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Marinalva Oliveira: Não há perspectiva de fim da greve nas universidades


26/07/2012 - 11h05

por Luiz Carlos Azenha

A mais recente proposta do governo Dilma para acabar com a greve nas universidades federais deverá ser novamente rejeitada pela categoria, na avaliação de Marinalva Oliveira, a presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES).

Segundo ela, desde que as negociações foram iniciadas não houve mudança na essência do proposto pelo governo para contemplar as duas reivindicações consideradas chave pelos grevistas: mudanças na carreira dos professores e melhoria nas condições de trabalho. A greve, iniciada em 17 de maio, segue sem perspectiva de solução. Ela atinge a grande maioria das universidades e instituições de ensino federais e envolve os estudantes em pelo menos 40 delas.

A proposta mais recente, apresentada na última terça-feira, de acordo com Marinalva ainda implica em perdas salariais para parte significativa dos professores.

O governo também propôs remeter para um Grupo de Trabalho algumas questões referentes à carreira, mas o ANDES acha a ideia “problemática” porque compromissos assumidos anteriormente pelo mesmo caminho não teriam sido cumpridos, o que está na origem do movimento grevista.

Conheça aqui detalhes do que querem os professores.

Ontem à noite, algumas assembleias decidiram não aceitar a mais recente proposta do governo. A anterior tinha sido rejeitada de forma unânime por 58 assembleias. Nesta nova rodada de negociações, o prazo de consulta às bases dura até a próxima segunda-feira.

A presidente do ANDES lamentou as distorções que tem acontecido na cobertura de parte da mídia à greve. Quando da proposta inicial, por exemplo, a maneira como a notícia foi publicada dava a entender que o aumento seria de 45% para todos os professores e de forma imediata.  Na verdade, os 45% eram sobre o salário de julho de 2010, contemplavam apenas os professores titulares — que representam 5% da categoria — e ainda assim o aumento seria dado de forma escalonada, até 2015, sem considerar a inflação.

“Infelizmente tem uma parte da imprensa que só passa o que o governo fala”, disse Marinalva.

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121 comentários

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Servidores denunciam no STF decreto de Dilma como inconstitucional « Viomundo – O que você não vê na mídia

09 de agosto de 2012 às 22h19

[…] Marinalva Oliveira: Não há perspectiva de fim da greve nas universidades […]

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Herivelto Canales

03 de agosto de 2012 às 23h00

Quanto mais tentam desmoralizar este governo, mais ele fica forte.
O egoísmo dos professores é tão grande a ponto de tomarem uma decisão de uma categoria individualista, em detrimento de uma imensidão de pessoas querendo estudar.
Faculdades e universidades públicas foram feitas para filhos de ricos – que estudam em colégio particulares – utilizarem-se de equipamentos pagos por nós miseráveis que – em contrapartida e ironicamente – estudamos em escolas públicas estaduais, com nenhuma infraestrutura, professores altamente despreparados, substitutos, eventuais; além da merenda ser lavagem de porcos
Ainda temos que suportar o preconceito de classes nas particulares quando entramos pelo Prouni. Aí vem estes professores arrogantes e presunçosos que odeiam pobres (em sua maioria) e dizem que a demanda está alta e que nós, oriundos de escolas públicas, estamos despreparados.
Novidade isto não?
Nem por isto devemos ter nosso direito de estudar cassado.
Um comentarista aí disse para eu acessar páginas das melhores universidades para ver os professores que merecem ganhar mais de oito mil reais.
Foi até bom citar isto, pois nestas faculdades – pioneiras – é onde está a elite arrogante e presunçosa – sem generalização, claro – que usam nosso dinheiro para fazer pesquisas.
Temos gênios escondidos nas públicas. Eles precisam ter incentivos.
Mas na faculdade o que vocês fazem?
Priorizam o aluno que sabe tudo e discrimina os “despreparados”, como eu.
Esta greve é politicagem da pior espécie e se os professores estão sendo usados. Nível superior pra quê?

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    Cesar

    06 de agosto de 2012 às 19h52

    Tuas ideias são confusas e sua explanação é muito deficiente! Este é o resultado da (de)formação dada pelas faculdades particulares! Não consegues se comunicar porque és praticamente um analfabeto funcional!

Geralda

31 de julho de 2012 às 23h12

A nossa presidenta deu tanta ênfase à educação em sua campanha, hoje depois de eleita nada faz, como iremos chegar a um país desenvolvido se prioridade tem que ser educação? Pagaremos um preço muito alto por esse descaso. Educação e saúde não poderia chegar ao extremo para assim surgir greves. Os parlamentares não estão nem aí,são mesmos uns famigerados.

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Ricardo Mendes Jr

31 de julho de 2012 às 20h25

Caro José Marcos, na UFPR eu já vi muitos alunos fazerem abaixo-assinado contra professores que não trabalham, ou não tem qualidade – e o caminho é o coordenador de curso ou o colegiado. é claro que vai depender da ética destes. Concordo que, mesmo que as aulas sejam repostas, há prejuízos irreparáveis aos alunos. E justamente nesse caminho eu acho que a sociedade (pais, políticos, governantes locais/regionais) deveriam ser mais ativos, seja contra ou a favor da greve.
Sobre os demais comentários prefiro não comentar pois entraria no campo de comparações, que não levariam a nada.

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jose marcos

31 de julho de 2012 às 10h26

Os professores sempre repõem as aulas HAHAHAHA!!!!! MENTIRA, MENTIRA, tenho sobrinhos que nunca ficaram reprovados e levaram 6 anos para concluir um curso que seria feito em 5, em função de greves. Eu acredito em papai noel, ficam meses parados, recebem seus salários e depois dão umas aulinhas extras, passam 500 milhões de xerox, uma centena de trabalhos em grupo para os alunos se virarem e depois na maior cara de pau dizem que os dias foram repostos…quanto cinismo e hipocrisia.

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Brizola Neto « Viomundo – O que você não vê na mídia

30 de julho de 2012 às 23h18

[…] O ministro informou que, em função do longo período de interinidade que precedeu sua indicação, houve “um esvaziamento político e administrativo do Ministério do Trabalho”. Brizola Neto disse que entende como seu papel o de fazer a mediação entre o Ministério do Planejamento e os servidores em greve. Lembrou a conjuntura econômica internacional desfavorável, considerou um avanço a mais recente proposta do governo e indicou que aposta na negociação — embora a presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES), Marinalva Oliveira, tenha dito ao Viomundo que ainda não enxerga uma saída para a greve. […]

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STF não terá como agradar a gregos e troianos « Viomundo – O que você não vê na mídia

29 de julho de 2012 às 23h36

[…] Marinalva Oliveira: Não há perspectiva de fim da greve nas universidades […]

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Herivelto Canales

29 de julho de 2012 às 21h48

17/07/2012 18h16 – Atualizado em 18/07/2012 09h45
Mercadante diz que ‘não há margem’ para ir além na proposta a professor
Para ministro, ‘o governo tem priorizado enfrentar a crise’ financeira.
Ele disse que não tem resposta sobre antecipar reajuste, previsto para 2013.

25/07/2012 às 19h51
Sindicato recomenda que professores rejeitem proposta do governo
Por Luciano Máximo | Valor

27/07/2012 – 14:49
Universidades federais: Professores de 12 rejeitam proposta do governo

O que vocês – professores federais e estaduais pensam disto tudo e do governo Lula e Dilma é exatamente este pensamento:

18 de agosto de 2011 | 0h 00
Trecho da entrevista:

Segundo a ESPECIALISTA em ensino superior e professora da USP Elizabeth Balbachevsky

“Qualquer sistema de ensino precisa ter os dois tipos de instituição: a de MASSA, que dá uma formação profissional que atende ao mercado, e a ACADÊMICA, voltada para formar a ELITE INTELECTUAL”, explica.
… Ela considera que o acesso ao ensino superior público não deve ser massificado.
Disponível em: Extraído em: 29/07/2012 às 20h12m.

Tenho pena dos professores da rede pública de São Paulo.
Estes sim, apesar de ter sempre muitos incompetentes, e penarem com a despreocupação do governo paulista com seus alunos, merecem salários de 12 mil reais líquido.

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Herivelto Canales

29 de julho de 2012 às 21h40

As reivindicações destes sindicatos e dos professores não estão pautadas na infra-estrutura da faculdade e sim e somente pela reestruturação da categoria e aumento de salário, quer dizer: ESTÃO PREOCUPADINHOS com seus bolsinhos.
Há gênios por aí que mereça ganhar mais de 8.000 reais? Apareça por favor. E da categoria toda, qual salário está assim tão ruim?
Gostaria de reiterar que os professores das federais estão chorando de barriga cheia sim e estão afrontando a população. Eu sou contra esta greve, pois não é uma greve preocupada com um todo e apenas com categorias que atualmente não tem categoria nenhuma. Estão querendo dimensionar o problema da categoria em detrimento dos alunos, irradiando e inflacionando o bolso dos pais que – à duras penas – tem um dinheirinho para mantê-los em locais distantes, pagando: aluguel, comida, telefone, etc.
Qual é a preocupação com o todo? Nenhuma.
Eu sou aluno do Prouni, faço arquitetura e Urbanismo em uma faculdade particular e posso te dizer com todas as letras que há professores que não merecem ganhar salário nenhum, pois são uns “toupeiras” e isto está generalizado. Os salários que recebem deveriam ser ressarcidos ao erário (quando públicas) e o professor deveria passar por avaliações periódicas. Isto se não fosse melhor “pedirem demissão a bem do serviço público”, dando lugar para pessoas mais interessadas em dar aulas.
Os professores federais e também os estaduais das públicas ganham um salário muito além da sua ínfima capacidade de lecionar e muitos, mas muitos mesmo não tem o mínimo tesão pelo que faz.
É claro que existem poucos, mas que sei que tem.
Parabéns a estes heróis que têm que agüentar conviver com colegas de trabalho incompetentes com papos fúteis nas salas dos professores.

Responder

    Marcelo Pinheiro

    30 de julho de 2012 às 09h40

    Herivelto,

    Sua análise é pautada pela imparcialidade? Vc teve como base, para sua ponderação, apenas a realidade de sua faculdade particular, ou de, pelo menos, uma universidade pública? Vc já teve acesso a grupos de pesquisa mantidos por docentes/pesquisadores? Acredito que, pelos seus comentários, sei a resposta. E ela é um estrondoso NÃO. Provavelmente está frustrado pelas condições encontradas em sua faculdade particular. Lamento por isso!

