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Brasileiros que chegaram à universidade são 11% da população


28/01/2013 - 12h45

27/01/2013

Pouco ensino trava o desenvolvimento

Paulo Silva Pinto, Priscila Oliveira, no Correio Braziliense, reproduzido no site da UNB, sugerido pela Sec Geral do MST

Falta de profissionais com formação superior ou técnica no mercado impede o país de crescer mais rapidamente

O que é preciso para o Brasil superar taxas pífias de crescimento econômico, como a do ano passado? A pergunta que muita gente se faz dentro e fora do governo foi respondida na semana passada pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central. Na ata da primeira reunião do ano, o Copom sugere que a taxa básica de juros permanecerá em 7,25% por algum tempo, porque, para segurar a inflação, o grande problema hoje está nas “limitações no campo da oferta.” Também menciona a “estreita ociosidade do mercado de trabalho” como um problema.

Para muitos economistas, o Brasil poderia crescer mais, de maneira sustentável, se tivesse melhor infraestrutura, mas também mais gente qualificada. “Todas as economias que se tornaram desenvolvidas têm uma porcentagem grande de jovens que completaram o ensino superior”, afirma José Márcio Camargo, professor da PUC-RJ e economista da Opus Investimentos. O Brasil está na rabeira de outros países quando se trata de nível de escolaridade.

Relatório sobre educação divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em setembro do ano passado mostra que o país está na 38ª colocação entre 40 nações quando o assunto é educação superior. Somente 11% da população entre 25 e 64 anos de idade atingiram esse patamar educacional, quando o recomendável é, ao menos, 31%.

É verdade que a China tem uma proporção ainda menor que a nossa. Mas ali o importante é que a fatia é tirada do total de 1,34 bilhão de pessoas. “Em ciência, o número absoluto conta mais do que o percentual”, alerta o economista Cláudio de Moura Castro, especialista nas relações entre educação e desenvolvimento. O Brasil, mesmo com um percentual pequeno de diplomados, tem uma população relativamente grande quando comparada à de outros países latino-americanos. “Por isso, a revolução verde ocorreu aqui e não em outro lugar”, diz ele, referindo-se a pesquisas que impulsionaram a produtividade da agricultura brasileira.

No que o Brasil fica muito atrás da China e de outros países asiáticos, porém, é no número de formados em ciências exatas, profissionais que podem fazer a diferença para a indústria, tanto para a inovação quanto para a implantação de processos que permitam maior produtividade. De cada 100 pessoas com diploma universitário na China, 36 são engenheiros. No Brasil, são cinco. “Temos um número exorbitante de pessoas com formação em direito”, assinala o economista Rafael Lucchesi, diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Segundo Lucchesi, isso só não se transformou em um grande problema porque a indústria não consegue crescer mais, devido a razões que – discordando do Copom – ele atribui aos juros ainda altos e à elevada carga tributária, entre outros fatores.

Conhecimento

Quanto à “estreita ociosidade do mercado de trabalho”, porém, não há dúvidas. Faltam profissionais qualificados e, por isso, a resposta dos patrões é premiar com salário maior a escassez: em toda a população, 6,4% das pessoas ganham mais de cinco salários mínimos, mas, das que possuem diploma universitário, são 33,9%. Moura Castro chama a atenção para o fato de que esse diferencial é pequeno para os recém- formados: de 20% a 30% de aumento na renda. Só após alguns anos de atuação é que a renda cresce muito mais, demonstrando que o mais importante da formação não é o conhecimento acumulado, mas a capacidade de incorporar novos conhecimentos. “A educação é a ferramenta que permite à pessoa aprender de forma mais eficiente ao longo da vida”, explica.

O economista pondera, no entanto, que, exatamente por esse mecanismo do prêmio salarial do mercado, a tendência é que, à medida que mais pessoas se formam, menor seja o acréscimo salarial proporcionado pelo diploma. “E vai contar cada vez mais a qualidade, a vantagem de quem saiu de uma instituição melhor do que as outras.” O chamado “credencialismo”, que proporcionava privilégio à pessoa só pelo diploma universitário, mas não pela formação em si, é hoje muito menor do que no passado, segundo ele, e tende a desaparecer no futuro.

