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Brizola Neto nega falta de ousadia do governo, se vê como mediador de greve e descarta reforma da CLT

publicado em 30 de julho de 2012 às 23:18

por Luiz Carlos Azenha

Em entrevista a um grupo de blogueiros, em São Paulo, o ministro do Trabalho Brizola Neto negou que o governo estude uma reforma da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), disse que pretende recuperar o protagonismo na mediação entre o Ministério do Planejamento e servidores públicos grevistas e aventou a possibilidade de punir com o aumento da alíquota do PIS, o Programa de Integração Social, empresas que promovam rotatividade de mão-de-obra acima da média.

O encontro aconteceu no dia em que o ministro foi retratado, em coluna publicada na Folha de S. Paulo, de autoria do historiador Marco Antonio Villa, como “adepto radical de Paul Lafargue, o autor do clássico O Direito à Preguiça“. Villa analisou a agenda oficial de Brizola Neto e concluiu que ele trabalha pouco. “Será que a presidente não tem conhecimento do absenteísmo do ministro? Com tanta greve, o que ele fez?”, pergunta o historiador.

“Não se gasta chumbo grosso em chimango”, brincou Brizola Neto, repetindo um tradicional ditado gaúcho. Assessores disseram que o articulista aparentemente se baseou na agenda oficial publicada na internet e que ela não inclui todas as atividades do ministro.

Brizola Neto afirmou que antes de assumir o cargo houve longo período de interinidade no comando do Ministério e que agora dedica boa parte de seu tempo ao que classificou de “diálogo social”:

Brizolaresponde

As perguntas iniciais da entrevista se concentraram em dois temas: a greve do funcionalismo, que paralisa universidades em todo o país, e o Decreto 7.777, que prevê a substituição dos grevistas dos órgãos federais por trabalhadores das redes públicas estaduais e municipais.

Altamiro Borges, um dos blogueiros presentes à entrevista, é autor de um texto que classificou o decreto da presidente Dilma Rousseff como perigoso e inconstitucional.

O ministro informou que, em função do longo período de interinidade que precedeu sua indicação, houve “um esvaziamento político e administrativo do Ministério do Trabalho”. Brizola Neto disse que entende como seu papel o de fazer a mediação entre o Ministério do Planejamento e os servidores em greve. Lembrou a conjuntura econômica internacional desfavorável, considerou um avanço a mais recente proposta do governo e indicou que aposta na negociação — embora a presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES), Marinalva Oliveira, tenha dito ao Viomundo que ainda não enxerga uma saída para a greve.

Sobre o decreto, disse que não o vê como ameaça ao direito de greve do funcionalismo público, que é garantido pela Constituição mas nunca foi regulamentado. O ministro alega que o governo federal é responsável por garantir serviços essenciais à população.

Apesar de mencionar a conjuntura econômica complicada mais de uma vez quando tratou de reivindicações trabalhistas, Brizola Neto negou que a crise atual tenha tido impacto semelhante à de 2008 no mercado de trabalho. Lembrou que no primeiro semestre de 2009 foram criados 397 mil empregos com carteira assinada no Brasil, enquanto no primeiro semestre deste ano foram criados 1.050.000.

Lamentou, no entanto, a alta taxa de rotatividade de alguns setores — na construção civil, por exemplo, é de 93%, ou seja, apenas 7% dos trabalhadores completam um ano no mesmo emprego. Disse que o investimento em seguro desemprego em 2012 deverá ser de R$ 28 bilhões.

Brizola Neto disse que o número de funcionários do banco HSBC em Curitiba é parecido com o de empregados do mesmo banco na Argentina, cerca de 8 mil. Enquanto na Argentina houve 8 demissões em 2011, em Curitiba foram 800. Ele atribuiu o fenômeno a manobras contábeis.

Por isso, o governo considera aumentar a alíquota do PIS, o Programa de Integração Social, de empresas que demitam acima da média em seus setores da economia.

O ministro do Trabalho discordou das avaliações de que o modelo de crescimento econômico baseado no consumo se esgotou. Lembrou que muitos brasileiros ainda consomem pouco e que o salário médio de admissão do brasileiro continua crescendo. Era de R$ 711,51 em 2003; subiu para R$ 876,29 em 2009 e atingiu R$ 1.002,64 em 2012, segundo dados do próprio ministério.

