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Pochmann: 2014 pode ter última eleição com “candidaturas populares”

04 de fevereiro de 2014 às 16h06

por Luiz Carlos Azenha

Se nada mudar, as eleições de 2014 serão as últimas em que haverá a possibilidade de “candidaturas populares” ao Parlamento, sustenta o presidente da Fundação Perseu Abramo, o economista Marcio Pochmann.

Se não houver uma reforma eleitoral, é possível que aumente o desequilíbrio que se vê hoje no Congresso: 40 mil produtores agrícolas que controlam 50% das áreas agricultáveis elegem de 120 a 140 deputados, enquanto de 4 a 6 milhões de famílias que praticam agricultura familiar são representadas por de 12 a 13 deputados.

O domínio do poder econômico no Parlamento pode frustrar uma das metas do PT no poder, que é a de colocar o Estado a serviço da “geração de equilíbrio” em uma sociedade marcada pelo “monopólio das oportunidades” em todos os campos, diz Pochmann.

Desde que assumiu o cargo, na fundação que ajuda a formular as políticas públicas do PT, o ex-presidente do IPEA, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, tem se dedicado a renovar os laços entre o partido e intelectuais com o objetivo de pensar nos desafios que estão diante do PT depois de 12 anos de poder no Planalto.

Alguns destes desafios resultam das próprias mudanças que os governos de coalizão liderados pelo PT introduziram na sociedade brasileira.

Por exemplo, há um milhão de novos universitários, que praticamente não se vincularam às entidades do movimento estudantil; 1,2 milhão de famílias de baixa renda que tiveram acesso à casa própria mas não fazem parte de associações de bairro ou de moradores; 22 milhões de pessoas que se integraram ao mercado de trabalho sem que isso resultasse no aumento da taxa de sindicalização.

Novos interesses emergiram sem representação institucional. Na avaliação de Marcio, é um risco para a democracia e um desafio para todos os partidos.

Ele lembra que o próprio PT foi resultado de um processo de ascensão social que se deu no Brasil nos anos 70, durante a ditadura militar, com a rápida urbanização: vindos do campo, os novos operários tinham empregos em grandes empresas mas viviam em condições degradantes.

Àquela altura, sob a ditadura, os interesses do operariado encontraram representação em sindicatos, associações e nas Comunidades Eclesiais de Base ligadas à igreja Católica.

Entrevistar Marcio Pochmann é sempre uma tarefa agradável.

O economista ouve a pergunta, “recua” alguns passos e formula a resposta contextualizando historicamente.

Por isso, não se assusta com as manchetes extremamente negativas sobre a economia brasileira que dominam os jornais nos últimos meses.

A “dissonância”, diz ele, ainda resulta da incompreensão ou má vontade com o novo paradigma de enfrentamento da crise internacional adotado pelo ex-presidente Lula, em 2008.

Os críticos estão presos às antigas soluções neoliberais para enfrentar os desdobramentos da crise do neoliberalismo.

No Brasil, isso se traduz, segundo Marcio, em pelo menos duas propostas políticas distintas: a do PT, que acredita que é possível crescer com distribuição de renda; e a da oposição, que quer retomar a ideia de que primeiro é preciso crescer para depois distribuir o bolo.

Sobre os críticos à esquerda, o presidente da Fundação Perseu Abramo afirma que a sociedade brasileira tem características próprias em relação aos vizinhos latinoamericanos: muda devagar, mas de forma segura.

Relembra a oposição ao Bolsa Família e às cotas raciais, que foi duríssima no início do primeiro governo Lula, mas foi se diluindo ao longo dos anos. Hoje, as duas políticas contam com sólido apoio na opinião pública.

Marcio atribui a cautela petista, em parte, a exemplos históricos que deixaram marcas: o golpe de 64, que enterrou as reformas de base de João Goulart, e a derrota da campanha das Diretas, que adiou a implantação do projeto Esperança e Mudança, do antigo MDB — partido de oposição à ditadura –, que pretendia eleger Ulisses Guimarães presidente da República.

O presidente da Fundação Perseu Abramo acredita que parte importante do debate eleitoral deste ano será escancarar quem serão e quem não serão os ganhadores num eventual segundo mandato da presidente Dilma, já que ele acredita estar “no limite” o projeto do ex-presidente Lula que se sustentava na ideia de que todos podiam ganhar o tempo todo.

Ele lembra que apesar das mudanças que deram mais margem de manobra ao Brasil nos cenários político e econômico internacionais, nossa autonomia continua limitada pelo domínio dos Estados Unidos.

Destaca que o rearranjo de poder em Washington, para impor ao mundo o neoliberalismo, continua desafiando a autonomia de projetos nacionais, como se vê neste momento em que o dólar flutua em várias economias dependentes.

