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Propostas de Marina, “música” aos senhores da riqueza financeira
Política

Propostas de Marina, “música” aos senhores da riqueza financeira


28/08/2014 - 10h30

neca-marina1

por Paulo Copacabana, especial para o Viomundo

Não tem como fazer omeletes sem quebrar os ovos.

Esta frase, para mim, resume os desafios políticos que temos pela frente para melhorarmos nosso país nos próximos anos.

A Nova Política só começará com uma ampla discussão e mobilização popular sobre uma reforma política que permita três coisas: ampliar os canais de participação da sociedade na definição do seu próprio destino, reduzir o poder do dinheiro sobre a política e ampliar a representação das classes populares nos parlamentos brasileiros.

Para isso, precisamos de partidos fortes, democracia interna e idéias claras sobre suas posições.

Para Marina Silva representar efetivamente este ideal, não basta dizer que representa a Nova Política. Os aliados que ela carrega e o jatinho que usou financiado por caixa 2 e empresas laranjas desmentem a todo momento esta sua profissão de fé.

Ela precisa rapidamente dizer quando, como, em que direção e com quem fará uma reforma política no Brasil, já no início do seu governo.

A princípio, Marina não parece se preocupar com partidos fortes ou idéias claras. Parece carregar apenas o “espírito do tempo”, marcada por vontades de mudanças abstratas, sem saber exatamente para onde e como. Uma certa continuidade e vertente eleitoral das jornadas de junho de 2013.

Os apolíticos e os antipolíticos parecem finalmente se juntar aos reacionários e àqueles que representam a infantilização da política (quero tudo agora e de qualquer jeito).

As dificuldades de Marina em construir a Nova Política residem exatamente nesta sua frágil base politica de sustentação.

Precisará dos movimentos sociais e trabalhadores organizados para aprofundar a democracia no Brasil. Quando e se quiser fazer este aceno, será rapidamente abandonada pela sua base eleitoral. Crise política à vista.

Por outro lado, na economia política, Marina já encarna o papel de melhor guardiã da financeirização da riqueza. As poucas famílias, empresas não financeiras e bancos, que aplicam suas riquezas em diversos produtos financeiros, estão indo ao delírio com as propostas dos gurus econômicos de Marina.

Banco Central independente, altíssimas taxas de juros que procurem levar a inflação a níveis suíços, câmbio livre, cortes nos gastos públicos, redução dos salários e “outras maldades” já reveladas soam como música aos senhores da riqueza financeira.

Deve começar seu governo já refém destes interesses poderosos. Uma verdadeira crise econômica se avizinha.

Paralisia política e crise econômica pode ser o resultado mais esperado do seu governo. Marina já acenou que planeja ficar apenas quatro anos.

Não terá outra saída. De qualquer modo, já terá cumprido o papel para os senhores do dinheiro.

Para o país, uma lição a mais: a infantilização da política não produz avanços.

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42 comentários

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Editorial do povo

23 de setembro de 2014 às 15h43

Muito interessante este artigo. Este e o Nassif de hoje (23-09)”O Brasil que queremos (?) etc” devem ser somados.
Continuo achando triste que ninguém da esquerda queira comentar o Congresso, o PMDB chantagista e nosso futuro. Temer já mostrou as garras.

No mais, os dois artigos são os mais importantes da semana.
Se deixarmos Dilma sozinha e não dermos feedback o que vai acontecer?
O que ela pretende propôr de mudanças?
Espiridiaõ Amim já avisou: este Congresso não fará nenhuma mudança real na política. Está gravado na TV Justiça ou Câmara para todos verem.Quem é o Congresso atrasado senão ele?

Será que vamos esperar o final do governo Dilma para intervir ou chegar a Brasilia logo no primeiro mês?

Os grupos mafiosos estarão em Brasilia desde o primeiro dia. Via Congresso e outras vias. Com as facas nos dentes ” dê-nos a grana ou depomos vocês”. Enquanto nós povo estaremos trabalhando. Alguns vendo TV e jogando joguinhos no celular e programas de auditório, claro. Mesmo que acordem depois e digam

” O gigante acordou”. Mas será tarde.

Responder

Augusto

01 de setembro de 2014 às 23h12 Responder

Urbano

31 de agosto de 2014 às 11h56

Agora, verdade seja dita: como oposição ao Brasil, a czarina silva é muito mais competente no ser e no fazer… Tanto que está aí a brandir o seu tridente.

Responder

Marat

31 de agosto de 2014 às 11h36

Esse é o Moneyteísmo: Evangélica aliada a banqueiros!

