VIOMUNDO

David e Secco: Saberá o PT identificar e aproveitar a janela histórica?

26 de junho de 2013 às 12h19

A Voz das Ruas e Os Impasses do Lulismo

por Antônio David e Lincoln Secco, especial para o Viomundo

Em Botucatu, próspera cidade do oeste paulista, a elite local foi às ruas para protestar no mesmo dia 20 de junho em que a esquerda foi expulsa da Avenida Paulista por militantes de direita. Um metalúrgico de 45 anos vestia uma camisa do Partido Comunista Revolucionário com a foice e o martelo. Dois jovens declarando-se do MPL e sem dizer os nomes mandaram aquele homem retirar sua camisa, pois aquela não era uma manifestação de partidos.

Por que dois jovens que nunca trabalharam e talvez nunca lutaram por nenhuma causa coletiva, podiam se dirigir naquela forma a um operário comunista? Em tempo: não existia até aquele momento MPL em Botucatu.

Os ataques físicos à esquerda partidária e ao próprio Movimento Passe Livre deixaram as esquerdas perplexas. É que há muito ela se sentia dona das ruas. Por mais que repudiemos tais ataques, é preciso dizer que não são manifestos de intelectuais (embora importantes) e defesa do direito democrático de erguer qualquer bandeira que calarão os direitistas nas ruas.

Os militantes mais maduros lembram que em 1988, quando um grupo de carecas de direita tentou invadir um comício de primeiro de maio na Praça da Sé em São Paulo, eles foram violentamente reprimidos pela esquerda. Mesmo nas manifestações maiores era impensável a presença de alguém com símbolos de direita nas ruas. A Direita não se manifestava assim ou o fazia em locais isolados.

Que a esquerda seja reduzida a isto seria lamentável. O primeiro passo para sair do impasse é compreender que há nas ruas uma classe média híbrida, mas claramente influenciada pela mídia conservadora. Suas opiniões são irracionais, embora manipuladas racionalmente pela imprensa.

A composição social da maioria dos manifestantes pelo menos até o fim de junho revelou uma rebelião da classe média com a participação um pouco maior de pobres em algumas regiões do país. Segundo a Folha de S. Paulo, 84% dos manifestantes paulistas do dia 17 de junho não tinham preferência partidária, 71% participaram pela primeira vez num protesto e 53% têm menos de 25 anos. Os estudantes eram 22% entre os manifestantes e pessoas com ensino superior 77%.

A composição social determina a agenda do movimento? A classe média é uma classe em trânsito. Como num ônibus, alguns querem entrar. Mas diferentemente de um ônibus lotado, muitos têm medo de descer. Só uma pequena parcela acredita mesmo que vai ascender rapidamente à classe superior. Ora, uma classe em trânsito é uma classe em transe. Ela é capaz de unir programas opostos num mesmo movimento. Ela pode oscilar para a esquerda e a direita.

Nas manifestações de 2013 é possível que estivessem jovens da classe média tradicional com medo de descer e jovens beneficiários das melhorias sociais induzidas pelo Governo Lula. Estes querem “entrar no ônibus” porque suas expectativas subiram mais do que sua condição social.

O que as manifestações nas últimas duas semanas mostraram? Que havia uma demanda represada latente por radicalização na sociedade. Ou seja, por mais que se esforce e seja parcialmente bem-sucedido na estratégia de arbitragem de interesses, o governo cada vez menos conseguirá evitar a polarização de classe, que agora chegou às ruas.

Aqui é necessário fazer uma digressão. A classe trabalhadora brasileira não é um todo homogêneo. Possui frações. Além do proletariado fabril, cujo paradigma é o metalúrgico, há uma nova classe trabalhadora, predominantemente jovem, que ascendeu via ensino superior privado, que consome mais, tem maiores expectativas, mas não enxerga perspectivas de futuro no mercado de trabalho. Por isso, vive sob tensão. E as ruas mostraram que essa tensão pode ser canalizada tanto pela esquerda como pela direita.

Por outro lado, há uma outra fração da classe trabalhadora, muito superior em tamanho, que ainda vive em condições de pobreza e miséria, e que constitui a principal base social e eleitoral do lulismo. Segundo André Singer, essa fração quer mudanças, mas possui um traço conservador: rejeita a radicalização política, pois associa o tumulto social ao desemprego e à carestia. Para mantê-los a seu lado e favorecê-los, a estratégia dos governos Lula e Dilma consiste em evitar a radicalização. De fato, este setor tem sido beneficiado: a pobreza e a desigualdade estão caindo – o traço conservador está na lentidão do processo.