Brizola Neto negou que o governo estude uma reforma da Consolidação das Leis do Trabalho ou que pretenda retirar os trabalhadores rurais da CLT.  “O caminho [do crescimento] não é pelo sacrifício de direitos e garantias”, afirmou, dizendo que o Brasil não seguirá o mesmo receituário de países europeus diante da crise.

No trecho em que defendeu a CLT, lembrou a História da legislação e fez um paralelo com um discurso de Getúlio Vargas diante de uma plateia de endinheirados. Mas também afirmou: “Temos de entender que existem aspectos que podem ser modernizados”.

Ouçam:

direitos 1 1

O ministro admitiu que existe um conflito entre a Lei da Agricultura Familiar e a CLT, que tem o potencial de afetar os assalariados do campo.

Explicou que é preciso distinguir claramente entre o que é produção familiar e o que é uma empresa de produção agrícola:

agriculturafamiliar

No trecho final da entrevista, Brizola Neto disse que já fez mudanças na remuneração dos programas de capacitação de mão-de-obra tocados pelo Ministério. Disse que o preço da hora-aula pago anteriormente, de cerca de R$ 4,50, não atraia empresas qualificadas. Agora, o valor praticamente dobrou. O próximo passo será um trabalho conjunto com o Sistema S (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, Serviço Social do Comércio, Serviço Social da Indústria, entre outros) para formação de mão-de-obra qualificada visando especialmente os empregos nas indústrias naval e do petróleo.

Ele confirmou que o Brasil continua importando trabalhadores para vagas que pagam bem, como as de soldador da indústria naval, mas negou a sugestão de que o Brasil cria muitos empregos de baixa remuneração.

Entrevistadores quiseram saber de Brizola Neto se ele não achava o governo Dilma pouco ousado, já que continua perseguindo metas de superávit primário em plena crise e acumula imensas reservas que acabam custando caro ao Tesouro, para formar o que um deles classificou como “reserva de banqueiro”.

“Mais [ousadia] do que ir para uma rede nacional enfrentar os bancos, dizer que se o cavalo não beber água vai morrer de sede?”, respondeu o ministro.

Aqui, o trecho final:

reserva de banqueiro

Da entrevista participaram Paulo Salvador, da Rede Brasil Atual; Wagner Nabuco, da Caros Amigos; Altamiro Borges, do blog do Miro; Eduardo Guimarães do blog da Cidadania e Igor Felippe, do site do MST.

PS do Viomundo: É óbvio que perguntamos ao ministro sobre a greve dos camioneiros, descrita como locaute pela CUT. Brizola Neto não se referiu ao movimento nos mesmos termos, mas disse estranhar que motoristas de caminhão estejam revoltados contra legislação que os beneficia.

 

43 Comentários para “Brizola Neto nega falta de ousadia do governo, se vê como mediador de greve e descarta reforma da CLT”

  1. [...] Brizola Neto nega falta de ousadia do governo, se vê como mediador de greve e descarta reforma da C… [...]

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  3. [...] Brizola Neto nega falta de ousadia do governo, se vê como mediador de greve e descarta reforma da C… [...]

  4. qua, 01/08/2012 - 23:01
    Wagner

    Putz, o Decreto anti-greve não é inconstitucional?????????

    Esse cara é neto do Brizola mesmo???

  5. qua, 01/08/2012 - 17:55
    Luis

    Meus caros,

    deixem de besteira. Essa de tentar manipular a opinião dividindo entre o bem e o mal é velha politicagem. Já vi me falarem: criticar FHC é coisa de baderneiro, petista, comunista, só quer o caos, é ser contra o brasil… Agora, muitos dos criticavam o FHC fazem a mesma politicagem, tentar se impor pelo medo: “criticar o PT/Lulamaluf/Dilmalaca é marionete do psdb, radical do psol/pstu, é elitista, nao gosta de pobre…”.
    deixem de besteira, Dilmalaca agrediu como niguém os direitos dos trabalhadores, continua se rebaixando a banqueiros, quis acabar com todas as conquistas feministas com o esttatuto do nascituro, desmontou o atendimento aos dependentes químicos, privilegiando mamatas de comunidades terapêuticas ligadas a certos tipos de religiosos, crimimaliza movimentos sociais.
    deixem de ser bestas e nao percam tempo defendendo o indefensável. Dilmalaca é o Serra de saias!! Fora Dilma!!!

