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Durante entrevista a blogueiros, integrantes do MPL celebram a vitória, falam em infiltrados e expõem próximos passos

19 de junho de 2013 às 23h43

Momento em que o governador paulista Geraldo Alckmin e o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, anunciavam a redução das tarifas em São Paulo. Em seguida, o mesmo anúncio foi feito no Rio (foto LCA).

por Luiz Carlos Azenha

Fomos convidados para um encontro com integrantes e apoiadores do Movimento Passe Livre (MPL), que nas últimas duas semanas protagonizaram um episódio histórico: levaram o povo de volta às ruas para reivindicar. Desde crianças a pessoas da terceira idade. Foram vítimas de repressão só comparável àquela empregada pela Polícia Militar paulista na desocupação do Pinheirinho, em São José dos Campos.

No meio da conversa, a notícia: o governador Alckmin e o prefeito Haddad anunciaram a redução das tarifas conforme o reivindicado pelo movimento.

Houve celebração.

Dentre os convidados, os blogueiros Rodrigo Vianna, Altamiro Borges, Leonardo Sakamoto e este que lhes escreve, o empresário de mídia Joaquim Palhares, o ativista Sergio Amadeu e a jornalista Maria Inês Nassif.

O objetivo era, basicamente, dizer que “sim, somos de esquerda e temos uma pauta de esquerda”. Ou: “Não, não seremos manipulados pela pauta da direita”.

O professor de História Lucas Oliveira, o Legume, falou em nome do MPL. Ele e ativistas ligadas ao movimento descreveram a unidade que conseguiram forjar com integrantes de partidos de esquerda nos últimos dias — PSOL, PSTU e PCO, entre outros — além de militantes do PT e de um grande número de movimentos sociais, dentre os quais o MST, a UJS (do PCdoB) e a UNE.

Sim, sim, estavam todos extremamente preocupados com a possibilidade de infiltração e manipulação da pauta do movimento por grupos de direita, que buscam se apropriar das manifestações para atacar o governo federal.

Negaram que os anarquistas estavam na origem da tentativa de retirar as bandeiras de partidos do movimento, dizendo que a iniciativa era de “caras-pintadas” recém-chegados.

Lembraram que era impossível controlar as multidões que se juntaram às manifestações — segundo uma pesquisa do Datafolha, a grande maioria saiu às ruas pela primeira vez.

Confirmaram o ato desta quinta-feira, comemorativo, na avenida Paulista.

Para as próximas mobilizações, pretendem reforçar os coletivos de segurança, comunicação e primeiros socorros.

O ativista digital Sergio Amadeu exibiu um gráfico mostrando que nos últimos dias o MPL tinha perdido protagonismo nas redes sociais relativamente a grupos de direita, que passaram a ter maior poder de mobilização de seguidores com seu perfil ideológico — o que talvez explique a aflição de muitos apoiadores do Passe Livre.

A próxima mobilização talvez tenha relação com a PEC 90, de autoria da deputada Luiza Erundina (PSB-SP), que torna o transporte um direito social. Além disso, trabalhando com o vereador petista Nabil Bonduki, o MPL pode tentar aprovar o passe livre na Câmara Municipal de São Paulo.

Todos estavam certos da presença de provocadores e agentes infiltrados durante as manifestações. Alguns, provavelmente da Polícia Militar, encarregados da coleta de imagens e informações. Outros, de grupos de extrema-direita, empenhados em promover vandalismo atribuído posteriormente ao MPL.

Numa avaliação coletiva, os blogueiros presentes concordaram que o prefeito Fernando Haddad foi o grande perdedor no processo — poderia, por exemplo, ter anunciado sua disposição de reduzir as tarifas depois de ouvir opiniões do Conselho da Cidade, que praticamente endossou a pauta do MPL.

O papel desempenhado por Haddad — que foi ao Palácio dos Bandeirantes para acompanhar o anúncio, falando depois do governador Geraldo Alckmin — também causou estranheza. Como a redução das tarifas foi anunciada quase ao mesmo tempo no Rio de Janeiro, especulou-se sobre um acordo de governantes para aliviar o establishment da pressão das ruas.

A celebração foi grande, tendo em vista que o MPL tem um núcleo duro bastante reduzido de militantes, com idade média calculada no chute em 23 anos de idade. Ainda assim, conseguiu a maior vitória desta geração de jovens militantes nas lutas sociais.

Abaixo, Sergio Amadeu expõe o gráfico demonstrando a perda de protagonismo do MPL nas redes sociais, relativamente a outros grupos — alguns dos quais de direita.

Nota do MPL:

A cidade não esquecerá o que viveu nas últimas semanas. Aprendemos que só a luta dos de baixo pode derrotar os interesses impostos de cima. A intransigência dos governantes teve de ceder às ruas tomadas, às barricadas e à revolta da população.

Não foi o Movimento Passe Livre, nem nenhuma outra organização, que barrou o aumento. Foi o povo.

O povo constrói e faz a cidade funcionar a cada dia. Mas não tem direito de usufruir dela, porque o transporte custa caro. A derrubada do aumento é um passo importante para a retomada e a transformação dessa cidade pelos de baixo.

A caminhada do Movimento Passe Livre, que não começa nem termina hoje, continua rumo a um transporte público sem tarifa, onde as decisões são tomadas pelos usuários e não pelos políticos e pelos empresários. Se antes eles diziam que baixar a passagem era impossível, a revolta do povo provou que não é. Se agora eles dizem que a tarifa zero é impossível, nossa luta provará que eles estão errados.

Por uma vida sem catracas!

Movimento Passe Livre São Paulo

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Durante entrevista a blogueiros, integrantes do...

23/06/2013 - 04h47

[…] publicado em 19 de junho de 2013 às 23:43 por Luiz Carlos Azenha "estavam todos extremamente preocupados com a possibilidade de infiltração e manipulação da pauta do movimento por grupos de direita, que buscam se apropriar das manifestações para atacar o governo federal.Negaram que os anarquistas estavam na origem da tentativa de retirar as bandeiras de partidos do movimento, dizendo que a iniciativa era de “caras-pintadas” recém-chegados.Lembraram que era impossível controlar as multidões que se juntaram às manifestações — segundo uma pesquisa do Datafolha, a grande maioria saiu às ruas pela primeira vez." O ativista digital Sergio Amadeu exibiu um gráfico mostrando que nos últimos dias o MPL tinha perdido protagonismo nas redes sociais relativamente a grupos de direita, que passaram a ter maior poder de mobilização de seguidores com seu perfil ideológico — o que talvez explique a aflição de muitos apoiadores do Passe Livre. Nota do MPL:A cidade não esquecerá o que viveu nas últimas semanas. Aprendemos que só a luta dos de baixo pode derrotar os interesses impostos de cima. A intransigência dos governantes teve de ceder às ruas tomadas, às barricadas e à revolta da população.Não foi o Movimento Passe Livre, nem nenhuma outra organização, que barrou o aumento. Foi o povo.O povo constrói e faz a cidade funcionar a cada dia. Mas não tem direito de usufruir dela, porque o transporte custa caro. A derrubada do aumento é um passo importante para a retomada e a transformação dessa cidade pelos de baixo.A caminhada do Movimento Passe Livre, que não começa nem termina hoje, continua rumo a um transporte público sem tarifa, onde as decisões são tomadas pelos usuários e não pelos políticos e pelos empresários. Se antes eles diziam que baixar a passagem era impossível, a revolta do povo provou que não é. Se agora eles dizem que a tarifa zero é impossível, nossa luta provará que eles estão errados.Por uma vida sem catracas!Movimento Passe Livre São Paulo  […]

Responder

Edvaldo

21/06/2013 - 01h05

Um por todos e todos por um.
Que este policial sirva de exemplo para seus companheiros, e espero que muita gente de apoio a conduta dele para que ele não seja mandado embora.
https://www.youtube.com/watch?v=NKcxbQixrrA

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Arlete

20/06/2013 - 23h04

NÃO É ISTO QUE DESEJO, MAS GOSTARIA DE VER ESTES “MANIFESTANTES SEM CONSCIÊNCIA CRÍTICA ” LUTANDO CONTRA O EXÉRCITO OBEDIENTE AS ORDENS DA DIREITA EXTREMISTA QUE GOVERNARIA ESTE PAÍS. AGUENTARIAM O PAU DE ARARA E OUTROS INSTRUMENTOS DA DITADURA?

Responder

JoãoP

20/06/2013 - 22h57

Prezado Azenha
não é hora de estimular mais manifestações para a direita dar o bote tão sonhado, anulando algumas conquistas do período Lula-Dilma. O MPL tem de dar um tempo com essas passeatas…ou eles estão interessados em alimentar o golpe para derrubar a Dilma?

Responder

Fabio Passos

20/06/2013 - 22h43

Tem militante do PiG que acha que ninguém percebe:

Responder

claudio mesquita

20/06/2013 - 22h10

Hoje teve mais uma manifestação PACÍFICA no Rio outra vez. Uma passeata PACÍFICA no centro da cidade no fim do expediente, numa segunda feira, um movimento democrático. Fico com pena da turma que trabalha por ali.
Tiros e bombas, fogueiras, aquele clima de guerra. Mais imagens para a série “Brasil em Chamas” que a Globo está editando.
Acho que se abriu um precedente muito perigoso, pois qualquer grupo pode democraticamente invadir as ruas e isolar bairros inteiros PACÍFICAMENTE por qualquer causa que ache justa. Se a polícia tentar desobstruir a via, vira quebradeira e o tumulto se estabelece. E os outros cidadãos como é que ficam? É uma questão de segurança pública. Uma amiga ficou presa no trânsito ontem em Niterói, por causa da manifestação, por quase uma hora, num lugar perigoso, sujeito a arrastões, apavorada com a filha pequena no carro. Ela disse que passavam hordas de marmanjos com a camiseta enrolada na cabeça, dando soco nos carros, um horror. Mas ela deve ser só uma burguesa, deveria andar de ônibus.
Não adianta uma cocotinha pintada de verde e amarelo e com nariz de palhaço (parece que chamando nós brasileiros de palhaços)posar com um cartaz “Vandalismo não”, como se isso a isentasse de qualquer responsabilidade, pois o vandalismo acontece sempre. Aliás parece que ninguém tem responsabilidade nenhuma, as pessoas individualmente não importam, o que importa é a causa. Acho isso tão reacionário. E não dá para confiar em reacionários.
Esses meninos do MPL são tão inocentes e agora declaram que são de esquerda. Será? Eu ando meio paranóico mesmo, me desculpem.
O fato é que com esse movimento a Copa das Confederações sumiu do mapa. Coincidência né? A Globo está há 3 horas mostrando um Brasil conflagrado, repetindo a cada minuto que a manifestação é PACÍFICA contra a corrupção.
O que esse pessoal do MPL pretende, fazer manifestação todo dia, até incendiar o país? Quem é que está puxando as cordas?
Me admira o Azenha, o Nassif e outros veteranos engolirem tão fácil esse cardápio. O Nassif está lá no blog dele falando em festa cívica, vocês piraram?
Até o PT vai pagar pedágio para desfilar com eles. Vão parar S Paulo de novo, só que eu acho que a população já está meio sem saco para mais uma maratona dessas, só vai queimar o filme do PT. Acho isso uma arapuca.
Essa meninada vai até quando com essa brincadeira cívica? Cada manifestação sempre deixa um rastro de destruição e sujeira, já está ficando cansativo. Já apareceu até uma moçada sarada quebrando tudo pela frente em todos os estados, preocupante. Depois saem pela cidade saqueando lojas.
Esse pessoal da reação é profissional e não está de brincadeira, estão só aquecendo os músculos. Como se diz aqui no Rio, Imagina na Copa!

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Messias Franca de Macedo

20/06/2013 - 22h03

ATENÇÃO, BRASIL DE VERDADE!
Duas receitas infalíveis para derrubar o golpe em curso;
# avisar ‘a rapaziada protestante militante’ que ‘os peixes’ lá da ‘Gaviões da Fiel’ foram avisados de que a próxima pauta dos revoltosos é embargar a construção da [suntuosa!] Arena do Itaquerão;
# o molho para temperar o prato (sic): informar que o escroto deputado (In)Feliciano “vai aprovar a Lei” que acaba com todos os times de futebol do Brasil, do Corinthians ao glorioso Ibis de Pernambuco, passando pelo Flamengo e, óbvio, seleção brasileira! Segundo o autor da Lei, o dinheiro economizado será revertido para as obras assistências dele &$ do Silas ‘MalaFALSA’!…

E VAPT VUPT! E vamos economizar balas de borracha – e spray de pimenta, para dar um sabor melhor ainda de vitória!…

BRASIL (QUASE-)NAÇÃO (depende de nós enquanto ações e reações!]
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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Gomes

20/06/2013 - 22h02

Então Luiz Carlos Azenha, voce e os demais blogueiros que apoiam esse movimento “apolitico” chamado MPL estão contentes agora, com o incendio do país nesse dia 20 de junho?. A Globo mudou a grade de programação para propagar seu golpe de estado. Espero que todos estejam com os lombos prontos para apanhar da nova repressão que vem por aí. Vai sobrar para todo mundo.

Responder

Leonardo

20/06/2013 - 22h01

O povo anda desconfiado com estes no poder e com aqueles que estão loucos para voltar, pois nenhum deu respostas concretas para as reformas socias… no mínimo este movimento vai oxigenar a política brasileira!

Responder

Dico Cruz

20/06/2013 - 21h54

Os dirigentes do MPL precisam ser mais contundentes ao declararem que a direita se apropriou do movimento e está distorcendo o centro das reivindicações. Fizeram um movimento sem comando central claro e deu no que deu. Agora devem dar mais visibilidade às suas aspirações e deixar bem transparente que não chamaram a população para as ruas a fim de tentar desestablizar um governo democraticamente eleito. Se assim não o fizerem, vai se evidenciar uma certa irresponsabilidade do MPL.
Importante: o movimento será, de fato, percebido como corajoso se lutar claramente contra os empresários do transporte coletivo. Lutar contra o governo é bem mais fácil.

Responder

Evandro

20/06/2013 - 21h43

Acompanhem essa análise.

Apuração da eleição presidencial de 2010

Dilma – 55.752.092 votos
Serra – 43.710.422 votos
Brancos – 2.452.591 votos
Nulos – 4.689.310 votos

A soma entre as pessoas que votaram em branco com as pessoas que anularam seus votos chegam próximo a 7.000.000 de votos. Agora, se considerarmos que o total de pessoas que estão participando do movimento “vem pra rua” está próximo de 3000.000 mil pessoas (no país todo), podemos dizer que esse protesto é composto basicamente por uma pequeníssima parcela de pessoas que anularam seus votos ou votaram em branco em 2010. Daí ser um movimento apolítico. Sinceramente não acredito que os eleitores da Dilma estejam insatisfeitos com o seu governo a ponto de sair pra rua pedindo mudanças. Nem acredito também que seja um movimento orquestrado pela oposição, a não ser em pequenos casos onde se ouve um “fora Dilma”. Obviamente que essa oposição é composta de partidos (PSDB e PIG). E porque não acredito que os eleitores de Dilma estejam insatisfeitos com ela? Vejam os motivos:
A luz de energia baixou de preço recentemente para todos: PARA TODOS, quem votou e quem não votou nela; os juros bancários baixaram para todos: PARA TODOS, quem votou e quem não votou nela, ela quer destinar 100% dos royalties do pré-sal para a educação: professores e estudantes deveriam estar defendendo esta causa com unhas e dentes. Há muitos outros motivos ainda a se comemorar. Eu acredito que a copa do mundo e as olimpíadas serão boas para o país, mas acredito que o governo falhou, e muito, na divulgação dos benefícios que isso trará para o país.
Entendo que a Globo esteja tentando a todo custo em dar o golpe, mas duvido que ela consiga mudar os 55.752.092 de votos que Dilma teve. Não nos desesperemos, mas também não vamos dar bobeira. Estejamos todos atentos.

Responder

Messias Franca de Macedo

20/06/2013 - 21h36

… O âncora do ‘JN’ &$ [sinistra] equipe estão “plantando” o factóide de que “os responsáveis pela onda de violência ‘são cinco de meia dúzia’ (sic) de arruaceiros!” É verdade, o PIG midiático trata o telespectador como se [o(a) telespectador(a)] fosse um ser acerebrado!…
… Não sei por que Diabos, a edição do ‘JN’ achou um tempo para falar “um bocadinho” da ‘Copa das Confederações’, prévias oficiais de uma tal Copa do Mundo!…

NOTA FÚNEBRE: todos que estão promovendo esse espetáculo deplorável, insano e Maquiavélico são (ir)responsáveis! Nada mais “cheiroso(a)” e ‘Cansado(a)’: esses cartazes grotescos com a hipócrita, capciosa e covarde frase ‘Sem Violência’!…

República de ‘Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

XAD

20/06/2013 - 21h30

Fascistas, Fascistas! Não passarão!!!
Acabo de voltar da passeata na Av. Paulista, convocada pela direção nacional do PT. Éramos não mais de 200 militantes.

Quando cheguei à concentração, na Av. Angélica, vi que talvez não conseguíssemos caminhar nem 100 metros… O ódio dos que estavam na Paulista e que ocupam as ruas há dias era total. Mas esse ódio não era direcionado apenas ao PT. Era contra qualquer bandeira, qualquer movimento social organizado. A CUT estava presente. O Movimento Passe Livre. E a UNE também.

Durante a passeata, várias bandeiras foram atacadas, rasgadas e queimadas sob gritos de “Fora PT, vai tomar no cu!”, “o povo acordou”, “oportunistas” e, last but not least, “mensaleiros”!!!

Desde o início, foi necessário formar um cordão humano para “proteger” o final da passeata. Às vezes, formava-se um cordão também na lateral.

Os ataques acompanharam toda a passeata. Fomos vaiados na maior parte do tempo. O silêncio só veio quando cantamos um trecho do hino nacional. Também gritávamos: “Sem violência”, “Democracia”, “Vem pra rua, vem contra a tarifa”, “olha que loucura, contra partido, parece ditadura” e “R$ 3 não dá, contra a tarifa, é passe livre já”.

Durante o trajeto, tentaram invadir a passeata, ameaçaram, provocaram, partindo para a agressão, xingando o tempo todo. Foi tenso. Deu um medo danado.

Um dos gritos que se expandia com muita facilidade, espalhando-se pela Paulista, era: “O povo unido não precisa de partido”. Enquanto gritavam, as pessoas, que ocupavam as laterais da avenida, colocavam os braços para cima, em gesto típico do nazismo/fascismo.

Seguimos até o Masp. Não sei nem dizer como conseguimos. Nessa hora, os gritos de “abaixa a bandeira” tornaram-se cada vez mais fortes. E os ataques também. Chutes e ameaças, de um grupo de “carecas” e fortões, que seguiu a passeata durante todo o trajeto, tornavam a cena totalmente assustadora.

Na altura da estação Trianon-Masp fomos cercados. A passeata tornou-se, praticamente, um cordão humano, de um lado e de outro. Começaram a jogar rojões em cima da gente e bolas de papel com fogo.

Nessa hora, correram avisos para que a gente guardasse as bandeiras. Eu, por exemplo, estava empunhando uma bandeira da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (acho que era isso) e desfilei o tempo todo enrolada numa bandeira do PT. Alguém pegou a bandeira da UEE e outro me avisou para tirar a bandeira do PT e guardar na mochila (para evitar linchamento e coisas do tipo, caso a passeata se dispersasse).

Para vocês terem uma ideia, eu estava compondo o segundo cordão no fim da passeata. Não foi nada fácil.

Nesse momento surgiu o grito: “Fascistas, Fascistas, Não Passarão!!”.

O grito foi entoado em uníssono, com muita força. Embora o momento não fosse propício, cheguei a rir quando uma moça, que estava atrás de mim, soltou: “gente, não adianta gritar isso, eles não sabem o que é, vão achar que é só provocação e, ao que parece, somos minoria!!”.

E éramos. Depois de alguns minutos, abaixamos as bandeiras, a passeata foi invadida. Dispersamos.

Voltei para casa, com a bandeira na mochila, pensando. Pensando muito. Lembrei do Allende.

Responder

sandro

20/06/2013 - 21h10

A festa acabou..é golpe clássico!
Azenha e amigos a hora é de organizar uma frente democrática, Dilma
não vai segurar, aliás ninguém seguraria,Jango 2 pois ela não renunciará.

Responder

renato

20/06/2013 - 21h03

A Globo diz que foi uma manifestação de protestos pacíficos.
Mas que alguns depredam, botam fogo, rasgam, arrombam, devem estar estuprando, roubando assassinando, apagando desafetos, etc…
MAS…A manifestação foi linda, emocionante.
Quando é que alguém vai tomar partido e acabar com isto.
Ou é só isto que a Globo esta esperando.

SOU PT, SOU LULA E DILMA…..
Levem nos movimentos a prisão dos torturadores.
E quem ajudou a tortura… A começar por aí.

Vão fazer movimento nas bocas de fumo e acabar com o trafíco.

Responder

Hudson Lacerda

20/06/2013 - 21h02

PREÇO DA PASSAGEM ABAIXOU? ENGANAÇÃO PURA!

Na região metropolitana de Belo Horizonte, tem prefeito prometendo até isenção integral de impostos para as empresas de ônibus, como subterfúgio para reduzir as tarifas.

Pelo que entendi das falas de Alkimin e Haddad, a redução das tarifas em São Paulo também está sendo feita às custas do dinheiro público.

Resultado: por um desconto de 20 centavos, MENOS saúde, MENOS educação…

PELA REDUÇÃO DO LUCRO DAS EMPRESAS DE ÔNIBUS!

Responder

José X.

20/06/2013 - 20h58

Aqui perto de casa os liderados pelo MPL estão querendo parar o Rodoanel…tá lá a polícia pra impedir os “jovens” de invadir a rodovia…

Responder

renato

20/06/2013 - 20h56

Ninguem estava falando mal da Marina…
Afinal ela representa a REDE….

Responder

Alberto Santos Neto

20/06/2013 - 20h51

Esta vitória do Movimento Passe Livre, pode virar uma vitória de pirro, caso as coisas saiam do controle, como os acontecimentos dos dias de hoje estão demonstrando. A presidente está acuada no Palácio do Planalto, o STF fechou e todos os seus “valentes” ministros já deram no pé. O Itamaraty está sendo depredado. Os movimentos na Europa tinham um motivo urgente, o desemprego em massa. O Brasil apesar das diversas mazelas, está conseguindo manter o pleno emprego e a inflação, ao contrário do que prega a Globo, está sobre controle, ou estava, até agora. Tudo está muito parecido com 1964 e, com certeza existe interesses outros que não o do povo (inclusive da maioria dos que estão participando destas mobilizações) por trás de todas estas mobilizações. Tomara que a situação não chegue a um caminho sem volta.

Responder

FabioT

20/06/2013 - 20h35

Azenha, o tal movimento JÁ FOI COOPTADO pela direita golpista, está claro que os vândalos (seja lá quem for) estão aproveitando as manifestações para tocar o terror, o caos. A quem interessa esse clima de convulsão social? é hora dos lideres pararem de chamar manifestações,
não dá pra aceitar essa desculpa de que não dá pra controlar (por isso mesmo deveriam parar pra pensar),e quando começarem a surgir vitimas fatais vão dizer o que?(é questão de tempo apenas), que a culpa é do governo ? além de hipocrita não sei se é muita ingenuidade ou má fé. pois só estão servindo de marionetes, mas talvez ainda estejam inebriados pelos 15 minutinhos de fama, posando de revolucionários que estão mudando o brasil, eu estou muito preocupado com o brasil que vai surgir depois disso tudo…

Responder

    Arlete

    20/06/2013 - 22h52

    Concordo plenamente com você, está na hora de parar esta turba enlouquecida e manipulada pela extrema direita. Para mim aí tem o dedo do pccsdb.

Vixe

20/06/2013 - 20h22

TARDE DEMAIS!
Os imbecis do MPL despertaram as bestas feras da direita e o golpe está em curso.
Derrubando Dilma quem assumirá?
Certamente alguém de direita pois o consórcio GLOBO, VEJA, FOLHA DE SÃO PAULO, ESTADÃO e demais forças do atraso, conseguiu convencer essa população imbecilizada pelas redes sociais que o “monstro” se chama PT, apesar dos avanços sociais conquistados na última década.
O golpe está em curso e a carnificina se avisinha, basta ver como foram tratados, hoje, os militantes dos partidos de esquerda que foram se manifestar na AV. Paulista.
“OBRIGADO” MPL.
VOCÊS ACABARAM DE DESTRUIR O SONHO DE UM BRASIL MAIS JUSTO.

Responder

    Leo V

    20/06/2013 - 21h27

    Meu caro, quem está pondo gente na ruas agora é a imprensa de direita.
    Aquela mesma que o governo não teve coagem de enfrentar.

    Pressão de povo na rua todo governo enfrenta. Até mesmo do PT. Mas a arrogância autoritária de chamar de vândalos em vez de atende a reivindicação deu essa oportunidade da mídia, numa jogada de xadrez tenta fazer limonada do limão.

Messias Franca de Macedo

20/06/2013 - 20h10

PT, PC DO B E MST
APANHAM: “DITADURA JÁ !”
*Os que clamavam por ditadura estavam mascarados…

[FALA, MATUTO!] … E portando cartazes com os dizeres [hipócritas]: SEM VIOLÊNCIA!

NOTA: as esquerdas vão tirar os pijamas e sair às ruas?! Ou esperarão pela ordem: exílio ou cadeia?!…

*Publicado em 20/06/2013
em http://www.conversaafiada.com.br/politica/2013/06/20/pt-pc-do-b-e-mst-apanham-ditadura-ja/#comment-1161032

(… Só está faltando a ‘gota d’água!… ‘Capiche’?!…)

… E que país é esse?! República de Nois’ Bananas

Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Cunha

20/06/2013 - 20h04

Muitos se aproveitam da nobreza do movimento. Acreditem. Recebi um e-mail conclamando o retorno da monarqui. Vejam em que situação se encontra! Daqui a pouco um genérico do democrático Anonymous vai aparecer de máscara, com camisa verde gritando “anauê” ou com camisa marrom gritando “Hye Hitler”! Estão querendo engrossar o caldo e estragar a democracia. Não dividem:Aécio,Serra Freire,direita e entreguistas neo-liberais agem surfando na onda dos outros. O facismo assim age. Lembre-mos da história: Após a leitura da Carta Testamento de Getúlio nas rádios,o povo rumou para a sede do jornal O Globo. Hoje, será que a pauta estariano sentido oposto,para que nossa democracia e estabilidade morram para o proveito alheio?

Responder

Messias Franca de Macedo

20/06/2013 - 20h04

‘OPINIÃO PUBLICADA’! ENTENDA UMA DAS FACETAS!

A cobertura do espetáculo (sic) por parte do PIG – e a miscelânea dos repórteres: “A manifestação mais parece uma festa!” “Bom, daqui desse ponto, nós podemos ver mais uma tentativa dos manifestantes quebrarem o cerco policial!” “O protesto está uma beleza!” “Aqui temos a imagem de mais um manifestante sangrando bastante” “Apesar da multidão presente nas ruas, até este exato(!) momento não temos [ainda!] sinais de violência!” “De vez em quando, alguns manifestantes jogam pedras nos policiais, que respondem atiçando spray de pimenta!” E, ali, um grupo dançando em torno de uma fogueira!” “Esse carro, aí, que “tá” pegando fogo, é do SBT! O SBT é uma emissora de televisão!” “Realmente, Patrícia, a cena [a queima do carro do SBT] é muito chocante!”…

EM TEMPOS GOLPISTAS! É verdade: parece que ‘a moçada’ irá superar “a qualidade da cobertura do MENTIRÃO”!

