VIOMUNDO

Lula: Planos privados não resolvem o problema da saúde pública

09 de abril de 2014 às 16h54

por Conceição Lemes

Saúde será um dos grandes temas das eleições de 2014.

Nas manifestações de junho, foi uma das reivindicações das ruas.

Na última pesquisa CNI/Ibope, divulgada no final de março, é a área do governo da presidenta Dilma Rousseff pior avaliada. Dos entrevistados, 77% disseram que desaprovam as políticas e ações no setor.

Todas as pesquisas mostram que saúde é hoje a principal preocupação dos brasileiros.

Importantíssimo: essa opinião não é exclusividade dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).  É também a dos clientes dos planos de saúde. O mercado brasileiro foi invadido por planos de baixa qualidade, que deixam seus usuários na mão na hora em que mais precisam, obrigando-os a recorrer ao já sobrecarregado SUS, que é subfinanciado.

Ao mesmo tempo, tanto os profissionais de saúde do serviço público quanto os dos planos de saúde se queixam da situação atual. Os primeiros por falta de um plano de carreira no SUS e das condições de trabalho. Os demais por causa dos honorários aviltantes pagos pelas operadoras.

Por isso, na entrevista que o ex-presidente Lula concedeu aos blogueiros nesta terça-feira 8, eu, Conceição Lemes, quis saber o que ele acha dessa situação (ao final, vídeo com a íntegra da resposta).

“Não é possível levar saúde de qualidade às pessoas se não tiver dinheiro”, disse, de saída. “Permitir que o ser humano tenha acesso à alta complexidade e aos especialistas precisa de dinheiro”.

“Para fazer um check up hoje ninguém pergunta mais o que você tem. Você está com dor de barriga? Está urinando bem? Está indo ao banheiro?…”

“Você passa numa série de máquinas, tira sangue para exames… E o médico diz ‘você está bem!’ Ou ‘você  está mal’”.

“O povo não tem acesso a isso. E se não tiver dinheiro, a gente nunca vai conseguir que o povo tenha”.

Lula lamenta a derrubada da CPMF, em 2007.

“Por que acabaram com a CPMF? Era só 0,38% da movimentação financeira das pessoas! No fundo, no fundo, o objetivo de acabar com a CPMF era tentar evitar  uma maior fiscalização do governo no processo de sonegação de impostos neste país.  Só naquele ano eles tiraram o equivalente a 50 bilhões de reais da saúde”.

“As pessoas falam: ‘é falta de gestão’. Possivelmente tenha um pouco de [falta de]  gestão.  Mas o problema é [falta] dinheiro de verdade”.

Aqui, um parêntese meu. A extinção da CPMF foi um grande golpe à saúde pública brasileira. E o que foi perdido não foi reposto com novos recursos. Em compensação, os planos privados de saúde tiveram benefícios financeiros.

Lula reconhece que é preciso mais dinheiro na saúde, inclusive para pagar melhor os médicos e demais profissionais de saúde. Cita o Hospital Sarah Kubitscheck, de Brasília, que recebe dinheiro público:

“Por que o atendimento no Sarah Kubitscheck é de qualidade? É porque lá os médicos são profissionais em tempo integral, não podem trabalhar em outro hospital, é só lá.  E a coisa melhora de qualidade”.

“Se eu sou médico, ganho 2 mil num hospital, e tenho de trabalhar em quatro hospitais pra ganhar 10 paus no final do mês, eu  acabo não trabalhando em nenhum”.

Lula lembrou que o “Mais Médicos” está provando que havia falta de médicos, ao contrário do que as entidades médicas afirmavam de início. Na verdade, havia — e há —  falta e má distribuição deles no País.

“Tem excesso de médicos na avenida Paulista, nos bairros de classe média alta. Mas na periferia… Eu lembro que, quando a Luiza Erundina era prefeita, era difícil convencer médicos a ir para a periferia…”

Hoje também. E isso não é só na periferia das grandes cidades, como nas regiões mais afastadas do Brasil.

“Mas eu disse à presidenta Dilma e ao Padilha [Alexandre Padilha, ex-ministro da Saúde]: ‘não pensem que o ”Mais Médicos” resolve o  problema. Ele vai agravar o problema. Por quê? Porque na hora em que a pessoa tem acesso ao primeiro médico, ela vai necessitar do primeiro especialista”.

“Na hora em que  o médico descobre que a pessoa tem um problema no joelho, no tornozelo, etc,  ele vai dizer para ir  a um ortopedista, um oftalmologista, um especialista do  coração… Aí, vem o problema:  o cara tem que entrar numa fila e esperar cinco, seis meses [para ser atendido]”.

“Na minha opinião, a solução é credenciar a rede médica de especialistas desse país para atender  quem quer que seja  com um cartão do SUS”.

Aqui, um segundo parêntese meu. Essa ideia não me parece adequada, mas sobre ela vou falar mais adiante.

“Ah [vão dizer], precisa fiscalizar. Precisa mesmo. Mas precisa melhorar o pagamento do SUS”.

Aliás, a tese de Lula, reiterada várias vezes na sua resposta, é de a de que “não existe possibilidade de dar saúde de qualidade, se não houver  recurso”.  Aí, salientou o papel do SUS.

“Todo mundo acha que tem dinheiro de sobra e não tem. A saúde custa caro, o médico tem de ser bem pago, precisa ter equipamentos, laboratórios,  para que todo mundo tenha acesso”.

“O SUS é motivo de orgulho para esse país. Poucos países do mundo têm um sistema de saúde pública como o SUS”.

“Só aparece coisa ruim da saúde, mas tem muita coisa boa… E obviamente tem muita carência também. Todo mundo sabe disso. A Dilma sabe, as pesquisas sabem, os governadores sabem, os prefeitos sabem, todo mundo sabe. E os usuários sabem muito mais isso do que todos nós”.

Para Lula, saúde vai ser tema de campanha eleitoral até que se consiga resolver definitivamente a questão da saúde:

“E quanto mais gente se colocar no sistema, mais a gente vai ter que de fazer investimento na saúde. Não existe forma barata de resolver o problema da saúde  no Brasil”.

“Esse é o tema da campanha e os três candidatos sabem disso [Dilma, Eduardo Campos e Aécio Neves]”.