Sugerimos aos leitores que assistam a íntegra entrevista, que dá pistas sobre como o partido governista pretende encarar o debate deste ano eleitoral.

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51 Comentários escrever comentário »

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Gileno Correia dos Santos

20/08/2014 - 14h06

É assim que voto: Contra os políticos e a mídia voto em Dilma.

Responder

Gileno Correia dos Santos

11/08/2014 - 20h43

Referente a todos os políticos do Brasil, eu digo uma lembrança: Povo brasileiro, já está na hora de nós deixarmos de ser mamulengo da mídia, manipulado pela ilusão da superfície e aparência das coisas do mundo transmitido pela mídia e dos personagens políticos do Brasil; portanto voto em Dilma porque não é político.

Responder

Gileno Correia dos Santos

27/02/2014 - 21h31

Povo brasileiro, aconselho que desligue a TV quando começar a propaganda política para evitar de assistir os políticos dizendo que o Brasil só muda para melhor se mudar quem está no poder, isto é mentira porque todo político está no poder de político e não fazem nada para melhorar o Brasil exceto enganar o povo, roubar o dinheiro público em combinação com as empresas por meio da burocracia, fazer do povo brasileiro mula sem cabeça; portanto voto em Dilma porque não é político e sim uma que faz parte do povo brasileiro, não tem intenção de roubar o dinheiro público ao contrário da maioria dos políticos de todo partido político que tem o objetivo de roubar o dinheiro público e enganar o povo. Uma das invenções mais erradas dos políticos aqui no Brasil é cobrar do povo, anualmente, o pagamento de IPTU dos municípios onde o povo mora que na realidade é uma grande injustiça e erro esta cobrança pelo mesmo imposto que o povo já paga durante o ano todo, isto é os políticos fazerem do povo mula sem cabeça; cadê que aparece um político com uma proposta de corrigir esse erro e injustiça na política; portanto voto em Dilma porque não é político. A maioria dos políticos brasileiros são iguais aos túmulos que brilham por fora na claridade do sol mas por dentro só tem podridão.

Responder

Gileno Correia dos Santos

15/02/2014 - 20h59

Povo brasileiro, aconselho que desligue a TV quando começar a propaganda política para evitar de assistir os políticos dizendo que o Brasil só muda para melhor se mudar quem está no poder, isto é mentira porque todo político está no poder de político e não fazem nada para melhorar o Brasil exceto enganar o povo, roubar o dinheiro público em combinação com as empresas por meio da burocracia, fazer do povo brasileiro mula sem cabeça; portanto voto em Dilma porque não é político e sim uma que faz parte do povo brasileiro, não tem intenção de roubar o dinheiro público ao contrário da maioria dos políticos de todo partido político que tem o objetivo de roubar o dinheiro público e enganar o povo. Uma das invenções mais errada dos políticos aqui no Brasil é cobrar do povo, anualmente, o pagamento de IPTU dos municípios onde o povo mora que na realidade é uma grande injustiça e erro esta cobrança pelo mesmo imposto que o povo já paga durante o ano todo, isto é os políticos fazerem do povo mula sem cabeça; cadê que aparece um político com uma proposta de corrigir esse erro e injustiça na política; portanto voto em Dilma porque não é político.

Responder

Apavorado com a cara-de-pau humana.

11/02/2014 - 14h55

Interessante: quem vende seu voto, e como, aos agro-enganadores?
Não há mais funcionários nas fazendas. Só um ou outro.

Seria o boia-fria vendendo voto?

Seria um urbano votando em agroenganadores? Seriam todos os agricultores pequenos dando votos conservadores?

Responder

    Apavorado com a cara-de-pau humana.

    11/02/2014 - 14h57

    Eros José Alonso já me respondeu, lá em cima e eu não vi….

Nelson Menezes

07/02/2014 - 10h34

Já postei sobre isto,enquanto o governo estiver alimentando nossos algoses,e chover no molhado,trabalho de concietização politica não existe,o nosso povo tem cultura de só votar em patrão e latifundiarios,isto tudo pode mudar acaso a Dilma vença as eleições, acaso perca ,podemos contar por mais quinhentos anos de expoliação da direita no nosso pobre Brasil

Responder

Apavorado com a cara-de-pau humana.

07/02/2014 - 10h23

Pochman sabe das coisas.

Ele perdeu a prefeitura de Campinas ( 3.000.000 de pessoas vivem na grande Campinas e uns 15.000.000??? na Região Adm. de Campinas)
para um radialista.

Eleição de gente boa é difícil. Agora a migração de todos os estados não é mais para SP. É para Campinas. Campinas é aa cidade sem futuro.

