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Patrick Mariano: Dilma em campanha enfrenta “crise de discurso”

29 de agosto de 2014 às 13h06

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Os atuais (antigos) desafios de Dilma

por Patrick Mariano, especial para o Viomundo

Os atuais desafios da campanha de Dilma são antigos e apenas se evidenciaram na atualidade quando uma força política inesperada apareceu no cenário.

Aparentemente há uma crise de discurso. Mas, só aparentemente. O discurso clássico baseado na comparação com os anos de governo tucano faria sentido num cenário em que essas duas forças políticas polarizariam o debate. Diante do inusitado da morte de Eduardo Campos, esse discurso não cola mais.

Quando se diz apenas aparentemente é que o ponto central não é esse. Ele reside em algo mais profundo e que se relaciona com o que o governo Dilma apresentou de concreto e, o que quer apresentar de novo, para justificar, aos olhos do eleitor, sua continuidade.

Em um confronto com o PSDB, não era preciso algo a mais para se mostrar como opção mais evidente para as forças progressistas. Isso levou a um comodismo preocupante, gerador de uma total imobilidade confortante.

Esse comodismo, gradativamente levou a um distanciamento da gestão com os movimentos sociais, com a pauta de direitos humanos e se deixou muito tênue essa relação. Com essa distância, alguns setores, que historicamente sempre estiveram ao lado do projeto petista, acabaram migrando para outros partidos ou exercendo uma forma de atuação política que os dispensa.

Temas como a regulação da mídia, reforma agrária, reforma política, meio ambiente e direitos humanos foram escanteados da pauta política, mas justamente era o que dava mais liga com os setores que sempre sustentaram o projeto petista.

Assim, artistas, intelectuais e a militância propriamente dita, tiveram dificuldades para se enxergar dentro desse projeto político. Por óbvio, não se retira o mérito da continuidade do programa petista que mudou a cara do país socialmente, mas existe um passivo nessas pautas. Esse passivo cobra seu preço agora.

Por outro lado, nos últimos anos, a grande mídia apostou na criminalização da política, com o denuncismo que faria inveja aos tempos de Lacerda. A ponto de criar “heróis” como um juiz justiceiro. Esse ataque midiático, como bem lembrou esses dias por aqui o Luiz Carlos Azenha, fez com que crescesse o descontentamento da população na política e nos partidos.

Outro fator que entra nesse caldo é a crise da mobilidade urbana e a inviabilidade da qualidade de vida nas grandes cidades.

Essa angústia social estimulada e, por vezes genuína, não viu nos partidos políticos tradicionais um desaguador natural.  Com a crise de junho de 2013, isso ficou mais evidente.

Embora a resposta a junho por parte do governo tenha sido corajosa (Mais Médicos e uma proposta de reforma política), faltava algo.

A aprovação do governo até junho de 2013, no entanto, batia recordes. O que levava a uma falsa percepção de que tudo ia muito bem, obrigado.

Assim, deixou-se um espaço a ser ocupado no âmbito do discurso político. O PSDB não conseguiria capitalizar jamais esse vácuo porque é contraditório com seu programa, mas se o embate se desse no âmbito PT x PSDB, esse espaço vazio não representaria grandes problemas, pois Dilma poderia reocupá-lo, mudando no próximo mandato, talvez com maior participação de Lula e do PT na montagem do governo.

Acontece que aviões caem. Com a reviravolta na disputa, os dois maiores polos políticos estão à procura de um discurso para fazer frente ao de Marina. Aí é que mora o erro porque, ao invés de tentar combater o discurso da candidata do PSB, está claro que o próprio discurso “nós contra eles” está ultrapassado.

O que é a nova política? Tudo e nada ao mesmo tempo. O termo novo, no entanto, acabou caindo como luva para uma parcela da população que, de alguma forma, não se via representada mais nos dois programas polarizados. Esse termo aposta e se alimenta da despolitização. Contra isso, talvez o remédio seja politizar.

De nada adianta querer dizer que Marina é evangélica ou que ela confunda o papel de Chico Mendes na história. Todos esses pontos são perfeitamente refutáveis e pequenos.

Marina tem história e isso deve ser respeitado. Apostar nesse caminho é coisa de desespero e de quem se apequena.

A questão da governabilidade talvez seja seu calcanhar de aquiles, porque o lado mais frágil do seu discurso. Por óbvio, a maioria das pessoas não tem condições de ter ideia do tamanho da tarefa que é governar uma das maiores economias do mundo. É preciso de quadros, projeto e um leque de alianças com inúmeros setores. Dizer que irá governar com o PT e PSDB é muito pouco ou quase nada, além de uma ingenuidade preocupante.

O PSDB sabe disso, mas não vê como tragédia, porque é a chance de derrotar o PT e vir mais forte em 2018. Coisa de quem está lá atrás no campeonato, não disputa o título e, portanto, nem tem muito a perder.

O ponto é que não basta mais dizer que se vai continuar o que estava sendo feito e, que isto, é melhor do que foi feito há 12 anos atrás.

Isso é muito pouco.

Na atualidade, os desafios atuais de Dilma são mais ligados a antigos problemas de uma gestão encastelada e centralizadora. Como ter mais canais de participação popular na execução da política? Como dar mais protagonismo aos movimentos sociais? Como encarar problemas estruturais da sociedade como terra, direitos humanos, mídia e reforma política? Como aprofundar a cidadania participativa?

