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Por que os Estados Unidos temem democracia no mundo árabe

28 de janeiro de 2011 às 21h03

por Luiz Carlos Azenha

Vamos começar deixando de lado a ideia de que o que se passa no mundo árabe é uma revolução do twitter, do facebook, da Al Jazeera ou das mídias sociais.

O Vinicius Torres Freire acertou, na Folha. “De acordo com esses correspondentes, não seria possível haver Revolução Francesa, Russa, maio de 1968, Diretas-Já ou as revoluções que derrubaram as ditaduras comunistas, dado que na maioria dessas revoluções não havia nem telefones”, escreveu ele.

Voltarei ao tema.

Vinicius acerta de novo, mais adiante, quando toca no ponto central: os milhões de jovens desempregados e sem perspectivas de vida que vivem no mundo árabe.

Não tenho muita experiência de reportagens na região, a não ser por algumas semanas trabalhando no Iraque, na Jordânia e no Marrocos.

Em todos esses lugares testemunhei a frustração dos jovens árabes (na periferia de Casablanca, no Marrocos, fui a uma favela cercada de altos muros brancos, onde a pobreza era devastadora mesmo pelos padrões africanos).

Nunca me esqueço do desabafo de um jovem palestino, morador de Amã, na Jordânia, sobre o drama pessoal que enfrentava: a falta de condições  para pagar o dote, casar e conseguir morar com a esposa em endereço próprio.

São esses dramas pessoais, multiplicados por milhões, que movem hoje o que se costuma chamar de “rua árabe”. Dramas que se desenrolam diante de governos autoritários, corruptos e completamente desligados da realidade das ruas.

Aí, sim, é preciso notar o impacto das tecnologias da informação, mas muito mais da telefonia celular e da TV via satélite do que propriamente das mídias sociais, muito embora as lanhouses fervilhem em quase todas as grandes cidades do mundo árabe.

Depois de um rápido processo de urbanização, a frustração dos jovens árabes agora se dá num cenário em que eles são expostos diariamente aos objetos de consumo e ao padrão de vida que “recebem” via satélite, especialmente nos intervalos das transmissões de futebol europeu (no norte da África há mais torcedores do Manchester United do que no Reino Unido, por exemplo).

Washington sustenta o governo egípcio à base de cerca de 5 bilhões de dólares anuais.

É muito pouco provável que o governo Obama vá além de declarações vazias a respeito do governo ditatorial de Hosni Mubarak, ou de “platitudes” em defesa da liberdade de expressão da população.

A reticência dos Estados Unidos — e de todos os governos ocidentais — em relação ao Egito tem relação com o fato de que qualquer democratização para valer dos países árabes aumentará o poder dos partidos islâmicos (a Irmandade Islâmica, por exemplo, no Egito).

Foi prometendo combater a corrupção e promovendo serviços sociais que o Hamas  e o Hizbollah ganharam legitimidade respectivamente em Gaza e no Líbano.

Notem, nas próximas horas, como os governos ocidentais vão enfatizar a necessidade de “preservar a estabilidade” e a “segurança” dos governos árabes que estão na defensiva.

Democracia nos países árabes resultaria em governos menos submissos aos Estados Unidos, mais “antenados” com as ruas e, portanto, muito mais agressivos em defesa dos direitos e dos interesses dos palestinos — para não falar em defesa de seus próprios interesses.

Será muito curioso observar, nos próximos dias, a dança hipócrita dos que defendem apaixonadamente a democracia no Irã mas se esquecem de fazer o mesmo quando se trata do Egito. Inclusive no Brasil.

PS do Viomundo: Vamos ver se o governo Obama deixa de fornecer gás lacrimogêneo e outros equipamentos de “segurança” ao governo Mubarak, por exemplo.

 

155 Comentários escrever comentário »

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Brasil: Blogueiros brasileiros reagem à crise no Egito e no Oriente Médio · Global Voices em Português

08/04/2015 - 12h58

[…] à imprensa sobre a crise egípcia e a forte repressão contra o povo. Não faltaram também críticas à posição dos EUA, considerados principais culpados pela perpetuação do regime ditatorial de […]

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Para (tentar) entender os protestos no Egito | HistóriaZine

04/07/2011 - 22h52

[…] do país. Para entender um pouco como vive grande parte do povo árabe, recomendo a leitura deste texto do repórter Luiz Carlos […]

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O Caldeirão. O árabe E Os Tupiniquins O Caldeirão árabe Ferve E A óia Mostra Na Capa O Narigudo Do Caldeirão Global. Santa Alienação, Batman! | TeiaLivre

05/04/2011 - 16h10

[…] o Mundo”, Por que os Estados Unidos temem democracia no mundo árabe / Viomundo – http://t.co/4uhMY1b via […]

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Brasil: Blogueiros brasileiros reagem à crise no Egito e no Oriente Médio · Global Voices

02/03/2011 - 00h44

[…] à imprensa sobre a crise egípcia e a forte repressão contra o povo. Não faltaram também críticas à posição dos EUA, considerados principais culpados pela perpetuação do regime ditatorial de […]

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Jonas Aguiar

03/02/2011 - 20h55

Afinal, qual o país do oriente médio não é uma ditadura. Arábia Saudita, Irã, Iemen, Kuwait, Emirados Árabes, etc, todos não passam de ditaduras que só se diferenciam no fato dos governos serem vendidos ou não aos Estados Unidos, o grande corruptor dos governos árabes, e porque não dizer do mundo inteiro. Aos seus "amigos", dinheiro, armas, etc., aos "não amigos", a guerra. Se os EUA se limitasem ao seu território, o mundo seria um lugar muito melhor para todos!!

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Madrasta do texto ruim

31/01/2011 - 14h16

Só quero saber "naonde" está escrito que se o Mubarak cair o que virá será a democraica, plena, limpa, linda e nos moldes ocidentais.

Gente, o conceito de "democracia" envolve liberdade demais pra esses povos. Não estou dizendo que eles não sejam capazes de conseguir isso, só esotu dizendo que eles JAMAIS tiveram experiência ou vivência de ter liberdade.

eles vivem numa prisão política, religiosa, intelectual, econômica, financeira… enfim, esperar que eles saibam de democracia é um pouco demais… Sem um comando superior, forte e maior que eles, eles ficam acéfalos (vide Iraque pós Saddam)

Não estou defendendo ditadura de forma alguma. Só estou tentando entender as coisas como elas realmente são…

Eles podem, sim, cair num fundamentalismo religioso e com isso se sentirem plenos e realizados.

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    Fred

    31/01/2011 - 17h27

    Olha… democracia – plena, limpa e linda – não está nos moldes ocidentais, mas nem de perto.

Por que os Estados Unidos temem democracia no mundo árabe « Blog do EASON

31/01/2011 - 12h03

[…] Vi O Mundo – por Luiz Carlos Azenha […]

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Tania Guimaraes

31/01/2011 - 11h36

Subestimou a revolta que o mundo arabe sente com a situacao da Palestina, a persiguicao politica a movimentos de justica social, como Hammas hezbolah, sempre os taxando de coministas etc. This is not about jobs or I-Pods

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Pedro

31/01/2011 - 10h59

Um autor francês, que escreveu pouco antes da eclosão da Revolução de 1789, dizia que a aristocracia só servia pra ser guilhotinada. Os Mubaraks da vida podem ir para um retiro de velhos.

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jefferson

31/01/2011 - 09h59

U$$ 5.000.000.000,00 de dolares não sustenta regime nenhum.

Responder

Fernando R.

31/01/2011 - 08h20

Se abrir a democracia nos países árabes, a tendência de evoluirem para a teocracia virá. A teocracia é a ditadura da fé. Existe algo mais obscurantista? Você prefere o governo dos aiatolás e dos mujahedins, ou o do Kadafi e do rei Hussein?
Devemos defender também a democracia no Paquistão, onde os fundamentalistas estariam no poder pelo voto, não fosse o golpe militar? E o seu armamento nuclear?
Agora, imagine um futuro governo fundamentalista no Egito explodindo a esfinge egípcia, tal como o governo afegão fez com o Buda de Bamiyan. Vale correr o risco?
Abre-se a democracia, obtém-se a teocracia. E agora? Nosso desgosto pela intervenção americana no mundo não pode turvar nossa visão.
Acho que devemos deixar a ingenuidade para temas menos relevantes.

Responder

    Tania Guimaraes

    31/01/2011 - 11h55

    Projeto de lei em Oklahoma demanda que a evolucao seja desafiada em salas de aulas. Americanos da ceita dos ultimos dias curram as menininhas de 14 e 14 anos e jogam fora os rapazes da mesma idade.
    Comunidades cristas radiais apoiam politicas de pancadarias na "educacao", tudo legalzinho. A cada 2 minutos uma mulher USA morre nas maos de um homeme que um dia lhe jurou amor.
    Olhem bem para a hipocresia humana

    Luca K

    31/01/2011 - 12h31

    Deprimente constatar como "pensam" os Fernandos da vida. Em suma: Árabes e muçulmanos precisam de ditaduras pq caso contrário, "extremistas" chegariam ao poder através do processo democrático!!
    Por trás desse tipo de comentário, jaz a mais profunda ignorância de como o mundo de fato funciona.
    Por ex., o Irã hoje seria provavelmente uma democracia consolidada, não fosse pela intervençao de britânicos e estadunidenses que a derrubaram, instalando no poder um ditador fantoche. Com o tempo, veio a revolução islâmica.

    Por outro lado, me impressiona tb a arrogância dos que acreditam na imposição de "democracias" mundo afora. Considerações rápidas; o sistema democrático foi criado na Europa antiga e é uma instituição ocidental até recentemente incomum na maior parte do globo por não fazer parte das tradições da maioria dos povos/nações.
    Outro questionamento; até que ponto as democracias ocidentais funcionam de fato? Uma análise mais aprofundada nos mostra que frequentemente são mais fachada q realidade uma vez que há muitas formas de controle. Nas corruptas democracias ocidentais, a mídia é um forte instrumente de controle, empregada como substitudo ao porrete usado nas ditaduras. Chomsky escreve bem sobre isto, ainda que por motivos óbvios não avalie o fundamental elemento judaico/sionista da equação.
    Diria ainda que por vezes, a depender das alternativas, algumas formas de ditaduras podem ser vistas pela maioria como muito mais interessantes do que a democracia. Que direitos tinha a grande maioria da populaçao alemã na democrática república de Weimar? Direito ao desemprego, a passar fome, a falta de perspectivas. Após uns 4 anos de ditadura Nacional Socialista, a maioria esmagadora dos alemães recuperara o trabalho, auto-estima, possibilidades de ascenção social, etc. Poucos sentiam falta da caótica república de Weimar.

    Luca K

    31/01/2011 - 13h07

    Ler ascensão onde escrevi ascenção(Arrrgh) ! ;P

rodrigo.aft

30/01/2011 - 23h18

Deixemos a ingenuidade de lado, e vamos conhecer um pouco como se articulam e agem os defensores de certas "causas humanitárias" (curiosamente, só causas de um certo tema – e se eu conheço, um pouco disso, essa página, no kit.net vai sumir já já pra não dar mais bandeira).

"O Projeto Anne Frank
(em: http://www.estadoanarquista.org/blog/?p=4308)

Prezado(as) leitor(as): como você deve ter percebido, nosso blogue encontra-se já sobre vigilância e ataque de sionistas que, sobre pretexto de combater o anti-semitismo, o que seria louvável, entregam-se a defesa do sionismo e do Estado de Israel, portanto, de uma nação estrangeira, o que é abominável.

No Brasil, estes sionistas, normalmente identificados com o judaísmo de direita ou com determinadas correntes evangélicas, foram organizados no chamado “Projeto Anne Frank” , cuja descrição, feita por eles mesmos, você pode ler aqui: http://www.mobilizacaojudaica.kit.net/principal/a

Portanto, recomendamos atenção, por que objetivo do Estado de Israel parece ser transformar o mundo em títeres dos seus desmandos, como já ocorre nos Estados Unidos, no Canadá, na Grã-Bretanha e em grande parte da Europa, que já são servis aos interesses sionistas.

