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Julio Gambina: Papa vem impor disciplina neoliberal à América Latina

14 de março de 2013 às 10h20

Francisco I vem para disputar consenso social

sugerido pelo Wagner Iglecias, no blog do Julio Gambina*

A Igreja é parte do poder mundial e não só do poder econômico. A Igreja disputa historicamente o consenso da sociedade. É uma realidade a considerar em tempos de crise capitalista, considerada também uma crise de civilização, já que esta civilização contemporânea está organizada pelo regime do capital, ou seja, pela exploração do homem pelo homem, pela depredação da Natureza.

Quando o sistema mundial estava desafiado pelo avanço dos povos e pelo socialismo (como forma que tentava ser alternativa da ordem mundial), se abriu caminho à Teologia da Libertação, em aberta confrontação com o poder institucional de uma Igreja retrógrada. Assim, a Igreja dos pobres se mostrava desde o Sul do mundo, mais precisamente de Nossa América. A Igreja oficial não podia negar esse rumo que se sustentava entre os padres de base e que causou um grande debate mundial no seio da Igreja.

Os rumos da ofensiva popular tocavam à porta da Instituição. A resposta contemporânea da Instituição Igreja foi acompanhada pela ofensiva capitalista para recuperar o poder do regime do capital. Esta ofensiva se materializou nos anos 80, contra o socialismo e os povos, abrindo o caminho ao poder reacionário dos Ratzinger e Bergoglio.

Faz 40 anos que o neoliberalismo foi ensaiado em nossos territórios, com as ditaduras e o terrorismo de Estado, para em seguida se estender para todo o mundo. A Igreja na Argentina, salvo honrosas e escassas exceções, acompanhou a ditadura genocida desde o parto neoliberal, ainda que agora fale contra a pobreza e pela ética.

Um papa polonês chegou à Igreja para acompanhar o começo do fim da experiência socialista, ainda que se discuta o caráter em si daquela experiência. O capitalismo mundial necessitava do Leste europeu. Assim entendeu a Alemanha. Os Estados Unidos também. Sem o leste europeu, já abandonado o projeto socialista original, o mundo deixou de ser bipolar e se constituiu o rumo unipolar do capitalismo transnacional e neoliberal.

O rumo unipolar está sendo desafiado pelas mudanças políticas em Nossa América e o ressurgir do socialismo, seja pelas mãos da revolução cubana ou por processos específicos que emergem em alguns países (Venezuela ou Bolívia), inclusive em variados movimentos políticos, sociais, intelectuais e culturais em nossa região.

Com a morte de Chávez e milhões mobilizados para constituir-se em sujeitos pelo cumprimento do legado revolucionário e socialista de Hugo Chávez, a Igreja lança em cena o símbolo de um chefe nascido no Sul, mas comprometido com o projeto do Norte.

O papa argentino, Francisco I, vem cumprir o projeto mundial para disputar o consenso da sociedade, especialmente dos povos. Não se trata apenas de sustentar posições contrárias ao matrimônio igualitário ou contra o aborto, amplamente difundidas pelo bispo Bergoglio, mas de gestar uma consciência de disciplina em defesa da ordem contemporânea, reacionária, de dominação transnacional.

Nossa América é hoje um laboratório de mudanças políticas. A instituição Igreja quer intervir nestes processos e não para apoiar as mudanças, mas para freá-las. A disputa é pelas consciências. É uma batalha de ideias, pela mudança ou pelo retrocesso. Preocupa a eles o efeito Chávez na região. Preocupa a eles a sucessão política na Venezuela e a capacidade de estender o rumo socialista. Precisam disputar o consenso.

Mas, por maiores que sejam os objetivos institucionais de acompanhar a ofensiva do capital contra o trabalho, os trabalhadores e os setores populares — inclusive a igreja dos pobres, o movimento religioso popular — persistem na busca de organizar a sociedade do bem viver (Bolívia), o bom viver (Equador), o socialismo cubano ou a luta pela emancipação social de grande parte das classes baixas da Nossa América.

O papa Francisco I veio por esse motivo. Os povos devemos continuar nossa busca e experimentação por uma nova sociedade, por outro mundo possível, este que se constrói na luta contínua contra a exploração, pela emancipação social, contra o capitalismo e o imperialismo, pelo socialismo.

*Doutor em Ciências Sociais da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Buenos Aires

 Leia também:

Teólogo progressista vê identificação do papa argentino com os pobres

 

65 Comentários escrever comentário »

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Saul Leblon: Página 12, o jornal que incomoda fardas e batinas « Viomundo – O que você não vê na mídia

17/03/2013 - 18h55

[…] Julio Gambina: Papa vem impor disciplina neoliberal à América Latina […]

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Teólogo avalia: Papa argentino diminui poder da Cúria Romana « Viomundo – O que você não vê na mídia

17/03/2013 - 10h15

[…] Julio Gambina: Papa vem impor disciplina neoliberal à América Latina […]

Responder

Caracol

17/03/2013 - 08h45

Ih, rapaz! Olhaí “O Poderoso Chefão” parte III, um filme ruim à beça do Coppola, ganhando relevância!

Responder

FrancoAtirador

17/03/2013 - 01h22

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EDITORIAL CARTA MAIOR

O jornal que incomoda fardas e batinas

Na manhã seguinte ao anúncio de um Papa argentino, o jornal ‘Página 12’ sacudiu Buenos Aires com a manchete: ‘!Dio, Mio!’

Na 6ª-feira, dois dias depois, como relata o correspondente de Carta Maior, Eduardo Febbro, direto do Vaticano (http://bit.ly/YeRj4w), o porta-voz da Santa Sé reclamou do que classificaria como ‘acusações caluniosas e difamatórias’ envolvendo o passado do Sumo Pontífice.

Em seguida atribui-as a ‘elementos da esquerda anticlerical’.

Alvo: o ‘Página 12’ .

Com ele, seu diretor, o jornalista, Horácio Verbitsky, que tem um livro sobre o as suspeitas que ensombrecem a trajetória do cardeal Jorge Mário Bergoglio, durante a ditadura argentina.

A cúpula da Igreja acerta ao qualificar o ‘Página 12’ como ‘de esquerda’ – algo que ostenta e do qual se orgulha praticando um jornalismo analítico, crítico, ancorado em fatos.

Mas erra esfericamente ao espetá-lo como ‘anticlerical’.

O destaque que o jornal dispensa ao tema dos direitos humanos não se restringe ao caso Bergoglio.

Fundado ao final da ditadura, em maio de 1987, o ‘Página 12’ é reconhecido como o grande ponto de encontro da luta pelo direito à memória na Argentina.

Não foi algo premeditado.

No crepúsculo da ditadura militar, um grupo de jornalistas de esquerda vislumbrou a oportunidade de criar um veículo enxuto, no máximo 12 páginas (daí o nome), mas dotado de densa capacidade analítica.

E, sobretudo, radicalmente comprometido com a redemocratização e com os seus desafios.

A receita das 12 páginas baseava-se num cálculo curioso.

Era o máximo que se conseguiria produzir com qualidade naquele momento; e o suficiente para a sociedade reaprender a refletir sobre ela mesma.

