VIOMUNDO

Para onde vai a política externa?

24 de janeiro de 2011 às 16h30

por Luiz Carlos Azenha

Por mais que o presidente Lula tenha declarado publicamente que a escolha da África como um dos eixos da política externa de seu governo foi consequência do desejo de saldar uma dívida histórica do Brasil com aquele continente, sabemos que por trás de causa tão nobre havia um cálculo político. São 54 os países africanos. Portanto, 54 votos nos organismos multilaterais, especialmente nas Nações Unidas, onde um dos objetivos da política externa brasileira é conquistar um assento permanente no Conselho de Segurança.

Parece claro que o Brasil mimetizava movimento feito antes pela China. Tirando proveito do saldo politicamente positivo, para a China, de relações bilaterais forjadas no apoio a movimentos de libertação nacional, Beijing contou com apoio decisivo dos países africanos na ofensiva internacional para deslegitimar o regime de Taiwan. A China ingressou no Conselho de Segurança em 1971, surfando nos apoios que conquistou no Terceiro Mundo e tirando proveito do fato de que o governo Nixon já estava inclinado a abandonar Taiwan para fechar com Beijing, consolidando o rompimento entre os comunistas chineses e os soviéticos (Nixon visitaria a China em 1972, para normalizar relações).

Não sabemos, ainda, qual é o grau de mudanças que o governo Dilma fará em relação à política externa dos dois mandatos de Lula. Se haverá mudança, pelo que leio, será num certo ativismo brasileiro em defesa dos Direitos Humanos em fóruns internacionais.

É uma escolha curiosa a da presidenta Dilma. Não acredito que seja uma decisão baseada apenas em convicções pessoais de quem foi vítima do regime militar. Primeiro, porque não se faz política externa baseada em convicções pessoais de um governante, mas nos interesses de um estado. Segundo, porque a escolha dos Direitos Humanos expõe o Brasil a uma série de armadilhas e é contraditória com uma posição histórica da diplomacia brasileira, a defesa do princípio da não intervenção em assuntos internos de outros estados.

Não é contraditório, em si, defender ao mesmo tempo a soberania e os Direitos Humanos. Porém, na política internacional, os Direitos Humanos são frequentemente usados, pelo Ocidente, para extrair concessões de regimes não alinhados. A possibilidade de apedrejamento de uma mulher no Irã gerou muito mais mídia e repercussão que o tratamento bárbaro dado por Israel aos palestinos de Gaza, para ficar em um único exemplo.

Não é preciso ir longe para constatar que os Direitos Humanos das populações que vivem em regimes adversários valem muito mais, quando olhados de Washington, que os de populações submetidas a regimes ditatoriais “amigáveis”. Quantas vezes vocês tinham lido, na mídia, protestos contra o regime ditatorial (pró-ocidental) da Tunísia? Comparem agora com as manchetes que voces leram sobre o “regime autocrata” da Venezuela…

Mais que isso, os Direitos Humanos foram usados para enfraquecer a própria noção de soberania absoluta. O que foram as “intervenções humanitárias” dos Estados Unidos nos anos 90, além do passo anterior às guerras preventivas?

Diz Chalmers Johnson, em The Sorrows of Empire:

“Desde o início dos anos 90, os Estados Unidos alegaram motivações humanitárias em uma série de intrusões armadas na Somália, Haiti, Bosnia e Kosovo. A intervenção humanitária não foi apresentada originalmente como justificativa para nossa invasão do Afeganistão. Depois que estávamos lá, no entanto, o governo Bush alegou que uma de nossas preocupações era o tratamento duro dado às mulheres pelo talibã. Isso não era um problema para nossos líderes durante os anos 80, quando deram grande apoio e armaram as forças que viriam a se tornar o governo talibã [do Afeganistão]. Durante aqueles anos, os Estados Unidos e muitos de seus aliados fracassaram no reconhecimento de suas ‘responsabilidades’ com os ruandenses, chechenos, tibetanos, kashemiris, timorenses e palestinos”.

A política externa do ex-chanceler Celso Amorim era consistente com o objetivo do Brasil de angariar votos em instâncias internacionais: uma atuação de bastidores nas questões de Direitos Humanos, sem as denúncias públicas — em geral unilaterais — que acompanham a atuação da diplomacia dos Estados Unidos.

Qual o motivo, então, da mudança?

O assessor internacional Marco Aurélio Garcia, em entrevista ao jornal Valor Econômico, disse que na questão dos Direitos Humanos o Brasil vai atuar nos fóruns internacionais contra quem quer que seja, mesmo que Estados Unidos ou Suiça. O que ele não disse é que, por motivos óbvios, as denúncias contra estes países raramente chegam aos fóruns internacionais.

O que me parece claro nesta calibragem da política externa brasileira é que ela pode sinalizar uma mudança significativa a longo prazo.

Por que, afinal, o Brasil deixaria de cortejar os eleitores do Terceiro Mundo?

Resposta rápida: pelo apoio dos Estados Unidos à presença do Brasil no Conselho de Segurança, numa futura reforma da ONU.

Operar uma guinada destas seria para um ex-embaixador do Brasil em Washington, por exemplo.

Testando hipóteses: o Brasil adota o receituário de Washington para os Direitos Humanos (vale cobrar Cuba, Venezuela, Sudão, Irã, Zimbábue, Coreia do Norte; não vale cobrar Estados Unidos, Arábia Saudita, Israel, etc); o Brasil desiste de uma política externa independente e de futuras pretensões nucleares (como fez a França, ao optar por ter seu próprio guarda-chuva nuclear, independente da OTAN); o Brasil compra caças americanos F-18 e ganha o papel de gendarme disfarçado dos Estados Unidos na América Latina (ampliando o papel que já desempenha no Haiti, por exemplo); o Brasil ganha um assento no Conselho de Segurança.

Se isso de fato acontecer, virá disfarçado sob o discurso de que o Brasil precisa “assumir responsabilidades compatíveis com sua importância econômica” para se sentar à mesa com “os grandes” e outras platitudes do gênero.

Essa guinada não é, necessariamente, ruim para os interesses nacionais; mas não se pode justificá-la meramente em nome de interesses econômicos conjunturais.

É algo tão importante que não pode ser decidido nos bastidores, sem um debate nacional.

Suspeito, no entanto, que só ficaremos sabendo a conta-gotas, à medida em que mudanças concretas forem postas em prática.

PS do Viomundo: Fiquem de olho, também, nas posições do governo Dilma em relação à proteção da “propriedade intelectual”, que é uma das prioridades de Washington. Trocando em miúdos, a ideia é que a gente financie a transformação dos Estados Unidos em uma sociedade pós-industrial pagando por tecnologia com a  exportação de commodities. Mas e se a produção de commodities destruir o meio ambiente? A gente importa tecnologia “verde”, ora. Em outras palavras, seremos sempre subalternos…

Investigação VIOMUNDO

Estamos investigando a hipocrisia de deputados e senadores que dizem uma coisa ao condenar Dilma Rousseff ao impeachment mas fazem outra fora do Parlamento. Hipocrisia, sim, mas também maracutaias que deveriam fazer corar as esposas e filhos aos quais dedicaram seus votos. Muitos destes parlamentares obscuros controlam a mídia local ou regional contra qualquer tipo de investigação e estão fora do radar de jornalistas investigativos que trabalham nos grandes meios. Precisamos de sua ajuda para financiar esta investigação permanente e para manter um banco de dados digital que os eleitores poderão consultar já em 2016. Estamos recebendo dezenas de sugestões, links e documentos pelo [email protected]

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José Vitor

27/01/2011 - 19h47

Comentando atrasado…

Pau que bate em Chico bate em Francisco: ao criticar (por exemplo) o Irã na questão dos direitos humanos, Dilma ganha cacife prá criticar…os EUA, Israel, A. Saudita, etc…

Acho que a questão dos direitos humanos vai ser desvinculada da política, da economia, e de outros aspectos das relações internacionais. Assim, o Brasil vai criticar o Irã na questão dos direitos humanos, mas vai apoiar seu direito ao desenvolvimento da tecnologia nuclear, porque isso (a tecnologia nuclear) é um setor em que Brasil e Irã possuem posicionamento parecido.