A julgar pelo prêmio da diferença salarial, o que mais vale a pena hoje é um curso técnico de 18 a 24 meses. Pesquisa do Senai incluindo 21 profissões, em 18 estados, demonstra que os recém-formados têm salário de R$ 2.100 em média e, depois de 10 anos, de R$ 5.700, bem acima do que se consegue com a maior parte das profissões universitárias. “Faltam profissionais com formação técnica no Brasil”, afirma Débora Barem, especialista em mercado de trabalho e professora da Universidade de Brasília (UnB). A boa notícia é que a procura por esses cursos tem aumentado, assim como a oferta de vagas por entidades do Sistema S, do governo federal e mesmo de governos estaduais e municipais.

Experiência

O empresário Guilherme de Sousa Freire, 29, é um exemplo de que o ensino técnico e a experiência podem ser um trampolim para o mercado. Nascido em uma família de empreendedores, ele uniu a experiência adquirida a três cursos técnicos na área de empreendedorismo e gerência para abrir uma loja de roupas, há cerca de nove anos. Somente quando o negócio estava estabilizado, Guilherme decidiu fazer uma faculdade. No fim do ano, ele se forma em artes plásticas pela Universidade de Brasília. “É claro que a faculdade é uma ótima fonte de conhecimento e atualização. Mesmo com muita teoria em mãos, no entanto, no mercado de trabalho a pessoa se destaca pela competência pela experiência. Hoje, com o currículo que eu tenho, acredito que possuo mais chances no mercado na área de administração do que uma pessoa que acabou de sair da universidade”, diz. “Ser qualificado não significa, necessariamente, ser formado”, completa.

Já a estudante Luciely de Lima Alves, 21 anos, viu na união dos cursos superior e técnico a melhor alternativa para aumentar as chances na hora de conseguir um emprego. Ainda no terceiro semestre da graduação em engenharia civil, ela já terminou um curso técnico na área de segurança do trabalho pelo Senai e tem no currículo uma participação na Olimpíada do Conhecimento, a maior competição de educação profissional da América Latina.

Luciely conta que a motivação para ingressar em um curso técnico veio dos próprios colegas de faculdade. Como ela estuda à noite, na sua turma, há vários alunos que são donos de construtoras pequenas e pessoas que trabalham na área de construção civil e aproveitam o período noturno para estudar. “Durante uma das conversas entre as aulas, eles explicaram que, com o curso técnico, a entrada no mercado de trabalho é mais fácil. Como eles já têm experiência na área, conhecem como funciona. Por isso, comecei a pesquisar e acabei ingressando no Senai”, diz.

A estudante, porém, não abre mão do curso superior. Mesmo prestes a entrar para a Engenharia, Construções e Ferrovias S.A (Valec) como técnica, ela quer se formar e, logo em seguida, ingressar em uma pós-graduação. “O curso técnico foi importante porque pretendo seguir essa área de segurança do trabalho, futuramente. Mas a graduação é fundamental para quem quer continuar crescendo, tanto na parte do conhecimentos quanto na de remuneração. O nível salarial sobe muito. Um engenheiro graduado na minha área recebe o triplo ou mais do que eu vou ganhar como técnica”, afirma.

Há oportunidades para todos além do diploma. Com apenas 22 anos, Gustavo Fernandes é um exemplo. Ele já tem o próprio negócio, ganha o suficiente para manter o padrão de vida almejado e já está se preparando para comprar uma casa. Com a ajuda de um sócio, o tatuador abriu um estúdio em Brasília e fatura entre R$ 150 e R$ 700 por tatuagem.

