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Sérgio Vaz: No rolezinho, jovens exibem “educação de qualidade”

16 de janeiro de 2014 às 20h27

Sérgio Vaz, o poeta da Cooperifa, cooperativa cultural da periferia de São Paulo que este ano completa 13 anos:

“Às vezes as pessoas acham que a gente mora numa grande senzala. Parece que somos incapazes de falar sobre literatura, sobre política, sobre economia. Nós parecemos uma ilha de Lost! Eles [da elite brasileira] estão surpresos: Quanto pobre! Quanto preto! Não somos brasileiros, somos palestinos. Temos de criar aquela OLP, Organização para a Libertação da Periferia”.

Rolezinho:

“São os jovens que não tem educação, são os jovens que não tem saúde, somos nós os pretos — como diria Castro Alves, somos nós, os teus cães. A sociedade colocou embaixo do tapete, mas não cabe todo mundo. O Estado tem ódio do pobre e do negro. Eu não sei de onde vem tanto ódio!”

Sobre a poesia, citando Ferreira Gullar:

“Só é justo cantar quando seu canto arrasta consigo pessoas e coisas que não tem voz”.

Sobre as mudanças vividas pela periferia de São Paulo nos últimos anos (já existem 40 saraus como o da Cooperifa):

“Muitos coletivos culturais aconteceram na comunidade. Não só na nossa, como na periferia de São Paulo. Eu acho que hoje a gente vive a nossa primavera periférica, nossa Primavera de Praga. Eu acho que estamos vivendo nossa Tropicália, nossa Bossa Nova, nossa Nouvelle Vague. Todos os movimentos que viveu a classe média nos anos 60 e 70 estamos vivendo agora. Talvez menos midiáticos, talvez à sombra da grande mídia, do grande público, mas estamos vivendo”.

Sobre consumo na periferia:

“É lógico que sou contra o capitalismo compulsivo, essa coisa desenfreada. Mas nós ficamos muito tempo longe das coisas… Dizem: não compra carro que tem muito trânsito! Eu entendo, mas há de entender a gente! Pedir pra gente não comer para não acabar com a natureza é muita sacanagem!”.

Sobre o funk ostentação:

“O jovem tá pedindo socorro ali. Se você quiser entender o jovem, é aquilo ali. A educação é aquela ali, a cultura é aquela ali, a saúde é aquela ali. Com a falência do ensino público você não quer que o cara cante Construção [de Chico Buarque], né? É isso o que a molecada tá vivendo, sem instrução e com vontade de consumo”.

Sobre as faixas de ônibus, que despertam rejeição dos donos de automóveis em São Paulo:

“O automóvel carrega uma pessoa. O nosso, na M’Boi Mirim [avenida] carrega 200 [refere-se ao ônibus]. É a barbárie. Nossa sociedade não é generosa. Pessoas que tiveram tudo são contra quem não tem nada”.

Sobre o papel da escola na Zona Sul:

“A gente abandonou a escola, abandonou os professores, abandonou os alunos e ficamos presos em casa com o cu na mão tentando entender a violência! Aí o cara chega na sociedade e diz ‘eles fazem funk ostentação’. E você queria que ele tocasse Bach ou Beethoven? É muito milagre. É acreditar muito em Deus. E olha que os caras ainda querem cantar!”.

Sobre o racismo, depois de ter visto o Museu do Holocausto em Berlim e não ter visto equivalente sobre a escravidão, no Brasil:

“Não tem branco aqui nesse país. Somos todos negros. Ainda que o cara tenha simpatia pelo Hitler ou pela Ku Klux Klan, é negro e ainda da América do Sul! Assista o Datena e olhe como foi tratado o helicóptero com 400 kg de cocaína [apreendido em Minas Gerais] e compare com o [tratamento do] jovem que vende uma paranguinha na beira na favela”.

Sobre o fato de usar a ironia e o humor em suas falas:

“Sorrir enquanto luta é uma forma de confundir o inimigo”

No topo, as poetas que lançaram o livro Pretexto de Mulheres Negras durante o mais recente sarau; abaixo, público ouve poetas, rappers e repentistas, que se inscrevem livremente [Fotos e vídeos, Padu Palmério].

por Luiz Carlos Azenha

Há algo novo no ar. Sabemos disso com absoluta certeza desde as grandes manifestações de junho de 2013.

É possível sentir que o tremor subsiste neste bar que é sede do Sarau da Cooperifa, nas proximidades da avenida M’Boi Mirim, na Zona Sul de São Paulo.

Para quem não tem intimidade com a capital paulista, há imensos dormitórios de trabalhadores na megalópole: estamos num deles. É o que se chamaria, numa sociedade industrial, de bairro eminentemente proletário. Mas, com a pronunciada ascensão social registrada a partir do início da era Lula, em 2002, as coisas já não são tão simples de descrever. Há gente de classe média no bairro. Da nova classe média. Há remediados. Pobres. E, especialmente nas moradias precárias das favelas, há também miseráveis.

As mesmas inquietações que a classe média branca dos Jardins ou do Leblon ou da Savassi sente ao ver seu espaço invadido pelos “de fora” também existe aqui: há um rearranjo social acumulado com uma explosão de novas demandas e possibilidades. Aqui o Brasil está em movimento veloz. Tem fome de novidades e mudanças. Um despertar ajudado pelas redes sociais que driblam o desprezo dedicado pela grande mídia aos pobres e negros.

O sarau, organizado pelo poeta Sérgio Vaz, está completando 13 anos de existência. Enquanto os poetas apresentam seus versos, dá para constatar a diversidade nas mesas. Há senhoras da terceira idade, crianças brincando de videogame no celular do pai ou no ipad da mãe, há vários casais e jovens, muitos jovens.

Por mais que haja distinção de origem e classe dentre os que frequentam o sarau esta noite, a experiência comum dispensa explicações elaboradas sobre a violência policial: é algo cotidiano, sofrido ou testemunhado. O racismo, a discriminação e o preconceito deixaram feridas abertas em todos os que estão aqui. É a humilhação compartilhada, nas ruas e repartições, muitas vezes ao longo de toda uma vida.

O prazer de compartilhar a luta contra o racismo também está presente, como esteve nas grandes campanhas pelos direitos civis dos Estados Unidos, nos anos 60 (curiosamente, durante o evento, tive um flashback da campanha pré-presidencial do pastor negro Jesse Jackson, que acompanhei no avião do candidato, como repórter, nos Estados Unidos, nos anos 80).

Existem ecos distantes de Malcolm X nas palavras do poeta Sérgio Vaz, quando ele se refere elogiosamente aos brancos “solidários na batalha contra o racismo”.

O reconhecimento de que existe um muro que os separa da “cidade” — que é como a região mais rica de São Paulo muitas vezes é chamada — é generalizado, tanto quanto a determinação de saltar o muro a qualquer custo.

A desconfiança da mídia patronal tem, na outra face, o desejo de reconhecimento, hoje uma possibilidade que independe das redações dos grandes órgãos da mídia (You Tube e Facebook que o digam). A Veja é descrita num dos versos como antônimo de “verdade”. Vaz relembra o episódio em que um funcionário da TV Globo foi expulso do bar por tentar rearranjar todo o mobiliário para “facilitar” as filmagens. Foi uma forma de rejeitar a ideia de que o sarau é como cenário de novela, habitado por gente sem autonomia, como se fossem atores e atrizes lendo roteiro alheio.

Autonomia, aqui, é palavra-chave.

O sarau de todas as quartas-feiras, aliás, É o Jornal Nacional do bairro. Os versos, muitos dos quais foram escritos nas últimas horas, falam dos assuntos que interessam diretamente ao cotidiano dos presentes: amor, morte, vitórias e dificuldades.

Soam como as manchetes de poetas e rappers. Dá para brevemente tomar o pulso do bairro. Os versos mais aplaudidos da noite denunciam a Copa do Mundo como afronta às carências dos bairros mais pobres. “Enfia os 20 centavos no SUS”, brinca a jovem poeta, em referência ao corte nas tartifas de ônibus obtido no ano passado, em São Paulo, depois dos protestos organizados inicialmente pelo Movimento Passe Livre (MPL).

O rolezinho é o assunto da noite. Há uma identidade quase instantânea com os participantes, por expressarem, mesmo que de forma indireta, o grito contra o preconceito, a humilhação histórica e a crença elitista de que o negro “deve saber o seu lugar”.

Bem que na entrevista que antecedeu o sarau Sérgio Vaz havia me alertado: a periferia está vivendo seus dias de Primavera de Praga, uma referência ao levante contra forças exteriores de ocupação — no caso, os soviéticos na extinta Checoslováquia.

Quando diz “periferia”, Sérgio Vaz quer dizer os negros e pardos da periferia.

Eles estão em movimento. Estão inconformados. E tem pressa.

Quem vier fazer campanha aqui em 2014 deve trazer os assessores de educação, saúde e transportes. Mas não esqueça de trazer também os de igualdade racial. Vai fazer toda a diferença.

[O Viomundo não aceita patrocínios com o dinheiro público que poderia ser usado para construir creches na periferia. Conteúdo exclusivo como este é totalmente bancado pelas assinaturas de nossos leitores, a quem agradecemos de coração. Veja também as entrevistas do jurista Fabio Konder Comparato e a do antropólogo Alexandre Barbosa Pereira]

 

82 Comentários escrever comentário »

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Otto

19/01/2014 - 20h20

Que tal rolezinhos em exposições, museus e bibliotecas? Aí tem que se usar os neurônios…

Responder

Luca K

19/01/2014 - 19h01

@FrancoAtirador

Cara, não faz muito tempo, vc postou sobre Eugenia e agora o faz novamente, sempre de forma muito distorcida. Vc parece crer q eugenia eh coisa de branco racista e malvado…
Relaxa… pelo menos quanto aos brancos terríveis e malvados… é q nos principais países europeus, como França e UK, bem como nos EUA, em função da demonização da eugenia após a 2º guerra, o percentual de geneticistas e médicos q concorda com objetivos eugênicos, de acordo com uma pesquisa mundial conduzida entre 94-96, foi de menos de 35%.
Já na China, onde a ideologia do politicamente correto não manda, esse percentual eh de 100%!! Aliás, em 1994, a China passou a lei de eugenia.
Na Índia, nao exatamente uma terra de loiros de olhos azuis, o percentual de geneticistas e médicos q concorda com objetivos eugênicos eh de 87%!

