VIOMUNDO

André Biancarelli: “Choque e espanto” de Marina ameaça o mercado interno

18 de setembro de 2014 às 16h31

Captura de Tela 2014-09-18 às 16.50.47

Mapa do mundo que representa o PIB/per capita. Vamos engordar ou entregar?

por Luiz Carlos Azenha

Nunca antes na História da corrida eleitoral ao Planalto uma candidatura tinha sido tão ousada ao propor uma guinada de tais proporções na economia brasileira, diz em outras palavras nosso entrevistado. Nós, não ele, é que definimos o programa como de “Choque e Espanto”, exatamente como aquele ataque que abriu a ofensiva dos Estados Unidos para invadir o Iraque. Só que aqui (também é uma definição nossa), é “entregar para crescer”.

“O programa de Marina é de uma ousadia liberal que nunca tinha sido colocada no papel em campanha eleitoral no Brasil. Ousado no mau sentido”, diz André Biancarelli, professor do Instituto de Economia da Unicamp, diretor-executivo do Centro de Estudos de Conjuntura e Política Econômica (Cecon) da mesma instituição e coordenador da Rede D.

Ele deu uma entrevista ao Viomundo a nosso pedido. Ênfase: André não fala em nome da instituição.

É a sequência de uma controvérsia em torno de entrevista concedida ao jornal O Globo pelo economista Alexandre Rands, coordenador do programa econômico do PSB.

Na entrevista, Rands atacou a Unicamp, ao defender o programa apresentado por Marina Silva:

“Não é porque os economistas de Marina são tucanos, mas simplesmente porque hoje em dia existem alguns consensos na teoria econômica. Estão em todas as universidades americanas, em 98% das europeias, em 95% das asiáticas e 97% das brasileiras. Só uma universidade aqui não tem articulação internacional, não traz e não manda ninguém para o exterior: a de Campinas (Unicamp). Ela é endógena. No entanto, tem uma força no governo Dilma que não tinha no de Lula, que era muito mais próximo do que Marina defende hoje. Os economistas de Campinas não consideram todo o desenvolvimento da teoria econômica desde a década de 1960. Dilma pensa com a cabeça de Campinas, que hoje é um lugar isolado, fora do mundo. Uma ilha que parou no tempo. Pela primeira vez, cada candidato tem propostas de desenvolvimento baseada em concepções diferentes”.

Em nota oficial, a Instituto de Economia da Unicamp já rebateu.

André Biancarelli, por sua vez, acredita que Rands talvez tenha dado a entrevista como alguém que “está buscando espaço, exagerando”, para chamar a atenção.

“Sectário”, “radical” e “afoito” foram outras palavras que Biancarelli usou ao longo de nossa conversa, mas sempre se referindo a ideias, nunca a pessoas.

Quando lembrei que Fernando Henrique Cardoso havia governado para “enterrar” as ideias de Getúlio Vargas e que, agora, alguns assessores de Marina falam em “enterrar” as de Celso Furtado, um dos mentores da presença estatal na economia, Biancarelli rebateu:

“É deselegante e revela um certo do desconhecimento do que é o Brasil. Gustavo Franco jamais diria uma coisa destas”.

Acrescentou que os assim chamados desenvolvimentistas “jamais desprezariam as contribuições dadas por Mário Henrique Simonsen, Eugênio Gudin ou Roberto Campos ao pensamento econômico brasileiro”.

Infelizmente, esqueci de perguntar a Biancarelli se ele considerava Rands uma espécie de Zélia Cardoso de Mello de calças. Provavelmente, por elegância, ele não concordaria. Fica para a próxima.

Abaixo, um dos quadros do programa econômico da candidata do PSB:

Captura de Tela 2014-08-29 às 19.55.11

Frases da entrevista de André Biancarelli a respeito destes, de outros pontos do programa e de falas e entrevistas de assessores de Marina:

* Sobre o papel do BNDES como indutor do crescimento econômico:

“O BNDES virou uma geni em que todo mundo bate pelo lado liberal”.

“A consolidação de uma economia desenvolvida não pode prescindir de grandes grupos nacionais, não existe exemplo histórico”.

“Vários paises do mundo invejam o Brasil por ter um banco desse tipo”.

*Sobre o papel dos bancos públicos em geral, como Banco do Brasil e Caixa:

O assunto está “na fronteira do debate econômico dos países centrais”, por conta da crise econômica de 2008.

“Quem tinha banco público conseguiu se recuperar melhor, porque existe um agente financeiro do Estado que está disposto a assumir riscos que o setor privado não assume”.

* Sobre a ênfase quase completa no papel da iniciativa privada:

“A defesa de uma ‘livre concorrência’ nesse plano empresarial significa que o Brasil não vai ter grupos nacionais, a gente vai enfrentar de peito aberto a concorrência internacional e isso vai significar que o mercado brasileiro — que já está sendo — será dominado ainda mais por empresas estrangeiras”.

“Essa é uma nova roupagem da agenda que foi implementada nos anos 90. Abertura unilateral. Unilateral sem negociar nada é como se a concorrência internacional fosse boa em si”.

[Sobre isso, diz o Viomundo, o governo Obama injetou dinheiro público para salvar os bancos e a General Motors, os Estados Unidos subsidiam sua própria agricultura na casa dos bilhões de dólares e a indústria armamentista é financiada e financia guerras onde são despejados mísseis milionários bancados pelo Tesouro norte-americano]

* Sobre a crítica dos liberais, de que o Brasil está alijado das ‘cadeias produtivas globais’, por conta da intervenção estatal:

“Não tem nada nesse discurso que garanta que as empresas virão para cá, porque a gente pode importar”.

