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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Lincoln Secco: Lula talvez o que melhor entendeu no PT os protestos de junho

16 de setembro de 2013 às 14h36

Foto: Heinrich Aikawa/Instituto Lula

O  discurso de Lula

por Lincoln Secco, especial para o Viomundo

O PT  paulista realizou a 14 de setembro de 2013 seu encontro da grande São Paulo na quadra dos bancários. Lula fez ali um discurso memorável. Além de uma homenagem a Luiz Gushiken e a Carlão, dois dirigentes petistas recém-falecidos e um elogio ao seu candidato ao governo de São Paulo, o Ministro Padilha, Lula fez referências nominais a Antonio Palocci e José Dirceu como aqueles que comandaram sua vitoriosa campanha de 2002. Nenhum outro orador citou-os.

Também chamou a atenção a avaliação de Lula sobre os protestos de junho. Nenhum outro orador falou daquele tema! Lula disse que não lhe interessava se quem havia ido às ruas gostava ou não do PT, mas que se tratava de uma manifestação do povo brasileiro. Junho nos deu uma lição, disse Lula, é que o PT podia ter “puxado” aquelas manifestações. Não para questionar seus governos, evidentemente, mas para dizer que depois de ter melhorado a renda das pessoas ele se comprometia com saúde, educação e transporte de qualidade.

Lula foi enfático: o PT não foi criado para ser um mero partido eleitoral, mas “para organizar o povo brasileiro em sua luta por melhores condições de vida”. Conclamou a militância a ir para as ruas sem vergonha nenhuma e a usar a camisa vermelha do partido.

Lula hoje tem menos amarras para falar o que pensa. Mesmo assim espanta que entre os que estavam à mesa, todos os discursos foram anódinos, menos o de Lula. O que explica isso?

Talvez o fato de que dificilmente Lula tenha hoje possibilidade de mobilizar o PT para reais “embates de rua”. Havia ali talvez dois mil delegados e simpatizantes do partido, mas praticamente não se via nenhum jovem. A militância profissionalizada ali presente era de fato petista em sua maioria, mas refletia muito mais o discurso oco e moderado do presidente do PT e do prefeito de São Paulo do que as reminiscências ligeiramente “radicais” de Lula.

Há uma contradição em movimento: com todos os seus defeitos o PT é o único partido que existe no Brasil. Mas é cada vez mais avesso a mudanças. Justificado pela ideologia do lulismo, a velha militância parece acomodada à política governista. Ao mesmo tempo, o IV Congresso do PT aprovou medidas inovadoras: paridade de gênero, cotas para negros, indígenas e jovens em sua direção e uma medida que dificilmente será aplicada, a rotatividade nos cargos legislativos.

Talvez o discurso de Lula mostre que o problema é menos de conteúdo ideológico do que da forma de reprodução da militância.

O PT tentou moralizar as filiações em massa exigindo dos novos filiados participação em plenárias de qualificação. A ideia foi logo abandonada. Em 23 de agosto, uma semana antes de expirar o limite, o total de aptos a votar no Processo de Eleição Direta (PED) era inferior a 185 mil militantes e pouco depois era cerca de 800 mil. Um PED mais sério dificilmente mudaria o fato de que Rui Falcão será vitorioso já que as chapas à sua direita ou à sua esquerda não têm uma ampla base social, mas talvez produzisse uma maioria menos folgada no Diretório Nacional.

O que o discurso de Lula revela é que talvez ele seja o que melhor no PT entendeu os protestos de junho. Os ideólogos do lulismo continuam acreditando numa política que se exaure lentamente, junto com a velha militância. Dificilmente Lula fará qualquer giro a esquerda, mas em alguns momentos ele parece ser o único que se dissocia do próprio lulismo.

 Leia também:

Antônio David: O tempo corre contra Dilma

Gilberto Maringoni: Black Blocs, cobrir o rosto é o de menos

Lincoln Secco: Onde está José Dirceu?

