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Cartas de Minas
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Luciano Martins Costa: Médicos, solidariedade de classe e consciência social

10 de julho de 2013 às 09h29

Protesto na avenida Paulista contra a vinda de médicos estrangeiros

Médicos em suas fronteiras

por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa

Os jornais de terça-feira (9/7) trazem um teste interessante para as convicções ideológicas de muitos brasileiros, com questões que podem definir os limites da fidelidade corporativa e da solidariedade de classe, ou revelar o nível de consciência social de cada um.

O projeto que pretende obrigar os estudantes de medicina a cumprir dois anos adicionais de formação em postos do Sistema Único de Saúde põe à prova as verdadeiras intenções dos manifestantes que desfilaram de jaleco branco pelas ruas de São Paulo, há duas semanas, em protesto contra a importação de médicos estrangeiros.

Não será preciso esperar muito para avaliar o impacto da iniciativa entre os líderes das entidades corporativas, como a Associação Médica Brasileira, o Conselho Federal de Medicina e os centros acadêmicos das principais faculdades: os jornais já trazem, com a notícia, a repercussão junto aos representantes dos profissionais e estudantes – e a reação é predominantemente negativa.

Mesmo alguns médicos que se destacaram em movimentos de resistência à ditadura militar e que exibem lustrosas biografias em favor de causas sociais se rendem aos seus interesses específicos e tratam de criticar a proposta.

Se a circunstância representa uma prova para as convicções ideológicas de quem apostou a vida em políticas progressistas, imagine-se a convulsão que deve produzir nas conservadoras redações da imprensa tradicional.

As reportagens trazidas pelos diários deixam pouca margem a dúvidas, para quem estiver disposto a compreender os objetivos da Medida Provisória anunciada pela presidente da República. Os jornais anunciam o projeto de formação complementar de médicos como se fosse uma medida de emergência, criada no fogo das manifestações de protesto, o que ajuda a insuflar opiniões precipitadas.

A informação de que o programa vem sendo discutido há mais de um ano foi destacada apenas pelo Estado de S.Paulo, no quadro chamado “Bastidores”, o que explicaria o fato de a Folha de S. Paulo parecer um pouco mais favorável aos interesses corporativos.

Espera-se agora que uma daquelas pesquisas-relâmpago do Datafolha venha a esclarecer o que pensa a população brasileira sobre a iniciativa do governo.

Interesses corporativos

Uma leitura cuidadosa do que trazem os três principais jornais de circulação nacional permite uma análise bastante diversa daquela colhida das entidades que representam médicos e estudantes de medicina.

O projeto não é uma resposta emergencial, mas resultado de longas conversações e grupos de estudos, que incluíram a Associação Médica Brasileira. O projeto responde de maneira eficiente à necessidade de internalizar os serviços de saúde, diante da resistência da maioria dos profissionais a se deslocar para os grotões do país.

Quanto aos aspectos legais, o projeto de Medida Provisória cumpre o que manda a Constituição, corrigindo distorções produzidas no serviço de interesse público pela mercantilização e elitização do ensino da medicina e do próprio exercício da atividade.

Se as ações e serviços públicos de saúde formam um “sistema único”, de acordo com o texto constitucional, e se compete ao sistema público, de acordo com o artigo 200 da Constituição, “ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde”, há pouco a ser discutido quanto à legitimidade da proposta.

A alegação de que não basta mandar médicos para a periferia da sociedade, porque faltam condições de segurança, é uma confissão de que a solidariedade corporativista se sobrepõe ao interesse social, uma vez que não se deve diferenciar o médico do paciente em termos de seus direitos essenciais.

Se o jovem estudante de medicina busca a profissão apenas para se realizar financeiramente, com certeza em poucos anos de exercício terá se transformado em mais um mercenário. Se, como exigência para a obtenção de sua licença, ele for submetido à dura realidade social brasileira, terá uma oportunidade de compreender melhor para que finalidade deve ser dirigido o conhecimento adquirido na faculdade.

Essas são algumas reflexões que faltaram nos jornais de terça-feira (9), mas há muito ainda a ser pontuado. A imprensa lembra que a proposta se parece muito com o sistema britânico de saúde, considerado um dos mais avançados do mundo, mas o alcance da iniciativa vai muito além do que dizem os jornais. Trata-se de recuperar o sentido da saúde pública no Brasil.

PS de Conceição Lemes:  De acordo com o jornalista e professor Mário Scheffer, do Departamento de Medicina Preventiva da USP e estudioso do assunto,  não procede a informação de que a questão dos 2 anos a mais tenha sido discutida antes com as entidades médicas. Elas realmente foram pegas de surpresa, assim como as faculdades de Medicina. Eu, Conceição Lemes, particularmente, defendo o serviço civil obrigatório para os alunos que estudam em faculdades públicas. É uma forma de devolvermos à sociedade um pouco do que o Estado investiu em nós. Uma contrapartida.

No caso dos médicos e outros profissionais de saúde, implica atuar no SUS. Defendo isso não só para Medicina mas para as outras áreas também.

Essa questão é muito complexa, os dois lados têm um pouco de razão. É preciso ser tratada com o mesmo nível de complexidade, mas no campo da razão e não no emocional.

Há muitas perguntas a serem respondidas, entre as quais estas: Quanto vai custar para o Estado uma decisão como essa? O Estado vai custear os dois anos nas faculdades privadas? Sobretudo como a população desassistida vai ter resolvidos os seus problemas a curto prazo, na área de saúde?

Leia também:

Entidades médicas: Medidas de Dilma na saúde representam alto risco

Rodrigo Vianna: Processo da Globo pode ter “bomba atômica”

Leia os documentos revelados pelo Cafezinho e o livro Afundação Roberto Marinho

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105 Comentários escrever comentário »

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MARIANA SANTINI

23/08/2013 - 12h40

Fico a imaginar onde essa moça coloca os dez dedos perfeitos que tem quando examina seus pacientes! Que cartaz infeliz…veja que a moça, pode ser uma médica e me dá arrepios a sua falta de caridade e compaixão com a figura de um ser humano. Acho que ela deveria repensar a sua atitude sem ética profissional e moral pois eu sou brasileira e me senti muito ofendida! Antes de agredir o ser humano,”doutora” vá lê Guimararães Rosa, Gilberto Freire e outros tantos escritores brasileiros que certamente lhe educará para entender e respeitar os seres humanos.

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Mílton de Arruda Martins: "Elitização brutal" ajudou a concentrar médicos - Viomundo - O que você não vê na mídia

23/07/2013 - 19h03

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Juan Carlos Raxach: Carta de um médico cubano - Viomundo - O que você não vê na mídia

18/07/2013 - 17h44

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Dr. Rosinha: Médicos estrangeiros são bem-vindos - Viomundo - O que você não vê na mídia

17/07/2013 - 10h40

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Fátima Oliveira: Quem deve lavar as louças sujas são os governos - Viomundo - O que você não vê na mídia

16/07/2013 - 11h31

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Gina Nogueira

15/07/2013 - 11h47

Fiquei chocada com a falta de respeito,educação e humanidade desta moça. Creio que ela deva ser psicopata, nada justifica tratar uma pessoa desta forma. Mesmo que ela odeie o Lula,é inadmissível que um médico, ou qualquer profissional da saúde desrespeite a dor e o sofrimento de um ser humano.

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Zé Brasil

11/07/2013 - 20h39

Numa outra foto que foi publicada desta mesma passeata havia uma menina com a cara emburrada, carrancuda mesmo, que segurava um cartaz onde se lia: ‘Dilma vá curar seu linfoma em Cuba’.

Dado que foram a esta passeata todo o tipo de profissionais da área de saúde, desde médicos a auxiliares administrativos, conforme relatado, com despesas pagas pelo patronato, desde as despesas com transporte urbano até horas-extras para atender a passeata,e, supondo que a menina seja, de fato, uma médica, seria interessante que ela relê-se ou , mesmo toma-se conhecimento dele, se uma estudante de medicina for, em avanço, o Juramento de Hipócrates:

“Prometo que, ao exercer a arte de curar, mostrar-me-ei sempre fiel aos preceitos da honestidade, da caridade e da ciência.

Penetrando no interior dos lares, meus olhos serão cegos, minha língua calará os segredos que me forem revelados, o que terei como preceito de honra. [Nota: Principalmente esta frase que estabelece o elo de confiança entre o paciente e o médico em nome da ética de nunca revelar a outrem a doença que acomete o paciente!!!!!!]

Nunca me servirei da minha profissão para corromper os costumes ou favorecer o crime.

Se eu cumprir este juramento com fidelidade, goze eu para sempre a minha vida e a minha arte com boa reputação entre os homens; se o infringir ou dele afastar-me, suceda-me o contrário.”

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FrancoAtirador

11/07/2013 - 17h51

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Dilma sanciona com vetos (*) Lei do Ato Médico

Foi sancionada nesta quinta-feira (11) a lei número 12.842, que regulamenta a atividade médica no país. Também conhecida como Lei do Ato Médico, o projeto tramitou quase 11 anos no Congresso Nacional. O texto, que sofreu veto parcial do governo federal, preserva o atendimento multidisciplinar nos serviços públicos e privados de saúde, e assegura as atribuições específicas dos médicos, entre elas:

Indicação de internação e alta médica nos serviços de saúde; indicação e execução da intervenção cirúrgica; emissão de laudo dos exames endoscópicos e de imagens; perícia médica; atestação médica de condições de saúde; perícia e auditoria médicas; ensino de disciplinas especificamente médicas; e coordenação dos cursos de graduação em Medicina, dos programas de residência médica e dos cursos de pós-graduação específicos para médicos.

Em todo o processo, o governo considerou as manifestações do Congresso Nacional, de secretarias municipais de saúde e das entidades nacionais municipalistas. Após consultar as entidades representativas de profissionais da saúde, o governo federal apresentará novo projeto de lei que assegure as competências de cada profissão e a adequada prestação dos serviços de saúde.

