VIOMUNDO
O VIOMUNDO só é possível também através de anunciantes, e detectamos que você utiliza um AdBlock, bloqueador de anúncios.
Por favor considere ajudar o VIOMUNDO desativando o bloqueador para este site.

Anúncios no g-mail mostram quanto o Google sabe sobre você

09 de novembro de 2011 às 23h00

Como o Google nos domina*, por James Gleick, no New York Review of Books

Tradução de Pedro Germano Leal

A primeira parte está aqui

A segunda parte está aqui

O negócio do Google não é pesquisa, mas publicidade. Mais de 96 por cento de seus 29 bilhões de dólares em receita no ano passado vieram diretamente de publicidade, e a maior parte do resto veio de serviços relacionados a publicidade. O Google recebe mais com publicidade do que todos os jornais do país [Estados Unidos] juntos.  Vale a pena entender como isso funciona. Levy relata o desenvolvimento dessa máquina de publicidade: uma “fantástica conquista na construção de uma máquina de fazer dinheiro através de truques virtuais (8), a partir da Internet.” Em The Googlization of Everything (and Why Should Worry), livro que pode ser lido como uma referência sóbria e admonitória, Siva Vaidhyanathan, um estudioso da mídia na Universidade da Virginia, coloca a questão da seguinte maneira: “Nós não somos clientes do Google: nós somos o seu produto. Nós, nossas fantasias, fetiches, predileções e preferências, somos o que o Google vende para os anunciantes.”

A evolução desta incomparável máquina de fazer dinheiro produziu uma rápida sequência de inovações brilhantes:

1. No início de 2000, o Google vendeu “premium sponsored links”: anúncios de texto simples associados a certos termos de pesquisa. Uma fornecedora de bolas de golfe poderia ter seu anúncio mostrado a todos que buscassem por “golfe” ou, melhor ainda, “bolas de golfe.” Outros mecanismos de busca na internet já faziam isso. Seguindo a tradição, eles cobravam de acordo com o número de pessoas que viam cada anúncio. Os anúncios eram vendidos para grandes clientes, um a um.

2. Mais tarde, naquele ano, engenheiros desenvolveram um sistema de auto-atendimento, chamado AdWords. O ponta-pé inicial foi: “Você tem em 5 minutos e um cartão de crédito? Obtenha seu anúncio no Google hoje”, e de repente milhares de pequenas empresas estavam comprando seus primeiros anúncios na internet.

3. A partir de uma outra iniciativa, que teve curta duração, chamada GoTo (até 2003 Google era sua proprietária) vieram duas novas ideias. Uma delas foi a cobrar por clique, ao invés de visualização. Pessoas que clicam em um anúncio de bolas de golfe são mais propensas a comprá-las do que aqueles que simplesmente vêem um anúncio no site do Google. A outra idéia era deixar os anunciantes darem lances uns contra os outros por palavras-chave – como “bola de golfe” – em rápidos leilões online. Leilões de pay-per-click [‘pague-por-clique’] abriram uma torneira de dinheiro. Um clique significava um anúncio bem sucedido, e alguns anunciantes estão dispostos a pagar mais por isso do que um vendedor humano poderia imaginar. Advogados especializados em compensações buscando clientes fariam lances tão altos quanto 50 dólares por um único clique na palavra-chave “mesotelioma”, uma forma rara de câncer causada pelo amianto.

4. O Google – monitorando sistematicamente o comportamento de seus usuários – tinha conhecimento instantâneo de quais anúncios eram bem sucedidos, e quais não. Era possível usar o click-through rate [‘proporção de cliques’] como uma medida de qualidade dos anúncios. E para determinar quem seriam os vencedores dos leilões, começou-se a considerar não apenas o dinheiro oferecido, mas o apelo do anúncio: um anúncio mais eficaz, recebendo muitos cliques, iria receber uma vantagem na disputa.

Agora, o Google tinha um sistema de ciclos lucrativos em ação, um feedback positivo por incentivar anunciantes a fazer anúncios publicitários mais eficazes (oferecendo dados para ajudá-los nessa tarefa), e por aumentar a satisfação dos usuários em clicar em anúncios, por evitar ruídos e spam. “O sistema reforçou a insistência do Google de que a publicidade não deveria ser uma transação entre um publicitário e um anunciante, mas uma relação de três vias que também incluía o usuário”, escreve Levy. No entanto, dificilmente esta é uma relação de igualdade. Vaidhyanathan vê aí uma relação de exploração: “A Googlização de tudo abrange a coleta, cópia, adição, e classificação de informações e contribuições feitas por cada um de nós.”