Responder

    FrancoAtirador

    19/01/2014 - 22h41

    .
    .
    Trato aqui de todas as formas de discriminação social no Brasil,

    trazendo artigos de diversos pesquisadores das Ciências Sociais,

    especialmente antropólogos, sociólogos e historiadores.

    Aqui vai mais um estudo sobre higienismo social no Brasil:
    .
    .
    HIGIENISMO & EUGENIA

    Por José Rogério Beier (http://lattes.cnpq.br/2530280353519798)

    Sobre o assunto do higienismo e eugenia, estive relendo um livro intitulado Raça Pura, escrito pela historiadora Pietra Diwan e lançado em 2007 pela editora Contexto.

    Nele a autora mostra como a ciência e o poder podem se aliar e criar políticas preconceituosas, por vezes genocidas, que sob o discurso da diferença biológica separam sociedades em classes sociais e confinam os diferentes em guetos, sanatórios prisões e campos de trabalho forçado.

    Sobre a eugenia, a autora lembra que esta teve status de disciplina científica e visava implantar um método de seleção humana com base em premissas biológicas.

    Lembra que a história da eugenia pode se servir da metáfora da árvore e de seu paradigma: “uma árvore frondosa, repleta de galhos e folhas. Seu tronco é firme e grande.

    Nas raízes estão as disciplinas que servem para dar embasamento e estrutura a eugenia”.


    Árvore da Eugenia, imagem que servia como metáfora para os eugenistas e representava o símbolo máximo da evolução humana (pág. 15).

    Na imagem acima, Pietra Diwan comenta como esta árvore contém em si própria a concepção da eugenia, isto é, como ela própria diz: “o conhecimento científico se sobrepõe a experiência humana, as relações sociais determinadas pela história cumprem um papel secundário. É através das disciplinas dessa grande árvore que se pode conhecer e conduzir a vida, a experiência e a história”.

    Diwan ainda lembra que o higienismo e a eugenia nascem a partir de preocupações da comunidade médico-científica com os fenômenos ligados à população, tais como as epidemias, a miséria e o trabalho industrial, que acabaram criando novas estratégias de controle do corpo, que tratou de investir no corpo individual, de estimular a ingerência policial e médica na vida conjugal e sexual de cada um. A partir daí, criam-se políticas científicas que passarão a pensar nos males do corpo e suas soluções.

    Purificar a raça, aperfeiçoar o homem, evoluir a cada geração, ser saudável, belo e forte. Todas afirmativas estão contidas na concepção da eugenia. Competir e derrotar o mais fraco pela concorrência. A eugenia moderna nasce sob essas ideias e é marcadamente uma invenção burguesa gerada na Inglaterra industrial em crise.

    Ideais que remontam os padrões de beleza física da Grécia Antiga, tal como nos exemplos de força dos exércitos de Esparta. Pietra Diwan relembra o texto de Plutarco sobre o conjunto de leis de Licurgo no século VIII a.C. na qual aparece que todos os recém-nascidos eram examinados cuidadosamente por um conselho de anciãos e, se constatada anormalidade física, mental ou falta de robustez, ordenava-se o encaminhamento do bebê ao Apotetas para que fosse lançado de cima do monte Taigeto.

    Diwan trata as origens históricas e as discussões filosóficas com o correr dos séculos e lembra que, já no século XIX, a microbiologia ajudou a fundar o higienismo, com a finalidade de sanar as doenças e as epidemias. Descoberta pelo francês Louis Pasteur, a microbiologia também ajuda a fundar a saúde pública e a medicina social.

    O pasteurismo, tal como cunhado por André Pichot, biologizou a política quando passou a ditar as normas para solucionar doenças como a tuberculose, a sífilis ou a raiva.
    Como lembra Diwan, a vacinação obrigatória, os sanatórios de confinamento para quarentena e as regras higiênicas individuais e públicas eram algumas das normas que adquiriram mais e mais prestígio, na medida em que durante sua implantação, apresentavam resultados positivos.
    Mais do que um instrumento técnico para a cura de enfermidades, o higienismo fortaleceu a ordem social e política.

    Se o higienismo se apoia na microbiologia, o evolucionismo de Charles Darwin é um dos principais alicerces teóricos da eugenia.
    No século XIX, pouco depois da publicação de A Origem das Espécies, surgirá o que ficou conhecido como darwinismo social, que, dando voz aos argumentos de racistas e eugenistas estava alinhado com os princípios da burguesia industrial.
    Assim, “baseados na luta pela vida, na concorrência e na seleção, os caminhos para solucionar os problemas sociais deveriam visar ao triunfo do indivíduo superior para, depois, aperfeiçoá-lo em busca do super-homem”. Pietra Diwan aprofunda ainda mais sua análise e diz:

    “(…) Do ponto de vista social, a burguesia se inspirará na biologia e nas teorias incertas sobre hereditariedade para consolidar o poder econômico recém-conquistado, reabilitando o direito de sangue, não mais em seu aspecto religioso como a nobreza pregava até então, mas do ponto de vista biológico e científico. Os burgueses tornaram-se os mais capazes, os mais fortes, os mais inteligentes e os mais ricos. Será pela meritocracia que o mérito natural substituirá o sangue-azul. A superioridade hereditária burguesa fará contraponto também com a inferioridade operária e formará uma hierarquia social em que a aristocracia perderá sua primazia. O triunfo burguês afasta a nobreza e os pobres com o respaldo da ciência. A partir de então, além da raça, etnia e cultura se tornarão sinais da natureza que indicarão superioridade ou não, e tais sinais justificarão a dominação de um grupo sobre outro”. (pág. 32-33).
    “(…) Diante de um quadro social e político de crise [Inglaterra na segunda metade do século XIX], higienistas e eugenistas entram em ação para pensar o social e “testar” suas teorias. Higienistas pregam a higiene moral da sociedade. Não somente a saúde, mas também a conduta passa a ser objeto de estudo da higiene. Nessa perspectiva, a doença torna-se um problema econômico e requererá o isolamento e a exclusão dos menos adaptados.
    (…) As políticas de reformas urbanas e de educação moral higiênica não agradavam de modo algum a Francis Galton, o pai da eugenia, pois iam contra a lei da seleção natural. Melhorar as condições de vida do grupo de degenerados era o mesmo que incentivar a degeneração da “raça inglesa”. Londres tornou-se um mau exemplo de vida social e disciplina. Ali morava todo o resíduo social, a escória, a multidão fora da norma. Uma ameaça ao desenvolvimento econômico e humano.
    Mesmo com o surgimento das workhouses, instituição estatal que empregava “desocupados” provisoriamente até a reintrodução ao mundo do trabalho, o assistencialismo era muito mal visto. Até mesmo casas de caridade eram desqualificadas e consideradas uma muleta para aqueles “vagabundos” vistos como um “fardo social”. A partir desse ponto de vista sobre a multidão que estava fora da vida regulada pelo trabalho foram elaboradas soluções mais radicais para o problema inglês: eliminar todos aqueles que contribuíam para a degeneração física e moral, impedindo-os de procriar ou de se perpetuar na sociedade. O medo crescente da multidão amotinada reclamando direitos e melhores condições de vida era uma ameaça à burguesia. Muitas das conquistas trabalhistas vieram dessas reivindicações [lembrar da entrevista do Antônio Cândido]. Nesse contexto surgiu o welfare state, a partir de pressões resultantes do crescimento capitalista que forçaram o Estado a se transformar estruturalmente para apoiar de maneira socioeconômica as demandas da população. Visava essencialmente criar organismos e serviços estatais de amparo aos indivíduos do corpus social.
    Para os eugenistas, o welfare state era antinatural, e permitir que o menos apto viva, através do assistencialismo, era considerado parasitismo. Nesse sentido, combater esse tipo de parasitismo era contribuir para o progresso da sociedade, já que, com a eliminação do fardo social que sobrecarrega o Estado, o progresso da civilização estaria garantido. Isso quer dizer que o grande impedimento para o sucesso da eugenia dependia de poupar o nascimento daqueles que invariavelmente viveriam sob a tutela do Estado, além de estimular os casamentos e a procriação daqueles que elevariam o conjunto da raça inglesa”. (pág. 36-37)

    Poderia continuar trazendo mais trechos do livro de Pietra Diwan por aqui, mas acho que o que já foi colocado é mais do que suficiente para o que foi proposto por este post, isto é, relacionar essas teorias do século XIX, com as medidas e políticas que vem sendo adotadas em São Paulo com cada vez mais frequência.

    Depois de ter lido até aqui, pense agora nas recentes proibições pretendidas ou levadas a cabo em São Paulo, lembre de como a polícia paulista vem perseguindo os moradores de rua e usuários de crack no centro da cidade, nas constantes e violentas desocupações tanto em prédios da capital como em terrenos ocupados (Pinheirinho).

    Pior que isso, pense agora na maneira como a população reagiu ao ver estas cenas e saber dessas proibições.

    Tente relembrar quantas vezes você já deve ter ouvido amigos e colegas dizendo que a solução para os problemas do Brasil era evitar que pobres (alguns frequentemente mencionam nordestinos, especialmente depois da segunda eleição de Lula e da primeira de Dilma) pudessem se reproduzir.