Wladimir Pomar: A quem interessa a baderna nos protestos de rua?

 

31 Comentários escrever comentário »

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renato

18/09/2013 - 09h05

Meu voto, PT LULA DILMA.
Ou quem LULA mandar votar.
Ponto final.
Papel aceita qualquer coisa.

Responder

Dilma adia viagem oficial aos EUA, anuncia Secom - Viomundo - O que você não vê na mídia

17/09/2013 - 15h15

[…] Lincoln Secco: Lula talvez o que melhor entendeu no PT os protestos de junho […]

Responder

Mardones

17/09/2013 - 14h03

O Lulismo acabou com o PT. E é fora dos governos que ainda há massa cinzenta petista. Lula, Dilma e todas as outras legendas petistas foram tragadas pelo lulismo e não sairão dessa contradição, que fala em necessidade de mudanças, mas segue administrando o neoliberalismo que tanto combateram.

Responder

    Julio Silveira

    17/09/2013 - 15h47

    Concordo contigo.

Matheus

17/09/2013 - 11h48

O mais interessante do discurso do Lula é que, apesar do seu elogio ao seu próprio governo, há também uma autocrítica: o salário individual aumentou, o salário social estagnou em alguns aspectos e regrediu em outros.

Já os nossos governantes não aceitam a contestação de baixo para cima, e só sabem responder com violência de cima para baixo. O vergonhoso disso tudo é que, ao invés de cerrar fileiras contra a repressão política, a (pseudo)esquerda se põe a legitimá-la com bodes expiatórios, ajudando assim a fortalecer o discurso fascistóide dos oligopólios midiáticos e da direita parlamentar que eles dizem combater.

Responder

FrancoAtirador

17/09/2013 - 10h42

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O samurai Luiz Gushiken

Por Antonio Lassance*

Na verdade, Gushiken nunca quis ser ministro da Secretaria de Comunicação.
Queria uma Secretaria de Assuntos Estratégicos, que já não mais existia – havia acabado durante o segundo mandato de FHC. Mas Lula insistia na ideia da comunicação. Precisava de um ministro de sua absoluta confiança para cuidar da estratégia de centralização da comunicação de governo, como forma de imprimir suas marcas. A solução salomônica foi juntar as duas coisas: o que Lula queria e o que Gushiken pedia. Assim nasceu a Secretaria de Comunicação e Gestão Estratégica da Presidência da República.

Reviravoltas na comunicação

A comunicação de governo sofreu uma reviravolta sob o comando do “chininha”, do “Gushi”, do “samurai” – para citar alguns dos vários apelidos pelos quais Gushiken era referido.
Antes do governo Lula, havia ministérios, como o da Educação, de Paulo Renato Souza; o da Saúde, de José Serra; e o do Desenvolvimento Agrário, de Raul Jungmann, que suplantavam em muito a estrutura de comunicação da própria Presidência da República. A partir de Gushiken, os ministérios passaram a fazer exclusivamente a dita publicidade de utilidade pública. A publicidade institucional de governo estaria a cargo só da Presidência.
O Governo Federal passou a ter um negociador único (a Secom) da verba publicitária, e a relação com os veículos de comunicação inverteu-se. Alguns veículos eram privilegiados na distribuição de verbas publicitárias sem qualquer relação com a audiência ou com o público-alvo das campanhas.
Uma dessas campanhas, para o Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf), gerou outra reviravolta. Quando veio o plano de mídia, com a lista dos veículos, o cronograma de veiculação das peças publicitárias e os valores a serem gastos, não havia veículos do interior. Ou seja, a publicidade de um programa destinado a agricultores seria feita, em sua maior parte, nas capitais, e não em áreas rurais.
O ministro devolveu a planilha, pediu mais rádio e mais jornais do interior. As agências voltaram em polvorosa. Como fazer propaganda em veículos do interior? Ninguém sabe quem eles são e que audiência têm. A resposta de Gushiken foi uma espécie de “se virem e descubram”.
A teimosia do dirigente acabou gerando o primeiro processo de regionalização da verba publicitária. A própria equipe da Secom começou a cadastrar e a incentivar o processo de formação ou fortalecimento das associações de veículos do interior, que se organizaram para contratar mecanismos para a aferição de audiência para que pudessem ser remunerados conforme sua capacidade de difusão da informação.
Pela primeira vez se discutiu claramente que a publicidade deveria considerar a audiência (o que não ocorria antes), mas não se resumir a ela. A escolha de veículos também deveria ser adequada aos segmentos de público específicos aos quais a mensagem das campanhas se destinasse. É algo que hoje mereceria ser feito em relação à internet e ainda não o foi.