“Conduz a uma posição conformada”,  de colocar o Brasil “como mero fornecedor de mão-de-obra e de seu mercado consumidor, que é grande e importante”.

* Sobre a posição que o Brasil teria nos BRICs, que nos reúne numa estratégia em comum — política, econômica e diplomática — com Rússia, Índia e China:

“Enxergam os BRICs, que tem uma importância econômica estratégica, fundamental, pelo viés dos direitos humanos, pelo viés da pureza, da cobrança seletiva de critérios políticos sobre questões internas. É uma visão ingênua do ponto-de-vista de estratégia internacional”.

[Neste ponto, acrescenta o Viomundo, é como se fosse a China que tivesse invadido o Iraque!]

*Sobre autonomia para o Banco Central e a criação de um Conselho de Responsabilidade Fiscal:

O BC seria “um poder paralelo na República”.

“O Conselho de Responsabilidade Fiscal, formado por especialistas não eleitos, seria o equivalente a ter uma política fiscal independente, como se o controle de gastos fosse um valor em si. Há determinadas conjunturas em que o Estado tem de fazer déficit, tem de aumentar a dívida para recuperar a economia, como aconteceu em 2008″.

* Sobre a redução do crédito direcionado:

“O programa habitacional e o programa de crédito rural estariam seriamente comprometidos sem o direcionamento de crédito público”.

Isso faz parte “de uma institucionalidade do capitalismo brasileiro que foi criada nos anos 60″.

Hoje existe “a exigibilidade de que mais de 20% dos depósitos em poupança sejam direcionados ao programa habitacional, da Caixa [Econômica Federal] ou dos bancos privados. Isso tá dito que eles pretendem terminar”.

* Sobre quem dá as cartas no programa econômico de Marina:

“A agenda financeira para essa questão de banco público, [fim do] crédito direcionado, é a agenda do setor financeiro brasileiro, que é muito forte, muito lucrativo, muito influente. É muito complicado um partido assumir de forma tão linear a agenda de um setor da economia. A indústria corre riscos!”

* Sobre as ideias liberais para aumentar a competividade brasileira, especialmente contra a China:

“Exigiria um câmbio [do dólar] a 4 ou 5 reais e uma redução dos salários”.

“É completamente deslocado do momento histórico [de crescimento baixo e prolongado, previsto para todo o mundo]”.

“O [crescimento do] mercado interno foi movido a crédito e distribuição de renda. Acabar com isso é tirar as possibilidades da economia brasileira, numa conjuntura em que não está fácil crescer puxado pelas exportações”.

Vale a pena clicar abaixo para ouvir a íntegra da entrevista e entender o contexto em que foram feitas as declarações. Conteúdo exclusivo como este do Viomundo não depende, ainda bem, do Banco Itaú, mas é financiado por nossos assinantes (clique aqui para se tornar um deles).

Leia também:

CUT: Marina defende terceirização com argumento dos patrões

Investigação VIOMUNDO

Estamos investigando a hipocrisia de deputados e senadores que dizem uma coisa ao condenar Dilma Rousseff ao impeachment mas fazem outra fora do Parlamento. Hipocrisia, sim, mas também maracutaias que deveriam fazer corar as esposas e filhos aos quais dedicaram seus votos. Muitos destes parlamentares obscuros controlam a mídia local ou regional contra qualquer tipo de investigação e estão fora do radar de jornalistas investigativos que trabalham nos grandes meios. Precisamos de sua ajuda para financiar esta investigação permanente e para manter um banco de dados digital que os eleitores poderão consultar já em 2016. Estamos recebendo dezenas de sugestões, links e documentos pelo [email protected]

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Cláudio

22/09/2014 - 22h13

Com Dilma, a verdade vai vencer a mentira assim como a esperança já venceu o medo (em 2002 e 2006) e o amor já venceu o ódio (em 2010). ****:D:D . . . . ‘Tá chegando o Dia D: Dia De votar bem, para o Brasil continuar melhorando!!!! ****:L:L:D:D ****:D:D . . . . Vote consciente e de forma unitária para o seu/nosso partido ter mais força política, com maioria segura. . . . . ****:L:L:D:D . . . . Lei de Mídias Já!!!! ****:L:L:D:D ****:D:D … “Com o tempo, uma imprensa [mídia] cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma” *** * Joseph Pulitzer. ****:D:D … … “Se você não for cuidadoso(a), os jornais [mídias] farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” *** * Malcolm X. … … … Ley de Medios Já ! ! ! . . . … … … …:L:L:D:D

Responder

Polyana Maria Costa

22/09/2014 - 19h50

Proposta de Marina Silva é claramente antissindical
A proposta de Marina Silva significa na prática que o empregador escolherá quais sindicatos representarão seus trabalhadores, em clara violação à liberdade sindical. O que na verdade pretende é a aniquilação do movimento sindical, que tem sido nas últimas décadas uma das principas forças-motrizes da democracia, da sociedade civil organizada e da resistência ao projeto autoritário-neoliberal. Por isso, significa também uma disfarçada Reforma Política, a fim de silenciar os trabalhadores e seus representantes.Proposta de Marina Silva é claramente antissindical
A proposta de Marina Silva significa na prática que o empregador escolherá quais sindicatos representarão seus trabalhadores, em clara violação à liberdade sindical. O que na verdade pretende é a aniquilação do movimento sindical, que tem sido nas últimas décadas uma das principas forças-motrizes da democracia, da sociedade civil organizada e da resistência ao projeto autoritário-neoliberal. Por isso, significa também uma disfarçada Reforma Política, a fim de silenciar os trabalhadores e seus representantes.