    E respondendo ao seu questionamento: “há gênios por aí que mereça (sic) ganhar mais de 8.000 reais?”, ao generalizar sobre as universidades brasileiras, vou citar apenas um exemplo. Visite o site do Coppe (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia), da UFRJ, e verifique as diferentes linhas de pesquisa que desenvolvem. Se desejar, faça o mesmo na UnB, UFMG, UFRS, UFSCar…

    Herivelto Canales

    03 de agosto de 2012 às 22h39

    Não me pauto pela parcialidade, assim como os grevistas também o fazem.
    Esta frase – depois de uma argumentação falaciosa – dita pela “especialista do Estadão” e professora da USP pensa:

    Trecho da entrevista:

    Segundo a ESPECIALISTA em ensino superior e professora da USP Elizabeth Balbachevsky
    “Qualquer sistema de ensino precisa ter os dois tipos de instituição: a de MASSA, que dá uma formação profissional que atende ao mercado, e a ACADÊMICA, voltada para formar a ELITE INTELECTUAL”, explica.
    … Ela considera que o acesso ao ensino superior público não deve ser massificado.
    Disponível em:
    Extraído em: 29/07/2012 às 20h12m.

    Rodrigues

    10 de agosto de 2012 às 03h35

    O Herivelto não tem condições de passar numa prova de redação! Veja só mais esta frase:
    “Não me pauto pela parcialidade, assim como os grevistas também o fazem.”

    Até se consegue entender o que ele quer dizer pelo “conjunto da obra” que este ser escreve aqui, mas a frase em si é de dá dor – ou umas boas gargalhadas.

    Mas o pior mesmo é que o sujeito quer participar de um debate sem ser imparcial! Ele quer porque quer que tosdos aceitem que a visão de mundo dele como correta e única! Herivelto é um bom inocente-útil a ser futuramente manipulado por algum líder fascistoide!

    Nosso dinheiro está sendo gasto para o PROUNI formar pessoas como o Herivelto, que mal conseguem expresar suas ideias racionalmente num texto curto! 18 bilhões gastos recentemenet com o perdão de dívidas do PROUNI! Isot é um crime contra a coisa pública! E a mídia conservadora ainda fica com mimimi de mensalão!

    Cesar

    06 de agosto de 2012 às 04h20

    Herilvado Tucanales, me diga qual greve de categoria não é preocupada cm seus interesses imediatos? Já viste gari fazer greve para aumentar salário dos carteiros? Já viste médico fazer greve para diminuir a carga horária dos seguranças de banco? Já viste aluno de faculdade particular fazer pergunta inteligente?

Marcelo Pinheiro

28 de julho de 2012 às 20h24

O GOVERNO DILMA TEVE GRANDE PARCELA DE CULPA NO DESENCADEAMENTO DESSA GREVE!!!

O movimento teve início e intensificou-se por conta da INÉRCIA em atender o que foi acordado em 2011. No ano passado todos os sindicatos (PSOL/PSTU ou NÃO) aceitaram os 4% de “aumento”, referentes a perdas nos anos anteriores (ridículo!!!). Além disso, ficou acordado que haveriam reuniões para que fosse discutido o plano de carreira dos docentes das IFES. O aumento veio atrasado, apenas após “buzinaço”, e, embora os sindicatos tentassem iniciar as reuniões, desde janeiro deste ano (2012), o Ministério do Planejamento apenas “assobiou olhando para o céu”!!! Então, não foi à toa que mais de 90% das IFES entraram em greve!

E digo mais, essa discussão carece de pragmatismo. Por exemplo, alguns tentaram comparar os salários de profissionais com mestrado e doutorado, contratados pelas universidades estaduais e federais, após concurso público, com o salário de profissionais técnicos, contratados pela iniciativa privada. ORA SENHORES, FRANCAMENTE!!! Então, alguns defenderam que os valores pagos pelo governo federal, a esses profissionais qualificados, seriam mais do que suficiente? E mencionaram os valores pagos pela iniciativa privada aos seus trabalhadores, tratados por elas como peças, passiveis de reposição sempre que necessário. ORA, NÃO SEJAMOS MÍOPES! Afinal, gostem ou não, estamos nos referindo à elite pensante brasileira (EMBORA MUITOS DOCENTES NÃO SE EMPENHEM MUITO). Neste país, É JUSTAMENTE NAS UNIVERSIDADES QUE BOA PARTE DO DESENVOLVIMENTO TÉCNICO-CIENTÍFICO OCORRE. Não fossem as universidades públicas brasileiras, não teríamos tecnologia e profissionais, para o desenvolvimento agrícola (já temos soja plantada no Maranhão!), aeroespacial (aviões da EMBRAER), prospecção de petróleo em grandes profundidades oceânicas. E não temos maior desenvolvimento, porque EMPRESÁRIOS E EMPRESAS SÃO CONSERVADORES (Viu, Sr. Luiz Fortaleza?!)!!! ALÉM DE NÃO INVESTIREM EM DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO BRASILEIRO, PREFEREM IMPORTAR TECNOLOGIA VELHA, POR CONTA DE VANTAGENS DE MERCADO!!!

DOCÊNCIA NÃO É SACERDÓCIO!!! OS DOCENTES, PORTANTO, TÊM PRETENSÕES FINANCEIRAS, SIM SENHORES. E, SE TÊM PODER DE MOBILIZAÇÃO, GREVES OCORRERÃO!!!

OS DOCENTES DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS TÊM CIÊNCIA DE SUA IMPORTÂNCIA E CAPACIDADE. PORTANTO, OS TRATEM COM RESPEITO E CONSIDERAÇÃO! E NÃO SUBESTIMEM SUA CAPACIDADE DE MOBILIZAÇÃO!!!

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Marina olímpica faz ouro em Londres, de olho em 2014 « Viomundo – O que você não vê na mídia

28 de julho de 2012 às 17h41

[…] Marinalva Oliveira: Não há perspectiva de fim da greve nas universidades […]

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Altamiro Borges: Decreto antigreve de Dilma é “perigoso e inconstitucional” « Viomundo – O que você não vê na mídia

28 de julho de 2012 às 11h04

[…] Marinalva Oliveira: Não há perspectiva de fim da greve nas universidades […]

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Sr. Indignado

27 de julho de 2012 às 18h16

Sinceramente, a greve vai terminar um dia. Não dá para saber. Mas uma certeza fica, no governo Mantega, isto é, Dilma, a Educação não é prioridade, e professor universitário foi tratado de forma humilhante. (Nem venham comparar com FHC que é nivelar por baixo, comparem com os investimentos na Noruega, na Argentina, no Chile…)

E o Mantega, que tire a $%#& da cadeira, como disse certa vez o Lula, e se há crise internacional mesmo, que vá renegociar (re^n) nossa dívida (para baixo). Seja duro com os credores como é com os professores.

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futura ex-professora

27 de julho de 2012 às 18h02

As condições de trabalho dos professores federais é triste, mas mais triste ainda é ler as barbaridades dos comentários dos que atiram pedras sem se dar ao trabalho de conhecer as razões da greve…

Responder

    Julio Silveira

    28 de julho de 2012 às 15h00

    Não saia da atividade não professora. Se existem culpados pela existencia das bestas elas não podem ser atribuidas aos professores.
    A sra. imagina se todos os professores revoltados, inclusive com opiniões baseadas numa cultura egoista, mesmo de base politica, que entende que seu modo de ver a situação deve ser prevalente ante o interesse de milhares que vivem particularmente o problema, revolvessem sair da profissão? Teriamos que passar a ser apredizes de insensiveis e egoistas, seria a multiplicação da ignorância em seu estado mais puro.

ricardo silveira

27 de julho de 2012 às 15h34

Por que não publicar as reivindicações dos grevistas e a proposta do Governo?

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ivonunes

27 de julho de 2012 às 13h19

greve só é legal se for contra o governo do PSDB. Contra o PT é politicagem e deveria dar demissão sumária e prisão de pelo menos 10 anos. O que se tem de canalha nestas blogosferas.

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flavio

27 de julho de 2012 às 11h39

A mídia é contra movimentos sociais, isso está correto, mas quem disse que esse é o caso agora. Estamos falando de uma elite de funcionários que, salvo exceções, preocupam-se apenas em aumentar os salários, engordarem seus currículos para aumentarem seus ganhos, viagens para o exterior custeadas por nós, etc. Tinha que cortar o ponto imediatamente. Sou formado em Universidade Federal, tenho mestrado em federal e sou defensor da universidade pública, mas o que tem de parasita lá dentro é brincadeira. E tem também a questão política, uma vez que a entidade representativa dos docentes está na mão da direita (Psol e PSTU).

Responder

Emílio Carvalho

27 de julho de 2012 às 10h51

O governo joga sujo e o Proifes virou um movimento de cúpula totalmente governista e aliado com as estratégias de desinformação e desmobilização da categoria. É um desserviço aos trabalhadores. está tão oligárquico que está enfrentando um levante dentro de suas associações. O professores das federais da Bahia e de Goiás já decidiram na última assembleia que o Proifes (e parte de suas associações docentes ligadas ao comando geral) não fala em nome deles e cancelaram o repasse da contribuição sindical. Em outras associações do Proifes estão tentando substituir as assembleias por consulta eletrônica, o que é completamente desrespeitoso, ilegal e antiestatutário, como no caso da Adufrgs. Veja o manifesto dos docentes de lá: http://www.adufrgs.org.br/Arquivos/artigos/a770c50a-087e-4c5f-b496-9bb9dd927c12.pdf

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LUIZ FORTALEZA

27 de julho de 2012 às 10h07

A UNIVERSIDADE BRASILEIRA É BURGUESA E É CONSERVADORA.

Responder

    Masan

    28 de julho de 2012 às 19h01

    Qual universidade neste vasto e belo mundo não é? Possivelmente, as universidades federais brasileiras sejam menos conservadoras que o senhor imagina.

    Luiz Fortaleza

    29 de julho de 2012 às 00h32

    O seu pleonasmo do meu pleonasmo… qta redundância nossa.

LUIZ FORTALEZA

27 de julho de 2012 às 09h59

Os grevistas trabalham o sentido da greve numa visão puramente economicista-salarial e não dá um sentido político, não de ir contra o governo,mas de ir contra o capitalismo, pq é o capitalismo o culpado do rebaixamento salarial, das distorções salariais, que limitam os governos, seus administradores da crise do sistema, a dar aumento salarial. Pq governos querem administrar a crise do capitalismo, serem seus capachos administrativos, sem perspectivar pra uma solução mais radical, de explicar para a sociedade os limites da política moderna burguesa. Os sindicalistas e os trabalhadores vão na mesma direção, querendo um capitalismo forte pra poder ter suas benesses em épocas de prosperidade. Não há uma discussão teórica profunda sobre o sentido da greve numa conjuntura de crise estrutural-sistémica do capital. Fica nessa visão superficial de que governo é patrão e trabalhador se autovitimizando, sem perceber que o problema não é salário baixo, é capitalismo em decadência que jamais vai pagar salário digno pra todos. Vamos parar com esses discursos políticos oportunistas, “desideologizados”, ateóricos, acríticos e sofismáticos. Vamos analisar o sistema e seus tentáculos como os sindicatos.