Combater o anti-semitismo é uma demanda justa, mas é da maior incoerência e hipocrisia fazê-lo ao mesmo tempo em que se defende o sionismo. Aliás, grande parte dos israelenses são muito loiros, muito germânicos ou muito eslavos, para poderem ser chamados de “semitas”, já repararam? Ou alguém acha que o carniceiro racista moldavo-israelense, Avigdor Lieberman, tem qualquer traço semita? Achar que um judeu é semita apenas por causa da religião, em última instância, é tão inteligente quanto considerar que um negro se tornou branco apenas por que se converteu à Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

De toda forma, as armas dos sionistas, além de vastos recursos financeiros, são a Mentira, a Manipulação e a Dissimulação. fique(m) atent(as)! E não deixe o sionismo se confundir com o judaísmo em sua(s) mente(s). São coisas bastante diferentes. O combate sem tréguas ao primeiro é quase uma obrigação moral, assim como o irrestrito respeito aos seguidores do segundo. Por que combatê-los não pode significar descer ao nível deles. Até por quer, são pântanos e víboras que os sionistas conhecem muito melhor que nós. E o veneno deles, pelo tempo de uso, é mais forte que o nosso. Somente na luz é possível derrotá-los. E a verdade, da qual fogem tanto, é nossa melhor arma."

Responder

    MAGDA

    08/02/2011 - 21h45

    Me explique por favor porque é um antitese combater o anti-semitismo e ao mesmo tempo defender o sionismo. Por favor? (magui_luv@hotmail.com) GRACIAS ^ ^

Marcelo Zero

30/01/2011 - 22h25

Os conservadores brasileiros também temem a democracia no mundo árabe. Basta ler a Veja desta semana.

Abraços,

Responder

Claudio

30/01/2011 - 22h20

OS EUA não temem democracia no Egito ou em qualquer outro lugar, o que eles temem é que se instale um estado teocrático nos mesmo moldes de outros países do Oriente Médio, o que seria uma catástrofe…

E sobre os que falaram da revista tão odiada por relevar fatos desabonadores do governo, convém lembrar que na última edição ela citou os protestos na Tunísia e fez novamente a mesma observação: "É muito bom ver um ditador sair correndo do país, no entanto, esse momento do país pode ser desperdiçado se uma ditadura for trocada por outra, teocrática".

Responder

Marcos W.

30/01/2011 - 18h07

Ora,deixemos os iranianos,os egípcios,os curdos,os tunisianos,os cubanos,os noruegueses,os dinamarqueses,os franceses,os congressistas…e os americanos,viverem do jeito que gostam,ou podem viver!!!

Responder

edv

30/01/2011 - 16h35

Revolução, insurreição, combina palavras que começam e terminam iguais, como informação e insatisfação…
.

Responder

ocommunard

30/01/2011 - 16h15

Pessoal, mais uma farofada da revista Veja e seu miquinho amestrado Tio Rei foi desmascarada:

O Aiatolá Tio Rei, o colunista egípcio da Veja http://brasilwiki.com.br/noticia.php?id_noticia=3

Responder

redecastorphoto

30/01/2011 - 16h12

Boa avaliação, esta, do Azenha. Acerta em cheio no óbvio denegado pelas Potências centrais do Ocidente, embora objeto de planos-B: eleições livres e diretas, como as ocorridas na Argélia de 1990, no Líbano desde a retirada das tropas israelenses de ocupação e na Palestina (2006), as agremiações islamitas saem vencedoras.
(redecastorphoto m- arnac)

Responder

Eduardo

30/01/2011 - 16h03

Azenha, voce acertou em cheio.

Responder

Eduardo Almeida

30/01/2011 - 14h57

Matéria bem lúcida do "El País":

La oposición laica se abre paso en Egipto

http://www.elpais.com/articulo/internacional/opos

Trecho:

"La revuelta popular egipcia ha confirmado que, en contra de la versión oficial, en el país del Nilo existe otra oposición al régimen de Mubarak que no son los Hermanos Musulmanes. El reto ahora es canalizar ese descontento en un proyecto político con suficiente apoyo para convertirlo en una alternativa de Gobierno."

Responder

Marat

30/01/2011 - 14h44

Azenha, levando em consideração que "um pessimista é um otimista com experiência" (não sei de quem é a frase), eu fico sempre com o pé atrás nessas situações. Meu coração torce muito pela deposição do ditador egípcio, mas minha mente me diz, com insistência, que vão acabar colocando ali um outro malando com roupagem nova, mas com idéias vetustas, financiadas pelos EEUU, alguém como o Baradei, que foi o manda-chuva da famigerada e falida ONU. Sinto também a falta do Celso Amorim. Espero piamente que ele tenha pedido para sair, e que não tenha sido exonerado desse fundamental cargo.

Responder

    Eduardo Alencar

    30/01/2011 - 21h04

    Baradei não será um ditador. Se ele se tornar presidente, será para um governo provisório, que irá convocar eleições. Baradei, apesar de tudo, não tem vocação para ditador. É melhor ele do que Mubarak, pelo menos assim teremos eleições livres em breve, onde a centro-esquerda inspirada por Lula, Cristina Kirchner e Tabaré Vazquez poderá apresentar o seu candidato

    Marat

    31/01/2011 - 08h05

    Espero que seja isso mesmo, mas, vendo o mundo como é, tenho sérias dúvidas… O Ocidente tratará de colocar algum safado ali, ou tentará corromper aquele que conquistar o poder. Sempre foi assim. Espero que o povo egípcio perceba as manobras malandras e assassinas do ocidente e não permita que seu país prossiga como (mais um) joguetinho ocidental.

Salomfalves

30/01/2011 - 14h18

Creio que há muito o que se pensar, refletir e dizer sobre esses acontecimentos no mundo Árabe. __Uma questão importante, para as populações de lá, mas também para o Ocidente é: quem vai assumir o comando político se forem confirmadas as quedas e substituições dos governos ditatoriais? No caso do Egito, por exemplo, a irmandade muçulmana, bastante importante para a maioria da população, por causa de seu trabalho social, tem grande aprovação da maioria do povo e tem grandes possibilidades de assumir o comando. Se isso se concretizar parte importante da população egípicia religiosamente cristã, poderá sofrer maiores perseguições, se, por exemplo, a charia islâmica for imposta.

Responder

    Felipe

    30/01/2011 - 15h59

    Azenha, não há dúvidas de que um Egito democrático será muito bem-vindo. Mas, não custa lembrar que o berço do grupo de Osama Bin Laden é exatamente a irmandade mulçumana. Será que não vamos trocar uma ditadura por outra? De qualquer modo, é preciso fazer a revolução para descobrir. Do jeito que está não pode ficar.

    Salomão F. Alves

    30/01/2011 - 23h06

    Existem várias notícias de perseguição a cristãos coptas no Egito, justamente pelos falados radicais muçulmanos. É preciso que todos verdadeiros democratas lutem e busquem influenciar os jovens egípcios a respeitarem o direito de liberdade religiosa, de crença. Isso pode ser feito através dessa boa mídia social, em árabe ou inglês.

    Roberto Locatelli

    31/01/2011 - 10h39

    O ditador tem que ser deposto e é necessário que haja eleições livres. Se, nessas eleições, elegerem um presidente islâmico, budista ou zoroastrista, tem que ser respeitada a vontade das urnas.

    Não podemos ficar com medo da democracia, com a desculpa de que o povo pode eleger alguém de quem não gostamos.

aldo luiz

30/01/2011 - 13h30

O show continua… Segue a agenda da escravista nova ordem mundial para implantação da sua Guantanamo Planetária. Iludem-se os que confundem a troca de marionetes no poder com revoluções populares… Nada além do velho e eficiente "Trouble, reaction, solution"…

Com que presteza os gerentes gerais Obama e Clinton correm a pedir sua hipócrita "democracia". Para quem não enxerga um palmo além da TV e está votando no paredão do bigbrother e não acompanha a história do mundo, do Egito e mundo árabe após o termino da 2ª guerra mundial isto não vai além de "As novas histórias e contos da Carochinha." É a inacreditável 3ª guerra mundial invisibilizada pela midiocracia. E agora voltemos ao fantástico futebol… Ou carnaval?

Legitimate protest channeled for CIA outcome?
The crowds in the street are real.
The outrage understandable.
But who is running the show?
"I don't know, but apparently, the US has been wanting to put someone less independent in charge of Egypt for at least three years.

Caro Azenha, cada dia mais importante e imprescindível é a existência do VIOMUNDO.

Responder

    Eduardo Almeida

    30/01/2011 - 14h27

    "Nova ordem mundial" é discurso de direitista do Tea Party. Não existe nada disso. O Egito será uma democracia vibrante em breve, e os povo terá a oportunidade de escolher nas urnas entre o candidato submisso aos EUA (o Serra de lá) e o candidato de esquerda que propõe uma postura independente do Egito em relação à maior potência do mundo (o Lula de lá).

    aldo luiz

    31/01/2011 - 12h50

    Os políticos, todos, estão aí para nos dar a ilusão que temos escolhas neste escravismo milenarmente reciclado a que chamam democracia. É melhor pegar uma cadeira para assistir esta operação plástica do velho "Frankstein" imperialista. Dê uma olhada na história após a repartição do planeta em áreas de influencia entre os "vitoriosos"ao final da 2ª guerra mundial. A terceira guerra (jamais declarada) está em curso acelerado desde antes que a União Soviética fosse desmontada com a mesma paciência com que construíram Obama. Ninguém sobe aos tronos de gerentes do poder sem a aprovação da cúpula da pirâmide que nos oprime e escraviza milenarmente, só aqui no Brasil há 510 anos.

    "Os mestres dos fantoches apoiam o movimento de protesto contra os seus próprios fantoches. Os mestres dos fantoches apoiam dissidentes contra os seus próprios fantoches? Chama-se a isto "alavancagem política", "fabricação de dissidentes". O apoio a ditadores bem como a oponentes do ditador como um meio de controlar a oposição política. Estas acções da parte da Freedom House e do National Edowment for Democracy, por conta das administrações Bush e Obama, asseguram que a oposição da sociedade civil financiada pelos EUA não dirigirá suas energias contra os mestres do fantoche por trás do regime Mubarak, nomeadamente o governo dos EUA. Estas organizações da sociedade civil financiadas pelos EUA actuam como um "Cavalo de Troia" o qual fica incorporado dentro do movimento de protesto. Elas protegem os interesses dos mestres do fantoche. Elas asseguram que o movimento de protesto das bases não considerará a questão mais vasta da interferência estrangeira nos assuntos internos de estados soberanos. " (Michel Chossudovsky)

    O resto é enganação. Está na hora de acordarmos para a necessidade da verdadeira e mais importante revolução que é intrapessoal e intransferível.Longa vida com saúde, paz e prosperidade para você e todos nós.

monge scéptico

30/01/2011 - 08h48

Se a juventude ÁRABE pensa que as ofertas que vêem na net são os únicos valores
a serem conquistados, eles já estão presos e alienados. Lutar por estado onde as
políticas sejam e livres de pressões e acordos secretos, progresso em todos os padrões
da sociedade, lhes dará no futuro(se é que a humanidade terá) aquilo que almejam
sem destrui-los mentalmente(espiritualmente).

Responder

    Zé Coxinha

    30/01/2011 - 21h53

    "Se a juventude ÁRABE pensa que as ofertas que vêem na net são os únicos valores
    a serem conquistados, eles já estão presos e alienados" // Amigo monge, não é só a juventude árabe que é assim, não… rs

monge scéptico

30/01/2011 - 08h40

Comentários de bom nível!.Saber quias são as intenções ianques no mundo é muito bom.
São uma doençaa ser extirpada do seio da humanidade, por que meios, não se tem idéia.
Não mudarão de atitude, porque a industria bélica, jamais deixará nenhum presidente
americano mudar o que foi estabelecido como meta maior, que é o domínio do mundo, via
porrete ou a alienação da juventude que se forma, via traquintanas tecnológicas, onde a
net está incluida, pois se um uso da rede não estiver na consciência do usuário, pode ele
se tornar vítima do que é um ótimo meio para a concatenação de idéias.
Enfim: penicilina NELES!!
OBRIGADO LULA. ARRIBA DILMA!

Responder

Pedro Luiz Paredes

29/01/2011 - 22h38

Agora já estão tentando focar no medo da população de bem, que sofre com a revolução.
Daqui a pouco os manifestantes serão insurgente, rebeldes e tudo mais.
Tava demorando!
Fica aqui meu apoio aos egípcios e a torcida para os frutos serem os melhores para as sociedades humanas.