A fidelidade a essa diretriz (hoje o total de páginas cresceu e a edição digital tem mais de 500 mil acessos/dia) levou-o, naturalmente, a investigar os crimes da ditadura.

Seu jornalismo tornou-se um acelerador da transição que os interesses favorecidos pelo regime militar gostariam de maquiar.

Não apenas interesses econômicos.

Lá, como cá, existe um núcleo de poderosas empresas de comunicação, alvo agora da ‘Ley de Medios’, no caso da Argentina, que, por interesse financeiro, identidade ideológica ou simples covardia integrou-se ao aparato repressivo.

Usufruiu e desfruta vantagens dessa intimidade. Até hoje. O quase monopólio das comunicações é uma delas – combatida agora pelo governo de lá.

Naturalmente, a pauta dos direitos humanos dispunha de um espaço acanhado e ambíguo nessa engrenagem.

Não por falta de familiaridade com o assunto.

Mais de uma centena de jornalistas foram presos e muitos desapareceram na ditadura argentina.

A principal fábrica de papel de imprensa do país foi praticamente expropriada de seus donos.

Eles estavam presos, foram torturados. E então a transferência de propriedade se deu.

A sociedade compradora tinha como participantes o próprio governo militar e os principais jornais apoiadores do regime.
Entre eles o ‘El Clarín’, de oposição frontal ao governo Cristina, atualmente.

O ‘Página 12’ não se deteve diante das conveniências. E vasculhou esses impérios sombrios.

Fez o equivalente em relação aos direitos humanos em outros países. Não raro, com a mesma mordacidade que incomoda agora o Vaticano.

Quando Pinochet morreu em 2006, a manchete indagava:
‘Que terá feito o inferno para merecer isso?’

A condenação do ditador Videla à prisão perpétua, em 2010, mereceu letras garrafais:
‘Deus existe!’

Foi com essa ironia cortante, às vezes, mas sempre intransigente em defesa dos direitos humano, que o ‘Página 12’ tornou-se um espaço apropriado pelos familiares dos desaparecidos políticos.

Por solicitação de Estela Carlotto, atual dirigente das Abuelas de Plaza de Mayo, passou a publicar, desde 1988, pequenas atualizações da trajetória familiar de vítimas da ditadura.

Os anúncios sugerem uma espécie de prosseguimento da vida dos que foram precoce e violentamente apartados dela.

Filhos que perderam os pais ainda crianças, mencionam os netos que esses avós jamais viram; avós falam dos bisnetos.

O efeito é tocante. Ao se deparar com a foto de um jovem desaparecido, sabe-se que hoje ele poderia estar brincando com os netinhos, filhos dos filho que agora tem a idade com a qual ele morreu.

Em 2007, o ‘Página 12’ recebeu na Espanha o prêmio da Liberdade de Imprensa, instituído pela Casa da América, junto com a Chancelaria espanhola e o governo da Catalunha.

Motivo: a seriedade na defesa dos direitos humanos e o compromisso com o rigor da informação, requisito da liberdade de expressão.

No momento em que pairam sombras sobre o Vaticano, o que deve fazer essa cepa de jornalismo?

O ‘Página 12’ faz o que, em geral, desagrada aos poderes terrenos e celestiais: investiga, pergunta, rememora.

Ao contrário do que sugere o porta-voz da Santa Sé, não se trata de um cacoete anticlerical.

O assunto extravasa o campo religioso e envolve uma questão de interesse político de toda a sociedade.

O tema de interesse ecumênico universal, do qual o ‘Página 12’ não abre mão: o dever que todos, sobretudo as autoridades, tem de respeitar e fazer respeitar os direitos humanos e democráticos dos cidadãos.

Sob quaisquer circunstancias; mas principalmente quando são ameaçados. Como na ditadura dos anos 70/80.

Há dúvidas se o passado do cardeal Mario Jorge Bergoglio nesse campo honra o manto santo que agora envolve Francisco, o desenvolto sucessor do atormentado Bento XVI.

As dúvidas estão marmorizadas em um lusco-fusco de pejo, silêncios e versões contrastantes.

É preciso esclarecer.

Há nomes, testemunhos, relatos, datas e um cenário dantesco: os anos de chumbo vividos pela sociedade argentina, entre 1976 e 1983.

O país do então líder dos jesuítas, Mario Jorge Bergoglio, vivia o inferno na terra, sob a ação genocida de uma ditadura cujos atos confirmam a indiferença aterrorizante dos aparatos clandestinos em relação à vida e à dor.

O que se ouve ainda arrepia.

A mesma sensação inspira o rosto endurecido e gasto dos líderes militares, julgados e condenados. Um a um; em grande parte, graças à pressão inquebrantável das denúncias e investigações ecoadas nas edições do ‘Página 12’

Em sete anos, o aparato militar montou e azeitou uma máquina de torturar, matar e eclipsar corpos que operou de forma infatigável.

Nessa moenda 30 mil pessoas foram liquidadas ou desapareceram.

Mais de 4 mil e duzentos corpos por ano.

Filhos de militantes de esquerda foram sequestrados, entregues a famílias simpáticas ao regime.

Muitos permanecem nesse limbo.

No dia em que a ‘fumata bianca’ do Vaticano anunciou o ‘habemus papam’ e em seguida emergiu a figura do cardeal argentino, no balcão do Vaticano, Graciela Yorio esmurrou as paredes de seu apartamento a 11.200 quilômetros de distância, em Buenos Aires.

O relato está nos jornais argentinos e também na Folha de São Paulo.

A revolta deve-se a uma certeza guardada há 36 anos na memória dessa sexagenária.

Em maio de 1976, seu irmão, já falecido, padre Orlando Yorio, foi delatado à ditadura sedenta e recém-instalada.

Juntamente com o sacerdote Francisco Jalics – este vivo, na Alemanha – Yorio ficou cinco meses nas mãos dos militares.

Incomunicáveis, na temível Escola Mecânica da Marinha, adaptada para ser a a máquina de moer ossos do regime.

O delator dos dois religiosos teria sido o cardeal Bergoglio — o Papa, então com cerca de 40 anos, líder conservador dos jesuítas.

Essa é a convicção de Graciela, baseada no que ouviu do irmão, falecido em 2000, militante, como Jalics, da Teologia da Libertação.

Jalics não se pronunciou, alegando viagem.
Mas emitiu uma nota na Alemanha em que se diz em paz e reconciliado com Bergoglio.

A nota compassiva não nega a dor que leva Graciela ainda a esmurrar paredes.

A estupefação tampouco é apenas dela.

Ainda que setores progressistas argentinos optem por uma certa moderação em público, muitas vozes não se calam.

Estela Carlotto, a dirigente das Abuelas de Mayo, em entrevista ao ‘Página 12’ deste sábado, procura manter a objetividade num relato que adiciona mais nuvens às sombras.

Carlotto afirma que o Cardeal Bergoglio nunca fez um gesto de solidariedade para ajudar a luta mundialmente reconhecida das mães e avós de desaparecidos políticos argentinos.

Poderia, mas não facilitou a reunião do grupo com o Papa. Ao contrário.

O primeiro encontro se deu em 1980, no Brasil, graças à mediação de religiosos brasileiros.

As abuelas só seriam recebidas em Roma três anos mais tarde, graças à contatos alheios ao cardeal Bergoglio.