Para resguardar as políticas e programas desenvolvidos no Sistema Único de Saúde (SUS), assim como as rotinas e protocolos estabelecidos nos serviços privados, o governo federal decidiu pelo veto dos artigos referentes à formulação do diagnóstico nosológico (de doenças). A aprovação deste dispositivo traria restrições ao trabalho de outros profissionais de saúde. Hoje, por exemplo, pacientes com doenças como malária, tuberculose e dengue são diagnosticadas ou iniciam o tratamento com profissionais de enfermagem e têm acompanhamento por equipes compostas por médicos. Segundo dados do Ministério da Saúde, existem aproximadamente dois milhões de postos de trabalhos ocupados em serviços públicos e privados que atendem pelo SUS.

O governo vetou, ainda, dispositivos que impedem a atuação de outros profissionais na indicação de órteses e próteses, inclusive oftalmológicas. Atualmente, há profissionais que já prescrevem, confeccionam e acompanham o uso de próteses. É o caso de calçados ortopédicos, cadeiras de rodas, andadores e próteses auditivas.

Foi vetada também a direção e a chefia de serviços médicos enquanto ato exclusivo deste profissional. Embora haja o reconhecimento do papel dos médicos na chefia dos serviços, entende-se que a proposta carece de definição sobre o termo “serviços médicos”.

No que se refere à indicação dos procedimentos invasivos como atribuições exclusivamente de médicos, houve veto no trecho que indicava a invasão da pele atingindo o tecido subcutâneo para injeção, sucção, punção, insuflação, drenagem, instilação e enxertia. Isso porque, caso a redação fosse mantida, a utilização da acupuntura seria privativa de médicos, restringindo a atenção à saúde e o funcionamento do SUS.

(*) Razões de Veto:
(http://blog.planalto.gov.br/wp-content/uploads/2013/07/Raz%C3%B5es-dos-vetos.pdf)

http://blog.planalto.gov.br/veja-as-razoes-do-veto-parcial-ao-projeto-do-ato-medico

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Heloisa Villela: E você achou que era teoria de conspiração... - Viomundo - O que você não vê na mídia

11/07/2013 - 09h24

[…] Luciano Martins Costa: Médicos, solidariedade de classe e consciência social […]

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Zé Brasil

10/07/2013 - 23h08

Sobre a foto do post confesso que conheci quengas com mais finesse.
Que coisa, hein?

Médica? A considerar-se este ato estúpido, será que código de ética de sua profissão entrou junto com o dedo do homem, conforme o diz o cartaz que ela portava, na parte que lhe cabe desse dedo,pois presumo-a brasileira, e uma vez escondido lá dentro, a impediria de sua leitura e prática?

Espero que esse código não tenha muitas páginas, caso contrário ela terá que utilizar-se dos serviços de um colega seu: -o proctologista.

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    FrancoAtirador

    11/07/2013 - 18h08

    Jorge

    11/07/2013 - 19h20

    Eu admirava a Chauí, mas vejo que o engajamento deturpa o discurso em pról não de um ideal, mas a favor de um ator apenas, que em absoluto é maior que uma causa socialista. Contra a idéia da Dilma sobre a inclusão de brasileiros na classe média, Chauí mete o pau dizendo ser absurdo considerar um trabalhador alemão seja classe média. Concordo, quem não é dono dos meios de produção e do capital, é espoliado, não tem “meio termo”. Mas a lambança vem a seguir, condensando preconceitos diversos sobre um grupo (veja, não é classe, é um grupo) dominado, seduzido, entorpecido pelo consumo. Se o socialismo deve combater os donos do poder, deve libertar esse grupo que alimenta o Capital. Repense conceitos, o inimigo é o Capital, não zumbis que andam com roupas de grife!

Regina

10/07/2013 - 22h38

O grau de consciência social da manifestante do cartaz possivelmente é proporciona ao seu grau de civilidade, ou seja,zero. E há muitos iguais a ela.

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Pedro

10/07/2013 - 22h38

Enquanto profissão fundada no individualismo desta nossa sociedade, os médicos estão raciocinando segundo a máxima da sociedade capitalista: o lucro. Quanto mais, mió.
O que eles ainda não perceberam é que esta sociedade está em profunda crise e que a história que produziu o individualismo como uma força criadora e poderosa está ruim das pernas. Acorda Dr.!

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ricardo silveira

10/07/2013 - 21h41

Quando o Governo Lula criou as cotas para alunos pobres poderem cursar a universidade achei ótimo, pois abria a possibilidade de mudar o perfil da elite brasileira. Até agora não há sinal de mudança e as cotas ao que parece não impactaram os cursos de medicina e outros cursos frequentados por uma casta egoísta e reacionária, com as honrosas exceções. Parabéns ao governo Dilma pela necessária medida. Mais uma tentativa de melhorar o atendimento da saúde no país. Que os movimentos sociais voltados ao interesse público lutem por sua efetivação, para que não vá para o espaço como já foi a proposta da reforma política. COMO É DIFÍCIL MELHORAR O PAÍS.

Responder

    Heloisa

    10/07/2013 - 22h53

    Continuo achando ótimo Ricardo. Para meu filho escolhemos e pagamos uma faculdade particular, mas dois de meus sobrinhos, de mesma idade de meu filho, não teriam qualquer condições de fazerem um curso superior ainda nos dias de hoje, sem condições financeiras e sem condições de ingressarem em universidades públicas (afinal, só cursaram a atual escola pública até o ensino médio e seus pais ganham pouco mais que o salário mínimo para sustentarem a família) e, mesmo assim, cada qual teve a oportunidade de concluír um curso superior através do Prouni, nossa família é grata ao governo por isso.

Hassan

10/07/2013 - 21h15

‘Ridícula’ (a mocinha da foto), no mínimo, para não dizer pior. Eu pegaria, sem contribuições monetárias envolvidas, é claro! Essa daí deveria procurar um coleguinha e se tratar dessa obsessão nutrida pelo Lula. Melhor, quem sabe ela não se curaria se fosse trabalhar lá nos lugares onde há carência de médicos. Huuum, não, não seria uma boa ideia, pois, a lady em questão poderia se vingar impiedosamente dos pacientes, sim, pacientes, pois, uma vez no interior, não seriam ‘clientes’, e poderia cometer atos impensados muito bem pensados tendo em mente a fúria e a debilidade mental insana nutrida pelo ex-presidente.
Sinceramente, não lembro, tudo bem, sou relativamente jovem, de jamais ter ouvido/lido tanta ‘preocupação’ por parte da máfia de jaleco em relação às necessidades da população. Não lembro de tê-los vistos preocupados com os que estarão à mercê dos sanguinários médicos cubanos, portugueses, espanhois, marcianos, pqpianos…
Para mim é simples como a receita do soro caseiro – se não tem interesse de ir aos rincões mais distantes/desassistidos do país, para que diabos o falatório? Para que se preocupar? Não entendo isso… oh, não, entendo, aliás, entendo muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito bem!
Infelizmente.

Responder

Sandra

10/07/2013 - 21h01

A foto desta “médica” e seu cartaz me causou revolta.
Deus me livre de cair nas mãos de uma “coisa” dessas!!!

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    carmen silvia

    11/07/2013 - 01h13

    Pensei a mesma coisa Sandra,já imaginou um pessoa doente fragilizada cair nas mãos de uma criatura grosseira como está.

ma.rosa

10/07/2013 - 20h27

Além de ter que ouvir o presidente do sindicato médico da minha cidade(é a classe é unida, são sindicalizados, sim), VOCIFERANDO, durante toda a semana contra o governo, desqualificando a presidente e o ex presidente Lula, agora tenho que ver esta “zinha” de cartaz na mão cheia de soberba e dizendo isto!!!! É o fim, a ignorância é muito grande e o corporativismo maior ainda.

Responder

Isabela

10/07/2013 - 20h10

Eu devolvo à sociedade minha formação estatal como bolsista a vida inteira: sou professora concursada numa universidade pública. Estudei 15 anos pra “virar” doutora, alimentadora do Lattes que late!
Escrevi uma crônica sobre os médicos:
http://isabelacampoidirection.blogspot.com.br/2013/07/ei-doto-humanize-se-por-favor.html

Responder

    Isabela

    10/07/2013 - 20h33

    Aliás, essa cartaz segurado pela “dotôra” é de um mau gosto sem fim, heim? Foi ele quem escreveu? Quanto rancor! Bem ilustrativo mesmo….

Mateus

10/07/2013 - 19h48

Tem um rapaz que faz Eng. Elétrica na minha turma. E ao mesmo tempo esta estudando pro vestibular de medicina. Perguntei pra ele o porque dele ter prestado pra Eng. Elétrica, estar fazendo o curso e ao mesmo tempo tentando medicina. A resposta, “minha mãe quer porque quer que eu faça medicina”. E ao mesmo tempo ele disse que depois de entrar pra eng. Elétrica, começou a balançar pensando se continua ou não tentando medicina. E olha que eng. Elétrica pra medicina a diferença é enorme.
Ou seja, a grande maioria dos que fazem medicina, são de famílias que tem uma alta condição financeira. Fazem o curso simplesmente pelo status e porque a família quer. Ao mesmo tempo tiram a vaga de quem realmente tem a vocação pra ser exercer a medicina e que poderia ser um bom médico. Não tenho dados oficiais pra mostrar isso. Mas observando os profissionais no dia-a-dia, é isso que vejo.

Responder

Wolf

10/07/2013 - 19h27

Achei “interessante” o edital do “Mais médicos”…
Se fosse alguém maldoso ia dizer que o governo achou uma brecha jurídica para contratar profissionais sem concurso público, e assim “driblar” o Tribunal de Contas da União (TCU)…

Responder

    Janice Freitas

    10/07/2013 - 21h37

    É a pouca vergonha de não resolver o trabalho precário. Ao contrário, estimula sem tremer a cara.

FrancoAtirador

10/07/2013 - 18h56

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Uma boa medida, mas não é suficiente.

O Brasil tem dois grandes problemas na área da Saúde:

1) A privatização dos serviços públicos de saúde, principalmente via convênios com o setor privado.
Mais de 50% da verba orçamentária específica acaba direta ou indiretamente nas mãos de particulares.