Cartas críticas e puxões de orelha nos ministros

Gushiken também levou para a Secom, a pedido de Lula, o jornalista Bernardo Kucinski, que desde a campanha eleitoral produzia uma análise das notícias publicadas pela imprensa. Kucinski passou a produzir as Cartas Críticas durante as madrugadas, e o documento seguia bem cedo para o Palácio da Alvorada. As cartas eram críticas em relação ao governo e também quanto à distorção de informações de parte da imprensa.
Lula sistematicamente usava a Carta Crítica como um roteiro para seus puxões de orelha em ministros. Durante suas caminhadas matinais, o presidente lia o documento e disparava ligações para cobrar providências de seus auxiliares. Um deles reclamou com o ministro da Secom: “O Bernardo tem que parar com isso. Todo dia o presidente me liga pra reclamar”. Gushiken respondeu: “mas é exatamente pra isso que chamamos o Bernardo”.
Outra novidade foi a criação de um boletim chamado Em Questão, uma espécie de Voz do Brasil, só que impresso. O Em Questão era o principal instrumento do governo para divulgar suas notícias de forma rápida. Embora tivesse versão impressa, sua maior circulação se dava por email. A imprensa o apelidou de Pravda (em russo, “a verdade”), nome do famoso jornal da antiga União Soviética. A fama disseminada acabou ajudando a divulgar sua existência e a chamar a atenção para suas notícias. Ao final de 2006, o Em Questão chegava impresso ou por email a meio milhão de pessoas.
Ainda em 2003, foi criado o Café com o presidente, que trazia de volta ao rádio o recado semanal do presidente da República. O programa existe até hoje – agora, Café com a presidenta.

Contra o complexo de vira-latas, “o melhor do Brasil é o brasileiro”

Em 2004, Gushiken convidou as principais agências de publicidade do setor privado para uma ação conjunta, em parceria com as agências que serviam ao governo. Os publicitários foram incentivados a pensar peças de uma grande campanha para reforçar a autoestima dos brasileiros. Era a época do combate sem tréguas ao “complexo de vira-latas”, expressão de Nélson Rodrigues que Lula pegou emprestado para criticar os que não confiavam no Brasil e falavam mal do país no exterior.
O esforço em parceria deu origem à campanha “O melhor do Brasil é o Brasileiro”, feita toda sobre exemplos de superação e valores como a honestidade. O slogan “sou brasileiro e não desisto nunca” virou um bordão.
As campanhas de autoestima, a regionalização dos gastos de publicidade, a criação do Fórum de Assessores de Comunicação, do Em Questão e do Café com o presidente, o fortalecimento da Radiobrás, da TV e das rádios educativas foram alguns dos legados de Gushiken no comando da Secom. Muitos desses legados foram abandonados por uma comunicação de governo que aos poucos foi perdendo peso político e hoje é destituída de qualquer sentido estratégico.