Responder

FrancoAtirador

22/09/2014 - 05h38

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5º ‘Pontinho Verde’ do Programa de Governo da MeriNéca:

“CORRIGIR OS PREÇOS ADMINISTRADOS QUE FORAM REPRESADOS PELO GOVERNO ATUAL”

(http://imgur.com/3vV6emL)

Alexandre Rands, um dos economistas mais influentes da equipe que assessora
a candidata da REDE/PSB à Presidência da República, Marina Silva,

propôs na semana passada o aumento da meta oficial de inflação fixada para o próximo ano,

para acomodar reajustes gerais e simultâneos de preços das tarifas atualmente sob controle governamental
(combustíveis, energia elétrica, telefonia, transportes,
serviços postais, aeroportos, estradas, saneamento…)
que ocorrerão por conta do Choque Tarifário [“TARIFAÇO”]
programado para o início do novo governo, se Marina for eleita.

A proposta foi apresentada em público pela primeira vez em evento
que reuniu 500 investidores e executivos do Mercado Financeiro,
organizado pelo Bank of America/Merrill Lynch na segunda-feira (8), em São Paulo.

(http://abre.ai/alexandre_rands_marineca_tarifaco)
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16/06/2014 14:12
Estadão, via Exame/Abril/Naspers/FOX

Por Ricardo Leopoldo e Ana Fernandes

ALTA DE TARIFAS DEVE SER FEITA DE UMA SÓ VEZ, DIZ ECONOMISTA DE MARINA

“O primeiro desafio será restabelecer o realismo tarifário

e ter preços corretos para tarifas públicas e preços administrados”,

diz Eduardo Gianetti da Fonseca

Brasília – O economista Eduardo Gianetti da Fonseca defendeu em entrevista ao Broadcast ao Vivo, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, que a correção dos preços administrados “precisa ser feita de uma vez”, em 2015, primeiro ano do próximo governo.

“É importante fazer de uma vez só,
do contrário as expectativas do que ainda virá
começam a alimentar a inflação presente”, destacou.

“O primeiro desafio será restabelecer o realismo tarifário
e ter preços corretos para tarifas públicas e preços administrados”, ponderou.

Ele avaliou que o governo Dilma Rousseff recorreu ao controle de preços,
o que classificou como um grande retrocesso.

(http://exame.abril.com.br/economia/noticias/gianetti-alta-de-tarifas-deve-ser-feita-de-uma-so-vez)
(http://abre.ai/giannetti_marineca_tarifaco)
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(http://tijolaco.com.br/blog/?p=21225)
(http://saraiva13.blogspot.com.br/2014/09/presidente-do-psb-se-diz-preocupado-com.html)
(http://ggnnoticias.com.br/noticia/uma-entrevista-bomba-de-eduardo-gianetti)
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21/9/2014
“MUDA MAIS”

“Quem fala em Tarifaço
está Mal Intencionado”

Dilma Vana Rousseff (PT),
Presidente da República,
em Coletiva de Imprensa

(http://www.mudamais.com/node/3719)
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Responder

    FrancoAtirador

    22/09/2014 - 06h49

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    Nota de Esclarecimento sobre Estrangeirismologia:

    O termo ‘MériNéca’ é um anglicismo abraZileirado,

    derivado da contração de “Merrill-Lynch/Itaú-BBA”.

    (http://imgur.com/Esawaxc)
    i.imgur.com/Esawaxc.png
    (http://imgur.com/RsaBlXO)
    i.imgur.com/RsaBlXO.png

    (http://abre.ai/estrangeirismologia)
    (http://www.bmfbovespa.com.br/pt-br/mercados/download/BMF-Anuncio-Encerramento-10122007.pdf)
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    Seg, 29 de Junho de 2009 16:42
    Valor Econômico [Globo+Folha], via Bancários da Paraíba

    PARTICIPAÇÃO DO BANK OF AMERICA MERRILL LYNCH NO ITAÚ SERÁ MANTIDA,

    DIZ MATRIZ DO MAIOR BANCO PRIVADO, EM ATIVOS, DOS UNITED STATES

    O Bank of America Merrill Lynch quer crescer sua franquia própria no país,
    mas não pretende se desfazer da participação no Itaú,
    segundo assegura Brian J. Brille, diretor-gerente
    responsável pela área de banco de investimento e corporate das Américas.

    Segundo ele, é uma estratégia atual do Bank of America
    adquirir e manter participações estratégicas minoritárias
    em bancos líderes no crédito ao consumidor
    em mercados emergentes-chave e manter essas participações
    concomitantemente com o crescimento do banco de atacado
    controlado 100% pela matriz.

    “Nossa participação no Itaú é um desses investimentos estratégicos
    e não há qualquer plano de mudar isso”, afirma.

    A razão para a política é buscar participar do varejo
    nesses países emergentes principais, como Brasil e China,
    mas não começar do zero, visto que as barreiras de entrada
    em mercados desse tamanho são grandes demais.

    Segundo ele, desta vez o Bank of America
    está preparado para focar sua estratégia na internacionalização,
    diferentemente do que aconteceu nas duas vezes anteriores,
    quando o banco vendeu seus atividades no Brasil.

    “A franquia global da Merrill Lynch foi uma razão principal
    do interesse do Bank of America na sua aquisição”,
    afirmou, em entrevista ao Valor por telefone.

    Em 2001, o Bank of America deixou o país pela primeira vez
    depois de herdar negócios problemáticos do Nations
    (que se fundiu com o banco em 1998)
    e de disputas com ex-sócios do Liberal
    envolvendo acusações de desvio de recursos em paraísos fiscais.