… E que país é esse?! República de Nois’ Bananas

Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

iza

20/06/2013 - 19h49

Eu disse que ia dar merda, não disse?
Quem insufla uma massa despolitizada, quem fica repetindo que são contra todos que estão aí, são contra os partidos e políticos, não quer nada mais do que o NAZISMO, FASCISMO.
E é isso que a Globo quer?
Quero ver quando a Grobo for obrigada a pedir porrada, pedir polícia e até o exército nas ruas para acabar com a baderna que o povo já não aguenta mais?
Ou será que os idiotas da Globo, acham que Dilma, os governadores e prefeitos de São Paulo, Rio, Minas, de todo Brasil, e a presidente Dilma irão renunciar?

Responder

J Souza

20/06/2013 - 19h43

Imaginem se estas manifestações fossem em 1968… As Forças Armadas já estariam com os tanques nas ruas… #chupaessa

Responder

Zanchetta

20/06/2013 - 19h38

Os oportunistas foram para a avenida e foram recebidos por um

“Ei PT, vai tomá no c..”

Responder

    renato

    20/06/2013 - 20h52

    Quer se embrulhar com bandeira americana…
    Te conheço…

    Luís Carlos

    20/06/2013 - 22h41

    Não. A bandeira dele deve ser do PSDB, de joelhos a senhor do Norte.

Flor de Ipê

20/06/2013 - 19h22

A geração controle remoto quer derrubar o governo para ter novamente o conforto de antes da privataria, pois seus pais trabalhavam nas estatais, muitos eram apadrinhados e odiavam concurso público.
Já foi! Isso não volta mais.

Responder

Cláudio

20/06/2013 - 19h13

Infiltrações ! ! ! . . . I$$o fede mesmo a golpe ! Apurada percepção ! Pensamento lúcido simplesmente muito BOM demais da conta, so ! ! ! . . . Mas precisa dar nome aos boys: Parece que o pe$$onhalzinho que adora 64 está por aí, por aqui, por além (“forças ocultas” ? . . . E$$a Mo$$ad parece que num toma jeito de gente mermo não ! . . . sempre em má $$Cia . . . ) . . . Há “gente” (desculpe-se o exagero da expressão mas não o ‘cacófato’) com mau gosto para cada coisa ! Há até quem adore 64… pero, me gusta mucho más 69…

“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma.” >>> Joseph Pulitzer


“Se você não for cuidadoso, os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” >>> Malcolm X



Ley de Medios Já ! ! !

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Messias Franca de Macedo

20/06/2013 - 18h58

A SÍNTESE DA TRADUÇÃO DAS PALAVRAS DE ORDEM DO MOVIMENTO PROTESTANTE – POR UM DOS ASSASSINOS DE REPUTAÇÃO A $OLDO DOS CIVITA$

Ordem da multidão é ‘fora PT’!

EM TEMPO DO GOLPISMO SEMPRE EM CURSO: objetivando não sujar os meus dedos ao digitar o nome do capadócio insuflador golpista/terrorista, cito apenas as iniciais do assassino a $oldo dos Civita$: A.N.

República da [eterna] OPOSIÇÃO AO BRASIL, sempre fascista!
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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Messias Franca de Macedo

20/06/2013 - 17h59

A PRORROGAÇÃO DO GOLPE!

… O GilMAU, o ‘Joaquim Coitado do Ruy Barbosa’, o prevaricador Robert(o) Gurgel, ‘os(as) jornalistas amigos(as) dos patrões barões da grande MÉRDIA nativa’ fizeram um gol na prorrogação (sic) – gol de impedimento, e contra o Brasil; “o juiz(!) fez vistas grossas”!… Derrotados no MENTIRÃO, percebem agora que os efeitos ‘do domínio do fato’ podem lhes render mais frutos, putrefatos e miasmáticos!… ENTENDA

… As imediações da Arena Fonte Nova tornaram-se um campo de guerra!…

… É O EFEITO MANADA, ESTÚPIDO’!

[“Sitiado” pela alta cúpula do partido] O Fernando Haddad “cedeu ao ‘PT da governança'”!… ACMalvadeza Neto & os demais ‘prefeitins’ do nefasto consórcio DEMo/PSDB/PPS reduzirão os preços das passagens dos transportes coletivos?!…

… E que país é esse, República de ‘Nois’ Bananas!

Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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Eunice

20/06/2013 - 17h38

Que alívio!

Ao menos desta vez a direita não consegue. Acabo de ver a passeata e
por mais que a Globo repercuta multiplicativamente não há clima para
golpe. “Apesar de você”, Globo, a vida vai continuar calma.

Mas os bobinhos caras-pintadas estavma lá.

Que o pessoal do PL continue fazendo suas reivindicações pontuais.

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abolicionista

20/06/2013 - 16h10

O declínio e a queda da economia espetacular-mercantil
por Guy Debord
Publicado originalmente no décimo número da internationale situationniste, “boletim central editado pelas seções da internacional situacionista”, O declínio e a queda da economia espetacular-mercantil apresenta a leitura que Guy Debord faz da “Revolta de Watts” (“Watts Riots”), ocorrida em 1965, em um bairro negro de Los Angeles. Iniciada pela atitude racista de um guarda de trânsito a 11 de agosto, a revolta teve como saldo 34 mortos, mais de 2 mil feridos e 4 mil presos. Debord viu na revolta uma manifestação prática da estratégia do desvio que ameaça a sociedade do espetáculo e a forma-mercadoria. A tradução aqui publicada, a cargo de Rodrigo Lopes Barros de Oliveira e Leonardo D’Ávila de Oliveira, foi publicada anteriormente no site Centopeia.net. (Os editores)

Entre os dias 13 e 16 de agosto de 1965, a população negra de Los Angeles se levantou. Um incidente entre policiais de trânsito e passantes acabou em dez dias de tumultos espontâneos. Os reforços crescentes das forças de ordem não foram capazes de retomar o controle das ruas. Por volta do terceiro dia, os Negros pegaram em armas, saqueando as lojas acessíveis, de maneira que puderam até disparar contra os helicópteros da polícia. Milhares de soldados e policiais — incluindo o peso militar de uma divisão de infantaria, apoiada por tanques — tiveram que ser mobilizados na luta para encurralar a revolta no bairro de Watts; em seguida, para reconquistá-lo ao custo de numerosos combates de rua que se estenderam por vários dias. Os insurgentes procederam com a pilhagem generalizada das lojas e as incendiaram. Segundo os números oficiais, houve 32 mortos, dos quais 27 Negros, mais de 800 feridos e 3.000 presos.

As reações de todos os lados revestiram-se desta claridade que o evento revolucionário, pois que é em si mesmo um esclarecimento em atos dos problemas existentes, tem sempre o privilégio de conferir às diversas nuances do pensamento de seus adversários. O chefe da polícia, William Parker, recusou toda mediação proposta pelas grandes organizações negras, afirmando precisamente que “estes desordeiros[1] não têm chefes”. E certamente, à medida que os Negros não tinham mais chefes, era chegado o momento da verdade em ambos os lados. O que ansiava, por sua vez, ao mesmo tempo, um dos lideres dos desempregados, Roy Wilkins, secretário geral da National Association for the Advancement of Colored People? Ele declarou que os tumultos “deveriam ser reprimidos fazendo uso de toda força necessária”. E o cardeal de Los Angeles, McIntyre, o qual protestava abertamente, não o fez contra a violência da repressão, como alguém poderia supor conveniente de se praticar no momento de aggiornamento da influência romana; protestava com urgência frente a “uma revolta premeditada contra os direitos de vizinhança, contra o respeito à lei e a manutenção da ordem”; convocando os católicos a se oporem aos saques, à “essa violência sem justificativa”. E todos aqueles que chegaram a ver as “justificativas aparentes” da raiva dos Negros de Los Angeles, mas certamente não a justificativa real, todos os pensadores e “responsáveis” pela esquerda mundial, pelo seu fim, lamentaram a irresponsabilidade e a desordem, a pilhagem e, sobretudo, o fato de que seu momento inicial fosse os saques às lojas contendo álcool e armas, e os 2000 focos de incêndio contados, com os quais os preto-leiros (pétroleurs) de Watts clarearam sua batalha e sua festa. Quem saiu, portanto, em defesa dos insurgentes de Los Angeles, nos termos em que merecem? Nós o faremos. Deixemos os economistas chorarem pelos 27 milhões de dólares perdidos, e os urbanistas por um de seus mais belos supermarkets tornado fumaça, e McIntyre pelo seu assistente de xerife abatido; deixemos os sociólogos se lamentarem pelo absurdo e embriagues nessa revolta. É o papel de uma publicação revolucionária não apenas dar razão aos insurgentes de Los Angeles, mas de contribuir a dar-lhes suas razões, explicar teoricamente a verdade cuja ação prática aqui exprimi a pesquisa.

Na Declaração publicada em Argel no mês de julho de 1965[2], após o golpe de estado de Boumedienne, os situacionistas, os quais expuseram, aos argelinos e aos revolucionários do mundo, as condições na Argélia e no resto do mundo como um todo, mostraram entre seus exemplos o movimento dos Negros americanos que, “caso possa se afirmar com resultado”, desvelará as contradições do capitalismo mais avançado. Cinco semanas mais tarde, este resultado manifestou-se na rua. A crítica teórica da sociedade moderna, no que ela tem de mais nova, e a crítica em atos da mesma sociedade já coexistem, embora separadas, mas igualmente avançadas até a mesma realidade, falando da mesma coisa. As duas críticas se explicam mutuamente, e uma é sem a outra inexplicável. A teoria da sobrevivência e do espetáculo foi esclarecida e verificada por esses atos que são incompreensíveis à falsa consciência americana. Ela, em troca, algum dia os esclarecerá.

Até agora, as manifestações dos Negros pelos “direitos civis” foram mantidas pelos chefes em uma legalidade que tolerava as piores violências das forças de ordem e dos racistas, como no precedente mês de março em Alabama, durante a marcha de Montgomery; e, mesmo depois desse escândalo, um acordo discreto entre o governo federal, o governador Walace e o pastor King, levou a marcha de Selma do 10 de março a retroceder frente ao primeiro requerimento policial, com dignidade e oração[3]. O enfrentamento esperado naquele momento pela multidão de manifestantes não fora mais que o espetáculo de um enfrentamento possível. Ao mesmo tempo, a não-violência alcançara o limite ridículo de sua coragem: expor-se aos golpes do inimigo, e depois elevar a grandeza moral até poupar-lhe a necessidade de usar outra vez sua força. O dado básico, porém, é que o movimento pelos direitos civis apenas reivindicou, por meios legais, os problemas legais. É lógico apelar legalmente à lei. Irracional, no entanto, é mendigar legalmente diante da ilegalidade patente, como se fosse algo sem sentido que se dissolveria ao ser apontada com o dedo. É notório que a ilegalidade superficial, descaradamente visível, ainda aplicada aos Negros em muitos estados americanos, tem suas raízes em uma contradição econômico-social que não é do alcance das leis existentes; e que nenhuma lei jurídica futura poderá desfazer, ao contrário das leis mais fundamentais da sociedade em que os Negros americanos finalmente ousam exigir viver. Os Negros americanos querem, na verdade, a subversão total desta sociedade ou nada. E o problema dessa subversão necessária vem à tona assim que os Negros chegam aos meios subversivos; essa passagem a tais meios, porém, surge em suas vidas cotidianas, como o que há de mais acidental e de mais objetivamente justificado. Não é mais a crise do estatuto dos Negros na América; é a crise do estatuto da América, colocada primeiramente entre os Negros. Não houve conflito racial: os Negros não atacaram os Brancos que estavam no caminho, mas apenas os policiais brancos; e a mesma comunidade negra não se estendeu aos proprietários negros de lojas, tampouco aos motoristas negros. O próprio Luther King foi obrigado a admitir que os limites de sua especialidade foram ultrapassados, ao declarar, em outubro na cidade de Paris, que “não se tratava de tumultos raciais, mas de classe”.

CRÍTICA AO URBANISMO
(Supermarket em Los Angeles, agosto 1965)

“A América debruçou-se imediatamente sobre esta nova ferida. Por vários meses, sociólogos, políticos, psicólogos, economistas, especialistas de todos os gêneros sondaram sua profundidade… Não há mais um ‘bairro’[4] no sentido próprio do termo, mas uma planície desesperadamente extensa e monótona… ‘América em um plano’, toda em largura; isso que uma paisagem americana pode ter de mais melancólico, com suas casas de teto plano, suas lojas que vendem todas as mesmas coisas, seus vendedores de ‘hambúrgueres’, suas lojas de conveniência, todas degradadas pela pobreza e pela classe… A circulação de automóveis é menos densa do que em outro lugar, mas a dos pedestres quase não é maior, tão dispersas parecem as habitações e as distancias desencorajadoras… A passagem dos Brancos atrai todos os olhares, olhares nos quais se lê senão o ódio, ao menos o sarcasmo (‘Mais desses pesquisadores ou sociólogos que vêem procurar as explicações ao invés de nos conseguir trabalho’, se escuta freqüentemente). Quanto ao alojamento, pode-se sem dúvida melhorá-lo materialmente, mas quase não se vê como será possível impedir os Brancos de fugir em massa de um bairro, assim que os Negros começarem a se instalar. Esses últimos continuarão a sentir-se abandonados à própria sorte, sobretudo nessa cidade desmesurada que é Los Angeles, desprovida de centro, sem sequer multidão onde se fundir, onde os Brancos apenas entrevêem seus semelhantes através do pára-brisa de seus carros… Enquanto o pastor Martin Luther King, alguns dias mais tarde, discursava em Watts e pedia a seus irmãos de cor para ‘dar as mãos’, alguém gritou da massa: ‘Para queimar…’ É um espetáculo reconfortante ver a certa distância de Watts os bairros ditos de ‘classe média’ onde os Negros da nova burguesia aparam sua grama em frente às residências de alto luxo”.

Michel Tatu (Le Monde, 3-11-65)

A revolta de Los Angeles é uma revolta contra a mercadoria, contra o mundo da mercadoria, e do trabalhador-consumidor hierarquicamente submisso aos padrões da mercadoria. Os Negros de Los Angeles, como os bandos de jovens delinqüentes de todos os países avançados, embora mais radicalmente, pois se trata de uma classe social globalmente sem porvir, de uma parte do proletariado que não pode acreditar em quaisquer hipóteses extraordinárias de promoção e integração, tomam ao pé da letra a propaganda do capitalismo moderno, sua publicidade da abundância. Eles querem possuir imediatamente todos os objetos expostos e abstratamente disponíveis, porque querem usá-los. Desta maneira, recusam o valor de troca, a realidade mercantil que é seu molde, a motivação e o fim último, e que tudo selecionou. Por meio do roubo[5] e do presente, reencontraram um uso que, de pronto, nega a racionalidade opressiva da mercadoria, o qual faz aparecer suas relações e sua fabricação inclusive como arbitrárias e não-necessárias. Os saques do bairro de Watts manifestaram a realização mais sumária do princípio bastardo: “Cada qual segundo suas falsas necessidades”, as necessidades determinadas e produzidas pelo sistema econômico que os saques precisamente rejeitam. Mas, uma vez que essa abundância é levada ao pé da letra, retomada de imediato, e não mais indefinidamente perseguida no transcurso do trabalho alienado e no aumento das necessidades sociais diferidas, os verdadeiros desejos se experimentam já na festa, na afirmação lúdica, no potlatch de destruição[6] . O homem que destrói as mercadorias demonstra sua superioridade humana sobre aquelas. Ele não permanecerá prisioneiro das formas arbitrárias que revestiam a imagem de sua necessidade. A passagem do consumo à consumação realizou-se sob as chamas de Watts[7]. As grandes geladeiras roubadas pelas pessoas que não possuíam eletricidade, ou que tinham a corrente cortada, é a melhor imagem da mentira da abundância tornada verdade em ação. A produção mercantil, assim que deixa de ser comprada, transforma-se em criticável e modificável em todas as suas formas particulares. Apenas quando paga com dinheiro, qual símbolo de um grau na sobrevivência, ela torna-se respeitada como um fetiche admirável.

PLAYING WITH RIFLED CASH REGISTER

A sociedade da abundância encontra sua resposta natural nos saques, contudo não é de nenhuma maneira abundância natural e humana, e sim de mercadorias. E os saques, que fazem instantaneamente desmoronar a mercadoria como tal, mostram também a ultima ratio daquela: a força, a polícia e os outros destacamentos especiais que possuem no Estado o monopólio da violência armada. O que é um policial? É o servidor ativo da mercadoria, o homem totalmente submisso a esta, pela ação do qual tal produto do trabalho humano permanece uma mercadoria, cuja vontade mágica é de ser paga, e não vulgarmente uma geladeira ou um fuzil, algo cego, passivo, insensível, que é submisso ao primeiro que chegue para usá-lo. Por trás da indignidade que há em depender do policial, os Negros rejeitam a indignidade que há em depender da mercadoria. A juventude sem porvir mercantil de Watts escolheu uma outra qualidade do presente, e a verdade desse presente foi irrecusável a ponto de arrastar toda população, as mulheres, as crianças, e até os sociólogos presentes no local. Uma jovem socióloga negra daquele bairro, Bobbi Hollon, declarou em outubro ao Herald Tribune: “As pessoas, antes, tinham vergonha de dizer que vinham de Watts. Elas o resmungavam. Agora o dizem com orgulho. Rapazes que ostentavam sempre as camisas abertas até a cintura e que lhe fariam picadinho em meio segundo chegam aqui às sete horas. Eles organizam a distribuição da comida. Claro, não se deve criar ilusões, haviam-na roubado… Todo esse blá-blá-blá cristão foi utilizado contra os Negros por muito tempo. Essa gente podia saquear por dez anos e não recuperaria metade do dinheiro que lhes roubaram nessas lojas por todos esses anos… Quanto a mim, sou apenas uma garota negra.” Bobbi Hollon, que decidiu jamais lavar o sangue que manchou suas alpargatas durante os tumultos, disse que “agora o mundo inteiro observa o bairro de Watts”.

Como os homens fazem a história, a partir das condições preestabelecidas para dissuadir-lhes de intervir? Os Negros de Los Angeles são melhor pagos que todos os outros dos Estados Unidos, mas estão ainda mais separados da riqueza máxima que se exibe precisamente na Califórnia. Hollywood, o pólo do espetáculo mundial, está na vizinhança imediata. Prometem-lhes que ascenderão, com paciência, à prosperidade americana, no entanto eles vêem que essa prosperidade não é uma esfera estável, mas uma escalada sem fim. Quanto mais sobem, mais se distanciam do topo, porque são desfavorecidos logo de saída, são menos qualificados, portanto mais numerosos entre os desempregados, e finalmente porque a hierarquia que lhes esmaga não é apenas aquela do poder aquisitivo como fato econômico puro: mas também se trata de uma inferioridade que lhes impõem em todos os aspectos da vida cotidiana, os costumes e os preconceitos de uma sociedade na qual todo poder humano está alinhado com o poder aquisitivo. Da mesma maneira que a riqueza humana dos Negros americanos é detestável e considerada criminal, a riqueza econômica não pode fazê-los completamente aceitáveis na alienação americana: a riqueza individual fará apenas um negro rico, porque os Negros como um todo devem representar a pobreza em uma sociedade de riqueza hierarquizada; Todos os observadores escutaram esse grito que clamava pelo reconhecimento universal do sentido do levante: “Esta é a revolução dos Negros, e queremos que o mundo todo o saiba” Freedom now é a senha de todas as revoluções da história; mas, pela primeira vez, não se trata da miséria, ao contrário, é a abundância material que se trata de dominar segundo novas leis. Dominar a abundância não é, portanto, somente modificar a distribuição, mas redefinir todas as orientações superficiais e profundas. É o primeiro passo de uma luta imensa, de um alcance infinito.

Os Negros não estão isolados em sua luta porque uma nova consciência proletária (a consciência de não ser em nada o dono de sua atividade, de sua vida) começa na América em camadas que recusam o capitalismo moderno, e, por esta razão, assemelham-se a eles. A primeira fase da luta dos Negros, justamente, foi o sinal de uma contestação que se estende. Em dezembro de 1964, os estudantes de Berkeley, oprimidos em sua participação no movimento dos direitos cívicos, vieram a fazer uma greve que questionava o funcionamento desta “multiversidade”[8] da Califórnia e, através disto, toda a organização da sociedade americana, bem como o papel passivo que se lhes destina lá. Imediatamente se descobre na juventude estudantil as orgias de bebida ou de drogas e a dissolução da moral sexual que se vinculava aos Negros. Esta geração de estudantes então inventou uma primeira forma de luta contra o espetáculo dominante, o teach in, e esta forma foi retomada em 20 de outubro na Grã-Bretanha, na universidade de Edimburgo, em razão da crise da Rodésia[9]. Esta forma, evidentemente primitiva e impura, é o momento da discussão dos problemas, que recusa a se limitar no tempo (academicamente); ela assim procura ser conduzida até o final, e este fim naturalmente é a atividade prática. Em outubro dezenas de milhares de manifestantes aparecem na rua, em Nova Iorque e em Berkeley, contra a guerra no Vietnã, e eles entram em conjunto com os gritos dos desordeiros de Watts: “Saiam de nosso bairro e do Vietnã!” Nos Brancos que se radicalizam, a famosa fronteira da legalidade é ultrapassada: dá-se “cursos” para aprender a fraudar os Conselhos de Revisão (Le Monde, 19 de outubro de 1965), queimam-se perante a TV papéis militares. Na sociedade da abundância exprime-se o desgosto desta abundância e de seu preço. O espetáculo é sufocado pela atividade autônoma de uma camada avançada que refuta seus valores. O proletariado clássico, na medida mesma em que se pôde provisoriamente integrá-lo ao sistema capitalista, não havia integrado os Negros (muitos sindicatos de Los Angeles negaram os Negros até 1959); e agora os Negros são o pólo de unificação para tudo o que refuta a lógica desta integração ao capitalismo, nec plus ultra de toda integração prometida. E o conforto não será jamais suficientemente confortável para satisfazer aqueles que procuram o que não está no mercado, o que o mercado precisamente elimina. O nível atingido pela tecnologia dos mais privilegiado se torna uma ofensa, mais fácil de exprimir que a ofensa essencial da reificação. A revolta de Los Angeles é a primeira da história que pôde por vezes justificar a si mesma argüindo pela falta de ar-condicionado durante uma onda de calor.

INTEGRAÇÃO PARA QUÊ?

Os Negros têm na América seu próprio espetáculo, sua imprensa, suas revistas e suas vedetes coloridas, e assim eles o reconhecem e o vomitam como espetáculo falacioso, como expressão de sua indignidade, porque eles o vêem como minoritário, simples aprendiz de um espetáculo geral. Eles reconhecem que este espetáculo de sua consumação desejável é uma colônia daquele dos Brancos, e vêem, portanto, mais depressa a mentira de todo o espetáculo econômico-cultural. Eles reivindicam, querendo efetiva e imediatamente participar à abundância, que é o valor oficial de todo Americano, a realização igualitária do espetáculo da vida cotidiana na América e a prova real dos valores semi-celestes, semi-terrestres deste espetáculo. Mas está na essência do espetáculo não ser realizável imediatamente nem igualitariamente mesmo para os Brancos (os Negros fazem justamente função de precaução espetacular perfeita desta desigualdade estimulante na corrida à abundância). Quando os Negros exigem tomar à risca o espetáculo capitalista, eles relançam o próprio espetáculo. O espetáculo é uma droga para escravos. Ele não permite ser tomado à risca, mas seguido em um ínfimo grau de retardo (se não há mais retardo a mistificação aparece). De fato, nos Estados Unidos, os Brancos são hoje os escravos da mercadoria e os Negros seus refutadores. Os Negros querem mais que os Brancos: eis o coração de um problema irresolúvel, ou resolúvel somente com a dissociação desta sociedade branca. Também os Brancos que querem sair de sua própria escravidão devem aderir antes à revolta negra, não como afirmação de cor evidentemente, mas como negação universal à mercadoria, e finalmente do Estado. O intervalo econômico e psicológico dos Negros em relação aos Brancos permite-lhes ver o que é o consumidor branco e o justo desprezo que eles têm deste se torna desprezo a todo consumidor passivo. Também os Brancos que rejeitam este papel não têm chance a não ser unificando sempre mais sua luta com aquela dos Negros, e ao encontrar a si mesmos e apoiar até o fim as razões coerentes. Se sua confluência se separasse diante da radicalização da luta, um nacionalismo negro se desenvolveria, o qual condenaria cada lado ao afrontamento segundo os mais velhos modelos da sociedade dominante. Uma série de extermínios recíprocos é o outro termo da alternativa presente, quando a resignação não pode mais continuar.

As tentativas de nacionalismo negro, separatista ou pró-africano, são sonhos que não podem responder à opressão real. Os Negros americanos não têm pátria. Eles estão, na América, em casa e alienados, como os outros Americanos, mas eles sabem o que são. Assim, não são o setor atrasado da sociedade americana, mas são o setor mais avançado. Eles são o negativo em obra, “o lado mau que produz o movimento que faz a história continuando a luta” (Miséria da Filosofia). Não há África para isto.

Os Negros americanos são produto da indústria moderna do mesmo modo que o eletrônico, a publicidade e o acelerador de partículas. Eles possuem suas contradições. Eles são os homens que o paraíso espetacular deve, a cada vez, integrar e impulsionar de sorte que o antagonismo do espetáculo e da atividade dos homens se admite completamente a seu propósito. O espetáculo é universal como a mercadoria. Mas o mundo da mercadoria por estar fundado em uma oposição de classes faz com que a mercadoria seja ela mesma hierárquica. A obrigação à mercadoria, é, portanto, o espetáculo que informa o mundo da mercadoria, de ser em uma só vez universal e hierárquica rumo a uma hierarquização universal. Mas pelo fato de que esta hierarquização deve quedar inconfessada, ela se traduz em valorizações hierárquicas inconfessáveis, porque são irracionais, em um mundo da racionalização sem razão. É esta hierarquização que cria os racismos por toda parte: A Inglaterra trabalhista acaba de restringir a imigração das pessoas de cor, os países industrialmente avançados da Europa retornam a ser racistas ao importar seu sub-proletariado da zona mediterrânea, explorando seus colonizados no interior. E a Rússia não cessa de ser anti-semita porque ela não cessou de ser uma sociedade hierárquica em que o trabalho deve ser vendido como uma mercadoria. Com a mercadoria, a hierarquia se recompõe sempre sob formas novas e se estende; que seja entre o dirigente do movimento operário e os trabalhadores ou mesmo entre portadores de dois modelos de automóveis artificialmente distintos. É a tara original da racionalidade mercadológica a doença da razão burguesa, doença hereditária na burocracia. Mas a absurdidade revoltante de certas hierarquias, e o fato de que toda força do mundo da mercadoria se porte cegamente e automaticamente em sua defesa, leva a ver, desde que começa a prática negativa, o absurdo de toda hierarquia.