    Quantas vezes você já não ouviu alguém dizendo que o problema da miséria do Brasil está nos pobres que se multiplicam como coelhos e que o governo deveria pensar em programas de “planejamento familiar”, “controle de natalidade” para impedir que esses miseráveis continuem nascendo e gerando custos para a sociedade?

    Percebem como o higienismo e a eugenia não são coisas de um passado distante e estão presentes no seu dia-a-dia?

    (http://umhistoriador.wordpress.com/2012/08/12/politicas-higienistas-ocorrendo-a-todo-vapor-em-sao-paulo)
    .
    .
    Livro

    DIWAN, Pietra.
    “Raça Pura: uma história da eugenia no Brasil e no mundo”
    São Paulo: Contexto, 2007

    Boa Leitura!

FrancoAtirador

19/01/2014 - 16h24

.
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A Plebe já tem Pão.

Agora, quer Brioches!

Pode uma coisa dessas?
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Comida
(Arnaldo Antunes/Marcelo Fromer/Sérgio Britto)

Bebida é água.
Comida é pasto.
Você tem sede de que?
Você tem fome de que?
A gente não quer só comida,
A gente quer comida, diversão e arte.
A gente não quer só comida,
A gente quer saída para qualquer parte.
A gente não quer só comida,
A gente quer bebida, diversão, balé [rolé]
A gente não quer só comida,
A gente quer a vida como a vida quer.

Bebida é água.
Comida é pasto.
Você tem sede de que?
Você tem fome de que?
A gente não quer só comer,
A gente quer comer e quer fazer amor.
A gente não quer só comer,
A gente quer prazer pra aliviar a dor.
A gente não quer só dinheiro,
A gente quer dinheiro e felicidade.
A gente não quer só dinheiro,
A gente quer inteiro e não pela metade.

(http://www.youtube.com/watch?v=VvqyJdCz6cw)
.
.

Responder

    Helio Pereira

    19/01/2014 - 18h21

    Muito bom.
    Meus Parabéns.

José Carlos

19/01/2014 - 00h43

… achei sensacional, sem palavras … tenho bastante idade sempre fui de esquerda, tive muitos problemas, mas hoje sinto que meu país vai mudar … penso nas possibilidade de viver um pouco mais para ver este BRASIL como deve ser …

Responder

Bonifa

18/01/2014 - 18h44

Lindas garotas, estas da fotografia. A única coisa que tememos é qualquer traço de complexo de inferioridade que os jovens da nova periferia possam introjetar. Não vale a pena sentir qualquer inferioridade por ataques que partem do lixo social das elites. Estamos bem mais próximos do sonho de Darcy Ribeiro, que falava que quando o povo brasileiro pudesse se alimentar bem, escovar os dentes após as refeições e tratar adequadamente da saúde, iríamos ver brilhar o mais belo povo do mundo.

Responder

Luciana

18/01/2014 - 12h15

essa situação me lembra a sociedade criada no filme “O demolidor” com Stallone e Wesley Snap. A sociedade perfeita, limpa e pacífica da superfície escondia no subsolo uma sociedade marginalizada, que é claro, se organizou e subiu para “subverter” a sociedade perfeita. Citando George Orwel: Todos os bichos são iguais perante a lei, mas alguns bichos são mais iguais que os outros…

Responder

Roberta Ragi

18/01/2014 - 12h14

Azenha, meu caro, estou curtindo D+ o site, nessa discussão com o tema dos “rolezinhos”. Essa entrevista com o Sérgio Vaz tá muito legal. Vcs estão conseguindo produzir conteúdo alternativo, pra valer… Muito bom!

E viva a Cooperifa! Que a ‘meninada ainda tem o que cantar’! E melhor: ‘sorrindo, pra confundir o inimigo’!

Responder

FrancoAtirador

18/01/2014 - 02h59

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Mídia Patronal e espectadores da classe média ‘simpson’ unidos

para transformar a Primavera de Praga na Praga da Primavera…

Décadence, avec ou sans Élégance, Décadence…

“Les médias barbotent dans la servilité et le conformisme le plus méprisable;
les laquets de journalistes ne s’estiment assez respectueux qu’à plat ventre devant ceux qu’ils croient être grands.
Et les hommes politiques se livrent avec et les journalistes à des rites indignes d’une démocratie vivante.
Je parle de ce que j’entends aux nouvelles à la télé ou à la radio, de ce que je lis dans les journaux…
Si vous ne voyez pas à quoi je fais allusion, laissez-tomber, ce n’est pas grave, c’est que le conformisme est encore plus fort que je ne le pensais.
Avec la proximité des élections et la montée concomitante du crétinisme collectif, ce n’est d’ailleurs même plus le commencement de la décadence, c’est la décadence elle-même et même bien avancée.
Pour raconter la chute de l’empire romain il avait fallu plusieurs tomes.
Pour nous, un petit livre de poche suffira.
Peut-être même quelques feuillets dans un hebdo…
Ils ne mériteront pas plus.
Je vais relire le Discours de la Servitude Volontaire de La Boétie…”

(http://switchie5.wordpress.com/2004/03/04/conformisme-servilite-et-decadence)
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Responder

marta

18/01/2014 - 00h26

O que tenho lido sobre os “roles”é que se organizaram para bagunçar. Apoio a esquerda , por ter um ideal de igualdade mais relevante que da direita. Indignei-me com o julgamento de exceção feito pelo STF,onde condenou só o PT, engaventando ,as podridões bem maiores, dos politicos de direita (tucanalhada amiga). Vou votar na Dilma. Agora, não é por isso, que devo concordar que jovens , busquem sua inclusão na sociedade, através de badernas nos Shoppings. Já fui professora de periferia e sei do que são capazes um grupo de 40 adolescentes numa sala de aula quando querem aparecer, fazendo badernas. Imaginem uns 500, ou mais e num espaço maior! Temos que concordar que nossos jovens, independente de cor ou classe social ,atualmente não têm limites. Quando resolvem fazer da mesa de aula, bateria de banda e das réguas e canetas instrumentos de batucada (isso ainda, encarando o professor) ningúem os segura. Hoje em dia é assim, a lei que os protege, no desejo de evitar a opressão, tornou-se unilateral, levando aos extremos da permissividade. Queixam-se que lhes falta educação , mas no fundo, querem mesmo é que tudo continue como está, para terem o rótulo de coitadinhos, excluídos e oprimidos, qualidades que lhes dão direitos exacerbados e os isentam de culpas. Que entrem nos shoppings, aproveitem suas benesses, mas que façam isso com educação e sem afrontas. Tenho certeza que não os excluirão. Adorei a entrevista com o poeta e a “Cooperifa”. A arte estimula a educação.

Responder

    Gabriel

    18/01/2014 - 02h34

    É que a escola hoje é uma droga. É muito fácil partir do princípio que a escola é perfeita é que todo o problema vem da falta de educação dos jovens.

lukas

17/01/2014 - 21h49

Todo mundo fala sobre o rolezinho menos os rolezeiros. Viomundo já entrevistou todos os intelectuais de esquerda excitados que acham que a revolução finalmente começou, menos os garotos do suburbio.
Pode ser preconceito ou medo de descobrir que o rolê é só pra pegar a mulherada.

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    17/01/2014 - 22h27

    O mito dos superpoderes sexuais dos negros é antigo. E racista. Durante a Inglaterra vitoriana, assombrava os britânicos que matavam, exploravam e escorraçavam os africanos como se fossem bichos. Não estranho que um negro pobre “pegar mulherada” seja visto hoje como ameaça em potencial, especialmente onde ele “não pertence”. Não há crime em tentar namorar. Ainda.

    Gersier

    18/01/2014 - 12h09

    Azenha,não perca seu tempo com esse sujeito.Esse cara deve ser um daqueles alienados metidos a intelectual que mal sabe o comprimento das suas orelhas.Outra hipótese possível é que seja um bate pau abestalhado do pessoal emplumado,babacão tipo ra’s,noblat,etc que não tem nem a altivez de um cão vira lata,porque esse não põe o rabo entre as pernas mostrando submissão ao patrão.

    Lukas

    18/01/2014 - 12h41

    Azenha, tenha a decência de não colocar palavras na minha boca. Todos os rolezeiros são negros? NÃO!!! Todos os rolezeiros são ADOLESCENTES e estes sim, estão interessados em PEGAR A MULHERADA.

    Mesmo que os rolezeiros fosse todos negros (e não são)e adolescentes (e são), você poderia entender a minha afirmação que querem pegar a mulherada por eu achar que isto é coisa de negro( o que não é verdade) ou que é coisa de adolescente ( o que é verdade). Você escolheu ver pelo lado do racismo.

    Isto diz muito dos dias atuais e de como intelectuais brancos, de classe média e de esquerda estão querendo usar os rolezeiros para seus fins (eleitorais ou não).

    Aguardo uma entrevista HONESTA com os rolezeiros (não vale pinçar no meio de milhares um dos poucos politizados só para confirmar uma tese).

    Luiz Carlos Azenha

    18/01/2014 - 12h46

    A presença de jovens negros e pardos “fora de seu lugar” assusta a classe média branca, inclusive quando só querem namorar: é a ameaça imaginária dos predadores sexuais. A mesma que tirava o sono dos britânicos na África. Fico esperando vc escolher o rolezeiro a ser entrevistado. abs

    Lukas

    18/01/2014 - 12h47

    Ao Gersier, lembre-se que sempre vale mais a pena perder tempo com quem não concorda com a gente. Qual a graça de falar com o espelho?

    Qual a importância de falar só com os convertidos?

    Lukas

    18/01/2014 - 12h49

    Os encontros são marcados pelo FACEBOOK. Escolha um dos organizadores.

