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Cartas de Minas
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Dono da Riachuelo se junta a Montenegro e Quiroga. Defensor do impeachment para “salvar a economia”, viu queda de 44% no lucro de sua empresa

30 de dezembro de 2016 às 15h26

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Montenegro, do Ibope, derrotou Lula em 2010; Quiroga elegeu Serra

Sem Dilma, volta de investimentos seria ‘instantânea’, diz presidente da Riachuelo

por Ruth Costas, da BBC Brasil em São Paulo, 25 março 2016

Reprodução parcial

Presidente da Riachuelo – uma das maiores redes do varejo brasileiro – Flávio Rocha defende que o empresariado do país precisa “sair da toca” sobre suas posições políticas para garantir uma guinada liberal no Brasil – caminho que, na sua avaliação, poderia tirar o país da crise.

Rocha foi um dos primeiros empresários brasileiros a se posicionar abertamente a favor da saída de Dilma Rousseff da Presidência e diz acreditar que, nesse caso, haveria uma rápida retomada dos investimentos na economia real.

“Seria instantâneo”, defende. “É o que está acontecendo na Argentina. Não precisou de dez dias para a criação de um círculo virtuoso.”

BBC Brasil – O senhor tem se posicionado a favor do impeachment, mas mesmo se o afastamento da presidente for aprovado, há incógnitas sobre a estabilidade de futuros arranjos políticos. Não é arriscado assumir uma posição nesse cenário incerto?

Flávio Rocha – Acho que estamos em uma troca de ciclos que implicará em uma mudança no papel do Estado no Brasil. Encerramos um triste ciclo de mais uma tentativa de usar o Estado como indutor do desenvolvimento, que no mundo todo só gerou empobrecimento e desemprego. E há condições para uma virada de página em direção a um modelo pautado pelo binômio democracia e livre mercado, que é como se consegue a prosperidade.

O eleitor brasileiro está mais maduro, o que favorece a virada. Está deixando de ser um eleitor súdito para ser um eleitor cidadão, que vê o Estado mais ou menos como sua operadora de telefonia ou TV a cabo: um prestador de serviço do qual deve ser cobrado eficiência e baixo custo. Esse será o estopim da mudança, que pode acabar com esse Estado gigantesco, hipertrofiado, um Estado de 40% do PIB que existe para garantir os seus próprios privilégios.

O novo ciclo será marcado pela busca do Estado prestador de serviço e eficiente.

Mas esse novo modelo pressupõe um empresariado mais protagonista. Os que investem e dão empregos serão uma liderança necessária nesse processo. Quando eu me posicionei, há algum tempo, realmente pouquíssimos empresários tinham se manifestado. Mas vejo com muita alegria cada vez mais lideranças empresariais conscientes de seu novo papel “saindo da toca”.

[…]

 

BBC Brasil – O mercado financeiro parece animado com a possibilidade de uma saída da atual presidente. Como empresário do varejo, que efeito acha que isso teria nos investimentos na economia real?

Rocha – Seria instantâneo. Bastaria uma troca da sinalização. É o que está acontecendo na Argentina. Não precisou de dez dias para a criação de um círculo virtuoso. A partir do momento que você sinaliza que está entrando em campo um governo que entende as delicadas engrenagens do livre mercado e vai colocar a sua sabedoria a favor do desenvolvimento, o fluxo de investimentos se reestabelece e a confiança desabrocha.

BBC Brasil – Para o senhor, o eleitor brasileiro está cansado da social-democracia?

Rocha – Exato. Acho que o brasileiro se cansou dessa experiência socializante. Nós competimos com países que têm Estados de 12%, 15%, 17% do PIB. Aqui, depois da constituinte era 22%. Hoje temos 37% de carga tributária, com mais 10% de déficit publico.