    Em 2004, o Bank of America comprou o americano Fleet
    e, com isso, assumiu um banco de porte no Brasil, o BankBoston.

    Dois anos depois, em 2006, entretanto, o banco resolveu deixar o país
    pela segunda vez e vendeu as operações do Boston na América Latina ao Itaú,
    mesmo depois dos executivos afirmarem que o Brasil era prioritário.

    Em contrapartida, assumiu a fatia acionária no Itaú.

    Agora, insiste Brille, é diferente.

    Antes, o Bank of America estava focado em construir sua franquia nos Estados Unidos
    e se tornar um banco nacional, aproveitando a mudança de regras no mercado americano
    que passou a permitir esse tipo de instituição.

    A compra do Fleet, do LaSalle, do MBNA e de outros negócios tinha esse objetivo, diz.

    Hoje, o Bank of America já é o maior banco americano em ativos,
    com um total de US$ 2,3 trilhões em seu balanço,
    e tem pouco espaço para crescer nos Estados Unidos, um mercado em retração.

    A lógica é a expansão em países emergentes
    com melhores perspectivas econômicas e bancos mais saudáveis.

    Nem a participação do governo americano no capital do Bank of America Merrill Lynch é um empecilho para isso, afirma Brille. “O governo americano tem interesse que nós sejamos fortes e grandes e diversificados e dessa forma eu acho que o interesse deles é consistente com nossa estratégia de ser uma companhia forte e global”, argumenta. E mais: “a habilidade de atuar no mercado brasileiro e servir as empresas globais situadas no Brasil nos coloca em melhor posição para servir também as companhias nos Estados Unidos.”

    Segundo ele, o Bank of America adota o modelo de integrar o banco de investimento com o banco corporate nos Estados Unidos e no México e pretende fazer o mesmo no Brasil.

    (http://www.bancariospb.com.br/index.php/privados-bancos-56/ita-bancos-65/2852-participao-do-bank-of-america-merrill-lynch-no-ita-ser-mantida-diz-matriz)
    (http://abre.ai/bank_of_america_crise_2008)
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    FrancoAtirador

    22/09/2014 - 11h36

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    DE VOLTA PARA O FUTURO DO PASSADO

    MériNéca conseguiu a proeza de retroceder ao Passado

    e trazer mais uma vez ao Presente, para destruir o Futuro,

    dois economistas “Ricos e mais ou menos Desocupados”,

    enfastiados de ganhar dinheiro no Mercado Financeiro:

    os “entediados” PÉRSIO ARIDA & ANDRÉ LARA RESENDE.

    Ó, Coitados!

    19.04.2002 – 20:16
    Cidade Biz

    Doces e Salgados

    Pérsio e Lara Resende estão outra vez juntos,
    dividindo escritório

    Os economistas André Lara Resende e Pérsio Arida,
    separados de longa data,
    ricos e mais ou menos desocupados,
    estão outra vez juntos:
    ambos passaram a dividir, com mais dois amigos,
    um espaçoso escritório em dois andares
    que alugaram num moderno prédio
    no bairro do Itaim, em São Paulo.

    Hoje ausentes do noticiário,
    mais por decisão deliberada deles mesmos
    que por esquecimento da mídia,
    os dois foram os economistas
    mais importantes das últimas décadas.
    Não pelo poder que em algum tempo vieram a deter –
    caso do ex-czar da economia Antonio Delfim Netto –
    e, sim, pela autoridade de seus trabalhos acadêmicos,
    no que os aproxima, mas sem igualar, do mais brilhante de todos:
    o ex-ministro da Fazenda Mário Henrique Simonsen,
    ironicamente, engenheiro por formação.

    Principais teóricos do modelo de desindexação dos preços e contratos para debelar a inflação acelerada dos anos 80 e 90, Pérsio e André, então jovens professores da PUC do Rio, migraram como tantos outros economistas talentosos de sua geração da academia para o governo ao tempo do Plano Cruzado, no governo Sarney.

    Foram tempos heróicos, que deixaram marcas: a genialidade do plano antiinflacionário mereceu elogios das melhores escolas do pensamento econômico do mundo, mas a sua aplicação por um governo fraco e clientelista foi um enorme fracasso.

    Brasília assistiu naqueles dias de 1986 e 1987
    à maior diáspora de competência já vista
    na administração pública brasileira.

    Os dois amigos também pegaram a estrada
    e vieram ganhar a vida na iniciativa privada,
    em São Paulo, onde aprenderam a ganhar dinheiro.

    André passou pelo Banco Garantia, Unibanco e o Matrix,
    uma operadora de capitais da qual foi sócio
    que durante algum tempo se revelou uma máquina
    de multiplicar dinheiro no mercado financeiro.

    Pérsio esteve no BBA e assessorou grandes bancos.

    No início de 1994, porém, ambos estavam a postos
    novamente em Brasília convocados pelo amigo
    Fernando Henrique Cardoso –
    senador recém ungido pelo presidente Itamar Franco
    ministro da Fazenda com a missão de debelar
    mais um surto descontrolado da inflação endêmica.

    Começava a nascer o Plano Real,
    cujos alicerces foram plantados sobre a sólida teoria
    da inflação inercial desenvolvida por Pérsio e André.

    O Real fez FHC presidente
    e Pérsio seu primeiro presidente do Banco Central.

    André entrou no governo mais tarde, para presidir o BNDES
    durante a fase das grandes privatizações.

    Nenhum dos dois, meio como sina,
    teve sucesso em mais esta passagem pelo alto poder.