    FrancoAtirador

    18/01/2014 - 17h49

    .
    .
    Trollagem: Tergiversar para confundir

    O Lukas tenta esconder o racismo,

    mas não consegue ocultar o sexismo,

    pois não considera que AS adolescentes

    têm participação ativa nos rolezinhos.

    Aliás, a maioria dos racistas é machista,

    sexista, androcêntrica e, no extremo do ódio

    e do desprezo, misógina e homofóbica.

    (http://pt.wikipedia.org/wiki/Androcentrismo)
    (http://pt.wikipedia.org/wiki/Machismo)
    (http://pt.wikipedia.org/wiki/Sexismo)
    (http://pt.wikipedia.org/wiki/Homofobia)
    (http://pt.wikipedia.org/wiki/Misoginia)
    .
    .

    FrancoAtirador

    18/01/2014 - 18h10

    .
    .
    A ministra Luiza Bairros, da SEPPIR, é chamada de ‘anta':
    o tratamento dispensado à face negra e feminina da política

    Por Blogueiras Negras


    Jornal Metro, 17/1, coluna de Cláudio Humberto.
    Edição de Brasília, página 04.

    Cécile Kyenge, Christiane Taubira e agora Luiza Bairros.

    Ministras de estado atacadas em sua humanidade pela comunhão estreita entre o racismo, o sexismo e a sensação de impunidade.

    Mulheres que se recusaram a permanecer no lugar que lhes é destinado pela branquitude abjeta que, atônita, reage por meio de xingamentos.

    A primeira e a segunda foram chamadas de ‘macacas’.

    Por aqui o xingamento foi outro, dessa vez somos comparadas a uma anta, porque a ministra expressou a opinião de que os jovens do rolezinho também são vítimas de racismo.

    O sujeito da agressão é Cláudio Humberto, colunista do Jornal Metro, que se sentiu confortável o bastante para chamar uma ministra de estado de anta ao mesmo tempo que defende a tese de que não existiriam brancos no país.
    O que está subjacente a essa mensagem é a de que se não existem brancos, não é possível existir racismo.
    Obviamente o tiro saiu pela culatra pois a publicação do texto em si e o xingamento são expressões de uma branquitude acrítica e despreparada para lidar com as questões raciais e que ainda se fia na impunidade para expressar suas contradições e excrecências.

    É assim que o tratamento desigual dispensado a negras e negros funciona, à vontade e à luz do dia e da escrita.
    É por isso que trabalhamos para que ele seja denunciado e portanto combatido.
    Nós, um coletivo de mulheres negras de pena e teclado, repudiamos o tratamento dispensado à face negra e feminina da política.
    Toda vez que uma de nós chega ao poder, chegamos todas.
    Toda vez que uma de nós é atacada e desumanizada, somos todas. Não iremos nos calar diante desse impropério que expõe ainda mais o fato de o racismo ser uma questão estrutural de nossa sociedade, ainda afeita a comportamentos escravocratas.

    O respeito à liberdade de pensamento e a imunidade de crítica não devem ser usados para defender a ideia de que o racismo é apenas uma opinião.

    A herança racista de um país que se diz democrático está posta, nós a sentimos na pele todos os dias quando não acessamos a universidade, quando recebemos tratamento conveniente em função do racismo institucional e quando fazemos sua denúncia, assim como o fez a ministra Luíza Bairros.
    Estamos falando de uma realidade muito palpável, inclusive estatisticamente.

    Assim, acreditamos que o autor da fala e os jornais que publicaram e republicaram o texto devem ser devidamente responsabilizados pela declaração, se não judicialmente, que sejam rechaçados publicamente.

    Independente da tipificação legal de crime, ética e moralmente, comete-se um delito ao desqualificar a fala de uma chefe de estado a partir da percepção de uma suposta e erroneamente presumida incapacidade apenas pelo fato de ser mulher e negra.
    Será que o articulista teria chamado de “anta” um político homem e branco que tivesse a mesma opinião?

    (http://blogueirasnegras.org/2014/01/17/a-ministra-luiza-bairros-e-chamada-de-anta/comment-page-1)
    .
    .

    Lukas

    19/01/2014 - 11h14

    FRANCO ATIRADOR, por higiene me prometi nunca responder aos seus comentários, mas fazer o que, né…

    Só não falei sobre as rolezeiras por respeito. Mas elas também vão para pegar a homezaiada. Se um cara beija 17 meninas num rolezinho, as meninas tem que estar lá para isto também, é lógico.

    Como aliás faz a elite branca, racista, de olhos azuis e paulista que vai para o carnaval de Salvador. Homens e mulheres vão para lá para passar o rodo.

    Jovens da periferia e da “elite” (homens e mulheres) são iguais: querem festa e beijar muito…

    Agora, hora do banho.

    FrancoAtirador

    19/01/2014 - 15h18

    .
    .
    Limpinhos e cheirosos vêm limpar e branquear o Viomundo.

    Lambedores de sabão dos Civita, dos Frias e dos Marinho.

    “Fariseu cego!
    Limpa primeiro o interior do copo e do prato,
    para que também o exterior fique limpo.”
    Mateus 23:26

    (http://www.bibliaonline.com.br/acf/mt/23)
    .
    .

    FrancoAtirador

    19/01/2014 - 18h01

    .
    .
    HIGIENISMO & EUGENIA

    Livro

    DIWAN, Pietra.
    “Raça Pura: uma história da eugenia no Brasil e no mundo”
    São Paulo: Contexto, 2007

    (http://umhistoriador.wordpress.com/2012/08/12/politicas-higienistas-ocorrendo-a-todo-vapor-em-sao-paulo)

Lurdinha Rodrigues

17/01/2014 - 20h53

Parabéns pela matéria aqui explicada e bem verdadeira sobre a realidade do tratamento de nossa gente.
País maravilhoso, povo,bom, miscigenado, caldeirão de todas as raças que precisa simplesmente mexer os sentimentos, a dignidade e sair da zona de conforto e concordar que todos temos os mesmos direitos.
Os mais velhos mais rápido que os mais novos, pois já lutaram para chegar ali
No entanto eliminar o direito, o sentimento e a vontade de qualquer jovem poder ter, ser e vencer é um ato no mínimo covarde.
Aos jovens do movimento revolucionário o sentimento de quem é verdadeiramente filho de Deus é apoiar, ajudar, participar e reconhecer que todos necessitam, e merecem oportunidades.
Marchem com a cabeça erguida, felizes, sorrindo e sem qualquer tipo de impaciência ou violência, pois este Pais Brasil é Nosso, Seu, Meu e de nossos futuros filhos e netos.
Deus abençoe esta nova caminhada colocando no coração de vocês a porta e o caminho obrigatório da escola, pois quero poder ser convidada,para suas formaturas belos jovens do meu Brasil.

Responder

renato

17/01/2014 - 18h52

Neste ano eu quero paz no meu coração
quem quiser ter um amigo.. que me de a mão
o tempo passa e com ele caminhamos todos juntos
sem parar, nossos passos pelo chão… vão ficar
marcas do que se foi,.. sonhos que vamos ter
cada dia nasce novo em cada amanhecer..
lá lá lá lá lá
Lu lu lu lu lu
lula lá venha ver seu amigo….Lula lá lá.
eh e eh….
Meu POVO..Tem gente colhendo o que plantou
e esta muito feliz…
E está por aí.

Responder

Gabriel

17/01/2014 - 18h41

Sobre a questão do consumo eu acho básico o cara querer e ter uma calça jeans, um bom tênis, relógio, celular, computador e banda larga, carro (se quiser), acho normal querer comer bem,querer ter uma boa casa (com espaço e devidamente mobiliada),e outras coisas mais, não acho consumismo, acho o mínimo que a pessoa pode ter e não exclui o cultural, o intelectual. A periferia tem que ter o direito de consumir sim senhor, tem que ser integrada plenamente ao mercado de consumo, pau a pau com as outras classes.Isso é cidadania econômica. Isso não exclui a educação, a cultura, a arte, etc. Uma coisa caminha junto à outra. É um ruim quando essa discussão descamba para a idéia de que antes de ter acesso ao consumo o cidadão tem que se interessar pela arte, etc.

Responder

Getulio

17/01/2014 - 18h26

Dizem que o gigante acordou nas passeatas de junho/13; pura mentira, enganação besta querendo nos iludir. O gigante (povo), sempre esteve acordado em plena vitalidade, faltava quem registrasse seus passos.

Responder

Arminda

17/01/2014 - 18h08

Tentativa de alavancar de novo as marchas coxinhas, junto com a direita mais reaça, sob pretexto de revolta social justificada – quando sabemos que é induzida e milimetricamente planejada. Tudo ganha dimensões e interpretações ‘sui generis’ e amplificação máxima quando é pra tentar fazer ‘primavera árabe’ (e não de Praga, como dizem aqui) em um país que justamente agora começa a melhorar a passos largos. Caso se multipliquem os rolezinhos em shopping e afetem aquele comércio, haverá milhares de desempregados de classe baixa e média baixa, o que é no mínimo um tiro no pé e uma anti-bandeira social. Adelante! Vale tudo pra tentar derrubar o PT, até se juntar à Catanhedes e Mervais e induzir luta de classes como suposta forma de atuação política democrática.

Responder

Lafaiete de Souza Spínola

17/01/2014 - 18h04

PARABÉNS AO AZENHA POR ESSA ENTREVISTA COM O POETA SÉRGIO VAZ!

Você notou qual o assunto mais importante para esse poeta que conhece a periferia?

“O drama maior é a educação! O moleque, no 2° e 3° colegial, sem saber ler nem escrever”!

“A escola pública mata o seu sonho! Finge que ensina e finge que se aprende”!

Está com toda razão quando diz: “Acabar com essa de esperar líderes para resolver nossos problemas; deixar de transferir a responsabilidade para líderes”!