E o que é social-democracia? Na Rússia, na Revolução de 1917, existiam os bolcheviques que queriam o socialismo pela via violenta e os mencheviques, que queriam pela via democrática. Os primeiros prevaleceram e tomaram o poder pela força e os últimos deram origem a social-democracia. Mas eles queriam a mesma coisa.

O socialismo fracassou em todas as ocasiões em que foi testado. Mas, como disse o Gustavo Franco (ex-presidente do Banco Central), é como o vampiro da meia-noite: ressuscita quando menos se espera, com outras roupagens. Há alguns anos ressurgiu na América Latina travestido de socialismo bolivariano e fez esse estrago no continente.

BBC Brasil – Há uma social-democracia forte na Europa, com relativo sucesso.

Rocha – Muita gente cita os países escandinavos como social-democracia. São países que foram muito prósperos enquanto eram capitalistas, se transformaram em social-democracia e estagnaram. É o capitalismo democrático que gera prosperidade porque liberta o espírito gerador de riqueza natural do ser humano.

BBC Brasil – A crise de 2008 não mostrou que o mercado com muito poder e pouca regulação também pode trazer problemas?

Rocha – Não defendo o Estado inexistente. Defendo o Estado mínimo, com uma atuação na regulação mínima. O mercado é como um cão farejador, que tem um faro mais apurado que o do ser humano. O bom caçador usa isso para encontrar seu caminho, mas não é o cachorro quem manda.

[…]

BBC Brasil – E a corrupção no setor privado? A própria Lava Jato revelou que também há empresários corruptos.

Rocha – Tem empresários e empresários. Não confunda Flávio Rocha, um empresário de mercado que acorda de manhã e calcula como produzir um vestido ao melhor custo para a dona Maria, com o empresário que acorda e se pergunta para quem tem de dar propina para conseguir uma obra pública ou fazer uma plataforma de petróleo superfaturada. São duas coisas diferentes: o empresário de mercado e o empresário de conluio, que é o câncer desse estado hipertrofiado. Um fator de aumento da corrupção do Estado já tão corrompido.

A livre concorrência ajuda a acabar com a corrupção. Por exemplo, se eu tiver na Riachuelo um comprador de gravatas corrupto que tenha feito um acerto com o fornecedor, a gravata será mais cara e a Riachuelo vai perder participação no mercado. Isso não acontece na Petrobras.

BBC Brasil – O senhor defende que papel para o Estado?

Rocha- Um país como o nosso precisa de um Estado de 20% a 25% do PIB. Na última década, 18 pontos percentuais de economia informal se formalizou no Brasil. Isso ajudou a elevar a produtividade desses setores, mas também houve um repasse maior de dinheiro para o setor mais ineficiente do pais – o estatal. Se lá atrás tivéssemos colocado um freio na participação do Estado no PIB e aproveitado essa maior receita para reduzir as alíquotas (de impostos) não tenho dúvidas que a China seria aqui. Estaríamos crescendo.

BBC Brasil – De onde cortar nos gastos públicos?

Rocha – Por exemplo, no meu estado, o Rio Grande do Norte, o grande escândalo agora é que há quase 3 mil funcionários (públicos) fantasmas, com salários que chegam a R$ 60 mil. Isso quebra definitivamente a crença de alguns de que o Estado seria um Robin Hood que pega dos ricos para distribuir aos pobres. É o Robin Hood às avessas. Tira de uma população extremamente pobre, como a do Rio Grande do Norte, para alimentar marajás.

PS do Viomundo: Flávio Rocha é uma piada. Começa que não é possível levar a sério uma pessoa que fala de si mesma em terceira pessoa. Segundo: sem a interferência mínima do Estado com políticas de distribuição de renda, num país de renda extremamente concentrada como o Brasil, o consumidor dos produtos da Riachuelo simplesmente desaparece! Ou ele pretende vender Louis Vuitton? Terceiro: o Estado brasileiro sempre foi eficientíssimo para perpetuar a desigualdade e beneficiar, acima de tudo, gente como o próprio Flávio Rocha. Portanto, ele quer acabar com o “Estado” dos outros, muitos dos quais consumidores de suas lojas! Com este empresariado o Brasil jamais irá além da esquina.