  6. qua, 01/08/2012 - 16:30
    Betinho

    A questão salarial no ensino, em todos os níveis, somente será resolvido quando puderem receber o que VALEM. Para tanto somente um concurso interno para avaliar e classificar os professores, e ai sim, pagamento diferenciado de acordo com a capacidade mostrada no concurso. Sendo os professores de EXCELÊNCIA regia e diferencialmente pagos, serão atraídos outros EXCELENTES MESTRES, podendo-se então ir cortando na base da pirâmide, os professores mal qualificados sendo dispensados, mesmo que por aposentadoria compulsória.
    Não vejo justiça em remunerar igualitariamente quem é profissionalmente diferente.
    Isso deveria ser uma das pautas da greve. O risco, claro, é ter somente uns 10% de professores aderindo, os que se garantem num concurso interno.

    • qua, 01/08/2012 - 19:09
      Sr. Indignado

      De certa forma, concurso interno já existe. Para mestrado, para doutorado, para os projetos de pesquisa, para a participação em eventos… é concurso interno todo mês.

    • qua, 01/08/2012 - 20:24
      O_Brasileiro

      Quem vai compor as bancas?
      Quem vai bancar as bancas?
      Quais serão os critérios? Só pesquisa, ou também será valorizado o ensino?
      E se os “excelentes” forem poucos e ficarem só pesquisando? Quem vai dar AULA?

      • qua, 01/08/2012 - 21:28
        Betinho

        Sobre fazer mestrado e doutorado, só devia ser permetido até 15 anos antes da aposentadoria ou o compromisso de continuar por no mínimo 15 anos na ativa.
        Tenho visto muitos fazerem mestrado e doutorado, a seguir se aposentarem e irem lecionar em faculdades particulares. Tem muito mais coisa errada do que simplesmente o salário.
        Eu não tenho as respostas, não sou do ramo. Mas uma coisa é certa, com corporativismo não haverá solução.

  7. qua, 01/08/2012 - 16:18
    rodrigo

    Desculpem a galhofa, mas alguém fala pro Brizola ler mais a respeito do Haymarket Square…

  8. qua, 01/08/2012 - 15:57
    Urbano

    No Ministério, ao que me consta, o melhor em mediação foi o João Goulart; a ponto de ser ovacionado pelos trabalhadores e respeitado por boa parte do empresariado. A sanha contra ele era mais por parte da oposição ao Brasil, incluindo-se aí os trevosos e o pig, que era liderado pelo carlos la@erda.

  9. ter, 31/07/2012 - 20:57
    Herivelto Canales

    Brizola, na boa:
    Melhore sua dicção, seja mais firme nas afirmativas.
    Acorde, pois creio que esteja cheio de boas intenções.
    Apoio sua pessoa, mas seja mais incisivo.
    Desculpe por ser sincero, mas é para o seu bem.

  10. ter, 31/07/2012 - 19:28
    Cristina

    Péssima escolha da Nossa Presidente Dilma, em coloca o Brizola Neto como Ministro.

  11. ter, 31/07/2012 - 19:24
    Fabio Passos

    Brizola Neto e a Presidenta Dilma precisam encaminhar e defender no congresso a redução da jornada de trabalho para 40 Hrs semanais.

    É um absurdo que, após 10 anos de governo, o Partido dos Trabalhadores ainda não tenha realizado a partilha dos enormes ganhos de produtividade do trabalho realizado nos últimos 25 anos. O capital abocanha tudo!

    De qualquer forma, a maneira que o governo trata a greve nas Universidades mostra que a opção por favorecer o capital vadio ainda é prioridade…

  12. [...] Blogueiros apertam ministro: mas, e o superávit primário? [...]