Responder

rafael Isaacs

31 de agosto de 2014 às 09h52

E o PT tb não garantiu tb lucros recordes ao pessoal da riqueza financeira?
Não podemos criticar Marina por isso, mas sim pelo o que ela faria “apesar” disso.

Responder

Marat

30 de agosto de 2014 às 19h34

Uma evangélica de uma seita fundamentalista, aliada a banqueiros e economistas ligados ao PSDB… Socorro!!!!!!!!!!!!!!

Responder

    FrancoAtirador

    30 de agosto de 2014 às 20h54

    .
    .
    Ô, Mái Gódi!

    É o BraZilistão!!!

    Váde Retro!
    .
    .

    Marat

    30 de agosto de 2014 às 23h59

    Prezado Franco, é o Gódi dos usa, dos pilantra… Como é que ela ainda pretende ter essa carinha de sonsa??????????????????

Carlos J. R. Araújo

30 de agosto de 2014 às 12h49

Acrescento que se a infantilização da política está acontecendo com o episódio da Marina, isto ocorre porque, em termos de política, a maioria da população – e aí esta incluída a maioria das classes médias, para não falar dos pobres e milionários (ambos por razões diversas) – é incapaz de fazer distinções políticas, já que olham apenas para seus próprios interesses pessoais. Enfim, a infantilização da política só é possível e vitoriosa com uma sociedade politicamente infantilizada. Mas, quem sabe, se esta mesma maioria infantilizada consegue, como nas últimas três eleições, ter percepções politicamente adultas?

Responder

Elias

29 de agosto de 2014 às 09h49

Imagine uma corrida de cavalos. O que corre em terceiro cai e morre. O jóquei ri do cavalo morto e segue correndo em seu lugar. Pasmem. O Jóquei ultrapassa o segundo e encosta no primeiro. Sim! O jóquei pode ganhar a corrida sem o cavalo! E os burros aplaudem!

Responder

andre

29 de agosto de 2014 às 00h26

A campanha mascarada de Aécio Neves. Em MG, 633 escolas não possuem rede de esgoto
O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) lançou uma nota de repúdio ao presidenciável Aécio Neves (PSDB).

De acordo com a denúncia, a coligação do candidato tentou impedir, por três vezes, uma campanha que mostra a real situação das escolas públicas do estado.

A propaganda não cita nome de candidatos, mas, ainda assim, o PSDB atrapalha a veiculação do material.

O sindicato quer mostrar as precárias condições dos educadores mineiros, a falta de estrutura e de vagas nas escolas e a destruição da profissão docente no estado.

Na campanha eles apresentam a falta de mais de um milhão de vagas no ensino médio, o congelamento da carreira dos servidores, a falta de investimentos na alimentação escolar e salário dos professores, que não chega ao piso previsto em lei.

Além disso, só 35% das crianças mineiras conseguem vaga na educação infantil. Outro dado mascarado é que o governo não investe o mínimo que a Constituição determina para a educação.

Com isso, 633 escolas não possuem rede de esgoto; 1.991 mil não têm refeitório; 1.984 mil estão sem quadra de esporte coberta; e, 2.475 mil, não contam com laboratório de ciências.

O governo efetivou, sem concurso, mais de 98 mil servidores que, agora, estão em situação de fragilidade jurídica.

Para finalizar, o governo de Minas Gerais disfarçou os índices da educação, escondendo a real dimensão dos problemas.

Para o sindicato, o governo estadual ignora os problemas e tenta censurar os trabalhadores, para que as pessoas não vejam a realidade bem diferente das propagandas oficiais.

Leia mais em http://bit.ly/1qJrggo
– See more at: http://pocos10.com.br/?p=13150#sthash.55dzyUBq.dpuf

Responder

    Eunice

    23 de setembro de 2014 às 15h52

    Tenho ouvido de auto-intitulados classe média alta PSDB, que “os governos sabem que se gasta muito dinheiro para levar esgoto a todos”
    ” que se gasta muito dinheiro para aumentar salários de professores, melhorar presídios, Fundações Casa etc.” Quando o Estado chega com alguma coisinha e muito gasto a pobrada já pariu muitos filhos e a melhoria nem aparece. Então por que gastar com povo?

    Esse é o pensamento da direita: destruir as sobras humanas do capitalismo abestado. Se sobra ? Leiam a teoria e vejam o descarte humano no capitalismo.Stálin é inocente comparado.