“Portanto, todo mundo vai ter de fazer uma boa proposta para saúde. E eu os alerto: sem dinheiro, não tem melhoria na saúde. Em nenhum país do mundo”.

Nesse aspecto, Lula está coberto de razão. Não há “choque de gestão” nem outro “ jeito”  esperto de se resolver a saúde do Brasil.

Saúde de qualidade acessível a toda a população – leia-se SUS —  exige dinheiro. Muito dinheiro.

O SUS, aliás, voltará aos palcos nos próximos meses. Candidatos farão juras de amor eterno. Até se fantasiarão de “susetes”.

E depois? Esquecerão de novo as promessas ao povo mais pobre, já que ele não tem visibilidade nem voz na mídia? Ou a mídia tratará de acobertar as promessas não cumpridas dos seus protegidos?

– Ah, mas eu pago um bom plano de saúde, não preciso do SUS! –, baterão no peito os mais afortunados.

– Eu também não preciso mais, já tenho um plano de saúde –, dirão os que nos últimos tempos conseguiram realizar o sonho de consumo. Um emprego de carteira assinada que fornece o plano como benefício ou  adesão aos planos baratos, que invadiram o mercado brasileiro, de olho na nova classe C.

Primeiro, os planos privados de saúde não resolvem os problemas da saúde pública, admitiu o próprio Lula na entrevista aos blogueiros: “ Toda vez que você vai universalizando o acesso das pessoas às coisas, você  vai colocando uma quantidade enorme de gente no sistema e vai diminuindo a qualidade”.

Segundo: o valor que os mais abonados pagam por um bom plano de saúde é descontado no imposto de renda. “A gente passa ter um privilégio que o pobre não tem”, observou o ex-presidente.

Parabéns, Lula! É isso mesmo que acontece. Indiretamente, os usuários pobres do SUS ajudam a subsidiar os bons médicos, laboratórios, hospitais dos mais abastados, já que estes abatem as despesas do imposto de renda.

Terceiro: planos baratos implicam maiores exclusões e menor rede credenciada. Enquanto você estiver bem, dá para ir levando. Mas na hora do “pega pra capar”, fica na mão. Tem de correr pro SUS.

Portanto, é preciso, sim, mais recursos para a saúde. Mas não basta, para garantir saúde de qualidade à população.

Para Lula, a solução seria a criação de uma rede credenciada de especialistas.

Particularmente, como já disse um pouco atrás, essa ideia não me parece adequada, ela colide com a realidade.

Primeiro: o mais caro é manter o SUS com atenção básica ampla. Se resolutiva, ela dá conta de até 90% das necessidades. Essa noção de que o atendimento bom é com especialistas e alta complexidade é típica de quem se trata nos hospitais privados de primeira linha. Nada a ver com o SUS, que é motivo de tanto orgulho para Lula.

Aliás, o próprio Lula estranha o fato de hoje em dia no check up o médico enfiar o paciente em máquinas e não lhe fazer perguntas básicas. O ex-presidente tem toda a razão de achar isso estranho. Diria mais. É errado. O médico perguntar o que o paciente sente e o paciente relatar são essenciais para uma boa anamnese, um bom diagnóstico.

Isso não significa que as máquinas não sejam importantes. São, sim, mas não bastam para resolver a saúde pública. É preciso, antes de tudo, ter profissionais treinados, ganhando bem, com condições adequadas de trabalho.

Segundo: como credenciar consultórios privados para atender o SUS? Os médicos entrariam e sairiam conforme as suas conveniências, como é nos planos de saúde?  Receberiam do SUS por consulta?  Como organizar e fiscalizar esse sistema?

Ao alerta que Lula fez à presidenta Dilma e ao ex-ministro Padilha sobre o “Mais Médicos”, eu acrescentaria: é uma saída emergencial, necessária. Válida, sim.

Mas não pode ser o caminho para o futuro. Se quisermos uma saúde pública de qualidade para a população de todo o Brasil, será necessário criar a carreira de profissionais de saúde do SUS, para levá-los a todo o País. Aí, incluem-se clínicos gerais, médicos de família e, é claro, os médicos especialistas. Mas também psicólogos, assistentes sociais, dentistas, enfermeiros, assistentes sociais, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais.

A hora é agora. Os candidatos terão de apresentar claramente como aumentarão os recursos públicos para a saúde e que destino darão a esses recursos. Tudo às claras, sem maquiagens dos seus marqueteiros.

Não adianta, por exemplo, aumentar os recursos, se eles forem drená-los para as chamadas Organizações Sociais Saúde (OSs), que são empresas travestidas de entidades sem fins lucrativos. Na prática, é a privatização da saúde. E o que todos nós queremos é uma saúde pública de qualidade digna do projeto do SUS.

Para terminar, deixo aos candidatos à presidência e aos governos estaduais uma pergunta que a professora Lígia Bahia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), fez em  artigo recente: Você e seus familiares são ou planejam se tornar usuários do SUS?

Abaixo, a íntegra da entrevista do ex-presidente Lula. Saúde vai de 41m a 56m7s 


Veja também:

Lula manda recados na entrevista a blogueiros; ouça a íntegra

Folha e Globo adulteram fala de Lula sobre CPI da Petrobras, diz assessoria

Investigação VIOMUNDO

Estamos investigando a hipocrisia de deputados e senadores que dizem uma coisa ao condenar Dilma Rousseff ao impeachment mas fazem outra fora do Parlamento. Hipocrisia, sim, mas também maracutaias que deveriam fazer corar as esposas e filhos aos quais dedicaram seus votos. Muitos destes parlamentares obscuros controlam a mídia local ou regional contra qualquer tipo de investigação e estão fora do radar de jornalistas investigativos que trabalham nos grandes meios. Precisamos de sua ajuda para financiar esta investigação permanente e para manter um banco de dados digital que os eleitores poderão consultar já em 2016. Estamos recebendo dezenas de sugestões, links e documentos pelo [email protected]

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Nicolas Chernavsky

18/04/2014 - 08h29

Olá, conversei com o Leandro Guedes e ele me recomendou que escrevesse para a Conceição Lemes através de um comentário porque os comentários são revisados. Conceição, meu nome é Nicolas Chernavsky e gostaria de oferecer ao Vi o Mundo, gratuitamente, a possibilidade de publicação das análises sobre as eleições no mundo que publico no sítio que produzo, o culturapolitica.info. Ontem coloquei no sítio uma análise sobre as eleições na África do Sul, que ocorrerão em 7 de maio deste ano. O link é http://www.culturapolitica.info/Paises/Africa/Africadosul/Africadosul-17-04-14.htm
As análises que faço no culturapolitica.info estão sendo publicadas regularmente pelo Portal Fórum e pelo sítio Outras Palavras. Se houver interesse do Vi o Mundo, só peço que seja mencionado meu nome e o sítio culturapolitica.info. Um abraço!