Responder

Salomão F. Alves

29/01/2011 - 22h20

Final…
Christopher Hill fala que foi fundamental para a Revolução Inglesa a existência das traduções e desseminação da Bíblia, como alavancador de debates e construções ideológicas fundamentais para a população, das novas classes médias e trabalhadores "modernas" que surgiram, graças aos movimentos da Reforma Protestante e Renascimento na Europa, com consequências históricas e geográficas globais. Nesse sentido, que acredito serem importantes todas essas mídias sociais, inclusive esse ótimo blog do Azenha. Parabéns!

Responder

    geraldo de carvalho

    30/01/2011 - 19h14

    salomão , na msma direção de teus argumentos lembro q o historiador n americano, eugene genovese (de influência mxista) tb atribuia a alfabetização dos negros escravizados, promovida pelos batistas usando a leitura da bíblia, ao movimento negro dos anos 50 e 60 do século xx.

    Salomão F. Alves

    30/01/2011 - 23h38

    Que bom ser lembrado desses fatos Geraldo!
    Creio que esses fatos históricos nos mostram como é importante para o avanço dos movimentos sociais no rumo das mudanças necessárias, o desenvolvimento de equipamentos que dinamizem as informações, levando-as para todo lugar com rapidez e precisão, possibilitando o debate das idéias, fazendo, dialeticamente, o crescimento dos movimentos de mudança nas sociedades.

    Salomfalves

    31/01/2011 - 10h14

    Bom saber sobre essa dado histórico, Geraldo. Creio que isso só reforça o entendimento de que a ampliação da comunicação, através de veículos e equipamentos que acelerem as informações e notíciais, são excelentes para alimentar desejos e sonhos comuns de liberdade, democracia e tudo o que acompanha esses valores caros as classes trabalhadoras e populares.

Salomão F. Alves

29/01/2011 - 22h19

Continuando…
É certo que não são essa mídias sociais as causas desse processo revolucionário em parte (importante) do mundo Árabe. Como é certo também que as Revoluções Inglesa, Francesa e Russa, etc., ocorreram bem antes desses modernos equipamentos de comunicação social. Mas, penso eu, quando lemos sobre as Revoluções Inglesas, por exemplo, não podemos deixar de lembrar do que disse Christopher Hill em seu celebre livro "A Bíblia Inglesa E As Revoluções De Século XVII", sobre a importância daquela máquina criada em 1455 pelo alemão Johannes Gutemberg que imprimiu naquele ano 200 Bíblias tipograficamente.

Responder

Salomão F. Alves

29/01/2011 - 22h18

Gostei do seu comentário. Mas quero considerar o que você falou:
"Vamos começar deixando de lado a ideia de que o que se passa no mundo árabe é uma revolução do twitter, do facebook, da Al Jazeera ou das mídias sociais. O Vinicius Torres Freire acertou, na Folha. “De acordo com esses correspondentes, não seria possível haver Revolução Francesa, Russa, maio de 1968, Diretas-Já ou as revoluções que derrubaram as ditaduras comunistas, dado que na maioria dessas revoluções não havia nem telefones”, escreveu ele."

Responder

Antonio Carlos

29/01/2011 - 21h46

Pois é. Não tem aquelas chamadas barulhentas no JN sobre o que está acontecendo no Egito e vários outros países. É uma hipocrisia sem tamanho. O PIG fica perdidinho nessas horas. Afinal, não falta democracia no Irã? E no Egito? Mas lá não precisa né, é aliado do ocidente. F….. o povo egípcio.

Responder

Zero Hora não publicaria este texto! « Ficha Corrida

29/01/2011 - 21h36

[…] Por que os Estados Unidos temem democracia no mundo árabe | Viomundo – O que você não vê n… […]

Responder

enio

29/01/2011 - 20h56

Azenha tem toda razão, essa iniciativa de tratar o que se passa na Tunísia e no Egito de revolução das redes sociais serve apenas como cortina de fumaça para acobertar ou desqualificar as forças políticas que realmente estão no comando na revoltas nos dois países.

Responder

Josemir

29/01/2011 - 20h03

Enquanto isso, na revista Veja, os comentaristas Reinaldo Azevedo e Caio Blinder fazem questão de deixar claro que não apóiam essa revolução popular, não confiam no povo egípcio, e que Mubarak não é tão ruim assim "comparado com o Irã":
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/mund
http://veja.abril.com.br/blog/nova-york/oriente-m

Discurso de democracia e de apoio à rebeliões populares só quando lhes é conveniente né… Só quando é no Irã… Em país aliado dos EUA não vale…

Responder

    edv

    30/01/2011 - 19h56

    "Não confiam no povo…"
    ou seja, precisam de governantes "confiáveis"…

edv

29/01/2011 - 17h05

O porque começa com "p" e acaba com "o".
No meio tem "etróle".
Quando ele acabar ou houver alternativas à ele, o "interesse democrático" deixará de ser relevante na região.
E que fiquemos espertos aqui no litoral do Atlântico Sul…

Responder

josé fernandes

29/01/2011 - 16h08

Digo mais, se não fosse a internet, sabe quem seria o presidente do Brasil? isso mesmo, o serra, com seu batalhão de buatos.

Responder

    ZÉ COXINHA

    30/01/2011 - 21h56

    Muito pelo contrário…

yacov

29/01/2011 - 15h40

Já que os EUA gostam tanto dos judeus, porque é que não dão um estado para eles lá em suas terras???? Nevada, Utah, Ohio… Tem tantos… E tirem essas malas "escolhidas por deus", do Oriente Mèdio, onde só arrumam problemas. Mas é óbvio que eles vão aludir ao regresso à terra santa, para disfarçar o real motivo, que é o petróleo e o domínio da região, através da cooptação de ditadores corruptos. Assim quem acredita que os EUA querem uma democracia mundial estão redondamente enganados. Porque ser democrático se é o mais forte???? Desde quando o mais forte faz acordos e se submete??? O mais forte exige obediência.

"O BRASIL PARA TODOS não passa na glOBo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS"

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    Alberto

    29/01/2011 - 20h56

    Pelo menos este aqui não usa de malabarismos sofísticos para disfarçar que seu discurso é muito parecido com o anti-semitismo dos nazistas (até no argumento de deportar os judeus para qualquer parte longínqua do mundo). O que pretendem então fazer com os milhões de judeus de israel depois que ganharem e eliminarem completamente do mapa o "Estado Sionista" (como quer o Hamás)? Vão deportá-los todos (ou escravizé-los), ou vão exterminá-los? Isto precisa ser melhor detalhado.

    Tom Paine

    29/01/2011 - 21h11

    Você é antisemita, não gosta de judeus, e como todos os antisemitas culpa os judeus por tudo. Aliás, é a única coisa que as ditaduras do mundo árabe tem em comum – culpar Israel pela miséria e corrupção dos países que governam. Lembre-se que a ONU partilhou a Palestina em dois Estados em 1947, e que foram a Jordânia e o Egito que ocuparam inicialmente a Cisjordânia, Jerusalem e Gaza. Portanto, culpar "os judeus" por tudo é paranóia antisemita recorrente. Os judeus e os árabes tem os mesmos direitos à Palestina – e a partilha, como em 1947, é uma solução. Quanto aos levantes no mundo árabe, equivalem, em alguns casos `Revolução Francesa, para acabar com os privilégios e instaurara a democracia. No fim das contas, os árabes merecem o que o Ocidente conquistou: liberdade, igualdade, democracia e tudo o mais que está na Declaração Universal dos Direitos do Homem. Relativismo cultural é pretexto pra opressão…

    Elton

    29/01/2011 - 23h30

    Então por que os judeus (israelenses) que você afirma serem sempre "vítimas" não realizaram a "partilha" preconizada pela ONU em 1947 ? é exatamente isto que a maioria dos palestinos está aceitando. Mas Israel insiste em prosseguir a colonizar os espaços palestinos e a dizer "esta terra é nossa", nos "foi dada" e outros chavões. Outra situação: Qualquer crítica à conduta israelense é IMEDIATAMENTE classificada como "Anti-semita". Esta é a maneira pela qual os sionistas radicais buscam mandar um recado "calem a boca".

    Alberto

    30/01/2011 - 16h02

    E qualquer crítica aos palestinos é imediatamente classificada de pró atrocidades sionistas do Likud. Difícil para um brasileiro não se deixar enredar neste clima, permanecendo distante de um conflito que não é o nosso (ou será que querem importar este conflito estranho ao nosso convívio pacífico entre judeus e árabes em nossa terra). Penso que o Brasil tem que contribuir para a paz, sem unilateralidades nesta ou naquela direção, afinal, não foi isto que nos ensinou o ministro Celso Amorim? Ninguém é completamente vítima, assim como também não completamente algoz (só nos contos da Carochinha, não na história concreta, com todas as suas contradições humanas).

    Elton

    30/01/2011 - 20h26

    Apenas devemos lembrar que a população comum não vê os dois lados dessa história, vê apenas o de Israel, ou estou errado?

    Janes Rodriguez

    29/01/2011 - 23h58

    As ditaduras do mundo árabe com certeza não são culpa dos judeus. Ninguém diz isso. Mas o governo de Israel – Palestina ocupada e confiscada – apóia integralmente as ditaduras árabes aliadas dos EUA e do próprio Israel. E Israel não é exatamente uma democracia. Vamos falar do programa nuclear israelense? Vamos falar da demolição de casas de comunidades inteiras na Palestina para fazer assentamenos judeus? Vamos falar do inferno cotidiano que se tornou a vida dos palestinos há cinquenta anos desde a "partilha da Palestina"? Vamos falar por que os palestinos pagam a conta dos crimes que o nazismo cometeu? Vamos falar por que só os crimes contra os judeus são contabilizados como crimes e contra os comunistas, ciganos, homossexuais, não o são? Que tal falarmos sobre a miséria e o isolamento que os judeus impõem sobre os palestinos transformando Gaza no maior campo de concentração a céu aberto do mundo? Vamos falar do alinhamento incondicional do governo de Israel com as politicas belicistas e genocidas de Clinton, Bush e Obama? Vamos falar? Ou falar sobre isso é antissemitismo?

    Dr Marcelo Silber

    30/01/2011 - 01h27

    Luiz Carlos Azenha e Conceição Lemes

    Queridos Amigos, é inconcebível que o " Vi o Mundo" publique um comentário tão anti-semita, quanto o desse Sr Yaacov. Descuido? Excesso de "democracia"? qual é a razão???
    Sigo o que foi dito em uma das respostas, ainda bem que a partilha da ONU de 1947 (dirigida pelo BRASILEIRO Oswaldo Aranha-de saudosa memória) criou o Estado de Israel, respeitando os históricos direitos milenares do povo judeu 'a aquele pequenino pedaço de terra.Ter um Estado com alta tecnologia, medicina, engenharia, ciencias políticas e sociais desenvolvidas (Nove premios Nobel) além é claro do poderoso arsenal atômico do Estado Judeu com certeza irrita muito, demais os queridos " amigos do povo judeu" que sabem que seus " ídolos" Torquemada ou Adolf Hitler jamais terão o seu "trabalho" terminado…Francamente…..

    Elton

    30/01/2011 - 18h29

    Dr. Marcelo também está mais preocupado em "policiar" o que suppostamente acredita ser anti-semitismo do que ter uma participação mais ativa como comentarista do Viomundo. poucas vezes vi seu nome por aqui, alías, BEM POUCAS. Daqui a pouco pessoas como o senhor partirão para as ameaças, como por exemplo de processos na justiça.
    Se o senhor é democrático, não comentaria apenas "à beleza" de se ter Israel no oriente médio, às expensas dos palestinos. Ou és mais um a creditar aos "sucessos" de Israel apenas mérito próprio, sem apoio de alguém situado na América do Norte? Sem o massacre de toda uma etnia que queira ou não estava na Palestina há séculos e não foi a que expulsou os judeus de lá…………vingança tramada contra o povo errado.

    rodrigo.aft

    30/01/2011 - 13h48

    yacov, td bom?

    já conhecia o Projeto Anne Frank?
    Se não me engano, o povo q participa dessa tribo ganha ponto por mais posts publicados e por comentaristas "opostos à causa" calados.
    Será q a recompensa é em dinheiro ou medalha de honra ao mérito acompanhadas de diploma?
    Cada coisa q a gente vê na internet…

Sturt

29/01/2011 - 15h28

Não houve revoluções que derrubaram "ditaduras comunistas".O que houve foram prostestos em massa ,e isso só ocorreu no Leste onde o socialismo foi implantado por cima em plena guerra fria.

