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Cartas de Minas

Lou Dobbs: Entre o jornalismo industrial e os que querem afogar nordestinos

13 de janeiro de 2011 às 01h56

por Luiz Carlos Azenha

O debate do momento nos Estados Unidos é sobre se a retórica raivosa da extrema-direita foi responsável ou não, ainda que indiretamente, pelo massacre de Tucson (aquele, em que o atirador matou um juiz federal e acertou a deputada democrata Gabrielle Giffords).

O debate nasceu do fato de que a republicana Sarah Palin, em sua campanha contra a reforma do sistema de saúde proposta por Barack Obama, ilustrou com a mira de uma arma os distritos em que os eleitores e ativistas republicanos deveriam concentrar seus esforços para “abater” os democratas. Um dos distritos era o de Giffords, no Arizona.

Mais que isso, na campanha eleitoral de 2010,  o adversário derrotado por Giffords, Jesse Kelly, do Partido Republicano, promoveu um evento batizado assim: “Acerte o alvo para a vitória em novembro. Ajude a remover Gabrielle Giffords. Venha dar tiros com uma M16 automática com Jesse Kelly”.

Isso mesmo: Kelly, um veterano de guerra, convidou eleitores para brincar de tiro ao alvo com ele. Literalmente.

[Denúncia feita no Daily Kos]

A origem desta retórica explosiva, no entanto, vem de muito antes.

É um fenômeno que nasceu em consequência do processo de “industrialização da notícia”, que se deu quando surgiu a primeira das emissoras de notícias 24 horas por dia, nos Estados Unidos. Eu mesmo, lá nos anos 80, quando era correspondente da TV Manchete em Nova York, escrevi alguns frilas para a Folha de S. Paulo dando conta do nascimento da CNN internacional.

O formato da CNN pegou de surpresa a TV “tradicional” da época tanto quanto a blogosfera ameaça, agora, a hegemonia dos jornalões. A CNN transmitia tudo ao vivo, antecipando os fatos relevantes que os telejornais noturnos das grandes redes (ABC, NBC e CBS)  reservavam para o horário nobre (nos Estados Unidos, seis e meia da tarde). A CNN aniquilou a geração de grandes âncoras inspirados no legendário Edward Murrow e deu origem ao mix cultivado hoje em dia, em que a “personalidade” e o “carisma televisivo” valem mais, para quem aparece no vídeo, que a experiência de repórter ou o faro jornalístico.

O problema de emissoras como a CNN, no entanto, era a falta de regularidade da audiência. Todo mundo corria para a CNN na hora da tragédia, dos acontecimentos históricos, da notícia importante. A CNN era fato-dependente. Quando tudo estava bem, as pessoas preferiam ficar com os seus âncoras regulares, nos quais “confiavam”: Peter Jennings, Ted Koppel, Dan Rather, Tom Brokaw.

Por motivos meramente comerciais, a CNN começou a desenvolver uma programação para sustentar a audiência fora dos horários das notícias quentes. Nasceu então o programa noturno de entrevistas de Larry King, por exemplo, que fazia um mix de artistas, políticos e “personagens” dos fatos do dia. Larry foi trabalhado como a primeira grande estrela da CNN.

Pode se dizer que a emissora de Atlanta, na Geórgia — chamada pelo establishment do eixo Nova York-Washington, de forma pejorativa, de Chicken News Network, por causa de sua origem caipira — representou o amadurecimento da indústria da TV a cabo nos Estados Unidos. Logo surgiram as concorrentes, a competição se acirrou e tivemos um novo passo do jornalismo-show: a migração de homens de sucesso do rádio para a TV (Larry King, aliás, começou no rádio).

Os chamados “shock jocks”, como Howard Stern, especializados em chocar a audiência, ganharam espaço. Era o choque como um valor em si, através do uso de linguagem que desafiava os padrões vigentes, de promoções bizarras (corrida de anões, etc.) e da sátira política numa linha mais ousada — alguns diriam grosseira — que a do Saturday Night Life.

Não se intimide com os nomes e programas dos quais você nunca ouviu falar. Você não perdeu nada: está tudo aí na TV brasileira, com outro nome.

O choque como um valor em si precedeu o choque com valor ideológico, do qual um dos primeiros representantes na tv americana foi, na CNN, o Lou Dobbs.

Eu poderia ter citado outros — hoje eles existem às dezenas –, mas escolhi o Dobbs por ter acompanhado a transformação dele de um mero apresentador de notícias em “personalidade televisiva”; Dobbs surfou  e ao mesmo tempo ajudou a promover, na CNN, a onda anti-imigrantes que hoje deixou de ser coisa da extrema-direita e já penetrou, sob disfarces, até mesmo na retórica dos democratas conservadores.

Dobbs assumiu a persona do telejornalista que “fala o que pensa”. Usou de um histrionismo ensaiado, também comum, hoje, nos programas policiais da TV brasileira.

Dobbs está entre os que se autopromoveram denunciando Washington e os políticos com uma espécie de telepopulismo — colhendo, em troca, uma boa audiência televisiva, bons contratos para escrever livros “impressionistas” e outras benesses devidas às celebridades.

A escolha de Lou Dobbs como exemplo é boa porque ele não tem nada de extraordinário. Nem brilho intelectual, nem insights: é a encarnação do homem comum.

O homem “de bem” numa sociedade cheia de males representa a última barreira contra alienígenas que não comungam dos valores nacionais, sejam eles imigrantes hispânicos, políticos inescrupulosos que não vivem como o povo ou “elitistas” da academia (uma das frases sob as quais se esconde o antissemitismo nos Estados Unidos).