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rita

12/04/2014 - 14h46

para começo de conversa não sou troll coisa nenhuma. não preciso disso para expressar opinião aqui. depois me parece claro que desde que esse imposto foi criado, lá no governo FHC já se sabe que o dinheiro arrecadado não era usado para a sua finalidade, que era custear a saúde. o governo do PT não só manteve o imposto como continuou a usa-lo para outras coisas. parece que ele era ótimo para combater a sonegação… por isso esse ano eu voto nulo.

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anac

12/04/2014 - 13h48

Interessante comentário, não me lembro quem é o autor( favor identifique-se) que pesquei na internet sobre Tributos no Brasil:

“Penso que no Brasil existe uma crença generalizada de que arrecadamos muito impostos, e tudo ou quase tudo é desviado pela ineficiência e corrupção, mas a verdade está longe disso. Vou lhe dizer, para impactar, que a carga tributária brasileira é MUITO BAIXA, e os poucos recursos arrecadados são na sua quase totalidade MUITO BEM EMPREGADOS.
Acredito que minha afirmação lhe pareça inusitada, surpreendente, e mesmo colida com a esmagadora maioria da opinião dos brasileiros. Entre os que comungam com esse ponto de vista da maioria estão alguns dos mandatários maiores de nosso pais, como a Presidenta Dilma, que afirmou ser excessiva a carga tributária no Brasil. Não esqueça, no entanto, que há pouco mais de 500 anos a ampla maioria das pessoas no mundo tinham certeza que a terra era plana, e estava estacionada no centro do universo. “Porém, ela se move”. Ou seja, se a verdade estivesse sempre com a maioria, seria muito simples, mas não é assim, infelizmente.
Encaminho para você. analisar um resumo de um estudo, que posso enviar na integra para quem quiser, mas aqui só encaminho uma tabela e um gráfico:
RANKING PAIS Tributos per capita/mês
1° Luxemburgo 5.180,82
2° Noruega 3.802,07
3° Suécia 2.982,75
4° Dinamarca 2.952,02
5° Áustria 2.919,00
6° Bélgica 2.744,80
7° Finlândia 2.687,38
8° França 2.517,08
9° Alemanha 2.318,22
10° Islândia 2.299,00
11° Itália 2.157,17
12° Suíça 2.155,53
13° Reino Unido 2.154,00
14° Canadá 2.082,17
15° Estados Unidos 1.988,13
16° Irlanda 1.843,33
17° Eslovênia 1.828,45
18° Austrália 1.761,20
19° Israel 1.674,00
20° Espanha 1.616,70
21° Japão 1.537,78
22° República Tcheca 1.506,52
23° Nova Zelândia 1.455,45
24° Grécia 1.380,00
25° Coréia do Sul 1.326,12
26° Hungria 1.249,50
27° Eslováquia 1.107,60
28° Argentina 841,00
29° Uruguai 697,62
30° Brasil 657,00
Ou seja, de 30 dos países que mais arrecadam impostos em percentual do PIB, o Brasil fica em último em arrecadação per capita, arrecadando R$ 657,00 mensais, atrás do Uruguai e da Argentina.
E O QUE FAZEMOS COM OS R$ 657,00 POR MÊS?
TAPS (R$ devolvidos ao cidadão) – R$ 280,00
SAÚDE – R$ 80,00
EDUCAÇÃO – R$ 95,00
JUROS LÍQUIDOS – R$ 100,00
SEGURANÇA – R$ 20,00
OUTROS – R$ 82,00
Como você. pode ver o Brasil gasta quase metade do valor total arrecadado nas chamadas TAPS, que são valores que são devolvidos em dinheiro para o cidadão, tais como salários de aposentados, pensões e bolsas. Isso significa que de cada R$ 657,00 arrecadados de cada cidadão, R$ 280,00 são imediatamente devolvidos todos os meses. Existem pouquíssimas famílias hoje que não possuem aposentados, e isso ajuda muito no equilíbrio das famílias, pois antigamente os velhinhos tinham de viver de favor dos filhos, e muitos não tinham dinheiro para ir ao hospital ou pagar os remédios.
Por falar nisso, como você pode ver acima, o Brasil gasta em torno de R$ 80,00 por mês por pessoa em saúde (enquanto a Noruega gasta R$ 1.000,00 por pessoa). Gastamos outros R$ 95,00 por mês por pessoa na educação e isso garante 43 milhões de brasileiros matriculados em escola pública, e ainda tem verbas que vão para instituições particulares. Tem mais R$ 100,00 que são juros da dívida, e aí estão também incluídos os rendimentos dos poupadores. Então, qualquer um que tenha poupança deve saber que os rendimento de aproximadamente 5% ao ano vem de impostos. Tirando tudo isso, sobra pouquíssimo dos R$ 657,00 para aplicar em investimentos, estradas, segurança, presídios, etc.
Sobre a fantasia a respeito da enormidade dos recursos públicos, e dos desvios, a Transparência Internacional coloca o Brasil em 69 entre 180 países no quesito transparência e honestidade do setor público. Ou seja, estamos dentro da normalidade, não temos muitos desvios como as pessoas pensam. Todos gostariam que a corrupção fosse zerada, mas isso não ocorre em nenhum país do mundo, nem no Vaticano. A esfera pública brasileira é muito fiscalizada, as perdas são mínimas. Mas parece que as pessoas se sentem bem pensando que não são culpadas pelas desigualdades. Na verdade somos sim, pois os serviços públicos brasileiros são ruins por falta de recursos.
Acho que o Brasil tem de cair na real. Não se constrói um pais com fantasias. Se um candidato fala que não tem recursos, o eleitor não vota nele. O eleitor quer ser enganado, quer que o cara diga que vai fazer tudo, reduzindo impostos. Depois não consegue e a culpa é dos desvios e corrupção. É evidente que eles existem no Brasil, assim como nos EUA, na Inglaterra, na Alemanha, na Noruega, no Vaticano. Devem ser combatidos, claro. Mas eles já são, e as estruturas que os combatem são tocadas por impostos. O cidadão do primeiro mundo, como o americano, sabe que eles existem, pois sabe que todos gostam de dinheiro. Racionalmente, deve-se investir em controle, previsão e penalização. Mas lhe garanto que não é esse o problema do Brasil.”