Isso tudo reflete na dificuldade de encontrar um discurso político que atraia os eleitores para mais 4 anos de poder. Simplesmente querer desconstruir Marina, faltando pouco mais de 30 dias para as eleições, pode ser trágico.

A militância petista — que foi o que o partido teve de mais marcante em suas campanhas — não está aparecendo. Quer porque marqueteiros fizeram crer que era dispensável, quer pelos antigos problemas apresentados durante os últimos três anos, de afastamento gradual nas decisões políticas.

A questão agora é como cativar esses atores que foram gradualmente afastados. Talvez, a melhor forma de enfrentar a “nova política” de Marina é resgatar e, por em prática, o ideal que levou o PT a ser a maior força da esquerda brasileira. Porque durante anos, o programa do partido foi o que havia de mais transformador e corajoso em nosso país.

A força da ampla aliança construída, o tempo de TV e a estrutura de campanha fazem com que seja improvável a derrota de Dilma. No entanto, assim como desastres aéreos, aquilo que é praticamente improvável de ocorrer, por vezes ocorre.

PS do Viomundo: Excelente o ponto do Patrick Mariano sobre mobilidade urbana. Eu, Azenha, diria que vai além: é a crise urbana que permaneceu praticamente fora do radar de todos os partidos nos últimos anos, que inclui não só o transporte — ou falta de — público, mas a falta de equipamentos sociais como praças, parques e ciclovias, o crescimento desordenado, a falta de uma política de desapropriação de terras e prédios em desuso, a expulsão dos pobres para cada vez mais longe do centro, a prioridade da especulação imobiliária sobre o espaço público (como nos casos do Pinheirinho e do cais Estelita, em Recife).

Leia também:

Ângela, filha de Chico Mendes: Marina é “enorme ponto de interrogação”

José Alves: Marina faz o ambientalismo das grandes ONGs

 

42 Comentários escrever comentário »

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Yacov

31/08/2014 - 17h09

A vida das pessoas mudou para muito melhor da porta de casa para dentro, com o PT no poder, e ainda pode melhorar muito. Agora falta mudar da porta de casa para fora, para a RUA. Mas aí, não cabe apenas ao Governo Federal fazê-lo, e creio que faz muito bem a sua parte, mas aos ‘Governos Municipais e Estaduais’, que precisam ser mais cobrados pela população. Muito boa a análise do Patrick.

“ANOS tuKKKânus LEWINSKYânus NUNCA MAIS !!! NO PASSARÁN !! VIVA GENOÍNO !! VIVA ZÉ DIRCEU !! VIVA A LIBERDADE, A DEMOCRACIA E A LEGALIDADE !! VIVA LULA !! VIVA DILMA !! VIVA O PT !! VIVA O BRASIL SOBERANO !! LIBERDADE PARA JULIAN ASSANGE, BRADLEY MANNING E EDWARD SNOWDEN JÁ !! FORA YOANI e MÉDICOS COXINHAS !! ABAIXO A DITADURA DO STF DE 4 PARA A GLOBO !! ABAIXO A GRANDE MÍDIA CORPORATIVA, SEU DEUS ‘MERCADO’ & TODOS OS SEUS LACAIOS & ASSECLAS CORRUPTOS INIMPUTÁVEIS !! CPI DA PRIVATARIA TUCANA, JÁ !! LEI DE MÍDIAS, JÁ !! ******* “O BRASIL PARA TODOS não passa no SISTEMA gloBBBo de SONEGAÇÃO – O que passa SISTEMA gloBBBo de SONEGAÇÃO é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”

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Olavo

31/08/2014 - 16h33

Dilma ainda não conseguiu nem indicar o substituo de Joaquim Barbosa para o STF. Estou com tremenda dúvida sobre a eficiência dos marqueteiros nesses dias restantes, é muito pouco, decepcionante, despolitizado. Só para vocês terem uma ideia: A Dilma esteve este fim no interior de São Paulo, os cartazes de campanha traziam a foto de Temer em igual tamanho ao dela. Isso é o fim da picada, não tem simpatizante que aguente isso. Os caras não conseguem nem ditar os rumos da campanha.

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Helenita

31/08/2014 - 15h52

Prezado Mauro, os países do Pacto Andino, cresceram algo mais do que o Brasil porque LÁ NÃO SE FALA EM POLÍTICAS SOCIAIS E DISTRIBUIÇÃO DE RENDA, de modo algum, somente produzir e exportar comodities, inclusive petróleo bruto. Lá não há preocupação com desemprego, arrocho salarial, aposentadorias e pensões.
Dê uma voltinha pelo Perú, Colômbia, Chile; lá chegando, esqueça tudo o que conhece aqui sobre: sistema público e universal de previdência, amparo ao idoso e inválidos; sistema público de saúde; universidades públicas, amparo à pobreza e outras coisas que nós da classe média ignoramos.
Depois, então, aprecie os magníficos cenários naturais…

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    Mauro Assis

    01/09/2014 - 15h23

    Helenita, acontece que eu ando por esses países, pelo menos Peru e Chile: ambos são países muito mais pobres que o Brasil em termos de recursos naturais e estão sim, beneficiando os mais pobres. Há muito que fazer por lá, mas o fato é que não há mágica: se o país não cresce não há como melhorar a vida dos mais pobres.