Prossegue Estela Carlotto.

O cardeal teria sido conivente com o sequestro de pelo menos uma criança nascida na prisão.

Procurado por familiares da desaparecida política, Elena de la Quadra, teria aconselhado: ‘Não busquem mais por essa criança que está em boas mãos’.

E desfechou sentença equivalente em relação às demais.

O ‘Jornal Página 12’ tem sido o principal eco desses relatos e dessa revolta, que muitos relativizam e gostariam de esquecer.

O que o jornal faz ao investigar as dúvidas que pairam sobre Francisco é coerente com o ‘manual de redação’ sedimentado na prática da democracia argentina nesses 25 anos de existência: não sacrificar a memória ao conforto das conveniências.

Pode soar anticlerical a setores da Igreja que gostariam de esquecer o que já se cometeu neste mundo, em nome de Deus.

Mas é um reducionismo improcedente, que se dissolve na trajetória reconhecidamente qualificada do ‘Página 12’.

Na Argentina, graças à persistência de vozes, como a de seus jornalistas, a memória deixou de ser o espaço da formalidade.

Hoje ela é vista como um pedaço do futuro. Um mirante poderoso para se entender o presente e superar o passado.

Carta Maior orgulha-se de ser parceira do jornalismo criterioso e corajoso de ‘Página 12’ no Brasil.

(Carta Maior; Domingo, 17/03/2013)

Postado por Saul Leblon às 20:34

(http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=6&post_id=1209)

Responder

    luis

    17/03/2013 - 14h43

    Carlotto, Bonafini, Verbitsky e muitos outros compoem a outra cara da moeda da ditadura militar, mas tao covardes e irrascionais uns como outros e conformaram as piores paginas da historia argentina. Agora com suas palavras estao ao servico da divisao, do confronto e do odio bandeiras que a presidente KIrchner usa para governar.Bem, referente aos ditos do autor da coluna, sao palavras facilistas e manipuladoras, que pretendem encher a cabeca daquelas massas cativas do clientelismo politico. Dizer que BERGOGLIO vai impor disciplina neoliberal na America do Sul, quando desde sua posicao na Igreja confrontou aos
    governos de Menem e DeLa Rua e no minimo uma vil atitude manipuladora desse senhor esquerdista.

Mário SF Alves

16/03/2013 - 22h39

Por falar nisso, será que inventaram droga melhor? Imagine tudo isso turbinado por dinheiro à vontade [rentismo de todo o gênero]. Imagine o estado de graça a envolver esse grupo de fiéis [em sua maioria vivendo de rendas e/ou acionistas de grandes corporações].
________________________________
É ou não é sentir-se e estar em comunhão eterna com o poder hegemônico? É ou não é ter a sensação de ser eterna e gratuitamente defendido contra os males do mundo? É ou não é fazer parte da “ordem”? Ser assim, é jamais se sujeitar ao caos. Realidade?!! Pra quê? Neste estado de ânimo e em tal fortaleza quem precisaria dela, se basta o ópio?
_________________________________________
Já pensou ligar a TV e sentir-se o tempo todo como sujeito de um aparentemente imbatível esquema ideológico estritamente montado pra te defender? Já pensou abrir uma bíblia e sabê-la concebida, adaptada e interpretada só pra seu bel prazer?
___________________________________________________
Oh! Senhores do dinheiro do mundo, rigozijai-vos! O representante do próprio deus na Terra – tal qual o mais réles seviçal – está e sempre estará ao seu inteiro dispor.
_________________________________________________
Rigozijai-vos, senhores, rigozijai-vos, enquanto não se lhes desmorona a Matriz que os contém.

Responder

Rômulo Gondim – Lino Bocchini: O papa Francisco e o Jornal Nacional

16/03/2013 - 18h20

[…] Julio Gambina: Papa vem impor disciplina neoliberal à América Latina […]

Responder

Lino Bocchini: O papa Francisco e o Jornal Nacional « Viomundo – O que você não vê na mídia

16/03/2013 - 11h33

[…] Julio Gambina: Papa vem impor disciplina neoliberal à América Latina […]

Responder

FrancoAtirador

16/03/2013 - 00h22

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COMO A IGREJA CATÓLICA AJUDOU A IMPLANTAR A DITADURA NA ARGENTINA
(http://revistasamuel.uol.com.br/conteudo/view/20240/O_silencio_como_a_igreja_catolica_ajudou_a_implantar_a_ditadura_na_argentina.shtml)
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Wikileaks: (http://bit.ly/XPfvuM)

Para EUA, envolvimento de papa com ditadura enfraquecia crítica aos Kirchner
Documento sobre o assunto foi elaborado pela embaixada norte-americana
em Buenos Aires em outubro de 2007

O envolvimento do então cardeal Jorge Mario Bergoglio com os crimes cometidos pela ditadura argentina (http://bit.ly/14Y7OBS) enfraquecia as suas críticas sobre as decisões políticas e econômicas do governo Kirchner, na opinião da embaixada norte-americana em Buenos Aires.

A revelação sobre o novo papa, que escolheu o nome Francisco para usar em seu pontificado, foi feita pelo site Wikileaks em 2011, com base em telegrama original datado de 11 de outubro de 2007.

Segundo telegrama da embaixada dos EUA vazado pelo Wikileaks (http://bit.ly/XPfvuM), uma das vozes mais críticas ao governo era a do cardeal Bergoglio.

Relação com a ditadura militar argentina (1976-1983)

Nascido em 1936, Bergoglio tinha 40 anos quando os militares argentinos destituíram à força o governo de Isabel Perón e instauraram uma ditadura militar.
O cardeal Bergoglio, assim como muitos religiosos com idade semelhante, é acusado de não ter trabalhado para evitar a morte de mais de 30 mil argentinos – muitos deles, militantes de esquerda – entre os anos de 1976 e 1983.

Bergoglio teria falhado especialmente em não proteger as vidas de dois colegas da Ordem dos Jesuítas que eram opositores da ditadura argentina. Orlando Yorio e Francisco Jalics foram levados para a Escola Superior de Mecânica da Armada (ESMA) em 23 de maio de 1976, onde foram presos e torturados pelos órgãos de repressão do governo Jorge Videla, segundo o livro “O silêncio”, do jornalista Horacio Verbitsky.

Segundo documentos encontrados por Verbitsky, ao entregar o pedido de renovação do passaporte dos dois colegas, Bergoglio teria comentado com um responsável militar que esses dois colegas jesuítas, ligados à Teologia da Libertação, teriam contato com guerrilheiros de esquerda.
Essas informações teriam contribuído para o sequestro e detenção ilegal de Yorio e Jalics.
Ambos ficaram cinco meses detidos, entre maio e outubro de 1976.

Outros casos

A colaboração de religiosos com o regime do general Videla não se restringe a Bergoglio.
Christian Von Wernich era um capelão da polícia de Buenos Aires – então subordinada às Forças Armadas – e foi condenado à prisão perpétua em 9 de outubro de 2011 pela participação em 7 assassinatos, 31 casos de tortura e 42 sequestros.
A Justiça argentina considera que Von Wernich tenha desempenhado papel fundamental no esquema de repressão criado pela ditadura militar vizinha.