Responder

anac

12/04/2014 - 13h28

A verdade tem que ser dita:
Segundo o TCU e os TCEs, a corrupção no Brasil envolveu cerca de R 40 bilhões em 7 anos. (http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5329821-EI7896,00.html).
Cerca de R 6 bilhões por ano.
A sonegação fiscal no Brasil é de R 200 bilhões por ano. R 200 BILHÕES por ano!! (http://www.ibpt.com.br/img/_publicacao/13649/175.pdf). 28 vezes mais.
– Por que a imprensa não fala na sonegação, também?

Responder

    anac

    12/04/2014 - 13h33

    No Brasil o serviço da dívida pública (juros pagos e capitalizados) custa o equivalente a 6% do PIB, fatia várias vezes superior à destinada ao Bolsa Família (0,4% dele).

    E maior que todo o orçamento atribuído ao sistema público de ensino num país que tem 45% da população em idade escolar.

anac

12/04/2014 - 13h18

AOS NÚMEROS SENHORES QUE SÃO INATACÁVEIS:
Total de CPMF arrecadado até outubro de 2007: R$ 31 bilhões.
. Quanto ia para a Saúde: R$ 15,7 bilhões, ou seja, 51% do total da CPMF.
. Em que áreas prioritariamente o Ministério da Saúde usava o dinheiro da CPMF: exames de patologia clínica, consultas especializadas, raios-X, ultra-som, tratamento de câncer, partos normais e cesarianas, hemodiálise, doenças cardíacas e vasculares, doenças respiratórias em adultos, doenças respiratórias em crianças e transplantes.
. O dinheiro sai através do SUS e os estados que mais recebiam eram: São Paulo, Minas, Rio, Bahia, Paraná e Pernambuco
. Quanto da CPMF ia para a Previdência: R$ 7,9 bilhões, ou seja, 25% do total da CPMF.
. Todo o dinheiro da CPMF na Previdência ia para pagar benefícios rurais, ou seja, a aposentadoria dos trabalhadores rurais, garantida pela Constituição de 1988. Se acabar a CPMF, o dinheiro dos trabalhadores rurais vai ter que sair de outro lugar, porque esse pagamento é obrigatório.
. Quanto da CPMF ia para o Desenvolvimento Social: R$ 7,5 bilhões, ou seja, 24% de toda a arrecadação da CPMF.
. No Ministério do Desenvolvimento Social, todo o dinheiro da CPMF ia para o Fundo de Combate à Pobreza: R$ 7,5 bilhões.
. Dentro do Fundo de Combate à Pobreza, o programa Bolsa Família recebeu R$ 7,4 bilhões.
. Ou seja, até outubro de 2007, 98,6% dos recursos da CPMF no Ministério do Desenvolvimento Social iam para o Bolsa Família.
. Como o Bolsa Família gastava R$ 8,6 bilhões, 87% dos recursos empregados no Bolsa Família saem da CPMF.
. Além disso, o dinheiro da CPMF (R$ 90 milhões), no Fundo de Combate à Pobreza, era também utilizado para:
. Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar
. Programa de Erradicação do Trabalho Infantil
. Restaurantes Populares
. Distribuição de Cestas de Alimentos
. Construção de Cisternas

Responder

anac

12/04/2014 - 12h45

A verdade tem que ser dita:
Os verdadeiros valores (gastos) robustos que pressionam o gasto público; juros para os rentistas. A dívida pública brasileira é da ordem de R$ 1,5 trilhão; b) o pagamento de juros sobre esse montante custa cerca de R$ 190 bilhões ao ano aos cofres púbicos -leia-se, de cerca de R$ 800 bi em arrecadação fiscal líquida, o Estado transfere quase ¼ aos rentistas, um custo que a midia omite. Cada ponto percentual de elevação da taxa de juros representa um gasto adicional de R$ 15 bilhões ao ano Os dois pontos de alta da Selic previstos para este ano –requeridos, seria uma expressão mais apropriada para externar a sofreguidão dos ‘mercados’ e da mídia– somam gastos suficientes para erradicar a miséria prometida pelo novo governo.

Responder

    anac

    12/04/2014 - 12h50

    “Só para ter uma noção, 0,5% a mais na SELIC são R$8 bilhões, recursos que equivalentes ao gasto com a bolsa família. Os gastos com o Bolsa-Família superam os R$ 12 Bilhões/ano. Além disso, se 0,5% a mais na Selic representam R$ 8 Bilhões, a redução da Selic em 0,5% representa uma economia dos mesmos R$ 8 Bilhões. Como a taxa Selic foi reduzida em 5 p.p. em 2009 (de 13,75% ao ano para 8,75% ao ano) isso significará uma economia de R$ 90 Bilhões no pagamento de juros anualmente. Do total arrecadado pelos governos Federal, estaduais e municipais, cerca de 1/5 sai dos nossos bolsos, da economia produtiva e vai para a ciranda financeira.”

    anac

    12/04/2014 - 13h09

    Manter na ignorância o povo é a melhor forma de manipula-lo. Quantas vezes não vimos manifestações preconceituosas com os nordestinos acusados se serem um peso aos demais estados do Brasil sendo acusados de serem os maiores beneficiários do bolsa família, que chamam bolsa vagabundo. Mas ninguém reclama da enorme quantia de dinheiro que sangra o Brasil para pagamento dos juros aos rentistas e banqueiros.