    Pérsio ficou menos de seis meses no BC,
    sofreu acusações de deputados,
    foi incompreendido por parte da imprensa
    e jogou a toalha ao se ver sempre vencido
    nas discussões entre a equipe econômica
    na questão do real valorizado.
    Que FHC só se encorajou a tocar
    depois de assegurar a reeleição.

    Um grampo telefônico posto em sua sala, e que funcionou
    durante todo o tempo em que foram montados
    os consórcios de privatização das empresas telefônicas,
    tirou André do BNDES – em meio a suspeitas
    de suposto favorecimento a grupos privados.

    De la para cá, Brasília, para os dois amigos,
    se tornou uma abstração, uma amarga experiência de vida
    que era melhor esquecer.

    Intelectuais pouco afeitos às manobras políticas
    e ao jogo de interesses que circundam
    os cargos chaves da administração federal,
    depois de tudo que passaram
    ambos querem distância de qualquer coisa
    que lembre governo.

    Pérsio se envolveu em projetos de tecnologia,
    que não chegaram a lhe excitar.

    André tentou retomar sua rotina
    de estrategista de mercados financeiros,
    mas também se entediou.

    Passou a dar mais tempo ao hobby
    de piloto bissexto a bordo de suas Porches
    e a longas temporadas em Londres.

    Num mercado que deixou de abrir espaço
    para novas operações, com o fim do ciclo das privatizações
    e da febre dos private equities, o estouro da Nasdaq,
    a mesmice se tornou cotidiana e desafios andam escassos.

    O tédio vem tirando das mesas de negócios
    de bancos e corretoras seus melhores quadros –
    e é assim que Pérsio e André
    encontram seus dois novos parceiros:
    Bruno Ceschin, ex-sócio da Hedging Griffo,
    conceituada corretora paulista,
    e Roberto Moritz, fundador do Matrix.

    Ceschin e Moritz tiveram a idéia
    de dividir um escritório,
    enquanto planejam um novo rumo para suas vidas,
    e André e Pérsio se incorporaram ao condomínio.

    Não há, em princípio, nenhuma sociedade à vista
    entre os quatro a não ser a divisão do aluguel,
    o que não significa que não possa acontecer.

    O que os une, por enquanto,
    é um enorme fastio pelo mercado financeiro
    e a certeza de que ainda existem muitas oportunidades
    à espera de mentes abertas e ousadas para serem desbravadas.

    (http://cidadebiz.ig.com.br/paginas/1001_2000/1454-1.html)
    .
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    FrancoAtirador

    22/09/2014 - 10h07

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    18/09/2014
    Carta Maior

    Editorial

    Por Saul Leblon

    Marina precisa esconder a questão principal em jogo nestas eleições.

    Por isso é crucial expô-la, como Dilma começou a fazer no debate da CNBB, nesta 3ª feira:

    “A principal lição da crise de 2008
    é a necessidade de impor
    uma regulação ao sistema financeiro,
    não o contrário, não o hiperliberalismo”,
    resumiu a Presidenta, fuzilando o projeto
    do BC independente do voto e da democracia,
    encampado pela candidata do PSB.

    Não é um assunto palatável. Mas é traduzível.
    Prova-o a tentativa do PSB de interditá-lo no horário eleitoral.

    O procurador-geral da República, Rodrigo Janot,
    encampou o pedido de Marina de suspender a propaganda petista,
    na qual se relaciona o impacto dessa proposta num lar assalariado.

    Se agiu honestamente, Janot subestima o poder de fogo
    do arsenal que hoje mantem 100 milhões de desempregados no mundo.

    A Europa é uma advertência em carne viva.
    Outrora referência do Estado do Bem Estar Social,
    o continente não resistiu ao moedor da supremacia financeira.
    Paga em libras de carne humana a purga da desordem neoliberal,
    sob o comando dos bancos que a causaram.

    O saldo da reciclagem até o momento sugere
    que a propaganda de Dilma é até cautelosa.

    São mais de 20 milhões de desempregados na zona do euro;
    119,6 milhões de pessoas (24,2% da população)
    transitam no limiar da pobreza em toda a Europa;
    US$ 1,3 trilhão foram entregues aos bancos europeus
    para salvá-los deles mesmos,
    enquanto as filas da Cáritas fornecem
    mais de um milhão de pratos de comida só na Espanha.

    A contradição que a propaganda de Dilma condensa metaforicamente
    pode ser constatada de outra forma e ao vivo aqui mesmo.

    Quando Marina Silva sobe nas pesquisas,
    as bolsas disparam; as consultorias exultam;
    as ações de bancos escalam píncaros de valorização.
    Manchetes faíscam sulfurosas.

    Quando a ONU informa que no ciclo de governos do PT
    o Brasil reduziu a miséria em 75% e praticamente erradicou a fome
    (restrita a 1,7% da população),
    qual é a receptividade do glorioso jornalismo de economia?

    Modesta, para sermos generosos.

    A saúde dos mercados e a deriva da sociedade,
    como se vê em diferentes latitudes do planeta,
    não são contraditórias
    com essa concepção de eficiência econômica excludente.

    A mesma encampada agora pelo PSB, que um dia foi de Arraes,
    hoje é o cavalo onde floresce o enxerto do hiperliberalismo
    denunciado por Dilma.

    A confusão semântica entre um partido socialista
    tomado pela ideologia rentista
    e uma ex-seringueira que a isso empresta sua biografia
    não é involuntária.

    Sem um lubrificante à altura do estupro,
    seria muito difícil vender ao eleitor
    agenda de um neoliberalismo desmoralizado.

    O mundo conspira contra Marina, mas ninguém diz.