O inferno abre suas portas

Em 2005, o escândalo desencadeado pelas acusações de Roberto Jefferson, presidente do PTB, levantou suspeitas sobre a comunicação do governo. O pivô das acusações era o empresário Marcos Valério, um dos sócios da agência DNA Propaganda. Valério ainda hoje é chamado de publicitário, sem ser. Embora fosse sócio de uma agência publicitária, seu verdadeiro negócio não era esse, e sim o sistema financeiro. Como disse a própria presidente do Banco Rural, em depoimento à CPI e à Justiça, Valério atuava como lobista em favor de bancos. O dinheiro do que acabou conhecido como “mensalão”, carimbo criado por Jefferson, era pago por bancos médios (como o Rural) ao lobista com a expectativa de terem acesso a serviços que, até então, eram restritos aos grandes bancos.
Gushiken sabia que as acusações contra ele tinham como objetivo atingir o presidente Lula e quebrar as pernas da comunicação de governo. Mas suspeitava também que muitas das ilações eram patrocinadas, de alguma forma, por seu arqui-inimigo, Daniel Dantas.
Dantas foi o mago das finanças do processo de privatização durante o governo FHC. Canalizou o interesse de grandes fundos de investimento estrangeiros e tinha peso sobre a decisão de vários fundos de pensão de trabalhadores do setor público, que tiveram recursos utilizados justamente para financiar a privatização de empresas estatais.
Em 2004, eis que a Polícia Federal, na Operação Satiagraha, que investigava o escândalo da falência da Parmalat, descobriu que Dantas contratara a Kroll, maior empresa de espionagem do mundo, para espionar, entre outros, Luiz Gushiken. Na esteira da investigação, foi também desvendada uma teia de relações de Dantas com o meio jornalístico, com “profissionais” contratados para falar mal do ministro de Lula.
A PF concluiu que Dantas havia montado uma verdadeira organização criminosa, que acabou acusada dos crimes de quadrilha, corrupção ativa, quebra de sigilo constitucional, exploração de prestígio e obtenção ilegal de documentos confidenciais. O desfecho de tudo é conhecido: Dantas foi preso e quase imediatamente solto pelo STF, e o único que passou por dificuldades com o processo foi o delegado da Polícia Federal que comandou a Satiagraha, Protógenes Queiroz, hoje deputado federal (PCdoB-SP).

Acusado injustamente, finalmente inocentado

Gushiken, desde o início, manteve-se convicto de que não havia dinheiro da comunicação no dito mensalão. Dizia que a única maneira de algum valor substancial da área ir parar nas mãos dos partidos seria se os veículos estivessem remetendo os recursos de publicidade para campanhas eleitorais. A quase totalidade do dinheiro da publicidade é gasto justamente na veiculação de comerciais. Não fazia sentido.
Com essa certeza em mãos, Gushiken foi para uma das comissões parlamentares de inquérito montadas no Congresso e enfrentou gente como Eduardo Paes e Gustavo Fruet. Ambos eram estrelas do PSDB no espetáculo midiático do mensalão e diziam estar enfrentando o governo mais corrupto de toda a história do Brasil. Paes e Fruet, hoje no PDMB e no PDT, respectivamente, iriam depois se desculpar pessoalmente com Lula e pedir de joelhos o apoio às suas campanhas às prefeituras do Rio de Janeiro e de Curitiba, em 2012.
Acusado injustamente, Gushiken foi inocentado na peça elaborada pelo procurador-geral da República, no relatório de Joaquim Barbosa e pelo voto de todos os ministros do Supremo Tribunal Federal. As manchetes do dia seguinte de forma alguma lhe fizeram justiça. Dizem, ainda hoje, após sua morte, que ele foi inocentado por “falta de provas”, como se fosse possível haver provas de algo que não existiu.
Nenhum dos detratores pediu desculpas a Gushiken.