    Em relação a CPMF que muitos apoiaram o fim e continuam a deitar falação o certo é que, com os anos, a aplicação desse imposto foi de boa qualidade. Tem sido também uma grande arma, que evitou, a partir de 2001, que fossem sonegados R$ 6 bilhões anuais. Depois, 72% dele foram pagos por empresas. Apenas 17% eram pagos por quem ganha mais de R$ 100 mil. A metade da população mais pobre contribui com apenas 1,8%. Ele é empregado em Bolsa Família, aposentadoria rural, saúde. Outro aspecto bom era que a CPMF corrigia as desigualdades regionais.

renato

11/04/2014 - 23h14

O Postinho esta ficando pronto, aqui na minha vila!!
Logo teremos mais 27 Médicos Cubanos.
O medico Boliviano é muito bem visto pelo quadro de
enfermeiras e saude….já ALGUNS Médicos Antigos ..
são de uma falta de educação e soberba fora do comum..

Responder

Rodrigo Díaz Olmos

11/04/2014 - 22h07

Os principais problemas das respostas do presidente Lula são as afirmações, totalmente fora de propósito e mostrando um grande de desconhecimento do assunto, de que:
“Para fazer um check up hoje ninguém pergunta mais o que você tem. Você está com dor de barriga? Está urinando bem? Está indo ao banheiro?…”
“Você passa numa série de máquinas, tira sangue para exames… E o médico diz ‘você está bem!’ Ou ‘você está mal’”.
“O povo não tem acesso a isso. E se não tiver dinheiro, a gente nunca vai conseguir que o povo tenha”.
É precisamente deste tipo de medicina que o povo brasileiro não precisa. Os países civilizados, com exceção dos Estados Unidos, já perceberam isto e têm investido muito numa atenção primária de qualidade, em que a equipe de saúde de atenção primária e o médico generalista são os responsáveis pelos cuidados de saúde das pessoas, com integralidade e equidade e coordenando todos os cuidados, inclusive aqueles de alta complexidade e especializados. Deve haver uma rede hierarquizada de serviços, com acesso à medicina de alta densidade tecnológica e especializada quando necessário e não como a essência do sistema. Os equipamentos hospitalares e de alta especialização são importantes, mas são apenas complementares a uma atenção primária de qualidade que consegue resolver de forma integral mais de 85% dos problemas de saúde da população sem necessidade de encaminhamentos a especialistas que, quando fora do lugar no sistema de saúde, causam mais prejuízos que benefícios à população. Infelizmente esta visão equivocada do presidente é compartilhada por grande parcela da população que acredita que a boa medicina é aquela em que há acesso ilimitado a especialistas e a equipamentos hospitalares de alta complexidade. Esta visão do presidente se deve, em parte, à sua própria experiência de cuidados de saúde, tendo um especialista como seu médico de referência e utilizando hospitais particulares de alta complexidade para cuidados gerais de saúde. Os check-ups estão cada vez mais na berlinda, pois uma grande quantidade de evidências científicas tem mostrado que eles causam mais prejuízos que benefícios à saúde, além de levar a gastos desnecessários e à inequidade em saúde, pois desviam recursos de quem mais precisa para quem menos precisa. Enfim, é triste ver o presidente Lula dizer coisas absolutamente fora de propósito (embora algumas sejam corretas, como a necessidade de mais dinheiro público para a saúde) e na contra-mão de toda a luta da reforma sanitária, da qual o PT fez parte. É triste ver o governo do PT estimular e subsidiar planos de saúde, esvaziar os investimentos na estratégia de saúde da família e indicar pessoas com grandes conflitos de interesses para chefiar a ANS.

Responder

Regina Braga

11/04/2014 - 20h54

Pois é…Presidente,o SUS deve ser revitalizado,mas o pp PT, entrega para as OSs…E agora, o projeto ,que isenta de multas os planos de saúde…Eu não vejo, mobilização ,nenhuma do PT.Ao contrário, o projeto de entregar a saúde para a OSs foi feito,sem qq debate,sem conhecimento dos pp vereadores.Se o PT,atua dessa forma,como criar um SUS…mais humano,com médicos que respeitem a pessoa.Como acabar com os planos de saúde?

Responder

rita

11/04/2014 - 18h22

por que a CPMF acabou? até as pedras da cascata sabem que esse dinheiro sumia…não ia para a saúde coisa nenhuma.

“Se eu sou médico, ganho 2 mil num hospital, e tenho de trabalhar em quatro hospitais pra ganhar 10 paus no final do mês, eu acabo não trabalhando em nenhum”. acho que isso vale para professores…. que tal resolver o problema deles também?

Responder

    rita

    11/04/2014 - 18h30

    Se eu sou médico, ganho 2 mil num hospital, e tenho de trabalhar em quatro hospitais pra ganhar 10 paus no final do mês, eu acabo não trabalhando em nenhum”. acho que isso vale para professores…. que tal resolver o problema deles também?

    Se eu sou professor, ganho mil reias numa escola, e tenho de trabalhar em quatro escolas para ganhar 4 paus no final do mês, eu acabo não trabalhando em nenhuma”

    anac

    12/04/2014 - 12h40

    Bem acho que o problema maior do brasileiro é esse deitar falação. Inventam mentem aumentam manipulam como a mídia faz. Não por acaso que Joseph Pulitzer alertou que “Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”.
    Vamos aos números, senhora Rita ou seja lá quem for o troll: O caixa do governo brasileiro foi expropriado em R$ 40 bi por ano com a extinção da CPMF em dezembro de 2007, em meio a uma intensa campanha da direita e do PiG nesse sentido. Sim, nem todo o valor arrecadado ía para a saúde pública: uma parte era desviada criminosamente ao bolso dos endinheirados, na forma de superávit para pagar juros da dívida pública. Mas a perda afetou gravemente um arcabouço que já era precário: o investimento per capita em saúde pública no Brasil é entre sete a 10 vezes inferior ao dos países desenvolvidos. O que isso significa na vida de pessoas que esperam na fila, anos, por uma cirurgia, ou meses, por uma mamografia que pode representar a diferença entre um câncer ou a sua prevenção? Significa a morte. Os bancos brasileiros tiveram um lucro de R$ 55 bilhões em 2010 (lucro declarado, bem entendido). É quase o dobro do valor adicional que o SUS precisa para ampliar e qualificar um atendimento heroico que hoje inclui 11 milhões de internações por ano, 3 milhões de partos, 400 milhões de consultas, ademais de cirurgias de hérnia a transplante de fígado. Mas não. O Brasil não pode ‘de forma alguma’, veta o tucano mineiro, elevar ‘a carga insuportável’. Os assalariados brasileiros pagam uma carga 4,5 vezes maior que a dos bancos à Receita.