O mundo racional produzido pela revolução industrial libertou racionalmente os indivíduos de seus limites locais e nacionais, ligou-os à escala mundial; mas sua desrazão está em separar-lhes de novo segundo uma lógica fechada que se exprime em idéias loucas e em valorizações absurdas. O estrangeiro rodeia em toda parte o homem advindo estrangeiro a seu modo. O bárbaro não está mais nos confins da Terra, ele está aqui, constituído em bárbaro precisamente por sua participação obrigada ao mesmo consumo hierarquizado. O humanismo que encobre isto é o contrário do homem, a negação de sua atividade e de seu desejo; é o humanismo da mercadoria, a benevolência da mercadoria ao homem que ela parasita. Para aqueles que reduzem homens a objetos, os objetos parecem ter todas as qualidades humanas, e as manifestações humanas reais se transformam em inconsciência animal. “Eles passaram a se comportar como um bando de macacos em um zoológico”, pode dizer William Parker, chefe do humanismo de Los Angeles.

Quando “o Estado de insurreição” foi proclamado pelas autoridades da Califórnia, as companhias de seguro lembraram que elas não cobrem os riscos a estes níveis: além da sobrevivência. Os Negros americanos, globalmente, não são ameaçados em sua sobrevida — ao menos se permanecerem tranqüilos — e o capitalismo se tornou suficientemente concentrado e imbricado no Estado para distribuir “seguros” aos pobres. Mas, na condição de que eles sempre estão atrás na argumentação da sobrevida socialmente organizada, os Negros possuem os problemas da vida, é a vida que eles reivindicam. Os Negros não possuem nada a garantir que lhes seja próprio; eles têm a destruir todas as formas de seguridade e de seguros privados conhecidos até aqui. Eles aparecem como o que são na verdade: os inimigos irreconciliáveis, não certamente da grande maioria dos americanos, mas do modo de vida alienado de toda a sociedade moderna: o país mais avançado industrialmente não faz nada além de nos mostrar o caminho que será seguido em todos os lugares, se o sistema não for derrubado.

“ALL THIS WORLD IS LIKE THIS VALLEY CALLED JARAMA”
(CANÇÃO DO BATALHÃO LINCOLN)

“As milícias populares estremeceram em frente aos tanques e metralhadoras nos bairros norte de São Domingo. Após quatro dias e quatro noites de combates sangrentos e violentos, as tropas do general Imbert finalmente conseguiram avançar até as proximidades da avenida Duarte e do mercado Villa-Consuelo. Às 6 horas da manhã, quarta-feira, o estabelecimento Rádio-Santo-Domingo foi tomado de assalto. Este prédio, que abriga também a televisão, encontra-se a 200 metros ao norte da avenida Francia e do corredor tido pelos ‘marines’. Ele fora bombardeado na última quinta-feira pelos caças do general Wessin… Combates esporádicos permaneceram por toda quarta-feira na região nordeste da cidade, mas a resistência popular acaba de sofrer sua primeira derrota… Os civis foram abatidos praticamente sozinhos, pois poucos militares que haviam aderido ao movimento do coronel Camano estavam localizados ao norte do corredor. As milícias, neste setor, são principalmente formadas por operários pertencentes ao Movimento Popular Dominicano, uma organização de esquerda. Seu sacrifício já terá valido o ganho de cinco dias, que podem ser preciosos para o levante de 24 de abril…

Na cidade baixa, levantam-se barragens de recipientes de óleo assaz irrelevantes que se tinham por barricadas, ou se toma proteção atrás de caminhões de carga tombados. As armas são disparates. As vestimentas também. Observam-se civis de capacetes redondos e baixos, e militares de boinas… Os revólveres enchem os bolsos dos jeans dos trabalhadores e dos estudantes. Todas as mulheres decididas a combater vestem calças… Os meninos de dezesseis anos seguram tenazmente seus fuzis contra o peito como se estivessem esperando este presente desde o início do mundo. Sem parar, a Rádio-São-Domingo faz apelos ao povo. Reivindica-se-lhes a se dirigir em massa para determinado ponto da cidade onde se espera um ataque de Wessin… É lá, na abertura da ponte Duarte e no cruzamento da avenida do Lieutenant-Amado-Garcia, que a multidão se reúne com coquetéis molotov à mão. Ela vem da cidade baixa e também dos quarteirões norte. Aparece por vezes insaciável e determinada. Quando os caças de Wessin surgem em rasante no eixo da ponte, milhares de punhos se levantam com furor contra os aparelhos. Depois dos barulhos das cadências de tiro, dezenas de corpos caem contorcidos ao solo, e a multidão espalha-se para as casas. Mas ela reaparece e a cada passagem das máquinas suscita a mesma explosão de cólera impotente e de derrota insana e deixa uma nova linha de cadáveres. Mas parece verdadeiramente que se deveria matar toda esta cidade para fazê-la sair da ponte Duarte. Na segunda-feira de 26 de abril pela manhã, o embaixador Tapley Bennet Jr. voltou da Flórida. Pela noite o ‘navio de assalto’ SS Boxer com quinhentos ‘marines’ a bordo chega em frente a São Domingo.”

Marcel Niedergang, em Le Monde de 21-5-65 e de 5-6-65.

Certos extremistas do nacionalismo negro, para demonstrar que somente aceitam um Estado separado, difundiram o argumento de que a sociedade americana, mesmo ao reconhecer-lhes um dia toda a igualdade cívica e econômica, não chegaria nunca, ao nível do indivíduo, a aceitar o casamento inter-racial. Deve, portanto, esta sociedade americana desaparecer, na América e em todos os lugares do mundo. O fim de todo preconceito racial, como o fim de tantos outros preconceitos ligados às inibições, em matéria de liberdade sexual, será evidentemente para além do “casamento” ele mesmo, para além da família burguesa, fortemente abalada entre os Negros americanos, que reina tanto na Rússia como nos Estados Unidos, como modelo de referência hierárquico e de estabilidade de um poder herdado (dinheiro ou grade sócio-estática). Diz-se correntemente desde certo tempo que a juventude americana, após trinta anos de silencio, surgiu como força de contestação e que ela acaba de encontrar sua guerra da Espanha na revolta negra. É necessário que, desta vez, estes “batalhões Lincoln” compreendam todo o sentido da luta em que se comprometem e mantenham-na com tudo o que ela tem de universal. Os “excessos” de Los Angeles não são mais um erro político dos Negros, da mesma forma que a resistência armada do P.O.U.M. em Barcelona em maio de 1937 não foi uma traição da guerra anti-franquista. Uma revolta contra o espetáculo situa-se no nível da totalidade porque — do contrário somente seria produzida singularmente no distrito de Watts — é um protesto do homem contra a vida inumana; porque ela começa ao nível do único indivíduo real e porque a comunidade, da qual o indivíduo revoltado é separado, é a verdadeira natureza social do homem, a natureza humana: a ultrapassagem positiva do espetáculo.

[1] O termo em francês “émeutier” significa aquele que se revolta sem, contudo, estar associado a um movimento organizado, seja uma manifestação ou uma revolução. Poderia ser tomado no sentido pejorativo de baderneiro, mas muito mais interessante, neste contexto, é considerá-lo em sua pejoração, porém com um sentido irônico. (N.T.)
[2] O texto ao qual o autor faz referência é “Adresse aux révolutionnaires d’Algérie et de tous les pays”, distribuído clandestinamente em Argel, 1965, e publicado na revista Internationale Situationniste #10. (N.T.)
[3] As marchas de Selma para Montgomery, as quais incluem o “domingo sangrento”, foram três marchas que marcaram o ápice político do Movimento pelos Direitos Civis. Foram a conseqüência do Movimento pelo Direito ao Voto na cidade de Selma, Alabama, encabeçado por Amelia Boynton Robinson. Ela trouxe muitos líderes proeminentes, à época, do Movimento pelos Direitos Civis àquela cidade, dentre os quais: Martin Luther King Jr., Jim Bevel e Hosea Williams. O domingo sangrento ocorreu em 7 de março de 1965, quando mais de 600 manifestantes, ao atravessarem a ponte Edmund Pettus sobre o rio Alabama, foram brutalmente atacados pela polícia com gás lacrimogêneo, chicotes e cassetetes. O recuo ao qual Debord se refere ocorrera, segundo John Lewis, aliado de King, provavelmente no dia 9 de março, quando, novamente, em face da polícia estadual, os manifestantes pararam, ajoelharam-se no ponto onde antes haviam sido espancados, e esperaram uma ordem judicial que lhes permitisse marchar de Selma a Montgomery. (N.T.)
[4] “Quartier”, no original, pode-se referir tanto a bairro quanto a quartel. (N.T.)
[5] “Vol”, no original, significa, ao mesmo tempo, vôo e roubo. (N.T.)
[6] O termo potlatch recebeu notoriedade na França e depois se espalhou por outras regiões por meio do antropólogo Marcel Mauss e sua obra “Essai sur le don, forme archaïque de l’échange”, com tradução disponível em língua portuguesa. Georges Bataille, com trabalhos dos quais provavelmente o conceito fora apropriado pelos situacionistas franceses, escreve: “opondo-se à noção artificial de escambo, a forma arcaica da troca foi identificada por Mauss com o nome de potlatch, tomado de empréstimo aos índios do noroeste americano que forneceram o tipo mais notável dessa forma. Instituições análogas ao potlatch indígena, ou seus traços, foram encontradas com bastante freqüência. O potlatch dos Tlingit, dos Haida, dos Tsimshian, dos Kwakiutl da costa noroeste foi estudado com precisão desde o fim do século XIX (embora, naquele então, ainda não fosse comparado com as formas de troca arcaicas dos outros países). Os menos avançados desses povos norte-americanos praticam o potlatch por ocasião das mudanças na situação das pessoas — iniciações, casamentos, funerais — e, mesmo sob uma forma mais evoluída, nunca pode ser separado de uma festa: ou ocasiona esse festa, ou ocorre por ocasião dessa festa. Exclui qualquer regateio e, em geral, é constituído por uma dádiva considerável de riquezas oferecidas ostensivamente com a finalidade de humilhar, de desafiar e de obrigar um rival. O valor de troca da dádiva resulta do fato de que o donatário, para apagar a humilhação e rebater o desafio, deve satisfazer à obrigação — contratada por ele quando da aceitação — de responder posteriormente por uma dádiva mais importante, ou seja, de retribuir com usura. Contudo, a dádiva não é a única forma de potlatch; é também possível desafiar rivais através de destruições espetaculares de riqueza. É por intermédio dessa forma que o potlatch se encontra com o sacrifício religioso, sendo as destruições oferecidas teoricamente a antepassados míticos dos donatários. Em época relativamente recente, ocorria um chefe Tlingit apresentar-se perante seu rival para degolar alguns de seus escravos diante dele. Essa destruição era retribuída em um determinado prazo pela degolação de um número maior de escravos. Os Tchukchi do extremo nordeste siberiano, que conhecem instituições análogas ao potlatch, degolam equipagens de cachorros de valor considerável, a fim de sufocar e humilhar um outro grupo. Lingotes de cobre brasonados, espécie de moedas às quais por vezes se atribui um valor fictício, que constituem imensa fortuna, são quebrados ou jogados ao mar. O delírio próprio da festa associa-se indiferentemente às hecatombes de propriedade e às dádivas acumuladas com a intenção de espantar e de rebaixar.” In: Bataille, A noção de despesa, Rio de Janeiro, Imago, 1975, p. 34-35. (N.T.)
[7] O autor faz um pequeno jogo ao trocar apenas uma letra da palavra “consommation” (consumo) para chegar a “consummation” (consumação). (N.T.)
[8] Manteve-se o neologismo de Debord multiversité em detrimento de outros vocábulos, como pluralidade, pluralismo ou ainda multi-diversidade tendo em vista que multiversidade, além de trazer o sentido de múltiplo, pode contrapor-se à universidade.
[9] Rodésia era o antigo nome dado às possessões britânicas que atualmente formam o Zimbábue e Zâmbia. (N.T.)

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Leo V

20/06/2013 - 15h20

MPL ataca ‘pauta conservadora’ em protestos e se diz ‘a favor’ de partidos em ato
Gil Alessi
Do UOL, em São Paulo

Após os diretórios municipais e estadual do PT chamarem sua militância para o ato em comemoração da revogação das tarifas de transporte público, que acontecem nesta quinta-feira (20) na avenida Paulista, representantes do MPL (Movimento Passe Livre) disseram que, mesmo esta não sendo uma vitória do PT –que poderia ter resolvido a questão e revogado o aumento muito tempo atrás–, “todos são bem-vindos”. Slogans e cartazes ‘conservadores’, no entanto, foram criticados pelo grupo.

De acordo com Mayara Vivian, do MPL, “esta não é uma vitória do PT”. “O Haddad [Fernando, prefeito de São Paulo] inclusive se recusou a usar o termo ‘revogar’ nas suas declarações. Está uma vitória da população, que se conscientizou e foi às ruas. O MPL nunca vai impedir ninguém de se manifestar. Somos apartidários, não contra os partidos”, disse.

Em nota divulgada na quarta-feira (19), o diretório municipal do Partido dos Trabalhadores disse que “transporte público de qualidade e democratização do acesso são bandeiras também do PT”.

Mesmo dizendo que o MPL não é contra a participação de legendas nos protestos, Mayara criticou diversas faixas e slogans gritados durante as manifestações dos últimos dias.

“Tem gente que não consegue nem mobilizar dez pessoas e leva uma faixa com dizeres horríveis, como coisas contra a legalização do aborto e outras. O MPL é anticapitalista e contra qualquer forma de opressão. Repudiamos várias das reivindicações feitas nos atos.”. Nos protestos desta semana, alguns manifestantes levaram faixas pedindo a redução da maioridade penal e contra o aborto.

Presos por vandalismo

Os representantes do MPL se comprometeram a prestar auxílio jurídico a todos os manifestantes detidos e que respondem a processo – cerca de 60, segundo o movimento . Quanto ao caso de pessoas presas por saques e roubos, Mayara afirmou que “fica difícil saber se a pessoa realmente cometeu o crime do qual é acusada. Na terça-feira (18), após os saques, a PM prendeu manifestantes aleatoriamente.” O movimento afirmou que analisará caso a caso para identificar quem poderá ajudar e quais casos serão encaminhado à Defensoria Pública.

“A questão do encarceramento em massa de pessoas pobres é muito grave. O MPL não é juiz para dizer quem cometeu ou não cometeu um crime, mas somos contra vandalismo seja de manifestantes, seja do Estado”, afirmou.
Revogação

Após seis atos populares –pacíficos e violentos– contra o aumento da tarifa do transporte coletivo em São Paulo, o governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), e o prefeito da capital, Fernando Haddad (PT), anunciaram que a tarifa dos ônibus, metrô e trem voltará a ser de R$ 3. O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa realizada na noite desta quarta-feira (19) no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado. Os dois governantes afirmaram que a revogação do aumento causará impacto nos investimentos e foi decidida para que a cidade retorne à normalidade.

“Quero dizer que no caso do metrô e trem, nós vamos revogar o reajuste dado, voltando a tarifa original de R$ 3. É um sacrifício grande, vamos ter que cortar investimentos, porque as empresas não têm como arcar com essa diferença. Vamos arcar com esses custos fazendo ajustes na área de investimentos”, disse Alckmin.

http://wap.noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/brasil/2013/06/20/mpl-ataca-pauta-conservadora-em-protestos-e-aceita-partidos-em-ato.htm

Responder

Lindivaldo

20/06/2013 - 14h40

O Golpe vem pela rede social!
É um fato…
São favas contadas…
É a Primavera do ódio que chega repleta de espinhos!

Hoje, minha filha me mostrou seu facebook.
Na página inicial, estavam postadas:
-centenas de críticas, fotos e artigos contra o Governo Federal, o PT, o mensalão e o Lula;
-palavras de ordens o contra a Dilma, o Lula e o PT;
-vários vídeos montados com piadas sobre a vaia da Dilma;
-foto de Neymar, com roupa e boné verdes, elogiando as manifestações e metendo o pau no Governo;
-Enfim, uma onda de ódio, mentiras, boatos, preconceito, etc..

Entre tantas críticas, por serem tão repetitivas, destacavam-se:
-“Fora, PT”;
-“Fora, Dilma”;
-“Lula enfim é condenado”
-“Dilma disse que vai tirar a internet para acabar com as manifestações” (e a respeito comentavam suas colegas: “ela tá querendo é apanhar de fio de cabo”; “ela naun sabe governar, vamos tirar ela”; e “se ela acabar com a internet, nóis mata ela”… e outras e outras pérolas);
-“Fora, Copa!”
Nas fotos, sempre com o fundo verde amarelo: a Bandeira Nacional; e frases soltas do hino nacional , no velho estilo usado pela direita às vésperas de um golpe.
Peneirei; fui pra cima, pra baixo; mas não encontrei uma só mensagem, uma só referência sobre:
-o mensalão tucano;
-cachoeira e seu vínculo com o PSDB;
-a compra da reeleição do FHC;
-a privataria tucana;
-os incontestáveis avanços nos campos social, econômico , internacional, educacional promovidos pela gestões Lula/Dilma;

No perpassar das páginas, li e revi várias vezes as fotos e comentários dos atuais heróis nacionais: o Gurgel, o Joaquim Barbosa, o Alexandre Garcia, o Pedro Bial , o Merval e tantos outros!

Parabéns, Tio Sam! Instituto Milleniun! elite branca de São Paulo! oligarquias, banqueiros e oligopólio da comunicação!
Parabéns, velha direita, por ter apostado na manipulação dos jovens!
Parabéns também a vocês , jovens rebeldes, que, por não terem criticado o que liam, estão mudando o rumo da nossa história, devolvendo o Brasil ao Tio Sam e à velha direita brasileira.

Responder

J Souza

20/06/2013 - 14h24

E por falar em corruptos… Existem corruptores? Não se fala destes…

Responder

    Malvina Cruela

    20/06/2013 - 19h50

    não te contaram??? pra esquerda esse negocio de corrupção é coisa que puseram na sua cabeça…pura invenção da mídia burguesa. Outra coisa que não existe é criminoso violento ou de qualquer outro tipo..são todos pobres vitimas de uma sociedade cruel e insensível…são temas tabu por essas bandas.

leia

20/06/2013 - 14h10

Vale a pena ver o dídeo e repassar ,. O domínio das informacöes da folha de sp
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=XT8TOpAOE5o#at=156

Responder

    Mário SF Alves

    21/06/2013 - 12h37

    Pois é. Li as críticas. É o típico efeito manada. Ninguém demonstrou opinião própria. De todos os comentários que estavam postados ali, não vi nenhum que não lembrasse a clássica maria-vai-com-as-outras.

Gorette Araújo

20/06/2013 - 14h09

Eu parabenizo o MPL pela vitória e também pela compreensão de que não a conquistaram sozinhos, não foi o MPL só, mas foi a multidão nas ruas, para ALÉM dos limites do MPL. E é dessa mobilização que o Brasil precisa pois além do passe livre o brasileiro também precisa de um sistema de saúde eficiente, um sistema educacional de verdade, de segurança e de justiça! Só pra começar.

Responder

Francy Granjeiro

20/06/2013 - 14h08

Mais o que diabo é isso??????Será que entendi direito????Somos +de 240 milhões e não podemos deixar isso acontecer, como foram as PRIVATARIAS TUCANAS.
Empresa dos EUA tem interesse de modificar o nome Amazona para Amazon????????????
CAMPANHA PRIVATIZAR na internet….“
Não podemos assistir de braços cruzados que essa única empresa detenha na rede mundial de computadores a marca AMAZON. A meta é coletar o maior numero possivel de assinaturas, que serão entregues na próxima reunião da ICANN, em julho, na cidade de Durban (África do Sul).
A multinacional Amazon.com, empresa norte-americana de vendas online, pediu o registro do domínio .AMAZON na rede mundial de computadores. O pedido foi feito à ICANN, sigla em inglês para Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números, responsável pela coordenação global do sistema de identificadores exclusivos da Internet, entre eles endereços numéricos e os respectivos nomes de domínio.

Caso seja aprovado, o domínio será exclusivo da empresa, privando interesses de brasileiros, peruanos, bolivianos e demais países que compõem a Amazônia Global, do direito de registrar na Internet qualquer site cujo nome termine em .AMAZON. Na prática, significa que uma organização dos países da Amazônia Global só conseguirá registrar um site com o final .AMAZON se tiver autorização prévia da empresa Amazon Inc, Endereços como “www.manaus.amazon”, “www.river.amazon”, “www.acai.amazon”, “www.ianomani.amazon”. Emfim, “www.qualquercoisa.amazon” seriam exclusivos da empresa detentora deste domínio de primeiro nível. E mais, fizeram o pedido do registro em várias línguas. Isso é muito grave!

CLIQUE AQUI E ASSINE O ABAIXO-ASSINADO ONLINE
http://www.manaus.amaz/
http://www.manaus.amaz

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Messias Franca de Macedo

20/06/2013 - 13h44

DA SÉRIE “ESCUTA ESSA!”

Uma professora de História da PUC/SP – ‘convidada a dedo’ *pela emissora – proferiu algumas, digamos… Pérolas!…
*GloboNews

“… Mas, o que importa, sobretudo, é que a pauta, a agenda do movimento [MPL], está posta para a sociedade, de forma muito, muito, muito clara!… Agora, **‘menina’, o que mais me surpreendeu foi o número gigantesco de indigentes na cidade de São Paulo. Sabe como é que é: esses movimentos de ruas atraem muitos indigentes! Eu estou boba: como tem indigentes na cidade de São Paulo! E isso é mais um motivo para nós protestarmos! E muitos desses indigentes nasceram após a implantação do ‘Plano Real’. O que mostra que, apesar das políticas sociais implementadas nesses últimos anos, o Estado brasileiro não está cuidado dessas crianças, desses indigentes!…”
**’A ÂNCORA da vez’! [a tal ‘menina’ referenciada pela professora da PUC/SP entrevistada!] – “Mas, “pró” a senhora não acha que essa agenda já está farta de motivos para o povo protestar?”
‘A “PRÓ” – “ [Risos] Realmente! Mas, é isso mesmo: a juventude tem gás(!); portanto, esses protestos não podem cessar!”
‘A ÂNCORA da vez’! – “É verdade, pró!…”

OPS: Coitada!… ‘Da âncora da vez’! Teve calafrios durante a condução da entrevista [histórica] com a historiadora, PUC/SP…!
… Ah! Esse PIG!…

E VAPT VUPT!

República de ‘Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Roberto Locatelli

20/06/2013 - 13h31

Ainda não sei qual instrumento toca o tal movimento passe livre. Quero esperar alguns meses para chegar a conclusões. Há uma direita “infiltrada”? Ou o próprio movimento passe livre é uma “nova” direita. O tempo dirá. É muito cedo para concluirmos.

Responder

    Leo V

    20/06/2013 - 14h47

    Roberto,

    O MPL existe desde 2005. Já tem uma história.

    Quem é de movimento social conhece.

    Em 2006 realizou um Encontro Nacional da Escola Florestan Fernandes, do MST, por exemplo.

    É preciso olhar pra baixo, e nao só pra cima, para conhecer o mundo em que se vive.

    O que eu escrevi abaixo (um relato publicado como um pequeno livro e disponivel na internet em pdf) não foi escrito hoje nem ontem, mas 8 anos atrás.
    Não sou profeta, apenas acompanho as coisas:

    “De Salvador a Florianópolis. De Vitória a Uberlândia. De
    Campinas a Vitória da Conquista. Por todo o Brasil se acumulam
    com cada vez maior freqüência movimentos e revoltas em torno
    da questão do transporte coletivo. Um grande rechaço aos partidos
    políticos, às instituições, às entidades constituídas, às hierarquias,
    é a marca da composição juvenil que protagoniza essas manifes-
    tações. Época em que a independência, a autonomia e a rebeldia
    da juventude estão sendo constituintes não só de manifestações,
    mas de um novo ciclo de lutas sociais urbanas, capaz, quem sabe,
    de mudar o panorama das lutas sociais no Brasil. Até agora, a po-
    tência política que brota dessa independência, autonomia e rebeldia
    constituintes, tem tido sua expressão mais elaborada no MPL. A
    constituição do MPL como articulação nacional dessa indepen-
    dência e dessa rebeldia pode, assim esperamos, abrir e produzir
    histórias inesperadas até poucos anos atrás, em que essas guerras
    da tarifa de Florianópolis sejam apenas um prelúdio…
    Leo Vinicius
    Julho de 2005”

    Mário SF Alves

    20/06/2013 - 16h45

    Concordo. Ou a gente rompe nossas amarras a essa tal dialética dogmatizada, antiga e esclerosada que temos ou… a anti dialética da direita prevalecerá.

    ________________________________

    Os estudantes têm nos ensinado caminhos novos. Uma esquerda não ortodoxa e muito mais generosa podem estar surgindo daí.
    _______________________________________
    De mais a mais, chega dessa esquerda hiper dividida, hiper fragmentada. Ou será que a base teórica que a sustenta [e que poderia ser utilíssima na consolidação da democracia] é assim tão complexa?

    assalariado.

    20/06/2013 - 17h17

    Estimado Mario SF, o que esta em questão não é a teoria de esquerda. É, sim, a pratica teórica de (esquerda contra a “esquerda”). Ou seja, os caras abraçam uma (pauta de direita) e saem vendendo pros desavisados ideológicos com se fosse pauta esquerda. Sendo que, os limites dessa ‘esquerda no governo’ esta no marco do capital, então, … Inclusive a dialética/ pauta de esquerda no Brasil está com as 4 rodas travadas lá em 2002, percebe?

    Saudações Socialistas.

José X.

20/06/2013 - 13h28

O MPL fez exatamente o que a extrema esquerda brasileira sabe fazer de melhor: ser linha auxiliar da direita.

Imaginem o êxtase da Globo: tanto tempo tentando levantar a população contra o governo federal através de coisas como “cansei” e da espetacularização do “mensalão”, sem conseguir, e agora ganham isso de mão beijada do MPL.

O Aécio deve estar esfregando as mãos de tanto contentamento. Vai ter uma infinidade de vídeos de multidões protestando “contra o governo da Dilma” pra mostrar em sua campanha já em andamento.

Doze anos de progresso social, que mesmo com todos os defeitos tirou milhões de pessoas da miséria, e agora corre o risco de ser revertido por causa de uns descabeçados convencidos, que logo logo vão ser engolidos (ou cooptados) pelo PIG. Já foram na tv do Alckmin, não demora muito pra aparecerem no Fantástico dizendo “alô mamãe, esto na Globo”.

Responder

    Leo V

    20/06/2013 - 14h51

    Você dá mais importância a vitórias eleitorais do que às conquistas sociais pelo jeito.

    Conquistar tarifa zero com ação direta nas ruas é uma conquista anti-neoliberal que o PT em 10 anos de governo nunca nem sequer chegou perto de propor, quanto mais conseguir.

    Fora que conquistas com organização e ação direta são extremamente pedagógicas.

    A correlação de forças de suma com organização coletiva, com ações diretas, não ficando em casa e votando de 4 em 4 anos.

    José X.

    20/06/2013 - 20h28

    “Você dá mais importância a vitórias eleitorais do que às conquistas sociais pelo jeito.”

    As vitórias eleitorais permitiram ao governo do Lula tirar MILHÕES de pessoas da miséria, manter a inflação controlada, manter o DESEMPREGO BAIXO, evitar que o Brasil fosse afetado pela crise do subprime em 2008, e você me vem com essas m@#$@# de conquistas sociais de 20 centavos ? Vocês perderam completamente a razão.