Dobbs ajudou a trazer para dentro da TV a cabo assuntos e pontos-de-vista que haviam sido banidos da mídia pelo politicamente correto. Mas ele é um lorde inglês se comparado a gente como Sean Hannity, Glenn Beck e Bill O’Reilly, que tornaram aceitável para uma parcela considerável dos telespectadores da Fox um discurso muito mais raivoso e preconceituoso.

Foi graças a esse discurso que a Fox cresceu e ocupou um importante nicho de mercado nos Estados Unidos apesar de ter surgido no momento em que a blogosfera já ameaçava o poder dos grupos tradicionais. Aliás, podemos dizer que a Fox foi a resposta televisiva à blogosfera: o opinionismo eletrônico criou uma verdadeira simbiose entre os apresentadores e os telespectadores.

Se a CNN cresceu por causa das notícias frescas e, mais tarde, por motivos comerciais, personalizou sua grade de programação, a Fox cresceu sustentada por uma tropa de choque com uma visão muito particular e “original” das notícias. Mais que noticiário, a Fox apresenta diariamente uma narrativa, um teatro mesmo, em que os telespectadores são convocados a participar de uma espécia de catarse coletiva, cujo objetivo é “purificar” os Estados Unidos, livrando o país de ameaças como o “socialista Obama”, a “máfia sindical”, o “islamofascismo” ou os “esquerdistas” (invariavelmente traidores da Pátria).

É por isso que a Fox se parece muito mais com um partido político: os apresentadores se sustentam na contínua mobilização ideológica da maioria dos telespectadores, no divertimento de alguns e na curiosidade do punhado de viciados em kitsch.

É, como escrevi acima, uma espécie de teatro.

Um modelo cuja sobrevivência depende da manutenção da capacidade de chocar. No momento em que as redes sociais e o You Tube garantem a qualquer um os 15 minutos diários de fama, a tarefa dos animadores da Fox exige um esforço cada vez maior.

O problema da retórica do ódio e do preconceito não está no Lou Dobbs, nem no Sean Hannity, muito menos no Luiz Carlos Prates. Todos, por motivo de autopreservação, dificilmente sairiam por aí cometendo atrocidades para além da retórica.

O problema está nas consequências sociais desta retórica, especialmente quando quem ouve tem à disposição ferramentas para amplificar o alcance da mensagem.

O problema é nosso quando surgem os que pregam o afogamento dos nordestinos ou o assassinato da presidenta Dilma Rousseff, “de brincadeira”, no twitter.

Vivemos numa sociedade crescentemente midiatizada, que submete o conteúdo à forma, o íntimo ao público, a razão à emoção. É o narcisismo coletivo e instantâneo. Chocar para aparecer ganha ares de expressão artística. Nunca vivemos nada parecido antes no campo da comunicação de massas.

Nem exemplos clássicos, como o da rádio Mil Colinas, se aplicam. A rádio, para quem não acompanhou, foi usada para fomentar o ódio, arregimentar militantes e organizar o genocídio de Ruanda. O genocídio aconteceu dentro de condições históricas, políticas e econômicas muito específicas. A rádio foi apenas um meio. Mas, se a rádio existisse numa sociedade saturada de telefones celulares, de conexões de internet e de militantes habilitados para usá-las, o discurso de ódio transmitido por ela poderia ter alcance e impacto ainda maiores.

Meu ponto é que estamos em terreno desconhecido quando falamos sobre o discurso de ódio em sociedades altamente midiatizadas, em que o discurso político trafega em alta velocidade e em múltiplas direções.

Por via das dúvidas, nos Estados Unidos, depois da tragédia de Tucson, a direção da Fox pediu aos apresentadores para amenizar o tom.

Quanto a Lou Dobbs, deixou a CNN em 2009, depois de dar voz na emissora ao movimento dos birthers, aqueles que não acreditam que Barack Obama nasceu nos Estados Unidos e que portanto o consideram usurpador do cargo. As formas que o racismo encontra de se manifestar…

Dobbs deixou a emissora depois de ser alvo de uma campanha que mirou nos interesses comerciais da CNN junto à comunidade latina. Recebeu 8 milhões de dólares de indenização. E foi contratado pela Fox.

 

86 Comentários escrever comentário »

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Pietro Guerriero

04/02/2011 - 17h59

Lou Dobbs foi posto em seu verdadeiro lugar, ate' por intermedio da campanha (e filme) "Um dia sem mexicanos".
Quanto a usar a propaganda politica do adversario de Giffords para explicar a falta de bom-senso do atirador e' um passo grande demais. Muitos tiveram acesso 'a propaganda ( nao e' claro se ele teve). A acao de individuos desse tipo depende muito pouco da retorica politica e mais dos fatores condicionantes.

Responder

Lou Dobbs: Entre o jornalismo industrial e os que querem afogar nordestinos | TV em Análise Críticas

18/01/2011 - 19h29

[…] Luiz Carlos Azenha No Viomundo (Reproduzido pelo Críticas em resposta aos comentários feitos contra o texto “Enchentes […]

Responder

Robert Kennedy Jr.: Quando a mídia ajuda a matar | Viomundo - O que você não vê na mídia

16/01/2011 - 18h37

[…] Aqui, o Viomundo fala sobre o apresentador que fez muito para introduzir o preconceito contra imigra… […]