Mesmo assim, o final dessas chamadas revoluções contra os governos do socialismo real do século XX,acabou sendo contra-revoluções e não revoluções…

Sobre a questão da pobreza em si no mundo arabé,veja por exemplo que os manifestantes não são de classes populares e sim de classes medias.Isso reforça mais, que isso é consequência direta da crise do capital iniciada em 2008,apesar que o que acorre nesses países em termos de regimes politicos-economicos "fechados" pode ser sim um elememto, e talvez principal, para dar folego a chamda "revolução"…

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Jairo_Beraldo

29/01/2011 - 15h11

Estava aqui, assistindo a final da Copa Asiática (Japão x Australia) e pensando…os estadunidenses elegeram um negro filho de mulçumano (não sei se Obama é) presidente…e a seguir, o imperio começa a querer ruir…e os africanos negros ficam mais espertos…e o mundo árabe descobre que podem ser felizes sem os algozes estadunidenses…POR QUE, logo durante um governo de um oriundo do povo mais castigado e discriminado, do qual o atual ocupante da Casa Branca pertence, ocorrem estas, digamos, revoluções? Será a queda do império, ou a sua redenção?

Responder

    Ronaldo Caetano

    30/01/2011 - 08h17

    JB, não podemos nos esquecer que nossa percepção do que está acontecendo advém do que nos é mostrado. O que nos está sendo mostrado, como você bem listou acima, são eventos que, em princípio, mostram uma certa decadência americana.

    Será que a intenção de quem está nos mostrando isso, não seja exatamente essa? O ano que vem teremos novas eleições presidenciais nos USA… E reforçar a percepção do americano médio que o país dele está em franca decadência cai como uma luva para o Tea Party.

    Abraços.

    Douglas O. Tôrres

    30/01/2011 - 16h12

    O que seria a cereja no bolo do decadente império americano,a vitória do Tea Party,pois comsua visão preconceituosa e belicista vãoisolar mais ainda a America,acabaram de quebrar o páis financiandosua industria bélica.Apesar de ser motivo de muita preocupação para o mundo a ascenção destes fanáticos,para os EUA será a pior coisa que podera acontecer,nem Bin Laden conceberia algopior para os americanos.

    Jairo_Beraldo

    30/01/2011 - 20h07

    Onde voce viu preconceito no que eu escrevi? Esta historia de preconceito é argumento da direita odiosa e raivosa. Agora, eu asumo que sou anti-estadunidense, da mesma forma que eles são anti-latinos…quero mais é que eles SIFÚ!

jõao

29/01/2011 - 15h07

Senhores, vejam como são as coisas, muitos detonam o proprio país(Brasil) por dialogar com os chamados países párias(Irã, Cuba e etc), Mubarak só está no poder no Egito porque os EUA o apoia.Prestem atenção como o Obama posicionou-se a respeito do que ocorre no Egito, "O governo egipicio tem que cumprir com suas promessas"…e só.Não disse, "Não pode mais ocorrer oque vem ocorrendo a 30 anos no Egito, uma ditadura corrupta disfarçada com eleições fraudadas até a medúla, chega, saia Mubarak".

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POR QUE OS EUA TEMEM A DEMOCRACIA NO MUNDO ÁRABE |

29/01/2011 - 14h32

[…] por Luiz Carlos Azenha, do Vi o Mundo: […]

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Rogério Benevenuto

29/01/2011 - 13h20

Essa política dos Estados Unidos de defender a democracia nos países perífericos, já, há muito, é sabido, que não passa de uma balela. Quando isso ocorre, ou seja, a defesa da democracia, é porque coincidentemente aliou-se aos interesses escusos desse grande país capitalista. A falta de democracia e as crescentes guerras fomentam as grandes indústrias bélicas dos empresários norteamericanos. Acabar com essa fonte incomensurável de renda é impensável. Para isso, as nações periféricas deverão conscientizar-se de que, os interesses defendidos pelos países ricos não são os mesmos por que lutam os países pobres e emergentes.

Responder

    Lucas Cardoso

    29/01/2011 - 13h13

    A política de Washington é o "regime change". Se o governo de um país preserva o status quo, privilegia as transnacionais, e apóia a política externa estadunidense, então os EUA apoiam esse governo, não importa quanto corrupto ele seja. Caso contrário, fazem de tudo pra derrubá-lo, não importa o quão democrático ele seja.

Eduardo Alencar

29/01/2011 - 13h01

Mubarak deve cair. Agora é torcer para que os fundamentalistas islâmicos não aproveitem a situação para criar um novo regime ditatorial baseado na "sharia". É torcer para que os setores democráticos e progressistas tomem o poder e estabeleçam um governo provisório que possa garantir liberdade de expressão, reformar a Constituição e convocar eleições verdadeiramente livres. Torcer para que o Egito se torne uma democracia laica como a Turquia, que também tem maioria muçulmana, mas onde as eleições são livres e a "sharia" não é aplicada.

E claro, torcer para que nessas eleições livres, o povo egípcio eleja alguém que seja uma mistura de Nasser com Lula. Um nacionalista pan-árabe como Nasser, que enfrente diplomaticamente Israel e abra totalmente as fronteiras com a Faixa de Gaza, e ao mesmo tempo, alguém com preocupações sociais como Lula, que estabeleça um Bolsa Família no país, e tenha uma política econômica voltada para o desenvolvimento, abandonando os dogmas neoliberais e realçando o papel do Estado na regulação da economia.

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    Alberto

    29/01/2011 - 14h44

    O problema da esquerda acrítica no ocidente e no Brasil é que eles pensam que aquele contexto lá é igual ao nosso (em seu pensamento equivocado, acham que é só uma questão de coordenadas geográficas) e se esquecem (ou não sabem) que os tais governos árabes, que eles defendem acriticamente, não se baseiam em princípios de esquerda secularizada (muito menos utilizando princípios da teoria daquele judeu alemão, etnia tão detestada hoje em dia, do século XIX chamado de Karl Marx) e possuem constituições em que há uma religião oficial (princípio anacrônico há muito tempo eliminado da maioria de nossos países, com a separação necessária entre Estado de Religião; separação esta duramente combatida pelos fundamentalistas) imposta a todos, mas com uma liberdade muito restrita para as minorias (que, em muitos casos, são meros cidadãos de segunda classe). Não precisamos nem falar da situação da mulher em sociedades de maioria muçulmana que seguem à risca a aplicação da sharia (ou seja, sociedades que têm a lei civil baseada no Alcorão e na tradição muçulmana), porque não se pode tapar o sol com a peneira e acobertar práticas tais como a servidão e escravidão que o Alcorão permite, com o moderníssimo tráfico de escravos existente em sociedades muçulmanas (sem falar na poligamia, que pode ser muito conveniente para os homens de nossa cultura, mas duvido que alguma feminista de esquerda do mundo ocidental queira defender algo assim, contra a luta de umas poucas lideranças femininas no mundo árabe que se insurgem contra tal estado de coisas, só porque isto seria "compreensível," em nome de um falso relativismo cultural, numa cultura diferente como a dos árabes e não podemos fazer nada a respeito a não ser "respeitar" as diferenças). Que tal voltarmos a aplicar a pena de morte e a punição contra o roubo do jeito que manda a sharia em nosso mundo (pimenta nos olhos dos outros seria mesmo refresco, então por que defender o Cesare Battisti tão ferrenhamente)?… Ou será que, no caso daquele mundo (um universo paralelo, da física quântica, onde todas as leis de nosso mundo ocidental seriam invertidas), os princípios da declaração universal dos Direitos do Homem da Revolução Francesa não se aplicam (não adianta nem falar em ONU, porque a ONU só interessa ser citada quando pode apoiar a causa dos palestinos, por exemplo)? Muitos dos que apoiam acriticamente as causas árabes fundamentalistas (sem atentar para a flagrante contradição entre seu discurso face aos árabes e face à sua própria sociedade) logo se desencantarão com a realidade surgida de "Revoluções Islâmicas" fundamentalistas (se por acaso vivessem em sociedades islâmicas querendo viver como vivemos aqui no Brasil, com ampla liberdade religiosa, cultural, social etc, embora ainda tenhamos muito o que lutar para ampliar ainda mais estas liberdades). Ah sim, quase me esqueci de dizer, o que dizem os que lutam pelos direitos das "minorias sexuais" em nosso mundo a respeito da realidade das "minorias sexuais" em países regidos pela sharia (como a tal, decantada em prosa e verso, Faixa de Gaza?). Será que vamos ter que anular agora todo o palavrório empregado em defesa do casamento gay pela esquerda no mundo ocidental (que se danem os gays do mundo árabe) só porque no Irã os homossexuais são executados pelo crime de serem "inimigos de Deus/Allah" por praticarem atos libidinosos contrários ao Islã (não sou gay, mas acho interessante apontar este elemento tantas vezes esquecido nos discursos acríticos e emocionais daqueles que estão integralmente, sem nenhum distanciamento, apoiando tudo o que diz respeito à "causa árabe" seja lá qual for, como se fosse profundos conhecedores do mundo árabe). Ou estão pensando que o fundamentalismo muçulmano é alguma "teologia da libertação" parecida como a da América Latina, que utilizava conceitos marxistas como instrumentos hermenêuticos de análise da Bíblia? Estão pensando que eles, os fundamentalistas muçulmanos, usam conceitos marxistas para analisar o Alcorão?… Santa ingenuidade (benéfica aos propósitos táticos e estratégicos dos fundamentalistas que nada tem em comum com um Guevara)… Por tudo isto, digo que é preciso conhecer mais criteriosamente o contexto específico de cada país árabe antes de sair por aí apregoando qualquer tipo de posicionamento. O mundo não pode ser reduzido tão facilmente a esqueminhas conceituais maniqueístas só porque detestamos o imperialismo Yankee (ou será que o imperialismo árabe seria muito melhor?…).

    Eduardo Alencar

    29/01/2011 - 15h30

    Quanta generalização… Você sabia que na Jordânia, um país árabe, não existe sharia, e as mulheres podem andar sem o véu na cabeça? Inclusive na Jordânia não existem leis proibindo a homossexualidade. E não só na Jordânia, outros países árabes também não tem sharia e nem obrigatoriedade do véu, inclusive a própria Tunísia. Eu não estou nem falando de "países muçulmanos", estou falando apenas de países árabes, porque você poderia argumentar que o problema não é a religião muçulmana em si, mas a cultura árabe. Só que Jordânia e Tunísia são países de língua e cultura árabe, e em ambos as mulheres podem andar sem véu na cabeça, e podem se tornar professoras universitárias ou chefes de repartição pública. Nem vou citar muito os outros países muçulmanos não-árabes, porque aí seria covardia, seria um verdadeiro massacre contra aqueles que associam islamismo com ditadura e opressão. Só para citar um exemplo de país islâmico não-árabe, a Indonésia, com 230 milhões de habitantes, é o país com a maior população de muçulmanos do mundo. Lá na Indonésia existem eleições livres e democráticas, liberdade de imprensa, e não existem leis proibindo a homossexualidade. Pra completar, pra terminar de matar de raiva os islamofóbicos, a Indonésia teve uma presidenta mulher em 2001, bem antes da Dilma!

    Elton

    29/01/2011 - 19h13

    E só para lembrar: Fundamentalistas existem em TODAS as religiões, inclusive entre cristãos e entre nós brasileiros. Fundamentalismo = Radicalismo e por conseguinte, INTOLERÂNCIA! O problema é que todo fundamentalista objetiva o poder e quando isto acontece, ao menos sob o olhar ocidental há "retrocessos" culturais, passa-se a basaear TUDO em códigos de escrituras sagradas.