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fernandoeudonatelo

26/01/2011 - 12h46

Não vamos sair rasgando protocolos de cooperação com a Venezuela, Bolivia ou Equador, não vamos acabar com o Mercosul, e muito menos vamos mandar o continente africano pras cucuias como era o sonho de Serra.

Aliás, fomos convidados a participar com auxilio humanitário e tropas na missão de paz da ONU no Líbano (UNAFIL), e continuamos a não aceitar as sanções econômicas unilaterais que os EUA impõem ao Irã, só acatamos a da ONU.

Ou seja, a suposta aproximação com Washington que sempre existiu desde o primeiro mandato de Lula, se concentra na estabilidade das relações político-diplomáticas, mantendo-se relações comerciais e econômicas normais para países que não estão em estado de guerra, e são na escala de poder global, diferenciados.

Desculpe pelo tamanho, mas é minha opinião,

Responder

    broz

    26/01/2011 - 22h56

    Mas e os caças, vamos comprar deles ou não?

fernandoeudonatelo

26/01/2011 - 12h45

Quero dizer, que serão mantidas dessa forma, a aproximação Sul-Sul como priridade para a integração sócio-cultural e energética, respectivamente com África e América do Sul.

As organizações legais que sustentam as alianças (Unasul, CPLP e outros) só tendem a se entrelaçar cada vez mais, uma vez que os eixos econômicos e fluxos de investimentos já se tornaram consolidados em contratos soberanos.

Quanto aos direitos humanos, vou colocar a opinião do MAG:

"Porque não queremos ser seletivos e politizar circunstâncias. As pessoas sabem de muitos países que têm gravíssimos problemas de direitos humanos, mas com os quais os EUA se dão muito bem, como a Colômbia. Os americanos têm complacência com países onde há apedrejamento a mulheres.

O Brasil não é uma ONG, que faz denúncias . Ele opera em episódios de direitos humanos de forma prática. Quando há violações, nós agimos."
Fonte: Dilma, nas Pegadas de Lula | Política Externa Brasileira
Política Externa Brasileira

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fernandoeudonatelo

26/01/2011 - 12h33

Bom ,sm querer ser chato, mas discordo completamente da visão exposta pelo autor.
Nossa mudança em política externa com Dilma aparenta muito mais ser de Procedimentos, do que de Eixos.

Significa que não teremos uma diplomacia "presidencial" orientada pelo excelente traquejo pessoal de Lula nas matérias internacionais em que as negociações e acertos mesmo de mais baixo perfil, eram literalmente capitaneados pela Presidência e a figura do ministro das RE.

Mas agora ,será mais institucionalizada no corpo técnico do Itamaraty, com a maior parte das viajens, negociações ou apenas participações ensejadas pelo alto escalão do MRE, em coordenação com os Ministerios afetados pelos acordos, tendo a presidenta importante trabalho de "quebra-gelo" e manutenção de canais de diálogops que mostrem comprometimento de Estado com o mercado/país-alvo.

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Marcos Tavares

26/01/2011 - 11h59

A Dilma que bateu o pé por refinarias premium no nordeste não é a mesma que iria comprar uns caças americanos defasados para vender etanol para o parceiro comercial menos confiável do mundo.

Ela não é nem esquizofrênica nem burra, muito menos servil.

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ebrantino

26/01/2011 - 08h09

Azenha, sobre este assunto coloquei um comentário ontem. Será que sumiu??
Ebrantino.

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broz

26/01/2011 - 00h28

Os caras implantam ditadura em nós, os caras sugam nossas riquezas, explodem nosso foguete, bloqueiam o projeto espacial diplomaticamente e ainda queremos ser amigos deles? Vamos comprar F-18, pra eles transferirem tecnologia se quiserem, para ficarmos amarrados?
Não, está errado, o caminho é outro. O caminho é comendo pelas beiradas. Os EUA estão a ruir economicamente e não podemos ir para o buraco com eles. Neste momento está aberta uma janela na história de mudança e se pode caminhar contra. O centro do sistema está em crise e a periferia avança.

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    Jader Bento

    26/01/2011 - 14h24

    O Brasil deveria comprar caças da Rússia. Os russos tem alta tencologia, não só apenas no campo militar como também em outros campos. O Brasil deveria intensificar o seu intercâmbio econômico e tecnológico com a Rússia. Aliás, isso deveria ser parte de uma maior integração dos BRIC's (Brasil, Rússia, Índia e China). Acho que esse "bloco" deveria passar a existir oficialmente, uma espécie de "G-4". A China já é hoje em dia o maior parceito comercial do Brasil. É preciso fortalecer os laços com os chineses, mas também com a Rússia e a Índia. A Índia tem tecnologias nos setores de agricultura, transportes, geração de energia e dessalinização de água que podem interessar ao Brasil, pois são em geral tecnologias que aliam eficiência com baixo custo. Os BRIC's unidos jamais serão vencidos.

Tereza

25/01/2011 - 23h24

Durante seus mandatos, Lula esteve 12 vezes nos EUA…

Responder

    broz

    26/01/2011 - 11h33

    E?

Fernando

25/01/2011 - 20h48

Bem que o Plínio tentou avisar, mas foi ridicularizado.

Responder

Marcelo Pinheiro

25/01/2011 - 20h45

Bravo! Este Azenha é danado. "Obama deve visitar o Brasil em março" é a manchete da agência Estado agora há pouco: . Será que um dia o que for bom para eles será bom para nós também?

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Durvaldisko

25/01/2011 - 18h49

Azenha, até você está atônito com as imprevisibilidades do governo Dilma. A presidenta é cerebral,estrategista e com conteúdo político diferente de Lula,forjado no sindicalismo ,aluno e,agora mestre, de suas técnicas e táticas . Vamos ter surpresas.O jogo está no seu primeiro movimento.Aliás, tente lembrar um mestre destacado no xadrez,do sexo feminino…

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Alceu C. Gonçalves

25/01/2011 - 18h26

Meu Deus! Ou eu sou muito desinformado ou o Azenha tá viajando numa fumacinha batizada! Com menos de trinta dias do governo DILMA ele já viu indícios suficientes para prognosticar uma virada em direção ao norte! Falando realmente sério, Azenha, vc pode me informar as fontes de informações que o levaram à preocupações tão sinistras?
Com antecipados agradecimentos,

AlceuCG.

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ebrantino

25/01/2011 - 17h19

Azenha, você continua um grande catalisador de idéias, levantando inquietações, preocupações e possibilidades. O assunto merece, de fato, uma discussão mesmo a nivel tão leigo, popular e, digamos assim, superficial como acontece neste nosso Vi O Mundo. É bom que nos acostumemos a discutir, a preocuparmo-nos com essas coisas, pois parece chegado o momento em que estarão na ordem do dia. Entretanto, pessoalmente, meu sentimento é de que não haverá guinada na politica exterior. Ela, a politica exterior, tal como foi levada no governo Lula, e deve continuar no governo Dilma, é essencial ao sucesso das ações do governo popular de Dilma. Ainda mais dadas as evidencias cada vez mais claras de que o império vai fazer tudo o que puder para provocar um retrocesso, e quaquer tergiversação nossa nos levará ao fracasso do conjunto do governo. Não é possivel desenvolvimento independente sem politica externa idem. Parece simples assim. Ebrantino.