Responder

Mauro A. Silva

16/01/2011 - 15h09

O que a Apeoesp acha do professor-assassino na EE Rui Bloem?
<img src="http://cremildadentrodaescola.files.wordpress.com/2011/01/apeoesp_lucas5.jpg&quot; alt="" title="apeoesp_lucas5" width="400" height="274" class="alignnone size-full wp-image-4106" />
O sindicato das professoras de SP (Apeoesp) fez pelo menos uma manifestação para expulsar a diretora da EE Lucas Roschel Rasquinho, sob a acusação de que a diretora estaria maltratando as professoras…
Agora, em 07 de janeiro de 2011, a rádio Jovem Pan divulgou notícia de que o professor Claudemir Nogueira confessou o assassinato da própria esposa (uma professora), assassinato acontecido em 23/10/2009… durante todo este tempo, o professor-assassino continuou ministando aulas na Escola Estadual Rui Bloem, região nobre da Cidade de São Paulo-SP…
Será que o sindicato das professoras de SP (Apeoesp) vai levar um carro de som para a frente da EE Rui Bloem e pedir a demissão do professor-assassino?
Ou será que a presidenta da Apeoesp vai colocar todo o corpo jurídico do sindicato da professoras para defender a permanência do professor-assassino na EE Rui Bloem?

Leiam mais aqui:
– "Um ano depois, professor confessa morte de esposa" (Rádio Jovem Pan, 07/01/2011);
– "Professor matou a esposa e foi dar aulas…" (Blog Cremilda Dentro da Escola, 13/01/2011);
– "PROFESSORAS versus DIRETORAS – Caso EE Lucas Roschel Rasquinho". (Vídeo no Youtube, 25/12/2010);
– Do que serão capazes?… (EducaFórum, 14/01/2011).

[Luis Carlos Prates chamando as criancas de demoniacas]
P.S.: Gostaríamos de ouvir a opinião do jornalista da RBS-TV de Santa Catarina, Luis Carlos Prates, aquele jornalista que chama alunos de 5 anos de "crianças demoníacas"!!! Será que este comentarista da emissora filiada à Rede Globo diria aos sindicatos e governantes para não mandarem "professores-assassinos e nem professores-demoníacos" para as escolas???
Mas não será possível ouvir o jornalista-fascista… ficamos sabendo que ele foi demiti…, digo desligado no último dia 10 de janeiro… ele vai investir em outros projetos pessoais…
Detalhe importante: Luis Carlos Prates foi demit… digo deligado por ter acusado o governo Lula de espúrio (veja o vídeo aqui), e não por ter xingado nossas crianças de escolas públicas de "maloqueiras, bandidas, pivetes, demoníacas, dimenor etc"… [veja aqui o vídeo em que o jornalista-fascista xinga um aluno de 5 anos de demoníaco].

Responder

    Elton

    16/01/2011 - 21h17

    O que você pretende? Rotular a classe? Fazer um contraponto aos que defendem os professores? Assassino é assassino seja ele professor, médico, advogado, administrador de empresas…….deve ser julgado e punido como tal. Detesto com todas as forças a Luiz Carlos Prates. Mas professores-demoníacos existem, como entre os demais profissionais também está cheio deles.

    Mauro A. Silva

    17/01/2011 - 15h58

    Elton,
    A questão é se a apeoesp vai promover uma greve geral quando o professor-assassino for afastado…
    Já tivemos alguns caso de práticas criminosas de professores e diretores em que os sindicatos fizeram manifestções para impedir as punições.

edv

15/01/2011 - 13h45

Uma das razões da eficácia da manipulação mirdiática vem da falta de tempo ou de prioridade de pessoas não necessariamente "más". Conheço várias que são bons seres humanos, mas com opinião político-social alinhada ao que vêem e ouvem nos jornais e TV's oligárgico-privilegiativos.
Estes casos me fazem pensar que estão tão concentrados em tocar a vida responsavelmente, "guardados por Deus, contando o vil metal", que absorvem e assimilam apenas a superficialidade das notícias e opiniões daqueles que estão treinados e tem a técnica jornalística para manipular (e manter privilégios).
Ousaria dizer que uns 80% dos que votaram em Serra estariam neste caso. E que seriam permeáveis a mudar com uma informação mais intensa, honesta e eficaz, se viável.
O restante sim, é ideológico, ativo e emocional, como os "ratos" da campanha de esgoto, diversos políticos, empresários, religiosos e jornalistas. Estes, talvez, nem com transfusão de sangue…
Ouso dizer também que a esquerda, humanamente mais solidária, também tem uma parcela similar.
São estes que, me parece, temos que combater sempre, para não dar-lhes poder sobre os outros.

Responder

    rogerio

    17/01/2011 - 19h43

    EDV… MUITO BOM…VC É UM ÓTIMO ESCRITOR…MUITO BOM MESMO…CLAREZA E CONCISÃO…É ISSO AÍ!!!!

    edv

    18/01/2011 - 12h53

    Obrigado, fico feliz que vc veja assim.
    O debate enriquecedor de temas relevantes e a convicção de que, com mais e melhores informações, trazidas por todos nós, principalmente Azenha e Conceição, muitas pessoas podem melhorar e até mudar suas visões, (nós inclusos). Assim espero e acredito!
    Abs

Alexandre Salazar

15/01/2011 - 03h30

A tragédia da região serrana do Rio não é maior do que as inundações tipo praga bíblica acontecidas na região da mata sul de Pernambuco e Alagoas em 2010, com a destruição quase total de 60 municípios. Se alguem for lá pensará que é o Haiti, ou o litoral da Tailândia, após o tsunami. Lula esteve em Palmares-PE e em outra cidade nas Alagoas. O Governo Federal liberou recursos e o Governo de Pernambuco, sem mais alarde, e operosamente, está construindo casas, casas e mais casas e em cerca de 18 meses as cidades deverão estar muito recuperadas. Isto é fato, bem como também é fato que o pig d'aqui é pequenino; além do que tragédias deste porte serem exploradas politicamente, às vezes no limite da sandice, é considerado conduta acintosa pelo eleitorado. Pois é, quem diria, além de muita coisa diferente, o nordestino não gosta de político abutre. Claro, há péssimos políticos aqui – como em todo o país, mas mesmo esses, em terras de tabajaras e caetés, em tais ocasiões, não vestem e não ousam encarnar urubus oportunistas.