Sempre foi a cidade dos oligarcas. A renda per-capita sempre foi alta, devido ao excesso de frangos comidos pelos de cima. A pobreza crassa.
E a cada dia chegam mais pobres. Nada contra os pobres. Mas pobre significa falta de escola e zero leitura.

Responder

    Apavorado com a cara-de-pau humana.

    07/02/2014 - 10h23

    … a pobreza grassa.

Romanelli

07/02/2014 - 09h40

sim, isso tem a ver com a pauta

Após seis meses o prefeito Eduardo do RJ aumenta não em 7, mas em mais de 10% as passagens de ônibus.

Em SP, Haddad tasca de 9-30% de aumento no IPTU, alega que são em bairros nobres, devido a mudança do valor venal, e que teria incidido em poucos imóveis ..mas não, eu moro na periferia POBRE, e recebi 9% outro dia.

democracia representativa, e isso lá funciona ? Afinal, o que quer dizer mesmo ?

NÃO existe REVOLUÇÃO se não há saúde, educação, justiça e infra estrutura pra população.

Futebol não é essência, é diversão ..fora que no nosso caso, até pela violência em nossas próprias leis (tipo com a permissão de bebidas) aqui tb será tido como HUMILHAÇÃO ..e desperdício, corrupção.

Pra quem tem olhos de ver, ouvidos de ouvir, mentes para compreender e entender a GRAVIDADE da situação, tempo pra discutir, debater, e NÃO pra ofender, mas pra buscar e pensar alternativas (se é que temos ?)

Chega de irmandades que se misturam, confundem e se DIVIDEM no poder, num revesamento sem fim ..o RADICALISMO dos radicais e o oportunismo dos fisiológicos, dos corporativistas sempre atentos, tb tem muito pouco a nos oferecer.

Quando pseudo PRIMAVERAS podem nos levar, não ao verão, mas ao inv(f)erno

veja, vc só tem a ganhar por refletir e comparar:

http://www.youtube.com/watch?v=G90nQZKa7oY

Responder

    Apavorado com a cara-de-pau humana.

    07/02/2014 - 10h26

    Romanelli,

    Você poderia fazer o favor de botar os valores e a foto de sua casa aqui?
    Percentagem é o que vc sabe, e confunde.

    Romanelli

    08/02/2014 - 05h37

    eu mostro pro AZENHA ..inclusive o bairro aonde moro que foi invadido por OUTRA favela recentemente. só pruma turma de VAGABUNDOS faturar com auxilio aluguel (portanto, com os imóveis DESVALORIZANDO mais um pouco)

    aliás, gostaria de mostrar pra ele s AÇÕES que tenho movido DO MEU PRÓPRIO BOLSO e que a cidade não sabe (há 4 anos e SOZINHO, pq nessa hora ninguém é amigo) ações pra tentar tomar uma gleba pública da cidade das mãos de bandidos, BANDIDOS, e fazê-la, como no projeto original, ser novamente uma PRAÇA PUBLICA (junto a procuradoria, ministério publico e ouvidoria).

    Não me leve a mal, nada pessoal, mas seguro morreu de velho ..verdade mesmo é que estou de saco cheio de tanto policiamento e perseguição da militância qdo resolvo destoar e pensar diferente.

    Então ficamos assim, se Azenha quiser, ele tem meu e-mail ..e eu me prontifico a me encontrar com ele e esclarecer esta tua duvida pra que você tenha CERTEZA de que o que falo é a mais pura VERDADE.

    abraços
    e me desculpe

    Romanelli

    08/02/2014 - 06h41

    em tempo, meu bairro esta na PERIFERIA de SP ..aliás, até já tive LULA (quando não era NADA) como vizinho

    abolicionista

    02/03/2014 - 12h06

    Caro Romanelli, até onde eu sei o projeto de reajuste proporcional do de IPTU proposto pelo Haddad não foi aprovado, correto? É o que diz, por exemplo, essa matéria:

    http://tvcultura.cmais.com.br/jornaldacultura/fernando-haddad-desiste-de-aumentar-o-iptu

    Então, acho que esse seu aumento seguiu o modelo antigo, não teve nada a ver com a proposta do Haddad, pela qual os bairros nobres, mais atendidos pelo estado, pagariam mais e o bairros pobres, que quase não contam com serviços básicos, seriam isentados.

    Mário SF Alves

    22/03/2014 - 20h29

    Quem usa a expressão esquerdopata é o quê?

    1- Desavisado?
    2- Incapaz de estabelecer relações entre causas e efeitos?
    2- Ignorante em relação ao significado das palavras?
    4- Morador de países nórdicos ultradesenvolvidos?
    5- Fascista mesmo?