    O jornal Valor desta 4ª feira (17/09)
    informa-nos em rodapé discretíssimo:
    ‘Os Estados Unidos sofreram mais um ano de estagnação da renda,
    uma vez que a recuperação da economia
    não consegue se traduzir em aumento da prosperidade
    para a média das famílias (…) cuja renda real
    aumentou apenas 0,3% em 2013…’.

    Significa dizer que a renda média
    na principal economia capitalista do planeta
    encontra-se abaixo daquela de 25 anos atrás.

    Mas os níveis de desigualdade
    regrediram ao padrão da Europa
    no início do século XX.

    Informa o livro de Thomas Piketty (‘O capital’),
    estranhamente ausente do debate eleitoral brasileiro.

    Não é uma tragédia sem causa.

    O lucro combinado dos seis maiores bancos americanos –
    JPMorgan Chase, Goldman Sachs, Citigroup,
    Wells Fargo, Morgan Stanley e Bank of America –
    saltou em 2013 para o seu maior patamar desde 2006:
    um aumento de ganho líquido de 21% ;
    ou US$ 74,1 bilhões em moeda sonante,
    segundo informou a Bloomberg.

    A dificuldade da recuperação norte-americana,
    a mais lenta de todas, que fez o Fed, nesta 4ª feira,
    sinalizar a manutenção das taxas de juros baixas
    por ‘tempo indeterminado’ –
    para decepção do rentismo local e global –
    não tem origem, porém, na crise de 2008.

    O fio que interliga a persistente disseminação da pobreza nos EUA
    antes, durante e depois do colapso de 2008,
    é a hipertrofia do poder financeiro –
    que Marina quer vitaminar no Brasil.

    É esse o elo entre a rastejante recuperação atual
    sob a batuta de Obama, a etapa aguda da crise que a antecedeu –
    capitaneada por Bush Jr – e, antes ainda, o período de apogeu
    que originou o desmonte regulatório do sistema financeiro
    legado por Roosevelt.

    Obra demolidora iniciada por Reagan (1981-1989),
    seguida da consolidação da hegemonia rentista
    sob a batuta do democrata Bill Clinton (1993-2001).

    Radiografar essa espiral e traduzi-la para o idioma político
    destas eleições não é recorrer ao discurso do medo,
    como querem alguns.

    São fatos que a retrospectiva norte-americana
    ilustra exaustivamente. Por exemplo:

    1. Os salários da força de trabalho nos EUA estão em queda ou estagnados desde os anos 90;

    2. Para 60% dos trabalhadores americanos , o valor da hora/trabalho estagnou ou caiu;

    3. Em 1996 a renda média familiar já era inferior a de 1986 (uma corrosão que persiste);

    4. O emprego estável esfarelou; a fatia dos trabalhadores com cerca de 10 anos no mesmo emprego caiu de 41% em 1979 para 35,4% em 1996 ( e embicou nos anos mais recentes);

    5. A desigualdade se acentuou: a renda de uma família padrão de classe média encolheu, apesar do borbulhante fastígio rentista; apenas 10% dos lares abocanharam 85% dos ganhos propiciados pela farra financeira dos anos 80/90;

    6. O trabalho se degradou: ao conquistar uma nova vaga, um desempregado ganha, em média, 13% menos que no trabalho anterior; em 1997, 30% dos empregos já operavam em tempo parcial, evidenciando uma economia que simultaneamente abdicou da indústria em troca dos ‘custos chineses’;

    7. Nessa mutação estrutural , enquanto a fatia da renda apropriada pelos lares mais ricos (o 1% dos aplicadores em ativos) cresceu de 37,4% para 39%, o universo de lares sem ingressos ou com rendimento negativos saltou de 15,5% para 18,5%; na população negra, 31% dos lares tinham renda zero ou negativa em 1995.

    Repita-se: tudo isso antes do colapso da subprime.

    Esse paradoxo feito de desmonte industrial e exploração extrema,
    de um lado, e bonança rentista, do outro,
    só não explodiu antes graças à válvula de escape
    do endividamento maciço das famílias,
    que atingiu seu limite no estouro da bolha imobiliária, em 2008.

    Os antecedentes mostram que a advertência feita
    pela propaganda de Dilma não é descabida.

    É crucial para um projeto de desenvolvimento equitativo
    recompor e aprofundar a regulação do sistema financeiro,
    incluindo-se aí o controle sobre a mobilidade de capitais.

    Foi isso que Dilma começou a dizer na CNBB.
    E precisa continuar a dizê-lo, de forma cada vez mais clara.

    É isso que faz a propaganda vetada pelo procurador Janot.

    Sem desmontar a supremacia financeira –
    e isso significa dar ao governo, ao Estado e à democracia
    os instrumentos de comando sobre o capital –
    será impossível consolidar um novo ciclo de investimento
    e alterar a redistribuição do excedente econômico no país.

    Esse é um dos maiores desafios do desenvolvimento no século XXI.

    Mas para Marina o nome da crise é PT,
    não capitalismo destrambelhado.

    Para Marina não existe conflito entre o fastígio dos banqueiros –
    e dos mercados financeiros – e os interesses populares.

    O conflito que existe na sua constrangedora leitura da história
    é entre bons e maus; entre corruptos e elites bacanas;
    entre dilmas gerentonas e necas solícitas;

    entre o PT ‘degenerado’ – que ‘colocou um diretor
    para assaltar os cofres da Petrobrás’ –
    e a virtuosa turma de novos amigos dos mercados.

    É nessa toada que Marina, Aécio e seus apêndices
    pretendem levar a flauta da campanha até o fim.

    As candidaturas progressistas não podem sancionar
    essa anestesia do discernimento popular.

