por Luiz Carlos Azenha
Há, por toda parte, da direita à esquerda, uma certa perplexidade. Intelectuais à esquerda e à direita se debruçam sobre a campanha eleitoral com uma ponta de saudosismo e desprezo pela aparente despolitização do eleitorado. O domínio do marketing, a presença do Tiririca e a influência de Lula são apontados como sinais de que a democracia brasileira está às vésperas de um naufrágio.
Em um caderno especial, “Desafios do Novo Presidente”, o Estadão exibe sua saudade de um tempo em que ainda era possível controlar o protagonismo das multidões para negociar, por cima, uma “solução política”. Foi assim no movimento das Diretas Já! , em que o vozerio das ruas foi instrumentalizado para buscar uma democracia “de bastidores”. “Democracia à brasileira”, anuncia o Estadão, obviamente sem notar a ironia contida na escolha da foto. Se tivesse escolhido uma imagem da greve dos metalúrgicos do ABC, em 1980, não seria, naturalmente, o Estadão, embora a greve tenha sido o golpe que de fato chacoalhou o regime militar.
Na Folha, um colunista identificou no Tiririca o símbolo de tudo o que há de errado com a política brasileira. Ele se esqueceu que a despolitização é herança da cidadania negada e está explícita não só nos candidatos bizarros, mas também em partidos que não resistem a prévias internas para a escolha do candidato a presidente. O dedaço, como se sabe, é um mal apenas quando praticado pelo atual presidente da República, nunca quando se dá em um apartamento de Higienópolis. Politização exige engajamento. A amnésia do colunista se estende à campanha movida contra as tênues tentativas do governo Lula de promover a cidadania política, através das conferências nacionais e do Plano Nacional de Direitos Humanos, campanha da qual fez parte… a Folha.
O Globo de domingo gastou uma página inteira de papel e tinta para falar em Vazio de ideias, por que a apatia e a ausência de reflexão tomaram conta da campanha eleitoral. Na página, o poeta Claufe Rodrigues prega “mudar radicalmente o sistema de representação”. Será que ele sonha com o voto censitário? O jornalista Eugenio Bucci trata como “discurso autoritário” a propaganda eleitoral de Dilma Rousseff que dá ênfase à ascensão social (‘”pusemos” não sei quantos brasileiros na classe média’). O sociólogo Bernardo Sorj fala em “massa apática”, sustentada pela “classe média pagadora, que se preocupa com problemas como liberdade de expressão, transparência do Estado e corrupção”.
Curiosamente, as pílulas de O Globo revelam mais sobre os entrevistados do que sobre a população brasileira, os eleitores brasileiros e a conjuntura política e econômica do Brasil. Revelam desconhecimento, preguiça intelectual e a falta de reflexão que eles, os entrevistados, preferem atribuir — como sempre — “aos outros”.
Infelizmente, pouca gente tem se dedicado até agora a estudar a erupção política de milhões de brasileiros como resultado da ascensão social que eles viveram nos últimos anos. O fenômeno, em números, foi retratado mais recentemente no estudo A Nova Classe Média: o Lado Brilhante dos Pobres, da Fundação Getúlio Vargas. Do ponto de vista da ciência política, foi estudado por André Singer, em Raízes sociais e ideológicas do Lulismo.
Além da ignorância, no entanto, torcer o nariz para a atual campanha eleitoral também serve a um objetivo político: desqualificar antecipadamente os eleitos. Para além do golpismo, no entanto, está a perplexidade de classe — e aqui localizamos a esquina onde se encontram direitistas e esquerdistas (alguns, pelo menos). O Brasil é um país de extrema concentração de poder, de riqueza e de saber. E o fenômeno que vai influenciar as eleições brasileiras a longo prazo representa uma ameaça a essa sociedade, em que as “ideias” políticas, de comportamento e de consumo “vertem” dos ungidos em direção às massas.
Assistimos, em câmera lenta, a uma revolução nos papéis sociais, que vai se acelerar quando a ascensão econômica se combinar com a interiorização do conhecimento, o acesso à universidade e as tecnologias de informação.