Responder

    Sr. Indignado

    27 de julho de 2012 às 12h36

    Professor não é trabalhador?
    Não tem direito à reajuste?
    É o único trabalhador que quando faz greve tem que pensar no todo, e pensa, e age e luta e sempre acaba com ameaça de ponto cortado e reajuste abaixo da inflação, sempre. O salário chegou onde chegou porque desde 1980, precisamos fazer greve para ter reajuste (virou cultura, por imposição dos governos) e sempre abaixo da inflação.

    Luiz Fortaleza

    27 de julho de 2012 às 22h18

    E por acaso eu disse q professor não é trabalhador ou tem direito de fazer greve? Apenas relatei o caráter da greve: economicista salarial dentro do marco capitalista… sem visão crítica do sistema.

    Masan

    28 de julho de 2012 às 19h26

    Que conversa é essa? Os professores mobilizaram-se objetivando melhores salários e condições de trabalho, e ponto! CAPITALISMO? MOVIMENTO SINDICAL? AONDE QUER CHEGAR?

    Luiz Fortaleza

    28 de julho de 2012 às 22h36

    Criticar essa forma de sindicalismo oficial de Estado, corporativista, e que não deixa de ser um braço do Estado burguês, um tentáculo do capital. Sindicalismo pra mim tem q ser revolucionário, ter programa de combate a essa visão capitalista de salário, pq o salário é uma categoria do capital e os trabalhadores não evoluem na reflexão revolucionária e ficam presos a este reformismo inútil de mais de 100 anos. Minha questão é teórica e ideológica e não burocrática e pragmatista sindical. Sindicalismo de resultados é tudo o q as classes dominantes querem para controlar a revolta dos trabalhadores, revolta por puros salários baixos e não pela tentativa de se criar uma nova consciência anticapitalista que não ligará mais para essa questão salarial pq este se esgotará com o tempo, devido ao capital não poder mais pagar de forma justa.

trombeta

27 de julho de 2012 às 09h37

Se o sindicato é dominado pelo psol/pstu essa greve vai longe pois são péssimos negociadores e visam sempre algo “maior” do que reposição e aumento salarial. Roteiro conhecido.

Responder

LEANDRO

27 de julho de 2012 às 08h37

Ver petista defendendo o patrão não tem preço.

Responder

    LUIZ FORTALEZA

    27 de julho de 2012 às 10h08

    Defendendo o governo dele…

Tiago Tobias

27 de julho de 2012 às 07h33

O REUNI foi feito nas coxas, meus caros. As vagas se expandiram, é fato, mas a estrutura das universidades não foi melhorada. Agora, insinuar que a greve é “politicagem”, aí já é demais…Azenha, publique novamente aquele gráfico da Laurita Sales, que apareceu aqui no blog em dezembro, só para essa turma ver o quanto, do orçamento geral de 2012, está destinado para a educação…

Responder

Vítima do descaso

27 de julho de 2012 às 06h51

Lendo os comentários nos sites de notícias e nos blogs, lendo que o ministro da fazenda disse que aumentar verba para Educação pode quebrar o país, a gente entende porque os alunos estudam menos do que deviam, porque os professores são desrespeitados, às vezes ameaçados, e até agredidos.

Estou quase convencido de que devo pedir demissão da universidade federal em que trabalho.
Melhor deixar a vaga para um professor sem doutorado, só com especialização.
Vai ser mais “barato” para o governo. E provavelmente não vou fazer falta.
Afinal de contas, a “opinião pública” só sabe dizer que somos “vagabundos”, que ir a eventos científicos é “desculpa pra não dar aula”. Pesquisa e divulgação do conhecimento, exigidos pela comunidade acadêmica internacional é “vagabundagem” para essas pessoas.
Eu vou conseguir sobreviver sem os dois mil e poucos reais que ganho na universidade federal (rindo!), mesmo tendo doutorado.

Minha “esperança” é que as universidades sejam privatizadas. Ai os professores realmente vão trabalhar e cumprir a carga horária, vão pesquisar muito e ajudar a sociedade com projetos de extensão, que dão muito lucro para os empresários da educação superior (rindo sem parar!).
Afinal de contas, os professores vão ganhar mais… uns 20% a mais. E com certeza essas universidades particulares não têm dívidas trabalhistas.
Os professores estarão mais estimulados!
Além disso, “a maioria dos alunos que está nas universidades públicas pode pagar” de R$ 1.000,00 a R$ 6.000,00 de mensalidade nas faculdades. E, se não puder pagar, o governo está ai mesmo para garantir a mamata, digo, as bolsas de estudo nas universidades particulares.

Como dizem por ai: Viva o Brasil! Viva a austeridade! Viva a privatização! Viva o neoliberalismo!

Responder

Francisco Hugo

27 de julho de 2012 às 01h30

“Infelizmente tem uma parte da imprensa que só passa o que o governo fala”, disse Marinalva.
A mesma Marinalva: “A conciliação de classes é um atraso para luta docente e não existe conciliação de classes entre os trabalhadores e a burguesia.”
……………………..
Conta-se como piada mas há quem jure que aconteceu:
1979, um grupo reúne-se em São Paulo, presente um destacado líder sindical.
Tratam da criação de um partido, apostando no fim próximo da ditadura.
Nome sugerido para a nova agremiação: PT — Partido dos Trabalhadores.
Logo a primeira discussão: os intelectuais, em maioria, discordam. Afinal, trabalhador é genérico demais. O povo não vê intelectuais, jornalistas e professores como trabalhadores. Não vestem macacão nem se sujam de graxa.
Um dos mais empolgados sustenta que o nome — Partido dos Trabalhadores — está errado, mas a sigla — PT — é forte. E sugere Partido Tiradentes.
Ao que a voz rouca do líder sindical replica: “Se há nome errado aqui e o teu, Matarazzo Suplicy!”
……………………
Sem estudar sociologia, o povo sabe quem é trabalhador e quem é burguês.
Há professores que se sabem trabalhadores. E os que se esforçam por integrar a classe média-média.
Graduação e pós-graduação significam mais responsabilidades diante da sociedade.
Não apenas melhores salários.
Azenha, focando a árvore você não vê a floresta.
Aliás, quando o assunto é educação…
Em tempo: A Dilma foi eleita em dois turnos e não foi chapa única.

Responder

Eduardo Vieira Miranda

27 de julho de 2012 às 00h43

A Andes está sendo intransigente.

Duas propostas de aumento. Essa última atingindo um percentual de 25%. Compensando inclusive os ganhos reais de perspectivas de inflação e perspectivas para o País diante do cenário internacional pouco favorável.

Tá faltando sensibilidade para a maioria dos docentes.

A presidenta já cedeu demais. E uma outra coisa, não é nada deliberado da mídia em não cobrir a greve. Creio que se a Andes continuar intransigente, o movimento perde no quesito apelo popular, afinal de contas, quem no serviço público ou na iniciativa privada vai ganhar aumento de no mínimo 25% em três anos? Resposta: muito pouca gente.

Responder

    Sr. Indignado

    27 de julho de 2012 às 12h51

    25%!! uau!!! Onde?
    No meu caso, e no caso da maioria, basta ir à pagina do MEC e baixar a tabela de remuneração, pegar o salário proposto pelo atual e calcular e você verá que o percentual não passa de 20%. Em alguns casos… bem, nem vou citar de novo, basta conferir, ir na fonte.
    Ainda será dividido em três vezes, 2013, 2014 e 2015. E isto para dizer que foi reajuste de 2008 até 2015, é humilhante. De 2008 até 2012 (março), segundo o IPCA-15, IBGE, foram 27%. E até 2015? O fato, F A T O, é que, com a “proposta” do governo de “reajuste” vai nos levar a um salário MENOR em 2015, com menor poder de compra do que é hoje.
    Querem que contratemos professores com salários de R$4000,00 iniciais, já com a proposta, e desconta INSS e IPRF, fica uns R$3000,00. Só, não tem mais nada, que qualidade que querem? Como dar o exemplo para nossos alunos que estudar vale a pena. ” – Coitado, é professor brasileiro.”
    Nós professores, não pedimos nada demais, apenas o que todo trabalhador tem, uma database, um reajuste pela inflação e um salário digno, pelo menos igual ao mínimo na categoria profissional, muito abaixo hoje.

Mancini

26 de julho de 2012 às 23h57

Azenha, anos de descaso, estoura agora. Outra coisa, diante do conturbado quadro político eleitoral cometemos A Lambança. http://refazenda2010.blogspot.com

Responder

flavio cunha

26 de julho de 2012 às 23h29

Greve remunerada é brincadeira né? Entrem nos corredores dessas universidades e conheçam a maioria desses “doutores”, é de dar pena, não têm o mínimo compromisso com um projeto de país, estão só preocupados no seu bolso. Façam o seguinte: Na próxima eleição votem na turma do FHC e voltemos ao tempo que não se tinha verba nem para pagar luz e telefone aos finais de mês nas nossas universidades.

Responder

    carlos dias

    27 de julho de 2012 às 02h46

    Amigo, sou doutor, sou professor, estou em greve por seguir o sindicato, mas concordo com voce.. Isso ai é de uma insensibilidade total.. Nota zero pros mestres.

Décio

26 de julho de 2012 às 22h55

Esses grevistas estão radicalizando. Devem estar com saudades do FHC privata. Tomara que privatizem todas as Universidades Federais.

Responder

    Sr. Indignado

    26 de julho de 2012 às 23h44

    Permita-me discordar. Todo reajuste da inflação é a mesma coisa, greve, e só assim para ter o direito que todo trabalhador tem. Na era FHC, foram oito anos de penúria, eu me demiti. No governo Lula voltei, via concurso, e já fazem cinco anos sem REAJUSTE e o governo Dilma vem com propostas que nos humilham, pois tentam nos enganar. É triste. Eu não sou ligado ao PSOL ou ao PSTU, ainda, mas se essa for a saída, e parece ser, então vamos.
    Cinco anos sem reajuste, quem aguenta? A negociação vem sendo costurada a alguns anos e o governo deixou deteriorar até que a coisa ficou insustentável. Demora para negociar e quer cortar o ponto. Tá na hora de negociar de forma profissional, sem chá-de-cadeira, sem bater no peito ou na mesa, devolve o Sergio para o lugar dele, vamos negociar com quem decide, chamem o Mantega de uma vez.
    Quero que ele diga claramente, que educação não é solução para a crise. Até o momento suas decisões dizem isso.

Adriano

26 de julho de 2012 às 22h35

Vale lembrar que a ANDES/Conlutas é ligado ao PSOL e ao PSTU.
Pra mim é POLITICAGEM.
A greve vai durar até as eleições.

Responder

    Willian

    27 de julho de 2012 às 10h18

    Greve dos professores estaduaism em São Paulo NÃO é politicagem, que fique claro, Adriano.