    Discurso do medo, ‘uma ova!’, é preciso dizer,
    mimetizando a sagaz Luciana Genro.

    A crise evidenciou que na ausência de regulação estatal da finança,
    a genética autodestrutiva do sistema passa a operar
    em condições de baixa demanda efetiva,
    elevado desemprego e especulação suicida.

    A superação do impasse só virá se e quando o Estado detiver
    maior poder de comando para exercer seu papel indutor do crédito
    e do investimento produtivo.

    Contra isso se insurge o conservadorismo.
    E ao seu desfrute se oferece Marina Silva e o seu tripé:
    BC independente; desregulação do pré-sal e desmonte da CLT.

    Discurso do medo? Uma ova!

    (http://www.cartamaior.com.br/?/Editorial/Discurso-do-medo-uma-ova-/31823)
    .
    .

Luís Carlos

20/09/2014 - 20h06

Rands endireitou para se dar bem. Ou seria Hands?

Responder

Polyana Maria Costa

20/09/2014 - 19h28

Parece que ela está perdida. Cada hora ela fala uma coisa. Muda de opinião a todo momento que comete uma falha. Se mostra muito inconsistente, oscilante e totalmente perdida.

Responder

Urbano

19/09/2014 - 20h45

Depois de passados alguns anos, o larará revende…

Responder

Pedro

19/09/2014 - 18h44

Cara, eu adoro esse formato de entrevista! Ouço no trabalho com o fone. Fazia tempo que não tinha uma.

Responder

OZEAS LUIZ MAINENTI SIMÕES

19/09/2014 - 10h23

O que está em jogo são dois modelos distintos: de um lado a retomada dos experimentos do período Collor de Melo e do Fernando Henrique Cardoso e do outro as políticas do segundo Vargas, João Goulart e Lula e Dilma. O resto é proselitismo politico.

Responder

FrancoAtirador

18/09/2014 - 23h35

.
.
FÉ CEGA, FACA AMOLADA

Está sendo uma dificuldade fazer com que a maioria das eleitoras

de até 40 anos, com escolaridade em grau médio/superior,

que moram nas metrópoles e que ganham mais de 5 salários mínimos

compreendam essa relação de causa e efeito do programa econômico

proposto pela equipe de especialistas globais* da MariNéca do Itaú.
.
.
A EKIPEKONÔMIKA DA MARINÉCA HERDADA DO PSB

Nessa área econômica… conta com um trio* de ataque formado

pelo professor do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper)*,
Eduardo Giannetti,

o professor do departamento de Economia
da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE),
Alexandre Rands,

e o vice-presidente do Insper*, Marcos Lisboa,
que foi secretário de política econômica do Ministério da Fazenda
durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.

(Correio Braziliense, 20/06/2014)

(http://imgur.com/ZomdcSj)
i.imgur.com/ZomdcSj.jpg

* ‘Especialistas Convidados’ da Rede Globo de Televisão

*(http://www.insper.edu.br/institucional/governanca/diretoria-executiva)
*(http://www.insper.edu.br/institucional/governanca/conselho-deliberativo)
.
.

Responder

    Mário SF Alves

    19/09/2014 - 00h49

    Ora, mas não basta os caras entenderem como é que se faz a tal farofa com lasquinhas de cebola bem no coração da Floresta Amazônica?

    _____________________________________
    É… a continuar esse marinismo abestado, muita farofa ainda há de rolar por aí.
    _________________________________________________

    Em tempo:

    Casualmente estive num posto de atendimento do SUS hoje, e claro, aproveitei pra dar a receita da tal mentirosa farofa amazônica. Disse que se fosse no sertão nordestino, a receita por ser verdadeira incluiria um ingrediente a mais: o calango.

    Abs.,

    Maŕio

    FrancoAtirador

    19/09/2014 - 02h51

    .
    .
    REDE GLOBO ATRASOU A PUBLICAÇÃO DO DATAFRIAS

    PARA DAR MAIS UM DIA À ESPECULAÇÃO NA BOVESPA

    |17h22 | 18-09-2014 | Atualizada às 17h44
    InfoMoney
    Mercados [Abutres]

    Ibovespa cai 1,2% antes de Datafolha;
    dólar sobe pela 8ª vez em 9 pregões

    Índice recua com estatais e bancos,
    enquanto exportadoras sobem forte;
    pesquisa será revelada hoje no Jornal Nacional

    Por Paula Barra

    SÃO PAULO – O Ibovespa acentuou as perdas na tarde desta quinta-feira (18)
    e fechou o pregão em queda de 1,24%, a 58.374 pontos.

    O mercado espera pela divulgação da pesquisa Datafolha,
    que sairá no Jornal Nacional, enquanto teme pela disparada do dólar,
    indicando um sinal de saída de investidores estrangeiros.

    Nesta sessão, o índice foi puxado pelas ações das estatais e bancos, que caíram forte,
    com investidores cautelosos sobre o resultado da pesquisa de intenção de votos para presidente.

    Depois de três dias de fortes altas, os papéis da Petrobras encerraram no vermelho, tendo ampliado as perdas próximo ao fechamento do pregão. Acompanharam o movimento negativo as ações dos bancos Banco do Brasil,
    Itaú Unibanco e Bradesco.

    Por outro lado, as exportadoras foram fortemente beneficiadas
    pelo movimento de alta da moeda americana, que subiu pela oitava vez em nove sessões. Hoje, o dólar avançou 0,3%, frente ao real.

    Destaque para as ações das siderúrgicas CSN, Gerdau, Metalúrgica Gerdau e Usiminas,
    assim como Fibria, Suzano e Braskem.