Apesar de já ter começado um curso superior, Gustavo, que fez dois semestres de psicologia, abandonou a graduação para buscar uma oportunidade diferente. Para aprender o ofício, ele passou dois anos trabalhando em estúdios de profissionais mais experientes, um deles no Peru. “Faculdade é importante, mas não é o único caminho para ter sucesso financeiro”, diz.

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17 comentários

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Harvard e UFRJ: Um Conto de duas "Elites" - Debates Brasil-Estados UnidosDebates Brasil-Estados Unidos

13 de abril de 2015 às 17h14

[…] O que nos remete ao nosso ponto de partido que é o artigo do The Atlantic. Dizer que as faculdades públicas beneficiam a “elite” no Brasil é um argumento redundante e circular. De fato, o quadro tem mudado ao longo das últimas décadas: houve um crescimento significativo do ensino superior privado no país, preenchendo o buraco deixado pelo setor público. As faculdades privadas, com fins lucrativos, mesclam ensino profissionalizante com as escolas tradicionais como as de direito, engenharia e medicina, e tem atendido parcela significativa da população, inclusive adultos mais velhos, sedentos por educação superior. Essas faculdades, junto com as políticas de ação afirmativa implementadas pelo governo, como cotas e bolsas de estudo, de fato tem ampliado de forma importante o acesso à educação superior. Hoje, o percentual de adultos de nível superior é o maior da história do Brasil, chegando a 11%. […]

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Taiene G. da Silva

08 de junho de 2014 às 18h15

Que bom estou feliz porque eu também cheguei a faculdade!!!!!!!!

Responder

Rufino

07 de novembro de 2013 às 11h25

Para o Brasil chegar no primeiro mundo, tem que avançar na percentagem de nível superior na população., Se não é difícil !!!!!!!! 11% É muito pouco.

Responder

saulopb

29 de janeiro de 2013 às 19h22

acho que esse numero estranho, 11% será que esta conta não esta errada, veja essa noticia no JB. O Brasil tem hoje quatro milhões de bacharéis em Direito impedidos de trabalhar. Eles não passam depois de três, quatro exames, mas precisam botar comida na mesa, precisam trabalhar. E não passam por serem incapazes? Não, simplesmente porque a OAB faz prova para barrar”. Momento Verdadeiro/com informações do JB. como tem mais curso de pedagogia que de direito, acho estranho.

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Oswaldo Conti-Bosso

29 de janeiro de 2013 às 09h47

Apenas 11% dos brasileiros têm ensino superior

Caros,

A propagação do erro: Comentário ao meu post, Brasileiros que chegaram à universidade são 11% da população,(que é o mesmo título do post do viomundo, que gerou o post no Blog do Nassif (Apenas 11% dos brasileiros chegaram ao ensino superior).
Creio que está havendo um mal entendido devido ao título que foi atribuído a matéria que foi gerada no blog do Viomundo, acompanhado por mim e por tabela, no Blog do Nassif, mas como chequei, não é o título da matéria no site da UNB (Pouco ensino trava o desenvolvimento). Essa é minha mera interpretação dos fatos.

A questão primordial, que foi o meu foco de análise (também captado pelo Gunter Zibell – SP entre outros), são o percentual de pessoas entre a população do país que possuem formação com ensino superior (acrescentei alguma informação adicional sobre formação em ensino técnico), ou seja, não são as pessoas que chegam na universidade, mas sim as que saem da universidade com diploma

Um exemplo: na área de engenharia no Brasil, dados apresentados em 2010 (portando a base dos dados é de anos anteriores – debate sobre Pré-sal no IEE-USP), estou aqui falando de memória sobre os mesmos, para que possamos entender e clarear mais a ideia: existia por volta de 180 mil vagas de engenharia, dos quais 150 mil eram preenchidas no primeiro ano, nos vestibulares, portando 150 mil alunos no primeiro anos de engenharia, mas após cinco anos de curso, somente 40% (60 mil) das pessoas se formavam, e os demais, 60% (90 mil estudantes), não chegavam a conclusão, mudavam de curso, ou desistiam, etc.