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RIACHUELO TEM QUEDA DE MAIS DE 44% NO LUCRO NO TRIMESTRE

Por Camila Mendonça, Novarejo

A Guararapes, companhia da varejista de moda Riachuelo, reportou uma queda de 44,4% no lucro líquido no terceiro trimestre deste ano, em comparação ao mesmo trimestre do ano passado. Ao todo, a rede acumulou R$ 17,8 milhões de lucro, ante os R$ 32 milhões do trimestre de 2015.

Apesar da queda, a varejista conseguiu vender mais: a receita líquida ficou 5,5% maior, totalizando R$ 1,39 bilhão. As novas lojas ajudaram a aumentar o resultado da empresa, uma vez que as vendas das mesmas lojas – aquelas abertas há mais de um ano – caíram 2,2%.

A empresa encerrou o trimestre com mais lojas: 289 ante as 274 operações do mesmo trimestre do ano passado. “O processo de expansão reflete o objetivo da Riachuelo de conquistar novos mercados e consolidar suas posições regionais por meio da inauguração e remodelação de unidades. Vale lembrar que o período de maturação de uma nova loja é de aproximadamente cinco anos, o que torna tais áreas um elemento relevante na definição do ritmo de crescimento das vendas da Companhia”, destacou a empresa em relatório.

Ao final do terceiro trimestre de 2016, a Riachuelo contava com 49% de sua área de vendas com idade entre um e cinco anos.

Os produtos feitos pela própria empresa, via indústria Guararapes, representaram 31,8% da venda total da Riachuelo neste terceiro trimestre. A estratégia, segundo a empresa, é focar a produção da própria indústria em itens de maior valor agregado.

Ao todo, a Guararapes produziu 10,8 milhões de peças ante 9,7 milhões de itens registrados no mesmo trimestre de 2015. No período, a Guararapes faturou R$ 978,4 milhões para a Riachuelo no período acumulado de janeiro a setembro de 2016, 1,4% a mais que o apurado no mesmo período do ano anterior.

Já a receita da operação financeira da marca totalizou R$ 434 milhões, 10,8% maior que o registrado no mesmo período do ano anterior.

Em relação aos investimentos da companhia, eles somaram R$ 140,9 milhões entre janeiro e setembro – o valor é menos que a metade dos R$ 381,6 milhões investidos no mesmo período do ano passado. Do montante investido neste período, 87% foram destinados à Riachuelo para abertura de novas lojas e centros de distribuição.

Leia também:

Santayana: A engenharia brasileira está morta

 

34 Comentários escrever comentário »

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CarlosH

05/01/2017 - 02h22

Quero mais que a riachuelo vá a falência! Ver esta birosca fechar as portas, vai ser motivo de soltar rojões!!

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Carlos Lima

03/01/2017 - 17h10

Não vou falar de asno senão não publicam, não explicou se o melhor custo era para ele ou para dona Maria, melhor seria menor custo, porém deveria levantar na manhã e ir pensar como Donas Marias poderia ganhar mais para consumir talvez mais dos seus produtos, agora torcer para tirar uma presidenta que no minimo fazia isso, ajudar a fazer uma barbaridade dessas com a nossa democracia e agora vê a sua empresa ir bicando a banca rota, eu sinceramente prefiro que ele fique dormindo até mais tarde seria MELHOR para todos. Os caras leem uns livros de economia comendo caviar e degustando vinhos caros acham que a prática e a teoria são os seus deguste, só que a realidade consumiu sua pseudo astúcia…no popular se fu…..