Mas há aqui um paradoxo. O governo tem razões para evitar a radicalização política: a radicalização suscitaria crises, instabilidade, fuga de capitais etc., o que tenderia a elevar o nível de desemprego e a afetar diretamente o subproletariado. Nessa situação, além do risco de ver bloqueado o processo (lento) de redução da pobreza, essa fração de classe provavelmente enxergaria na direita uma alternativa política; some-se a isso o fato de que hoje a classe média tradicional é, dentre todas as classes, aquela que está se sentido mais prejudicada e tem maior força de ânimo para ir às ruas manifestar seu descontentamento com pitadas de protofascismo, como já ocorreu outrora na história do Brasil.

Porém, na medida em que viabiliza a ascensão social dos de baixo, a estratégia precisa viabilizar a organização e a mobilização da nova classe trabalhadora, caso contrário essa fração de classe poderá optar por alternativas conservadoras – e a explosão que houve agora o comprova. Se a nova classe trabalhadora pender para a direita, não se trata de perder apenas o governo nas urnas. É o processo em curso de combate à pobreza e à desigualdade que será bloqueado.

Dito isso, o impasse da estratégia do lulismo pode ser colocado nestes termos: de um lado, é necessário evitar a radicalização, pois sua base social rejeita a radicalização; de outro, é necessário preparar-se para a radicalização, pois, na medida em que essa base social ascende, a radicalização torna-se inevitável. Mas como preparar-se para a radicalização, senão através da organização, mobilização e luta? A estratégia do lulismo só poderá viabilizar-se se tiver força para superar-se, ultrapassar o paradoxo inscrito nela mesma.

A radicalização ensaiada em 2005 não teve eco nas ruas, só nas redes virtuais. Hoje, tem apoio de massas e aprovação de uma parte imensa dos expectadores. A presidenta Dilma Rousseff parece ter feito dois movimentos ousados. O primeiro é legitimar nas manifestações os interlocutores de esquerda: o MPL, o qual de fato já foi ultrapassado pelas ruas, e o MTST. O segundo movimento da presidenta foi jogar as manifestações contra o Congresso e este já acusou o golpe e chamou a proposta de Constituinte exclusiva de autoritária.

Mais do que bom ou ruim, estamos diante de uma janela histórica. Cabe a esquerda aproveitá-la. Sobretudo ao PT. O problema é que há muito tempo não faz parte da sua estratégia mobilizar a sociedade, pois o lulismo se baseia na acomodação e não no conflito. Voltamos, assim, ao paradoxo. Saberá o PT identificar e assumir a inevitável necessidade de radicalização inscrita em sua própria estratégia de não radicalização?

Lincoln Secco é Professor de História Contemporânea na USP; Antonio David é Pós Graduando em Filosofia na USP
Leia também:

Investigação VIOMUNDO

Estamos investigando a hipocrisia de deputados e senadores que dizem uma coisa ao condenar Dilma Rousseff ao impeachment mas fazem outra fora do Parlamento. Hipocrisia, sim, mas também maracutaias que deveriam fazer corar as esposas e filhos aos quais dedicaram seus votos. Muitos destes parlamentares obscuros controlam a mídia local ou regional contra qualquer tipo de investigação e estão fora do radar de jornalistas investigativos que trabalham nos grandes meios. Precisamos de sua ajuda para financiar esta investigação permanente e para manter um banco de dados digital que os eleitores poderão consultar já em 2016. Estamos recebendo dezenas de sugestões, links e documentos pelo [email protected]

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Brasil, fútbol y protestas – Crítica Periodística

05/06/2014 - 14h36

[…] “Saberá o PT identificar e aproveitar a janela histórica?”, Viomundo, 26 de junio de 2013. http://www.viomundo.com.br/politica/david-e-secco-sabera-o-pt-identificar-e-aproveitar-a-janela-hist… […]

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Ignacio Ramonet: Brasil, futebol e protestos | Blog dos Desenvolvimentistas

05/06/2014 - 12h11

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IGNACIO RAMONET / Brasil, fútbol y protestas | Conociendo Cuba en Panamá

