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Cartas de Minas
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Marilena Chauí: Haddad tem que quebrar o cartel

20 de junho de 2013 às 11h35

por Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual, via Geledés

A filósofa e professora aposentada da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, Marilena Chauí, avalia que a eventual revogação do aumento da tarifa de ônibus, embora importante, não resolverá o problema do transporte público de São Paulo.

“Enquanto o prefeito não quebrar o oligopólio dos empresários de ônibus, vamos andar sempre mal das pernas, não vai funcionar, mesmo que no curto prazo ele atenda às exigências do movimento e revogue o aumento da tarifa. No longo prazo o problema não estará resolvido”, disse à Rádio Brasil Atual.

Ela lembrou de quando era secretária municipal de Cultura, na gestão da prefeita Luíza Erundina (1989-93), quando foi elaborado o Projeto de Lei da Tarifa Zero, que pretendia custear o transporte público através de uma reforma tributária muncipal. “Erundina enfrentou a máfia dos ônibus, e uma reação em cadeia provocada pelos grandes empresários da construção civil e dos lojistas. Movimentos contrários dos chamados bairros nobres, como Cidade Jardim, Higienópolis, Moema, pipocaram. Foi uma coisa medonha no nível da sociedade civil, e os empresários de ônibus se mancomunaram com a Cãmara Municipal para impedir a aprovação do projeto.”

Ontem o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, admitiu que os empresários são um grupo difícil de enfrentar. “São um setor atrasado, tanto que foram contra a criação do Bilhete Único. É um setor cartelizado. Hoje é muito difícil retirar um operador do sistema”, avalia.

Chauí afirmou que as manifestações pela revogação do aumento das passagens são legítimas e têm de estar na pauta dos movimentos sociais. “As manifestações não poderiam ser mais justas, significa que a luta pela dignidade do cidadão na luta pela educação, pela saúde, pelo trabalho, na moradia, tem de incluir aquilo que é condição de mobilidade, que é o transporte.”

A professora, que é uma das conselheiras que esteve presente na reunião de ontem (18) do Conselho das Cidades, afirmou que a convocação do Movimento Passe Livre como participantes da reunião pelo prefeito foi democrática, mas ressalta que o prefeito Fernando Haddad (PT) demorou a agir.

“As reações do governador Geraldo Alckmin e do prefeito foram diferentes, embora as duas demoradas. Alckmin reagiu com a polícia e com prisão. E Haddad foi pego de surpresa, demorou na resposta. Mas a atitude do prefeito foi de grandeza política porque ele chamou os movimentos, todas as lideranças, o conselho, o secretariado, para um debate transparente.”

A filósofa ressalta, porém, que o momento atual de mobilização e protestos é importante para a democracia, mas não configura um momento histórico. “Não é momento histórico, é um instante politicamente importantíssimo, no qual a sociedade vem às ruas e manifesta sua vontade e sua opinião. Mas a ação política é efêmera, não tem força organizativa do ponto de vista social e política, não tem uma força de permanência, caráter dos movimentos sociais organizados, de presença organizada em todos os setores da vida democrática.”

Ouça aqui a entrevista de Chauí à repórter Marilu Cabañas.

Leia também:

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45 Comentários escrever comentário »

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Leandro_O

21/06/2013 - 11h19

Isso só acontecerá com respaldo do povo. Se a manifestação se expressar nesse sentido talvez algo mude. Mas só pelo que tem acontecido, acho difícil ele comprar essa briga, porque vai comprar sozinho. Acho que falta muito para chegar no nível em que o próprio povo reconheça tais máfias e incitem mudanças.

Responder

FrancoAtirador

20/06/2013 - 23h40

.
.
Sabem quem é o Presidente da Confederação Nacional dos Transportes,

que representa a máfia das empresas privadas de transporte coletivo,

que roubam o dinheiro do povo, um pouquinho todos os dias?

É O MEGAEMPRESÁRIO CLÉSIO ANDRADE, SENADOR DE MINAS GERAIS,

QUE FOI VICE-GOVERNADOR AO LADO DE AÉCIO NEVES (PSDB),

NA ADMINISTRAÇÃO DO GOVERNO MINEIRO ENTRE 2003 E 2006.