Von Wernich é o terceiro ex-militar e a primeira autoridade eclesiástica a ser condenada pela participação em crimes cometidos pela ditadura argentina desde 2005.
Isso aconteceu após a Suprema Corte argentina ter declarado que a imunidade trazida aos militares pela lei de anistia era inconstitucional.
A sentença contra Von Wernich foi comemorada pelos ativistas de direitos humanos e pelos familiares das vítimas da repressão militar.

Logo após o veredito do caso Von Wernich, a Arquidiocese de Buenos Aires emitiu um comunicado no qual ela pede a Von Wernich que “se arrependesse dos crimes e pedisse perdão publicamente.
A arquidiocese se dizia “perturbada pela participação de um dos seus membros em crimes tão graves”.

De acordo com a embaixada norte-americana, a Arquidiocese se defendeu dizendo:
“Muitos na esquerda alegam que a Igreja Católica é cúmplice dos crimes cometidos pelo Estado e que ela não se pronunciou ou prestou contas dessas ações contra os opositores do regime Videla, mas ela tem se afastado das operações não autorizadas de religiosos dissidentes e criminosos, colaboradores de um regime de exceção”.

(http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/27792/novo+papa+ja+foi+acusado+de+cumplicidade+com+crimes+da+ditadura+argentina.shtml)
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Novo papa ajudou ditadura argentina, reitera jornalista

Horacio Verbitsky confirma que Jorge Mario Bergoglio entregou sacerdotes ao regime militar

O jornalista Horacio Verbitsky, autor de diversos livros sobre a ditadura argentina e a Igreja Católica, confirmou, em entrevista a Opera Mundi, que o cardeal Jorge Mario Bergoglio, eleito novo papa nesta quarta-feira (14/03), colaborou com o regime militar (http://bit.ly/14Y7OBS) de seu país.

“Ele ajudou a ditadura desarmando o trabalho social que os jesuítas faziam nos bairros pobres, apoiando [Emilio Eduardo] Massera [comandante da Marinha e integrante da Junta Militar] na luta interna com [Jorge Rafael] Videla [ditador do país entre 1976 e 1981] e entregando os sacerdotes mais comprometidos, que foram sequestrados e o acusam de deixa-los desprotegidos”, afirmou Verbitsky.

Os sacerdotes citados pelo jornalista são Francisco Jalics e Orlando Yorio, que foram interrogados pela ditadura argentina.

Questionado sobre as ações sociais do novo papa, que adotou o nome de Francisco, Verbitsky diz que elas se restringem “em dar missas em estações de trem, denunciar a exploração dos trabalhadores precários, a prostituição e as drogas”.
“Mas ao mesmo tempo apoiou as entidades patronais agropecuárias que se negaram a pagar impostos, com os quais a presidente Cristina Kirchner obtém fundos para aliviar os pobres que tanto o preocupa”, argumentou.

(http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/27808/novo+papa+ajudou+ditadura+argentina+reitera+jornalista.shtml)
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Acusado de cumplicidade com crimes da ditadura argentina

Recém-eleito papa, o argentino Jorge Mario Bergoglio é acusado de ter sido cúmplice de crimes cometidos pela ditadura militar de seu país (1976-1983).

Então Arcebispo de Buenos Aires, o Cardeal Bergoglio, agora Papa Francisco, chegou a ser convocado para testemunhar em julgamento sobre a desaparição de sacerdotes durante os anos de terrorismo de Estado.

De acordo com a Associação Mães da Praça de Maio, Bergoglio foi “cúmplice da ditadura”.
O cardeal é acusado de facilitar o sequestro dos sacerdotes jesuítas Francisco Jalics e Orlando Yorio, versão corroborada pelo jornalista Horacio Verbistky, autor de diversos livros sobre o assunto.
“[Ele] era chefe da Companhia de Jesus, às quais eles pertenciam, mas em vez de protegê-los, lhes tirou a proteção eclesiástica e poucos dias depois foram sequestrados”.

“Ele os denunciou por estarem vinculados com a subversão e de terem desobedecido seus superiores hierárquicos”,
continuou o jornalista, em entrevista de 2010 à televisão pública argentina, afirmando que a informação estava documentada na chancelaria argentina.

Em 2011, durante as audiências do processo sobre o plano sistemático de roubo de bebês – nascidos em prisões clandestinas, durante a ditadura, e adotados ilegalmente por outras famílias, em sua maioria próximas a autoridades militares –, Bergoglio chegou a ser citado para declarar, após testemunhas apontarem que ele estava ciente deste tipo de crime.

“Como é que o Bergoglio diz que só sabe do roubo de bebês há 10 anos?”, questionou em uma audiência Estela de la Cuadra, que apresentou ao tribunal cartas de seu pai ao arcebispo, agora papa, nos quais pedia que este intercedesse na procura por sua filha desaparecida, e de sua neta, que nasceu em um centro clandestino de prisão e tortura da ditadura.

Segundo o depoimento de Alicia De la Cuadra, primeira presidente da Associação Avós da Praça de Maio, durante a busca por sua neta, Bergoglio teria dado a ela uma carta na qual dizia que o bispo argentino Mario Piqui intercederia no caso. Após o contato com autoridades policiais, no entanto, o bispo teria afirmado que a criança estava vivendo com um “bom casal” e que a suposta adoção já não tinha “volta atrás”.

Além dos indícios de que sabia do esquema de roubo e apropriação ilegal de menores, Bergoglio deveria declarar acerca do sequestro de religiosos durante a repressão. Segundo a imprensa local, em depoimento de cerca de quatro horas, o cardeal afirmou que se reuniu com integrantes da Junta Militar que governava o país – Jorge Rafael Videla e Emilio Eduardo Massera – para pedir a libertação dos sacerdotes.

Em entrevista à televisão pública argentina, no entanto, Verbitsky afirma que, na audiência ante os tribunais, Bergoglio negou informações concedidas ao próprio jornalista em uma entrevista:

“Na audiência [Bergoglio] negou alguns fatos que tenho claramente documentados.”

Entrevista con el periodista y presidente del Cels, Horacio Verbitzky, acerca de la presentación judicial del cardenal Jorge Bergoglio relacionada con la desaparición de dos sacerdotes jesuitas durante la dictadura.

“En la audiencia negó algunos hechos que tengo claramente documentados”, afirma.

Emitido por Visión Siete, noticiero de la TV Pública argentina, el martes 9 de noviembre de 2010.

(http://www.youtube.com/watch?&v=-obezAidkFQ)

(http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/27792/novo+papa+ja+foi+acusado+de+cumplicidade+com+crimes+da+ditadura+argentina.shtml)
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Responder

Luís Carlos

15/03/2013 - 23h15

Concordo com o autor do texto. O Vaticano e a Igreja Católica são absolutamente contrários à prática cristã da solidariedade e da defesa dos pobres. Ele só tem olhos para os ricos e seus interesses inconfessáveis.

Responder

Luiz bruschi

15/03/2013 - 19h32

Quanta bobagem. A igreja católica é uma igreja entre milhares. Prá mim, só os católicos (praticantes) tem que se manifestar. Eu não sou e, portanto, não tenho que meter o bedelho nas suas decisões. Como diziam em relação ao Lula: deixe o homem trabalhar…

Responder

    assalariado.