02/06/2014 - 17h51

[…] “Saberá o PT identificar e aproveitar a janela histórica?”, Viomundo, 26 de junio de 2013. http://www.viomundo.com.br/politica/david-e-secco-sabera-o-pt-identificar-e-aproveitar-a-janela-hist… (5) […]

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IGNACIO RAMONET / Brasil, fútbol y protestas | CONTRAINJERENCIA

02/06/2014 - 14h00

[…] “Saberá o PT identificar e aproveitar a janela histórica?”, Viomundo, 26 de junio de 2013. http://www.viomundo.com.br/politica/david-e-secco-sabera-o-pt-identificar-e-aproveitar-a-janela-hist… (5) […]

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Vladimir Safatle: Não dá mais para esconder Jirau no meio da floresta - Viomundo - O que você não vê na mídia

16/07/2013 - 12h56

[…] David e Secco: Saberá o PT identificar e aproveitar a janela histórica? Fascistas que o discurso de direita disfarçado despejou nas ruas […]

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Messias Franca de Macedo

27/06/2013 - 10h44

… É tarefa do ideário autêntico da campo da esquerda promover “a constante revolução dentro da revolução”(!), o que implica dizer envidar todos os legítimos esforços no sentido de não permitir retrocessos, e os inevitáveis “cortes” [perniciosos] na história da humanidade e do processo civilizatório…

A presidente Dilma Rousseff e o prefeito Fernando Haddad, além de competentes, são confiáveis. Ambos não foram eleitos empunhando a bandeira da revolução anti-capitalista! De modo análogo ao presidente Lula, consideradas as peculiaridades, a presidente Dilma e o atual prefeito da cidade de São Paulo protagonizam um fenômeno paralelo à referida “revolução dentro da revolução”! “A revolução dentro da revolução” é missão dos militantes, sobretudo, não engajados na máquina oficial nem tampouco partidária! As agendas da presidente Dilma e do prefeito Haddad necessariamente contemplam múltiplas variáveis, muitas pautas conflitantes e complexas. Ambos têm a tarefa institucional de governar para todos e todas!…
… Decerto, Dilma e Haddad torcem para que façamos a nossa parte, que não significa exercer a ‘subujice’ e a submissão – nem tampouco o alinhamento [pseudo-]estratégico – ainda que tácito – com as forças nefastas do conservadorismo e do atraso!…

… Ah! E continuemos pintados para a guerra! Mesmo porque a luta contra o fascismo é interminável!

Hasta la Victoria Siempre!

Respeitosas saudações democráticas, progressistas, civilizatórias, nacionalistas, antigolpistas e antifascistas,

BRASIL (QUASE-)NAÇÃO [depende de nós enquanto ações e reações!]
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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Francisco

27/06/2013 - 02h27

Preciso.

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Ronald

26/06/2013 - 23h29

Para aproveitar a janela é preciso estar à altura dela e muitos no PT se apequenaram. Estão em casa, guardados por seguranças, contando o vil metal. Não podem mais colocar a cara nas ruas. Uns ainda publicam suas ideias em blogs, outros nem isso. É patético ler comentários desesperados de “militantes” pedindo para este ou aquele “líder” vir a público, falar, explicar, esclarecer.

Mas, esclarecer o quê? Que Dilúvio bebeu nas Mina$? Que o filho ficou milionário, que outro fez consultorias milionárias dado a experiência na máquina pública para servir ao mercado? É língua corrente que basta ter poder para se conhecer o real caráter das pessoas.

A radicalidade da luta carece de homens e mulheres livres, de mãos limpas e consciência do que seja verdadeiramente servir ao público. Quem tem rabo preso não irá às ruas, não suportará o debate.

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    augusto2

    27/06/2013 - 10h28

    ao ronald respondo que é claro, clarissimo que ha coisas, planos e objetivos a esclarecer. NAO o fizeram porque a o partido se acomoda e sobretudo tem medo da midia presstitute. É feito de homens e eles sao fracos-compete a nós empurra-los ou expulsa-los da cena.
    e o “filho” que enriqueceu e NAO pode esclarecer nada é exatamente a
    Veronica serra, capisce?
    Nao se esgota nela,ronald, obvio. Voce SOME (de somar) ai o Paulo cardoso e a Andrea descabaleante. E aqui, amigo, aumente antes em muuito a capacidade da maquina de somar – senao vai dar overoverflow.