De volta à estratégia

Enquanto vários ministros caíram, ao longo de 2005 e 2006, Gushiken ficou. Assim que o escândalo do mensalão se instalou, percebeu que o duro golpe que sofrera lhe abria uma oportunidade: a de convencer Lula de seu projeto original. O presidente finalmente concordou em deixá-lo cuidar só de assuntos estratégicos. Surgiu assim o Núcleo de Assuntos Estratégicos (NAE), separado da Secom. Gushiken pediu para não ter status de ministro e nem sala reservada no Palácio do Planalto.
De 2003 a 2006, em torno do projeto Brasil 3 Tempos (2007, 2015, 2022), foram feitos estudos sobre biocombustíveis, mudanças climáticas, nanotecnologia, macroeconomia para o desenvolvimento, educação em tempo integral, tecnologias sociais, reforma política, desenvolvimento regional e cenários de longo prazo, entre outros.

Último round

Lula reelegeu-se em 2006 e Gushiken foi convidado a continuar no governo. Declinou. Queria um pouco de paz e achava que não ajudaria mais o governo. Ao contrário, seria uma fonte permanente de insinuações e ilações. Antevia o circo que seria montado em torno da AP 470, que ainda estava longe de concluir por sua inocência.
Uma de suas últimas batalhas foi travada contra a revista Veja. O semanário havia publicado informações mentirosas a seu respeito. Indignado, consultou um advogado, que o desestimulou a ingressar com a ação, pois, mesmo ele estando com a razão e podendo provar que Veja havia mentido, o processo seria demorado e o resultado era incerto. A indenização, se viesse a ser concedida, seria menor que os honorários advocatícios e pouco valeria para reparar o dano.
Gushiken preferiu discordar do prognóstico e insistiu em entrar com a ação. O samurai ainda teve tempo de ver a Justiça lhe dar ganho de causa. A revista foi obrigada a indenizá-lo por danos morais. Espancado pela Veja ao longo de todo o governo Lula, saiu-se vitorioso no último de seus rounds.
Poucas semanas depois de ter completado seus 63 anos, reuniu a família, fez um balanço de sua vida, falou dos desafios do governo Dilma e do PT, despediu-se. Já não tomava a medicação, pois ela não mais produzia efeito, a não ser os negativos. Estava com 35 quilos.
O 13 que o acompanhou por toda a sua vida política selou seu derradeiro fim. Gushiken morreu na noite do dia 13 de setembro de 2013.

_____________________________________________
* Antonio Lassance, doutor em Ciência Política pela Universidade de Brasília, foi coordenador administrativo da transição de governo, em 2002; chefe de gabinete de Luiz Gushiken, de 2003 a 2005; e Secretário-Geral do Núcleo de Assuntos Estratégicos, em 2006. É Técnico de Planejamento e Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). As opiniões expressas neste artigo não refletem necessariamente opiniões do instituto.

Íntegra em:

(http://antoniolassance.blogspot.com.br/2013/09/o-samurai-luiz-gushiken.html)

Responder

Leo V

17/09/2013 - 10h04

Organizar o povo brasileiro para lutar por melhores condições de vida?

Podia ser quando o PT não ganhava eleições. Agora é o contrário, é enganar e massacrar quem se organiza pra lutar por melhores condições de Vida. Basta ver o que o Haddad tem feito e fez ontem, mandando tropa de choque e descumprindo acordo.

O dia em que Haddad soltou a polícia em cima de famílias no Grajaú
http://passapalavra.info/2013/09/85210

http://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2013/09/apos-descumprir-acordo-prefeitura-de-sp-afirma-que-ocupacoes-prejudicam-politica-habitacional-2370.html

Responder

    Bonifa

    17/09/2013 - 22h59

    Haddad não tem polícia. Nenhum município tem polícia. Se você se refere à guarda municipal, diga com todas as letras, não busque confundir, este não é o blog onde você quer e pode confundir as pessoas. Não abuse da abertura democrática do Blog. Vá estudar.

Ione

17/09/2013 - 10h00

Por mais que o goveno Lula tenha diminuído Lula, e o próprio Lula não queira aumentar Lula, Lula é ainda maior que muitas lideranças – exceção ao discreto José Dirceu – e maior que todas as lideranças da direita e centro somadas. Por isso o medo de Lula pela direita é considerável, e o medo de José Dirceu convoque um batalhão.