Caio

07/02/2014 - 09h14

Apenas sobre a entrada dos novos universitários e a não adesão aos movimentos estudantis. Esses novos universitários, assim como eu, vieram da periferia. Queremos ou não são mais “conservadores” na sua maioria. Não suportam discussõezinhas de playboy sobre o Haiti ou a causa Palestina (apesar de importantes, mas eu também nunca suportei). Qual o atrativo? O movimento estudantil é mal visto pelo estudante ripador, não tem tempo pra conversa mole com boy sustentado pelos pais. Temos um problema no jovem conservador de periferia, ou no boy liberal líder de movimento estudantil? O jovem ripador não quer greve, quer terminar logo a faculdade pra poder trabalhar e vê o movimento estudantil como um inimigo potencial pra esse plano não se concretizar.

Eu acho importante a política nas universidades e dela participei, mas ela estaria sendo feita de maneira adequada?

Responder

    Tadeu Silva

    09/02/2014 - 16h46

    Interessante análise, Caio.

    abolicionista

    02/03/2014 - 12h16

    Caro Caio. Acho que o tipo de participante do movimento estudantil que você descreve existe, mas não é nem de longe majoritário. Quando estudei na USP, lembro de que uma aluna da sociologia realizou uma pesquisa do perfil socio-econômico dos alunos da universidade que participavam mais ou menos ativamente do movimento estudantil. Ela descobriu que os alunos que participam do movimento estudantil são maioritariamente oriundos de classe baixa e média-baixa. Entre os alunos de classe alta e média-alta, o desinteresse pelo movimento estudantil é muito maior. Eram números bastante contundentes, aliás. Claro, isso na USP de 2007. Não sei como acontece em outras universidades ou mesmo como anda a situação atual na USP. No geral, acho que uma boa dica é não confiar tanto em impressões subjetivas, muitas vezes eivadas de preconceitos inevitáveis. Outro dado interessante é o de que o movimento estudantil tem se mostrado muito mais forte na Usp-leste, onde a renda dos alunos é muito mais baixa, do que no campus Butantã. Quanto à necessidade de mudanças no movimento-estudantil, não há dúvidas de que elas são necessárias. Resta saber em que direção mudar.

Mário SF Alves

06/02/2014 - 23h39

Pochmann é quem me fez ter a certeza de que em se tratando de Brasil, crescimento econômico só não basta. É preciso mais. É preciso desenvolvimento socioeconômico. É preciso democracia de verdade. E essa, meus caros, o regime Casa Grande-Brasil-Eterna-Senzala não quer ver nem pelas costas

Responder

    abolicionista

    02/03/2014 - 12h18

    Caro Mário o PT vai pagar o preço de não ter reorganizado a classe trabalhadora brasileira. E todos nós vamos pagar juntos. É essa nossa derrota, infelizmente…

Helenita

06/02/2014 - 19h15

Duas coisas, aqui:

Alguns navegantes acusam o governo e o pt de lentidão nos projetos, reformas etc; pois bem, se esqueceram que em regimes democráticos o Congresso é quem dá a última palavra, se ele não quer, nada se aprova, se assim compreendessem, veriam que muitas bandeiras consagradas do pt tiveram que ser enroladas e guardadas, pois o congresso brasileiro É ALTAMENTE REACIONÁRIO, CONSERVADOR E DOMINADO PELA ELITE ENDINHEIRADA, como por exemplo os latiundiários… Veja-se que esse odioso Código Florestal teve a firme oposição do governo de Dilma, mas restou aprovado pela bancada do latifúndio. Enquanto os brasileiros votarem em ronaldos caiados, katias abreus, anas amélias e demais pit buls não haverá governo popular que faça reforma agrária.
Outro aspecto relevante registrado pela entrevista: A DESPOLITIZAÇÃO DOS TRABALHADORES E ESTUDANTES! Desde que emergiram da asfixia em que viviam, sem emprego, sem conhecimentos, sem universidades e escolas técnicas, essa imensa massa de brasileiros se viu deslumbrada com os empregos, os estudos, o consumo, as viagens… Aí, o individualismo tomou conta da cabeça e do coração desse povo. PARA ISSO, o impulso decisivo e permanente parece-me que vem das seitas religiosas, que apregoam a glória de possuir, possuir e seguir, cegamente, sem qualquer crítica ou reparo, aos seus “salvadores” de carne e osso, mais carne do que osso, relógios rolex, jatinhos, e um discurso carregado de ameaças e preconceitos contra tudo que não coincida com suas centrais de promessas. Há anos li uma matéria na excelente Caros Amigos,em que uma liderança de assentamento agrário descreveu suas dificuldade para formar um núcleo que adensasse os assentados, para lutar e ampliar conquistas e experiências… É que no pequeno povoado existente, fixou-se um religioso, que dispersou a união dos assentados, arrancando-lhes suas fiéis contribuições…

Responder

Lucas G.