Responder

Salon T. Soares

14/01/2011 - 16h43

Muito bom essa analize do Azenha, eu moro aqui nos USA e vou complementar a respeito do assunto que, a FOX News aqui nao charfuda na lama sozinha como a grande midia brazileira ela sofre o ataque de gente de grosso calibre ( John Stewart, Bill Maher, Keith Oberman) nao brincan no trabalho, e uma coisa que tenho que lamentar Quando fui ao Brazil pude notar que a TV Brasileira e de Baixissima Qualidade, muito similar a TV dos nossos irmaos ispanicos .

Responder

Wilma

13/01/2011 - 20h09

Muito boa a sua análise, Azenha… Agora mesmo, estava lendo os comentários no site da Globo, sobre a tragédia anunciada que se abateu sobre a região serrana do Rio, e li alguns comentários culpando os Petralhas, pode!!!

Responder

Paulo do Amaral

13/01/2011 - 19h34

Dilma está nas áreas do desastre…ao lado de ninguém menos do que… do governador.. “Enjoy in Riiioooo”..

AGORA VAI…. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk………

Responder

    dukrai

    13/01/2011 - 22h08

    trollzinho, estou aqui pra não te deixar sozinho rs

    Heitor

    13/01/2011 - 23h52

    Os paulistanos trouxas estão vendo o problema do Rio com enorme prazer, haja vista que tira da nossa cabeça os alagamentos frequentes de São Paulo. Os deslizamentos no Rio estão tirando os desgovernantes paulistas da berlinda.

Robson Porto

13/01/2011 - 17h28

“Acerte o alvo para a vitória em novembro. Ajude a remover Gabrielle Giffords. Venha dar tiros com uma M16 automática com Jesse Kelly”.

Bem, Azenha… a coisa fica ainda mais complicada quando um breve texto, como o acima, ainda causa dúvida nas pessoas – como você, acima de qualquer suspeita – se foi, ou não, fator de influência na motivação do atirador de Tucson.

Meu Deus… todos os envolvidos na elaboração e propagação da chamada acima, deveriam ser enquadrados no crime de "homicídio culposo", nem mais nem menos. E ainda assim, com uma coisa escancarada, tem quem levante dúvidas se foi ou não uma coisa indutiva…

Ora, bolas…

Responder

fernando

13/01/2011 - 16h57

Uma coisa que não entendo é como a Fox tem em sua programação desenhos animados que satirizam de maneira ácida o estilo de vida estadunidense. Os Simpsons é o melhor exemplo de como é criticado o american way life.

Responder

    Rafael, BHte

    13/01/2011 - 22h09

    eles têm mesmo essa virtude apesar de todos os defeitos e psicopatias

    MarcelloNYC

    14/01/2011 - 04h42

    Ola Fernando! Vivo em NY e acredito que posso dar um pouco da minha opiniao a respeito: Os Simpsons sao produzidos pela Fox Studios, mas distribuidos para qualquer emissora em sindicancia que quiser comprar a serie ( apesar de ser exclusivo da Fox TV nos capitulos originais). Eh como se um programa da Globo fosse exibido na Band e Rede TV algumas semanas ou meses apos o original ser exibido com exclusividade na Globo, algo impossivel de imaginar aih no Brasil.
    A Fox TV eh uma emissora/rede independente da Fox News, apesar de ter a mesma empresa parente (News Corp do Rupert Murdoch). A maioria das emissoras locais sao independentes e tem o direito de comprar o pacote de programacao de acordo com os seus interesses.

    Jiddu

    17/01/2011 - 00h25

    Desculpe, Marcello, mas o ignorante aqui pergunta se "emissora em sindicância" e "empresa parente" não são expressões que mereceriam melhor tradução.

    fernando

    24/01/2011 - 14h55

    Muito obrigado pela esplicação!
    Abraço.

O_Brasileiro

13/01/2011 - 15h17

Estou mais preocupado com os que pagam para ver isso, do que com os que recebem fortunas para faze-lo!

Responder

Almeida Bispo

13/01/2011 - 14h28

Só em minha cidade existem pelo menos três xerifões nas suas quatro emissoras de rádio, do tipo que bate na mesa e diz: " eu quero ver se… (o prefeito, governador ou presidente, ou quem quer que seja) não vai (…)" e aí dá a ordem. Parecem Meteorango Kid a ameaçar Yoda, Darth Vader ou qualquer herói ou bandido intergalático. Justiceiros. Quando os ouvimos falar trememos de tanto poder. Na TV quem melhor encarna isso é o Ratinho e o Datena. De fato, é a consumação da incompetência do sistema comum de notícias e de entretenimento, feito por gente louca atrás de lucro antecipado e naturalmente descuidado da excelência. Lembro que essa onda de "justiceiros" como os gringos citados no artigo já havia em fins dos anos 60, ao menos em meu estado; mas, como existiam emissoras bem organizadas que tinham também como lucro a credibilidade, esse tipo não recebia estímulos pra se manifestarem. Investia-se em criação e produção; esperava-se o tempo certo de colheita das inúmeras longas noite de trabalho. Mas, atualmente, já que todo mundo faz o mesmo e as alternativas são os horríveis programas bestas ou telenoticários insossos, como o Jornal Nacional com seu clima de velório, os xerifões Meteorango Kid continuam a das as cartas. E claro, a gente ama, comenta ou valoriza o que conhece. O que não se conhece fica pro terreno das lendas ou da fé. Pessoalmente estou desempregado – de rádio – há 17 anos. Minha função básica no rádio era discotecário e programador. Depois da onda do "Segura o Tchan" (ilustrativo) há mais o que fazer no rádio pra esse tipo de profissional?