Perplexos, os que se acreditam mantenedores de nossa ordem hierarquizada confundem sua irrelevância com a decadência definitiva da democracia brasileira. É um jeito elegante de dizer que eles sentem desprezo pelos pobres.


Ilustrando: http://www.youtube.com/watch?v=jrUVle5wdPY&fe…
o problema atual é que a claque não tem mais leitores, não tem mais poder e ninguém, a não ser os jornalistas, estão acompanhando seu funeral. o resto, tá num churras, no shopping, comprando carros em feirões e nem sequer vai dar pela saída de cena desta velha encarquilhada que um dia foi chamada de imprensa, mas sempre teve as mãos sujas como todos os claqueurs.
Não há democracia quando há obrogatoriedade do voto. A falsa democracia está em decadência… quando o voto deixar de ser obrigatório, ainda sim vai levar um certo tempo até o povo brasileiro crescer e perceber que o poder está mesmo é no voto deles..
Agora que o povo aprendeu a votar, agora que deixaram de ser massa de manobra vem o discurso da desobrigatoriedade do voto. Não, meus caros, não repitamos aqui o que acontece na terrinha acima da linha do Equador, onde por lá eles dão um jeitinho de anular o voto de quem vota contrário a seus interesses. Voto obrigatório SIM !
para mim o PIG está fazendo a campanha de personagens como mulher pera, tiririca e dedé santana
o interesse de elegê-los é deles
eles põe foto desses caras todo dia na capa dos portais
eles fazem campanha com capa de crítica
e ainda convencem alguns tolos a votarem neles
e ainda dizem que o brasileiro não sabe votar
mas o brasileiro sabe.
Pela postura, fisionomias, pelo que falam, justificam, criam e fazem, podemos dizer sem medo de errar que esse pessoal está cagando nas calças porque já sacaram que estão mais por fora do que bunda de índio.
Só me preocupo que essa nova classe média adote os valores da atual. Isso seria um desastre.
Quando você conquista alguma coisa, você não tem medo de perder o que conquistaste? Então a nova classe média terá os mesmos valores. da atual. Segundo o racionio de alguns, a nova classe média, hoje é a classe alta.
Se tem algo decadente nesta eleição certamente que é a mídia. Atrasada, ultrapassada e praticando um jornalismo de quinta categoria tentando por todos os meios, na maioria ilícitos, influenciar no resultado das eleições. Não podemos mais conviver com isto no Brasil. Precisamos dar um basta nesta mídia golpista.
http://easonfn.wordpress.com
Azenha,
Escrevi no meu blog sobre o tema, há algum tempo:
http://becolivre.blogspot.com/2009/11/bolsa-famil…
Se puder, dê uma olhada.
Abraços
Caros amigos a única coisa que foi desqualificada nesta eleição foi a nossa grande imprensa. Acredito que em nenhum lugar do mundo uma imprensa se engajou tanto para derrubar um governo onde 80% da população aceita pela mudanças. Principalmente que vieram de baixo para cima, aliás políticas publicas somente funcionam quando acontecem de baixo para cima. É uma vergonha ver um bando de bobos falando sobre as eleições quando sabemos que as redações os contratam pelo deserto de idéias que as habitam hoje. viraram paredes de banheiro onde qualquer oportunista escreve o que quer, desde que desqualifique o governo atual e sua candidata.
O texto é fantástico e faz referências mt boas, esse texto do André Singer me fez mudar minha atuação como blogueiro/twitteiro e recomendo d+, vou ler o outro do Marcelo Néri q tb deve ser mt bom!
Caro Azenha, aproveito a bela oportunidade de seu texto para voltar a participar do debate. Um debate mais sério do que muita gente pode pensar. Assim, desde já peço desculpas pelo tamanho do texto.