  13. ter, 31/07/2012 - 17:18
    Leonardo Meireles Câmara

    Brizola, meu querido, vamos falar com sinceridade. Você entrou na maior canoa furada. Essa senhora não tem sentimento democrático suficiente para ser PRESIDENTE da república. A sua arrogância e inabilidade social me fazem recordar do general Figueiredo.

    Esta já é a maior greve de professores da rede federal de todos os tempos. E vai ser radicalizada. As eleições deste ano já foram, as de 2014 estão por um fio…

    A relação entre nós professores e esta coalizão governista se esgarçou até o ponto da ruptura. Fica claro o estelionato eleitoral, já não há mais reconciliação. Vamos passar anos até recuperar o calendário. Culpa dessa lunática que se assenta na cadeira da presidência.

    O governo no qual você labuta, meu caro, presta serviço aos bancos. Ou vocês da base aliada trazem essa maluca à realidade, ou vão todos para o buraco junto com ela. Toda a sociedade já entendeu o nosso discurso. Queremos investimento sério em educação e não biscoitos caninos.

    Afinal, você pertence a uma coalizão que representa o trabalho ou os banqueiros? Baixem já a selic a níveis civilizados que o dinheiro para investimento aparece.

    • ter, 31/07/2012 - 20:52
      Herivelto Canales

      Olha, meu caro.
      Não sei qual a sua posição social, mas discordo e vou lutar discordando de tudo que disse.
      Não porque eu não concorde com suas observações em todos os aspectos.
      Tenho ciência de que tudo que diz é pertinente.
      Também acredito que os professores (não só os federais, mas estaduais também) poderiam ter um plano de carreira digno, vantajoso e atraente.
      Concordo de cabo a rabo.
      Mas diga-me uma coisa: desde quando isso ocorre?
      Desde o início do Governo Lula?
      Você crê realmente que a prioridade é a educação, quando um povo está passando fome? Você acredita mesmo que um governo sério que pegou um país em frangalhos, com uma taxa de desemprego altíssima, desde o DESCOBRIMENTO até o governo do Fernandinho, iria realmente investir em educação?
      A complexidade exigia pôr comida na boca de milhões de esfomeados e dar-lhes trabalho.
      Faça-me o favor.
      Venha até aqui na favela onde moro; venha conhecer o meu barraco (a uma altura de 70 metros e a dez metros do precipício) e diga isto na minha frente e na frente de nossa comunidade.
      Não vai apanhar não, meu querido: só vai ouvir um monte.
      MAIS DO QUE ESTOU TE ESCREVENDO.
      Nós, principalmente que não temos privilégios, não nos alimentamos com propagandas.
      E tudo que foi vivido até o governo do Fernandinho não passou de uma farsa.
      Nossa história – até então – estava sendo e foi escrita pela Veja, Globo, Estadão, Folha; enfim: pela velha mídia que adora transformar tudo em intrigas e futricas.
      A história do Brasil começou a ser escrita de verdade agora, pois agora temos alguém do nosso lado; os blogueiros “sujos”, em contrapartida para esta mídia ridícula.
      Hoje sinto me informado de verdade.
      Descobri – através dos meus amigos blogueiros – as farsas amadoras montadas para manipular a opinião pública.
      Neles eu confio, pois não sou idiota. São mais competentes.
      Fui enganado até o dia e que li o editorial “UM MAL A EVITAR”, acusando o Presidente da República Lula de quadrilheiro e defendendo explicitamente José Serra . Se ferraram.
      A história do Brasil não passa de um monte de mentiras.
      Uma atrás da outra: descobrimento; Tiradentes; seqüestro de Abílio Diniz; bolinha de papel… Enganaram e continuam enganando nossos antepassados recentes, a mim e a meus filhos.
      Por consideração final, digo-lhe que agora sim este país está para dar um salto de qualidade na educação.
      Não com uma greve política, mas sim com a colaboração destes grevistas que ganham de R$ 2.000, (dois mil reais) até R$ 8.000, (oito mil reais). Tudo por causa do aumento (?) e do “planinho” de carreira deles.
      Como venho comentando: se juntarmos todos os professores, te garanto que 70% não merecem ganhar um salário mínimo.
      Talvez dois, por suportar – muitas vezes – alunos que não amadurecem nunca.
      Faço Faculdade pelo Prouni (integral, graças ao governo Lula) e sempre estive tentando terminar meu curso superior; não pelo fato de assegurar meu futuro apenas, mas pelo gosto em estudar.
      A incompetência do professorado, tanto nas faculdades públicas quanto nas privadas é assustadora, meu caro.
      Este governo merece apoio popular e não uma greve.
      Esta greve é um golpe político, pois os oposicionistas estão morrendo de medo de Haddad em São Paulo, só por isso.
      Foram mexer justo onde?
      Na educação.
      Ta na cara que é política..
      Este país só teve RATAZANAS na administração.
      Lula é um herói para a maioria do povo.
      Este PT que eles nunca quiseram estava no poder.
      Então, qual a estratégia?
      Forjar notícias, criar um facto(ide).
      Haddad é a personificação da educação no país com o Enem.
      Por isso prepare-se por que a mídia vai bater forte com ele.
      Eu ajudei e vou continuar ajudando este governo até que se complete um ciclo de 20 a 25 anos. Já se passaram 12 e posso dizer que estão com créditos e bônus comigo.
      O PT está dando um show de competência, diante das desgraças que estavam por ocorrer, caso José Serra viesse a ser o Presidente deste país.
      O PSDB pensou que o Brasil fosse trouxa como o Estado de São Paulo que, infelizmente, ainda está sob seu cabresto.
      Um país com um povo tão lindo e um mau caráter como José Serra, não iam combinar.
      O PSDB dá incentivo à demolição de casas de pobres para construir empreendimemtos.
      Vamos estudar e almoçar ou almoçar e estudar?
      O que faria com seu filho?