Responder

CLAUDIO LUIZ PESSUTI

13/01/2011 - 13h43

Excelente analise!Quando vejo diretores da Globo , como Boninho, dizendo que no BBB 11 ta "liberada a porrada" e que vemos a retorica da violencia tomando conta.O cara nao tem consciencia do efeito que "porrada no BBB" vai ter nas ruas e escolas.

Responder

Felipe

13/01/2011 - 13h14

Parabéns, Azenha, pelo excelente texto

Responder

José

13/01/2011 - 12h37

JORNALISMO VERDADE; Esse seu texto revela a forma DIDÁTICA como aborda esse tema da função atual da Midia.Está mais do CLARO. Isso só pode partir de um brilhante e verdadeiro JORNALISTA, um sincero agradecimento de um seu leitor assíduo….

Responder

Luis Hipolito

13/01/2011 - 12h13

O discurso do ódio e da xenofobia está crescendo no mundo inteiro, não só nos EUA, mas principalmente na Europa que terá uma década de crise econômica pela frente e isso só fará reforçar o radicalismo daqueles que praticam esse discurso!!!

Responder

Escrevinhador

13/01/2011 - 12h11

[…] por Luiz Carlos Azenha, no Viomundo […]

Responder

Maria José Rêgo

13/01/2011 - 12h04

Azenha, mais uma vez obrigada por clarear as minhas idéias em relação à mídia e seus efeitos, às vezes, negativos. Você consegue fazer uma excelente análise da situação, levando os seus leitores a pensar sobre a questão. De que maneira a sociedade poderia evitar atitudes como essas, ocorridas nos USA e no Brasil?

Responder

Luci

13/01/2011 - 11h51

Azenha é mais que um texto é uma aula, como centenas de outras matérias do Vi o Mundo, esta é para entender a realidade brasileira, preconceitos, intolerâncias, ódio implantado em na consciência da população e nas realações sociais.Voce escreveu o que vislumbro nos humorísticos de TV sem graça alguma , mas com muitos preconceitos difundidos.Entendi porque a divisão entre a população,Sobre o vídeo de Madureira e do Prates é o preconceito enviesado contra a origem nordestina do presidente Lula. O preconceito contra os nordestinos com a eleição de Lula acentuou-se com as entrevistas e os ataques até de algumas ditas "personalidades" da política de São Paulo.A ex prefeita luiz Erundina também foi vítima deste preconceito separatista e abominável.Lembram-se de Casoy e os Garis?

Responder

Benedito

13/01/2011 - 11h24

São análises desse tipo que fazem o Viomundo uma leitura obrigatória. Valeu, Azenha!

Responder

diogojfaraujo

13/01/2011 - 10h50

Irado o texto… Mas uma pergunta, quem seria mais suscetível a FOX: o sul, Dixie; ou isso é preconceito e o país inteiro tem um número significativo de seguidores da FOX?

Pelas urnas a análise fica errada (como aqui no Brasil, pelo menos pra mim)…

Responder

Roberto SP

13/01/2011 - 10h21

Gosto muito quando vc escreve esses artigos mais longos.
Invariavelmente são ótimos.
Análise certeira e muito bem embasada.

Responder

jefferson

13/01/2011 - 10h07

Excelente texto!

Responder

Marcelo

13/01/2011 - 09h59

No Brasil isso ocorre, mas não se restringe apenas aos meios eletrônicos. É só dar uma olhada na nossa imprensa "de papel" pra ler barbaridades absurdas sendo proferidas diariamente.
O futuro é perigoso com esse povo…

Responder

Julio Silveira

13/01/2011 - 09h56

A midia tem que entender sua responsabilidade com o contidiano de gente (in)comum. Gente aos quais sequer saberão quem são acima de suas analises do interesse pelo produto.
As pessoas são o fruto de sua cultura e são retroalimentadas por ela. Sem querer perceber, campanhas discricionárias podem desempenhar um papel pernicioso, o de afirmar culturas perigosas incutidas em mentes propensas a assimila-las devido a diversos fatores que psicologicos, patologicos ou sociais que causaram o possivel desiquilibrio. A que terem responsabilidade. Se somos suscetiveis até a mensagens subliminares imaginem as declaradas.

Responder

priscila presotto

13/01/2011 - 09h56

O racismo ,incentivado pelos ultraconservadores é um virus que contamina e expande a violência ,criando monstros como Sara Palin e pseudo jornalistas .No Brasil ,esta modalidade está crescendo.

Responder

Raimundo Andrade

13/01/2011 - 09h56

Muito equilibrado o texto.

Responder

erivaldoferreira

13/01/2011 - 09h52

Motivada por interesses meramente comerciais, a grande mídia mantém a retórica conservadora e princípios econômicos, puramente ideológicos. Aqui em São Paulo é ainda pior, pois vai surgir no Brasil, a exemplo do que ocorre nos EUA e na Espanha, um movimento de classe média ultraconservador que já apareceu no final do primeiro turno.

Responder

Ramalho

13/01/2011 - 09h41

Reflexão excelente.

Responder

sergio

13/01/2011 - 09h32

No Brasil esse fanáticos estão se mostrando, Datena é um deles!