    anac

    12/04/2014 - 13h13

    “Não se viu movimento de lideranças do PSDB, DEM, FIESP e etc., para pedir o fim do ICMS, do IPI, do IPVA e outros impostos. Quem acha que o fim da CPMF foi necessariamente bom para o país, não entende bulhufas de Administração Pública ou de Sistema Tributário. No nosso país, onde o mais abastados têm claro e inegável viés sonegador, a CPMF era o mais democrático imposto que o país já teve, e o era por quatro motivos: a) era extremamente justo, eis que quem ganhava mais, pagava mais e quem não tinha conta em banco(com certeza os mais pobres), não pagava; b) era quase insonegável, ou seja, quem tinha movimento em banco (com certeza quase toda a economia formal) pagava; c) era largamente utilizada para o cruzamento de dados com a Receita Federal com a finalidade de instruir procedimentos de combate à sonegação de outros impostos; d) era destinado basicamente para saúde (51%), programas sociais (24%) e previdência (25%). É verdade que pagamos muitos impostos para um serviço público de péssima qualidade e daqueles que dizem que a corrupção consome muito dos tantos impostos que pagamos. Porém, estes argumentos, por si só, não servem para justificar a torcida contra a CPMF. Deviamos lutar sim, é pelo seu aperfeiçoamento e pela eliminação de outros impostos cuja sonegação é facilitada para aqueles que possuem poder e dinheiro, ou ainda, por um imposto a ser cobrado, por exemplo, pelo lucro bancário/financeiro ou grandes fortunas. A CPMF, por tudo o que foi dito acima, de todos os impostos que pagamos, era sem dúvida o mais importante, justo e eficiente.”

J Souza

11/04/2014 - 12h45

Deixa o pessoal continuar falando para o próprio umbigo…
Desonerações e desperdício com mordomias para políticos e juízes, que vão dos vereadores aos ministros do STF, obras superfaturadas por megaempreiteiras (que, por sinal, governam o Brasil há décadas…), gastos causados pela má qualidade da segurança, incluindo acidentes de trânsito e outras formas de violência, que sobrecarregam o já supersaturado SUS, tudo levando a um novo ciclo de aumento absurdo dos juros básicos (imaginem então os juros “não-básicos”, da agiotagem dos bancos…), o que arrasta o país ainda mais para o “buraco”…

O governo Dilma está sobrevivendo da “gordura” deixada pelo governo Lula…

E o povo, que em sua maioria não é tolo, já levou o PT aos seus tradicionais 38%…

Falar em vitória em 1º turno, sabendo que a maioria só decide em quem vai votar perto das eleições, é coisa de quem precisa desesperadamente acreditar nisso pra sobreviver!

Responder

    J Souza

    11/04/2014 - 12h46

    Podem esconder, mas não podem ignorar…

Julio Silveira

11/04/2014 - 12h33

Para mim um dos grandes problemas hoje no Brasil, são as tais agencias reguladoras. Por que? elas são pouco democráticas. E é sabido, quanto mais restritas e propensas a decisão por uns poucos iluminados, mais fácil a cooptação pela força econômica. Não me iludo, por ter o PT enquanto governo a capacidade de influenciar nessas agencias. Enquanto nelas toda a estrutura estiver montada para facilitar o domínio dos mais poderosos grupos do Brasil em seus diversos setores de representação. A saúde é apenas um desses setores vulneráveis, sob responsabilidade da ANS, mas tem também a ANAC, a ANATEL e outras tantas menos lembradas, mas todas com uma peculiaridade em comum, são campeãs em criticas pela maioria da cidadania. Mas com uma proatividade muito grande a favor dos grandes grupos que representam.

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Zilda

11/04/2014 - 10h15

Embora eu tenha plano de saúde, apoio integralmente o SUS e pagaria com todo gosto uma nova CPMF, se necessário, para ver nosso sistema público de saúde atendendo nossa gente com dignidade.
Espero que quando eu passar dos 65 anos, o SUS já esteja oferecendo serviços com mais qualidade.
Tenho uma filha que faz parte do STAF da Rede Sara(Fortaleza) e fico maravilhada com o trabalho que é oferecido. Felizmente minha filha tem uma visão humanizada de saúde pública e dá o sangue para oferecer atendimento digno a todos que procuram a Rede. Nem sempre é bem compreendida pelos colegas de trabalho. Mas enfrenta com muita coragem as discordâncias.

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    anac

    12/04/2014 - 14h05

    A senhora se sente segura com seu plano de saúde? Tem certeza que na hora de precisar – cirurgia, tratamento, intervenções, exames caros, etc – o plano de saúde privado não lhe negará assistência, a cobertura contratada?
    Se, sim, a resposta, pode ter certeza a senhora é uma sortuda pois o que vemos na Justiça são usuários do plano de saúde quando precisam sendo negados os tratamentos, os exames, as cirurgias, as diversas intervenções das mais simples, as mais complicadas, justificando que o plano contratado não cobre aquele exame, que a doença é preexistente, que o tratamento não faz parte do rol de cobertura da ANS, que existe stent mais em conta no mercado brasileiro, etc. São tantos os absurdos. E olha que os usuários não marcam mais nem consultas com os médicos conveniados ao Plano de saúde, que dão preferencia na marcação da consulta a quem paga particular, deixando os consumidores do plano de saúde para 6 meses depois. Esta prática ainda existe.