2) A municipalização da saúde.
A enxurrada de verbas federais que, depois de repassadas aos mais de 5.500 (cinco mil e quinhentos) Prefeitos dos Municípios brasileiros, escoam pelo ralo da incompetência e do mau uso do dinheiro público.
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PS:

Substitua-se a palavra ‘Saúde’ por ‘Educação’

e se terá idênticos problemas com mesmas causas.
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Responder

    FrancoAtirador

    10/07/2013 - 21h13

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    A presidenta Dilma Rousseff anunciou nesta quarta-feira (10), durante discurso na XVI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, que o governo federal vai transferir R$ 3 bilhões aos municípios para que possam prestar serviços de melhor qualidade à população.

    Os recursos serão liberados em duas parcelas: a primeira, em agosto deste ano, e a segunda, em abril de 2014.

    A presidenta disse aos prefeitos que o governo federal é parceiro dos municípios para encarar os problemas e buscar soluções.

    A presidenta ainda anunciou medidas para os municípios que totalizam R$ 20,4 bilhões.

    “Primeiro, eu quero afirmar para vocês mais uma vez que o governo federal é parceiro para enfrentar problemas e encontrar soluções. É nesse quadro de parceria, de busca de soluções e de sensibilidade para a situação que muitas prefeituras vivem que eu quero fazer alguns anúncios. O primeiro anúncio diz respeito a uma questão que é muito importante para vocês, principalmente nesse momento em que seremos exigidos a melhorar os serviços públicos do país. Nós sabemos que saúde e educação é investimento, mas é custeio. Por isso, o governo federal vai transferir R$ 3 bilhões como ajuda aos municípios”, anunciou.

    Na área da saúde, Dilma anunciou mais R$ 600 milhões por ano para o Piso de Atenção Básica (PAB) e reafirmou a importância do Pacto pela Saúde, que levará mais médicos para as periferias das grandes cidades e os pequenos municípios, além de disponibilizar recursos para a construção, reforma e compra de equipamentos para postos de saúde, Unidades de Pronto Atendimento e hospitais. Dilma pediu aos prefeitos que sejam parceiros do programa para que governo federal e municípios possam juntos melhorar progressivamente o atendimento à população.

    Serão repassados, de acordo com a presidenta, R$ 4 mil mensais a mais para a manutenção de postos de saúde e custeio das equipes de saúde nos municípios. Caso a equipe seja composta por profissionais de saúde bucal, haverá um acréscimo no repasse de R$ 2 mil a R$ 3,9 mil.

    Dilma anunciou ainda mudanças no Minha Casa, Minha Vida para que todas as cidades com menos de 50 mil habitantes possam participar do programa e oferecer moradia aos seus habitantes.

    “Todos os municípios abaixo de 50 mil habitantes podem acessar o programa Minha Casa, Minha Vida e oferecer a população da sua cidade o sonho de realizar a casa própria. (…) Nós não vamos mais deixar que haja seleção. Todos os municípios podem executar o programa Minha Casa, Minha Vida. Num primeiro momento, tem 135 mil moradias disponíveis, com valor que chega a R$ 4,7 bilhões”, afirmou Dilma.

    (http://blog.planalto.gov.br/dilma-anuncia-transferencia-de-r-3-bilhoes-para-os-municipios/)
    .
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    A verdade é que na maioria dessas Prefeituras,

    que se situam fora das regiões metropolitanas,

    as Secretarias nem sabem como fazer um projeto.
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    Rodrigo

    10/07/2013 - 22h10

    Aí você falou tudo!
    Só preciso agradecer e reler.
    Valeu

Imparcial

10/07/2013 - 18h52

Sandro Cabral: os médicos e a competitividade

04.07.2013 | Atualizado em 04.07.2013 – 06:23

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Sandro Cabral*

O governo Dilma, desde o seu início, tem entre suas bandeiras principais a proteção de produtores locais, como forma de desenvolver uma base interna de fornecimento e internalizar emprego e renda. É o caso dos estímulos às compras governamentais, priorizando conteúdo local, da desoneração de impostos para empresas situadas no país e das linhas de crédito para as grandes empresas nacionais. Críticos dessa conduta reclamam que tais medidas minariam a competitividade brasileira no longo prazo.

A recente, e polêmica, sinalização da importação de médicos para suprir as carências da saúde pública brasileira vai de encontro à tendência protecionista do governo. Evidentemente, a classe médica nacional reagiu contrariamente. No entanto, olhando sobre o ponto de vista do uso racional de recursos, será que a grita se justifica?

Uma das argumentações mais frequentes dos defensores da reserva de mercado para os médicos locais é que se houvessem melhores condições no interior a concentração de profissionais nos grandes centros diminuiria. Para fins de simplificação, assumamos melhor infraestrutura e salários mais altos como indicadores das tais “melhores condições”. Dado que a grande necessidade nas regiões mais remotas é de clínicos gerais exercendo o papel de “médicos da família”, não seria preciso grandes investimentos em equipamentos, ficando a cargo das prefeituras, talvez com algum complemento das esferas federal e estadual, a provisão de uma estrutura local mínima.

No que tange aos salários mais altos, em função da classe médica brasileira desfrutar no cenário atual de uma situação de pleno emprego, maiores vencimentos no interior implicariam na saída de profissionais dos grandes centros, aumentando os custos nas duas localidades. A economia nos ensina que, num cenário de demanda crescente e oferta inalterada, os preços inevitavelmente sobem.

Uma saída para a questão da oferta seria aumentar o número de vagas para o curso de Medicina no sistema universitário brasileiro. Sabemos, porém, que isso leva tempo e é preciso fazer algo urgente para resolver a situação da falta de atendimento médico fora dos grandes centros. Nesse sentido, parece acertada a decisão do governo de convocar médicos do exterior, desde que devidamente capacitados, para suprir as vagas não preenchidas pelos profissionais locais. Evidentemente, tal medida não anula a estruturação da atividade médica como uma carreira de Estado com um plano de carreira estruturado.

O argumento da menor qualidade dos médicos estrangeiros em relação aos profissionais brasileiros é tão falacioso quanto o utilizado pelos portugueses para impedir o trabalho de dentistas brasileiros além-mar. Basta que o governo estabeleça critérios inequívocos e realistas de seleção. Se os médicos importados posteriormente migrarem para os grandes centros, como temem alguns, complementar a ação governamental para coibir essa distorção, o próprio mercado pode contribuir para ajustar o equilíbrio entre oferta e demanda.

Se o governo não recuar e mantiver uma posição firme, ainda que contrária aos interesses dos que defendem o status quo, o país se beneficiará. Nesse caso, resta torcer para que tal ímpeto seja espraiado para outros setores da economia marcados por forte concentração econômica e para demais grupos corporativistas avessos ao necessário aumento da produtividade brasileira.

* Sandro Cabral é professor da Escola de Administração da Ufba

Responder

Gersier

10/07/2013 - 18h34

A cara dessa patricinha já diz tudo.Ela está enganada,quem está enfiando os cinco dedos no X#°/§ e no bolso do povo são alguns que usam o jaleco branco e acredita,serem deuses.

Responder

Roberto Pinho

10/07/2013 - 18h14

Luciano, o senhor bem sabe que o corporativismo não é um mal em si. É o corporativismo quem une uma categoria profissional, é o que a impulsiona para as lutas contra os patrões e o capitalismo. E deixemos de bobagens.A categoria médica é tão corporativa quanto qualquer outra. Talvez até menos do que muitas, por que não é tão orgânica. E não é orgânica porque muitos ainda nãos e assumem enquanto trabalhadores. Caíram no conto do “Profissional Liberal”
Os governos são um bando de safados. A maioria não se importa com a saúde do seu povo. O ministro Padilha é, sem dúvida, um enrolão. Nunca disse nada sobre concurso, só fala em contrato. Contratos precários, diga-se de passagem. É o governo brasileiro descumprindo as leis trabalhistas do nosso país. Uma vergonha o Partido dos Trabalhadores não respeitar direitos trabalhistas.

Responder

Marco

10/07/2013 - 17h57

Luciano,medicos fazem parte de uma categoria social e não de uma classe social.Segundo a sociologia.Se queres transforma-los em classe,quem sabe classe burguesa?Te agradas?Está ai a sugestão.

Responder

Acássia

10/07/2013 - 17h34

Importante: Anotei o salário anual dos médicos ingleses. 27.000 libras.
ou 2.250 libras por mês. ( o repórter não sabe que esse médico compra em libras e tentou aumentar seu salário para real, o que não é possível)
Isso tem um poder aquisitivo igual ou bem parecido em real. Ou seja, com esse valor um médico inglês compra o que se compra aqui com 2.250 reais.
Ou seja, para equiparar o salário daqui com o de lá, deve-se baixar um pouco o daqui. Quem sabe se um médico inglês até poderia vir pra cá?!!!
Não. Ele não viria devido a outras questões,como segurança, qualidade de vida etc. Mas pelo salário não faz diferença se ele ganhar aqui 2.250 reais !

Responder

    Fernando Luiz

    10/07/2013 - 21h09

    Não, a libra não tem o mesmo valor de compra que o real, e como não consigo acreditar que alguém seja ignorante o suficiente para não enetender isso, assumo que ess comentário seja de má fé.

    Eu sobrevivo com 800 libras por mês muito, mas muito melhor que um trabalhador com salário mínimo no brasil sobreviveria. Infinitamente melhor.

    Não fale esse tipo de absurdo.

Raimundo Costa

10/07/2013 - 17h25

A responsabilidade de prover médicos para os serviços de saúde é dos governos. Nunca foi de médicos. Vamos acabar com essa palhaçada. Eles pedem votos e se elegem com muita demagogia, que se virem e paguem o preço para cumprir suas obrigações.
Nenhum médico é obrigado a morar e trabalhar onde não deseja. E ponto final.

Responder

    edir

    10/07/2013 - 18h23

    Voce tem toda razäo, isso a Dilma tambem disse, näo podemos obrigar o médico a trabalhar onde ele näo quer. Os médicos tem de respeitar o direito do governo contratar médicos estrangeiros, para trabalhar onde médicos brasileiros näo querem, é simples.

    Gersier

    10/07/2013 - 18h40

    Se é assim porque então estão contra a vinda dos médicos estrangeiros que não se importam em TRABALHAR,(e não coçar como aconteçe muita das vezes)onde os “gostosões” não querem?Que calem a boca e abram espaço para os que realmente tem compromisso com o juramento feito na colação de grau.