06/02/2014 - 15h32

espero que seja o fim mesmo. Parlamentares populares é a expressão da derrota da luta de classes. Enquanto ela for guiada por eleições a rua estará entregue aos black blocs e justiceiros da vida. Lugar de luta de classe é na organização popular e dos trabalhadores, não dentro de partidos hierarquizados e preocupados em conquistar o poder.

Responder

Filipe

06/02/2014 - 12h45

Ao que tudo indica, o STF vai aprovar a proibição de doação de dinheiro das empresas nas eleições, será um notável avanço.

Quanto ao Pochmann,por quê ele não está no lugar do Mantega ou em qualquer outro ministério?????

Responder

    Apavorado com a cara-de-pau humana.

    07/02/2014 - 10h29

    Pois é!

    Um grande nome e capacidade. Poderia substituir o Tombini para acabar com os juros de 1000% a.a. no cartão de crédito.

    Mas sabe o que eu acho?

    lei popular para enjaular banqueiros e cpongressistas que traírem o povo. Sem isso não avançamos. Mas temem revolta popular , sim.
    Se não temessem não investiriam tanto em milícias privadas dentro do que é público.

Mobdiek

06/02/2014 - 10h39

Azenha, gosto muito do Pochmann e, sem dúvida, a entrevista é muito boa, sobretudo porque fica bastante claro que o PT aparenta fazer um mea culpa e busca tentar encontrar novos caminhos para a atuação política junto ao “povo”.
Ainda que com um viés naturalmente científico, as respostas do Pochmann mostram, logo na primeira parte da entrevista, elementos significativos a respeito do papel que o PT desempenha, o seu “envelhecimento” e distanciamento da realidade mais cidadã e a busca por tentar, através de teoria, compreender uma realidade social para a qual, aparentemente, o próprio PT não estava preparado.
Certamente não é tão simplista assim, mas as contradições do PT ficam evidentes sobretudo frente ao “monstro” desconhecido que surge com esta “nova estrutura social”. O povo, seja desta sociedade pós-industrial ou seja lá qual for a comunidade (ainda somos milhões que sobrevivem através a agricultura familiar, entre tantas outras realidades não homogêneas), já não são bem representados pelo partidão que se tornou o PT. E é disso que se dá conta o PT e o demonstra a palavra de Pochmann: governam, mas o poder… sempre ficou com os mesmos?
Veja que Pochmann afirma que as instituições sociais que fundamentaram e elevaram o Partido dos Trabalhadores foram perdidas, e, hoje, não são sequer do reconhecimento do partido. Associações, instituições estudantis, sindicatos, todos aqueles que formaram e deram grito ao PT, são por este, hoje, membros de uma nova estrutura social… para o PT! Porque a verdade é que continuam sendo estruturas sociais, com diversas demandas e opiniões, e com uma diversidade de natureza e sentido.
Para ilustrar o caminho do PT, para que contribua com as discussões e se tenha um prosseguimento discursivo e prático, de e sobre a realidade a brasileira, com o PT e a sociedade brasileira que é muito mais que apenas pós-industrial, podemos colocar aqui algumas considerações de atos, que sem dúvida ajudarão a compreender o que é o PT (hoje) e como pode o PT redescobrir os fundamentos de sua origem:
1) Distribuição orçamentária e auditoria da dívida pública:
http://www.auditoriacidada.org.br/
2) Terceirização e precarização do serviços públicos.
http://www.viomundo.com.br/denuncias/ricardo-antunes-o-espectro-de-um-capitalismo-ainda-mais-selvagem.html
É notório, como exemplo, a contradição de o governo propagandear o excelente programa “Mais Médicos” e manter, alinhado, um programa de privatização/ terceirização dos hospitais universitários (EBSERH)…
3) Para se averiguar a questão dos sindicatos, analise-se a criação e o papel do sindicato criado pelo PT, o PROIFES e o SINDIEDUTEC-PR, para romper com movimentos sindicais críticos ao governo e a sua política (ANDES, SINASEFE, FASUBRA e outros). A greve dos profissionais da educação em 2012 é bastante ilustrativa.

Haveriam outros muitos exemplos, sobretudo os extraídos das entidades sindicais e movimentos sociais que sempre houveram e que, não raro, foram sufocados pelo partido quando o mesmo se acreditou no poder. Este um movimento fundamental para se compreender porque o PT não reconhece o “povo” e porque, hoje, o povo não reconhece o PT (enquanto partido político, conforme as palavras de Pochmann).