Esse é o foco principal do texto no meu entendimento, por exemplo, do texto:

(…) “Todas as economias que se tornaram desenvolvidas têm uma porcentagem grande de jovens que completaram o ensino superior”

Ou

(…) “Relatório sobre educação divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em setembro do ano passado mostra que o país está na 38ª colocação entre 40 nações quando o assunto é educação superior. Somente 11% da população entre 25 e 64 anos de idade atingiram esse patamar educacional, quando o recomendável é, ao menos, 31%”.

Quando o Andre diz,

“Nos EUA são 14.400.000 estudantes em curso superior, MENOS de 5% da população”.

Considerando a informação do André, os 14.400.00 de estudantes entrante no ensino superior, em relação a população dos EUA (315.000.000), teremos 4,6% da população entrando todo ano na universidade, no Brasil é algo entre 2% a 3% da população.

Ou seja, são ou podem por ser (por volta de, depende do tempo de duração do curso) 14.400.000 estudantes que ingressam na universidade ou College todo ano, o que pode ter, a grosso modo, colocando uma faixa média de duração dos cursos entre 3 a 5 anos, teremos algo entre 57,6 milhões de pessoas à 72 milhões de pessoas no ensino superior, no ponto mínimo de três anos, teremos uma percentagem acima de 18% da população dos EUA na universidade, considerando uma faixa da população entre 24 a 64, teremos mais de 50% formada na universidade, o Gunter comentou que é por volta de 70% (acho um número muito grande, mas pode ser, se fosse para países da Escandinávia, como Noruega, Finlândia,…, provavelmente não acharia, rsrsrrs).

No Brasil os dados da publicado em 2012 pela OCDE diz que temos 11% da população com curso superior (não temos a base dos dados, que é, de ano anterior a 2012), o Chile e a Argentina sei de memória que são superior a 30% da população, dai o nosso atraso, nossa defasagem.

Mas também é preciso considerar que, diploma e curso superior por si só não é garantia de desenvolvimento, como alguém comentou, é preciso levar em conta a questão da cultura, “Cultura e Desenvolvimento”, Celso Furtado (1984), ver post meu:

Cultura – O Arco Modernista: de BH (1897), a Brasília de JK (Enviado por Oswaldo Conti-Bosso, dom, 20/01/2013 – 12:02): “QUE SOMOS?” Cultura e Desenvolvimento – SETE TESES SOBRE A CULTURA BRASILEIRA – CELSO FURTADO. Rio de Janeiro, Revista do Brasil, Governo do Estado e Prefeitura do Rio de Janeiro, 1984. Conferência no I Encontro Nacional de Política Cultural, BH-MG, 23-04-1984.

Meu comentário anterior ao post do VIOMUNDO:

Caros,

Comentário ao post do VIOMUNDO: Brasileiros que chegaram à universidade são 11% da população

O artigo toca num dos pontos chave do sistema educacional do Brasil, num dos gargalos, mas a certo momento, lê-se no artigo que:

(…) “O Brasil, mesmo com um percentual pequeno de diplomados, tem uma população relativamente grande quando comparada à de outros países latino-americanos. “Por isso, a revolução verde ocorreu aqui e não em outro lugar”, diz ele, referindo-se a pesquisas que impulsionaram a produtividade da agricultura brasileira.”

Caberia aqui aquela pergunta provocativa: que outros países cara pálida, Paraguay, Bolívia, Peru?

Como se pode verificar, está afirmação é meia verdade, a informação aparenta ser um nivelamento por baixo para camuflar o nosso atraso na área, pois quando se compara com os dois principais países da região, que estão bem à frente do Brasil nesse quesito, que são Argentina e Chile, eles têm índices acima de 31% da população, que são formados em cursos superiores, enquanto nos países da OCDE, o índice é acima de 50% em cursos superiores e em cursos técnicos, na OCDE, são de 40% a 55% (Japão com 55%), o Brasil tem somente 6% de formados em cursos técnicos.