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Sérgio Rodrigues

03/01/2017 - 10h36

Por vai falir. Quem manda construir cenário sem valor de sobrevivência!..Louco e babaca!…

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Evandro Pereira

02/01/2017 - 23h10

E aí sabidão ?!?! Feliz com a merda do golpe que tu e a gente dá tua laia patrocinou ???!!!
Feliz com o ” aumento ” de menos 44% de lucro dá riachuelo , kkkkkkkk !!!
Se lascou e vai se lascar mais ainda para deixar de ser um típico ignorante representante desta ” elite ” (kkkkkkkk) brasileira.
Palmas para descerebrados como você, colha ! Bem colhidinho o que vocês plantaram …
Kkkkkkkk ” elite” brasileira … Num vale aquilo que o gato enterra !!!

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Zenio Silva

02/01/2017 - 22h30

Esse dona da Riachuelo é ‘jenio’, que pérola:
‘…O mercado é como um cão farejador, que tem um faro mais apurado que o do ser humano. O bom caçador usa isso para encontrar seu caminho, mas não é o cachorro quem manda.’
De onde saiu essa sumidade?!

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Rogério Bezerra

02/01/2017 - 20h56

Empresa golpista e ou multinacional não viram a cor nosso dinheiro em 2016.
Fugimos das fabricantes estrangeiras de linha branca, até das europeias.
Roupas foram compradas ou mandadas fazer no comércio local.
Presentes e lembranças de Natal foram todas compradas em pequenos negócios, tipo Elo 7.
Só não conseguimos fugir das gringas dos remédios…
Produtos da China como cadeira de rodas, panelas, eletrônicos e outras porcarias foram riscadas. O preço baixo não compensa a péssima funcionalidade. O caso da cadeira de rodas dá vontade de ir lá e devolver, tal as burrice de projeto.
Agora é evitar comprar qualquer coisa.
Envelheceu , mas não quebrou… Não trocaremos!
A Riachinho que corra atrás dos “camisinhas amarelas”…

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Luiz Carlos P. Oliveira

02/01/2017 - 10h53

Boicote a Riachuelo. Não comprem nada deste golpista e de suas empresas.

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Ronald BAstos

01/01/2017 - 14h45

Sugiro não comprar na Riachuelo. Simples assim.

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mls

01/01/2017 - 12h09

Desde o inicio do impichment da Presidenta Dilma que esse cidadão vem fomentando esse Golpe , por isso tomei uma atitude muito boa cancelei o meu cartão e da minha esposa nessa loja e nunca mais comprei nada .
Com a crise se agravando ainda mais em 2017 com o record de desemprego , quem vai ficar comprando superfulos , portanto o prejuizo tende aumentar

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Luiz Carlos P. Oliveira

01/01/2017 - 11h32

É uma boa ideia. Já que temos de nos espelhar nos americanos, onde “tudo é melhor” doravante esqueçamos a Riachuelo e façamos nossas compras na C & A. Só comprem produtos “made in USA”. E que se dane nossa economia e nossos empresários. Eu já boicoto Globo & Cia. e não custa nada boicotar os anunciantes como Nestlé, Gillette, P & G e outros. Vamos mexer diretamebte no bolso deles. Anunciou na Globo, Band, SBT? Não compre.

Responder

    Zenio Silva

    02/01/2017 - 22h32

    Vamos soltar o ‘cão farejador’ na cola desse golpista!!!!

explicando da silva

01/01/2017 - 10h27

o que se faz por economia no Brasil é coisa tão nojenta que nesse caso o patrimônio desse não vai perder um centavo. Tudo ficará nas costas dos trabalhadores da empresa. E nem comemore se esse falir, pois isso pode significar ficar até mais rico ainda

Responder

Renata

31/12/2016 - 21h01

Por que nenhum deles cita o 1 trilhão e meio de sonegação, 40% desse montante devido a grandes empresas, a maioria delas sediada em São Paulo? Hem? Hem? O maior rombo de impostos se deve a esse elite empresarial que mama no governo, a classe média descontada na fonte não tem como fugir e os pobres pagam comparativamente muito mais via impostos indiretos, sobre o consumo. Os empresários são responsáveis pela maior parte da sonegação mas sobre isso, ó, nem um pio. Boca fechada.