Responder

Bonifa

25/01/2011 - 17h08

Crescemos e ganhamos respeito enquanto nos mostramos independentes. Só louco para acreditar em palavras e promessas de americanos. O governo Dilma está infiltrado e o objetivo parece ser aniquilarem com nossa incipiente posição de independência. Mais tarde, novamente nas garras da velha águia, choraremos pitangas de sangue pela bobeira de hoje. Um homem como Tony Palocci, que já era aquela vaselina derretida lá na Fazenda, imaginem o que não conspirará de mala e cuia dentro do Planalto. E o pior é que quando se fala nisso, petistas respondem com ódio. Se a Dilma não estiver disposta a enfrentar pelo menos uma dorzinha de cabeça, a choradeira pela volta de Lula surgirá como a tempestade na serra.

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    Glauber Viana

    25/01/2011 - 20h57

    Comcei a ficar preocupado desde o momento em que fiquei sabendo que o Tony Palocci iria para a Casa Civil. Esse cara não passa de um "Chicago Boy" no pior estilo de Roberto Campos, Delfim Neto e Pedro Malan. Não é hora do Brasil buscar maior aproximação com os EUA. Podemos sim manter uma política de "boa vizinhança" com os ianques, sem atritos, mas também não precisamos buscar uma "aproximação". Se precisamos buscar algum tipo de aproximação diplomática é com o nosso maior parceiro comercial atual, a China. E também com os dois outros "BRICs", a Índia e a Rússia.

    Artur

    26/01/2011 - 10h28

    Qual o problema em se aproximar de todos. Ìndia, Rússia e China são tão isidiosos quanto os Yankees, com a diferença que estes tb são ocidentais e partilham valores semelhantes aos nossos, quer gostem disso ou não. Mais importante que ser anti-americano é ser pró-Brasil

    Jader Bento

    26/01/2011 - 14h19

    Se aproximar de Rússia e China significa fortalecer o multilateralismo no mundo. Os Estados Unidos estavam acostumados com o bilateralismo da Guerra Fria, e ficaram atordoados com o seu fim, querendo impor uma espécia de "unilateralismo". Os BRIC's precisam ampliar a sua cooperação diplomática, econômica, científica e tecnológica, como uma forma de apoiar mutuamente o crescimento um do outro, sem ficar na dependência econômica e tecnológica em relação aos Estados Unidos.

    Artur

    27/01/2011 - 09h52

    Mas eu não disse para nos afastarmos dos outros do Bric. Disse que é possível cooperação pontual com os EUA como com qualquer outro desses aí.
    Se os EUA nos fizeram tanto mal internamente, foi pq alguém aqui dentro permitiu. Se escantearmos os entreguistas da Nação, não haverá problema nenhum em manter políticas afinadas com eles em algumas áreas.

Tereza

25/01/2011 - 17h06

Tanto barulho por conta de uma entrevista do Marco Aurelio Garcia!
É falta de assunto? Deixa a presidenta mostrar realmente a que veio. Menos, gente.

Responder

Para onde vai a política externa? « Blog do EASON

25/01/2011 - 17h02

[…] Blog Vi O Mundo – por Luiz Carlos Azenha […]

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Regina Braga

25/01/2011 - 16h55

Dilma,sabe que lealdade naõ se troca e nem se transfere…Vejam o que ela falou sobre o Alencar…Uma batalha perdida naõ significa o fim e nem derrota.Ela enfrentou a ditadura,a ditatura se foi e ela VENCEU..Nem sempre o caminho reto é o mais certo…pode ser mais rápido,mas as vezes uma curva permite evitar uma montanha…Acredito mais, na Presidenta que viu o governo com acertos e erros,uma coisa que Lula naõ teve,logo,o desempenho dela vai ser ainda melhor.Vamos continuar a ser independentes,livres,emancipados.Nossa soberania foi conquistada, e, a Presidenta foi uma das pessoas que ajudou durante todo o processo.Ela sabe o significado da palavra SOBERANIA.

Responder

Valdemar Pimentel

25/01/2011 - 15h59

Uma volta de um alinhamento maior e mais "automático" com os EUA é realmente preocupante. Será que a recente ofensiva do Ministério da Cultura em defesa da "propriedade intelectual" é um sintoma desse alinhamento e subordinação? Se for, é um erro. Se queremos crescer tanto quanto a China, temos que nos inspirar em alguns exemplos dos chineses. E se tem uma coisa para a qual os chineses não dão a mínima é para essa baboseira de "propriedade intelectual". Copiam mesmo na cara de pau as patentes americanas, e não estão nem aí. Tem que ser assim. Quem quer crescer não pode ficar pagando royalties para parasita que quer só ficar sentado, vendo o dinheiro entrando em caixa por causa da "ídéia genial" que teve. Idéia não enche barriga. E é bom que este blog tenha sim uma postura crítica, pois uma democracia só funciona quando os cidadãos tem a capacidade de pensar com a própria cabeça, mesmo que apóiem o governo.

Responder

    Artur

    26/01/2011 - 10h29

    Não existe alinhamento 'mais' ou 'menos' automático. Soltar as amarras aos poucos ao invés da ruptura me parece mais acertado. Não precisamos abrir mão dos 54 votos do terceiro mundo para 'cooperar' com os imperiais até onde nos servir.

pouco

25/01/2011 - 15h57

O perigo disso é acabarmos voltando a acreditar na idéia de "desenvolvimento associado", ou seja, de que para nos desenvolvermos, devemos comprar caças americanos para lhes vender etanol… o que pode parecer um bom negócio acaba virando mais uma forma de submissão.

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edv

25/01/2011 - 14h55

Tirando "prestígio" (?), não consigo perceber efetivamente o que ganharemos por sentar no Conselho (permanente) de Segurança, ocupado por um clube atômico, do qual não somos sócios.
Prestígio é algo que às vezes vale muito e outras não vale nada!…
Dois países se outorgaram o direito de veto, que vale mais do que TODA a assembéia de cerca de 3 centenas de países!
O grande desafio (hoje mais longínquo do que outrora) é transformar a ONU num efetivo parlamento mundial. Mas não conheço na História, poder de fato que não venha acompanhado de efetivo poder militar (até para "acalmar" eventuais "dissonâncias").
Para tanto, o mundo precisaria patrocinar uma força que, no mínimo, superasse o maior orçamento militar do mundo (de longe) e poder desafiá-lo ou enfrentá-lo (tóc, tóc, tóc!).
O que acontece é o contrário: os países é que desafiam a ONU (exs: casos do Iraque e Israel x Palestina).
Portanto, paradoxalmente, a ONU pode ser o orgão mais importante do mundo.
Ou valer muito pouco (não podemos esquecer das subentidades de caráter humanitário, científico, etc.).
Como dizem os sábios, pés no chão, mas sonhar é preciso!