    Mário SF Alves

    01/09/2014 - 16h23

    Delfiniano/sob regime de força ditatorial de direita:

    Primeiro temos de fazer crescer o bolo, para, só depois, dividir.

Helenita

31/08/2014 - 15h40

Azenha, seria empolgante e indispensável nesse instante que a Federação dos Petroleiros (FUP) promovesse UM GRANDE COMÍCIO EM FRENTE À PETROBRÁS, COM DILMA, LULA e muitos outros, e falasse ao vivo para a multidão! Os petroleiros são patriotas e amam a Petrobrás e as medidas da Dilma para o setor de petróleo e o pré-sal, especialmente.
Vamos, Dilma, vá para a praça, discursar para os trabalhadores!

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elizabeth pretel

31/08/2014 - 14h48

Como vc pode lutar contra os “maiorais” do país, mérd, digo, mídia, banqueiros, mercado, usineiros, oposições, agro, etc. etc., que têm, junto à mídia a voz de que precisam para acabar com o governo de inclusão do PT. É muito difícil e, o povo que só se “informa” através do pig, é praticamente impossível que “abra os olhos” enquanto é tempo.

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Luiz Carlos

31/08/2014 - 08h14

Tudo bem, mas a únicas coisas e nomes que me veem a mente neste triste momento são: Paulo Bernardo, Zé Cardoso, Candido Vacareza, Planos de Saúde, Rede Globo, Fator Previdenciário, Financiamento de Campanha…So aqui já deu pra perder a eleição com a total falta de providencias.

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zuleica jorgensen

31/08/2014 - 00h10

O artigo toca em pontos cruciais. O distanciamento do PT de suas bases e dos movimentos sociais e o encastelamento de Dilma no Planalto, fazendo a máquina andar, mas desprezando o massacre diário da mídia.
É precisamente na questão da mídia que se concentra grande parte da situação com que nos deparamos agora.
A grande mídia brasileira, aliada à grande mídia internacional, se uniram há muitos anos para derrubar o governo do PT. Na verdade, a mídia só fez mesmo o trabalho orientado pelas grandes corporações financeiras internacionais.
E esse ataque foi sistematicamente desprezado pelo governo – tanto com Lula quanto com Dilma – que jamais fizeram a necessária defesa de seus governos. Confiaram que as realizações, a redução da pobreza, os avanços nos indicadores sociais e tudo o mais que foi feito seria suficiente para garantir mais 4 anos de governo.
Não é.
As manifestações de junho de 2013 deram todos os sinais do que poderia acontecer, mas esses sinais foram ignorados. Assim como a nova situação criada com a morte de EC e a candidatura de Marina continuam sendo ignorados pela campanha.
A história do Brasil e do mundo está recheada de situações semelhantes. Hoje mesmo, um internauta citou a eleição de Rajoy na Espanha. Numa situação de verdadeira calamidade, o povo espanhol elegeu e colocou no governo alguém que conseguiu a proeza de fazer tudo ficar infinitamente pior.
É preciso fazer uma campanha menos “grandiosa” e mais intimista. Tentar ainda, nesse mês que resta, fazer o que não foi feito em 12 anos, conversar com o eleitor e tentar sentir o seu pulso. E mostrar o risco Marina, não com questões pessoais – como a religião – ou corrupção – insistindo na tecla da fraude do jatinho.
O problema de Marina não é a religião nem a corrupção: é uma visão da política totalmente torta, impossível de ser implementada num país das dimensões e complexidades do Brasil, que poderá ser tornar o terreno fértil para intromissões indesejáveis de grupos de interesses, e tudo aquilo que já sabemos.
A banca nacional e internacional está esfregando as mãos de contentamento. Não têm Aécio, mas Marina serve muito bem aos seus propósitos.

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    Objete

    31/08/2014 - 06h50

    Perfeita reflexão. Disse tudo Zuleica. Um grande vazio invade a alma de quem tem consciência ver ir pro ralo todas conquistas da pobre gente brasileira. Não se sabe se da pra reverter. O povão está confuso, a classe média já se entregou ao bico do urubu, como sempre faz, vacilante

Mário SF Alves

30/08/2014 - 15h23

Prezado Azenha,

Por conta destas eleições e sua singularidade, tirei um tempo a mais pra pensar no Brasil. O Brasil profundo; histórico e político. Para tanto, intencionalmente abstrai-me em relação ao espaço habitual. E, assim, com a consciência de um quase alienígena, agi. E as conclusões preliminares às quais cheguei não foram nada animadoras:

1) Que a política no Brasil é um circo;

2) Que, se consideradas as riquezas e potencialidades do País, a trajetória dos partidos políticos demonstra que são todos eles historicamente incompetentes e/ou coniventes, e portanto, presunçosos e/ou traidores em relação aos direitos constitucionais e/ou às necessidades mais básicas e elementares do povo;

3) Que atualmente existe um pacto de silêncio entre oposição e situação, fato este que facilmente se observa nos “debates” televisivos, em razão da conduta adotada pelos candidatos, especialmente entre os mais viáveis eleitoralmente;

Após isso, dei uma volta imaginária ao mundo. Assim, estive também na Líbia, sob e após o comando do Coronel Kadafi; vi o II Getúlio Vargas; vi a crise dos mísseis; vi o golpe de Estado de 64; e vi, em seguida, o governo do meu País, um governo eleito pelo Povo Brasileiro, que, a despeito de não possuir sequer um mísero míssel atômico, ser espionado pelos EUA, e, devo confessar, não estive em Cuba, e talvez não tenha sido mesmo necessário, e posso afirmar que foi dessa forma que descobri que a liberdade é [e sempre será] uma liberdade relativa.