Em 2003, o AdWords Select estava servindo centenas de milhares de anunciantes e fazendo tanto dinheiro que o Google estava deliberadamente escondendo seu sucesso da imprensa e dos concorrentes. Mas este foi apenas o trampolim para o que estava por vir.

5. Até o momento, os anúncios eram exibidos em páginas de busca do Google, com tamanho discreto, com limites claros, no topo ou no lado direito das páginas. Agora, a empresa ampliou sua plataforma. O objetivo era desenvolver uma forma de inteligência artificial que poderia analisar pedaços de texto – websites, blogs, e-mail, livros – e combiná-los com palavras-chave. Com dois bilhões de páginas-web já indexadas, e com o seu sistema de rastreamento do comportamento de usuários, o Google tinha, na palma da mão, todas as informações necessárias para resolver este problema. Dado um site (ou um blog, ou um e-mail), ele poderia prever que anúncios seriam eficazes.

Esta era a “publicidade voltada ao conteúdo”, para usar o jargão. O Google chamou seu programa de AdSense. Para qualquer um que esperasse “rentabilizar” o seu conteúdo, ele era o Santo Graal. As maiores publicações digitais, tais como The New York Times, rapidamente aderiram ao AdSense, deixando o Google lidar com parcelas crescentes de seus contratos de publicidade. E assim o fizeram as menores publicações, aos milhões – fazendo crescer a “cauda longa” (9) de possíveis anunciantes até blogueiros individuais. Todos eles aderiram porque os anúncios eram extremamente produtivos e mensuráveis. “O Google conquistou o mundo da publicidade com nada mais do que matemática aplicada”, escreveu Chris Anderson, editor da Wired. “Ele não fingiu saber coisa alguma a respeito da cultura e das convenções da publicidade – apenas assumiu que dados melhores, com melhores ferramentas analíticas, iriam prevalecer. E o Google estava certo.” Jornais e outras mídias tradicionais têm reclamado de tempos em tempos sobre a apropriação do seu conteúdo, mas é através da absorção de publicidade mundial que o Google tornou-se seu concorrente mais destrutivo.

Como todas as formas de inteligência artificial, a publicidade voltada ao conteúdo produz erros e acertos. Levy cita um erro clássico: a sangrenta história publicada no site do New York Post – sobre um corpo que foi desmembrado e colocado em um saco de lixo – que foi acompanhada por um anúncio do Google sobre sacos de plástico. No entanto, agora qualquer um pode adicionar algumas linhas de código ao seu site, exibir automaticamente os anúncios do Google e começar a descontar cheques mensais, ainda que pequenos. Vastas extensões da Web que até agora estavam livres de publicidade tornaram-se parceiros do Google. Hoje, os anúncios do Google não estão apenas em sua página de busca, mas toda a Web e, além disso, em grandes volumes de e-mail e, potencialmente, em todos os livros do mundo.

Pesquisa e publicidade tornam-se assim os dois gumes de uma espada afiada. O motor de busca perfeito, como Sergey e Larry imaginam, lê sua mente e produz a resposta que você quer. O motor de publicidade perfeito faz o mesmo: mostra os anúncios que você deseja. Qualquer coisa além disso desperdiça sua atenção, o dinheiro do anunciante e a largura de banda da internet mundial. Sonha-se com uma publicidade virtuosa, unindo compradores e vendedores para o benefício de todos. Mas a publicidade virtuosa neste sentido é uma contradição em termos. O anunciante está pagando por uma fatia da nossa atenção, que é limitada: nossas mentes poderiam estar em outro lugar. Se os nossos interesses estivessem perfeitamente alinhados aos dos anunciantes, não seria necessário pagar. Não existe uma utopia da informação. Os usuários do Google são partes de uma transação complexa, e se há uma lição a ser tirada de todos esses livros é que nem sempre somos partes conscientes.