Responder

Gregório de Mattos

25/01/2011 - 14h54

Azenha,

Vale a pena trazer o tema ALCÂNTARA novamente. Documentos do Wikileaks comprovam que os EUA tentaram (e tentam) impedir o Brasil de ter tecnologia para foguetes.
http://www.conversaafiada.com.br/mundo/2011/01/25

Responder

ZePovinho

25/01/2011 - 14h52

Os EUA-Europa-OTAN-Sionistas vão seccionar países(como o Sudão,rico em petróleo) para perseguir seus objetivos.Fazem isso colocando no poder governos títeres e financiando a oposição a esses governos(Como faz,por exemplo,treinando os terroristas chechenos que colocam bombas em Moscou.Esses são treinados pelo ISI,com apoio da CIA,.O ISI é o serviço secreto do Paquistão),provocando guerras para justificar sua presença militar por lá.Querem seccionar a Rússia usando a questão chechena e muçulmana.Querem seccionar a China usando a mesma questão na província de Xinjiang apoiando o povo uigur.A mesma estratégia de divisão étnico-religiosa.
Foram eles os responsáveis pelo massacre em 1994.Eles,os EUA,junto com Israel,França e Inglaterra: http://www.voltairenet.org/article167972.html
Paul Kagame: “Our Kind of Guy”
by Edward S. Herman*, David Peterson*

What if we got it wrong about the massacres that ripped across Rwanda in 1994? According to Edward S. Herman and David Peterson, what really happened was not a genocide by the Hutu Power against the Tutsis, but a secret U.S. war that butchered an equal number of victims on both sides of the Hutu-Tutsi divide. At the heart of this slaughterous game we find the impervious Paul Kagame.

Aqui na América Latina a estratégia é a mesma.À partir da Colômbia eles vão provocar guerras com a Venezuela,Equador e Brasil.O objetivo é impedir a existência de Estados fortes no mundo para poder se apropriar de seus recursos.

Responder

Aline

25/01/2011 - 14h43

Qual o quê! Nossa Presidenta não é de pisar na bola!
Que tal a gente relaxar e uma vez na vida, viver a vida que pediu a Deus, como recomenda o Chico Buarque em sua música?
A Presidenta é gente da melhor qualidade, inteligente, experiente e sabe das coisas.
Vamos deixá-la fazer o que prometeu, avalizada pelo nosso Lula. Não tem erro! Depois do melhor Presidente, vamos ter a melhor Presidenta! A gente merece! A gente lutou bravamente por isso!
Gringo vai comer na mão dela e achar que saiu na vantagem.

Responder

    Bonifa

    25/01/2011 - 17h14

    Elite é elite, classe média é classe média, Aline. Nem que tenha participado de luta armada. É preciso ter tutano para dormir toda uma noite em Hamallad.

Luis

25/01/2011 - 14h39

Com todo o respeito, acho que o Azenha viajou na imaginação. Em relação à iraniana Sakineh, a presidenta reagiu como sempre reagirá numa situação de tortura e de condenação dentro da luta pela democracia e liberdade ou, pela emancipação e dignificação feminina. Esta será sua posição, independente do país. É o que aprendeu com a sua própria história de vida. Por que nos surpreendemos???

Responder

ZePovinho

25/01/2011 - 14h38

Digite o texto aqui![youtube AVBGQwXPp2Y http://www.youtube.com/watch?v=AVBGQwXPp2Y youtube]

Responder

Jairo_Beraldo

25/01/2011 - 14h10

Que moral tem o governo brasileiro agora de falar em direitos humanos depois de ser condenado pela suprema corte da OEA?A trajetoria da presidenta era mais interessante na época que tinha ideais. Me decepciona sua passividade.

Responder

CLAUDIO LUIZ PESSUTI

25/01/2011 - 11h59

Interessante artigo Azenha.Isto mostra que os blogs ,aqueles considerados "chapa branca" pelo PIG nao tem nada de chapa branca.Sao independentes e estao ai analisando as coisas como elas sao, sem proteger este ou aquele governo.Tenho notado isto tambem, esta guinada rumo aos "Direitos Humanos".Coloco entre aspas pois como voce colocou esta questao dos direitos humanos e instrumentalizada para fins politicos, economicos e estrategicos, principalmente dos EUA.So lembrando:todo mundo se lembra da Sakineah.Alguem se lembra da mulher paquistanesa condenada a morte por , supostamente, ofender o profeta Maome ou Ala?.Nem prova tem, pois quem ouviu a suposta blasfemia nao pode repeti-la pois senao cometeria blasfemia.Kafka puro!Ate mataram o governador do Punjab que a defendeu e um monte de gente saiu na rua para DEFENDER o assassino!Vao aprovar sancoes contra o Paquistao por isso?Ah nao, ai nao , pois como diria um dirigente estadunidense, que tambem nao lembro:ele e um f.d.p, mas e o NOSSO f.d.p.!

Responder

mariazinha

25/01/2011 - 11h17

Querido JORNALISTA AZENHA:
sua análise é perfeita para os primeiros passos desse governo da D. DILMA. É isto mesmo que está dando na vista. Difícil é dizer o motivo que a leva a tal atitude. Será pq ELA não quer assustar certos seguimentos externos e internos devido ao seu passado? Votamos em D. DILMA e esperamos que ELA esteja fazendo um jogo político. Mas que é duro ficar nessa espera do desfecho desse jogo, lá isto é!
Grande abraço!

Responder

Antonio Castro

25/01/2011 - 11h12

O Estado Brasileiro precisa ter uma política de DDHH dentro e fora do BR; quem leu a matéria de ontem no Globo sobre a posição americana contra a transferência de tecnologia ucraniana de foguetes para o Brasil – e tomara que Dilma e o Ministério da Defesa o tenham feito – sabe que os EEUU não sáo confiáveis – e, sim, tradicionais adversários de um postura independente, autônoma da sociedade e do Estado brasileiro.
Em todos os campos políticos, econômicos e sociais.

Responder

Beto Crispim

25/01/2011 - 11h10

Menos de um mês de governo e você me aparece com uma analise desse. Paciência Azenha.

Responder

Julio Silveira

25/01/2011 - 10h56

Olhando por esse ponto de vista direi que o presidente Lula realmente foi e será unico.
Se a sua sucessora trilhar esses caminhos desenhados será a maior fraude já construida neste país, o que não acredito.
O segredo dos grandes governos é saber manter o equilibrio em suas relações internacionais e apesar do subalternismo estar incrustados na alma de muitos brasileiros creio que a nação repudiará isso.
O povo brasileiro, pelo menos a maioria, aspira respeito por sua cidadania ao nivel da que se dá aos cidadãos dos países desenvolvidos.

Responder

zepgalo

25/01/2011 - 09h09

E mesmo que o Brasil não esteja dando uma guinada para o lado americano (tomara!), essas atitudes iniciais de condenarem o Irã na questão de Direitos Humanas foram uma "pisada de bola" muito perigosa. Tem o seu sentido na política interna, mas não podemos nos tornar cínicos como os americanos.

Nesses casos sensíveis tem que se fazer o certo, como o Lula estava fazendo. Você cobra o que você tem moral para cobrar. Nós não temos moral para cobrar Direitos Humanos com ditadura impune, polícia torturando, muita gente miserável ainda, etc.

Responder

    Andre

    25/01/2011 - 11h11

    Entao voce acha que o governo brasileiro deveria apoiar a atrocidade no Irã?