Marcos Sousa

26/06/2013 - 23h27

Depois da aprovação na Câmara dos royalties para a educação e para a saúde, vamos trabalhar para acabar com as férias de 55 dias dos parlamentares e de 60 dias para os juízes e para os membros dos Ministério Público. As férias devem ser de 30 dias como qualquer servidor ou trabalhador brasileiro.

Vê também: http://mticianosousa.blogspot.com.br/2013/06/salto-adiante-do-pais.html

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Messias Franca de Macedo

26/06/2013 - 21h45

HADDAD SACODE A POEIRA E CONVOCA A CIDADANIA PARA DEMOCRATIZAR A GESTÃO DA CIDADE.

“O momento exige a participação da sociedade. Vou instalar o Conselho de Transporte Público, com a participação dos usuários, dos movimentos sociais, do Ministério Público, junto com os empresários e o governo, para abrir as planilhas para que as pessoas tenham consciência dos custos”, disse o prefeito Fernando Haddad, esta manhã, depois de suspender megalicitação de linhas de ônibus. O sinal emitido pelo prefeito é auspicioso se significar o primeiro passo de uma ampla oxigenação democrática das instâncias de planejamento e decisão da cidade. A presidenta Dilma deu o exemplo na 2ª feira. Rompeu o cerco conservador com a decisão de promover um aggiornamento da democracia brasileira, em sintonia com os anseios sinceros da rua por mais participação e menor influencia do dinheiro grosso no sistema político. O plebiscito por ela sugerido, com ou sem Constituinte,transfere à soberania popular o comando das mudanças do ciclo que se inicia. Cumpre às administrações locais avançarem nessa direção criando contrapartidas de ampliação da democracia ali onde se define a vida cotidiana, na gestão das cidades. A sorte de prefeitos e gestões progressistas depende desse desassombro. Trata-se de abrir canais de escuta forte da cidadania. Não canais ornamentais, mas instrumentos relevantes e críveis de poder sobre o orçamento. O PT tem experiências a resgatar; a disseminação da tecnologia permite, hoje, mais que ontem, submeter a gestão da cidade à soberania dos cidadãos. A Presidenta Dilma respondeu com perspicácia histórica ao clamor das ruas. Disparou na direção certa. A questão que aglutina a fragmentação das bandeiras desordenadas do nosso tempo é o poder. Todo o processo de globalização e financeirização apoia-se na captura da soberania popular pelo dinheiro grosso. Governos se emasculam. O voto se desmoraliza. Os partidos se descarnam. A existência se acinzenta. A lógica do negócio imobiliário se apodera das cidades. A mídia conservadora é a torre de vigia desse sequestro, que esfarela o poder da sociedade sobre ela mesma. O prefeito Haddad saiu da defensiva ao afrontar essa lógica em SP. Se for o preâmbulo de uma diretriz geral, pode significar um marco refundador de sua administração, após o desgaste tarifário. (Leia: Amir Khair e a caixa preta das tarifas e ‘O mais urgente’ e ‘Mais democracia’)

(Carta Maior;4ª feira,26/06/2013)

em http://www.cartamaior.com.br/templates/index.cfm

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Marco

26/06/2013 - 21h25

Sr. Antonio e Lincoln. Gostei!Quero contudo arrazoar estar o PT,imbuído de uma ideologia,a que lhe deu origem,a ideologia pequeno-burguesa,resgatada em alguns sentidos,por pessoas como Dirceu,Lula,Dilma e alguns poucos mais.Isto os levou à velha vacilação característica dessa classe social,que diga-se,veio ao mundo pra sentir medo!Vou dar-lhes alguns exemplos:Por ocasião da CPI contra Zé Dirceu,presenciei,após o caguete Jeferson,ter inventado aquele golpe,o hoje ministro Mercadante,chorando copiosamente,na frente da direita e outras pessoas,fazendo aquilo que a direita quer de nós,nossa sensibilidade.Não sabem as pessoas,poe ele representadas naquela ocasião,que não se chora na frente de inimigos.Após,cassaram o mandato do Dirceu,e continuaram a crucifica-lo,quando na intervenção na Direção Nacional do PT.Lembram?Enfim,poderia dar-lhes muitos exemplos contudo estes dois fatos,revelam entre outras coisas,a fragilidade ideológica dos componentes do PT.Contudo,eu que sou eleitor do Lula e da Dilma,e não sou militante do PT,julgo conveniente arrazoar,que não é somente o PT que tem responsabilidades,e sim todos os partidos da coalizão.Por isto,acho conveniente aos críticos,que com razão fazem suas análises,porquanto,suponho eu,estão preocupados com o Brasil,´por acharem-no no caminho certo,estenderem estas análises,à conjuntura.Um abraço…