FrancoAtirador

28 de agosto de 2014 às 21h55

.
.
Contra a vontade de Armínio Fraga (PSDB) e André Lara Rezende (PSB/Rede)

Governo Dilma (PT) projeta reajuste real do Salário Mínimo em 2015: 8,8%.

SÃO PAULO – A ministra do Planejamento, Miriam Belchior,
afirmou nesta quinta-feira (28) que o salário mínimo
a partir de janeiro de 2015 será de R$ 788,06.

O valor é 8,8% maior que os atuais R$ 724,00.

Fonte: Agência Estado.
.
.

Responder

    Mauro Assis

    29 de agosto de 2014 às 23h31

    É, Franco, só que D Dilma governante já era…

    FrancoAtirador

    30 de agosto de 2014 às 16h31

    .
    .
    Tudo é possível. Dilma pode abrir mão da candidatura em favor do LULA.
    .
    .

Luiza

28 de agosto de 2014 às 19h47

Ela é estratégia de “meio” assim como foi Joaquim Barbosa no STF. Depois de colher os louros ela sairá de cena. No momento ela está vivendo a sua “lenda pessoal”. Era a lenda de Campos também. Eles eram iguais.
Não existe o “povo”, os “trabalhadores”,o”movimento social” nem a existência da necessidade de “aprofundamento da democracia” no governo proposto por Marina.
Ela diz abertamente o que ela defende e para quem vai governar, aliás, isso está bem demonstrado no conteúdo do post, nem vou entrar no mérito.
Estamos em 2014 vivendo o clima dos dias da Era Vargas. Alguém tem dúvida?
Ascensão social somado a ignorância(falta de compreensão)dos fatos tem efeito bomba. É “assinatura” para conferir legitimidade ao golpe que está em curso e que ferirá o país de morte. Democracia “velhaca” a nossa.
Marina foi colocada nessa eleição somente para cumprir o propósito de tirar os trabalhistas do poder para possibilitar “vender” o Brasil retomando as políticas de privatização iniciadas no governo de FHC. O principal recurso natural, e que é a jóia da coroa, o petróleo, está em “banho-maria” aguardando a formalidade do “processo”. Eleição tem 1° e 2° turnos, não é isso? O cerco está por todos os lados. Invejo a coragem da Argentina. Aqui o povo está embriagado e cego.
Só no Brasil há uma equivalência entre os produtos “banana e petróleo” – ambos parecem ter o mesmo preço e produzir em abundancia.
Horário eleitoral é insuficiente para reverter o estrago feito na mente do povo ao longo desse tempo. A comunicação do governo fracassou.
Quem se desculpará com as crianças pela irresponsabilidade e descomprometimento diante do futuro que se anuncia? O que estamos fazendo com as nossas vidas?
Estamos condenando as futuras gerações a uma indigência social dos tempos da colônia. Como é viver sem independência e soberania?
Vamos nos arrepender por certo, só que não seremos perdoados e disso tenho certeza.
Eu fui com Lula e agora vou com Dilma. E se ela for embora mesmo, em espírito descerei a rampa do Palácio junto com ela.
Tempos difíceis esses…

Responder

Fabio Passos

28 de agosto de 2014 às 18h33

Entreguismo despudorado da marina.
Quer entregar a gestão econômica do Brasil para os especuladores do mercado financeiro.

marina assumiu a posição de fantoche da banca.
Quer ferrar o trabalhador pobre e enriquecer ainda mais os miliardários vagabundos.

Responder

Urbano

28 de agosto de 2014 às 18h10

Ao longo dos séculos, a nova política obtusa e desonesta dos que fazem a oposição ao Brasil vai de cheques e jatinhos voadores a pistas de pouso escorregadias, essencialmente no preço do feitio…

Responder

Silvia

28 de agosto de 2014 às 16h09

A capitã do mato está conscientemente prestando a serviço .
Eu estou de tocaia esperando a hora que ela se declarar negra.
A cara de crente reacionário ele já m tem.
O que mais me indigna é o PT não ter percebido à tempo que estava chocando um ovo de serpente.
O inimigo muita vezes janta em nossa mesa.

Responder

Fernando

28 de agosto de 2014 às 14h21

4 anos é tempo suficiente para ela destruir todas as conquistas realizadas pelo PT….seu projeto de ódio e vingança contra Lula e o PT terá se comcretizado!!