    Sergio F. Castro

    25/01/2011 - 13h56

    Certamente que não! Da mesma maneira que não pode apoiar atrocidades na Palestina, na China, na Arabia Saudita, etc… (Ops. me esqueci, eles são aprovados pelos States então podem cometer atrocidades…)

    Maria 1

    25/01/2011 - 15h04

    Não se trata de apoio a atrocidades que porventura o Irã pratique em razão de regras medievais ainda incrustadas em sua cultura. Mas de condenar tais práticas em um país e ignorar o que outras nações ditas civilizadas fazem, matando e mutilando milhares em guerras e invasões, enquanto hipocritamente clamam por direitos humanos em países que desejam conquistar e "civilizar" com destruição e barbárie.

    patricia

    25/01/2011 - 19h04

    atrocidades existe em todo lugar quer pior do que ISRAEL faz com os palestinos e fica por isso mesmo e os americanos que estão no oriente brincando de tiro ao alvo

monge scéptico

25/01/2011 - 09h01

Papel de parelha de canga que ajuda a puxar a carruagem ianque, é a nossa via crucis.
Não há governante que nos dê a dignidade da liberdade dessa tralha criminosa, cujos
agentes policiais e religiosos, praticam os maiores crimes contra o ser humano.
Uns de forma aberta, como nas invasões. Outros mais sutis disfarçados de religiosos
invadem, especialmente na ásia. O papel destinado ao BRASIL deveria ser outro; o de
levar modernidade e progresso sem exploração.
A política externa do BRASIL, deve afastar-se da suja política externa ianque etc……..

Responder

zepgalo

25/01/2011 - 09h00

Perfeita análise!

Agora começo a entender, e sinceramente, estou decepcionado. Achei que a gente já tinha passado do tempo em que acreditava em promessas americanas.

Cobrar Direitos Humanos??? Nós???? É brincadeira … Tem o aspecto positivo de dar um tranco no Jobim, mas é óbvio que os americanos e a "nossa mídia" tem uma carta na manga para protegê-lo.

Pragmaticamente, tudo faz sentido, mas espero que a Dilma e o Marco Aurélio nunca se esqueçam que o poder americano no mundo está diminuindo, em todos os aspectos. A política externa do Lula estava redondinha e fez grandes conquistas. Essa guinada pode colocar tudo o que foi conquistado em grande risco.

Fora que estamos vendendo a alma ao diabo das relações internacionais. Simplesmente decepcionante.

Responder

Juliana M. Oliveira

25/01/2011 - 04h17

Creio que em algun momentos, será necessário um entendimento do Brasil com os EUA por questões diplomáticas, mas isso não necessariamente implicará na subserviência do Brasil aos EUA. Essa não foi a política de Lula e com certeza não será a de Dilma. Ela com certeza não servirá a interesses imperialistas, não ficará à sombra dos EUA. Não só porque Lula não o quereria, mas principalmente porque tal postura não condiz nem com a história de vida dela, nem com a filosofia política dela, não faria sentido algum. Tenho plena confiança na capacidade da Presidenta Dilma em continuar fazendo uma política externa coerente, tal como fazia o Presidente Lula.
Cordialmente,
Juliana M.

Responder

    Andre

    25/01/2011 - 11h13

    Pare de falar em Lula, o governo agora é DILMA. O lula fez isso, o lula nao vai querer aquilo.

    Acho que a nossa presidenta tem autonomia suficiente para conduzir seu governo.

Nilva

25/01/2011 - 04h09

Num intendi. Axu qui naum. Será?
Onde a Dilma está piorando tudo? Vamos dar um tempo, gente.

Responder

Guanabara

25/01/2011 - 01h51

Por falar em política externa, recomendo este artigo sobre a volta dos Duvalier ao Haiti, sob o patrocínio de França e EUA, enquanto Aristide está exilado na África do Sul.
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=7

Qual será a posição da diplomacia brasileira diante desse golpe?

Responder

Pedro Luiz Paredes

25/01/2011 - 01h23

Até agora esta tudo no plano da retórica, conforme planejado e for possível.
Dilma esta se alinhando com a China "também" e mais do que isso, almeja estar por dentro do debate entre as duas potências para não ter diminuída a importância política conquistada até então.
Entenda que o que a China e EUA resolverem esta resolvido. Isso tende a levar o Brasil ao plano de quadjuvante novamente, e leva junto a tal de União Européia e o resto do mundo.
Pode espernear, protestar, gritar ou etc. Quanto mais as duas potências se alinharem, mais insignificante se torna o resto do mundo nesse momento.
Por isso não adiantará se opor às questões decididas pelas duas potências, inclusive para não passar vergonha. Ao mesmo tempo permite que o Brasil não se mostre tão desimportante em questões controversas entre as duas potências e dê palpite a vontade. Isso é até bom para eles.
É muito mais frutífero agora para o Brasil que a Dilma fortaleça a dependência do setor privado e ele prórpio, alcançando um novo patamar de importância econômica no mundo, do que dar continuidade à uma política externa que não vai trazer frutos para o Brasil. Afinal é ao Brasil que ela deve servir primeiramente não é?
O que você decidiria se fosse presidente?
Em resumo, a política externa de Lula não serve mais em questões em que a China e EUA decidam enquanto não tivermos um pouco mais de força econômica e um banquinho no Conselho de segurança.
Isso ficou claro com as sanções econômicas ao Irã inclusive em detrimento das relações econômicas desse país com o Brasil. Os EUA sentiram e não querem que isso aconteça novamente por isso já se alinham a maior potência do globo terrestre.
A China foi colocar uma bandeira vermelha la dentro da casa branca dias atrás e disse: "quem manda em vocês agora esta hospedado lá em casa". Por um lado eu digo: "Bem feito"; foi deixar o mercado mandar!!! Sifu…
A Dilma percebeu também que nas questões em que a China se opõe aos EUA não precisam da força política do Brasil para se resolverem.
Ao mesmo tempo as questões em teoria de direitos humanos, defendidas pelos EUA e sem a intervenção da China, já não sofrem tanto assim com a atuação do Brasil.
Usando o mesmo discurso é plenamente possível a expansão da influência brasileira na Africa. Uma coisa não impede a outra.
A Dilma foi muito esperta se quer saber.
Só não espero que a Dilma não coloque as questões internas em banho maria.

Responder

    Pedro Luiz Paredes

    25/01/2011 - 11h52

    Errata na última linha:
    Só não espero que a Dilma coloque as questões internas em banho maria.

Jiddu

25/01/2011 - 01h14

Não sei como você consegue tirar tantas conclusões alarmistas com tão poucos dados. Sinceramente, acho que as diretrizes da política externa futura estão sendo amadurecidas nesses menos de trinta dias de governo. Esperar uma tentativa de reinvenção da roda é bobagem. Acreditar que um dos corpos diplomáticos mais respeitados do mundo vire idiota de uma hora para a outra pode ser no máximo uma projeção. Não aposte na incompetência desse pessoal que você quebra a cara. Faltam muitas variáveis nessa sua equação.

Responder

robsonsfranca

25/01/2011 - 01h04

"PS do Viomundo: Fiquem de olho, também, nas posições do governo Dilma em relação à proteção da “propriedade intelectual”, que é uma das prioridades de Washington. Trocando em miúdos, a ideia é que a gente financie a transformação dos Estados Unidos em uma sociedade pós-industrial pagando por tecnologia com a exportação de commodities. Mas e se a produção de commodities destruir o meio ambiente? A gente importa tecnologia “verde”, ora. Em outras palavras, seremos sempre subalternos…"

Aproveitando esse gancho de propriedade intelectual, Azenha, vale lembrar da mudança de postura no Ministério da Cultura sob o comando da Ministra Ana de Holanda, ao retirar a licença Creative Commons de diversas páginas do site do Minc e sinalizando uma aproximação desse ministério com órgãos "defensores" do direito autoral em sua forma mais conservadora e retrógada, como o Ecad.