QUE ESTÁ SENDO PROCESSADO NO STF PELO VALERIODUTO TUCANO

PROMOVIDO EM ASSOCIAÇÃO COM O DEPUTADO LARÁPIO DO PSDB

EX-GOVERNADOR E EX-SENADOR MINEIRO EDUARDO AZEREDO

QUE TAMBÉM ESTÁ SENDO PROCESSADO NO STF NA AÇÃO PENAL 536,

ELES DESVIARAM MAIS DE 350 MILHÕES DE REAIS DOS COFRES PÚBLICOS.
.
.

Responder

    FrancoAtirador

    20/06/2013 - 23h42

    .
    .
    VÃO LÁ PEDIR O DINHEIRO DE VOLTA!
    .
    .

AlvaroTadeu

20/06/2013 - 23h28

Tenho uma leve discordância da Professora Marilena Chauí, a quem respeito muito. Não há liderança aparente desses movimentos e dessa baderna, mas a violência pipocando por todo o país tem um roteiro certo: o golpe. Cada um que leu sobre como se deu 1964 precisa ficar atento e estar pronto para uma resposta rápida e cirúrgica. Fiquem DE OLHOS BEM ABERTOS.

Responder

Vlad

20/06/2013 - 20h55

“Não é momento histórico…”
“Mas a ação política é efêmera…”

Hahaha

#marilenaboladecristal
#pelegadainconformada

Responder

Rogerio

20/06/2013 - 20h52

Enquanto brigamos por R$0,20, dono de empresa de ônibus destroi Ferrari de 2 milhões. Alguma dúvida sobre a necessidade de transparencia nas concessionarias, OSs, OSCIPs, ONGs e Fundações ?

Motorista de Ferrari batida é dono de “império dos transportes” do ABC paulista

O mistério da Ferrari encontrada batida em uma importante via de acesso à cidade de São Paulo na madrugada de segunda-feira (13) se desenrolou ao longo da semana. Ela pertencia a José Romano Neto, filho de Maria Setti Braga, dona de um “império no setor de transporte” coletivo na região do ABC paulista.

A sequência de batidas foi tão forte que pedaços do carro ficaram espalhados pela via. Descontrolado, o carro só parou 200 metros depois que o motorista perdeu o controle do automóvel.

O motorista abandonou o local do acidente e ainda mandou retirar as placas e outras peças do veículo. O condutor estava acompanhado por uma mulher. Testemunhas dizem até que seria uma famosa.

http://noticias.r7.com/sao-paulo/motorista-de-ferrari-batida-enbspdono-de-imperio-dos-transportes-do-abc-paulista-20052013

Responder

    Pitagoras

    20/06/2013 - 21h57

    Isto se repete em TODAS as cidades brasileiras, em consequência da entrega, à nossa revelia, do transporte público à sanha privada.
    ENCAMPAÇÃO JÁ!

    H. Back™

    21/06/2013 - 10h25

    “(…)em consequência da entrega, à nossa revelia, do transporte público à sanha privada. ENCAMPAÇÃO JÁ!”
    Não só o transporte público, mas todas as estatais privatizadas (quase doadas) na era FgagáC.

    Samir

    21/06/2013 - 10h39

    Prezado filósofo e matemático, mas como seriam feitos os financiamentos de campanhas eleitorais?

Bernardino

20/06/2013 - 20h16

COMO UM frouxo desse Que nao foi CAPAZ de segurar um AUmento de 0,20 centavos nas Passagens pra honrar compromissos de Campanhas vai peitar Mafias de transportes>Esse esta LIquidado como Politico e a S D CHAUI a que respeito e admiro esqueceu de falar que a causa de tudo issso é seu Parideco PT E ESquerdinhas COvardes que nao fizeram REFORMAS Basicas ao longe de Oito anos no PODER.Agora é TARDE e a Labareda ARDE!!

Responder

Marilena Chauí: Haddad tem que quebrar o...

20/06/2013 - 19h01

[…] A filósofa e professora aposentada da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, Marilena Chauí, avalia que a eventual revogação do aumento da tarifa de ônibus, embora importante, não resolverá o problema do transporte público de São Paulo. “Enquanto o prefeito não quebrar o oligopólio dos empresários de ônibus, vamos andar sempre mal das pernas, não vai funcionar, mesmo que no curto prazo ele atenda às exigências do movimento e revogue o aumento da tarifa. No longo prazo o problema não estará resolvido”, disse à Rádio Brasil Atual. Ela lembrou de quando era secretária municipal de Cultura, na gestão da prefeita Luíza Erundina (1989-93), quando foi elaborado o Projeto de Lei da Tarifa Zero, que pretendia custear o transporte público através de uma reforma tributária muncipal. “Erundina enfrentou a máfia dos ônibus, e uma reação em cadeia provocada pelos grandes empresários da construção civil e dos lojistas. Movimentos contrários dos chamados bairros nobres, como Cidade Jardim, Higienópolis, Moema, pipocaram. Foi uma coisa medonha no nível da sociedade civil, e os empresários de ônibus se mancomunaram com a Cãmara Municipal para impedir a aprovação do projeto.”  […]