    Márcio Mendes

    10/07/2013 - 20h30

    Ficou bem claro qual a sua profissão, e em nome do que você a exerce.
    ABAIXO OS MERCENÁRIOS DA SAÚDE.

    Jessica Araújo

    10/07/2013 - 20h34

    Será que essa turma não se manca e percebe que a população não aguenta mais tanto descaso de quem está jurado a cuidar da saúde, e não do próprio bolso.
    Não adianta espernear, a população está cheia do mercantilismo dos médicos.
    Tá achando ruim, semideus? Procurar outra profissão.

Zanchetta

10/07/2013 - 16h51

Nossa!!! Quanto “mexeu com Lulla, mexeu comigo”…

Posso garantir que o dedo do Lulla não está no *$#%! do povo brasileiro!!!

Acalmem-se

Responder

    renato

    10/07/2013 - 18h56

    Ufa!

Palma

10/07/2013 - 16h50

Em um país onde prevalece a medicina do lucro é claro que a resistência é grande. Quanto mais eficiência no SUS, menos lucros para os consultórios médicos particulares e Planos de Saúde. É assim que funciona.

Responder

    Roberto Pinho

    10/07/2013 - 18h30

    Palma, vemos que desconhece o exercício da medicina no Brasil. Não há essa clientela particular no Brasil. Ou é SUS ou convênio, que paga bem barato. Faça um pesquisa e terá um susto.

Júlio De Bem

10/07/2013 - 16h11

Relaxa, vcs estão se irritando com uma menina que representa exatamente a burguesia. Provavelmente estudou a vida toda em colégio particular, fez cursinho pré vestibular sem nunca ter precisado trabalhar. Entrou na federal, com seus “méritos”, afinal ela podia acordar meio dia e estudar a tarde toda. Sugou o imposto de milhões de brasileiros pra se formar, saiu de sua residenciazinha e vai direto pra sua clínica atender somente quem paga R$ 300,00 pra uma consulta qualquer ou tenha plano de saúde. Esse tipo de menina jamais tocaria num trabalhador suado ou um mendigo sujo que tomou uma facada. O que é de fato muito engraçado é que ela é uma médica sem cérebro, que usa o nome do povo brasileiro pra atender seus próprios interesses. Sucumbirá como todos de sua classe.

Responder

    Do Bem

    10/07/2013 - 18h12

    Quanta M%ˆ&ˆ%$ em tão poucas palavras.

Yacamim Teçá

10/07/2013 - 15h58

Espera aí! a culpa da falta de médicos nos municípios é do governo federal, OU dos PREFEITOS BANDIDOS que utilizam a verba da saúde repassada, para suas trapalhadas e bandidagens. Os pseudos médicos são tão bem informados assim? Devemos dar nomes AOS BOIS, quer dizer aos PREFEITOS E GOVERNADORES BANDIDOS que recebem repasses do governo federal. Será que vão dizer daqui a pouco, que a culpa é do Judas Escariotes!

Responder

Malvina Cruela

10/07/2013 - 15h39

Gostaria de informar aos mais jovens e iludidos o seguinte: em nosso país, nada, coisa alguma, neris de pitibiriba, nadica de nada tem consequências efetivas; explicitando: se amanhã, Marcianos cansados da bagunça que é isso aqui pousassem seus discos voadores em Brasilia e tomassem o poder para consertar o país não mudava nada..em meses ia dar no jornal que estavam fazendo viagens interplanetárias em disco voadores oficiais, tirando férias em Jupiter com dinheiro publico, lavando dinheiro em bancos interplanetários e coisas do tipo.

Responder

Tiao

10/07/2013 - 14h56

Esta estúpida que segura este cartaz não merece o menor respeito.

Responder

    Jorge

    11/07/2013 - 19h04

    Você julga baseado em quê? Pela cor da pele, pela aparência? Você realmente se acha melhor que ela ou que outras pessoas?

Ana Cruzzeli

10/07/2013 - 14h55

O CFM tinha que ter evitado que os coxinhas de jaleco passassem por esse constrangimento.
Todos foram fotografados…
O mundo dá voltas, o que parece autoritário hoje ( e nesse caso, peloamordedeus não é) pode ser a salvação da lavoura

Os coxinhas de Jaleco na rua já eram esperados, vão pagar a conta no futuro pela besteira, já os que são a favor de tudo isso, mas que ainda se escondem no armário da timidez tem que fazer como Adib Jatene.
MOSTREM A CARA, DEEM O APOIO NECESSÁRIO
A população ficará do lado de vocês

Responder

Jorge

10/07/2013 - 14h53

Essa não é uma discussão técnica, todos sabemos, mas uma medida desesperada enfiada goela abaixo. Minha sugestão: plebiscito, se a sociedade (mesmo que apenas 50% +1) assim definir, não há contra-argumentação. Entretanto, através de Medida Provisória, um ano antes da reeleição, como “resposta” às manifestações que criticam entre outras coisas a falta de hospitais e excesso de gasto na construção de estádios, NÃO! A todos: a classe médica não é anti-qualquer coisa, respeita qualquer decisão majoritária. Mas é contra a vinda de estrangeiros (ou brasileiros parentes de políticos) sem REVALIDA e aumento do tempo do curso de forma arbitrária, oportunista e sem aprovação popular.

Responder

    Acássia

    10/07/2013 - 17h20

    Por esse raciocínio o Congresso não deve aprovar nada que está parado há três décadas, exemplo, a reforma política, pois a pressão veio de uma passeata e estamos em ano pré-eleitoral. Que inversão meu amigo!

    Jorge

    11/07/2013 - 19h02

    Mas, cara pálida, “A” reforma política não foi pedida pelas manifestações de rua. Foram pedidos: redução das tarifas de transportes, combate à corrupção, melhoria dos serviços públicos em detrimento à roubalheira da Copa. O núcleo do governo ressuscitou a reforma política e quer um plebiscito para que a população escolha, por exemplo, entre o voto distrital e o sistema atual. Quem inverte o quê? E como outra “medida”, aceleram a questão dos médicos estrangeiros SEM REVALIDA, mudam o currículo do curso. Cadê os hospitais? Ah, a FIFA vai ter isenção de impostos nos seu eventos no Brasil… servilismo!

Francisco

10/07/2013 - 14h47

Essa mocinha da foto é a essência da pequeno-burguesia brasileira…

Responder

J Souza

10/07/2013 - 14h36

As pessoas aqui, que reclamam tanto da manipulação do povo pela rede Globo, está sendo totalmente manipulado pelo governo, que usa mais uma medida populista para enganar o povo.

Moro em uma capital. Há 8 anos o governo do Estado não faz concurso geral para médicos. A prefeitura também não fazia há 7 anos, fez ano passado, mas até agora chamou pouquíssimos dos médicos que foram aprovados. Prefeitos e governadores querem apenas contratar médicos de forma precária, para que não tenham estabilidade, nem as garantias estatutárias. Tudo para economizar.

Ai, ao invés de obrigar os governos estaduais e prefeituras a fazerem concursos e chamarem os aprovados, o governo federal incompetente usa sua máquina de propaganda para difamar a classe médica, que é quem realmente está na linha de frente, e que toca o SUS, com todos os seus problemas! AGORA TODOS COLOCAM A CULPA DA PRECARIEDADE DA SAÚDE PÚBLICA NOS MÉDICOS, NINGUÉM FALA MAIS DA CULPA DOS GOVERNOS FEDERAL, ESTADUAIS E MUNICIPAIS! Mas, não precisa ir muito longe, vários hospitais de São Paulo usam cooperativas ou empresas médicas, que não garantem estabilidade nem direitos trabalhistas. E no resto do Brasil é muito pior, principalmente nos municípios onde os prefeitos dizem que oferecem FORTUNAS aos médicos, mas sem nenhum garantia!

Por isso eu torço para que venham os médicos estrangeiros, para que esse GOVERNO, que fala grosso com os médicos, e fino com a rede GLOBO, seja DESMASCARADO.

Responder

    J Souza

    10/07/2013 - 14h53

    Desmascarando 1:

    Os prefeitos não conseguem nem pagar os professores e médicos que já têm, como podem estar prometendo pagar 30, 100 mil reais por mês para um médico, como dizem alguns comentários pela internet?

    “Padilha e o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, participaram nesta terça-feira da Marcha dos Prefeitos para falar sobre o principal alvo de reclamação dos representantes dos municípios: o custeio com a folha de pagamento dos servidores da saúde e da educação.”
    http://www.ebc.com.br/noticias/brasil/2013/07/dilma-prepara-propostas-para-prefeitos-reunidos-em-brasilia-diz-ministro

    J Souza

    10/07/2013 - 15h04

    E em parte as pessoas têm razão! Os médicos também têm culpa pelo estado atual da saúde pública…
    Se os médicos todos os dias denunciassem nos CRMs condições inadequadas de trabalho em hospitais públicos, como está no código de ética médica, a saúde pública não estaria do jeito que está. E muitos médicos não o fazem por medo de sofrerem perseguições, como é comum no serviço público, ou porque não são concursados, e podem ser demitidos a qualquer momento.

    Acássia

    10/07/2013 - 17h23

    Sem riscos não há melhora para ninguém.

    Mas o orçamento é disputado por toda a elite e abocanhado por alguma elite. O problema é que nunca sobrou para os de baixo. E os de baixo estão reivindicando e exigindo. E agora José?

    zé eduardo

    10/07/2013 - 17h01

    Ninguém em juízo razoavelmente perfeito nem nenhum governante de qualquer âmbito colocaria “A CULPA DA PRECARIEDADE DA SAÚDE PÚBLICA NOS MÉDICOS”. Esse tipo de afirmação chorosa só pode ser resultado da megalomania e miopia de uma categoria que se acha o ‘centro’ de tudo. Saúde, tanto pública quanto privada, não depende de ‘médicos’: depende ‘também’ de médicos, se eles forem competentes. Só que a imensa maioria, no serviços público especialmente, não cumpre nem mesmo o horário contratual que dirá a qualidade no atendimento, e, especialmente na clínica privada, não se dá nem ao trabalho de fornecer recibo. Hehehe, e ainda querem criticar a corrupção dos outros…

Luís Carlos

10/07/2013 - 14h24

O texto é contribui para esclarecer sobre aspectos importantes do Mais Médicos não abordados por grandes veículos de comunicação. Não foi uma resposta ao movimento das ruas, pois já vinha sendo planejado e discutido com demais instâncias.
Concordo com Conceição sobre o serviço civil obrigatório. Deve ser incorporado para todas formações, especialmente da área da saúde. Sou psicólogo, e entendo que todas nossas formações devem receber a oportunidade dessa experiência e de contribuir com a organização da saúde pública e assistência da população.