Responder

Orlando Bernardes

13/01/2011 - 09h26

Perfeita análise!
Resta saber até quando vão ficar " brincando com fogo "?

Responder

Rodrigo Leme

13/01/2011 - 09h25

O americano tem uma mania de procurar desculpas e bodes expiatórios para todos seus erros. Tiroteio na escola é culpa de bandas de heavy metal. Tiroteio no McDonalds é culpa dos jogos violentos. Tiro na congressista é porque usaram a metáfora do "alvo" (que, pasme, é usada até para vender sabão em pó).

Inegável que o fato da informação correr mais livremente e cada vez com menos filtros reduz o limite entre fantasia e ação, especialmente na cabeça dos mais jovens ou sucetíveis. Porém, o americano nunca diz que o problema está no controle de armas, na legislação frouxa.

Ou seja: o problema é sempre externo ao que o americano considera "direito assegurado", por mais medonho que este seja. Desse jeito, não vai mudar o "tiroteio sem sentido em local público", apenas mudará o endereço.

Responder

    ZePovinho

    13/01/2011 - 11h04

    É você mesmo,Rodrigo?????????????

    Gerson Carneiro

    13/01/2011 - 11h45

    Isto porque trata-se de americanos, se fosse aqui ele iria dizer que a culpa era do PT. Não se engane.

    Rodrigo Leme

    14/01/2011 - 10h44

    Fala a verdade, você não vive sem mim. rs

    Gerson Carneiro

    14/01/2011 - 11h08

    a verdade: eu conheço o meu gado.

    dukrai

    13/01/2011 - 21h24

    ele já chegou a -78, vou dar mais um votinho pra ele

    Rodrigo Leme

    14/01/2011 - 10h46

    Pô dukrai, se eu me preocupasse com a pontuação nos comentários já estaria na roça há muito tempo… :-P

    Gerson Carneiro

    14/01/2011 - 11h09

    eu também.
    (menos um).
    rs.

    Leider_Lincoln

    13/01/2011 - 14h19

    Fazer o que? Concordo com você.

henrique de oliveira

13/01/2011 - 09h24

Quem esta morrendo afogados são os paulistanos.

Responder

Paulo do Amaral

13/01/2011 - 08h55

FICOU TUDO NA PROMESSA, SÓ LAMBANÇA.

Governo federal prometeu, mas não repassou verba contra desastres para Região Serrana do Rio

RIO – Apesar das recorrentes tragédias causadas pelas chuvas, o governo federal mantém a tradição de investir pouco – e bem menos do que promete – para evitá-las. Embora tenha previsto R$ 425 milhões para o Programa de Prevenção e Preparação para Desastres em 2010, o Ministério da Integração Nacional só aplicou R$ 167,5 milhões, ou 39% (inclusive os restos a pagar, ou seja, as despesas de anos anteriores honradas depois). Os dados constam de levantamento do Contas Abertas no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo (Siafi).

O Estado do Rio recebeu apenas 0,6% (ZERO VÍRGULA SEIS) da bolada distribuída (R$ 1 milhão), aplicados na capital, em Rio Claro e em Volta Redonda. Outro dado do Siafi mostra que o governo federal deixou de repassar recursos até para as cidades atingidas na Região Serrana .

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    dukrai

    13/01/2011 - 13h22

    trollzinho, faltou o link da matéria ou vc tem vergonha da fonte? O citado "Contas Abertas" do deputado Augusto Carvalho, que só não abre as contas do patrão, confirma medida provisória publicada hoje de 780 milhões para as áreas de calamidades. Dos 80 milhões do ano passado para Angra, 50 milhões já foram repassados através de 25 grandes projetos em andamento.

easonnascimento

13/01/2011 - 08h53

E se esta história fosse contada do ponto de vista da nossa mídia tupiniquim? Leríamos algo de conteúdo ou origem diferente?
http://easonfn.wordpress.com

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Paulo do Amaral

13/01/2011 - 08h45

CADÊ O CABRAL?

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Gerson Carneiro

13/01/2011 - 08h39

Tem como ser diferente? Penso que não.

A tv comercial irá explorar aquilo que para ela é capaz de angariar lucros. E não precisa nenhum estudo elaborado para saber do que o público gosta. Basta observar um acidente banal em qualquer via pública para constatar a aglomeração que se forma para ver o acidente de verdade. Até canais religiosos exploram tragédias e misérias pessoais.

Tem muita gente que ainda gosta de ver alguém engolindo espada ou comendo caco de vidro. Então a mídia, com todo o seu potencial criativo, irá explorar essas novidades. E é claro, como o que interessa é o lucro, é sacana: instiga a desgraça, dá a volta por trás e banca a inocente, na tentativa de agradar a todos e conquistar o máximo de audiência.

O juízo da mídia é dinheiro, e não importa submeter o conteúdo à forma, o íntimo ao público, a razão à emoção. Isso é apenas um detalhe não observado por milhões de pessoas que babam para participar de um reality show, e outros milhões que babam apenas em assistir.

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    Elton

    13/01/2011 - 10h48

    É só ver a "cobertura" constante do cotidiano do Big Brother Brasil por parte de alguns provedores, a exemplo do Terra. Meu Deus! Aquilo lá parece ter sido feito pra ignorantes (o provedor…).