Responder

    Bonifa

    17/09/2013 - 23h08

    A importância de Lula é planetária, é mundial. O Mundo, não apenas o Brasil, para ter esperanças de seguir em frente com justiça, pensa em Lula. Se você não falar de líderes políticos encerrados no neoliberalismo, que aparentemente têm poder, mas são apenas marionetes de um sistema iníquo, líderes que passam como o sopro de um vento, então verá que Lula é a maior liderança mundial de hoje.

Romanelli

17/09/2013 - 08h10

falar é fácil ..ENTENDEU nada, foi pego de surpresa como qq outro político ..só que agora querem transformá-lo num MITO, essa é a verdade

Tivesse entendido perfeitamente ele teria se ANTECIPADO aos temas, e não proferido MENTIRAS do tipo “a saúde pública esta quase perfeita..”, ou..

..ou quando dizia que seu governo (de 8 anos com direito a + 4 de prorrogação), agora que constatamos que NÃO temos mais médicos nem engenheiro em qualidade e/ou número suficientes, muito menos creches a altura, que seu governo tinha colocado em dia a educação do brasileiro

..sei, talvez pra formar gente de baixa renda e cotista RACISTA pra ser professor de história (capenga e parcial) e geografia (americana) ou educação física

Deu renda? deu renda, deu renda o CACETE ..deu sim oligopólio e cartel de montão, ou agregou e unificou muitos BENEFÍCIOS artificiais, quero ver que e quando vai tirar ??!!

Hoje ainda pagamos a eletricidade, telefonia, MAClanche se preferir, carros, imóveis, vestuário, eletro, refeições,lazer, educação e saúde, presídios, aluguéis, taxas e serviços, dentre tantos outros itens, sempre entre os MAIS CAROS do planeta

..alguns dirão que é o cambio ( o que concordo em boa parte), impostos (discutível no caso a caso) mas e quando comparamos a esta tal RENDA do assalariado (que aqui ainda não é 50% da MO) ..aqui é que vemos o vexame, ou a profundidade de tal entendimento ?

fica difícil ..verdade mesmo é que parece que tá difícil encontrarmos líderes que querem, ou tem capacidade de entender..

..ainda mais quando estes líderes passam a elogiar um tipo Palocci que, mesmo inocentado pela nossa “justiça”, ainda não conseguiu nos explicar de como deputado e membro da comissão de orçamento ainda conseguia dividir seu tempo em consultorias MILIONÁRIAS – NUNCA provadas – (isso apesar de ter esquentado seus honorários com o pagamento de imposto sobre serviço)

bobo eu

http://www.youtube.com/watch?v=6FrQncXFQa0

Responder

    Romanelli

    17/09/2013 - 08h15

    alguns exemplos de cartéis que “ajudaram” a você ter mais “renda” e poder de compra ..tudo autorizado, cadê, cadê o CADE ?

    1.TROLLER e Ford
    2.ATACADÃO e Carrefour (primeiro ATACAREJO do Brasil)
    3.ASSAI e Pão de Açucar
    4.Ponto Frio e Pão de Açucar
    5.Casas Bahia e Pão de Açucar
    6.Unibanco e Itau
    7.Sadia e Perdigão
    8.Lucky Salgadinhos (Torcida) e Pepsico- Elma Chips
    9.AMACOCO (Kero-coco) e Pepsico-Elma Chips
    10.Mate-Leão e Coca-Cola
    11.refrigerantes Jesus e Coca-Cola
    12.OI e Brasil Telecon (BROI)
    13.Bertin e JBS-Friboi (menor, no Brasil, apenas que a PETROBRÁS)
    14.Marfrig-SEARA
    15.concentração do segmento de PLANOS DE SAUDE
    16.concentração do segmento de SEGUROS
    17.Concentração do segmento de MEDICAMENTOS GENÉRICOS
    18.Citrosuco e Citrovita..
    19.GOL e WEBJET
    20.Rede ONOFRE farmácias para Caremark
    21.venda AMIL para Unitedheath
    22.Yoki para Kitano
    23.SEARA e JBS

João

17/09/2013 - 03h46

Fora, Dilma! Volta, Lula!!