Paulo

26 de julho de 2012 às 22h19

Essa gente quer saber do seu, o resto é resto. Não olham o país como um todo, o umbigo é muito maior. Se precisar tirar do bolsa família, do Prouni (como confessaram alguns), do Luz para Todos, da água para o nordeste,da expansão das universidades públicas, das ferrovias, da multiplicação do salário mínimo,do minha casa minha vida e mais, tudo bem! O problema não é deles, 70% de aumento real nos últimos anos é “muito pouco”, têm saudade do Collor, Itamar e FHC que não deram nada e os tratavam como párias e vagabundos. Nem se coram, nem se envergonham, vertentes da direita mais reacionária. Professores de que?

Responder

    Adriano

    27 de julho de 2012 às 23h21

    Concordo!
    E repito:

    Vale lembrar que a ANDES/Conlutas é ligado ao PSOL e ao PSTU.
    Pra mim é POLITICAGEM.
    A greve vai durar até as eleições.

Wagner

26 de julho de 2012 às 20h51

Bando de reacionários disfarçados de progressistas!

Se a greve é contra Governo tucano é justa e legítima.

Se é contra governo petista é golpe político.

Todo apoio aos trabalhadores contra o arrocho salarial!!!

(parabéns, de novo, Azenha, pela coragem)

Responder

Ricardo Homrich

26 de julho de 2012 às 20h41

O PIG não virou petista.

É que eles odeiam servidores públicos tanto quanto o PT.
Eles divergem muito o governo com relação a política externa (por razões obvias), quanto a spread bancário, qto ao PAC, Teles …

Mas com relação aos servidores públicos o PIG adora o estilo Dilma. Uma pena.

Responder

Francisco

26 de julho de 2012 às 18h36

Olha só a índole dos grevistas….

Reclamam que a “grande imprensa” não esta cobrindo a greve.

Azenha abre espaço para discutir a greve e, ainda assim,…

…Ainda assim, paulada no Azenha!

São insaciáveis! Uma draga sem fim!

E note bem: a grande mídia não esta a favor do PT a grande mídia (e a direita) esta louca para acabar (no minimo) com a estabilidade do professor universitário público.

Não fosse o PT, queridos, já tinha tido batalhão de choque, lacrimogênio e choque “nas partes”.

Maquiavel pregava que se deve “dividir para conquistar”. Os doutores acadêmicos universitários brasileiros (muito inteligentes, por certo)desenvolveram nova tese: “empurrar os aliados para o mesmo lado do adversário, para conquistar” (!).

Boa sorte…

Responder

Marcelo

26 de julho de 2012 às 18h27

Sou professor federal e digo que chegou a hora da brincadeira de greve acabar. Estamos dando tiro no pé.
Eu ví muitas categorias serem extintas, por conta de sua insensibilidade com a população.
Funcionários das finadas: petroflex, nitriflex, petrofertil, petroquisa, banerj, telerj, todos eram lépidos e fagueiros enquanto reinvindicam seus direitos, mas ninguém cobrava mudanças na qualidade de serviços prestados para a população.
Essas finadas empresa conseguiram o ódio geral, até que fogos foram soltos no momento de suas privatizações.
Fogos serma soltos também quando privatizarem todas as universidades?
QUE PAPELÃO PROFESSORES.

Responder

    Luiz Fortaleza

    26 de julho de 2012 às 19h07

    a ANDES não é controlada pela CONLUTAS psol-pstu?

    Sr. Indignado

    27 de julho de 2012 às 00h10

    Então Professor, a sua proposta é continuar sem reajuste, desde 2008. (O último que veio em três parcelas eram referentes a 2007 que vieram atrasados).
    Até quando?
    Ou melhor, que tal trabalhar por um prato de comida, só arroz talvez?
    Talvez você tenha outro sustento e/ou não valorize seu trabalho, mas não apenas eu quero um salário digno, mas uma data-base e recurso para pesquisa, ou vamos continuar formando exclusivamente para o mercado?

    Marcelo

    27 de julho de 2012 às 12h24

    Você pode não ter tido reajuste, mas eu tive em 2008, 2009 e 2010. Nem por isso deitei em berço esplêndido, conclui o mestrado em 2008 e ingressei no doutorado em 2012.
    Quem sabe faz a hora não espera acontecer, e não venha me dizer que tenho todo tempo do mundo, pois sou casado e meus dois filhos estudam em universidade pública.
    É só perder algumas horas de sono e finais de semana por 4 anos.

    Sr. Indignado

    27 de julho de 2012 às 18h05

    Vamos aos fatos, senão é papelão. O governo propõe reajuste em três parcelas 2013, 2014 e 2015, para reajustar qual época, segundo o governo, 2010 a 2012. ok? Acompanhe. Em 2015, vai faltar a inflação de 2013,2014 e 2015, e descontando a inflação o poder de compra será menor do que é hoje. Tem nada a ver com doutorado. Hoje com doutorado é uma tristeza, descontando final de semana para fazer filho e coisa parecida.

    O mesmo ocorreu lá em 2007. Em negociações feitas em 2007, o governo prometeu um “reajuste” em três parcelas, lembra e veio meio atrasado, porque tentou fazer isso através de MP e o congresso não aceitou, teve de virar decreto-lei. Pois bem, então o reajuste que deveria ter sido feito em uma parcela veio em três 2008, 2009 e 2010. E… tchan tchan, 2011 e 2012, nada. Teve os 4%, mas não cobria a inflação. O governo disse que era emergencial (emergencial porque? Porque a situação em 2011 já era insustentável, mesmo para um doutor ou principalmente para um doutor que ralou e coisa mais…).

    A inflação de 2008 até março de 2012 é foi de aprox. 27% (IPCA-15), e o governo deu quanto… 4%, muito bem. Agora o governo quer dar 25%, mas para que período? 2008 – 2015, muito bem. Quanto será a inflação desse período com projeção? Não sei. Só sei que, por tradição, como ocorre desde 1980, em 2015, seremos todos doutores, lindos e maravilhosos, com salários defazados e brigando por reajuste, de novo.

    Porque? Porque não temos data base? NÃO (também). Porque o governo nos engabelou? Também. Sabe porque? Porque professor público, não vai ter dinheiro para por seus filhos em universidades particulares, vai pensar em seu umbigo e vai ser contra a greve.

    Além disso, a greve já conseguiu desencalhar os 10% do PIB para a educação e a contratação de mais funcionários e professores para as IFES.

    E para finalizar, uma pergunta para casa: Quanto já foi conseguido de reajuste sem greve?

Luiz Fortaleza

26 de julho de 2012 às 18h25

É melhor coisa que aconteceu com MARX foi ele ter sido rejeitado para ser acadêmico na Universidade, pois fora dela, ele desenvolveu sua ideias e reflexões de maneira genial, até hoje, causando polêmicas e discussões acadêmicas no mundo inteiro. Teve tempo livre para criticar teorias de outros intelectuais e/ou filósofos. O que temos são intelectuais burocráticos, lutando por $$$$$ para pesquisas, vaidades, etc. Uma intelectualidade soberba, mas que não passam de repetidores e reprodutores de pensamentos, sobretudo, na área da ciências sociais, exceção dos intelectuais das ciências exatas, limitados nas suas especializações.

Responder

    Luiz Fortaleza

    26 de julho de 2012 às 18h29

    Error: A melhor coisa…

Luiz Fortaleza

26 de julho de 2012 às 17h38

As lutas sindicais são sempre corporativas e não vislumbra uma luta para além do capitalismo, ou seja, não tem horizonte de superação do trabalho assalariado como propõe Marx.

Responder

jose marcos

26 de julho de 2012 às 15h41

VOU REPETIR MEU COMENTARIO:

Infelizmente não existem “santinhos” nesta historia(nem o governo nem os professores), tenho uma filha que estuda na UFF, um sobrinho que estuda na UFRJ, outro na UFMG e uma filha de uma amiga que estuda na UFJF. Em todas elas existem professores bons e sérios, mais tambem existem muitos doutores que NÃO QUEREM SABER DE DAR AULA, FALTAM POR QUALQUER MOTIVO, CHEGAM CONSTANTEMENTE ATRASADOS, NÃO TOLERAM QUESTIONAMENTOS DOS ALUNOS, QUASE NUNCA REPÕEM AS AULAS QUANDO ESTÃO NO EXTERIOR FAZENDOS SEUS CURSOS POR CONTA DO GOVERNO.Acho justo pagar bem aos professores , desde que trabalhem sério e deixem de lançar matéria para os alunos se virarem nos tais “trabalhos de grupo”. Como eu ja falei em outros comentários não existem INOCENTES neste conflito, só os alunos sérios que estão perdendo um ano de suas vidas. CHEGA DE HIPOCRISIA, O PESSOAL SÓ QUER SALÁRIO. PEÇO PERDÃO AS EXCEÇÕES.Na verdade ja estou cansado, como pai de alunos, de ver estas reinvidicações salarias acompanhadas de pedidos de melhoria de bibliotecas, laboratórios, etc. Na verdade quando conseguem o aumento esquecem o resto.E o pior é que ficam indignados quando ameaçam cortar o ponto, porque este previlégio???. Outra coisa o pessoal administrativo das secretarias realmente concordo que ganham pouco, mais tambem tratam os estudantes com grosseria e má vontade (salvo exceções). Esta greve tambem é um tiro no pé, pois apesar das falhas não da para comparar com o que acontecia nos anos FHC, na época do nefasto governo FHC os reitores tinham que ir a Brasilia pedir dinheiro para pagar conta de luz. Srs Professores sou totalmente a favor do aumento mais voces precisam trabalhar direito, voces tambem não são nenhum “santinhos”. PEÇO PERDÃO AS HONROSAS EXCEÇÕES.
QUERO ACRESCENTAR TAMBEM SRA MARINALVA QUE VOCES NÃO QUEREM O CORTE DE PONTO, MAIS OS QUE ESTÃO ESTUDANDO, MUITAS VEZES NO EXTERIOR CONTINUAM RECEBENDO SUAS BOLSAS, ai fica uma beleza néee??? não trabalham, estudam recebem e ainda ficam indignados quando são ameaçados de corte de ponto. Minha filha esta perdendo um ano de sua vida e continuo pagando o transporte pois moro em outra cidade, e ai, voces , principalmente os doutores, salvo exceções, não estão pensando nem nunca pensaram nos estudantes, estes sim as verdadeiras vitimas desta greve que esta cheirando à manipulações políticas. Voces como sempre não vão repor as aulas, vão passar 200 milhões de xerox para os alunos, um monte de trabalhos em grupo e lançar como matéria dada e não venham dizer que isto é mentira!!!!podem perguntar a qualquer aluno, que não seja agente politico, das universidades qual é a forma com que muitos professores “fingem” que dão aula. Quero ver como voces vão ficar se a tucanagem, por infelicidade, voltar ao poder!!!Voces estão dando tiro no pé!!!