Ricardo Godinho

20/06/2013 - 13h18

Novinhos (e velhinhos entusiasmados), a direita já tomou o movimento das suas mãos. Estou apostando quanto quiserem que nas manifestações que se seguirão vão aparecer cartazes e faixas contra corrupção, contra a inflação (que inflação, a do tomate?), pela prisão dos mensaleiros e outras bandeiras da oposição nos últimos tempos, bandeiras mais ou menos generalistas, contra as quais só insanos podem ficar, mas que têm sido largamente usadas pela direita, especialmente a mídia de direita, na sua incessante pregação contra o governo do PT.
O primeiro sinal alarmante já apareceu: o protagonismo, nas redes sociais, já saltou da mão do MPL para a de direitistas. A grande massa, me desculpem os que pensam diferente, como o Nassif – que afirmou que os jovens são bem informados, lá no site dele – nem sabem o que significa ser de esquerda. Compram moralismo por esquerdismo, por exemplo. Compram o discurso enviesado contra o SUS, sem pensar que sem ele restará ao pobre morrer no meio da rua ou nas calçadas de hospitais particulares a que não terão acesso por não poder pagar. Compram o discurso contra a educação pública, que é universal e gratuita, apesar de ser ruim, e não sabem o que por no lugar, talvez uma ou outra proposta vaga, como melhorar os professores (e seus salários), como se bons professores não fossem premissa sine qua non de qualquer coisa que pretenda ser um BOM sistema de educação, público ou privado. Abriram a caixa de Pandora. Como vão, agora, sendo tão poucos e com tão pouca estrutura orgânica, controlar uma imensa massa que quer dar vazão a uma insatisfação surda, alimentada dia e noite pelos meios de comunicação? Todo dia, toda hora tem um repórter, um apresentador, um personagem de novela falando sobre como a inflação anda alta, sobre como as cidades estão inseguras, sobre como o desemprego anda cruel, sobre a impunidade dos corruptos (só os do governo do PT, os da direita, não), sobre como os políticos e a Política não prestam, espalhando um moralismo udenista pelas entranhas da sociedade. Dos garis aos engenheiros, dos porteiros aos juízes, dos peões aos patrões, a imensa maioria está entranhada dessa noção de que a Política é puro lixo, e vão para as passeatas com isso no coração.
Espero, sinceramente, que consigam virar esse jogo. No mito, a caixa de Pandora encerrava todos os males do mundo. Mas trazia lá no fundo a preciosa Esperança. Boa sorte, crianças.

Responder

willian

20/06/2013 - 13h16

O PT vai engolir o MPL. Não vão sobrar nem os ossinhos.

Descanse em paz.

Responder

    Abel

    20/06/2013 - 20h05

    Não vai dar tempo. O PSDB já comeu…

Guilherme Scalzilli

20/06/2013 - 13h13

Por um triz

Falta uma infelicidade qualquer para que algum desses atos públicos nas capitais se transforme em tragédia. Alguém tropeça, puxando outros consigo, durante uma correria. Um bate-boca leva ao pugilato e a trocas de facadas ou garrafadas. Um bandido infiltrado, civil ou militar, aproveita qualquer tumulto para dar um tiro na direção da turba. Um tijolo despenca do décimo andar de um prédio. Uma bomba explode no lugar errado.

E assim, de repente, surge o primeiro cadáver dos protestos.

O simples fato de tudo estar tão sujeito ao acaso e à boa-vontade das gentes já é sintoma de perigosa fragilidade. Se considerarmos o caos probabilístico gerado por um fenômeno em que dezenas de milhares de pessoas se espremem pelas ruas da metrópole, concluímos que os anjos das passeatas vêm trabalhando como nunca. É quase absurdo que não tenha ocorrido alguma ocorrência fatal, especialmente porque as chances se multiplicam na repetição diária dos atos.

Talvez eu esteja apenas sendo pessimista, mas na base de toda medida preventiva existe uma dose de fatalismo. Depois de acontecer o pior, será inútil discutir se houve uma coincidência idiota ou a ação de malfeitores oportunistas. Não podemos menosprezar a possibilidade de que alguém esteja ansioso para que a violência fuja ao controle da imensa maioria pacifista. É necessário, portanto, que os organizadores dos protestos passem a trabalhar com esse risco de forma responsável.

http://www.guilhermescalzilli.blogspot.com.br/

Responder

    Mário SF Alves

    20/06/2013 - 16h59

    Guilherme,

    Seu alerta é mais do que oportuno. De fato os anjos das manifestações públicas coletivas [e a democracia do PT] têm feito um notável trabalho. Até quando… é que são elas.

Dorival Gobette

20/06/2013 - 13h08

Haddad, o “grande derrotado”!. É assim que os blogueiros entenderam a coisa. MLP, os vencedores! É, acho que a vida é assim, sempre foi. De repente o prefeito, que tanto já fez pelo campo progressista, é mais do que um derrotado: é um “grande derrotado”. Não, caro Azenha, se você vê a coisa dessa maneira, é o que está escrito, todos nós perdemos: Nós somos os derrotados! Ops, desculpa! Nós somos os “grandes derrotados”. Lembrei-me do você entrevistando Fanjo na F Indy. Fez a pergunta em inglês, ele, demonstrando conhecer melhor do que o jornalista o público brasileiro da Indy, perguntou-lhe “Você quer que eu responda em Inglês ou Espanhol? Você respondeu “espanhol”. Então, siga o exemplo daquela experiência e reveja as suas considerações sobre “derrotados e vitoriosos” nessa história. Com a fidelidade de sempre, abs

Responder

assalariado.

20/06/2013 - 13h02

Até agora vi um monte de militantes que pensam mas, não raciocinam jamais são capazes montar um que, por sinal, representam a cara atual a que se reduziu um partido típico de esquerda aburguesado. Sou da militância petista que atuou até 2005 nesse partido, esses militontos, digo, militantes, não tem ideologia apenas adoram o bezerro dos pés de ouro.

Não acreditam em si, não fazem parte da solução do problema, são o próprio problema. São verdadeiros complexados ideológicos e rezam na cartilha onde o povo foi servido de forma ‘brilhante’ com as migalhas caídas do banquete dos donos do capital. Agora estamos no paraíso e a exploração do capital sobre o trabalho foi extinto do planeta Brasil. VIVA! VIVA!

Mas, voltando ao eixo da discussão proponho como sugestão de imediato o que Antônio Gramsci falou em suas escritas, rumo a construção de uma sociedade/ Estado Socialista. Ele (Gramsci) usou uma expressão a qual chamou de (HEGEMONIA POLITICA).

De uma forma simples diria eu, se faz necessário definir para as massas, de uma vez por todas, o que é (PAUTA DE ESQUERDA) e o que é (PAUTA DE DIREITA). Sim, eu sei, tem um monte mas qual é a prioridade? Ou seja, criar referencia politica entre o que é do interesse politico do povo explorado e o que é de interesse politico do ‘povo’ explorador, no conjunto de lutas que esta nos próximos passos.

É bom não esquecer que a imprensa burguesa deu destaque (muitas vezes direção) nas passeatas insuflando a sua pauta politica e mostrava o povo gritando: SEM PARTIDO! SEM PARTIDO! Sim, desde que este partido seja de esquerda, não é mesmo? Como trabalhar isso no inconsciente popular, devido que, a mídia 24 horas por dia, dentro de nosso lares, ensina o povo que politica é coisa de suja e de corrupto. Só não esclarecem que os verdadeiros (CORRUPTORES) da sociedade e do Estado é a própria ideologia burguesa, capitalista.

Saudações Socialistas.

Responder

    Wolf

    20/06/2013 - 15h18

    Podemos começar pelo próprio movimento do passe livre. Porque o PT não abraça a causa e luta politicamente para que o transporte público seja gratuito no país todo? Basta buscar fontes de financiamento, seja pedágios urbanos, taxas de estacionamento no centro das cidades, uma alíquota superior no imposto de renda (50% para quem ganha acima de 50mil), uma CPMF, etc. Mas a principal causa, seria o movimento pelo juro e inflação zero, igual ocorre nos países desenvolvidos, com díviad pública zero e fim dos títulos públicos. O governo não deve dever a ningúem e deve ter trilhões em caixa, para emprestar a juro zero para empresários nacionais comprometidos com a geração e garantia de empregos. Inclusive financiando e fomentando sempre novos empreendedores.

    assalariado.

    20/06/2013 - 16h49

    Wolf, o PT abraçar a tarifa zero a nível nacional, não seria nada mal. Esta ideia é pauta de esquerda. Então pinta uma pergunta em minha cabeça: Quem vai pagar essa conta? Sim, porque vivemos numa sociedade dividida entre exploradores x explorados. Vou tentar explicar em outras palavras.

    Devo dizer que uma (pauta de esquerda) passa necessariamente pela não tributação da sociedade no sentido geral como colocas, e sim, no sentido restrito. Quer dizer, tirar da burguesia que são 5% da nação e repassar para os de condição de explorados pelo capital em forma de mais saúde, educação, transportes, … Afinal, quem produz/ constrói a riqueza da nação e do planeta, são os assalariados ou a burguesia capitalista?

    Para atingirmos a inflação zero, juros zero e tals, passa necessariamente pela destruição do deus mercado e seu do modo de produção capitalista, conhecido por nós como sociedade capitalista. Sim, estou dizendo que teremos que construir uma sociedade baseada no modo de produção Socialista. De forma que, no capitalismo o excedente de mercadorias, juros, inflação, dívida pública, títulos públicos são doenças, são engrenagens de um mesmo processo produtivo/ ideológico da qual faz do modo de produção capitalista funcionar e ao mesmo tempo emperrar e se contradizer enquanto sociedade (Marx explica). Neste estágio de desenvolvimento é que acontece suas crises (crises cíclicas), causando desemprego, guerras, …. Vide Europa hoje. Espero que eu tenha conseguido explicar o pano de fundo que separa uma (pauta de esquerda) x (pauta de direita).

    Obrigado pelo bom combate.

    Saudações Socialistas.

Messias Franca de Macedo

20/06/2013 - 12h56

O CONTRAGOLPE

Considerando os acertos, os erros, as contradições, as múltiplas nuanças da tarefa de governar democraticamente… Que tal o Partido dos Trabalhadores e o PC do B convocarem manifestações em todas as cidades do Brasil, conclamando a todos e a todas que se consideram, de uma forma ou de outra, beneficiados(as) e/ou, pelo menos de certo modo, representados(as) pelo governo da presidente Dilma Rousseff? Honestos e honestas trabalhadores(as) brasileiros(as)… Ao tempo em que seriam feitas denúncias e advertências à população acerca das recorrentes tentativas de golpes perpetrados no país a partir do primeiro governo do presidente Lula. Portanto, oportunidade especial no sentido de esclarecer, por exemplo, a farsa que foi o julgamento do tal Mensalão… Pelo menos, esses protestos serviriam para contrapor a imagem caótica apresentada ao mundo pelos meios de comunicação… Ou o governo “pensa em jogar a toalha”, cancelando a realização da Copa do Mundo para deleite da [eterna] OPOSIÇÃO AO BRASIL – e regozijo pela colaboração à materialização “do PIBinho do PIGolpista/terrorista/antinacionalista de meia tigela”?!..
Com a palavra as forças progressistas deste país, democráticas e nacionalistas deste país!… E o governo federal!…

NOTA: ao analisar este singelo encaminhamento, pensemos naquela jovem mulher sendo interrogada e torturada COVARDEMENTE nos porões do DOPS da ditadura militar. Sanguinária e estúpida ditadura militar apoiada, intransigentemente, pela mesma [porquanto eterna!] OPOSIÇÃO AO BRASIL! Ah! O nome dela é Dilma! Sim, Dilma Vana Rousseff!…

Hasta la Victoria Siempre!

BRASIL (QUASE-)NAÇÃO (depende de nós enquanto ações e reações!]
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

    Mário SF Alves

    20/06/2013 - 23h36

    Messias,

    Veja bem, minha filha tem participado ativamente destas manifestações. Ligou-se agora à pouco, às 22:15 h, preocupada com notícias dando conta da tentativa de incendiar o Palácio do Itamaraty. Tranquilizei-a. Demonstrou em seguida apreensão quanto ao poderia acontecer em razão de tudo isso. Respondi que a pasta saiu do tubo e que não vai mais voltar a ele, e que daqui por diante só o amadurecimento político e a responsabilidade que daí deriva poderão desconstruir a violência contra um dos governos mais democráticos da história do Brasil.
    ___________________________
    O tempo não para. Parou por força do stalinismo que com o marxismo-leninismo dogmatizou e neutralizou o maior legado de Marx, a própria dialética.

Karley

20/06/2013 - 12h37

Então Azenha,

O MPL não se posicionará à respeito da matéria do Estado que tenta incitar um ódio aos manifestantes do PT que também apoiaram o movimento passe livre?
Vai se deixar ser massa de manobra do PIG?
http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,na-internet-manifestantes-criticam-ato-do-pt-de-apoio-a-dilma-marcado-esta-quinta,1044763,0.htm

Responder

    Leo V

    20/06/2013 - 15h03

    De fato, é uma boa questão colocada.

    Na atual conjuntura mais vale o MPL fugir de declarações que possam ser usadas pela mídia contra o PT. Não se pode cair nessa ingenuidade. E até mesmo dar declarações simpáticas para tentar quebrar as pernas dos reaças.

trombeta

20/06/2013 - 12h15

Constatações da vida real:

1) Mesmo que expressivo essa manifestação significa apenas 1% da população, a maioria silenciosa está levando a vida normal e abomina a violência dos protestos;

2) Dilma precisa botar gente de confiança da PF e da ABIN para trabalhar, grupos de direita (geralmente ligados às polícias e forças armadas) estão querendo incorporar na agenda, aproveitando a situação de caos, a derrubada da presidente e a solução mágica da ditadura ou um governo de salvação nacional conservador;

3) O esquerdismo (PSOL, PSTU, PCO…) brincou com fogo e se queimou;

4) Esse negócio de apartidarismo é balela, quem diz isso é de direita e não gosta de dizer que é;

5) Tem muito sábio, tanto de esquerda como de direita, fazendo análise furada de um protesto que perdeu o rumo e está em ferrenha disputa de rumos;

6) A globo tá jogando um cartada de risco, se o caos vier sobrará para ela;

7) O PT acerta ao sair da toca, talvez seja preciso botar alguns milhões de pessoas nas ruas para voltar a ser respeitado.

Responder

    Leo V

    20/06/2013 - 15h07

    Ser apartidário não tem nada a ver com ser de esquerda ou de direita.

    Quando um movimento social, um grupo, uma ONG, se diz apartidário, quer dizer que não está vinculado a nenhum partido político. É simplesmente uma afirmação de autonomia em relação aos partidos. Isso não significa que ele não seja composto também por pessoas com vinculação partidária

    Ou agora para ser de esquerda tem que ter carteirinha de algum partido de esquerda?

    Eduardo

    20/06/2013 - 17h43

    Concordo contigo Leo V, no entanto, não podemos negar o fato de que movimentos de direita, anti-progressistas tomaram conta da situação, ou estão em vias de transformar a reivindicação inicial da MPL em um golpe sim.

    trombeta

    20/06/2013 - 17h49

    Boa a sua definição, ajuda muito saber que toda a evolução civilizatória não vai ser jogada pela janela por uma geração que sofreu pesada catequese midiática de demonização da política.

    Mas reafirmo, a ojeriza à política e aos partidos políticos é uma tese de direita.

Leo V

20/06/2013 - 12h13

peguei de um companheiro e repasso:

Pros amigos que vão na manifestação da vitória hoje, a Esquerda Autônoma se organizou da seguinte forma:

1. Amanhã, a esquerda – toda ela – resolveu se unir contra o conservadorismo. Não deixaremos baixar NENHUMA bandeira, pelo que esse ato representa, não pela bandeira.

2. A esquerda autônoma e libertária se reuniu com quem deu e como deu ontem e hoje e entre outras coisas resolvemos ir todos DE PRETO, pra sermos facilmente identificados, e levando BANDEIRAS NEGRAS, que podem ser simplesmente uma camiseta preta pendurada em um cabo de vassoura se não tiver outra coisa.

3. A maior parte das pessoas com bandeira do Brasil no ato NÃO SÃO necessariamente coxinhas, conservadores, fascistas. Muita gente nunca tinha ido num protesto na vida. Levam a bandeira do Brasil porque é a que tem em casa, e o que lembram de ir pra rua é Copa do Mundo ou no máximo o Fora Collor. Essas pessoas não precisam de porrada, elas estão na rua em um processo de aprendizado, novo. Ao invés de espantá-las e facilitar o trampo da direita – que tem comparecido disfarçada ou não, com agitadores – nosso trampo é pra trazê-las pro nosso lado. Cantar hino não é uma atitude necessariamente fascista, na Argentina do começo dos anos 2000 o povo também levava bandeira e cantava hino, por achar que é seu dever cívico, sentimento de “tomar conta do Brasil”. Então vamos SIM expulsar os fachos do ato, mas SEM expulsar junto com eles quem tá ali num processo de politização. Quem é professor e discutiu os atos por esses dias com seus alunos sabe bem como é.

Responder

Mário SF Alves

20/06/2013 - 12h11

Rui Falcão:
PT vai às ruas com o MPL
“Quem disse que o PT tem medo de rua ?”

O ansioso blogueiro conversou por telefone com o presidente nacional do PT, Rui Falcão, logo após Alckmin e Haddad anunciarem que tinham revogado o aumento das passagens.

(O prefeito do Rio anunciou, também, uma redução.)

O que se segue é uma reprodução não literal da entrevista.

O ansioso blogueiro perguntou o que se passou entre o meio dia desta quarta-feira – quando Haddad foi firme e não anunciou a redução na tarifa – e o inicio da noite quando anunciou.

Falcão acredita que Haddad se sensibilizou com os argumentos expostos na reunião do Conselho Social; com a pressão social e os sentimentos de uma parte dos manifestantes que, legitimamente, reclamam da qualidade dos transportes; e, por fim, com os argumentos do próprio PT.

Rui esteve com Haddad à tarde e é possível que, aí, tenham sido analisadas, também, considerações do “conselheiro” Lula.

O que está em jogo, diz ele, não são os R$ 0,20, apenas.

É mais complexo e envolve todos os entes federados, disse.

Está em curso um PAC da Mobilidade, com R$ 33 bilhões.

A desoneração do PIS e do Cofins e nas folhas.

O Congresso analisa a renegociação da dívida dos municípios – e o Ministro Mantega teve uma reunião ontem sobre isso – e, com relatoria do senador Lindembergh, uma proposta de tirar o ICMS dos pneus, do óleo diesel e dos carros para transporte metropolitano.

Só as desonerações para transportes chegam a R$ 60 bilhões.

Mas, é bom não esquecer que o Haddad cumpre o que prometeu.

Ele está abrindo corredores, duplicando vias de acesso.

Haddad não falou em tarifa zero.

Não deu aumento de tarifa de ônibus acima da inflação.

E ele tenta antecipar a entrada em vigor do bilhete único mensal de novembro para mais cedo.

O PT vai participar mais ativamente do movimento nas ruas.

Para não deixar que a Direita e a Globo tomem conta: “para não dirigir para outro rumo”.

O movimento, porém, não pode repudiar os partidos políticos.

Por isso, o PT vai amanhã para a Avenida Paulista, com bandeira e tudo.

Porque o PT luta pela reforma política.

Pela democratização dos meios de comunicação.

E isso tudo tem que ser exposto.

O movimento pelo redução da tarifa foi infiltrado pela Direita, com o que o Cerra chamou de “Cansei pra valer”.

É bom não esquecer que a esquerda começou o movimento para protestar contra o Allende, a Direita tomou conta e o Allende caiu.

“Onde já se viu o PT ter medo de gente na rua ?”, perguntou ele.

“Nós vamos amanhã – quinta-feira – para a Paulista com as nossas cores e as nossas bandeiras.”

Porque no Congresso só não avança.

O Movimento pelo Passe Livre procurou o MST para ajudar na manifestação de amanhã, para evitar os vândalos e o desvirtuamento.

O MST topou ajudar.

Mas, ponderou: que história é essa de não ter partido ?

Se não tem bandeira, não tem carro de som, não tem palavra de ordem com hierarquia, não tem organização, não tem voz de comando.

E que história é essa de falar mal da classe média ?

“Nós não somos o Partido que botou 40 milhões de pessoas na classe media ?”

“Não estamos festejando essa ascensão ?”

“Vamos caminhar junto com esse movimento, com a classe média.”

“Não temos medo da rua.”

Paulo Henrique Amorim
__________________________________________
Então, muitos perceberam a incomum remoção do cubo com o emblema da Globo nos microfones durante as recentes passeatas e protestos dos estudantes. Receio que se desta vez a Central “Joseph GLOebBOels de Pseudo Jornalismo e Televisão”, usuária contumaz de imagens não autorizadas, fizer a costumeira sujeira contra o Governo há o risco de não ser só o tal cubo que ficará escondido não.
___________________________
Concessão pública… sei.

Responder

J.Carlos

20/06/2013 - 12h08

Se as reivindicações dos desencadeadores iniciais das manifestações estão atendidas, qual será a agenda das novas concentrações com as já esperadas contaminações de desordeiros, provocadores, psicopatas e agentes da direita golpista? Será uma nova “marcha da família com Deus pela liberdade”? Os manifestantes não sabem como começou a ditadura militar? Não sabem como Allende foi derrubado num dos golpes mais sanguinários da história mundial? É exatamente a esses que serve manifestações públicas apolíticas e descontroladas.

Responder

    Ana Arrigoni

    20/06/2013 - 12h38

    Concordo com você inteiramente, mas, infelizmente, acho que a maioria não pensa desse jeito. Momento muito difícil e de muita solidão.

    Mário SF Alves

    20/06/2013 - 16h36

    Ana, é como já se disse: a pasta, por mais que os iluminados e os pragmáticos {e os engessadores da dialética} queiram, não volta mais pro tubo.
    ________________________________
    É hora de todo apoio. É hora de Educação Política.

    Nelia

    20/06/2013 - 18h41

    Vou postar sua declaração no Facebook. Posso? Tô cansada de ver publicação fascista lá.

Maria Izabel L Silva

20/06/2013 - 12h06

O Conversa Afiada reproduz irretocável artigo do professor Wanderley Guilherme dos Santos para o Cafezinho

Contrabandos autoritários em boa fé alheia

por Wanderley Guilherme dos Santos

É frenética a competição pela atribuição de sentido a manifestações deste junho que já não possuem sentido unívoco algum. Da tentativa de apropriação pela mídia conservadora, que obteve sucesso em pautar as demandas e insinuar o roteiro das caminhadas, às solenes reflexões sobre o aprofundamento da participação popular e o esgotamento da democracia representativa, nada faltou para obscurecer o já espinhoso desafio de compreender o sucesso e eventuais explosões de coletividades. Até mesmo a subserviente beatificação da juventude pelos velhotes assustados com o estigma de superados, caso não adotem o corte de cabelo à moicano, compareceu. Mas em seu tempo, a bem da verdade, nenhum deles foi preservado de cometer sandices pela juventude de que desfrutavam.

É razoável atribuir ao aumento nas tarifas dos transportes coletivos a força causal que pôs em movimento as primeiras manifestações. A repressão bruta, na cidade de São Paulo, à passeata de quinta-feira, 13 de junho, forneceu uma razão suficiente para a velocidade inédita com que manifestações semelhantes se disseminassem horizontalmente em várias capitais. Ao saírem às ruas, na segunda-feira, dia 17, o que as marchas conquistaram em adesão extensa perderam em unidade reivindicatória. Do mesmo modo, a causalidade que mobilizava o povaréu tornou-se múltipla e não automaticamente coerente. A lista de reivindicações avolumou-se, fragmentando os grupos de interesse e anunciando o óbvio: é impossível atender completa e instantaneamente a todas as deficiências do país. Insistir nisso é torcer por um impasse sem negociação crível. O clima ficou grávido de sinais disparatados, com a ausência de coordenação de legitimidade reconhecida. Paraíso para todos os oportunismos, charlatanices, além dos equívocos de boa fé.

Nada a ver com os “cara pintadas” do “Fora Collor”. À época, todos foram às ruas com o mesmo e único propósito: o impedimento do presidente . Princípio causal único do movimento, indicava o que era apropriado e o que não era apropriado fazer. Não havia sentido, para o objetivo comum, promover depredações, alienar aliados ou desrespeitar adversários. Muito menos aproveitar a audiência para fazer propaganda de algum interesse faccioso. Agora, a que vem a PEC 37, por exemplo, nas manifestações sobre aumento de passagens de coletivos? – Trata-se de um aprofundamento do processo decisório, dirão alguns de meus colegas. Sim, e por conta disso lá virá a mídia conservadora sugerir que as manifestações não parem, apenas substituam as bandeiras, quem sabe sabotar as próximas licitações ferroviárias, rodoviárias e aeroviárias fundamentais para o país? Ou, ainda melhor, alterar o sistema de partilha do pré-sal e revogar a exigência de participação da Petrobrás? As suaves apresentadoras do sistema golpista de comunicação passaram a perguntar ao repórter que cobria manifestação na cidade de Niterói se os protestos não iriam se dirigir à ponte Rio-Niterói, justo depois dos prefeitos do Rio e de Niterói revogarem o aumento nos transportes. Em qualquer democracia que se preze essa incitação à desordem não ficaria sem conseqüência.

Ao contrário de ser uma beleza de movimento sem líderes, o espontaneísmo infantil se revela um desastre na confissão de alguns de que não conseguem impedir a violência de sub-grupos. Nem por isso deixam de ser responsáveis por ela na medida em que continuarem recusando a adesão cooperativa das instituições com alvará de estabelecimento reconhecido, instituições capazes de assegurar a virtude pacífica das manifestações. É politicamente primitivo, nada vanguardista, impedir a associação de movimentos organizados e, inclusive, de partidos políticos, desde que submetidos ao objetivo central da manifestação. Em movimentos de boa fé democrática há a hora de desconfiar e a hora de convergir. Ou estão sub-repticiamente provocando o descrédito de legítimas instituições democráticas a pretexto de alargar a esfera de liberdade do espaço público?

Não são só os de boa fé e bem intencionados que se manifestam e pautam o “espontâneo” alheio. Reconheço o odor fétido dessa teoria de longe.

Responder

Dahir Honia

20/06/2013 - 12h00

Cidadão em negativo. Reacionários e revolucionários aproveitaram para tirar a sua casquinha do governo.
Pergunto: resolveram o problema do seu bolso? Se sentiram vitoriosos por “mostrar ao governo que ele não põe o pé no pescoço do povo”, como disse um negro que participou da Revolta da Vacina”. Não entendia nada sobre a vacina. O povo agora vai pagar 20 centavos a menos para chegar numa escola e num hospital que vão perder ainda mais recursos.
Lutar por passe livre é ter proposta política? Ou é lutar para que as coisas continuem como estão, se não piores. Resolve o problema do trânsito, o problema ambiental ligado aos automóveis, o problema do monopólio das empresas de ônibus? Vai melhorar a sua qualidade de vida?
O governo da Dilma, do Hadad e do PT, que já não tinha força política, ficaram mais fracos ainda. O medo das ruas acabou para a direita.
Os pobres comemoram a vitória dos ricos.

Responder

Rafael

20/06/2013 - 11h52

Que discussão tacanha e maniqueísta.
Esse movimento NÃO é da esquerda.Bando de aproveitadores que desejam assumir o filho que não é de vocês!
Esse movimento é representativo de muito mais que o abatimento do preço das passagens. É pelas tão necessárias reformas de base nos setores da saúde, educação, política e fiscal.