    Gerson Carneiro

    13/01/2011 - 11h39

    Vi no yahoo uma foto da mulher que ganhou a primeira imunidade do BBB. Chorava copiosamente, parecia ter ganhado uma outra vida depois de vencer um câncer. Muito comovente.

    edv

    13/01/2011 - 12h33

    O exemplo que mais se aproxima de midia plural e independente que conheci foi o inglês. Na época, meados de 1980) tínhamos a BBC (I e II), ITV (Independent TV) e Channel Four.
    Toda residência pagava uma taxa anual por aparelho, ajudando o governo à financiar a mídia
    Não havia anúncios (não me lembro sobre o ITV).
    A quantidade de jornalistas à esquerda era até mais consistente que a de direita.
    Documentários e programas de debates (alguns até hoje) excelentes, alguns inigualáveis.
    Meter o pau no governo e autoridades (baseado em critérios e não em ódio ou torcida) era corriqueiro,
    Assim como defendê-los em suas ações que defendiam efetivamente o interesse público, britânico e mundial.
    Jornais navegando em diversos níveis de direita e esquerda.
    Rádios, também sem anúncios, onde ouvia o que havia de melhor e música e notícias (minhas preferências).
    O inglês que dominou o mundo no império em que o sol nunca se punha, aprendeu (talvez pela decadência do poder) que seu maior patrimônio é o cidadão e que ele deve ser bem saudável, próspero e bem informado.
    Tatcher uniu-se (submeteu-se?) à seu ídolo Reagan para a neoliberalização britânica. Pelo menos a privatização promovida por ela foi em oferta pública em bolsa, não em leilões de envelope fechado!
    Os britânicos já estavam pelas tampas com ela e aí veio o "sábio" Galtieri e a Argentina salvou-a de perder seu mandato, já por um fio.
    Enfim, empre$a$ de comunicação fazem parte, assim como conservadores e "progressistas" (não gosto). O que não pode é um lado predominar 96% contra a opinião e interesse de 96% do interesse público.

Luci

13/01/2011 - 07h41

Azenha entre nós depois de uma tragédia onde os pobres são as maiores vítimas o que mais se ouve é que eles próprios são culpados, porque construiram em área de risco e acumularam lixo!A área de risco onde vivem os pobres foi criada pelos ricos que segregou os pobres em áreas desvalorizadas.O lixo é resultado do consumo estimulado pelos capitalistas para auferirem lucros desmedidos.Culpabilizar os pobres e difundir o ódio e estímulo sem fim da orpressão e exclusão.Sua análise encaixa-se perfeitamente aqui entre nós.

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Luci

13/01/2011 - 07h32

Azenha obrigada.Excelente análise, e serve para refletirmos o que estamos consumindo em nossa programação de TV.É área de risco dentro de nossa casa.É violência desmedida. Aqui programas policialescos difundiram como "vagabundos", e marginais os excluídos pela sociedade, aqueles que não comovem se suas mortes ocorrer.Um ex governante teve a ousadia de tirar um foto com uma potente arma e fez pose. O que voce escreveu ocorre também aqui.Meus cumprimentos.A violência é dosada e propagada para garantir impunidade e poder ainda que propaguem violência.

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enio

13/01/2011 - 07h00

Análises como essa fazem a diferença no jornalismo brasileiro atual que está recheado de ódio, preconceito e uma cegueira ideológica que visa unicamente a destruição do adversário político ou de quem não comunga com seus valores. Ou seja toda a receita da Fox, colocada pelo seu artigo, esta aí sendo manipulada e enfiada goela abaixo. Por isso, a discussão sobre o direito à informação e a democratização da comunicação é mais atual do que nunca.

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Taques

13/01/2011 - 06h49

O mundo está acabando no Rio com centenas de mortos (nenhuma linhazinha até agora) mas quando o assunto é enchente ou deslizamento o "viomundo" se transforma em "sóvejosãopaulo".

Os clientes, digo, leitores, adoram.

Bela lição de jornalismo isento e independente.

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    Gustavo Campos

    13/01/2011 - 10h26

    Verdade…a tragédia está acontecendo é no RJ… em SP isso é corriqueiro…

    E ai Azenha?? Vai continuar "isento"???

    edv

    13/01/2011 - 14h00

    Declaração de ato falho, condizente com seu PIG e governo da mediocrelite:
    Morte de pessoas no RJ é tragédia … Já em SP é "corriqueiro"…
    Lamentável.

    Gustavo Campos

    13/01/2011 - 22h48

    eu quis dizer que morre um ou outro em SP… não acontece de morrer 350 pessoas em uma enchente… é mais prejuizo material… ato falho tem vc por já sair me julgando com se eu fosse aliado do PIG…. estás completamente enganado…. só estava questionando o Azenha e concordando com nosso amigo Taques… somente agora o Azenha fez uma matéria sobre as enchentes do RJ e estava com os olhos somente em SP… assim não pode assim não dá…

    edv

    15/01/2011 - 13h20

    Eu não diria que 23 mortos em SP é "um ou outro" (segundo estado em mortes no sudeste). Muito menos os 550 da região serrana, que não foram por "uma enchente" de chuvas de verão em planalto, mas por desmoronamento de encostas por tromba d'água em região de serra.
    Quanto ao "seu PIG", com o sentido similar a "senhor" ("seu dotô"), reconheço que há "mea culpa", já que permitiu a interpretação possessiva. Retire o "seu" e fico com a "mea maxima".
    Como traz o título, o tema não é competição de tragédias ou de culpas, pois há culpas variadas de governos em todos os casos. Aqui mesmo foi denunciada a "doação" de Cabral à Globo…
    O que não há é proteção política de mírdia para todos. No RJ, o PIG já dá toda a cobertura, com folga. Exs: embora SP já tivesse 8 cidades atingidas (só pesquisando), o G1 ontem colocou manchete: "Sobe para "5" o n. de cidades com mortos no RJ (2 em S.J.V.Rio Preto, também serrana e próxima às outras). Isso é manchete principal!…
    Veja exs de 2 outros (IG e Band) mapeando as cidades atingidas da região sudeste, escondendo SP. Num, atrás da legenda, noutro simplesmente fora do mapa.
    Mas arrastando, o leitor "descobre o tapete" …
    Band:
    http://www.band.com.br/jornalismo/cidades/conteud
    IG: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/estado+d
    Não são jornalisticamente "curiosos"? Este é o tema!