Primeira citação: “Somos jovens que não temos educação”!

Noto que essa minha publicação, UM PROJETO PARA A EDUCAÇÃO NO BRASIL, cai como uma luva nessa entrevista.

Quando vamos dar mais atenção ao tema?

VOTEI DUAS VEZES NO LULA, UMA VEZ NA DILMA. NÃO ESTOU SATISFEITO!
O BOLSA FAMÍLIA RECEBI COMO UMA NECESSIDADE EMERGENCIAL! FIQUEI AGUARDANDO QUE SE INVESTISSE NA EDUCAÇÃO COMO PRIORIDADE NACIONAL. CONTINUO ESPERANDO!

Vejamos: O FHC deixou o governo com um mísero investimento de 3.8%, na educação básica. Hoje, depois desses 12 anos, o investimento chegou a um pífio patamar de 5%.

Quanto estaríamos investindo, em 2014, caso, após 2002, esse investimento fosse incrementado 1% ao ano? Diante disso, passo a considerar o bolsa família como uma esmola. O nosso povo, a nossa juventude pobre, necessita muito mais. Necessita de educação!

A carta ao povo brasileiro está sendo cumprida! Estamos gastando cerca de 50% do orçamento com a dívida pública!

O PT É O RETRATO DESSA SOCIEDADE CONFUSA E SEM RUMO. TODOS DISCUTEM AS MAZELAS, MAS NÃO APRESENTAM UM PROJETO DE PAÍS. E QUALQUER PALPITE QUE NÃO PASSE PELA EDUCAÇÃO SERÁ APENAS MAIS UM! ENTRE MUITOS DOS MANIFESTANTES DE JUNHO E OS ATUAIS “ROLEZINHOS TEMOS MUITAS COISAS EM COMUM: AQUELES QUE NÃO PRATICAVAM VANDALISMO, MUITOS PORTAVAM FAIXAS EXIGINDO EDUCAÇÃO. ESSA NECESSIDADE SERÁ SENTIDA MAIS TARDE POR ESSA GERAÇÃO DE ADOLECENTES. SÓ A EDUCAÇÃO NÃO VAI RESOLVER AS NOSSAS MAZELAS, MAS É A BASE PARA O NOSSO FUTURO! SEM ELA, NÃO TEREMOS FUTURO ECONÔMICO E SOCIAL!

Às potências do NORTE, é preferível que o Brasil cresça o suficiente para garantir um fornecimento de matérias primas, aqui exploradas, e um mercado razoável para escoar seus produtos industrializados. Não interessa que nossa educação chegue a um patamar tão elevado, que permita o desenvolvimento de tecnologia própria e, em consequência, passarmos de importadores a competidores.

Temos como exemplos: No passado, a luta pelo PETRÓLEO e, muito recentemente, as sabotagens verificadas na base de ALCÂNTARA que explodiu, matando mais de 20 cientistas e engenheiros de ponta, impossibilitando o envio de satélites de telecomunicações com foguetes nacionais. A própria Embratel que já engatinhava nos projetos de satélites foi vendida. Por que toda essa desnacionalização?

UMA MODESTA SUGESTÃO PARA A PRESIDENTA DILMA:

UM PROJETO PARA A EDUCAÇÃO NO BRASIL.
Vamos dar andamento ao legado que o Darcy Ribeiro nos deixou!

A verdade mostra que a nossa educação é, faz décadas, pífia! O Brasil necessita de uma escola pública, em tempo integral, de qualidade que permita fornecer o básico às nossas crianças, para que elas se encaixem nesse mundo que se descortina.

O caminho para resolver os problemas estruturais e amenizar as injustiças sociais do Brasil está, basicamente, atrelado à EDUCAÇÃO. Precisamos, com urgência, investir, pelo menos 15% do PIB no orçamento da educação. Deve ser disponibilizada escola com tempo integral às nossas crianças, oferecendo, com qualidade: o café da manhã, o almoço, a janta, esporte e transporte, nas cidades e no campo. Como é uma medida prioritária, inicialmente, faz-se necessária uma mobilização nacional. Podemos, por certo tempo, solicitar o engajamento laico das Igrejas, das associações, dos sindicatos e das nossas Forças Armadas (guerra contra o analfabetismo e o atraso) para essa grande empreitada inicial.

A construção civil deve ser acionada para a construção de escolas de alta qualidade, com quadras esportivas, espaços culturais, áreas de refeição e cozinhas bem equipadas etc. Tudo isso exigindo qualidade, porém sem luxo.
Durante o período de mobilização, concomitantemente, o governo deve investir na preparação de professores para atender à grande demanda. Como esse projeto é de prioridade nacional, os recursos deverão vir, entre outros: de uma nova redistribuição da nossa arrecadação; de uma auditoria da dívida pública; da inclusão do bolsa família; de uma CPMF exclusiva para a educação etc.

Para o início dessa grande mobilização, sugiro que se invista cerca de 40% das nossas reservas na construção desses centros educacionais e no preparo dos professores. Alerto: sem a federalização da educação pública esse projeto não terá sucesso!

Não temos tempo para ficar aguardando a época do pré-sal

Observações e consequências previsíveis:

1. O tráfico perderá sua grande fonte de recrutamento, pois todas as crianças estarão, obrigatoriamente, em tempo integral, das 07 às 19 horas, na escola. Passam a ser desnecessários tantos investimentos em presídios e no efetivo policial. É uma fonte de recursos que migrará para a educação.

2. Para aqueles adolescentes que já participam de contravenções graves, podem ser planejadas escolas albergues, dando mais ênfase ao esporte e à cultura.

3. A saúde pública será, também, uma grande beneficiária, pois teremos crianças bem alimentadas, sinônimo de saúde para elas e seus pais. Toda escola deverá ter um posto de saúde.

4. O setor financeiro deve entender que isso levará o país, em médio prazo, a outro nível de bem estar. Não podemos continuar incrementando a dívida publica em detrimento da educação.

5. A federalização da educação é uma necessidade. A educação deve ter o mesmo nível em todo país. A edição de livros em escala, por exemplo, proporcionará a diminuição de custos.

6. Fiscalização rigorosa, prevista em lei, controlada pela sociedade; com a participação de: pais, professores e sindicatos, com poderes e recursos para denunciar erros, desvios de verba e de rumo etc.

7. Recursos adicionais: os pais pagarão 5% do salário / entradas pela mensalidade de cada filho matriculado. Isso é muito menos do que arcam, hoje, nas escolas particulares que, na sua maioria, não adotam o tempo integral.

8. O pequeno agricultor terá prioridade no fornecimento dos produtos alimentícios dessas escolas.
Surgirá, então, um mercado pujante, nesse vasto Brasil, aumentando nosso mercado interno. Tornando-se, também, numa importante política para manter o homem no campo. A formação de pequenas cooperativas agrícolas deve ser incentivada para permitir a aquisição de maquinário destinado ao cultivo da terra, armazenagem da colheita e entrega dos produtos nas escolas.

9. A EMBRAPA deverá receber recursos adicionais para dar todo apoio a essa gente do campo, aproveitando para ensinar como praticar uma agricultura sustentável e como cuidar das matas ciliares. As escolas estabelecidas no campo devem ter no currículo aulas teóricas e práticas de como recuperar as áreas degradadas.
O governo, por intermédio da Embrapa, fornecerá mudas e orientação de como proceder. As escolas localizadas dentro do perímetro urbano adotariam a sistemática de, periodicamente, participar, em conjunto com suas irmãs do campo, de mutirões para recuperar áreas degradadas. Isso proporcionaria uma maior integração da cidade com o campo. As crianças da cidade não ficariam tão alienadas, quanto à vida do interior.

10. O Brasil deixará de ser, apenas, um país exportador de “produtos primários”. No campo da agricultura, teremos uma maior diversidade e qualidade.

11. Nossa indústria crescerá, em função do mercado interno e da exportação de produtos com melhor qualidade.

12. O futuro da energia: Pequenas usinas de energia solar, eólicas e hidroelétricas devem proliferar para atender às novas exigências dessas escolas e dos pequenos agricultores. A sobra dessa energia será integrada à rede nacional, evitando apagões.

13. A energia nuclear, ainda, é cara e perigosa. Devemos pesquisá-la.

14. Outras fontes de energia, como a eólica, a solar e a biomassa poderão aumentar a nossa independência.

15. A devastação da Amazônia: Precisamos desenvolver tecnologia para multiplicar as cabeças de boi por metro quadrado. Um povo educado e culto saberá combinar o desenvolvimento com a preservação ambiental.

16. Os psicopatas, sempre olham o presente; não se importam com o futuro! Estudos bem elaborados confirmam que no meio da sociedade há cerca de 3% a 5% dessa praga. Num país com uma população de 200 milhões, temos, assim, pelo menos, 6 milhões praticando todo tipo de ato daninho à sociedade; inclusive contra a educação. Quanto mais permissivo o ambiente, mais esses traficantes, corruptos e lavadores de dinheiro atuam. Com um povo educado essa gente não desaparece, porém o grau de atividade será bem menor. Eles estarão, com certeza, na linha de frente, em oposição a um plano como este!

17. Para alcançarmos tudo isso, vamos necessitar, possivelmente, de uma nova forma de fazer política: mandato único em todos os níveis, partidos sem caciques, país unitário (seria o ideal), lei única, câmara única e, consequentemente, deputados estaduais e vereadores só para a fiscalização. Os incomodados dirão: Que blasfêmia! Quem não dá a devida atenção à educação, deseja o status quo.