Responder

    Bonifa

    20/06/2013 - 12h14

    Se não é da esquerda, então é da direita. Não pode ser outra coisa. E se lhe disserem que algum movimento pode ser apolítico, faça um favor a sua própria inteligência: Não acredite.

    leia

    20/06/2013 - 14h07

    Vamos falar sobre os 4 bilhöes que o Aécio desviou da saúde ? vamos falar dos mais de 4 bilhöes que saem da Uniäo para pagar pensäo às filhas de militares que nunca contribuiram com a aposentadoria ? vamos falar sobres as privatizacöes tucanas que desviou mais outros milhöes para contas de uns meia dúzia do PSDB ? vamos falar sobre o caso Banestado ? Vamos falar dos 30 milhöes que o Alckmin tirou do orcamento do transporte para gastar com propaganda ? vamos falar ? vamos falar da corrupcäo do judiciário ? vamos falar dos vereadores ? prefeitos dos 5.570 municipios que enquanto voces olham para Brasilia eles estäo metendo a mäo nos recursos público ?, vamos falar da corrupcäo nos governo de Estados? MG/Goiás/SP/Paraná e outros mais ? vamo falar dos deputados estaduais ? Vamos sentar e conversar, tenho muito caisa para lhe mostrar.

Jose Mario HRP

20/06/2013 - 11h49

Brazil, ou o país onde 55% de aprovação é ruim!
KKKKKKK.
Momento humor.
Comparam a coisa daqui com a Turquia.
Dois governos legítimos.
A diferença:
Aqui a oposição recebe atenção, pois a governante não governa para partidários e sim para o povo.
Lá, Erdogan eleito pela atual maioria islamica, começa a perder legitimidade ao governar para só um lado, com viés autoritário e mais que populista, caudilhescamente.
Bem ao estilo PSDB/PEFELE(DEM é muito feio!).

Responder

abolicionista

20/06/2013 - 11h47

O PT está pagando o pato por ter-se afastado de suas bases, por ter virado as costas para as demandas oriundas das bases. A ideologia desenvolvimentista reciclada pelo governo Dilma deixou de lado, intencionalmente, a pauta ideológica. O próprio ex-presidente lula afirmou que “disputa ideológica” era coisa do passado. Pois bem, não é, o que agora ficou óbvio. Ao contrário do governo Dilma, os setores da direita nunca abandonaram a disputa ideológica, e agora colhem os frutos de sua persistência. As tendências protofascistas que vem à tona nos protestos já estavam difundidas há um bom tempo em nosso tecido social. O fascismo sempre surge no lugar de uma derrota de esquerda. O conformismo do governo abriu mão da disputa ideológica, mas a disputa não abriu mão dele. Não adianta nada a presidenta vir a público e fazer de conta que não é com ela, mas é compreensível. A quem ela iria recorrer? A seus ministros? E agora o PT se vê na posição incômoda de partido de esquerda que não pode sair às ruas senão debaixo de vaias. É Mefistófeles cobrando o preço daquele pacto firmado lá na “Carta aos brasileiros”. Alguém se lembra dela? Pois é, ali foi aninhado o ovo da serpente. Onde ficaram as reformas de base? Cadê a lei de meios? Onde foi parar a reforma agrária? Dez não foram bastante? O povo já não acredita na desculpa da base aliada. Um líder fraco, aos olhos do povo, pode ser pior do que um líder mau. Se o PT não tinha capacidade para mudar substancialmente o país, ou seja, de colocá-lo no rumo do socialismo, nunca deveria ter tentado apropriar-se do poder, deveria ter permanecido nas ruas, ao lado do povo, longe das intrigas palacianas, como os revolucionários de todos os tempos sempre fizeram. Triste fim, acho necessário acrescentar, pelo menos para muitos que, como eu, depositaram o melhor de suas esperanças no Partido dos Trabalhadores. Agora é a vez das ruas.

Responder

Carlos

20/06/2013 - 11h46

NO contexto da excelente matéria sobre a entrevista, vale à pena ler o relato postado no Conversa Afiada, dando conta do rastreamento da direita e da extrema direita, e a coapacidader delas de infiltrar-se, articular e participar do movimento:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2013/06/20/tem-cabo-anselmo-aos-montes-nas-ruas/

Responder

Gabro

20/06/2013 - 11h44

Ainda falta colocar os empresários na roda…
É preciso dar nomes aos bois…
É preciso abrir a caixa preta dessas máfias…

Não se pode falar em Estado corrupto sem tocar no ponto nevrálgico: a existència de máfias do capital privado que usam o Estado em benefício de seus interesses.

Recadinho para a direita e extrema-direita: na ditadura militar não foi diferente… Tanto que hoje se fala em ditadira civil-militar… Os bravos “patriotas” militares ajudaram mesmo foi a manter o Estado nas mãos do grande capital fascista nacional e internacional, bem como dos oligarcas e latifundiários herdeiros da casa-grande colonial.

Quanto à infiltração da direita e extrema-direita: muito cuidado! Pra justificar um golpe não precisa de muito…
Basta um pequeno estopim…
A paranóia anticomunista (ela ainda existe) faz o resto…

abs

Responder

abolicionista

20/06/2013 - 11h27

Em 68, os manifestantes também eram chamados de vândalos, o que já era equivocado, mas ele estavam em Paris! Agora, chamar alguém de vândalo em São Paulo? A Camargo Correia deixou alguma coisa para vandalizar? O que temos para lamentar? Uma loja da Claro? Agências bancárias? Oh, o horror! O horror!

Responder

    Alemao

    20/06/2013 - 11h36

    Pô Abô! Assim vc mela o esquema de culpar a direita infiltrada pelos atos de vandalismo. Conta pra gente como foi que a direita invadiu e depredou a reitoria da USP.

    abolicionista

    20/06/2013 - 11h57

    Eu não culpo a direita pelo vandalismo, filhotinho de Hitler, nem tampouco a esquerda. A culpa é da insatisfação das pessoas com a cidade.

    Mas sobre como a direita vandalizou a USP, eu conto sim, ela utilizou helicóptero, 400 homens fortemente armados (contra 70 estudantes munidos de perigosas mochilas em que carregavam livros incompreensíveis!) cavalaria, bombas de gás e balas de borracha. Há, a direita também levou um monte de filmadoras e microfones, e jornalistas amestrados, desconfio que foi uma ação planejada, mas não dá para dizer com certeza.
    O custo da operação, aliás, custou uma pequena fortuna. Dava para construir outra sessão da reitoria com a grana, mas daí qual seria a diversão, né? O mais lamentável, no caso, foi terem pisado com os pés cheios de lama no tapete persa da sala do reitor, tapete que custara milhares de reais. São mesmo uns bárbaros!

    A propósito, você soube que o governador cortou pela metade a verba científica da PM? Pois é, e dobrou o investimento em aparato repressivo. Veja onde estão sendo gastos nossos suados impostos, cidadão, é uma lambança com dinheiro público ou não é?

    Luís Carlos

    20/06/2013 - 12h45

    Muitas universidades foram invadidas e depredadas pela direita no golpe que ela promoveu com seus diferentes atores nos anos 60 (militares, grande mídia, banqueiros/especuladores, empresários, etc). Isso é sabido por todos, aliás a direita sempre invadiu universidades amestrando pesquisadores e estudantes, não só nos anos 60 e não só no Brasil.

Indio Tupi

20/06/2013 - 11h25

Aqui do Alto Xingu, os indios lembram Santayana, para quem “Os que não se lembram do passado estão condenados a revivê-lo”, e aproveitam a oportunidade para submeterem o texto abaixo:

“Anarquismo: Ante-sala do fascismo

O esquema liberal-conservador de interpretação da sociedade é tripolar e tem por conta a “realidade precária” de um sistema institucional constantemente ameaçado. A realidade material do homem – seu trabalho para satisfazer suas necessidades – não aparece no conceito conservador da realidade.

O sistema institucional – que inclui o sistema de propriedade – é considerado como o árbitro inapelável de organização desse mundo material; este não pode ser enfrentado na vigência do sistema institucional. Para o pensamento conservador, o mundo material não é inexistente, mas secundário e irrelevante.

Vinculada à precariedade da ordem aparece, em termos de uma empiria idealizada, o caos; e vinculada à realidade institucional, que se opõe à precariedade, aparece o sistema institucional em sua perfeição. No caso do pensamento neoliberal, essa perfeição é o modelo do equilíbrio e da competição perfeitos.

Já o pensamento anarquista é bipolar, no qual o centro da realidade empírica é a realidade material de trabalho para a satisfação das necessidades, subjugadas pelo sistema institucional, em particular o sistema de propriedade e o Estado. Assim, a realidade do pensamento anarquista é uma realidade subjugada; o sistema institucional somente serve para explorar o trabalhador e condená-lo à miséria.

No que no pensamento conservador é o “nomos” que se legitima e sacraliza, no pensamento anarquista é o meio de subjugação da vida real e material. Dado que a vida material não é livre, não há nenhuma liberdade; a realidade subjugada do pensamento anarquista é uma realidade de miséria e sem liberdade.

O problema já não é o do caos que ameace a realidade a partir de fora, como crê o conservador, mas da realidade mesma, que é catastrófica, miserável e escravizante. Para o anarquista, o mal não é uma ameaça que se apresente contra a precariedade da ordem legítima, senão que está na raiz dessa ordem e, portanto, ela é ilegítima.

Por isso o enfoque anarquista é bipolar: a realidade presente é a de uma ordem de escravidão, enquanto que a ordem da liberdade é algo por se fazer. Realidade atual depravada e realidade futura libertada são os dois pólos. A realidade presente é catastrófica e depravada porque não há trabalho permanente, os salários são baixos, a jornada de trabalho é esgotante, o desprezo dos capitalistas pelos trabalhadores é irritante, e chocante o luxo, a abundância e o desperdício de que desfrutam, sem agregarem nada de socialmente útil, a não ser às custas dos trabalhadores.

Toda a realidade está dominada por esse novo senhor, o capital, que está por trás de todos os fenômenos da exploração. Trata-se de uma personagem anônima que corresponde ao que a teoria neoclássica chama “o mercado”, e que agora é vista como senhor opressor. O que oprime é uma estrutura social denominada capitalismo que forma os homens, divide-os em dominadores e dominados e os leva à confrontação.

O senhorio do capital nasce do direito da propriedade privada, onde se encontra a origem do conflito de todos contra todos e que permite aos proprietários concentrarem os frutos da força de trabalho explorada. Por trás do capital está, portanto, a origem do problema: a propriedade privada. Enquanto instituição, ela permite a subjugação do homem e sua escravidão assalariada.

A origem da propriedade privada remonta à pilhagem das terras comunitárias, seja como resultado de conflitos tribais, da acumulação de riquezas pelo capital mercantil que despojou de suas terras camponeses e senhores feudais, e das riquezas pilhadas pelas conquistas coloniais da Ásia, da África e da América Latina, com o que os conquistadores legitimaram sua propriedade e impulsionaram o capitalismo nascente, sob o amparo da força, motivo pelo qual essa instituição não tem legitimidade.

Para o anarquismo, a propriedade privada está na origem do Estado, pois o direito de propriedade cria também a necessidade do Estado pelo fato de que dá origem às desigualdades sociais, terreno fértil para todos os tipos de crimes. Os governantes são necessários unicamente sob um sistema de desigualdade econômica. Da desigualdade social derivam a autoridade e o Estado.

Entregue toda a sociedade ao capital e à sua acumulação, aparecem a lei e a moral burguesa para defender o proprietário do que ele considera crime, e que não é mais do que o resultado da desigualdade social criada pela propriedade privada. O Estado se faz, então, necessário para defender essas leis e moral burguesas. O homem é integralmente um escravo: escravo do capital e do Estado.

A alternativa anarquista é pela liberdade absoluta, negando toda autoridade e a condição de ser escravo de alguém. É uma alternativa tão polarizada e tão maniqueísta como no caso da teoria conservadora ou neoliberal, mas adquire uma forma inversa.

Para a teoria conservadora ou neoliberal, a liberdade é a afirmação da autoridade; para o anarquista, a autoridade é o conjunto da propriedade privada e do Estado, motivo pelo qual considera a liberdade liberal a escravidão. Daí porque, a liberdade é a superação de toda autoridade e da propriedade privada, o que, visto da teoria conservadora-neoliberal é precisamente a escravidão, o caos e a ameaça: o socialismo.

O aspecto central do projeto anarquista é o comunitarismo das terras e de todos os instrumentos de trabalho e, por paradoxal que seja, “a liberdade econômica” — mantra também, em outro sentido, da crença conservadora-neoliberal –, da qual derivaria a felicidade e a liberdade. A liberdade econômica não é senão deixar de ser escravos dos ricos e, por conseguinte, da autoridade. Assim, a liberdade do anarquista é, em última instância, a liberdade de cada um.

Temos assim a análise bipolar anarquista em termos de uma realidade subjugada presente e uma realidade liberada no futuro. É uma relação bipolar entre a realidade miserável de hoje e aqui, e uma realidade de vida plena no futuro, perfeitamente empírica. A partir da revolução, esta nova sociedade, esta vida plena, esta liberdade e felicidade se realizarão na terra. É uma bipolaridade entre morte e vida, morte presente e vida futura.

O anarquismo também tem sua bipolaridade de virtudes e vícios que se expressa em termos de orgulho e humildade. Os ricos não tem humildade. Quanto ao orgulho, a aceitação da igualdade de todos transforma a humanidade no orgulho e glória da terra. O orgulho dos de cima – que recusam a humilhação da igualdade – desonra a terra da mesma maneira que a humildade dos de baixo em relação ao orgulho dos ricos.

Nos conceitos éticos chaves de humildade e orgulho podemos ver a inversão que o pensamento conservador realiza com o pensamento anarquista. O que o anarquista considera como humildade virtuosa, o conservador vê como orgulho: a igualdade entre os homens. O que o conservador chama como humildade, para o anarquista é orgulho dos de cima em cumplicidade com a falsa humildade dos de baixo que se inclinam frente a esse orgulho. Para o anarquista, o orgulho e a glória da terra é a aceitação da igualdade e a construção da fraternidade, enquanto que para o conservador é exatamente o inverso: a aceitação da desigualdade.

A problemática do pensamento anarquista se torna patente quando se analisa a conceituação do trânsito desde a sociedade subjugada do presente ao futuro da liberdade. Como esse futuro é um futuro de relações sociais sem nenhuma institucionalização e sem autoridade, o anarquista não pode pensar o trânsito ao futuro em termos mediatizados; entre o presente e o futuro há um abismo sem nenhuma ponte institucional, sejam partidos políticos, organização ou o Estado.

A polarização absoluta entre dominadores e dominados se reproduz nessa polarização absoluta entre presente e futuro. Disso resulta que não há nenhum conceito de construção do futuro. O pensamento anarquista não tem nenhum conceito de práxis. Supõe que há uma força espontânea facilmente mobilizável nas pessoas, forças que estão trancafiadas pelas instituições da propriedade e do Estado, do capital e da autoridade.

O ato de destruição dessas cadeias do capital e do Estado liberará essa espontaneidade e fará florescer a nova sociedade de liberdade. Liberadas as pessoas, elas se levantarão e desenvolverão a espontaneidade que as fará encontrar, pelas relações diretas entre elas, uma ordem para sua espontaneidade. Desta colocação se segue que não haverá que se fazer concessões na luta revolucionária, eis que as cadeias têm que ser rompidas. Surge então o lema anarquista da ação direta que destrói para que o novo possa nascer.

Disso resulta a idéia de que não deve subsistir nenhuma ponte institucional para que se destruam realmente as cadeias e se possa despertar a espontaneidade livre dentro da nova ordem, ordem que não se institucionaliza senão que nasce com essa liberdade espontaneamente. “Já que forçosamente correrá sangue, que as conquistas que se obtenham beneficiem a todos e não a determinada casta social.”, dizia Flores Magón, célebre anarquista mexicano. Ou, no dizer de Bakunin: “A paixão da destruição é uma paixão criadora”.

No entanto, a esperança do nascimento de uma nova ordem não se realiza jamais. Há revoluções anarquistas – como a espanhola e a mexicana — mas não há sociedades anarquistas. Uma revolução anarquista pode vencer como ato vitorioso, mas não pode construir uma sociedade precisamente porque sua crença na espontaneidade a impede de entrar em um processo de construção da sociedade. Se bem toda criação traz consigo alguma destruição, nem por isso o inverso é verdadeiro, ou seja, uma destruição não acarreta, por si mesma, uma criação. E, quanto mais se destrói, mais difícil é a construção.

Por conseguinte, o anarquismo desenvolve uma grandiosa imagem da liberdade, mas não tem um modo eficaz de responder ao movimento conservador que o enfrenta. Frente ao movimento popular de clamor por justiça, o movimento conservador afirma as estruturas centrais da sociedade, o que Berger chama de “nomos” e Hayek “as regras gerais de conduta”. Isso porque o capitalismo não tem e em nem busca a capacidade de assumir tais anseios, daí que o conservador, em seu enfrentamento com os movimentos populares, convoca a ação repressora contra eles.

Se o enfrentamento se agudiza, tal ação conservadora não tem outra perspectiva senão que a aplicação da força, desembocando, ao final, no terror. O conservador realmente muda a sociedade em tais processos de enfrentamento, mas a transforma derivando sempre uma repressão maior. Sua perspectiva de aceleração é então a perspectiva fascista ou o Estado policial em qualquer de suas formas. Quanto mais fixamente interpreta o princípio central de sua sociedade, mas maniqueísta é sua posição e mais forte essa lógica, até a aplicação de medidas violentas e de força.

A seqüência anti-utópica sob a qual o conservador interpreta os movimentos populares de protesto social não é mais que uma criação fantasmagórica – uma projeção – à sombra da qual prepara sua própria aceleração de sua luta de classes desde cima e os passos seguintes ao terror conservador e à transformação de sua sociedade, cada vez mais estreitamente interpretada como uma fortaleza.

Disse Popper, o papa do liberalismo: “As instituições são como fortalezas. Têm que estar bem construídas e, ademais, propriamente guarnecidas de pessoas.” Hayek, o bispo neoliberal, acrescentou: “Quanto um governo está quebrado e não há regras conhecidas, é necessário criá-las para dizer o que se pode fazer e o que não se pode. E, nessas circunstâncias, é praticamente inevitável que alguém tenha poderes absolutos.”

A seqüência conservadora inversamente correspondente à seqüência anti-utópica que Hayek projeta nos movimentos populares, é, agora, sua própria polarização do poder. Tem três etapas: um sistema social fixo, invariável no tempo (o “nomos” de Berger, as “regras gerais de conduta” de Hayek, por exemplo), o questionamento popular do sistema capitalista, e a aceleração da agressividade antipopular até a reivindicação do poder absoluto.

O fato de o liberal reclamar esse poder absoluto como forma de que nunca mais haja poder absoluto é apenas um modo de legitimar esse poder em termos os mais estritos. Com efeito, para que nunca mais haja poder absoluto leva precisamente a este poder absoluto, que é um meio para tal fim, esta legitimidade irrestrita. O poder conservador se sacraliza – ainda que em termos secularizados – absolutamente. É valor absoluto, agora, porque a sociedade que ele defende é um absoluto histórico. Em termos desta dialética maldita, evita-se o poder absoluto legitimando-o hoje em nome de sua eliminação e desaparecimento futuros.
Podemos complementar a seqüência liberal-conservadora incluindo nela, agora, a própria seqüência anti-utópica:
a) a fixação do capitalismo liberal, invariável no tempo e concentrado nas regras de conduta do mercado, como as formula Hayek. O caminho da perfeição é elaborado em termos funcionais pelo modelo do equilíbrio e competição perfeitos;
b) o questionamento do protesto popular contra o sistema capitalista, por considerar utópico o questionamento do mercado, o que, em seu entender, resultaria impossível; seria o caminho para o caos e a servidão. À competição perfeita se contrapõe o caos; e
c) Há uma valorização absoluta do sistema determinado por regras de conduta do mercado como aproximação ao equilíbrio e competição perfeitos. Vida e morte se enfrentam: as regras gerais são a vida e o protesto social é a morte. E, para defender-se da morte tudo é lícito, não havendo limitações para tal ação. Reivindica-se o poder absoluto legítimo, sob a condição de que seja o poder que afirme para sempre as regras gerais de conduta. Enquanto as afirma, é o poder absoluto quem assegura que, no futuro, não haja mais poder absoluto.

Deste modo, o modelo do equilíbrio e da competição perfeitos se transforma em valor absoluto de toda a vida social. Aparece, assim, o totalitarismo do “mercado total”, com a perspectiva de sua “guerra total” enquanto guerra antisubversiva, seja nacional ou em nível mundial. É a ante-sala ao fascismo de hoje, ou melhor, a forma democrático-liberal que o fascismo assume.

Sem embargo, com sua recusa de uma mediação institucional do trânsito até uma sociedade libertada e com a insistência na ação direta, o anarquismo só consegue inverter a polarização e o maniqueísmo da sociedade burguesa contra a qual se insurge. Deste modo, aparece a violência anarquista contraposta à violência do sistema capitalista existente contra o qual o anarquista se rebela.

Não obstante, as duas posições são insustentáveis. À medida que o sistema capitalista se fecha e se transforma em uma fortaleza que substitui sua incapacidade de atender às necessidades básicas da população pela repressão policial, perde sua legitimidade ainda que tenha força militar e policial. Por outro lado, à medida que se espera da ação direta o trânsito a uma nova liberdade, se reforça a reação policial e repressiva do sistema.

Sem dúvida, qualquer rebelião anarquista – ainda que vença – já tem, em si, os germens da derrota, mas o mesmo vale para o sistema capitalista transformado em fortaleza. Este carrega em si o germe de uma profunda violência sempre exposta, finalmente, à tentação de uma violência fascista do “Viva a morte!”. É a ação direta das classes dominantes para recuperar das cinzas a sociedade passada.

A contraproposta do anarquismo, em última instância, não é somente contrária à propriedade privada: é igualmente contrária à propriedade socialista. Realmente, ela não nega apenas o Estado burguês, mas também o Estado socialista. Quando fala de propriedade comum, não fala de propriedade socialista, mas propriedade de todos, de acesso de todos.

O que o anarquista nega na propriedade privada não é apenas seu caráter privado, mas, em geral, seu caráter privativo. E, embora a propriedade socialista não seja privada, segue sendo propriedade privatista, cujo acesso e desfrute é regulado por regras de formas mercantil. O anarquista se rebela contra essa repressão à espontaneidade ao acesso aos bens.

A liberdade anarquista é uma imaginação, mas nem por isso é arbitrária. É uma imaginação de perfeição, não a partir de alguma institucionalização, mas a partir da vida concreta do homem que, através de seu trabalho, satisfaz suas necessidades. O modo de efetuar esse trabalho, de sentir as necessidades e de chegar a satisfazê-las é refletido pelo anarquista em termos de um progresso infinito.

Pensa o processo de intercambio com a natureza com cada vez menos dificuldades até chegar, pelo progresso infinito da abstração, à espontaneidade perfeita. Que tudo seja liberdade e que as necessidades mesmas sejam atendidas em forma de livre espontaneidade: isso é sua imaginação definitiva da liberdade.

Desde logo, frente a um processo infinito desse tipo, toda institucionalidade – sejam partidos políticos, relações mercantis, leis, Estado, planificação ou propriedade privativa de qualquer tipo – aparece como limitação e repressão da livre espontaneidade. A liberdade plena, para o anarquista, é criar uma ordem que não necessita de nenhuma institucionalidade: a ordem espontânea do pensamento anarquista.

A realidade é imaginada de uma forma que cada um, seguindo sua livre espontaneidade, realiza espontaneamente uma ordem complementar com as ações dos outros. Seria a realização do que Kant chamava de “a bela harmonia”, com o que o anarquismo se aproxima do idealismo alemão do séc. XVIII.

A liberdade anarquista é a liberdade de cada um escolher o caminho que quiser. Fazendo isso espontaneamente, e não guiado por leis do mercado nem leis ou planos do Estado, todos poderão fazer espontaneamente e em comum. Come-se do que se gosta, faz-se o trabalho que se quer e trabalha-se o tempo que a cada um bem aprouver. Dorme-se quando se está cansado e diz-se o que quiser nos jornais, livremente. Ninguém proíbe nada e tampouco nada falta a ninguém. Vive-se onde se gostar e engaja-se no trabalho que se quiser e as necessidades podem ser satisfeitas de acordo com os desejos de cada um.

É a sociedade do viver contra a sociedade do ter, na qual as coisas não estão à disposição de cada um, eis que são propriedade de alguém ou reguladas pelo Estado. Mas, como os homens têm necessidade, forçosamente têm que ter acesso aos bens; sem embargo, os que os têm podem condicionar esse acesso. Agora, não é o gosto o que leva a ganhar a vida, mas a necessidade., e ela impõe violar constantemente aquela espontaneidade original. Por cima da espontaneidade violada aparecem as preferências do consumidor. Assim, a “sociedade do ter” impede a livre espontaneidade da imaginada “sociedade do viver” anarquista.

Teoricamente, o pensamento anarquista nunca aparece em termos muito elaborados. É um pensamento rudimentar, de muito fácil acesso popular, que se propaga mais por palavras-de-ordem originais, discursos breves e mobilizações entusiastas do que por elaboração de grandes teorias. O tom é sempre o de elevar a efeverscência, de contagiar, de entusiasmar, lembrando, até, invocações bíblicas, que tratam de arrastar a humanidade inteira até o paraíso imediato.

Um modelo teórico de anarquia não existe, e provavelmente nunca existirá. Tais modelos se elaboram para a adoção de posturas frente à condução da economia e, no caso da planificação, para elaborar técnicas de planificação. Um pensamento antiinstitucional, como o anarquista, não pode ter tais técnicas e, portanto, não pode elaborar conceitos correspondentes.

Mas, se se pergunta pelas premissas de realização da anarquia, a resposta consistiria precisamente na referência aos supostos básicos de qualquer modelo de institucionalidade perfeita: conhecimento perfeito e velocidade infinita de reação aos fatores, os quais, quiçá, não seriam suficientes.

No entanto, há uma diferença de fundo. Os conceitos limites da institucionalidade perfeita levam sempre à contradição segundo a qual, ao se pensar a institucionalidade em sua perfeição, pensa-se em termos de ausência. Uma competição perfeita é a ausência da função real da competição; uma legitimidade perfeita é a ausência da função social da legitimidade; o acatamento perfeito das leis implica a ausência do sistema legal real.

No caso da anarquia não ocorre nada parecido. Pensar o intercâmbio do homem com a natureza, em termos de perfeição e liberdade total, não se abstrai, nem se explicita nem implicitamente, de sua realidade. Uma realidade imperfeita é, agora, perfeita, mas não aparece aquela contradição implícita que encontramos em todos os casos de uma conceitualização da institucionalidade em termos perfeitos.

Em todo o caso, a imaginação anarquista influenciou o desenvolvimento posterior do pensamento social. Mas, por sua vez, foi acerbamente criticada pela falta das mediatizações institucionais imprescindíveis em qualquer concepção revolucionária do trânsito da realidade subjugada presente rumo à liberdade no futuro.

Foi Marx quem pela primeira vez, e de forma aparentemente insuperável, efetuou essa crítica, iniciando, assim, a possibilidade de se construir uma sociedade futura que os anarquistas esperavam como resultado da livre espontaneidade surgida da destruição da sociedade anterior.