Responder

    Ramiro

    25/01/2011 - 14h26

    A Ministra Ana de Hollanda agiu com propriedade e não fez nada de mal ao retirar a licença Creative Commons do site do MINC. Não havia a menor necessidade disso, porque as leis brasileiras já permitem que o autor conceda compartilhamento como bem lhe aprouver. Há nota no portal do MinC esclarecedora.
    Quanto ao ECAD, trata-se de uma entidade privada, que tem uma longa história. Cabe aos seus associados, se não estão satisfeitos com ela, proceder de acordo. O MinC não tem nada a ver com a administração do ECAD e muito menos com o controle da arrecadação dos legítimos direitos autorais.
    Foi muito suspeita essa campanha de queimação da Ministra Ana de Hollanda, um linchamento feito por todo o PIG e repercutido por cada jornaleco de lá dos cafundós do judas, em todo país, em horinhas apenas. De repente, todos, todos, sabiam que sem o Creative Commons não havia cultura brasileira e quem sabe nem o próprio país! Siga o Dinheiro, e saberás o porquê de tanto ódio a excelente Ministra Ana de Hollanda, que foi excelente administradora na FUNARTE e tem um belo currículo, além de ser gente ótimo, do melhor caráter. E que canta bonito, o Samba Triste, que fala até na garoa de São Paulo: http://www.youtube.com/watch?v=K0vlrDcSyH8
    Qual será a proxima desconstrução, com direito à queimação e crucificação? Fiquemos espertos!
    Dá-lhe Presidenta Dilma! Mostra o seu valor e da sua equipe, que nós estamos atentos e firmes!
    Intriga não vai colar mesmo! PIG basta um.

Pedro Ayres

25/01/2011 - 00h26

No passado, quando o uso da palavra escrita era a melhor forma para um debate político e às vezes até mais eficaz que os duelos para resolver pendengas, uma das técnicas era afirmar que o fulano ou o sicrano pretendiam fazer x ou y, mesmo com a total inexistência de provas ou dados que justificassem tais afirmações. Parece que essa velha técnica está de volta com a corda toda, tal a proliferação de achismos como substitutos de fontes em off.
Que se use, uma vez ou outra, uma frase instigante para estimular o debate de um tema, até que se pode aceitar. Porém, ao se fazer desse achismo um mecanismo de intriga entre um Governo que pretende ser a ampliuação continuada do Governo antecendente, pode haver tudo, menos boa vontade e interesse em contribuir para o bom debate.
Quer dizer que a Presidenta Dilma é uma estúpida? Pois, só uma pessoa extremamente estúpida iria aceitar a orientação política de alguém com o "reagan boy" Shannon e adotar a linha definida por Washington, logo agora que os EUA estão na curva do rio e em acelerada corrida para a uma crise terminal. Pior ainda, tudo porque deseja um lugar num Conselho da ONU, que hoje em dia tem menos credibilidade política que as Associações Atléticas das Faculdades tinham na decáda de 1960.
Ora, o Brasil que tanto lutou, concreta e objetivamente para aniquilar os tentáculos e ventosas políticas estadunidenses da América Latina, fosse pela rejeição da ALCA, fossse pelo fortalecimento do Mercosul, fosse pela criação da UNASUl e, principalmente, pela constituição da Comunidade da América Latina e Caribe-CALC, por que agora iria se submeter aos desígnios de Washington? Ou seja, os fatos desmentem qualquer tipo de análise desse tipo

Responder

Marcos

24/01/2011 - 23h54

A Presidenta Dilma tem grande capacidade de gerenciamento, mas ao que parece tem pouca articulação política. Ao meu ver, o que adiantaria um assento no Conselho de Segurança se o país não tem a capacidade de se auto defender? O Conselho serve apenas para defender os interesses dos EUA e seus aliados importantes. Para o Brasil, que nunca foi considerado pelos EUA, seria apenas STATUS. Uma tremenda bobagem.
O que temos é de ser pragmáticos aos resultados da política externa. Se o Brasil ficasse apenas com EUA, em 2008 teria falido. Mas como abriu novos mercados facilitou sua recuperação.
Acho que não tem cabimento o país querer um assento no conselho, sendo, em termos de defesa, incapaz de defender seu territírio.

Responder

Tereza

24/01/2011 - 23h53

Caraca, o governo nao fez nada dediferente atehagora e jah tao falando de traicao. Menos, gente, menos…

Responder

Betinho

24/01/2011 - 23h16

Parece que o Azenha e alguns comentaristas aqui estão esquecendo que Dilma Vana Roussef, quando presa na ditadura, passou por varias sessões de tortura. Saiu de lá esperta e preparada para lidar com os gorilas, consequentemente com o Império. Sabe aquela "estória" de colocar açucar no rabo da pombinha para poder pegá-la? Pois é, ela vai "adoçar" o bico dos "mericanos" e "mericanizados". Alguem confia na diplomacia americana? Porque não podemos, vez por outra, dar o troco na mesma moeda? Vá em frente Dilma Guerreira, confiamos em você.

Responder

Gustavo Pamplona

24/01/2011 - 22h57

Eu não estava muito a fim de comentar este artigo mas… lá vai…

"Os fins justificam os meios". É basicamente isto.

Sobre o lance dos caças do governo (e que para mim já virou uma "novela") tinha lido um artigo lá no PHA em que ele disse:

"Se a Dilma conseguir que o Congresso americano garanta a transferência de tecnologia, troca os Boeings pelo etanol."

E falando sobre os caças… deixo um "questionamento".

Vamos supor que o Brasil estivesse REALMENTE precisando dos caças, sei lá… algum país vizinho de repente resolva entrar em guerra com o Brasil.

Se bem que acho díficil já que não teriam tanta capacidade assim, até porque tirando os EUA o Brasil é de fato a segunda maior força militar das Américas.

Bom… já que os caças existentes não tem tanta potência tanto de armamentos quanto capacidade de cruzar longas distâncias… e sabendo que esta "novela" agora vai se arrastar até 2012, sei não..

Responder

    Silmara Silva

    25/01/2011 - 13h16

    Ei velho, tu não manja é chongas rapaz.

    Tu achas que o Canadá fica em que continente???

    VAI ESTUDAR E LER ALGUMA COISA QUE PRESTE RAPAZ.

    Gustavo Pamplona

    25/01/2011 - 17h39

    Silmara… querida… dê uma olhada nisto aqui. (Tsc… Tsc…)
    http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_byhttp://en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_byhttp://en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by

    Se caso não souber inglês a primeira lista é por "gastos militares", a segunda é por "tropas ativas" e a terceira é pelo tamanho das "forças armadas"

    A maior parte dos dados são do "Stockholm International Peace Research Institute" (Instituto de Pesquisa da Paz Internacional de Estocolmo"
    http://www.sipri.org/

    E Amiga… tirando um "deslize" ontem em que achei que estavam falando do parlamento italiano (mas eu pedi desculpas depois) eu, Gustavo Eduardo Paim Pamplona, SEMPRE SEI o que estou falando.

    E também creio que o "Vi o Mundo" é leitura que preste, você não acha?

Ramiro

24/01/2011 - 22h46

Papagaio, já tem gente por aqui dizendo que a Presidenta Dilma vai mal na política interna e externa!
A partir de que fatos, de que análises sérias, de que informações verazes se pode afirmar tal coisa?
Tem dó! Nós brasileiros que nos interessamos por política, tivemos um verdadeiro doutorado nessa campanha eleitoral.
Agora, quando alguém faz afirmações estranhas ou levanta hipóteses catastróficas tem que vir com fatos bem amarradinhos, bem verídicos, senão não dá nem pro café!
Tempo de brasileiro que não sacava nada, que não pressentia as reais intenções das afirmações , ficou lá na curva da estrada! Ficou na era pré-Lula. O torneiro mecânico nos ensinou muito.
A Presidente Dilma tem demonstrado ser tudo o que o Presidente Lula dizia que ela era e seria: uma grande Presidente!
O resto , só pode ser coisa de troll ou mau humor passageiro.