Responder

antonio carlos ciccone

10/07/2013 - 14h21

Não sei se a foto é real ou armação.Esta mocinha não me representa, nem representa a maioria dos médicos.
Estou encaminhando a foto ao CRM.Não é papel do médico ir à Paulista falar palavrões.
E saibam todos aqueles que não entendem nada de atendimento médico, que a grande maioria dos médicos tem pelo menos um emprego público e portanto a grande maioria atende ao SUS.
Nós queremos concurso público , plano de carreira , salario decente, equipe completa e respeito dos Prefeitos e Governadores.

Responder

    edir

    10/07/2013 - 16h09

    Concordo com voce Carlos, tem de haver melhoria, mas sabemos que a maioria dos médicos näo estäo nem aí com os pacientes. Estäo apenas preocupados com o que väo receber no final do mes. Em 2004, fui atendida por um médico do convenio, enquanto me atendia, falava por telefone com outra pessoa que näo lembro mais quem era. Prescreveu a receita completamente errada, e só näo foi pior porque como observadora eu percebi o erro. Ele corrigiu rápidamente , se despediu e saiu do consultório antes de mim, porque tinha um caso importante para resolver.

    Acássia

    10/07/2013 - 17h28

    Bom anotar isso aí. Mas é bom não bater contra o governo. O povo vai ficar do lado do governo. Pois os médicos não são queridinhos do povo.

    E anoto que já vi pessoas pobres ofendendo médicos num postinho primeira linha.Só por esperar.Mal agradecidas. Elas não conhecem um SUS DO PRIMEIRO MUNDO (espera de 6 horas para dar pontos no dedo)

    E não está nada claro que os médicos existentes iriam para o sertão.
    Com ou sem laboratórios.

antonio carlos ciccone

10/07/2013 - 14h06

O curso de medicina , com seis anos já é longo demais.Oito anos é absurdo.
Os médicos que estudam em Faculdade pública já atendem ao SUS desde o quinto ano do curso.
Se somarmos a residencia, atendem de quatro a sete anos pelo SUS.
E a maioria tem um emprego público, portanto atendendo ao SUS.

Responder

trombeta

10/07/2013 - 13h52

Estou preocupado com o faturamento da editora abril, com os médicos trabalhando nas periferias e municípios do interior quem vai comprar a revista veja para os consultórios?

Responder

    Acássia

    10/07/2013 - 17h37

    Essa foi excelente. Ainda nesta semana fui atendida num consultório e lá estava a Veja. KKKKKKKK.Espero que o médico não a leia. E Ninguém a lia.

edir

10/07/2013 - 12h58

No site do Governo Federal tem os repasses de recursos da saúde que o Governo faz para os estados e municipios, o povo tem de tomar conhecimento disso e passar a cobrar tambem dos prefeitos e governadores. Em Campinas por exemplo,em 2012 a Santa Casa cortou o atendimento pelo SUS, de 27 leitos, por falta de pagamento do SUS. O problema era: O Governo Federal repassa os recursos dos convenios aos Minicipios via prefeitura. O que aconteceu ?
O Governo Federal havia respassado os recursos à prefeitura, e ela näo havia pago à Santa Casa. Gente vamos ficar atento à isso. Jogam o problema nas costas do governo federal, mas muitos casos é de reponsabilidade dos prefeitos que recebem os recursos e usam para outras coisas. Vejamos o caso de Minas Gerais, quando o Aécio era governador, desviou 3,5 bilhöes da saúde.

Responder

Wagner

10/07/2013 - 12h50

Máfia de Branco, e mais claro ainda: Máfia do Remédio.

A medicina ética morreu quando o medicamento se tornou objeto do lucro. Não importa o diagnóstico, o prognóstico é medicamentoso. E por que só a medicina detém poder de estudar, pesquisar e receitar drogas? O Deus MEC é parceiro da Máfia de Branco, quem decide as grades disciplinares? Quem delega e permite o quê? Essa conversinha toda agora de importar médicos é a ponta do iceberg. A arrogância bizarra dos crápulas de branco está clara na sua caligrafia, uma letra tão nauseante que nem o próprio médico pode entender o que escreveu.

Responder

Zilda

10/07/2013 - 12h46

Essa “doutora” segurando o cartaz tão grosseiro e de baixo calão representa bem a categoria? Se representar estamos perdidos. Eu teria vergonha de envergar tal bandeira! Ridículo! Para dizer o mínimo.

Responder

edir

10/07/2013 - 12h45

Essa menininha ai da foto, jamais irá pisar seus pés numa unidade de saúde da periferia. Saibam disso.

Responder

edir

10/07/2013 - 12h44

Fui membro do Conselho Local de Saúde (representando o usuário do SUS) durante 10 anos num bairro pobre da periferia de Campinas. Nos anos 90, o investimento ainda era menor na Saúde , que hoje, mas o que eu via na Unidade de Saúde que acompanhava o maior broblema era na gestäo. Faltava médico, tinhamos a maior dificuldade em manter o profissional na unidade. Funcionava assim: O médico prestava concurso, assumia a vaga, depois de alguns meses pedia a transferencia para uma unidade mais próxima ao Centro ou em bairro melhor. Outro broblema encontrado na unidade, era os funcionários. Tinham pouca preparacäo para o trabalho, e como funcionário público tem estabilidade , entäo ele trabalha de acordo com sua vontade.
Na Unidade tinhamos dois pedriatas, o que era insuficiente para atender a demanda, e vejam só, um pedriatra comprometido com a populacäo, chegava atender até 18 criancas(consultas) num dia só, o outro que estava mais compremetido em proteger os funcionários atendia às vezes 8 criancas. Na unidade havia constantemente desentendimentos entre os funcionários.
Vou citar aqui uma queixa de uma usuária: O médico desconfiou que ela estava com anemia profunda, pediu o exame de sangue, uma semana depois ela foi à Unidade para se informar do exame, haviam perdido o resultado, pediram novamente outra coleta, uma semana depois ela volta à Unidade para se informar, deu positivo, ela tinha que marcar o retorno, para 4 semanas depois. No dia marcado (isso já tinha 6 semanas do primeiro atendimento) o médico faltou, como o numero de profissional (clínico geral) era insuficiente, ela teria de marcar novamente o retorno para 4 semanas depois, que dizer ,para tratar uma anemia a paciente teve de esperar por mais de dois meses. Na farmácia da Unidade era outro problema que os usuários enfrentavam, o atendimento era péssimo, assim como na recepcäo. O meu maior problema nas reuniöes eram por atacar sempre a péssima qualidade no atendimento e a falta de profissional. Os maiores problemas que encontravamos na época, näo era falta de recursos, e sim ADMINISTRACÄO.
Só irá melhorar se acabar com a estabilidade do funcionalismo público.

Responder

Zilda

10/07/2013 - 12h44

Gostaria de perguntar a algum desses médicos que estão defendendo tão ardorosamente seus privilégios – pois não passa de reserva de mercado – se algum quer trabalhar na minha cidade: Natividade – Tocantins; 5.000 habitantes e carece de quase tudo. Sua única fonte de renda é o FPM e os recursos dos aposentados ou de quem vive da assistência social. Na minha cidade médico não para. Há um tempo atrás um médico do Rio de Janeiro – vejam só – do RJ fazia plantão de 15 dias ininterruptos. Dá para ser um bom profissional dessa maneira? Ao redor da minha cidade existem mais 8 ou 10 cidades, menores e com piores condições de atendimento à saúde por falta de médico. Só quem não conhece o interior do Brasil pode ser contra essa medida do governo.

Responder

Acássia

10/07/2013 - 12h42

Exagerado artigo. Trata-nos como completos tapados.

Só que não se trata de filosofar e responder com argumentos complicados.

As pessoas viram durante muito tempo que os proprios medicos não lutaram pela sua classe, pela sua profissão, foram se submetendo aos planos médicos que os escravizam – ou não é escravidão uma consulta de 24,00? -,
mas nunca se rebelaram contra esses planos, pois são dos médicos,
e foram tirando o prejuízo escravizando outros seres humanos com consultas rápidas, sem atenção, sem respeito. O povo não é bobo.

Se aparece uma Dilma, e sabemos que a classe toda a trataria assim, e fica mesmo que falsamente até, do lado do povo, é claro que o povo vai usar isso a seu favor, ou não???!

Ressalva para Dr. Adib Jatene e outros muitos e bons.

Ressalva para o fato de que a solução é muito difícil para qq governo.

Ressalva para o fato de que as prefeituras fazem concursos que estão na NET com salário de até 1.500 reais para algumas horas semanais, e não há essa festa dita pelas prefeituras.

Ressalva para o fato de não se importar médicos imediatamente e com Revalida, minha sugestão.

Se a importação de médicos só vai mostrar problemas e os médicos não são os senhres desses problemas, por que mesmo que eles querem impedir a importação? Não é melhor deixar aparecer os problemas?

Responder

    Cristiane

    10/07/2013 - 16h02

    Deixa eu ver se entendi… Ganhar R$24,00 por consulta é escravidão??? Os bons e atenciosos médicos atendem, no mínimo, 2 pacientes por hora. Se trabalharem 40 horas semanais, como qualquer outro trabalhador, ganhariam R$7.680,00. E você quem realmente me convencer que isso é trabalho escravo??? Não sei em que mundo vocês de jaleco vivem…

José Alcestes

10/07/2013 - 11h53

Ressentimento, inveja e médicos no Brasil
Paulo Ghiraldelli

O ressentimento é algo terrível. O ressentido se remói e acaba, não raro, caindo nos braços da inveja. Esse processo maldito atinge pessoas e se manifesta psicologicamente, mas às vezes contamina um grupo e se transporta para o âmbito psicossocial. Nietzsche aproveitou esse aspecto psicossocial do ressentimento para caracterizar o que ele chamou de “os fracos” ou “os escravos” ou “os doentes”. Com esses termos ele não estava falando de um grupo social empírico, mas de um grupo idealizado para a construção de uma tipologia, de modo a poder distinguir uma “moral dos escravos”. Seu objetivo não era fazer sociologia ou arrumar tipos para fazer história, antes, era forjar tipos para tecer uma narrativa em filosofia da história. O escopo era, no interior dessa narrativa, mostrar como que a metafísica não seria outra coisa senão o produto de um tipo de moral ou de combate moral, e não a busca legítima para algo chamado a verdade ou o absoluto. Todavia, após ele, muitos resolveram seccionar sua filosofia da história e se aproveitar de seus insights internos, lidando então com o ressentimento enquanto elemento estritamente psicossocial.