************
No passado quase recente, a democracia tinha no voto direto e universal o seu principal alicerce. Um alicerce que era mais profundo e forte de acordo com a quantidade e a periodicidade com que se realizavam as eleições. Se nessas eleições houvesse a mudança dos governantes, então mais democrático era o país e o processo. Como o povo compreendeu que poderia alterar a correlação das forças políticas a seu favor, gradual e lentamente o voto foi perdendo as suas características, principalmente se os eleitos não se ajustam aos figurinos das classes dominantes internas e externas. A democracia, segundo a lógica do sistema, só existe quando o poder "decidido" pelo povo é mantido nas mãos daqueles grupos e classes sociais que historicamente o detinham. O simples fato de haver uma maioria de votos contrária a esse esquema, mesmo que seja de forma esmagadora, perto dos 2/3, por exemplo, não comprova o existir político democrático. Prova apenas que a maioria do povo votou de um modo atípico, pois, segundo a hodierna interpretação elaborada pelo Império e seus "thinks tanks", uma democracia só existe quando o poder é exercido por aqueles que detêm o domínio e a propriedade dos meios de produção e do capital, as “Forças Vivas da Nação”. Um exercício de poder que lhes é delegado pelo povo de forma indireta e permanente, tanto que não pode ousar nenhuma modificação nessa estrutura de poder.
É, mais ou menos, o que estamos a ver aqui no Brasil, quando todas as estruturas político-econômicas oligárquicas e ligadas ao Império lançam-se com desespero na direção de um processo político capaz de romper a estabilidade constitucional do país. Como a tática de reproduzir a mesma relação político-social existente no campo e nas regiões dependentes economicamente de umas poucas atividades produtivas e de serviços não produz os resultados de antes, o modo é tentar um outro processo, como esse em que tentam desqualificar o vôo popular, ao pespegar-lhe o rótulo de despolitizado e alienado. A opção pela ruptura da legalidade, bem sucedida no passado e recentemente em Honduras, não é muito factível por aqui, a despeito dos apoios da mídia. Essa dificuldade operacional pode ser explicada da forma mais singela possível – a melhoria das condições de vida da população e a recuperação de alguns direitos sociais que pareciam estar perdidos para sempre, como o trabalho regular e a caminhada no rumo do pleno emprego.
O feminismo, o fracionamento das lutas sociais, a individuação em busca de direitos, a transferência de vários serviços e atividade públicas para entidades particulares, a precariedade do trabalho, o informalismo das ocupações produtivas ou de serviços, mais o "downsizing" de salários e empregos, foi a aplicação da "financeirização" ou "monetização" de toda a cadeia econômica com a finalidade de mais eficiência nos lucros empresariais. Era o primado do individualismo e da competição como regra de conduta social e privada. Era a norma geral da sociedade neoliberal e falhou.
O comportamento de tais ou quais candidatos, ainda que suas histórias de vida e idiossincrasias pessoais possam ter alguma influência, tem por base o tipo de inserção social e econômica que determinam o seu presente político e a sua história política recente. Serra é o arcaísmo predatório de um tipo X de capitalismo, já em vias de extinção. Dilma, por sua feita, é a clara representante do novo tipo de pacto que a sociedade brasileira, latino-americana e mundial está a exigir. A vitória, como sempre, será e é do novo.
revolução. silenciosa.
já aconteceu.
e é irreversível.
..
os intelectuais perderam o bonde.
à direita e à esquerda. com raras exceções.
o estudo do singer é um exemplo.
raso. primário. marcado pelo preconceito.
..
enquanto isso.. o azenha.. e a blogaria.. arrasa.
..
"Além da ignorância, no entanto, torcer o nariz para a atual campanha eleitoral também serve a um objetivo político: desqualificar antecipadamente os eleitos."
Torço o nariz, SIM, para a candidatura do Tiririca, mas acho que quem desqualifica a própria candidatura é ele quando diz que "pensar no idoso" é dizer que a "véia dá um caldo" ou ainda quando diz que "não sabe pra que serve o cargo pro qual se candidata"… Será que a permissividade liberal tupiniquim consegue achar ATÉ ISSO legal? Será que eu sou o "nova classe média" reacionário por só querer que pessoas comprometidas com o ideal e com o bem estar do próximo sejam líderes?? E, por último, se o eleitor brasileiro torcesse o nariz pra pobre, Lula não teria sido reeleito e não teria tanta influencia sobre o processo eleitoral de agora….