Responder

    Leonardo Dantas

    20/06/2013 - 20h53

    Para os que ainda não se deram conta, tudo neste país está monopolizado ou em vias disso. Começando pelo síndico do seu prédio, que faz as reformas por 100 e cobra, ás vezes, até 200 e terminando nas concorrências do Metrô, onde cada trecho de obra já está previamente destinado a cada construtora, antes da publicação do edital de concorrência, como já se provou fartamente em noticiários diversos. Isso vale para as empresas que fornecem serviços a quaisquer instâncias do poder público, nos três níveis e nos três poderes. Lembram-se do Juiz Lalau,? Veja, por exemplo: quem queira expor dentro do Parque Anhembi não consegue subcontratar quaisquer serviços fora da “tchurminha” ali encastelada. Isso vale para a contratação das empresas que recolhem o lixo nas cidades, assim como para aquelas que promovem a limpeza de áreas públicas,( lembram-se da empresa de limpeza do flho do Mário Covas? ). Vale também para as forças de ocupação das comunidades dos morros cariocas ( que vendem gás mais caro e obrigatório à população ) para……atc., etc. ad eternum,…..enfim: todas, todas mesmo, toooodaaaas elas. As concorrências de obras em todo o país, são jogos de cartas marcadas, sendo que, muitíssimas vezes, os editais são elaborados pela própria “eleita” no gabinete do político que as fará publicar. As sentenças proferidas em casos que envolvam valores também têm seu preço. Acredito que, até mesmo a loteria seja fraudada e nem a urna eletrônica, segundo denúncias vistas no FB, escapa de ser programada com a divisão prévia do poder entre os cartelizados. Obviamente, quanto maior a grana envolvida, maior o escalão de poder a controlar as respectivas propinas. Um pequeno exercício de raciocínio faria qualquer pessoa medianamente desconfiada relacionar Carlos cachoeira, governo federal e drogas. Quanto ao “pobre”? O pobre que se dane, ora de verde, ora de amarelo, no mais das vezes, de preto.
    Mas eu digo a vocês que uma única criança, destas coitadas, sem futuro, que pipocam nas estatísticas da natividade dos confins deste gigantesco país, se devidamente cuidada, educada e amada pelos seus ( pais e governantes) poderia apresentar ideias e soluções que mudariam radicalmente a face deste planeta em uma única geração.
    Só por esta observação dá pra compreender o gigantesco esforço de deformação, massacre e desvalorização da vida que vem sendo constante e amplamente efetuado contra ( e por ) nossa população ao longo da história. Para isso, se servem eles ( e aceitamos nós ) o “cozimento” brando de nossos corações e mentes no caldeirão do circo brasileiro de horrores, transformado em espetáculo de magia, preconceito e sonhadora “des”esperança, praticado por todas as mídias, dentre as quais se destaca a portentosa BASTILHA ELETRÔNICA chamada Rede Globo de Televisão.

Urbano

20/06/2013 - 18h58

Aí tá certíssimo. Agora, zerar tarifa?… Ainda falta muito tempo, mas muito tempo mesmo para termos tudo gratuitamente. A orbi terrestre pode até ter ilhota numa dimensão mais elevada, mas globalmente ainda estamos na terceira.

Responder

Leonardo Dantas

20/06/2013 - 18h27

A filósofa Marilena Chauí ressalta, que o momento atual de mobilização e protestos é importante para a democracia, mas não configura um momento histórico…… “Não é momento histórico, é um instante politicamente importantíssimo, no qual a sociedade vem às ruas e manifesta sua vontade e sua opinião. Mas a ação política é efêmera, não tem força organizativa do ponto de vista social e política, não tem uma força de permanência, caráter dos movimentos sociais organizados, de presença organizada em todos os setores da vida democrática.”