Antes de Nietzsche, é claro, outros deram elementos para a construção do personagem ressentido-invejoso. Pascal e Schopenhauer foram leituras úteis para Nietzsche nessa tarefa. Marx ele não leu, nem foi lido pelo filósofo revolucionário. Mas Marx não deixou de falar em algo parecido com algumas coisas de Nietzsche, especialmente quando mencionou o perigo do “comunismo de inveja”. Por este, ele entendia um tipo de atitude de quem não queria construir uma sociedade melhor por meio da abolição da propriedade privada, mas apenas encontrar uma forma de legitimar – ao menos no interior da lógica da revolução socialista – a expropriação de determinados bens dos ricos. Muitos processos revolucionários socialistas nada foram senão pilhagem. Os expropriadores podem não ter ficado com a propriedade expropriada dos ricos, mas tiveram o gostinho de vê-las se deteriorar nas mãos dos pobres ou no descuido estatal. De certa forma, isso gerou para alguns ricos o ressentimento do ressentimento, mas, enfim, não a inveja.

A inveja gerada pelo ressentimento sempre foi típica dos “de baixo”. Em geral, esses “de baixo” não eram os que conseguiram emprego regular e que, de certo modo, não se desmancharam no ar como tudo no despertar do mundo moderno. Eram exatamente os que se desmancharam. Tais grupos sociais se constituíram pelos que não se adaptaram à disciplina fabril e à confusão urbana, os que não se saíram bem diante da nova disciplina escolar e frente às demandas do mundo tecnológico e da novidade cultural. Não conseguiram constituir família ou, se assim fizeram, não puderam viver segundo uma dignidade dada ao trabalhador livre, ao menos quando este começou a ser mais ou menos proprietário de algum saber, por conta de uma readaptação à máquina. Essas pessoas não adaptadas se sentiram efetivamente desmanchadas.

Tais pessoas não eram ricas e nem pobres, ao menos não no sentido de assim se sentirem. Não eram propriamente os que haviam sido nobres e, com o advento dos novos tempos, os “tempos burgueses”, os que tinham hipotecado tudo nos bancos da nova classe mandatária. Mas podiam, sim, serem os filhos e netos destes. Eram os restos da nova sociedade. Compunham a parte dos pobres que havia ficado miserável, ou uma parcela de filhos de nobres que nada tinham e que nem bem haviam conhecido a riqueza. Essas pessoas destilaram ódio aos ricos, especialmente aos “novos ricos”. O ressentimento-inveja povoou a Europa entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX.

Segundo temperamentos individuais, esse enorme grupo de azarados da modernidade passaram a condenar toda forma de liberalismo e de democracia liberal emergente. Tornaram-se presas fáceis, logo depois, no século XX, da retórica rebelde e meio que adolescente de líderes comunistas ou de chefes nazifascistas. Aliás, muitos dos próprios líderes desses dois movimentos saíram desse meio, ostentando excessiva juventude e entusiasmo – tudo o que faltava a esse grupo cujos elementos até então se sentiam como os derrotados e os grandes injustiçados da face da Terra.

Durante todo o século XX vimos tais grupos, em graus diversos, aparecer e desaparecer em várias sociedades. Às vezes o ressentido-invejoso podia não ser o miserável, mas o tipo característico de uma parcela da classe média baixa. Às vezes podia ser um grupo difuso, surgido em meio a uma modernização atípica, segundo características especiais de determinado país. Nem sempre um sentimento psicossocial importante se fixa em outro grupo que não o originário somente se este novo grupo é uma réplica do antigo hospedeiro. Aliás, foi essa alteração que ocorreu durante o século XX, e em épocas de crise, o século XXI tem mostrado que ainda deve muito ao século XIX, ao menos quanto ao campo dos sentimentos coletivos.

Esse ressentimento-inveja, não raro, não descola completamente da política. No Brasil de hoje, eu ousaria dizer que a política do governo diante dos médicos é alimentada por algo parecido com esse sentimento que historiei. A impressão que tenho é que não se está fazendo política social, mas apenas jogando um grupo, até então tomado no imaginário social como poderoso, rico, orgulhoso e indisposto com qualquer forma de proletarização, para o interior de um regime de degradação vingativa. É como se o governo, nutrido pelo ressentimento invejoso, quisesse fazer justiça ao povo, julgando em praça pública o que muitos chegaram a chamar, às vezes até com razão, de “a máfia de branco”.

Assim, no Brasil de hoje, a política de saúde é uma política de ameaça, dizendo algo mais ou menos assim para os médicos: “quero que vá para lugares inóspitos, mas não sei se vou pagar você por isso, no entanto, para a sociedade eu vou dizer que pago e que pago muito bem, e que você não quer ir, e então por isso vou salvar a sociedade trazendo médicos estrangeiros”. É uma ameaça terrível, pois ao se colocar que há a disposição de buscar médicos lá fora, pegando o que há de pior na mão de obra do exterior uma vez que não vai se exigir exames e validação do diploma, o que se quer é mesmo rebaixar o ganho dos médicos. Assim, no limite, o plano é antes de tudo de vingança que de política de saúde. Na propaganda estatal, então, deve ficar tudo muito arrumado para o governo, nesses termos: “salvamos o país trazendo médicos de fora, e assim atendemos os mais pobres, já que a máfia de branco, os ricos e cheirosos, os que se filiam ao partido dos ricos, são todos não patriotas”.

Essa propaganda é forte, pois de fato se une à raiva da população diante do atendimento hospitalar que é ruim para os mais pobres. Mesmo para a classe média, vítima de planos de saúde enganosos, o atendimento hospitalar é ruim. Então, todos ficam com a impressão de que a culpa é do médico. Poucos param para analisar as condições históricas dos hospitais e as questões de saúde pública e as deficiências do ensino médico. No imediato, os desacertos caem sobre o médico. Isso é algo que eu conheço bem, pois ocorreu com os professores, mas ao longo de mais de trinta anos. Com os médicos, o que se quer é que esse processo ocorra em meses. A profissão de professor acabou. A profissão de médico, nessa toada, também acabará. Sobrarão alguns bons, com condição de trabalhar nos hospitais dos ricos, mas depois, nem isso. É como hoje nas escolas. Mesmo nas escolas particulares, hoje, já há falhas terríveis, ainda que o preço, para a classe média, seja impagável.

© 2013 Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo, escritor, cartunista e professor da UFRRJ.
http://ghiraldelli.pro.br/ressentimento-inveja-e-medicos-no-brasil/

Responder

    Luís Carlos

    10/07/2013 - 13h52

    E eis que tudo se resume a inveja. Nenhuma avaliação sobre saúde pública, indicadores epidemiológicos, sustentabilidade da política pública de saúde, universalidade, modelo de atenção à saúde, hegemonia do capital, etc. Tudo se resume a inveja? Seria inveja do que mesmo afinal?

    Nivaldo Eduardo Rizzi

    10/07/2013 - 14h19

    José Alcestes.
    Texto ruim este né?
    Para mim equivocado na base conceitual de formação cidadã.
    Tenho alguns amigos filósofos e sociólogos na UFPR que dizem que os filósofos tem a capacidade de consultar filósofos históricos para embasar suas opiniões, ideológicas, pois todos tem uma utopia (por mais obscura que seja) na vida. Assim é de simples.
    Daíe que dei uma olhada no FACE do tal e, dele extrai esta farse (inclusive mantendo as letras em caixa alta): “SER DE ESQUERDA E DE DIREITA É UMA FORMA DE NÃO PENSAR. Seja lá o que vier a ocorrer, o carinha já tem uma resposta pronta, montada pela visão doutrinária. Podem reparar. Gente assim nunca raciocina. E reparem também como este post vai ser odiado pelos burraldos que estão presos às doutrinas e que querem passar a vida presos. A burrice é uma cicatriz, dizia Adorno. É mesmo. Querem ver?”

    Eu não sou filósofo, sou da área tecnológica e de esquerda, que segundo o que se pode deduzir, sem célebro (segundo o tal). Assim é de simples a coisa…
    O cara é um Deus, pelos que vi..
    E quem sou eu para falar com Deus, você não acha?

    Ah! vou comentar com meus amigos filósfos e sociólogos este texto!

    Fernandes

    10/07/2013 - 15h24

    Não sou filósofo!

    Mas suficientemente maduro para entender que quem se fundamenta em Nietzsche ou mesmo em Platão não está no meu campo político.

    O primeiro zombava das “abelinhas” que ficavam na “praça” exigindo democracia. O segundo era um árduo defensor da democracia ateniense, mas estava sempre a espreita contra o escravo (tido por não humano) da mesma Pólis.

    Ressentidos são esses médicos que sempre querem di$$tinção social frente ao povo.

    Tão ressentidos que não querem se misturar aos seu povo.

Ramalho

10/07/2013 - 11h05

“Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país.” (John F. Kennedy)

As reações da classe médica brasileira à iniciativa de importação de médicos estrangeiros para atender em regiões do país nas quais os médicos brasileiros não querem trabalhar e a forma com que estas reações têm acontecido depõem contra a classe médica e fazem lembrar o antigo epíteto da classe, máfia de branco.

Para a população, que pagou a educação dos médicos (pois a maior parte deles estudou em universidade pública), a enganação que a classe propõe, trocando a tragédia da falta de atendimento médico no interior por questões corporativas menores como plano de carreira, aumento salarial e alegada falta de material, não passa de escárnio, insensibilidade, cinismo, traição. A manipulação assusta, pois a classe médica é a última da qual se espera discurso usando doentes como moeda de troca em barganha política e sindical, afinal seus membros fizeram o juramento hipocrático. Sem dúvida, está-se diante de escândalo moral sem precedente.