Erenice contra-ataca e chama
Serra de aético e derrotado
em http://www.conversaafiada.com.br – egrégio e destemido jornalista brasileiro Paulo Henrique Amorim
NOTA CÍVICA DO MATUTO ‘BANANIENSE’(!):
A doutora Erenice Guerra é ‘o alvo do tiro da vez’ dos PUMs golpistas do [sórdido e pernicioso] PIG porquanto, do ponto de vista administrativo, é uma personagem muito próxima à Dilma Brasileira Rousseff. Ou seja, Erenice está sendo atacada – covardemente – simplesmente em função da sua vinculação com a Casa Civil. Esta prerrogativa é a referência estratégica para os ataques do PIG mancomunado com a coordenação da campanha DEMotucana. Fosse Maria Xavier ou João Terêncio(!) a(o) ocupante da Casa Civil, Erenice em qualquer Ministério estaria livre das diatribes dos golpistas – pelo menos neste momento estratégico: eleição presidencial, cuja líder nas pesquisas ocupou a referida pasta no governo exitoso, democrático e popular do ínclito presidente Lula.
Bravo, Erenice! Bravíssimo!
Senhora Erenice: esfola daí, que nós arrebentamos [estes crápulas desavergonhados] daqui onde estivermos a qualquer hora do dia ou da noite!
"Ter que endurecer, sem perder a ternura jamais!" Ernesto 'Che' Guevara
Hasta la Victoria Siempre!
Felicidades!
BRASIL NAÇÃO – em homenagem às Erenices, Dilmas, Lulas… Brasileiras e brasileiros dignos, honrados e trabalhadores!
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo
É esse nível de ideologia política que devemos passar para nossos filhos e exigir instrução para nosso povo.E vamos em frente com presidenta Dilma. Tiririca fica para os dementes.
Com instrução o sem instrução, o povo não é "nosso"! Ok! Entendo, a expressão é só um vício de linguagem! Mas que cheira ao elitismo descrito no post -melhor dizendo, matéria- , ah, cheira, sim!
Erenice contra-ataca e chama
Serra de aético e derrotado
em http://www.conversaafiada.com.br – egrégio e destemido jornalista brasileiro Paulo Henrique Amorim
NOTA DO MATUTO ‘BANANIENSE’(!): o ‘post’ é acompanhado por cópia de NOTA À IMPRENSA divulgada por Erenice Guerra.
Parabéns, doutora Erenice Guerra, pela transparência, competência, coragem e capacidade indômita de indignação perante os vilipêndios covardes destes *'gusanos' DEMotucanos caluniadores dos Infernos golpistas!
*'gusanos',
(1)na linguagem coloquial em língua espanhola, particularmente em Cuba, o termo "gusano" pode ser uma forma depreciativa de referir-se a uma pessoa sem escrúpulos;
(2) Verme encontrado nas plantas de agave, planta utilizada para preparar bebidas alcoólicas no México, como a tequila, mezcal e pulque.
Em algumas regiões mexicanas, o gusano é posto dentro da garrafa da bebida.
Messias Franca de Macedo
Feira de Santana, Bahia, República de Nós Bananas
É bom não esquecer que,através da história da luta de classes,a faixa social favorecida,com o tempo,tende a se fechar no seu "ganho",os levando a se tornarem ideológicamente conservadores –(irem para a direita,como disse o internauta dukrai)–,ou seja,se tornarem egoistas,individualistas,para com isso manterem o status conquistado,diante de uma próxima crise do capital.Quem já leu Marx,e tem um pouco de psicologia de como funciona a dominação burguesa,sabe que -(o capitalismo)-, vive de crises ciclicas,e,este estado do bem estar social da "nova classe média",é uma ostentação momentanea,(G7 que o diga!!).Então,qual é a importância de politizar este,bem estar momentâneo? Por acaso,esta não seria -(e é)-,uma tarefa a ser feita por quem de fato interessa.O medo deve espantar a direita,quanto a esquerda,avançar é preciso,mexendo nas estruturas do Estado burgues e,de fato,começar a criar raizes socialistas nesta desordem capitalista,onde quem produz as riquezas do país é premiado,com um salário,nunca alem das "boas" intenções dos patrões e seu Estado capitalista,burguês,a depender de seu gerente.
Azenha
Recebi um texto supostamente do Rubem Alves num yahoogrupo de Patologai, e coloquei esse seu post como resposta.