Responder

    Fernando

    28 de agosto de 2014 às 14h27

    digo, “concretizado”

Francisco

28 de agosto de 2014 às 14h07

Se eleita, para governar, Marina teria de funcionar com uma das seguintes bases parlamentares (ou dar um golpe de Estado…):

1) Marina + PMDB + PSDB + o resto (PSB, etc…) ou;

2) Marina + PMDB + PT + o resto (PSB, etc…) ou;

3) Marina + PMDB + Globo + o resto (PSB, rtc…)

Na primeira alternativa é tudo mais do mesmo: e é a mais provavel…

Na segunda alternativa… era maiis prático votar logo em Dilma, certo?

Na terceira alternativa, bem, Collor não dava piti com a freuqencia de Marina e deu no que deu.

Votar em Marina é tentar infantilmente contornar nossos infernos tupiniquins – sem qualquier resultado particularmente promissor…

Responder

Cláudio RJ

28 de agosto de 2014 às 14h06

Tenho uma impressão fortíssima que tempos ruins se aproximam. Marina repetiu o que Aécio já havia dito: quer ficar apenas 4 anos. Pelo jeito qualquer um dos dois que ganhe sabe que essa é a janela de oportunidade que as corrente neoliberais tem para implantar um modelo que lhes seja favorável. Eles foi jogar o país na recessão, desemprego, altas taxas de juros e vão dizer que a culpa foi a herança maldita de Lula e Dilma. Aprovarão a autonomia do BC e outros penduricalhos. Devem tentar a privatização dos bancos públicos, grandes e incômodos concorrentes dos privados e também da Petrobrás ou a reversão do regime de partilha. Depois Lula volta nos braços do povo e daqueles que vão se dizer traídos por Marina. Mas aí o estrago já estará feito.

Responder

    Mário SF Alves

    28 de agosto de 2014 às 17h14

    “Depois Lula volta nos braços do povo e daqueles que vão se dizer traídos por Marina.”

    _______________________________
    Isso se até lá ainda existir povos. Hã, desculpe-me pela ignorância, mas, aí, Lula voltaria pra quê? Pra ser enterrado como um bobão que rifou sua própria biografia?

    Um país que teve filhos como Getúlio Vargas, Brizola e Lula jamais será um país de idiotas.

    Podem até conseguir idiotizar o povo, porém, por quanto tempo? Nada dura pra sempre; nem o Bem, e menos ainda o Mal.

    Só os neoliberais acreditam piamente no fim da História; mais fácil seria decretarem o fim da Humanidade.

    Gabi

    28 de agosto de 2014 às 20h42

    A Marina não fala O QUE vai fazer, COMO vai fazer, QUANTO vai custar, O TEMPO que vai durar.

    Mário SF Alves

    30 de agosto de 2014 às 18h53

    E quem lhe disse que neste País representante da direita pode falar?

    A mídia fala por eles; compete-lhes apenas balbuciar a ladainha de sempre.

Ricardo

28 de agosto de 2014 às 13h04

Excelente síntese!

Só que essa matéria nos sugere uma reflexão bem mais desalentadora, senão quase trágica.

Como se não bastasse viver em uma sociedade alimentada pelo ethos da predação (a maior herança cultural do “senhorialismo” brasileiro), a substituição de uma agenda da cidadania por uma agenda do consumo acabou encampando a validação de um hedonismo em último termo (aquilo que Chistopher Lasch chamava de “sociedade narcísica”), pelo qual se supõe que a sociedade existe para satisfazer os desejos do tipo “quero tudo agora e de qualquer jeito”.

A estreiteza do projeto político-econômico do lulismo tolheu-o de um horizonte cívico, ou seja, aquele passível de ser inspirado por valores como “solidariedade”, tão característicos do projeto histórico do socialismo (que o lulo-petismo fez questão de desconhecer solenemente, e com notável arrogância).

A visão de sociedade do modelo lulista acabou legitimando esse modelo de sociedade de indivíduos narcísicos e predadores, que tem como contrapartida a política infantilizada.

O que não só o PT como todos os setores progressistas do Brasil perderam com isso foi a “luta de valores”, que é a luta pelos próprios fundamentos da legitimação.

Ao perder, menosprezar e desinteressar-se pelo horizonte da cidadania e seu consequente imperativo cívico, o PT pode vir a ser devorado pela serpente cujo ovo ele próprio chocou.

Responder

    Mário SF Alves

    28 de agosto de 2014 às 17h28

    “…valores como “solidariedade””
    _____________________________
    Eu, heim, e o Bolsa Família; o Brasil Sem Miséria; o Brasil Um País de Todos, o Minha Casa, Minha Vida, o que são? Francamente, não é de solidariedade a mensagem que eles passam?