    Alberto

    30/01/2011 - 02h45

    É exatamente isto que está em questão aqui. Os países que você cita são os que estão sendo questionados pelo movimento de "Revolução Islâmica" movidos por grupos fundamentalistas muçulmanos tais como o Hamás e o Partido de Deus do Líbano (sem citar os tais aiatolhás, é claro, seria covardia, porque foi lá que começou o tal conceito de "Revolução Islâmica" tão decantado, em prosa e verso, pelos acríticos que não sabem distinguir as particularidades históricas, sociais, religiosas, políticas e culturais deste universo muito pouco conhecido pelos brasileiros e pelos ocidentais de modo geral; vão viver lá, durante muitos anos, sob as mesmas condições em que vivem mulheres e minorias para vocês terem uma ideia melhor).

    Não estou generalizando, mas questionando um discurso maniqueísta de esquerda que deve ser questionado sim (porque também não acredito em fundamentalismos secularizados como os da extrema-esquerda e seus esqueminhas maniqueístas simplórios anti-americanos, porque palavras de ordem não conseguem analisar nada com profundidade, muito menos resolver problemas históricos complexos).

    Sou, por princípio, contra os fundamentalismos, sejam eles quais forem (inclusive contra os fundamentalismos políticos marxistas de que falei acima). É exatamente isto que precisa ser enfrentado claramente, porque não podemos fechar os olhos diante do retrocesso que representa o modo fundamentalista de ser seja lá no mundo árabe (ou muçulmano, porque bem sei que a Turquia e a Indonèsia, assim como o Irã e o Paquistão, não são árabes, mas muçulmanos) ou em nossa própria sociedade brasileira.

    Não subestime todos aqueles que fazem a necessária crítica e autocrítica (realidade que o fundamentalista não gosta de fazer, porque está muito certo de suas certezas dogmáticas para se questionar a si mesmo) confundindo-os com reacionários. É necessário guardar o senso crítico em relação a tudo (até em relação a si mesmo; isto eu não tenho problema de assumir, porque não me acho acima do bem e do mal e sei que é impossível ter opinião formada sobre tudo, em todo o lugar do planeta).

    Não sei onde tudo isto vai dar, é claro, só fico pasmo com tantas certezas de gente que não mora em contextos muçulmanos e não vive sob uma realidade em que a maioria dos direitos que conquistamos em nossa sociedade (os das mulheres, os da liberdade de crença, a separação de Estado face a Religião etc.) não são pontos pacíficos, mas considerados heresias ocidentais secularizantes que precisam ser combatidas para que se alcance uma sociedade ideal como a preconizada pelo Profeta Mohamed. Prefiro observar criticamente, com critérios analíticos fundamentados nas ciências sociais ocidentais sim (ou seja, na ciência, não na simpatia pró ou contra árabes ou Islã) os desdobramentos da realidade que não conheço antes de chegar a qualquer conclusão. Penso que a ciência não tem pátria, nem religião, muito menos que pode ser monopólio do ocidente (poque acredito que fazemos parte de uma mesma humanidade planetária, mesmo em meio a todas as nossas diferenças).

    De uma coisa tenho certeza, pelo que observo até aqui, não tenho nada em comum com o ideário do Hamás, do Hisbolah, dos aiatolahs ou quaisquer outros grupos fundamentalistas muçulmanos (assim como não tenho nada em comum com os fundamentalismos cristãos, judeus, hinduístas, trotisquistas, maoistas, stalinistas etc.).

    Fico pasmo com a falta de senso crítico quando alguém afirma que na Jordânia, na Tunísia, na Turquia etc. não existe a prática da sharia (nem no Egito existe, embora a tal irmandade queira exatamente isto mesmo para todas as mulheres muçulmanas do Egito acaso cheguem ao poder e imponham o cumprimento da sharia…) como se isto fosse uma prova que os movimentos populares fundamentalistas no mundo muçulmano pregam um mundo mais livre como prega a esquerda no mundo ocidental. Ora, é exatamente isto que estes movimentos querem eliminar, a não-aplicação da sharia e o fim da política secularizante dos tais regimes destes países citados por você (acusados de muito ocidentallizados, secularizados e corruptos pelos piedosos líderes e teólogos fundamentalistas muçulmanos). Os movimentos como o Partido de Deus, o Hamás e o dos aiatolahs iranianos, linha dura ou não (apenas variando em grau de sutileza as divergências entre eles), vêem como defeitos inaceitáveis aquilo que você cita aqui como virtudes nestes países e é isto que aconteceu na Tunísia (espero que a tal revolução ocorrida por lá nestes dias não seja conduzida por grupos fundamentalistas muçulmanos como aconteceu no Irã em 1979, porque, se isto ocorrer, logo será aplicada a sharia, com tudo o que isto implica, véu, execuções por adultério etc. e a Tunísia terá que sair de sua lista para ingressar na lista encabeçada pela Aábia Saudita, na versão sunita, e pelo Irã, na versão xiita).

    Eduardo Alencar

    30/01/2011 - 13h37

    Você diz que "Os países que você cita são os que estão sendo questionados pelo movimento de Revolução Islâmica movidos por grupos fundamentalistas muçulmanos".

    Como assim? Qual revolução islâmica? Onde? Na Tunísia, o movimento democrático, com participação dos sindicatos, derrubou o ditador Ben Ali, aliado dos EUA, e as mulheres continuam podendo andar na rua sem o véu. Nada mudou quanto a iso.

    Enquanto isso, na Arábia Saudita, outro regime autocrático apoiado pelos EUA, a sharia continua sendo aplicada, e as mulheres continuam obrigadas a usar o véu.

    Alberto

    30/01/2011 - 15h54

    Não defendo os Estados Unidos (não tenho nada a ver com eles, sou brasileiro).

    O que quis manifestar foi um questionamento necessário sim a um discurso generalizante.

    Você acha mesmo que a Indonésia é um país democrático, só porque tem eleições livres (então os EUA também são)? Ter uma presidenta não quer dizer nada, isoladamente, Margaret Thacher também era mulher e daí? Nem por isto deixou de ser a Dama de Ferro que inciou a implantação da política neoliberal de nefastas consquequências para o mundo. Os critérios de análise aqui devem ser outros e não podem ser vistos isoladamente, mas em conjunto.

    Pode ter certeza que não irei morrer de raiva, porque não sou "islamofóbico" não (mas também nunca serei islamita, muito menos acriticamente, gostem ou não gostem disto os proselitistas islâmicos e árabes em suas afirmações mitológicas de que o Islã é a religião que mais cresce no mundo). Penso que devemos ter senso crítico em relação a tudo, até em relação ao nosso próprio conhecimento, que sempre é parcial e provisório, sobre a realidade (especialmente a realidade de contextos tão distantes e estranhos ao nosso contexto pátrio; mal dou conta de entender a realidade brasileira, como poderia sair por aí apregoando um conhecimento sobre o mundo árabe que não tenho; nem para ser pró, ou para ser contra; como disse?, prefiro observar analítica e criticamente antes de chegar a qualquer conclusão, mesmo que parcial, porque, afinal, são movimentos históricos que ainda estão se processando e ninguém ainda possui todos os elementos que possam ser juntados para serem entendidos neste quebra-cabeças).

    Não se considere profundo conhecedor da realidade árabe, só porque pode ler a imprensa ocidental, em inglês ou francês (e talvez tenha um ou outro amigo árabe que pode passar a versão parcial dele sobre este ou aquele assunto específico).

    Não pretendo falar do que não conheço, mas questionar inconsistências sem fundamentos empíricos e analíticos suficientes sim. Além disso, como brasileiro de esquerda, posso e devo sim questionar os emocionalismos acríticos e as contradições ideológicas de quem defende o oposto para os outros do que defende em nossa sociedade, porque penso que devemos nos aliar aos que lutam pelos mesmos princípios que defendemos aqui no ocidente, no mundo árabe, não que devemos ser aliados incondicionais de qualquer um só porque é árabe ou muçulmano ("indefeso" diante do imperialismo yankee).

    Sabe, estou cansado deste discurso de vitimização dos árabes e dos muçulmanos. A realidade não é tão simplória assim como parece em discursos dos supostos profundos conhecedores das questões árabes (que não são árabes, mas brasileiros como eu, não falam e não leem a língua do profeta e não vivem no mundo árabe, sob as mesmas condições que as mulheres e minorias, sejam lá quais forem).

    Não pretendo usar este espaço para polemizar com ninguém. Apenas senti vontade de fazer um necessário contraponto (não é o espírito da democracia?).

    Não creio que é possível convencer quem está dominado pela emoção forte de estar certo somente com palavras. Eu pelo menos tenho muitas dúvidas a respeito de tudo isto e não consigo embarcar facilmente nestas certezas dogmáticas a respeito das tais geopolíticas do mundo árabe em sua luta contra os EUA e Israel (e tenho lá minhas muitas dúvidas concretas a respeito do que é que vão fazer, concretamente, com os milhões de judeus se por acaso o pobrezinho oprimido do Hamás ganhar sua luta pela aniquilação do Estado Sionista, ou o Partido de Deus; ou, quem sabe, o atual presidente do Irã cumprir seus desejos de aniquilação do tal Estado Sionista).

    Quer dizer agora que os nazistas é que estavam certos?

    ratusnatus

    29/01/2011 - 16h13

    Uma parágrafo ajudaria muito.

    Alberto

    30/01/2011 - 02h57

    Generalizações e analogias completamente fora da realidade faz você também (é fácil condenar o outro, mas difícil permanecer com senso crítico face a si mesmo, não?). Nasser com Lula?… Como alcançar o milagre de unificar paradoxos tais como este nacionalismo pan-árabe do Nasser, com apoio irrestrito à faixa de Gaza governada pelo Hamás (que quer a eliminação completa do Estado Sionista, não apenas o reconhecimento de um Estado Palestino) com as políticas sociais implantadas pelo governo secularizado de esquerda (muito questionado pela extrema-esquerda brasileira como não sendo de esquerda) do Lula?.

    Torcer, aqui, não é a questão (a não ser que acreditemos em correntes de oração ou "vibrações de pensamento positivo", como os fundamentalistas de nosso mundo acreditam, sejam lá de que religião sejam).

    Na Turquia, há um forte movimento fundamentalista que ameaça sim esta tal democracia laica que você aponta (além disso, o conceito de eleições livres não é bem a garantia de que haja verdadeira democracia, é só averiguar os problemas legais enfrentados pelos grupos políticos fundamentalistas muçulmanos na Turquia que foram impedidos de participarem plenamente das eleições por lá – se eles ganharem, a primeira coisa que eliminarão serão estas tais eleições livres e a separação entre Estado e Religião). E a causa dos curdos turcos (duramente reprimidos pelo governo democrático e laico da Turquia), como fica?

    Francisco Gomes

    30/01/2011 - 12h48

    Não é verdade que "na Turquia, há um forte movimento fundamentalista que ameaça sim esta tal democracia laica".

    Na Turquia, os partidos islâmicos formam parte do atual governo, e mesmo assim tiveram que se curvar diante do caráter laico do Estado. Mesmo com a sua participação no governo, as mulheres continuam andando na rua seu usar o véu.

    Alberto

    30/01/2011 - 15h57

    Você parece ser profundo conhecedor da realidade histórica atual da Turquia, que tal escrever um artigo mais detalhado sobre este assunto, explicando e provando detalhadamente esta sua tese. Preciso conhecer esta realidade, afinal sou brasileiro e quase nada sei sobre a Turquia, a não ser o que veicula a imprensa ocidental (já que você fala e lê o turco, seria bom pelos menos traduzir algum artigo sério e crítico de um cientista social da Turquia para que conheçamos esta realidade tanto quanto você).

    Sergio F. Castro

    31/01/2011 - 11h20

    Certamente o Francisco (e qualquer um minimamente informado) conhece muito mais sobre a Turquia que você Alberto, aliás porque ele tem que saber Turco? Ou você é daqueles que acham que o Presidente do Brasil tem que saber Inglês?.

    Alberto

    01/02/2011 - 23h58

    Porque quem conhece a língua de um país oriental que não fala uma das línguas mais usadas no mundo ocidental está mais apto (não digo que tem o monopólio, mas que está com um elemento analítico a mais) para entrar na própria internet deste país e conhecer melhor, e mais profundamente, o que vem a ser a realidade de lá (em todas as suas dimensões, incluindo a dimensão subjetiva e cultural), sem as traduções (necessárias) que, querendo ou não, são simples mediação e representação sobre uma realidade, não a realidade mesma.