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sidnei

31/12/2016 - 20h41

Prêmio Folha Categoria Reportagem 1994
Folha comprova fraude com bônus eleitoral do PL ; tesoureiro nega

05/08/94
Editoria: CADERNO ESPECIAL
Página: Especial-1

Da Reportagem Local

A reportagem da Folha comprou do PL (Partido Liberal) um lote de R$ 140 mil em bônus eleitorais em troca de um cheque de apenas R$ 70 mil.
O negócio comprova a existência de de um mercado paralelo formado por partidos para a venda ilegal, com deságio (desconto) de bônus eleitorais.
Como se fossem empresários do interior de São Paulo, os jornalistas realizaram a negociação.
O esquema dos bônus criado na legislação da eleição deste ano permite vários tipos de irregularidades contra a Receita Federal, como a legalização de recursos de “caixa 2” -contabilidade paralela de uma empresa com o objetivo de sonegar impostos.
Esse mercado paralelo pode resultar em um grande prejuízo para a Receita Federal, pois os partidos terão acesso a um montante de R$ 3,1 bilhões em bônus este ano.
Os bônus funcionam como recibos. São entregues pelos partidos aos doadores de recursos às campanhas.
O mecanismo foi criado com o objetivo de dar transparência ao financiamento de candidatos, um dos principais problemas de eleições anteriores no Brasil.
O PL (Partido Liberal), cujo candidato à Presidência é Flávio Rocha, é uma das legendas mais fartas em estoque de bônus -vai ter direito a receber R$ 177 milhões, conforme solicitou à Casa da Moeda, órgão público federal responsável pela emissão dos papéis.
Este partido está vendendo bônus com deságio (desconto) para empresários que pretendem utilizá-los com o objetivo de sonegar impostos.
A venda com desconto interessa aos tesoureiros das campanhas por ser uma das formas de atrair as doações, que não estão sendo tão generosas como nas eleições passadas.
Para os pequenos partidos, sem chances de vitória nas eleições, o negócio torna-se mais interessante ainda. Poucos empresários se interessariam em dar recursos aos seus candidatos nanicos.
Os partidos não tomam prejuízo nenhum com este tipo de operação. Para justificar a diferença entre o total de bônus e o dinheiro recebido, o partido trata de conseguir notas fiscais “frias”.
Exemplo: para um partido que vendeu um lote de R$ 140 mil em bônus e recebeu apenas R$ 70 em dinheiro, basta conseguir mais R$ 70 mil em notas fiscais “frias” e justificar a saída, no momento de prestação de contas, do total de bônus ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
As notas “frias” são notas fiscais que mostram uma despesa que de fato não foi realizada. O partido apresenta notas, por exemplo, de aluguéis de carros que nunca foram alugados, compra de cartazes que não foram comprados etc.
A reportagem tentou comprar bônus após apurar com empresários que vários partidos, entre eles o PL, o PSD e o PRN, estariam promovendo as vendas com deságio (desconto).
As informações mais precisas apontavam para transações feitas pelo PL, que havia oferecido o negócio a pessoas em São Paulo.
A transação, iniciada na sexta-feira da semana passada, foi concluída na noite de anteontem, nas sedes da Guararapes e Riachuelo, em São Paulo, empresas pertencentes à família de Flávio Rocha.
Foram dez telefonemas até a aquisição do lote de R$ 140 mil -28 bônus no valor de R$ 5 mil cada. As negociações foram feitas com Téofilo Furtado Neto, executivo da empresa Guararapes e presidente da Comissão de Finanças do PL.

