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Cartas de Minas

Dilma adia viagem oficial aos EUA, anuncia Secom

17 de setembro de 2013 às 13h41

Dilma adia viagem oficial aos Estados Unidos

Danilo Macedo

Repórter da Agência Brasil

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff anunciou, por meio de nota, o adiamento da visita de Estado que faria aos Estados Unidos em outubro. De acordo com o texto, “tendo em conta a proximidade da programada visita de Estado a Washington – e na ausência de tempestiva apuração do ocorrido, com as correspondentes explicações e o compromisso de cessar as atividades de interceptação – não estão dadas as condições para a realização da visita na data anteriormente acordada”.

Segundo a nota oficial, a decisão foi tomada pelos dois presidentes — Dilma Rousseff e Barack Obama. “Dessa forma, os dois presidentes decidiram adiar a visita de Estado, pois os resultados desta visita não devem ficar condicionados a um tema cuja solução satisfatória para o Brasil ainda não foi alcançada”, acrescentou a nota, entregue pelo porta-voz da Presidência, Thomas Traumann.

“O governo brasileiro confia em que, uma vez resolvida a questão de maneira adequada, a visita de Estado ocorra no mais breve prazo possível, impulsionando a construção de nossa parceria estratégica e patamares ainda mais altos”, diz o texto.

A nota oficial ressalta a importância e diversidade do relacionamento entre os dois países, fundado no respeito e na confiança mútua. “Temos trabalhado conjuntamente para promover o crescimento econômico e fomentar a geração de emprego e renda. Nossas relações compreendem a cooperação em áreas tão diversas como ciência e tecnologia, educação, energia, comércio e finanças, envolvendo governos, empresas e cidadãos dos dois países”.

No entanto, pondera que as práticas de espionagem não condizem com a relação de amizade entre Brasil e Estados Unidos. “As práticas ilegais de interceptação das comunicações e cidadãos, empresas e membros do governo brasileiro constituem fato grave, atentatório à soberania nacional e aos direitos individuais, e incompatível com a convivência democrática entre países amigos”.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, telefonou ontem (16) para a presidenta da República, Dilma Rousseff, para tratar da viagem.

Desde a divulgação de denúncias de que os Estados Unidos espionaram dados da presidenta, e depois da Petrobras, o governo passou a cogitar o adiamento da visita. A presidenta se reuniu ontem (16) com o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, para discutir o retorno dado pelo governo norte-americano aos questionamentos do Brasil sobre as denúncias.

Figueiredo esteve em Washington na semana passada para tratar do assunto com a conselheira de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Susan Rice. Há dez dias, durante a Cúpula do G20, na Rússia, o presidente Barack Obama se comprometeu com a presidenta Dilma a responder aos questionamentos do governo brasileiro em uma semana, prazo que expirou.

 Edição: Carolina Pimentel

*****************

Nota oficial

A presidenta Dilma Rousseff recebeu ontem, 16 de setembro, telefonema do presidente Barack Obama, dando continuidade ao encontro mantido em São Petersburgo, à margem do G-20, e aos contatos entre o ministro Luiz Alberto Figueiredo Machdo e  a assessora de Segurança Nacional Susan Rice.

O governo brasileiro tem presente a importância e a diversidade do relacionamento bilateral, fundado no respeito e na confiança mútua. Temos trabalhado conjuntamente para promover o crescimento econômico e fomentar a geração de emprego e renda. Nossas relações compreendem a cooperação em áreas tão diversas como ciência e tecnologia, educação, energia, comércio e finanças, envolvendo governos, empresas e cidadãos dos dois países.

As práticas ilegais de interceptação das comunicações e dados de cidadãos, empresas e membros do governo brasileiro constituem fato grave, atentatório à soberania nacional e aos direitos individuais, e incompatível com a convivência democrática entre países amigos.

Tendo em conta a proximidade da programada visita de Estado a Washington – e na ausência de tempestiva apuração do ocorrido, com as correspondentes explicações e o compromisso de cessar as atividades de interceptação – não estão dadas as condições para a realização da visita na data anteriormente acordada.

Dessa forma, os dois presidentes decidiram adiar a visita de Estado, pois os resultados desta visita não devem ficar condicionados a um tema cuja solução satisfatória para o Brasil ainda não foi alcançada.

O governo brasileiro confia em que, uma vez resolvida a questão de maneira adequada, a visita de Estado ocorra no mais breve prazo possível, impulsionando a construção de nossa parceria estratégica a patamares ainda mais altos.

Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República Federativa do Brasil

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Dilma decide cancelar viagem aos EUA em outubro

ANDRÉIA SADI

DO PAINEL

DE BRASÍLIA

A presidente Dilma Rousseff decidiu hoje que não fará a visita aos EUA que estava programada para o dia 23 de outubro. Segundo assessores do Palácio do Planalto, a informação será divulgada hoje à tarde.

O presidente americano, Barack Obama, telefonou ontem para Dilma na tentativa de evitar o cancelamento da visita de Estado da brasileira no mês que vem. A decisão de cancelar a visita foi antecipada pela Folha, no sábado (14).

No telefonema ontem, a presidente Dilma disse ao colega americano ter dificuldades para manter a viagem marcada para 23 de outubro.

A ida da presidente aos EUA estava em análise após acusações de que ela e a Petrobras foram alvo de espionagem pela NSA (Agência de Segurança Nacional dos EUA), segundo reportagens no programa “Fantástico”, da TV Globo, neste mês.

As revelações partiram de documentos secretos obtidos pelo jornalista Glenn Greenwald com Edward Snowden, ex-técnico da NSA, asilado na Rússia. Os papéis mostraram que a comunicação entre Dilma e assessores foi monitorada pela agência americana.

Uma visita de estado é a categoria diplomática mais alta dada a governantes estrangeiros. Ela inclui elaboradas formalidades, como um jantar de gala, e uma cerimônia militar no momento da chegada. Os EUA têm, normalmente, duas visitas de estado por ano. Neste 2013, Dilma seria a única.

Essa seria a primeira visita de estado de um brasileiro aos EUA em quase duas décadas. O último presidente a receber a honra foi Fernando Henrique Cardoso, em 1995.

Dilma promete discursar sobre espionagem na abertura da 68º Assembleia Geral das Nações Unidas, que se realiza na próxima semana, em Nova York.

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32 Comentários escrever comentário »

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Elias

18/09/2013 - 12h25

O complexo de vira-lata faz certos articulistas escreverem coisas de fazer rir a ponto de mexer com o sistema urinário.

“Do ponto de vista da política interna, a presidente reforça a imagem de durona, um traço de comportamento que já a ajudou na eleição em 2010. Até onde a vista alcança, nenhum governante brasileiro recusou-se em anos recentes a visitar Washington.

Qual seria então o reparo a fazer? Numa situação em que os EUA sabem que todos sabem o que eles fazem, talvez a diplomacia brasileira pudesse ter buscado alguma compensação objetiva. Por exemplo, construir um apoio explícito para uma vaga permanente do Brasil no Conselho de Segurança da ONU.” Fernando Rodrigues – Folha/UOL – 18/09/13

O que significa isso? Parece coisa de gente que não tem escrúpulo. Buscar “alguma compensação objetiva”, em troca da soberania de uma nação? Então é isso? O viralatismo da grande imprensa a coloca cada vez mais no funda lata de lixo. Boris Casoy também disse no Jornal da Band que Dilma devia ir. Como também todas as “cabeças” do PSDB, a começar por Adécio Never.

Dá-lhe, Dilma!

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Romanelli

18/09/2013 - 05h26

Extra, extra – Vaza diálogo que cancelou viagem de Dilma

Obama – Oi Dilma, vc vem, querida ?

Dilma – vou não meu nego, nessa você pisou feio, deixa pra outro dia

Obama – sei que dia 14 de janeiro você estará livre

Dilma – EU, dia 14/01, livre, como ?

Obama – é que eu tive acesso a sua agenda

Dilma – ploc, plact, tu tu tu tu ..Dilma desliga

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José X.

17/09/2013 - 21h59

Acho que Obama é o pior presidente americano que já vi. Não tem nenhuma preocupação em manter as aparências. Vejam o caso do Evo na Europa, avião proibido de entrar em vários países, aterrisou na Áustria, que (segundo dizem) revistou (!!!) o avião. Alguém acredita que a Áustria teria interesse, e principalmente, cacife político, para fazer uma coisa dessas ? É lógico que não. Os europeus já jogaram a toalha, assumem explicitamente que são paus mandados dos EUA. Houve época que eu tinha simpatia pela União Européia, hoje só tenho desprezo. Quanto aos EUA, então, nem dá mais pra esconder: estão se tornando a pátria do nazismo no século 21.

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Fabio Passos

17/09/2013 - 21h34

Muito bom.
Agira Dilma precisa também cancelar o leilão do nosso petróleo que os ianques querem roubar!