Sera que cabe?:
"GANHEI CORAGEM – Rubem Alves
"Mesmo o mais corajoso entre nós só raramente tem coragem para aquilo que ele realmente conhece", observou Nietzsche.
É o meu caso.
Muitos pensamentos meus, eu guardei em segredo. Por medo.
Alberto Camus, leitor de Nietzsche, acrescentou um detalhe acerca da hora em que a coragem chega: "Só tardiamente ganhamos a coragem de assumir aquilo que sabemos".
Tardiamente. Na velhice. Como estou velho, ganhei coragem. Vou dizer aquilo sobre o que me calei: "O povo unido jamais será vencido", é disso que eu tenho medo.
É garnde e não ta cebendo tudo, vou te mandar pelo site…
Parabéns!!!hehehe!. Esse pesse pessoal que ascendeu socialmente, não vai deixar barato, se fôrças
reacionárias, tentarem dar marcha ré nas conquistas sociais e economicas etc.
Prezado Azenha
Adorei! Seus textos são sempre muito bons, mas este aqui, em especial, é simplesmente fantástico! Concordo em gênero, número e grau com cada uma das suas palavras. E achei sensacional você incluir "os de esquerda" no rol dos desencantados, porque muitos desses "esquerdistas perplexos" sempre se aproveitaram das posições de destaque que tiveram no cenário de pobreza e abandono em que viveu o nosso povo durante séculos. Agora clamam pela ordem hierarquizada na qual sempre estiveram por cima! De fato, suspiram sua irrelevância com [arremedo de] elegância.
Um grande abraço.
Contrariando o discurso do PIG, não um grande esvaziamento intelectual. Uma prova disso é que mesmo com o bombardeio da mídia a população consegue manter uma posição crítica ao denuncismo eleitoral da mídia.
Parodiando Habermas, poderíamos dizer que o mundo da vida demonstra uma grande capacidade de resistência ao proposto pelas estruturas.
Acredito que este tema merece um estudo mais avançado, pautado por paradigmas diferentes dos utilizados pelos analistas.
a redução do fenômeno social econômico político e eleitoral da nova classe C ao lulismo como faz Singer é limitado para compreender o processo de inclusão dos novos pobres à sociedade de consumo. enquanto essa direita raivosa tiver batendo e esperneando tudo bem, mas o conservadorismo dessa classe média emergente, como aponta o mesmo Singer, pode levar a outras opções ideológicas se o PT não politizar o seu discurso (desculpem não citar a fonte, esqueci de onde foi). aí vai ser muito engraçado ver o PT transitando da esquerda para o centro, transigindo com o Mercado, ser levado para a direita pelos seus eleitores e alguns poucos dos velhinhos, como o Plínio de Arruda Sampaio, irem para o PSOL.
Você disse tudo: "Assistimos, em câmera lenta, a uma revolução nos papéis sociais, que vai se acelerar quando a ascensão econômica se combinar com a interiorização do conhecimento, o acesso à universidade e as tecnologias de informação".
Parabéns, Azenha, belíssimo texto!
A cada dia sinto-me orgulhosa de ter feito parte dessa nova história do Brasil, i.e., tendo votado, com muita consciência, no maior estadista que este país já teve.
Azenha, nas ultimas eleiçoes houve o ataque dos tubaroes, globo etc e ocorreram umas tres ou mais defecçoes na Plimplim em protesto.
Agora a Plim e a midia estao fazendo o mesmo e há duzias de jornalistas encarregados de cobrir o que interessa denunciar. E previsivel que a maioria tente sobressair-se em ver QUEM É MAIS investigativo e denunciativo perante o aquario.!
Porem será que teremos alguem saindo e batendo a porta desta vez?
Ontem no roda viva, na tv cultura, o Boni, o grande da televisão, disse claramente-que qdo foi editado o jornal da Globo para a manipulação pró Collor, ele foi totalmente contra e disse em uma entrevista o que pensava, e ai o Roberto Marinho vendo sua declaração disse-Ele Boni, entende de televisão e não de política.Ou seja, ele endoçou a má fé Global que há anos exercita no povo a lavagem cerebral, como se tivessem conduzindo manadas.Brasil chegou a tua vez, o povo é soberano e ja fez a sua escolha.Parabéns Azenha por essa lucidez, lindo texto.