Podemos tirar dai que o tamanho do desafio não é pequeno, e que, afirmo de cátedra: as nossas universidades ainda não estão preparadodas para esse desafio, que no geral a pós-graduação, na grande maioria é para formar professores de univerisidades e não profissionais para o mercado (eles não admitem, mas é fato, são unúmeros casos, por grandes empresas de tecnologias, que relatam seus fracassos em contratar “Dr.” que não tenham um vínlculo anterior na empresa e que não se adaptam, e normalmente, voltam a ser professores).

Precisamos primeiramente adequar os cursos de pós-graduação o mais próximo possível com a realidade do mercado, e multiplicar o volume, no mínimo, por três, se nos compararmos com Argentina e Chile, e por cinco, no caso dos países da OCDE.

Sds,
http://www.advivo.com.br/blog/oswaldo-conti-bosso/apenas-11-dos-brasileiros-tem-ensino-superior

Responder

augusto2

29 de janeiro de 2013 às 09h46

é, falta mesmo?
entao sugere-se que as empresas queixosas façam um anuncio em jornaizinhos e
veiculos de comunicaçao lidos pelas comunidades brazukas no japão, usa e portugal. Ta “assim’ de tecnico lá carregando peças em carrinho de fabrica.

Responder

Mardones Ferreira

29 de janeiro de 2013 às 09h27

“Falta de profissionais com formação superior ou técnica no mercado impede o país de crescer mais rapidamente”

E eu ”achava” que a política neoliberal de superávit primário (corte de investimentos públicos para pagar os juros da dívida pública não auditada) que prejudicava o crescimento do Brasil. Mas, depois desse texto parcialíssimo, eu acho que o errado agora é certo. k k k k

Tem gente que não se cansa de tapar o sol com a peneira. Falta dinheiro para educação em todos os níveis porque precisamos cortar investimentos para pagar juros de uma dívida que se quer é comprovada como devida. O Vi o Mundo deveria fazer esse p.s.

Responder

A fatos

29 de janeiro de 2013 às 04h45

1 – Um país só precisa crescer mais se for para gerar emprego, mas já estamos com mais de 95% da população empregada.
2 – O que falta de mão de obra especializa, acordos como os Dilma assinou na Espanha já é mais do que precisa;
3 – O Ciência sem Fronteira tem mandado, ante a péssima e retunbante impossibilidade de se formar por aqui mão de obra que preste, tem mandnado fazer no exterior exatamente para que o Brasil tenha tudo que precisará no futuro.
4 – Se o governo fehcar as graduações de universidades públicas, deixando apenas pós e pesquisa, e investir o econominado em ProUni/Fies, rapidamente o índice de 50% com diploma de nível superior será atingido

Responder

Samuel

28 de janeiro de 2013 às 22h58

Se continuar prevalecendo essa visão instrumentalista da educação (a “educação para as fábricas”), de que se deve formar profissionais para fazer a “economia crescer” (visão calhorda de desenvolvimento de um país: interpreta economia como algo isolado e um objeto concreto dado), aumentar “empreendedorismo”, etc, a educação brasileira acabará indo para o buraco de vez.
A educação é para “hominizar” o ser humano, humanizá-lo, não só para ganhar dinheiro ou produzir porcaria de plástico.

Responder

    Ronei

    29 de janeiro de 2013 às 08h07

    Prezado Samuel,
    você toda razão. No Brasil, mesmo a esquerda adota esse discurso
    de que a Educação é para formar “Recursos Humanos” para a economia.
    Esta visão pobre é a mesma do início do século XIX e dos ideólogos
    do progresso com ordem. Aliás, você não acha que seria interessante
    que nosso ministro da “educação” (um economista)exprimisse o que pensa
    concretamete sobre a educação?