Os anúncios ao lado do seu e-mail (se você usa o serviço de e-mail gratuito do Google) podem servir como lembretes, às vezes surpreendentes, do quanto esta empresa sabe coisas que dizem respeito à sua vida privada. Mesmo sem o seu e-mail, seu histórico de pesquisa por si só já revela muita coisa, como diz Levy, “seus problemas de saúde, seus interesses comerciais, seus hobbies, e seus sonhos.” Sua resposta à publicidade revela ainda mais, e com seus programas de publicidade, o Google passou a rastrear o comportamento de usuários individuais de um site da Internet para outro. Eles observam cada um dos nossos cliques (onde possam) e medem quanto tempo levamos para tomar nossas decisões, em milisegundos. Se não fosse assim, os resultados não seriam tão assustadoramente eficazes. Eles não têm rival na profundidade e amplitude de sua mineração de dados. Eles fazem modelos estatísticos para tudo o que sabem, conectando pequenas e grandes escalas, desde o resultado de consultas e cliques, até informações relativas a moda, à estação, ao clima e a doenças.

É para seu próprio bem – esta é a crença que Google nutre. Se queremos os melhores resultados possíveis para nossas buscas, e se queremos anúncios adequados às nossas necessidades e desejos, temos que deixá-lo entrar em nossas almas.

Clique aqui para a última parte.

* Este texto foi publicado originalmente como uma análise das seguintes publicações:

In the Plex: How Google Thinks, Works, and Shapes Our Lives

por Steven Levy

Simon and Schuster, 424 p.

I’m Feeling Lucky: The Confessions of Google Employee Number 59

por Douglas Edwards

Houghton Mifflin Harcourt, 416 p.

The Googlization of Everything (and Why We Should Worry)

por Siva Vaidhyanathan

University of California Press, 265 p.

Search & Destroy: Why You Can’t Trust Google Inc.

por Scott Cleland, com Ira Brodsky

Telescope, 329 p.

Notas da tradução:

(8) No original, “virtual smoke and mirrors”.

(9) No original, “long tail”. É uma configuração estatística na qual maior parte da população concentra-se na cauda de uma distribuição de probabilidade.

PS do Viomundo: Parte da publicidade do Viomundo é determinada pelo AdSense, do Google.

O livro da blogosfera em defesa da democracia - Golpe 16

Golpe 16 é a versão da blogosfera de uma história de ruptura democrática que ainda está em curso. É um livro feito a quente, mas imprescindível para entender o atual momento político brasileiro

Organizado por Renato Rovai, o livro oferece textos de Adriana Delorenzo, Altamiro Borges, Beatriz Barbosa, Conceição Oliveira, Cynara Menezes, Dennis de Oliveira, Eduardo Guimarães, Fernando Brito, Gilberto Maringoni, Glauco Faria, Ivana Bentes, Lola Aronovich, Luiz Carlos Azenha, Maíra Streit, Marco Aurélio Weissheimer, Miguel do Rosário, Paulo Henrique Amorim, Paulo Nogueira, Paulo Salvador, Renata Mielli, Rodrigo Vianna, Sérgio Amadeu da Silveira e Tarso Cabral Violin. Com prefácio de Luiz Inácio Lula de Silva e entrevista de Dilma Rousseff.

Compre agora online e receba na sua casa!

 

61 Comentários escrever comentário »

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Anúncios no g-mail mostram quanto o Google sabe sobre você | Convergencia midiatica

05/01/2015 - 14h44

[…] Texto publicado em: Viomundo […]

Responder

MarcosOrdonha

17/12/2011 - 19h46

O Google é culpado pelas nossas opções? Isto é defesa das mancadas das massas, isso mesmo?

Responder

Danilo

11/11/2011 - 14h47

A verdade é que as propagandas estão deixando a busca do Google mais burra. Recentemente eu estava procurando uma informação e o google só me oferecia páginas de empresas que vendiam produtos relacionados com o que eu procurava. O concorrente, Bing, foi capaz de me levar onde eu estava procurando logo na primeira página.

Responder

Roberto Locatelli

11/11/2011 - 10h08

– Sobre o deus-mercado –

o deus-mercado é um tipo especial de deus. Seus devotos são a favor de juros altos, concentração de renda, todo poder aos bancos. Eles odeiam pobres e acham que negros têm que usar o elevador de serviço.

Eles são a favor de carros possantes, iates, mansões. Ees cultivam a ideologia do "o mundo que se dane".