Outro lado
O chefe do comitê central de campanha do candidato Flávio Rocha (PL), Teófilo Furtado, afirmou que “não procede” , a acusação. Informado pela Folha da existência de provas de irregularidades, Furtado disse que não ‘sabia explicar’ o fato.
Respondendo sempre com um “não procede”, Furtado chegou a responsabilizar Dilma Gonçalves pela venda. “Isso é com dona Dilma. Ela é lotada em São Paulo. Não sou eu que trato de venda. Se está acontecendo isso, é responsabilidade dela”, afirmou Furtado.
Colaboraram VICENTE DUARTE NETO, da Redação, e Sucursal de Brasília

http://www1.folha.uol.com.br/folha/circulo/premio_reportagem_94_1.htm

Responder

Mark Twain

31/12/2016 - 15h34

Típico imbecil que nos manda ir a Cuba e não sabe (ou sabe muito bem e esconde) onde fica a Malásia e as Filipinas.

Quer crescimento Chinês (com mão-de-obra escrava, como na China, para costurar as roupinhas da “Riacho”).

Nunca ouviu falar em “Food stamps”.

Nunca leu Piketty.

Responder

Morvan

31/12/2016 - 13h14

Boa tarde.

… E o que é social-democracia? Na Rússia, na Revolução de 1917, existiam os bolcheviques que queriam o socialismo pela via violenta e os mencheviques, que queriam pela via democrática. Os primeiros prevaleceram e tomaram o poder pela força e os últimos deram origem a social-democracia. Mas eles queriam a mesma coisa…

Mais difícil do que conseguir ler toda a sucessão de sandices foi conseguir decodificar e extrair alguma coisa de útil da entrevista. Isto explica muita coisa. Com este tipo de empresário, a Idade Média só seria viável sem os Mencheviques (PT, Bolívar, Bolchev, etc.), ou com o PSDB & UDN, ou seria sem Hegel, Engels? Triste.
Dá para avisar ao jovem empresário que o carro do ‘milagreiro’ argentino foi recentemente apedrejado? Certamente, coisa de Bolivariano portenho…
Quanta ignorância acumulada.

Responder

    Mark Twain

    01/01/2017 - 20h39

    Pois é Morvan! Duro extrair leite de pedra. Me chamou também a atenção esta “pérola de merda”, que não deixa de ser bastante virulenta:

    “Rocha – Tem empresários e empresários. Não confunda Flávio Rocha, um empresário de mercado que acorda de manhã e calcula como produzir um vestido ao melhor custo para a dona Maria, com o empresário que acorda e se pergunta para quem tem de dar propina para conseguir uma obra pública ou fazer uma plataforma de petróleo superfaturada.”

    Creio que dá uma boa pista do tipo de mentalidade varejista que deu suporte ao golpe. Este trecho me pareceu bastante com o tipo de “mentalidade de representação” muito comum em empresários vira-latas / bandeirantes que temos de sobra por estas paragens. (Vou para Orlando, descubro algum espelhinho que os “índios” queiram e monto uma representação por aqui, vendendo a bugiganga com até 1000% de lucro). Talvez seja uma indicação do tipo de interesses econômicos que estão se superpondo aos interesses estratégicos de longo prazo, ou ainda, apenas mais um atestado de insanidade da casa grande.

    Morvan

    02/01/2017 - 22h41

    Boa noite.
    Mark Twain:

    …Talvez seja uma indicação do tipo de interesses econômicos que estão se superpondo aos interesses estratégicos de longo prazo, ou ainda, apenas mais um atestado de insanidade da casa grande.

    Pois é, meu amigo, a nossa ‘zelite’, a mesma que está indo ao Paraguai, obter lucro sem contrapartida. E eles acham que o erro é o outro… é o segundo massacre paraguaio, agora sem militares…

JULIO CEZAR DE OLIVEIRA

31/12/2016 - 08h03

Pois é,a riachuelo vai se dar bem igual a globo,vamos ver como ela se dará com os talvés 60 milhões de eleitores do Lula e da Dilma boicotando deus produtos.