Essa noção de liberdade relativa me proporcionou nova reflexão. Após ela, descobri os BRICS; descobri a política externa do ex-ministro Celso Amorim; e descobri a solidariedade e a responsabilidade governamental inerentes ao Bolsa Família, ao Mais Médicos, ao PRONAF, ao Ciência Sem Fronteira, ao PRONATEC, ao FIES, e, por último, descobri as grandes obras de infraestrutura tocadas pela presidenta Dilma.

Conclusão:

Entendi que estamos indo bem, que o Brasil, apesar da crise neoliberal que assola a velha Europa e os USA, vai bem em relação ao universo do possível. Por isso, continuo eleitor, e continuo votando no PT.

Responder

    Marcelo

    30/08/2014 - 22h29

    Nessas eleições Dilma enfrentará um opositor bem maior do que a Marina. Em outras eleições o PT também ganhou, mesmo com a imprensa golpista. Mas desta vez Globo/EUA/UE tem motivos de sobra, talvez mais que antes; para derrotar Dilma.

    Mauro Assis

    30/08/2014 - 22h35

    Mário,

    Estamos indo bem? Em relação a quê?

    Os EUA estão crescendo a uma taxa anualizada de mais de 4%. Numa lista de trinta e tantos países estamos em penúltimo. Ganhamos da Ucrânia…

    Na América Latina os países do pacto andino vem crescendo a três anos a mais de 5% ao ano. Por aqui ganhamos só da Venezuela e da Argentina…

    E a inflação batendo em 7%.

    Estamos indo bem pro buraco, graças à incompetência da Dilma.

    Objete

    31/08/2014 - 07h03

    Você está certo mormente no ponto em que afirma sua fidelidade à Dilma e sua base de apoio. Não importa que números e índices internacionais não nos sejam favoráveis. O que interessa é que o povo (massa) esteja bem. E desejamos mais inclusão seja melhorando o tráfego nas estradas e grandes e médias cidades, seja garantindo o salário mínimo sempre corrigido, seja ampliando o ingresso dos segmentos antes discriminados no ensino superior. Enfim, ampliando o respeito internacional frente à comunidade internacional.

    Mauro Assis

    31/08/2014 - 10h05

    Fui comprar pão agora pela manhã… R$ 1,89 por três pãezinhos de 50g. Estamos realmente indo muito bem. Parece aquela história do sujeito que pula do décimo andar e au passar pelo quinto diz: “até aqui, tudo bem.”

abolicionista

30/08/2014 - 13h33

Como disse o Ciro Gomes, “Marina seria uma tragédia para o Brasil”. Contudo, sejamos francos, uma tragédia anunciada. O PT foi endireitando cada vez mais e agora, por mais que as diferenças entre as propostas dos grandes partidos sejam essenciais, o eleitor comum não enxerga mais a diferença. Não sei se Marina tem uma história e uma trajetória, mas seu programa econômico é do credo neoliberal: privatização, arrocho salarial e elevação dos juros. E o porrete na cabeça de quem reclamar (facilitado, verdade seja dita, pela lei da Copa).

O PT certamente tem muita culpa nisso. Onde foram parar as reformas de base? Onde estava a coragem para peitar a máfia da mídia? Senhoras e senhores, preparem-se: O Brazil está à venda.

Vai ser um banquete…

Responder

    Marcelo

    30/08/2014 - 22h35

    Não acho que o PT tenha culpa. O “PT” errou em alguns momentos, provavelmente sim. Mas o inimigo é poderosíssimo. A Democratização da Mídia que talvez o PT fizesse na próxima administração, talvez não tenha mais tempo de fazê-la.

mineiro

30/08/2014 - 10h44

vamos falar a verdade ,nao que o pt seja um santo , longe disso. mas os protestos ultimante e na copa , sera que foi dos movimentos sociais? pelo o que esta acontecendo , teve e tem muito movimento golpista por ai afora. e ta todo mundo incluindo como movimento social , tenha a santa paciencia. eu sou a favor de qualquer movimento social legitimo , mas movimento golpista é o fim da picada.

Responder

José Souza

30/08/2014 - 09h36

Sou leigo em direito, consequentemente, não sei se pode ser substituído um candidato a vice-presidente antes do primeiro turno ser realizado. O PT precisa retirar o Michel Temer e colocar o Lula para não perder a eleição. É a única solução que vejo no cenário político. Caso isso não seja possível vou aguardar entrevista de Lula na véspera da eleição. Ele terá que dizer: “Brasileiros e brasileiras, vocês sabem onde me encontrar em caso de necessidade. Quando começarem a achatar salários, desempregar trabalhador, subir juros, entregar riqueza nacional e privatizar, podem me buscar para recolocar o país nos trilhos do desenvolvimento. Vocês, mais do que ninguém, sabem que, nunca antes na história desse país, um governo fez tanto para o seu povo, por seu povo e com o seu povo”.
A Blablarina pode subir a rampa mas Lula, nos braços do povo, ira voltar para o lugar de onde não deveria ter saído.