Azenha,
Sei que espiritualidade hoje em dia não está muito na moda, hora é tratada como "coisa de boiola", hora é referida como "ilusão" para controlar as massas.
Vivendo num dos centros do ocidente ateu. Digo a você que a ascensão econômica, interiorização do conhecimento, acesso à universidade e as tecnologias de informação sozinhos fará a zona de conforto de cada mais e mais confortável. Que bom!
Mas onde está a distribuição de amor, a ascensão do respeito, o acesso à verdadeira amizade e as tecnologias de paz interior?
O que o ateísmo tem a ver com a falta de amos, de respeito, de uma verdadeira amizade etc?
Dêem uma olhada neste link: http://port.pravda.ru/mundo/10-09-2009/27949-ciag…
Abaixo um pequeno trecho:
Mal chegou às livrarias, o livro recém-lançado – Quem pagou a conta? A CIA na guerra fria da cultura – já se transformou na ‘gazua’ que os adversários dos tucanos e neoliberais de todos os matizes mais desejavam. Em mensagens distribuída, neste domingo, pela internet, já é possível perceber o ambiente de enfrentamento que precede as eleições deste ano.
A obra da pesquisadora inglesa Frances Stonor Saunders (editada no Brasil pela Record, tradução de Vera Ribeiro), ao mesmo tempo em que pergunta, responde: quem “pagava a conta” era a CIA, a mesma fonte que financiou os US$ 145 mil iniciais para a tentativa de dominação cultural e ideológica do Brasil, assim como os milhões de dólares que os procederam, todos entregues pela Fundação Ford a Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do país no período de 1994 a 2002.
Parabéns pelo texto, Azenha, que é importante sobretudo porque não se restringe a uma análise das eleições, mas insere as eleições no processo de transformação social porque passa o Brasil (e o mundo). Belo entendimento da história.
Azenha,
Parabéns. Texto magnífico!!!
Um grande abraço,
Seu Azenha, e se esta obra fosse do PAC? O governo do PSDB querendo fazer a Nova Luz está criando o caos e a escuridão em SP. Acabaram de cria a Nova Cracolândia
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/798513-obr…
Queria só entender: Quem vai votar no Tiririca mora aonde? Na Lua. Não mora em São Paulo. Ou seja se votar no PSDB como nos últimos 16 anos é preparado. Se fizer outras opções é burro e irresponsável. Ora faça-me um favor…. Chega de prepotência. Democracia é isso: cada eleitor vota em que lhe parece e isso tem que ser respeitado!!!
Parabéns, Azenha, pelo excelente texto. Você está certo, eles tem horror a pobres. Ser pobre não é sinônimo de ser burro. E quem passa pela falta da mais básica das necessidades, comida, não quer saber de alimentar o cérebro. Com o estômago em dia, chegou a vez do intelecto. A mudança agora, Azenha, não será de cima para baixo, mas de baixo para cima e, posso me enganar, mas essa mudança veio em definitivo. O governo Lula ajudou e está ajudando o povo brasileiro a se erguer e aprender a andar, quando esse povo amadurecer, sai de baixo…
A despolitização é a tarefa diária do/da Globo, da Folha, do Estadão. Por que reclamar agora?
Mais uma vez sendo redundante:
S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L A ANÁLISE, Azenha! Parabéns mais uma vez. Já repassei sua matéria para meus contatos. Obrigado por mais um texto lúcido!
Hehehehhhh… Beleza! Agora, sim, as coisas estão dito… e feitas. Mto delicada, dita com a maior sensibilidade, a afirmação de q assistimos, em câmara lenta, à revolução dos papéis sociais. q irão se acentuar com o (futuro) desenvolvimento econômico… e universalização do saber e do domínio tecnológico. Beleza!…
Penso que uma parcela dos nossos jornalistas e assemelhados confundem informação com instrução. Uma coisa é uma coisa outra coisa é outra coisa. Eles, esses confusos, julgam que podem misturar informação com instrução e ao darem uma noticia não pensam em informar mas sim em instruir. Vai dai que surge todo o viés de opinião pessoal dado as noticias em geral. Mas já passou o tempo em que nós, os cidadãos comuns, gostavamos de ser levados pela mão, tendo uma parcela da sociedade nos dizendo o que fazer e o que pensar.