Responder

Bonifa

17/09/2013 - 02h56

As forças golpistas, a poderosa mídia e seus raquíticos braços políticos, estão se voltando novamente para o terreno eleitoral com a velha estratégia de tentar enfraquecer o Governo isolando seu partido de seus aliados. Os últimos ataques ao Ministério do Trabalho não buscam trazer denúncias para melhorar nada. O objetivo é um só: Tirar definitivamente o PDT da aliança progressista. Enquanto isso, continuam o incessante ataque ao PMDB, cerne da aliança no espectro centrista. O Governo precisa mais que nunca de mobilidade, discernimento político e abertura de espaços informativos, para detectar e anular estas manobras.

Responder

LuizCarlosDias

16/09/2013 - 23h02

O que faz um pais se movimentar, O Brasil tá paralisado ou silenciosamente movimenta e pode provocar mudanças reais.Percebo que os PIGs pequenos e barulhentos estão provocando alem dos limites, vão ter que retroceder fugir, refugiar ou se isolar debaixo das camas.Nosso saco ta como
caixa de maribondo, melhor manter distâncias.Nossa hora virá no ataque.
Viva LULA

Responder

Luiz Fortaleza

16/09/2013 - 22h16

A verdade é q com esta estória ou história do MENSALÃO a juventude de classe média, estudantil, universitária abandonou o PT. E de quem é a culpa? De quem se envolveu com a direita para sedimentar um projeto de PODER petista, usando os métodos da velha direita, caixa 2. E se o PT confessou q cometeu crime eleitoral de caixa 2, deveria ter pedido desculpa a seus eleitores que compravam camisetas, botons, bandeiras etc. para financiar as eleições petistas. Só que ficamos muito no plano dos argumentos do direito jurídico penal burguês e perdemos o foco real da crise ética do PT. Enquanto esses políticos profissionais do PT não ouvirem a sua base popular, se é que ainda existe, eles caducaram na história da esquerda brasileira.

Responder

    Luiz Fortaleza

    16/09/2013 - 22h24

    Error: caducarão.

    Fabio Passos

    16/09/2013 - 22h54

    De minha parte abro mão de penitências moralistas sobre financiamento de campanha.
    O udenismo é intragável.

    Desvio ético grave é o conformismo.
    É aceitar este regime em que o poder econômico suplanta a vontade da maioria.

    Luiz Fortaleza

    17/09/2013 - 00h04

    Não se pode confinar o que aconteceu com a crise política do PT a uma terminologia, “udenismo”, ou adjetivismos de efeito “penitências moralistas”. Há toda uma histórica do PT em defesa da ética na política desde seu nascedouro. Não importa se o crime ou erro é de maior ou menor monta. O que importa que as pessoas que acreditavam na moralidade política do PT se decepcionaram. Um partido que quis fazer a diferença, ser a diferença, uma meia duzia jogaram o partido na cova dos leões, ou seja, na forca da direita mais perversa e reacionária. Mesmo que caixa 2 seja um crime menor, crime eleitoral, isso não diminui a culpa e a irresponsabilidade desta meia dúzia de petistas. Que façamos o debate honesto e verdadeiro e assumamos nossos equívocos políticos. Eu senti na pele, qdo havia uma juventude, que por idealismo, carregava as bandeiras do PT e hoje tem vergonha. Esta é a verdade. Imperdoável a atitudes destes traidores do partido, da sua militância. Uma militância que ficou deprimida, triste, órfã de uma esquerda de verdade.

    Fabio Passos

    17/09/2013 - 20h08

    Sim, como explicava Brizola, o PT era a udn de tamanco e macacão. rsrs

    Djijo

    17/09/2013 - 08h20

    Então o PT deve ir as ruas para exigir reformas políticas e financiamento público de campanha. Se fizer isso, mais gente que gosta da ideia participa.