      • ter, 31/07/2012 - 23:42
        Herivelto Canales

        Retificando: Passaram-se 9 anos de governo.

      • qua, 01/08/2012 - 10:10
        Leonardo Meireles Câmara

        Se a tua perspectiva fosse maior do que a tua miopia você alcançaria o que vê a maioria aqui. Isso que fez este governo é esmola. Não faz mais para poder alimentar grandes interesses. Veja como estão distribuídos os recursos públicos e verá que é vítima de engodo.

        Aliás, você pensa que é o único que conhece pobreza, ou miséria? Entro em favela a hora que quiser. Sou da Baixada Fluminense, já frequentei Madureira, Casacadura, Rocinha, Maré, Providência, Pavuna, Rio das Pedras, etc. Andei muito de trem lotado de “peão”, pra poder estudar.

        Deixa de ser ingênuo rapaz. Olhe as contas e veja quanto de dinheiro jogado fora na mão de rentistas, enquanto gente decente morre nas filas do SUS, ou por falta de segurança, ou por falta de estradas.

        E isso ocorre todos os dias por conta de um governo aquém das expectativas. Não vou passar o resto da minha vida imaginando que FHC é padrão para o que quer que seja. Acorda alienado.

    • ter, 31/07/2012 - 20:54
      Herivelto Canales

      Sobre a Selic, meu caro: pelo jeito não tem visto jornais nos últimos 12 anos.

    • ter, 31/07/2012 - 23:37
      Martha

      O Sr. Leo é um dos comentaristas mais inflamados!!!! Ruim para ele, quando perceber que está sendo apenas um instrumento de manipulação anti-Haddad… pena dele.

      • qua, 01/08/2012 - 10:14
        Leonardo Meireles Câmara

        A educação faz isto, prezada Martha, trás a percepção da vanguarda. Agora faça esse discurso tranquilizador lá na fila do SUS. Não sou partidário, sou cidadão e exijo meus direitos. Quanto tempo precisa pro PT baixar a SELIC, hein? Uns 80 anos, talvez? E só mais uma coisinha: Leo é pros íntimos, meu nome é Leonardo, valeu?!