Responder

    Ricardo JC

    26 de julho de 2012 às 19h44

    Caro José Marcos

    Você deve ter lido a resposta que fiz a um comentário seu, em um outro post sobre o mesmo assunto. Volto aqui porque acho que, outra vez, seu comentário procura generalizar uma situação que não é verdadeira. Estudei em uma universidade federal (hoje sou professor dela…) e tive excelentes professores (não por acaso, me senti estimulado a seguir na carreira acadêmica…). Obviamente, como em todo em lugar, também tive professores ruins, mesmo considerando que esta é uma avaliação subjetiva (muitas vezes posso achar um professor ruim e você não…). Em todas as greves por que passei, como estudante e como docente, nunca tive problemas relacionados à (falta de) reposição. As aulas foram sempre repostas mesmo em casos extremos, como em um ano em que o segundo semestre começou no dia 2 de dezembro. Esta ideia de que os professores das federais são irresponsáveis, salvo honrosas exceções (como você frisou), não é a realidade onde trabalho. Formamos um corpo docente qualificado, com cerca de 100 professores (quase todos com doutorado) e que mesmo nas situações mais complicadas tem se empenhado para fornecer um ensino de qualidade para os estudantes. Isto é comprovado pelo sucesso que percebemos nos nossos egressos, que vem conseguindo se alocar no mercado de trabalho. Gostaria de dizer que sua generalização é péssima e que eu diria que, na universidade onde trabalho, salvo “não-honrosas” exceções, os professores tem compromisso com a sua função.

    Marcia Noemia

    26 de julho de 2012 às 22h23

    Me desculpe discordar, mas muitos professores NÃO TÊM NÃO.

    Sr. Indignado

    27 de julho de 2012 às 00h30

    Concordo plenamente, a maioria dos professores é séria e competente. Duvido se existem professores que trabalham menos de oito horas diárias, não dá. Muitos de nós temos um espaço em casa, com computador, livros e pilhas de provas, exercícios para corrigir, TCCs, artigos, projetos, portarias, …
    Mas se há aqueles que destoam, é preciso denunciar ou… ser conivente?

    jose marcos

    27 de julho de 2012 às 10h41

    Caro Professor Ricardo, me desculpe discordar, mais não sei se por falta de sorte ou por mera coincidencia, como eu citei no texto, conheço varios exemplos de varias universidades em que exceções, como provavelmente a sua, estão se tornando cada vez mais raras. Tambem ja estudei em Federal (IFCS da UFRJ) e na minha época ja existiam “os Doutores” que não queriam saber de dar aula. Acredito que voces deveriam ganhar mais, porém considerando todo o avanço, que mesmo pequeno tem acontecido nos ultimos anos (olhe para 10 anos atras e olhe agora) e a proposta do Governo, que mesmo estando longe do ideal é melhor do que mandar bater em professores, como faz alguns governos deste país, voces deveriam retornar ao trabalho, principalmente os mestres que est~
    ao em greve de trabalho, mais continuam fazendo seus cursos por conta do governo, se é para parar, então pare tudo. Volto a dizer, lamento muito, mais profesores como o SR, infelizmente estão cda vez mais raros. Saudações

    jose marcos

    27 de julho de 2012 às 11h11

    Completando caro Professor Ricardo… Quanto a reposição, me desculpe, mais o maximo que pode acontecer, como ja vi com meus sobrinhos é que após meses de greve alguns professores passam 500 milhões de xerox dão umas 2 aulas adicionais e consideram a matéria reposta. Esta é a realidade. Voces estão ha mais de 60 dias sem trabalhar, recebendo seus salarios e minha filha esta sem estudar e nem ninguem vai repor o prejuizo profissional e financeiro de alunos e pais que tem que continuar pagando, em muitos casos, custos de hospeagem, transportes contratados, etc. Agora esta é para o Sr INDIGNADO… denunciar professores que não trabalham para quem?????.. para os reitores???diretores??? coordenadores???? pobre do aluno que fizer isto…vai ser perseguido durante todo o curso e não me venha dizer que isto não acontece.

    Sr. Indignado

    27 de julho de 2012 às 12h59

    Professor é o único profissional que quando se vê obrigado a fazer greve (e não tem reajuste sem greve) tem que fazer pelo Brasil.
    É o único profissional que o patrão demora para negociar, e o grevista é que é culpado.
    Talvez seja melhor mesmo privatizar tudo e cobrar mensalidade. Eu já pedi demissão uma vez e com esse “reajuste” não vale a pena continuar.
    Como dizem…. “Viva o Brasil, viva o neo-neoliberalismo…”

Wsobrinho

26 de julho de 2012 às 15h26

Me desculpem , mas os professores e funcionários das universidades não utilizam da greve como último recurso, abusam de forma acintosa deste direito, a ponto de que alguns cursos de 4 anos alunos passaram praticamente 1 ano parados. A carreira universitária tem sim de ser revista, mas também pelos docentes e funcionários, com maior engajamento e compromisso com o aluno, com o disseminar o conhecimento. Ter tempos para cursos, estudos e pesquisa é importante, mas não menos está a dedicação em sala de aula. Nossos gastos por aluno, em US$ são próximos dos países desenvolvidos, mas atendemos menos alunos, produzimos menos e o mais grave formamos mal nossos jovens.
Vemos doutores empenhados apenas da agregação de vantagens pessoais, teses e pesquisas desenvolvidas como metas de ganhos de cargos e salários e jovens orientandos sobrecarregados entre seus programas de mestrado e doutorado e salas de aula, que deveriam estar sendo ocupadas por professores mais graduados, com larga bagagem de conhecimento para transmitir, tudo isto regulado por uma falsa sensação de meritocracia, por concursos que peneiram mais que tem ambição pelo cargo que vocação para função (infelizmente um praga em nosso serviço público – jovens objetivando cargos e salários poupudos e estáveis, sem pensar na vocação, dedicação para a função, afinal no final do mês, mesmo com greve e tudo o salário tá na conta).

Responder

    jose marcos

    31 de julho de 2012 às 10h08

    Perfeito WSobrinho, infelizmente esta é a realidade, grande parte dos professores estão mais preocupados com suas especializações, muitas vezes no exterior, do que dar aulas. Os alunos ficam relegados a segundo plano. Esta é a realidade, o resto é bla, bla desta turma do PSOL/PSTU que estão mais interessados em fazer politica de confronto do que preocupados com os alunos.

Pedro Luiz

26 de julho de 2012 às 15h23

A greve dos professores é só um reflexo da crise da nossa sociedade, que pensa e age com “seu” interesse. Educação é de todos, é condição de cidadania.Os governos veem a educação até onde seu nariz alcança, ou seus interesses, ou do grupo partidário que está ligado.Jogos do poder e da ambição do ter, do acumular, do roubar o dinheiro do povo.

Responder

Angelina

26 de julho de 2012 às 15h17

Azenha, impressao minha ou meus comentarios foram reprovados?

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    26 de julho de 2012 às 18h16

    Impressão sua. abs

Fernando Garcia

26 de julho de 2012 às 14h39

Olá Azenha, Olá Conceição,

primeiro, gostaria de registrar que o blog está deixando passar em branco o registro da morte de Alexander Cockburn, co-editor do Counterpunch, que já teve alguns de seus bons artigos reproduzidos aqui no site. Sobre Cockburn, umas das coisas que acho muito interessante, e sintomático sobre os tempos atuais, é que até o final da década de 80 contribuia para o Wall Street Journal. Naquele tempo, a mídia mainstream permitia em suas páginas uma voz totalmente dissonante.

Sobre o post atual reitero alguns dos meus comentários anteriores: há uma justa revindicação sobre reposição de perdas salariais e há, de fato, problemas graves com a infraestrutura de alguns novos campus.

Os problemas de infraestrutura em alguns casos podem não ser problemas relacionadas a recursos e sim devido a burocracia envolvida na aplicação destes recursos. Mas enfim, isso é outro problema…

Suguiro o livro “Paying the Professoriate”, por Philip Altbach e colaboradores. O texto traz uma comparação entre salários pagos a professores unversitários em 28 países. É particularmente instrutivo verificar quanto se paga a professores em países com renda per capita similar ao Brasil. Alguns dos dados estão desatualizados (os salários na Itália derreteram recentemente). O Cronicle of Higher Education também traz dados sobre salários do mundo acadêmico (http://chronicle.com/article/Interactive-Table-Average/131433/), infelizmente só do sistema americano, que cito abaixo.

Digo isso pelo seguinte: o Brasil tem cerca de 6 milhões de vagas no ensino superior, mas 80 por cento disso é em instituições privadas, muitas vezes de baixa qualidade. Para mim, melhor é que fosse o contrário e que tivéssemos, pelo o menos, 80 por cento das vagas em instituições públicas. Daí me parece complicado querer no Brasil construir um sistema com umas 5 milhões de vagas pagando o mesmo que se paga a professores em países com renda per capita em torno de 3x a 4x a renda Brasileira.

Hoje, um professor doutor do sistema federal recebe, em início de carreira, cerca de 47 mil dólares por ano. A justa revindicação de repor as perdas com a inflação levaria este salário para perto de 55 mil dólares. Este já é um salário compatível com o que é praticado por grandes centros do mundo. Se comparado com a renda per capita dos países destes grandes centros, conclui-se que trata de um salário relativamente alto.

Por exemplo, em termos absolutos um salário inicial em torno de 50 mil é a metade do que se paga em Havard. Mas Harvard é uma instituição privada, que cobra altíssimos tuitions, num país com renda per capita em torno de 4x a renda Brasileira.

Se tomarmos universidade públicas como referência, teremos a UC Berkeley e a UC LA pagando cerca de 90 mil por ano. Isso num estado riquíssimo como a Califórnia. Interessante notar que estas duas instituições, embora públicas, também cobram tuition dos estudantes, e não são baratas.

É instrutivo ainda comparar estes salários com os salários médios da classe trabalhadora destes países. Sinceramente, não consigo entender porque o salário de 11 mil reais da Dra Marinalva (sem contar o aumento proposto pelo governo) é motivo de comoção e para uma greve de dois meses.

Responder

Moacir Moreira

26 de julho de 2012 às 14h15

O PIG agora virou petista?

Ou sempre foi?

Responder

    Marcelo

    26 de julho de 2012 às 18h31

    Caro Moacir,
    O PIG está soprando a fogueira em que queimará toda univervidade pública.

    O pior é que quem acendeu fomos nós professores.

    Lembre como antes de privatizarem todas as estatais, foi alimentado o ódio contra os marajas que ali trabalhavam.

    Lastimável é a cegueira da categoria que cava sua própria cova.

    Marcia Noemia

    26 de julho de 2012 às 22h30

    É bom elevar o debate e remomorar que a “destruição” da universidade pública não é coisa deste governo,ou seja, não vamos ficar só em PT, PT… Vamos lembrar do Paulo Renato quando ministro da Educação e das greves do seu períido.

    Paciente

    27 de julho de 2012 às 00h38

    O PT está fazendo o trabalho que Paulo Renato nunca teve capacidade nem inteligência para fazer! O REUNI foi capaz de interiorizar o ensino superior como jamais o PSDB conseguiu – apesar de tentar por 8 anos, cm apoio de bolsa milionárias do Banco Mundial!