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    Marco

    26/06/2013 - 21h55

    Quero agregar ao comentário que fiz,posto te-lo feito já à outro comentario postado neste blog.O seguinte,já que as redes sociais,conseguem aglutinar tantas pessoas,os governos poderão usar tal ferramenta,para dialogar com a sociedade através das redes sociais,prestando-lhes conta e convocando-os para participarem de tarefas de administração além das já conhecidas audiências públicas que ocorrem e que não tem uma participação de vulto.As iniciativas do PT,em passado recente,o Orçamento Participativo,já ultrapassado pelas dificuldades inerentes,poderão ensejar experiências correlatas,atraves das redes sociais.Se algum ensinamento se tirar,das manifestações ora em curso,me parece importante usar-se as mesmas ferramentas para tanto.Possívelmente,até com economia aos cofres públicos,em propagandas veiculadas pela ¨Grande Imprensa ¨que abocanha verbas públicas e ao mesmo tempo,faz somente criticas aos governos.Poder-se-ia,com isto,democratizar e quem sabe contribuir com a tão esperada Ley dos Medyos.

Fabio Passos

26/06/2013 - 20h18

O governo tem o dever de avançar nas políticas de esquerda.

Radicalizar a democracia e promover maciça transferência de renda.

Imposto pesado na renda e no patrimônio da “elite” branca!
E garantir que o dinheiro retirado dos ricos seja investido na educação e saúde da maioria pobre…

Já passou da hora de implodir a casa-grande.
Botar fim na vida mansa destes grãnfinos vagabundos e larápios… e devolver a riqueza roubada para os trabalhadores que a produziram.

O PiG, máquina de propaganda da “elite” branca, vai zurrar e guinchar por um golpe… mas derrubar o Apartheid Social é dever de um governo legítimo.

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Alipio Freire: Fortalecer a presidenta Dilma e aprofundar a democracia - Viomundo - O que você não vê na mídia

26/06/2013 - 20h04

[…] David e Secco: Saberá o PT identificar e aproveitar a janela histórica? […]

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Paulo

26/06/2013 - 17h39

Só falta dizer o que é “radicalizar”, embora, muita gente já saiba e outras tantas estão descobrindo!

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kalifa

26/06/2013 - 17h22

Eu vou exibir no peito a foice e o martelo, é minha arma de luta!

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tereza

26/06/2013 - 16h12

Acreditar no pt voltando às suas origens é de uma ingenuidade….

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Aton Fon Filho: A direita sai de casa pela porta da esquerda - Viomundo - O que você não vê na mídia

26/06/2013 - 15h35

[…] David e Secco: Saberá o PT identificar e aproveitar a janela histórica?Emir Sader: Governo paga caro por não ter democratizado os meios de comunicação […]

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Theo

26/06/2013 - 15h34

Companheiros,
A análise de voces é muito boa só acrescentaria ainda o fatode que a Direita dispõe de poderosos recursos midiáticos a seu favor. Quanto a esquerda e o PT será que não é o momento de se retomar o trabalho de base a partir de núcleos de formação e politização?

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    Olavo Silva

    28/06/2013 - 00h43

    Preciso aqui afirmar que você esta errado amigo.

    O PT dispõe sim de poder midiático. Muitas vezes maior até do que a Direita, hoje reduzida a algumas prefeituras de relevância e a poucos nomes de respeito.

    Nunca se gastou tanto em propaganda pública, nem mesmo FHC o fez.

    De fato, a crise vivida hoje não é uma crise de propaganda, é uma crise de governabilidade, boa parcela da sociedade não mais se sente representada, e é isto que o PT precisa combater.

    Se o PT não representa mais a sociedade, ou precisa passar a faze-lo, ou deixar que quem o faça continue o trabalho.

    E para isto amigo, não tem propaganda que resolva.

eduardo souto jorge

26/06/2013 - 15h09

BINGO!

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Urbano

26/06/2013 - 15h05

Eis aí o busílis… Principalmente se for com propriedade.

Responder

Marco

26/06/2013 - 14h38

Vou tentar comentar porém,acho que vão glosar de novo,como o de habito,utilizando os mesmos pretextos,que é um tipo de censura!Ah!Não vou faze-lo,estou perdendo o meu tempo em tentar acessar este blog,tão ocupado com coisas mais importantes!