    15/03/2013 - 21h47

    Luiz Bruschi, o problema das religiões, é que, seus lideres, desde sempre, são agentes duplo da “fé” cristã, a serviço do capeta, digo, do (CAPETA -LISMO), dentro da dita casa de deus. Ou seja, Trabalham para manipular os de conhecimento raso sobre os dizeres bílicos, em beneficio do deus dinheiro e suas variantes mercenárias.

    Abraços.

    Nelson

    16/03/2013 - 12h18

    De forma sucinta, sem rodeios, e muito bem explicado, Assalariado.
    Parabéns.

Fernando José

15/03/2013 - 09h40

Julio Gambina está completamente alienado. Esse texto é só uma amarração de clichês esquerdistas. Nem pra isso servem mais os ditos intelectuais de esquerda, não têm autonomia de pensamento, são só propagadores de um discurso velho e rançoso. E tem mídia garantida sempre, pois tem muito jornalista que não consegue abandonar aquele clima saudoso de centro acadêmico de faculdades de humanas…

Responder

    FJP

    15/03/2013 - 12h45

    Caro, alienação ou não, você não acha muito coincidente a aproximação do Governo Reagan com o Vaticano, a eleição de um papa polonês e a queda (tiro de misericórdia?) do comunismo inicialmente pela Polônia?
    Não acha muita coincidência este mesmo papa ter extinguido a Teoria da Libertação, imediatamente após a sua posse – materializada pela disciplina e determinação do cardeal Ratzinger?
    Visto desta forma, e observando que a América Latina é indócil ao capital, você acha que a elaição do Cardeal Bergoglio é só pela sua santidade, a dispeito do seu currículo? Acha?

    Victor

    15/03/2013 - 14h33

    E o que dizer do velho blablabla, já mais-do-que clichê reacionário, de uma gente que não tem argumento algum e continua a repetir a velha ladainha, repleta de xingamentos e ofensas para “ganhar” a discussão?? Reparem que na fala do Fernando José só há clichês, como falar “do saudosismo dos centros acadêmicos” etc. Só faltou dizer que comunista come criancinha, que Marx era mau e que a prova que o socialismo é bobo e feio é a URSS. Chega disso… já passou, amigo.

    MariaC

    15/03/2013 - 17h21

    Claro! Não é das faculdades de exatas, fabricas de robôs bem conhecidos que se tira um pensamento assim. Aliás, ultimamente os exatos estão mais para moleques robos apertadores de botõezinhos pois eles próprios se embasbacam com a produção do norte, ao invés de fabricá-los pois isso dá preguiça….Ou seja, nem pensamento exato eles já têm, só tem de obediência cega ao norte.

    Nelson

    16/03/2013 - 12h28

    Vou abordar dois pontos nos em relação aos quais você está totalmente equivocado, Fernando José.

    Em primeiro lugar, Gambina não é, de forma alguma, um “alienado”. Pelo contrário, ele viveu, bem de pertinho, a pavorosa ditadura civil-militar na Argentina e tem credibilidade para afirmar o que está afirmando.

    Em segundo, aonde é que intelectuais de esquerda têm “mídia garantida”, José? Pelo que sabemos, uns 80%, fazendo uma estimativa por baixo, da mídia hegemônica mundial é pró-capitalismo e faz o possível para isolar e não dar o menor espaço às ideias de esquerda. Aqui também a realidade é contrária ao que você afirma. São os intelectuais e think tanks da direita que têm espaço ilimitado na mídia hegemônica.

Apavorado por Vírus e Bactérias

15/03/2013 - 09h35

A Hipócrita Igreja Católica tem cada vez menos poder no mundo. Essa não é uma igreja cristã. Esses princípios passam longe.

Responder

Fernando

15/03/2013 - 01h02

Texto saido diretamente dos anos 60 , ainda falando de revolucao cubana, Chaves , etc.. So rindo.

Responder

Rodinei

15/03/2013 - 00h14

Serah Franscisco I nosso novo Bergonzini? Como vamos chama-lo? De Bergoglionzini I ou de Bergonzinoglio II? Não subestimem a não tão santa madre igreja, afinal eles conseguiram levar a eleição de 2010 para o segundo turno.

Responder

neopartisan

14/03/2013 - 23h47

Sem ajustar contas de verdade com sua máquina de crimes, perversões e hedonismos, passa-se de um papa reaça para um outro do mesmo magma.
Mesmo que de outra vertente.
A velha Igreja pós-Constantina dos poderosos, agora travestidos de humildes.
Francisco, o anti-Franscisco de Assis, pode estar inspirado em outro católico, o Francisco Franco, não?
Tudo se parece com o velho movimento de estratégia política da pinça.
Uma haste (a principal) fica na Europa e a outra vem fuçar na AL.
Recolonizar a AL, eis o possível objetivo do (Anti-) Francisco I.
Cristina poderia perguntar-lhe, com todo respeito: 1) Por que ele disse que a nossa querida Argentina é “o fim do mundo” (por que, pare ele, o começo é o Velho Continente, a América do Norte anglo-saxônica?) 2) o novo papa, como chefe de Estado, é pelas Falklands ou pelas Malvinas? 3) Por que ele dava hóstia para o chefe dos ogros, Videla?

Responder

FrancoAtirador

14/03/2013 - 22h55

.
.
Deus Lhe Pague
Chico Buarque

Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir
A certidão pra nascer, e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir
Deus lhe pague

Pelo prazer de chorar e pelo “estamos aí”
Pela piada no bar e o futebol pra aplaudir
Um crime pra comentar e um samba pra distrair
Deus lhe pague

Por essa praia, essa saia, pelas mulheres daqui
O amor malfeito depressa, fazer a barba e partir
Pelo domingo que é lindo, novela, missa e gibi
Deus lhe pague

Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça, desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes, pingentes, que a gente tem que cair
Deus lhe pague

Por mais um dia, agonia, pra suportar e assistir
Pelo rangido dos dentes, pela cidade a zunir
E pelo grito demente que nos ajuda a fugir
Deus lhe pague

Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas-bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir
Deus lhe pague

(http://letras.mus.br/chico-buarque/72896)

Responder

Gerson Carneiro

14/03/2013 - 22h54

Responder

    FJP

    15/03/2013 - 12h54

    Caro, acho que você foi sintético demais… dessa vez.

Santi

14/03/2013 - 22h50

Quem não é NEOLIBERAL é SOCIALISTA de acordo com o PIG e a Casa Grande certo, como o LULA/DILMA não são NeoLiberais são rotulados de Socialistas, como ser socialista não tá com nada até o DUDU é, prefiro o LULA/DILMA do jeito que são a favor do Brasil. O PSB que se cuide o Papa vem ai para detonar os Socialistas.

Responder

Zé Brasil

14/03/2013 - 22h26

“Papa vem impor disciplina neoliberal à América Latina”: -só se for um Papa “The Flash”, não é mesmo Papa Tampão?

Vamos ver quanto tempo leva o liquidificador do Vaticano para moê-lo! Talvez ele seja mais breve que o ratuszinger.

10, 9, 8,……..0!