Responder

Jotage

30/12/2016 - 20h41

A depender de mim a Riachuelo pode fechar.
Ele deu o exemplo do neoliberalismo exacerbado. Se ele acha que os brasileiros são lixo e os bons são os estrangeiros, eu vou seguir o exemplo. Se tenho C&A e outras, pra que entrar na Riachuelo?
O sujeito é um otário. Venda para americanos, não para mim.

Responder

FrancoAtirador

30/12/2016 - 20h27

.
.
‘Pai Nosso’ Empresarial
Ao Governo Demotucano

“O Caviar Nosso
de Cada Dia
Nos Dai Hoje”

“Perdoai as Nossa Dívidas
Assim Como Nós
Sonegamos os Impostos”
.
.

Responder

Nelson

30/12/2016 - 19h56

“O mercado financeiro parece animado com a possibilidade de uma saída da atual presidente. Como empresário do varejo, que efeito acha que isso teria nos investimentos na economia real?
Rocha – Seria instantâneo. Bastaria uma troca da sinalização. É o que está acontecendo na Argentina. Não precisou de dez dias para a criação de um círculo virtuoso. A partir do momento que você sinaliza que está entrando em campo um governo que entende as delicadas engrenagens do livre mercado e vai colocar a sua sabedoria a favor do desenvolvimento, o fluxo de investimentos se reestabelece e a confiança desabrocha.”

A resposta do Rocha mostra ignorância e inocência, em doses cavalares, quanto a como funciona o mundo real da economia e dos negócios? Ou retrata um espertalhão cuja matreirice para esconder seus propósitos também é cavalar?

Responder

Nelson

30/12/2016 - 19h44

Exato. Acho que o brasileiro se cansou dessa experiência socializante. Nós competimos com países que têm Estados de 12%, 15%, 17% do PIB. Aqui, depois da constituinte era 22%. Hoje temos 37% de carga tributária, com mais 10% de déficit publico.”

O Rocha está se fazendo de “bobo para passar bem”, para “enganar trouxas”? Ou o fanatismo dele é tão grande que, até hoje, ele não se deu conta de que quem aumentou desmesuradamente os impostos forma os seus amigos, liberais, ou, mais precisamente, neoliberais, os tucanos, com seu Plano Real.

Certamente, se perguntado, o Rocha vai tecer loas de admiração ao Real, mas não vai reconhecer que foi o FHC, após a vigência do Plano, que aumentou a carga tributária de uns 24% para 36% do PIB. Ou seja, nada menos que 50%.

FHC fez isso para atender aos ditames do duo FMI/Banco Mundial e para garantir gordos rendimentos aos rentistas da dívida pública. Além disso, Rocha, aparentemente, não lembra de como o liberal FHC aumentou a taxa de juros para, absurdo dos absurdos, mais de 45% ao ano; uma vez mais, obedecendo ao duo que citei acima.

Responder

Nelson

30/12/2016 - 19h23

Amigo. A entrevista é um primor. Mostra, perfeitamente, que a crença cega no tal livre mercado neoliberal levou o Rocha ao fanatismo, já fundamentalista, eu diria.

“Encerramos um triste ciclo de mais uma tentativa de usar o Estado como indutor do desenvolvimento, que no mundo todo só gerou empobrecimento e desemprego. E há condições para uma virada de página em direção a um modelo pautado pelo binômio democracia e livre mercado, que é como se consegue a prosperidade.”

Dá para vermos que, para ele, democracia significa a prevalência do capital sobre as pessoas. Um mundo em que 1% da humanidade detém uma riqueza maior que os outros 99%: é esta a “prosperidade” a que ele se refere?

Responder

RONALD

30/12/2016 - 18h53

Esse “empresário” é puro SOFISMA. Fala de coisas que não conhece e esconde outras que não quer que saibam.
Boca rota para falar de socialismo, que desconhece e estado mínimo que serve bem aos interesses dos empresários e patinhos da FIESP, como o bolsa-empresário de 224 bilhões para 2017, além da desoneração do IPI no governo Dilma. desoneração que a FIESP usou muito bem para comprar o Congresso Nacional.
Outro cretino é o dono da Multilaser, que usou milhões para criar panfletos mentirosos contra Dilma. Nunca mais comprei nada da Multilaser e nem vou comprar.