O deus-mercado tem seu representante na Terra, que é o FMI. Assim como certas tribos de Israel adoravam um bezerro de ouro, os devotos do deus-mercado reverenciam aquele touro de bronze que fica na calçada de Wall Street.

O deus-mercado reinou no mundo nas décadas de 80 e 90. Naquela época, qualquer um que fosse contra a privataria, ou a favor de programas sociais DE VERDADE, era considerado herege e queimado na fogueira.

Mas esse tempo passou. Tempestades se abateram. Wall Street desmoronou. A Europa afunda. Os EUA têm cada vez mais cidadãos abaixo da linha da pobreza, que vivem do bolsa-família deles, que consiste em 3 refeições gratuitas por dia. O deus-mercado já não reina absoluto.

Economistas hereges como Paul Krugman, Nouriel Roubini, Márcio Pochmann e outros são radicalmente contra os dogmas do deus-mercado. E as previsões desses economistas acabam sempre se concretizando, para desespero dos devotos do touro de bronze.

Responder

Eduardo Raio X

10/11/2011 - 23h19

Azenha qual é o papo genial do Eduardo Azeredo em fazer uma mexida dentro da internet aqui no Brasil? Este senhor não é um desses tucanos, blindados pela imprensa PIG?!?! Podemos ter uma certeza que todos os blogs progressistas seja nacionais ou internacionais faz um bem danado a sociedade, democracia e a liberdade de expressão.

Responder

@ARM_Coder

10/11/2011 - 22h08

Eu acesso vários sites de aeromodelismo. E não dá outra! Ligo o PC de manhã, abro uma página de política e o que vejo? Anúncios do Hobby King ou Helipal, que "por acaso" são sites onde já fiz diversas compras!

Os caras rastreiam muito mesmo!

Responder

Conservador316

10/11/2011 - 19h35

Abaixo o imperialismo estadunidense.

Fora Google.

hahahahahahaha

Esses esquerdistas so me fazem rir.

Ja que não gostam do modo que o google trabalha, basta não usar o Gmail, o Orkut, e o site de busca. É simples.

Daqui a pouco os "estudantes" da UNE vão sair à rua gritando "fora google". E depois vão pra casa postar no YOUTUBE (que é da google) os vídeos da manifestação.

heheheheh

Responder

Lizavou

10/11/2011 - 18h43

Eu fico incomodada, no Google, é qdo vamos fazer uma pesquisa sobre mascaras africanas, por exemplo. Ai ele diz, vc quis dizer mascaras americanas? Me irrita, toda pesquisa voltada para os EUA. De resto, o Google, salva desde viagens da família a festas infantis!

Responder

Alexandre Felix

10/11/2011 - 17h37

Cada vez mais, penso em me mudar para uma casinha flutuante no alto Rio Negro (AM)…

Responder

FrancoAtirador

10/11/2011 - 17h36

.
.
DESDOBRAMENTOS DO OCCUPY WALL STREET

BOICOTE AOS GRANDES BANCOS: UMA ALTERNATIVA VIÁVEL

Movimento nos EUA prega transferência de dinheiro para cooperativas de crédito

Os protestos contra o sistema financeiro nos Estados Unidos não se resumem ao movimento Occupy Wall Street e seus similares.

No dia 5 de novembro, o Bank Transfer Day, centenas de milhares de poupadores transferiram milhões de dólares dos grandes bancos para instituições de crédito cooperativo.

Segundo a Credit Union National Association, somente no sábado pouco mais de 40 mil pessoas transferiram a cooperativas de crédito cerca de 80 milhões de dólares.

Enrico Piovesana – Peace Reporter (Tradução: Rosana Pozzobon para a Carta Maior)

No 5 de Novembro – data simbólica ligada ao soldado britânico do século 16, Guy Fawkes [1], inspirador do V de Vingança e ícone do movimento dos Indignados – aconteceu o Bank Transfer Day (Dia Transferência Bancária):

dia em que os investidores foram convidados a fechar as suas contas correntes nos grandes bancos (Bank of America, Fells Fargo, JPMorgan Chase, etc.) e transferir seu dinheiro aos institutos de crédito cooperativos.

A imprensa local americana mostrou as longas filas em frente as lojas das Credit Union, muitas abertas excepcionalmente no sábado para a ocasião.