Responder

    Mário SF Alves

    17/03/2013 - 15h41

    É… tem razão, pode ser tudo de caso pensado, inclusive o time do liquidificador.

    10, 9, 8,……..0!

Bonifa

14/03/2013 - 21h44

Vasculhamos o que podíamos vasculhar e não encontramos nada que desabonasse politicamente o Papa. Pessoas há que jamais entenderão o geral diante do particular. É triste ver que o pensamento de pensadores nacionais, até em blogs incontestavelmente comprometidos com verdades históricas e fins progressistas, sejam tão incapazes. Queriam o quê? Que o chefe da Igreja Católica fosse,de repente, um radical comunista argentino? Não admitem nada menos que isso? Antes de dizer que consideramos lamentáveis pessoas que dizem tanta bobagem contra o primeiro papa da Companhia de Jesus, uma organização comprometida antes de tudo com a doutrina de Jesus, vale falar uma palavra: Os que não se enganem devem procurar dar toda a proteção ao Papa, já que ele será alvo de imensa perseguição. Principalmente, porque ele não fará negociações secretas com a Otan nem com o Pentágono, isso podemos garantir. E muito menos com banqueiros.

Responder

    Mário SF Alves

    15/03/2013 - 17h27

    Kkkkkkkkkkkkkkkkk…. Mais um que caiu na rede.
    _________________________________
    Ô, Bonifa, o que deu em você? Com esta visão de mundo, por que você não aproveita e faz coro com a rede PiG de televisão? Aliás, a ordem veio mais de cima porque a imprensalona mundial tava toda lá, dia e noite, cacarejando o surgimento de mais um papa.
    _________________________________________
    Ou você acredita mesmo que exista alguma coisa que sendo boa pro PiG possa ser boa pra América Latina?
    ________________________________________________
    Se bem que, pensando melhor, alguém andou plagiando o nick do Bonifa; só pode ser isso.

    FrancoAtirador

    16/03/2013 - 00h54

    .
    .
    Só pode ser fake!
    .
    .
    Qual é o país com mais ateus e não-crentes no mundo?

    por Thais Sant’ Ana, no Mundo Estranho

    É a Suécia.
    Lá, 85% da população não tem nenhuma crença ou não acredita em Deus.

    Esse foi o resultado da pesquisa Ateísmo: Taxas e Padrões Contemporâneos, do sociólogo norte-americano Phil Zuckerman.
    Segundo ele, os suecos aprendem sobre cada uma das religiões na escola e são livres para escolher seguir ou não uma delas.
    E isso se repete na maioria dos países com alto índice de ateísmo.
    Vale lembrar que o estudo engloba ateus, agnósticos e não-crentes em Deus e o ranking é baseado na porcentagem populacional de cada país.

    Enquanto os ateus negam a existência de Deus, os agnósticos garantem não ser possível provar a existência divina.

    Os números da religião e do ateísmo no mundo

    Suécia: 85%
    População: 8,9 milhões
    Ateus: 7,6 milhões

    Vietnã: 81%
    População: 82,6 milhões
    Ateus: 66,9 milhões
    O budismo e o taoísmo, religiões comuns por lá, são vistos como uma tradição, e não uma crença.

    Dinamarca: 80%
    População: 5,4 milhões
    Ateus: 4,3 milhões
    Um levantamento da ONU aponta que países com boa taxa de alfabetização tendem a ser mais descrentes.

    Noruega: 72%
    População:4,5 milhões
    Ateus: 3,2 milhões

    Japão: 65%
    População: 127 milhões
    Ateus:82 milhões
    Em 2008, o pesquisador britânico Richard Lynn concluiu que países com alto QI são mais ateus.
    É o caso da população japonesa, que mantém a média 105 – uma das mais altas já registradas.

    República Tcheca: 61%
    População: 10 milhões
    Ateus: 6,2 milhões

    Finlândia: 60%
    População: 5,2 milhões
    Ateus: 3,1 milhões

    França: 54%
    População: 60,4 milhões
    Ateus: 32,6 milhões

    Coreia do Sul: 52%
    População: 48,5 milhões
    Ateus: 25,2 milhões

    Crenças no mundo

    Cristianismo: 33,3% ou 2 bilhões de pessoas
    (católicos: 16,8%; protestantes: 6%; ortodoxos: 4%; anglicanos: 1,2%)
    Islamismo: 22,4% ou 1,2 bilhão de pessoas
    Hinduísmo: 13,7% ou 900 milhões de pessoas
    Budismo: 7,1%
    Sikhismo: 0,3%
    Judaísmo: 0,2%
    Outras: 23%

    Ateísmo por idade

    18 e 34 anos – 54%
    35 e 49 anos – 24%
    50 a 64 anos – 15%
    65 anos – 7%

    Países com maior número de ateus

    181,8 milhões de chineses são ateus
    A China ocupa o 36º lugar no ranking de países com mais percentual de ateus (14%).
    Em números absolutos, porém, é onde vivem mais pessoas sem crença.

    Japão: 82 milhões.
    Rússia: 69 milhões.
    Vietnã: 66 milhões.
    Alemanha: 40 milhões.
    França: 32 milhões.
    Eua: 26,8 milhões.
    Inglaterra: 26,5 milhões.
    Coreia do Sul: 25 milhões.

    Países cuja maioria da população tem alguma crença:

    Itália: 90% (53 milhões)
    Filipinas: 80% (75 milhões)
    México: 76% (96 milhões)
    Brasil: 73% (137 milhões)

    Ateísmo por sexo

    Homens: 56%
    Mulheres: 44%
    Ateus no mundo – 749,2 milhões (11% da população mundial)

    Na ciência

    50% dos cientistas têm alguma religiosidade.
    Entre eles, 36% acreditam em Deus.
    Ateus: 10%.
    Cristãos: 2%.

    Fontes: Pesquisas de Phil Zuckerman (2007), Richard Lynn (2008) e Elaine Howard Ecklund (2010), ONU, adherents.com, American ReligiousIdentification Survey, The Pew Research Center, Gallup Poll, The New York Times, Good, Nature, Live Science e Discovery Magazine.

    http://mundoestranho.abril.com.br/materia/qual-e-o-pais-com-mais-ateus-no-mundo

    Mário SF Alves

    16/03/2013 - 21h58

    “Aliás, a ordem veio mais de cima, mesmo porque a imprensalona mundial tava toda lá, dia e noite, cacarejando o surgimento de mais um papa.”
    _____________________________
    É… se se considera este verdadeiro teatro de operações de guerra montado pela imprensalona a cobrir o evento, organizado bem após a inconcebível renúncia papal, além do emblemático VATILEAKS, a única conclusão possível é a de que a crise que assola o Vaticano é realmente braba. Crise impulsionada pelo neoliberalismo?!!
    ___________________________________
    Haja imprensalona pra fazer de novo a cabeça do povo. E, a propósito, como ainda é indispensável o aporte ideológico de tal Igreja, não?
    ___________________________________________
    Dado o contexto [e a dimensão da crise], boa sugestão seria o papa comprar e adaptar um ad aeternum sorriso postiço. Vai precisar.

Fernando

14/03/2013 - 21h38

Aquelas centenas de cardeais velhinhos votaram no argentino por causa da morte do Chavez?