    Ou seja, uma língua pátria já é uma representação sobre uma dada realidade nacional, quando ela passar pela tradução de uma outra língua que não é a língua daquela cultura original esta representação, sem que as pessoas, que vivem em um outro contexto histórico diferente percebam claramente (por causa das inúmeras barreiras sociais, culturais, geográficas etc.) cria um pouco mais de distanciamento da realidade original, querendo ou não (por isto mesmo é que Marx, morando na Inglaterra, preferiu escrever sua obra máxima, O Capital, em alemão, sua língua materna, não em inglês que ele dominava suficientemente bem e fluentemente, mas não com todas as sutilezas de pensamento conceitual que podia expressar em alemão).

    Não creio que alguém minimamente informado, como você diz, só para desmerecer o diálogo, pode saber profundamente sobre a realidade de um país como a Turquia (isto ou é subestimar quem faz qualquer crítica aos dogmáticos que constumam fazer afirmações categóricas sem nenhuma base empírica consistente que as sustente, ou subestimar a complexidade da realidade sócio-econômica e política de um país como a Turquia).

    Será que você não percebeu que eu queria apenas demonstrar que as afirmações que ele fez estavam insuficientemente embasadas em dados concretos da realidade da Turquia (ou será que ele é mesmo um sociólogo, um antropólogo, um historiador etc. com longa vivência de pesquisas sobre a Turquia?). Não creio que somente com o pouco que conseguimos saber, pela imprensa brasileira ou internacional (que quase nunca falam sobre a Turquia, a não ser em relação a alguns elementos neste ou naquele momento) é possível sair por aí apregoando um profundo conhecimento sobre este país? Pois é este tipo de conhecimento superficial (baseado no noticiário tão magro) sobre todos os países que eu questiono sim.

    O próprio conhecimento que temos sempre será reducionista sim, porque seleciona alguns elementos da realidade (que tem a ver com inúmeros fatores pessoais, tais como a idade, entre outros) em detrimentos de outros, do contexto real que sempre é maior e mais complexo do que qualquer conhecimento (sempre parcial e provisório) ou discurso; ou você é daqueles que confundem realidade com discurso, como certos linguistas americanos (que pensam que pela língua se pode conhecer totalmente a realidade)?

    Tenho um enorme respeito pelo ex-presidente Lula (e continuo votando no PT e não é de agora não) para que você me ofenda, confundindo-me com algum eleitor demo-tucano empedernido. Este argumento primário que usavam para provar a incapacidade de governar do Lula é tão tosco que nem merece comentário. A maioria de nossos presidentes nunca falou o inglês (e o tal multilinguismo do FHC era um mito, porque o inglês dele era muito mal, carregado de sotaque grosseiro), nem por isto deixaram de desempenhar seu papel (porque há tradutores).

    Sou professor de história, meu filho, bem acostumado a problematizar generalizações apressadas de última hora diante da complexidade das tramas históricas. Além disso, já passei dos 50 e não sou mais aquele jovem militante universitário que era quando ajudei a combater a ditadura militar. Estou mais vivido, mais experiente, mais cheio de conhecimentos, mas, paradoxalmente, tenho sim muitas dúvidas sobre muitas coisas, especialmente sobre as realidade que quero realmente ocnhecer com uma profundidade maior do que uma conversa (ou polêmica de botequim).

    Não me leve muito a sério assim (o Egito não ganhará nem perderá nada por minhas problematizações aqui neste artigo; é só o direito democrático de alguém que leva muito a sério este blog, como referência, mas não como detentor do monopólio da verdade, de dialogar)…

    Os acontecimentos que ocorrem por lá (nem a dignidade do grande presidente que foi o Lula) não dependem tanto assim de minha opinião e de minha vontade pessoal (quero o melhor para o povo egípcio que estudo não é de agora, já que sou professor de história, mas, é claro, sabemos mais sobre os faraós do que sobre o Egito atual). Tenho o direito de ter dúvidas sim, por que não?…

    MAGDA

    08/02/2011 - 22h41

    ALBERTO EU SEI Q ISSO É UMA COISA MEIO DÃR MAS EU SIMPLESMENTE ME APAIXONEI POR VC ASSIM COMO SOU APAIXONADA POR RUBEM ALVES! QUERIA TER UM PROFESSOR LÁ NA UNESP DE FRANCA QUE ME DESSE REALMENTE UMA AULA INCRIVEL ASSIM COMO O SENHOR EXPOE AQUI. QUE TIVESSE ESSA AUDÁCIA DE FAZER ESSA COMPARAÇÃO DA DITADURA MARXISTA * FUNDAMENTALISMO MUCULMANO. GRATA.

priscila presotto

29/01/2011 - 12h10

Sinceramente?

Sou separatista em relação aos Estados Unidos.
90% de sua política é uma desgraça para o mundo.
Ontem assistia ao programa de Bill Maher (acho que se escreve assim).Ele é ótimo.
De esquerda ,detesta os republicanos ,seus convidados são heteregeneos e o debate é muito bom.O Brasil foi elogiado pela maioria do painel.Seria bom que o mundo não mais se ajoelhasse perante este país.

Responder

    Daniel Campos

    29/01/2011 - 13h32

    É que você se esquece que a política americana não é para o "bem do mundo", é para o bem deles próprios mesmo que às custas do resto do mundo inteiro. O que interessa para eles é manter o "american way of life", mesmo que isso signifique manter na miséria o resto da humanidade.

    Amanda

    29/01/2011 - 19h30

    Não existem "estadounidenses" de esquerda.
    Lá, se não for de extrema-direita, já é olhado torto.

William

29/01/2011 - 11h49

Caro Azenha.
O uol posta matéria do "Es Pais" (http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/elpais/2011/01/29/dilma-rompe-lacos-do-brasil-com-o-regime-do-ira.jhtm) com a chamada "Dilma rompe laços do Brasil com o regime do Irã".
No texto, não há nada que indique rompimento do Brasil com o Irã. Trata-se de interpretação enviesada do presidente do Confederação Israelita do Brasil (Conib) do discurso da presidente diante desta Confederação.
De tal discurso, foram transcritas as seguintes partes:
"Meu governo será um incansável defensor da igualdade e dos direitos humanos em qualquer parte do mundo". "Nós não somos um povo que odeia, nem um povo que respeita o ódio, por isso o Brasil tem uma posição histórica que nos orgulha".
Os trechos transcritos poderiam ser tomados, também em interpretação enviesada, como referência ao tratamento que o estado de Israel dá aos palestinos, sobretudo aos residentes em Gaza.

Responder

Jorge

29/01/2011 - 11h48

Com relação às armas de efeito moral, pode ter certeza de que um "embarque especial" está a caminho, com um certo acréscimo no preço, claro, devido a urgência no embarque.

A economia não para e a roda tem de continuar a girar…

Responder

Marcos Doniseti

29/01/2011 - 11h28

As tecnologias de informação e as Revoluções!

Azenha, discordo do que o Vinícius Torres Freire escreveu. É claro que não havia Internet, celulares, estas modernas tecnologias de informação, na época da Revolução Francesa e dos demais movimentos revolucionários citados no texto. Mas, havia, sim, um amplo sistema de difusão de informações (com as tecnologias da época, é claro) e que foram colocadas a serviço do processo revolucionário.

Antes da Revolução Francesa de 1789, foram criados centenas de jornais revolucionários que pregavam o fim do Absolutismo e defendiam a justiça social, os direitos e as liberdades da população. As pessoas alfabetizadas liam os jornais para os analfabetos e, assim, as informações se disseminavam entre a massa da população. Desta forma, todos os franceses ficavam sabendo que eles passavam fome e viviam na miséria enquanto que a família Real, o Alto Clero e a Nobreza viviam num luxo sem fim.

O jornal mais conhecido da época foi o do Marat, 'O Amigo do Povo', que atacava duramente os privilégios dos grupos dominantes e que foi um dos principais defensores de levar os membros das classes dominantes para a guilhotina.

Então, em todas estas Revoluções tivemos, sim, algum tipo de tecnologia de informação (jornal, panfleto, etc) que desempenhou um papel fundamental no processo revolucionário.

Hoje, a Internet e as modernas tecnologias de informação (TV via satélite) é que desempenha essa mesma função de massificar a informação e, assim, abrir os olhos das pessoas para a situação de injustiça na qual elas vivem, enquanto uma minoria vive no bem-bom.

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    29/01/2011 - 12h08

    Marcos, acho que o ponto é que as redes sociais e as tecnologias de informação não CAUSAM revoluções. E, no Egito, o telefone celular é muito mais importante que a internet, por exemplo, se esse é o ponto. Se for chamar de alguma coisa, chame de revolução da mensagem de texto, do SMS. abs

    Marc

    29/01/2011 - 13h41

    Elas não causam, mas fazem parte da receita, sem um meio de comunicação/divulgação não existe revolução.
    Nas ditaduras atuais onde televisão, radio, jornais são controlados pelo status quo, sobra a internet, mas a maneiras de usar esta midia para gerar mobilização, foram ensinadas pela CIA no seu plano de desestabilizar o governo iraniano.
    O genio saiu da garrafa.

    ratusnatus

    29/01/2011 - 16h16

    Eu concordo com o MArcos. Não é uma revolução SMS ou qualquer outra coisa.
    É uma revolução e ponto.

    Os meios de comunicação obviamente serão os disponíveis na época.

Carlos Rico

29/01/2011 - 11h27

O pomnto da importância da Internet,por exemplo,não é sua capacidade reunidora,mas sim,a possibilidade,hoje,que qualquer um tem de se informar,mesmo que não seja pelas empresas de comunicação tradicionais.

Todo mundo sabe que as mudanças ocorrem quando da insatisfação da massa esfomeada e mal-trapilha.Ou quando a maioria entende a diferença entre os opostos,como liberdade e privação desta,desigualdade e igualdade.

A Internet – com maiúscula mesmo – impossibilita as edições das redações mais podres,como a do Ali Kamel.O melhor exemplo é a mudança da abordagem dos acontecimentos no Egito pela Globo,de segunda-feira pra hoje.O Ari Peixoto,que está no Cairo,estava tão emocionado com a força popular,que o Kamel não pôde tirá-lo do ar,ao vivo,em momento que o jornalista quase que chorava.

Responder

Elton

29/01/2011 - 11h23

Quando da criação de Israel em 1948 o mundo árabe vizinho mobilizou-se e atacou-o no ano seguinte e foi derrotado. Naquela época estes países não possuíam força militar suficiente para vencer Israel, já apoiado pelos EUA e outras potências ocidentais. Essa é a razão para que os EUA tenham cooptado vários governos nas cercanias de Israel. Essa é a razão para que estejam assustados atualmente com a "perda" de seus governos fantoches na região. Como ficará o "equilíbrio" geopolítico da região? Com certeza Israel não dormirá em paz um dia sequer………"tá chegando a hora da onça beber água", e já não era sem tempo!!!!!

Responder

Silvio de Barros

29/01/2011 - 11h08

De um amigo egipcio via Facebook:

To All my friends from Brazil, Mexico, Uruguay and all the Latin Americans!
Please show your support to the REVOLUTION OF THE EGYPTIAN PEOPLE !
Where is LULA (DILMA), CHAVEZ, MORALES ?

Eu gostaria de ver o governo se pronunciar sobre isso.

Responder

Marroni

29/01/2011 - 11h05

A oposição a Mubarak fez cursinho de SMS, twitter e facebook financiado pelas ONG's dos EUA. As mesmas ferramentas que tentaram melar a eleição no Irã. É uma oposição que se chegar ao poder mudará para que tudo permaneça como está. Leia:
http://resistir.info/chossudovsky/egipto_29jan11….

Abs,
Marroni

Responder

    Eduardo Alencar

    29/01/2011 - 12h51

    É um completo absurdo achar que qualquer movimento revolucionário em que as novas tecnologias cumprem papel importante na organização dos manifestantes seja "conspiração dos Estados Unidos". Os Estados Unidos estão cagando de medo de uma possível queda do Mubarak, tanto é que o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, disse ontem, sexta-feira, que "Mubarak não é um ditador". Claro que eles já devem ter um "plano B" preparado, com alguma facção da oposição que seja leal ao governo americano. Não sei se é o caso do Mohamed AlBaradei, que já teve alguns atritos com os EUA no passado. Mas não necessariamente essa facção "de confiança" dos EUA conseguirá se impor no poder. Tudo depende do desenrolar da História, daquilo que acontece dia após dia nas ruas do Cairo.