Em diversas cidades houve também manifestações em frente aos grandes bancos, em particular em Los Angeles (foto). Segundo a Credit Union National Association (CUNA), somente no sábado pouco mais de 40 mil pessoas transferiram aos créditos cooperativos 80 milhões de dólares.

Desde o início do protesto, em 1º de outubro, até 3 de novembro, 650 mil depositantes tinham movido mais de 4 bilhões e meio de dólares de grandes bancos para o crédito cooperativo.

Íntegra em:

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMos

Responder

    Lu_Witovisk

    10/11/2011 - 21h42

    Aeeeeeeeee tomara que a moda pegue!!! Há luz no fim do cofre e do buraco!! Se os governos nao se mexem, o povo age!!

    Renato

    11/11/2011 - 08h08

    Isso é golpe. Quero ver quando um desses caras que depositaram em Corperativa de Crédito forem sacar o dinheiro dele?

Yes we créu !!!

10/11/2011 - 15h36

Apenas um lembrete aos incautos:

Qualquer email emitido ou recebido atraves do Google eh considerado nos EUA e Canada como "public disclosure". Isso significa que o envio de qualquer informacao ou produto pantenteavel, ou sujeito a copyright, torna-se de dominio publico nas maos do Google.

Responder

    M. S. Romares

    10/11/2011 - 16h45

    Não configuraria apropriação indébita, Yes?

    Yes we créu !!!

    10/11/2011 - 21h29

    Nao. Se vc enviar qualquer material que nao tenha sido previamente patenteado ou registrado, o seu email eh considerado como "public disclosure" e, portanto, a sua invencao eh considerada de dominio publico, caso alguem, ou mesmo o Google, utilize as informacoes. Aqui no Canada, eu ja fui instruido a nao enviar informacao sensivel pelo Google. Para isso, eu uso apenas o email institucional que, mesmo sendo violado, garante os direitos de autoria.

João

10/11/2011 - 13h13

Ninguém imaginava que a TV, essa grande invenção, iria se transformar em mais um instrumento de controle político e cultural, e hoje se temos uma crise política crônica no Brasil certamente foi muito graças aos monopólios das mídias. Eis que a perversão humana sempre se apodera dos inventos, assim foi com a bomba atômica e com tudo que o homem pôs suas mãos. Pois o problema de um sistema como o Google é chegarmos num ponto onde não poremos mais "desligar da tomada", é fácil prever todos os nossos atos, hábitos culturais e políticos, absolutamente sujeitos a esse sistema e suas intenções desumanas, para mim a "propaganda" não supre as necessidades da humanidade, se assim fosse não haveria desigualdade, e 7 bilhões só se haver mais igualdade de direitos. Os seres humanos não são matemática, são intuição e razão num eterno equilíbrio. A história nos mostra que nos momentos em que só a razão vigorou imensas atrocidades foram cometidas em seu nome.
"Razão demais é loucura, loucura maior é ver a vida como ela é, e não como deveria ser".
abç

Responder

carlos antonio lopes

10/11/2011 - 12h43

Quem não quer ser espionado que não se exponha!

Responder

Roberto Locatelli

10/11/2011 - 12h19

O limite do poder do Google é o limite do deus-mercado. Se a Europa continuar afundando na… lama, não há AdSense que resolva.

Responder

Jason_Kay

10/11/2011 - 12h12

O google é a empresa mais inovadora da internet.

Fica até difícil citar aqui todas as importantes ferramentas que eles disponibilizam para os usuários de forma gratuita.

A internet é uma antes e outra depois do google. Mas pelo visto, tem gente que não gosta.

Um gênio até sugeriu a criação de um "email estatal".

Meu Deus…

Responder

    Alexandre Felix

    10/11/2011 - 17h30

    Jason Kay…pensas feito tua prima, Kelly Key

    Gerson Carneiro

    10/11/2011 - 18h21

    rsrsrs…
    Alexandre, tô achando que o Jason_Kay fez parte do grupo Dominó. Olha o estilinho dele.

    Manequim
    Mil carinhas com olhar de marfim
    Vou te seguindo
    Manequim
    Ninguém dá bola pra mim

    Manequim – Dominó

    Andre

    10/11/2011 - 20h56

    Cangaceiro e gato feliz, meus fãs.

Remindo Sauim

10/11/2011 - 12h05

Mais dia menos dia outro sistema de busca mais eficiente ou mais bonitinho irá desbancar o Google. A fila anda!