Responder

    Marcelo

    30/08/2014 - 22h55

    Coloca o Lula no lugar da Dilma. Inventa uma caganeira, sei lá. Só o Lula pra enfrentar o que vem pela frente. Não sei se dá tempo, claro.

Guillermo

30/08/2014 - 09h04

A visão de Marina fica clara quando ela manifesta o seu desejo de construir uma aliança de poder não baseada em partidos, ou seja, apartidária. Ela não tem partido, e quase se afirma como apolítica.
Ela é tão perfeita para o mercado quanto foi Ronald Regan, ela vai cuidar dogmaticamente de alguns temas, direitos humanos, meio ambiente, segurança alimentar e deixará o resto para os mercados (educação, saúde, previdência, defesa, banco central etc).

Isto é tão sustentável quanto querer alimentar um galinheiro com raposas dentro. Em pouco tempo ela será nosso Jânio Quadros e o governo ficará com o vice. Perfeito!! Assim ela fará o que sabe fazer de melhor, chorar as pitangas.

Responder

MAAR

30/08/2014 - 00h00

Ao contrário do quanto alegado no texto, discurso político consistente e amplo acerca de propostas de governo os partidários da reeleição têm.

O que falta agora é divulgar com mais ênfase as implicações jurídicas dos fortes indícios de irregularidades e ilegalidades relacionadas com o obscuro uso de aeronaves por parte das candidaturas do PSB e do PSDB à presidência.

Urge divulgar amplamente a necessidade de rigorosas e transparentes investigações de todos os apontados indícios de ilícitos comerciais, financeiros e eleitorais.

O conhecimento de tal realidade é de enorme importância para fornecer subsídios aptos a embasar as opções de voto de pessoas que podem estar iludidas com os discursos falaciosos de candidatos dos partidos políticos acima citados.

E a importância da celeridade das investigações e da apuração plena da verdade dos fatos relacionados com o triste sinistro que atingiu o candidato do PSB à presidência é ainda maior em face da existência de vítimas fatais da lamentável tragédia aérea, além de danos morais e materiais a outras vítimas.

Por outro lado, cabe aos partidários da reeleição alertar o eleitorado para o fato de que a postura da candidata fúnebre da rede de intrigas em relação aos principais temas da política econômica aponta para indesejáveis opções, vinculadas à retomada do arrocho salarial; da elevação das taxas de juros; da política cambial e fiscal favorável aos lucros dos rentistas e dos especuladores financeiros; da redução dos investimentos públicos e da demanda agregada; da precarização das condições de trabalho e da redução dos níveis de emprego, entre outras opções ‘impopulares’. E é um dever também mostrar que a presença de certos teóricos defensores das idéias monetaristas e neoliberais na direção do núcleo econômico da chefe da rede mostra com clareza os riscos de retrocesso do desenvolvimento, de desindustrialização crescente e de desemprego intenso.

Do mesmo modo, cabe mostrar que a articulação ensaiada com conhecidos gurus do PSDB evidencia que a política econômica de um improvável e indesejável governo da fúnebre candidatura do PSB traria de volta os pesadelos da era de vicissitudes na qual o câmbio do dólar chegou a atingir estratosféricos valores acima de R$ 4,00 (quatro reais), com terríveis consequências recessivas, e o Brasil vivia à beira da insolvência e de colapsos do Balanço de Pagamentos, dependente do endividamento junto ao FMI, submetido às exigências da ditadura globalizada do capital financeiro.

É preciso ter perseverança e fé no futuro para vencer os desafios do aprimoramento da democracia. Neste sentido, vale lembrar que um dos gigantes da literatura universal, no épico romance Guerra e Paz, ressalta a veracidade do fato de que ‘o que decide o resultado das batalhas não é a quantidade de armas nem de soldados, mas sim algo subjetivo e imaterial denominado de “o moral das tropas”‘. A história da humanidade comprova a exatidão desse entendimento em diversas passagens, de modo que está na hora de incentivar o espírito combativo dos defensores da reeleição.

Responder

Marcos

29/08/2014 - 21h50

É muito bla, bla bla. Para mim o que está acontecendo é o resultado de anos de criminalização do PT, escondendo as realizações do governo. É o processo inverso de São Paulo. Daí temos, Dilma se arrasta é Alckmin vai bem. Ou o Brasil acaba com o monopólio da informação ou este acaba com o Brasil.

Responder

    Mauro Assis

    01/09/2014 - 15h26

    Que realizações, Marcos? Essas, talvez?

    – Inflação em 7%
    – Crescimento 0%
    – Juro nas alturas
    – Cúpula do partido na cadeia
    – Petrobras nas páginas policiais
    -…

Julio

29/08/2014 - 21h17

Difícil é tentar politizar a campanha justamente com o eleitor da Marina, o mais despolitizado.

Responder

Edgar Rocha

29/08/2014 - 18h48

Nossa! Esta insegurança em relação à vitória de Dilma está dando bons frutos. Bons e desejados!