Responder

Augusto Soares

06/02/2014 - 08h13

Olha só o prefeito que Campinas perdeu.

Responder

    Apavorado com a cara-de-pau humana.

    11/02/2014 - 14h36

    Perdeu, saiu perdendo.

    Ele, no mínimo, acostumaria a cidade a cobrar, a entender seu modelo errado, a analisar. Moro +_ em Campinas desde 85. Eu via os estudantes empilhados em cima do motor do Ônibus, indo pra Unicamp, e pensava: como é que esse pessoal chega lá com condições de estudar.
    Que solução a direita deu? Aumentar o comprimento do ônibus. Ônibus sanfonado. A turba ficou meio contente.
    E eu continuei a pensar: que raios de liderança teremos no futuro se um estudante desse virar um prefeito? Ele é um cordeiro….

    O tempo passou…. tivemos um prefeito bêbado e corrupto em segundo mandato, um Grama abestado que nada fez pela cidade mas como todo PSDBista virou santo.
    Tivemos o Toninho – e sabe-se….-
    Tivemos a Isalene, podia ter feito mais. Mas a máfia caiu em cima dela.
    Não lhe deu um minuto de sossego. E houve machismo também contra ela. A homarada ainda não suporta mulher, cá entre nós, porque mulher ainda é menos corrupta, haja vista que há menos presídios para mulheres e menos mulheres encarceradas. Prova melhor não há. E assim, Campinas vai, pro brejo, como toda metrópole.

    Apavorado com a cara-de-pau humana.

    11/02/2014 - 14h52

    Esqueci o Dr. Hélio….

    Daí o povo que vota em Dudu, em Marina, queria alguém light.
    E votaram em Dr. Hélio. Claro, era melhor que Carlão Sampaio.
    Mas se envolveu (???) ou teria sido o Pitta – com a corrupção.
    Que todos sabemos que já era muito, mas muito velha, na prefeitura.Foi apanhado pela máfia de direita, est sim, peligrosa. Caiu!
    enfim, não fez muita falta.

simas

06/02/2014 - 00h54

A realidade foi exposta, agora. Ao menos uma boa parte de verdade foi anunciada pra quem estivesse atendo… Como pensar em projetos de Estado, com uma representação política, nada representativa? Construir uma maioria, consensual, no Parlamento é uma obra de engenharia; como exige cálculos, complicados e ininteligíveis. Até aqui, a coisa andou, em virtude da determinação do Pres Lula. De uma forma, ou de outra, este homem conseguiu executar o Projeto Político, negado por séculos; inclusive, por governos autoritários, ao nível ditatorial. Conseguiu mostrar q é possível, sim, crescer; distribuindo renda e sem a tão decantada ameaça inflacionária. Demonstrou q os sábios de antigamente, não passavam de grdes mentirosos e corrompidos vendilhões da pátria.
Lembrou-se, tbm, q a péssima representação parlamentar decorria do formato oligopolizado, de nossa mídia. Entendo, diferente: existe uma hierarquia na formação política, brasileira… A elite dominante e conservadora, criou um anteparo em torno de si, onde atua, como primeira linha, a imprensa, cartelizada. E é essa imprensa q forma a opinião do público, de modo a impor a divisão de classes existentes; dai, a aceitar e digerir a importância da elite e seu “difícil” papel. Ora, eleger representação majoritária num Congresso, vai um passo…
E a presença do Partido dos Trabalhadores se insere nesse contexto; desmoralizando a sapiência dos doutores, de sempre: Podemos crescer e aumentar a renda, com a inflação controlada. Aliás, a inflação conhecida por todos nós, era própria do sistema, vigente. Sem a dita, o joguinho não dava certo. Precisou anos, pra se descobrir q o tal dragão era uma ficção, atuante. Precisou anos, pra se concluir q o dragão estaria a degustar até os juros da santa e magnífica dívida… aos banqueiros.
Foi, ai, q o neoliberalismo foi imposto, do alto pra baixo. Se mais antigamente os militares eram aliciados pra fazer cursilhos na Virgínia; agora, os potenciais presidenciáveis se reuniam em Washington, mesmo; pra forjar a grde descoberta do Estado, mínimo. E pra nivelar a todos, por baixo, aconteceu a crise de 2008.
Gente: o bonde da História está passando… Não tem por onde. É caso perdido, se a mídia mafiosa não for desmontada. Essa máfia investe, até, na dissolução da família, pra solapar com nossas mentes e corações. Nem podemos ter orgulho em ser brasileiros, novamente. Estão tentando negar e acabar, até, com nossa alegria, maior; qual seria sediar uma Copa do Mundo. Quem sabe, sermos campeões, mais uma vez? Ai, a Pres Dilma ganharia as eleições, numa boa; e, isso, jamais. O prejuízo seria incalculável… Quem sabe, uma reforma política significativa? Ou, uma reforma tributária? Pq, a Educação e a Saúde, é uma questão de tempo… Hj, eu passei por um BRT, aqui na Freguesia, em Jacarepaguá. Deve ser um ensaio, não pro carnaval; porém, de melhoria da Mobilidade Urbana… E a questão habitacional, com o Programa Minha Casa?… A Dilma pode ganhar, de primeira, se a seleção for campeã… Isso, não pode acontecer.
Mas, se o PT não for pra’s ruas, mobilizar a quem não está… acreditem; o futuro pode não ser promissor. A população, o eleitor precisa tomar conhecimento dos benefícios, criados, até agora. Pq as mentes estão corrompidas pelo individualismo; os corações estão endurecidos pela violência, diária.
Buenas!