Responder

Paulo Silva

24/01/2011 - 22h25

Gostaria de saber de onde é que tiraram a conclusão de que a competente Presidenta Dilma tem alguma intenção de pressionar pela compra de aviões estadunidenses? Ou de guinar para o lado da subserviência a Washington, que aliás, vai muito mal, obrigado, em termos econômicos e políticos.
O fato do cobra criada do McCain ter vindo aqui correndo bajular a Presidenta Dilma querendo vender seus aviõezinhos nada significa a não ser que ele veio a serviço, pensando nas comissões. Lobby nos EUA é assim mesmo, na bucha, às claras. Vendeu, ganhou!
A compra desses aviões é um assunto que merece muita análise e será feita criteriosamente, com toda certeza.
Quem sabe uns aviões chineses, ditos serem os melhores? Ou russos, por que não? Ou mesmo os franceses? Deixa a Dilma pensar, ouvir a quem de direito, avaliar todas as variáveis . Por que tanta pressa?
Ela ainda está acabando de montar o governo dela, integrando a equipe. E aí vieram as catástrofes na Região Serrana , em São Paulo e agora já em Minas, Goiás e Santa Catarina. Ela tem feito inúmeras reuniões a esse respeito.E já montou o grupo inter-ministerial que vai tratar da Erradicação da Miséria. Entre muitas outras coisas. Na maior sapiência e toda classe e simpatia. Querem mais o quê?
Leiam o Blog do Planalto e o Correio do Brasil, um excelente jornal que pode ser lido na web,on line. Estou vendo que tem muita gente que está por fora do que vem sendo realizado pela nossa Presidenta. Vcs não sabem o que estão perdendo.
Ela está dando banho de sabedoria, competência e bom caratismo.

Responder

JORGE CORREA

24/01/2011 - 22h21

Azenha

Muito bom o seu artigo. Realmente, o sonho de um país independente é de todo o povo brasileiro.

Um abraço.

Responder

Djalma

24/01/2011 - 22h05

Estamos fumados e continuaremos com tal. Seremos sempre submissos e subalterrnos. Para o homem que pensa isto é triste.

Responder

MarcosW.

24/01/2011 - 21h12

Qual diferença pode haver entre fazer dircursos favoráveis à Venezuela,Cuba,Irã ou países africanos para conquistar vaga no Conselho de Segurança da ONU(ou deixar de denunciar suas mazelas) ou alinhar-se aos EUA,mantido o mesmo objetivo?!E os perseguidos,presos,por vezes torturados e mortos no Irâ,na Venezuela,em Cuba,na China,nos EUA,na França,são diferentes uns dos outros?E os perseguidores?Há ditadores,autoritários,hipócritas,melhores que outros do mesmo tipo? A dor que sentem os perseguidos,a dor de seus amigos e familiares é menor aqui ou acolá?E o Brasil só continuará a exportar matéria-prima e importar tecnologia se quiser,ou não fizer nada para mudar o quadro!Se desenvolvermos nossa própria tecnologia,o problema está resolvido.Só não pode ficar deitado em berço esplêndido e surrupiar,com ares de pobre coitado,o resultado do trabalho de povos que costumamos criticar todos os dias,e muitas vezes por pesquisarem exatamente aquilo que dizemos não servir para nada!

Responder

Marcos Alonso

24/01/2011 - 21h00

Muito bom. Realmente temos que ficar de olho nestes proximos capitulos. Em algumas outras situacoes já percebi que ela é um pouco menos guiada pela ideologia do bem do que por esta fome de poder, sem querer chamar isso de tendencias "imperialistas".

Responder

O_Brasileiro

24/01/2011 - 20h50

O que vale a ONU?
Por que ter um assento no conselho de segurança seria importante se Israel, Paquistão e Índia fazem o que querem pelo simples fato de terem bombas nucleares?
Esse assento é só vaidade de diplomata!!! Não vale nada!!!

Responder

    Lucas Cardoso

    24/01/2011 - 22h18

    Verdade. Não vale nada. Muito menos se alinhar ao Império. Espero que o Azenha esteja enganado dessa vez.

    edv

    24/01/2011 - 22h46

    Infelizmente, a ONU vale cada vez menos.
    Para quem tem poder, desmoralizá-la é o que interessa!
    E este processo já é feito há um certo tempo por eles e seu "World PIG" (ou OPU, dos PIGs Unidos…)
    Enquanto ela não funcionar como um parlamento, com votos iguais e/ou proporcionais, sem direitos especiais de veto e outras bobagens, e ainda, não houver uma força armada superior, sob o decorrente comando mundial, seu futuro está perto da extinta "Liga das Nações"…

Maria Lucia

24/01/2011 - 20h38

Uma guinada para o precipício, apenas pela ambição de participar do Conselho de Segurança da ONU?
Não vejo sinais, nem possibilidades.
Que grandes vantagens teria o Brasil nessa participação? A ONU já não tem todo o nome e importância que um dia se pretendeu que teria. Suas resoluções têm o costume de não ser obedecidas. Vide Israel. Sabemos muito bem quais são os reais poderes que dominam o mundo, os quais pairam acima das resoluções da ONU.
A integração com os países latinoamericanos, por outro lado, tem hoje uma importância econômica e política decisiva. Os EUA encontram-se numa grave crise ascendente, bem como os países europeus.
O Antonio Patriota é cria do Celso Amorim. E muito conceituado. O fato de ter sido Embaixador em Washington, não quer dizer nada. O Celso Amorim também foi. É um dos ápices de toda carreira diplomática bem sucedida.
A Presidente Dilma, ao contrário de todos os presidentes anteriores, não correu a tomar a benção do Presidente dos EUA, em uma primeira viagem ao exterior.
Segue mesmo, ainda nessa semana para a Argentina, em visita de grande importância política e de negócios. Prestará homenagem a Nestor Kirchner e levará a solidariedade dos brasileiros à Presidenta Cristina.
Logo adiante já tem viagem acertada para o Peru, Paraguai e Uruguai. Certamente um dia irá a Washington. Por que não?
A Presidenta Dilma Vana Rousseff está oferecendo continuadas demonstrações de inteligência e competência. Difícil imaginar que entraria em tamanha canoa furada, rasgando a sua biografia, numa guinada feita de sem-razões e burrice.
Por todas as razões amplamente conhecidas, espero dela uma brilhante atuação em todos os campos e um desempenho de verdadeira Estadista na condução da nossa política exterior. Sem guinadas suicidas. Todos sabemos que a política externa dos dois Governos Lula foi um estrondoso sucesso, reconhecido mundialmente. Só trouxe ganhos de toda ordem ao Brasil. Mudar para que?

Responder

    Glecio_Tavares

    24/01/2011 - 22h46

    Viva! Maria Lucia traz um pouco de lucidez a este blog na vespera do feriado. Vamos parar de tentar adivinhar e dar crédito a quem merece. Dilma tem muita coragem e fibra. Preciso lembra-los?

    Aline

    25/01/2011 - 15h13

    É isso aí, Maria Lucia.
    Compartilho da mesma confiança e entusiasmo pelo Governo da Presidenta Dilma.
    Ela não vai errar e daí pra frente vamos ver muitas mulheres na Presidência, na maior sapiência, como previu o genial sambista Aniceto.
    Dilma vai fazer muito pelo verdadeiro feminismo, que cuida do gênero humano e dos direitos específicos das mulheres e dos homens.

Seger

24/01/2011 - 20h09

Ela, a Dilma, que se atreva. Que em 2014 damos um pé na bunda dela e colocamos a Marina lá. Traíra por traíra, dá tudo na mesma.