Responder

Fernando

10/11/2011 - 11h45

Acho que o governo brasileiro poderia desenvolver um webmail estatal sem essas falcatruas.

Responder

    Roberto Locatelli

    10/11/2011 - 13h36

    Fernando, existe esse e-mail, oferecido pelos correios. Mas acho que está fechado para novas adesões.

    A página é http://webmail.correios.net.br/webmail/src/login….

    Acho corretíssima sua observação. É importante que os cidadãos tenham a opção de um e-mail gratuito sem ter que depender de serviços de outro país (gmail, msn, etc).

    leandro

    10/11/2011 - 14h07

    Já dependemos…
    "Quem é o dono da Internet?
    Oficialmente, ninguém. Mas, na prática, a rede mundial acaba ficando na mão do governo dos EUA. O país tem controle majoritário de dois recursos importantíssimos: os servidores (computadores de grande porte sem os quais a internet não funciona) e os endereços www. Existem mais de 100 servidores-base espalhados pelo mundo (um deles no Brasil). No entanto, dos 13 que armazenam todas as informações dos demais e controlam tudo o que está disponível na web, 10 estão nos EUA (os outros 3 estão no Japão, Suíça e Inglaterra), sendo que um deles é a "chave mestra" porque também faz cópias dos demais.

    Roberto Locatelli

    10/11/2011 - 16h39

    Caramba, esses dados eu não tinha.

    O que eu sabia – e que também é preocupante – é que 80% das conexões de internet do Brasil passam pelos EUA. Não é à toa que a Telebras vai colocar em órbita um satélite brasileiro, inicialmente para uso das forças armadas. Nossa defesa não pode depender de outro país.

    Rapaz, temos que mudar essa situação de dependência.

    Santiago

    10/11/2011 - 21h44

    Mas é a China que vigia 100% das conexões de internet pelo mundo. Enquanto alguns ficam preocupados com a promiscuidade do google, a China nos vigia. Eu não me preocupo com publicidade, tenho medo do grande irmão que nos vigia.

    Andre

    10/11/2011 - 13h42

    Meu Deus…

    Felipe

    10/11/2011 - 14h11

    hahuahuahua

    Os esquerdistas cada vez mais delirantes. Mamããe,

    Ricardo

    10/11/2011 - 21h34

    E confiar no PT? Não, obrigado.

Roberto Locatelli

10/11/2011 - 11h05

A internet está tirando do PIG um bem muito precioso: anúncios de imóveis. E eu quero é mais.

Responder

José Vitor

10/11/2011 - 10h25

O problema não é o Google, que "só" está a fim de ganhar dinheiro…é a CIA e outras agências de espionagem americanas. Não tenho dúvidas de que todo mundo que conversa pelo computador tem sua voz e sua imagem cadastradas por essas agências.

Responder

Roberto Locatelli

10/11/2011 - 08h46

Em princípio não vejo maiores problemas com o AdSense.

As palavras do nosso blog são base para que o AdSense tente adivinhar o que se pode vender em nossas páginas.

Como o próprio autor diz, o AdSense é burro. Num site ecológico que fale contra as sacolas plásticas, é bem capaz do AdSense colocar um anúncio de sacolas plásticas.

Na época eleitoral, meu blog principal citava muito o Serra. Resultado: o AdSense pôs anúncios vendendo serras elétricas de vários modelos. Hilário.

Mais invasivos, MUITO mais invasivos, são os cookies do Facebook que, segundo se suspeita, monitoram sua NAVEGAÇÃO 24 horas por dia, mesmo quando você NÃO está com o site do Facebook aberto. Isso, sim, é invasão de privacidade. Se o internauta quer mesmo manter sua conta no Facebook (às vezes por razões profissionais, pois pode-se vender muito no Facebook), uma opção que os especialistas indicam é entrar no Facebook usando um navegador só para isso (Opera, Chrome, SeaMonkey, Safari, etc) e outro navegador para acesso geral à Internet.

Responder

    Alexandre Felix

    10/11/2011 - 17h31

    Não foi esse sistema que fez aparecer por aqui um anúncio da Veja?

    FrancoAtirador

    10/11/2011 - 19h09

    Foi.

leandro

10/11/2011 - 08h39

E daí?? Parabéns ao Google pela eficiência em atencipar o que seus usuários desejam.