Responder

renato

14/03/2013 - 20h37

De tanto ficar experimentando qual tipo de regime seria ideal, é que existe as ditaduras, colocam lá e pronto acabô!
Não tem que ficar experimentado, para o povo o que é do POVO.
Governo do POVO para o POVO.
Qual povo vai querer se danar todo!
Só os controlados, ou alguém acha que os estadudinenses tem gosto próprio.
Para que serviria um Papa estadudinense. Seria bem recebido nas Américas?
O EUA ainda não precisa de Papa.
Estou falando do lado político da coisa.
Sou católico, e não gostaria de ver o Papa tomando decisões que não fossem favoráveis ao Povo. E para este momento, estou com um pé atrás, com a Igreja, que é minha, por isto estou atento.

Responder

Julio Gambina: Papa Francisco vem impor disciplina transnacional e neoliberal à América Latina | PapoCatarina

14/03/2013 - 20h01

[…] Julio Gambina: Papa Francisco vem impor disciplina transnacional e neoliberal à América Latina 14/03/2013 20:01:25Enviado por PapoCatarina TweetPublicado por: Viomundo […]

Responder

Fabio Passos

14/03/2013 - 19h53

Eu creio que o papa bregoglio vem abençoar as aventuras golpistas das oligarquias inescrupulosas.

bergoglio tem experiência nisso…

Responder

José Antônio Pinto Pereira

14/03/2013 - 17h56

Achei o texto muitíssimo interessante, precisamos ficar alertas, porque os rentistas vão utilizar de todas as suas armas, novas e antigas…

Responder

Hélio Pereira

14/03/2013 - 16h35

Não me deixarei guiar por uma Igreja que esta contra as conquistas populares.

Responder

Regina Braga

14/03/2013 - 16h26

Como diria o Franchirico…venho do fim do mundo para provocar o fim do mundo.

Responder

    renato

    14/03/2013 - 20h28

    Que fique na Europa então.

Fabio

14/03/2013 - 16h26

O Papa nem rezou a primeira missa e ja vi e ouvi de tudo a respeito dele , uns dizem que será o papa dos pobres outros o papa dos neoliberais e assim vai, especulação total.

Responder

    Gerson Carneiro

    14/03/2013 - 18h07

    Especulação total. Quando você comentou, o Papa já havia já havia “rezado” a primeira missa.

    http://br.noticias.yahoo.com/francisco-celebra-primeira-missa-papa-161402247.html

    Marcos

    15/03/2013 - 09h22

    Fábio é só prestar atenção em “quem diz o que” que perceberá que faz sentido. O pig está todo animadinho fazendo propaganda positiva do novo papa (por si só já é informativo). Do outro lado, dizem que ele (no mínimo) se omitiu no período do golpe militar. Golpe militar apoiado pelos pig. Veja, FAZ SENTIDO!!!!

mineiro

14/03/2013 - 16h20

tem sentido tudo o que o escritor desse texto diz , em momento algum ele citou o brasil com parte do socialismo , sera porque a dilma ja bandiou para a direita como todos nos temiamos, pelo menos eu temia e ta acontecendo. no brasil do lula ele poderia sim ter incluido como socialista , pecou muito nesse ponto , mas no da dilma ele ta certissimo e nao citar. concordo em parte com ele , mas nem tudo deu certo para os imperialistas , como o bento VI tentou isso aqui mas nao deu certo. se esse papa vier com esse papo aqui para o lado da america do sul , ele vai se ferrar , porque o povo nao é idiota como muitos eclesiastico pensa que é . o mundo mudou ou eles ainda acha que o povo é idiota , como eles faziam lavagem cerebral no passado. entao ele vai renunciar nao demoara, porque ele vai afundar junto com os malditos do norte. agora os golpes nunca vao parar de acontecer pode ter certeza e com certeza esse papa vai apoia-los.

Responder

    Roberto Locatelli

    14/03/2013 - 19h56

    Mineiro, também notei que ele não citou Dilma. E não era mesmo para citar, pois o governo Dilma não é um governo rumo ao socialismo, como é o governo da Venezuela, do Equador e da Bolívia.

    Apoio o governo Dilma, mas estou consciente de que só avançaremos nas conquistas sociais às custas de pressão popular.

    renato

    14/03/2013 - 20h27

    Brasil é parte do socialismo, da América do sul e Central.
    A coisa vai crescendo…

Alceu CG

14/03/2013 - 14h58

O cristianismo morreu na cruz junto com Jesus. E a morte de Jesus foi a coroação dos princípios da perversa entidade chamada jeová, também conhecida por inúmeros outros nomes entre eles Satã, Escuridão, Maldade, racismo, fascismo, nazismo, genocídios, enfim, ele é o mal. Desde os primórdios do cristianismo Jesus era e é o nome usado para engabelar e submeter os pagãos pelo convencimento das palavras, e Jeová, que depois se popularizou como “Deus”, era e é o nome usado para justificar todas as barbáries, genocídios, saques e massacres. Somente como exemplo entre milhões, vejam esse deputado feliciano que usou passagens do antigo testamento para justificar seu racismo contra os negros, sua homofobia e podem acreditar, com certeza ele encontra justificativas no antigo testamento para justificar os roubos e furtos que pratica contra os pobre coitados que freqüentam a arapuca que ele criou com um belo nome bíblico. O verdadeiro inimigo do cristianismo é a entidade que conseguiu engabelar, chantagear e ao final, assassinar Jesus.

AlceuCG

Responder

guilherme

14/03/2013 - 14h55

Jesus Cristo era pobre (material) não tinha nem um travesseiro para colocar a cabeça para dormir.

Responder

A Lesma Lerda

14/03/2013 - 14h48

mas como ele vai fazer isso? ameaçando com o fogo do inferno?

Responder

Cristhian Camilo

14/03/2013 - 14h47

Em princípio, tendo a concordar com o autor sobre a intenção “oculta” – pero no mucho – de apresentar um Papa latino-americano como uma figura de contraponto às evoluções políticas e sociais experimentados pelas populações da América do Sul. Mas a comparação com João Paulo II não se sustenta, ou melhor, a aposta me parece equivocada.

Na eleição de Wojtila para o cargo de Sumo Pontífice, a configuração política mundial era diferente. Sem ter como abalar o sistema socialista por dentro, as potências mundiais ocidentais apostaram num papa polonês, dando à Igreja Católica uma configuração anti-soviética. Mas era um embate institucional, o combate era contra um inimigo institucionalizado e individualizado: o PC soviético e seu comando sobre a Europa do Leste, de que a Polônia era um dos maiores exemplos. Era uma luta por corações e mentes da população sob o governo não-democrático exercido pelos partidos comunistas nos países da Cortina de Ferro, onde a população já dava mostras do desgate do regime. O Papa polonês teve o papel, portanto, de ser um (forte) contraponto aos governos do leste europeu.

No cenário atual, essa aposta, como já disse, me parece equivocada. Como um papa latino irá brigar e contestar as conquistas das populações de Argentina, Brasil, Venezuela, Bolívia e Equador? Nesses países, como o Papa Francisco irá se apresentar? Vai combater a ascensão social que grandes parcelas da população obtiveram graças às políticas públicas empreendidas desde o início dos anos 2000? Vai combater o discurso de tirar milhões de pessoas da extrema pobreza e levá-las à classe média, por meio de melhores oportunidades de educação?