No pensamento neoliberal, o pensamento anarquista influi no grau em que este, durante os anos 1970, formula um “capitalismo radical” em termos de um capitalismo sem Estado, ao qual os autores correspondentes – em especial David Friedman e Robert Nozick – dão o nome de “anarquia”, daí o anarco-capitalismo de hoje. Trata-se de uma corrente à parte da corrente neoliberal, melhor dito, sua radicalização.

Assim, o neoliberal radical Hayek escreve a apresentação das publicações mais importantes de Nozick. Se bem que, no caso do pensamento neoliberal, os conceitos do pensamento anarquista são radicalmente mudados, os autores neoliberais sustentam uma continuidade de seus pensamentos com o pensamento anarquista clássico do séc. XIX.

Influências igualmente importantes tiveram os movimentos estudantis em maio de 1968, em Paris. Uma linha mais importante, na qual o movimento anarquista teve certa influência – principalmente por parte de certas reflexões e ações de Proudhon e Luis Blanqui –, foi o marxismo. Quando Marx se refere ao comunismo ou à “associação de produtores (trabalhadores) livres”, faz bem próximo da referência anarquista à liberdade, afirmada por Lenin em seu clássico “O Estado e a Revolução”, não terminado.

Mas, apesar dessa proximidade, há uma diferença profunda e notável, que parte do fato de que o pensamento anarquista não percebe nenhuma necessidade de uma mediatização institucional entre a ação revolucionária presente e a liberdade de uma nova sociedade a construir no futuro.

A análise marxista, em troca, centra-se nessa problemática da mediatização. Por conseguinte, este é um pensamento teórico mais aprofundado, diferentemente do pensamento anarquista, mais intuitivo em relação ao efeito imediato da mobilização popular para alcançar a revolução.

O pensamento marxista elabora as categorias teóricas de um pensamento de revolução social e penetra, especialmente, na mediatização institucional entre a ação revolucionária e a construção de uma sociedade futura. Marx pensa essa mediatização a partir do poder político, isto é, do Estado.

Segundo ele, não é a espontaneidade direta dos trabalhadores, camponeses, segmentos da classe média e outras frações sociais que leva à ordem espontânea da liberdade, senão que faz falta uma ação consciente e dirigida para a construção da nova sociedade que só o poder político pode conseguir. Com isso, muda a teoria da revolução e o trânsito em direção a uma nova sociedade.

Na visão marxista, a revolução já não é simplesmente a destruição do Estado como tal, mas a conquista do poder político por todas essas camadas em aliança, sob a liderança dos trabalhadores rurais e urbanos, para a manutenção do poder estatal-institucional. Entre a sociedade capitalista e a sociedade socialista se mantem uma ponte institucional que é precisamente o Estado, passando este durante a revolução da burguesia ao proletariado urbano e rural trabalhador. Segundo Marx, da revolução surge um novo Estado, e a revolução não é a destruição do Estado, tal como defende o pensamento anarquista.

Só o Estado, dessa forma controlado por uma grande aliança social liderada pelos trabalhadores urbanos e rurais, pode efetuar a mudança do sistema econômico que o anarquismo esperava da espontaneidade. Essa mudança se refere tanto ao sistema de propriedade como de toda a organização do trabalho, em que todos o efetuem em comum, baseado no valor de uso, e distribuam os frutos desse trabalho segundo suas necessidades.

Isso implica para Marx a abolição da propriedade privada e de todo o sistema mercantil de intercâmbio de produtos baseado no valor de troca. Somente assim a ação política baseada no Estado proletário poderá realizar a liberdade econômica e o livre desenvolvimento de todas as possibilidades de cada um. Essa libertação econômica possibilitará a posterior abolição do Estado, eis que , com a realização da divisão social do trabalho no sentido dessa libertação, se tornará supérfluo.

Assim, o pensamento marxista conquistou a hegemonia junto aos movimentos socialistas revolucionários, pois tem sido realmente o único capaz de orientar revoluções exitosas. Renunciar, na linha anarquista, à conquista do poder político, é renunciar à vitória da revolução. E a espontaneidade anarquista, embora bela, não passa de um mito. Pode balançar a sociedade capitalista, mas não pode superá-la.

As revoluções socialistas que fracassaram adotaram um sistema de planificação bem distinto do que Marx havia imaginado. Mas o havia pensado em termos de uma “organização dos produtores livres”, que se coordenariam através da planificação e que, em decorrência dela, poderiam renunciar ao uso de relações mercantis, compartilhando em comum tanto o trabalho quanto o consumo. Mas, os passos iniciais foram dados e cumpre, agora, aprender com os erros do passado e evitar as aventuras equívocas e, por último, mas não menos importante, as provocações.

Responder

    Gabro

    20/06/2013 - 12h08

    No meio de tantos diálogos atravessados, os termos mudam de sentido, são instrumentalizados, ganham conotação negativa ou positiva conforme o contexto e os interesses de quem toma a palavra.

    É verdade que os neoliberais se autodenominam “anarquistas”. Mas há anarquistas e anarquistas, ou melhor anarquistas de direita e de esquerda. E de um certo ponto de vista a diferença entre eles vai como da São Paulo a Toquio.

    De um modo geral os anarquistas são contra a representação de poder.

    A diferença entre os de esquerda e de direita é a seguinte.

    Os anarquistas de direita são seletivos (e mesmo contraditórios): se dizem contra o poder e o controle do Estado, mas não vêem inconveniente no exercício do poder privado do capital e das grandes corporações (amparados por uma ideia distorcida de mérito). Ademais, eles não desprezam o poder militar para a imposição de suas regras. E nem se furtam a fechar pactos com grupos religiosos ultraconservadores para salvaguardar uma certa ideia moral de conduta do cidadão. Em suma, o anarquismo de direita se diz “libertário”, mas na lei da selva que eles defendem, quem é mais forte é livre para mandar e fazer o que bem entende, quem é mais fraco obedece, se escraviza. Liberdade absoluta, sem limites para quem pode, escravidão absoluta para quem não pode. De fato, é a ante-sala do fascismo. A rigor, de anarquistas eles não têm nada.

    Os anarquistas de esquerda são utopicos contra toda forma de representação de poder: o Estado, mas também o capital, as forças armadas, a mídia, as polícias, as religiões, etc. Toda forma de opressão e controle é negada. É claro que é só uma utopia, mas como diz Eduardo Galeano, a utopia é um horizonte que nos mantém caminhando.

    O pragmatismo do anarquismo de esquerda é bem definido por chomsky: o Estado (sobretudo o Estado liberal burguês, que ele seja autocrático ou por democracia representativa) não é o ideal, ele é uma jaula, mas é uma jaula que bem ou mal nos protege dos tubarões. E enquanto existirem tubarões, é preciso que exista Estado, ainda que o controle dela seja evidentemente objeto de conflito.

    O problema é quando os tubarões se apoderam quase que 100% dessa jaula… No Brasil é o que ocorre há 500 anos. Lula e Dilma deram apenas uma maneirada nisso. Mas nada estrutural por enquanto… O poder aqui tem dono.

    abs

    Luís Carlos

    20/06/2013 - 12h53

    Exemplo claro de como os neoliberais (anarquistas de direita) se apropriam do Estado e não vivem sem ele, foi a choradeira de banqueiros/especuladores dos EUA e do mundo por dinheiro público para “resgatar” os bancos da jogatina que fizeram com a “bolha imobilária” criada por eles. Jogaram dos dois lados. Venderam seus títulos podres e apostaram contra eles. Deixaram o prejuízo para os outros e correram para os braços do “combatido” e “odiado” Estado para serem “resgatados” de sua própria irresponsabilidade. Trilhões de dólares no mundo inteiro foram drenados para os bancos por aqueles que “combatem” a presença do Estado. São esses que relincham constante e permanentemente contra os impostos e contra a corrupção: os que menos pagam impostos e maiores corruptores.

renato

20/06/2013 - 11h15

Vitória, se acham que foi vitória peçam para quem paga eles, para que indenizem todas as pessoas que foram prejudicadas pelo Movimento.
Vocês são conhecidos, e tem certeza que serão os novos politicos de algum partido, querem apostar.
Quanto as depredações, vocês vão pagar? as pessoas que prejudicaram, e agora estão sozinhas, vão ter que se juntar e fazer um movimento, para reivindicar a quem o ressarcimento.
No ano que vem já podemos esperar outro movimento.
A Sociedade em nome das Instituições deveriam cobrar de vocês todo o prejuíjo.

Responder

    abolicionista

    20/06/2013 - 11h27

    Pagar pelas depredações? francamente, renato, quanto as mega construtoras pagaram por destruir o patrimônio histórico de São Paulo, quanto elas pagaram por tornar a cidade uma das mais caras do mundo?
    Em 68, os manifestantes também eram chamados de vândalos, o que já era equivocado, mas ele estavam em Paris! Agora, chamar alguém de vândalo em São Paulo? A Camargo Correia deixou alguma coisa para vandalizar? O que temos para lamentar? Uma loja da Claro? Agências bancárias? Oh, o horror! O horror!

    iza

    20/06/2013 - 11h46

    A “loja” não é da Claro meu querido!
    É de um pequeno comerciante, que recebe uma franquia.
    Aquela joalheria, também pequena, é de um sr. já idoso, não da Camargo Correa. Nem as outras lojas que foram arrombadas, destruídas e roubadas eram do Itaú.
    Participei de dezenas de manifestações em minha vida, nunca quebrei uma lixeira, nunca arranquei uma placa ou uma planta.
    O problema no Brasil é que todos ficam reclamando de tudo, e quem verdadeiramente deve ser cobrado não é.
    Veja o caso daquele vândalo, filhinho de papai, estudante em uma escola privada, que ajudou a destruir a Prefeitura. Foi preso e já está livre leve e solto nas ruas novamente.
    Tivéssemos em um país, onde a justiça não fosse a piada de um Gilmar Mendes, ou de um Joaquim Barbosa midiático, esse sujeito estaria preso por pelo menos seis meses, e ainda teria que pagar todo prejuízo.
    Vamos parar de papo furado!
    Vandalismo é vandalismo.
    E quem foi pego deve pagar, mesmo que seja pelos outros, que estavam juntos e não foram presos.

    Luís Carlos

    20/06/2013 - 12h58

    Concordo com Iza. A impunidade que tanto dizem incomodar a todos e a corrupção da mesma forma, parece que não incomoda mais quando os que tanto reclamam dos outros (políticos, governos, etc) cometem atos criminosos. Alguns parecem ter assumido de fato a moral do STF brasileiro, punição para alguns poucos de quem não gostamos, mas pelos mesmo crimes nossos amigos e nós serão absolvidos. Essa é amarca de Barbosa, Mendes, Gurgel, Globo, Veja, banqueiros, etc.

    abolicionista

    20/06/2013 - 16h10

    Sinto muito, não vou chorar lágrimas de crocodilo pelas agruras da pequena burguesia. Pelo menos já sei de que lado vocês estariam em 68.

    Aliás, vocês viram as imagens dos saques? Eu vi, e a esmagadora maioria não me parecia de classe média.

    Ah, se tiverem tempo (e quem tem tempo em São Paulo, não é mesmo?), deem uma lida nos textos de Debord que eu postei acima. A história realmente se repete como farsa, não?

    Mário SF Alves

    20/06/2013 - 16h28

    E aí, prezado abolicionista, a Iza tem um entendimento contrário ao seu. Fica-se por isso mesmo? Ou… não “convém” avançar mais na discussão?
    _____________________________
    Olha, eu e toda a torcida do flamengo sabemos que você é socialista. Pois, tenho uma proposta de reflexão pra você:

    Que tal um rodízio? Não, não me refiro a pizzas. Refiro-me a um rodízio de sistemas. No Brasil, exceção feita a alguns remanescentes dos extintos Quilombos, não se conhece nenhuma experiência socialista. O Chile, parece-me, grosso modo,timidamente, conheceu. Então. A ideia é a seguinte:
    ___________________________________________
    1) Negociar um pacto com a direitosa capital-rentista e capitalista subdesenvolvimentista visando no prazo uma década (ou pelo tempo que for cientificamente necessário) toda a autonomia possível para implantação do socialismo no Brasil.
    2) Passado este tempo e uma vez consolidado o sistema, abrir a avaliação do mesmo sob forma de plebiscito. Se reprovado, o que seria pouco provável, volta-se imediatamente ao sistema anterior.
    _______________________________________________

    O problema seria [hipótese improvável] no caso de opção pela retorno ao capitalismo, como resolver a questão da propriedade privada.
    ________________________________________________
    Mas, mesmo diante de tal problema, tudo poderia ser previamente pensado e posteriomente resolvido.

    _____________________________________________________
    Sonhação à parte, de uma coisa tenho certeza: num cenário destes o capitalismo brasileiro jamais seria o mesmo; jamais voltaria a ser o maldito capitalismo subdesenvolvimentista naZional.
    ___________________________________________________________
    Agora voltando à Iza. A razão está com os dois e a verdade está no meio.
    Abs., e saudações radicalmente democráticas.

    abolicionista

    20/06/2013 - 16h30

    Vejam as imagens dos saques e me respondam sinceramente: os “saqueadores” são gente endinheirada? São gente de classe média alta?

    http://noticias.terra.com.br/brasil/cidades/veja-cenas-de-saques-e-violencia-durante-protesto-em-sp,09c560a737a5f310VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html

    Não sei se estou com problemas na vista, mas eu vejo que a esmagadora maioria é composta por gente de periferia.

iza

20/06/2013 - 11h14

Desculpem-me, mas sinceramente, acho que foi uma derrota para as forças progressistas desse país.
Perguntem aos meninos do MPL o que eles acham da ajuda imprescindível da Rede Globo? Quem não viu a Globo dizendo que estava tudo “lindo”, e pedindo para a garotada “enviar vídeos”, e condenando PEC 37 toda hora? Quem não viu a Globo repetindo sem parar que a manifestação era contra a “corrupção”……………..do governo federal, é claro!
Será que a Globo estava interessada na vitória desse movimento contra o governador Geraldo Alckmin do PSDB? Ou estava interessada no que esse movimento poderia desgastar o governo Dilma, os governos do PT, e atrapalhar a reeleição?
Vamos parar de sonhar pessoal!
Coloquem os dois pés no chão.
Tem gente servindo, (muito bem) à direita, e não se dá conta de sua inocência política.
Meu receio é que tiraram o gênio da garrafa. Quero ver quem vai coloca-lo novamente no lugar?
Uma coisa todos podem ter certeza.
Se a baderna, o quebra-quebra da direita fascista continuar nas ruas, logo os Jabores da vida, as Folhas, Vejas, Globos, irão jogar nas costas desses meninos e do governo Dilma, a culpa.
E pior.
Os governos (de todos os partidos) terão que tomar atitudes muito duras, atitudes que nós velhos há décadas não vemos, e esses garotos nem sambem como é.

Responder

    JoãoP

    20/06/2013 - 11h59

    Boa Iza!

    Saçuober

    20/06/2013 - 14h43

    Gostei, tem que saber o rumo, o MPL não tem, os pedestres e ciclistas não existem, precisam de infra estrutura para ir e vir, calçadas, ciclovias, passarelas, e os deficientes, as cidades têm demandas, vão continuar obstruindo o direito de ir e vir, trabalhando para os golpistas.
    Estão sendo manipulados, muitas pessoas tornaram-se dependentes de cigarro manipuladas pela mídia e achavam o máximo soltar fumaça.

    Mário SF Alves

    20/06/2013 - 17h09

    Gozado… o que vi foi a Central “Joseph GLOebBOels de Pseudo Jornalismo e Telemanipulação” escondendo o *cubo. O que eu vi foi o Caco Barcelos, logo ele, tremendo nas bases.
    *Cubo: parte removível do microfone que contém a logomarca da besta.
    ___________________________
    Miopia?

Paulo

20/06/2013 - 11h04

Caro Azenha

Penso que estes jovens estão mal orientados.
Explico: Os 20 centavos se espalhou pelo face e se misturou a outras demandas inclusive derrubar Dilma e PT.
No me face apareceu um vídeo de uma pessoa sinistra denominada Anonymous?, com aquela máscara ridicula e com a voz distorcida e todo um ambiente de cena para não revelar pois ele era “Anonimo” e como se fosse o chefe dos manifestantes, um comodadnte virtual, colocou as proximas reividicações que são cinco (5)????
As que eu me lembro? Note que são demandas e problemas que na verdade são consequencia e não a causa. No fim eu digo porque não ha uma pauta de reividicação correta que corrigiria todas as demandas da sociedade
Próximos passos do anonimous
Não a PEC 37
Invetigações profundas da policia federal e PG em todas as obras da Copa
Fim da corrupção (esta é a coisa mais absurda que eu eu já houvi, pois jamais a corrupção será extinta, salvo uma bomba atômica. (pode sim diminuir um pouco.
mais tres reividicações qe nem me lembro.
Tudo isto é consequencia e não CAUSA.
Fico impressionado por ver milhares de jovens embarcando em mais uma modinha (vamos protestar) contra o que? Ha tem muita coisa errada mas são tudo consequencia como já disse aqui por trez vezes.
Voce que me parece boa gente e tem contato com estes meninos. Explique a reais e verdadeiras demanda para resolver os graves problemas
Ao meu ver
1. REFORMA POLITICA
2. REFORMA TRIBUTÁRIA
ESSAS SÃO AS AUSA O RESTO É CONSEQUENCIA
ABRAÇOS

Responder

    Pedro Cartas

    20/06/2013 - 13h58

    Paulo,

    se voce reparar bem, no vídeo viral do suposto Anonimous (na verdade um FAKE), estes 5 pontos, dentre eles o não à PEC 37, é exatamente o discurso tendencioso, mentiroso e canalha do Merval Pereira, porta-voz e lacaio da extrema direita representada pela Rede Globo. O outro vídeo da loirinha gostosa que bomba na internet (por que não vou à Copa) é produção profissional deste mesmo grupo, que tem como objetivo derrubar a Dilma, o PT e as forças progressistas que estão no poder.

Antonio

20/06/2013 - 10h51

JANIO DE FREITAS NA FOLHA

Outra mobilização
Por Janio de Freitas

Pareceu um só movimento com muitas causas, arregimentadas pelas passagens de ônibus, e ocasionalmente aproveitado por arruaceiros. Dessa aparência decorreu uma interpretação que dificulta ainda mais o já difícil entendimento do que está expresso nas ruas ocupadas.

Os incidentes no Congresso, na Assembleia Legislativa no Rio, em vários pontos de São Paulo e em mais cidades fixaram a interpretação de que exprimem a rejeição dos manifestantes à política. Tal rejeição nem é só dos que se manifestam nas ruas, mas, no caso, convém observar algumas ressalvas.

A diferença entre as duas pontas de apenas 24 horas paulistanas, da noite de segunda para a de terça, faz uma sugestão importante. A maior das manifestações em São Paulo dissolveu-se, já em altas horas da segunda-feira, como um exemplo de conduta democrática, eloquente na dimensão e ordeira na conduta. O anoitecer de terça, no entanto, marcou o início de arruaças e violências extremas, praticadas por pessoas que foram se encontrando nas cercanias da prefeitura, quase sempre tipos cujo aspecto não deixa muita dúvida sobre sua índole. Todos mais ou menos à mesma hora, e com a naturalidade de quem soubesse por que os demais estavam ali. O mesmo que se passara no ataque à Assembleia Legislativa no Rio, como sequela concomitante e noturna à passeata ordeira.

O que explicaria tamanha modificação de conduta em São Paulo e o surpreendente desvio de propósito no Rio?

Aqueles e os vários estouros de violência foram atribuídos a gente que se desgarrou do rio principal dos manifestantes. As circunstâncias e modos como se deram, porém, sugerem haver uma segunda mobilização, de fonte desconhecida, com total independência de fins e de ação. E aí está um grande perigo.

É previsível, e mesmo desejável, que as manifestações reivindicativas tenham continuidade, que isso não é sinal de “envelhecimento da nossa democracia” nem motivo de frustração com o regime, como já escreveram. Muito ao contrário, é a vitalidade da democracia, que traz no próprio nome a participação necessária dos cidadãos. Mas é indispensável a prevenção para que as hordas de desordeiros e saqueadores não sigam na tendência de crescer, em número e em audácia criminal, como arrastões gigantes, que já prenunciam.

Só para exemplificar, se o fogo se dissemina na Prefeitura de São Paulo ou no Theatro Municipal, ambos com muitas pessoas no interior, ou na Assembleia fluminense, as consequências da tragédia não se limitariam às vítimas numerosas e às perdas materiais. E um novo assédio ao prédio do Congresso, se ocorrer, não se satisfará com o lado externo das cúpulas, implicando as próprias instituições.

Mas o perigo se faz, em grande parte, pela ineficiência das PMs. Engrandecida, nos episódios recentes, por tardanças e omissões mais do esquisitas. Diz o secretário da Segurança de São Paulo, Fernando Grella, que a sua PM agiu “na ocasião certa”, quando do ataque dos delinquentes à prefeitura paulistana. Foram quase três horas entre o início da desordem e a chegada de socorro da PM, durante as quais os vídeos registraram, também para o secretário, a situação de guardas municipais refugiados no prédio, a quebradeira e o que foi feito do carro de transmissão da TV Record. Com uma tropa da PM em inútil prontidão.

No Rio foi o mesmo, durante a longa tentativa de incendiar a Assembleia, a invasão e destruição de uma dependência do edifício, o incêndio de carros e o vandalismo em prédios históricos. Com uma tropa da PM em inútil prontidão.

Aos governadores talvez não ocorra, ainda, que o seu prestígio, entre os muitos milhares que se fazem ouvir, não é tanto que os impeça de ir às ruas clamar por intervenção federal, ou por impeachment, caso a violência das hordas fique sem controle.

Responder

Heitor

20/06/2013 - 10h45

O mais importante neste momento é explicitar apoio da grande massa à Dilma.
Hoje haverá o ato na Paulista, Rio e BH.
No facebook divulguem mensagens positivas de apoio.
Peguem adesivos nos diretórios e espalhem.
Não dá pra esperar as eleições chegarem pois a batalha será sangrenta em 2014!! =-( Nunca pensei que fosse dizer isso: conforta-me ter o apoio de PMDB e PSD para o ano que vem.

Responder

    LEANDRO

    20/06/2013 - 11h51

    O PT se afastou da massa, achou que só propaganda bastaria e que o povo nunca iria acordar para ver o nível de vida que vivemos no Brasil. Com a internet fica cada dia mais fácil ver a realidade de outros países e chegar a conclusão que se melhorou tanto como diz o governo, porque o povo não sente isso nas ruas e no bolso. “Vi ontem (terça-feira) pela TV os (protestos) em São Paulo. O que vi do Brasil é um país pobre, muito pobre, e que com essas manifestações durante esta competição está procurando encontrar soluções”, disse Giaccherini.

    Luís Carlos

    20/06/2013 - 13h30

    Leandro. De que povo que não sente isso no bolso você está falando? Dos milhões que recebem o bolsa família e podem alimentar seus filhos sem esmolar na rua, como antes? Dos milhões de estudantes que tem PROUNI e podem cursar faculdades que não poderiam antes, com créditos universitários escorchantes “oferecidos” pelo PSDB. Dos milhões de pessoas que são beneficiadas com a redução da energia elétrica proposta por Dilma e negada por governos estaduais do PSDB? Das milhões de pessos que receberam com o Luz para Todos, energia elétrica, de graça, pela primeira vez na vida em suas casas? Dos milhões de aposentados que pasasram a receber metade do décimo terceiro salário antecipado, no meio do ano, somente a partir do gevrno Lula, pois antes isso não ocorria? Da smilhões de pessoas que passam a ter casa própria pelo Minha Casa Minha Vida? Dos milhões de trabalhadores que tem conseguido nesses 10 anos, com seus sindicatos, fechar acordos com reposições maiores que a minflação e term ganho real, muito, mas muito diferente do que ocorria em governos, por exemplo do PSDB? Ou você está falando das milhões de pessoas que precisaram usar o SAMU para serviços de urgência/emergência em saúde, que foi implantado no governo Lula e não tem financiamento do Governo do Estado de SP, deixando isso para o gov. federal e municípios? ou ainda você fala das milhões de pessoas que recebem seus medicamentos como descontos de até 90% na Farmácia Popular do Brasil, ou hoje podem pegar no Aqui Tem Farmácia Popular medicamentos para hipertensão, diabetes, asma, entre outros, de graça, repito, de graça em farmácias das rede privada??? Talvez voc~e esteja querendo falar daquelas milhões de pessoas que se beneficiaram comprando móveis para suas casas e automóveis pela redução de IPI?
    Realmente nótemos que avançar no benefício para o “bolso” dos trabalhadores brasileiros. Eu não estou satisfeito com esses “poucos” avanços, queremos mais. talvez possamos aproveitar o momento histórico e pressionar por retomar a CPMF para a saúde que foi amealhada pelos oportunistas que argumentavam que aquele dinheiro penalizava a população e que se extinta, baixaraim os preços de produtos como o pão, o leite, etc? Pura mentira. Ou recuperar projeto que taxe as grande fortunas? Ou ainda projeto para que grande s empresas de comunicação paguem impostos dos quais foram desonerados de pagar? Ou ainda taxar mais fortemente recursos especulativos que entrem e saem do país, bem como, emissão de lucors para o exterior por multinacionais??
    Porém, dizer que as pessoas não sentem no bolso, isso é a mais pura hipocrisia. Contra fatos não há argumentos, e o cidadão pobre desse país sabe o quanto sua renda ganhou com esses e outras iniciativas dos governos populares de Lula e Dilma. Mas isso não é fácil de admitir, por isso tem gente querendo acabar com o bolsa família.

    LEANDRO

    20/06/2013 - 14h46

    P/ Luiz Carlos

    Então, eu vivo em marte..porque o que se vê é o povo nas ruas reclamando de falta de dinheiro, carga tributária, falta de saúde, hospitais lotados, criminalidade que explodiu..sei lá, se isso tudo que vc diz foi feito mesmo, me pareceu mais discurso de candidato a algum cargo, esse povo tá maluco de protestar, vivemos na Dinamarca ou Suiça e eles não sabem. O que se vê é o salário acabando antes do mês e a inflação devorando o poder de compra, falta de médicos, o tal de PAC que não sai do papel e essa COPA que tá humilhando o povo com gastos que não se vê em saúde e educação.