18. A nossa federação tem sido o berço esplêndido dos caciques, dos modernos coronéis, alojamento de mafiosos, fonte das guerras fiscais e muitas outras mazelas. Dentro desse quadro federativo a educação, praticamente, não terá guarida. Temos cerca de 2600 municípios com menos de 10000 habitantes. Quase todos sem arrecadação, vivendo do FPM para manter salários de prefeitos, vereadores e secretários. Nada sobra para a educação! Os caciques adoram essa estrutura. São verdadeiros currais eleitorais! É um coronelismo disfarçado!

19. Com um projeto como esse, as nossas Forças Armadas repensariam seus projetos de importação, voltando sua atenção para o desenvolvimento tecnológico próprio. Não temos ameaças de vizinhos.
Importar tecnologia militar de ponta é dar continuidade à nossa dependência. Um alto índice de educação será a base da nossa segurança. Daqui, sairão nossos pesquisadores, jovens que dedicarão seu tempo ao estudo, sem tempo para os desvios e vícios dessa sociedade doentia. Jovens que terão orgulho do pedaço de torrão onde nasceram e daqueles que pensaram neles. Jovens que não irão para as ruas queimar a bandeira do seu país e praticar todo tipo de vandalismo, como forma de protesto. Só assim, seremos um país forte e solidário. Isso é utopia? Para quem não pensa em tal futuro, sim.

20. Essa escola deve acolher as crianças a partir dos 04 anos de idade com o objetivo de termos um bom nivelamento. Poucos são os pais, dentro dessa vida estressante, que têm condições de educar seus filhos durante os 04 aos 07 anos. Há uma tendência de deixarem essas crianças na frente da televisão, mesmo quando sob o cuidado de algum adulto. Dentro da classe média isso acontece, também. Pense que alternativa sobra para as camadas menos favorecidas! Há estudos que comprovam ser essa faixa etária a mais importante como base para o aprendizado futuro. As atuais escolas de pequeno porte serão reformadas e usadas como creches.

21. Lendo um artigo sobre a escola na China, chamou-me à atenção o fato de 02 crianças; filhas de brasileiros, que lá estão estudando; externarem o desejo de retornar à escola brasileira, alegando que a professora, no Brasil, passava uma folha para o dever de casa e que na escola chinesa ela recebia quatro folhas, com a obrigação de entregar o trabalho de casa totalmente feito.
Para as crianças chinesas, aquele procedimento era normal. Elas não cresceram sentadas ou deitadas no sofá, só vendo desenhos animados e novelas. Já morei num condomínio, com 108 apartamentos, onde havia uma quadra de futsal que, praticamente, não era usada.
Nos fins de semana, quando encontrava um menino solitário no playground e perguntava onde estavam os coleguinhas que não desciam para brincar um pouco; a resposta não era que estavam estudando e sim que a meninada gostava mesmo era do videogame, estavam jogando, por isso não desciam. É por isso que o entrevistador obteve aquela resposta na China.

22. Há um programa internacional de avaliação de estudantes (PISA), no qual, em teste recente, entre 65 participantes, o Brasil obteve o desagradável 54° lugar. A China, representada por Xangai, foi a primeira colocada. Existe um projeto para expandir o sistema adotado na grande Xangai, com cerca de 20 milhões de habitantes, para todo país. É, apenas, um exemplo, mas precisamos saber o que acontece no mundo para facilitar imitar o lado bom e evitarmos o negativo.

Responder

Rose Dorea

17/01/2014 - 16h58

Ai poucas vezes ouvi alguém descrever a ( PERIFERIA) com tanta clareza e verdade! É uma honra fazer parte de um projeto que você criou!!!!!! Uh Uh Uh!!! SERGIO VAZ

Responder

Rose Dorea

17/01/2014 - 15h48

Estou sem palavras!

Poucas vezes vi alguém descrever a periferia, com tanta clareza e verdade” Ai Poeta é uma honra fazer parte de um projeto que você é o criador e ter você como meu espelho. Uh Uh Uh!! SERGIO VAZ

Responder

Mauro

17/01/2014 - 15h37

Na verdade, a conduta dos shopping centers de impedir algumas pessoas de entrarem nos mesmos fazendo uma “triagem” de possíveis compradores ou fregueses é uma conduta criminosa devidamente tipificada.
Com efeito, a LEI Nº 8.137, DE 27 DE DEZEMBRO DE 1990, em seu art. 7º, I, dispõe que “Constitui crime contra as relações de consumo favorecer ou preferir, sem justa causa, comprador ou freguês, ressalvados os sistemas de entrega ao consumo por intermédio de distribuidores ou revendedores.
Essa norma visa evitar que no Brasil se instaure o apartheid, caso contrário, os empresários poderiam escolher perfeitamente escolher: não vendo para negro, para pobre etc.

Responder

Fernando

17/01/2014 - 15h32

Por enquanto todos progressistas apoiam o rolezinho, mas é só aparecer uma crítica contra a Dilma ou o Haddad que esses jovens serão tachados de coxinhas.

Responder

    Yacov

    17/01/2014 - 16h55

    Olhaí a burguesia já planejando comprar/cooptar o ‘rolezinho’ para usar como massa de manobra contra a DILMA … Eles nem disfarçam suas intenções peçonhentas. Esses coxinhas ricos e seus lacaios abestados são um PORRE !!! VIVA O ROLEZINHO !! ABAIXO OS COXINHA$ !!!

    ANOS tuKKKânus LEWINSKYânus NUNCA MAIS !!! NO PASSARÁN !! VIVA GENOÍNO !! VIVA ZÈ DIRCEU !! VIVA A LIBERDADE, A DEMOCRACIA E A LEGALIDADE !! VIVA LULA !! VIVA DILMA !! VIVA O PT !! VIVA O BRASIL SOBERANO !! LIBERDADE PARA JULIAN ASSANGE, BRADLEY MANNING E EDWARD SNOWDEN JÁ !! FORA YOANI e MÉDICOS COXINHAS !! ABAIXO A DITADURA DO STF DE 4 PARA A GLOBO !! ABAIXO A GRANDE MÍDIA CORPORATIVA, SEU DEUS ‘MERCADO’, LACAIOS & ASSECLAS !! CPI DA PRIVATARIA TUCANA, JÁ !! LEI DE MÍDIAS, JÁ !! “O BRASIL PARA TODOS não passa no SISTEMA gloBBBo de SONEGAÇÃO – O que passa SISTEMA gloBBBo de SONEGAÇÃO é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”

    Fabio Sp

    17/01/2014 - 18h26

    Dá uma lida no que o Mino Carta diz dos rolezinhos…

    Mauro Bento

    17/01/2014 - 23h42

    Essa visão do tipo:
    –Ou Dilma(PT) ou nada.
    –Tudo pela Dilma(PT).
    –Só a Dilma(PT) nos salvará.
    Empobrece muito a reflexão política,assemelhando-se a torcida de futebol ou culto religioso.
    Política é a discussão de ideais e propostas para a realidade.
    Cultos a partidos e ou personalidades históricamente não resultam em exitos sociais transformadores e permanentes.
    Não basta escolher uma proposta política, é necessário construí-la cotidianamente através do debate de idéias.

carlos quintela

17/01/2014 - 14h29

E ninguem teve ainda a ideia de fazer o jogo do rolezinho…

Responder

Urbano

17/01/2014 - 13h12

Só li até onde foi citado o conterrâneo de sarna, exatamente pela súbita ânsia de vômito. Aproveito para avisar ao amigo desenvolvedor desse belo trabalho da OLP-BR, que o espantalho não é digno de ser citado por ele, até porque o mesmo é um ferrenho adversário dos quatro pês.

Responder

Maria das Graças

17/01/2014 - 12h53

É o oportunismo e a cara-de-pau da esquerda, de politizar uma modinha juvenil e acabar com a alegria da garotada.

“Marquei (o rolezinho) pra conhecer pessoas novas e tô com medo, não quero confusão.” Caique Ramos, de 15 anos, organizador de um rolezinho marcado para fevereiro

Parabéns aos envolvidos!

Responder

fagner pavan

17/01/2014 - 12h15

Puxa vida, tá todo mundo com a mascara da hipocrisia perguntando porque essa mulekada não vai a um museu, a uma biblioteca, a ver uma peça de teatro, no litoral para limpar as praias, nos hospitais públicos para doar sangue, nas periferias da cidade para um mutirão preventivo contra as enchentes, ler um bom livro em vez de invadir os shoppings dessa cidade? Sabe porque eles não vão a nenhum desses lugares culturais, porque ele aprendeu que o verdadeiro Capital Simbólico não é a cultura e a educação, muito menos ajudar o próximo, coisas que nunca tiveram valor nessa sociedade e nesse país. Isso não o faz ser reconhecido como gente, como cidadão, porque a própria classe media e a nova classe media, e mesmo a nossa Elite nunca ocupou esses lugares, sim estão todas nesses grande templo Ocos de Consumo. Eles só querem fazer o que a maioria faz, eles tem esse direito. Porque, claro, é muito mais fácil trabalhar 30 dias e gastar todo o seu dinheirinho numa calça levis 301, num tenis nike, celularzinho ultimo modelo para se sentir incluído, do que construir inteligência, e cultura, isso sim é muito mais dificil, isso sim dá muuuiiito mais trabalho e quase nada reconhecido. Faço uma pergunta: quantas vezes em 2013 vcs foram ao museu, a uma biblioteca, a ver uma peça de teatro, no litoral para limpar as praias, nos hospitais públicos para doar sangue, nas periferias da cidade para um mutirão preventivo contra as enchentes, ler um bom livro, quantas vezes fizeram isso??? Garanto a vcs se essa fosse a moda, se isso fosse o verdadeiro Capital Simbólico , moral e ético dessa sociedade eles não estariam metidos no meio desses paraíso de consumo. Sobre a nossa querida elite o FHC tem razão, nunca na história desse país, nunca tivemos uma elite pensante que trouxessem consigo um projeto de nação, destinado a integrar nos direitos, na cidadania ou sequer no consumo os milhões de despossuídos. Ao longo de séculos boa parte delas contentaram-se em intermediar negócios com os países mais ricos e levar sua parte, e a polícia que se vire para segurar a massa mulata e preta das periferias paupérrimas. Sempre foi assim.