Alem disso informação não é apenas aquilo que chega até nós nos moldes de uma noticia. Informação é também o que vemos por nós mesmos no nosso cotidiano, na convivencia com todos os grupos de que fazemos parte, e mais do que isso informação também é o que cada um sente como ser humano.
Se eu me sinto bem, ou mal, eu tenho que identificar as causas disso e, a depender do que seja, deixar que continue ou fazer um esforço para interromper seja lá o que for.
Os exercicios de interpretação a respeito do comportamento de nós, eleitores, quase nunca levam em conta a sensação de bem estar que a população está vivendo hoje.
Concluindo: alguns jornalistas precisam deixar de lado a pretensão de instruir enquanto informam e apenas cumprir o papel de noticiar ( reservada é claro a liberdade de expressão de todos nós, mas daí já não é noticia e sim opinião) e todos os especialistas de plantão deveriam fazer um esforço e observar melhor as pessoas ao seu lado, quem sabe mesmo sua empregada doméstica ou o balconista da padaria, e perceber que há uma certa tranquilidade no ar, uma tranquilidade que gera felicidade e bem estar. Então pra que mudar?
Grandes abraços
Belo texto Azenha!
Lembrei também do episódio da Regina "Medrosa" Duarte: ninguém reclamou que uma atriz chique e famosa da Globo, criadora da Globo, foi a TV vomitar uma apelação ridícula e totalmente despolitizada; uma confissão de seus medinhos pessoais que devia ser feita na sala de seu analista, e não no horário político.
Mas isso é Liberdade de Expressão. Já o pagodeiro Netinho é forçação de barra. Ainda bem que cada vez mais gente se deixa menos tapear por este modo cheiroso de ver o Brasil.
Muito boa análise. Você sintetizou muito bem quais as causas da paura que está desnorteando a nossa elite cosmopolita.
A terra treme e os caras se deram conta que não há como evitar. Pior: se antes acreditavam nos próprios mitos que lhes garantiam o poder, agora parecem crer nas próprias mentiras que lançaram ao vento como estratégia última para amedrontar a massa votante. Alucinados, devem acordar à noite sonhando com o "aparelhamento do Estado", a "sindicalização das instituições republicanas", "o controle da mídia", "a politização do BNDES", … quantos bicho feio arrudiando a cabeceira!
[TUDO A VER!]
ENTENDA O QUE SIGNIFICA PRIORIDADE TUCANA NA ÁREA DA EDUCAÇÃO!
#################
Temporários chegam a 46% dos professores em SP
FONTE: Folha online
DE SÃO PAULO
4/09/2010 – 04h00
O número de professores temporários na rede estadual de São Paulo chegou neste ano a 46% do total, a maior proporção desde 2005, informa reportagem de Fábio Takahashi, publicada nesta terça-feira pela Folha (No ano passado, o então governo de José Serra (PSDB), hoje candidato à Presidência, anunciou como meta diminuir a taxa para 10% em quatro anos. Àquela época, o número era 42,4%.
Os dados são da própria Secretaria da Educação. Em números absolutos, são hoje 101 mil não efetivos. Um concurso público com 10 mil vagas foi feito em março, mas os aprovados só começarão a trabalhar no ano que vem.
Pesquisadores afirmam que o contingente de temporários tem impacto direto na qualidade de ensino, uma vez que eles tendem a ter uma rotatividade maior nos colégios -os temporários só podem escolher suas escolas depois que todos os concursados já fizeram suas opções.