Responder

ricardo

05/02/2014 - 21h50

Putz! Quer dizer que as “políticas keynesianas” antes de Keynes foram resultado da ousadia de Vargas? Eu pensei que tinham sido um resultado não intencional da política de compra e destruição dos estoques de café, política que se deve inteiramente à voracidade e influência dos cafeicultores da época. E olha que a especialidade do Sr. Pochman é economia. Celso Furtado deve estar se contorcendo. Leia de novo, Pochmann! A questão que ele não sabe enfrentar, ainda que o Azenha a tivesse feito, é a seguinte: Como continuar financiando os gastos sociais agora que a moleza dos tempos das vacas gordas acabou. Lula foi apenas um afortunado com zero de virtù, como diria Maquiavel.

Responder

    simas

    06/02/2014 - 01h49

    Vc. cara. está tentado demonstrar q o Gov Lula não foi resultado de um projeto de governo, bem sucedido. Vc só não lembrou de q, no início do período, havia uma grde dívida com o FMI; e os homens do terno, preto, desembarcavam, periodicamente, por aqui, pra vasculhar nossa casa e achar alguma grana escondida, no travesseiro; grana, essa, não contabilizada em Nova York… Vc só se esqueceu de q foi necessário pagar a dívida, pra se fazer o q ninguém havia feito antes… de bom e proveitoso, pra mta gente.
    Ora, o governo petista floresceu, não foi pq as vacas eram gordas. Pelo contrário; quem se mostrava cevada era a mídia, maldita. Como perseguia o Governo. Foi nessa época, q inventaram o “mentirão”. O PT era responsável por tudo; inclusive, pelos “puns” de suas vacas… Ricardo.
    Ora, o Pochmann sabe mto bem, q o Lord Keynnes não foi nenhum roqueiro e q Vargas não era nenhum cabra da peste, colorido e fantasiado; ao contrário, mudou com um tiro no peito a História. Mto macho, o gauchão… Se ele abriu para os Barões do Café, deve ter sido pra pacificar e unir o Pais: não acha? Mas, ele, Vargas, botou grana nas mãos da elite, paulista; grana, essa, q deu origem a industrialização do pedaço… Quem encheu o baronato de grana e poder, foram os q vieram, depois.
    Menos o Pres Lula, q ajudou o neto do Arraes, em Pernambuco, a fazer um excelente governo; pq, tudo de proveitoso q aconteceu, ultimamente, em Pernambuco, foi obra e decisão do Governo Federal. O neto do grde Arraes não pode fazer mta poeira, pq aparece o caso dos precatórios…
    É uma droga, heim? Todo mundo tem o rabo, preso… O Lula tem o seu “mentirão”… risos

    Apavorado com a cara-de-pau humana.

    11/02/2014 - 14h42

    Você, está se expressando tais aqueles economistas de direita que postam odientos no Nassif.

    Seja simples. A ciência econômica tem servido a muitos estudantes para lhes aumentar a arrogância. A matemática, se bem usada, já resolve o problema de um país. Se este tiver um Congresso decente.

    Se o país tiver uma liderança decente e um povo decente , não importa se os States tenham banqueiros corruptos e os etc que vc sabe….. este povo e esta liderança farão este país sobreviver.

    Mas se temos uma economia toda globalizada pelos corruptos mundiais que se sabe, são os seus planejadores, e ainda temos uns estudantes a creditar o sucesso exclusivamente à teoria…. bem, aí…

alvaro

05/02/2014 - 17h01

Não consegui assistir ao vídeo. É possível postá-lo em um formato mais amigável?

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Zilda

05/02/2014 - 14h25

Excelente a entrevista, mas o som está muito ruim. Azenha é ouvido muito bem.

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Narr

05/02/2014 - 13h52

Os ricos têm mais do que os outros. Não é espantoso que tenham mais deputados do que o resto da sociedade.