Responder

Saulo

30/12/2016 - 18h03

RIACHUELO TEM QUEDA DE MAIS DE 44% NO LUCRO NO TRIMESTRE

Que bom!
Tem que perder mais e mais!
Que em 2017, seja o dobro disso!
Vou estourar champanhe!

Responder

Obivion

30/12/2016 - 17h53

Bem, segundo o entrevistado: “Por exemplo, no meu estado, o Rio Grande do Norte, o grande escândalo agora é que há quase 3 mil funcionários (públicos) fantasmas, com salários que chegam a R$ 60 mil.” Certo, isso vai ao encontro do que é óbvio, enquanto uns desgraçados mal intencionados falam na busca por um “estado mínimo”, eles mesmo, talvez certos de nossa ingenuidade, apontam exatamente o problema do estado tupiniquim, as altas castas do funcionalismo público cheias de privilégios e atoladas em ineficiência, corrupção e morosidade. Além disso, chega a dar náuseas ao ver portas vozes da elite financeira canalha, a brasileira, atacar o funcionalismo público de baixo e médio escalão e a estrutura estatal e nem abrir a boca sobre auditoria da dívida pública brasileira e dos salários ilegais acima do teto(isso não seria uma ato corrupto senhor juiz?). Sem contar que esses portas vozes trabalham nas empresas da grande mídia golpista que tem como representante máxima uma empresa criminosa.
Sobre a loja? Não comprarei mais nada nela, nem mesmo um chaveiro. Obrigado.

Responder

João Ferreira Bastos

30/12/2016 - 17h29

“…Mas esse novo modelo pressupõe um empresariado mais protagonista. Os que investem e dão empregos serão uma liderança necessária nesse processo….”

Esperando o empresário abrir lojas suficientes para dar emprego aos desempregados e fazer a roda girar.

Responder

Àlvares de Souza

30/12/2016 - 17h24

O tamanho do cérebro desse senhor é absolutamente compatível com a qualidade dos produtos que suas lojas vendem. Verdadeiro lixo.

Responder

a.ali

30/12/2016 - 17h14

kkk e o tio sabidão, além de só falar asneiras tomou na cola… engole tua “sapiência” otário!!!

Responder

Mauricio

30/12/2016 - 16h33

“E há condições para uma virada de página em direção a um modelo pautado pelo binômio democracia e livre mercado, que é como se consegue a prosperidade.”

Não sei se é pra rir ou pra chorar. Um canalha que defende um golpe de estado e um estado mínimo (para os pobres, é claro) falar em democracia e prosperidade entra na galeria de sandices e bizarrices ditas em 2016. Tomara que essa porcaria vá à falência, vou rir muito da tragédia do Sr. “prosperidade democrática”.

Responder

Maxwell

30/12/2016 - 16h00

“Já a receita da operação financeira da marca totalizou R$ 434 milhões, 10,8% maior que o registrado no mesmo período do ano anterior.” – Perde no setor produtivo, lucra no rentismo, que não ajuda muito na economia do país.

Olhando as curtidas do perfil dele e da página, vemos políticos de oposição, a página do Instituto liberal, e até publicações do MBL. O sujeito se mostra anticomunista(como se soubesse a definição de comunista), e antiestado. Ou seja, se depender dele e de quem pensa igual, estamos perdidos!

Responder

roberto

30/12/2016 - 15h48

Que legal. .. Bem feito,…. seria perfeito se caísse mais ainda,pois aí a falência é certa em apenas 2 meses.
O brasileiro, com um bando de ladrões governando, nessa nova Ditadura de 2016, vai consumir o mínimo do mínimo.
E pseudo empresários otários, como esse Rocha, vão chupar a manga que o capeta plantou.

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