  14. ter, 31/07/2012 - 10:41
    O_Brasileiro

    Sem aumento de RENDA do trabalhador, não há aumento do consumo. Sem aumento do consumo, não há crescimento… e nem aumento de ARRECADAÇÃO! Afinal de contas, “é dando que se recebe”!
    O projeto de arrocho salarial-austeridade do governo Dilma é um “tiro no pé”!
    Ou o governo arrisca, como o Lula arriscou em 2008, ou o país para…
    Se duvidar, os EUA vão crescer mais do que o Brasil em 2012.

  15. ter, 31/07/2012 - 10:28
    Gerson Carneiro

    Começou a cerimônia de ingresso da Venezuela no Mercosul. Evento presidido pela Presidenta Dilma em Brasília.

  16. ter, 31/07/2012 - 10:03
    Leonardo

    Pessoal, o IG está fazendo uma votação na pagina principal para ver quem é o pior prefeito que São Paulo já teve, o Zé Cerra está lá, VOTEM…

  17. ter, 31/07/2012 - 8:36
    flavio

    este Marco Antonio Villa é aquele cachorrinho amestrado dos Tucanos?????

  18. ter, 31/07/2012 - 6:20
    laura

    Acontece que este governo NÃO é trabalhista. A posição do Governo Dilma na greve dos docentes das Universidades Federais e dos servidores é ridícula.Votei em Dilma.NÃO votei em um governo do Gerdau . Não votei em exonerações mil a capitalistas. Não votei em um governo que defende uma universidade produtivista. Não votei em um escolão. (que 50 % de alunos vindos do ensino médio público infelizmente- só agravará. É preciso dizer). Não votei em 15 bilhões para dívidas de universidades privadas e descontos de dívidas de 40 a 50%; não votei em isenção de dívida jogadas no lombo de seus trabalhadores professores(O PROUNI É ISSO), SEM RENUMERAÇÃO ainda por cima.Isso é exploração dos trabalhadores. Não votei em um governo que não dialoga, que fz ameaças, que não investe mais na Universidade pública, diminuindo investimentos.
    Não escolhí estar na universidade pública como um escolão. Não mesmo. A vontade é ir embora. Não escolhí um salário que de tão baixo virou uma dívida impagável. Se pudesse ia embora MESMO.É isso aí. E digo, estou vendo muito doutor , principalmente no Nordeste, se mandando, havendo alguma condição.Além do mais, com o fim da aposentadoria, quero ver vir gente qualificada para as universidades do interior! Oh Brizola ve se melhora essa miséria a começar por dar melhores ofertas e OUVIR realmente nossas reivindicações e com PROPOSTAS CONCRETAS JÁ aos docentes e funcionários!

    • ter, 31/07/2012 - 8:26
      flavio

      è Laura………..por voce o Brasil continuava separado entre senzala e casa grande……..nada de prouni, nada de inclusão. Por favor, como voce é uma grande doutora, vá para os States!!!!

      • ter, 31/07/2012 - 9:27
        laura

        Caro, claro que queremos inclusão. Outra coisa é o que se apresenta.Não quero ir para os states. A discussão é um pouquinho mais complexa.

      • ter, 31/07/2012 - 11:25
        sergio

        flavio
        PROUNI sim, mas não para cobrir os rombos das arapucas (tb. conhecidas como “faculdades privadas”)

      • ter, 31/07/2012 - 13:58
        leprechaun

        inclusão, sim, mas não essa marketeira-eleitoreira como faz o psdb em sp, só constrói prédios, o pt faz exatamente a mesma coisa, constrói só a casca sem nada por dentro….ainda estamos no momento da QUANTIDADE, da expansão a qq custo, ninguém, nenhum partido político, sabe como fazer com QUANTIDADE,na educação e na saúde….vale recordar que em termos quantitativos a ditadura tb foi longe, plantou escola em todo canto, ao custo de destruir o pouco de qualidade que havia, ainda estamos seguindo a mesma cartilha. QUANTIDADE APENAS