    Ontem, no noticiário nacional, o mercado repercutiu a pesquisa Ibope,
    mas fechou estável digerindo a decisão do Federal Reserve
    de reduzir novamente o programa de compra de títulos,
    mas com sinalizações de que vai manter os juros baixos por “tempo considerável”.

    A consultoria LCA Consultores continua a avaliar que o juro básico americano será elevado a partir de meados do ano que vem – perspectiva que fica reafirmada com o desfecho da reunião de ontem – e projeta velocidade de ajuste apenas ligeiramente mais lenta do que o antecipado pelos participantes do FOMC.

    Outros destaques da Bolsa
    Chamou atenção ainda no cenário corporativo as ações da Marfrig (MRFG3),
    que lideraram as perdas do Ibovespa
    em meio ao rebaixamento de suas ações para venda pelo UBS.

    Também do lado negativo ganhou destaque a Kroton (KROT3),
    que chegou a cair quase 6% na mínima do dia
    após notícia de que a empresa contratou o Itaú e BTG Pactual
    para vender R$ 1 bilhão em ativos,
    segundo fontes ouvidas pela Bloomberg.

    Por sua vez, os papéis da Ambev foram os poucos do Ibovespa que encerram em alta hoje. As ações da companhia subiram depois de um relatório do UBS ter elevados sua recomendação de neutro para compra.
    .
    .
    |22h32 | 18-09-2014
    InfoMoney
    Mercados [Abutres]

    Assessoria de imprensa da Globo
    diz que saberá na 6ª a data do Datafolha

    A pesquisa seria divulgada nesta quinta-feira (18)
    durante o Jornal Nacional,
    de acordo com informações da própria assessoria,
    mas a pesquisa não foi revelada na edição de hoje do telejornal

    Por Lara Rizério

    SÃO PAULO – A assessoria de imprensa da TV Globo divulgou
    que saberá amanhã a data da divulgação do Datafolha.
    A pesquisa seria divulgada nesta quinta-feira (18) durante o Jornal Nacional,
    de acordo com informações da própria assessoria,
    mas a pesquisa não foi revelada na edição de hoje do telejornal.

    O Datafolha foi a campo para entrevistar 5.362 eleitores
    entre os dias 17 e 18 de setembro, de acordo com registro do TSE,
    com o número de protocolo BR-00665/2014.
    A pesquisa foi contratada pela Folha de S. Paulo e pela Globo.

    Confira o questionário.

    A última pesquisa do instituto, divulgada há uma semana,
    mostrou um empate técnico entre Marina Silva (PSB) e Dilma Rousseff (PT)
    no segundo turno.

    Na simulação de primeiro turno, Dilma tinha 36% das intenções de voto,
    ante 33% de Marina, enquanto Aécio Neves (PSDB) tinha 15%.
    Já os outros candidatos somavam 4% das intenções de voto.

    Na simulação de segundo turno, a combinação de oscilação
    negativa de Marina, com queda de dois pontos,
    e com o avanço da petista no mesmo percentual
    fez com que houvesse um novo empate técnico.

    A vantagem numérica era para Marina Silva
    com 47% das intenções ante 43% de Dilma.
    .
    .

Wladimir

18/09/2014 - 19h38

Claro como a água pura e extremamente esclarecedor! Os exemplos que o Rands utiliza como sendo “consensos na teoria econômica” encontram-se na maioria das universidades americanas e européias; só que esquece de dizer como é, então, que hoje existem mais de 20 milhões de desempregados na Zona do Euro, e quase 120 milhões de pessoas encontram-se no limiar da pobreza em toda a Europa. Além disso, o Rands poderia explicar também, como é que, segundo o Jornal Valor Econômico de 17/09, os EUA sofreram mais um ano de estagnação da renda, uma vez que a recuperação da economia não consegue se traduzir em aumento da prosperidade para a maioria das familias…cuja renda real aumentou apenas 0,3% em 2013. O fio que interliga a persistente disseminação da pobreza nos EUA, antes durante e depois do colapso de 2008, é a hipertrofia do poder financeiro – leia-se, os Bancos privados e o mercado financeiro – que Marina quer vitaminar no Brasil.
Vejam o excelente texto de Saul Leblon:

http://www.cartamaior.com.br/?/Editorial/Discurso-do-medo-uma-ova-/31823

Responder

    marcio gaúcho

    19/09/2014 - 15h17

    Para salvar a banca financeira, vale tudo!

    Mário SF Alves

    19/09/2014 - 19h11

    Inclusive, decretar a morte do pensamento do Celso Furtado, censurar a internet e interditar a autoridade da Unicamp.
    _____________________________
    FaroLeiros….

Bacellar

18/09/2014 - 19h02

As questões centrais que, suponho, se passam nas cabeças mais neoliberais e donas das maiores carteiras de investimentos no Brasil é: Ganhamos bem e com regularidade no atual cenário, porém apostas médias rendem prêmios médios, ganhamos ou perdemos por não apostar mais alto? E se tivermos a chance de dar todas as cartas? Mas e se na tentativa de manipular a banca, com uma peça central imprevisível como essa quimera Marina-PSB, criarmos uma crise institucional generalizada grave ao ponto de passarmos a ganhar menos do que com a atual estrutura? E se?

O lado ousado fala sim e a prudência fala não. Essa é a rachadura no dique do apoio generalizado do setor financeiro à Marina. Acredito que até o mais ferrenho neoliberal, que não esteja explicitamente, diretamente, envolvido nesse projeto, ou seja, que tenha ganhos mensuráveis assegurados à vista, tenha essa dúvida cruel a lhe ulcerar o estômago.

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