    Marroni

    29/01/2011 - 21h58

    Leia o artigo linkado.

AKRAM

29/01/2011 - 10h51

nao e verdade que a irmandade musulmana esta encabeçando o movimento egipcio,quem esta organisando os protestos sao: partido de oposiçao banido “waed“significa promessa,movimento “gad“(ananha),o monvimento “kifaia“(basta, em portugues) e os poderosos sindicatos do “grando patio“industial no cairo,e os integrantes desses movimentos sao liberais,esquedistas,marxistas etc…agora pouco a irmandade muçulmana pediu a transiçao pacifica do poder isso traduz a posiçao dubia desse movimento.

Responder

    rodrigo.aft

    29/01/2011 - 12h48

    Sabahi-el-kheir
    Ahlein.

    Akram, na sua opinião, que modelo de governança vc acha melhor entre os paises árabes?
    Qual o país puramente árabe q tem o melhor tipo de governo para a população?
    O modelo turco, q tenta manter o estado laico, mas com grande população muçulmana seria um bom modelo político para os países árabes também?

    E seu Líbano? Como estão as coisas lá depois da morte do premier Tufiq Hariri? Denunciaram os responsáveis ou não? Conseguiram contornar a crise política e a situação política parece normal, estável?

    Chukran.
    Illa allekáa. (acertei o básico? se houver erro, quais seriam os termos corretos?)

RK!

29/01/2011 - 10h43

Obama devia conversar mais com seu copartidario Jimmy Carter.Talvez assim ele saiba o que fazer.
Os USA hj nao sao mais que a Inglaterra Vitoriana no Sec XIX, era aliados dos imperios europeus, mas apoiavam a independencia das colonias ibericas e reprimia suas colonias na africa e asia.
Parabens a ONU pela omissao, fico impressionado como esse orgao mundial e impotente.

Responder

Silvio de Barros

29/01/2011 - 10h35

Ditador x Presidente

Fiz uma pesquisa rápida no Google com as palavras "the dictator mubarak" e "the president mubarak".
Fiz a procura usando as opções "Past 24 hours" et "Past year".

Os resultados são:
Past year
About 829,000 results (0.10 seconds)
the dictator mubarak
About 94,900,000 results (0.16 seconds)
the president mubarak

24 h
About 1,080,000 results (0.11 seconds)
the president mubarak
About 206,000 results (0.10 seconds)
the dictator mubarak

Fazendo a conta "dictator/president" podemos ver que essa proporção passou de 0,87% "past year" à 19,07% "24h".

Fiz isso pra ter certeza de uma coisa que eu já tinha constatado lendo a mídia brasileira.
Quando o ditador é amigo dos USA ele é tratado de "Presidente" e a gente deixa pra lá esse negócio de "Ditador" (afinal são só 30 anos no poder!!!).

Mubarak já "virou" ditador na mídia ocidental.
Acho que ele está prestes a cair mesmo.

Hasta la victoria, siempre!

Responder

assalariado.

29/01/2011 - 10h27

A "democracia" das elites internacionais vai além de um povo/religião.Se baseia nitidamente em cima da auto afirmação ideolgica do capital e do sistema economico baseado na luta de classes que,em nome do bem estar das elites,submetem-nos a todos colonizados,aos lucros necessários a sobrevivência do bem estar social do G7. Cada revolução a seu tempo,e, neste momento de mais uma crise dos donos do capital fica mais dificil manipular as massas,apesar do PIG mundial,estas massas, acabam muitas vezes sem direção,caindo nas mãos da "oposição" que,no final das contas acabam sendo mais do mesmo -(mudam-se as pessoas/ governos, porém,as idéias são as mesmas,o importante é o capital continuar reinando,esta é a sua tática)-.Não tenho duvidas da importância das midias alternativas,seu peso histórico para enterrarmos de vez esta democracia hipócrita que as elites capitalistas nos impõe através de suas midias manipuladoras.Seja no Egito ou aqui no Brasil as elites aplicam o mesmo "remédio" para conter as revoltas/reivindicações populares que só será curada quando enterrarmos a economia do deus mercado.

Responder

mariazinha

29/01/2011 - 10h05

Êta, agora é que eu quero ver. Não que eu goste de violência; entretanto ver um povo altaneiro, como os árabes, submissos aos ditames cruéis de alienígenas era demais para meu estômago. Torço para que o orgulhoso povo árabe, junte-se, em sua diversidade[a união faz a força] e bote o inimigo para correr e que OM seja um Paraíso de democracia e direitos humanos, depois de tudo. ESTA, é a HORA!

Responder

    rodrigo.aft

    31/01/2011 - 11h57

    Mariazinha, em sua homenagem (brincadeira) trouxe um artigo do site Estado Anarquista sobre o projeto anne frank; já conhecia esse artigo?

    Viu o projeto anne frank em ação no comentário do yacov?
    Mesmo modus operandi q no site do Nassif. Realmente, é preciso jogar luz pra q mais gente entenda como funciona propaganda e contra-propaganda e não compre gato por lebre.

    Inté!

Márcia Aranha

29/01/2011 - 09h54

É como já dizia Noam Chomsky com muita propriedade… "Quando os iraquianos massacram os curdos é genocídio; quando os egípcios fazem o mesmo é incidente de fronteira"…

A imprensa ocidental – claro, incluindo a brasileira – jamais abordou o Egito como uma ditadura que é. E por que? Porque não é conveniente atacar um país aliado do Império. Essa a democracia que interessa aos Estados Unidos; para ser usada apenas contra os ditadores inconvenientes. Com os ditadores amigos o recado para a mídia e claro: "Deixa quieto"…

Responder

    Ronaldo Caetano

    29/01/2011 - 13h38

    Perfeito, Márcia… Perfeito!

    Jotaroberto

    29/01/2011 - 16h59

    Pior ainda, Marcia, a nossa imprensa, como macaquinhos amestrados, aguarda o "texto" para se manifestar. Não se ouve nenhuma opinião dos nossos "grandes" especialistas caseiros, por enquanto.

Roberto Locatelli

29/01/2011 - 09h45

Governo da China bloqueou, na internet, informações sobre a Revolução no Egito.
http://english.aljazeera.net/news/asia-pacific/20

A ditadura chinesa – dita "socialista" – está com medo de que o levante chegue a seu país…

Responder

Gerson Carneiro

29/01/2011 - 09h19

Os EUA é a 11ª praga lançada sobre o Egito. E a mais duradoura.

Separar o Mar Vermelho como fez Moisés foi barbada se comparado à tarefa de separar os EUA do Egito.

Era criança e me lembro quando em uma parada militar o então presidente Anwar Al Sadat, também pupilo dos EUA, foi assassinado. Ficava impressionado com as fotos da revista Manchete.

Então o carinha Mubarak está no poder desde aquela época?

Putzgrilis! Eu era minino, já virei ômi. Carácolas!

Responder

Mello

29/01/2011 - 09h06

A lógica por trás:

Os governos da região, pró-EUA, além de corruptos mantém o petróleo barato, nem tem a péssima idéia de construir refinarias para agregar valor ao produto, preferindo gastar em armas para se defender de sua própria população.

Usam o estado como propriedade privada, deixando o resto da população na miséria.

Responder

AKRAM

29/01/2011 - 09h05

E poque essa podridao nos estados arabes?esses sao de 2 tipos A-teocracias sustentadas a petrodolares e esses mantem um bem estar social com estruturas politicas quase feudais B-estados descolonisados,nacionalistas que pregaram a independencia do occidente mas nao conseguiram desenvolver estados e economias modernas devido a suas origems pequeno-burgues nao puderam optar por um sosialimo radical,nem por uma democracia autentica,cairam no marasmo,e para anestesiar o povo jogaram a culpa no israel (nao estou lipando a barra do israel,estado racista)acirrando o conflito regional(caso da siria e o libano,ex-iraque do saddam,e agora iran-mesmo nao sendo pais arabe entra na equaçao)ou fazendo um pacto de paz com o estado hebreu achando que isso reverteria automaticamente numa melhora econonica(egito,marrocos,jordania).

Responder

Pedro

29/01/2011 - 08h57

É uma situação difícil dos americanos e europeus. Holywood, tv, todos os meios de comunicação vilanizam os árabes, sempre são os "do mal" nos filmes e séries, são os terroristas a serem eliminados. Acredito que a grande maioria dos egipcios tem sentimento anti americano europeu, fico admirado como Mubarak está ha tanto tempo no poder. Enquanto não tiver a seu lado "corações e mentes", guerras como Iraque, Afganistão não tem perspectiva de vitória e rebeliões em vários países árabes serão coisas comuns de agora em diante .

Responder

AKRAM

29/01/2011 - 08h33

e a posiçao dos EUA no presente conflito?o que eles enxergam nas atuais revolucoes?isso depende do que as masssas revoltosas e suas lideranças veem os EUA .nemhuma liderança pregou a revisao das relaçoes com EUA eles querem reformas democraticas,socias e economicas e nao sei ate aoende isso vai contra os intresses estrtegicos dos EUA na regiao.de novo temos que aprender com as revoluçoes e suas lideranças,:nao traz nemhum beneficio atacar os EUA,no futuro vao ser obrigados a negociar a convivevencia com eles,ja que uma ruptura a moda iraniana e inconcebivel e nociva.os dois lados estao numa fase de reconhecimneto mutuo.
arrisco dizer que os EUA possam ver em tudo isso uma luz para sua politica no oriente medio,aoende sao obrigados a conviver com radicalismo sunnita-shiita cuja estrategia e destruir israel e arrancar EUA da regiao.o que faz esse radicalismo avançar?estados em estado de decomposiçao

Responder

Roberto Locatelli

29/01/2011 - 08h03

A internet, o telefone e a TV são fatores auxiliares. Lembremos (de novo) a frase de Lênin: "a eletricidade é aliada da Revolução". O que ele quis dizer é que a luz elétrica facilitava, por exemplo, as reuniões de operários à noite, após o trabalho.

Nos dias atuais, as redes sociais podem ser um catalizador do descontentamento QUE JÁ EXISTE. Mas não são O fator determinante.

O ditador Mubarak, acreditando nessa balela de que a web é determinante, cortou o sinal de internet e de celulares em todo o país. Resultado: agora é que o Egito vai pegar fogo mesmo.

Pois é, Azenha, vamos ver o que o governo Obama diz e faz. Vão cortar a verba para gás lacrimogênio do Egito? Ou vão aumentar essa verba?

E tem mais: o Oriente Médio todo é, agora, um vulcão entrando em atividade. Não é só Egito e Tunísia. Há a Palestina, o Líbano, Marrocos. A Revolução avança.

[youtube WD3ocFjZOIo&feature=player_embedded http://www.youtube.com/watch?v=WD3ocFjZOIo&feature=player_embedded youtube]

Responder

    Daniel Pires

    29/01/2011 - 20h09

    Roberto você conseguio em poucas palavras escrever em sinteze o que eu tambem penso.

AKRAM

29/01/2011 - 08h02

eu sou um arabe,libanese mais precisamente,e gostaria de frisar alguns pontos sobre o atual conflito no egito e no que ele se dfere dos outros confitos no mundo arabe,e sobre a posiçao dos EUA de tudo isso:
1-pela primeira vez no mundo arabe acontcem revoluçoescom cunho social,uma verdadeira luta de classes,porque nas outras vezes os levantes aconteciam por motivos nacionalitas quando as massas revoltavam-se contra as derrotas dos respectivos regimes nas gerras arabe-israelienses.o sucesso na luta contra israel era premiado por amplo apoio popular que relegava o conflito social a uma posicao segundaria ,digamos que o slogan da luta contra israel era o OPIO dos pobres arabes.
2-estmos tentados a ver nas revoluçoes de agora no egito e na tunisia apenas um prolongamento do conflito arabe -israeliense,que de outro lade e guiado pela siria ,hezbollah,e o hamas.na verdade essas revoluçoes pregam o contrario do que esses regimes vem praticando ha muito tempo:regime ditatorial aonde os pobres(e que vivem numa profunda mseria) sao levados esquecer suas reivendicacoes de clases e o apoio desses regimes aos levantes de agora veio muito a contra gosto e envolvido de um cetisismo terrivel.

