do programa? O que vai fazer?
    Só precisa de programa emergencial porque não há no Brasil (NESTE E EM TODOS OS GOVERNOS) qualquer política pública decente de saúde (e, como vc disse, de seu subcomponente, a medicina)
    Lembre-se são funcionários do governo cubano, que vieram aqui faturar para o seu patrão, contra as leis trabalhistas vigentes no nosso país.
    Não seria necessária a importação destes médicos caso fôssemos realmente competentes e organizados.
    Mas responda Ícaro- cadê o Lula? Ele prefere que medicina? É hipócrita. Os coitados que não podem pagar que fiquem com os cubanos. De cubano, Lula quer só o Charuto e o rum. Dilma eu nem considero, não tem nome próprio.

Gerson Carneiro

28/08/2013 - 20h52

Só por mera curiosidade: alguém sabe dizer quantos médicos o Ceará exporta, e em qual proporção, para regiões em que não há médicos?

Responder

Silvia

28/08/2013 - 20h47

As vaias não foram para o fulano, foram para ciclano…mas vaia é vaia, não é mesmo??? Vaiaram e pegou mal, muito mal!

Responder

denis

28/08/2013 - 18h56

Esse tipo de atitude é característico de qualquer profissional, incompetente e desqualificado.

Responder

von Narr

28/08/2013 - 18h17

Como é sabido, não há racismo no Brasil. Então, como deve se sentir o sujeito com a aparência de branco que grita para um negro que ele é um escravo?

Responder

Gerson Carneiro

28/08/2013 - 18h06

Cuba exporta médicos. Para onde não há médicos.

Não conseguem enxergar a grandeza dessa lição?

Responder

    lukas

    28/08/2013 - 23h36

    Só o governo cubano recebe pela exportação de médicos; nenhum dos outros recebe. Solidariedade remunerada.

    Luís Carlos

    29/08/2013 - 13h02

    Os EUA exportam soldados e armas e também “recebem” por isso. Aliás, “recebem” muito e quando não apenas recebem, saqueiam e pilham tudo. Mas tem quem ache isso correto e não concorde com médicos trabalhando para preservar vidas.

Arthur Araújo

28/08/2013 - 17h50

Bienvenidos, hermanos de Cuba!

Responder

Luiz Stinghen

28/08/2013 - 16h29

Não generalizem. Sou médico do SUS em Curitiba há 28 anos com orgulho e defendo a vinda dos médicos estrangeiros. Que venham cubanos, venezuelanos, portugueses. Os maiores índices de aprovação no revalida são de médicos venezuelanos e cubanos. Em São Paulo, jovens recém formados tiveram índice de reprovação na prova do CREMESP próximo a 60% e mesmo assim trabalham porque a prova não é valida. Chega de preconceito e longa vida ao mais médicos.

Responder

    Renata

    28/08/2013 - 22h24

    Até que enfim a lucidez….admiro o seu gesto se manifestando dessa forma. A população brasileira agradece!!!!

assuerum marcaccini

28/08/2013 - 16h12

Essa cena da foto mostra claramente que esses médicos cearenses, além de notória estupidez, possuem baixo QI. Uma pessoa realmente inteligente não faria, jamais, um furduncio xenófobo e público desta natureza. Agora a pergunta crucial: com pouca inteligência e tamanha insensatez é possível ser um bom profissional médico? Tomara que esses infelizes da foto sejam exceção à regra. Os cidadãos de Fortaleza merecem e precisam muito de bons profissionais médicos.

Responder

monge

28/08/2013 - 15h30

Os médicos brasileiros, apenas mostraram sua verdadeira face elitista, fascista,
inumana,mercenária e ainda preconceituosa.
Não fosse a barreira do idioma, verificaríamos, que os médicos cubanos, a quem
foram dirigidas as maiores ofensas, logo logo estariam sendo compreendendo e sendo
compreendidos por nosso povo. Mas isso não durará mais que dias, até que tudo se normalize.
Os preconceitos apenas demonstram que educação, falta mesmo em todos os níveis.
Num país civilizado, a jornalista teria sido presa na hora e, julgada rápido.
Resta-nos a vergonha e a revolta de uma justiça de stf……………….

Responder

edir

28/08/2013 - 15h15

Gostaria saber se os profissionais que foram manifestar contra os médicos, essas da foto estavam em horário de trabalho. Se estavam, tá ai um motivo para abrir um processo contra elas. Deixaram de atender pacientes para ir manifestar ?

Responder

Luís Carlos

28/08/2013 - 15h12

“…a expressão escravos não teve um sentido pejorativo” Disse representante de entidade médica cearense. Teve qual sentido então? De carinho e respeito? Por favor, as entidades médicas deveriam aproveitar a oportunidade para rever suas posturas e assumir erros crassos que estão cometendo. O que ocorreu é indesculpável e serve de alerta aos abusos cometidos por entidades médicas.
Parabéns ao médico Juan Delgado pela elegância diante de comportamento tão violento e vergonhoso que recebeu.

Responder

edir

28/08/2013 - 15h12

Eu pergunto, no caso da jornalista, näo caberia um processo contra racismo ? No Brasil näo é proibido ? e que ela faz por aí solta. Deveria esta presa.

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