Queria pedir licença pra sugerir a entrevista dada pelo Olívio Dutra à Carta Capital: http://www.cartacapital.com.br/politica/olivio-dutra-o-pt-se-acomodou-em-um-processo-de-exercer-poder-e-ter-cargo-8104.html

Garanto a todos que vale à pena ler. Creio que a possibilidade de um segundo turno ou eventual derrota tem forçado o PT e a própria militância a um processo de autoavaliação. É um começo. Mas, não é tudo. É preciso aprofundar e levar a sério esta necessidade. Não adianta demonstrar boa vontade com os que estão p. da vida com as políticas governamentais em diversos setores negligenciados, só pra garantir apoio durante esta dura campanha. Os carregadores de piano que se afastaram diante das cotoveladas à mesa do banquete político deveriam parar de ser otários e se contentar com migalhas como esta. Se o PT quer voltar a ser útil aos movimentos sociais, tem de largar o osso e a soberba, parando de espinafrar e isolar os que são internamente críticos de seu jogo político. Respeito é bom e conserva o voto. Quem não sabe disso, que passe pro PMDB de vez e não fique ocupando a moita, só fazendo cagada.

Por último, lamento a ausência no post (e no PS do Viomundo) daquele que acredito ser o tema mais importante para a consolidação da democracia, para a qualidade de vida de oda a sociedade e para a ordem social(não confunda com estabilidade. Esta é prerrogativa das ditaduras). Estou falando da Segurança pública e da revisão deste câncer deixado pelos militares a organização das forças de Segurança. E isto está diretamente ligado (como qualquer morador da periferia sabe) ao avanço do crime organizado, à corrupção, ao complexo de vira-latas que afirma que brasileiro é tudo a mesma merda (todos são corruptos e ladrões), à criminalização da periferia, à morte em escala genocida de jovens das classes mais excluídas, etc. etc. etc. Por que não elencaram isto? Preferiram falar da mobilidade e ocupação do espaço, isto é mais prioritário que o risco desta máquina em favor das forças econômicas mais cruéis do país, que usam o crime como fator de coação física, moral e como ameaça às instituições? Tem nexo preocupar-se com a questão da mobilidade antes da questão da sobrevivência e da liberdade? Concordam com o programa do Padilha? Acham que ele está discutindo seriamente a questão? Ou só querem empurrar com a barriga esta discussão pra não atrapalhar sua campanha? Isto o PT, que se diz aberto a autoavaliação, já faz há muito. Não seria a articulação em torno desta questão o verdadeiro motor de mudanças importantes a serem feitas? Se sim, querem então, deixar como está? Estão Marinando, é?

Responder

Francisco

29/08/2014 - 18h36

Eu desconheço movimentos sociais que apoiem Marina.

Marina é apoiada por “pessoas”. Pessoas isoladas atrás de “politicos honestos”.

Essa busca besta, explica o porque de tantos sacerdotes no pleito.

Em doze anos o PT fez um trabalho de formação politica que só pode ser descrito como vagabundo.

Se o PT chamar o MST e disser que vai trata-lo como trata o cachorro vira-lata do mais escravista latifundiário assassino de indios, o MST vai se virar em arranjar dez pontos na pesquisa. Hoje o MST não é tratado nem como bactéria!

O mesmo pode ser dito de todos os demais movimentos sociais, TODOS!!!

Movimento gay, negro, sem teto, sem terra, sindical (até esse!) e por ai vai. partido de trabalhador, sem trabalhador é saco vazio: cai!

Responder

Fabiot

29/08/2014 - 18h30

quem mandou fazer omelete na globo ?

Responder

Francisco

29/08/2014 - 18h28

A questão central é, não ajustar “para essa eleição”, mas ajustar “para valer”.

Vou falar algo herético: o que salta aos olhos na cúpula de Marina é que de pele escura ali, só ela. Falta povo. Se ela tivesse outros companheiros históricos junto, ainda poderia haver dúvida, mas como está não há: ela pensa que está usando, mas está sendo usada.

E o PT? Quando é que Vicentinho e Paim irão para a linha de frente? porque Dilma chega num dia e no outro é candidata a presidente? Cadê os sindicalistas do PT? Porque Jean Willis não é ministro de alguma coisa (Comunicação, por exemplo…).

A faixa etária média está muito alta e de gente muito “conformada”: tem que mudar!

Responder

Bacellar

29/08/2014 - 17h39

O texto destaca pontos relevantes.

A ação da militância e do partido tem que ser firme e certeira. Tem que acertar o alvo e escolher o tipo de munição adequada para derruba-lo.

A candidata deve ser associada a política tradicional e mostrada como uma loba em pele de cordeiro fantoche do sistema bancário. O canal é bater nisso com força de anteontem até o dia 26 (que falta agora fazem veículos alternativos bem municiados com um financiamento decente não? Dava pra ter viabilizado com um quarto do que vai direto pra Globo).

Só discordo de uma coisa: Não, aviões não caem.

Responder

Fabio Silva

29/08/2014 - 17h26

Concordo plenamente com a análise. E eu me pergunto, onde está a p*rra da direção da campanha petista que não preparou Dilma para perguntar à Marina como ela pretende governar sendo eleita por partido-mula, um partido que ia carrega-la até uma parte do caminho e depois ia abandona-lo. Ou ela vai trair o PSB (e os eleitores que nela votariam por estar nele), ou ela vai trair o REDE (e os eleitores que nela votariam para funda-lo). A quem ela pretende trair? Queria ver o engasgo de Marina no último debate se Dilma tivesse perguntado isso a ela – agora já deve ter resposta ensaiada.