Marcos W.

26 de julho de 2012 às 14h08

Estudei em escola de nível superior entre 1987 e 1996. Em todos os anos foram greves e mais greves, e pelo que se nota, não resolveram absolutamente nada! Greve é como remédio de uso contínuo. Tem muitos efeitos colaterais quando usado e, quando não usado, reparecem os sintomas.

Responder

Gluck

26 de julho de 2012 às 13h54

A Andes e a manipulação de professores federais

A Lei diz, ou dizia, que após 90 dias de greve é permitido iniciar as demissões. Lula ia aprovar uma lei reduzindo para 30 dias. De qualquer modo, os professores federais já estão a mais de 90 dias parados. Segundo o jurista Fábio Konder Comparato, qualquer brasileiro pode entrar com uma ação exigindo que o governo cumpra a Lei. Ou seja, comece a demitir os grevistas.
A ANDES, a serviço do facista José Serra, tem feito todos os professores universitários do Brasil de paus-mandados, massa de manobra, para prejudicar a campanha do Haddad a prefeito de São Paulo e jogar a população contra Lula/Dilma/PT no momento do julgamento do mensalão.
A ADNES permanecerá parada até o fim de agosto, até que os ministros do Supremo condenem o José Dirceu, sem provas, é bom lembrar.
Esta greve nada tem a ver com direitos de trabalhadores ou melhorias salariais, e sim, com os cabeças receberem milhares de reais do PSDB/DEM para ajudar o Serra, que, numa atitude doentia de perseguir o PT, só olhar para o PT, deixou o Russomano se aproximar e empatar.
Serra não perderá a eleição. Na “Justiça” de São Paulo o PSDB não perde nada. Serra tem 30% de intenções de voto e 37% de rejeição. O Serra perde para ele mesmo.

Agora, julguem vocês, se professores que em vez de estarem na sala de aula estão fazendo campanha política para um ditador merecem aumento de salário, se professores que não conseguem atinar que estão sendo manipulados por uma meia-dúzia de outros professores e um sindicato de facistas e pilantras merecem aumento ou melhores condições de trabalho. Os caras não percebem que estão sendo usados. Que nível intelectual têm esse professores? QI de ameba?
Será inédito no mundo, dar aumento salarial a seres unicelulares e desprovidos de raciocínio.
Se estão insatisfeitos com seus salários, devem pedir demissão, se querem ganhar como juízes do Supremo, estudem Direito, façam uma carreira na área de Direito, com os respectivos concursos até chegarem a juízes do Supremo.
Todo concurso público tem edital informando o cargo e o salário. Agora, depois de fazer concurso para professor querem ganhar como juíz?
É má fé ou são analfabetos funcionais que não sabem sequer ler um edital?
Repito, se estão insatisfeitos podem pedir demissão e vão fazer outra coisa da vida. Os alunos não tem culpa de suas incapacidades, de não terem feito escolhas melhores na vida, de não terem passado num vestibular para Direito ou Medicina e também não tem culpa de suas frustrações.

O governo está desmoralizado, mas a categoria de professores universitários federais deve sair dessa mais desrespeitada do que já é. Nenhuma respeito ou preocupação com os alunos, com a sociedade que com seus impostos paga seus salários…. com os filhos desta mesma sociedade.

Chega de tentar manipular a opinião pública através de uma imprensa que tem como única preocupação prejudicar um governo trabalhista. Chega de tentar colocar a sociedade ao lado de vagabundos. Sim, vagabundos, vagabundos pela realidade que conhecemos nos corredores e salas das universidades e vagabundos porque depois de três meses não é mais greve, é vagabundagem.
O governos já lhes concedeu dois aumentos. Mas, como eu disse no começo desse texto, não se trata de aumento e sim, de política.

Querem ganhar salários de doutores tendo apenas graduação. Se o salário será o mesmo, para que buscar pós-graduação, não é? Que maravilha!!
Nada vai mudar. Vão continuar dando aulas com xérox, noventa por cento com xérox de livros de cinquenta anos atrás, totalmente defasados, solicitando resumos e mais resumos, pois esperam, na realidade, que os alunos deem as aulas, façam o trabalho dos professores, já que do alto de suas incompetências, em 98% dos casos, os professores desconhecem de modo absoluto suas disciplinas. Produzem páginas e mais páginas de “artigos e teses”, conhecidos como produção acadêmica e pesquisas, que são apenas blá, blá, blá, (talvez por isso muitos de vocês votaram na candidata que o jornalista Paulo Henrique Amorim chama de blá-blá-rina Silva), blá, blá, blá que nada serve e em nada muda a realidade do Brasil. Isso quando não apenas copiam os trabalhos dos outros como vez por outra a imprensa noticía.
Apenas buscam títulos em nome de uma vaidade desvairada e melhorias de salários. Se suas produções realmente fossem boas todos seriam professores em Havard e afins. Se submetem-se a esses salários que agora reclamam é porque não conseguiram coisa melhor e o melhor que conseguiram foi pendurar-se num emprego público.
Já ouvi de dois professores federais, um deles “dotô”, “que doutor não é para estar na sala de aula”. Então, no fundo é isso que vocês querem, ganhar para não trabalhar. Pesquisas? Conversa fiada! 99,99% de suas pesquisas ao longo de 500 anos não levantam um braço mecânico.
Voltem ao trabalho. Sala de aula não é só lugar de aluno, é sobretudo lugar de professor. Quando não houver mais nenhum analfabeto neste país talvez seja permitido a vocês dedicarem-se às suas inúteis pesquisas. Sim, inúteis, pois o governo brasileiro tem condicionado suas compras, como no caso da TV digital e dos caças franceses, a transferência de tecnologia, ou seja, receber dos outros países aquilo que vocês, professores universitários brasileiros, não conseguem criar, produzir, vão, mais uma vez e como sempre, copiar e assinar embaixo “fulano de tal, professor da universidade federal xxxx”. É como se o governo brasileiro procurasse no mundo o melhor aluno, a cópia da prova em que ele tirou 10 e lhes desses para vocês copiarem, colarem, pescarem, professores federais brasileiros. Criem vergonha! Vivem de copiar, imitar, afinal, são seres humanos ou macacos?

Responder

Marcos W.

26 de julho de 2012 às 13h48

Se a greve é proibida para policiais militares e restringida, por mandamento constitucional, para diversas categorias de servidores públicos, deveria ser restringida ainda mais para professores. Pelo menos metade do corpo doscente deveria continuar dando aula! O que não mudaria muito a situação corriqueira nos colégios!

Responder

Alexandre Bitencourt

26 de julho de 2012 às 13h34

Não acredito que a grande imprensa está escondendo isso.
Segue o que está no G1:

” … Os reajustes serão escalonados em três anos a partir de 2013 e terão impacto de R$ 3,9 bilhões até 2015, informou ela. A proposta do governo será enviada ao Congresso Nacional na forma de projeto de lei, visto que só vigora em 2013, se as lideranças da categoria a aprovarem, informou a ministra Miriam Belchior. …”

http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2012/07/professores-sao-quesito-chave-diz-ministra-do-planejamento.html

As greves das federais são convenientes para munir o PSDB nas eleições para a prefeitura paulista contra o Haddad.

Responder

O_Brasileiro

26 de julho de 2012 às 13h28

Governo e professores cometeram equívocos graves.
O governo porque protelou o máximo possível as negociações sobre as reinvindicações dos professores. Foi negligente, na esperança de “economizar” à custa dos funcionários públicos.
Os professores, que num momento de queda de arrecadação apresentaram reinvindicações excessivas, e quer que todas sejam contempladas de uma só vez.
O resultado é o que se vê: a opinião pública contra o governo e contra os professores.

Responder

Tanuri

26 de julho de 2012 às 13h27

Greve comendo solta e o foco de Viomundo é a cobertura da imprensa. Putz…

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    26 de julho de 2012 às 18h17

    Você tem certeza que leu o artigo? Seguiu os links? Qual é a manchete? Onde está o foco na imprensa? abs

Marinheiro de Primeira Viagem

26 de julho de 2012 às 13h01

Caro Azenha:

Acredito que faltou a informação clara de qual é a proposta atualizada do governo.

Abraços,

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    26 de julho de 2012 às 18h44

    Faltou, de fato. Aguarde. abs

    Sr. Indignado

    27 de julho de 2012 às 13h09

    http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=17960

    Olha a vergonha que é a tabela. Onde se lê fev/12 leia-se jul/10 que foi a última mexida no salário e que veio atrasada, deveria ter vindo em jan/08 (veio parcelada em três vezes, o governo mandou um MP, na época deu problema no congresso, virou lei, demorou… parece hoje, e se não me engano o negociador era… era… Sergio Mendonça… o mesmo?)

    Na tabela com o salário “proposto” não tem data… NÃO TEM… (pausa para chorar de vergonha do PT)… então vamos a data mar/15.

    Então, na real, esse “reajuste” (pausa para chorar de novo)…… é para o periodo de jan/08 até mar/15!!!!

Beth Muniz

26 de julho de 2012 às 12h41

Escrevi este artigo no dia 04/07.Está em meu blog.
Mas, resolvi colocá-lo aqui como contribuição ao debate.
Em minha opinião o que o Andes faz é oposição um projeto de governo, usando uma greve como desculpas.Todo o discurso que ouço aqui, não é sindical. É partidário.

“Da minha janela tenho ouvido atentamente os discursos das lideranças – em defesa dos serviços públicos de boa qualidade, e observado o comportamento das “bases”, que sentados em cadeiras em frente ao Ministério do Planejamento, conversam, ouvem música, lancham e falam mal do Brasil e do mundo. Alguns até bebem cerveja, escondidos em barraquinhas, nas cercanias do ministério.

Reclamam do desemprego (?), da terceirização, do auxílio alimentação, das gratificações, da jornada de trabalho, da incapacidade de pagar a dívida do cheque especial, do plano de saúde e até de Jesus Cristo.

Estão todos tranquilos…

Proclamam aos quatro ventos que há mais de dez anos se encontram sem reajuste salarial.

Não é para menos: fazer greve atualmente significa deixar de trabalhar (menos) com a garantia do ponto assinado e salário no final do mês.

Pois bem: é chegada a hora da população, a mesma que sempre é utilizada como massa de manobra para justificar interesses corporativos que permeiam os serviços públicos em todas esferas de governos, começar a usar os instrumentos garantidos pela Lei de Acesso à Informação, para de fato saber quanto ganha cada servidor público, e qual é o custo total desta conta para a população em geral.

Fui dirigente sindical por muitos anos. Não sou, e jamais fui contra greves. Sempre defendi a greve, “greve”, com o bônus (atendimento das reivindicações salariais e sociais) e o ônus (suspensão da assinatura do ponto, até o término do movimento, como forma de demonstração de autonomia frente à administração).