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Elias

17/09/2013 - 20h40

Os convidados para o jantar de gala estão p da vida. Com reservas nos hotéis de Washington, terão de pedir cancelamento ou se hospedarem assim mesmo e jantarem no restaurante do hotel; outros procurarão um ristoranti nos arredores da Casa Branca; alguns, certamente, irão apelar para o velho e bom hambúrguer. Os fila-boia, não perdoarão a presidenta. Aquelas figuras esquisitas de rosto cor-de-rosa. Pessedebistas não morrerão de inveja e dirão na cara dura que se fossem eles iriam. (rindo muito)

O Tio Sam está querendo conhecer a nossa batucada
Anda dizendo que o molho da baiana melhorou seu prato

Vai entrar no cuzcuz, acarajé e abará.
Na Casa Branca já dançou a batucada de ioiô, iaiá (Assis Valente)

Dá-lhe, Dilma! 2014 é você de novo! Com o povo sempre.

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Eduardo José de oliveira

17/09/2013 - 20h36

Em momento algum fui tomado pela surpresa ,pelo posicionamento adotado pela Presodenta Dilma, na questão da bisbilhotices dos EUA. O mundo agora é multipolar e o protagonismo de valores tem sua dinâmica. Ou mudam ou dançam ,sozinhos.

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ricardo silveira

17/09/2013 - 19h54

De modo educado a presidente fez o que qualquer presidente responsável e ciente da soberania do país faria. E, ainda que não pudesse ser outra a decisão, a presidente tem a solidariedade dos brasileiros. Isso não quer dizer que vão parar de espionar. E, essa é a questão: como evitar ser controlado e continuar a se relacionar com um país que se mostrou não ser confiável. O governo tucano tirava o sapato para pisar na terra deles, mas são outros tempos. O incompreensível é que parece mais difícil enfrentar a Globo e o resto do PIG do que os Estados Unidos.

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Marat

17/09/2013 - 19h23

“Segundo a nota oficial, a decisão foi tomada pelos dois presidentes — Dilma Rousseff e Barack Obama. “Dessa forma, os dois presidentes decidiram adiar a visita de Estado, pois os resultados desta visita não devem ficar condicionados a um tema cuja solução satisfatória para o Brasil ainda não foi alcançada”, acrescentou a nota, entregue pelo porta-voz da Presidência, Thomas Traumann”. – Rsrsrsrsrsrsrsrs – Eles não perdem a soberba, nunca… decisão conjunta? É brincadeira!

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Roberto Locatelli

17/09/2013 - 18h11

E pensar que, há 10 anos atrás, os países da América Latina sequer se reuniam, a não ser na presença do Tio Sam. Hoje, estão em construção o MercoSul, a UnaSul, o Banco do Sul.

Lembremo-nos de que os EUA são a nação mais endividada da Terra. E o Brasil é o 4º maior credor dos títulos da dívida pública dos EUA. A China “comunista” é o maior detentor desses títulos. Então, as coisas realmente estão mudando.

No entanto, os EUA ainda têm o poder das armas. Por enquanto.

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Roberto Locatelli

17/09/2013 - 18h04

Excelente decisão. Mesmo usando a palavra “adiamento”, entenda-se cancelamento.

Quanto ao leilão de Lybra, acho que empresas estadunidenses deveriam ser impedidas de participar.

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demetrius

17/09/2013 - 17h10

Legal e tal, mas não quer dizer muita coisa. Não tem o efeito que todos esperam, que é mostrar pro império que sozinho ele morre de fome.

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    Roberto Locatelli

    17/09/2013 - 20h10

    Cara, essa atitude é um marco histórico. Aposto que você tem menos de 20 anos de idade.

    Demetrius

    17/09/2013 - 20h49

    O Roberto, agradeço por me deixar um pouco mais novo. rs

    Penso que com a política mudanças ocorrem, mas muitas vezes essas mudanças são apenas ajustes para confortar nossa vontade de justiça.

    É disso que falo! A atitude da Presidenta é linda, mas até agora só conforta nossos desejos superficiais de vingança. Eu quero é mais, você quer mais contra esse país de práticas imundas que é os EUA e quando isso acontecer é que as coisas vão fazer diferença de verdade.

    Abraço, tudo de bom.

    Roberto Locatelli

    18/09/2013 - 11h57

    Olá, Demetrius.