Os porta-vozes da classe médica, uns mais e outros menos autorizados, ridicularizam e criminalizam autoridades, usando expressões que vão da deselegância ao baixo calão, passando por chulice tacanha (que classe médica a nossa!). Não aceitam que autoridades tentem solucionar, ainda que parcialmente, o problema da falta de assistência médica no interior do país. Uma das causas do problema é claramente falta de médicos, e uma solução óbvia é a importação de médicos, ora bolas. Querem tapar a luz do Sol com peneira, ou julgam que os pacientes, isto é, nós, são todos idiotas.

A classe médica reprova com arrogância e truculência a solução da importação de médicos. Para sustentar a reprovação, acusa a falta de material médico como impedimento para a importação! O que uma coisa tem a impedir a outra? Ora, contratem-se médicos e providencie-se material médico. Obviamente, a principal providência para resolver o problema é a contratação de médicos, médicos que estejam dispostos a trabalhar nas condições que o país pode dar, e é perfeitamente razoável que seja a primeira a ser tomada: de que adianta material médico sem médico?

As reclamações salariais, como se sabe, são improcedentes, os médicos estão entre os profissionais com melhor remuneração no país, constatação científica (baseada em métodos estatísticos). O fato sinaliza que nossa medicina atende a camada de maior renda da população, pois o o povão não tem como remunerar médicos a ponto de pô-los no topo remunerativo. A sinalização é reforçada pela constatação de que a classe médica volta as costas para o interior do país, onde está a população mais pobre. Portanto, a improcedência das reclamações salariais é evidente, assim como a tragédia do atendimento médico aos mais pobres, tragédia para a qual concorre também a classe médica.

O porta-voz oficial dos médicos em pronunciamento televisado explorou o sofrimento dos que não têm atendimento médico. Usou os doentes que a classe médica não quer atender para fazer proselitismo político de baixíssimo nível, ofendendo o governo, episódio inacreditável. Por causa dele, retomo o epíteto antigo aplicado à categoria médica, máfia de branco, pois mostra-se atualíssimo.

A máfia de branco crê ter direito de enriquecer explorando a doença alheia, crença que por si só é bastante para deixar pobres sem acesso ao direito à saúde. Medicina não é indústria que fatura produtos produzidos, medicina fatura horas de atendimento. O número de horas que o médico pode trabalhar é pequeno. Para ficar rico honestamente praticando medicina, o preço da hora tem de ser altíssimo, e pobre, mesmo por meio do Estado, não tem como pagar o que os médicos brasileiros querem. Também por isto, a importação de médicos estrangeiros que aceitem os níveis remuneratórios que a Sociedade Brasileira pode pagar é salutar.

A máfia de branco não se pronunciou quando a CPMF foi extinta, mas abre a bocarra agora, sem qualquer elegância, ao sentir-se ameaçada pelos médicos estrangeiros. É uma turma insegura, gananciosa e burra, pois a CPMF traria mais recursos para a saúde o que, muito provavelmente, melhoraria a remuneração dos médicos.

A máfia de branco, até hoje, não apresentou, com a veemência que se vê agora, nenhuma sugestão de política saúde com ênfase na prevenção. Política deste tipo requer menos tecnologia, menos médicos, menos recursos de apoio; produz mais saúde e qualidade de vida, como se constata, por exemplo, em Cuba (veja os índices pertinentes no Book of Facts, site da CIA, e compare-os com os do Brasil e EUA, por exemplo). Por que a máfia de branco não faz qualquer proposta nesse sentido? Não é classe preocupada com a saúde, comprometida com sua promoção? Afinal, ela sabe das vantagens da prevenção e como implementá-la muito melhor do que os que ela chama de “leigos”. Por que o mutismo, então? Uma resposta é que, com menos doenças para curar, a conta bancária desse segmento do lumpenclassemediano emagreceria.

O individualismo corporativo, expressão máxima do egoísmo divorciado da cidadania, é de fazer corar quem o assiste, como é o caso agora dessas manifestações da máfia de branco. Pobre Povo Brasileiro, com essa classe média tem todos os inimigos que poderia ter.

Há poucos para ajudar e muitos para atrapalhar.

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    sergio

    10/07/2013 - 11h49

    Belo comentário, meu caro! Você só faltou comentar sobre a “formação de quadrilha” de alguns médicos com os laboratórios de medicamentos. Esses médicos, assim como os políticos, pensam que somos “todos” idiotas.

    Acássia

    10/07/2013 - 12h47

    Claro! Já fui a uma consulta em que o sujeito tirou um bloquinho do jaleco e anotou a venda do produto, para recebe sua comissão.Os Congressos patrocinados. etc etc. Começo a ver que o povo demorou muito para reclamar e mostrar.

    Ressalva para o fato de que conheço muitos médicos ótimos, respeitosos, que com certeza não estão nesse conluio, e até já me disseram que têm mesmo que devovolver o que receberam da sociedade.A parte não podre.

Julio Silveira

10/07/2013 - 11h05

A Receita Federal deveria esmiuçar as finanças de profissionais de algumas profissões em especial, médicos principalmente deveriam ser investigados com critério. Deixaram a muito de ser um profissão meritória, hoje virou profissão preferencial de pessoas com vocação mercenária. Lógico, não dá para querer generalizar, existem os abnegados. Mas são cada vez menos, essa que é a verdade. Por incrível que pareça estou vivendo um momento desses, que me faz ficar sem duvidas para apoiar o governo cada vez mais neste assunto. O exemplo? Minha esposa foi diagnosticada com um problema de pedra na vesícula, tem tido dores por isso. Ela é Professora Municipal, Salario Bruto? em torno de R$3.000,00(reais), curso superior, pedagoga formada e investe até hoje em qualificação profissional. O diagnostico? foi feito por um especialista conveniado de seu plano de saúde (Não, não é SUS) que afirmou se fazer necessário cirurgia. O cirurgião a quem o especialista conveniado indicou, que atua na mesma rede hospitalar, informou que não atende pelo plano de saúde dela. Alegou que investiu muito em sua formação para ser desvalorizado, segundo o ele o plano de minha esposa remunera mau, paga apenas R$100,00 pela cirurgia. Ele afirmou que para realiza-la de forma particular ela teria que desembolsar R$1.500,00(Mil e quinhentos reais), mais R$700,00(setecentos reais) de despesa para o anestesista, por aproximadamente 1h e 30 minutos de trabalho. Detalhe ele atua em um hospital dos chamados hospitais de “Caridade” na cidade que resido, uma “Santa” Casa, e ele não é exceção.
Tem alguma coisa muito errada com a formação desses médicos, principalmente na formação do caráter, esse distanciamento social, e o mercantilismo explicito, só me faz acreditar que eles se acham clinicando no Kuwait onde o petróleo jorra e subsidia todos os seus cidadãos.

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    Acássia

    10/07/2013 - 12h48

    De acordo: Muitos planos de saúde recebem por caixa 2 na cara de todo mundo o valor da enorme cota inicial para pertencer ao grupo.

Fernandes

10/07/2013 - 10h48

Sempre desconfiei dos profissionais uniformizados.
De mera necessidade do ofício, o uniforme (jaleco no caso) transmuta-se em signo de distinção social para satisfazer a classe média. Farda, toga e jaleco são tudo lixo. São fetiche dessa fração social recentida que acha que se esforçou/estudou mais que a população em geral.

Na minha dura realidade de trabalhador, já fui consultado por médico que sequer mirou no meu olho. Dilma é lenta. Mas fez a coisa certa!

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Alba Brandão

10/07/2013 - 10h44

Acho que é importante todo mundo saber!
O SUS no seu município – Garantindo saúde para todos

Apresentação
SUS, uma rede de saúde e cidadania 4
O que é o SUS 7
O conceito de saúde 8
Um direito assegurado pela Constituição 8
O SUS promove e protege a saúde pública 9
Intersetorialidade: a saúde resulta de vários fatores 9
Princípios do SUS 9
Principais leis 10
Constituição Federal de 1988 10
Lei Orgânica da Saúde (LOS), Lei n.º 8.080/1990 11
Lei n.º 8.142/1990 11
Responsabilização sanitária 12
Responsabilização macrossanitária 12
Responsabilização microssanitária 13
Participação e controle social 15
O que é participação social na saúde? 16
Canais municipais de participação 16
É preciso informar e saber escutar 17
Gestão da saúde 19
Instâncias de pactuação 20
Comissão Intergestores Tripartite (CIT) 20
Comissões Intergestores Bipartites (CIB) 20
Espaços regionais 21
Descentralização 21
Municipalização exige novas competências locais 21
Regionalização: consensos e estratégias 21
O financiamento da saúde pública 22
A EC n.º 29/2000 deu previsibilidade aos recursos 22
Como funcionam os Fundos de Saúde? 23
Transferências automáticas de recursos 23
Monitoramento dos recursos e das ações 23
Planejamento e informação 25
Plano de saúde fixa diretriz e metas à saúde municipal 26
Sistemas de informações ajudam a planejar a saúde 27
Atenção à saúde 29
Níveis de atenção à saúde 30
O que é atenção básica em saúde? 30
Por que as Unidades Básicas são prioridade? 30
Saúde da Família é a saúde mais perto do cidadão 31
A saúde municipal precisa ser integral 32
A promoção da saúde 32
Vigilância em saúde 33
Vigilância expande seus objetivos 33
Competências municipais na vigilância em saúde 33
Desafios da gestão em saúde 35
Desafios públicos, responsabilidades compartilhadas 36
Criatividade na condução técnica e administrativa 37
Contatos 38

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cartilha_sus.pdf

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Alba Brandão

10/07/2013 - 10h30

Uma avaliação muito boa, embora parcial. O governo erra na comunicação, mas faz parte da estratégia megalomaníaca do ministro Padilha, que assume o papel de gestor estadual e municipal, sem ser. Há papeis definidos para cada instãncia de governo, seja federal, estadual ou municipal, conforme indico abaixo.