Bertold

28 de janeiro de 2013 às 14h28

Toda essa teoria, um pouco antiga até, de que “Todas as economias que se tornaram desenvolvidas têm uma porcentagem grande de jovens que completaram o ensino superior” ainda carece de comprovação eftiva na realidade. Cuba é uma grande exemplo, apesar dos embargos americano de mais de 40 anos e a falta de empregos para os jovens, mesmo com formação superior, no “primeiro” mundo contradiz essa tese. Educação é um direito e dever do Estado e da sociedade garantí-lo. Mas tem de se livrar desta idéia “demodê” de que educação está atrelado ao desenvolvimento econômico apenas. Civilização e cultura combina mais com educação como direito humano básico. Por consequência é mister esperar também o desenvolvimento econômico, científico e teconológico.

Responder

Oswaldo Conti-Bosso

28 de janeiro de 2013 às 14h15

Caros,

Comentário ao post do VIOMUNDO: Brasileiros que chegaram à universidade são 11% da população

O artigo toca num dos pontos chave do sistema educacional do Brasil, num dos gargalos, mas a certa momento, comenta no artigo que:

(…) “O Brasil, mesmo com um percentual pequeno de diplomados, tem uma população relativamente grande quando comparada à de outros países latino-americanos. “Por isso, a revolução verde ocorreu aqui e não em outro lugar”, diz ele, referindo-se a pesquisas que impulsionaram a produtividade da agricultura brasileira.”

Caberia aqui aquela pergunta provocativa: que outros países cara pálida, Paraguay, Bolívia, Peru?

Como se pode verificar, está afirmação é meia verdade, a informação aparenta ser um nivelamento por baixo para camuflar o nosso atraso na área, pois quando se compara com os dois principais países da região, que estão bem à frente do Brasil nesse quesito, que são Argentina e Chile, eles têm índices é acima de 31% da população, formados em cursos superiores, enquanto nos países da OCDE, o índice é acima de 50% em cursos superiores e em cursos técnicos de 40% a 55% (Japão), o Brasil tem somente 6% de formados em cursos técnicos.

Podemos dirar dai que o tamanho do desário não é pequeno, e que, afirmo de cátedra: as nossas universidades ainda não estão preparadodas para esse desafio, que no geral a pós-graduação, na grande maioria (eles não admitem, mas é fato) é para formar professores de univerisidades e não profissionais para o mercado. Precisamos primeiramente adequar os cursos de pós-graduação o mais próximo possível com a realidade do mercado, e multiplicar o volume, no mínimo, por três, se nos compararmos com Argentina e Chile, e por cinco, no caso dos países da OCDE.

Sds,
http://www.advivo.com.br/blog/oswaldo-conti-bosso/brasileiros-que-chegaram-a-universidade-sao-11-da-populacao

Responder

Filipe Rodrigues

28 de janeiro de 2013 às 13h48

Jamais imaginaria ver ou ler isso, o MST, a UNB e o Azenha dando ibope para o José Márcio Camargo, notório economista neoliberal da PUC-RJ.

José Márcio e seus colegas fundadores do plano Real da PUC-RJ, sempre foram contra o investimento estatal no ensino superior, para eles o ensino superior da era FHC é o ideal, pois reduz gastos públicos.

“estreita ociosidade do mercado de trabalho”, quanta incoerência, os economistas neoliberais como José Márcio causaram na década de 90 uma epidemia de desemprego, como adolescente na época eu ouvia que não ia ter emprego e aposentadoria para a minha geração. O país demorou para se recuperar na década passada, bastou o Brasil voltar a crescer para faltar mão de obra, os brasileiros estavam acostumados com o desemprego.

Esses números devem estar defasados (em vez de 11%, acredito que os brasileiros na universidade são 18%), as primeiras açoes do governo Lula para o ensino superior começaram em 2004/05, levando em conta que um curso superior dura em média 4/5 anos, os primeiros resultados já devem estar sendo sentidos.

Responder

    E..

    29 de janeiro de 2013 às 03h45

    É o efeito campos. Já tem muita gente dando tchau ao petismo.

( E.V.S. )

28 de janeiro de 2013 às 13h16

[…] Brasileiros que chegaram à universidade são 11% da população   do VIOMONDO de Luiz Carlos Azenha     […]

Responder

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