Agora falando mais seriamente, tenho um pressentimento de que vamos precisar de Lula em 2014. Ainda é cedo, mas tenho impressão de que a Dilma já conseguiu piorar muitas coisas.

Responder

dukrai

24/01/2011 - 19h49

O PaulenriquAmorim também se referiu a esse pragmatismo do governo Dilma na rediscussão das compras dos aviões para 2012, entregue para o Ministério da Indústria e Comércio (Pimentel) e que faria parte de uma negociação de avião-etanol, compra dos F18 e fim da sobretaxa do etanol brasileiro pelo governo "americano".
A hipótese do Brasil se tornar um gendarme "americano" no pedaço é extemporâneo, desnecessário e engorda. Extemporâneo porque vários analistas concordam que caminhamos para um mundo multipolar e o papel de gendarme está mais ligado ao mundo bipolar da guerra fria. As escolhas estratégicas nacionais dependem da área em discussão e os parceiros podem variar conforme os interesses entrelaçados, como aviões e etanol, que pode se tornar uma commodity poderosíssima e ter uma repercussão econômica interna apenas inferior ao pré-sal. Ser commodity não é pecado, o álcool é energia solar líquida, não poluente, é cultivado há séculos sem esgotar as áreas de plantio e agrega uma estrutura industrial e uma logística de distribuição capilar de repercussão econômica nacional.
A opção pelo Brasil como gendarme também é desnecessária porque a Colômbia já faz este papel com uma posição geográfica infinitamente superior, de cara para o Caribe e com acesso às costas leste e oeste dos EUA, fazendo fronteira com o protetorado "americano" Panamá, ex-território colombiano.
E esse assunto engorda porque já detonei um pacote de bolachas recheadas, suponho que com gorduras trans porque são uma delícia.
A opção de alinhar com os EUA para obter um assento no Conselho de Segurança e abandonar a via africana pode ser uma estratégia a ser adotada, considerando primeiro que um lugar no Conselho de Segurança é o motor da política externa brasileira e em segundo que o Patriota foi removido de Washington para a Chancelaria com este objetivo exclusivo. Menas, bródi, menas, o Patriota vai ter muito mais coisas pra fazer.
Mudar o rumo da política externa em relação a direitos humanos é uma questão de discurso, a questão mais grave no mundo é a ocupação da Palestina por Israel, e os sionistas são os nossos parceiros preferenciais no Mercosul e grande fornecedor de equipamentos militares.
O Brasil tem a tecnologia e o material para fazer armas nucleares, nas circunstâncias atuais é um poder dissuasório suficiente e mudanças políticas internacionais é que podem alterar as nossas posições. Propor hoje a fabricação da bomba tem alto custo político e nenhuma efetividade porque não temos os lançadores, que estão sendo desenvolvidos na base de Alcântara. Acho que esta é uma indicação concreta do caminho traçado.

Responder

    aurélio

    24/01/2011 - 23h51

    O unico país que tem acordo de livre comércio com o Mercosul é Israel, corroborado nos seguintes documentos do governo brasileiro: DL 936 17/12/2009, Decreto 7159 27/04/2010 e pela portaria SECEX no o8 03/05/2010 – pragmatismo é isto, bater no discurso politicamente correto, fazendo negócios lucrativos nos bastidores, todo mundo faz, por que nós não?

    Paulo Amaral

    25/01/2011 - 13h21

    PÂNDEGO.

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    dukrai

    25/01/2011 - 17h17

    pega tudo o que o Azenha diz e troca o sinal, na maioria das vezes dá certo porque toda hipótese contém o sim e o não. aí vc escolhe qual gosta mais rs

adairjr1

24/01/2011 - 19h48

A defesa dos Direitos Humanos não é necessariamente contraditória com o princípio da não intervenção.
O que você mostrou refere-se à instrumentalização dos Direitos Humanos como justificativa de intervenção – em que os EUA são mestres.
Qualquer outro princípio ou idéia pode ser instrumentalizado da mesma maneira.

Por outro lado, defender os DH em nível internacional supõe a coerência de trabalhar para torná-los efetivos também no Brasil. E nós estamos longe disto.

Responder

Remindo Sauim

24/01/2011 - 19h20

Não sei de onde foi tirada esta idéia de uma guinada da Dilma rumo aos Estados Unidos. O Brasil continuará no mesmo caminho na política internacional que tinha com Lula.

Responder

Glecio_Tavares

24/01/2011 - 19h11

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011

O FHC estava em Genebra na Suiça e recomendou ao Brasilo que seja bonzinho com os EUA. hahahha.

Esqueceram de perguntar-lhe o que ele fazia lá. Deve ter ido pagar alguma fatura atrasada.

Responder

trombeta

24/01/2011 - 19h08

Caro Azenha, boa a sua análise, como você também estou em dúvida qual será o eixo da política externa do governo Dilma, já antecipo que não me agrada o alinhamento do país aos interesses dos EUA no quesito direitos humanos, já que a seletividade (vinculada a interesses estratégicos e comerciais) é uma marca da diplomacia de Washington.

Marco Aurélio Garcia é uma garantia de que Dilma não vai rezar pela cartilha hegemônica mas tenho muito medo de que um "encosto" do tipo Bachelet se "aproprie" da alma de nossa presidenta.

Como dizem lá no buteco, Romário, Ronaldos e Lula nasce um a cada 300 anos.

Responder

Glecio_Tavares

24/01/2011 - 18h59

A duvida é : Ter os estados unidos como amigo ou como inimigo? Me parece que os ianques não aceitam bem o meio termo. Mas virar capacho deles já não faz mais parte do que o governo brasileiro pensa. Ou faz? Nos próximos anos o mundo mudará muito e ir contra o império decadente com nosso aparato militar atual é suicidio. O Brasil tentará pregar a paz no mundo, afinal só temos a ganhar com isso.

Responder

José Maia

24/01/2011 - 18h50

Na mosca, Azenha. Só mais uma coisa: creio que Dilma é mais 'realpolitik' do que Lula.

Responder

Ramalho

24/01/2011 - 18h42

Será Dilma um Obama de saias que decepcionará, como ele, seus eleitores? Não parece ir bem na política econômica e tampouco na externa.

Responder

    Lucas Cardoso

    24/01/2011 - 22h21

    Calma aí. Foram vinte dias de governo só. O que o Lula fez em vinte dias?

    Deixa a mulher trabalhar.

Marco L.

24/01/2011 - 18h40

Caro Azenha, não estou entendendo tua postura nessa reportagem. Foi vc mesmo que escreveu e postou isso?

Responder

Marat

24/01/2011 - 18h36

Se a Dilma também ajoelhar-se aos interesse do PIG e dos EEUU, eu passarei a votar nulo para sempre!!!

Responder

Ana cruzzeli

24/01/2011 - 17h53

Azenha

Você viajou na maionese direitinho. A questão é economica se vier algum lucro diplomático isso é secundário. Ou melhor isso mostra esperteza. Imagina com uma bala só acertar dois alvos

Responder

redecastorphoto

24/01/2011 - 17h06

Prezado Azenha
Grande artigo! Você pensa, tal como muitos de nós, que nosso atual governo tem que se posicionar no mundo sem a menor sombra de dúvidas e DEPOIS de saber da posição dos brasileiros em relação ao assunto (ou assuntos, pois são vários).
Não podemos atirar pela janela as conquistas Lula/Amorim, sem mencionar o MAGarcia que ficou.
Vamos esperar mais um pouco para ver como a coisa anda… Só que a compra dos aviões para a FAB não nos faz vislumbrar grandes coisas…
Abraço
Castor Filho

Responder

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