Luís Carlos

10/04/2014 - 23h26

Sobre a extinção da CPMF, acordo total com Lula. Foi golpe dos barões da mídia e dos grandes sonegadores aliados aos neoliberais odiadores de políticas universais como o SUS.
Quanto a credenciamento de conultórios de especilistas seria imenso retrocesso, retornando ao INAMPS ou ainda pior.
Lula aponta o erro da formação médico dependente de alta tecnologia e esvaziadora da prãtica clínica, que somente agora com Mais Médicos está sendo recuperada.
O Mias Médicos é estruturante pois recupera a clínica, propõe mudar modelo de aenção à saúde, enfatiza atenção básica e preconiza ampliação de vagas em graduações e residências médicas, além de reformatar currículo de medicina.

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Jose

10/04/2014 - 20h31

É inconstitucional o uso de dinheiro público para tratamento de saúde que não atenda os mais pobres, como os gastos da espécie com autoridades e funcionários públicos. Contraria o artigo 196 da CF, que prevê a garantia pelo Estado de igualdade de condições no acesso à saúde. Da mesma forma, é ilegal as deduções de gastos com saúde no imposto de renda.

Responder

mello

10/04/2014 - 17h18

Parabéns, Conceição Lemes. Exposição e pareceres muito bons. Se os Governos ouvissem mais pessoas como a Dra Lígia Bahia e a Conceição..

Responder

João Vargas

10/04/2014 - 14h55

“Lula lamenta a derrubada da CPMF em 2007″…passados 7 anos ele ainda lamenta? depois de todo este tempo não conseguiram inventar nada para substituir a CPMF? Então aí vai uma sugestão: que tal instituir o tão falado e esquecido imposto sobre grandes fortunas para ajudar no financiamento da saúde?

Responder

    Papudão

    10/04/2014 - 19h49

    É. Imposto sobre grandes fortunas. Não sei não se isso vai ser aprovado na Câmara e no Senado.

Luana Tolentino

10/04/2014 - 13h11

Querida, Conceição Lemes!
Parabéns mais uma vez!
Sempre!

Responder

Fabio Silva

10/04/2014 - 10h16

Vixi! Eu não sei se a fala do Presidente Lula vai repercutir como deveria nas entranhas da esquerda, tanto no PT como entre blogueiros como o senhor Eduardo Guimarães – este último insiste em dizer, a berros e cuspes, o quanto sente ódio por manifestantes, ainda que o Presidente Lula tenha já várias vezes explicado a esse senhor o que significa democracia. O que sei é que os editoriais da Globo (no Bom Dia Brasil), da Folha e do Estadão neste 10 de abril mostram que a indústria do jornalismo de entretenimento sentiu a pancada, e estão partindo para cima.

Daí, meu receio em relação ao que pode acontecer daqui para frente.

O Presidente Lula foi incisivo quando disse o quanto a esquerda foi condescendente com a direita e as elites. Desde sempre. E em troca a direita retribuiu com golpes de estado e violência. Disse que isso não pode mais continuar mais assim. Daí minha apreensão. Com esse ataque da velha mídia tão raivoso, a reação de parte da burocracia petista pode ser aprofundar ainda mais a retração e a timidez (para usar termos leves). Pode acontecer como naquela história do menino que tenta ajudar outro que sofre bullying e vive apanhando. Ele tenta lhe dar coragem e mostrar que pode reagir, mas aí os agressores aumentam a violência, e ao invés de se revoltar, o agredido se retrai ainda mais. Espero que não. Precisamos que não seja esse o desfecho da história. Reaja, menino! Reaja!

Responder

Papudão

10/04/2014 - 10h10

No seu próximo mandato de presidente da república, Lula irá resolver isso. Pode contar.

Responder

    Papudão

    14/04/2014 - 10h15

    E, completando, todo atendimento ao povão terá o nível de um Sírio e Libanês, em São Paulo. Lula 2014!

Márcio Joffily

09/04/2014 - 22h14

A genialidade é a marca do Luís Inácio ao constatar que os planos privados não resolvem o problema da saúde pública. Entretanto,demorou um poco para percebê-lo, apenas doze anos,além do que os plenos privados estão nadando de braçadas enquanto as genialidades políticas fazem suas elocubrações e/ou oportunismo.

Responder

    Papudão

    10/04/2014 - 21h10

    Precisamos fazer com que todas as unidades do SUS tenham um padrão de atendimento com qualidade semelhante a que existe no Hospital Sírio e Libanês, em São Paulo. Somente um governo empenhado em atender as necessidades das populações mais carentes – como só o PT é – poderá fazer com que esse sonho se concretize.
    Lula, 2014! Fora Dilma.

    Luiz Augusto Marcondes

    11/04/2014 - 18h41

    O êrro é achar que o Sírio Libanês é modelo de atendimento para a saúde pública. Ele não é adequado nem para aquilo que se propõe (atender ricos), quanto mais para promover saúde de verdade para a população.

Urbano

09/04/2014 - 21h27

Quem fez uma governança descente (decente seria risível) na área de saúde foi o eduardo moita. Para se ter uma ideia, a maior chance que o doente tem diante do caos existente é a de morrer na fila de espera por uma operação. A saúde pública em Pernambuco está no bagaço, apesar do chapéu de paia (pensem numa aba sombrosa…) no setor. Há coisa de seis meses, mais ou menos, um paciente não recebeu atendimento em uma UPA por falta de gesso, para que se imobilizasse sua fratura. Concurso público para os setores deficientes de pessoal, principalmente na saúde, é um verdadeiro palavrão em toda a sua indigestão. E ainda teve a cara de pau de sair-se com aquela frase de efeito que dá para fazer bem mais; com todo esse acúmulo de indigestão, só se for no meio da moita, depois de um litro de óleo de rícino…

Responder

José Roberto

09/04/2014 - 19h41

Ahhhhh, tá faltando dinheiro é?