Responder

@PavanHomero

10/11/2011 - 08h03

Esse texto nada mais é do que uma propaganda do Google – e o Google nem precisa disso.

Responder

José Antonio Rocha

10/11/2011 - 07h36

Não vejo nenhum problema no modelo de negócios do Google. Os produtos da empresa facilitam a nossa vida, nos dão muitos serviços. E são bons para quem anuncia.
Muito pior é a propaganda dos meios de massa, que custa muito mais e é paga até por quem não vê os anúncios.

Responder

levy

10/11/2011 - 02h08

GMail é tudo junto, não tem hífen!

Responder

Rubens

10/11/2011 - 02h06

O QuantCast tb não funciona assim?

Responder

Polengo

10/11/2011 - 01h42

Tudo isso sem sair de casa.

Quem imaginaria isso algum tempo atrás?

Responder

Ze Duarte

10/11/2011 - 00h22

A privacidade acaba na hora que você entra na internet, para o bem ou para o mal. Não há volta.

Responder

Pedro

09/11/2011 - 23h59

Parabéns aos gênios do Google. O mundo é para os empreendedores.

Responder

    Renato

    10/11/2011 - 09h49

    Vem ai o apocalipse, alguém da esquerda elogiando os empreendedores.

    Pedro

    10/11/2011 - 11h30

    Amigo, sou de esquerda não. Sou normal, defendo o livre mercado e a livre iniciativa.

    Fernando Garcia

    10/11/2011 - 12h29

    O Google eh uma empresa baseada na internet e se vale de 30 anos de investimento estatal para o desenvolvimento da tecnologia. Portanto, o Google tem pouca relacao com livre mercado sendo fruto do Capitalismo de Estado. O mercado nao mostrou, ate aqui, capacidade para investimentos de longo prazo para gerar tecnologias do porte da internet. No entanto, certamente que ele eh fruto de livre iniciativa de seus fundadores que souberam aproveitar a oportunidade gerada pelo Estado. No mais, sobre o post, devo lembrar que a "invasao de privacidade" estah explicita no contrato de adesao ao Google. Aderir ao Google tambem eh fruto de livre inciativa.

    carlos antonio lopes

    10/11/2011 - 12h42

    Ah!Ah!Ahh! Atenção os da esquerda: Vcs. não são normais!!!Essa foi a lógica do Pedro, não a minha.

    Andre

    10/11/2011 - 14h50

    O pedro disse ser a favor da livre iniciativa. Por que alguém normal iria negativa-lo aqui?

    Como alguém consegue ser CONTRA a liberdade de empreendimento?

    Isso só pode ser alguma doença.

    Wildner Arcanjo

    10/11/2011 - 17h23

    Apropriar-se do conhecimento desenvolvido por outros, sobretudo pessoas simples, normais e desprovidas do poder de grandes corporações como o Google é empreendedorismo, livre comércio, livre iniciativa?

    Estou confuso?!?

    Andre

    10/11/2011 - 20h55

    Do que voce ta falando?

    Renato

    11/11/2011 - 08h04

    Ué, mas não é a esquerda que prega todo conhecimento tem que ser distribuído? Por isso brigam para que as empresas que queiram entrar no mercado brasileiro realizem a transferência de tecnologia?

    Wildner Arcanjo

    11/11/2011 - 12h46

    Pois é, distribuído e não apropriado. Distribuir é tornar público, para todos e para que todos possam usar, sem ter medo de serem acionados por nenhuma ação de quebra de direitos de patentes. Aliás, isto é comum com as grandes corporações, sobretudo as de Informática. Basta ver o caso da Microsoft com o sistema Operacional Android e as ações que esta movem contra a Samsung por quebras de patente.

    Roberto Locatelli

    10/11/2011 - 16h41

    Os governantes da Europa são todos "normais". Por isso é que a Europa está indo para as masmorras do deus-mercado.

    Ricardo

    10/11/2011 - 21h33

    Deus mercado? kkkk

    Que papo antigo. Estou que vc entende muito de economia.

Davi Neves

09/11/2011 - 23h39

O que isso tem d+? realmente não entendo .. as pessoas fazem twitter e facebook pra contar tudo que estao fazendo … e agora esse medo do google? Cada coisa …

Responder

Deixe uma resposta