Responder

carmen silvia

29/01/2011 - 02h43

Tentar segurar essa situação no oriente médio é igual segurar água nas mãos.Até onde os governos norte americanos acharam que uma massa enorme de indigentes iria suportar?Ora faça me o favor!

Responder

Rafael Andrade

29/01/2011 - 01h41

O que dirá agora Demétrio Magnoli? Será contundente com os EUA sobre o Egito como foi com Lula sobre o Irã?

Responder

Nilva

29/01/2011 - 00h49

Azenha, análise perfeita sobre os interesses ocidentais naquela região.

Responder

Bonifa

29/01/2011 - 00h40

Vocês europeus, preparem-se para a proibição da Internet na Europa, a partir da Alemanha e da Espanha. Na Grécia, não. É inconcebível tal proibição na Grécia, apesar de que 90% dos analistas diriam o contrário. Nos EUA, a proibição começaria no Texas. O último lugar seria Chicago.

Responder

Klaus

29/01/2011 - 00h38

Parece que nestas revoluções anti-americanas é sempre o povo que toma a frente por convicção e em busca de melhores condições de vida; já quando são pro-americanas, quem as faz é a CIA e o NED, nunca o povo.

Responder

andré frej

29/01/2011 - 00h33

A derrubada das ditaduras aliadas com os EUA repercutirá, como você bem escreveu, na maneira como a causa palestina será defendida efetivamente.

Responder

sergio

29/01/2011 - 00h24

Os direitistas brasileiros silentes diante do drama egípcio, o cineasta fracassado e o vampiro do jornal das 11 não se manifestaram ainda. O PIG está cada vez mais nu.

Responder

Luciano Mano Negra

29/01/2011 - 00h21

Azenha, escrevi texto sobre o mesmo assunto, e lancei uma aposta para o Jornal Nacional de 29 de janeiro – sábado: http://asarvoressaofaceisdeachar.blogspot.com/201

Responder

zepgalo

29/01/2011 - 00h21

"Será muito curioso observar, nos próximos dias, a dança hipócrita dos que defendem apaixonadamente a democracia no Irã mas se esquecem de fazer o mesmo quando se trata do Egito. INCLUSIVE NO BRASIL."

Também estou curioso. Hipocrisia à vista!

Responder

Alberto

28/01/2011 - 23h50

Será que o Azenha está se convertendo ao islamismo "piedoso" (confundindo-o com "verdadeira" democracia), sem nenhum senso crítico, só porque ele é homem (e não tem a menor ideia do que seria ser mulher em meio a este contexto)? Não creio que uma análise criteriosa do contexto maior do mundo árabe passe por uma visão acrítica e dicotômica face à questão palestina (errado seria exclusivamente o outro lado, não os pobrezinhos impolutos e incorruptíveis dos integrantes do Hamás e do Partido de Deus). Se não podemos perder o senso crítico na análise de nosso próprio mundo, por que perderíamos ao analisar acriticamente o mundo das multidões lideradas pelo Hamás e pelo Partido de Deus? Que visão ingênua é esta de um jornalista que se pretende crítico? É bom não esquecer que o fascismo e o nazismo também resolveram o problema do desemprego e da corrupção. Nem precisamos falar da visceral união deletéria entre fé e política, ou, entre Estado e Islamismo regido pela sharia que há na maioria dos países árabes e muçulmanos. Se isto não deve ser notado (porque não seria de bom tom e politicamente incorreto nestes tempos de luta total e acrítica pelos direitos dos palestinos), então por que deveremos lutar contra o fundamentalismo cristão em nosso mundo, especialmente quando ele fere os princípios do Estado laico? São dois pesos e duas medidas (ou é porque. naquele lado do planeta, nossos princípios de esquerda secularizada não valem)? As aparências enganam (aliás, seria bom se pudéssemos ler, pela internet, cotitianamente, o que se escreve no mundo árabe, com sua escrita incompreensível, porque assim não seríamos presas fáceis de falsas aparências; ou será que a condição feminina sob a sharia é uma questão de somenos importância?…).. ´É bom avisar ás feministas de nosso mundo e à esquerda secularizada que, sob o império do Islã, tudo pelo qual temos lutado nestes últimos séculos, não vale mais, porque todos seremos muçulmanos integristas agora neste novo mundo admirável das causas árabes). Coerência é uma mera questão irrelevante nestes tempos pós-modernos de relativismo. Infelizmente, nem todos podem ser arrastados por este tipo de raciocínio que não faz uma permanente autocrítica de si mesmo.

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    Elton

    29/01/2011 - 23h59

    Nossa! Nem Olavo de Carvalho escreveria de modo tão imparcial!!!

    Amira

    31/01/2011 - 10h04

    Parece que alguém está tentando fazer uso das feministas ocidentais para objetivos não muito nobres… Será que alguém cai nessa?

ZePovinho

28/01/2011 - 23h29

As mídias sociais podem não ser a causa,Azenha.Porém,ao possibilitar que milhões de pessoas se coloquem em contato, permite a fagulha inicial.

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Nelson

28/01/2011 - 23h20

Na verdade, meu caro Azenha, o temor é de que a democracia verdadeira, em que o povo realmente é ouvido e respeitado nas opções que escolhe, se estabeleça em qualquer lugar do mundo, seja na América Latina, na África ou mesmo nos EUA.

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    Pitagoras

    24/02/2011 - 16h10

    Lamentavelmente essa tão sonhada democracia parece ser uma longinqua utopia na esmagadora maioria dos países desse mundo.
    Não ouso nem enumerar alguns onde funcione…

Marat

28/01/2011 - 23h11

Esses US$ 5 bilhões sujos que os EEUU oferecem ao Egito podem ser traduzidos como: Esmola, suborno e coerção!

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Marat

28/01/2011 - 23h09

Quem tiver tempo (e paciência) de assistir aos jornais do PIG, por favor, conte quantas vezes os apresentadores utilizaram o termo "ditador", ao se referir ao Mubarak, e nos informe. Obrigado!

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Marat

28/01/2011 - 23h07

Parabéns! Análise devastadora.
O resto a gente já sabe, a ladaínha será a mesma: discursinhos tolos e vazios nas TVs ocidentais, pedindo a não-violência, e envio de armas ocidentais ao ditador egípcio, para abafar a revolta, por debaixo dos panos (e ai o Wikilaks deverá fazer sua parte).
Embargos, Bloqueios e resoluções da ONU contra o Egito? Nem em sonho!!!

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FIlósofo Amador

28/01/2011 - 23h04

Minha sugestão: mandar o Zé Bolinha para lá – ele que está desempregado, e quer voltar …

Quem sabe, a sapiência dele vai acalmar aquela "gentalha" – vamos ouvir coisas da boca dele assim:

"Sempre fui moço humano desde criancinha – até entrevistei o Mussum"
"Vamos privatizar o Nilo – aí a concessionária vai poder entregar água e esgoto para todos"
"Vamos privatizar também as pirâmides para o Mal Que Dona, que vai lançar o prato Deserto do Saara".
"Vou levar as chuvas de São Paulo para o Cairo"

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José Vitor

28/01/2011 - 22h59

Acho difícil essa agitação ter resultado positivo para o povo pelo motivo óbvio que todo mundo sabe, são os EUA que garantem a ditadura egípcia (e a dos outros países árabes).

Uma coisa interessante que li em outro lugar é que o governo egípcio "desligou" a internet no Egito, para evitar a coordenação online do movimento (acho que desligou celulares também). Agora, isso aí pode ser um tiro no pé, pois vai irritar MUITO milhões e milhões de pessoas que não vão mais acessar os facebooks da vida…

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Bonifa

28/01/2011 - 22h56

Grandes esclarecimentos, Azenha. E Washington está do lado do atraso, do mais hediondo atraso. Nunca atentou para o que diz ao violão o nosso Belchior: O novo sempre vem.

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Martin

28/01/2011 - 22h28

Essa experiência internacional, adquirida nas ruas, e suas traduções (não só da língua, mas das percepções), faz do Azenha um analista imprescindível na nossa Blogosfera !!…

Att.

Martin

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    angela

    29/01/2011 - 10h17

    Da-lhe Azenha, fico super feliz em ter análises como as que vc faz para enviar aos meus amigos
    fora do Brasil….habemus inteligência e integridade. Bravo!!

    Marcílio

    29/01/2011 - 10h31

    Os EUA tem medo de democracia em qualquer lugar!

    sujoseempoeirados.blogspot.com

dukrai

28/01/2011 - 22h14

a Irmandade Muçulmana é o único grupo político organizado que surge das trevas do governo ditatorial de Mubarak. O Irã, o Hammas na Palestina e Hezobolah no Líbano podem ganhar um parceiro de peso na política do Oriente Médio, isto se xiitas e sunitas não forem um fator de divisão. Água de morro abaixo, fogo de morro acima e o "povo" quando quer brigar, ninguém segura, vide os governos de esquerda na América Latina e a Tunísia na África do Norte.

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    Bonifa

    28/01/2011 - 23h27

    Divisão entre sunitas e xiitas nada significa para o Egito. É bobagem pura. O último governo realmente nacional foi o dos mamelucos, que eram escravos-soldados que terminaram por dar as cartas. É por isso que a culinária egípcia é considerada grosseira e desprezada no mundo árabe. Os mamelucos foram dominados pelo Império Otomano, já na Idade Moderna. E depois vieram franceses e ingleses. O Egito é o pais árabe mais culturalmente permeável que existe, com tendência de se orgulhar até de seu grande passado pré-islâmico, o que é inconcebível no resto do mundo árabe. É um país pronto para ser mais moderno e menos teocrático que o próprio Israel.

    dukrai

    29/01/2011 - 15h30

    Se internamente a divisão entre sunitas e xiitas não afeta o Egito, suponho que não afete também a relação do Egito com o Irã, Hammas e Hezbolah.

Marcos Álves

28/01/2011 - 22h14

Perfeito. Falou e disse. Democracia, no mundo árabe, é sinônimo de partidos islâmicos no poder. E isso os norte-americanos não querem, de jeito nenhum. Já está sendo muito para eles engolir o Irã; se bem que, muito em breve terão que engolir o Iraque também, pois, mais dia, menos dia, os xiitas assumirão o poder…Sozinhos.

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Paulo

28/01/2011 - 22h13

Twitter? Muito mal compreendida e divulgado no Ocidente eh a importancia da Al Jazeera no mundo arabe. Nao apenas serviu de contraponto a midia ocidental a servico dos USA e Europa como, ao mostrar a realidade
arabe aos arabes, influiu na sua auto-estima e conhecimento.

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Gustavo Pamplona

28/01/2011 - 22h11

Como não comento artigos relacionados sobre o Oriente Médio, o mundo islâmico e árabe aqui no "Vi o Mundo" até porque sei que o problema naquela região se chama "Estados Unidos da América".

Além é claro da "cagadinha" da ONU em tomar terras e impor um estado de Israel na região.

E conforme o ex-presidente Lula tinha dito sobre o lance do Irã, onde o Brasil e a Turquia mediaram aquele lance do "enriquecimento de urânio".

Bom… o Lula quase, mas quase falou…. que o problema se chama EUA… já que ele sabe muito bem que os árabes nunca vão aceitar imposições norte-americanas.

Mas isto para mim de certa maneira até é bem didático… explica muito sobre o mundo de hoje.

Se você é um ditador mas alinhado com o Ocidente e ainda é suportado pelos EUA tudo bem… não importa se o povo é subjugado pela tirania dos líderes, o mundo faz vista grossa.

Agora sobre o Irã e a Coréia do Norte é aquela "celeuma"

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Marcos C. Carvalho

28/01/2011 - 21h37

Muito bem esclarecido Azenha. Só uma coisa me estranha: será que aqui estão tão agarrados aos interesses norte-americanos que chegarão ao ponto de pedir basta ao povão árabe? Aí já não é só submissão ao Grande Irmão do Norte, é cretinice.

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waleria

28/01/2011 - 21h29

Você disse a mais absoluta verdade Azenha.

Parabéns.

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