Sou contra sim à greve chapa branca, negociada em conchavos de bastidores de lideranças, que usam o movimento sindical para fazer política partidária em nome das massas!

O que me causa mais indignação é o fato de que ao término de cada movimento grevista, o discurso de defesa dos serviços públicos e do patrimônio nacional, sempre é enterrado na vala comum da amnésia da conveniência, e a fatura do pagamento da conta enviada para quem de fato paga as contas: os trabalhadores do setor privado.

Não por acaso, entidade sindical que decretou a greve, é a mesma que entrou na justiça com Pedido de Liminar – conseguindo, para suspender a identificação dos servidores no Portal da Transparência..
Feito o desabafo, deixo aqui uma pergunta: a quem pertence os serviços públicos? Ou, pelo menos, a quem deve pertencer o sentimento de “pertencimento”?!
Beth Muniz

Responder

    Angelina

    26 de julho de 2012 às 13h37

    Lamentável esse artigo.
    Em que posicao da estrutura capitalista voce entao colocaria os trabalhadores das universidades? pois sao trabalhadores e vendem sua força de trabalho, certo?
    Sera que a autora conhece as atuais condiçoes de trabalho dos novos campi? É importante destacar que os docentes sao sim, a favor da expansao, mas quem paga o preco pela expansao sem qualidade, sem infra-estrutura? Os alunos, os tecnicos e os professores.
    É, pois, fundamental conhecer as condicóes de trabalho e ESTUDO desses novos campi para fundamentar a análise. Sem isso, sao apenas opinioes sem sustentaçao na realidade.

    Paciente

    27 de julho de 2012 às 00h31

    Pois é! As pessoas estão aderindo com incrível facilidade à lógica produtivista e de mercantilização da educação e de proletarização do ensino e da pesquisa! Realmente lamentável a venda que encobre os olhos de alguns! A isto Marx chamava de alienação! A isso Boltanski chama de 3º espírito do capitalismo.

    Herivelto Canales

    29 de julho de 2012 às 20h56

    Não é tão lamentável assim, pois a reivindicação destes sindicatos e dos professores não estão pautadas na infra-estrutura da faculdade e sim e somente pela reestruturação da categoria e aumento de salário, quer dizer: ESTÃO PREOCUPADINHOS com seus bolsinhos.
    Há gênios por aí que mereça ganhar mais de 8.000 reais? Apareça por favor.
    Gostaria de reiterar que os professores das federais estão chorando de barrtiga cheia sim e estão afrontando a população. Eu sou contra esta greve, pois não é uma greve preocupada com um todo e apenas com categorias que atualmente não tem categoria nenhuma. Estão querendo dimensionar o problema da categoria em detrimento da situação em que o país se encontra, juntamente com sua população: que estão sim tendo mais acesso à educação superior. Eu sou aluno do Prouni, faço arquitetura e Urbanismo em uma Faculdade Particular e posso te dizer com todas as letras que há professores que não merecem ganhar salário nenhum, pois são uns “toupeiras” e isto está quase que generalizado. Os salários q

    Herivelto Canales

    29 de julho de 2012 às 21h19

    Não é tão lamentável assim, pois a reivindicação destes sindicatos e dos professores não estão pautadas na infra-estrutura da faculdade e sim e somente pela reestruturação da categoria e aumento de salário, quer dizer: ESTÃO PREOCUPADINHOS com seus bolsinhos.
    Há gênios por aí que mereça ganhar mais de 8.000 reais? Apareça por favor.
    Gostaria de reiterar que os professores das federais estão chorando de barrtiga cheia sim e estão afrontando a população. Eu sou contra esta greve, pois não é uma greve preocupada com um todo e apenas com categorias que atualmente não tem categoria nenhuma. Estão querendo dimensionando o problema de uma categoria em detrimento da situação dos estudantes e suas famílias que -muitas vezes está com despesas externas para manter seu filho numa faculdade federal, enquanto UMA CATEGORIA usa do autoritarismo sem causa grave.
    Eu sou aluno do Prouni, faço arquitetura e Urbanismo em uma Faculdade Particular e posso te dizer com todas as letras que há professores que não merecem ganhar salário nenhum, pois são uns “toupeiras” e isto está quase que generalizado. Os salários que recebem deveriam ser ressarcidos ao erário em forma de demissão voluntária e reconhecimento da incompetência que muitos de vocês têm para lecionar. Ao invés disso estão aí, com seus salários altíssimos – pela qualidade dos docentes – e que, ao invés de ensinar, confundem mais a cabeça do aluno, formando uma ligião de profissionais medíocres, assim como uma grande parte de vocês.
    Para ser bem honesto: adoraria ver muitos de vocês “professores federais” demitidos de verdade.
    Façam por merecer o alto salário que recebem, porque senão fiquem bem quietinhos, explicando muito mal a matéria para a qual foram destinados, passem o nosso trabalho de casa, pois na prática vocês não ensinam nada mesmo. Mesmo que tivesse infra-estrutura.
    Cargo de professor de uma grande parte (e eu disse grande parte) no país é – na verdade – um fim: APOSENTADORIA.
    O governo De Lula e Dilma estão preocupados com Brasil todo, mas infelizmente a coisa estava tão complexa que a prioridade é o cidadão necessitado e não com você que já ganham um salário razoável. Vocês deveriam ter vergonha e lutar sim pelos direitos de vossa categoria, mas num momento mais adequado. Afinal o salário – do mais baixo ao mais alto – não é um salário de fome.

    E o que vocês pensam da massificação é o que esta professora da USP pensa:

    Trecho da entrevista:

    Segundo a ESPECIALISTA em ensino superior e professora da USP Elizabeth Balbachevsky

    “Qualquer sistema de ensino precisa ter os dois tipos de instituição: a de MASSA, que dá uma formação profissional que atende ao mercado, e a ACADÊMICA, voltada para formar a ELITE INTELECTUAL”, explica.
    … Ela considera que o acesso ao ensino superior público não deve ser massificado.

    Disponível em:
    Extraído em: 29/07/2012 às 20h12m.

    Ely Veríssimo

    26 de julho de 2012 às 14h03

    Beth, antes de dizer bobagem, leia o artigo da Sylvia moretzsohn no Observatório da imprensa – O jornalismo cego às armadilhas do discurso oficial – Quero lembrar, tambem, que o mesmo governo que alardeia um impacto de 3,9 bilhões com o novo “aumento” concedido, omite que concedeu, por meio da MP 559 – já aprovada no Congresso – 15 bilhões sob a forma de renuncia fiscal às entidades particulares de ensino. Sou servidor da justiça federal, estamos em campanha salarial há seis anos e até agora só tive os descontos das paralizações que fiz.
    então, não me venha dizer que é tudo tranquilo, tudo legal, porque não é.

    Paciente

    26 de julho de 2012 às 15h55

    Os professores são a única categoria profissional a repor os dias parados devido a greve. Além disso, é simplemente lamentpavel ver que o discurso da precarização já colonizou tantos corações e mentes! O que a sehora sugere é a aproletarização de todos! Houve um tempo em que se pretendia a expansão das boas condições de trablaho para todos, hoje em dia há os que achama que não se deve reclamra porque há alguém em situação pior. Ora, convenhamos! O Consenso de Washington venceu!

    Francisco

    26 de julho de 2012 às 18h17

    Concordo inteiramente. E digo mais: se o gestor fosse tão facinora quanto esta sendo apregoado, cortaria o ponto desde o primeiro dia de greve.Prejuizo politico zero. Imenso retrocesso de influencia politica da universidade (e do tema “educação”) na sociedade.

    Os jornalões iriam parabenizar o gestor, a população iria parabenizar o gestor e todo trabalhador do setor privado (principalmente os professores universitarios privados) iriam parabenizar o gestor. Lamentavelmente, com toda razão.

    Se o PT se vir obrigado a cortar ponto, o que a direita se sentirá a vontade de fazer, para mostrar que “é direita”?

    Ao fim da greve, se fará reposição desses meses de aula PAGA, em lépidos quinze dias. Um trabalhinho de duas páginas e tchau… Ser “politizado” assim é ótimo! O partido de Paulo Freire esta no poder e é tratado com mais agressividade e intolerância que o partido de Paulo Renato, Jarbas Passarinho ou quejandos.

    Me assombra que a universidade não consiga fazer a análise (básica, primária) de que a relação do atual gestor tem sido es-tra-té-gi-ca com a educação. O investimento tem sido brutal! Como não foi exclusivamente na forma de salário, não é satisfatório para os “politizados”…

    Me dá engulhos a utilização do tema educação para politica exclusivamente salarial por docentes que… eu já ensinei em federal. Quantos professores dão aula até às 21:30h? Até as 21:00h? Os (poucos) comprometidos (os que dão aula até às dez) não são os que definem continuidade de greve. Definem continuidade de greve os que já fecharam pacote de viagem de férias…

    Transito no ensino superior público há mais de vinte anos e nunca, nunca, vi um gestor chamar a universidade para a condição de parceira do projeto nacional da forma que aqui se vê. A universidade esta renunciando ao poder de atuar no design do futuro, porque este gestor precisa (e muito) dessa massa critica universitária.

    E há os trotkistas… Fico me perguntando como eram as “condições de trabalho” durante a revolução bolchevique, como foram (e são) em Cuba. A “revolução proletária” do PSOL ou do PSTU irá promover uma “educação em massa” da classe operária? Quantos “proletários” por sala? Por quantos anos? Vai ter “data show”?

    Somos um país de terceiro mundo, num momento estratégico impar, com um projeto estratégico de valorização do docente já explicitado e num contexto de crise mundial igual ou maior que a crise de 1929. E ai, companheiro? Ou revolução só acontece quando tem tiro?

    Depois da crise de 1929 veio a guerra e depois dela inúmeros professores europeus vieram para o Brasil porque lá estava dificil de viver como intelectual. Grana curta. Estamos numa crise maior que a de 1929, um monte de europeu doido para vir para o Brasil. Levi-Strauss, com seus vinte e poucos anos, está louco para vir para os não tão tristes trópicos. Arranja uma vaguinha aí…

    Paciente

    27 de julho de 2012 às 00h27

    Gestor???? Educação, ensino e pesquisa é questão de política pública! Tratá-la como se fosse apenas uma questão gerencial/administrativa é típica dos neocolonizados mentais! Pelo visto, Milton Friedman vive mais do que nunca!
    E que raciocínio mais preguiçoso este de achar/acusar de pstu/psol quem se opoem a alguma ação do governo Dilma! Sou PT desde sempre e nem por isso vou balir feito ovelha paar tudo que o govenro federal diz ou faz!
    Procure se informar melhor sobre cmom se dá a reposiçao de aulas antes de falar bobagens e reproduzir ideias de senso comum! Tem gente que parece que deixou de ler a Veja, mas a Veja continua rodando comom um malware no cérebro!