    Gerson Carneiro

    13/01/2011 - 11h17

    Além de tudo essa desastrosa administração demotucana de São Paulo tem uma sorte danada.

    336 mortos no Rio de Janeiro até este momento.

    E nós, clientes do viomundo, somos azarados porque somente nessas horas de consternação o Taques aparece.

    Taques

    13/01/2011 - 13h26

    Seria importante que essa "consternação" não ficasse restrita somente aos paulistas, caro Gerson.

    Abraços.

    edv

    13/01/2011 - 12h11

    A diferença é que seu PIG, "nãovêsãopaulo", mas quando o "mundo acaba" com deslizamentos emientemente em duas pequenas cidades nas montanhas do estado do Rio, o PIG dá conta do recado, mais do que perfeitamente, com manchetes permanentes, múltiplas chamadas, galerias de fotos, infográficos, e… a devida crítica aos responsáveis.
    O tema não é competição de catástrofes, que acontecem nos EUA, na Austrália, UK, Polônia, Indonésia, etc. mas descaso governamental apoiado por manipulação tendenciosa de mírdia.
    Ou precisa desenhar?

    dukrai

    13/01/2011 - 13h09

    tragédia, maibródi, e vc festeja porque livra a cara do Vampiro Brazileiro na lambança que armou em São Paulo. Mórbido, oportunista e otras cositas màs que não cabem no Viomundo.

    Elton

    14/01/2011 - 12h27

    Taques……..conheço esse sobrenome……..ao menos no Paraná (minha terra) essa família é do "agronegócio" mais retrógrado possível na face da Terra…….e pelo jeito és um deles.

Tiago Tobias

13/01/2011 - 05h29

O PIG aqui no Brasil, faz de tudo para jogar o "homem comum" contra os movimentos populares, sindicatos, reformas estruturais…Engraçado, o "homem comum", classe média, é contra o MST, mas ele não tem NENHUMA propriedade rural. O que temer então? O "homem comum" não pensa por si, ele pensa com a cabeça do dominante. Nunca veremos o Bonner por exemplo, dizendo: – Hoje, o DITADOR venezuelano Hugo Chávez…
A manipulação e sedimentação do senso comum se dá numa palavrinha aqui, outra ali, em falas soltas que vão se constituindo na percepção cotidiana como totalidade. A frase do Jesse Kelly “Acerte o alvo para a vitória em novembro. Ajude a remover Gabrielle Giffords." aparentemente é ingênua, inofensiva. Os jovens que querem afogar os nordestinos no Brasil, dizem que as publicações no twitter são "brincadeira", assim como os que pregam o assassinato da Dilma…as palavras são manifestações do pensamento, reflexos interiores dos indivíduos. Eles dizem o que eles pensam. É como fazer piadinha de negro e dizer: – é só uma piada, eu não sou racista viu?
E se o Obama perde em 2012? E se os republicanos ganham as eleições presidenciais? Sinto muito, mas os EUA caminham para o fascismo…

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    Elton

    13/01/2011 - 10h51

    Fazem a opinião pública comum transformar-se em GADO a ser conduzido ao matadouro. Até pessoas humildes (não sói as de classe média) acham que sem-terras são bandidos, terroristas….que as greves só prejudicam quem nada tem a ver com os movimentos de trabalhadores. Vide exemplo dos bancários que a cada data-base são obrigados a parar de trabalhar. São chamados de "marajás" nas filas de ônibus, bares e lanchonetes.

Roberto

13/01/2011 - 03h37

Luiz Carlos, agradeço a Deus por você, o Paulo Henrique Amorim, o Rodrigo Vianna e outros nobres como vocês existirem e serem brasileiros.
Obrigado por sempre dizer com palavras claras aquilo que em geral a maioria mal intui, e mesmo quando o faz, não sabe ou não tem como compartilhar.

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ZePovinho

13/01/2011 - 03h13

O MARCELO MADUREIRA É O LUIZ CARLOS PRATES OU O PRATES É O MADUREIRA???

[youtube _nnDdKHKVBw http://www.youtube.com/watch?v=_nnDdKHKVBw youtube]

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    Luiz Fortaleza

    13/01/2011 - 11h03

    Como é q um cara deste fala tanta merda… sendo os dois verdadeiros picaretas da mídia. Ele deve ter lido muita a VEJINHA, aquela que cega os ingênuos.

    dukrai

    13/01/2011 - 13h04

    véi, ele fala como se a gente estivesse acreditando. tudo bem que ele está falando pro patrão dele, pros 3% que detestam o Lula e é um comediante, mas a cara de pau é soberba e lustradinha com óleo de peroba 3x ao dia.

    Fernando

    13/01/2011 - 13h12

    Felizmente por enquanto estamos livres dos 3 idiotas

    edv

    13/01/2011 - 14h04

    Menos mal que ele se vende como humorista.
    E não como analista.
    Já que é ruim como um ou como outro.

Nilva

13/01/2011 - 02h49

Bingo! Nada a acrescentar.

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ZePovinho

13/01/2011 - 02h19

Caraca,Azenha.Também não precisa humilhar "us ignoranti" em jornalismo,como nós,escrevendo uma análise DUCA dessas.

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    dukrai

    13/01/2011 - 08h50

    afffffffffe, zé, até eu fiquei orgulhoso rs

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