Responder

Adilson

17/01/2014 - 12h07

Azenha,

Eis a piada pronta: “A casa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, localizada na MI 6, no Lago Norte, área nobre de Brasília, foi assaltada por volta das 18h30 desta quinta-feira (16). Dois adolescentes são suspeitos do roubo. Eles levaram, pelo menos, equipamentos da academia de ginástica do ministro.” Direto do blog do Sombra – eis o link: http://www.edsonsombra.com.br/post/casa-do-ministro-gilmar-mendes-e-assaltada

Responder

Alexandre Maruca

17/01/2014 - 11h47

Maravilhoso Azenha, muito bom

Responder

henrique de oliveira

17/01/2014 - 11h28

O problema das elites vagabundas e do pig é que eles não conseguem alistar essa turma da periferia para fazer o serviço sujo e anti patriota dos coxinhas dos black bostas e nem o mpl consegue fazer essa turma do rolezinho ser massa de manobra das suas vontades.
São da periferia mas não são mais os idiotas que eles pensavam.

Responder

    marisa

    17/01/2014 - 15h13

    Infelizmente isso não é verdade. Há vendidos por todos os lados. Temos que tentar fazer com que esses jovens compreendam sua própria situação e consigam de fato lutar por coisas melhores, espaços de lazer, esporte, cultura, educação, enfim, tudo o que lhes é negado. Na verdade, ricos e pobres, classe média e classe baixa, estão todos, envolvidos por essa grande vitrine de ilusão que é o consumo fácil de marcas. Fico tristíssima com os rolezinhos e suas justificativas, não porque são conscientemente a voz dos excluídos, eles nem se sentem excluídos. Acham que por terem 2 ou três tênis de marca e vestirem camisetas de grife estão abafando, conquistando as “mina”. Seria bom que, além dessa mídia monstruosa que impõem essa visão idiota de mundo, ouvissem outros discursos. Aliás, boa parte não suporta a esquerda, porque é claro, defendem o que assistem na TV, o poder da direita. É preciso que a sociedade comece a se preocupar com os valores que estão disseminando, porque é isso aí….Todo mundo quer ser feliz, e segundo a mídia, a felicidade está nos Shoppings….
    Abraços.

    Mário SF Alves

    18/01/2014 - 00h56

    Mas… é tudo tão simples. É tudo tão claro, tão claro, que ofusca a visão.

    Quer ver uma solução?

    Basta exigir os direitos e deveres constitucionais. Ninguém precisa reinventar a roda. Tá tudo ali.

    Salário mínimo constitucional;
    Moradia decente;
    Direito à saúde e educação;
    Direito ao lazer.

    Basta isso. E qual é o problema? Onde reside a senhora dificuldade?

    Ah! Não se tem orçamento pra tudo isso?

    Tem. Com certeza tem.

    Pega uns sonegadores globais, junta com o lucro fácil e desonesto do capital rentista que drena anualmente 50% do PIB, tribute constitucionalmente as grandes fortunas, faça retornar o dinheiro aplicado irregularmente em paraísos fiscais. Pronto. Misture tudo. Bote pra assar no forno da dignidade. Basta isso.

    Sem revolução; sem teorias esdrúxulas de estados mínimos e outras igualmente doidas; sem blá-blá-blá e sem nhén-nhén-hnén.
    ____________________________________
    Em tempo:

    Precisamos de cultura. Precisamos de conhecimento histórico. Precisamos de mais museus. Precisamos de mais praças da ciência. Exigimos respeito à Constituição Federal da República Federativa do Brasil.

    “A gente não quer só comida
    A gente quer comida
    Diversão e arte
    A gente não quer só comida
    A gente quer saída
    Para qualquer parte”
    Titãs.
    _______________________________
    A gente não quer ser mais tu-te-la-do;
    A gente não quer ser mais en-ga-na-do;
    A gente não quer ser mais gol-pe-a-do;
    A gente não quer ser es-pi-o-na-do.

Vinicius Garcia

17/01/2014 - 10h59

Educação é tudo. A quem leia este artigo e saia vociferando aos cantos que se trata de “tese marxista”. Mas para esses mesmos que dizem que o assunto é velho após a queda do muro de Berlim. Para eles deixo esta frase:

Enquanto houver um homem explorado, segregado, cativo ou manipulado, homem algum será verdadeiramente livre!
Ronald Sanson Stresser Junior

A luta pela liberdade nunca envelhece, ele pode se reciclar ou até mesmo por vezes retornar mas nunca morre, está sempre dentro de nós, incomodada com qualquer injustiça cometida.

Responder

jr

17/01/2014 - 10h56

Desculpa, mas querer transformar o “rolezaum” em um “politizado grito dos excluídos” é forçar a barra.
A maioria desses “encontros” simplesmente tenta transformar o shopping em um baile funk na marra. Existem lugares certos para cada coisa. As lojas de shoppings estão lá para vender e os espaços foram criados com essa finalidade.

Responder

Leo V

17/01/2014 - 10h54

Não vi os videos, mas os pensamentos do Sergio Vaz destacados no texto são monumentais.

Responder

Luiz Fernando

17/01/2014 - 10h06

Na minha opinião o fato de muitas pessoas não quererem ver nem de longe a turma do rolezinho é porque eles tem medo. Medo de se tornarem de alguma forma aquilo que eles veem. Nos tornamos uma sociedade insegura em que a ascensão e a derrota podem acontecer rapidamente.

Responder

    Mário SF Alves

    18/01/2014 - 01h11

    Você consegue imaginar como era mantida a ordem numa senzala?
    Consegue imaginar o Brasil-Colônia, um continente açucareiro, tocado a mão de obra de milhões e milhões de escravos?
    Consegue imaginar a sensação de insegurança que diuturnamente perseguia os senhores e administradores de engenhos da indústria de açũcar?
    Consegue imaginar degredados fazendo valer, impor e manter suas vontades sem um mínimo de respeito ou temor a normas civilizatórias ocidentais?
    Consegue imaginar a cultura, a noção e meios de manutenção da ordem que aí existiu e que daí foi derivada?

Geraldo

17/01/2014 - 09h53

A droga da obediência (Blues – 1985)
Autor: Geraldo Honório de Oliveira Neto

Pras ruas, das telas da televisão,
De um laboratório multinacional,
Injetam-se nas mentes, algo funcional,
São símbolos, são sonhos de felicidade.

São sucos bebidos de marketings, cacaines e aspirinas,
Nos compram o trabalho e nos vendem promessas e verdades coloridas,
Complexo de mundo racionalizado por uma conspiração sinistra.

Enfraquecendo vontades, criando,
Obedientes, mendigos desejos,
Compram-se e vendem-se em algum lugar,
As maquinas de fazer dinheiro,
Astronômicos lucros a se multiplicar,

E a droga da obediência! (bis)

Responder

Adilson

17/01/2014 - 09h51

Azenha,

Peço a sua licença para divulgar singela homenagem que a Presidente Dilma e o “Nunca Dantes” fizeram para os anacrônicos, reacionários e racistas demotucanos no que tange à educação da era FHC, vide link a seguir: http://www.youtube.com/watch?v=S2XEGOvpSBc

Responder

Mauro Assis

17/01/2014 - 09h29

Putz, num tô falando? E tome tese sobre a baderna…

Responder

    Vinicius Garcia

    17/01/2014 - 10h04

    Continue vendo as coisas desta forma, mas não reclame depois…

    Mauro Assis

    17/01/2014 - 14h31

    E de mesmo eu vou reclamar depois, Vinicius?

Mardones

17/01/2014 - 09h19

A organização do povo é algo salutar. Precisamos disso para continuar sendo Brasil.

Responder

Murdok

17/01/2014 - 08h43

Essa primavera da periferia é uma bela notícia.

Responder

francisco pereira neto

17/01/2014 - 02h05

Sem medo de errar afirmo que o viomundo é o espaço que está mais valendo a pena ler.
As matérias publicadas aqui são de qualidades inquestionáveis.
Sempre apostei na competência do Azenha, desde quando o vi pela primeira vez na saudosa TV Manchete.
A transformação do blog de uns tempos para cá, é da água para o vinho. E essa reportagem me deixou atordoado, porque me sinto filho da M’Boi Mirim. Trabalhei na região nos anos oitenta e conheço a sua gente. Conheço bem muitos bairros,- Capão Redondo, Jardim Ângela, Jd. São Luis, toda a periferia das margens da Guarapiranga – e conhecia muito bem os meus clientes. Todas gente dignas. Gente igual a nós, migrantes, paulistas e paulistanos.
Sinto-me muito feliz de poder conhecer essa revolução da periferia, que só não é silenciosa, graças a esse trabalho.
Está valendo a pena assinar o viomundo.
PS: gostaria que me informassem se a minha assinatura está sendo descontada do cartão de crédito da minha esposa.

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    17/01/2014 - 05h15

    Francisco, encaminhamos sua pergunta ao Leandro Guedes. abs e obrigado.

Lelê Teles

17/01/2014 - 01h24

como é bom ouvir o poeta. como eu me amarro nesse cara.