    Luís Carlos

    20/06/2013 - 21h01

    Leandro
    Não vivemos na Suíça ou Dinamarca, claro. Porém, o Brasil, em comparação consigo mesmo, em curto período histórico, deu vários passos a frente. Não entendo que o que citei, e outras situações que não citei, bastam. Não bastam para recuperar perdas históricas, mas recuperam terreno perdido em séculos e buscam reequilibrar, mesmo que ainda de forma insuficiente, a disputa em jogo.
    Sobre a saúde pública, que muito tem sido citada nesses últimos dias, cabe lembrar de fatos não muito distantes. Tínhamos, até 2007, no financiamento do SUS, a CPMF. Odiada por alguns setores, e apresentada pelos mesmos como “imposto”, que ela não era, e sim contribuição, algo totalmente diferente conforme legislação vigente. Era combatida ferozmente pelos que defendiam “menos impostos” (discursos que estamos ouvindode infiltrados nesses dias, não?). Imposto é fonte de arrecadação que pode ser usada livremente pelo governo/gestão em suas despesas, seja de invetimento ou de custeio, em qualquer área. Contribuição, conforme legislação, somente pode ser utilizada para financiar a Seguridade Social, que conforme nossa Constituição Federal, é composta pelas políticas públicas de Assistência Social, Previdência e a Saúde. Daí a importância de deixar claro, a CPMF não era imposto, mas contribuição com utilização específica para a Seguridade Social, como sugerida pelo ex-ministro da saúde Adib Jatene.
    Lembremos que entre os argumentos para acabar com a CPMF e retirar do SUS cerca de R$ 40 bilhões em 4 anos, ouvíamos pérolas da hipocrisia como ” esse dinheiro vai aliviar o bolso da população se acabarmos com a CPMF” que era deslavada mentira, pois a proposta de continuação previa que pagassem a CPMF apenas quem ganhasse mais de R$ 1.900,00 por mês, ou seja, grande parte dos trabalhadores assalariados não seriam descontados e somente quem ganhasse mais, e os grande movimentadores de recursos, milionários, que não querem pagar impostos para bancar políticas públicas universais, para todos portanto, como o SUS. Outro argumento à época, é de que se não fosse cobrada, diminuiria o custo de vida pois baratearia produtos e serviços, como bem lembro o atual prefeito de Manaus, antes senador vociferando. Outra mentira, pois caiu a CPMF e nenhum produto ou serviço baixou de preço, ou seja, os lucros foram todos embolsados pelo grande capital e a população ficou com o prejuízo do desfinanciamento da saúde pública. Além disso, a CPMF contribuía fortemente para rastreamento de sonegadores e lavagem de dinheiro, o que, infelizmente deixou de existir, ajudando os criminosos sonegadores.
    Hoje, querem falar sobre o dinheiro da Copa que deveria ir para o SUS?? Quem está argumentando isso?? A Globo que babava de ódio contra a CPMF? Nenhum militante da saúde pública esquecerá do papel nocivo exercido por essa rede contra o SUS. O PSDB, que teve em seu ministério Dr. Adib Jatene e que propôs a CMF depois conhecida como CPMF e, durante governo de FHC foi criada mas teve outros recursos tirados da saúde deixando de representar acréscimos para o SUS, causando completa insatisfação ao Dr. Jatene por ter sido usado em sua credibilidade para aquilo?
    Leandro. Muito ainda temos que avançar, inequivocamente, mas não podemos perder a referência histórica sobre nossa trajetória, de onde saímos e onde queremos chegar.
    Apoiando as manifestações, mas sem a ingenuidade da “não ideologia” e sempre atento aos oportunistas e manipuladores da grande mídia, comparsas de especuladores do capital vadio.
    Abraço.

Integrantes do Passe Livre celebram a vitória, e expõem próximos passos | Café e Cultura

20/06/2013 - 10h31

[…] Vio Mundo This entry was posted in Brasil, Política and tagged #MudaBrasil, #VemPraRua, ativistas, Avenida […]

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Gengis Khan

20/06/2013 - 10h29

Ótima vitória do MPL, mas não podemos parar. Precisamos de outro foco, e também é necessário tomar cuidado com quem sugere o fechamento do Congresso Nacional. Na minha opinião, o foco deveria ser as Agências Reguladoras, como ANAC, ANATEL, etc. Essas Agências precisam de transparência e independência para agir. Além disso, os Tribunais de Contas também representam outro setor que precisa de independência e transparência. Uma auditoria nos gastos com a FIFA seria muito importante nesse momento, e os Tribunais de Contas poderiam ajudar bastante, se tivessem independência.

Responder

    Fábio

    20/06/2013 - 11h43

    Que tal o foco no mensalão tucano que não foi julgado?
    Que tal o foco nas irregularidades no STF?
    Que tal o foco na compra de votos para reeleição do FHC?
    Que tal o foco nas privatizações do governo tucano?

Direita x Esquerdas nas redes – Escrevinhador

20/06/2013 - 10h28

[…] com bandeiras de esquerda. O MPL sabe disso, está atento a isso. Integrantes do movimento, em conversa com blogueiros nessa quarta-feira, manifestaram preocupação com esse fato. Mas também comemoraram a grande […]

Responder

Messias Franca de Macedo

20/06/2013 - 10h18

DOIS FRAGMENTOS QUE EXPLICAM A RAZÃO DA LEI DOS MEIOS!
As suaves apresentadoras do sistema golpista [as organizações(!) Globo, nota de esclarecimento nossa!] de comunicação passaram a perguntar ao repórter que cobria manifestação na cidade de Niterói se os protestos não iriam se dirigir à ponte Rio-Niterói, justo depois dos prefeitos do Rio e de Niterói revogarem o aumento nos transportes. Em qualquer democracia que se preze essa incitação à desordem não ficaria sem conseqüência.
Excerto do *artigo escrito pelo professor Wanderley Guilherme dos Santos
*CONTRABANDOS AUTORITÁRIOS EM BOA FÉ ALHEIA

Publicado em 20/06/2013

FRAGMENTO II – A ABIN PARECE QUE RESOLVEU “VESTIR A CAMISA DO GOVERNO DILMA”! ENTENDA
Principal intenção dos agentes será antecipar o tamanho e o roteiro dos protestos, a fim de identificar infiltrações de grupos políticos e de baderneiros em meio aos manifestantes que querem protestar pacificamente; com a dimensão de hoje, movimento passou a ser acompanhado diariamente por um sistema online coordenado pelo ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general José Elito.

MAIS UMA VEZ, [MAIS UMA] AULA [MAGNA!] DO PROFESSOR WANDERLEY
“Não são só os de boa fé e bem intencionados que se manifestam e pautam o ‘espontâneo’ alheio. Reconheço o odor fétido dessa teoria de longe.”

República de ‘Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

    Messias Franca de Macedo

    20/06/2013 - 11h36

    … Também já ouvi relatos de que o Galvão Bueno “pintou e bordou” antes, durante e depois (sic) da transmissão do jogo: o foco do Galvão “da ‘grobo'” era as manifestações do lado de fora do Estádio! Dizem até que cabe o enquadramento da concessão pública Rede Globo! Ademais, parece que há uma determinação da Fifa proibindo o uso político dos veículos de comunicação na cobertura dos jogos oficiais sob a égide da entidade …

    … Já que a ABIN “acordou do berço esplêndido”!…

    República de ‘Nois’ Bananas
    Bahia, Feira de Santana
    Messias Franca de Macedo

Flavio Ribeiro

20/06/2013 - 10h17

Desculpe-me, Azenha mas a única coisa que se consegue taxando pejorativamente o apoio popular de “cara pintada” é uma extrema desunião entre a glorificação do movimento MPL e a “futilidade” do clamor popular.

Queiram os organizadores ou não seu movimento só vingou com a ajuda dos que chama de “cara pintada”. Como você mesmo afirmou “seu” movimento é pequeno proporcionalmente e não conseguiria a mobilização necessária para que a pressão surtisse efeito e dessa forma você está estapeando a mão da massa que lhe rendeu tal vitória. Vitória essa que ainda é suspeita, pois ainda não vi do movimento uma compromisso com a origem do gasto público para subsidiar tal revogação e isso me leva a crer que não estão preocupado com isso, ou seja,

“me dê o que eu quero não importa como”
E já que você evidencia a divisão direita/esquerda, essa frase é retrato da mentalidade esquerdista que não percebeu que irá pagar a conta piorando ainda mais outros serviços fundamentais e facilitando a corrupção.

O povo brasileiro não quer só “coisas” quer “coisas boas com preço justo” sem samba de investimentos onde quem grita mais ganha mais, pois nesse samba quem dança é sempre o desprivilegiado que vocês usam como bandeira.

O MPL que o passe livre às custas do pão ou às custas da má burocracia e politicagem??? De forma que estão se colocando está me parecendo que querem apenas promover seu projeto e o povo que se vire para pagar a conta.

Responder

Horridus Bendegó

20/06/2013 - 10h17

Confrontos Iminentes!

A bifurcação no caminho dos protestos de rua se aproxima!

Com objetivos tão difusos, fica impossível não haver o confronto de ideários em torno de um protesto que se expande à razão de múltiplas demandas.

Hoje, o PT vai pras ruas com sua militância politizada e disposta a defender o Governo Dilma.

O MST também foi convidado!

Para termos nossos dias de Venezuela e Bolívia, onde em Caracas e Santa Cruz de La Sierra os choques ideológicos provocaram muitas mortes, só falta alguém bradar que o Protesto é também pelo fim do Bolsa Família!

Aí saberemos até onde estão dispostos a irem os que são medianamente proteinizados (e usam Ipotes), como dizia o Bob Fernandes nos inesquecíveis editoriais da Revista Senhor, e que têm muito menos a perder neste Pardieiro Social nauseabundo! .

Responder

Maria Izabel L Silva

20/06/2013 - 10h15

“Descreveram a unidade que conseguiram forjar com integrantes de partidos de esquerda nos últimos dias — PSOL, PSTU e PCO, entre outros — além de militantes do PT e de um grande número de movimentos sociais, dentre os quais se destacam o MST, a UJS (do PCdoB) e a UNE”.
Me explica melhor essa unidade. Como é que vai ser se a coisa não tem direção e a tigrada tá solta? Não foi o golpismo que turbinou o movimento? Como eles vão se desgarrar dessa marca maldita? Ou vão assumir o risco e virar a “marcha da família com deus pela liberdade”. Desculpe a franqueza mas não acredito que eles estejam preocupados com isso. Torço, rezo, imploro para que o MST grude neles como chiclete, pois só assim os playboyzinhos fascistas serão espantados, pois fogem do vermelho como o diabo foge da cruz.

Responder

    Leo V

    20/06/2013 - 11h43

    Não foi o golpismo que turbinou o movimento.

    Os tais “caras-pintadas” da Globo não turbinaram o movimento. Eles foram uma tentativa de esvaziar o conteúdo e direcionar as manifestações para outras pautas.

    Luta de classes é jogo de xadrez.

    Maria Izabel L Silva

    20/06/2013 - 16h34

    O golpe não é uma das “outras pautas”? Não foi isso que trouxe muitos jovens brancos de classe media alta para o movimento? A possibilidade de esticar a corda até romper? A Globo apoiará e dará toda cobertura, como já esta fazendo. Só o MST pode tirar esses meninos do passe livre dessa armadilha. Por que não é partido. Por que é movimento social e não tem rabo preso, é de esquerda. E é vermelho. A direita foge do vermelho como vampiro foge de agua benta.

    rodrigo

    20/06/2013 - 21h18

    Maria Izabel, ao invés de ficar querendo bater boca vai procurar quem é a ANMB e aproveita pra dar uma boa olhada do canal do porta-voz dessa associação.

Leandro

20/06/2013 - 09h58

Haha ! Q piada essa matéria. Falar dos protestos brasileiros e ignorar o papel dos anarquistas, principais protagonistas desses eventos, a começar por Porto Alegre, eh mesmo muita incompetência. Eh golpe baixo mesmo.

Responder

assalariado.

20/06/2013 - 09h58

Aos companheiros do MPL, aliados e internautas. Da para confirmar essa notícia:

=>No anúncio de ontem (19/ 06/ 2013) do governador Geraldo Alckmin (PSDB), tratou apenas das linhas do METRO e da CPTM (Companhia paulista de trens Metropolitanos). Ou seja, as tarifas dos ônibus intermunicipais (que circulam pela grande SP, e tals), não vão ser rebaixadas/ anuladas?

É isso mesmo?

Abraços.

Responder

Flor de Ipê

20/06/2013 - 09h53

As rádios militantes não mencionam:

1) que o estudante preso é filho de empresário do transporte ( isso foi mencionado nos blogs sujos e acaso foi confirmado?)
2) não mencionam que há problemas no metrô, só nos ônibus.

3) tentam manipular como se o protesto fosse contra a presidenta.

4) diz que foi começado com as classes baixas ( o que não parece ser verdade)

Responder

Carlos Lima

20/06/2013 - 09h34

AZENHA, vamos ser sinceros e honestos, derrubaram o governo DILMA, isso foi de uma irresponsabilidade total, isso não pega em Governadores e nem em Prefeitos, pegou na Dilma e no PT, finalmente a própria esquerda conseguiu devolver o poder para a direita. A direitona detém toda a comunicação do país, foi falta de estratégia e muita irresponsabilidade e o pior com ajuda dos blogs. A dimensão disso vocês não fazem nem ideia, o BRASIL todo desacreditado para o mundo, a direita com seus turistas inflando mundo afora, lá não tem pobre é só parentes dos de antes, dos da época da ditadura e olhe lá, todo esforço geopolítico do Brasil foi por água abaixo, os caras reclamaram de R0,20 centavos e pagam R$ 150 até 500 para entrarem numa boite e paga 5,50 numa cerveja, não que não devesse ser mais barato o transporte público, quero ver é conter a direita agora, foram golpes sucessivos no gov. Dilma, foi ataque ao bolsa família, inflação dos tomates,cartaz de prostituta feliz, Feliciano,é ato médico. é aumento de juros selic e por ai vai, ninguém absolutamente ninguém pensou que a direita ia dar uma guinada e se aproveitar? Amadorismo total, falta de estratégia e o pior é a melancolia de perder tudo que foi conquistado e ver a própria esquerda se abster do poder por uma insanidade. Nunca erro nas minhas intuições, as eleições de 2014 já era. Dilma não passa pro 2ºturno simplesmente porque se esqueceram com que lutamos contra, A direita e são os donos do capital, do transporte, do judiciário, da saúde, da educação, da comunicação, são donos de tudo e agora passaram a ser donos de fato e não de direito das manifestações, sem brincadeira foi a maior burrice que se tem notícia, é aquela história fazer barulho para acordar o gigante para depois correr, é a primeira vez que vejo comemorar o agonizar de um governo, o sectarismo ideológico levou o Brasil pro lixo do mundo. Parece coisa sem lógica é mais ou menos assim EU QUERO VIVER, NEM QUE PARA ISSO EU TENHA QUE MORRER. Vejam quanto custou ao Brasil a letargia do PT, e a nossa geração que colocou o país nos trilhos, foi luta em vão, ver a direita se deleitando no meio do povo pobre que eles sempre desprezaram, e irão desprezar é triste é realmente melancólico. Quero ver conter isso, o negativismo político disseminado paralisou milhões que não concordaram como que fizeram os milhares, nenhum blog, nenhum quis saber o pensa quem estar dentro de casa e que não estava nas ruas, a nossa democracia é torta, as minorias tem mais valor que as maiorias á a matemática mais absurda do mundo. A nostalgia da ditadura reavivou utopias sem nexo algum, todo mundo tem alguma insatisfação, mas só é possível satisfaze-la num coletivo, qual caminho seguir,m os mesmos que reclamaram que os campos estavam atrasados os comi e dorme do esporte, são os mesmos que agora reclamam do campos de futebol construidos, ninguém falou da projeção de ganho por cada real investido, ninguém falou dos empregos gerados, do hotéis construído colocaram tudo numa conta vermelha e lançou na cara do governo é muita palhaçada para quem trabalha tolerar, tem blog chamando a polícia de bando, gente eles são treinados para isso, pois se acontecer alguma tragédia e a polícia não estiver presente vão reclamar também, aprendi a lutar lutas honestas, vencer perdendo não é o mérito da minha geração.

Responder

    Carlos Ribeiro

    20/06/2013 - 11h37

    Concordo, xará! Dilma e PT, já eram. Na melhor das hipóteses, teremos um Tucano no poder. A média de idade da galera do MPL é de 23 anos. Terão muito tempo pra se arrepender. Com a grana que economizar no ônibus, vou tomar um cafezinho a mais por mês. Legal, né?

    JoãoP

    20/06/2013 - 12h14

    Tem muita gente brincando com fogo…a direita sabe usar esses ingẽnuos muito bem!
    Temo que daqui algum tempo verei muitas pessoas lamentado a perda das “pífias” conquistas desses 10 anos de Lula-Dilma.

Sr.Indignado

20/06/2013 - 09h30

Agora vamos tirar as catracas do judiciário!! Ganha quem tem mai$$$.

Responder

Sr.Indignado

20/06/2013 - 09h25

Que cidades fantásticas teremos se a mobilidade humana for paga pelo Estado. Menos carros, mais estacionamentos, menos poluição, cobradores poderiam ser auxiliares indispensáveis dos motoristas, com mais mobilidade as pessoas teriam horários mais flexíveis e haveria menos lotação. Sem tarifa de ônibus, quem perderia seriam os fabricantes de carros, caros e inseguros (www.latinncap.com), postos de combustíveis e o baronato das empresas de transporte coletivo.

Responder

Messias Franca de Macedo

20/06/2013 - 09h23

UM AVISO ÀS “ESQUERDAS”: povo que é povo está com presidente Dilma Rousseff!… ENTENDA

Dilma ‘massacra’ Eduardo Campos ao lado de Pernambuco

Presidente tem 75% das intenções de voto em Alagoas, contra 3% do governador do PSB
Uma pesquisa de opinião eleitoral em Alagoas demonstra como será duro em 2014 o projeto eleitoral do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). No Estado de Alagoas, vizinho ao seu, ele registra meros 3% de intenção de voto para presidente. Dilma Rousseff (PT) tem 75%. Marina Silva (Rede) pontua 5%. Aécio Neves (PSDB), só 2%.
(…)

FONTE: http://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br/2013/06/20/dilma-massacra-eduardo-campos-ao-lado-de-pernambuco/

#####################

LÁ VEM O MATUTO ‘ORGULHO DE SER NORDESTINO’!

Oxente, ‘o poste’ “inté” parece o Sol, sô!…

NOTA ACAUTELATÓRIA: creio que, neste momento, o grande enfrentamento é impedir que as forças do atraso, “as mãos invisíveis” do retrocesso, promovam um golpe de Estado no Brasil!… Agora, se o PT e os partidos de esquerda não arejarem as pautas – e insistindo na indisposição de politizar o processo democrático, o que inclui a participação efetivas das massas no processo político… Bom, aí, nos apresenta um subsequente momento!

Hasta la Victoria Siempre!

República de ‘Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Sim, o MPL é de esquerda: não se opõe a partidos e até contou com eles | Marcos Aurélio

20/06/2013 - 09h13

[…] por Luiz Carlos Azenha (No blog Viomundo, aqui) […]

Responder

trombeta

20/06/2013 - 09h11

Sei não. O MPL realmente conseguiu mobilizar muita gente no início mas não se iludam a massa que vemos nas ruas se deve boa parte porque a globo e cia. estão trabalhando em cima mobilizando os inocentes úteis para um alvo mais estratégico que é tirar a Dilma do poder sem precisar de voto.

Virou ‘unanimidade’, Gisele Bundchem, Neymar, Luciano Huck… apoiam e as velhas estruturas de poder continuam intactas: monopólio da globo, lucro dos bancos, judiciário elitista, margem de lucro obscena da indústria automobilística…

Podemos ter uma guinada à direita, ninguém sabe para onde vai soprar o vento, é cedo para comemorar porque se eles retornarem ao poder no outro dia a passagem vai subir novamente.

Responder

    Leo V

    20/06/2013 - 11h47

    A direita não tem base para colocar gente na rua, a não ser vampirizando os chamados de um movimento de esquerda.

    Agora a tendência são as manifestações esvaziarem e morrerem…

    Mas o MPL continua, assim como o MST, MAB… enfim, são movimentos sociais organizados (embora de formas diferentes), com pautas e objetivos de curto, médio e longo prazo.

Leo V

20/06/2013 - 09h11

Estou surpreso com tanto comentário direitista nessa matéria, alguns talvez vindo de pessoas que se acham de esquerda.

Responder

    rodrigo

    20/06/2013 - 18h13

    Leo, talvez eles não entendam o que seja horizontalidade…

Aline C Pavia

20/06/2013 - 09h10

Nao mexeram 1 centavo no lucro da mafia dos transportes. E o MPL nao foi fazer piquete na casa desses “empresarios”, e sim, em frente a casa do Lula. A pauta e’ de esquerda? Ta bom, me engana que eu gosto.

Responder

leia

20/06/2013 - 09h09

Marcelo, näo entendo porque voces atacam tanto o Haddad e poupa o Alckmin .Afinal de contas de que lado voces estäo ? dizem que säo apartidários, simpatizam pela esquerda, quer ajudar o povo, mas até agora tudo o que é de negativo foi para o Haddad e o Alkcmin nada.
Há anos que o PSDB está no poder e nada fizeram para melhorar a qualidade do metro e trens metropolitano. Parece que S Paulo é movida apenas por onibus.Para mim os blogueiros progressistas estäo entrando é numa fria, vai ter gente infiltrada neste meio. Väo cobrar tambem do governador transparencia, meu filho assim näo dá, o Haddad tá lá apenas 6 meses, e o PSDB 20 anos e voces nunca se incomodaram com eles ?

Responder

Jose Mario HRP

20/06/2013 - 09h03

A maior palhaçada que rola na net é o tal abaixo assinado dos “jovens”(provavelmente os mesmos que vem perdendo tres eleições a fio)
, que já teriam conseguido quase 300 mil assinaturas , pedindo impeachment da Dilma!
Eu sabia que a direita iria colocar o bode na sala da Dilma.
Perdem sempre e agora já não escondem o golpismo barato.

Responder

Bertold

20/06/2013 - 09h01

“No morro ninguém vive de ilusão… são trabalhadores que vivem na exploração” dizia o samba do Grupo Redução de Jornada. Estão maximizando um movimento de jovens pequeno-burgueses que querem um monte de coisas de graça do Estado mas que não é capaz de dizer como isso será feito. Lembrando que vivemos na economia de mercado. Se não querem que se tirem de um que já não tem quase nada para dar a outro, terão que atualizar e refinar as bandeiras do movimento. Ai entra filosofia, história, economia, ciência política et tali cosa… e ai, não adianta o discurso apolitico contra organizações partidárias se quiserem sedimentar idéias a escala de milhões e transformaremem isso em força social capaz de fazer mudanças reais. senão fica só no “auê” efêmero.

Responder

Ortega

20/06/2013 - 09h01

É injusto o que fizeram com Pierre Ramon Alves, produto da paranóia. O pai dele é dono de uma pequena empresa de entregas e não membro da máfia do ônibus. Ele não estuda em “universidade de rico”, faz FMU. E não era P2, provocador da polícia, porque senão não teria caído – tanto é que aqueles três que com certeza eram PMs (que estavam sem máscara separados, se juntaram e de repente sumiram) já foram “esquecidos”. Quem estava no centro sabe que aquele era um momento de revolta popular e tinha muita gente atacando a prefeitura, principalmente populares e anarquistas, assim como alguns membros mais “aleatórios”(como ele) da manifestação, sim ligação com organização alguma. A postura denuncista e pelega de certos elementos da esquerda é lamentável. O único crime de Pierre Ramon foi ter sido um manifestantes mais afoito entre tantos atacando a prefeitura e o de ter um físico avantajado (o que fez alguns pensarem que fosse polícia). O cara não saiu depredando a prefeitura do nada, a manifestação é um ato orgânico e a coisa pode sim tomar essas proporções. Ele fez o que achou melhor na hora e expressou sua revolta junto com centenas de outras pessoas. Ataca-lo e “denuncia-lo” é conivência seletiva com a repressão estatal dos movimentos sociais. Ficar “fiscalizando” e denunciando é coisa de polícia, e de pelego.

Tinham dito que era o cara do carnanal, inclusive inventaram que estava sendo “procurado”…. Agora que não é, vão dizer o que os mentirosos?

O pior que, no fim, para alguns o cara que se exalta um pouco na manifestação é pior do que o solta a polícia em cima dos manifestantes.

Responder

    Saçuober

    20/06/2013 - 20h02

    As imagens não mostram isto, mostram um cachoro doido depredando o patrimônio público.

Maria Betanea

20/06/2013 - 08h58

Estou em Minas, e me preocupava com o movimento que a mídia mostra como sem partido, sem bandeira política. E via a grande´mídia que começou descaracterizando o movimento e depois ‘se tornando amiga’, foi me preocupando ainda mais, pois é muito mais fácil moldar mentes despolitizadas e acho que todas estas manifestações correm este risco. UM monte de gente vazia, com nada na cabeça, indo às ruas para celebrar ‘a vida’. Enfim que o MPL precisa dar a cara de esquerda ao movimento. Marcar terreno nas ruas com suas posições políticas, senão a grande mídia vai incorporar a manifestação e manipular de acordo com seus propósitos. O artigo da Azenha é importante para esclarecer tais dúvidas.

Responder

Altevir Depetris

20/06/2013 - 08h40

Agora vamos derrubar as tarifas de pedágio. MPL: movimento pedágio livre

Responder

Márcia

20/06/2013 - 08h39

Azenha, por favor, não me venha dar uma de Folha de São Paulo e dizer que Haddad sofreu derrota. Ele sofreu seu batismo de fogo e merece apoio. Se começarmos a dizer que os políticos que ouvem as ruas são uns derrotados, como o jornalzinho acaba de fazer, reforçamos seu desejo de se afastar das demandas populares. Não se iguale à FSP.

Responder

LUIZ HENRIQUE

20/06/2013 - 08h21

Vamos lançar uma campanha nas Redes Sociais para a FIFA suspender o direito de transmissão da Globo na reta final da Copa das Confederações? ?? Ela usou o jogo do Brasil ontem com finalidades políticas, quando usava suas próprias câmeras ficava mostrando meia dúzia de cartazes e o Galvão abria os tendenciosos comentários dele sobre as manifestações, ISSO É CONTRA A FIFA. A Globo tem que ser PUNIDA pela FIFA.

Responder

Gustavo

20/06/2013 - 08h19

Depois de tudo que já aconteceu e do rumo que isso está tomando, me parece que a prioridade número um do movimento deveria ser a questão da mídia – lei dos médios. Sem isso, qualquer movimento é facilmente manipulado. É só ver no quê a grande imprensa transformou tudo isso. Pode parecer que é um fenômeno das redes sociais apenas mas não é. As redes são realimentadas pelo que se vê na TV e nos jornais no dia seguinte. Ouvi dizer que o PT vai entrar com caras e bandeiras na manifestação de hoje. Dá até pra antecipar quais serão as manchetes de amanhã. Sem regulamentar o direito a informação, nós ficamos eternamente na mesma ou o que é pior, andamos pra trás, que ao que tudo indica, é pra onde estamos indo, infelizmente…

Responder

Nota do Movimento Passe Livre, tinha visto? Leia integra aqui - Blue Bus

20/06/2013 - 08h10

[…] do viomundo em Durante entrevista a blogueiros, integrantes do MPL celebram a vitória, falam em infiltrados e […]

Responder

Luís

20/06/2013 - 08h02

E aí, pelegada? Foram derrotados, né? ÓTIMO!!!!

Responder

ZePovinho

20/06/2013 - 07h28

É realmente uma vitória,Azenha,uma redução do preço das tarifas com recursos retirados da Seguridade Social????Foi a redução do PIS e da Cofins quem bancou isso.
A máfia privada dos transportes(como tantas outras máfias privadas em todo os setores econômicos do Brasil) não teve os privilégios sequer arranhados.
A juventude foi às ruas para o governo dar um almoço grátis para as máfias privadas que roubam esse país???

Responder

Marco

20/06/2013 - 07h24

Espero que os aludidos partidos e entidades coerentes com seus princípios,fiquem vigilantes com relação a agrupamentos partidários,Pseudo socialistas,não permitam que estes coadjuvantes da direita,pautem os protestos.