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Alexandro Rodrigues

05/02/2014 - 08h56

Tenho muito orgulho de, quando estudante da PUC de Campinas, ter acompanhado de perto o brilhantismo intelectual deste grande brasileiro.

Após essa aula de história, sociologia, política e economia fica a pergunta. Como explicar para a massa emergente que estamos no caminho certo?

2014 está só começando e eu ainda temo o pior…

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    Apavorado com a cara-de-pau humana.

    05/02/2014 - 12h57

    Vai haver de tudo, desde apagão planejado , passando por dossiês inventados até denúncias em e-mails. E muito mais.

niveo campos e souza

05/02/2014 - 07h39

Esta é a questão centralíssima do nosso Brasil: o povo excluído da representatividade política. Reforma político eleitoral.

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Rasec

04/02/2014 - 23h56

Algo de esclarecedor no site! Aprendi pra caramba! E aumentou minha convicção quanto ao PT!

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Antonio

04/02/2014 - 23h08

Se permitir algumas ponderações:
A poupança interna brasileira é baixíssima, tendo em vista que o brasileiro é voltado ao consumo e o PT estimulou o consumo por 5 anos consecutivos, some-se a isso o dinheiro do BNDES (governo) para investimentos que já chegou ao limite do endividamento. Então, concluímos que o Brasil precisa do capital estrangeiro para se desenvolver. O povo japonês é praticamente dono da dívida do governo do Japão, portanto, o país é menos dependente do capital estrangeiro. Pergunto: como o país quer se desenvolver se não respeita o capital privado, o dinheiro estrangeiro vai correr. Quem seria doido de investir em um país que quebra contratos e gasta como se dinheiro desse em árvore.
Tem muitos países que estão passando tranquilos pela crise, já o Brasil devido a gastança do governo Dilma está sofrendo. No governo Lula, a política fiscal criou uma barreira para a crise em 2008 e tínhamos recursos para fazer a política keynesiana já que no governo tínhamos o Meirelles e o Palloci que brigavam pela responsabilidade fiscal. No governo Dilma política fiscal virou samba do crioulo doido.

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    petista que ama Barbosa

    05/02/2014 - 05h04

    O Brasil tem como conseguir o quanto precisar de dinheiro da forma mais simples: é só votar o projeto de lei que permite declarar tudo que se tiver em paraísos fiscais no imposto de renda, pagando 0,4% de imposto

    Baby Siqueira Abrão

    05/02/2014 - 16h39

    “Tem muitos países que estão passando tranquilos pela crise.”
    Cite um , sr. Antonio. E que não seja o Brasil, país que não afundou na “crise” do capital porque o governo apostou no crescimento sustentado.

    Apavorado com a cara-de-pau humana.

    11/02/2014 - 14h45

    Bingo!

Mateus

04/02/2014 - 21h57

Isso não foi uma entrevista. Foi uma aula.

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    erica

    07/02/2014 - 14h51

    acertou na mosca no comentário, Mateus, isso foi uma aula, tanto q fiz anotações, como uma boa aluna. ;-)

souza

04/02/2014 - 21h12

o sr. márcio pochmann sem dúvida uma das maiores expressões do partido dos trabalhadores na atualidade.

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maria ines azambuja

04/02/2014 - 20h37

Excelente entrevista!

Responder

Bacellar

04/02/2014 - 20h10

Que diferença de certo sociólogo que crê fervorosamente em nosso “sub-destino manifesto”. Bela entrevista.

Responder

FrancoAtirador

04/02/2014 - 20h07

.
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O fato é que as ‘reformas econômicas da esquerda’ são tão lentas,

que, antes mesmo de serem concluídas, a direita, abruptamente,

retoma o poder político e imediatamente impõe mudanças na economia,

a tal ponto que, depois, demoram séculos para serem desfeitas.
.
.

Responder

Danilo Morais

04/02/2014 - 19h24

Muito boa entrevista, Azenha. Imagina alguém da Fundação Teotônio Vilela (PSDB) tentando analisar o Brasil… Será que chegam aos pés do Pochmann?

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Patricio

04/02/2014 - 19h14

Curiosa essa entrevista em que a figura do professor e a figura do Che olham para futuros diferentes. Um deles não faz referência sequer uma vez ao socialismo. Curioso, porque é justamente aí que o PT se desfigurou. Era um partido de aspiração socialista, que trazia ao povo uma mensagem mais ousada, de um futuro igualitário. Os burocratas tomaram de assalto a direção do PT- e esfarelaram a organização de trabalhadores que tinha a maior chance de inverter a ordem da desigualdade crônica no Brasil.
Professor, o ponto aqui não é de economia, não é do Estado do Bem Estar Social e não é de eleições.

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