SINTO DISCORDAR DA EMINENTE PROFESSORA POIS AINDA É CEDO PARA TAIS CONCLUSÕES. PRIMEIRO PORQUE UMA PAUTA PROGRESSIVA PODE EMERGIR, E PARECE ESTAR EMERGINDO, DO MPL E, NESTE CASO, O PREFEITO HADDAD ( que nome mais cheio dd!!) PERDERIA O BONDE DA HISTÓRIA SE NÃO APROVEITASSE DEVIDAMENTE A FORÇA DAS MANIFESTAÇÕES PARA, EXATAMENTE, QUEBRAR O CARTEL DOS EMPRESÁRIOS DE ÔNIBUS, ABRINDO ESPAÇO POLÍTICO PARA QUEBRA DE OUTROS E SUCESSIVOS CARTÉIS, ATÉ QUE ISSO SE TRANSFORME NUMA VERDADEIRA REVOLUÇÃO, CAPAZ DE NOS APROXIMAR DA ÉTICA E NOS AFASTAR DAS GALÉS ADMINISTRATIVAS QUE JÁ SE TORNARAM PRAXE NA CONDUÇÃO DOS BENS PÚBLICOS.

Responder

abolicionista

20/06/2013 - 18h12

O dinheiro para o passe livre deve vir dos especuladores imobiliários e das construtoras. Passemos à próxima questão.

Responder

    H. Back™

    21/06/2013 - 10h48

    “Passemos à próxima questão.” A próxima questão seria: Como fazer isso?

abolicionista

20/06/2013 - 18h10

É isso. Em vez de pautar a luta contra o capital, o maior partido de esquerda do país adotou o discurso da “transição lenta e gradual”. Eu escrevi inúmeras vezes que a apatia do PT levava as massas para o fascismo. E isso continua ocorrendo. Um partido de esquerda não pode ser para sempre um intermediário entre os interesses da burguesia e os interesses do povo. Ele precisa mostrar ao povo os caminhos da luta ideológica, aquela que o Lula diz que acabou. Pois é, não acabou, e agora? Agora a esquerda tem que correr atrás do tempo perdido. E todos nós precisamos apoiar. É preciso lutar desesperadamente contra a cooptação do movimento, que é um risco real. Contudo, desconfio que nem assim o PT irá mudar, continuará dizendo que as reformas virão quando os ventos soprarem a favor. Talvez no dia de São Nunca… Não importa, agora é preciso uma esquerda unida e combativa, com todos os partidos unidos, com os trabalhadores, os sindicatos, os movimentos sociais, todos contra o fascismo. Bora pras ruas!

Responder

Maria Izabel L Silva

20/06/2013 - 18h03

Eu não entendo nada de transporte publico. Mas de uma coisa eu tenho certeza. As cidades brasileiras não comportam mais nem ônibus nem carros. A população reclama da superlotação dos ônibus, mas não há como colocar mais ônibus nas ruas. Por mais luxuosos que sejam, perdem no quesito tempo. Um trajeto que poderia levar 15 minutos, gasta-se 1 hora. Então a solução são os trens, o metrô. Tudo por debaixo da terra como Londres, Paris e Nova York. Por que abandonaram os investimentos no metrô? Por que no Brasil, o transporte coletivo esta concentrado no ônibus? Este veiculo é barulhento, poluidor, inseguro, difícil de manobrar, ocupa muito espaço… Não há a mínima chance de conforto e segurança no transporte motorizado tipo ônibus, ou micro ônibus, ou vans. Acho que estou condenada a jamais abandonar o meu carro …

Responder

    H. Back™

    21/06/2013 - 11h13

    “Por que abandonaram os investimentos no metrô?”
    Porque o FgagáC veio com a sua idéia de jerico e vendeu a única fábrica de trilhos do Brasil para um concorrente internacional. Agora o Brasil tem que importar trilhos com preços dolarizados.

Marcos Vinicius

20/06/2013 - 16h18

É difícil acabar com um cartel que finacia as campanhas de “todos” os partidos (inclusive do PT).

Responder

    Gildo Silva

    20/06/2013 - 18h05

    Verdade, Marcos. Vide a Máfia dos Tattos.

Renato Bariani

20/06/2013 - 15h41

Vai ter que ser a mesma receita empregada pelo governo do Olívio Dutra na prefeitura de Porto Alegre em 1988. Após as ações governamentais foi um dos melhores serviços do Brasil e a Carris recebeu o prêmio de excelência em transportes por mais de uma década.
Ter uma empresa de modelo para regular as demais, já que financeiramente é impossível assumir o serviço à curto prazo. São Paulo já teve uma empresa pública e não sei se ainda tem.