Responder

Silas Flavio Costa

20/06/2013 - 07h17

Eu ainda não sei onde tudo isso vai dar, mas gostaria de ver essa mesma pressão no congresso, em defesa das pautas que interessam a toda a sociedade, como redução da idade penal.
E podemos exigir também que os nossos políticos vivam como nos trabalhadores normais, sem regalias.
Aproveito também para solicitar que as pessoas que participam desse importante fórum de discussão que respeitem as opiniões das outras pessoas, vamos mostrar que temos condições de manter um dialogo em grande nível. Se você e de direita e não gosta das coisas que são postadas aqui, você não é obrigado a acessar o Blog.

Responder

Antônio

20/06/2013 - 06h12

PT VAI ÀS RUAS AMANHÃ COM BANDEIRA E TUDO
(Não é pegadinha)

Rui Falcão: PT vai
às ruas com o MPL
“Quem disse que o PT tem medo de rua ?”
http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2013/06/19/rui-falcao-pt-vai-as-ruas-com-o-mpl/

Responder

    Vlad

    20/06/2013 - 10h02

    Estou curioso pra ver.
    Só espero que não utilizem a velha tática da claque de aluguel do lanche e do vintão que aí fica mais feio que ficaram o evento-fiasco de Pinhais e o evento abortado de Goiânia.

Andre SP

20/06/2013 - 05h03

A coisa é muito maior que o MPL. Gostaria muito que fosse só isso! Talvez o Azenha tenha muito mais informação dentro de um universo recheado de contrainformação. Que as manifestações iram continuar não tenho dúvidas. Ouvi da boca de pessoas que a mais de ano vem planejando isso. A intenção é derrubar a Dilma. Não foi coincidência as manifestações no exterior, esta pessoa afirmou que já havia articulação com o protesto ao redor do mundo! Isso não foi feito só pelo MPL ele são só a bucha de canhão. Quando falei que isto exigiria muito dinheiro a resposta foi: Dinheiro não é problema, se for necessário até fabricaremos fatos! Achei que ele estava só sendo convencido. Hoje vejo que não! Abram os olhos o golpe está as portas!

Responder

    claudia

    20/06/2013 - 08h48

    André, fui pega na ingenuidade!
    Tenho uns amigos fazendo intercâmbio em Dublin e em Berlim, desde o início do ano estão em um movimento intenso nas redes sociais contra a Copa e #ForaDilma. Cheguei a bloquear uma delas, amiga desde a faculdade, pelo excesso de campanha difamatória que fazia e por seus discursos inflamados tipo: “A Dilma vai cair”; “Fora PT”; “a economia vai afundar”; “Brasil vai quebrar depois da Copa” etc Na minha ingenuidade considerei comportamento de colonizado, coisa de quem vai para outro país e se deslumbra! Porém, com os acontecimentos dos últimos dias percebi que a coisa estava articulada e existia uma agenda. E o MPL ainda não me convenceu!

    Jeanette

    20/06/2013 - 10h07

    Concordo com você. É algo muito bem articulado por sei lá quem. Eu acho tudo muito rapida e subtamente articuladoo, tudo muito arrumadinho, bandeiras do Brasil muito passadinhas e rapidamente disponíveis, cabelos de salão, luzes e mechas, sem nenhum fio fora do lugar. Bem, são só impressões.

Alemao

20/06/2013 - 04h14

Sim claro, os limpinhos nunca invadiram ou depredaram a reitoria da USP…
São uns anjinhos esses meninos.

Responder

Alexandro Rodrigues

20/06/2013 - 03h36

O mais importante de tudo é que vamos escorraçar a presidenta ano que vem!

Vai arrumando as gavetas presidenta!!!

Responder

    Aline C Pavia

    20/06/2013 - 09h07

    Coitado de voce. Vote na Blablablarina Silva. Ela e’ a candidata ideal pra voce.

    Rita

    20/06/2013 - 09h28

    Alexandro, para escorraçar a Dilma só se for para Lula voltar, vcs são uns hipócritas,nasceram para serem capachos de americano, tupyniquins, vândalos

    Luís Carlos

    20/06/2013 - 13h41

    Alexandro diz aí. Em quem você vai votar, já que você é tão “indignado” assim? Quem receberá seu voto que fará melhhor que a Dilma ou Lula? A Marina e o Itaú? O Aécio de Ipanema, que está sendo indiciado pelo MP/MG por ter retirado bilhões de reais da saúde de MG e está no partido da privataria? Ou vai votar no Serra e no Malafaia? Diga por favor, quem receberá seu voto? Ou ainda você é daqueles que por não ter coragem de se apresentar com posição ideológica vai negar o nome de seu candidato tão “honesto” e “eficiente”?

    Alexandro Rodrigues

    20/06/2013 - 19h27

    A unica chance de nao anular meu voto ano que vem e se Lula se candidatar! Apesar de qualquer tudo, ate da sua heranca maldita – Dilma – sou Lula!

    Do contrario, mesmo que vcs nao admitam, Dilminha Controle Remoto vai pra casa mais cedo.

Gerson Carneiro

20/06/2013 - 03h33

Essa entrevista foi esclarecedora pois há oportunistas surfando na onda do MPL tentando tirar proveito pra si. O deputado Jean Wyllys, por exemplo, faz propaganda de si reivindicando o pioneirismo do apoio ao MPL. Detalhe: ao que me consta ele jamais teve contato direto com o MPL.

Responder

    Ruy Acquavivar

    20/06/2013 - 07h48

    Ele jamais FALOU de transporte público. Agora o espaço será ocupado por todo tipo de oportunista, como sempre acontece nesses casos. Tem muita gente procurando um discurso fácil para fazer demagogia e essa questão do preço das passagens é isso, demagogia.Ou os enormes problemas do transporte público foram solucionados pela revogação do aumento? A pauta do MPL é paupérrima, simplesmente não há nenhuma proposta em relação à qualidade do transporte coletivo, que é a principal reivindicação do povão, que sofre com a superlotação e a irregularidade dos ônibus, e trens e metrô durante horas, todos os dias.

FrancoAtirador

20/06/2013 - 03h01

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.
A partir de sexta-feira que vem, veremos

se o tal midiático ‘gigante que acordou’

não passa de um ‘anão com pernas de pau’.

Próxima pauta do Movimento de Massa:

!!! ACABAR COM A POLÍCIA MILITAR NO BRASIL !!!
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MANIFESTO POPULAR

PELA EXTINÇÃO DA POLÍCIA MILITAR NO BRASIL

A Polícia Militar deveria garantir a integridade física e a segurança do cidadão no estado burguês brasileiro.

Mas é isso o que está acontecendo?

No Brasil, segundo dados do IBGE de 2010, existem mais de 190 milhões de habitantes, dos quais apenas uma minoria insignificante pode ser considerada de marginais.
O restante são pessoas trabalhadoras que labutam no dia-a-dia para ter uma vida um pouco melhor.

Porém podemos ver de norte a sul que os trabalhadores são tratados como suspeitos pela Polícia Militar, principalmente se forem pobres ou negros, fugindo da regra constitucional básica, de que ninguém é culpado sem trânsito em julgado de sentença condenatória, ou seja, da presunção da inocência até que provada a culpabilidade.

Hoje alguém pode sair de casa, e um PM não ir com a cara da pessoa e lhe agredir, até matar, e depois dizer que houve confronto!

E o pior, logo o Comandante vai a público dar razão ou atenuar a ação de seu comandado, passando assim carta branca para futuros abusos de outros comandados.
Quando o correto seria o Comandante da Unidade, que praticou o delito contra o cidadão, ser também criminalizado por omissão ou por incentivar a delinqüência em sua Unidade.

Vocês acham justo que milhões de trabalhadores deste Brasil afora tenham seus direitos fundamentais cerceados, porque BANDIDOS FARDADOS se entendem superiores ao povo que os paga para dar Segurança, amedrontando as pessoas que vivem ameaçadas com a possibilidade de serem as próximas vítimas dos abusos da Polícia Militar?

Vejam que é comum nos quartéis da PM o uso de simbologia macabra, como as usadas pelo esquadrão da morte do Fleury e do esquadrão Leccoq, a famosa caveira que era usada pelos oficiais SS nazistas na Alemanha de Hitler.
Será coincidência, ou existe um motivo escondido atrás disto?
E o Caveirão? Não seria uma Cultura da Morte?

Também é conivente a atitude dos empresários que contratam PMs, para fazerem segurança particular, privativa pessoal e de familiares.
Aí estão dezenas de casos de seqüestros, extorsões e mortes praticados por policiais militares até contra quem os emprega.

Uma curiosidade é saber por que determinados policiais andam em Vilas de Grandes Cidades encapuzados como se fossem bandidos que têm de esconder o rosto.
Ora, quem trabalha dentro da Lei não precisa temer ninguém.
Ou será que têm medo mesmo é de serem reconhecidos como bandidos, porque de fato o são?

O que sabemos e comprovamos todos dias é que o povo pobre tem cada vez mais medo da Polícia Militar.
Qualquer pessoa negra que anda pela rua é considerada um “marginal suspeito”.

A PM se acha no direito de assassinar pessoas inocentes, de norte a sul do País. Não há um único estado em que não existam ações da Polícia Militar contra o povo trabalhador.

Enquanto a PM não for extinta e seus milicianos e oficiais sejam mandados embora, vão continuar matando pessoas, como o publicitário Ricardo Aquino, na Zona Oeste de São Paulo, ou como o jovem Bruno Vicente Gouveia, assassinado por policiais militares em Santos.
Ou então crianças, como Juan, de apenas 11 anos, covardemente assassinado, à noite, na Favela Danon: deram sumiço no corpo do menino e balearam seu irmão Wesley, de 14 anos. Crime hediondo!

Em 10 anos, entre 2001 a 2010, 93% das pessoas mortas pela policia militar do governo de São Paulo moravam na periferia, só em Sapopeba foram 52 ocorrências.

E o caso da menina Bruna da Silva Ribeiro, também de 11 anos, morta por uma bala de fuzil num tiroteio do BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais), na comunidade da Quitandinha, em Costa Barros, na Zona Norte do Rio de Janeiro?
A indecência se tornou maior e o vexame mais patético, quando o Comando da Polícia Militar do Rio, na maior cara de pau, veio a público manifestar pesar pelo assassinato da menina.
Palavras soltas ao vento como bolhas de sabão.
Pergunta: – Quem provocou o tiroteio?
Resposta: – O próprio BOPE.
Portanto, assassinada pela ação irresponsável do BOPE.

Ora, quando em ação, uma Corporação Policial que diz primar pela proteção à Vida não poderia ficar insensível ante a possibilidade de atingir fatalmente uma criança, ainda que acidentalmente.

Primam tanto pela vida que uma em cada cinco mortes em São Paulo, em 2011, foi provocada por PMs.
São 290 vítimas da ação policial de um total de 1299 mortes.

É um verdadeiro absurdo mantermos essa Organização Fascista. Sim, porque é sustentada às expensas de nossos impostos. Estamos pagando para uma hora dessas sermos abordados e assassinados por aqueles que recebem regularmente, todos os meses, um soldo pago pelas próprias vítimas.

Militares são doutrinados e treinados para a Guerra.
À falta de um adversário militar para eliminar, encontraram na própria população civil um inimigo a combater.

Acabar com a Polícia Militar será um grande passo para a civilidade!

PELA EXTINÇÃO IMEDIATA DE TODAS AS POLÍCIAS MILITARES NO BRASIL!
.
.

Responder

    FrancoAtirador

    20/06/2013 - 03h07

    Roberto Locatelli

    20/06/2013 - 10h26

    Costumo repetir a frase de conhecido meu, ex-oficial da PM, hoje blogueiro de esquerda: “A ditadura não acabou. Ela continua viva nas PMs de todo o Brasil”.

sandro

20/06/2013 - 02h04

Azenha sabedor que sei de sua atenção a certos detalhes preciso descrever
algo que me deu certo medo , isso anteontem e ontem:Sou um usuário do metrô
no dia 18/06 estava eu cochilando quando entre as estações belem e Bresser
acordo com um burburinho,uma voz masculina esbravejando contra algue que
ninguem sabia ao certo, em seguida um terceiro surge apoiando o primeiro
que parte para cima do acusado, que se defende sem saber o que fazer , a porta se abre e o rapaz sai rápido.Em seguida os rapazes se justificam
apontando o fugitivo como “batedor de carteiras e começam um discurso
direto, contra governo, politica, esquerdismo sugerindo até violência
contra minorias.Desci na Sé , a coisa se repetiu no dia seguinte e me
disseram que é algo que vem acontecendo há alguns dias. Detalhe, são skins mas não white-power pois um deles é mulato e se voce fita-los
nos olhos é repreendido.Não são “os carecas do ABC” são pessoas treinadas
com finalidade e sub liminaridades bem embasadas.

Responder

Eduardo

20/06/2013 - 01h21

O movimento é inteiramente válido, apesar de tardío. Há muitos anos é sabido que o que encareçe o transporte não é o seu custo operacional e sim o custo da corrupção e o custo de campanhas politicas embutidos no preço e repassados aos usuarios, além dos lucros excessivos dos concessionários. Na verdade o movimento deveria continuar até que estes custos sujos fossem retirados do preço pago pelo usuario. Os movimentos são inocentes ao aceitar que apenas a reducão de tributos federais seja deduzida no preço cobrado do usuario.Assim, a corrupção, campanhas eleitorais e lucros excessivos e ilicitos continuam sendo pagos pelos cidadãos e manifestantes.Quanta inocência! Os politicos e governantes continuam enganando o indefeso cidadão !

Responder

Messias Franca de Macedo

20/06/2013 - 01h04

MAIS PAUTA PARA PROTESTOS!

SP desembolsará R$ 8,6 bi até 2016 para bancar subsídios à tarifa

Segundo cálculos da prefeitura, impacto fiscal de subsídios aumentará 43% ao longo de quatro anos

O município de São Paulo desembolsará 8,6 bilhões de reais para subsidiar a tarifa de ônibus ao preço de 3 reais nos próximos quatro anos. O cálculo foi apresentado nesta quarta-feira pelo prefeito Fernando Haddad (PT-SP), antes do anúncio da revogação do aumento de 0,20 centavos no valor das passagens. Caso a tarifa permanecesse em 3,20 reais, o impacto fiscal acumulado até 2016 seria de 6 bilhões de reais, segundo a prefeitura.
(…)
O espaço fiscal do município de São Paulo para arcar com mais subsídios é estreito – senão, inexistente. Para se ter uma ideia, os recursos gastos com juros, encargos e amortização da dívida totalizaram nada menos que 4,274 bilhões de reais apenas em 2012. O valor representa 72,2% do que foi previsto no orçamento do ano passado para investimentos: 5,918 bilhões de reais. Como, segundo o próprio Haddad, a verba usada para subsidiar as passagens será limada dos investimentos em áreas como educação e saúde, o impacto fiscal será sentido já em 2013.
(…)

FONTE: mídia nativa!

Responder

Edgar Rocha

20/06/2013 - 01h03

Foi uma vitória. Felizmente estamos no tempo do celular. Senão eu temeria o momento em que cair a ficha. Saberão calcular o custo-benefício deste movimento? O jeito é esperar passar o momento de deslumbramento.

Responder

Entidades repudiam violência da PM contra jornalistas - Viomundo - O que você não vê na mídia

20/06/2013 - 00h41

[…] Integrantes do MPL celebram a vitória do movimento durante entrevista a blogueiros […]

Responder

paulo

20/06/2013 - 00h30

Engraçado, são de esquerda, tem ideais de esquerda, e só se lembram de criticar o haddad. E o picolé de chuchu? Ah esse é um grande democrata. E desde de quando psol, pstu e pco podem se considerar de esquerda? O psol vivia ao lado do psdb e dem nas criticas ao governo lula, mesmo se infundadas. Já pco e pstu, praticamente não existem. É o discurso da esquerda que gosta de se exibir, e adora ser derrotada. Alias porque ninguém perguntou aonde conseguem financiamento para sobreviver? Ou não gastam dinheiro nenhum?

Responder

    Luís

    20/06/2013 - 08h54

    Entendo. Esquerda é o PTucano.

    Rodrigo Leme

    20/06/2013 - 09h55

    O PT, com PMDB, PSC, PP pode se considerar de esquerda?

Lucas P. E.

20/06/2013 - 00h28

Quem será que comandará os protestos de amanhã?

MPL ou Globo?

Tenho minhas dúvidas.

Responder

Messias Franca de Macedo

20/06/2013 - 00h27

… OUTRA COISA: no mínimo, a assessoria do prefeito Fernando Haddad deveria divulgar uma nota de desagravo. Dirigentes desse tal MPL rotularam o prefeito de “mentiroso”! Através dos veículos de comunicação, afirmaram que era uma falácia, um engodo, a argumentação de que a prefeitura teria que promover o corte de gastos [diminuição dos investimentos públicos] no sentido de viabilizar a redução das tarifas dos transportes coletivos na cidade de São Paulo…

… Após as declarações do prefeito – e do governador Geraldo Alckmin -, ressaltando a necessidade imperiosa de cortar alguns investimentos, para fazer face ao recuo, mas do que desagravo, uma nota do prefeito torna-se imprescindível na perspectiva de ser restabelecida a verdade dos fatos – e própria credibilidade do alcaide, injustamente arranhada pelos detratores militantes(!)…

República de ‘Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Marcos

20/06/2013 - 00h20

É hora dos excluídos pedirem o que sempre lhes foi negado.Uma reforma agrária, criação do imposto sobre grandes fortunas, taxação dos especuladores, maior taxação dos lucros dos bancos, prisão para sonegadores de impostos(IRPF, IPI, ICMS,ISS,IPTU) e contribuiçoes(FGTS,PIS,CONFINS) e etc…

Responder

    Flor de Ipê

    20/06/2013 - 19h25

    Ninguém protesta contra o Judiciário? Nem contra bancos?

    Só contra fracos….. Assim é sacanagem….

lin

20/06/2013 - 00h17

esses estao de parabens fizeram o que os partidos de esquerda nao consigaram enganar a direita estou nas ruas ammanhar com fora a globo reforma politica ja.

Responder

Messias Franca de Macedo

20/06/2013 - 00h16

A ALTA CÚPULA DO PT “SITIOU” O PREFEITO FERNANDO HADDAD! ISSO, SIM, MERECE UM VEEMENTE PROTESTO!…
##########################

O prefeito Fernando Haddad (PT) resistiu até o último minuto a bancar com recursos municipais a redução da tarifa de ônibus para R$ 3 porque queria que o governo Dilma Rousseff promovesse nova desoneração fiscal. A presidente, porém, não concordou com a nova ajuda, forçando Haddad a reduzir o preço da passagem com dinheiro da Prefeitura.
As declarações do prefeito, de dirigentes do PT e de ministros, ao longo do dia, expuseram as divergências entre Haddad e o governo federal. Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pressionaram o prefeito, em conversa na terça-feira à noite, a recuar no preço da tarifa do transporte coletivo, na tentativa de conter a forte onda de protestos nas ruas. A preocupação do Palácio do Planalto é com o impacto das manifestações na imagem de Dilma, candidata à reeleição, e de governantes do PT, num momento de escalada da inflação, juros altos e baixo crescimento.
A preocupação do Palácio do Planalto é com o impacto das manifestações na imagem de Dilma, candidata à reeleição, e de governantes do PT, num momento de escalada da inflação, juros altos e baixo crescimento. [A esgarçada e retrógrada tese da “defesa da governabilidade a qualquer custo: econômico, moral, ético, histórico…! ” ainda dizimará o PT da possibilidade de qualquer aliança com as massas e com a própria história do partido!” A(de)n(do) sujo do matuto!]
(…)
Com assessores, secretários municipais e até guardas-civis metropolitanos encurralados na Prefeitura, Haddad foi buscar sossego em casa, no bairro do Paraíso, zona sul de São Paulo. A trégua, porém, durou pouco. Por volta das 22h, o prédio do prefeito já estava tomado pelos manifestantes, que o chamavam de “covarde” e “ladrão”.
O coro assustou não só o petista, mas sua família. Segundo pessoas próximas, a filha do prefeito, Ana Carolina, de 13 anos, chorou com medo de que o apartamento fosse invadido. Os vizinhos ameaçaram chamar a polícia. Foi aí que ele resolveu ceder.

FONTE: http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,dilma-e-lula-pressionam-e-haddad-cede,1044490,0.htm

########################

O homem público, intelectual… E pai de família, Fernando Haddad não merecia sofrer essa ignomínia!…

RESCALDO: A ALTA CÚPULA DO PT “SITIOU” O PREFEITO FERNANDO HADDAD! ISSO, SIM, MERECE UM VEEMENTE PROTESTO!… Nessa manifestação, eu vou!…

República de ‘Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

    leia

    20/06/2013 - 08h50

    Essa näo á a primeira vez que manifestante fazem isso. ALguns meses atrás tambem, em pleno domingo foram para a porta do prédio. È uma loucura, tem gente infiltrada nisso, que está organizando, usando pessoas sem tino de política, organiza e vai para a porta do prédio onde mora o prefeito. Uma vergonha, o Haddad tem que mudar de endereco e ninguem deverá ficar sabendo, senäo ele näo terá sossego nem nos finais de semana. Isso é gente que ficou muito aborrecido por Serra ter perdido a eleicäo. Se fosse o contrário, tenho certeza que o Serra mandaria a policia descer o cassetete nas costa e a mídia iria dizer que a casa do Serra é que foi envadida e foi necessário usar a forca. Reeacionários näo däo sossego. Temos que ter uma polícia secreta bem prepara para pegars esses infiltrados e mete-los na cadeia.

José X.

20/06/2013 - 00h12

Vitória de pouquíssimo efeito prático para a população.

Como já se falou ad nauseam, o aumento dos transportes teria muito pouco impacto na vida dos paulistanos, que já dispõem de vale tranporte e bilhete único.

O maior efeito dessa “vitória” foi neutralizar o prefeito Haddad, justamente agora que tinha se conseguido quebrar a hegemonia tucana em SP.

Como escreveu Luiz Felipe Albuquerque no Viomundo, a direita já está capitalizando essa “vitória” em sua campanha diuturna e incansável contra Dilma para 2014.

O que fica marcado para a mim é a mesquinharia, a mediocridade, a arrogância e o autoritarismo desse tal de MPL.

Responder

    assalariado.

    20/06/2013 - 00h32

    Pois é Sr. Jose X, pauta de esquerda é pauta de esquerda, sem vacilar e jogar com manipulações e jogo de cena, para com as massas. O grande problema da social democracia é quando esce do muro sempre cai pelo lado direita da história. Não percebe que outro mundo é possível e não vai além de administrar o Estado burguês em favor dos assalariados, com isso vai vomitando socialismo e praticando a teoria de judas. Pois que tirem dos lucros da burguesia capitalista. Tá bom assim, …

    Abraços.

    Raoni

    20/06/2013 - 01h10

    José X, entendo o risco que o atual governo está sofrendo, pois todos sabemos que a direita controla a mídia e pode manipular o ideal do movimento, inclusive, na manifestação que participei em Juiz de Fora pude observar várias pessoas direitistas, que só estavam participando porque o estopim da revolta popular se originou contra um governo petista.
    Entretanto, estou convicto de que você não fez a análise correta dos protestos. Isso porque, a principal característica do MPL foi possibilitar a manifestação popular em nível nacional. Jovens que antes se mostravam apáticos, hoje reivindicam uma postura política diferenciada de todos os partidos políticos, pois nenhum até hoje foi capaz de trazer relevantes reformas de base que o Brasil tanto necessita. Enfim, o simples fato de a população começar a se organizar já é um grande feito e devemos isso ao MPL, pois futuramente o que era um protesto genérico e heterogênico se aperfeiçoará em movimentos que terão amplo apoio popular e reivindicarão demandas concisas e necessárias. Passamos por um período monárquico e duas ditaduras, temos um período muito curto de democracia e o povo está começando a aprender a ser cidadão. Por favor, não ignore esse fato.

    Ronaldo Marques

    20/06/2013 - 10h01

    Amigo, sinceramente, gostaria de ter seu otimismo. Leva-se ANOS para as pessoas desenvolverem consciência política, muita leitura, muito estudo, reflexão. É muita ingenuidade acreditar que, de uma hora para outra, um povo viciado em ver novelas da globo, Big Brother e afins tenha despertado. Não despertou. Uns poucos espertalhões estão usando e vão usar essa grande massa de gado para seus interesses, que na minha opinião é derrubar o governo federal. A mídia enxergou isso logo.

    Ainda acredito que a única coisa que essa onda de protestos pode trazer é um golpe de estado de direita. E aí, num governo totalitário, não há qualquer pudor em se executar “terroristas” que queiram desestabilizar o governo com manifestações. Nesse cenário, “grande vitória” terá sido a do MPL… Melhor seria lembrar esse pessoal que o golpe que derrubou Salvador Allende no Chile começou com um movimento de militantes de esquerda que foi aproveitado pela direita.

    leia

    20/06/2013 - 08h59

    concordo plenamente com voce. Eu tambem vi isso. Cedeu e agora eles querem mais. Näo väo parar. Daqui a pouco väo achar que o estado terá de criar um programa de livros para a faculdade, uma clínica de repouso para os universitários ir tratar o stress depois das “duras” provas de final de ano. Depois vem o bolsa maconha, depois o bolsa extase, depois o bolsa discoteca para eles aliviarem as tensöes da semana. Uma vergonha. Para mim eles querem mais aparecer. Quanto querem apostar que breve estaräo sendo convidados para entrevista na CNN/BBC e outras pela Europa. Vai ser de TV em TV, poderá até se transformar em um filme. Os garotos marotos que mudaram o Brasil, para pior é claro. Justamente agora que o Brasil precisava de calma para mostrar um país de gente civilizado perante o mundo, eles vemm e fazem essa arruacas ? Pra mim perdeu o crédito.

Elton RIbeiro

20/06/2013 - 00h11

Vinha acompanhando esses eventos,mas na verdade muito tristes com eles. Pois pareciam sem propósitos. Mas lendo essa noticia Azenha fico reconfortado. Essa aproximação de vocês e a afirmação acima são muito importantes…

Responder

Marcelo Zelic

20/06/2013 - 00h10

É hora de comemorar a luta do povo por dignidade e respeito. É muito mais que $ 0,20! A luta continua! O Haddad, prefeito de São Paulo diz que quer conversar, mas enviou para licitação novos contratos somando 46 bilhões para serem cumpridos nos próximos 10 anos. Que diálogo é esse? É pra valer ou não? Se a prefeitura assinar estes novos contratos só daqui a 10 anos poderemos mexer no modelo de gestão dos recursos dos transportes públicos.
É preciso que a prefeitura publique os contratos em vigor e as planilhas de custo, bem como um manual para entendermos a lógica dos cálculos e só depois da negociação, mediante a modelo acordado, promover novas licitações e evidentemente para um prazo de no máximo 1 ano após o seu mandato, pois não é transparente fazer longos contratos de valores tão altos.

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    Ronaldo Marques

    20/06/2013 - 10h06

    Só para lembrar, a Lei de Acesso a Informação (LAI) não vale apenas para o governo federal: é expressamente aplicável a TODAS as esferas de governo, estados, municípios e distrito federal. Os contratos de concessão de transporte coletivo são contratos administrativos, e, como tais, tem como atributo intrínseco a publicidade. Para se ter acesso a eles, basta que se faça uso da LAI. A prefeitura não pode se negar a divulgá-los.

    Azenha, o conteúdo desses contratos, todos assinados ANTES da gestão de Haddad, diga-se de passagem, seria uma pauta interessante para esclarecer a população, não acha?

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