    Esqueceu que os valores dominantes são os valores e a ideologia do sistema econômico dominante? Pergunte aos marinhos, aos frias, aos civitas…

    Ah, os governos Lula e Dilma, assim como o PT, já tinham de ter mudado tudo isso… humm, sei.

    Super Lula/super Dilma/super PT. Super-humanos, dotados de superpoderes. Ah, o povo iria defender esses governos nas ruas… será? Defendeu-se o Getúlio em 54 e o Jango em 64?

    Ricardo

    29 de agosto de 2014 às 10h39

    Mário

    Luta política é luta política. Se para você travá-la implica em ser “super”, então agora você terá a oportunidade de amargar a derrota por não saber travá-la.

    E mais: programas pontuais de amenização da pobreza não são suficientes para conformar um projeto político. Esse tipo de remendo qualquer governo (até tucano) poderia fazer. Aliás, não duvido nada que, reconhecendo a eficácia eleitoral deles, daqui por diante eles se tornem algo até bastante trivial. Assim, o que o PT pode deixar como “legado” não será necessariamente uma sociedade mais justa, mas um kit de cosmética social-democrata, muito longe sequer de um arremedo de sociedade do bem-estar.

    Em suma, os anos de PT no governo federal não instituíram um projeto alternativo de regulação social no Brasil. Dá pra entender, ou é tão difícil assim?

    Mário SF Alves

    30 de agosto de 2014 às 19h34

    Ricardo,

    Confesso que gostaria de poder admitir como correta essa sua certeza. Francamente, isso seria muito mais cômodo.

    O Brasil é ainda um enigma político, complexo demais, cobiçado demais, à direita demais, onde não basta estratégia política, e não basta estratégia geopolítica.

    Aqui a superação dos entraves históricos [e a eficácia de tais estratégicas] passa também pela luta frontal, diretamente travada entre governo e o poder ditatorial econômico e suas consequências, entre as quais a ditadura midiática, a baixa qualidade de representação política, etc, etc, etc.

    Somos o Povo do Brasil, cuja formação política é tudo isso aí que você mencionou e muito mais, pois fomos e ainda somos impregnados pelo fascismo ditatorial.

    Você poderia dizer, sendo assim os argentinos, assim como os chilenos também o foram e no entanto… Sim, aparentemente, sim, mas volto à questão: somos o Povo do Brasil, por isso a dificuldade em estabelecer parâmetros, nenhum outro povo encontra-se sob o mesmo condicionamento ideológico que nós.

    Lembrando o Darcy Ribeiro, será que seremos um dia o Povo Brasileiro em acepção antropológica e política?

    Por tudo isso, e, em tal contexto, em míseros 12 anos, só com poderes extraordinários. E isso, meu caro, sei que vocẽ há de concordar, não é da índole dos democratas. E me incluo entre eles, por mais que essa maravilha de sociedade hoje me pareça utópica.

    Democracia plena, ainda a teremos um dia?

    Seu Zé

    29 de agosto de 2014 às 11h36

    Sr. Ricardo, sabes o que é não ter nada (nem água, nem comida)? Pensar assim fica difícil, mas quando se começa a ter isso as portas se abrem. Nunca vi o Lula dizer que o Bolsa Família era pro resto da vida das famílias, nem fechei aos olhos quando ele ampliou as Universidades e cursos técnicos numa razão inimaginável antes. Agora, se você acha que o ‘lulismo’ se resume a programas paliativos, certamente teus olhos talvez tenham se fechado. Me diga uma coisa: em quem você votou nas últimas eleições?

    Seu Zé

    29 de agosto de 2014 às 11h37

    Retiro o *talvez

Mauro

28 de agosto de 2014 às 12h37

Depois do brilho da estrela,vem o apagão político .

Responder

Fernando

28 de agosto de 2014 às 12h05

Lembra muito o ´´eu tenho medo“ e o ´´imagina na Copa“.

Responder

    [email protected]!r [email protected]+e5

    28 de agosto de 2014 às 14h06

    Com uma grande diferença, Fernando: Antes, havia uma estrutura partidária e rumos claros a seguir. O que tem Marina?
    Diga-me com quem andas e te direi quem és: Neca SETÚBAL já dá entrevistas falando por ela. Você acha que ela representa o social?
    Marina acha que pode governar sozinha. Diz que quer ficar 4 anos, mas vai ficar 2 assim que o povo descobrir que ela não resolve nada.
    Muita gente votou no PT esperando que ele acabasse com a corrupção da noite pro dia. Passou-se o primeiro mandato de Lula com uma “limpa” que manchou a história e criou o anti-petismo exacerbado. O país sobreviveu porque o PT é uma máquina partidária sólida. O que tem Marina?
    Vai ser crise atrás de crise no primeiro ano. O segundo, ou é impeachment ou ela renuncia.