Responder

    Julio Silveira

    20/06/2013 - 16h42

    Concordo Renato. O Olívio mudou a cara do transporte Municipal de Porto Alegre. Mas pouca gente reconhece isso na cidade, a ainda teve que enfrentar uma ferrenha oposição, que teve como aliada os veículos de mídia do estado, também ideologicamente afinados com os empresários do transporte. Isso trouxe a ele um preço politico bastante elevado, já que teve enfrentar esse grupo praticamente sozinho. Inclusive dentro do seu partido o reconhecimento parece que foi pífio, já que preferiram apostar nos políticos mais ao gosto do empresariado, os assim chamados mais ao centro, caso do atual governador, bom de discurso mas fraco nas ações.

LEANDRO

20/06/2013 - 15h11

Quem tem que arcar com a maior parte do custo dos transporte é o governo, porque ele taxa tudo em excesso inviabilizando a qualquer empresário baixar custos, tentem abrir um micro, mini, empresa para verem. E para quem critica os EUA..

“Em entrevista coletiva nesta terça-feira, o prefeito da cidade, Fernando Haddad, disse que os usuários paulistanos arcam com o equivalente a 70% dos custos do sistema, sendo o restante dividido entre poder público (20%) e empresários (10%). Segundo a Associação de Transporte Público dos EUA (APTA, na sigla em inglês), no país que é a “Meca” do transporte privado os usuários desembolsaram em média pouco menos de 33% dos custos operacionais em 2011. O restante do dinheiro veio principalmente dos cofres públicos.”

Responder

    Altemar

    20/06/2013 - 20h25

    Tá tendo promoção de passagens pros eua meu! Até minha patroa foi.
    Boa viagem.

    renato

    21/06/2013 - 02h29

    Leandro…Leandro….Leandro.
    Quando você diz Prefeitura esta dizendo povo. Correto.
    Da onde o POVO vai tirar dinheiro se ele não quer gastar o dinheiro.
    Das empresas, as empresas estão cansadas, impostometro?????hahahah
    As empresas já estão recebendo uma babá de desoneração, se não me engano
    47 bi….bi amigo de isenção. estão colocando nos Bancos ( ITAU- só para lembrar), e a Globo pedindo para aumentar os juros, para render melhor para eles. Daí o tomate fica caro e o Governo bestamento aumenta o juro, lá se foi a redução do preço da passagem….Um tomate.Imagine um monte de tomates fazendo manifestação.
    Leandro …Leandro…vamos aumentar os juros, dai acaba esta folia de pobre querer comprar as coisas, a inflação despenca de 5 par 4,5; dai é só correr para os estádios superfaturados e que não iam sair nem a pau.
    Para assistir um jogo, eu já não vou poder entrar porque não tenho dinheiro….

Marcelo de Matos

20/06/2013 - 14h32

Claro que seria ótimo “quebrar” o cartel dos ônibus. Quem tem condições de fazer isso? No Brasil há vários cartéis em ação. Órgãos administrativos, como o CADE – Conselho Administrativo de Defesa Econômica, até multam integrantes de cartéis dos combustíveis. Difícil, ou impossível, é acabar com eles. MP e PF, também, têm restrito campo de ação diante da dificuldade de colher provas. A solução teria de vir da área econômica: por exemplo, a importação de combustíveis. Marta, quando prefeita, enfrentou corajosamente o cartel do transporte público. É difícil, porém: os maus hábitos estão estratificados; os sindicatos são ocupados por pelegos. Se alguém se candidata para tentar mudar o status quo, é alvejado e morto por aí. Claro que seria ótima a negociação. Em Itupeva-SP o prefeito petista acertou com os empresários o preço das passagens: http://www.jornaldeitupeva.com.br/2013/06/18/bocalon-anuncia-que-itupeva-nao-tera-aumento-na-tarifa-de-onibus/

Responder

    Moyses Nunes

    20/06/2013 - 19h19

    Valeu a dica! Assistam!!

Djijo

20/06/2013 - 13h23

Se Haddad mexer com os barões do transporte público vai acontecer o que aconteceu com o prefeito de Santo André, vai ser executado. Vale a pena arriscar?

Responder

    Marcelo de Matos

    20/06/2013 - 14h34

    O risco é real.

    renato

    21/06/2013 - 02h38

    As manifestações não deixaram. Eles entendem que isto coloca em risco a vida de alguem.
    Eles entendem tudo.
    Tanto que não subiram nos morros para acabar com o tráfíco. Que era para ninguem ser baleado, a intenção não era esta.