Responder

Luca K

17/01/2014 - 00h32

Sobre os tais rolezinhos: O Brasil eh um lugar de gente rude e mal educada. Sou jovem ainda, mas vejo o quanto os modos do brasileiro, nunca muito bons, desandaram. Isso em geral, classe média e alta tb. O brasileiro NÃO respeita o conceito de q o direito de um vai apenas até onde começa o do outro. Isso gera uma sociedade altamente caótica, disfuncional. O estresse aumenta muito, desnecessariamente. O q vemos nos tais rolezinhos eh justamente esta falta de noção de limites, de respeitar o espaço dos outros! A leitora Marcela resumiu bem em outro post: “O que é reprimido então é a prática do ato de reunir centenas para tumultuar um centro de vendas e lazer que é frequentado por gente de todas as classes e cores: muitos dos demais frequentadores acham correta a medida. Elas também têm direito a circular no local sem serem estorvadas ou molestadas por outros jovens que aproveitam a ocasião para extravasar qualquer sentimento que queiram, mas nem sempre de modo cidadão. O discurso fácil de apoio é também hipócrita, em geral.”

Uma vergonha portanto sr.Azenha, vcs ficarem fazendo propaganda desse tipo de coisa. Shoppings existem nas grandes cidades inclusive nas regiões de baixa renda. Caso do de Itaquera, q foi alvo de baderneiros. Não eh a “elite branca de olhos azuis”, q vcs tanto odeiam, q frequenta o lugar.
Agora, acho q vou esperar sentado pra ver o Viomundo tratar dessa grave questão q eh o declínio de importantes valores, como educaçao e respeito, neste país. Ou será q um cara q fura a fila no trânsito, ou q atormenta os vizinhos com som alto e festas, ou seja, não dá a mínima para o direito alheio, não é um bom candidato a praticar desonestidades?

Alguns vids dos ‘singelos’ rolezinhos, q o viomundo está a cantar em prosa e verso;
http://www.youtube.com/watch?v=_0PLV_gMxS0
http://www.youtube.com/watch?v=rkcqOo-_V8M
http://www.youtube.com/watch?v=H-gf8RG7ja0

Responder

    francisco pereira neto

    17/01/2014 - 14h02

    “Uma vergonha portanto sr.Azenha(…)”
    Você comentou sobre algo que não leu e nem assistiu. Porque se tivesse lido e assistido não falaria esse monte de bobagens.
    Sobre rolezinho, a única coisa que Azenha fez foi perguntar ao Sérgio sobre esse assunto e a resposta sintetiza a opinião dele, Sérgio. Só isso. Não fez apologia, nem o Azenha e nem o Sérgio.
    O foco da matéria foi o Cooperifa. Então leia a matéria e assista os vídeos para depois comentar. Algumas coisas que você escreveu posso até concordar, mas demandaria muito tempo e espaço aqui no blog.

    Joca de Ipanema

    17/01/2014 - 18h44

    Não percebi qualquer manifestação do Azenha, a favor ou contra esse assunto que está em intensa discussão, não só neste tópico, mas como em outros anteriores. Ví apenas a apresentação de opiniões e análises por diversas pessoas. A discussão tem sido intensa, na verdade uma das que mais tem provocado debate ultimamente. Está bom assim o Blog. Mas vejo também que há muito mal entendido. De minha parte já fiz alguns comentários e postei respostas que provocaram outras com as quais fiquei surpreso, pois percebi a má interpretação de alguns. Em minha opinião, porém as matérias apresentadas tem um viés de justificativa, e mesmo aprovação desse movimento. Estão fundamentadas em bons argumentos. Permito-me no, entanto de senão divergir, pelo menos ponderar, sobre a perigosa exploração desses rapazes por aqueles, que, no fundo, não tem nada de solidários com eles e nem com a democracia. São, com de hábito, os pescadores de águas turvas. Quem já viveu, viu.

    Luiz Carlos Azenha

    17/01/2014 - 20h07

    O Sergio Vaz, me parece, faz uma avaliação interessante: estamos colhendo o que foi plantado. abs

    francisco niteróia m

    18/01/2014 - 18h46

    Tem certeza que vc nao queria postar no professor Hariovaldo?

    Cibele

    19/01/2014 - 02h13

    Além dos vídeos linkados, você viu também os comentários nesses mesmos vídeos? Cobrar respeito pra gente é fácil, dedicar ao próximo esse mesmo respeito é mais difícil.

Marat

16/01/2014 - 22h40

Azenha, além do exposto em seu belo texto, eu noto que as pessoas estão comendo mais (calma…): Seja na rua, no metrô etc., as pessoas estão com frutas, com lanches, com pacotes de bolacha. Eu vejo o consumo de alimentos, até por pessoas notadamente paupérrimas.
Sei que estamos longe, muito longe do aceitável, mas a coisa mudou, e, se a direita e seus asseclas, especialmente os do PIG não sabotarem, acredito que tudo ficará mais fácil.
Agora, o racismo e o preconceito ainda estão muito fortes, ao menos em SP. Falo isso porque já ouvi coisas assim:
– Está horrível viaja de avião, os aeroportos parecem rodoviárias;
– Hoje não é mais legal fazer cruzeiros, há muita gente feia nos navios;
– Eu não consigo mais arranjar uma empregada doméstica que durma em casa;
– As empregadas são burras, não sabem fazer nada e ainda querem ganhar mais;
Ouvi muito mais, porém o exposto já é elucidativo para mim.
Bom, vejamos os próximos movimentos.

Responder

    daniel

    17/01/2014 - 00h01

    Tomara que essa galera que fala tanta M… mude de planeta já q pra esse povo cheiroso conviver com os “diferenciados” está ficando difícil viver por aqui.

    anac

    17/01/2014 - 18h54

    Marat, disse o essencial, comer, comer, comer três, quatro, cinco vezes ao dia.
    Lula quando eleito em 2002 disseque ficaria feliz se no governo dele conseguisse fazer o povo comer três vezes ao dia. Lula quando criança passou fome quando criança. Apenas quem passou fome sabe o que é a fome e a monumental importância de se ter comida para saciar a fome.
    Depois vieram os programas Bolsa Familia, ENEM, Sisu, Prouni, Minha casa minha vida, Mais médicos, etc

Mauro Bento

16/01/2014 - 22h36

Sou branco, sou olhos-claros, sou playboy, sou classe média.
Mas…
Manos negro, índio ou pardo para mim é uma Honra e um Privilégio poder dizer:
–Tamo juntos, lutamos juntos, vivemos juntos, morremos juntos, até a vitória, sempre.

Responder

Francisco

16/01/2014 - 22h23

- Por uma liberdade de ir e vir “padrão FIFA”…

Não, essa demanda, não vai sair na grande mídia…

Responder

    Marat

    16/01/2014 - 23h44

    Certamente não, Francisco… afinal nossa mídia não é uma Brastemp, muito menos Padrão FIFA.
    Abraços

Carlos N Mendes

16/01/2014 - 21h39

A década de 2002-2010 vai ser conhecida como a Década de Lula.

Responder

Luís Carlos

16/01/2014 - 21h02

“Enfia os vinte centavos no SUS” dito por uma poeta moradora de bairro proletário. Gostaria muito de ouvi-lá e entender qual sentido dessa frase para ela.

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    16/01/2014 - 21h13

    Olha o vídeo no topo.

    Luís Carlos

    16/01/2014 - 23h23

    Muito bom. Obrigado a você pelo vídeo, aos artistas pela arte.

Fabio Passos

16/01/2014 - 20h42

Poder para o povo pobre!

O Brasil pertence a maioria fubecada.

Os ricos roubaram o povo por muito tempo… e usaram muita violência para manter seus privilégios indecentes.

Tá na hora de derrubar o Apartheid Social.

Explodir a casa-grande e mandar pelos ares a “elite” branca e rica.

Responder

    Walter

    19/01/2014 - 00h15

    O post desse Fábio é um paradigma da obtusidade intelectual da massa. De manobra
    Iletrada e gritadora de refrões que nem eles entendem o que significam.

    Não, o B rasil não pertence a maioria fubecada.
    O B rasil é de todos, ricos , pobres, remediados, classe médias e miseráveis.N o dia que pertencer a uma classe ou segmento social exclusivamente, eu peço asilo político no Uruguai.

    Os ricos continuam roubando, deitando e rolando no B rasil, agora com o beneplácito do PT .Quem está se ferrando é a dita classe média, classe B , com renda entre 4 e 8 mil reais mensais que está pagando o pato .Estao tirando de um segmento da classe média para dar para outro.quanto aos ricos continuam mandando em tudo. rico continua rico e ferrando todo mundo.

    Tanto é assim que essa tal dessa classe C periférica, negra, não alienada e politizada ,segundo depoimento de seus congêneres , na matéria acima ,anseia as mesmas coisas que quer a classeB. Que o PT execra , também quer ?Passear no shopping, andar de avião, comprar carro e moto, tênis de marca.So que como massa de manobra que são desses ditos movimentos sociais, não são atacadas como classe média consumista e reacionária.

    Explodir e mandar pelos ares, esse tipo de palavra de ordem mostra bem o que essa galera energúmena quer: conflito e porrada.Rolezinho, funkizinho ostentação e escola que é bom , nada. E a elite preta e rica? Não vão fazer nada com eles?
    Nem todo preto é pobre e nem todo branco é rico.

    Essa calhordice cotisto pobrista do PT vai dar nisso. Porrada e governo evangélico em 2018 para consertar os conflitos sob a égide do senhor Jesus , o infalível. As duas coisas organizadas no B rasil são igreja eveangélica e o crime.Já pararam para perceber como estão cada vez mais próximos? Igrejas e o Pcc vão governar o Brasil em 2018. A herança maldita da rendição do PT ao deus mercado , ao fisiologiamo e a roubalheira pragmática.Quem viver verá.

    Lukas

    19/01/2014 - 11h19

    São só frases de efeito. Acha que assim está fazendo sua parte na revolução, comentar em blog.

jair almansur

16/01/2014 - 20h36

Sou fan do role. Estarei com voces no shopping JK?

Responder

    lukas

    16/01/2014 - 22h40

    Leve alguém que você se importe.eve

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