Responder

Henrique Freitas

26/06/2013 - 13h24

Na minha opinião, apostar em radicalização é bobagem e tiro no pé. É JUSTAMENTE ISSO que a direita e a Globo querem.

Por que é tão difícil perceber isso? A Globo e a direita TEM INTERESSE em uma “venezuelização” do Brasil, com radicalização política nas ruas. Por que? Ora, porque a estabilidade econômica e social do Brasil durante as gestões de Lula e Dilma são algo IRRITANTE para a Globo e a direita.

A Globo e a direita querem um país polarizado, radicalizado, onde os extremismos comecem a florescer. Pra quê? Ora essa, pra prejudicar a ECONOMIA do país!

Radicalização e polarização vão levar a fuga de capitais do país, vão levar a paralisação do investimento privado, vão levar a queda no consumo.

Pra quê melhor, na visão da Globo e da direita?

Polarização e radicalização vão levar a aumento do desemprego e subida galopante do dólar. E é ESSE o cenário que a Globo e a direita esperam ver em 2014! É esse cenário que é favorável à direita nas eleições de 2014!

A hora é de manter a cabeça fria e no lugar, sem cair na PROVOCAÇÃO da direita e da Globo.

O momento é de anunciar mais investimentos em Saúde e Educação, e dar VISIBILIDADE a isso. Mostrar aquilo que o governo está fazendo, de forma ostensiva e clara.

É preciso também intensificar a divulgação de tudo aquilo que o governo JÁ FEZ, de mostrar com mais clareza para o povo como o Brasil melhorou nos últimos 10 anos. Mas tem que fazer isso de forma OSTENSIVA, para que as pessoas PRESTEM ATENÇÃO. E tem que fazer de forma que AS PESSOAS ENTENDAM, que as pessoas associem ao seu dia-a-dia. As pessoas precisam passar a entender que a melhora que tiveram em suas vidas, com melhores empregos, melhores salários, com o florescimento da economia popular, dos pequenos negócios de bairro, É MÉRITO DO GOVERNO FEDERAL DE LULA E DILMA!

Pode parecer óbvio para nós, mas o fato é que, na cabeça de muito trabalhador, principalmente do setor terciário (comércio, serviços), o fato de hoje ele conseguir emprego com maior facilidade, e com melhores salários, e ter mais acesso ao crédito com juros mais baixos, NÃO TEM NADA A VER COM O GOVERNO!

SIM, acreditem! É a mais pura verdade! Para nós, pode parecer tão óbvio… Mas pra ele não é!! E se o governo e seus aliados não EXPLICAREM isso de forma didática ao trabalhador, ele vai continuar achando que essas melhorias “caíram do céu”, e não vai perceber que foram fruto do trabalho de um governo comprometido com o país e com o desenvolvimento.

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    eduardo

    26/06/2013 - 21h07

    Então amigo, acho que há um pouco de ingenuidade na sua opinião. Minha avó, com 81 anos de idade e analfabeta, super humilde, sabe que a melhoria geral e aumento de empregos se deu em razão dos governos do PT. Você subestima o trabalhador.

    FrancoAtirador

    27/06/2013 - 19h49

    .
    .
    Não adote a exceção como regra.

    O Henrique Freitas está certo.

    A maioria dos trabalhadores é despolitizada

    e pensa mesmo que a condição de vida cai do céu,

    que não tem nada a ver com ‘êssis pulíticus’.
    .
    .

    Valmont

    27/06/2013 - 04h22

    Concordo plenamente, Henrique.

    Se as organizações de esquerda (sindicatos, etc.) forem para as ruas entrar em confronto direto com os provocadores da direita, realizarão o propósito de todo esse movimento: uma conflagração de consequências muito previsíveis sobre a economia e a derrocada inexorável de um governo que tinha quase garantida a sua continuidade nas eleições de 2014.

    Dilma tem acertado na administração da crise até agora. Tem dado boas respostas, embora haja uma lacuna, um silêncio lamentável, na comunicação. Ela terá que lançar mão da cadeia de rádio e TV, para se comunicar diretamente com o povo, além de um bom esquema nas redes sociais. Como tem afirmado o Prof. Emir Sader, o governo está pagando caro pela má condução da comunicação, setor em que imperam os crocodilos da globo (inside job).

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