    PS. skim pode ser transformado em gente, por psicologos?

    abolicionista

    20/06/2013 - 16h16

    Vale. É óbvio. Se aceitou o cargo, tem o dever de agir em prol do povo. Os covardes ficam em casa, de frente para a TV.

    flavio jose

    20/06/2013 - 17h32

    E bom responder quando se está atrás de um computador. É bom chamar os outros de covarde quando não se sai de casa. Neste caso quem é covarde e você abolicionista, pois nem dignidade para dizer o nome vc tem.

    rodrigo

    20/06/2013 - 21h21

    Eu tenho nome Flavio José e repito o coro do abô. COVARDE! Ainda deixou que o opus fascita mor subisse em cima dele na hora de anunciar a redução da tarifa.

    abolicionista

    21/06/2013 - 10h09

    Pois é, e eu votei no Haddad e fiz campanha para ele. Vê-lo lado a lado com Alckmin foi uma punhalada nas costas.

    H. Back™

    21/06/2013 - 11h58

    “(…) vai acontecer o que aconteceu com o prefeito de Santo André, vai ser executado.(…)”
    Não duvido nada, pois sabe-se que o transporte público é controlado por uma máfia.

FrancoAtirador

20/06/2013 - 13h03

.
.
Hora de rever o regime de concessões públicas ao setor privado.
.
.

Responder

Luiz Carlos, o velho

20/06/2013 - 12h48

A ”filosofa” aí, só entenderia de transportes e custos operacionais se, um dia, tentasse montar uma empresa. Ônibus é um equipamento caro e de obsolescência precoce e sofre desgastes que são visíveis no dia a dia. Tarifa zero não existe, pois se trata de um absurdo utópico e uma teoria infantilizada. Zerar tarifas significa, necessariamente, transferir o custeio e, neste caso, os não usuários seriam penalizados. A planilha de custo das tarifas de ônibus urbanos mostram claramente que, só de pessoal o porcentual incidente é de 49%, pois para cada ônibus rodando há um pelotão de ceca de 14 pessoas operando-o. E o Diesel chega a 20%.Acorda Dnª Marilena!

Responder

    Marcelo de Matos

    20/06/2013 - 14h43

    Claro que a teoria do passe livre veio de conclaves como aquele Fórum Social Mundial: é utopia pura. O sistema constitucional brasileiro firma-se no protagonismo da iniciativa privada, quando não nas parcerias público-privadas. Seria difícil, ou impossível, aprovar uma tese dessas no Congresso. Todo ano discutimos o aumento do condomínio aqui do prédio. Não há como não aumentar porque o principal fator a considerar é a mão de obra. Não há como não aumentar, também, os combustíveis, que são commodities com cotação internacional.

    John

    20/06/2013 - 14h57

    Luiz Carlos (velho), todo mundo sabe que com tarifa zero o custo sairia de algum lugar, inclusive a professora. A ideia da Erundina era que os mais ricos custeassem o transporte de todos (via IPTU); você pode até não concordar, mas seu argumento precisa mudar de direção.
    Agora, afora a tarifa zero, que me soa utópica, é importante pensar porque aceitamos que parte do custo de um direito básico do cidadão vire lucro para empresários e, ainda por cima, em um esquema de oligopólio. É essa a principal discussão por trás do desejo de baratear os transportes. Que o ônibus e combustível custem para o Estado tudo bem, mas lucro não deveria entrar na conta de um direito básico.

    everaldo

    20/06/2013 - 18h58

    …no sistema em que vivemos, ninguém é proibido de acumular riquezas, aqueles que a conseguem podem usar o seu dinheiro para comprar os melhores produtos desfrutar dos melhores prazeres, pagando caro por isto. Se querem viver urbanamente, porque não podem pagar mais caro para desfrutarem de uma melhor cidade???Porque aqueles que vivem em bairros mais ricos, que usam carros mais caros, não se oferecem para serem mais “taxados” em benefício de um serviço público de transporte que tirassem mais carros particulares das ruas em seus próprios benefícios ???

    Moyses Nunes

    20/06/2013 - 19h24

    velho, “tarifa zero” é uma metáfora… metáfora!!

    osmar

    21/06/2013 - 00h16

    quanto “aos custos” da uma mirada nas MPs 613 e 617….desoneram uma cesta de “custos; depois das MPs ainda teve o aumento, que foi “revogado” depois que a casa pegou fogo.

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