Fabio Passos

16/09/2013 - 21h47

Sem dúvida.
Com o apoio que tem Lula é até difícil entender por que não utiliza a pressão popular para pressionar o congresso a promover avanços sociais e democráticos.

O PT preferiu os conchavos e acordos de bastidores ao invés da politização e ação militante.

O PT se conformou.
Um partido de conformistas não lidera ações de vanguarda e enfretamento do poder econômico.

Responder

Claudius

16/09/2013 - 21h03

Sim, o Lula entendeu e ficou quietinho.
Não abriu o bico, senão para apoiar timidamente o movimento espontâneo que atropelou os sindicatos e as entidades sociais, entorpecidas por 10 anos de governo petista.
Entendeu o erro que cometeu ao comprometer bilhoes de reais para a realização de jogos mundiais, num país que não tem nem saneamento básico direito.
Entendeu que a hora que ele por o pescoço pra fora vão pendurar tudo isso nele. E que por isso tem que ficar quietinho até tudo passar.
De fato, é um homem muito sagaz.

Claudius

Responder

    Bonifa

    17/09/2013 - 02h37

    É quase uma piada que alguém em comentário neste blog queira mascarar de sensatez a pregação infame da permanência do velho complexo de vira latas, e ainda por cima tentar fazer passar insidiosamente uma interpretação que leva inexoravelmente a um só caminho: Lula, sempre Lula, seria um fraco, um covarde, que está a tremer de medo por ter enganado o povo brasileiro, levando-o numa trilha impossível no rumo de um desenvolvimento social e econômico que seria uma quimera. Com isso o piadista pretende esconder que o país já está, em boa parte por força do Lula, marchando firme em direção a uma posição de potência mundial, a sexta, hoje, e em breve um dos cinco maiores países do mundo. Graças ao “covarde” Lula.

Sagarana

16/09/2013 - 20h49

“Ou não”, como diria o velho baiano.

Responder

Francisco

16/09/2013 - 19h46

Ter limitado a entrada de militantes quando o PT chegou ao poder, livrou o partido do fisiologismo, mas também castrou as eventuais renovações.

Há vinte anos, metade ou mais da garotada das passeatas estaria de camiseta do PT ou congêneres…

Responder

Ronaldo Barbosa

16/09/2013 - 18h02

Excelente texto. Concordo plenamente. Parabéns!! Só uma observação: acho que faltou a palavra “seja” depois de “talvez” no título.

Responder

    Zanchetta

    16/09/2013 - 22h53

    Ou uma vírgula após o Lula…

    Quanto ao texto, tem um refrão… E o cordão dos puxa-saco cada vez aumenta mais…

Arthur Tavares

16/09/2013 - 16h21

“Há uma contradição em movimento: com todos os seus defeitos o PT é o único partido que existe no Brasil”
Pela frase acima gostaria que o autor falasse mais sobre o que disse. Sinceramente, não concordo. Como único partido? Se é único não precisaria dos outros, com todos os defeitos que eles possam ter. São partidos. Não os dos nossos sonhos, ms possuem base eleitoral, densidade eleitoral.

Responder

    Francisco

    16/09/2013 - 19h44

    Acho que o autor quis dizer “único” no sentido de ser programático, permanente e nacional. As agremiações políticas que mais se parecem com partidos de fato no Brasil são os partidos de esquerda (PSOL, PSTU e até PC do B). Uns não fecham com o conceito por terem existência mirrada ao longo do território nacional. O PT começa a desidratar sua conceituação de partido de esquerda por, aos poucos, deixar de ser partido de massas (quantos afro-brasileiros ainda militam na cúpula do PT? E gays? E… operários?).

    Os partidos de direita são um desastre. Não são nacionais, não são programáticos e só “existem” na hora da eleição…

Kadu

16/09/2013 - 15h22

Lula continua genial, saca tudo de longe.

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