É incrível como o ministro age de modo errado, assumindo a culpa de governos estaduais e prefeituras. Ou muda essa forma de encarar o caos ou vai afundar cada vez mais, infelizmente. Mesmo no anúncio do Mais Médicos, a forma foi cheia de erros. Até coisas que todo mundo concorda foram apresentadas de modo atabalhoado.

Norma Operacional Básica do Sistema Único de Saúde – SUS (Publicada no D.O.U.de 6/11/1996)

A presente Norma Operacional Básica tem por finalidade primordial promover e consolidar o pleno exercício, por parte do poder público municipal e do Distrito Federal, da função de gestor da atenção à saúde dos seus munícipes (Artigo 30, incisos V e VII, e Artigo 32, Parágrafo 1º, da Constituição Federal), com a conseqüente redefinição das responsabilidades dos Estados, do Distrito Federal e da União, avançando na consolidação dos princípios do SUS.
Sumário

APRESENTAÇÃO

1. INTRODUÇÃO
2. FINALIDADE
3. CAMPOS DA ATENÇÃO À SAÚDE
4. SISTEMA DE SAÚDE MUNICIPAL
5. RELAÇÕES ENTRE OS SISTEMAS MUNICIPAIS
6. PAPEL DO GESTOR ESTADUAL
7. PAPEL DO GESTOR FEDERAL
8. DIREÇÃO E ARTICULAÇÃO
9. BASES PARA UM NOVO MODELO DE ATENÇÃO À SAÚDE
10. FINANCIAMENTO DAS AÇÕES E SERVIÇOS DE SAÚDE
11. PROGRAMAÇÃO, CONTROLE, AVALIAÇÃO E AUDITORIA
12. CUSTEIO DA ASSISTÊNCIA HOSPITALAR E AMBULATORIAL
13. CUSTEIO DAS AÇÕES DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA
14. CUSTEIO DAS AÇÕES DE EPIDEMIOLOGIA E DE CONTROLE DE DOENÇAS
15. CONDIÇÕES DE GESTÃO DO MUNICÍPIO
16. CONDIÇÕES DE GESTÃO DO ESTADO
17. DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS

http://conselho.saude.gov.br/legislacao/nobsus96.htm

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    edir

    10/07/2013 - 13h39

    Concordo com voce Alba, pelo fato do governo federal assumir as responsabilidade dos governadores e prefeitos, estäo pagando caro por isso. A populacäo está vendo sómente o erro no governo federal enquanto que os governadores e prefeitos estäo saindo ileso . Temos que levantar essa bandeira, temos que informar o cidadäo das responsabilidade das tres esfera na questäo da saúde educacäo e transporte. Acorda Dilma, facam o povo ver os erros das demais esfera.
    Eu venho ha tempo dizendo isso, mas parece que minha voz näo soa.

    Luís Carlos

    10/07/2013 - 14h08

    Alba

    A NOB não está mais em vigor. Após isso já tivemos no SUS o Pacto e atualmente o COAP com o decreto federal 7508/11, ainda em lenta implantação no país.
    Saudações.

Paulo Moreira Leite: O extremismo dos doutores - Viomundo - O que você não vê na mídia

10/07/2013 - 10h20

[…] Luciano Martins Costa: Médicos, solidariedade de classe e consciência social […]

Responder

astrogildo cruz

10/07/2013 - 10h17

Se essa burguesinha da foto for procurar a sua consciência com certeza vai encontrá-la no mesmo lugar em que ela diz que encontrou o dedo de Lula. Se é que ela tem alguma…
Todo apoio às medidas do governo disciplinando os demandos da MÁFIA DE BRANCO.

Astrogildo Cruz

Responder

    Eudes Ribeiro

    10/07/2013 - 10h58

    Será mesmo uma doutora? pelo comportamento em uma manifestação nacional, parece mais uma prostituta e diga-se de passagem muito vulgar, sem mostrar respeito algum pelo povo brasileiro.

    Maria do Carmo

    10/07/2013 - 12h08

    Quanta grosseria! Que moça vulgar! E se orgulha dessa vulgaridade!

    Jorge

    11/07/2013 - 19h09

    Eu realmente fico impressionado com os “donos da verdade”. Como pode julgar alguém, o caráter, sem conhecer, sem conversar, apenas por uma foto? E se houvesse um mínimo de verdade em cada assertiva, e daí? O debate não é outro, a questão de uma sociedade definir como um serviço essencial deve ser prestado versus alguma liberdade de um cidadão escolher onde vai atuar? Na falta de idéias, atacam a foto?

José Ricardo Romero

10/07/2013 - 10h00

Antes de qualquer coisa, que deus me livre e guarde de ser atendido eventualmente por uma profissional de saúde calhorda como essa aí da foto, imagem síntese desta classe de trabalhadores. O que os médicos têm medo, mesmo, é de ocorrer uma mudança de medicina curativa para medicina preventiva. A medicina no Brasil é curativa, ou seja, ela lida com doença. A medicina preventiva lida com saúde. Esta última dá muito pouco lucro porque leva à diminuição do número de doentes e simplifica o atendimento. A curativa é uma cadeia de lucros infernal que liga médicos, atendentes, farmácias e farmacêuticos, indústria farmacêutica e química, indústria de equipamentos, laboratórios de análise e de imagem e clínicas e hospitais entre outros profissionais ditos “de saúde”. A birra mais acentuada destes profissionais da doença é com os médicos cubanos porque em Cuba a medicina é preventiva, humana e honesta. Mas mesmo em Portugal e Espanha, há acentuada ênfase na formação dos médicos e outros profissionais em prevenção, coisa ignorada ou, pelo menos desdenhada no Brasil. Olhando por este ângulo, a desculpa esfarrapada de que não há condições de trabalho para os médicos nos locais distantes para onde seriam enviados (com bons salários e regalias) precisa ser revista. O mecanismo e a estratégia de uma medicina preventiva muda completamente este ponto de vista.

Responder

    Simonebh

    10/07/2013 - 11h50

    José Ricardo, concordo com você. A arrogância dos médicos é generalizada. Sei disso por experiência e sofrimento próprios. Depois de cinco cirurgias para extirpar cálculos renais e a vesícula, desisti de alopatia e desses profissionais mercenários. Sempre me trataram como se eu fosse uma máquina com defeito, nem se dignavam dar-me qualquer explicação sobre o problema, era fazer logo a cirurgia. Hoje faço prevenção pela medicina natural e há muitos anos não tive mais problemas. Confio muito mais na solidariedade dos médicos cubanos.

vicente caliman

10/07/2013 - 09h58

Caro Viomundo, da forma que foi apresentado o projeto, não tenho duvidas que a visão que se depreende é de que foi a medida que “acharam emergencial” para atender a demanda das ruas.Infelizmente o governo esta errando na comunicação no atacado e no varejo. Conversando com as pessoas eu pude constatar que acham que os médicos não são a solução, ao contrario é voz comum que eles fazem parte do problema. Não é apenas a lotação dos hospitais, mas também a falta de humanidade no atendimento.
Por outro lado constatamos que saúde, assim como a educação básica não são prioridades, pois não se vê novas escolas e nem hospitais sendo construídos há muito tempo. Os planos de saúde que seriam solução, sofrem reajuste anuais sempre acima da inflação e não ha para quem reclamar, apenas sabe-se, que não demorara para não caber mais no bolso. A educação básica de qualidade é cara. Tenho mais de 60 anos e estive recentemente no Grupo Escolar que me formei e percebi que seu “estado geral” é o mesmo que ha 50 anos atras, parece até que a pintura é a mesma, não ha melhoria nos recursos materiais. Não é a toa que ao ver um individuo fazendo um ato de má educação, vi várias professoras dizerem “este pais não tem jeito mesmo”.

Responder

Eugênio Hatem Diniz

10/07/2013 - 09h56

É uma grande pena que essa medida não se estenda também aos demais cursos e de todas as áreas do conhecimento, não apenas da saúde. “Todo artista deve ir aonde o povo está”. É um privilégio cursar uma faculdade, seja pública ou privada. Retribuir esse privilégio aos demais cidadãos é uma uma forma de exercitar também, na esfera pessoal, o que as manifestações de ruas pregaram/exigiram esses dias.

Responder

    Romeu

    10/07/2013 - 17h35

    Eugênio,

    adorei o seu comentário. Me formei em engenharia pela UFJF. Foram cinco anos e meio de muito estudo(o curso é de cinco anos, mas fui reprovado em cálculo, aí tive que cursar mais seis meses). Como sou de uma pequena cidade do interior de Minas, me sentia na obrigação de dar algum retorno aos cidadãos de minha terra, pois, bem ou mal, era com o dinheiro que meus pais ganhavam na cidade que me mantinham estudando. Mesmo ganhando pouco fui levando a vida e ajudando a minha cidade. Não fiquei rico mas tenho certeza absoluta que fiz diferença da vida da minha cidade e na vida das pessoas que aqui moram. Hoje trabalho no TJRJ, cursei a Faculdade de Direito em uma escola privada, fiz um concurso e fui aprovado. Continuo morando em minha adorável cidade e trabalhando no Estado do Rio, gasto vinte minutos para ir até o trabalho. A vida está boa, mas acho que com essas mudanças em todos os cursos superiores, faremos um BRASIL muito melhor.

    Um abraço, é bom saber que existem pessoas como você.

    Eugênio

    11/07/2013 - 17h45

    Romeu, obrigado. Fico feliz que vc tenha compreendido e gostado do meu comentário. A cidadania se demonstra e se pratica melhor é no exercício da profissão. Com certeza vc a praticou da melhor forma. Abraço.

Luiz

10/07/2013 - 09h43

O que se esperar desse LIXO de impressa desse país, e os médicos que só assistem as NOVELINHAS da BANDIDA REDE GLOBO, vão pra rua fazer protestos se saberem o que estão fazendo, é tudo que essa BANDIDA quer, PARABÉNS class médicas !!!!!!!!

Responder

    G.A Almeida

    10/07/2013 - 09h54

    incrivel ligação

    sergio

    10/07/2013 - 12h15

    Adoram as novelas por conta do mundinho superficial das mesmas. A grande maioria quer um dia estampar a capa da Revista Caras. Eles estão preocupados é com o próprio glamour. Hô racinha “meseravi”!

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