    • ter, 31/07/2012 - 10:48
      Julio Silveira

      Professora, minha vontade foi de responder a seu critico, mas resolvi escrever a Sra, para lhe apoiar, lhe dizendo que não deves ficar chateada com ignorantes, e muitos deles com o poder perderam o senso critico. A pior coisa para quem chega ao poder, não me refiro ao dos politicos neste momento, mas principalmente daqueles que se solidarizam com eles, que se sentem instalados lá sem estar, que tiveram participação nisso. Esses podem sero os verdadeiros culpados, por que são vacas de presépio que curtem sem exigir. Em minha dubia (para alguns)opinião, estão perdidos entre o discurso e a ação factual. Dizem querer trazer o avanço cientifico para o país, querem fazer o migração inversa, trazendo de volta nossos cientistas instalados no exterior, sem custo, aparentemente por puro ideal, ou sentimento pátrio, sei lá. Vivem num mundo da fantasia, um mundo proprio , que nem nos países do qual nutrem admiração segue. Acho que são insanos, querem qualidade a baixo custo, sem se dar conta esses sem noção querem, por exemplo, a qualidade de um Azenha ao custo do sujeito da radio comunitária. Será que se levam a sério? Não vá para os States não. Não faça o que seu critico sugere, por ter doutorado e com isso facilidade de trabalho lá, por favor fique. Cobre caro por sua qualidade, afinal esse é o preço que teremos que pagar para construir qualidade no país. Senão os realistas idealistas ficarão eternamente frustrados tendo que comprar tecnologia do nosso principal adversário, nosso irmão caim do Norte. Tem gente que não vê. E a proposito o Brasil é de fato um dos países mais ricos do mundo, com uma das mais injustas distribuições de riqueza, lute para que os nossos inertes politicos façam seu trabalho de melhorar essa equação, talves tenha sido por que os bons professores de matematica tenham migrado para o exterior.
      Torço para que o Brizolinha consiga converter em resultado seu ideal, que acredito verdadeiro, me convenceu como blogueiro.

    • ter, 31/07/2012 - 22:04
      Herivelto Canales

      Sou ateu, mas se for por falta de um “vá com deus”…

    • qua, 01/08/2012 - 19:21
      Sr. Indignado

      Ir embora é a conversa diária dos professores e não é só pelo salário que é muito ruím, abaixo dos engenheiros recém formádos (dados do SENGE e do CONFEA). Também é pela falta de um projeto para a ciência e a pesquisa, coerente e discutido com a comunidade científica. Entendo, assim como a maioria dos professores, sua preocupação com o PROUNI e provavelmente com o REUNI. Para onde eles apontam? Muita gente acha que universidade é impressora de diploma, produtivistas, escolões, mas é muito mais do que isso e nós professores queremos discutir isso, e mostrar que o diploma é uma parte, que deveria ser um detalhe (essa é polêmica), na formação de nossos alunos.

  19. ter, 31/07/2012 - 3:35

    Eu me sentia um traíra da classe operária diante de colegas de faculdade. Todos exigiam da esquerda mais radicalismo. Eram os anos 80.

    Um dia, virei para o pessoal e disse (na época, eu disse a sério!): “Ok, amanha de manhã. Vamos nos encontrar para tratar de como juntar armas e munição, traçar uma estratégia e agir…”.

    Nunca mais vi esse pessoal, nem no dia seguinte, nem de manhã, nem de tarde, nem nunca. Sumiram. Hoje, devem ser professores universitários…

  20. ter, 31/07/2012 - 0:47
    Juca

    Esse brizolinha como Ministro é um péssimo blogueiro, fica claro que ele não tem noção o papel de um Ministro do Trabalho em um governo que se diz trabalhista.

    • ter, 31/07/2012 - 14:56
      Arlete

      Concordo com você, também estou decepcionada com a atuação dele. O problema de dos grandes teóricos,”empromados” em grandes discursos não sabem fazer o que chamamos na pedagogia de transposição didática, ou seja, tornar o teórico ação prática.
      É ministro, já que gosta de ditados/citações, enquanto o movimento se fortalece o senhor continua como disse, na “interinidade” e “diálogo social”.
      Se fosse avaliado de acordo com as metas que nos são impostas pelo sistema sua nota seria 1(um), para avaliar o tempo que gastou elaborando o seu PGDI (Plano de Gestão de Desempenho Individual)- (coisa do governo do PSDB/MG).

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