João de Deus

28 de agosto de 2014 às 11h30

Pesquisa feita há cinco meses, quando Eduardo Campos ainda era vivo e quando Marina era colocada como cabeça de chapa, mostrava que ela tinha a preferência de 27% dos eleitores entrevistados. Está no Conversa Afiada:

http://www.conversaafiada.com.br/politica/2014/08/28/janio-e-o-globope-qual-a-novidade/

Janio e o Globope:
qual a novidade ?

Bláblá é o que é. E quando o jatinho cair na cabeça dela ?

No artigo desta quinta-feira (28), na Fel-lha (o que seria dela sem o Janio e o Ricardo Melo ?), Janio de Freitas reduz o “impacto” do Globope – leia aqui sobre o verdadeiro Globope – às suas mínimas proporções.

E olha que o jatinho sem dono ainda não tinha caído na cabeça da Antonia Conselheira, como começa a cair …

(E o PT, vai agasalhar ?)

(Clique aqui para ler “Dudu participou da compra do jatinho sem dono”. E aqui para ver o que disse o Fernando Brito, do Tijolaço, em “Bláblá se associa a crime eleitoral”.)

Diz o Janio:

– não há nova hierarquia na pesquisa;

– a Antonia Conselheira já tinha 27% cinco meses antes, na hipótese de que se tornasse cabeça de chapa, naquela altura.

– os 29% do Globope, portanto, diz o Janio, não são indícios de contribuição do que aqui se chamou de veloriomício.

– a grande novidade da pesquisa, portanto, conclui o Janio, é não trazer novidade.

– “Como se vê, a bola e a incógnita continuam com a candidata do PSB que não é do PSB”.

Janio dedica também algumas palavrinhas de entusiasmo com “os jornalistas cujas perguntas são indisfarçáveis editoriais”.

O que dizer daquele sub-Bonner, que se dirigiu aos candidatos como “vocês” ?

Paulo Henrique Amorim

Responder

Paulo Bispo Da Silva

28 de agosto de 2014 às 11h23

…,MARINA,UM EMBUSTE…

Responder

Lucas

28 de agosto de 2014 às 11h10

cada novo texto desse teor eu leio, mas fica claro o quanto Marina 2014 é um simulacro de Lula 2002, com sua figura de “nova política”, com sua “carta aos brasileiros que na verdade é carta ao mercado”, enfim, mudança nenhuma com relação a um governo que não mudou nada de estrutural no país.

Responder

    Wladimir

    28 de agosto de 2014 às 15h26

    Pra quem acabou de pousar no planeta Terra após doze anos no espaço, tendo se informado em sua nave pelo JN, UOL, CBN, como você, realmente nada mudou no Brasil, nos governos progressistas de Lula e Dilma! Acorda rapaz!

    Márcio Joffily

    28 de agosto de 2014 às 16h19

    Lucas, parabéns por sua breve análise. É isso mesmo, a Santinha aprendeu no PT do Luís Inácio,que copiou a porcarias econômicas do PSDB, para ficar de “bem” com o capital financeiro. Para tanto, aliou-se com o que há de pior na política nacional: Sarney, Collor, Renan, Maluf, … Vivem vociferando contra o PIG, mas o tem tratado com verba farta, provavelmente para cair nas graças da mídia podre.

    Mário SF Alves

    28 de agosto de 2014 às 17h44

    Opa! Enfim, um leninista no Viomundo.

    E eis que o Lula pré-2002 era o próprio Che Guevara revolucionário.
    E eis que, de repente, sem mais nem porque, em 2002, o mundo retrocedeu no tempo e acordou na URSS de 1917.

    Ah, vai ver, é por isso que em 1989, caso Lula fosse eleito, o presidente da FIESP, Mário Amato, ia dar o fora levando na bagagem nada menos que o conjunto do empresariado.

    É isso, Márcio?

    Andre

    30 de agosto de 2014 às 01h19

    Se eu fosse você Lucas, ai com calma. Não estou defendendo os últimos 12 anos de governo, mas o que é ruim sempre pode piorar. O poço nunca tem fundo.


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