Além disso, João Paulo II conseguiu reunir sob a sua aura a população dos países comunistas, apresentando uma mensagem de fé que fazia sentido para quase a totalidade das pessoas. Essa estratégia afigura-se difícil para o novo Papa em relação ao Cone Sul americano, sob o risco de ele se tornar aliado do que há de mais retrógrado no continente, como a nossa tão “badalada” mídia.

Para fechar com um clichê, se a história se repete como farsa, parece-me que a Igreja Católica vai ter seus problemas aumentados por aqui, se a idéia realmente foi a de criar uma figura para combater os governos de centro-esquerda sul-americanos.

Responder

Um Papa a serviço da reação e contra o socialismo na América Latina | Marcos Aurélio

14/03/2013 - 13h35

[…] por Julio Cambina (Do blog  do autor, aqui; seguindo as pegadas do Vi o Mundo, aqui) […]

Responder

anac

14/03/2013 - 13h08

Tô fora dessa Igreja.

Responder

Guanabara

14/03/2013 - 12h27

Óia, até aí tudo bem. Mas COMO um Papa conseguiria fazer esse freio? Dando uma de Malafaia e dizendo pra não votar na Dilma, por exemplo? Ou a Igreja vai apoiar os golpes via judiciário como no Paraguai e Honduras? E se apoiar, qual a relevância desse apoio? É suficiente pra mudar alguma coisa nos dias de hoje?

Responder

    Rafael

    14/03/2013 - 15h14

    Também acredito que a Igreja não tenha a influência que pensa ter. Mas para gerar conflito, confundir, fazer campanha são excelentes. QUerem sr um contra-ponto.

    FJP

    15/03/2013 - 13h23

    A última campanha do zé mofado, junto com o bisbo de Guarulhos são um exemplo disso.

Walter Cesar

14/03/2013 - 11h57

Texto maravilhoso!

Responder

Rafael

14/03/2013 - 11h32

Por isso tenho horror, tenho asco da igreja católica. São tudo contra o que Jesus pregou, a igreja católica é quem mais destrói a palavra de Cristo. Querem a submissão. a exploração, a dominação. A Argentina é ponto estratégico, a partir da Argentina principalmente pode-se influenciar a américa do sul toda e o resto do mundo. A igreja não quer uma alternativa à exploração. Querem um povo pobre, dominado, escravizado.

Responder

    Mário SF Alves

    14/03/2013 - 15h43

    “A igreja não quer uma alternativa à exploração. Querem um povo pobre, dominado, escravizado.”
    _________________________________________
    E tudo isso em nome de um único deus, o popular DINHEIRO.
    ________________________________________________________________

    Claro que dito isto, assim, de forma tão nua e crua, sobrevirão as controvérsias. Muitos hão de retrucar dizendo que o que o Igreja Católica Apostólica Romana [até às entranhas] faz, nada mais é do que preservar a ordem. Que a questão não é unicamente dinheiro. E por aí vai.

    ______________________________________________________________________
    Resta saber o que a Igreja entendo por ordem. Que ordem é essa?
    1- Ordem de manter eternamente abertas as veias da América Latina?
    2- Ordem de não haver limites à ambição por acumulação de riquezas e poder, onde os fins sempre estão a tentar justificar os meios?
    3- Ordem da impunidade para os crimes do neoliberalismo?
    4- Ordem da impunidade para os crimes de pedofilia praticados no sio da referida Igreja?
    ___________________________________________
    Qual ordem afinal?

    Carlos Roberto

    14/03/2013 - 18h50

    Esse Dr. Julio Gambina é uma viúva do falecido comunismo. A experiência socialista morreu em 1989. Sobraram poucos gatos pingados – pequenos e pobres – como sói acontecer.
    A China que é comunista só no nome fez um conclave para a escolha de seu presidente (ainda melhor do que a monarquia absolutista e hereditária dos Kim e dos Castro). Não concordo com nenhuma palavra do que ele diz.

    Mário SF Alves

    17/03/2013 - 22h35

    Tem de ter miséria, a miséria não pode acabar [viu, presidenta Dilma?] senão aonde iria parar um dos maiores trunfos da ideologia da exploração do homem pelo homem? Onde iria parar a função antissocial da caridade?
    _____________________________________
    Dia há de vir que a exploração do homem pelo homem, quaisquer que sejam eles, será ato considerado abominável. Neste dia as religiões [todas elas] serão desnecessárias.
    _____________________________________________
    Enquanto isso, caridade, senhores, caridade.
    _____________________________________________________
    E quão triste é viver da caridade de quem nos detesta.

Marcelo de Matos

14/03/2013 - 10h59

O autor está certo: o Vaticano, desde sempre, faz política. A eleição de um sul-americano, porém, tem outro viés. Demétrio Magnoli apresentou ontem na Globonews gráficos que mostram o aumento do catolicismo na América e a diminuição no continente europeu. O site http://www.news.va/pt/news/os-numeros-dos-catolicos-nas-americas mostra isso: “Os números são claros: De 1910 a 2010 a percentagem mundial de católicos nas Américas passou de 29 para 47%. Hoje em dia quase a metade de todos os católicos do mundo vive no continente americano, englobando Norte e Sul, para um total de mais de 500 milhões de pessoas. O Brasil é o maior país católico, em termos demográficos, do mundo”. Se na América vive quase a metade dos católicos do mundo, nada mais lógico que termos um papa deste continente. Lógica à parte, claro que o Vaticano, ao escolher um argentino, devia ter em vista razões políticas e não institucionais.

Responder

    FJP

    15/03/2013 - 13h21

    Amigo, pelo seu raciocínio quando o Imperador deslocou a sede do Império Romano para Constantinopla a Sé Romana também teria ido.
    Tu achas que o número de católicos vai definir a nacionalidade do Papa, ou o foco das atenções do Vaticano?
    Sugiro ainda não subestimar uma conversa de pé de ouvido entre uma cardeal e um membro da “zelite”…

Paulo

14/03/2013 - 10h56

Hoje não conseguem nem disputar fiéis com as igrejas pentecostais.
Colocar mais uma vez um conservador como Papa, seja ele europeu, latino ou marciano, não vai ampliar em nada a capacidade de influenciar dessa igreja que parece estar desconectada do mundo real.
Não perceberam ainda que estamos no século 21.

Responder

souza

14/03/2013 - 10h46

absolutamente coerente a fala do dr. julio gambina.

Responder

TicTac

14/03/2013 - 10h46

Vai tentar, tentar e tentar impor a doutrina do norte ao povo do sul. A igreja católica não é mais a dominante. Vai tentar e tentar e é só.

Ontem, estava em sala de aula quando chegou a notícia da escolha do papa via Tablet de um colega.
O nome, a escolha, o processo não alterou a opinião dos colegas: não nos importa, seja Pedro ou José, a Igreja não nos importa, foi o recado implicito aos comentários da sala.

Já não se faz Igreja como antigamente, já não se faz fieis como antigamente. O Papa vai tentar, se conseguir será outra história. Ele não nadará de braçada.

Ps. 23 alunos, 23 eleitores da Dilma.

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