Aqui vai uma modesta opinião de como conseguir mais recursos

Que tal se o BNDES parasse de receber bilhões de recursos SUBSIDIADOS do Tesouro Nacional para financiar a juros camaradas “pequenas” empresas, como a FRIBOI e aquelas tantas outras do seu amigo Eike Batista.
Ou melhor, que tal se em vez do BNDES ter gasto fortunas para financiar construção de estádios de futebol para a Copa do Mundo, lembra, AQUELA QUE VOCÊ AJUDOU A TRAZER PARA O BRASIL, ele financiasse a saúde?
Ou melhor, que tal se o dinheiro gasto com as Olimpíadas, lembra, AQUELA QUE VOCÊ TAMBÉM AJUDOU A TRAZER PARA O BRASIL, fosse gasto com a saúde?
Porque em vez do governo federal ter gasto R$3,56 bilhões de reais com publicidade em 2010/2011, o governo não investiu na saúde?
Por fim, porque a Agência Nacional de Saúde não cobra dos planos de saúde a despesa que teve quando atende uma pessoa que possui convênio médico. Será porque elas FINANCIAM CAMPANHAS ELEITORAIS?
Portanto, meu caro presidente, você deveria ter gasto melhor o dinheiro dos contribuintes antes de exigir mais deles.

Responder

    Paulo

    10/04/2014 - 02h47

    Caro colega
    Aí está o equívoco das pessoas: achar que a função do BNDES é para financiar a saúde. Não, o BNDES é um banco. E do que vive um banco? Basicamente de emprestar dinheiro e receber a quantia emprestada com juros. Por exemplo, o estádio do Corinthians. Quem recebeu o empréstimo do BNDES foi a Odebretch. Portanto, a Odebretch será responsável pelo pagamento do empréstimo. Se um empresário ou um governador quiser construir um hospital, o BNDES pode financiar a obra, porém o empresário ou governador será responsável pelo pagamento do empréstimo. Ou seja, o dinheiro vai, mas volta com juros. É isto que um banco faz. Se o BNDES financiar a saúde, quem irá ser responsável pelo pagamento? Se um banco empresta e não recebe de volta, está fadado a quebrar. Portanto, é necessário criar outro meio para arrecadar recursos para a saúde.

    J Fernando

    11/04/2014 - 13h25

    Muito bom seu comentário, Paulo.
    Infelizmente, a maioria das pessoas continua acreditando que o BNDES, ao emprestar dinheiro para construção de estádios, está DANDO o dinheiro, sem mais delongas.
    E sofremos no país, com a mídia, que não esclarece estes fatos para a sociedade, pois isto não ajuda os candidatos da oposição, ou anti-PT, vide o comentarista ao qual você respondeu tão bem. Ele está abarrotado de informações errôneas, mas convicto de que está certo, pois nenhuma mídia o desmente.

    José Roberto

    12/04/2014 - 02h38

    Olá Paulo e Luís Carlos
    Vocês tem razão, o BNDES empresta dinheiro. Mas vocês sabem de onde o BNDES consegue dinheiro para financiar todas estas obras? Pelo visto não, então vou explicar:
    Ele recebe aporte financeiro de uma instituição chamada TESOURO NACIONAL. O problema é que o Tesouro Nacional também não tem dinheiro para repassar ao BNDES, tendo em vista o volume de recursos necessários.
    Como ele resolve isso? Ele emite título do Tesouro Nacional e vende no mercado.
    E daí, vocês devem estar se perguntando. E daí que os juros que o Tesouro Nacional paga são muito maiores do que o que o BNDES cobra, que é a chamada TJLP (taxa de juros a longo prazo). É como se eu emprestasse dinheiro do banco pagando juros de mercado e emprestasse essa mesma quantia para vocês cobrando juros de poupança. Agora a pergunta valendo mil pontos: advinha só quem vai pagar essa diferença?
    Portanto, meus caros amigos, não caiam nesse conto da carochinha de que o BNDES empresta dinheiro e por isso não há prejuízo, De fato ele empresta dinheiro, mas esse dinheiro é SUBSIDIADO.
    Sds

    José Roberto

    12/04/2014 - 02h44

    Apenas complementando minha resposta Paulo
    O dinheiro que o Tesouro Nacional é obrigado a pagar de juros pelos seus seus títulos para financiar o BNDES poderia ser utilizado na saúde, educação, etc…
    Por fim, é sempre um prazer debater com pessoas que não partem para ofensas pessoais.
    Saudações

    Aline C. Pavia

    10/04/2014 - 09h00

    Saúde tem 100 bi/ano do governo federal. Mas a obrigação de construir hospitais, contratar profissionais, pagar salários decentes, abrir concursos, comprar equipamentos e materiais, é de ESTADOS e MUNICÍPIOS.
    Dinheiro há, mas poderia ter 50 bi/ano A MAIS. Mas você poderia perguntar para os governos tucanos em SP por que desde a criação do SAMU em 2003, nunca botaram UM TUSTA de dinheiro estadual nesse programa?
    Se a sua cidade não tem hospital, tem fila, tem greve, tem gente atendida em corredor, tem gente morrendo de dengue ou apendicite ou pancreatite ou disenteria ou desidratação, é culpa do seu prefeito e do seu governador, mas a mídia é bem eficiente ao jogar toda a culpa do “caos” na saúde em Lula e Dilma.
    Gostaria que você trouxesse quais planos de saúde financiaram a campanha de Lula ou de Dilma. E gostaria de informar que o BNDES não DEU dinheiro para construção de estádios da Copa. Há financiamento e haverá o pagamento em condições que qualquer cidadão pode acessar via Transparência.
    Até parece que não havia saúde, hospital, médico, plano de saúde, fila, caos, greve, sucateamento e superfaturamento antes de 2003 neste país. O raciocínio – mesmo tendo Lula e Padilha explicando tão bem – segue sendo raso em entendimento e argumentação.

    José Roberto

    12/04/2014 - 02h55

    Oi Aline
    Quando disse que os planos de saúde financiam campanhas, sinceramente não estava me referindo especificamente ao Lula e Dilma, mas aos políticos de uma forma geral, incluindo deputados, senadores, etc…
    Apenas quis deixar claro que eles tem influência junto a classe política em geral, e não especificamente a um partido ou candidato.
    Quanto ao BNDES leia o que escrevi acima.
    Sds

    Luís Carlos

    10/04/2014 - 23h16

    José Roberto
    O BNDS, como todo banco, não dá dinheiro como você afirma para a Copa, Olimpíada, etc. Ele empresta e recebe de volta, com juros.
    Sobre o financiamento do SUSZ, sugiro ler Constituição Federal e não falar coisas sem fundamento.

    José Roberto

    12/04/2014 - 02h56

    Oi Luis
    Leia a minha resposta acima acerca do BNDES.
    Sds

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