Concordo com todas as críticas à surdez e ao distanciamento da direção do PT e de seus representantes no governo em relação a parcela importante da militância do partido e a apoiadores historicamente simpatizantes, ligados a movimentos sociais.

Outro fenômeno é que há um incrível excesso de governistas babões, trolls cheios de ódio que detonam qualquer pessoa que tenha críticas à condução de algo pelo governo. Por que o governo atraiu, na internet, tanta gente assim? Eles têm sua parcela de responsabilidade no afastamento de movimentos sociais do Partido dos Trabalhadores. No fim, foram como pit-bulls criados com muito carinho para resguardar o governo na rede, mas acabaram estraçalhando os convidados para o jantar. O dono da casa ficou sozinho, bem, ele e o pit-bull.

E só para frisar. Muitos militantes de causas sociais, de democratização da mídia, da propriedade da terra etc. se afastaram (ou foram afastados) do governo por fazerem suas críticas, mas isso não quer dizer obrigatoriamente que eles estão apoiando Marina. Há quem esteja? Individualmente conheço pessoa que sim, mas desconheço esse movimento nas entidades. Sim! Progressistas de esquerda podem se opor a ações do governo do PT sem medo de ser condenado ao fogo do inferno, nem se tornar obrigatoriamente coxinha de direita por fazer isso.

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FrancoAtirador

29/08/2014 - 16h25

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Vem aí, a Reforma Trabalhista da MariNéca do Itaú:

60 anos de Conquistas dos Trabalhadores no Lixo:

“O Sociólogo não fez a Reforma Política
e o Operário não fez a Reforma Trabalhista”

(Marina Silva, no Exame Fórum 2013)

(http://abre.ai/marineca_reforma_trabalhista)
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“Para crescermos mais,

são necessárias uma boa reforma tributária,

uma boa reforma trabalhista,

redução dos encargos da folha salarial,

regulamentação da aposentadoria do funcionalismo público

e criação de um marco regulatório
para o investimento privado em infraestrutura”

(Eduardo Giannetti da Fonseca, da Ekipekonômika de MariNéca,
na Palestra aos Funcionários da Editora Abril, em 29/11/2010)

(http://exame.abril.com.br/economia/noticias/dilma-deve-se-contentar-com-pib-de-4-5-ao-ano-diz-giannetti)
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Responder

    FrancoAtirador

    29/08/2014 - 16h58

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    A PROPOSTA DE MARINÉCA GIANNETTI DA FONSECA VEM DE DAVOS/SUÍÇA

    Apontada pelo Fórum Econômico Mundial como uma das medidas necessárias para o Brasil melhorar a competitividade, a liberalização do mercado de trabalho divide opiniões [entre os representantes dos Empresários e os dos Empregados].

    Especialistas divergem sobre a necessidade de o país flexibilizar salários e demissões, ações defendidas pelo Relatório de Competitividade Global de 2013–2014.

    Em entrevista à Agência Brasil, Benat Bilbao, economista sênior do Fórum Econômico Mundial e um dos autores do relatório, defendeu que o país reduza os encargos trabalhistas, facilite as demissões e torne os salários mais compatíveis com a produtividade do empregado.
    Segundo ele, a reforma trabalhista é um dos principais desafios que o Brasil precisa enfrentar à medida que o alto preço de bens primários e os juros baixos deixaram de impulsionar a economia doméstica.

    O diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganz Lúcio, discorda da avaliação.

    Ele diz que o diagnóstico do Fórum Econômico Mundial está errado e reflete um desconhecimento em relação à realidade do Brasil.

    “O mercado de trabalho brasileiro é flexível, com rotatividade média de 40% [40% dos trabalhadores trocam de emprego em um ano] e grande informalidade.
    Uma forma de melhorar a produtividade seria reduzir a informalidade e a rotatividade”, alega.

    O economista do Dieese questiona os fatores que determinam a competitividade de um país.
    Ele ressalta que, na Alemanha, quarta colocada no ranking, os salários são cinco vezes maiores que no Brasil e existem dificuldades para demitir um empregado.
    “A Alemanha é um país com mercado interno forte, renda alta e que investe em inovação e tecnologia. Daí vem a produtividade deles, não da precarização do mercado de trabalho”, destaca.

    Para Ganz Lúcio, o Brasil deve atuar em outras frentes para aumentar a competitividade da economia, como melhorar a qualidade das instituições e investir em educação e em tecnologia.
    Essas recomendações também foram sugeridas ao Brasil no relatório do Fórum Econômico Mundial.

    O diretor do Dieese reconhece que a produtividade da economia brasileira caiu nos últimos anos, mas não por causa de perda de competitividade e, sim, pela queda da demanda provocada pelo baixo crescimento econômico.

    “Isso está relacionado ao próprio conceito de produtividade, que é volume produzido por tempo trabalhado. A produção cresceu menos, mas os empresários não demitiram. Daí uma queda meramente conjuntural”, diz.