Messias Franca de Macedo
Feira de Santana, Bahia, República de Nós Bananas
Toda eleição deve ser uma festa da democracia, onde a nação se confraterniza ao eleger aquele ou aquela que irá comandar o país por quatro anos. Tem coisa mais democrática do que ver alguém ganhar as eleições e receber os cumprimentos dos concorrentes? Quem vencer governará para todos. E a oposição fará sua parte ao apontar erros e acertos, e governará junto ao trazer novas idéias e acima de tudo votar as leis apropriadas aos interesses do povo. Nessa festa há lugar para o Tiririca. Ficha limpa. É preconceito do colunista da Folha dizer que "Tiririca é o símbolo de tudo que há de errado na política brasileira". Há muitos erros na política brasileira e esse colunista da Folha contribui para aumentá-los. Não voto nesse comediante, mas seu partido está com Lula há oito anos. O que pude ver no horário eleitoral pouco me agradou. A Dra. Havanir, com suas expressões faciais, sua voz estridente e a 5ª do Beethoven de fundo me assusta. O "abestado" irrita com suas frases. Mas é festa! É democracia! Eu prefiro que não se elejam. E quem sou eu diante de 130 milhões de eleitores?
Excelente texto, Azenha! Parabéns!
É muito estranho esse papo de despolitização do eleitorado.
Não é absolutamente o que constato conversando com eleitores de todas as camadas sociais aqui no Rio de Janeiro e em cidades do interior do Estado.
Provavelmente a mídia considera que despolitizado é aquele que não acredita no que ela publica ou veicula. Mas que prefere definir o seu voto e a sua opinião política pela comparação entre o que era viver no neoliberalismo desenfreado de FHC e o que é viver agora. E ainda levam em conta as possibilidades de avanços sociais e econômicos para o país e para si mesmos. Talvez para essa mídia, ser politizado signifique crer no ilusório paraíso consumista neoliberal das Daslus e outros centros de consumos inacessíveis ao povo trabalhador. Ou seja, o impossível, politiza, o possível, despolitiza. Essa é a lógica do sistema!
Eu estou admirado – sem ironia – com o "Museu de Grandes Novidades" do Azenha.
Comparem o texto dele com o pensamento grego do século IV a.C. ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Di%C3%B3genes_de_S%C… ):
"Diógenes de Sínope foi um filósofo da Grécia Antiga. Os detalhes de sua vida são conhecidos através de anedotas, especialmente as reunidas por Diógenes Laércio em sua obra 'Vidas e Opiniões de Filósofos Eminentes' (…)
Da perspectiva apresentada por Roca e Álvarez, Diógenes de Sínope pode ser considerado um predecessor dos 'happenings' como ferramenta de contestação política. Ainda na ótica destes autores, através de suas ações provocativas individuais com as quais contestava toda forma de autoridade (Diógenes adorava ridicularizar Platão enquanto autoridade filosófica) e de sacralidade, Diógenes pode ser considerado um importante precedente da vertente libertária (…)
Diógenes é tido como um dos primeiros homens (antecedido por Sócrates com a sua célebre frase 'Não sou nem ateniense nem grego, mas sim um cidadão do mundo.') a afirmar, 'Sou uma criatura do mundo (cosmos), e não de um estado ou uma cidade (polis) particular', manifestando assim um cosmopolitismo relativamente raro em seu tempo. (…)
Provavelmente, Diógenes foi o mais folclórico dos filósofos. São inúmeras as histórias que se contavam sobre ele já na Antigüidade.
É famosa, por exemplo, a história de que ele saía em plena luz do dia com uma lanterna acesa procurando por homens verdadeiros (ou seja, homens auto-suficientes e virtuosos).
Igualmente famosa é sua história com Alexandre, o Grande, que, ao encontrá-lo, ter-lhe-ia perguntado o que poderia fazer por ele. Acontece que devido à posição em que se encontrava, Alexandre fazia-lhe sombra. Diógenes, então, olhando para a Alexandre, disse: 'Não me tires o que não me podes dar!' (variante: 'deixe-me ao meu sol'). Essa resposta impressionou vivamente Alexandre, que, na volta, ouvindo seus oficiais zombarem de Diógenes, disse: 'Se eu não fosse Alexandre, queria ser Diógenes.' (…)
Outra história ainda é a de que um dia Diógenes foi visto pedindo esmola a uma estátua. Quando lhe perguntaram o motivo de tal conduta ele respondeu 'por dois motivos: primeiro é que ela é cega e não me vê, e segundo é que eu me acostumo a não receber algo de alguém e nem depender de alguém'."