    Quem acompanha a política brasileira há meio século JAMAIS imaginou ver um governante brasileiro esnobando Tio Sam.

    O Lula já comentou que ele ficou espantado, numa reunião internacional, ao ver que todos os governantes ficavam em pé quando chegava o presidente dos eua, e só voltavam a sentar quando este sentava. Cara, nem em reunião de empresa, quando chega o diretor geral, se faz isso!! Um dia, lá estava ele com Celso Amorim. Vinha entrando o presidente dos EUA, o Amorim já ia se levantando, e o Lula falou: “Não, Celso, vamos ficar sentados”. Amorim ficou meio assustado, meio maravilhado, mas seguiu a orientação de Lula. Resultado: nas reuniões seguintes, outros países resolveram seguir o exemplo do Brasil. Depois de algum tempo, TODOS os chefes de estado e embaixadores abandonaram esse gesto de subserviência aos EUA. Parece pouco, mas isso muda a atitude dos governantes.

João Vargas

17/09/2013 - 17h05

Golaaaaço da Dilma!!!!!

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Gerson Carneiro

17/09/2013 - 16h19

Estadão: “Sem resposta, Dilma cancela viagem aos EUA”.

O Globo: “Casa Branca informa que Obama concordou com adiamento”.

Portal UOL: “Dilma e Obama decidiram juntos sobre adiamento
de visita, dizem EUA”.

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Regina Braga

17/09/2013 - 16h17

Uhuuuuuuuuuu…Está na hora do Brics mostrar o seu valor.E o Brasil mais ainda.E bomba por bomba, as nossas ,de chocolate são melhores.

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trombeta

17/09/2013 - 15h48

Essa tem coluna vertebral.

Cumprimentos!

Responder

Julio Silveira

17/09/2013 - 15h08

A Dilma não foi nada pragmática, os pragmáticos nessa perderam.
O Brasil agradece.

Responder

Rodrigo Leme

17/09/2013 - 15h06

Ela está certinha, não tem clima para fazer essa viagem com esse mal estar.

Responder

    ZePovinho

    17/09/2013 - 17h28

    Pô,Rodrigão!!!O que deu em ti????Te tornastes um bolivariano???

    Rodrigo Leme

    17/09/2013 - 18h58

    Eu sou justo. Nem tudo que vem do PT é ruim, eu gosto da Dilma.

    Abel

    17/09/2013 - 19h36

    Ele está seguindo a orientação da Suma Inteligência, o Zé Çerra…

    Rodrigo Leme

    17/09/2013 - 20h40

    Que ironia, vc falando de inteligência. É como um cego falando de paisagem.

Gerson Carneiro

17/09/2013 - 15h06

Eu faria diferente.

Confirmaria a visita e daria um perdido no Obama (deixaria ele esperando).

Responder

Mario Pedroso

17/09/2013 - 14h58

A meu ver, como houve vantagens para os americanos em relação a outros países no que diz respeito à Petrobrás, por que não excluir empresas americanas do leilão de Libra ?

Responder

Sérgio

17/09/2013 - 14h24

Dilma engrandeceu o nosso Brasil.
Acredito que fará mais.
Defenderá nossas riquezas dos olhudos esganados.
Quem viola o sigilo não pode participar de licitações.
Isso até é crime, não é?
Difícil provar que os interessados se beneficiaram, mas a suspeita
é tão forte e tão óbvia que seria estupidez insistir nesses leilões.
Que aprendam a lição e parem com os abusos.

Responder

RicardãoCarioca

17/09/2013 - 13h58

A Globo conseguiu mais uma vez o que queria. Agora, a Dilma vai continuar reclamando da arapongagem americana sem nenhum efeito prático, a oposição preserva seu templo (EUA) imaculado da ausência de um governo de esquerda brasileiro e ninguém nem ficou sabendo das sonegações fiscais da platinada. Globo e governo americano devem estar morrendo de rir. Agora, voltemos à nossa programação normal, com a doutrina diária à submissão americana e ao alinhamento jornalístico total ao governo belicoso estadunidense.

Responder

Mardones

17/09/2013 - 13h53

Resta, agora, cancelar o leilão de Libra.

Responder

    Miranda

    17/09/2013 - 15h13

    Cancelar o leilão de Libra e investigar e punir a sonegação da Globo. Ai então, vamos ficar orgulhosos da presidenta que temos.
    Sobre a democratização da midia a gente fala mais tarde.

    Fabio Passos

    17/09/2013 - 21h32

    Exato!

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