    (http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2013/09/08/interna_politica,386957/recomendacao-para-brasil-fazer-a-reforma-trabalhista-divide-opinioes.shtml)
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    Observação Nada Otimista

    Desconfio, porém, que essas informações não chegarão aos ouvidos dos eleitores da MariNéca, jovens do ensino médio e universitários das Classes Média e Alta, preconceituosos e antipetistas doentes que se ‘informam pela Internet’ na Veja On Line, no G1/GLOBO e no UOL/FOLHA, e que acreditam que o filho do Lula é que é o Dono da Friboi e não o empresário bilionário da JBS, marido da apresentadora do Jornal da Band.
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    Mário SF Alves

    30/08/2014 - 16h15

    Em função da singularidade dessas eleições – refiro-me ao infortúnio que eliminou um dos candidatos – a soberania política do Brasil, conquistada a trancos e barrancos, encontra-se hoje numa tremenda e temerosa encruzilhada.

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    A primeira vista, parece que estamos naquela situação do “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”. Porém, dizem, que se encarar o bicho foge.

mineiro

29/08/2014 - 16h10

isso tudo é verdade , eu sempre concordei com isso e critequei o e critco o pt por abandonar as bases , ate ai tudo bem. nao esta 100% do nos gostariamos e ai? eu pergunto. entao vamos votar na lacraia traidora parcera da elite, nos demonios tucanos, ou qualquer outro. entao ta. nem tudo ta como nos gostariamos e esses itens citados é a prova disso e o pt fugir do pau contra a midia e tudo mais. mas se levar em conta o que o pt fez esses 12 anos de governo , da onde que nos vamos ver isso em outro partido entreguista , é o que esses outros partidos. nao tem como , ou é o pt ou é o pt e nada mais , com erros e acertos.

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Hélio Pereira

29/08/2014 - 16h01

A direção do PT só lembra da militancia na hora que o “calo aperta”.
Dilma já disse que é contra as 40 horas semanais,contra a Regulação da midia,contra a correção da Tabela do Imposto de Renda,contra o fim do Fator Previdenciário,vive de braços dados com Kátia Abreu e se recusa a receber os lideres do MST,não demonstra a minima vontade de fazer uma Reforma Agrária pra valer.
O PT faz tempo que deixou de consultar sua militancia e vive impondo candidaturas estranhas a base Partidaria,desrespeita convenções Municipais e Estaduais e seus Lideres no congresso,impedem abertura de CPIs que atinjam membros do PSDB,como fez o Dep Paulo Teixeira na CPI da Privataria,que alem de BOICOTAR a CPI ainda se recusou a assinar o pedido de abertura desta CPI,atuando pra que ela fosse engavetada.
Sinto um enorme desanimo com o PT,mesmo sabendo que uma vitória de Marina sera muito ruim pra classe trabalhadora.

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Márcio

29/08/2014 - 15h13

O texto passa indiretamente por um ponto que gostaria de explicitar.

O governo Dilma, bem como o PT e sua militância, na Copa, insistiram no discurso do Brasil Potência.

Mandaram o pau comer pra cima dos movimentos sociais e/ou foram omissos quanto à repressão. Chamaram todos que foram às ruas de coxinha, fizeram uma Copa excludente.

Querem o que? Que isso saia de graça?

Agora vão pagar caro por isso também

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Mauro Assis

29/08/2014 - 14h42

Patrick,

Eu acho que vc pinta um quadro bastante ruim (acertadamente, na minha opinião) para terminar dizendo que a derrota da Dilma é improvável.

Vamos às ferramentas que vc diz que ela tem à disposição:

– A aliança construída: o PMDB será o grande vitorioso dessa eleição em termos de governos estaduais. Pode levar uns 10. E ele tá se lixando para a Dilma, principalmente nos grandes colégios eleitorais. O PT, por sua vez, tem como 100% favorito só o Tião Viana (AC).

– Tempo de TV: é uma grande arma, desde que tenha-se o que dizer. O PT tem como plataforma há vinte anos bater no PSDB, em 30 dias vai ser difícil mudar e principalmente, que a população perceba essa mudança. Além disso, a TV a cabo e a internet tiraram muito da relevância do horário eleitoral. A TV a cabo vem batendo recorde atrás de recorde desde que os políticos substituiram a novela.

– Estrutura da campanha: realmente é brutal a diferença da coligação de Dilma e Marina nesse aspecto, mas como vc mesmo diz a turma já vinha muito desmobilizada e prá reverter…

O fato é que, com uma rejeição como a ostentada pela Dilma a coisa já não tava boa quando o adversário era o Aécio, agora então com a Marina…

O irônico é que ela vai ser eleita usando a estratégia que o Lula traçou para a primeira vitória da Dilma: mulher, sem rejeição (por nunca ter ocupado cargo no executivo) contra uma candidata com a rejeição na lua.

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Francisco

29/08/2014 - 14h27

O que precisa é o PT ser PT, o resto é conversa.

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    Azov

    29/08/2014 - 15h35

    Mais é menos.

    Hélio Pereira

    29/08/2014 - 16h07

    A Base continua sendo PT o problema é a Direção do Partido que se acha “dona da verdade”…

    Fabiot

    29/08/2014 - 18h35

    se acomodaram e subestimaram, e ai tomaram gol no meio do segundo tempo

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