    Sr. Indignado

    27 de julho de 2012 às 13h16

    Quando leio, e li, um artigo desses, me dá vontade de parar de dar aulas (hugo), no máximo treinar para o mercado. Sendo sarcástico, vamos só imprimir os diplomas, que tal? o Deus mercado que escolha.

jaime

26 de julho de 2012 às 12h29

Mas parte da imprensa que apóia o governo também está desprezando a pauta dos movimentos sociais. Avisem o PHA que os professores e mais meio mundo de funcionários públicos estão em greve. A não ser que PIG já seja traduzido como Partido da Imprensa Governista.
Em tempo: greve que não prejudica a população é aquela em que o serviço é irrelevante. A população é constituída, inevitavelmente, por alguém que um dia poderá vir a fazer greve também, a não ser que você seja um cidadão irrelevante.

Responder

Hélio Jorge Cordeiro

26 de julho de 2012 às 12h02

Não entendi. Mas a maior parte da imprensa não é anti PT? O que quis dizer a ANDES ou será que devo acreditar naquela máxima: “Diga-me quem Andes e eu te direi quem és”

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    26 de julho de 2012 às 12h07

    Eu acho que entendi: parte da imprensa que critica o governo Dilma despreza a pauta dos movimentos sociais.

    Rios

    26 de julho de 2012 às 12h21

    Ou seja, a raiva de parte da mídia do governo é grande, mas a raiva contra os movimentos sociais e sindicatos é maior.

    Diego

    26 de julho de 2012 às 12h51

    O que reforça a ideia que a grande mídia não está a favor de um ou outro partido, mas sim de uma certa ideologia e de um modelo de sociedade. Ela apoiará o que e quem fizer eco a isso.

    Angelina

    26 de julho de 2012 às 13h31

    Exatamente, é esse o entendimento, Azenha.
    Greve, movimento sindical, movimentos sociais, isso nunca foi pauta da mídia, quando é, é para criminalizar.

    Moacir Moreira

    26 de julho de 2012 às 14h22

    Como diria o companheiro Paulo Maluf toda propaganda é boa.

    Se a Globo e afiliadas não tocassem no nome da Dilma ela não seria sequer reconhecida na rua, quanto mais eleita gerente dos interesses do imperialismo financiado pelo crime organizado internacional.

Rodrigo Leme

26 de julho de 2012 às 11h38

“Infelizmente tem uma parte da imprensa que só passa o que o governo fala”, disse Marinalva.

Juro que ri alto quando li isso.

Afinal, a imprensa é contra o governo, a favor do governo? Gente, decidam-se!!

Não dá pra ficar botando a culpa na imprensa até qdo o governo pisa na bola, rs

Responder

    lulipe

    26 de julho de 2012 às 12h18

    Essa gente é muito volúvel, Rodrigo.O importante é culpar alguém, aprenderam com o Lula e o PT, quando não é culpa dos EUA é da imprensa ou da elite malvada, nunca da incompetência deles.

    Wildson

    26 de julho de 2012 às 12h34

    Voce ouviu a entrevista e entendeu o que é a questão da carreira docente?
    Parece que não.
    Abraco

    Leo V

    26 de julho de 2012 às 12h38

    O Azenha já respondeu mas aqui vai:

    Antes de ser contra governo, a imprensa é contra os trabalhadores, contra o povo.

    No caso como o governo está no papel do patrão, agindo como patrão, a imprensa apóia o governo nesse embate.

    Não sei se precisa desenhar.

    Rodrigo Leme

    26 de julho de 2012 às 13h39

    Então desenha o seguinte: o PT é o partido que representa o povo brasileiro, o trabalhador brasileiro? Pq daqui não parece…

    Marcos W.

    26 de julho de 2012 às 15h59

    “Há um movimento ideológico contra um certo modelo de sociedade”. Portanto, no entendimento desse modesto ser, vivo, há um movimento ideológico modelar. E aí reside um grande problema. E o PT funciona, agora, como patrão e blá, blá, blá. O problema não é funcionar ou não funcionar como patrão. O problema é que o discurso vai sempre muito longe da prática. Ou se paga o reajuste pretendido pelos professores ou é greve. E os alunos é que se estrepam. E todos são corporativistas. Uns mais, outros menos. Uns com maior poder de pressão, outros com menos. E desde que me conheço por gente, e foram vários anos na universidade, foi greve e mais greve. E nada mudou. Não mudaram os governos patrões, apenas, ou também não mudaram os professores?! Os únicos que continuam a receber o mesmo ensino torto são os alunos! A qualidade do ensino, essa não mudou nada! Mas, claro, uma das maneiras mais rápidas de se melhorar a qualidade do ensino é pagar salários melhores. E exigir muito mais nas provas de concurso. O “time” seria mais competente, com certeza! Pena que não se pode dispensar os pernas de pau!

    Gabriel Simões

    26 de julho de 2012 às 12h57

    Não precisa se decidir, basta ter um mínimo de senso crítico. Neste caso, os interesses governistas e da imprensa estão coincidindo, sabe-se lá o por quê.
    Você precisa de verdades perfeitas e fechadas?

    Paciente

    26 de julho de 2012 às 16h05

    A mídia é contra os movimentos sociais em geral. E, expecificamente no caso da educação, a mídia é favor da sua privatização. Este governo acabou de dar 15 milhões em isenções para as universidades particulares. Precisa dizer mais alguma coisa?

    N Pimentel

    26 de julho de 2012 às 21h50

    Renúncia fiscal que se transmuta em vagas nas instituições privadas para grande parcela da população que não tem “aptidão material” para concorrer a vagas da universidade pública. Não é válido? Há forma mais urgente de mudar isso? Não aguento mais esse papo tão meritocrático. Quanto à radicalização da Andes, não há dúvida que tudo é pautado pela Conlutas, que é Psol/Pstu, que se juntam até ao “coisa ruim” para detonar o governo. Entende-se o senso de oportunidade, mas é preciso ter claro o momento de parar porque, do contrário, o futuro lhes será bem mais amargo e espinhoso.

    Paciente

    27 de julho de 2012 às 00h36

    Sr. N. Pimentel:

    Esta renúncia fiscal é, na verdade, perdão do governo federal aos impostos não pagos pelas insitituições privadas de ensino. Se trata, portanto, de tirar dinheiro público para premiar a incompetência privada. Os alunos não são beneficiados com o PROUNI. Apenas os donos de universiaddes privadas são os beneficiados com o PROUNI! Melhor seria ampliar o REUNI, com qualidade e condições de trabalho decentes, para que estes alunos todos possam ter acesso a ensino e pesquisa – coisa que sabemos que não aocntece nas universidades privadas. Portanto, antes de falar bobagens, se informe melhor e não faça porselitismo a favor da máfia das faculdades privadas!

Romanelli

26 de julho de 2012 às 11h15

INFELIZMENTE o movimento sindical no BRASIL esta adormecido, e quem paga pelo prejuízo é a população, as famílias

GREVE é contra a mais valia, NÃO contra a cidadania !!!

e novamente a triste constatação ..a democracia do jeito tocado, AINDA, não esta oferecendo as respostas pretendidas

Saúde, segurança, justiça, serviço funerário e ensino são alguns exemplos, ao meu juízo, de onde a greve não deveria ser permitida

enfim, viva o corporativismo ..se farinha pouca, meu pirão primeiro ..é isso

Responder

    Leo V

    26 de julho de 2012 às 12h42

    Greve contra a cidadania?

    Não sabia que os professores estavam fazendo greve pela redução de direitos da população. Preciso ler melhor as reinvidicações deles.

    Romanelli

    26 de julho de 2012 às 13h19

    vc acha que educação é luxo e desprezível ? ..acha que não é direito prioritário a ser garantido ? ..acha normal ferrar com UM ANO letivo de toda uma geração ? Acha que isso é brincadeira e questão de mela mão ?

    francamente, melhor se informar mesmo sobre o que vem a ser CIDADANIA

    Leo V

    26 de julho de 2012 às 19h59

    Cidadania é se organizar e reivindicar. É participar ativamente da vida política.

    Se você estivesse preocupado com a educação apoiaria as reivindicações

    A propósito, no meu primeiro ano de faculdade pegue uma greve que durou 3 meses. Tive aula em dezembro, fevereiro e março para recuperar o semestre. E era greve ano sim ano não. Vc acha que tive chilique por isso? Claso que não, estou sempre do lado dos trabalhadores.

    Chato é gente que é de direita na prática querer posar de defensora da cidadania.

    Gabriel Simões

    26 de julho de 2012 às 13h01

    Não fale do que você não entende, por favor.

    Romanelli

    26 de julho de 2012 às 13h16

    colega ..eu entendo do que é ficar sem serviço essencial quando se precisa

    Eu entendo, e passa de meio século, do que é NÃO se ter culpa pela falta de propostas e políticas

    EU ENTENDO do que é a força do corporativismo e do que é NÃO se ter culpa alguma, mas mesmo assim ter que pagar inocentemente com pecados e inoperância dos outros

    Entendo inclusive do que é NÃO se ter força pra solucionar estes dilemas e ficar constantemente espremido entre a cruz e a caldeirinha ..SEM alternativa nem perspectiva

    Entendo tb do que é NÃO se ter estabilidade e RALAR pra ganhar o pão e a vida ..enquanto as principais categorias, justamente as que tem mais força e são mais assistidas e protegidas, são justamente as que ficam a nos promover estas ORGIAS, inclusive chorando de barriga cheia todo santo dia

    portanto, faz assim, vc chora daí do “pouco” que tem, enquanto eu choro daqui o NADA que recebo

    abrá

    e pra lembrar ..pra mim GREVE é contra a mais valia (uma montadora, empresa específica ou banqueiro por exemplo), NÃO contra a cidadania ..contra INOCENTES que são usados como BUCHA política por sindicalistas de plantão

    assalariado.

    26 de julho de 2012 às 15h31

    Caro Romanelli,

    ENTENDO QUE, se serviço é essencial, então que se de condições essenciais de trabalho para os assalariados.

    ENTENDO QUE, esse seu papo de cidadania é conversa fiada, e de quem defende, a realidade aqui na periferia bem outra. Mesmo porque, não é só educação que falta para a plebe, falta saúde, falta transportes, falta segurança,…

    ENTENDO QUE, orgias é quando o Estado que se diz de direito, e fica fazendo orgias com a burguesia capitalista, repassando lhes todos os anos valores acima de R$ 200 BI, através dos títulos da divida pública (divida interna).

    ENTENDO QUE, se tem algum inocente ou mal intencionado, por aqui, é você, que não percebe, ou faz que não percebe, que o Estado capitalista, burgues nunca passou de uma extensão e continuação da burguesia patronal que, não parece, mas está organizada para além das suas porteiras empresarias. E de quebra, para nos enganar de democracia, se escondem dentro do seu cavalo de troia, que foi batizado pelas elites como Estado de Direito. Sim, de que cidadania você fala mesmo?

    Saudações Socialistas.


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